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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS CURSO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA MARIA FLANKSUERLY FERREIRA DE OLIVEIRA PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM DUAS ESCOLAS DE UM MUNICÍPIO POTIGUAR ANGICOS/RN 2021 http://www.niemeyer.org.br/ MARIA FLANKSUERLY FERREIRA DE OLIVEIRA PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM DUAS ESCOLAS DE UM MUNICÍPIO POTIGUAR Monografia apresentada a Universidade Federal Rural do Semi-Árido como requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciência e Tecnologia. Orientador: Sileide de Oliveira Ramos, Prof. Dr. ANGICOS/RN 2021 http://www.niemeyer.org.br/ © Todos os direitos estão reservados a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O conteúdo desta obra é de inteira responsabilidade do (a) autor (a), sendo o mesmo, passível de sanções administrativas ou penais, caso sejam infringidas as leis que regulamentam a Propriedade Intelectual, respectivamente, Patentes: Lei n° 9.279/1996 e Direitos Autorais: Lei n° 9.610/1998. O conteúdo desta obra tomar-se-á de domínio público após a data de defesa e homologação da sua respectiva ata. A mesma poderá servir de base literária para novas pesquisas, desde que a obra e seu (a) respectivo (a) autor (a) sejam devidamente citados e mencionados os seus créditos bibliográficos. Ficha catalográfica elaborada por sistema gerador automáto em conformidade com AACR2 e os dados fornecidos pelo) autor(a). Biblioteca Campus Angicos Bibliotecário: Helder Romero Maia Duarte CRB: 15/673 O serviço de Geração Automática de Ficha Catalográfica para Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) foi desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) e gentilmente cedido para o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (SISBI-UFERSA), sendo customizado pela Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação (SUTIC) sob orientação dos bibliotecários da instituição para ser adaptado às necessidades dos alunos dos Cursos de Graduação e Programas de Pós-Graduação da Universidade. O48p Oliveira, Maria Flanksuerly Ferreira de. Prevenção e combate a incêndio: Estudo de caso em duas escolas de um município potiguar / Maria Flanksuerly Ferreira de Oliveira. - 2021. 48 f. : il. Orientador: Sileide de Oliveira Ramos. Monografia (graduação) - Universidade Federal Rural do Semi-árido, Curso de Ciência e Tecnologia, 2021. 1. Segurança. 2. NR-23. 3. PPCI. 4. Fogo. 5. Instituição. I. Ramos, Sileide de Oliveira , orient. II. Título. MARIA FLANKSUERLY FERREIRA DE OLIVEIRA PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM DUAS ESCOLAS DE UM MUNICÍPIO POTIGUAR Monografia apresentada a Universidade Federal Rural do Semi-Árido como requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciência e Tecnologia. Defendida em: 20 / 11 / 2021. BANCA EXAMINADORA _________________________________________ Sileide de Oliveira Ramos, Prof. Dr. (UFERSA) Presidente _________________________________________ Gerbeson Carlos Batista Dantas, Eng. (UFERSA) Membro Examinador _________________________________________ Marina Elizabeth Dias Altidis, Prof. Dr. (IFPE) Membro Examinador _________________________________________ SILEIDE DE OLIVEIRA RAMOS:23774479453 Assinado de forma digital por SILEIDE DE OLIVEIRA RAMOS:23774479453 Dados: 2021.11.27 20:21:33 -03'00' GERBESON CARLOS BATISTA DANTAS:10127025456 Assinado de forma digital por GERBESON CARLOS BATISTA DANTAS:10127025456 Dados: 2021.11.27 22:04:47 -03'00' http://www.niemeyer.org.br/ AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por me proporcionar a conclusão de mais uma etapa da minha vida, mostrando que somos capazes de vencer os obstáculos presentes em nossa jornada, que com determinação podemos vencer e realizar nossos sonhos. Agradeço a meus pais Francisco Chiberio e Francisca Adelaide por me incentivar nessa etapa de minha vida. Agradeço a meu esposo Josué Arimatéias, meus filhos Lara Ketlyn e Josué Gabriel por estarem presentes em cada momento dessa caminhada, sejam eles bons ou maus momentos. Agradeço a orientadora por me guiar não só na elaboração desse trabalho, mas também pelo incentivo nessa jornada de conhecimento, transmitindo informações precisas e nos capacitando para então nos tornarmos profissionais capazes de atuar no mercado de trabalho. Agradeço a Banca Examinadora por estar presente nesse momento, disponibilizando seu tempo para influenciar positivamente nesse processo de conclusão de curso. Agradeço aos meus irmãos Franksuirle Chiberio e João Batista Chiberio; e aos demais membros da minha família por também estarem presentes nessa jornada, contribuindo de maneira significativa para conclusão dessa fase importante de minha vida. “É muito melhor lançar-se em busca de conquistas grandiosas, mesmo expondo-se ao fracasso, do que alinhar-se com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra cinzenta, onde não conhecem nem vitória, nem derrota.” (Theodore Roosevelt) RESUMO A prevenção e combate a incêndio em escolas vem sendo um tópico recorrente nos dias atuais, em função do aumento de acidentes envolvendo incêndios no Brasil. Diante desse contexto, esse trabalho tem por objetivo averiguar a partir da NR-23 se dois estabelecimentos de ensino de um município potiguar seguem os padrões estabelecidos para prevenção e combate a incêndio; observando os documentos legais da instituição; se as escolas seguem as medidas de segurança contra incêndio; além dos riscos, procedimentos e medidas adequadas a serem seguidas em caso de incêndio; para então ser feito a comparação entre as duas instituições no que corresponde à os procedimentos exigidos em relação a NR 23. Sendo que para obter os dados apresentados ao longo do trabalho foi realizado inicialmente uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo em duas escolas de um município potiguar, sendo uma escola municipal e outra uma escola técnica particular, onde de acordo com os dados obtidos, pôde ser observado que a escola municipal encontra-se com um défice no que corresponde a transmissão de informação no que diz respeito as medidas necessárias para prevenção e combate a incêndio; além de não apresentar documentos legais de funcionamento, equipamentos de combate a incêndio, nem saídas de emergência. Já pelo que foi observado na escola técnica, percebe-se que a instituição apresenta documentações, equipamentos, saídas de emergência e transmissão necessária para conseguir agir em caso de incêndio, seguindo assim as normas estabelecidas pela NR-23. Sendo assim, observou-se que a escola municipal não está preparada para desenvolver estratégias de combate a incêndios, não apresentando conhecimento, nem equipamentos necessários para evitar possíveis danos em caso de incêndio. Já a escola técnica encontra-se seguindo as normas estabelecidas, sendo capaz de em caso de incêndio amenizar os danos provocados. Palavras-chave: Segurança. NR-23. PPCI. Fogo. Instituição. ABSTRACT Fire prevention and fire fighting in schools has been a recurrent topic these days, due to the increase in accidents involving fires in Brazil. In this context, this work aims to find out from the NR-23 whether two educational establishments in a municipality in the state follow the standards established for fire prevention and firefighting; observing the institution's legal documents; whether schools follow firesafety measures; in addition to the risks, procedures and appropriate measures to be followed in case of fire; and then a comparison between the two institutions can be made in terms of the procedures required in relation to NR 23. In order to obtain the data presented throughout the work, a bibliographical research and a field research in two schools of a Potiguar municipality, one municipal school and the other a private technical school, where, according to the data obtained, it could be observed that the municipal school has a deficit in terms of the transmission of information regarding the necessary measures to fire prevention and fighting; in addition to not presenting legal operating documents, fire-fighting equipment, or emergency exits. From what was observed in the technical school, it is clear that the institution has documentation, equipment, emergency exits and necessary transmission to be able to act in case of fire, thus following the standards established by NR-23. Thus, it was observed that the municipal school is not prepared to develop firefighting strategies, lacking knowledge, nor the necessary equipment to prevent possible damage in the event of a fire. The technical school, on the other hand, is following the established norms, being able to mitigate the damage caused in the event of a fire. Keywords: Security. NR-23. PPCI. Fire. Institution. LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Triângulo do fogo.............................................................................................14 Figura 2 – Resfriamento do fogo com água.......................................................................16 Figura 3 – Abafamento do fogo.........................................................................................16 Figura 4 – Isolamento do fogo...........................................................................................17 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 – – – – – – _ _ _ _ _ Extintores.........................................................................................................23 Hidrantes..........................................................................................................23 Alarme..............................................................................................................24 Sprinkler...........................................................................................................25 Placa de iluminação..........................................................................................25 Escola Municipal .............................................................................................27 Centro Educacional..........................................................................................28 Saída de Emergencia........................................................................................33 Placas................................................................................................................33 Extintores 01....................................................................................................33 Extintores 02....................................................................................................33 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ……………………………...……………………………. 10 2 OBJETIVOS...............................................………………………………... 12 2.1 OBJETIVO GERAL...................………………..........……………………… 12 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS...........………………………………………… 12 3 3.1 REFERENCIAL TEÓRICO......................................................................... DEFINIÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO ….........……......... 13 13 3.2 3.2.1 3.2.2 3.3 3.4 3.5 4. 4.1 4.2 4.2.1 4.2.2 4.3 4.4 5. 6. DEFINIÇÃO E PROPAGAÇÃO DO FOGO …………………..................... Formas de Transmissão do Calor..................................................................... Estratégias de Extinção do Fogo...................................................................... CLASSES DOS INCÊNDIOS......................................................................... NR-23............................................................................................................... PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO – PPCI.................................................................................................................. METODOLOGIA........................................................................................... TIPO DE PESQUISA....................................................................................... CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA................................................................... Informações obtidas na Escola Municipal ....................................................... Informações obtidas na Escola Técnica........................................................... INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS................................................. ANÁLISE DE DADOS.................................................................................... DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS................................................................... RESULTADOS E DISCURSÕES................................................................ CONCIDERAÇÕES....................................................................................... 14 15 15 17 18 19 26 26 26 26 27 30 30 31 31 34 REFERÊNCIAS …………………………………………………………... 36 APÊNDICE………………………................................................................ 38 10 1. INTRODUÇÃO A Prevenção e Combate a Incêndios surgiu há muitos anos. Desde a pré-história o ser humano vem sofrendo com os danos causados pelos incêndios, que vão desde as perdas patrimoniais, à perda da própria vida. Como em qualquer outro ambiente, as escolas estão sendo alvos de incêndios. Com o aumento de casos envolvendo incêndios, foi necessário criar medidas drásticas de proteção e combate a incêndio, visando assim a proteção das pessoas que estão inseridas nas escolas. No Rio Grande do Norte a Lei estadual 10802 de 18/11/2020, em seu artigo 1º, dispõe sobre o Programa Estadual de prevenção de acidentes e o combate ao fogo nas escolas estaduais e particulares de ensino no Estado do Rio Grande do Norte, onde consiste em “atividades complementares, campanhas de prevenção de acidentes e combate ao fogo, que serão realizadas pelas escolas públicas e efetivamente aplicadas em suas dependências, através de professores, técnicos de segurança do trabalho e Corpo de Bombeiros”. Além de determinar um plano de fuga e estratégias voltadas para a evacuação das pessoas presentes na instituição. Então como podemos observar, a partir da necessidade de prevenir esses acidentes, foi necessário ao longo dos tempos criar inúmeras medidas de prevenção de combate ao fogo; medidas essas adotadas através do desenvolvimento de novos equipamentos, novas técnicas e novas legislações. O Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) é obrigatório e exigido pelos órgãos públicos, sendo assim necessário tanto para as construções como também para as reformas; pois através deste plano pode-se proteger a vida dos ocupantes e as edificações através de ações que evitem o aumento do fogo e reduzam os danos materiais causados. Então o PPCI é responsável pela adequação dos sistemas de combate ao fogo, determinando os equipamentos e sinalizações adequadas para prevenção e proteção contra os incêndios. Sendo assim é primordial que as escolas tenham seu PPCI, mas ainda estamos presenciando inúmeras escolas que ainda não adaptaram suas instituições com esse plano de prevenção e combate a incêndio.De acordo com o Corpo de Bombeiros do RN, a penas 20 de 615 escolas estaduais possuem atestado de vistoria, totalizando assim apenas 3% das escolas estaduais brasileiras. Mas também é notório que através do aumento de casos de incêndios nas escolas, possou-se a demostrar a real importância do PPCI, ampliando esse método de prevenção 11 também para as escolas municipais, desenvolvendo assim estratégias que busquem a proteção das pessoas presentes. Então, pensando na prevenção e combate contra incêndio, buscamos analisar as medidas de segurança estabelecidas por duas escolas de um município potiguar, sendo uma escola do município e a outra uma escola técnica particular; destacando a importância da transmissão de informações não só para os funcionários, mas para todos que se fazem presentes na instituição. Destacando também a importância da família na escola, pois é fundamental que os pais ou responsáveis desses alunos, também estejam preparados para uma intervenção em caso de acidentes envolvendo incêndio. Sendo assim, através do trabalho desenvolvido buscamos mostrar que a prevenção contra incêndio é de extrema importância para a sociedade, devendo ser vista como uma obrigação para qualquer cidadão, pois visa a proteção não só do patrimônio, mas o mais importante, da vida humana. Então é fundamental que todos estejam preparados para agir em decorrência de incêndio, ou seja, todos devemos ser preparados para agir de maneira correta em caso de acidentes envolvendo incêndios, sendo capaz de manter a tranquilidade e seguir as medidas de segurança adequadas. 12 2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Averiguar a partir da NR-23 se dois estabelecimentos de ensino de um município potiguar seguem os padrões estabelecidos para prevenção e combate a incêndio. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Observar e analisar documentos legais da instituição, em relação ao PPCI; • Observar se as escolas analisadas seguem as medidas de segurança contra incêndio; • Observar os riscos, procedimentos e medidas adequadas a serem seguidas em caso de incêndio; • Fazer a comparação entre duas escolas no que corresponde os procedimentos em relação a NR 23. 13 3. REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 DEFINIÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Durante todo o dia, estamos sujeitos a nos deparar com incêndios, seja no trabalho, na rua, ou até mesmo em nossas casas. Sendo assim é de extrema importância desenvolvermos estratégias de segurança para prevenção contra incêndios. Segurança contra incêndio diz respeito as medidas adotadas para prevenção, detecção e combate de um incêndio, visando evitar e reduzir os impactos que os mesmos podem causar. Há muito tempo atrás começou a surgir o combate a incêndio, ou seja, logo na pré-história o ser humano passou a estudar estratégias de dominar o fogo (GOMES, 2014). “A Prevenção e Combate a Incêndios surgiu já na pré-história, quando o homem começou a utilizar o fogo para as mais variadas atividades: aquecimento, preparo de alimentos, têmpera de metais, etc. Durante sua evolução, constatou-se que os seres humanos sempre tentaram dominar as forças da natureza” (GOMES, 2014, p. 14). Dentre as medidas de segurança contra incêndio, podemos destacar algumas atividades educativas, sendo elas como: surgimento como também a propagação do mesmo; treinamentos de procedimentos que devem ser adotados em casos de incêndios; cuidados a respeito da utilização de produtos perigosos e atividades de ocasionam risco de incêndio (MARCONDES, 2020). Para prevenirmos esses possíveis acidentes é necessário criarmos objetivos, buscando medidas para prevenção e combate a incêndios, dentre eles estão: • Proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio; • Dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio; • Proporcionar meios de controle e extinção de incêndio; Das condições de acesso para operações do corpo de bombeiros (MARCONDES, 2020). 14 3.2 DEFINIÇÃO E PROPAGAÇÃO DO FOGO Fogo está relacionado a um processo químico que tem como resultado a necessidade de luz e calor devido à combustão de materiais diversos. Para a ABNT NBR-13860 “o fogo é o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor e luz” (ABNT, 1997, p. 6). Já segundo Brentano (2005, p. 39) “Para que haja a ocorrência do fogo é preciso que haja a combinação simultânea de três elementos essenciais: material combustível, comburente e uma fonte de calor, formando assim o triângulo do fogo”. Esse triângulo é representado através dos três elementos capazes de haver uma combustão, sendo eles o combustível, o comburente e o calor (GOMES, 2014). Figura 1: Triangulo do fogo (gestaodesegurancaprivada.com.br) A combustão é o elemento que tem a função de alimentar e criar um campo de propagação para o fogo, ou seja, são substâncias que podem estar no estado líquido, sólido ou gasoso, que quando obtido uma temperatura de ignição e combinados quimicamente com outra substância gera uma liberação de calor e luminosidade (GOMES, 2014). O comburente é um oxigênio ativador do fogo, que tem a função de aumentar as chamas, ou seja, o mesmo tem uma reação a partir dos gases liberados pelo combustível, formando a chama, como o mesmo é muito oxidante tende a regular a intensidade da chama, podendo causar até explosões (GOMES, 2014). https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel https://pt.wikipedia.org/wiki/Comburente https://pt.wikipedia.org/wiki/Calor https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel https://pt.wikipedia.org/wiki/Chama 15 Já o calor é responsável por iniciar, manter e propagar o fogo, através da luz do sol, queda de meteoros, raios, etc. (GOMES, 2014). 3.2.1 Formas de Transmissão do calor O calor é transmitido a partir do ar da atmosfera, da estrutura do corpo do combustível e também dos líquidos e gases, sendo que o mesmo tende a se propagar nos pontos mais quentes ou frios através da condução, convecção e irradiação (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). Na condução é transmitido o calor através do próprio material, de molécula a molécula ou de corpo a corpo. Ou seja, trata-se de um fenômeno de transferência térmica ocasionado por uma diferença de temperatura entre duas regiões (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). Na convecção temos o deslocamento de calor através de gases ou líquidos do local em chamas para outro local com calor suficiente para que os materiais combustíveis entre em combustão (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). Já a irradiação é quando o calor é transmitido sem utilizar outros matérias se deslocando assim no espaço vazio (MUNDO EDUCAÇÃO, 2015). 3.2.2 Estratégias de extinção do fogo “Para fazermos uma prevenção de incêndio adequada é necessário primeiro colocarmos o fogo sob todos os seus aspectos: sua constituição, suas causas, seus efeitos e, principalmente, como dominá-lo” (FERIGOLO, p. 11, 1977). Dentre os métodos de extinção dos incêndios temos o resfriamento, abafamento, isolamento e interrupção (GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). No resfriamento temos a retirada ou diminuição do calor do material incendiado, onde o mesmo passa a não liberar mais vapor, impedindo assim o avanço do fogo (GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). https://pt.wikipedia.org/wiki/Temperatura 16 Figura 2: Resfriamento do fogo com água (http://www.medtrabeunapolis.com.br) O abafamento está relacionado com o impedimento ou diminuição do contato do oxigênio com o material combustível, pois se não houver comburente no ar, consequentemente não teremos fogo (GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). Figura 3: Abafamento do fogo (gestaodesegurancaprivada.com.br) O isolamento está ligado a retirada,diminuição ou interrupção do material não atingido pelo fogo, assim evitando propagação e maiores dados ocasionados pelo incêndio (GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). http://www.medtrabeunapolis.com.br/ 17 Figura 4: Isolamento do fogo (gestaodesegurancaprivada.com.br) Já na interrupção da reação química em cadeia visa a combinação de um agente químico com a mistura inflamável, buscando transformar a mesma em não inflamável (GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA, 2020). 3.3 CLASSES DOS INCÊNDIOS Segundo Simiano (2013) para combatermos os incêndios é necessário entendermos a classificação dos mesmos, onde nelas é exposto as classes dos combustíveis mais estudados quanto a esse tópico. Dentre essas classes estão: • Classe A: são aqueles incêndios sucedidos em materiais fibrosos ou combustíveis sólidos, ou seja, aqueles que queimam em razão do seu volume, deixando assim resíduos. Como exemplo dessa classe de incêndio temos a madeira, papel, borracha, etc. Sendo que para conseguirmos apagar o mesmo é necessário a utilização de resfriamento. • Classe B: são os incêndios ocorridos através de combustíveis líquidos ou gases combustíveis; sendo que sua queima se dá pela superfície, não deixando resíduos. Como exemplo dessa classe de incêndio temos o óleo, gasolina, butano, etc. Onde conseguimos apagar o mesmo através do abafamento. • Classe C: são aqueles incêndios que ocorrem através dos materiais energizados; apresentando alto riscos na presença de eletricidade. Temos como exemplos os transformadores, motores, interruptores, etc. 18 • Classe D: são os incêndios provocados através dos metais pirofóricos; sendo que eles têm uma forte luz e são extremamente difíceis de serem apagados. Como exemplo temos as rodas de magnésio, potássio, alumínio em pó, etc. Sendo necessário a utilização do abafamento para controle desse tipo de incêndio. • Classe K: são aqueles incêndios ocasionados pelo cozimento de alimentos, através de banha, gordura e óleos. Como exemplo temos os incêndios em cozinhas quando a banha, a gordura e os óleos são aquecidos. Onde a maneira que controlar esse incêndio se dar pelo método de abafamento, pois a utilização de água nesses casos, traz consequências como explosões, além de ferir pessoas próximas. Sendo assim, compreender a classe dos incêndios é muito importante, como nos esclarece a NR-23, devemos compreender quais métodos devem ser utilizados para combater um incêndio, então, as classes nos guiam sobre os métodos de extinção do fogo, nos mostrando como apagarmos os diferentes tipos de incêndios. 3.4 NORMA REGULAMENTADORA-23 Compreendendo o risco e casos de acidentes envolvendo incêndios, foi necessário desenvolver normas de proteção contra o mesmo, onde essas normas nos guiam sobre as principais medidas de segurança que devem ser adotadas para evitar esses tipos de acidentes. Foi criado a NR 23, no art. 200 da CLT, onde nos mostra que cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de Proteção contra Incêndio. A mesma foi fixada primeiramente pela portaria GM nº 3.214, de 08 de junho de 1978, sofrendo posteriormente atualizações/alterações pelas portarias: SNT nº 06, de 29 de outubro de 1991; SNT nº 02, de 21 de janeiro de 1992; SNT nº 24, de 09 de outubro de 2001; e SIT nº 221, de 06 de maio de 2011 (BRASIL. NR-23, 2011). Então, tomando como base a Portaria SIT nº 221, de 06 de maio de 2011, temos em seu artigo 23.1 que “todos os empregados devem adotar medidas de prevenção de incêndio, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis”, ou seja, nos mostra que também é papel dos empregados seguir as medidas de segurança contra incêndio, pois os mesmos são os mais afetados caso aconteça algum acidente envolvendo incêndio. (BRASIL. NR-23, 2011). 19 Em seu artigo 23.1.1 é transmitido que é função do empregador/empresa transmitir as informações necessárias, quanto a proteção e prevenção contra incêndios. “O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança; c) dispositivos de alarme existentes” (BRASIL. NR-23, 2011). Já no artigo 23.2 é mostrado que “os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência” (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 23.1.1). No artigo 23.3 nos mostra que “as aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio das placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída”, pois assim facilitará a evacuação das pessoas em caso de incêndio, evitando danos cada vez mais graves (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 23.3). Sendo que como nos diz o artigo 23.4, “nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho” (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 23.4). Por fim, no artigo 23.5, nos esclarece que essas “saídas de emergências podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permite fácil abertura do interior do estabelecimento” (BRASIL. NR-23, 2011, Art. 23.5). 3.5 PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO - PPCI Segundo o inciso XXXI do artigo 6º da Lei Complementar Federal, o plano de prevenção e proteção contra incêndios “é um processo que contém os elementos formais, que todo proprietário ou responsável pelas áreas de risco de incêndio e edificações deve encaminhar ao Corpo de Bombeiros, conforme orientações do referido órgão”. Sendo que, a legislação determina que o PPCI deve ser estadual, assim devendo seguir as regras de cada estado (CORPO DE BOMBEIROS, 1996). Sendo assim, o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios busca proteger a integridade física e patrimonial das pessoas causados pelos incêndios, sendo o mesmo exigido 20 pelo Corpo de Bombeiros para liberação do alvará contra incêndios para os estabelecimentos, seja eles em lojas, indústrias, instituições escolares, hospitais ou prédios de maneira geral (AIRDUTO, 2014). Em um PPCI deve constar as características da edificação, os procedimentos básicos de emergência de prevenção contra incêndio e pânico, as plantas das edificações e o plano de abandono do local. Além de observar se o determinado local tem saídas de emergência suficientes, equipamentos também suficientes e em perfeito estado e pessoas treinadas para uso dos mesmos (AIRDUTO, 2014). No estado do Rio Grande do Norte a Portaria CBMRN nº 216, de 22 de junho de 2017 “estabelece os procedimentos administrativos para os processos de regularização das edificações do Estado, no âmbito do Serviço Técnico de Engenharia do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte”. Onde em seu art. 3º nos traz os objetivos da aplicação das normas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco, cujo os mesmos são: ”I - Proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio; II - Dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio; III - Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio; IV - Dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar; V - Proporcionar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de risco” (LEGISWEB, 2021, Art.3). Já em seu artigo 4º nos traz as definições para fins da aplicação das normas de segurança contra incêndio, sendo as mesmas: “I - Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB): é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros que atesta que uma edificação foi vistoriada e durante a fiscalização encontrava-se dentro dos objetivos do Código de Segurança Contra Incêndio e Controle de Pânico. II - Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros(CLCB): é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) certificando que a edificação foi enquadrada como sendo de baixo potencial de risco à vida ou ao patrimônio e concluiu com êxito o processo de licenciamento de segurança contra incêndio para regularização junto ao CBMRN. 21 III - Medidas de segurança: são dispositivos de proteção exigidos para as edificações através dos quais se alcança os objetivos da segurança contra incêndio. Tais exigências se encontram contidas no Código de Segurança contra Incêndio e Pânico, na Portaria nº 191/2013 GAB CMDO/CBMRN, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), edição nº 13.030, 06 de setembro de 2013, e na Portaria nº 184/2017 - GAB CMDO/CBMRN, publicada no Diário Oficial do Estado, edição nº 13.950, de 20 de junho de 2017, de acordo com a época, conforme sua ocupação, uso, carga incêndio, altura e área construída. IV - Projeto de Proteção contra Incêndio e Controle de Pânico (PCI): dimensionamento das Medidas de Segurança em uma edificação de acordo com as normas vigentes de proteção contra incêndio, realizado por um profissional habilitado e registrado em seu conselho de classe. V - Formulário de Avaliação de Risco de Incêndio e Controle de Pânico (FAR): memorial indicando as medidas de segurança exigidas em uma edificação que se enquadra nos parâmetros do artigo 9º desta Portaria e é dispensada do Projeto de Proteção contra Incêndio e Controle de Pânico como etapa de emissão do AVCB. É feito por um profissional habilitado e registrado em seu conselho de classe, acompanhando o respectivo documento de responsabilidade técnica. VI - Análise de projeto: Uma das fases de fiscalização das atividades de segurança contra incêndio e pânico, na qual o Serviço Técnico de Engenharia do CBMRN avalia o dimensionamento das medidas de segurança. VII - Auto de Análise Técnica: Documento que atesta que determinado empreendimento possui um Projeto de Proteção contra Incêndio e Controle de Pânico (PCI) aprovado junto ao CBMRN. VIII - Parecer Técnico: Documento que informa as desconformidades com as normas vigentes encontradas durante a análise dos PCIs. IX - Vistoria de edificação: Uma das fases de fiscalização das atividades de segurança contra incêndio e pânico, na qual o Serviço Técnico de Engenharia do CBMRN vistoria as edificações, observando as condições de funcionamento e aplicabilidade das medidas de segurança. X - Relatório de Vistoria: Documento que informa as desconformidades com as normas vigentes encontradas durante a vistoria das edificações. XI - Comissão Técnica: Comissão designada para avaliar situações diversas daquelas que estão previstas nas normas de proteção contra incêndio e controle de pânico vigentes. XII - Formulário de Atendimento Técnico: Documento para comunicação com o Serviço Técnico de Engenharia. XIII - Processo de regularização das edificações: Conjunto de ações desenvolvidas pelo CBMRN de forma a verificar se uma edificação atende às normas de proteção 22 contra incêndio e controle de pânico vigentes e/ou aos objetivos da Segurança Contra Incêndio nas Edificações e Áreas de Risco” (LEGISWEB, 2021, Art.4). Como podemos ver o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio é primordial para evitar possíveis acidentes causados pelos incêndios, pois o mesmo nos guia sobre os procedimentos que devem ser tomados quando ocorrido esse tipo de acidente. Pensando nisso o PPCI nos mostra também alguns equipamentos de segurança que são fundamentais em qualquer instituição. Sendo que um projeto preventivo contra incêndio alguns dos equipamentos de segurança são: ➢ Sistema Preventivo por Extintores Os extintores são instrumentos que tem a finalidade de controlar possíveis incêndios, utilizados para sólidos como madeira, papel, tecido, borracha, etc., os mesmos podem ser de água, destinados para combater o fogo por resfriamento; podem ser de pó químico, utilizados para controlar focos ocasionados por eletricidade; temos os extintores de pó ABC, para sólidos, líquidos, gases e eletricidade; temos os extintores de dióxido de carbono, que possibilita a extinção do fogo pela retirada do oxigênio; temos o de espuma, utilizado para incêndios líquidos e sólidos, etc. • “Deverá obedecer às Normas da ABNT e Normas de Segurança contra Incêndio do Corpo de Bombeiros. • Conter o número necessário, o tipo e a capacidade dos extintores empregados no projeto. • O tipo de extintor deverá ser determinado de acordo com o material a proteger. • A quantidade de unidades extintoras deverá ser determinada obedecendo aos parâmetros recomendados pelas normas, que, em princípio, dependem: - da área máxima a ser protegida em cada unidade extintora; e da distância máxima para o alcance do operador. • Os extintores deverão respeitar as exigências das Normas do INMETRO, quanto as suas características físicas e capacidade. • Os extintores deverão ser localizados e instalados de acordo com as exigências do Corpo de Bombeiros Oficial” (DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA, 2006, np). 23 Figura 5: Extintores (https://www.solucoesindustriais.com.br) ➢ Sistema Preventivo por Hidrantes O hidrante auxilia no combate ao incêndio, conta com um reservatório de água, tubulações; bombas, mangueiras, etc., sendo que ele deve estar em um local de fácil acesso, pois não é utilizado automaticamente, precisando assim ser utilizado o mais rápido possível em caso de emergência (DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA, 2006). Figura 6: Hidrante (https://www.solucoesindustriais.com.br) https://www.solucoesindustriais.com.br/ https://www.solucoesindustriais.com.br/ 24 ➢ Alarme e detecção de incêndio É o sistema responsável por anunciar a ocorrência de um incêndio, o mesmo é acionado através de detectores automáticos que através do fumo, chama ou calor acionam os sinais de alerta para a central de alarmes (AIRDUTO, 2014). Figura 7: Alarme (https://www.solucoesindustriais.com.br/) ➢ Sprinkler É um sistema de combate a incêndio, que tem o intuito de descarregar água quando é detectado excede determinada temperatura (AIRDUTO, 2014). Temos inúmeros tipos de sprinkler, dentre eles temos: sprinkler sidewall, destinado para locais estreitos e são instalados de forma lateral; sprinkler embutido, destinados a combater o incêndio em seu estado inicial; sprinkler pendente, destinado a expandir devido o calor, onde o vidro é quebrado, liberando mola e selo, podendo ser utilizado em quase todos os ambientes; entre outros. (FELIPE, 2020) https://www.solucoesindustriais.com.br/ 25 Figura 8: Sprinkler (https://www.solucoesindustriais.com.br) ➢ Placas de iluminação de saída de emergência As placas de iluminação de saída de emergência são destinadas a indicar o caminho mais curto que deve ser percorrido para evacuação das pessoas em segurança; a mesma é de extrema importância na prevenção contra incêndio, pois garante a retirada das pessoas, guiando o caminho mais seguro e rápido do setor incendiado. Figura 9: Placa de iluminação (contrafogosoluções.com.br) https://www.solucoesindustriais.com.br/ 26 4. METODOLOGIA Métodos Científicos é o “conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento”. (GIL, 2008, p. 8). Portanto os procedimentos metodológicos tem a função de apresentar os instrumentos, os métodos e os procedimentos da pesquisa no decorrer do trabalho. Sendo assim, através da realização do presente trabalho foi necessário utilizar uma pesquisa bibliográfica e de campo, onde através de um questionário encaminhado aos responsáveis da Escola Municipal e da Escola Técnica, pode-se desenvolver o referentematerial. 4.1 TIPO DE PESQUISA A presente pesquisa foi realizada de acordo com análise bibliográfica e de campo. Onde buscamos compreender sobre o tema: “Conscientização da prevenção e combate a incêndio nas escolas de um município potiguar”. A pesquisa de campo foi realizada na Escola Municipal, situada no município de Alto do Rodrigues/RN, atuando com turmas do ensino infantil, ensino fundamental I e EJA; e na Escola Técnica, com turmas destinadas a cursos básicos e técnicos. 4.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA 4.2.1 Informações obtidas na Escola Municipal A Escola Municipal, está situada no município de Alto do Rodrigues/RN, em uma rede municipal de ensino, com uma estrutura física de 427,5m² de área construída. A instituição começou a funcionar desde a década de 70, onde as aulas eram ministradas em casas de famílias da própria comunidade. No ano de 1972, foi criada a primeira escola, recebendo o referente nome em homenagem a um dos primeiros habitantes do local, ela foi construída em uma área de 25m², correspondente a 01 sala de aula, 01 cozinha, 01 depósito de merenda, 01 pequena secretaria e 02 banheiros. Em consequência do crescimento populacional da comunidade, foi construída a atual escola, onde sua estrutura física ficou distribuída em 05 salas de aula, 01 cozinha, 04 27 banheiros para alunos e 02 para funcionários, 01 sala de leitura, 01 sala de professores; 01 secretaria; 01 depósito de merenda, 01 almoxarifado e 01 quadra de esportes. A referida instituição atende a 150 alunos, sendo 45 do turno vespertino no Ensino Infantil (creche, pré I, pré II); 76 do Ensino Fundamental I (1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano e 5º ano) no turno matutino; e 29 no turno noturno com o EJA. Referente à os funcionários que fazem parte da instituição, a mesma tem 09 professores; 01 auxiliar; 02 cuidadores; 02 merendeiras; 01 auxiliar de merendeira; 04 ASG; 01 vigias; 01 diretora; 02 supervisoras; e 02 assistentes educacional; totalizando assim 25 funcionários presentes diariamente na escola. FIGURA 10: Escola Municipal (FLANKSUERLY, 2021) 4.2.2 Informações obtidas na Escola Técnica A Escola Técnica, está localizada na zona urbana da cidade de Alto do Rodrigues/RN, sendo que o mesmo deu início a oferta de cursos básicos a mais de 12 anos, mas com a demanda de exigência no mercado de trabalho, foi necessário abranger os cursos técnicos profissionalizantes de nível médio, para então ofertar a seus clientes cursos de qualidade, com o intuito de preparar seus alunos para o mercado de trabalho. A presente escola atua hoje em vários munícipios do Rio Grande do Norte, assim sendo necessário o auxílio de funcionários capazes de juntos desenvolver um melhor atendimento a seus clientes; sendo assim, no quadro 01 indicaremos a função dos funcionários que estão presentes, contribuindo para o melhor atendimento e transmissão de informações perante a escola. Sendo que os mesmos estão diariamente na instituição, tendo uma carga 28 horária de 8h diárias, onde são direcionadas funções como: geração de boletos para pagamento; impressão e confecção de apostilas, banners, vídeos de propagandas; marcação de aulas; agendamento de professores; matriculas para os cursos técnicos e básicos; ministrar aulas; entre outras funções destinadas aos mesmos. QUADRO 1: Funcionários fixos FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA TÉCNICA CARGOS QUANTIDADE 1. DIRETOR 01 2. VICE DIRETOR 01 3. COORDENADOR PEDAGÓGICO 01 4. GERÊNCIA 01 5. SETOR FINANCEIRO 01 6. SECRETARIA ESCOLAR 01 7. ATENDIMENTO 01 8. LIMPEZA 01 9. DIAGRAMAÇÃO 01 10. MÍDIA 01 11. ALMOXARIFADO 01 12. PROFESSORES DOS CURSOS BÁSICOS 08 13. PROFESSORES DOS CURSOS TÉCNICOS 15 FONTE: FLANKSUERLY, 2021. A instituição é composta por 05 salas de aula; 01 sala de direção; 01 sala do setor pedagógico; 01 sala da gerência; 01 sala de extintores; 02 laboratórios; 01 biblioteca; 01 almoxarifado; 01 copiadora; 01 cozinha; e uma recepção. FIGURA 11: Escola Técnica (FLANKSUERLY, 2021) 29 A escola oferece inúmeros cursos básicos que preparam seus alunos para atuar no mercado de trabalho, ofertando suas aulas com professores e conteúdos qualificados. Na tabela 1 mostramos os cursos básicos ofertados na instituição, determinando sua carga horária, validade do curso e total de alunos por turma. Tabela 1: Cursos básicos ofertados pela escola técnica CURSOS BÁSICOS NOME DO CURSO C. HORÁRIA VALIDADE TOTAL MÁXIMO DE ALUNOS PERMITID O POR TURMA 1. BRIGADA DE INCÊNDIO 16 HRS 1 ANO 25 2. CIPA 20 HRS 25 3. DIREÇÃO DEFENSIVA 16 HRS 5 ANOS 25 4. EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO 08 HRS 5 ANOS 25 5. MOPP PARA AUXILIAR 40 HRS 5 ANOS 25 6. NR-10 BÁSICO INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE 40 HRS 2 ANOS 25 7. NR-10 SEP. SISTEMA ELETRICO DE POTÊNCIA 40 HRS 2 ANOS 25 8. NR-11 TRANSPORTE E MOVIMENTAÇÃO 16 HRS 1 ANO 25 9. NR-12 SEG. EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 16 HRS 1 ANO 25 10. NR-13 CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO 40 HRS 25 11. NR-18 SEGURANÇA NO TRABALHO E CONSTRUÇÃO CIVIL 16 HRS 25 12. NR-20 AVANÇADO I 24 HRS 25 13. NR-20 AVANÇADO II 32 HRS 25 14. NR-20 BÁSICO TRABALHO COM IFLAMAVEIS E COMBUSTIVEIS 08 HRS 3 ANOS 25 15. NR-20 ESPECÍFICO 16 HRS 25 16. NR-20 INTERMEDIÁRIO 16 HRS 2 ANOS 25 17. NR-23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO 08 HRS 25 18. NR-33 TRABALHO EM ESPAÇO CONFINADO 16 HRS 1 ANO 25 19. NR-33 TRABALHO EM ESPAÇO CONFINADO (RESGATE) 40 HRS 1 ANO 25 20. NR-33 TRABALHO EM ESPAÇO CONFINADO (SUPERVISOR) 40 HRS 1 ANO 25 21. NR-35 TRABALHO EM ALTURA 08 HRS 2 ANOS 25 22. NR-35 TRABALHO EM ALTURA (RESGATE) 40 HRS 1 ANO 25 23. NR-35 TRABALHO EM ALTURA (SUPERVISOR) 40 HRS 1 ANO 25 24. PRIMEIROS SOCORROS 08 HRS 5 ANOS 25 25. QSMS 16 HRS SEM VENCIMENTO 25 26. MECÂNICA DE CARRO 40 HRS 25 27. MECÂNICA DE MOTO 40 HRS 25 28. MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 40 HRS 25 29. OP. DE CAÇAMBA 40 HRS 1 ANO 25 30. OP. DE EMPILHADEIRA 40 HRS 1 ANO 25 31. OP. DE ESCAVADEIRA HIDRAULICA (PC 40 HRS 1 ANO 25 30 200) 32. OP. DE GUINDASTE MÓVEL 50 HRS 1 ANO 25 33. OP. DE GUINDASTE OFFSHORE 40 HRS 1 ANO 25 34. OP. DE GUINDAUTO MUNCK (12 Á 45 TONELADA) 40 HRS 1 ANO 25 35. OP. DE MOTOSSERRA 16 HRS 1 ANO 25 36. OP. DE MOTONIVELADORA (PATROU) 40 HRS 1 ANO 25 37. OP. DE MANIPULADOR DE TELESCÓPICO (MANITOU) 40 HRS 1 ANO 25 38. OP. DE PÁ CARREGADEIRA 40 HRS 1 ANO 25 39. OP. DE PLATAFORMA ELEVATÓRIA (PTA) 40 HRS 1 ANO 25 40. OP. DE PONTE ROLANTE 40 HRS 1 ANO 25 41. OP. DE RETROESCAVADEIRA 40 HRS 1 ANO 25 42. OP. DE ROLO COMPACTADOR 40 HRS 1 ANO 25 43. OP. DE SKY MUNCK (CESTOS AERIOS) 40 HRS 1 ANO 25 44. OP. DE TRATOR DE ESTEIRAS 40 HRS 1 ANO 25 45. OP. DE TRATOR DE PNEU 40 HRS 1 ANO 25 46. RIGGER SINALEIRO 40 HRS 2 ANO 25 FONTE: FLANKSUERLY, 2021. Para finalizar os cursos ofertados na instituição, iremos apresentar através do quadro 2 os cursos técnicos ofertados, com carga horária de aproximadamente 1.300h; destinadas a aulas de segunda a sexta das 18:00h às 22:00h. QUADRO 2: Cursos Técnicos ofertados CURSOS TÉCNICOS OFERTADOS PELA ESCOLA TÉCNICA 1. TÉCNICO EM MECÂNICA 2. TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA 3. TÉCNICO E LOGÍSTICA 4. TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO 4.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS Os dados coletados surgiram a partir da entrevista realizadas com os responsáveis pela Escola Municipal e a Escola Técnica, onde debatemos sobre as medidas de segurança contra incêndio adotada pelas instituições, abordando sobre as normas pré-estabelecidas pela NR-23. 4.4 ANÁLISE DE DADOS Os dados expostos correspondem a os resultados da pesquisa realizada com os responsáveis das escolas acima mencionados, juntamente com o apoio também das fundamentações teóricasapresentadas, que nos nortearam sobre os procedimentos corretos mediantes as medidas de segurança previstas contra incêndio. 31 Foram necessários inicialmente elaborar um questionário referente a NR-23, onde podemos encaminhar para os representantes das instituições e determinar as medidas de segurança tomadas pelas escolas. Na sequencia foi feito uma visita para colher as demais informações, juntamente com a análise dos dados coletados anteriormente, além de analisar se os equipamentos presentes nas escolas seguem as normas estabelecidas. 4.5 DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS De acordo com o que foi observado, a escola municipal funciona de segunda a sexta, onde os ASGs, merendeiros e vigias do turno matutino iniciam seus expedientes às 06:00h e encerram de 11:45h; os alunos, professores, e demais membros da escola chegam à escola às 07:00h, tendo um intervalo de 20 min.; e saída da escola às 11:30h; onde durante as aulas permanece na sala de porta fechada. Já noturno da tarde os ASGs dão início as 12:00h e finalizam seus expedientes às 17:45h; e os alunos e demais funcionários chegam de 13:00h, tem um intervalo de 20 min. Às 15:30h, e encerram de 17:30h. Já a escola técnica inicia seu expediente de 08:00h às 12:00h e de 14:00h as 18:00h com 09 de seus funcionários. Já no turno noturno de 19:00h às 22:00h inicia-se as turmas de curso técnicos, estando presente assim 02 funcionários, professores e aproximadamente 75 alunos, tendo um intervalo de 20min às 20:30h. 5. RESULTADOS E DISCURSÕES De início tínhamos como objetivo fazer a comparação entre duas escolas no que corresponde os procedimentos em relação a NR 23; observando se as escolas seguem as medidas de segurança contra incêndio. Então de acordo com os conhecimentos obtidos sobre prevenção e combate a incêndio, por meio da NR-23, foi realizado uma entrevista com os responsáveis da Escola Municipal (E1) e da Escola Técnica (E2), onde podemos analisar se as escolas seguem as normas, se estão preparadas para evitar/controlar um possível incêndio, amenizando assim os danos que poderão ser causados com o mesmo. Inicialmente foi perguntado se as escolas receberam alguma instrução/capacitação transmitindo como agir em caso de acidente ocasionado por incêndio, onde os mesmos responderam (BRASIL. NR-23. 2011). 32 E1: Não, nós que compomos a escola, somos preparados para receber nossos alunos, nos guiam com as metodologias que devemos tomar perante a sala de aula, nunca nos foi passado como agir em um acidente desse tipo. E2: Sim, nós que fazemos parte da escola, somos convidados a participar de algumas aulas destinadas a procedimentos básicos relacionados a esse tipo de acidente, juntamente com os alunos que fazem parte da instituição. Em um segundo momento foi perguntado se a instituição proporciona a seus funcionários informações sobre a utilização dos equipamentos de combate a incêndio; lhes guiando assim sobre a importância dos mesmos (BRASIL. NR-23. 2011). E1: Não, as informações que temos são as adquiridas em nosso dia a dia, através de informações que buscamos individualmente. A instituição em si, não nos proporciona esses tipos de preparação. E2: Sim, como falado anteriormente nas aulas proporcionadas pela instituição, são transmitidos sobre a utilização desses instrumentos. Em seguida foi perguntado se o estabelecimento proporciona a seus funcionários procedimentos para evacuação das pessoas presentes no local com segurança (BRASIL. NR- 23. 2011). E1: Não, como falado anteriormente não tivemos uma preparação a respeito desses procedimentos que devem ser tomados. E2: Sim, somos orientados sobre o acesso as saídas de emergência, sendo que na escola, temos muitos espaços que nos levam para as mesmas. Dando sequencia foi perguntado se a instituição tem alarmes contra incêndio (BRASIL. NR-23. 2011). E1: Não temos. E2: Não, temos um alarme destinado as aulas, mas não é destinado a combate a incêndio. Depois, foi perguntado se o local onde esta inserida a escola dispõe de saídas de emergências, se são devidamente sinalizadas, indicando o percurso a ser realizado para deixar o ambiente em segurança; e se esses acessos são mantidos abertos (BRASIL. NR-23. 2011). 33 E1: Não temos uma saída destinada a emergência, mas possuímos um portão que da acesso a quadra de esporte da escola, além de janelas em todas as salas de aula. Sendo que essa saída não é sinalizada, mas o portão permanece aberto até o encerramento das aulas. E2: Sim, temos um portão grande destinado a saídas de emergências e um outro portão menor que em caso de incêndio, nos dar mais velocidade na evacuação das pessoas. A respeito da sinalização, temos placas destinadas em todos os ambientes, mostrando o percurso a ser seguido para chegar ao portão de saída de emergência maior, que está aberto durante o período de aulas. Imagem 12: saída de emergência (FLANKSUERLY, 2021) Imagem 13: Placas (FLANKSUERLY, 2021) Depois foi perguntado se no estabelecimento são apresentados extintores e hidrantes, em locais de fácil acesso (BRASIL. NR-23. 2011). E1: Não, na escola não temos equipamentos de combate a incêndio. E2: Temos extintores em diversos ambientes, além de uma sala destinada só aos mesmos, pois nos cursos são utilizados. Já hidrantes não, pois a escola não tem a área exigida para obrigatoriedade do mesmo, ou seja, como a escola é de pequeno porte, não somos obrigados a utilizar o mesmo. Imagem 14: Extintores (FLANKSUERLY, 2021) Imagem 15: Extintores 02 (FLANKSUERLY, 2021) 34 Por fim, foi perguntado se a instituição tem algum documento assegurando que o local é seguro na prevenção e combate a incêndio (BRASIL. NR-23. 2011). E1: Na escola não, não tenho conhecimento se a secretaria de educação tem essa documentação, até porque estamos atuando em uma escola na área rural, onde as informações mais precisas estão na secretaria do município. E2: Sim, dentre os documentos que a instituição tem, podemos sitar: atestado de vistoria do corpo de bombeiros; certificado de licença do corpo de bombeiros; formulário de avaliação de risco; Projeto de Proteção contra Incêndio e Controle de Pânico, etc. Como podemos ver na E1 não se apresenta medidas de segurança contra incêndio, assim sendo imprescindível a adaptação dos mesmos na escola, pois por se tratar de um ambiente com muitas crianças, se torna mais perigoso, pois os mesmos não tem reação se ocorrer um acidente dessa magnitude. Já a E2 por outro lado, segue as medidas de seguranças exigidas através da NR-23, tendo assim capacidade de agir com rapidez, tornando-se capaz de amenizar os danos que podem ser desenvolvidos em caso de incêndio (BRASIL. NR-23. 2011). Então a partir das informações colhidas ao longo da entrevista podemos determinar os demais objetivos, nos quais seriam: transmitir as medidas que devem ser tomadas pela instituição, para evitar possíveis acidentes dentro do PPCI; observar os riscos, procedimentos e medidas adequadas a serem seguidas em caso de incêndio; além de fazerem uso dos documentos legais em relação ao PPCI. Sendo que como observado temos uma preocupação maior em relação a escola municipal, pois ela além de não apresentar proteção contra incêndio, ainda não tem uma preparação perante os profissionais que compõe a instituição, ou seja, a mesma precisa ser adaptada, com os instrumentos de proteção contra incêndio (extintores, saídas de emergências, sinalizações, etc.), além de preparar não só os profissionais da escola, mas também os alunos, para que então todos saibam como agir em caso de incêndio, sendo capaz de manter a calma e sair com segurança do local (BRASIL. NR-23. 2011). 6. CONSIDERAÇÕES Como podemos ver ao longo do trabalho, as medidas de segurança contraincêndio são primordiais para qualquer estabelecimento, sendo assim de suma importância os governantes 35 e responsáveis por determinadas empresas, proporcionarem um ambiente de qualidade, onde seus alunos possam frequentar sem riscos. De acordo com a pesquisa na primeira escola (E1), podemos ver o déficit que está apresentado nas escolas públicas da comunicada em questão, onde podemos ver que tanto os profissionais como os alunos não são preparados para agir em um possível acidente envolvendo incêndio, pois não tem os instrumentos de proteção e combate a incêndio, nem as informações necessárias para conseguirem agir em segurança se necessário. Já referindo-se à segunda escola (E2), pôde-se ser observado que estão preparados tanto fisicamente como também legalmente para prevenção e combate a incêndio, assim passando para seus alunos e funcionários, clareza e segurança para permanecer nesse ambiente; deixando claro não só o que deve ser realizado, mas também deixando em evidencia os instrumentos de prevenção e combate a incêndio. Ao longo da pesquisa pode-se ser observado que no que corresponde a os documentos legais da instituição a escola municipal não tem alvará de liberação do corpo de bombeiro, nem os demais documentos necessários para prevenção e combate a incêndio. Já a escola técnica buscou entrar no mercado capaz de proporcionar a seus clientes a segurança necessária para agir em um possível acidente envolvendo incêndio. Já no que diz respeito as medidas de segurança contra incêndio, temos que a escola municipal não realiza os procedimentos necessários, assim necessitando adaptar a instituição com extintores, saídas de emergências, juntamente com a sinalização e demais medidas de segurança. A escola técnica por outro lado apresenta os tópicos necessários para combate a incêndio, fazendo uso assim dos equipamentos necessários para agir com mais rapidez e eficiência. Sendo assim, trazemos a comparação entre as escolas, mostrando a realidade por volta das escolas públicas e privadas do município abordado; apresentando que a escola municipal ainda precisa desenvolver medidas de combate e proteção contra incêndio; nos guiando assim que não é porque estão inseridos em um munícipio de pequeno porte, que não podem ser alvo de acidentes envolvendo incêndios. Então por fim, esperamos que sejam tomadas medidas cabíveis, que possam amenizar os quadros de incêndios, necessitando assim que as escolas sejam preparadas desde a transmissão de informações a utilização dos equipamentos essenciais para manter seus clientes em segurança. 36 REFERÊNCIAS BRASIL. NR-23 – Proteção contra Incêndio. Aprovada pela Portaria MTb n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, alterada pela Portaria n.º 221, de 6 de maio de 2011. Câmara. 2011. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=9CFA236F7343 3A3AA30822052EF011F8.proposicoesWebExterno1?codteor=309173&filename=Legislacao Citada+-INC+5298/2005. Acesso em: 03 de outubro de 2021. BRASIL. NR-23 – Proteção contra Incêndio. Aprovada pela Portaria MTb n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, alterada pela Portaria n.º 221, de 6 de maio de 2011. 2011. Disponível em: http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit221_2011.htm. Acesso em: 03 de outubro de 2021. BRASIL. 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São devidamente sinalizadas, indicando o percurso a ser seguido para deixar o ambiente em segurança? Essas saídas de emergência são mantidas abertas, facilitando a evacuação das pessoas? 6) A instituição apresenta institores e hidrantes em locais de fácil acesso? 7) O estabelecimento tem algum documento de indique que legalmente está seguindo as normas de segurança contra incêndio?