Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Beatriz Cunta – Turma 2024 @biaemedicina 
EVENTOS PRINCIPAIS 
A mulher é um ser cíclico e pulsátil 
➔ Maturação folicular 
➔ Ovulação 
➔ Preparação do endométrio para a 
nidação 
A expressão da ciclicidade feminina começa na 
puberdade, a partir da ativação do eixo 
hipotálamo-hipófise-ovário. 
MATURAÇÃO DO EIXO HHO 
 
O hipotálamo secreta o GnRh (de modo pulsátil), 
estimulando a hipófise a secretar as 
gonadotrofinas FSH e LH. 
A partir disso, elas agem nos ovários e estimulam 
a liberação de estrogênio e progesterona, que 
por sua vez atuam na foliculogênese e na 
esteroidogênese. 
Esses hormônios também atuam sobre o útero, 
provocando a menstruação, o desenvolvimento 
dos epitélios proliferativo e secretor, e no 
preparo para a recepção do embrião. 
CICLO OVARIANO 
O desenvolvimento folicular se inicia na vida 
intrauterina da menina (o pico da massa folicular 
ocorre em torno da 20ª semana de vida, com 
cerca de 1-2 milhões de oócitos, e já existe queda 
– ou atresia folicular – na vida intrauterina). 
No início da puberdade, a menina apresenta de 
300.000 a 400.000 folículos. 
➢ FASE FOLICULAR: 
Vai desde o 1º dia da menstruação, e se encerra 
antes da ovulação. Nessa fase, temos: 
• ↑ FSH: recrutamento de folículos 
• ↑ Estrogênio: produzido pelos folículos 
• ↑ Inibina B (before ovulation): inibe o FSH 
Quando há elevação de estrogênio e inibina B, há 
diminuição dos níveis de FSH e, 
consequentemente, a seleção do folículo 
dominante, que expressa mais receptores de 
FSH. 
➔ Produção do estrogênio: 
O desenvolvimento folicular, inicialmente, 
independe das gonadotrofinas. A partir do 
momento em que se transforma em folículo 
antral, passa a sofrer ação direta das 
gonadotrofinas FSH e LH. 
 
Na esteroidogênese, as células da teca têm 
maior acesso à vascularização e captam 
colesterol da corrente sanguínea pelo estímulo 
do LH. Elas transformam o colesterol em 
Progesterona > 17-OHProgesterona > 
Androstenediona > Testosterona (andrógenos). 
Para a síntese de estrogênio, as células da 
granulosa captam a testosterona, com estímulo 
Beatriz Cunta – Turma 2024 @biaemedicina 
do FSH, e a transformam em estrona e estradiol 
com a ação da enzima aromatase. 
 
➢ OVULAÇÃO: 
A ovulação ocorre quando há pico de LH, que, 
por sua vez, só ocorre após um pico sustentado 
de estradiol (> 200 pg/mL e por cerca de 50 
horas). 
OBS – A ovulação ocorre de 32-36h após o início 
do pico de LH, e 10-12h após seu pico máximo 
Nessa fase, observamos: 
• ↑ LH 
• ↑ Prostaglandinas: fragilizam a parede 
ovariana para a eclosão do óvulo 
Nessa fase também há um estímulo em que as 
células da granulosa passam a expressar 
receptores para LH. 
OBS – aumento discreto da progesterona em 12 
a 24h antes da ovulação (↑ FSH no meio do ciclo) 
➢ FASE LÚTEA: 
Contempla a fase da ovulação até o início da 
menstruação. Nessa fase, observamos: 
• ↑ Progesterona 
• ↑ Inibina A (after ovulation) 
OBS – Tem duração +/- fixa de 14 dias, 
geralmente o que varia é a fase folicular. 
O corpo lúteo mantém os níveis de progesterona 
até que a mulher, se engravidar, mantenha essa 
secreção a partir de uma placenta madura. 
Esse, por sua vez, é mantido pelo hormônio 
gonadotrofina coriônica. Assim, se não houver 
fecundação, ele começa a regredir. 
A partir desse momento, temos: 
• ↓ Estrogênio 
• ↓ Progesterona 
• ↓ Inibina A 
Como consequência, temos os sinais para novo 
recrutamento folicular: 
• ↑ Pulsos de GnRH 
• ↑ FSH 
 
CONTROLE NEUROENDÓCRINO 
Para a liberação das gonadotrofinas, a liberação 
do GnRH é pulsátil, e esses pulsos variam em 
amplitude e frequência. 
➔ Fase folicular: pulsos de ↓ amplitude e ↑ 
frequência, agindo como estímulo para 
↑ LH e consequente ovulação. 
➔ Fase lútea: pulsos de ↓amplitude e ↑ 
frequência, agindo como estímulo para ↑ 
FSH. 
 
 
 
Nesse sentido, o GnRH é um estímulo para a 
produção do FSH na hipófise, que por sua vez 
Beatriz Cunta – Turma 2024 @biaemedicina 
promove a produção de estrogênio e inibina B 
nos ovários. Esses últimos, por outro lado, 
exercem feedback negativo na secreção de FSH, 
e estimulam a secreção de LH pela hipófise. 
Após o pico de LH e da ovulação, temos aumento 
da progesterona, e essa inibe a secreção de LH. 
CICLO UTERINO 
É importante lembrar que o endométrio é 
composto por três camadas: 
• Compacta: superficial 
• Esponjosa: média 
• Basal: profunda 
As duas primeiras camadas constituem a 
camada funcional, que efetivamente sofrem as 
alterações do ciclo uterino (reflexo dos estímulos 
ovarianos). 
OBS – Curetagens em que o profissional atinge 
ou retira porções da camada basal podem levar 
à amenorreia da paciente. 
➢ ENDOMÉTRIO PROLIFERATIVO: 
• Inicial: glândulas modestas, curtas e 
pequenas. À USG transvaginal, vemos 
um endométrio fino 
• Tardia: glândulas mais alongadas, 
enrodilhadas. À USG transvaginal, vemos 
o aspecto de endométrio “trilaminar”. 
 
(endométrio trilaminar) 
➢ ENDOMÉTRIO SECRETOR: 
• Inicial: glândulas mais alongadas, bem 
diferenciadas 
• Tardio: glândulas mais longas, tortuosas, 
dilatadas, contendo glicogênio na 
superfície. 
À USG transvaginal, o endométrio apresenta 
uma ecogenicidade mais uniforme. 
 
Caso não haja a implantação do embrião, ocorre 
a descamação do epitélio e, consequentemente, 
a menstruação. 
 
EFEITOS EM OUTROS ÓRGÃOS 
➢ MAMAS: 
➔ Fase folicular: 
Sem alterações aparentes. 
➔ Fase lútea: 
Hipertrofia dos lóbulos. 
➢ COLO UTERINO – MUCO CERVICAL: 
➔ Fase folicular: 
Predomina a função do estrogênio. O muco é 
“filante”, ou seja, esticável. O muco é mais claro, 
semelhante à clara de ovo. Além disso, ocorre o 
fenômeno da cristalização, pela ação do 
estrogênio. 
➔ Fase lútea: 
Predomina a ação da progesterona, em que 
encontramos o muco mais espesso e sem 
cristalização.