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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS METODOLOGIA CIENTÍFICA PROF. MARITZA URBINA Lucas Gabriel Silva Santos Luiz Ricardo Monte Barros Lima da Rocha Vinicius Alex Marinho da Silva Pesquisa Experimental e Não-experimental Maceió, Alagoas - 2022 Lucas Gabriel Silva Santos Luiz Ricardo Monte Barros Lima Da Rocha Vinicius Alex Marinho da Silva Pesquisa Experimental e Não-experimental Relatório da atividade desenvolvida pelos estudantes do componente curricular Metodologia Científica, a respeito dos métodos que podem ser utilizados em uma pesquisa científica. Orientador: Profa. Dra. Maritza M. Urbina. Maceió, Alagoas - 2022 1 A CONCEPÇÃO E AS PARTICULARIDADES DA PESQUISA EXPERIMENTAL E NÃO-EXPERIMENTAL RESUMO Diversos são os tipos de pesquisa existentes no ramo científico, duas das mais prestigiadas são chamadas de pesquisa experimental e não-experimental. Buscando compreender os conceitos e particularidades de cada uma, se fez necessário inicialmente conhecer a definição das idéias de população, censo, amostra, hipóteses e variáveis, sendo essas concepções inerentes e vitais para entender o delineamento de uma pesquisa experimental e não-experimental. Palavras-chaves: Pesquisa Experimental; Pesquisa Não-Experimental; Hipóteses; Variáveis; Amostra. 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 5 CONCEITOS INICIAIS 6 POPULAÇÃO 6 CENSO 6 AMOSTRAGEM 6 MÉTODO DE AMOSTRAGEM PROBABILÍSTICO 7 AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES 7 AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA 7 AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADOS 7 AMOSTRAGEM ESTRATIFICADA 7 MÉTODO DE AMOSTRAGEM NÃO PROBABILÍSTICO 8 AMOSTRAGEM POR CONVENIÊNCIA 8 AMOSTRAGEM INTENCIONAL 8 AMOSTRAGEM POR COTAS 8 VARIÁVEIS 8 O QUE É VARIÁVEL? 8 TIPOS DE VARIÁVEL 8 VARIÁVEL DEPENDENTE 9 VARIÁVEL INDEPENDENTE 9 IDENTIFICAÇÃO DE VARIÁVEIS 9 RELAÇÃO CAUSAL 9 VARIÁVEL MODERADORA 10 VARIÁVEL DE CONTROLE 10 VARIÁVEL EXTRÍNSECA 10 VARIÁVEL INTERVENIENTE 11 VARIÁVEL ANTECEDENTE 12 HIPÓTESES 12 HIPÓTESE NULA X HIPÓTESE ALTERNATIVA 12 TESTE DE HIPÓTESE 13 ANÁLISE DE CORRELAÇÃO DE VARIÁVEIS 13 O QUE É ANÁLISE DE VARIÁVEIS? 13 MÉDIA 14 MEDIANA 14 MODA 14 MÁXIMO E MÍNIMO 14 VARIÂNCIA E DESVIO 14 O QUE É CORRELAÇÃO? 14 COVARIÂNCIA 14 COEFICIENTE DE VARIAÇÃO 14 3 PESQUISA EXPERIMENTAL 14 O QUE É PESQUISA EXPERIMENTAL? 14 CARACTERÍSTICAS 15 DESENHO EXPERIMENTAL 15 TIPOS DE DESENHO 15 PROJETO PRÉ-EXPERIMENTAL 15 PROJETO QUASE EXPERIMENTAL 15 PROJETO EXPERIMENTAL VERDADEIRO 16 ETAPAS DA PESQUISA EXPERIMENTAL 16 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 16 FORMULAÇÃO DA HIPÓTESE 16 DEFINIÇÃO DO PLANO EXPERIMENTAL 16 TIPO DO PLANO 16 DETERMINAÇÃO DE SUJEITOS 16 DETERMINAÇÃO DO AMBIENTE 16 CONTROLE DE VARIÁVEIS 16 COLETA DE DADOS 17 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 17 O QUE É PESQUISA NÃO EXPERIMENTAL? 18 CARACTERÍSTICAS 18 TIPOS DE PESQUISA NÃO-EXPERIMENTAL 18 TRANSVERSAL 18 DESCRITIVO 18 CAUSAL 18 LONGITUDINAL 18 TENDÊNCIA 19 EVOLUÇÃO DO GRUPO 19 PAINEL 19 QUANDO UTILIZAR A PESQUISA NÃO-EXPERIMENTAL? 19 VANTAGENS E DESVANTAGENS 19 4 1. INTRODUÇÃO Pesquisa experimental é qualquer pesquisa realizada com uma abordagem científica, onde um conjunto de variáveis é mantido constante, enquanto o outro conjunto de variáveis é medido como o assunto do experimento. O exemplo mais simples de uma investigação experimental é um teste de laboratório. Sempre que a pesquisa é realizada sob condições cientificamente aceitáveis, ela é qualificada como uma investigação experimental. Uma verdadeira investigação experimental é considerada bem-sucedida somente quando o pesquisador confirma que uma mudança na variável dependente se deve à manipulação da variável independente. É importante para uma investigação experimental estabelecer a causa e o efeito de um fenômeno, o que significa que deve ficar claro que os efeitos observados em um experimento são devidos à causa. A pesquisa não experimental é o tipo de pesquisa que não possui uma variável independente. Em vez disso, o pesquisador observa o contexto em que o fenômeno se desenvolve e o analisa para obter informações. Ao contrário da pesquisa experimental, em que as variáveis permanecem constantes, pesquisas não experimentais são realizadas durante o estudo. Mas, o pesquisador não consegue controlar, manipular ou alterar os sujeitos, ele se baseia em interpretações ou observações para chegar a uma conclusão. Isso significa que o método não deve se basear em correlações, pesquisas ou estudos de caso, e não pode demonstrar uma relação de causa e efeito. 5 2. CONCEITOS INICIAIS 2.1. POPULAÇÃO É o universo do estudo, é definido sendo o grupo que está sendo considerado durante a realização de uma pesquisa. Por exemplo, se você está interessado no tempo médio que uma pessoa entre 60 e 80 anos leva para se recuperar de uma doença x depois de consumir certo tipo de medicamento y, a população do estudo será composta por pessoas entre 60 e 80 anos de idade com a doença que usa este medicamento. A população do estudo não está limitada apenas à população humana. É um conjunto de aspectos que têm algo em comum. Eles podem ser objetos, animais, células, etc. que possuem muitas características dentro de um grupo. 2.2. CENSO Usualmente, as pesquisas realizadas utilizando todos os elementos de uma população é chamada de censo. O Censo, geralmente, é utilizado quando a população é pequena, quando há a necessidade de resultados exatos, ou quando as variáveis são fáceis de serem medidas e observadas. Por ex: O censo, do IBGE, que visita todos os domicílios brasileiros, para se conhecer a situação de vida de cada um. Censos não podem ser realizados a todo instante devido não só a questões econômicas como também a disponibilidade de material humano. Em contraposição a esta impossibilidade, surge o conceito de amostragem. 2.3. AMOSTRAGEM Entende-se por amostragem o ato de analisar uma parte do evento com objetivo de saber como uma população se comporta sem analisá-la como um todo. Em outras palavras, entende-se a amostra como sub-conjunto da população. A amostragem é, particularmente, interessante quando se tem quatro fatores: população grande ou infinita, alto custo, a pesquisa exige teste destrutivo, necessidade rapidez. 2.4. MÉTODO DE AMOSTRAGEM PROBABILÍSTICO Consiste em método de amostragem probabilístico, aquelas amostragens em que a seleção é aleatória de tal forma que cada elemento da população tem uma probabilidade conhecida de fazer parte da amostra. Esse método se divide em quatro sub-grupos: amostragem aleatória simples, amostragem sistemática, amostragem estratificada e amostragem por conglomerados. 6 2.4.1. AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES É o processo mais básico. É fundamentada no princípio de que todos os membros de uma população possuem a mesma probabilidade de serem incluídos na amostra, isto é, neste tipo de amostragem ocorre a rotulação dos elementos da população e o sorteio dos indivíduos que farão parte da amostra. 2.4.2. AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA Neste método, a população deve ser ordenada de forma que os elementos sejam identificados pela posição. Para cumprir tal preceito, alguns passos precisam ser realizados: 1. Calcular a razão R= N/n, onde N é o tamanho da população e n é o tamanho da amostra. 2. Sortear um número de 01 a R 3. Obter a amostra: número sorteado, número sorteado + R, número sorteado + 2R, número sorteado + 3R,... 2.4.3. AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADOS Este esquema é utilizado quando há uma subdivisão da população em grupos que sejam semelhantes entre si, mas com fortes discrepâncias dentro dos grupos. Por exemplo: Durante a produção das vacinas contra a Covid-19, as farmacêuticas utilizaram a amostragem por conglomerado, na qual foram escolhidos alguns países específicos para participar da pesquisa. 2.4.4. AMOSTRAGEM ESTRATIFICADA Consiste em dividir a população em subgrupos mais homogêneos (estratos), de tal forma que haja uma homogeneidade dentro dos estratos e uma heterogeneidade entre os estratos. A definição dos estratos podem ocorrer de acordo com renda, sexo, idade, etc. 2.5. MÉTODO DE AMOSTRAGEM NÃO PROBABILÍSTICO É aquela em quea seleção dos elementos da população para compor a amostra depende ao menos em parte do julgamento do pesquisador ou do entrevistador no campo. 2.5.1 AMOSTRAGEM POR CONVENIÊNCIA 7 O menos rigoroso dos métodos, o pesquisador seleciona os elementos ao qual possui acesso prévio. 2.5.2 AMOSTRAGEM INTENCIONAL Selecionar um subgrupo da população com base nas informações disponíveis, porém esse grupo precisa ser considerado representativo de toda a população. 2.5.3 AMOSTRAGEM POR COTAS Classifica a população e determina a proporção da população para cada classe. É utilizada quando não existe um banco de dados da população que permita a realização do sorteio necessário na amostragem aleatória. 2.6. VARIÁVEIS 2.6.1. O QUE É VARIÁVEL? O termo variável diz respeito a uma característica de interesse a ser estudada em cada elemento. Sejam elas qualidades, atributos, valores, entre outras medidas e causas que o investigador quer mensurar. As pesquisadoras Eva Maria Lakatos e Maria de Andrade Marconi, autoras do livro “Fundamentos de Metodologia Científica”, definem variável como sendo: “uma classificação ou medida; uma quantidade que varia; um conceito operacional que contém ou apresenta valores; ou ainda, um aspecto, propriedade ou fator, discernível em um objeto de estudo e passível de mensuração.” Universalmente, o nicho da ciência é constituído de três níveis: observação, hipóteses e teorias. As variáveis aparecem na passagem da observação para hipótese, ou da hipótese para a observação. 2.6.2. TIPOS DE VARIÁVEL Existem vários tipos de variáveis em uma investigação, que dependem do seu nível de operacionalidade, da relação que possuem com outras variáveis, e do tipo de escala que permite que sejam medidos. 2.6.2.1. VARIÁVEL DEPENDENTE Consiste naqueles valores (fenômenos e fatores) a serem explicados ou descobertos em virtude de serem influenciados ou afetados pela variável independente. Em outras palavras, pode ser definido como aquilo que foi medido na 8 pesquisa. Por exemplo: índice de colesterol e glicemia de um determinado grupo de pacientes 2.6.2.2. VARIÁVEL INDEPENDENTE É aquela que influencia, determina, ou afeta outra variável, é fator determinante, condição ou causa para determinado resultado, efeito ou consequência. Ou seja, é aquela que é controlada para se ver seus efeitos na variável dependente. Por exemplo: a quantidade de alimentos ultraprocessados consumidos em uma pesquisa que analisa o índice de colesterol e glicemia em um determinado grupo de pacientes. 2.6.2.3. IDENTIFICAÇÃO DE VARIÁVEIS Para se identificar o tipo de variáveis presentes em uma pesquisa, deve-se pensar na variável independente como a causa e na variável dependente como o efeito. Por exemplo: Um cientista está testando o efeito da luz e da escuridão no comportamento das mariposas, ligando e desligando uma luz. A variável independente (X) é a quantidade de luz e variável dependente (Y) é a reação da mariposa, pois uma mudança na variável quantidade de luz irá afetar a variável comportamento da mariposa. 2.6.2.4. RELAÇÃO CAUSAL Além da relação causa-efeito supracitada, existem outras relações que podem ser visualizadas para se identificar as variáveis dependente e independentes em uma pesquisa. Relação Ordem Temporal: A sequência temporal é devidamente importante: a variável anterior no tempo é a independente e a que se segue é a dependente, partindo do princípio lógico de que o acontecido depois não pode ter tido influência no que ocorreu antes. Fixidez ou alterabilidade das variáveis: Existem algumas variáveis, muito utilizadas nas ciências biológicas e sociais, que são consideradas fixas ou não sujeitas à influência. Entre elas, sexo, raça, idade, ordem de nascimento, nacionalidade. 2.6.2.5. VARIÁVEL MODERADORA É um fator, fenômeno ou propriedade, que também é condição, causa, estímulo ou fator determinante para que ocorra determinado resultado, efeito ou consequência. Em outras palavras, a variável moderadora descreve uma relação entre duas variáveis dependentes, porém situando-se em nível secundário no que diz respeito 9 a variável independente. Basicamente, a variável moderadora (M) irá contar ao pesquisador se ela mesma influencia e modifica a relação entre a variável independente e dependente. Por exemplo, você prefere ketchup ou molho de soja? Obviamente, a resposta depende de qual alimento você está comendo. Se você está comendo sushi, você provavelmente prefere molho de soja. Se for um hambúrguer com batatas fritas, você provavelmente vai querer ketchup. 2.6.2.6. VARIÁVEL DE CONTROLE É aquele fator, fenômeno ou propriedade que o investigador neutraliza ou anula propositadamente em uma pesquisa, com a finalidade de impedir que interfira na análise da relação entre as variáveis independente e dependente. Sua importância é majoritária quando se investiga situações mais complexas, quando é reconhecido que um efeito não tem apenas uma causa, mas pode sofrer influência de vários fatores. Por exemplo: Variável Dependente (Y): número de treinos práticos Variável Dependente (Y): desempenho de habilidades Variáveis de Controle ( C ): idade (C1); grau de inteligência (C2) 2.6.2.7. VARIÁVEL EXTRÍNSECA Um investigador que está interessado em verificar a relação entre duas variáveis, deve sempre se questionar se a suposta relação é real ou acidental. Quando a relação é acidental, diz-se que houve uma relação espúria. Na maioria dos casos, numa relação espúria, em vez de assimetria entre as variáveis, o que ocorre é uma relação simétrica. De outro modo, em vez de uma variável exercer influência sobre a outra, elas são indicadores alternativos do mesmo conceito e estão fortemente associadas. Por exemplo: Encontrou-se uma correlação entre a profundidade do sono e a espécie de humor que a pessoa tinha no dia seguinte. Entretanto, uma análise mais aprofundada revelou que o resultado era falso, pois a facilidade de sono é que era determinada pela espécie de humor com que o indivíduo ia pra cama, e que a má disposição permanecia de um dia pro outro. Então, em vez da relação direta entre profundidade do sono (X) - Tipo de humor no dia seguinte (Y), tem-se: 10 Ou seja, a variável extrínseca é utilizada como fator de teste escolhido para determinar se houve interpretação errada entre a variável independente e a variável dependente. 2.6.2.8. VARIÁVEL INTERVENIENTE A variável interveniente (W) é aquela que, numa sequência causal, se coloca entre a variável independente (X) e a dependente (Y), tendo como função ampliar, diminuir ou anular a influência de X sobre Y. Ela é, portanto, encarada como consequência da variável independente e determinante da variável dependente. Para se afirmar a veracidade de uma variável interveniente, há a necessidade de se estabelecer três correlações: ❖ A relação original, entre a variável independente e a variável dependente; ❖ A relação entre a variável independente e a variável interveniente, sendo que a variável interveniente atua como dependente; ❖ A relação entre a variável interveniente e a variável dependente, onde a interveniente atua como independente; Por ex: encontrando-se uma relação entre morar na área rural ou urbana e dar ênfase, na educação das crianças, ao elemento "obediência", é possível levantar a hipótese de que os habitantes do campo valorizam a obediência em virtude de o seu tipo de vida conferir importância aos valores tradicionais; o apego à tradição significa aceitação, sem críticas, das normas e regras sociais em vigor; a transmissão dessas normas e regras requer, por sua vez, que se dê ênfase à obediência, na educação dos filhos. Para demonstrar o tradicionalismo como variável interveniente, as três relações supracitadas precisam ser estabelecidas, sendo elas para esse exemplo: ➢ A relação entre a residência urbana-rural e o realce na obediência; ➢ A relação entre a residência urbana-rural e o tradicionalismo; ➢ A relação entre tradicionalismo e a ênfase na obediência; Tendo essas três relações explícitas, a variável é intervenientee a relação original entre a variável independente e a variável dependente terá que sumir. 11 2.6.2.9. VARIÁVEL ANTECEDENTE A variável antecedente (Z) tem por finalidade explicar a relação X - Y; coloca-se na cadeia causal antes da variável independente, indicando uma influência eficaz e verdadeira; não "afasta" a relação X - Y, mas esclarece as influências que precederam essa relação, conforme representação esquemática: Para se confirmar a existência de uma variável antecedente, três condições devem ser estabelecidas: ● As três variáveis precisam estar relacionadas; ● Quando controla-se a variável antecedente, a relação entre a variável independente e dependente não deve desaparecer; ● Quando controla-se a variável independente, deve desaparecer a relação entre as variáveis antecedente e dependente; 2.7. HIPÓTESES As pesquisas científicas se iniciam com a colocação de um problema solucionável. Em seguida, se faz necessário demonstrar uma possível solução a esse problema, por meio de uma proposição que possa ser considerada verdadeira ou falsa. Diante disso, entende-se hipótese como a proposição testável que pode vir a ser declarada solução da problemática. 2.7.1. HIPÓTESE NULA X HIPÓTESE ALTERNATIVA Simbolizado por Ho, a hipótese nula declara que não há relação entre dois fenômenos de interesse. Também indica que não há mudança de opinião, as coisas permanecem como são. Ou seja, a hipótese nula representa como as coisas estão no momento sem alteração (o que se quer testar geralmente é a hipótese alternativa). Se quer testar se uma média é maior que a outra, por exemplo, testar se numa turma a nota das meninas é maior que a nota dos meninos. Na sua hipótese nula você vai assumir que a nota dos dois são iguais. Simbolizada por H1 ou Ha, a Hipótese Alternativa descreve uma relação entre duas variáveis, geralmente o que você quer testar. Ao contrário da hipótese nula, na alternativa você nunca coloca o sinal de = (igual) pois está se testando uma mudança, ou se uma coisa é maior que a outra, ou menor, ou diferente de alguma 12 forma. Então quando estiver escrevendo, na terminologia matemática, ela sempre vai ter um sinal de maior, de menor ou de diferente. Nunca igual. Nunca se rejeita ou deixa de rejeitar a alternativa: você sempre faz em função da hipótese nula. 2.7.2. TESTE DE HIPÓTESE Teste de hipóteses, "teste de significância ou teste estatístico", cuja finalidade principal é verificar se um valor hipotético representa uma situação específica. É um método que auxilia na tomada de decisões sobre um ou mais grupos com base em informações obtidas de uma amostra (permite examinar se os dados da amostra fornecem evidências que apoiam ou não uma hipótese estatística formulada). Baseia-se no uso de uma amostra aleatória extraída de uma população de interesse para testar afirmações sobre um parâmetro ou característica dessa população. O teste não é apenas uma comparação matemática simplificada entre dois ou mais valores, mas exige saber se os valores obtidos da amostra representam uma simples variação amostral da situação atual. Uma hipótese estatística é uma suposição a respeito do parâmetro populacional (essa suposição pode ou não ser verdadeira). O teste de hipóteses refere-se aos procedimentos formais utilizados pelos estatísticos para aceitar ou rejeitar essas hipóteses. 3. ANÁLISE DE CORRELAÇÃO DE VARIÁVEIS 3.1. O QUE É ANÁLISE DE VARIÁVEIS? É uma técnica usada para investigar conjuntos de dados e resumir suas principais características. Também chamada de análise exploratória, ela permite determinar a melhor forma de controlar as fontes de dados para obter as respostas que você precisa, tornando mais fácil para os cientistas descobrirem padrões, detectar anomalias, testar uma hipótese ou verificar suposições. 3.1.1. MÉDIA A média corresponde à soma dos valores de um grupo de valores, dividida pelo número de valores do grupo. Pode ser entendida como o ponto de equilíbrio das frequências. 3.1.2. MEDIANA Dado um conjunto de informações numéricas, o valor central corresponde à 13 mediana desse conjunto. Dessa forma, é importante que esses valores sejam colocados em ordem, seja crescente ou decrescente. 3.1.3. MODA o número mais frequente, ou seja, o número que aparece o maior número de vezes. 3.1.4. MÁXIMO E MÍNIMO Máximos e mínimos locais são chamados extremos locais ou ainda, extremos relativos. Ou seja, são os maiores e menores valores de uma função em um dado intervalo. Ainda podemos podemos tirar daí a amplitude entre esses valores e entender a variabilidade. 3.1.5. VARIÂNCIA E DESVIO A variância é útil para determinar o afastamento da média que os dados de um conjunto analisado apresentam. Já o desvio padrão é uma medida que expressa o grau de dispersão de um conjunto de dados. 3.2. O QUE É CORRELAÇÃO? Correlação significa uma semelhança ou relação entre duas coisas, pessoas ou ideias. É uma semelhança ou equivalência que existe entre duas hipóteses, situações ou objetos diferentes. No campo da estatística e da matemática a correlação se refere a uma medida entre duas ou mais variáveis que se relacionam. 3.2.1. COVARIÂNCIA A covariância mede a relação linear entre duas variáveis 3.2.2. COEFICIENTE DE VARIAÇÃO A função do coeficiente de correlação é determinar qual é a intensidade da relação que existe entre conjuntos de dados ou variáveis conhecidas. 4. PESQUISA EXPERIMENTAL 4.1. O QUE É PESQUISA EXPERIMENTAL? A pesquisa experimental é um meio de coletar provas para verificar a relação de causalidade entre variáveis. Portanto, é uma busca de causa e efeito e procura saber "o que causa o quê?". Assim, o pesquisador interfere na realidade, manipula um ou mais variáveis envolvidas, com a finalidade de observar as reações e as modificações ocorridas no objeto de pesquisa. Em um experimento perfeito qualquer modificação da variável experimental modifica a variável dependente. 14 4.2. CARACTERÍSTICAS As principais características da pesquisa experimental são: Termos uma Idéia de relação causa-efeito, acreditarmos que existe uma relação entre a construção da causa e a construção do efeito, termos formulações de hipóteses a serem testadas, termos vários tratamentos (variáveis independentes), executarmos o experimento e observamos a saída (variáveis dependentes). 4.3. DESENHO EXPERIMENTAL O desenho de pesquisa é definido como os métodos e técnicas escolhidos por um pesquisador, possuem a finalidade de que o problema de pesquisa seja tratado eficientemente. O desenho de um tópico de pesquisa é usado para explicar o tipo de pesquisa e também seu subtipo (delineamento experimental, problema de pesquisa. 4.3.1. TIPOS DE DESENHO 4.3.1.1. PROJETO PRÉ-EXPERIMENTAL Essa é a forma mais simples de projeto de pesquisa experimental. Um grupo, ou vários grupos de pessoas, são mantidos sob observação após fatores com causa e efeito serem considerados. 4.3.1.2. PROJETO QUASE EXPERIMENTAL A palavra “quase” indica semelhança; um projeto de pesquisa quase-experimental é semelhante à pesquisa experimental, eles são quase os mesmos, a diferença entre os dois é a atribuição de um grupo de controle. Neste projeto de pesquisa, uma variável independente é manipulada, mas os participantes de um grupo não são aleatoriamente designados. A variável independente é manipulada antes de calcular a variável dependente e, portanto, o problema da direcionalidade é eliminado. Quase-pesquisa é usada em configurações de campo onde a atribuição aleatória é irrelevante ou não é necessária. O problema da direcionalidade é quando uma variável X e Y estão relacionadas porém, não porque X causa Y e Y causa X mas sim porque outra variável Z causa X e Y criando uma falsa impressão de causalidade entre X e Z 4.3.1.3. PROJETO EXPERIMENTAL VERDADEIRO Este desenho é a forma mais acurada de desenho de pesquisa experimental, já que se baseia em análises estatísticas para provar ou refutar uma hipótese. É o único tipo de planejamento experimental que pode estabelecer uma relação de causa e efeito dentrode um ou vários grupos. 4.4. ETAPAS DA PESQUISA EXPERIMENTAL 15 4.4.1. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA O problema de pesquisa é uma pergunta que busca aprofundar um tema selecionado através de uma resposta cientificamente válida. Após selecionar e delimitar precisamente o tema, o desenvolvimento da pesquisa será orientado para encontrar respostas empíricas para o problema. 4.4.2. FORMULAÇÃO DA HIPÓTESE Nada mais é do que uma relação de alternativas de reflexão e de experimentação. Depois de analisados os dados, a hipótese pode ser confirmada ou rejeitada/refutada. Se o resultado for diferente do que ele imaginava. Nesse ponto, dá-se início a um novo ciclo, onde um novo estudo pode ser feito para tentar confirmar uma outra ou a mesma hipótese. 4.4.3. DEFINIÇÃO DO PLANO EXPERIMENTAL 4.4.3.1. TIPO DO PLANO Nessa etapa, para formulação do plano experimental, deve-se escolher quantas e quais variáveis serão levadas em consideração e manipuladas durante o trabalho. 4.4.4. DETERMINAÇÃO DE SUJEITOS Durante o planejamento faz-se necessário determinar o objeto de estudo ou a população a ser pesquisada. Afinal, o objetivo de toda pesquisa é generalizar os resultados obtidos para a população 4.4.5. DETERMINAÇÃO DO AMBIENTE As pesquisas experimentais podem ter como ambiente o campo, a rua, ou o laboratório. Dependendo do ambiente o controle das variáveis pode mudar. Por exemplo, a gama de variáveis e o controle delas no campo é reduzido, já que os dados são coletados na realidade. 4.5. CONTROLE DE VARIÁVEIS 4.6. COLETA DE DADOS A coleta de dados é a fase da pesquisa em que se põe em prática tudo aqui que foi planejado: aplicação de certas condições e observação do que foi produzido. Isto é, é um processo de apuração de informações para comprovar uma problemática pré-estabelecida. As coletas de dados são realizadas a partir dos chamados instrumentos de coleta de dados. 16 4.6.1. INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Observação: Como o próprio nome já deixa explícito, é feito através do treinamento de observadores, que são as pessoas responsáveis por fazer as considerações necessárias durante a coleta de dados. Existem duas maneiras de se coletar dados por observação: a primeira é aquela a qual o observador faz suas considerações em relação ao assunto abordado na coleta, chamada de observação participante, e a segunda é aquela qual não existe interferência do observador durante a coleção dos dados, ou seja, ele atua somente como analisador. Entrevista: É a técnica baseada em um diálogo que ocorre entre o pesquisador e o entrevistado. Questionários: No qual há o desenvolvimento de perguntas a partir de uma problemática levantada. Análise de materiais e documentos: Caracterizado pelo tratamento com materiais já existentes, isto é, livros, artigos e documentos, para em seguida comparar as semelhanças e diferenças de outrora com o tempo atual. 4.7. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS São processos diferentes, porém complementares. Na análise, o pesquisador procura estabelecer as relações que existem entre os fenômenos estudados. Normalmente utiliza-se técnicas estatísticas para se aprofundar o universo de resultados, sejam elas gráficos, histogramas, etc. Na interpretação, busca-se um significado mais amplo e atrelado a outros conhecimentos. Um ponto importante dessa etapa é interpretar os dados utilizando conhecimentos teóricos, já que buscar essa inter-relação teoria-prática atribui valor à pesquisa. 4.8. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DE PESQUISA Na etapa final, o pesquisador deverá apresentar o resultado de sua pesquisa, quais foram os efeitos provenientes do seu trabalho e a conclusão final de sua investigação. 5. PESQUISA NÃO-EXPERIMENTAL 5.1. O QUE É PESQUISA NÃO EXPERIMENTAL? 17 A pesquisa não experimental é o tipo de pesquisa que não possui uma variável independente. Em vez disso, o pesquisador observa o contexto em que o fenômeno se desenvolve e o analisa para obter informações. 5.2. CARACTERÍSTICAS A maioria dos estudos baseia-se em eventos ocorridos anteriormente e são analisados posteriormente; Neste método, experimentos controlados não são realizados por razões éticas ou morais; Nenhuma amostra de estudo é criada, pelo contrário, as amostras ou participantes já existem e se desdobram em seu ambiente; O pesquisador não intervém diretamente no ambiente da amostra; Este método estuda os fenômenos exatamente como eles ocorreram. 5.3. TIPOS DE PESQUISA NÃO-EXPERIMENTAL 5.3.1. TRANSVERSAL Esse tipo de projeto de pesquisa não experimental é usado para observar e registrar os dados em um momento específico e, por sua própria natureza, único. Dessa forma, a análise realizada concentra-se nos efeitos de um fenômeno que ocorre em determinado momento. 5.3.1.1. DESCRITIVO O objetivo é investigar os incidentes e seus valores, nos quais uma ou mais variáveis aparecem. Uma vez que os dados são obtidos, uma descrição é simplesmente feita. 5.3.1.2. CAUSAL Esses projetos tentam estabelecer os relacionamentos entre várias variáveis que ocorrem em um determinado momento. Essas variáveis não são descritas uma a uma, mas tentam explicar como estão relacionadas. 5.3.2. LONGITUDINAL Nesse tipo de projeto os pesquisadores tentam analisar as mudanças pelas quais determinadas variáveis sofrem ao longo de um período de tempo. 5.3.2.1. TENDÊNCIA Eles estudam as mudanças que ocorrem em algumas populações em geral. 18 5.3.2.2. EVOLUÇÃO DO GRUPO Os sujeitos estudados são grupos ou subgrupos menores. 5.3.2.3. PAINEL Possui grupos específicos que são medidos em todos os momentos. Essas investigações são úteis para analisar as alterações individuais em conjunto com o grupo, permitindo saber qual elemento produziu as alterações em questão. 5.4. QUANDO UTILIZAR A PESQUISA NÃO-EXPERIMENTAL? Quando a pergunta de pesquisa pode ser sobre uma variável em vez de um relacionamento estatístico em duas variáveis; Em uma pesquisa em que a pergunta de pesquisa tem uma relação estatística não causal entre as variáveis; Quando a pergunta de pesquisa tem uma relação causal, mas a variável independente não pode ser manipulada; Em uma investigação exploratória ou ampla, onde uma experiência particular é enfrentada. 5.5. VANTAGENS E DESVANTAGENS 5.5.1. VANTAGENS É muito flexível durante o processo de pesquisa; A causa do fenômeno é conhecida e o efeito que ela tem é investigado; O pesquisador pode definir as características do grupo de estudo. 5.5.2. DESVANTAGENS Os grupos não são representativos de toda a população; Erros podem ocorrer na metodologia. 19 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DESENHO DE PESQUISA, Questione Pro, 2017. Disponível em: <https://www.questionpro.com/blog/pt-br/desenho-de-pesquisa/#:~:text=O%20desen ho%20de%20pesquisa%20%C3%A9,pesquisa%20usando%20uma%20metodologia %20espec%C3%ADfica..>. Acesso em: 25 de Maio de 2022. O QUE É E COMO DEFINIR AS HIPÓTESES DO SEU ESTUDO, Fastformat, 2018. DIsponível em:<https://blog.fastformat.co/o-que-e-e-como-definir-hipotese/#:~:text=Deve%20se r%20simples%20e%20concisa,Seja%20o%20mais%20exato%20poss%C3%ADvel. >. Acesso em: 24 de maio de 2022. O QUE É PESQUISA EXPERIMENTAL, Mettzer, 2019. Disponível em: <https://blog.mettzer.com/pesquisa-experimental/>. Acesso em: 22 de Maio de 2022. DESENHO DE PESQUISA, Questione Pro, 2017. Disponível em: <https://www.questionpro.com/blog/pt-br/desenho-de-pesquisa/#:~:text=O%20desen ho%20de%20pesquisa%20%C3%A9,pesquisa%20usando%20uma%20metodologia %20espec%C3%ADfica..>. Acesso em: 25 de Maio de 2022. MÉTODO DE ABORDAGEM, Metodologia científica, 2018. 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