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Helicóptero flutuando no mar do norte, após perder o rotor de cauda A ANAC aplica provas para Piloto Privado (PP) de avião e helicóptero, Piloto Comercial (PC) de avião e helicóptero, Piloto de Linha Aérea (PLA) de avião e helicóptero, Instrutor de Vôo de Avião (INVA) e de helicóptero (INVH), Certificado de Vôo por Instrumentos (IFR). Objetivando uma melhor qualificação da mão-de-obra especializada para a Aviação Civil em consonância com o que preconiza a Organização Internacional da Aviação Civil (OACI), foram estabelecidos requisitos necessários à formação de pilotos - no que tange à instrução teórica e à instrução prática de vôo. No caso de instrução teórica, a ANAC institui os currículos mínimos a serem avaliados, padronizados através dos Manuais de Curso da SEPC (Antigo IAC). Estes atendem às diversas graduações de pilotos, bem como os requisitos necessários para a concessão das licenças e/ou habilitações técnicas. Cabe ressaltar que, para habilitar o piloto, devem ser atendidos os requisitos de idade, escolaridade, conhecimento, experiência, instrução de vôo e aptidão psicofísica. As inspeções de saúde dos aeronavegantes civis podem ser realizadas nas Juntas Especiais de Saúde (JES) da Aeronáutica ou, no caso dos pilotos privados, em um dos médicos credenciados pela ANAC (a relação pode ser consultada abaixo) . Os pilotos dos helicópteros depois que são habilitados fazem exames médicos e são avaliados periodicamente. Para pilotar um helicóptero com um requisito maior do que a sua habilitação, o piloto deverá ser certificado para tal. Esta certificação é obtida em centros de treinamento habilitados pela autoridade aeronáutica. As empresas que prestam serviços de transporte aeronáutico, também possuem programas de treinamento interno para os seus pilotos. 2. Procedimentos dos passageiros Antes da decolagem, os passageiros assistem a um briefing, na forma de uma palestra, de uma explanação ou de um vídeo de pré-vôo no próprio helicóptero. no qual são explicados os procedimentos para o embarque, o transporte e o desembarque na plataforma. São fornecidas informações sobre os procedimentos e equipamentos de emergência. Pré-vôo: Durante o procedimento de chek-in é explicado que certos itens são proibidos a bordo da aeronave ou da instalação offshore. Itens que não devem ser carregados a bordo da aeronave: •Arma de fogo •Drogas •Ácidos e substâncias corrosivas •Líquidos ou sólidos inflamáveis •Garrafas de gás •Explosivos •Material radioativo •Material magnético •Materiais tóxicos e venenosos •Equipamento rádio transmissor Materiais necessários para o trabalho especializado a bordo devem ser transportados de modo apropriado. Em caso de dúvida, perguntas serão dirigidas ao chefe de equipe, controlador de materiais, a administração e ao encarregado da decolagem e pouso da aeronave. Antes do embarque o passageiro deve se assegurar que o mesmo se encontra em boas condições físicas e mentais. Tenha em mente que a ingestão excessiva de álcool poderá resultar na proibição do embarque. Isto não é somente para o benefício próprio, mas também para a segurança dos demais que estarão voando. A conduta de um indivíduo pode afetar a segurança e o bem-estar dos demais. Antes do embarque: •Aproximar-se do helicóptero, quando for autorizado (braço estendido e polegar para cima). •Na aproximação, se abaixe levemente enquanto se desloca, se o rotor principal estiver funcionando. •Os maiores perigos se encontram no rotor da cauda, pela sucção e na parte de vante e de ré, por causa da inclinação do rotor principal. •Tomar cuidado com a descarga dos motores do helicóptero. •Não deixe objetos soltos durante o embarque: casacos, bonés, cachecol e etc. •Se embarcar com objetos compridos, fazê-lo na horizontal. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Aproximação Segura Aproximação Segura PERIGO PERIGO PERIGO Início/Durante a viagem: •Sentar-se e ajustar os cintos de segurança. •Manter os aparelhos eletrônicos desligados , até segunda orientação. •Usar o protetor auricular, se for o caso. •Não fumar. •Manter o cinto de segurança afivelado, durante todo o vôo. Durante a viagem, o passageiro vai completar as informações de segurança, com a leitura do cartão de instrução do assento, localizando visualmente e observando os itens listados no cartão. Do cartão, o passageiro poderá notar: •O tipo do helicóptero. •A forma da aeronave. •A posição e o método da operação de todas as saídas de emergência. • A rota a ser utilizada do seu assento até a saída de emergência. •A posição e operação das balsas salva-vidas infláveis. •A posição do kit de primeiros socorros. •Os procedimentos que devem ser seguidos em caso de emergência. •A localização dos equipamentos de emergência a bordo. •A posição de impacto, recomendada para o tipo de helicóptero. O Piloto ou co-piloto poderá transmitir para os passageiros, via fones de ouvido, informações sobre o tempo de vôo, sobre as condições meteorológicas, sobre a rota e instruções de emergência. Exemplos de cartão de segurança Exemplos de rota de fuga, descritas nos cartões de emergência Desembarcando da aeronave: •Aguardar a ordem para desembarcar. •Retirar o cinto de segurança. •Se deslocar conforme orientação do piloto/co-piloto. •Se deslocar levemente abaixado. •Tomar os mesmos cuidados com objetos soltos e a bagagem pessoal. • Tomar cuidado com a corrente de vento do helicóptero, quando desembarcar. Um perigo real que existe durante a operação de pouso e decolagem, é a corrente de vento criada pelo rotor principal e que aumenta com a aproximação do helicóptero com o solo. Em algumas instalações, os passageiros permanecem no interior da estrutura até que a aeronave tenha pousado. Entretanto em algumas instalações, os passageiros aguardam nas escadas que levam ao heliponto e neste caso esta corrente de vento pode significar perigo, soprando na direção de casacos que estão parcialmente abertos e sobre a superfície de objetos que estão sendo transportados no sentido transversal ( maior área de exposição) e objetos como parafusos e porcas que podem ser impelidos pelo vento na direção de uma pessoa. Em ambos os casos de embarque e desembarque do helicóptero, as instruções dos encarregados dos helipontos, dos membros da tripulação deverão ser seguidas. Em alguns casos, após o pouso, o passageiro não deve abrir as portas do helicóptero, este é o trabalho do encarregado local pelo pouso. Não remova o cinto de segurança ou deixe a aeronave até ser instruído. Uma vez fora da aeronave, não fique divagando,recolha a sua bagagem, se necessário e se afaste da área de pouso imediatamente e de maneira ordenada. 3. Emergências. A operação de um helicóptero é hermeticamente controlada, por esta razão que voar de helicóptero é considerado uma forma muito segura de transporte. Se durante um vôo acontecer uma emergência, geralmente vai ser muito tarde para que as pessoas se preparem para esta emergência. Então as responsabilidades dos passageiros dizem respeito a familiarização com as informações contidas nas instruções do cartão de emergência e o correto procedimento para escapar do helicóptero As principais emergências que podem acontecer durante um vôo de helicóptero são as seguintes: •Falha no motor. •Falha nos sistemas elétrico, mecânico e de lubrificação. •Vibração anormal por falha mecânica •Fogo no interior do helicóptero •Fogo no motor Definições: Aterrissagem : Quando o pouso do helicóptero é feito no heliponto. Pouso forçado: Quando o pouso é feito fora do heliponto, ou na água, mas de forma controlada. Amarar: pousar na água; amerissar. As três formas de pouso forçado, seja em terra ou na água são as seguintes: 1. Controlado: Neste caso, o piloto está no controle do helicóptero. O problema ocorrido não é muito sério,pode acontecer a baixa altitude e as condições meteorológicas são boas. Algum dano a aeronave, pode acontecer ou não, a aeronave permanece estável, flutuando endireitada e com os dispositivos de flutuação intactos. A posição na qual o helicóptero flutuar pode resultar em “wet floor” (piso molhado), o que não significa necessariamente instabilidade. As ações tomadas após o impacto estarão nas instruções do piloto/co-piloto e destinadas ao escape seco para o interior da balsa salva-vidas do helicóptero. 2. Parcialmente controlado: O piloto tem o controle parcial do helicóptero, o problema é mais sério em altas altitudes e em condições meteorológicas adversas. A estrutura do helicóptero e os seus meios de flutuação estão danificados pelo impacto mais severo, fazendo que a aeronave fique instável. Isto resulta no emborcamento do helicóptero e a necessidade de escape submerso. 3. Descontrolado: Esta forma de pouso é resultado de falha nos motores principais, caixa de engrenagens, rotor principal e a falha no rotor de cauda, que causa no helicóptero um comportamento único, impedindo que o piloto mantenha qualquer tipo de controle. A alta altitude e as condições desfavoráveis do tempo irão exacerbar a situação. O impacto será muito violento e causará danos consideráveis. Existe a possibilidade de explosão. Esta situação é extremamente rara de acontecer e os passageiros deverão adotar a posição de impacto prescrita e manter os cintos de segurança presos ao corpo. Preparar para o Impacto Em todas as situações, as ações tomadas para preparar para o impacto são similares e o piloto pode não ter tempo para instruir os passageiros, então: •Permaneça calmo e controlado. •Retire objetos pontiagudos ( canetas, prótese dentária, óculos e etc.) e coloque no bolsa do assento em frete a você. •Certifique que o cinto de segurança está bem preso. •Prepare o colete inflável para ser utilizado. Dependendo do modelo de colete inflável que você está vestindo, vai haver a necessidade que você retire o mesmo da pochete que está presa a cintura e passe a sua gola pelo pescoço. •Nunca infle o colete salva-vidas inflável no interior do helicóptero. •Se certifique que os seus pés não estão embaixo do seu assento e nem do assento da frente (os assentos pode colapsar no impacto). •Adote a posição de impacto, prescrita para esse helicóptero na instrução do cartão de segurança, para proteger a cabeça, face, tórax e pernas. Se o tempo não permite realizar totalmente as tarefas descritas anteriormente então, mantenha o cinto de segurança afixado e tome a posição de impacto. Não abra as saídas de emergência até que seja instruído pelo piloto/co-piloto , na ausência das instruções do piloto ou por iniciativa própria, mesmo quando o helicóptero estiver seguramente flutuando. As portas e janelas quando ejetadas muito cedo, podem transformar um pouso forçado controlado na água em um desastre. Após o impacto, tome a posição anterior no assento com o tórax estendido e libere o cinto de segurança, na sequência se dirija para a saída de emergência indicada. No caso do helicóptero virar, use as pernas para dar um suporte adicional. Aguarde e obedeça as instruções do piloto/co-piloto. Escape seco Uma vez que a saída de emergência designada tenha sido aberta, a balsa salva-vidas pode ser deflagrada. Em alguns casos, este procedimento pode acontecer automaticamente e se o lançamento for manual, deverá ser executado pelo piloto/co-piloto ou pelo passageiro. Uma vez deflagrada, a balsa será mantida próxima a porta de emergência pelo cabo de acionamento, com a finalidade de facilitar o embarque. Os passageiros que estão no interior, devem seguir as instruções emanadas e se moverem para a porte de saída, de maneira ordenada para não comprometer a estabilidade do helicóptero. Balsa salva-vidas do helicóptero As balsa salva-vidas dos helicópteros são similares na construção às balsas em uso nas plataformas, sendo na cor amarela e também possuem uma palamenta para sobreviver no mar. Estas balsas são bem mais leves na construção e são estocadas em bolsas de PVC. A sua estivagem no interior do helicóptero, pode variar dependendo do tipo de helicóptero. Os passageiros devem se certificar da sua localização, conforme explicado anteriormente pela leitura do cartão de segurança do helicóptero. O seu piso está localizado entre as duas câmaras de flutuação e algumas balsas podem ser deflagradas em qualquer posição, já que a cobertura é acondicionada em volta da balsa e pode ser levantada em qualquer direção (para cima/baixo). Os equipamentos podem ser recuperados por um cabo ( palamenta, cilindro de CO2 ) Balsa salva-vidas Elevação do toldo Balsa estivada no helicóptero Balsa inflada Balsa salva-vidas Lançamento e embarque na balsa 1. A balsa pode ser deflagrada automaticamente, por um membro da tripulação ou por um passageiro. 2. Retire a balsa do seu local. 3. Retire a proteção do cabo de acionamento. 4. Prenda o cabo de acionamento e lance a balsa para fora do helicóptero. 5. Puxe o cabo de acionamento, na sequência a balsa irá se deflagrar. 6. Com a balsa na proximidade, embarque diretamente no seu interior (tenha em mente que este tipo de balsa é menos resistente). 7. Corte o cabo de acionamento e se afaste uma distância segura do helicóptero Escape submerso Se possível a saída de emergência deverá ser ejetada anteriormente ao emborcamento. Na impossibilidade de um membro da tripulação abrir as saídas de emergência, os passageiros deverão realizar esta de baixo d’água, com a inundação da aeronave, a pressão interna d’água irá se igualar a externa. Esta não é a melhor hora para ler as instruções de como abrir as saídas de emergência, então com os olhos abertos , poderão ser vistas as fileiras de luzes ativadas pela água, que indicam a saída. Uma vez embaixo da água e de cabeça para baixo, as pessoas irão experimentar uma desorientação e por isso é importante que previamente o passageiro se familiarize com o sentido de liberação do cinto de segurança (para direita ou esquerda) e o sentido de liberação das saídas de emergência. As atitudes que se deve adotar para a realização de um escape submerso são as seguintes: •Posicione uma mão no mecanismo de liberação do cinto de segurança. •Se posicione com o outro braço, apoiado no caminho da saída. •Endireite o seu corpo. •Tome uma respiração profunda, antes da submersão das vias respiratórias. •Permaneça na posição até que o movimento do helicóptero cessar. •Abra a saída de emergência, aguarde alguns segundo se tiver alguém na sua frente abrindo ao mesma. •Soltar o cinto de segurança (cuidado com a cabeça, pescoço, lesões na parte posterior do tórax, se a cabine não estiver totalmente submersa). •Use as duas mãos para se impelir no sentido e através da saída. Não nade e nem dê pontapés. É mais fácil a pessoa se puxar através do compartimento no sentido e através da saída do que nadar. •Proteja a cabeça e a face, e infle o colete na superfície. •Adote a posição de flutuação apropriada ou nade para embarcar na balsa salva-vidas. SEQUÊNCIA DE ESCAPE 3 – 1 – 4 – 2 (2) 3 4 1 2 1 – 3 2 – 4 1 2 (1) 3 4 SEQUÊNCIA DE ESCAPE 1 – 3 – 2 – 4 2 1 (3) 4 3 4 – 2 3 – 1 (4) 4 3 2 1 SEQUÊNCIA DE ESCAPE 1 – 3 – 5 2 – 4 – 6 1 2 (1) 3 45 6 5 – 6 (2) 5 6 1 23 4 1 – 3 – 4 – 2 SEQUÊNCIA DE ESCAPE 4 – 3 3 4 (3) 5 61 2 6 – 2 – 1 – 5 2 – 4 – 6 1 – 3 – 5 (4) 2 1 4 36 5 Colete salva-vidas inflável Os coletes em uso no transporte de pessoas pelos helicópteros, vem com duas câmaras de flutuação estanques que são infladas com o acionamento das ampolas de CO2, na hipótese das ampolas não funcionarem, estes coletes tem tubos de enchimento para a inflação, soprando o ar para o interior. Estes coletes vem em dois modelos, o primeiro que envolve o pescoço, e desce pela parte frontal do tórax, sendo presoao corpo por meios de fitas com presilhas, na altura da cintura e da virilha. O outro modelo vem no interior de uma pochete que é colocada em volta da cintura, através de um cinto, e que será retirado e passado pela cabeça, em caso de emergência. Colete salva-vidas inflável 1. Coloque o cinto, passando-o pelo pescoço. 2. Prenda e ajuste o cinto abdominal. 3. Passe e prenda o cinto inferior pela virilha. 4. Puxe os cabos de acionamento. 5. Na falha da ampola de CO2 , infle pelo tubo de enchimento 1 3 4 2 5 Colete salva-vidas inflável Modelo com pochete abdominal 6. Equipamentos de segurança aeronáutica a bordo Os helicópteros comerciais que fazem vôo sobre a superfície do mar carregam certos equipamentos de emergência, que na ocorrência de emergências, são empregados para contingenciar as emergência e para a segurança dos passageiros e tripulantes. Extintor de incêndio: O uso segue os mesmos parâmetros, do que é ministrado nos cursos básicos, ressaltando que o seu uso deve ser o mais eficiente possível, em função das circunstâncias envolvidas. 6. Equipamentos de segurança aeronáutica a bordo http://www.justscale.co.nz/catalog/product_info.php?products_id=77&osCsid=a475f18fb735447a36a398fca7ea6576 6. Equipamentos de segurança aeronáutica a bordo Kit de primeiro socorros: Importante conhecer como usar e a sua localização 6. Equipamentos de segurança aeronáutica a bordo Os helicópteros possuem um equipamento que emite sinais para os satélites COSPAS-SARSAT, de modo similar a EPIRB. O “ELT” fica acondicionado em local especifico no interior do helicóptero. Quando os integrantes de um helicóptero se encontram em jornada de sobrevivência, uma das tarefas é justamente acionar o “ELT” para que os náufragos sejam detectados via satélite e sejam resgatados com a maior brevidade.