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Síndrome do Desconforto Respiratório Deficiência do surfactante alveolar associada à imaturidade estrutural dos pulmões, complicada pela má-adaptação do RN à vida extra-uterina e pela imaturidade de múltiplos órgãos. Classificação: leve, moderada e grave. Resulta: acúmulo de líquidos nos pulmões e redução do oxigênio no sangue a níveis excessivamente baixos. MONTAGEM DO LEITO •Incubadora aquecida • Monitor com cabos (SAT, PA, T⁰, ECG) • Termômetro • Lixeira (lixo infectante) • Descartex • Prancheta com pasta em ¨L¨ • Poltrona/ cadeira para a mãe • Ambú e máscara acoplados e testados • Fluxômetro / PVC • Aspirador (Sonda n°6 e n°8) • Baby Puff • Válvulas de O₂ e Ar •CPAP •Respirador mecânico •Circuitos para montagem do respirador/CPAP RECEPÇÃO DO RN • Instalar oxímetro de pulso em MSD • Instalar dispositivos ventilatórios de acordo com a necessidade e avaliação da equipe multi • Realizar inspeção no RN • Verificar temperatura de admissão RN: 36,5°C-37,5°C Incubadora: aquecida • Verificar SSVV: PA 4 membros(busca de cardiopatias) FR: FR normal varia de 40 a 60 movimentos por minutos com pausas respiratórias curtas (cerca de 5 segundos) nos RN prematuros. Configura-se apnéia quando o tempo de parada respiratória é maior que 20 segundos ou menor, mas associada à cianose ou bradicardia. FC: prematuros:120-160 bpm SAT: <37 semanas COALA: 91-95%(alarmes): 90-85% >37 semanas: parâmetro de 95% como min para normalidade Projeto COALA: Nem falta nem excesso de 02! O2 e excesso favorece o desenvolvimento de: ROP, lesões pulmonares, ECN, DBP, colapso alveolar e atelectasia, lesão de DNA, Lesão e afeta desenvolvimento cerebral e aumenta tempo internação. HPIV e LPV. Ajuste dos alarmes no monitor em 88% (limite inferior) e 95% (limite superior), conforme consta nas plaquinhas. Utilização de placas em todos leitos(<37 sem.) Disseminar para toda a equipe que os ajustes na FiO2 devem ser feitos constantemente e com mudanças pequenas, ou seja, 1-2% a cada vez, explicando que desmames ou aumentos bruscos têm efeitos colaterais como hipóxia e hiperóxia Nos pacientes lábeis aconselhamos a realização de ajustes pequenos na FiO2 – seja para cima ou para baixo. Mudar a FiO2 de 1 em 1% a cada 2-5 min até atingir a zona alvo mesmo que, para isso, demoramos mais do que o normal. Estabelecer as faixas de saturação de O2 e alarmes para casos específicos como pacientes com hipertensão pulmonar grave, cardiopatia cianótica ou recém-nascidos prematuros com mais de 36 semanas de IG corrigida e discutir, para cada caso, essas faixas de saturação de O2 com com toda equipe. Quando decidido, confeccionar uma plaquinha diferente e colocar no monitor do recém-nascido com a zona alvo e alarmes específicos do caso. Lembrar o excesso não é benéfico assim como a falta! OBS: •Alarmes do monitor: manter ligados entre 88-95%; (atenção abaixo de 91%!) •Reduzir fração de oxigênio sempre que saturação maior que 95% e após autorização médica e da fisioterapia. T°: 36,5°C-37,5°C SINAIS DE DESCONFORTO RESPIRATÓRIO • Queda de saturação abaixo de 89% • Gemência • Cianose • Batimento de asa de nariz • Retração de fúrcula, diafragmática e intercostal Escala BSA para desconforto respiratório É feita a soma, sendo que o zero indica ausência de retrações, e 10, o grau máximo de retrações torácicas. Uma nota acima de 4 indica dificuldade respiratória moderada-grave. Em caso de pontuação superior a 8, estamos diante de uma insuficiência respiratória grave, necessitando de conduta urgente devido à iminência da instalação de uma falência respiratória. Nunca acima do pescoço, evitando uma flexão e dificuldade da passagem de ar! •Observar presença de cianose ao redor da boa ou extremidades e palidez cutânea, • Ocorrência de obstrução de vias aereas superiores • Pausa respiratória ou apnéia(acima de 20 segundos) CONDUTAS • Reposicionar RN com coxim subescapular evitando flexão da cabeça •Pausa respiratória ( até 20 seg)- reverter prontamente com estímulo tátil •Apnéia > 20 seg ou cianose com bradicardia, •Remover secreções, vômito ou leite em vias aéreas superiores por aspiração -Em caso de vômito: limpar com gaze inicialmente, se não houver melhora ou sinais de dificuldade respiratória aspirar, sempre do mais limpo para mais sujo( primeiro o TOT, segundo a VAS (cavidade nasal) e terceiro a cavidade oral). Se caso em CPAP e necessario retiraada para aspiração nasal ultilizar cateter de O2 a 5l/min posicionado em encubadora proximo ao bebe até recolocação do CPAP.. -Utilizar soro fisiológico, se necessário somente, para solidificar secreções. -Aspirar com sonda 6, e se traqueostomia n° 2,5 até 3 utilizar sonda n°4 para evitar lesões. •Realização VPP ( ventilação por pressão positiva) com ambú e máscara e/ou baby puff -Baby Puff preferível por poder controlar pressão inspiratória positiva e pressão expiratória final positiva. •Ajustar oxímetro de pulso em MSD verificando simetria de onda no monitor •Utilizar fluxômetro graduado •Limitar oferta de oxigênio para atingir saturação alvo CPAP- Continuous Positive Airway Pressure Pacientes menores de 28 dias de vida ou idade gestacional corrigida internados no H.C.M. Suporte respiratório que fornece pressão positiva contínua através de uma interface (PRONGA) melhorando o desconforto respiratório com incremento da oxigenação e ventilação INDICAÇÃO: ● TODOS as Rn menores de 34 semanas ou 1.500g com qualquer sinal de desconforto respiratório. Iniciar o mais precoce possível; . ● Rn menor de 32 semanas nas UTI Neonatal; . desconforte respiratório moderado ou grave (BSA>5) ou falha do Halo/Hood = SDR, SAM, TTRn, Pneumonia, PCA, atelectasias; ● pós extubação em todos os menores de 1500g ou 34 semanas de idade corrigida; ● apnéia da prematuridade - Efeitos Fisiológicos do CPAP: 1- Respiratório: . estabiliza e aumenta os diâmetros das vias aéreas superiores (previne oclusão e reduz a resistência); . reduz trabalho respiratório; . otimiza atividade do diafragma; . previne colapso alveolar e melhora complacência ( aumenta volume minuto e reduz trabalho); . aumenta capacidade residual funcional; . conserva função do surfactante; . redistribui líquido alveolar; Atenção: 2- Cardiovascular: . aumenta a pressão intratorácica = redução do retorno venoso e débito cardíaco (DC); . altera resistência vascular pulmonar se hipo ou hiperinsuflação; 3- Outros: . reduz perfusão renal (queda do DC); . distensão gástrica. Atenção para evitar precipitações nos tubos que favorecem o aumento do índice de PAV. • Aparelho Baby Pap com: - Blender - Fluxômetro - Mangueira de O₂ e Ar compr. - Frasco graduado de bolhas com regulador de pressão - Aquecedor de copo (110 v) MATERIAIS – CPAP •Kit com 2 traquéias •Gaze •PRONGA •Equipo macro •Touca • Frasco de AD 500ml •Velcro (macio e áspero) • Copo CPAP (metal) •Tegaderm •Umidificador ou Bico CPAP: sempre com umidificador ● T° de 36,8 a 37,3° com AD estéril instalada 250ml equipo macrogotas (troca equipo 96/96H) e jarra de bolhas com 5 a 6cm de AD. ● Nunca colocar bronca no nariz do RN, ao menos que já tenha avaliado todo o bom funcionamento do CPAP. ● Pontas da pronga nunca em contato com o fim do septo para evitar lesões. ● Cuidados com fixação: Não solar pontas das prongas durante fixação evitando que desestabilize o alinhamento. Touca do tamanho e colocação correta. ● Cabeceira elevada 30°. ● Fluxômetro do CPAP a 8l/min. ● Fixação com velcro no busto e fixação da pronga na touquinha com auxílio de alfinetes e elásticos. . Vigilância contínua de TODA a equipe a cada 2 horas: avaliar posição e fixação da pronga, perfusão do septo, pressão do ventilador e borbulhamento do líquido no recipiente, nível do líquido (evaporação e temperatura); . manter umidificação e esvaziar periodicamente a água condensada no circuito; Distensão abdominal associada a CPAP: Inserir de sonda gástrica n°6 para diminuição da pressão de ar na região do estômago, abrindo e eliminando o ar 30min antes de sua utilização, e realizando sua testagem com 1ml de ar, mas retirando o mesmoapós confirmação do correto local(prender com fita na incubadora evitando retorno de conteúdos gástricos, se necessário utilizar saco coletor na ponta da sonda).Avaliar conteúdo gástrico aspirado, se característica de leite materno avaliar junto a enfermeira e prosseguir, se anormalidades como sangue ou conteúdo escuro, anormal, interromper a consulta médica de como irá prosseguir. POP : CPAP em criança com jejum, indicado sonda n°8, mas sempre prezando evitando o risco de perfuração. Seguir auscultando RHA, testagem da sonda e aspiração de ar de 2-4 h ou manter aberta! DIETA E CPAP - A fixação da SOG deverá ser fixada no queixo da criança. OBSERVAÇÃO POP: se dieta por gavagem(gravitacional), administrar dieta, fechar a sonda, esperar 15-20 min antes da abertura para retirada de ar. Sonda nunca deve permanecer preenchida com leite. Dieta gavagem: correr em 30 minutos(não exceder 1ml/hora em menores de 28 semanas), no máximo 35 min(*pop:40min), sempre que possível administrar segurando e observando, pois se administração com seringa fixada corre risco de o RN puxar e deslocar sonda. Avaliar RHA. SNG: medição da segunda marcação da ponta da sonda na pontinha do nariz, lavando até o lóbulo da orelha seguindo até a ponta do apêndice xifóide. (Se SNE seguir até cicatriz umbilical). Cuidados com sonda: sempre auscultar OBS: ● Sondas alimentação: fita amarela ● Cateteres Venosos: fita azul ● Cateteres Arteriais: fita vermelha Identificação de cateteres com fita contendo: Data de inserção do cateter; data curativo e número do cateter. Contra indicações CPAP Ventilação mecânica invasiva somente se : -Rn incapaz de manter respiração espontânea efetiva; -distúrbio hemodinâmico grave; -hérnia diafragmática; . ABDOMINAL: -enterocolite necrosante; -doença obstrutiva gastrintestinal alta; defeito de fechamento de parede abdominal (gastrosquise, onfalocele[nunca posicionar Decúbito ventral]) FACE: anormalidades craniofaciais (atresia de coanas, fissura palatina); - Apnéia recorrentes -Falha do CPAP inicial -Alterações na gasometria arterial -Sat<90% com FiO2>50% -Persistência do desconforto respiratório Uso de surfactante exógeno: RN<37 semanas Normalmente <31 sem com SDR com confirmação radiológica que estão em O2 e VM. Profilático: 15min de vida em RN <31 sem na SP ● Dose inicial: 100 mg/Kg Se lesões extensas ou uso tardio considerar 150 a 200 mg/Kg Preferir Naturais Administração de corticoide antenatal(24-37 sem com risco de parto prematuro em 7 dias seguintes), junto com o uso do CPAP precoce e a terapia de surfactante(avaliar) : Tem melhor efeito e sucesso na terapia, prevenindo SDR -Administração via traqueal ● (aspirar 10 a 15 min antes de administrar) ● administrar com canula duplo lúmen e na ausência canula de aspiração traqueal n°5 ● Instalar em 30 a 60 seg ● Verificar antes a posição da cânula e se após administração houver queda da saturação e diminuição da frequência cardíaca: interrompe, verificar novamente e utiliza ventilador manual a 1000% de oxígeno para estabilizar ● Parâmetros ventilador na administração: ● Cuidados apos: Não aspirar na priemira hora exceto se sinais de obstrução Monitorização parâmetros respiratorios e cardiacos ● Parâmetros ventiladorapós administração: -Diminui risco de mortalidade -Melhora a oxigenação e complacência pulmonar -Indicada RN de alto risco para desenvolver SDR ORIENTAÇÃO AOS PAIS •Abordar os pais no hall de entrada •Apresentar-se ao familiar • Explicar sobre condição do RN antes de entrar • Orientar sobre toque terapêutico •Acompanhar primeira visita ao RN junto aos pais explicando a função de cada dispositivo Sara Paulino dos Anjos Cartão:24035 Enfermeira Assistencial UTI NEO - HCM Enterocolite necrosante Síndrome clínico-patológica definida como inflamação e necrose de coagulação idiopática do intestino do recém-nascido. Fatores de Risco: 1.Asfixia Perinatal 2.Amniorrexe Prematura(ruptura de membranas antes do início do parto) 3.Prematuridade 4.Hipotermia 5.Hipóxia 6.Hipotensão 7.Cateterismo umbilical (CUIDADOS COM MANIPULAÇÃO, evitando sempre a contaminação do cateter). 8.Malformações digestivas Atentar: •Sangue nas fezes; •Distensão abdominal(Atenção quando uso de CPAP) •Abdômen endurecido, sensível ao toque; •Mudança na cor da pele abdominal(hiperemiada, acinzentada ou azulada) •Vômitos, com aspecto bilioso; •Intolerância alimentar; •Hipotensão; •Sinais de infecção, como apnéia, instabilidade térmica, letargia e irritabilidade. •Alteração da perfusão periférica. TRATAMENTO •Jejum Oral •SOG Aberta •Reposição das perdas •Tratamento da hipotensão arterial •Iniciar ATB se comprometimento intestinal •Abordagem cirúrgica se necessário COMPLICAÇÕES •Sepse •Estenose(estreitamento) •Má absorção •Fístulas (comunicação anormal entre duas estruturas) •Abscessos •Colestase (diminuição ou interrupção do fluxo biliar) •Síndrome do intestino curto(após ressecção extensa de alças necróticas): leva a má absorção dos nutrientes. FATOR EFICIENTE NA DIMINUIÇÃO DO RISCO E PREVENÇÃO: COLOSTROTERAPIA *também diminui sepse tardia e PAV Educação com a mãe é se suma importância para a promoção da colostroterapia. Não há contraindicação. Realizar 1 ml de leite cru de preferência pois maiores benefícios imunobiológicos e nutritivos, com auxílio de seringa depositando em gotas no quanto de cada lado da boca do RN. O COLOSTRO é rico em citocinas e outros agentes imunológicos que fornecem proteção bacteriostática, bactericidas, antiviral, anti-inflamatória e imunomoduladora contra infecções, impedindo a ação de germes patogênicos. Rico em fatores de defesa, onde também estão presentes os fatores de crescimento ou tróficos , promovem ação trófica sobre os enterócitos (camada superficial do intestino delgado). Possui substâncias pré e probióticas, que determinam a colonização do trato gastrointestinal com uma flora saprófita, que passa a competir com a flora patogênica da unidade. Pode ser utilizada de 3 maneiras, entre elas: 1.a higiene oral feita com colostro; 2.a lavagem gástrica feita com colostro; 3.a administração orofaríngea de gotas colostrais. Como realizar: 01.Colocar gorro e mascara; 02.Lavar as mãos; 03.Sentar-se confortavelmente, realizar massagem com movimentos circulares, da região areolar até a base da mama; 04.Segurar a mama com a mão e colocar o recipiente próximo a ela; 05.Colocar o polegar acima do mamilo e o indicador abaixo do mamilo, na transição aréola-mama; 06.Pressionar a mama um pouco para trás, na direção do tórax; 07.Pressionar os seios lactíferos, entre o indicador e o polegar abaixo da aréola; 08.Pressionar e soltar; 09.A princípio o leite pode não vir, com repetidas pressões, ele começa a pingar; 10.Pressionar e soltar (não deve doer, se doer a técnica está incorreta); 11. Ordenhar uma mama pelo menos 3-5 min., até que o leite flua lentamente, ordenhe o outro lado e repita o processo em ambos os lados; 12.Usar cada uma das mãos para cada um dos lados, e mudar quando cansar; 13.Após ordenha, aplicar no canto da bochecha 0,2 ml a 0,5 ml, dividindo esse volume entre os dois lados. 14.Caso consiga apenas gotas de colostro na ordenha, utilize o cotonete umedecido com o colostro e após passe no canto da bochecha dos dois lados. 15.Repita de 3/3 horas pelo menos por 48 horas ou conforme prescrição médica. Obs: não realizar colostroterapia no RN SE JÁ HOUVER O DIAGNÓSTICO de enterocolite. Controle da Dor e Manuseio em Procedimentos Dolorosos •Bainhas de mielina nas celulas neurais a partir da 30ª semana, o que reflete na sensação dolorosa prolongada e intensa em <30sem. •Alterações da FC, FR, PA, saturação, perfusão periférica,temperatura •Apnéia •Alterações hormonais (resposta ao stress) •Alteração do fluxo sanguíneo cerebral •Alterações comportamentais ● Diminuição do limiar de sensibilidade à dor. ● Hiperalgesia ● Percepção alterada de estímulos não nocivos como se fossem dolorosos. ● Sensibilização Altera todas as funções do neurodesenvolvimento. Prevenção: ● Ambiente calmo e minimizar o máximo de ruídos.OBS: Redução da luminosidade, favorece uma melhora na qualidade do sono, diminuição do estresse e estimulação ao ganho de peso. ● Posição do Recém nascido: se atentar para posturas flexoras e extensoras ● Manipulação Mínima Protocolo Manipulação Mínima ● Manipular a cada 8 horas (8 às 16, 24 e 08 horas); ● Neste momento realizar todos os procedimentos, exemplo: examinar (todas as equipes) troca de fralda, rodízio oxímetro, aspirar se necessário, testar sonda, trocar fixação de CPAP, tubo, sonda; ● Manter alinhamento do pólo cefálico; ● Manter cabeceira 30°; ● Cobrir toda incubadora/berço com lençol para controle de luminosidade; ● Realizar controle de ruídos; ● Não utilizar SF 0,9% para aspirar TOT, aspirar apenas se necessário, avaliar o RN; ● Realizar higiene oral com cotonete utilizando colostro da mãe (colostroterapia); ● Exceção: apenas se intercorrência manipular o RN fora dos horários estipulados; ● Neste período não pesar. Posição: preferencial Dorsal, mas nunca Frontal! ● Uso mínimo de Fitas Adesivas ● Controle da dor em procedimentos ● Estimular contato com pais(Método Canguru) ● Tratar RN com gentileza e habilidade na manipulação. ● Quais procedimentos requerem analgesia? Procedimentos dolorosos que podemos utilizar as medidas para controle da dor: •Punção arterial, venosa, lombar, suprapúbica •Ventilação mecânica •Pós-operatório •Intubação •Inserção/remoção de dreno torácico •Troca de curativos •Passagem de PICC e duplo lúmen Medidas Não Farmacológicas ● Contenção gentil *em procedimentos expor somente o membro alvo do procediemento”. *apoiar tronco evitando movimentos bruscos NUNCA:Cruzar o membro a ser puncionado pelo tórax ou quadril do RN, isso favorece o aumento da pressão exercida sobre o membro a ser puncionado, podendo levar a lesões físicas como fraturas. Não contenção do RN e o desalinhamento do corpo para a realização do procedimento, além do apoio no tronco de forma equivocada, gerando pontos de maior pressão na região torácica ● Sucção não nutritiva ● Uso de solução de glicose 25%(casos muito doloros ou bebês agressivos/agitados no momento do procedimento)*RN pode ser lateralizado, porém o alinhamento do corpo deve ser mantido ✔São a primeira escolha e devem sempre estar presentes isoladas ou combinadas durante a realização do procedimento. ✔O leite materno ordenhado também pode ser utilizado no lugar da glicose. ✔Procedimentos como a punção de calcâneo para coleta do teste do pezinho podem ser realizados com o RN em posição canguru ou até mesmo, sob amamentação. Medidas Farmacológicas ✔Devem ser utilizados após a falha do uso das medidas não farmacológicas ou nos pacientes nos quais existe a impossibilidade da aplicação destas. ✔Envolve a utilização de analgésicos, por via oral ou endovenosa, após a avaliação do RN em conjunto com a equipe médica. Avaliar dor pela Escala de NIPS Sempre avaliar, junto aos SSVV. Em casos de procedimentos: realizar antes e após. RELATAR NA EVOLUÇÃO!!!! 5° sinal vital POSICIONAMENTO TERAPÊUTICO Benefícios ➔ melhor ventilação pulmonar ➔ sincronia respiratória e toracoabdominal ➔ desenvolvimento motor ➔ estímulos proprioceptivos, táteis, visuais e gravitacionais ➔ Prevenir vícios e assimetrias posturais e deformidades cranianas(utilização da rosquinha[também prevenindo LPP em occipital) ➔ Reduz a necessidade de dias em ventilação pulmonar mecânica e incidência de HPIV, garantindo a estabilidade autonômica e as habilidades de autorregulação Riscos e Resultados do Mau posicionamento: ● Problemas na respiração, sucção e deglutição ● Refluxo gastroesofágico ● Broncoaspiração ● Agitação ● Lesões ● Apneia ● Extubação acidental ● Fixação em posturas que não facilitam o desenvolvimento sensório motor ● Dificuldade no desmame ventilatório e de oxigênio ● Perda de sonda, acessos venoso e cateteres Supino Prona – Padrão flexor LATERAL •Facilidade de acesso e de visualização de bebê •Hiperextensão de pescoço •Elevação do ombro •Aumenta e distribui a pressão abdominal •Melhora a área de justaposição •Evitar a hiperextensão do pescoço e tronco •Promover a auto – organização e a simetria •Retração da escápula •Achatamento da cabeça •Maior efeito da gravidade •Não promove flexão •Mais estressante •Otimiza a função diafragma •Reduz o esforço respiratório •Aumenta a estabilidade da parede torácica •Anti refluxo Prona •Reduz episódios de refluxo gastroesofágico •Promove a estabilidade de caixa torácica •Melhora a função dos músculos respiratórios •Atenua a respiração irregular – sono REM •Proporciona sono quieto •Promover a organização e diminuir a irritabilidade •Maior tempo de sono, menor FC e padrão respiratório mais estável •Melhorar as respostas flexoras dos membros e de linha média •Favorecer a atividade visual e a coordenação visual motora •Promover estabilidade postural •Melhorar esvaziamento gástrico •Permitir o contato entre mãos e o levar a mão à boca •Tem sido a postura mais recomendada para bebês na UTI, pois encoraja movimentos contra a gravidade e o desenvolvimento do tônus postural com maior flexão e simetria Posicionamento anti refluxo •Cabeceira 30 graus •Decúbito lateral esquerdo (evita refluxo devido a anatomia do estômago) •Não sentar •Canguru Reconciliação Medicamentosa Reconciliar em prescrição hospitalar os medicamentos de uso contínuo do paciente para evitar ou minimizar erros de transcrição, omissão, duplicidade terapêutica e interações medicamentosas. Na admissão de paciente: - Questionar o cliente ou responsável se realiza uso de medicamento contínuo. Em casos dentro da UTI NEONATAL - devemos questionar sempre quando o bebê vem de casa, de outro setor, ou uma re-internação. Se a resposta for NEGATIVA: Relatar em prontuário – Evolução de Enfermagem. Ex: Reconciliação medicamentosa: não se aplica. Se a resposta for POSITIVA Listar todos os medicamentos que utiliza, incluindo nome, dosagem, frequência e via de administração. Se as medicações de uso contínuo estiverem com o cliente, deve-se recolher os mesmos e armazenar na gaveta do setor, dando orientações ao responsável como será administrado a partir de sua entrada no hospital. Em seguida comunicar à equipe médica e farmacêutico para validar as medicações. Se houver recusa do cliente/responsável o enfermeiro deverá aplicar o termo de recusa consentimento informado ➔ O enfermeiro deve pegar a lista de medicações e comparar a mesma com a prescrição médica de admissão, transferência entre unidade e alta hospitalar. Em transferência de setor, registrar o cuidado para medicação que precisam ser reconciliados.