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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO 
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS 
CURSO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA 
 
 
 
 
MARIA FLANKSUERLY FERREIRA DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM 
DUAS ESCOLAS DE UM MUNICÍPIO POTIGUAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANGICOS/RN 
2021 
http://www.niemeyer.org.br/
MARIA FLANKSUERLY FERREIRA DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM DUAS 
ESCOLAS DE UM MUNICÍPIO POTIGUAR 
 
 
 
 
 
 
 
Monografia apresentada a Universidade 
Federal Rural do Semi-Árido como requisito 
para obtenção do título de Bacharel em 
Ciência e Tecnologia. 
 
 
Orientador: Sileide de Oliveira Ramos, Prof. 
Dr. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANGICOS/RN 
2021 
 
http://www.niemeyer.org.br/
© Todos os direitos estão reservados a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O conteúdo desta obra é de inteira
responsabilidade do (a) autor (a), sendo o mesmo, passível de sanções administrativas ou penais, caso sejam infringidas as leis
que regulamentam a Propriedade Intelectual, respectivamente, Patentes: Lei n° 9.279/1996 e Direitos Autorais: Lei n°
9.610/1998. O conteúdo desta obra tomar-se-á de domínio público após a data de defesa e homologação da sua respectiva
ata. A mesma poderá servir de base literária para novas pesquisas, desde que a obra e seu (a) respectivo (a) autor (a)
sejam devidamente citados e mencionados os seus créditos bibliográficos.
Ficha catalográfica elaborada por sistema gerador automáto em conformidade 
 com AACR2 e os dados fornecidos pelo) autor(a).
Biblioteca Campus Angicos
Bibliotecário: Helder Romero Maia Duarte
CRB: 15/673
O serviço de Geração Automática de Ficha Catalográfica para Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) foi desenvolvido pelo Instituto
de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) e gentilmente cedido para o Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (SISBI-UFERSA), sendo customizado pela Superintendência de Tecnologia da Informação
e Comunicação (SUTIC) sob orientação dos bibliotecários da instituição para ser adaptado às necessidades dos alunos dos Cursos de
Graduação e Programas de Pós-Graduação da Universidade.
O48p Oliveira, Maria Flanksuerly Ferreira de.
 Prevenção e combate a incêndio: Estudo de caso
em duas escolas de um município potiguar / Maria
Flanksuerly Ferreira de Oliveira. - 2021.
 48 f. : il.
 Orientador: Sileide de Oliveira Ramos.
 Monografia (graduação) - Universidade Federal
Rural do Semi-árido, Curso de Ciência e
Tecnologia, 2021.
 1. Segurança. 2. NR-23. 3. PPCI. 4. Fogo. 5.
Instituição. I. Ramos, Sileide de Oliveira ,
orient. II. Título. 
MARIA FLANKSUERLY FERREIRA DE OLIVEIRA 
 
 
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM DUAS 
ESCOLAS DE UM MUNICÍPIO POTIGUAR 
 
 
 
 
Monografia apresentada a Universidade 
Federal Rural do Semi-Árido como requisito 
para obtenção do título de Bacharel em Ciência 
e Tecnologia. 
 
 
 
 
 
Defendida em: 20 / 11 / 2021. 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
_________________________________________ 
Sileide de Oliveira Ramos, Prof. Dr. (UFERSA) 
Presidente 
 
_________________________________________ 
Gerbeson Carlos Batista Dantas, Eng. (UFERSA) 
Membro Examinador 
 
_________________________________________ 
Marina Elizabeth Dias Altidis, Prof. Dr. (IFPE) 
Membro Examinador 
 
_________________________________________ 
 
 
SILEIDE DE OLIVEIRA 
RAMOS:23774479453
Assinado de forma digital por SILEIDE 
DE OLIVEIRA RAMOS:23774479453 
Dados: 2021.11.27 20:21:33 -03'00'
GERBESON CARLOS 
BATISTA 
DANTAS:10127025456
Assinado de forma digital por 
GERBESON CARLOS BATISTA 
DANTAS:10127025456 
Dados: 2021.11.27 22:04:47 -03'00'
http://www.niemeyer.org.br/
AGRADECIMENTOS 
 
 Agradeço a Deus por me proporcionar a conclusão de mais uma etapa da minha vida, 
mostrando que somos capazes de vencer os obstáculos presentes em nossa jornada, que com 
determinação podemos vencer e realizar nossos sonhos. 
 
 Agradeço a meus pais Francisco Chiberio e Francisca Adelaide por me incentivar 
nessa etapa de minha vida. 
 
 Agradeço a meu esposo Josué Arimatéias, meus filhos Lara Ketlyn e Josué Gabriel por 
estarem presentes em cada momento dessa caminhada, sejam eles bons ou maus momentos. 
 
 Agradeço a orientadora por me guiar não só na elaboração desse trabalho, mas 
também pelo incentivo nessa jornada de conhecimento, transmitindo informações precisas e 
nos capacitando para então nos tornarmos profissionais capazes de atuar no mercado de 
trabalho. 
 
 Agradeço a Banca Examinadora por estar presente nesse momento, disponibilizando 
seu tempo para influenciar positivamente nesse processo de conclusão de curso. 
 
 Agradeço aos meus irmãos Franksuirle Chiberio e João Batista Chiberio; e aos demais 
membros da minha família por também estarem presentes nessa jornada, contribuindo de 
maneira significativa para conclusão dessa fase importante de minha vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“É muito melhor lançar-se em busca de 
conquistas grandiosas, mesmo expondo-se ao 
fracasso, do que alinhar-se com os pobres de 
espírito, que nem gozam muito nem sofrem 
muito, porque vivem numa penumbra 
cinzenta, onde não conhecem nem vitória, nem 
derrota.” 
 
(Theodore Roosevelt) 
RESUMO 
 
A prevenção e combate a incêndio em escolas vem sendo um tópico recorrente nos dias 
atuais, em função do aumento de acidentes envolvendo incêndios no Brasil. Diante desse 
contexto, esse trabalho tem por objetivo averiguar a partir da NR-23 se dois estabelecimentos 
de ensino de um município potiguar seguem os padrões estabelecidos para prevenção e 
combate a incêndio; observando os documentos legais da instituição; se as escolas seguem as 
medidas de segurança contra incêndio; além dos riscos, procedimentos e medidas adequadas a 
serem seguidas em caso de incêndio; para então ser feito a comparação entre as duas 
instituições no que corresponde à os procedimentos exigidos em relação a NR 23. Sendo que 
para obter os dados apresentados ao longo do trabalho foi realizado inicialmente uma pesquisa 
bibliográfica e uma pesquisa de campo em duas escolas de um município potiguar, sendo uma 
escola municipal e outra uma escola técnica particular, onde de acordo com os dados obtidos, 
pôde ser observado que a escola municipal encontra-se com um défice no que corresponde a 
transmissão de informação no que diz respeito as medidas necessárias para prevenção e 
combate a incêndio; além de não apresentar documentos legais de funcionamento, 
equipamentos de combate a incêndio, nem saídas de emergência. Já pelo que foi observado na 
escola técnica, percebe-se que a instituição apresenta documentações, equipamentos, saídas de 
emergência e transmissão necessária para conseguir agir em caso de incêndio, seguindo assim 
as normas estabelecidas pela NR-23. Sendo assim, observou-se que a escola municipal não 
está preparada para desenvolver estratégias de combate a incêndios, não apresentando 
conhecimento, nem equipamentos necessários para evitar possíveis danos em caso de 
incêndio. Já a escola técnica encontra-se seguindo as normas estabelecidas, sendo capaz de 
em caso de incêndio amenizar os danos provocados. 
 
Palavras-chave: Segurança. NR-23. PPCI. Fogo. Instituição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
Fire prevention and fire fighting in schools has been a recurrent topic these days, due to the 
increase in accidents involving fires in Brazil. In this context, this work aims to find out from 
the NR-23 whether two educational establishments in a municipality in the state follow the 
standards established for fire prevention and firefighting; observing the institution's legal 
documents; whether schools follow firesafety measures; in addition to the risks, procedures 
and appropriate measures to be followed in case of fire; and then a comparison between the 
two institutions can be made in terms of the procedures required in relation to NR 23. In order 
to obtain the data presented throughout the work, a bibliographical research and a field 
research in two schools of a Potiguar municipality, one municipal school and the other a 
private technical school, where, according to the data obtained, it could be observed that the 
municipal school has a deficit in terms of the transmission of information regarding the 
necessary measures to fire prevention and fighting; in addition to not presenting legal 
operating documents, fire-fighting equipment, or emergency exits. From what was observed 
in the technical school, it is clear that the institution has documentation, equipment, 
emergency exits and necessary transmission to be able to act in case of fire, thus following the 
standards established by NR-23. Thus, it was observed that the municipal school is not 
prepared to develop firefighting strategies, lacking knowledge, nor the necessary equipment to 
prevent possible damage in the event of a fire. The technical school, on the other hand, is 
following the established norms, being able to mitigate the damage caused in the event of a 
fire. 
 
Keywords: Security. NR-23. PPCI. Fire. Institution. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 – Triângulo do fogo.............................................................................................14 
Figura 2 – Resfriamento do fogo com água.......................................................................16 
Figura 3 – Abafamento do fogo.........................................................................................16 
Figura 4 – Isolamento do fogo...........................................................................................17 
Figura 5 
Figura 6 
Figura 7 
Figura 8 
Figura 9 
Figura 10 
Figura 11 
Figura 12 
Figura 13 
Figura 14 
Figura 15 
– 
– 
– 
– 
– 
– 
_ 
_ 
_ 
_ 
_ 
 
 
 
Extintores.........................................................................................................23 
Hidrantes..........................................................................................................23 
Alarme..............................................................................................................24 
Sprinkler...........................................................................................................25 
Placa de iluminação..........................................................................................25 
Escola Municipal .............................................................................................27 
Centro Educacional..........................................................................................28 
Saída de Emergencia........................................................................................33 
Placas................................................................................................................33 
Extintores 01....................................................................................................33 
Extintores 02....................................................................................................33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ……………………………...……………………………. 10 
2 OBJETIVOS...............................................………………………………... 12 
2.1 OBJETIVO GERAL...................………………..........……………………… 12 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS...........………………………………………… 12 
3 
3.1 
REFERENCIAL TEÓRICO......................................................................... 
DEFINIÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO ….........……......... 
13 
13 
3.2 
3.2.1 
3.2.2 
3.3 
3.4 
3.5 
 
4. 
4.1 
4.2 
4.2.1 
4.2.2 
4.3 
4.4 
5. 
6. 
DEFINIÇÃO E PROPAGAÇÃO DO FOGO …………………..................... 
Formas de Transmissão do Calor..................................................................... 
Estratégias de Extinção do Fogo...................................................................... 
CLASSES DOS INCÊNDIOS......................................................................... 
NR-23............................................................................................................... 
PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO – 
PPCI.................................................................................................................. 
METODOLOGIA........................................................................................... 
TIPO DE PESQUISA....................................................................................... 
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA................................................................... 
Informações obtidas na Escola Municipal ....................................................... 
Informações obtidas na Escola Técnica........................................................... 
INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS................................................. 
ANÁLISE DE DADOS.................................................................................... 
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS................................................................... 
RESULTADOS E DISCURSÕES................................................................ 
CONCIDERAÇÕES....................................................................................... 
14 
15 
15 
17 
18 
 
19 
26 
26 
26 
26 
27 
30 
30 
31 
31 
34 
 REFERÊNCIAS …………………………………………………………... 36 
 APÊNDICE………………………................................................................ 38 
 
10 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A Prevenção e Combate a Incêndios surgiu há muitos anos. Desde a pré-história o ser 
humano vem sofrendo com os danos causados pelos incêndios, que vão desde as perdas 
patrimoniais, à perda da própria vida. 
Como em qualquer outro ambiente, as escolas estão sendo alvos de incêndios. Com o 
aumento de casos envolvendo incêndios, foi necessário criar medidas drásticas de proteção e 
combate a incêndio, visando assim a proteção das pessoas que estão inseridas nas escolas. 
No Rio Grande do Norte a Lei estadual 10802 de 18/11/2020, em seu artigo 1º, dispõe 
sobre o Programa Estadual de prevenção de acidentes e o combate ao fogo nas escolas 
estaduais e particulares de ensino no Estado do Rio Grande do Norte, onde consiste em 
“atividades complementares, campanhas de prevenção de acidentes e combate ao fogo, que 
serão realizadas pelas escolas públicas e efetivamente aplicadas em suas dependências, 
através de professores, técnicos de segurança do trabalho e Corpo de Bombeiros”. Além de 
determinar um plano de fuga e estratégias voltadas para a evacuação das pessoas presentes na 
instituição. 
Então como podemos observar, a partir da necessidade de prevenir esses acidentes, foi 
necessário ao longo dos tempos criar inúmeras medidas de prevenção de combate ao fogo; 
medidas essas adotadas através do desenvolvimento de novos equipamentos, novas técnicas e 
novas legislações. 
O Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) é obrigatório e exigido pelos órgãos 
públicos, sendo assim necessário tanto para as construções como também para as reformas; 
pois através deste plano pode-se proteger a vida dos ocupantes e as edificações através de 
ações que evitem o aumento do fogo e reduzam os danos materiais causados. Então o PPCI é 
responsável pela adequação dos sistemas de combate ao fogo, determinando os equipamentos 
e sinalizações adequadas para prevenção e proteção contra os incêndios. 
Sendo assim é primordial que as escolas tenham seu PPCI, mas ainda estamos 
presenciando inúmeras escolas que ainda não adaptaram suas instituições com esse plano de 
prevenção e combate a incêndio.De acordo com o Corpo de Bombeiros do RN, a penas 20 de 
615 escolas estaduais possuem atestado de vistoria, totalizando assim apenas 3% das escolas 
estaduais brasileiras. 
Mas também é notório que através do aumento de casos de incêndios nas escolas, 
possou-se a demostrar a real importância do PPCI, ampliando esse método de prevenção 
11 
 
também para as escolas municipais, desenvolvendo assim estratégias que busquem a proteção 
das pessoas presentes. 
 Então, pensando na prevenção e combate contra incêndio, buscamos analisar as 
medidas de segurança estabelecidas por duas escolas de um município potiguar, sendo uma 
escola do município e a outra uma escola técnica particular; destacando a importância da 
transmissão de informações não só para os funcionários, mas para todos que se fazem 
presentes na instituição. Destacando também a importância da família na escola, pois é 
fundamental que os pais ou responsáveis desses alunos, também estejam preparados para uma 
intervenção em caso de acidentes envolvendo incêndio. 
 Sendo assim, através do trabalho desenvolvido buscamos mostrar que a prevenção 
contra incêndio é de extrema importância para a sociedade, devendo ser vista como uma 
obrigação para qualquer cidadão, pois visa a proteção não só do patrimônio, mas o mais 
importante, da vida humana. Então é fundamental que todos estejam preparados para agir em 
decorrência de incêndio, ou seja, todos devemos ser preparados para agir de maneira correta 
em caso de acidentes envolvendo incêndios, sendo capaz de manter a tranquilidade e seguir as 
medidas de segurança adequadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
2. OBJETIVOS 
 
2.1 OBJETIVO GERAL 
 
 Averiguar a partir da NR-23 se dois estabelecimentos de ensino de um município 
potiguar seguem os padrões estabelecidos para prevenção e combate a incêndio. 
 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
• Observar e analisar documentos legais da instituição, em relação ao PPCI; 
• Observar se as escolas analisadas seguem as medidas de segurança contra incêndio; 
• Observar os riscos, procedimentos e medidas adequadas a serem seguidas em caso de 
incêndio; 
• Fazer a comparação entre duas escolas no que corresponde os procedimentos em 
relação a NR 23. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
3. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
3.1 DEFINIÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 
 
Durante todo o dia, estamos sujeitos a nos deparar com incêndios, seja no trabalho, na 
rua, ou até mesmo em nossas casas. Sendo assim é de extrema importância desenvolvermos 
estratégias de segurança para prevenção contra incêndios. 
Segurança contra incêndio diz respeito as medidas adotadas para prevenção, detecção 
e combate de um incêndio, visando evitar e reduzir os impactos que os mesmos podem causar. 
Há muito tempo atrás começou a surgir o combate a incêndio, ou seja, logo na pré-história o 
ser humano passou a estudar estratégias de dominar o fogo (GOMES, 2014). 
 
“A Prevenção e Combate a Incêndios surgiu já na pré-história, quando o homem 
começou a utilizar o fogo para as mais variadas atividades: aquecimento, preparo de 
alimentos, têmpera de metais, etc. Durante sua evolução, constatou-se que os seres 
humanos sempre tentaram dominar as forças da natureza” (GOMES, 2014, p. 
14). 
 
Dentre as medidas de segurança contra incêndio, podemos destacar algumas atividades 
educativas, sendo elas como: surgimento como também a propagação do mesmo; 
treinamentos de procedimentos que devem ser adotados em casos de incêndios; cuidados a 
respeito da utilização de produtos perigosos e atividades de ocasionam risco de incêndio 
(MARCONDES, 2020). 
 Para prevenirmos esses possíveis acidentes é necessário criarmos objetivos, buscando 
medidas para prevenção e combate a incêndios, dentre eles estão: 
• Proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio; 
• Dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao 
patrimônio; 
• Proporcionar meios de controle e extinção de incêndio; 
Das condições de acesso para operações do corpo de bombeiros (MARCONDES, 
2020). 
 
14 
 
3.2 DEFINIÇÃO E PROPAGAÇÃO DO FOGO 
 
Fogo está relacionado a um processo químico que tem como resultado a necessidade 
de luz e calor devido à combustão de materiais diversos. Para a ABNT NBR-13860 “o fogo é 
o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor e luz” (ABNT, 1997, p. 6). 
Já segundo Brentano (2005, p. 39) “Para que haja a ocorrência do fogo é preciso que 
haja a combinação simultânea de três elementos essenciais: material combustível, comburente 
e uma fonte de calor, formando assim o triângulo do fogo”. 
Esse triângulo é representado através dos três elementos capazes de haver uma 
combustão, sendo eles o combustível, o comburente e o calor (GOMES, 2014). 
 
Figura 1: Triangulo do fogo (gestaodesegurancaprivada.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
A combustão é o elemento que tem a função de alimentar e criar um campo de 
propagação para o fogo, ou seja, são substâncias que podem estar no estado líquido, sólido ou 
gasoso, que quando obtido uma temperatura de ignição e combinados quimicamente com 
outra substância gera uma liberação de calor e luminosidade (GOMES, 2014). 
O comburente é um oxigênio ativador do fogo, que tem a função de aumentar as 
chamas, ou seja, o mesmo tem uma reação a partir dos gases liberados pelo combustível, 
formando a chama, como o mesmo é muito oxidante tende a regular a intensidade da chama, 
podendo causar até explosões (GOMES, 2014). 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel
https://pt.wikipedia.org/wiki/Comburente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Calor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chama
15 
 
Já o calor é responsável por iniciar, manter e propagar o fogo, através da luz do sol, 
queda de meteoros, raios, etc. (GOMES, 2014). 
 
3.2.1 Formas de Transmissão do calor 
 
O calor é transmitido a partir do ar da atmosfera, da estrutura do corpo do combustível 
e também dos líquidos e gases, sendo que o mesmo tende a se propagar nos pontos mais 
quentes ou frios através da condução, convecção e irradiação (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). 
Na condução é transmitido o calor através do próprio material, de molécula a molécula 
ou de corpo a corpo. Ou seja, trata-se de um fenômeno de transferência térmica ocasionado 
por uma diferença de temperatura entre duas regiões (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). 
Na convecção temos o deslocamento de calor através de gases ou líquidos do local em 
chamas para outro local com calor suficiente para que os materiais combustíveis entre em 
combustão (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). 
Já a irradiação é quando o calor é transmitido sem utilizar outros matérias se 
deslocando assim no espaço vazio (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). 
 
3.2.2 Estratégias de extinção do fogo 
 
“Para fazermos uma prevenção de incêndio adequada é necessário primeiro 
colocarmos o fogo sob todos os seus aspectos: sua constituição, suas causas, seus efeitos e, 
principalmente, como dominá-lo” (FERIGOLO, p. 11, 1977). 
Dentre os métodos de extinção dos incêndios temos o resfriamento, abafamento, 
isolamento e interrupção (GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). 
No resfriamento temos a retirada ou diminuição do calor do material incendiado, onde 
o mesmo passa a não liberar mais vapor, impedindo assim o avanço do fogo (GESTÃO DE 
SEGURANÇA PRIVADA, 2020). 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Temperatura
16 
 
Figura 2: Resfriamento do fogo com água (http://www.medtrabeunapolis.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
O abafamento está relacionado com o impedimento ou diminuição do contato do 
oxigênio com o material combustível, pois se não houver comburente no ar, 
consequentemente não teremos fogo (GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). 
 
Figura 3: Abafamento do fogo (gestaodesegurancaprivada.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
 
O isolamento está ligado a retirada,diminuição ou interrupção do material não 
atingido pelo fogo, assim evitando propagação e maiores dados ocasionados pelo incêndio 
(GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). 
 
 
http://www.medtrabeunapolis.com.br/
17 
 
Figura 4: Isolamento do fogo (gestaodesegurancaprivada.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
Já na interrupção da reação química em cadeia visa a combinação de um agente 
químico com a mistura inflamável, buscando transformar a mesma em não inflamável 
(GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). 
 
3.3 CLASSES DOS INCÊNDIOS 
 
Segundo Simiano (2013) para combatermos os incêndios é necessário entendermos a 
classificação dos mesmos, onde nelas é exposto as classes dos combustíveis mais estudados 
quanto a esse tópico. Dentre essas classes estão: 
• Classe A: são aqueles incêndios sucedidos em materiais fibrosos ou combustíveis 
sólidos, ou seja, aqueles que queimam em razão do seu volume, deixando assim 
resíduos. Como exemplo dessa classe de incêndio temos a madeira, papel, borracha, 
etc. Sendo que para conseguirmos apagar o mesmo é necessário a utilização de 
resfriamento. 
• Classe B: são os incêndios ocorridos através de combustíveis líquidos ou gases 
combustíveis; sendo que sua queima se dá pela superfície, não deixando resíduos. 
Como exemplo dessa classe de incêndio temos o óleo, gasolina, butano, etc. Onde 
conseguimos apagar o mesmo através do abafamento. 
• Classe C: são aqueles incêndios que ocorrem através dos materiais energizados; 
apresentando alto riscos na presença de eletricidade. Temos como exemplos os 
transformadores, motores, interruptores, etc. 
18 
 
• Classe D: são os incêndios provocados através dos metais pirofóricos; sendo que eles 
têm uma forte luz e são extremamente difíceis de serem apagados. Como exemplo 
temos as rodas de magnésio, potássio, alumínio em pó, etc. Sendo necessário a 
utilização do abafamento para controle desse tipo de incêndio. 
• Classe K: são aqueles incêndios ocasionados pelo cozimento de alimentos, através de 
banha, gordura e óleos. Como exemplo temos os incêndios em cozinhas quando a 
banha, a gordura e os óleos são aquecidos. Onde a maneira que controlar esse incêndio 
se dar pelo método de abafamento, pois a utilização de água nesses casos, traz 
consequências como explosões, além de ferir pessoas próximas. 
 
Sendo assim, compreender a classe dos incêndios é muito importante, como nos 
esclarece a NR-23, devemos compreender quais métodos devem ser utilizados para combater 
um incêndio, então, as classes nos guiam sobre os métodos de extinção do fogo, nos 
mostrando como apagarmos os diferentes tipos de incêndios. 
 
3.4 NORMA REGULAMENTADORA-23 
 
Compreendendo o risco e casos de acidentes envolvendo incêndios, foi necessário 
desenvolver normas de proteção contra o mesmo, onde essas normas nos guiam sobre as 
principais medidas de segurança que devem ser adotadas para evitar esses tipos de acidentes. 
Foi criado a NR 23, no art. 200 da CLT, onde nos mostra que cabe ao Ministério do 
Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de Proteção contra Incêndio. A 
mesma foi fixada primeiramente pela portaria GM nº 3.214, de 08 de junho de 1978, sofrendo 
posteriormente atualizações/alterações pelas portarias: SNT nº 06, de 29 de outubro de 1991; 
SNT nº 02, de 21 de janeiro de 1992; SNT nº 24, de 09 de outubro de 2001; e SIT nº 221, de 
06 de maio de 2011 (BRASIL. NR-23, 2011). 
Então, tomando como base a Portaria SIT nº 221, de 06 de maio de 2011, temos em 
seu artigo 23.1 que “todos os empregados devem adotar medidas de prevenção de incêndio, 
em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis”, ou seja, nos 
mostra que também é papel dos empregados seguir as medidas de segurança contra incêndio, 
pois os mesmos são os mais afetados caso aconteça algum acidente envolvendo incêndio. 
(BRASIL. NR-23, 2011). 
19 
 
Em seu artigo 23.1.1 é transmitido que é função do empregador/empresa transmitir as 
informações necessárias, quanto a proteção e prevenção contra incêndios. 
 
“O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: 
a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; 
b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança; 
c) dispositivos de alarme existentes” (BRASIL. NR-23, 2011). 
 
Já no artigo 23.2 é mostrado que “os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em 
número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam 
abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência” (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 
23.1.1). 
No artigo 23.3 nos mostra que “as aberturas, saídas e vias de passagem devem ser 
claramente assinaladas por meio das placas ou sinais luminosos, indicando a direção da 
saída”, pois assim facilitará a evacuação das pessoas em caso de incêndio, evitando danos 
cada vez mais graves (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 23.3). 
Sendo que como nos diz o artigo 23.4, “nenhuma saída de emergência deverá ser 
fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho” (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 23.4). 
Por fim, no artigo 23.5, nos esclarece que essas “saídas de emergências podem ser 
equipadas com dispositivos de travamento que permite fácil abertura do interior do 
estabelecimento” (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 23.5). 
 
3.5 PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO - PPCI 
 
Segundo o inciso XXXI do artigo 6º da Lei Complementar Federal, o plano de 
prevenção e proteção contra incêndios “é um processo que contém os elementos formais, que 
todo proprietário ou responsável pelas áreas de risco de incêndio e edificações deve 
encaminhar ao Corpo de Bombeiros, conforme orientações do referido órgão”. Sendo que, a 
legislação determina que o PPCI deve ser estadual, assim devendo seguir as regras de cada 
estado (CORPO DE BOMBEIROS, 1996). 
Sendo assim, o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios busca proteger a 
integridade física e patrimonial das pessoas causados pelos incêndios, sendo o mesmo exigido 
20 
 
pelo Corpo de Bombeiros para liberação do alvará contra incêndios para os estabelecimentos, 
seja eles em lojas, indústrias, instituições escolares, hospitais ou prédios de maneira geral 
(AIRDUTO, 2014). 
Em um PPCI deve constar as características da edificação, os procedimentos básicos 
de emergência de prevenção contra incêndio e pânico, as plantas das edificações e o plano de 
abandono do local. Além de observar se o determinado local tem saídas de emergência 
suficientes, equipamentos também suficientes e em perfeito estado e pessoas treinadas para 
uso dos mesmos (AIRDUTO, 2014). 
No estado do Rio Grande do Norte a Portaria CBMRN nº 216, de 22 de junho de 2017 
“estabelece os procedimentos administrativos para os processos de regularização das 
edificações do Estado, no âmbito do Serviço Técnico de Engenharia do Corpo de Bombeiros 
Militar do Rio Grande do Norte”. Onde em seu art. 3º nos traz os objetivos da aplicação das 
normas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco, cujo os mesmos são: 
 
”I - Proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de 
incêndio; 
II - Dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao 
patrimônio; 
III - Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio; 
IV - Dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar; 
V - Proporcionar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de risco” 
(LEGISWEB, 2021, Art.3). 
 
Já em seu artigo 4º nos traz as definições para fins da aplicação das normas de 
segurança contra incêndio, sendo as mesmas: 
 
“I - Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB): é o documento emitido 
pelo Corpo de Bombeiros que atesta que uma edificação foi vistoriada e durante a 
fiscalização encontrava-se dentro dos objetivos do Código de Segurança Contra 
Incêndio e Controle de Pânico. 
II - Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros(CLCB): é o documento emitido 
pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) certificando 
que a edificação foi enquadrada como sendo de baixo potencial de risco à vida ou ao 
patrimônio e concluiu com êxito o processo de licenciamento de segurança contra 
incêndio para regularização junto ao CBMRN. 
21 
 
III - Medidas de segurança: são dispositivos de proteção exigidos para as edificações 
através dos quais se alcança os objetivos da segurança contra incêndio. Tais 
exigências se encontram contidas no Código de Segurança contra Incêndio e Pânico, 
na Portaria nº 191/2013 GAB CMDO/CBMRN, publicada no Diário Oficial do 
Estado (DOE), edição nº 13.030, 06 de setembro de 2013, e na Portaria nº 184/2017 
- GAB CMDO/CBMRN, publicada no Diário Oficial do Estado, edição nº 13.950, 
de 20 de junho de 2017, de acordo com a época, conforme sua ocupação, uso, carga 
incêndio, altura e área construída. 
IV - Projeto de Proteção contra Incêndio e Controle de Pânico (PCI): 
dimensionamento das Medidas de Segurança em uma edificação de acordo com as 
normas vigentes de proteção contra incêndio, realizado por um profissional 
habilitado e registrado em seu conselho de classe. 
V - Formulário de Avaliação de Risco de Incêndio e Controle de Pânico (FAR): 
memorial indicando as medidas de segurança exigidas em uma edificação que se 
enquadra nos parâmetros do artigo 9º desta Portaria e é dispensada do Projeto de 
Proteção contra Incêndio e Controle de Pânico como etapa de emissão do AVCB. É 
feito por um profissional habilitado e registrado em seu conselho de classe, 
acompanhando o respectivo documento de responsabilidade técnica. 
VI - Análise de projeto: Uma das fases de fiscalização das atividades de segurança 
contra incêndio e pânico, na qual o Serviço Técnico de Engenharia do CBMRN 
avalia o dimensionamento das medidas de segurança. 
VII - Auto de Análise Técnica: Documento que atesta que determinado 
empreendimento possui um Projeto de Proteção contra Incêndio e Controle de 
Pânico (PCI) aprovado junto ao CBMRN. 
VIII - Parecer Técnico: Documento que informa as desconformidades com as 
normas vigentes encontradas durante a análise dos PCIs. 
IX - Vistoria de edificação: Uma das fases de fiscalização das atividades de 
segurança contra incêndio e pânico, na qual o Serviço Técnico de Engenharia do 
CBMRN vistoria as edificações, observando as condições de funcionamento e 
aplicabilidade das medidas de segurança. 
X - Relatório de Vistoria: Documento que informa as desconformidades com as 
normas vigentes encontradas durante a vistoria das edificações. 
XI - Comissão Técnica: Comissão designada para avaliar situações diversas 
daquelas que estão previstas nas normas de proteção contra incêndio e controle de 
pânico vigentes. 
XII - Formulário de Atendimento Técnico: Documento para comunicação com o 
Serviço Técnico de Engenharia. 
XIII - Processo de regularização das edificações: Conjunto de ações desenvolvidas 
pelo CBMRN de forma a verificar se uma edificação atende às normas de proteção 
22 
 
contra incêndio e controle de pânico vigentes e/ou aos objetivos da Segurança 
Contra Incêndio nas Edificações e Áreas de Risco” (LEGISWEB, 2021, Art.4). 
 
Como podemos ver o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio é primordial 
para evitar possíveis acidentes causados pelos incêndios, pois o mesmo nos guia sobre os 
procedimentos que devem ser tomados quando ocorrido esse tipo de acidente. Pensando nisso 
o PPCI nos mostra também alguns equipamentos de segurança que são fundamentais em 
qualquer instituição. Sendo que um projeto preventivo contra incêndio alguns dos 
equipamentos de segurança são: 
➢ Sistema Preventivo por Extintores 
 
Os extintores são instrumentos que tem a finalidade de controlar possíveis incêndios, 
utilizados para sólidos como madeira, papel, tecido, borracha, etc., os mesmos podem ser de 
água, destinados para combater o fogo por resfriamento; podem ser de pó químico, utilizados 
para controlar focos ocasionados por eletricidade; temos os extintores de pó ABC, para 
sólidos, líquidos, gases e eletricidade; temos os extintores de dióxido de carbono, que 
possibilita a extinção do fogo pela retirada do oxigênio; temos o de espuma, utilizado para 
incêndios líquidos e sólidos, etc. 
 
• “Deverá obedecer às Normas da ABNT e Normas de Segurança contra Incêndio 
do Corpo de Bombeiros. 
• Conter o número necessário, o tipo e a capacidade dos extintores empregados no 
projeto. 
• O tipo de extintor deverá ser determinado de acordo com o material a proteger. 
• A quantidade de unidades extintoras deverá ser determinada obedecendo aos 
parâmetros recomendados pelas normas, que, em princípio, dependem: - da área 
máxima a ser protegida em cada unidade extintora; e da distância máxima para o 
alcance do operador. 
• Os extintores deverão respeitar as exigências das Normas do INMETRO, quanto 
as suas características físicas e capacidade. 
• Os extintores deverão ser localizados e instalados de acordo com as exigências 
do Corpo de Bombeiros Oficial” (DEPARTAMENTO ESTADUAL DE 
INFRAESTRUTURA, 2006, np). 
 
 
 
23 
 
Figura 5: Extintores (https://www.solucoesindustriais.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
➢ Sistema Preventivo por Hidrantes 
 
O hidrante auxilia no combate ao incêndio, conta com um reservatório de água, 
tubulações; bombas, mangueiras, etc., sendo que ele deve estar em um local de fácil acesso, 
pois não é utilizado automaticamente, precisando assim ser utilizado o mais rápido possível 
em caso de emergência (DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA, 2006). 
 
Figura 6: Hidrante (https://www.solucoesindustriais.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.solucoesindustriais.com.br/
https://www.solucoesindustriais.com.br/
24 
 
➢ Alarme e detecção de incêndio 
 
É o sistema responsável por anunciar a ocorrência de um incêndio, o mesmo é 
acionado através de detectores automáticos que através do fumo, chama ou calor acionam os 
sinais de alerta para a central de alarmes (AIRDUTO, 2014). 
Figura 7: Alarme (https://www.solucoesindustriais.com.br/) 
 
 
 
 
 
 
 
 
➢ Sprinkler 
 
É um sistema de combate a incêndio, que tem o intuito de descarregar água quando é 
detectado excede determinada temperatura (AIRDUTO, 2014). 
Temos inúmeros tipos de sprinkler, dentre eles temos: sprinkler sidewall, destinado 
para locais estreitos e são instalados de forma lateral; sprinkler embutido, destinados a 
combater o incêndio em seu estado inicial; sprinkler pendente, destinado a expandir devido o 
calor, onde o vidro é quebrado, liberando mola e selo, podendo ser utilizado em quase todos 
os ambientes; entre outros. (FELIPE, 2020) 
 
 
 
 
https://www.solucoesindustriais.com.br/
25 
 
Figura 8: Sprinkler (https://www.solucoesindustriais.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
 
➢ Placas de iluminação de saída de emergência 
 
As placas de iluminação de saída de emergência são destinadas a indicar o caminho 
mais curto que deve ser percorrido para evacuação das pessoas em segurança; a mesma é de 
extrema importância na prevenção contra incêndio, pois garante a retirada das pessoas, 
guiando o caminho mais seguro e rápido do setor incendiado. 
 
Figura 9: Placa de iluminação (contrafogosoluções.com.br) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.solucoesindustriais.com.br/
26 
 
4. METODOLOGIA 
 
Métodos Científicos é o “conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados 
para se atingir o conhecimento”. (GIL, 2008, p. 8). Portanto os procedimentos metodológicos 
tem a função de apresentar os instrumentos, os métodos e os procedimentos da pesquisa no 
decorrer do trabalho. 
Sendo assim, através da realização do presente trabalho foi necessário utilizar uma 
pesquisa bibliográfica e de campo, onde através de um questionário encaminhado aos 
responsáveis da Escola Municipal e da Escola Técnica, pode-se desenvolver o referentematerial. 
 
4.1 TIPO DE PESQUISA 
 
A presente pesquisa foi realizada de acordo com análise bibliográfica e de campo. 
Onde buscamos compreender sobre o tema: “Conscientização da prevenção e combate a 
incêndio nas escolas de um município potiguar”. 
 A pesquisa de campo foi realizada na Escola Municipal, situada no município de Alto 
do Rodrigues/RN, atuando com turmas do ensino infantil, ensino fundamental I e EJA; e na 
Escola Técnica, com turmas destinadas a cursos básicos e técnicos. 
 
4.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA 
 
4.2.1 Informações obtidas na Escola Municipal 
 
A Escola Municipal, está situada no município de Alto do Rodrigues/RN, em uma 
rede municipal de ensino, com uma estrutura física de 427,5m² de área construída. 
A instituição começou a funcionar desde a década de 70, onde as aulas eram 
ministradas em casas de famílias da própria comunidade. No ano de 1972, foi criada a 
primeira escola, recebendo o referente nome em homenagem a um dos primeiros habitantes 
do local, ela foi construída em uma área de 25m², correspondente a 01 sala de aula, 01 
cozinha, 01 depósito de merenda, 01 pequena secretaria e 02 banheiros. 
Em consequência do crescimento populacional da comunidade, foi construída a atual 
escola, onde sua estrutura física ficou distribuída em 05 salas de aula, 01 cozinha, 04 
27 
 
banheiros para alunos e 02 para funcionários, 01 sala de leitura, 01 sala de professores; 01 
secretaria; 01 depósito de merenda, 01 almoxarifado e 01 quadra de esportes. 
A referida instituição atende a 150 alunos, sendo 45 do turno vespertino no Ensino 
Infantil (creche, pré I, pré II); 76 do Ensino Fundamental I (1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano e 5º 
ano) no turno matutino; e 29 no turno noturno com o EJA. Referente à os funcionários que 
fazem parte da instituição, a mesma tem 09 professores; 01 auxiliar; 02 cuidadores; 02 
merendeiras; 01 auxiliar de merendeira; 04 ASG; 01 vigias; 01 diretora; 02 supervisoras; e 02 
assistentes educacional; totalizando assim 25 funcionários presentes diariamente na escola. 
 
FIGURA 10: Escola Municipal (FLANKSUERLY, 2021) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.2.2 Informações obtidas na Escola Técnica 
 
 A Escola Técnica, está localizada na zona urbana da cidade de Alto do Rodrigues/RN, 
sendo que o mesmo deu início a oferta de cursos básicos a mais de 12 anos, mas com a 
demanda de exigência no mercado de trabalho, foi necessário abranger os cursos técnicos 
profissionalizantes de nível médio, para então ofertar a seus clientes cursos de qualidade, com 
o intuito de preparar seus alunos para o mercado de trabalho. 
 A presente escola atua hoje em vários munícipios do Rio Grande do Norte, assim 
sendo necessário o auxílio de funcionários capazes de juntos desenvolver um melhor 
atendimento a seus clientes; sendo assim, no quadro 01 indicaremos a função dos funcionários 
que estão presentes, contribuindo para o melhor atendimento e transmissão de informações 
perante a escola. Sendo que os mesmos estão diariamente na instituição, tendo uma carga 
28 
 
horária de 8h diárias, onde são direcionadas funções como: geração de boletos para 
pagamento; impressão e confecção de apostilas, banners, vídeos de propagandas; marcação de 
aulas; agendamento de professores; matriculas para os cursos técnicos e básicos; ministrar 
aulas; entre outras funções destinadas aos mesmos. 
 
QUADRO 1: Funcionários fixos 
FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA TÉCNICA 
 CARGOS QUANTIDADE 
1. DIRETOR 01 
2. VICE DIRETOR 01 
3. COORDENADOR PEDAGÓGICO 01 
4. GERÊNCIA 01 
5. SETOR FINANCEIRO 01 
6. SECRETARIA ESCOLAR 01 
7. ATENDIMENTO 01 
8. LIMPEZA 01 
9. DIAGRAMAÇÃO 01 
10. MÍDIA 01 
11. ALMOXARIFADO 01 
12. PROFESSORES DOS CURSOS 
BÁSICOS 
08 
13. PROFESSORES DOS CURSOS 
TÉCNICOS 
15 
FONTE: FLANKSUERLY, 2021. 
 
A instituição é composta por 05 salas de aula; 01 sala de direção; 01 sala do setor 
pedagógico; 01 sala da gerência; 01 sala de extintores; 02 laboratórios; 01 biblioteca; 01 
almoxarifado; 01 copiadora; 01 cozinha; e uma recepção. 
 
FIGURA 11: Escola Técnica (FLANKSUERLY, 2021) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
A escola oferece inúmeros cursos básicos que preparam seus alunos para atuar no 
mercado de trabalho, ofertando suas aulas com professores e conteúdos qualificados. Na 
tabela 1 mostramos os cursos básicos ofertados na instituição, determinando sua carga 
horária, validade do curso e total de alunos por turma. 
 
Tabela 1: Cursos básicos ofertados pela escola técnica 
CURSOS BÁSICOS 
NOME DO CURSO C. 
HORÁRIA 
VALIDADE TOTAL 
MÁXIMO 
DE 
ALUNOS 
PERMITID
O POR 
TURMA 
1. BRIGADA DE INCÊNDIO 16 HRS 1 ANO 25 
2. CIPA 20 HRS 25 
3. DIREÇÃO DEFENSIVA 16 HRS 5 ANOS 25 
4. EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO 08 HRS 5 ANOS 25 
5. MOPP PARA AUXILIAR 40 HRS 5 ANOS 25 
6. NR-10 BÁSICO INSTALAÇÕES E SERVIÇOS 
EM ELETRICIDADE 
40 HRS 2 ANOS 25 
7. NR-10 SEP. SISTEMA ELETRICO DE 
POTÊNCIA 
40 HRS 2 ANOS 25 
8. NR-11 TRANSPORTE E MOVIMENTAÇÃO 16 HRS 1 ANO 25 
9. NR-12 SEG. EM MÁQUINAS E 
EQUIPAMENTOS 
16 HRS 1 ANO 25 
10. NR-13 CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO 40 HRS 25 
11. NR-18 SEGURANÇA NO TRABALHO E 
CONSTRUÇÃO CIVIL 
16 HRS 25 
12. NR-20 AVANÇADO I 24 HRS 25 
13. NR-20 AVANÇADO II 32 HRS 25 
14. NR-20 BÁSICO TRABALHO COM 
IFLAMAVEIS E COMBUSTIVEIS 
08 HRS 3 ANOS 25 
15. NR-20 ESPECÍFICO 16 HRS 25 
16. NR-20 INTERMEDIÁRIO 16 HRS 2 ANOS 25 
17. NR-23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO 08 HRS 25 
18. NR-33 TRABALHO EM ESPAÇO 
CONFINADO 
16 HRS 1 ANO 25 
19. NR-33 TRABALHO EM ESPAÇO 
CONFINADO (RESGATE) 
40 HRS 1 ANO 25 
20. NR-33 TRABALHO EM ESPAÇO 
CONFINADO (SUPERVISOR) 
40 HRS 1 ANO 25 
21. NR-35 TRABALHO EM ALTURA 08 HRS 2 ANOS 25 
22. NR-35 TRABALHO EM ALTURA (RESGATE) 40 HRS 1 ANO 25 
23. NR-35 TRABALHO EM ALTURA 
(SUPERVISOR) 
40 HRS 1 ANO 25 
24. PRIMEIROS SOCORROS 08 HRS 5 ANOS 25 
25. QSMS 16 HRS SEM 
VENCIMENTO 
25 
26. MECÂNICA DE CARRO 40 HRS 25 
27. MECÂNICA DE MOTO 40 HRS 25 
28. MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 40 HRS 25 
29. OP. DE CAÇAMBA 40 HRS 1 ANO 25 
30. OP. DE EMPILHADEIRA 40 HRS 1 ANO 25 
31. OP. DE ESCAVADEIRA HIDRAULICA (PC 40 HRS 1 ANO 25 
30 
 
200) 
32. OP. DE GUINDASTE MÓVEL 50 HRS 1 ANO 25 
33. OP. DE GUINDASTE OFFSHORE 40 HRS 1 ANO 25 
34. OP. DE GUINDAUTO MUNCK (12 Á 45 
TONELADA) 
40 HRS 1 ANO 25 
35. OP. DE MOTOSSERRA 16 HRS 1 ANO 25 
36. OP. DE MOTONIVELADORA (PATROU) 40 HRS 1 ANO 25 
37. OP. DE MANIPULADOR DE TELESCÓPICO 
(MANITOU) 
40 HRS 1 ANO 25 
38. OP. DE PÁ CARREGADEIRA 40 HRS 1 ANO 25 
39. OP. DE PLATAFORMA ELEVATÓRIA (PTA) 40 HRS 1 ANO 25 
40. OP. DE PONTE ROLANTE 40 HRS 1 ANO 25 
41. OP. DE RETROESCAVADEIRA 40 HRS 1 ANO 25 
42. OP. DE ROLO COMPACTADOR 40 HRS 1 ANO 25 
43. OP. DE SKY MUNCK (CESTOS AERIOS) 40 HRS 1 ANO 25 
44. OP. DE TRATOR DE ESTEIRAS 40 HRS 1 ANO 25 
45. OP. DE TRATOR DE PNEU 40 HRS 1 ANO 25 
46. RIGGER SINALEIRO 40 HRS 2 ANO 25 
FONTE: FLANKSUERLY, 2021. 
 
 Para finalizar os cursos ofertados na instituição, iremos apresentar através do quadro 2 
os cursos técnicos ofertados, com carga horária de aproximadamente 1.300h; destinadas a 
aulas de segunda a sexta das 18:00h às 22:00h. 
 
QUADRO 2: Cursos Técnicos ofertados 
CURSOS TÉCNICOS OFERTADOS PELA ESCOLA 
TÉCNICA 
1. TÉCNICO EM MECÂNICA 
2. TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA 
3. TÉCNICO E LOGÍSTICA 
4. TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO 
 
4.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS 
 
 Os dados coletados surgiram a partir da entrevista realizadas com os responsáveis pela 
Escola Municipal e a Escola Técnica, onde debatemos sobre as medidas de segurança contra 
incêndio adotada pelas instituições, abordando sobre as normas pré-estabelecidas pela NR-23. 
 
4.4 ANÁLISE DE DADOS 
 
Os dados expostos correspondem a os resultados da pesquisa realizada com os 
responsáveis das escolas acima mencionados, juntamente com o apoio também das 
fundamentações teóricasapresentadas, que nos nortearam sobre os procedimentos corretos 
mediantes as medidas de segurança previstas contra incêndio. 
31 
 
 Foram necessários inicialmente elaborar um questionário referente a NR-23, onde 
podemos encaminhar para os representantes das instituições e determinar as medidas de 
segurança tomadas pelas escolas. Na sequencia foi feito uma visita para colher as demais 
informações, juntamente com a análise dos dados coletados anteriormente, além de analisar se 
os equipamentos presentes nas escolas seguem as normas estabelecidas. 
 
4.5 DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS 
 
 De acordo com o que foi observado, a escola municipal funciona de segunda a sexta, 
onde os ASGs, merendeiros e vigias do turno matutino iniciam seus expedientes às 06:00h e 
encerram de 11:45h; os alunos, professores, e demais membros da escola chegam à escola às 
07:00h, tendo um intervalo de 20 min.; e saída da escola às 11:30h; onde durante as aulas 
permanece na sala de porta fechada. Já noturno da tarde os ASGs dão início as 12:00h e 
finalizam seus expedientes às 17:45h; e os alunos e demais funcionários chegam de 13:00h, 
tem um intervalo de 20 min. Às 15:30h, e encerram de 17:30h. 
 Já a escola técnica inicia seu expediente de 08:00h às 12:00h e de 14:00h as 18:00h 
com 09 de seus funcionários. Já no turno noturno de 19:00h às 22:00h inicia-se as turmas de 
curso técnicos, estando presente assim 02 funcionários, professores e aproximadamente 75 
alunos, tendo um intervalo de 20min às 20:30h. 
 
5. RESULTADOS E DISCURSÕES 
 
De início tínhamos como objetivo fazer a comparação entre duas escolas no que 
corresponde os procedimentos em relação a NR 23; observando se as escolas seguem as 
medidas de segurança contra incêndio. 
Então de acordo com os conhecimentos obtidos sobre prevenção e combate a incêndio, 
por meio da NR-23, foi realizado uma entrevista com os responsáveis da Escola Municipal 
(E1) e da Escola Técnica (E2), onde podemos analisar se as escolas seguem as normas, se 
estão preparadas para evitar/controlar um possível incêndio, amenizando assim os danos que 
poderão ser causados com o mesmo. 
 Inicialmente foi perguntado se as escolas receberam alguma instrução/capacitação 
transmitindo como agir em caso de acidente ocasionado por incêndio, onde os mesmos 
responderam (BRASIL. NR-23. 2011). 
 
32 
 
E1: Não, nós que compomos a escola, somos preparados para receber nossos alunos, 
nos guiam com as metodologias que devemos tomar perante a sala de aula, nunca 
nos foi passado como agir em um acidente desse tipo. 
E2: Sim, nós que fazemos parte da escola, somos convidados a participar de 
algumas aulas destinadas a procedimentos básicos relacionados a esse tipo de 
acidente, juntamente com os alunos que fazem parte da instituição. 
 
 Em um segundo momento foi perguntado se a instituição proporciona a seus 
funcionários informações sobre a utilização dos equipamentos de combate a incêndio; lhes 
guiando assim sobre a importância dos mesmos (BRASIL. NR-23. 2011). 
 
E1: Não, as informações que temos são as adquiridas em nosso dia a dia, através de 
informações que buscamos individualmente. A instituição em si, não nos 
proporciona esses tipos de preparação. 
E2: Sim, como falado anteriormente nas aulas proporcionadas pela instituição, são 
transmitidos sobre a utilização desses instrumentos. 
 
 Em seguida foi perguntado se o estabelecimento proporciona a seus funcionários 
procedimentos para evacuação das pessoas presentes no local com segurança (BRASIL. NR-
23. 2011). 
 
E1: Não, como falado anteriormente não tivemos uma preparação a respeito desses 
procedimentos que devem ser tomados. 
E2: Sim, somos orientados sobre o acesso as saídas de emergência, sendo que na 
escola, temos muitos espaços que nos levam para as mesmas. 
 
 Dando sequencia foi perguntado se a instituição tem alarmes contra incêndio 
(BRASIL. NR-23. 2011). 
 
E1: Não temos. 
E2: Não, temos um alarme destinado as aulas, mas não é destinado a 
combate a incêndio. 
 
 Depois, foi perguntado se o local onde esta inserida a escola dispõe de saídas de 
emergências, se são devidamente sinalizadas, indicando o percurso a ser realizado para deixar 
o ambiente em segurança; e se esses acessos são mantidos abertos (BRASIL. NR-23. 2011). 
 
33 
 
E1: Não temos uma saída destinada a emergência, mas possuímos um portão que da 
acesso a quadra de esporte da escola, além de janelas em todas as salas de aula. 
Sendo que essa saída não é sinalizada, mas o portão permanece aberto até o 
encerramento das aulas. 
E2: Sim, temos um portão grande destinado a saídas de emergências e um outro 
portão menor que em caso de incêndio, nos dar mais velocidade na evacuação das 
pessoas. A respeito da sinalização, temos placas destinadas em todos os ambientes, 
mostrando o percurso a ser seguido para chegar ao portão de saída de emergência 
maior, que está aberto durante o período de aulas. 
 
 
Imagem 12: saída de emergência (FLANKSUERLY, 2021) Imagem 13: Placas (FLANKSUERLY, 2021) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Depois foi perguntado se no estabelecimento são apresentados extintores e hidrantes, 
em locais de fácil acesso (BRASIL. NR-23. 2011). 
 
E1: Não, na escola não temos equipamentos de combate a incêndio. 
E2: Temos extintores em diversos ambientes, além de uma sala destinada só aos 
mesmos, pois nos cursos são utilizados. Já hidrantes não, pois a escola não tem a 
área exigida para obrigatoriedade do mesmo, ou seja, como a escola é de pequeno 
porte, não somos obrigados a utilizar o mesmo. 
 
Imagem 14: Extintores (FLANKSUERLY, 2021) Imagem 15: Extintores 02 (FLANKSUERLY, 2021) 
 
 
 
34 
 
 Por fim, foi perguntado se a instituição tem algum documento assegurando que o local 
é seguro na prevenção e combate a incêndio (BRASIL. NR-23. 2011). 
 
E1: Na escola não, não tenho conhecimento se a secretaria de educação tem essa 
documentação, até porque estamos atuando em uma escola na área rural, onde as 
informações mais precisas estão na secretaria do município. 
E2: Sim, dentre os documentos que a instituição tem, podemos sitar: atestado de 
vistoria do corpo de bombeiros; certificado de licença do corpo de bombeiros; 
formulário de avaliação de risco; Projeto de Proteção contra Incêndio e Controle de 
Pânico, etc. 
 
 Como podemos ver na E1 não se apresenta medidas de segurança contra incêndio, 
assim sendo imprescindível a adaptação dos mesmos na escola, pois por se tratar de um 
ambiente com muitas crianças, se torna mais perigoso, pois os mesmos não tem reação se 
ocorrer um acidente dessa magnitude. Já a E2 por outro lado, segue as medidas de seguranças 
exigidas através da NR-23, tendo assim capacidade de agir com rapidez, tornando-se capaz de 
amenizar os danos que podem ser desenvolvidos em caso de incêndio (BRASIL. NR-23. 
2011). 
Então a partir das informações colhidas ao longo da entrevista podemos determinar os 
demais objetivos, nos quais seriam: transmitir as medidas que devem ser tomadas pela 
instituição, para evitar possíveis acidentes dentro do PPCI; observar os riscos, procedimentos 
e medidas adequadas a serem seguidas em caso de incêndio; além de fazerem uso dos 
documentos legais em relação ao PPCI. Sendo que como observado temos uma preocupação 
maior em relação a escola municipal, pois ela além de não apresentar proteção contra 
incêndio, ainda não tem uma preparação perante os profissionais que compõe a instituição, ou 
seja, a mesma precisa ser adaptada, com os instrumentos de proteção contra incêndio 
(extintores, saídas de emergências, sinalizações, etc.), além de preparar não só os profissionais 
da escola, mas também os alunos, para que então todos saibam como agir em caso de 
incêndio, sendo capaz de manter a calma e sair com segurança do local (BRASIL. NR-23. 
2011). 
 
6. CONSIDERAÇÕES 
 
Como podemos ver ao longo do trabalho, as medidas de segurança contraincêndio são 
primordiais para qualquer estabelecimento, sendo assim de suma importância os governantes 
35 
 
e responsáveis por determinadas empresas, proporcionarem um ambiente de qualidade, onde 
seus alunos possam frequentar sem riscos. 
De acordo com a pesquisa na primeira escola (E1), podemos ver o déficit que está 
apresentado nas escolas públicas da comunicada em questão, onde podemos ver que tanto os 
profissionais como os alunos não são preparados para agir em um possível acidente 
envolvendo incêndio, pois não tem os instrumentos de proteção e combate a incêndio, nem as 
informações necessárias para conseguirem agir em segurança se necessário. 
Já referindo-se à segunda escola (E2), pôde-se ser observado que estão preparados 
tanto fisicamente como também legalmente para prevenção e combate a incêndio, assim 
passando para seus alunos e funcionários, clareza e segurança para permanecer nesse 
ambiente; deixando claro não só o que deve ser realizado, mas também deixando em 
evidencia os instrumentos de prevenção e combate a incêndio. 
Ao longo da pesquisa pode-se ser observado que no que corresponde a os documentos 
legais da instituição a escola municipal não tem alvará de liberação do corpo de bombeiro, 
nem os demais documentos necessários para prevenção e combate a incêndio. Já a escola 
técnica buscou entrar no mercado capaz de proporcionar a seus clientes a segurança 
necessária para agir em um possível acidente envolvendo incêndio. 
Já no que diz respeito as medidas de segurança contra incêndio, temos que a escola 
municipal não realiza os procedimentos necessários, assim necessitando adaptar a instituição 
com extintores, saídas de emergências, juntamente com a sinalização e demais medidas de 
segurança. A escola técnica por outro lado apresenta os tópicos necessários para combate a 
incêndio, fazendo uso assim dos equipamentos necessários para agir com mais rapidez e 
eficiência. 
Sendo assim, trazemos a comparação entre as escolas, mostrando a realidade por volta 
das escolas públicas e privadas do município abordado; apresentando que a escola municipal 
ainda precisa desenvolver medidas de combate e proteção contra incêndio; nos guiando assim 
que não é porque estão inseridos em um munícipio de pequeno porte, que não podem ser alvo 
de acidentes envolvendo incêndios. 
Então por fim, esperamos que sejam tomadas medidas cabíveis, que possam amenizar 
os quadros de incêndios, necessitando assim que as escolas sejam preparadas desde a 
transmissão de informações a utilização dos equipamentos essenciais para manter seus 
clientes em segurança. 
36 
 
REFERÊNCIAS 
 
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do Norte. Disponível em: https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=404704. Acesso em 25 
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001/33/96. Rio Grande do Sul. 1996. Disponível em: 
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APÊNDICE – ROTEIRO DE ENTREVISTA 
 
1) A escola recebeu alguma instrução/capacitação transmitindo como agir em caso de 
acidente ocasionado por incêndio? 
2) A instituição proporciona a seus funcionários informações sobre a utilização dos 
equipamentos de combate a incêndio? 
3) A instituição disponibiliza a seus funcionários procedimentos para evacuação das 
pessoas presentes no local com segurança? 
4) A escola possui alarmes, com o intuito de combater possíveis incêndios? 
5) O local onde está inserida a escola, dispõe de saídas de emergência? São devidamente 
sinalizadas, indicando o percurso a ser seguido para deixar o ambiente em segurança? 
Essas saídas de emergência são mantidas abertas, facilitando a evacuação das pessoas? 
6) A instituição apresenta institores e hidrantes em locais de fácil acesso? 
7) O estabelecimento tem algum documento de indique que legalmente está seguindo as 
normas de segurança contra incêndio?

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