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→ Mais de 90% das adolescentes que engravidam tem 
entre 15 e 19 anos 
→ A gravidez na adolescência é considerada uma 
gravidez de risco 
→ O Brasil apresenta uma fecundidade na 
adolescência maior do que o mundo 
→ Parte das relações que levam a gravidez na 
adolescência são não consensuais, situação 
agravada com a pandemia do COVID-19 
→ No Brasil, mais de 70% das adolescentes grávidas 
são pardas 
→ No Brasil a gravidez na adolescência se associou 
com menor número de consultas de pré-natal, 
maiores taxas de prematuridade e baixo peso, com 
maior ocorrência de parto vaginal e de anomalias 
congênitas no RN. 
→ No Nordeste, a principal causa de morte nas faixas 
de 15 a 19 anos é a gravidez na adolescência 
→ No Nordeste, 85% das adolescentes grávidas não 
deram continuidade ao estudo 
 
 
→ No Nordeste 32% dos nascidos vêm de mães 
adolescentes 
→ Em Vitória da conquista as complicações mais 
frequentes foram: oligodrâmnio 47%, infecção do 
trato urinário (ITU) 33% e contrações intrauterinas 
26%. 
 
A gestação na adolescência resulta em um maior risco 
de efeito adversos em seu percurso. 
Um estudo que incluiu 124.446 mães ≤24 anos, o risco 
de resultado adverso permaneceu aumentado em 
adolescentes (≤19 anos, sendo de maior risco aquelas 
que engravidam nos primeiros 5 anos após a menarca). 
Entre as consequências da gravidez na adolescência 
estão os altos índices de doenças hipertensivas da 
gravidez-eclampsia e pré-eclâmpsia, anemia, 
complicações no parto, determinando aumento da 
mortalidade materna e fetal. 
 FATORES DE RISCO: 
→ idade menor que 16 anos ou ocorrência da primeira 
menstruação há menos de 2 anos. 
→ altura da adolescente inferior a 150 cm ou peso 
menor que 45kg; 
 
RISCOS E 
COMPLICAÇÕES DA 
GRAVIDEZ NA 
ADOLESCÊNCIA 
 
 
 
 
 
TURMA: H3 
TUTORA: JAQUELINE DE 
CASTRO 
FATORES DE RISCO E 
COMPLICAÇÕES PARA MÃE 
EPIDEMIOLOGIA 
→ adolescente usuária de álcool ou de outras drogas 
lícitas ou ilícitas 
→ gestação decorrente de abuso/estupro. 
→ existência de atitudes negativas quanto à gestação 
ou rejeição ao feto/ aborto 
→ dificuldades de acesso e acompanhamento aos 
serviços de pré-natal; 
→ presença de doenças crônicas: diabetes, doenças 
cardíacas ou renais; infecções sexualmente 
transmissíveis; sífilis, HIV, hepatite B ou C;HAS; 
→ presença de doenças agudas e emergentes: 
dengue, zika, toxoplasmose, outras doenças virais; 
→ ocorrência de pré-eclâmpsia ou desproporção 
pélvica-fetal, gravidez de gêmeos, complicações 
obstétricas durante o parto, inclusive cesariana de 
urgência; 
→ falta de apoio familiar à adolescente. 
PARTO PREMATURO 
 
Mãe adolescente possui um maior risco devido sua 
imaturidade biológica (baixa idade ginecológica), pois a 
gestação ocorre em um organismo que ainda está em 
formação física e emocional, e poderá desencadear 
problemas de crescimento e desenvolvimento, devido a 
insuficiência uteroplacentária e ao comprometimento 
da transferência de nutrientes para o bebê, que 
implicam em complicações na gravidez e problemas no 
parto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEMIA ASSOCIADA A GRAVIDEZ 
Vários estudos concluiu-se uma maior prevalência de 
anemia gestacional em grávidas adolescentes quando 
comparadas com grávidas acima dos 20 anos e 
concluíram ainda que era mais provável a presença de 
anemia severa, isto é, de valores de hemoglobina 
inferiores a 7mg/dL.). Além disso é também referido o 
importante impacto da menor vigilância da gravidez e 
do menor cumprimento da suplementação neste grupo 
de grávidas. 
 
 RUTURA PREMAURA DE MEMBRANAS 
A RPM é responsável por 30-40% dos nascimentos pré-
termo e associa-se a diversas complicações neonatais. 
Nas adolescentes, vários autores sugeriram que a 
imaturidade do suprimento sanguíneo uterino e/ou 
cervical aumentem a predisposição para infeções e 
consequentemente, a incidência de RPM, sendo assim 
reconhecido como fator de risco independente. 
 
DISTÚRBIOS HIPERTENSIVOS DA GRAVIDEZ: 
ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA 
A hipertensão arterial específica da gravidez recebe o 
nome de pré-eclâmpsia e, em geral, instala-se a partir 
da 20ª semana, especialmente no 3° trimestre. Ela pode 
evoluir para a eclâmpsia, uma forma grave da doença, 
que põe em risco a vida da mãe e do feto. 
 
 
 
 
→ Sintomas da pré-eclâmpsia: Hipertensão arterial, 
edema e proteinúria. 
→ Sintomas característicos da eclâmpsia: Convulsão 
(às vezes precedida por dor de cabeça, de estômago 
e perturbações visuais), sangramento vaginal e 
coma. 
 DEPRESSÃO PERINATAL 
A depressão perinatal destaca-se como episódios 
depressivos durante a gravidez ou nos primeiro 12 
meses após o parto, inclui assim a depressão prénatal e 
a depressão pós-parto. 
 
 
 Os fatores de risco para o surgimento de quadros 
depressivos durante a gestação, destacaram-se: 
antecedentes psiquiátricos, principalmente história 
pregressa de depressão; fatores relacionados à 
pobreza, como baixa renda, dificuldades financeiras, 
baixa escolaridade, desemprego; ausência de suporte 
social, familiar ou marital, instabilidade nos 
relacionamentos; eventos de vida estressantes; 
gravidez não desejada; dependência de álcool, tabaco e 
outras drogas; e história de violência doméstica. 
 
 
FATORES DE RISCO DE 
COMPLICAÇÕES PARA O BEBÊ 
RESTRIÇÃO DO CRESCIMENTO INTRAUTERINO 
Condição em que o bebê não atinge o peso e o 
desenvolvimento normal durante a gestação. Afeta 5-
10% de todas as gravidezes adolescentes e é a segunda 
causa mais comum de morte perinatal. 
→ O diagnóstico é feito quando o feto apresenta um 
peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade 
gestacional, sendo estes percentis específicos de 
cada população. 
→ Complicações: Parto pré-termo e asfixia intraparto 
→ Fatores de risco: 
-Síndromes genéticas 
-Infecções 
-Doenças hipertensivas 
-Mal nutrição 
-Anemia 
-Diabetes mellitus 
-Consumo de drogas 
-Doenças pulmonares restritiva 
-Nefropatias 
-Cardiopatias congênitas 
-Doença vascular da placenta 
 
 
 
 
 
 
MACROSSOMIA 
Feto cujo peso estimado seja superior a 4000g ou 
4500g, dependendo da bibliografia, pode ser 
considerado macrossômico. 
Aumento da morbidade e mortalidade quando o peso 
do RN é superior a este limite 
→ Complicações: 
-Distócia de ombros 
-Asfixia e fratura de clavícula 
-Baixo APGAR 
-Obesidade e resistência a insulina a longo prazo 
→ Fatores de risco: 
-Obesidade materna com presença de diabetes 
-Feto do sexo masculino 
 
PARTO PRÉ-TERMO 
Considera-se um parto pré-termo (PPT) aquele que 
ocorre com menos de 37 semanas completas de 
gestação e após 20 semanas. 
Principal causa de morte em período neonatal até os até 
os 5 anos. 
A idade gestacional é inversamente proporcional a 
mortalidade e a gravidade das sequelas. 
→ complicações: A nível respiratório, nível da 
acuidade visual e de aprendizagem. 
→ Fatores de risco: a seguir. 
 
 
BAIXO PESO AO NASCIMENTO 
Definição pela OMS: 
-BPN quando < 2500g 
-MBPN < 1500g 
Maior probabilidade de BPN caso a gravida tenha < 15 
anos ou idade ginecológica < 3 anos 
→ Fatores de risco: 
BPN está associada a ocorrência de PPT, considerando 
os mesmos fatores responsáveis: 
-Fatores nutricionais 
-Competição materno-fetal 
-Imaturidade ginecológica 
-Infecções 
-Resistência a progesterona 
-Hábitos tabágicos 
-Baixo IMC materno 
-Estatuto socioeconômico desfavorável 
 
MORTALIDADE DO FETO 
Definição 
Mortalidade neonatal: todas as mortes de nados-vivos 
até as 4 semanas 
Morte neonatal precoce: primeira semana 
Nado-morto: mortes de feto antes ou durante o parto 
(até a 20ª, 24ª ou 28ª semana) 
 
 
Mortalidade infantil: todas as mortes até o primeiro ano 
de vida completo. 
Mortalidade perinatal: engloba nados-mortos e mortes 
neonatais precoces. 
A ocorrência de nados-mortos é superior em grávidas 
adolescentes.OBRIGADO! 
Alexandre Ferraz Delfino 
Amanda Severo Barbosa 
Bruna Tibo Almeida 
Karoline Bandeira Ferreira 
Jessica Carvalho Santos 
Larissa Eduardo Pereira Silva 
Leandro Fernandes Rocha 
Maria Luiza Macedo Soares 
Ravena Madalena Nascimento 
Victor Alex Araujo Costa 
Victor Hugo Ribeiro Xavier 
Wanessa Kauanne Almeida Muniz

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