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Leitura e produção de texto II
3º Aula
Como corrigir textos
Boa aula!
objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
•	 compreender	a	complexidade	do	processo	de	correção	de	textos;
•	 conhecer	os	diferentes	tipos	de	correção	textual;
•	 Incentivar,	no	processo	de	correção,	a	interação	entre	professor	e	aluno.
Disponível em educarparacrescer.abril.com.br Acesso em 11 jun 2016
19
1 - Correção Indicativa
2 - Correção Resolutiva
3 - Como corrigir Textos
Seções de estudo
1 - Correção Indicativa
Vamos iniciar nossa reflexão sobre como realizar 
a correção de textos? Você já participou desse tipo de 
atividade? Como se sentiu?
Futuro professor, a correção de textos é uma atividade 
complexa e deve ser entendida pelo professor não como um 
momento	de	descoberta	 de	 “defeitos	 e	 erros”,	mas	 como	 a	
oportunidade que o professor tem para detectar as fragilidades 
do aluno em relação ao processo de produção de textos. Para 
tanto, não se pode ter sempre a mesma postura. Deve-se 
observar a quem pertence o texto, respeitando as diferenças 
individuais, assim como considerar o gênero textual a ser 
analisado.
À medida que a prática da correção de textos efetiva-se, o 
professor sente-se experiente e fortalecido, inclusive, para criar 
metodologia(s) diferenciada(s) de correção de textos.
Serafini (1994, 108) recomenda seis princípios para a 
correção de um texto:
a) a correção não deve ser ambígua, evitando-se o 
emprego	de	sinais	que	não	cumprem	a	missão	de	“sinalizar”	ao	
aluno o erro e sua extensão;
b) os erros devem ser reagrupados e catalogados em 
categorias, o que facilita a compreensão do estudante frente à 
correção, assim como à análise do professor;
c) o aluno deve ser estimulado a rever as correções 
feitas, compreendê-las e trabalhar sobre elas; para isso, 
o professor desempenha o papel de mediador no processo 
ensino-aprendizagem: incentiva o aluno a ler e a analisar o texto 
corrigido para, em seguida, reescrevê-lo parcial ou totalmente, 
conforme necessário.
d) deve-se corrigir poucos erros em cada texto, visto 
que o aluno poderá ter dificuldade em centrar-se num número 
grande de erros;
e) o professor deve estar predisposto a aceitar o texto 
do aluno, não sendo preconceituoso em relação ao assunto, às 
ideias, ao estilo e à variante linguística selecionada;
f) a correção deve ser adequada à capacidade do 
aluno, incentivando-o a sentir-se seguro em relação ao 
processo de comunicação. Para alcançar essa segurança, o 
estudante passa por três fases (SERAFINI, apud BRITTON; 
GRIFFITH,1979).
Você sabia que o professor deve, então, ter clareza de 
que desempenha papel fundamental para que o aluno alcance 
“familiaridade	com	o	ato	de	escrever”.	Por	mais	erros	que	o	texto	
apresente, deve-se elogiar, evitando constranger ou frustrar 
o estudante. Uma postura cooperativa é o comportamento 
recomendado ao professor.
Serafini (1994, p. 113), apoiando-se em um trabalho 
anterior (APPLEBEE, 1981), destaca serem três as tendências 
para se corrigir textos. São elas: a indicativa, a resolutiva e a 
classificatória. As duas primeiras estudaremos nesta aula.
1. Indicativa: é um tipo de correção usada pela maioria 
dos professores e tem a função de mostrar o erro para o 
responsável pelo texto. Observa-se que esse tipo de correção 
ocorre	tanto	no	“corpo	da	redação	como	na	margem	do	texto	
do	aluno”.
O curioso é que na correção indicativa percebe-se 
uma tendência em apontar a(s) falha (s), não sendo comum 
alterações.	 A	 autora	 enfatiza:	 “(.....)	 há	 somente	 correções	
ocasionais, geralmente limitadas a erros localizados, como os 
ortográficos	e	lexicais”.	(SERAFINI,	1994,	p.	113).
Observe, a seguir, exemplos retirados de Ruiz (2001, p. 
53-80):
Leitura e produção de texto II 20
2 - Correção Resolutiva
Resolutiva: é a correção que tem como meta apontar os 
erros, reformulando-os. Trata-se de um trabalho minucioso e 
paciente por parte do professor que assume pelo aluno. Ruiz 
(2004,	 56)	 chama	de	“estratégias	de	 adição	de	 substituição,	
de deslocamento, de supressão, de resolutivas na margem do 
texto	e	resolutivas	no	pós-textos”.	Pesquisas	mostram	que	elas	
ocorrem mais no corpo do texto. Geralmente, o professor, 
ao efetuar a correção do texto do aluno, mescla a correção 
resolutiva com a correção indicativa.
Você já fez correções de textos de alunos? Fez uso 
de um desses dois procedimentos?
Veja, a seguir, exemplos retirados de Ruiz (2001, p. 58):
21
E, então, entenderam os primeiros tipos de correção, 
exemplificados por Serafini (1994)? Qualquer dúvida, 
questione por e-mail ou no QUADRO DE AVISOS.
3 - Como corrigir Textos
Percebe que nos dois tipos de correção estudadas, 
indicativa e resolutiva, destaca-se uma “atitude 
descritiva”?
 Observe que na primeira situação, apenas se 
“aponta” o erro e, na segunda, além de mostrar a falha, o 
professor resolve-a.
Em continuidade à classificação apresentada por Serafini 
(1994, p, 193), a autora destaca a correção classificatória, 
sobre a qual afirma:
Tal correção consiste na identificação não-ambígua dos 
erros através de uma classificação. Em alguns desses casos, o 
próprio professor sugere as modificações, mas é mais comum 
que ele proponha ao aluno que corrija sozinho o seu erro. 
(SERAFINI, 1994, p. 114).
Ruiz (2001), em estudo realizado, esclarece que, 
normalmente,	os	professores	fazem	uso	de	“um	conjunto	de	
símbolos”	para	corrigir	o	texto	do	aluno,	código	comum	entre	
os interlocutores, sendo que cada professor cria o seu. Costuma-
se empregar as letras maiúsculas das palavras-chave referentes 
a cada tópico referendado no texto do aluno, fazendo-se uso, 
também, de outros sinais, cuja identificação seja objetiva, 
principalmente para o aluno. Tais registros marcam-se no 
corpo do trabalho ou à margem do texto.
Para melhor compreensão, atente para a relação de 
símbolos apresentada pela autora:
SÍMBOLO SIGNIFICADO PROFESSOR USUÁRIO
A Acentuação A., C., E., I., MI., Mt., N., S.
Amb
D
Ambiguidade
Dubiedade
E.
A.
Coes Coesão E.
Coer Coerência E.
? Confuso C., E., I., Mc., N., S.
CP/Col Pron Colocação pronominal E.
CN Concordância nominal E.
C Concordância I., Mc., Mt.
CN
Dg
Concordância verbal
Desvio Gramatical
C., E.
A.
Cr Crase E.
DL
TL
Desenho da letra
Traçado da Letra
DD Discurso Direto E.
DI Discurso Indireto E.
DS Divisão Silábica N.
EI Erro de Informação C.
EF Estrutura da Frase E.
Fr Frase mal construida C.
FN Foco Narrativo E.
Fv Forma Verbal A., E.
G Grafia E.
II
IV
Voc
Impropriedade Lexical
Impropriedade Vocabular
Vocabulário
Mc., Mt.
M Maiúscula C., E., N.
M Minúscula E.
Lo Linguagem oral A., E.
o Ortografia A.,C., E., I., Mc.,Mt., N., S.
Pfç
8∫•
Paragrafação
Parágrafo
C.
E., I., Mt., N., Z.
x Ponto Final C.
P Pontuação A., C., E., I., Mc., MI., N., S., Z.
PDD
DD
Pontuação do Discurso Direto
Pontuação do Discurso Indireto
E.
E., I.
PDI Pontuação do Discurso Indireto E.
Prep Preposição E.
Pron/Pr Pronome E.
Pron rel Pronome Relativo I.
Rd/Red Redundância A., E., Mc.
Rg Regência C., E., I.
R/Rep/Rp Repetição A., C., E., Mc., N.
S/Seq Sequenciação A., E.
TV Tempo Verbal C., E.
Observe, a seguir, a correção classificatória, mesclada à 
textual-interativa(4), apresentada por Ruiz (2001, p. 63) em 
pesquisa que objetiva mostrar como se corrige redação na 
escola. Trata-se da interlocução entre professor e aluno por 
meio	de	“bilhetes”.	As	funções	básicas	da	metodologia	é	falar	
sobre	“as	falhas”,	direcionando	o	aluno	à	reescritura	do	texto,	
principalmente quando o professor realiza a primeira correção, no 
caso	de	existir(em)	outra(s),	ou	comentar,	“metadiscursivamente”,	
a respeito da atividade de correção feita pelo professor.
Os bilhetes abordam diversos aspectos como o 
empenho do aluno, a necessidade de revisão textual, a 
cobrança pelo não realizado, o elogio pelo feito. Pode haver, 
ainda, a resposta do aluno ao professor, confirmando, assim, 
a possibilidade de manifestar-se , oque valoriza esse tipo de 
correção interlocutiva e, geralmente, produz uma afetividade 
entre professor e aluno.
Fernandes (1998), em sua dissertação de mestrado, 
esclarece que pesquisa realizada com acadêmicos de diversos 
cursos superiores, apontam que merece destaque o fato 
de que a importância do relacionamento sócio-afetivo, 
conforme afirma Wallon, entre professor e alunos é muito 
mais significativo no contexto da prática da produção 
textual do que se imagina. As marcas deixadas pela forma de 
organizar e conduzir o ensino nessa área, principalmente, no 
que se refere à maneira de corrigir/avaliar e de se lidar com 
o	“erro”	do	aluno,	constituem-se	em	sérios	entraves	para	a	
formação desse aluno como produtor de textos.
Veja alguns exemplos mostrados por Ruiz (2001, p. 
53-80) 
Leitura e produção de texto II 22
EXEMPLO 15 (E. / par. / Fernanda D. / 4ª - T 94).
Obs.	 (1ª	 versão):	Neste	 “bilhete”	 refiro-me	 à	 forma	
como a correção se dá: exclusivamente classificatória, sem 
indicações. E desafio, de modo carinhoso, Fernanda a 
proceder a uma revisão sem tanto paternalismo.
EXEMPLO 16 (E. / par. / Leandra I. / 2ª e.m. - T 135).
Obs.	 (1ª	 versão):	 Além	 de	 sublinhar	 decorrem,	 no	
corpo,	e	classificar	com	IV,	na	margem,	produzo	o	“bilhete”	
resolutivo	no	“pós-texto”.
Observa-se que, na maioria das correções, depara-
se com mais de um tipo de correção, indicativo de que o 
professor pode e deve fazer a opção pela(s) metodologia(s) 
a ser(em) utilizadas. 
EXEMPLO 14 (I. / pub. / Marcio h. 8ª - T9).
Obs.	 (1ª	versão):	 I.	 chama	a	atenção	de	Márcio	para	o	
trabalho de revisão que não vem realizando com frequência 
esperada, reclamando uma mudança de atitude.
EXEMPLO 17 (A. / par / Fernanda R. / 17ª - T65).
Obs.	(1ª	versão):	O	“bilhete”	de	A.,	na	margem,	refere-
se à repetição de termos, por Fernanda, ao longo de todo 
texto.
23
EXEMPLO 18 (N. / par / Pedro J. / 5ª - T 60).
Obs.	 (1ª	versão):	N.	não	 intervém	no	corpo,	nem	usa	
código,	apenas	escreve	o	“bilhete”	na	margem	(neste	caso,	
na página em espelho, já que Pedro não utiliza o verso de seu 
espaço)
Tais bilhetes da correção interativa podem, inclusive, 
serem respondidos pelos alunos, quando o professor propicia 
ao aluno a reescritura do texto. Trava-se, na verdade, um 
diálogo, o que é bastante significativo para o processo ensino-
aprendizagem do aluno.
Gostou da aula? Entendeu as metodologias de correção?
Não deixe de fazer a atividade relativa a esta aula! Você colocará em 
prática a correção classificatória e depois, a textual-interativa. Veja mais 
detalhes na atividade.
Sucesso!
Retomando a aula
Caros (as) alunos, gostaram de nossa aula? Espero que 
sim! Vamos relembrar?
1-Correção Indicativa
É um tipo de correção usada pela maioria dos professores 
e tem a função de mostrar o erro para o responsável pelo texto. 
Observa-se	que	esse	tipo	de	correção	ocorre	tanto	no	“corpo	
da	redação	como	na	margem	do	texto	do	aluno”.
2- Correção Resolutiva
É a correção que tem como meta apontar os erros, 
reformulando-os. Trata-se de um trabalho minucioso e 
paciente por parte do professor que assume pelo aluno. Ruiz 
(2004,	p.	56)	chama	de	“estratégias	de	adição	de	substituição,	
de deslocamento, de supressão, de resolutivas na margem do 
texto	e	resolutivas	no	pós-textos”.	Pesquisas	mostram	que	elas	
ocorrem mais no corpo do texto. Geralmente, o professor, 
ao efetuar a correção do texto do aluno, mescla a correção 
resolutiva com a correção indicativa.
3-Como corrigir Textos
Na seção 3 elencamos a correção classificatória, que 
consiste na identificação não-ambígua dos erros através de 
uma classificação. E, por fim, a correção textual-interativa 
em que há interlocução entre professor e aluno por meio de 
“bilhetes”.	
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