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UNIVERSIDADE DE COIMBRA 
Faculdade de Farmácia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas 
 
 
Determinação do teor em cálcio numa amostra de leite 
 por titulação complexométrica com EDTA 
 
 
 
Disciplina: Química Analítica 
Turma: PL8 
Docente: Doutora Márcia Manaia 
Realizado por: Ana Salgadinho, Bárbara Vitória, Vitória Ramos 
 
28 de março de 2023 
1 
 
Índice 
 
1. Introdução ……………………………………………………………2 
2. Objetivos ……………….…………………………….…………..…3 
3. Fundamentação teórica …… ………………………………………..3 
4. Resultados ……………………………………………………………5 
5. Cálculos ……………………………………………………………6 
6. Discussão dos resultados ………………………...…………………8 
7. Conclusão …………………………………………………………..10 
8. Respostas às perguntas extra- laboratoriais ………………...……11 
9. Bibliografia / Netografia …. ………………………………..……..13 
10. Anexos …………………………………………………………..…..14 
2 
 
1. Introdução 
Em muitas situações, para identificar a concentração de certas soluções, (soluções não 
padronizadas), recorre-se a outras soluções de concentração conhecida, realizando-se 
uma titulação. 
Existem, vários tipos de volumetria, tais como a volumetria de neutralização, a 
volumetria de precipitação e a volumetria de complexação. Neste trabalho, vamos 
recorrer à última mencionada. 
A volumetria de complexação, ou titulação complexométrica, envolve a formação de 
complexos que são estáveis e que quantificam os diferentes iões metálicos em solução. 
Estes formam-se através da titulação da solução a ser identificada com uma solução 
titulante (agente complexante), em que um ião metálico reage com um agente ligante. 
Um complexo é formado por um ião ou átomo central rodeado por outros iões ou 
moléculas (ligandos) com capacidade para lhes doar pares de eletrões (são bases de 
Lewis), formando ligações covalentes dativas. A maioria das titulações complexométricas 
fazem-se utilizando ligandos polidentados. 
O EDTA, ácido etilenodiaminotetracético, é um dos agentes complexantes mais 
usados em Química Analítica. Este é formado por quatro grupos carboxilo e dois grupos 
amina que vão doar pares de eletrões. Deste modo, é um ligante hexadentado, uma vez 
que pode ceder 6 pares de eletrões, formando 6 ligações com o catião metálico. A 
estequiometria dos seus complexos é de 1:1 com os catiões dos metais da Tabela 
Periódica, tendo constantes de formação muito elevadas. 
O EDTA é, ainda, considerado um ácido fraco e, por essa razão, encontra-se ionizado 
sob a forma de 7 espécies diferentes (depende do valor de pH em que se encontra). 
Ou seja, se soubermos o pH da solução também conseguimos descobrir a espécie que está 
presente. No entanto, os complexos são sempre iguais e são constituídos por EDTA na sua 
forma desprotonada (Y4-), mesmo que a solução contenha outras formas de EDTA. 
Na presença da forma desprotonada, os protões presentes na solução e o catião metálico 
vão competir para se ligarem ao EDTA, sendo que quanto maior o pH mais catiões estarão 
ligados a este agente complexante. Quando o pH é inferior a 10, a quantidade de EDTA 
desprotonado será muito baixa (grande parte dos protões vão ligar-se) e os catiões não 
conseguirão estabelecer ligação. 
3 
 
2. Objetivos 
 
Este trabalho laboratorial tem como objetivos determinar o teor em cálcio numa 
amostra de leite, por complexometria, dar a entender os princípios da titulação de 
complexação, compreender a formação do ião complexo e reconhecer a espécie ativa do 
EDTA. 
 
3. Fundamentação teórica 
 
 A experiência que está a ser abordada permitirá calcular a concentração dos iões 
cálcio na amostra. Para isso, tal como já foi referido anteriormente, é necessário que o 
EDTA se encontre na sua forma desprotonada, ou seja, a solução tem de se encontrar a 
valores elevados de pH (𝑝𝐻 > 12), e assim os complexos formados sejam mais estáveis. 
Os catiões envolvidos (presentes no leite) são 𝑁𝑎+, 𝐾+, 𝐶𝑎2+ e 𝑀𝑔2+, sendo os dois 
últimos os únicos que têm afinidade com o EDTA. 
A reação de complexação para um ião metálico, 𝑀𝑛+, é: 
𝑀𝑛+ + 𝑌4− ⇋ 𝑀𝑌𝑛−4 
a sua constante de formação é: 
𝐾𝑀𝑌 =
[𝑀𝑌𝑛−4]
[𝑀𝑛+] [𝑌−4]
 
Neste caso, a reação com os iões magnésio ou cálcio será: 
M2+ + Y4- → MY2-. 
A reação tem de ocorrer a 𝐾𝑓 ≈ 10
8para que a reação de complexação seja completa. 
Se o valor da constante de formação for inferior, o pH será mais baixo, e nem todo o EDTA 
estará desprotonado, ou seja, parte dos catiões não estarão ligados a este agente 
complexante. 
Podemos também usar constantes de formação condicionais, que apenas são 
influenciadas pelo valor de pH usado e que relacionam a constante de formação com a 
quantidade de EDTA completamente desprotonado: 
𝐾𝑀𝑌
´ = 
[𝑀𝑌𝑛−4]
[𝑀𝑛+] [𝐸𝐷𝑇𝐴]
 
4 
 
 Um aspeto importante é que o leite contém iões cálcio e magnésio, que sofrem 
precipitação a pH=10, um obstáculo que tem de ser ultrapassado com a realização de uma 
titulação de retorno, em vez da titulação direta. 
Titulação direta: o titulante reage com o titulado completamente. 
Titulação de retorno: é adicionado à amostra um excesso conhecido de reagente e o 
segundo reagente adicionado é responsável por titular o primeiro. Esta titulação é usada 
quando o ponto atingido na titulação direta não é compatível com a reação que está a 
ocorrer, ou quando a quantidade usada em excesso do primeiro reagente é necessária 
para que a reação seja completa. 
Neste caso, o EDTA vai ser o reagente auxiliar e vai complexar os iões 𝐶𝑎2+ e 𝑀𝑔2+ 
da amostra de leite. Em seguida, adiciona-se o padrão de cálcio para titular o EDTA em 
excesso. 
Relativamente ao EDTA, é de salientar que, por se tratar de um agente primário, não 
necessita de ser padronizado para se proceder à sua utilização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
4. Resultados 
 
Expressões matemáticas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Grupo Volume gasto (mL) Ca2+ (mg/100mL) Teor Ca2+ (%) 
1 8,65 147 122,5 * 
2 11,07 98,6 82,17 
3 9,8 123,2 102,6 
4 10,13 117,4 97,83 
5 9,88 122,4 102 
6 9,67 121,6 101,3 
Média (a)9,87 (b)121,7 (c)101,4 
Desvio padrão (d)1,23 (e)24,44 
Intervalo de 
confiança (95%) 
(f)]6,80; 12,94[ (g) ]60,72; 182,68[ 
Tabela 1 - Tabela dos resultados obtidos. 
*este grupo só executou 2 ensaios 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
5. Cálculos 
Médias 
 
(a) V gasto = 
(8,65+11,07+9,8+10,13+9,88+9,67)
6
= 9,87 mL 
(b) Ca2+ = 
(147+98,6+123,2+117,4+122,4+121,6)
6
= 121,7 mg/100mL 
(c) Ca2+ (teor) = 
(122,5+82,17+102,6+97,83+102+101,3)
6
= 101,4 % 
Desvios padrão 
 
(d) 𝑠 = √
 (8,65−9,87)2+ (11,07−9,87)2 + (9,8−9,87)2 + (10,13−9,87)2 + (9,88−9,87)2 + (9,67−9,87)2 
3−1
= 1,23 
(e) 𝑠 = √ (147−121,7) 
2+ (98,6−121,7)2 + (123,2−121,7)2 + (117,4−121,7)2 + (122,4−121,7)2 +(121,6−121,7)2 
3−1
= 24,44 
 
Intervalos de confiança 
 
(f) ]9,87 − 4,3217
1,23
√3
, 9,87 + 4,3217
1,23
√3
[ = ]6,80; 12,94[ 
(g) ]121,7 − 4,3217
24,44
√3
, 121,7 + 4,3217
24,44
√3
[ = ]60,72; 182,68[ 
 
Valor consultado na tabela t de Student, figura 1 em anexo, (linha 0,05 pois o intervalo tem uma 
confiança de 95 % ficando com uma margem de erro de 5%, e coluna 2 pois são 2 graus de 
liberdade) 
 
Determinação da concentração de iões cálcio, em mg / 100mL. 
Grupo 2 
 
n (EDTA total) = n (EDTA que reage com Ca2+ do leite) + n (EDTA em 
excesso que é titulado com o padrão de Ca) 
 
1º) n (EDTA total) = [EDTA] x V(EDTA) = 0,040 x 0,010 = 4 x 10-4 mol 
 
2º) n (CaCO3) = [padrão de Ca] x V (CaCO3) = 0,0250 x 0,01107 = 2,7675 x 10-4 mol 
 
Rótulo: [Ca2+] na amostra = 
= 120 mg /100 mL 
MM(Ca) = 40 g/mol 
[padrão Ca] = 0,025 M 
[EDTA] = 0,040 M 
 
 
Volume gasto (média dos 3 ensaios de 
valores 11,2; 11,2 e 10,8) 
7 
 
 
Dado que a estequiometria é 1:1, no ponto de equivalência: 
 n (EDTA) = n (CaCO3) 
3º) n (EDTA que reage com o Ca2+ do leite)= n (EDTA total) - n (EDTA em excesso que é titulado 
com o padrão de Ca) 
 = 4 x 10-4 – 2,7675 x 10-4 
 = 1,2325 x 10-4 mol 
4º) n =
m
MM
 ⇔ m= n x MM ⇔ m = 1,2325 x 10-4 x 40 = 4,93 x 10-3 g Ca2+ (em 5 mL de leite) 
5º) Tendo a massa de Ca2+ presente nos 5 mL de leite é possível calcular a massa deste em 100 mL 
de leite 
4,93 x 10-3 g Ca2+__________________ 5 mL 
 x g Ca2+ __________________ 100 mL 
Logo x = 0,0986 g Ca2+= 98,6 mg Ca2+ 
 
6º) Teor Ca2+ (%) = 
m (Ca2+)
m total
 x 100 = 
98,6
120
 x 100 = 82,17 % 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
6. Discussão dos resultados 
 
Ao analisar os resultados obtidos, constantes da tabela 1, verifica-se que os 
volumes gastos de titulante EDTA, por cada grupo de trabalho, diferem significativamente, 
relativamente aos valores teóricos (entre 10-12 mL). 
Em consequência disso, os cálculos subsequentes ([𝐶𝑎2+] e teor de cálcio) foram 
influenciados o que permite identificar a ocorrência de erros, de carácter aleatório e/ou 
sistemático, durante a realização do procedimento. 
O pH (deve estar compreendido entre 12 e 13) é importante para a observação da 
cor do indicador livre e foi um forte influenciador dos resultados. Este foi avaliado 
visualmente através de uma fita indicadora de pH, o que por si só já é uma medição 
duvidosa. 
Se os valores de pH foram superiores ou muito próximos de 13 pode ter acontecido a 
precipitação de alguma quantidade indesejada de iões cálcio, o que contribuiu 
erradamente nos cálculos finais (teor baixo – provável erro cometido pelos grupos 2 e 4). 
Pelo mesmo raciocínio, se os valores de pH foram inferiores a 12, tal não permitiu a 
precipitação total dos iões magnésio, aumentando o teor em percentagem de iões 
(provável erro cometido pelos grupos 1,3,5 e 6). 
Outro possível erro pode ter surgido no decorrer da titulação, mais concretamente 
na deteção visual do ponto final. Mesmo fazendo uso de um controlo, a visualização da 
mudança de cor do indicador Murexida é difícil/desafiador de perceber dado que a 
perceção da mudança de cor é pouco nítida, o que poderá ter conduzido a um gasto 
excessivo, dispensável e incorreto de volume de titulante. 
Facilmente, o ponto de viragem é atingido ou ultrapassado. Caso o término da adição de 
titulante tenha sido precoce, tal conduta levou a que o ponto de viragem não tenha sido 
alcançado e, deste modo, não foram descobertos tantos iões cálcio quanto o pretendido, 
havendo uma minoração da sua concentração e teor final. 
Por outro lado, a “condição” do indicador Murexida também pode ter influenciado 
o volume de EDTA gasto. Ao ter sido feita a extração da solução de indicador do fundo do 
recipiente, fazendo uso de conta-gotas, a mesma pode ter arrastado consigo partículas 
indevidas que se encontravam depositadas no fundo do recipiente, o que tornou a solução 
mais saturada e forçou a adição de um volume de titulante em excesso. 
9 
 
Os erros cometidos, tais como erros de paralaxe, a incorreta medição de volumes, a má 
calibração dos aparelhos de medição e ainda os erros praticados pelos operadores podem, 
também, ter condicionado a obtenção dos resultados finais. 
A concentração de cálcio no leite vem indicada no rótulo da maioria dos pacotes 
de leite e ronda os 120 mg/100 mL (valor teórico) o que corresponde a uma concentração 
de cerca de 0,025 M. 
Pela análise dos teores de cálcio obtidos e dos volumes de EDTA gastos, verifica-se que, 
para volumes relativamente elevados (em comparação com o valor teórico, 10 mL), os 
valores de cálcio obtidos experimentalmente apresentam-se significativamente baixos, 
comparativamente aos rotulados (120 mg). 
Pelo anteriormente descrito, o teor de cálcio diminui à medida que aumenta o volume de 
titulante, ou seja, o volume gasto varia inversamente com a concentração de cálcio obtida. 
Comparando os valores obtidos, pelos seis grupos de trabalho, com os tabelados 
referentes à concentração de iões Ca2+, constata-se que o grupo 4 foi o que mais se 
aproximou do valor teórico, seguido dos grupos 6, 5,3,2 e 1, sendo, este último, o mais 
discrepante. Assim, acredita-se que, numa análise global, a atividade laboratorial ocorreu 
com pouca precisão (concordância de valores obtidos entre grupos) e exatidão 
(concordância dos resultados com os valores teóricos). 
De realçar que, o grupo 1 apresenta valores relativamente acima da média (desvalorizando 
os erros referidos anteriormente), por apresentar resultados finais com base em apenas 
dois ensaios e não em três, não podendo ser usado em igual circunstância para conclusões 
estatísticas fiáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
7. Conclusão 
 
A complexometria (volumetria de complexação – aplicação do equilíbrio de 
complexação) foi descrita pela primeira vez em 1946, quando a titulação de cálcio e 
magnésio com EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) foi relatada e a “murexida” foi 
empregada como o primeiro indicador metalocrómico. 
Na determinação de cálcio em suplementos, no caso concreto desta prática 
laboratorial, o EDTA foi usado como titulante que complexa os iões 𝐶𝑎2+ presentes no 
leite. Como a solução de EDTA e o complexo formado com o cálcio não são coloridos, o 
ponto final da titulação foi detetado visualmente adicionando um indicador 
metalocrómico, a Murexida, à amostra a ser analisada. A mudança de cor ocorre quando 
o indicador passa da sua forma complexada (coloração púrpura) para a forma livre (não 
complexada), que apresenta coloração rosa. A mudança de cor sinaliza o ponto final, pois 
ocorre quando o EDTA, depois de complexar todos os iões 𝐶𝑎2+não ligados, remove o ião 
𝐶𝑎2+ ligado ao indicador. A remoção é possível apenas porque o EDTA complexa o 𝐶𝑎2+ 
mais fortemente do que o indicador. 
A seleção dos iões metálicos titulados pelo EDTA, bem como o equilíbrio, são 
influenciados pelo 𝑝𝐻 da solução, pelo que o seu valor deve ser previamente determinado. 
A realização desta prática laboratorial envolveu a formação de um complexo 
suficientemente estável (em condições adequadas, as reações são praticamente 
completas e instantâneas) entre um ião metálico, 𝐶𝑎2+, e um agente complexante, EDTA. 
A técnica de titulação complexométrica com EDTA é apta à determinação quantitativa de 
iões cálcio em soluções aquosas, contudo, na análise de uma amostra de leite, existem 
outras espécies químicas de caráter orgânico e inorgânico que podem influenciar 
negativamente a sua determinação. 
Os vários tipos de erros experimentais, já relatados anteriormente, também contribuíram 
para a obtenção dos resultados atrás apresentados e discrepantes entre os vários grupos 
de trabalho. 
Para colmatar e eliminar essas interferências, por vezes, é necessário adicionar à solução 
titulada agentes marcadores, ou ainda adicionar um agente complexante auxiliar de modo 
a impedir/minimizar a precipitação do metal na forma de seu hidróxido. 
Apesar das várias limitações e erros cometidos, consideramos ter sido capazes de entender 
os objetivos supostamente pretendidos e os conceitos científicos subjacentes. 
11 
 
8. Respostas às perguntas extra- laboratoriais 
 
1. Determinação da concentração de iões cálcio, em mg / 100mL. 
A resposta a esta questão encontra-se no ponto 5. Cálculos, deste trabalho 
 
2. Explique o porquê do pH da titulação do cálcio não pode ser inferior a 12. 
Para determinar a concentração dos iões metálicos cálcio e magnésio recorre-se a uma 
titulação de complexação. 
O EDTA é um agente complexante titulante que se combina com os iões metálicos na 
proporção de 1:1, formando quelatos com catiões metálicos, estáveis para titulações. 
 
𝑀2+ + 𝑌4− → 𝑀𝑌2−(𝑛−4) 
 Ião metálico ligante ião complexo/quelato 
 
O valor de pH do meio pode ser usado para selecionar quemetais serão titulados e que 
metais não serão titulados pelo EDTA, como mostra a figura 2, em anexo. 
Muitos metais podem ser titulados em valores de pH mais baixos, porque possuem 
constantes elevadas. Contudo, a reação de complexação com EDTA é mais completa para 
valores de pH acima de 10 (pH alcalino), no qual a maior parte dele está na forma livre 
(espécie ativa), formando ligações mais estáveis. 
Dado que o objetivo é determinar o teor de cálcio na amostra de leite em questão, é 
necessário efetuar a precipitação dos iões 𝑀𝑔2+ para ter a certeza que este não forma 
complexos com o EDTA. 
A reação de precipitação de iões 𝑀𝑔2+, na forma de 𝑀𝑔(𝑂𝐻)2, só ocorre para valores de 
𝑝𝐻 compreendidos entre 12 e 13, e a dos iões 𝐶𝑎2+ para valores acima de 13. 
Assim, para garantir que ocorra a ligação do EDTA aos iões cálcio, e consequente 
precipitação dos iões magnésio, torna-se fundamental o controlo do pH. 
 
3. Explique como é que ocorre a deteção do ponto final na titulação realizada. 
 
O ponto final de uma qualquer titulação pode ser determinado através da análise da curva 
de titulação ou pelo uso de um indicador. 
12 
 
A técnica mais comum para determinar o ponto final em titulações com EDTA (volumetria 
por complexação) é usar um indicador para iões metálicos (indicadores metalocrómicos) 
que exiba cores distintas, na forma complexada e na forma livre. 
 Os indicadores são usados para formar um complexo fortemente colorido com o ião 
metálico (analito): 
 𝑀 + 𝐼𝑛𝑑 ↔ 𝑀𝐼𝑛𝑑 (as cargas foram omitidas para melhor clareza) 
 
Isso é responsável pela mudança de cor que sinaliza o fim da titulação (ponto final). 
No presente trabalho foi usado o indicador Murexida. 
 
𝐶𝑎2+(𝑎𝑞) + 𝐻2𝐼𝑛𝑑
3−(𝑎𝑞) ↔ 𝐶𝑎𝐻2𝐼𝑛𝑑
−(𝑎𝑞) 
 púrpura rosa 
 
De notar que, para que esta reação ocorra, o complexo metal-titulante deve ser mais 
estável (constante de complexação maior) do que o complexo metal-indicador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
9. Bibliografia /Netografia 
 
• J.Mendhan, R. C. Denney, J.D. Barnes, M. J. K. Thomas, R. C. Denney, M. J. K. Thomas, Vogel`s 
Quantitative Chemical Analysis, 6th ed., Prentice, London, 2000. 
 
• D. A. Skoog and D. M. West, Fundamentals of Analytical Chesmistry, 9th ed., Thomson Pioneira, 
2014. 
 
• D. C. Harris, Quantitative Chemical Analysis, 9th ed., Freeman, New York, 2015. 
 
• https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/15132711102012Quimica_Analitica_II_Aul
a_8.pdf< 
 
• https://pt.slideshare.net/dhionmeygfernandes/relatrio-volumetria-de-complexao-
determinao-de-dureza-da-gua 
 
• https://www.google.com/search?q=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student&tbm
=isch&ved=2ahUKEwiqvIiz4aH-AhXvkicCHfjOBp4Q2-
cCegQIABAA&oq=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student 
 
• https://www.google.com/search?q=Valores+de+pH+m%C3%ADnimos+para+a+titula%C3%A
7%C3%A3o+de+v%C3%A1rios+i%C3%B5es+met%C3%A1licos+com+EDTA 
 
• https://www.wikiwand.com/pt/Murexida 
 
• https://pt.wikipedia.org/wiki/EDTA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/15132711102012Quimica_Analitica_II_Aula_8.pdf%3c
https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/15132711102012Quimica_Analitica_II_Aula_8.pdf%3c
https://pt.slideshare.net/dhionmeygfernandes/relatrio-volumetria-de-complexao-determinao-de-dureza-da-gua
https://pt.slideshare.net/dhionmeygfernandes/relatrio-volumetria-de-complexao-determinao-de-dureza-da-gua
https://www.google.com/search?q=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student&tbm=isch&ved=2ahUKEwiqvIiz4aH-AhXvkicCHfjOBp4Q2-cCegQIABAA&oq=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student
https://www.google.com/search?q=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student&tbm=isch&ved=2ahUKEwiqvIiz4aH-AhXvkicCHfjOBp4Q2-cCegQIABAA&oq=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student
https://www.google.com/search?q=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student&tbm=isch&ved=2ahUKEwiqvIiz4aH-AhXvkicCHfjOBp4Q2-cCegQIABAA&oq=Tabela+distribui%C3%A7%C3%A3o+t+de+student
https://www.google.com/search?q=Valores+de+pH+m%C3%ADnimos+para+a+titula%C3%A7%C3%A3o+de+v%C3%A1rios+i%C3%B5es+met%C3%A1licos+com+EDTA
https://www.google.com/search?q=Valores+de+pH+m%C3%ADnimos+para+a+titula%C3%A7%C3%A3o+de+v%C3%A1rios+i%C3%B5es+met%C3%A1licos+com+EDTA
https://www.wikiwand.com/pt/Murexida
https://pt.wikipedia.org/wiki/EDTA
14 
 
10. Anexos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 – Distribuição t de Student (Extraído do livro “Curso de Estatística” Jairo Simon da Fonseca & Gilberto 
de Andrade Martins - Editora Atlas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 - Valores de pH mínimos para a titulação de vários iões metálicos com EDTA. 
 
 
15 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 - Murexida (ou purpurato de amónio, sal de amónio do ácido purpúrico). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 - EDTA (ou ácido etilenodiaminotetracético). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Algumas propriedades 
Fórmula molecular C8H8N6O6 
Massa molar 284,19 g/mol 
Alguns riscos associados 
Frases R R20 R21 R22 
 
Algumas propriedades 
Fórmula molecular C10H16N2O8 
Massa molar 292,2 g mol-1 
Densidade 0,86 g/cm3 
Ponto de fusão 237–245 °C 
Alguns riscos associados 
 Irritante 
Frases R R36 
Frases S S26 
 
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Densidade
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Frases_de_risco
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Frases_de_seguran%C3%A7a
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Procedimento experimental 
 
I. Num erlenmeyer, introduza 5,0 mL de leite, 10,0 mL de EDTA 0,04 M e 1,0 mL de 
NaOH 1M. 
II. Com o papel indicador universal verifique que o pH da solução se situa entre 12 e 
13 (se a quantidade de NaOH não for suficiente, adicionar mais um pouco, sendo 
que um valor de pH superior a 13 leva, também, à precipitação do cálcio). 
III. Agite o erlenmeyer durante cerca de 2 minutos para precipitar o Mg(OH)2. 
IV. Adicione 3 gotas de solução de murexida (indicador). A solução deverá ficar 
púrpura. Titule com solução padrão de ião cálcio 0,0250 M, até mudança de cor 
para rosa. 
V. Repita a titulação até obter uma concordância de 3 volumes de solução de titulante 
com amplitude de variação inferior a 0,5 mL.

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