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DISCIPLINA
ECOLOGIA
AULA 08
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
AUTOR
ANA CLÉZIA SIMPLÍCIO DE MORAIS
TECNÓLOGO 
EM GESTÃO
AMBIENTAL
DISCIPLINA
ECOLOGIA
AULA 08
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
AUTOR
ANA CLÉZIA SIMPLÍCIO DE MORAIS
TECNÓLOGO 
EM GESTÃO 
AMBIENTAL
GOVERNO DO BRASIL
Presidente da República
MICHEL MIGUEL ELIAS TEMER LULIA
Ministro da Educação
JOSÉ MENDONÇA BEZERRA FILHO
Diretor de Educação a Distância da CAPES
CARLOS CEZAR MODERNEL LENUZZA
Reitor do IFRN
WYLLYS ABEL FARKATT TABOSA
Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação do IFRN
MÁRCIO ADRIANO DE AZEVEDO
Coordenadora da Editora do IFRN
DARLYNE FONTES VIRGINIO
Diretor Geral do Campus EaD/IFRN
ALEXSANDRO PAULINO DE OLIVEIRA
Diretor Acadêmico do Campus EaD/IFRN
ALBÉRICO TEIXEIRA CANARIO DE SOUZA
Coordenadora Geral da UAB/IFRN
EDNEIDE DA CONCEIÇÃO BEZERRA
Coordenadora Adjunta da UAB/IFRN
 ABIGAIL NOÁDIA BARBALHO DA SILVA
Coordenadora do Curso de 
Tecnologia em Gestão Ambiental
CRISTINA DE SOUZA BISPO
ECOLOGIA
AULA 08 
Ecologia de ecossistemas – pirâmides ecológicas
Professora Pesquisadora / Conteudista
ANA CLÉZIA SIMPLÍCIO DE MORAIS
Diretor de Produção de Material Didático
THIAGO MEDEIROS BARROS
Coordenador de Produção de Mídia Impressa
LEONARDO DOS SANTOS FEITOZA
Coordenador de Revisão
WAGNER RAMOS CAMPOS
Revisora ABNT
EDINEIDE DA SILVA MARQUES
Revisão Linguística
ELIZETH HERLEIN
Diagramação
GEORGIO NASCIMENTO
Ficha Catalográfica
M827t Morais, Ana Clézia Simplício de.
Tecnólogo em Gestão Ambiental: Ecologia: Aula 08: Ecologia de 
ecossistemas – pirâmides ecológicas / Ana Clézia Simplício de Morais. – Natal : 
IFRN Editora, 2017.
15f. : il. color.
1. Gestão Ambiental. 2. Meio Ambiente – Ecologia. 3. Ecossistemas. 4. 
Pirâmides Ecológicas. 5. Educação a Distância. I. Título.
RN/IFRN/EaD CDU 504
Ficha elaborada pela bibliotecária Eponina Eilde da Silva, CRB 15/295
5
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
APRESENTANDO A AULA
Nesta aula, vamos compreender o uso de pirâmides 
ecológicas para representar as relações tróficas em termos 
de contribuição proporcional de cada nível trófico com o 
fluxo de energia e matéria nos ecossistemas. Aprenderemos 
a identificar os tipos de pirâmide, diferenciando-as em: 
pirâmide de energia, pirâmide de números e pirâmide 
de biomassa. Além disso, ao final da aula, será possível 
aprender a interpretar as informações que estão contidas 
nas pirâmides, bem como definir a sua importância e em 
que situações poderão ser usadas.
DEFININDO OBJETIVOS
Após esta aula, você deverá ser capaz de:
• compreender qual a importância do uso de pirâmides 
ecológicas para a compreensão do fluxo de energia e 
matéria nos ecossistemas;
• identificar os tipos de pirâmides ecológicas e a sua 
importância;
• diferenciar e interpretar os tipos de pirâmides ecológicas.
6
ECOLOGIA
DESENVOLVENDO O CONTEÚDO
PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
A ecologia de ecossistemas, como vimos na aula anterior, estuda o fluxo 
de energia e matéria ao longo do ecossistema, ou seja, ao longo das cadeias 
e teias tróficas. O funcionamento dos ecossistemas depende, portanto, das 
transformações energéticas através dos níveis tróficos, onde a transformação 
fundamental consiste em converter a energia da luz solar para energia química, 
através do processo de fotossíntese realizado pelas plantas. Essa energia flui 
entre os níveis tróficos, passando dos produtores para consumidores primários, 
secundários e daí em diante. Entretanto, compreender as diversas vias ou os 
caminhos do fluxo de energia nos ecossistemas não é tarefa trivial, pois o que se 
tem na prática é uma rede de emaranhado de relações entre os diversos níveis 
tróficos em sentido vertical e horizontal.
Com os estudos crescentes sobre ecossistemas, sobretudo, a partir de 1950, 
quando o conceito de ecossistema já havia se interiorizado no pensamento dos 
cientistas ambientais da época e o ramo da ecologia de ecossistemas já havia 
sido criado, começou a se medir o fluxo de energia e a reciclagem de nutrientes 
nas cadeias tróficas e se tornava cada vez mais necessário representar tais 
medidas visualmente. Eugene P. Odum foi um dos primeiros cientistas (1953) a 
representar os ecossistemas em diagramas de fluxo, representando com caixas 
a biomassa e seu equivalente energético para os organismos que faziam parte 
de um mesmo nível trófico num determinado momento (RICKLEFS, 2010). 
Dessa forma, o uso de pirâmides ecológicas tornou-se uma forma 
representativa que auxilia na compreensão de como o fluxo de energia e 
matéria existe entre os níveis tróficos. Para fazer uma boa leitura das pirâmides, 
é necessário compreender que cada parte da pirâmide tem a função de 
representar, proporcionalmente, um parâmetro que está sendo analisado. 
Assim, as pirâmides alimentares buscam representar, através de retângulos 
hierarquicamente posicionados, as relações tróficas entre os indivíduos de um 
ecossistema. (PEZZI, 2010)
7
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
A cadeia alimentar é o fio de conexão entre os organismos pelo qual a 
energia flui através dos níveis tróficos. Nesse contexto, surge a pirâmide 
ecológica ou também conhecida como pirâmide de energia, criada com 
a finalidade de demonstrar a passagem dessa energia através dos vários 
níveis tróficos, indicando que a cada nível trófico a energia vai diminuindo 
sucessivamente (Figura 01). Esse tipo de pirâmide é a mais comum no estudo 
de ecossistema.
Para estudar as relações alimentares em comunidade e sua produtividade, 
geralmente, utilizam-se três tipos básicos de pirâmides ecológicas: a) a pirâmide 
de energia; b) a pirâmide de números e c) a pirâmide de biomassa. E nós vamos 
conhecer um pouco melhor cada uma delas agora.
PIRÂMIDE DE ENERGIA
A sequência de elos tróficos estabelecida pelos organismos dentro dos 
ecossistemas, através de suas relações alimentares, foi chamada de cadeia 
alimentar. Lindeman, em 1942, em seus estudos dos sistemas ecológicos, 
baseados em princípios da termodinâmica, chamou tais elos tróficos de níveis 
tróficos. Além disso, ele visualizou os elos formando uma pirâmide de energia, 
com menos energia alcançando sucessivamente cada nível trófico superior 
(RICKLEFS, 2010). Assim, fica mais fácil visualizar como a energia flui ao longo 
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Fig. 01- Exemplo de pirâmide ecológica.
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ECOLOGIA
dos níveis tróficos que fazem parte de um ecossistema.
A pirâmide de energia, portanto, indica a quantidade de energia 
armazenada em cada nível trófico e pode ser expressa em quilocalorias, por 
exemplo (Figura 02). Ela representa, graficamente, a quantidade de energia 
acumulada por unidade de área (ou volume) e/ou por unidade de tempo em 
cada nível trófico de um ecossistema. Esse tipo de pirâmide nunca se mostra 
invertida, pois o fluxo de energia é unidirecional e, a cada nível trófico, parte 
da energia assimilada, no nível trófico anterior, é perdida. Estima-se que de um 
nível trófico para outro quase 90% da energia é perdida pela respiração dos 
organismos e outras atividades.
Podemos observar, na imagem acima, que, à medida que aumenta o nível 
trófico (da base para o topo da pirâmide), a quantidade de energia disponível 
diminui. Compare, por exemplo, a quantidade de energia acumulada pelos 
produtores em comparação com a energia armazenada pelo consumidor 
terciário (serpente). A energia acumulada pelas gramíneas é mil vezes maior. 
Isso é resultado da eficiência de assimilação energética a cada nível trófico, onde 
a eficiência líquida é resultado do total de energia que foi assimilado menos o 
que foi gasto em processos metabólicos tais como a respiração. 
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Fig. 02 - Exemplo de pirâmide de energia.
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ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
PIRÂMIDE DE NÚMEROS
As pirâmides de números são utilizadas para representar o número de 
indivíduos ao longo da cadeia trófica do ecossistema, sem se preocupar com 
o tamanho e nem com a massa dos indivíduos. Assim, na representação desse 
tipo de pirâmide, cada retângulo indica o número de indivíduos participantes 
naquele referido nível trófico, ou seja, cada grau indica a quantidade de 
indivíduos existente em um nível (ver figura 03).
Nem sempre uma pirâmide de números apresenta essa estrutura 
decrescente à medida que se avança nos níveis tróficos. Há três tipos básicos de 
pirâmide de números: direta, alternada e invertida (Figura 04).
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Fig. 04 - Tipos de pirâmides de número.
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Fig. 03 - Exemplo de pirâmide de números.
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ECOLOGIA
A pirâmide direta ocorre quando o primeiro nível trófico, ou seja, os 
produtores, apresentam maior número de indivíduos. Já a pirâmide invertida 
ocorre quando o último nível trófico considerado (geralmente representado 
pelos carnívoros) apresenta maior número de indivíduos. Entretanto, é bastante 
comum se encontrar representantes de organismos parasitas para o último 
nível trófico da pirâmide invertida. Eles se instalam nos hospedeiros em grande 
quantidade (Figura 05).
E a pirâmide alternada ocorre quando um nível trófico intermediário 
apresenta maior número de indivíduos que seu antecessor e sucessor trófico). 
Considere que você, junto com seu professor, iniciou uma pesquisa, no jardim 
da escola, com aves (20 indivíduos) que se alimentam de besouros (1000 
indivíduos), os quais vivem na copa de árvores do tipo Ipê (3 indivíduos) 
alimentando-se de sua seiva. Observe esse exemplo, na figura 06, e verifique 
que se trata de um exemplo de pirâmide alternada. Chamamos essa pirâmide 
de alternada porque o número de indivíduos da base da pirâmide (no caso os 
ipês) acabou sendo menor que o número de indivíduos do nível trófico seguinte 
(besouros que vivem no ipê), o que não é comum de se observar quando se 
estuda pirâmides ecológicas de um modo geral. Mas, nesse caso específico, o 
número de indivíduos de ipê considerados para o foco da pesquisa (3 indivíduos) 
foi menor que o número de besouros (1000 indivíduos). E, por conseguinte, no 
terceiro nível trófico (no caso 20 aves), foi considerado um número menor de 
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Fig. 05 - Exemplo de pirâmide invertida.
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ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
indivíduos que o do nível trófico intermediário, fazendo com que se obtivesse 
uma pirâmide com esse formato alternado.
PIRÂMIDE DE BIOMASSA
A pirâmide de biomassa representa a quantidade de massa viva total 
em cada nível trófico e numa determinada área ou período de tempo e é, 
geralmente, representada pelo peso seco (biomassa sem água). 
Na pirâmide mostrada acima, é possível comparar o acúmulo de biomassa 
em cada nível trófico no período de um ano. Vale salientar que diversos fatores 
bióticos e abióticos podem influenciar no acúmulo de biomassa ao longo da 
cadeia alimentar e, certamente, esses valores representados acima irão se alterar 
quando comparados numa escala temporal e espacial diferentes. 
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Fig. 06 - Exemplo de pirâmide alternada.
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Fig. 07 - Exemplo de pirâmide de biomassa.
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ECOLOGIA
A representação das relações tróficas estabelecidas pelas comunidades 
através de pirâmides ecológicas, seja qual tipo for, auxilia nos mais variados 
estudos ecológicos. As pirâmides também são úteis para fins de conhecimento 
das características das comunidades ao longo do tempo (número de indivíduos 
e biomassa da comunidade, por exemplo), para verificar se tais características 
variam de acordo com a escala espacial ou mesmo com as mudanças das relações 
tróficas. Além disso, representar as relações tróficas ajuda na compreensão 
de quais fatores (bióticos ou abióticos) podem estar contribuindo para o 
desequilíbrio dessas relações no ecossistema e sugerir as melhores alternativas 
de manejo e controle das comunidades. Além disso, as pirâmides ecológicas 
trazem uma visão mais simplificada das complexas relações tróficas que são 
estabelecidas nos ecossistemas e que, muitas vezes, ocorrem através de teias 
tróficas imensas e complicadas de se entender. 
RESUMINDO
Nesta aula, mostramos qual a importância 
de se representar graficamente as relações tróficas 
estabelecidas entre os organismos ao longo das 
cadeias alimentares, bem como a importância do 
uso de pirâmides ecológicas para a compreensão 
do fluxo de energia e matéria nos ecossistemas. 
Também mostramos e identificamos os tipos, as 
características das pirâmides ecológicas que podem 
ser classificadas em pirâmide de energia, pirâmide de 
número e pirâmide de biomassa. Por fim, foi possível 
compreender a importância do uso de pirâmides 
ecológicas no estudo do fluxo de energia e matéria 
dentro dos ecossistemas. 
13
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
AVALIANDO SEUS CONHECIMENTOS
1. Adaptado de Pezzi (2010) - As pirâmides A e B 
abaixo são pirâmides de números, observe os esquemas 
e responda ao que se pede em seguida.
 
LEITURA COMPLEMENTAR
1. “Teias alimentares, Cadeias Alimentares e 
Pirâmides Ecológicas”
Fonte: https://professorthafarel.files.wordpress.
com/2015/05/teias-cadeia-alimentares-e-piramides-
ecologicas.pdf
2. “`Pirâmides ecológicas e dinâmica das 
populações”
Fonte: http://repositorio.geracaoweb.com.
br/20130403_114938pirmides_ecolgicas_e_
dinmica_das_populaes_1b_aula_0_3.pdf
3. VÍDEO-AULA - “Pirâmides ecológicas”
Fonte: https://www.youtube.com/
watch?v=gf5QryxPT1c
Pirâmide A Pirâmide B
IV
III
II
I
III
II
I
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ECOLOGIA
a) Qual das pirâmides pode representar uma 
cadeia alimentar constituída por:
Árvore > pulgões que parasitam as folhas da 
árvore > protozoários que parasitam os pulgões.
b) Qual o nível trófico com maior número de 
organismos na pirâmide B?
c) Qual o nível trófico com menor número de 
organismos na pirâmide A?
2. Com os dados da cadeia alimentar abaixo, 
monte uma pirâmide de biomassa representando as 
relações.
CAPIM (6000 Kg) > GAFANHOTO (700 Kg) > RATO 
(70 Kg) > CORUJA (0,5 Kg)
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ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS – PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
CONHECENDO AS REFERÊNCIAS
PEZZI, Antônio. Biologia: genética, evolução e ecologia. 1.ed. São Paulo: FTD, 2010.
RICKLEFS, Robert E. Economia da natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2010.

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