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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA Docente: Adrianne Teixeira Barros Componente: Zoologia dos Vertebrados II Equipe: Bernardo de Farias Rocha e Maria Isabel Araújo de Lucena Questões – Testudines 1) Atualmente a ordem Testudines é representada por duas linhagens: Pleurodira e Cryptodira. Quais são as principais diferenças entres estas subordens? Resposta: As diferenças mais marcantes entre os Cryptodira e os Pleurodira são a forma como retraem sua cabeça para dentro do casco e sua distribuição geográfica. Na medida que os Cryptodira retraem sua cabeça curvando o pescoço verticalmente, os Pleurodira curvam o pescoço em sentido horizontal. Ademais, os Cryptodira são os únicos Testudines encontrados no hemisfério norte, podendo ser encontrados também na América do Sul e na África, mas não na Austrália, enquanto os Pleurodira ocupam exclusivamente a parte do hemisfério sul, sendo predominantemente semi-aquáticos. 2) Os Testudines possuem um casco constituído de escudos epidérmicos e ossos dérmicos cujos números de placas não são correspondentes. Isto constitui uma característica vantajosa ou desvantajosa? Por que? Resposta: Isto constitui uma característica vantajosa para os Testudines. Seu casco, com escudos epidérmicos e ossos dérmicos, é a chave para seu sucesso evolutivo. Como a morfologia do casco reflete os aspectos ecológicos de uma espécie de Testudines, as variações aparecem como um aspecto vantajoso, visto que um casco mais achatado ou mais cupular acompanha o hábito de vida do quelônio. O jabuti-panqueca da África, por exemplo, apresenta um casco achatado e flexível, sem muita ossificação. Este Testudines vive em colinas e escala rochas com tamanha agilidade. Seu casco flexível pressiona-se contra rochas em situações de perigo, criando um atrito tão grande que é quase impossível tirar o animal dali. Assim como este exemplo, muitas outras formas adaptativas de morfologia do casco são refletidas no comportamento do animal, representando uma vantagem evolutiva para esta ordem de vertebrados. 3) Desenhe a carapaça e o plastrão, indicando os nomes (números) dos escudos córneos externos. Resposta: 4) As vértebras e costelas fusionadas ao casco não permitem que os Testudines consigam sobreviver sem seu casco e isto impede a expansão de sua caixa torácica para a respiração. Então, como os Testudines contornaram este problema? Resposta: A junção das costelas com o casco não permite movimentos na caixa torácica. Os pulmões dos Testudines estão ligados à carapaça por meio de lâminas de tecido conjuntivo e por isso se ligam às suas vísceras, fazendo com que o movimento destas auxilie na expansão dos pulmões no ato respiratório, por meio de contrações musculares. Os Testudines produzem mudanças na pressão pulmonar contraindo os músculos que forçam as vísceras para cima, comprimindo os pulmões e expelindo o ar, e em seguida contraindo outros músculos que aumentam o volume da cavidade visceral, permitindo que as vísceras se acomodem para baixo. Como as vísceras estão ligadas à lâmina diafragmática, a qual está, por sua vez, ligada aos pulmões, o movimento das vísceras para baixo expande os pulmões, aspirando o ar. Alguns representantes aquáticos, ainda, conseguem efetuar trocas gasosas via cloaca e faringe. 5) Desenhe a cabeça de uma tartaruga, apontando: bico córneo, pálpebras e narinas. Resposta: 6) Diferencie as patas dos Testudines quanto à forma e à função. Resposta: As patas traseiras do jabuti têm um formato cilíndrico e são curtas, lembrando as patas de um elefante, ideais para suportar o casco pesado. Os cágados tem patas onde os dedos possuem membranas, vantajosas para seu habitat aquático. Apesar de serem bem semelhantes aos cágados, as tartarugas tem patas em formato de pá, que usam como remos para nadar.