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Leonardo Vinícius Ribeiro Moreira 
BBPM III - Embriologia 
 
A primeira evidência da formação de 
sangue e vasos sanguíneos ocorre no 
mesoderma do saco vitelino (17° dia) com 
um grupamento de células denominados 
hemangioblastos, que são progenitores 
hematopoiéticos e endoteliais. 
 
A primeira colonização hepática diz 
respeito ao fornecimento de eritrócitos 
primitivos nucleados, contendo 
hemoglobina embrionária, oriundos do 
saco vitelino. 
Já a segunda colonização hepática se dá 
por meio de células-tronco 
hematopoiéticas definitivas, ou seja, 
eritrócitos, células mieloides e linfoides que 
se originam da Região Aorta-Gônada-
Mesonefro (AGM) por volta do 27º dia, 
desaparecendo aos 40 dias de 
desenvolvimento. 
O sítio definitivo da hematopoiese adulta 
se dá pela colonização por células-tronco 
hematopoiéticas definitivas, por volta da 
10 -11° semana. 
A formação de vasos no interior do corpo 
do embrião ocorre no mesoderma 
esplâcnico e não está associada a 
hematopoiese, com exceção da região 
AGM. Os vasos sanguíneos são expandidos 
e remodelados por angiogênese. 
 
Cada um dos cornos do seio venoso 
recebe três diferentes veias, formando o 
sistema venoso primitivo: 
Veias cardinais comuns (D e E): formadas 
pela união das veias cardinais anteriores e 
posteriores. Essas veias drenam a cabeça, 
pescoço, parede corporal e parte inferior 
do corpo; 
Leonardo Vinícius Ribeiro Moreira 
BBPM III - Embriologia 
 
Veias umbilicais (D e E): carrega sangue 
oxigenado da placenta para o 
embrião/feto; 
Veias vitelinas (D e E): drenam o TGI e 
derivados no intestino. 
OBS: o sistema venoso é simétrico 
bilateralmente e convergem para os 
cornos do seio venoso. 
O deslocamento do retorno venoso 
sistêmico para o átrio direito, durante o 
desenvolvimento, causa uma 
remodelação neste sistema. 
A veia vitelina esquerda 
involui e a direita se 
mantém ligada com o 
seio venoso. 
Além disso, a veia 
vitelina D começa a 
ter intima associação 
com o fígado em 
desenvolvimento. 
Dessa forma, o 
sistema vitelino pode 
ser resumido em: 
Veia vitelina esquerda: involui; 
Veia vitelina direita forma: 
 Porção terminal da veia cava 
inferior; 
 Sinusoides hepáticos; 
 Ducto venoso; 
 Veia porta; 
 Veias que drenam o esôfago; 
 Veias que drenam o estômago; 
 Veias que drenam o intestino. 
Ou seja, além de formar parte da veia 
cava inferior, a veia vitelina D faz parte do 
sistema porta e drena todo o TGI. 
 
Durante o desenvolvimento da 
vasculatura, as veias umbilicais também 
sofrem rearranjo. As duas veias umbilicais 
perdem a conexão com o seio venoso, no 
entanto, enquanto a veia umbilical D sofre 
involução, a veia umbilical E passa a ser a 
única a levar sangue oxigenado, sofrendo 
uma anastomose com o ducto venoso. 
 
Veia umbilical direita: involui; 
Veia umbilical esquerda: anastomose com 
o ducto venoso, garantindo a oxigenação 
do feto. 
As veias cardinais anteriores, antes, 
drenavam o sangue para os cornos do seio 
venoso, através das veias cardinais 
comuns D e E. 
No entanto, a veia cardinal anterior E 
perde o contato com o seio venoso e sua 
porção distal sofre anastomose com a veia 
cardinal anterior direita, formando a veia 
braquicefálica esquerda. 
As regiões craniais das veias cardinais 
anteriores dão origem as veias jugulares 
internas e externas. 
Leonardo Vinícius Ribeiro Moreira 
BBPM III - Embriologia 
 
A porção proximal da veia cardinal 
anterior direita forma a veia cava superior 
(juntamente com a veia cardinal comum 
direita. 
 
De forma resumida, pode-se dizer que: 
 Porções caudal da veia cardinal 
anterior direita, junto com a veia 
cardinal comum direita formam a 
veia cava superior; 
 Porções craniais das veias cardinais 
anteriores formam as veias jugulares; 
 Porção caudal da veia cardinal 
anterior esquerda perde conexão 
com seio venoso e se conecta com 
a veia cardinal anterior direita 
através da veia braqueacefálica 
esquerda. 
 
Esse sistema surge por meio do brotamento 
de veias subcardinais E e D da base das 
veias cardinais posteriores. 
A veia subcardinal D 
se funde com a veia 
cava inferior em 
formação, enquanto 
a veia subcardinal 
E involui em 
sua porção 
cranial. 
Acontece 
uma anastomose da 
veia subcardinal direita 
com a parte vitelina da 
veia cava inferior. Em 
suas porções mais distais, as veias 
subcardinais formam: 
 Veias renais; 
 Veias suprarrenais; 
 Veias gonadais. 
Assim como as veias subcardinais, um par 
de veias supracardinais também brotam a 
partir das veias cardinais posteriores. 
 
A veia supracardinal direita se anastomosa 
com a veia cava inferior em formação. 
Leonardo Vinícius Ribeiro Moreira 
BBPM III - Embriologia 
 
Na região abdominal, a veia supracardinal 
direita forma o segmento da veia cava 
inferior (após a porção derivada da veia 
subcardinal direita). Já na região torácica, 
as veias supracardinais formam as veias 
intercostais e as veias ázigos. 
 
A porção caudal da veia cardinal posterior 
direita forma parte da veia cava inferior. As 
porções caudais das veias cardinais 
posteriores formam as veias ilíacas comuns, 
assim como as internas e externas. 
Com isso, pode-se afirmar que a veia cava 
inferior é formada por quatro porções 
embriologicamente distintas, sendo: 
 Segmento vitelino; 
 Segmento subcardinal; 
 Segmento supracardinal; 
 Segmento cardinal. 
 
As artérias dos arcos faríngeos são 
responsáveis por formar importantes 
estruturas da cabeça e do pescoço. São 
compostas por 5 pares, não presentes 
simultaneamente. 
 
O primeiro par de artérias dos arcos 
faríngeos dá origem as artérias maxilares 
(orelhas, dentes e músculos dos olhos e da 
face). O segundo par de artérias dos arcos 
faríngeos origina as artérias estapédicas, 
pequenos vasos que no embrião irrigam o 
estribo. 
O terceiro par de artérias dos arcos 
faríngeos, por sua vez, forma as artérias 
carótidas comuns, internas e externas, 
promovendo a irrigação da cabeça. 
Já o quarto par de artérias dos arcos 
faríngeos originam o arco aórtico e a parte 
proximal da aorta descente, além da 
artéria subclávia direita. 
Por fim, o sexto par de artérias do arco 
faríngeo dá origem ao ducto arterioso, 
responsável por desviar o sangue do 
tronco pulmonar para a aorta 
descendente. Além disso, esse par 
também origina as artérias pulmonares 
direita e esquerda. 
Leonardo Vinícius Ribeiro Moreira 
BBPM III - Embriologia 
 
As artérias vitelinas, ao entrar no corpo do 
embrião, anostomosa com a aorta dorsal e 
posteriormente perdem a conexão com o 
saco vitelino. Dessa forma, forma-se o 
plexo arterial vitelino. 
Os ramos das artérias vitelinas craniais ao 
diafragma fazem a vascularização do 
esôfago, enquanto seus ramos caudais ao 
diafragma realizam a vascularização de 
todo o TGI. 
 
As aortas dorsais se fundem em uma única 
aorta dorsal, formando então a aorta 
descendente. 
 
Elas são responsáveis por vascularizar o 
tubo neural, epímeros e hipômeros e 
também a pele. 
Seus ramos cervicais dão origem as artérias 
vertebrais, enquanto seus ramos torácicos 
formam as artérias intercostais. Já seus 
ramos lombares e sacrais, originam as 
artérias lombares e sacrais. 
Além disso, os brotamentos laterais da 
aorta descendente vasculariza, as 
glândulas adrenais, gônadas e rins. 
 
As porções proximais das artérias umbilicais 
formam parte das artérias ilíacas e artérias 
vesicais superiores (vascularização da 
bexiga). 
O sangue rico em nutrientes e oxigênio que 
sai da placenta, entra no corpo do 
embrião pela veia umbilical esquerda, 
passando pelo ducto venoso (sem passar 
pela circulação hepática) e chegando na 
veia cava inferior. 
Um menor volume de sangue que chega 
ao átrio direito, passa para o ventrículo 
direito. No entanto, um maior volumede 
sangue que chega no átrio direito passa 
para o átrio esquerdo através do forame 
oval. 
O maior volume de sangue segue do átrio 
esquerdo para o ventrículo esquerdo, e 
Leonardo Vinícius Ribeiro Moreira 
BBPM III - Embriologia 
 
dele é distribuído para o corpo através da 
artéria aorta. 
O menor volume de sangue que estava no 
ventrículo direito segue para os pulmões, 
via tronco pulmonar. Parte do sangue 
destinado aos pulmões é desviado para 
aorta, via ducto arterioso, e segue para a 
circulação sistêmica. O sangue é então 
distribuído pelo corpo, torna-se pobre em 
oxigênio e retorna a placenta pelas artérias 
umbilicais. 
Quando a criança nasce, ocorre o 
estabelecimento da circulação pulmonar, 
uma vez que o neonato respira pela 
primeira vez, os alvéolos se enchem de 
oxigênio, ocorre a dilatação dos vasos 
sanguíneos pulmonar e uma diminuição da 
resistência vascular. 
Além disso, ocorre também: 
 Fechamento do forame oval (3 
meses após o nascimento); 
 Obstrução do ducto arterioso (1 a 4 
dias após o nascimento). 
Como não existe mais a circulação 
placentária, ocorre a obstrução do ducto 
venoso, que passe a ser o ligamento 
venoso. Da mesma forma, a veia umbilical 
é obstruída e passa a ser o ligamento 
redondo do fígado.

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