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Manual do Professor Ensino Fundamental – Anos Iniciais Componente curricular: Ciências Ciências Rogério G. Nigro 2 o ano CAPA_APIS_PNLD_CIE_2ºANO-MP.indd 1 12/18/17 3:48 PM Rogério G. Nigro Doutor em Ensino de Ciências e Matemática pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Mestre em Biologia pelo Instituto de Biociências da USP Pesquisador em ensino e aprendizagem de Ciências Ex-professor na rede particular de Ensino Fundamental e Médio Assessor de escolas na rede particular de Ensino Fundamental e Médio 3a edição São Paulo, 2017 Atualizado de acordo com a BNCC. Ensino Fundamental – Anos Iniciais Componente curricular: Ciências Manual do Professor Ciências o ano2 2APISCie_Gov19At_INICIAIS_001_Front_PROF.indd 1 11/11/19 11:55 AM II Direção geral: Guilherme Luz Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas Gestão de projeto editorial: Tatiany Renó Gestão e coordenação de área: Isabel Rebelo Roque e Tatiana Leite Nunes Edição: Gustavo Eiji Kaneto, Mayra Sayuri Hatakeyama Sato, Regina Melo Garcia e Sabrina Nishidomi (editores), Larissa Zattar (assist.) Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga Planejamento e controle de produção: Paula Godo, Roseli Said e Marcos Toledo Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.), Rosângela Muricy (coord.), Ana Curci, Ana Paula C. Malfa, Arali Gomes, Célia Carvalho, Cesar G. Sacramento, Daniela Lima, Gabriela M. Andrade, Luciana B. Azevedo, Maura Loria, Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Paula T. Jesus, Raquel A. Taveira e Tayra Alfonso Arte: Daniela Amaral (ger.), André Gomes Vitale (coord.) e Alexandre Miasato Uehara (edição de arte) Diagramação: Alexandre Miasato Uehara (edit. arte) Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Roberto Silva (coord.) e Douglas Cometti (pesquisa iconográfica) Licenciamentos de conteúdos de terceiros: Cristina Akisino (coord.) e Luciana Sposito (licenciamento de textos) Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin Design: Gláucia Correa Koller (ger. e proj. gráfico) e Talita Guedes da Silva (proj. gráfico) Ilustração de capa: ArtefatoZ Todos os direitos reservados por Editora Ática S.A. Avenida das Nações Unidas, 7221, 3o andar, Setor A Pinheiros – São Paulo – SP – CEP 05425-902 Tel.: 4003-3061 www.atica.com.br / editora@atica.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Nigro, Rogério G. Ápis ciências, 2º ano : ensino fundamental, anos iniciais / Rogério G. Nigro. -- 3. ed. -- São Paulo : Ática, 2017. Suplementado pelo manual do professor. Bibliografia. ISBN 978-85-08-18781-2 (aluno) ISBN 978-85-08-18782-9 (professor) 1. Ciências (Ensino fundamental) I. Título. 17-10620 CDD-372.35 Índices para catálogo sistemático: 1. Ciências : Ensino fundamental 372.35 Índice para catálogo sistemático: 1. Ciências: Ensino fundamental 372.35 2017 Código da obra CL 713466 CAE 728823 (AL) / 728781 (PR) 3a edição 1a impressão Atualizado de acordo com a BNCC. Impressão e acabamento 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 2 6/11/20 12:21 PM Apresentação IIIMANUAL DO PROFESSOR Este é o Manual do Professor desta coleção de Ciências. Ele tem como objetivo auxiliá-lo no seu dia a dia em sala de aula. Afinal, quantas vezes você já pensou em melhorar suas aulas, mas não soube exatamente o que e como fazer? Uma dica inicial é prestar atenção à forma como você interage com os alu- nos. Por exemplo, você costuma fazer perguntas dirigidas a eles? As questões elaboradas estimulam a imaginação dos alunos? E quando essas perguntas são feitas você oferece tempo suficiente para que elas sejam respondidas? O bom uso do tempo é algo precioso em nossas aulas; afinal, além de promover domínio dos assuntos que serão trabalhados em sala de aula, é importante também possibilitar aos alunos que desenvolvam certos “hábitos de mente” – como a crítica baseada nas evidências observadas – e que adqui- ram atitudes compatíveis com as dos cientistas – como a curiosidade e a ho- nestidade no tratamento das informações. Em síntese, o curso de Ciências deve possibilitar aos alunos lidar com o que acontece ao nosso redor e conosco, assim como um cientista faria. Essa visão científica é fundamental, pois possibilita muitas coisas, como o desenvolvimen- to de empatia pela natureza. É por isso que é tão importante que, no contex- to escolar, sejam criadas situações nas quais os alunos “façam ciência” em sala de aula. O pequeno cientista que existe dentro de cada criança deve ser instigado, bem cultivado e provocado para sair do estado de dormência e germinar. Então, professor, procure colocar isso em prática nas suas aulas. Espero que esta coleção o ajude nessa tarefa. Boa sorte e boas aulas! O autor 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 3 12/9/17 3:00 PM IV MANUAL DO PROFESSOR SUMçRIO Orientações gerais I. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .V Um novo mundo, uma nova ciência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .V Ciências na escola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .V II. Fundamentos teóricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .VII Novas metodologias para o ensino de Ciências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .VII Como aproximar as concepções dos alunos do conhecimento que se quer ensinar? . . . .VII Conteúdos procedimentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VIII Conteúdos atitudinais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XIII Conteúdos conceituais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XV A BNCC na coleção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XVII O planejamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXI O V do planejamento: uma modificação do V do conhecimento para o planejamento de unidades didáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXI A avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXII Momentos da avaliação e a coleção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXIII A avaliação de atitudes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXIII III. Estrutura geral da coleção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXV Início do livro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXV Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXV Conheça seu livro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXV Sumário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXVI As unidades didáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXVI Capítulos organizados como módulos didáticos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXVII Estrutura do capítulo didático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXVII Início do capítulo organizado como módulo didático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXVIII Desenvolvimento do capítulo didático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXIX Fim do capítulo didático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXXI Fim da unidade didática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXXI Fim do livro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXXI Material Digital do Professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XXXI IV. Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXII Reprodução do Livro do Estudante com orientações específicas .......................................................................................1 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 4 12/9/17 3:00 PM VMANUAL DO PROFESSOR I. Introdu•‹o Um novo mundo, uma nova ciência É possível que, quando você tinha aulas de Ciências na escola, muitos dos recursos tecnológicos atuais já fossem bastante usados. Para alguns de nós, porém, essa foi uma época em que poucas pessoas possuíam computador. Alguns equipamentos domésticos, como o forno de micro-ondas, ainda não eram tão populares quanto hoje. Nos escritórios, quem imaginaria que os documentos poderiam ser transmitidos via e-mail ou telefone celular? Naquele tempo, falava-se muito na necessidade de construir mais hidrelétricas e na pers- pectiva de exploração das riquezas minerais da natu- reza, mas não se ouvia quase nada sobre proteção ao meio ambiente. Se naquela época todos se empolgavam com o desenvolvimento, com a ciência e com a tecnologia, atualmente a maioria das pessoas não tem uma opi- nião tão ingênua em relação a esses temas. Afinal, estamos mais cientes das consequências do desen- volvimento científico e tecnológico: discutimos o efei- to estufa e o aquecimento global; preocupamo-nos com a destruição da camada de ozônio e com o uso de alimentos transgênicos; intrigamo-nos com a po- lêmica da clonagem de mamíferos; questionamos se a fortuna despendida no programa de exploração do planeta Marte não seria mais bem gasta no combate à fome do mundo. Portanto, muita coisa mudou desde a época em que alguns de nós iam à escola. O conhecimento cien- tífico e tecnológico avançou e as ideias dos cidadãos a respeito da ciência e da sociedade também se trans- formaram. Assim, é de se esperar que as crianças de hoje, ao estudar Ciências na escola, aprendam algo que as aju- de a viver melhor, a construir um mundo no qual ciên- cia e tecnologia se conciliem com o bem-estar, com a proteção ao meio ambiente e com a melhoria da qua- lidade de vida. Cabe então perguntar: Se nossos alunos tiverem aulas de Ciências da mesma maneira que nós tivemos, será que esses objetivos serão atingidos? Ciências na escola Quando conversamos com outros professores e pais de alunos sobre as aulas de Ciências que tiveram na escola, alguns se recordam do quanto se empolgavam com o estudo dos planetas do Sistema Solar e dos cometas. Outros lembram como era interessante des- cobrir que a pressão atmosférica pode esmagar obje- tos. Outros falam entusiasmados da descoberta do poder de atração dos ímãs sobre materiais ferromag- néticos. Outros se lembram dos exóticos seres vivos que apareciam nos livros. Outros... Mas isso não acontece com todos os professores e pais. Quando questionados sobre as aulas de Ciências que tiveram, muitos somente se recordam de momen- tos tediosos, nos quais o professor e os alunos ficavam sentados, lendo livros. Isso está de acordo com uma análise que muitos estudiosos do ensino de Ciências fazem: antigamente, nas aulas de Ciências, o professor simplesmente lia o “livro dos conhecimentos científicos” com os alunos, que tinham de decorar tudo para fazer a prova. Se analisarmos bem, essa maneira de ensinar era, em parte, coerente com a visão de ciência e tecnologia que se tinha. Afinal, na época, por causa dos avanços tecnológicos e científicos, o mundo e a escola viviam uma espécie de “euforia tecnológica”. Um dos elemen- tos que caracterizavam essa “euforia” era a atenção voltada somente para os aspectos positivos da ciência e da tecnologia. Assim, o que a ciência apresentava era tido como verdade absoluta e, dessa maneira, os objetivos para o ensino de Ciências daquela época somente poderiam ser: ensinar a verdade que estava escrita nos livros de Ciências e valorizar a ciência como algo que possibili- tava ao ser humano dominar a natureza e até mesmo explorar o Universo. É certo que, nos dias de hoje, já não se concebe o conhecimento científico como verdade absoluta. Mui- to menos o ensino de Ciências deve ser visto como a memorização do “livro dos conhecimentos” ou como o ensino de algum método rígido de observação, for- mulação de hipóteses, elaboração de experimentos e conclusões. Atualmente temos acesso à informação mais facil- mente do que antes. Há mais jornais, mais revistas, mais canais de televisão. Também há a internet, algo que alguns de nós nem imaginavam que existiria e que po- deriam usar como fonte de pesquisa. Consequentemente, o ensino de Ciências atual de- ve se preocupar não apenas em trazer informações Orientações gerais 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 5 12/9/17 3:00 PM VI MANUAL DO PROFESSOR novas para os alunos, mas também em trabalhar com o que eles já sabem. Daí surgem questões como: • O que mais devemos ensinar se não somente infor- mações? • Como trabalhar com o que as crianças já sabem? • Como proporcionar um ensino-aprendizagem de Ciências que não se dê somente por transmissão- -recepção? Essas questões devem ser levadas em conta quan- do se deseja planejar e implementar um curso de Ciências adequado aos dias de hoje. Como vários professores-pesquisadores estão envolvidos em for- mular respostas a essas questões, algumas novas ideias vêm surgindo. Por exemplo, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), cuja versão homologada foi lançada em dezembro de 2018, propõe, para Ciên- cias, três unidades temáticas que se correlacionam: Matéria e energia; Vida e evolução; Terra e Universo. Na unidade temática Matéria e energia, nos anos iniciais, enfatiza-se “a construção das primeiras no- ções sobre os materiais, seus usos e suas proprieda- des" e "estimula-se ainda a construção de hábitos saudáveis e sustentáveis” (BNCC, p. 325). Valoriza-se a “construção coletiva de propostas de reciclagem e reutilização de materiais” (BNCC, p. 325) e também o reconhecimento da importância da água. Na unidade temática Vida e evolução, “as caracte- rísticas dos seres vivos são trabalhadas a partir das ideias, representações, disposições emocionais e afe- tivas que os alunos trazem para a escola” (BNCC, p. 326). É dada a devida importância às relações entre os seres vivos e o entorno. Finalmente, a unidade temática Terra e Universo, nos anos iniciais, objetiva “aguçar ainda mais a curiosi- dade das crianças pelos fenômenos naturais e desen- volver o pensamento espacial a partir das experiências cotidianas de observação do céu e dos fenômenos a elas relacionados.” (BNCC, p. 328). De forma coerente com as ideias de tratamento não isolado ou fragmentado dos conteúdos de aprendiza- gem, a BNCC (p. 329) aponta: “Essas três unidades temáticas devem ser consideradas sob a perspectiva da continuidade das aprendizagens e da integração com seus objetos de conhecimento ao longo dos anos de escolarização. Portanto,é fundamental que elas não se desenvolvam isoladamente.”. Sendo assim, devemos destacar que, em um curso de Ciências, é aconselhável procurarmos ensinar não somente proposições de diferentes disciplinas científi- cas (Astronomia, Biologia, Física, Geologia, Meteoro- logia, Química, etc.), mas também novas temáticas integradoras relacionadas às Ciências da Natureza, tais como Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), educação para a saúde e educação ambiental. Podemos dizer, simplificadamente, que: • a abordagem de Ciência, Tecnologia e Sociedade para o ensino de Ciências envolve o estudo da gê- nese do conhecimento científico, das consequên- cias da aplicação do conhecimento científico para a sociedade e do modo como a sociedade e a tec- nologia influem no desenvolvimento científico; • a educação para a saúde objetiva a melhoria da saúde da população; vai além do estudo das doen- ças e seus tratamentos e do estudo do corpo hu- mano, procurando atingir aspectos fundamentais, como o equilíbrio pessoal e o respeito na relação com os demais (atitudes dos alunos para consigo mesmos e para com o outro); • a educação ambiental relaciona-se ao ensino-apren- dizagem sobre o ambiente (os seres vivos, os ele- mentos não vivos e suas interações), no ambiente (quando vamos a campo fazer estudos) e para o ambiente (com a finalidade de conservação e trans- formação do ambiente, objetivando a melhoria da qualidade de vida). A conservação do meio ambiente e o equilíbrio pessoal relacionam-se profundamente com nosso es- tilo de vida (que é um dos fatores determinantes do bem-estar em relação a nós mesmos e à natureza). Isso implica que, como professores de Ciências, devemos nos preocupar em fazer com que o ensino de Ciências na escola leve os alunos a refletir sobre seu estilo de vida, a criticá-lo e até a modificá-lo. Sendo assim, fica claro que os objetivos do ensino de Ciências vão além do processo de ensino e aprendizagem de certas pro- posições conceituais. Eles buscam formar o cidadão, no sentido mais amplo. Estes livros de Ciências do 1o ao 5o ano do Ensino Fundamental foram planejados para dar essa nova for- mação científica ao aluno, futuro cidadão consciente das relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade, da necessidade de cuidar do ambiente e da sua própria saúde física e psíquica. Esperamos com esta obra dar a nossa contribuição para a existência de um mundo melhor no futuro. Um mundo que as nossas crianças vão construir. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral OK.indd 6 10/11/19 6:03 PM VIIMANUAL DO PROFESSOR II. Fundamentos te—ricos Novas metodologias para o ensino de Ciências Como dito anteriormente, era uma prática comum nas aulas de Ciências o professor ler o “livro dos conhecimen- tos científicos” com os alunos, que tinham de decorar tudo antes de fazer a prova. Essa maneira de ensinar era conhecida como “ensino por transmissão-recepção”. Como assinala Pozo (1997), “é claro que a aprendi- zagem, hoje, não pode ser somente uma atividade re- produtiva e acumulativa. Temos capacidade para lembrar o significado de uma frase de um livro mais do que da frase em si. E o significado que cada leitor dá para a mesma frase é diferente. Sendo assim, como podemos querer que os alunos repitam ou reproduzam frases exa- tamente tal como foram ditas ou lidas?”. Essas ideias nos fazem pensar sobre as limitações do ensino por transmissão-recepção. Mas como ensinar as crianças de modo que não se limitem simplesmente a memorizar informações? Como incentivá-las a dar significado àquilo com que tomam contato em aula? De acordo com Phillips e Norris (1999), poderíamos dizer que, sozinhos, os estudantes não tendem a inte- grar o seu conhecimento prévio às informações novas que recebem, de forma que se aproximem dos conhe- cimentos científicos. Eles necessitam da orientação precisa e eficiente do professor para não aceitar pron- tamente as afirmações que lhes são oferecidas (nos textos, pela televisão, etc.) nem fazer como era feito no passado: “memorizar o que o livro diz”. Portanto, devemos estar atentos para o fato de que os alunos possuem concepções prévias sobre os assun- tos que serão estudados e, como professores, temos de possibilitar uma interação entre esse conhecimento da criança e o conhecimento que se deseja ensinar. Mas como fazer isso? Como aproximar as concepções dos alunos do conhecimento que se quer ensinar? Uma possível resposta é apresentar aos estudantes situações que criem um conflito cognitivo, ou seja, si- tuações para as quais as explicações ou previsões dos alunos não resolvam satisfatoriamente um problema ou estejam em desacordo com fatos observados. Os conflitos cognitivos impõem um desequilíbrio, que pode ser encarado como o início do caminho pa- ra que uma concepção prévia seja remodelada, ocor- rendo assim uma mudança conceitual nos estudantes. Entretanto, isso não basta para que os alunos modifi- quem suas concepções, aproximando-as das científicas. Muitas vezes, diante de um conflito, eles podem for- mular ideias e explicações que não são concordantes com aquilo que estabelece a ciência formal. E o que pode ser feito para propiciar que as concep- ções dos alunos, no ambiente escolar, sejam remodeladas, de forma que se aproximem do co nhecimento científico? Atualmente, cada vez mais se acredita que um pos- sível caminho seja não somente colocar os alunos em situações de conflito cognitivo, mas também oferecer- -lhes oportunidades para que façam “investigações” em sala de aula. Logicamente, as investigações em sala de aula não devem ser confundidas com aquelas dos cien- tistas que trabalham nas fronteiras do conhecimento. Observe o quadro a seguir, que traz uma ideia ge- ral de algumas atividades relacionadas à prática de investigações em sala de aula (National Research Council, 1996 apud Aleixandre, 1998). ALGUMAS ATIVIDADES RELACIONADAS À PRÁTICA DE INVESTIGAÇÕES EM SALA DE AULA • Realizar observações. • Fazer perguntas, propor e resolver problemas. • Examinar livros e outras fontes. • Planejar investigações. • Revisar e reprensar o que já se sabe à luz de novas informações. • Obter evidências experimentais. • Reconhecer, analisar e interpretar dados. • Propor explicações e predições. • Comunicar os resultados e as conclusões. Um dos argumentos que justificam a implementa- ção do ensino de Ciências como investigação é o fato de que o conhecimento produzido pelo senso comum, diferentemente do conhecimento científico, é fruto de uma maneira superficial de interpretar o mundo. Por- tanto, para que as concepções dos alunos avancem além do senso comum e se aproximem das científicas, é necessário ocorrer uma superação dessa “metodo- logia de superficialidade” com que se interpreta o mun- do natural (Gil-Pérez, 1991). ASPECTOS DA METODOLOGIA DE SUPERFICIALIDADE • Tendência a generalizar acriticamente, com base nas observações. • Observações são geralmente não controladas. • Leva a respostas rápidas e seguras, baseadas em evidências do “senso comum”. • Raciocínios costumam seguir uma sequência causal e linear. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 7 12/9/17 3:00 PM VIII MANUAL DO PROFESSOR Conteúdos procedimentais Os conteúdos procedimentais referem-se ao “saber fazer”, ou seja, envolvem o ensino-aprendizagem de ações específicas. Por isso, podemos dizer que estão relacionados à aprendizagem de técnicas, métodos e destrezas. Sem dúvida, muitas ações específicas podem ser ensinadas aos alunos. Mas você sabe quais delas se relacionam diretamente com o ensino de Ciências? De forma geral, podemos dizer que os conteúdos procedimentais a serem ensinados-aprendidos em Ciências não são unicamente aqueles relacionados à aprendizagem do método experimental ou à do mé- todo científico, mas incluem métodos para o trabalho de investigação, técnicas gerais de estudo, estratégias que possibilitam e facilitam a comunicação, estabele-cimento de relações entre conceitos, destrezas ma- nuais, entre outros. Alguns professores costumam sentir dificuldade de identificar quais ações específicas estão sendo ensinadas nos cursos de Ciências que ministram. Isso ocorre com certa frequência, pois, na prática, ainda não é costume explicitar os conteúdos procedimen- tais que são objetivo do processo de ensino e apren- dizagem. Para nos ajudar nesse trabalho, é muito útil conhe- cer alguns procedimentos relacionados aos métodos investigativos, como os apresentados a seguir (Pro Bueno, 1995). Com base nesta lista, podemos analisar as atividades propostas aos alunos e avaliar: Essas ati- vidades estão a serviço da aprendizagem de quais pro- cedimentos? MÉTODOS INVESTIGATIVOS TÉCNICAS DE ESTUDO ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO DESTREZAS MANUAIS POR EXEMPLO CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS (EM CIæNCIAS) ASPECTOS RELACIONADOS À SUPERAÇÃO DA METODOLOGIA DE SUPERFICIALIDADE • Supera evidências do senso comum. • Introduz formas de pensamento mais rigorosas, críticas e criativas. • Obriga a imaginar novas possibilidades (a título de hipótese). • Obriga a contrastar diferentes hipóteses em situações controladas. Sendo assim, o nosso papel como professores de Ciências, além de apresentar informações novas aos alunos, deve ser o de propor-lhes problemas e criar condições para que adquiram autonomia para resolvê- -los. Afinal, fazendo isso eles estarão ao mesmo tem- po enfrentando situações de conflito cognitivo, remodelando suas concepções e aprendendo a supe- rar a metodologia de superficialidade com que tratam o mundo. Portanto, o ensino de Ciências como investigação (também denominado por alguns autores ensino de Ciências por indagação) possibilita atingir vários obje- tivos de aprendizagem. ALGUNS OBJETIVOS DO ENSINO DE CIÊNCIAS COMO INVESTIGAÇÃO • Aprender a organizar, interpretar, criticar e dar sentido à informação. • Aprender a conviver com a diversidade e a relatividade de ideias e teorias e com a multiplicidade de interpretações da informação. • Não conceber os conhecimentos como verdades absolutas. • Estimular os alunos a continuar aprendendo ao sair da escola. • Favorecer o “aprender a aprender” e o desenvolvimento da autonomia dos alunos. Uma informação básica para quem quer implemen- tar o ensino de Ciências como investigação é pensar em ensinar os alunos a “aprender a aprender”. E para isso é extremamente importante propor-se a ensinar outros conteúdos, além daqueles de natureza concei- tual. Ou seja, somos adeptos da ideia de que, para que uma mudança na metodologia do ensino ocorra efeti- vamente nos cursos de Ciências, é necessário que haja também uma mudança nos conteúdos a serem ensina- dos-aprendidos. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 8 12/9/17 3:00 PM IXMANUAL DO PROFESSOR O processo de ensino e aprendizagem de conteúdos procedimentais Suponha que você forneceu aos alunos textos in- formando que, para realizar uma investigação, devemos fazer observações, pesquisas bibliográficas, experimen- tos, elaborar conclusões, etc. Será que isso é suficiente para que os alunos aprendam e sejam capazes de exe- cutar essas ações? Talvez não seja tão simples assim. Afinal, não é por memorização ou por saber quais são alguns possíveis passos de uma investigação científica que uma criança aprende procedimentos que a capacitam a realizar uma investigação. Então, o que devemos fazer para que os alunos aprendam procedimentos? Inicialmente precisamos considerar que, para apren- der conteúdos relacionados ao “saber fazer”, não basta “falar sobre” como se faz: é preciso “fazer” de fato! Isto é, para aprender procedimentos os alunos devem reali- zar ações. Não é novidade o fato de os alunos, em diferentes escolas do país, terem o costume de realizar certas ações, como observar, classificar, levantar hipóteses, realizar montagens experimentais, etc. Isso é muito positivo e pode ser considerado o primeiro passo a ser dado para possibilitar o ensino-aprendizagem de procedimentos. Entretanto, não podemos supor que os alunos, à medida que realizam ações, aprendem automaticamen- te procedimentos. Devemos, na verdade, planejar es- tratégias específicas que tornem possível aos alunos aprender procedimentos. Para fazer isso, além de oferecer aos alunos opor- tunidades de realizar ações, precisamos planejar estra- tégias que favoreçam a repetição de um procedimento. E mais ainda: é aconselhável que, ao repetir a execução de uma ação específica, o aluno o faça em contextos diferentes e significativos (assim aprende a utilizar de- terminado procedimento, em vez de só reproduzi-lo previsível e mecanicamente). Algumas outras sugestões ainda podem ser dadas: para os alunos terem uma referência de “como se faz”, devem conhecer situações-modelo, ou entrar em contato com alguém que esteja executando o procedimento que será ensinado-aprendido. Esse é o momento de estimular os alunos a refletir sobre as ações realizadas repetidas vezes, orientando-os a descobrir as maneiras de modificar e melhorar a execução de um procedimento. CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS PARA A REALIZAÇÃO DE UMA INVESTIGAÇÃO HABILIDADES DE INVESTIGAÇÃO • Observação de objetos e fenômenos: registro qualitativo dos dados e descrição das observações. • Medição de objetos e transformações: registro quantitativo dos dados; seleção de instrumentos de medida adequados; estimativa de uma medida e da precisão de um instrumento. • Classificação de objetos e sistemas: utilização de critérios para classificar; planificação e aplicação de chaves de categorização. • Reconhecimento de problemas: identificação do motivo pelo qual se estuda determinado problema; consciência do contexto do problema. • Formulação de hipóteses: estabelecimento de ideias que possam ser testadas para resolver um problema; dedução de previsões com base em uma pesquisa ou em conhecimento teórico. • Identificação e controle de variáveis: delimitação das variáveis relevantes e irrelevantes em um problema; estabelecimento de relações de dependência entre as variáveis. • Montagens experimentais: seleção de testes ou experiências adequados para testar uma hipótese; estabelecimento de uma estratégia de resolução adequada. • Técnicas de investigação: conhecimento de processos experimentais que podem ser úteis para o trabalho de laboratório; conhecimento de estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas. • Análise de dados: organização (quadros e tabelas) e representação de dados (gráficos); processamento dos dados e explicação do seu significado; formulação de tendências ou relações entre as variáveis. • Estabelecimento de conclusões: organização de resultados experimentais e avaliação crítica deles e do processo de obtenção; elaboração de informes científicos sobre o processo (relatório científico). DESTREZAS MANUAIS • Manejo de material e realização de montagens: manipulação adequada do material, respeitando normas de segurança; manipulação correta dos instrumentos de medida. • Construção de aparatos: realização de montagens previamente especificadas; reprodução ou invenção de aparatos, máquinas e modelos analógicos. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 9 12/9/17 3:00 PM X MANUAL DO PROFESSOR A sua mediação também se faz importante em outros aspectos. Como sabemos que os alunos não aprendem um procedimento de uma só vez, é acon- selhável pensar na gradação de dificuldades de de- terminado procedimento que o aluno está apren dendo. Explicando: no início da aprendizagem, devem-se realizar ações mais simples, evoluindo gra da tivamente para ações mais complexas. A progressão viabiliza a aprendizagem e permite que, aos poucos, os alunos aprendam e tenham maior autonomia para executar os procedimentos. No quadro abaixo apresentamos algumas ideias relacionadas ao sequenciamento de ALGUMAS IDEIAS RELACIONADASAO SEQUENCIAMENTO DE CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS EM CIÊNCIAS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 1o ao 3o ano 4o e 5o ano Com a ajuda do professor, formular estratégias de resolução e respostas a alguns problemas simples. Com a ajuda do professor ou autonomamente, formular estratégias de resolução e respostas a alguns problemas. Observar utilizando estratégias simples, fazer observações de aspectos qualitativos. Observar utilizando estratégias mais complexas, fazer algumas observações de aspectos quantitativos, fazer medições com aparelhos simples. Descrever, comparar, buscar regularidades, classificar utilizando poucas variáveis e enfocando mais aspectos qualitativos. Descrever, comparar, buscar regularidades, classificar utilizando mais variáveis e enfocando mais aspectos quantitativos. Reconhecer dados, elaborar listagens. Reconhecer e tabular dados. Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos simples. Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos mais complexos. Realizar pesquisas bibliográficas simples: utilizar poucas fontes e textos com poucas informações. Realizar pesquisas bibliográficas complexas: utilizar fontes variadas e textos com mais informações. Completar esquemas simples. Completar e começar a elaborar partes de esquemas complexos. conteúdos procedimentais para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Uma reflexão final pode ainda ser feita no que se refere ao ensino-aprendizagem de procedimentos: é certo que livros didáticos e textos informativos so- bre temas relacionados a Ciências podem ser eficazes para a criança “saber sobre” alguns assuntos. Mas como esses materiais podem contribuir para a crian- ça aprender a “saber fazer”? Nas páginas seguintes você conhecerá melhor esta coleção e saberá a resposta que ela oferece a essa questão. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 10 12/9/17 3:00 PM XIMANUAL DO PROFESSOR OBSERVAR E DESCREVER COMPARAR 114 UNIDADE 4 3 Analise os objetos do mural que está nesta página e na próxima. Depois, preencha o quadro indicando de que material esses objetos eram feitos antigamente e de que material costumam ser feitos hoje em dia. Objetos que usamos no dia a diaObjetos que usamos no dia a diaObjetos que usamos no dia a dia Do que era feito antigamente? Boneca Pano Carrinho Madeira, ferro Pião Madeira Ferro de passar Ferro Fôrma de gelo Metal Roupa Algodão Panela Ferro O ri o ri /S h u tt e rs to ck C a n b e d o n e /S h u tt e rs to ck R a q u e l L e o F in e z/ S h u tt e rs to ck Z e rb o r/ S h u tt e rs to ck A ri N /S h u tt e rs to ck D a n n y S m y th e /S h u tt e rs to ck E ln u r/ S h u tt e rs to ck Em geral, os brinquedos antigamente eram feitos de quais materiais? E hoje em dia, os brinquedos são feitos de quais materiais? Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si. 114 UNIDADE 4 M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra S l_ p h o to /S h u tt e rs to ck Em geral, os brinquedos eram feitos de madeira (caminhão e pião) e pano (boneca). Em geral, os brinquedos são feitos principalmente de plástico. Boneca. Carrinho. Ferro de passar. Panela. Roupa. Fôrma de gelo. Pião. 115 CAPÍTULO 8 4 Troque ideias com os colegas e responda às dúvidas das crianças que aparecem nesta página e na página anterior. Do que Ž feito hoje em dia? Plástico, pano, borracha Plástico, ferro Plástico Plástico predominantemente Plástico Lycra, náilon e outros sintéticos Alumínio, aço M ic h a e l K ra u s /S h u tt e rs to ck M ri M a n /S h u tt e rs to ck N e x u s 7 /S h u tt e rs to ck C h iy a c a t/ S h u tt e rs to ck B ri a n M u e lle r/ S h u tt e rs to ck D a n ie la M ig lio ri s i/ S h u tt e rs to ck S ta n is la v K h o k h o lk o v /S h u tt e rs to ck Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si. 115 CAPÍTULO 8 M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra Provavelmente, a madeira pegaria fogo. Roupa. Fôrma de gelo. Ferro de passar. Boneca. Carrinho. Pião. Panela. Será que alguma vez já tentaram usar madeira para fazer panelas? O que será que aconteceria? 135 CAPÍTULO 9 Observe as imagens e complete as fichas que começaram a ser feitas para comparar versões antigas e atuais de algumas invenções. 1 M ill en iu s/ S hu tt er st oc k M ar ia na S am pa io /A ce rv o da f ot óg ra fa Máquina de costura Antiga Atual Como funcionava : . Como funciona : . Relógio Antigo Atual Como funcionava : . Como funciona : . N ik ol a B ili c/ S hu tt er st oc k E du O liv er os /S hu tt er st oc k Os elementos representados nesta dupla de páginas não estão na mesma propor•ão de tamanho. A energia do movimento provocado por uma pessoa ao acionar o pedal da máquina fazia com que as peças da máquina se movimentassem Os relógios eram movidos a corda. Em um relógio a corda, à medida que a corda vai se ”afrouxando”, a energia vai sendo transferida para as peças do relógio, que se movem As máquinas de costura são elétricas. É a eletricidade que faz mover um motor, que, por sua vez, faz mover as peças da máquina Os relógios costumam ser movidos a eletricidade. A eletricidade pode ser proveniente de baterias CAPÍTULO 1 11 Vamos investigar os hábitos de um ser vivo? Como fazer 1. Escolha o ser vivo que você vai observar: um peixinho, um cão, um gato, um passarinho, etc. Atividade pr‡tica 2. Crie uma “caderneta de campo”: um bloco de notas no qual você fará as anotações daquilo que observar. 3. Comece a preencher a caderne- ta: primeiro, faça um desenho bem detalhado do ser vivo. 4. Faça várias observações durante o dia e anote tudo o que observar. Sempre indique a data e o horário da sua observação. V a le n ti n a P ro s k u ri n a /S h u tt e rs to ck F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m O que os animais comem? Você sabe o que diferentes seres vivos encontrados no Pantanal (o tuiuiú, o jacaré, o tamanduá-bandeira, a onça-pintada, a sucuri, o curimbatá, etc.) comem? Existem seres vivos que comem principalmente plantas e existem aqueles que se alimentam de outros animais. Alguns seres vivos, porém, podem ter uma dieta variada, incluindo vegetais e carne de animais. Leia a entrevista a seguir e fique sabendo como os cientistas fazem para observar os seres vivos e, assim, desvendar do que se alimentam. Com a palavra... Como é o seu trabalho? Eu observo macacos-prego na Mata Atlântica. Durante o dia vou seguindo os macacos e anotando o que observo. De que maneira você observa animais na natureza? Após localizar os animais, o importante é não assustá-los, man- ter uma boa distância e evitar encará-los. Uma vez que o animal aceita a sua presença, dizemos que ocorreu a “habituação”. Isso às vezes pode demorar muito tempo. Que observações você faz? Fazemos observações diretas, que são aquelas em que vemos os animais comendo folhas e frutos e algumas fêmeas amamen- tando. Outras vezes, as observações são indiretas, quando per- cebemos sinais de que os macacos mexeram nas plantas e arran- caram algumas de suas partes, notamos restos de frutos caídos e observamos restos de sementes nas fezes dos animais. O que você já descobriu sobre os hábitos alimentares dos macacos-prego? Os macacos-prego têm uma dieta bastante variada. Eles comem frutos, flores, insetos, pequenas aves, esquilos, rãs, ovos, etc. E quem caça os macacos-prego? Os macacos-prego podem ser presas de gaviões, onças e serpentes. A le x R ib e ir o /A c e rv o d o f o tó g ra fo Quando está traba- lhando, a bióloga Patri- cia Izar tem de ficar muito quietae atenta a tudo o que percebe na mata. Macaco-prego alimentando-se sobre galho de árvore. cerca de 40 cm (sem contar a cauda) Vamos descobrir do que os seres vivos se alimentam. 12 UNIDADE 1 Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo Observe que esta sequência favorece a aprendizagem de conteúdos procedimentais, como observação e descrição de objetos e fenômenos: é dada a oportunidade de as crianças realizarem uma ação (fazer os desenhos em caderneta de campo) e o modelo de ação (como os biólogos fizeram). Momento no qual o aluno exerce a ação de fazer comparações. Observe que nas atividades do 2o ano (A) as comparações são mais pontuais e qualitativas. Nas atividades do 4o ano (B) aumenta a complexidade das comparações, que deixam de ser tão pontuais. Exemplos de trabalho com procedimentos na coleção A B 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 11 12/9/17 3:00 PM XII MANUAL DO PROFESSOR CLASSIFICAR LEVANTAR HIPÓTESE ANALISAR DADOS Um momento no qual surge a oportunidade de os alunos realizarem a ação de classificar. Momento no qual os alunos têm a oportunidade de analisar dados. No primeiro caso (A), eles organizam os dados em quadros e tabelas. No segundo (B), as ilustrações são o veículo de expressão da explicação do conceito e de formulação de algumas tendências. Momento no qual o aluno é convidado a levantar uma hipótese: “Será que a luz vai atravessar todos os corpos?”. 18 UNIDADE 1 4 Observe os animais apresentados até agora. Agrupe-os de acordo com os critŽrios sugeridos. Critério 1 Animais com asas Coruja, borboleta, pato, libélula, joaninha, abelha, pica-pau, mosca, mosquito. Animais sem asas Serpente, aranha-de-jardim, caracol, minhoca, lesma, esquilo, cachorro, formiga, ser humano, cágado, camarão, jacaré, água-viva, lagartixa, sapo, joaninha, peixe, polvo, anta. Critério 2 Animais com antenas Besouro, joaninha, borboleta, formiga, camarão, mosquito, abelha, libélula, mosca. Animais sem antenas Serpente, minhoca, lesma, caracol, peixe, aranha-de-jardim, jacaré, esquilo, pica-pau, água-viva, pato, cágado, ser humano, cachorro, lagartixa, sapo, anta, polvo, coruja. Critério 3 Animais com pernas Besouro, carrapato, aranha-de-jardim, borboleta, cachorro, formiga, jacaré, abelha, mosquito, mosca, libélula, joaninha, cágado, pica-pau, pato, ser humano, camarão, esquilo, lagartixa, sapo, anta, coruja. Animais sem pernas Serpente, minhoca, lesma, caracol, peixe, água-viva. critŽrio: o que serve de base para escolher, comparar, organizar, classificar alguma coisa. sapo, joaninha, peixe, polvo, anta.sapo, joaninha, peixe, polvo, anta. joaninha, abelha, pica-pau,joaninha, abelha, pica-pau, mosca, mosquito. mosca, mosquito. joaninha, cágado, pica-pau, pato,joaninha, cágado, pica-pau, pato, ser humano, camarão, esquilo,ser humano, camarão, esquilo, Il u s tr a ç õ e s : M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra Besouro, carrapato, aranha-de-jardim, Besouro, carrapato, aranha-de-jardim, borboleta, cachorro, formiga, jacaré, borboleta, cachorro, formiga, jacaré, abelha, mosquito, mosca, libélula, Il u s tr a ç õ e s : M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si. CAPÍTULO 7 99 Vamos investigar o que acontece quando a luz incide em diferentes corpos? Como fazer 1. Forme dupla com um colega. Vocês devem ficar a três passos de distância um do outro. 2. Enquanto um de vocês segura a lanterna, o outro vai segurar diferentes materiais, que serão iluminados. Comecem ilumi- nando a folha de papel vegetal. O que vocês observam? incidir: cair, bater, atingir ou refletir-se sobre uma superf’cie. Atividade prática Atenção Não olhe diretamente para a luz da lanterna e não a aponte para os olhos dos colegas. Material Cartolina Celofane incolor Lanterna Papel vegetal 3. Depois, iluminem a cartolina. O que vocês observam de diferente? 4. Por fim, iluminem o celofane incolor e verifiquem o que acontece. Troquem ideias com os colegas: A luz atravessa igualmente todos os corpos? F o to s : E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra 59 CAPÍTULO 4 59 CAPÍTULO 4 Observe algumas atividades físicas ilustradas nesta página. Troque ideias com um colega e numere as atividades físicas em ordem crescente, ou seja, da que gastamos menos energia para a que gastamos mais energia. 1 Ilu st ra çõ e s: H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d ito ra 1 3 6 8 5 7 4 2 28 UNIDADE 1 VOCÊ TAMBÉM SE DESENVOLVE COMO VOCÊ ERA DOIS ANOS ATRÁS? MUITO DIFERENTE DE HOJE? VEJA COMO MARCELA ERA EM DOIS MOMENTOS DE SUA VIDA. F o to s : M o n k e y B u s in e s s I m a g e s /S h u tt e rs to ck /G lo w I m a g e s MARCELA AOS 5 ANOS. MARCELA AOS 7 ANOS. AS FOTOGRAFIAS MOSTRAM A MENINA NO DIA DE SEU ANIVERSÁRIO DE 5 E DE 7 ANOS. COM 5 ANOS MARCELA TINHA 1,15 METRO DE ALTURA E CALÇAVA 29. ELA TINHA 20 QUILOS E GOSTAVA MUITO DE BRINCAR DE ESCONDE-ESCONDE. HOJE MARCELA TEM 7 ANOS. ELA TEM 1,25 METRO DE ALTURA, 27 QUILOS E CALÇA 32. ATUALMENTE, ELA GOSTA MUITO DE BRINCAR DE PULAR CORDA. MARCELA ESTÁ MUDANDO À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA. ELA ESTÁ SE DESENVOLVENDO. ISSO ACONTECE COM DIFERENTES SERES VIVOS. 1 PREENCHA O QUADRO ABAIXO COM AS INFORMA‚ÍES DO TEXTO: MARCELA 5 ANOS 7 ANOS ALTURA 1,15 metro 1,25 metro PESO 20 quilogramas 27 quilogramas NÚMERO DO CALÇADO 29 32 VAMOS ESTUDAR O DESENVOLVIMENTO E A REPRODUÇÃO DE ALGUNS SERES VIVOS. BA 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 12 12/9/17 3:00 PM XIIIMANUAL DO PROFESSOR Conteúdos atitudinais Quando se fala de atitudes que os alunos devem ter, é costume pensar, primeiro, em comportamentos como atenção na aula, respeito pelo professor, pon- tualidade na entrega de tarefas, etc. No entanto, se o professor simplesmente exigir tais comportamentos dos alunos, sem que eles tenham a oportunidade de atribuir-lhes um valor pessoal, não estará trabalhando conteúdos atitudinais, mas sim im- pondo aos alunos determinadas atitudes. Portanto, os conteúdos atitudinais não se referem ex- clusivamente a comportamentos a serem manifestados pelos alunos. Eles se referem, de forma geral, ao senti- mento ou ao valor que os alunos atribuem a determinados fatos, normas, regras, comportamentos ou atitudes. Como alguns conteúdos atitudinais são amplos e gerais, eles podem (e devem) ser trabalhados em todas as disciplinas curriculares existentes na escola. Valorizar a solidariedade, o respeito, a ajuda ao próximo são alguns exemplos desse tipo. Entretanto, existem outros conteúdos atitudinais que se referem mais especifica- mente à área de Ciências. Tais conteúdos costumam ser classificados em dois tipos: a. atitudes dos alunos em relação à ciência; b. atitudes científicas. As atitudes dos alunos em relação à ciência Essas atitudes se referem ao posicionamento pes- soal dos alunos em relação aos fatos, conceitos e mé- todos caracteristicamente científicos e também em relação aos profissionais que fazem ciência. Um exemplo desse tipo de atitude pode ser ava- liado pelo grau de interesse que os alunos têm pelos assuntos da ciência (que, em uma escala de valores, poderiam ser considerados desde chatos até inte- ressantes, ou desde dispensáveis até essenciais). Outro exemplo é o valor que os alunos dão aos cien- tistas (por exemplo, considerar os cientistas segundo o estereótipo de pessoas excêntricas e introvertidas, ou pessoas normais e interessantes). Outro exemplo ainda é o posicionamento do aluno quanto às conquistas e inovações tecnológicas, tais como: va- cinas, armas nucleares, poluição, fertilização in vitro, entre outras (Vázquez e Manassero, 1995; Bell e Lederman, 2003). Sabemos que trabalhar com os alunos algumas questões– como “O que os cientistas fazem?”, “Quão seguros podemos estar a respeito das afirmações científicas?” e “Em que os cientistas se baseiam para fazer certas afirmações?” – pode ser de grande utili- dade no ensino da relação entre ciência e sociedade (Osborne e colaboradores, 1998 e 2003). Devemos reparar que trabalhar tais questões com os alunos envolve não somente o ensino-aprendizagem de con- teúdos conceituais e procedimentais, mas também aqueles relacionados às atitudes dos alunos em rela- ção à ciência. As atitudes científicas As atitudes científicas são aquelas relacionadas es- pecificamente à conduta dos alunos diante de proble- mas, observações e debates. Para desenvolver atitudes científicas é importante trabalhar a valorização de ca- racterísticas pessoais relacionadas ao trabalho científi- co. Essas características são, entre outras, racionalidade, objetividade, curiosidade, pensamento crítico, humil- dade e criatividade. O processo de ensino e aprendizagem de conteúdos atitudinais Devemos salientar que a aprendizagem de atitudes científicas, atitudes em relação à ciência e outros con- teúdos atitudinais mais gerais depende, e muito, do comportamento do professor. Vendo como o professor age, o aluno tem a oportunidade de analisar as suas atitudes e avaliar se são coerentes, adequadas e se servem de modelo a ser seguido. Assim, saber escutar os alunos, valorizar a expres- são de suas ideias, preocupar-se em organizar a clas- se de forma que um aluno possa escutar e entender as ideias dos demais, evidenciar e mostrar que acre- dita em algumas vantagens de usar um método cien- tífico, exigir, promover e buscar a coerência nas respostas dos seus alunos, valorizar a objetividade e as respostas criativas são algumas atitudes que po- tencializam a aprendizagem de conteúdos atitudinais. Deve-se notar que as atitudes do professor em di- ferentes situações podem originar momentos nos quais são vivenciados vínculos afetivos entre ele e seus alu- nos, dos alunos entre si e do professor e dos alunos com o conhecimento. Isso, além de favorecer um clima extremamente salutar em sala de aula, propicia a cons- trução de uma relação muito positiva das crianças com o conhecimento. Portanto, a aprendizagem de conteúdos atitudi- nais relaciona-se bastante a aspectos como as rela- ções afetivas e pessoais que se estabelecem e a maneira pela qual as atividades são conduzidas. Isso exige que nós, professores de Ciências, tenhamos sempre muita coerência de comportamentos em nos- sa atuação docente. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 13 12/9/17 3:00 PM XIV MANUAL DO PROFESSOR Momento que favorece o desenvolvimento de atitudes científicas, como a curiosidade, a persistência e a criatividade para resolver um problema. 48 UNIDADE 2 2 Observe os pratos de comida a seguir. Depois preencha o quadro, indicando os alimentos de origem animal e de origem vegetal que formam cada prato. 3 Você concorda com o que a criança diz ou discorda dela? Explique a sua resposta. m aj o 11 22 33 1/ Sh utte rstock F e rn an d o F av or et to /C riar Ima gem F e rn an d o F av or et to /C riar Ima gem Alimentos de origem animal Alimentos de origem vegetal Refeição A Ovo. Arroz, feijão, cenoura, vagem, ervilha, beterraba. Refeição B Bife, linguiça, frango. Batata frita. Refeição C Alguns tipos de macarrão contêm ovos em sua constituição, que são de origem animal. Além disso, o queijo ralado sobre o molho é feito à base de leite, que também é de origem animal. Molho de tomate; farinha utilizada para fazer o macarrão, a qual é produzida com grãos de vegetais (geralmente trigo). A B C Converse com os coleg as: Qual desses pratos de refeiç ão se parece mais com o que vocês costumam comer no d ia a dia? Converse com os coleg as: Qual brackish_nz/Shutterstock Na natureza, todos os seres vivos têm uma dieta bem variada e comem tanto alimentos de origem animal quanto de origem vegetal. M ouses Sagiorato /A rq u ivo d a e d ito r a molho é feito à base de leite, quemolho é feito à base de leite, que também é de origem animal.também é de origem animal. Molho de tomate; farinha Molho de tomate; farinha utilizada para fazer o macarrão,utilizada para fazer o macarrão, a qual é produzida com a qual é produzida com grãos de vegetais grãos de vegetais (geralmente trigo).(geralmente trigo). brackish_nz/Shutterstock M ouses Sagiorato /A/AA/ rq u ivo d a e d ito r a 56 UNIDADE 2 Cobrir o solo com uma lona plástica ajuda a conter um desmoronamento? Que tal, com um colega, fazer os testes e desvendar esse problema? • Usem uma mistura de areia com terra como a que vocês fizeram na Ativida- de pr‡tica (p. 53). • Façam duas minimontanhas do mesmo tamanho, utilizando essa mistura de areia com terra. • Cubram somente uma das minimontanhas com uma lona plástica. • Utilizem regadores para simular fortes chuvas caindo sobre essas minimon- tanhas. Posicionem cada um dos regadores aproximadamente à mesma altura de cada uma das minimontanhas. 2 3 Converse com os colegas e o professor e ajude a esclarecer as dúvidas destas crianças. F o to s : A le x R ib e ir o /A c e rv o d o f o tó g ra fo Por que os dois regadores têm de estar aproximadamente na mesma altura em relação às minimontanhas? Por que não cobrimos as duas minimontanhas com lona plástica? M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra Exemplos de trabalho com atitudes na coleção Momento no qual é possível trabalhar as atitudes em relação à ciência. Uma primeira leitura do capítulo 8 do 2o ano (A) pode passar uma visão de que a utilização de muitos materiais traz apenas benefícios para o ser humano. Já ao ler o capítulo 9 do 5o ano (B), percebemos que há consequências dessa utilização tanto para o ser humano quanto para o ambiente, sendo necessário reciclar diversos materiais. Por que reciclar? Você sabia que vários materiais utilizados pelo ser humano, como o vidro, o alumínio, o plástico e o papel são recicláveis? Até mesmo o óleo de cozinha pode ser reaproveitado! E os eletroeletrônicos não devem ser jogados no lixo comum, pois podem contaminar o ambiente com substâncias tóxicas. A reciclagem de lixo é muito importante, não só para se economizar recursos da natureza. Leia a entrevista abaixo e reflita sobre outros valores associados a essa atividade. Com a palavra... A c e rv o p e s s o a l J a ir d o A m a ra l O que vocês fazem em uma cooperativa de reciclagem de lixo? Nós recolhemos o lixo reciclável da casa das pessoas e trazemos tudo para nosso centro de triagem. Aqui temos uma grande esteira, onde o lixo é colocado. Separamos o lixo: uma pessoa junta as garrafas PET, outra pessoa, as embalagens de iogurte; uma pessoa separa as revistas e os jornais, outra pessoa as latinhas de alumínio, etc. E para onde vai todo esse lixo que vocês separam? As garrafas PET são vendidas para uma fábrica que as utiliza na fabricação de fibras – que podem ser usadas para fazer roupas, por exemplo. As latinhas de alumínio são vendidas para a indústria, que reaproveita o metal delas para fazer novas latinhas. Os papéis são comprados e reaproveitados por fabricantes de papel. Em sua opinião, por que o trabalho de vocês é importante? Damos muito valor ao lixo. Para nós, o lixo pode ser utilizado novamente como matéria-prima. E o dinheiro que obtemos ao vender esses materiais gera renda para nós, membros da cooperativa. A reciclagem é importante não somente para “poupar” recursos do ambiente, mas também para gerar emprego, proporcionar renda e me- lhorar a qualidade de vida das pessoas. O que as crianças podem fazer para contribuir com a reciclagem do lixo? Todos podem contribuir ajudando a separar o lixo reciclável: afinal, todos somos responsáveis pelo destinodo lixo que geramos! Para cada quilograma de lixo produ- zido em casa, estimamos que cerca de 300 gramas são de produtos que contêm papel, metal, plástico e vidro, que podem ser encaminhados para centros de triagem como o nosso. São sacos e mais sacos de lixo que não serão mais pegos pelo lixeiro comum e, no final das contas, que não vão ficar ocupando espaço nos aterros sanitários. Vamos estudar mais a fundo a reciclagem do lixo. Jair do Amaral é gestor de uma cooperativa de reciclagem. 136 UNIDADE 4 112 UNIDADE 4 Diferentes objetos, diferentes materiais Você já viu um carro feito de papel? E uma blusa de vidro? O mais provável é que não! Para fazer objetos como uma panela, uma caneca e outros itens de cozinha que vão ao fogo, temos de usar um material resistente ao calor e que não queime. Alguns exemplos são o barro (argila) e o alumínio. Outros materiais podem ser usados para fazer diferentes objetos. Por exemplo, o cobre é flexível e conduz eletricidade, por isso pode ser usado para fazer fios elétricos. A borracha é elástica, por isso é muito usada em pneus e como amortecedora em tênis de corrida. Outro exemplo é o vidro, um material ideal para fazer copos, janelas, vitrines e garrafas, por exemplo, em razão de sua transparência. Já com plásticos resistentes podemos fazer jarras, copos, brinquedos e uma infinidade de outras coisas. A n g e lo G ila rd e lli /S h u tt e rs to ck C o p ri d /S h u tt e rs to ck Z h u d if e n g /S h u tt e rs to ck K o s m o s 11 1 /S h u tt e rs to ck Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si. Vamos analisar de que são feitos diferentes objetos do nosso dia a dia. x M a rs h a ll/ A la m y /L a ti n s to ck Sydeen/Shutterstock Uma panela de barro e uma caneca de alumínio são objetos que podem ir ao fogo. A transparência do vidro permite que enxerguemos os produtos através das vitrines. O plástico é um material bem resistente a choques. Amortecedores de borracha podem ser usados nos tênis para proteger os pés. Já os fios de cobre são muito usados em aparelhos eletrônicos. BA Na coleção, os bilhetes amarelos e as seções Mural da turma, Atividade prática e Para iniciar oferecem oportunidades para os alunos compartilharem a aprendizagem com os colegas e criam condições para a prática do respeito às ideias dos outros. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 14 12/9/17 3:00 PM XVMANUAL DO PROFESSOR Conteúdos conceituais Os conteúdos conceituais remetem ao conhecimen- to construído pela humanidade ao longo de sua histó- ria. Eles se referem a fatos, conceitos e princípios. Os fatos são aquelas informações bastante pontuais e restritas, como nomes e datas particulares. Apren- dem-se fatos usando preponderantemente a memória. Os conceitos são representados por palavras que possuem um significado específico e podem produzir uma imagem mental quando as ouvimos. Eles se refe- rem a uma série de características, propriedades, atri- butos e regularidades de um objeto ou acontecimento. Por exemplo, quando ouvimos a palavra solo, já possuí- mos uma ideia do que ela significa. Nossas experiências anteriores, sejam escolares ou não, fazem com que, ao escutarmos o nome (a palavra) que representa um con- ceito, atribuamos a ele um significado. Algumas palavras podem ser usadas para ligar con- ceitos. Por exemplo, em “vertebrados possuem crânio”, as palavras vertebrados e crânio são conceitos, já a palavra possuem é um elemento de ligação, que ajuda a estabelecer verbalmente a relação entre conceitos, formando assim as proposições conceituais. VERTEBRADOS CRÂNIO possuem proposição conceitual conceito conceito elemento de ligação Definir de antemão quais serão as proposições con- ceituais que trabalharemos ao longo de uma unidade didática é bastante útil, já que deixamos claro quais con- teúdos conceituais desejamos que os alunos aprendam. Mas não podemos nos esquecer de que não é em uma unidade didática que se encerra a aprendizagem de um conceito. Ele pode ser ampliado em diferentes anos escolares, à medida que novas proposições con- ceituais venham a ser objeto da aprendizagem. Nunca podemos dar por concluída a construção do significado de um conceito. Tal significado é modifica- do ao longo de toda a nossa vida conforme desenvol- vemos as relações deste com outros conceitos. O processo de ensino e aprendizagem de conteúdos conceituais É comum, na nossa atividade didática, confundir- mos proposições conceituais com fatos. No entanto, os fatos apelam para a memória e as proposições con- ceituais dizem respeito a aprender significativamente. Aprender significativamente envolve relacionar no- vas ideias e informações com conceitos e proposições que já se conhecem. Ou seja, o aluno já pensa ou sabe algo e, quando aprende, incorpora o novo à estrutura de seus conhecimentos (Ronca, 1980; Campanario, 2004). A aprendizagem é um processo pessoal, apesar de determinado conteúdo de aprendizagem poder ser de domínio público. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA • Amplia o conhecimento de uma pessoa sobre os conceitos relacionados. • Favorece que a informação aprendida seja retida por mais tempo. • Facilita a aprendizagem futura (afinal, conceitos aprendidos significativamente hoje podem servir, no futuro, de fatores de inclusão para uma aprendizagem de conceitos relacionados). Quando a criança aprende de forma significativa, ela pode aprender também que o que a ciência ou o livro didático dizem não é a “verdade absoluta”. Afinal, eles também foram produzidos por pessoas que deram significados ao que estudaram. A aprendizagem significativa é o conceito principal da teoria de aprendizagem de David Ausubel. Segundo as ideias desse autor, a estrutura cognitiva de um indi- víduo é constituída por conceitos mais inclusivos, con- ceitos menos inclusivos e pelas relações entre eles. Trata-se de uma estrutura dinâmica que se reorganiza constantemente durante a aprendizagem significativa (Novak e Gowin, 1984; Ausubel, 2000). Essa trama de conceitos pode ser representada em mapas conceituais, que explicaremos a seguir. Uma representação esquemática das ideias de Ausubel, evidenciando a estrutura de conceitos mais e menos inclusivos. As setas indicam que para atingir a aprendizagem deve-se “descer” e “subir” nas estruturas conceituais hierárquicas à medida que a nova informação é apresentada. (Adaptado de Moreira e Buchweitz, 1987). Conceitos mais gerais, mais inclusivos Conceitos intermediários Conceitos específicos, pouco inclusivos 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 15 12/9/17 3:00 PM XVI MANUAL DO PROFESSOR Conhecendo mapas conceituais Simplificadamente, podemos considerar que os mapas conceituais são “um recurso esquemático para representar um conjunto de significados conceituais incluídos em uma estrutura de proposições”. Como exemplo muito simples, tomemos os conceitos vertebrados, crânio e coluna vertebral. Com eles pode- mos estabelecer a seguinte proposição conceitual: “Ver- tebrados possuem crânio e coluna vertebral”. Esses conceitos e essa proposição conceitual podem ser repre- sentados em um mapa conceitual: Observe que os conceitos foram representados em quadros e ligados por setas e elementos de ligação, formando a proposição conceitual. VERTEBRADOS COLUNA VERTEBRALCRÂNIO possuem Nesta coleção, a estratégia de mapear conceitos e fazer mapas conceituais também é usada como um recurso que ajuda os alunos a atribuir significado ao que leem em um texto. Isso ocorre quando se pede que elaborem esquemas e mapas conceituais para pequenos trechos de texto (A), ou quando se pede que utilizem mapas conceituais para sintetizarem o que aprenderam (B). Os mapas conceituais foram desenvolvidos no fim da década de 1970 com base em trabalhos do pesqui- sador estadunidense Joseph Novak. Elee seus colabo- radores estudaram mudanças na compreensão de conceitos científicos que os estudantes desenvolviam durante a sua vida escolar. Devemos destacar que No- vak trabalhou bastante com crianças de 6 a 8 anos (1o a 3o ano) e usou com êxito mapas conceituais no ensino primário (Novak, 1990; Novak, 2002). Exemplos de atividades com mapas conceituais Nesta coleção, o aluno poderá exercitar a dis- tinção entre conceitos e elementos de ligação e a representação, por meio de esquemas e mapas con- ceituais, das relações entre os conceitos que estiver estudando. A ideia é que ele fique apto a construir seus próprios mapas conceituais e possa usá-los como instrumento em sua aprendizagem. Salientamos que as atividades envolvendo esquemas e mapas conceituais têm a com- plexidade ampliada gradativamente da primeira à últi- ma unidade didática de cada livro da coleção. 114 UNIDADE 3 Um grupo de alunos começou a realizar pesquisas para descobrir de onde os metais são extraídos. Veja nesta página e na seguinte o que eles escreveram sobre isso. Dê um título para cada texto produzido por eles para o mural. 2 Com base na leitura do primeiro texto do mural, complete os esquemas abaixo. 3 Sugestão de título: Você sabe de onde vem o alumínio das latinhas de bebidas? Na natureza encontramos a bauxita, o principal minério do qual se extrai o alumínio. Esse minério é primeiro lavado e triturado; depois, é refinado, para dele se extrair o alumínio. O alumínio é fornecido em lingotes ou chapas para as fábricas de latas, de panelas, de partes automotivas, de portas e janelas, etc . O alumínio de diferentes objetos pode ser reciclado. Latinhas de alumínio descartadas, por exemplo, podem ser usadas para se obter o alumínio utilizado na fabricação de novas latinhas . A reciclagem do alumínio é uma forma de obtenção desse metal muito mais barata do que a mineração e o refinamento da bauxita . MINÉRIO bauxita exemplo alumínio reciclagem BAUXITA ALUMÍNIO é de onde se obtém pode ser encaminhado para Escavadeira trabalhando em mina de bauxita em Paragominas (Pará), 2012. J u c a V a re lla /F o lh a p re s s Lingotes de alumínio em uma usina, em Barcarena (Pará), 2016. A n d re y R u d a k o v /B lo o m b e rg /G e tt y I m a g e s 29 CAPÍTULO 2 serpentes exemplos RÉPTEIS tartarugas jacarés lagartos 1 Complete os esquemas que começaram a ser feitos. Para isso, utilize os termos do banco de palavras. animais vertebrados crânio coluna vertebral 2 Releia o quinto parágrafo do texto e preencha os esquemas. nascem de RÉPTEIS ovos têm animais vertebrados ESQUELETO tem coluna vertebralcrânio ESQUELETO 3 Que tal você ser o escritor? Continue a escrever o texto para a Enciclopédia digital das crianças citando exemplos de mamíferos que você já conhece. Compare os exemplos que você escreveu com os dos colegas: Que mamíferos vocês citaram? Compare os exemplos 10:15 Mamíferos Os mamíferos são animais vertebrados que têm pelos e amamentam seus filhotes. Resposta pessoal. Enciclopédia digital das crianças Início Conteúdo Ajuda SAIR B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra BA 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 16 12/9/17 3:00 PM XVIIMANUAL DO PROFESSOR 67 CAPÍTULO 5 Coração – possui paredes formadas por músculos. Dentro dele, existem quatro cavidades cheias de sangue. As duas cavidades de cima são chamadas de átrios; as duas de baixo são chamadas de ven- trículos. Ao contrair, o coração empurra o sangue para fora dele, funcionando como uma bomba. Há válvulas que abrem e fecham, fazendo o sangue fluir apenas em um sentido. Vasos sanguíneos – o sangue fica dentro de “tubos”, que percorrem todo o corpo. São os vasos sanguíneos. As artérias são vasos san- guíneos por onde o sangue sai do coração. As veias são vasos sanguíneos por onde o sangue segue o caminho de retorno ao coração. Artéria aorta – é um grande vaso sanguíneo do nosso corpo. Ela tem várias ramificações: algumas vão para a cabeça; outras para os braços, abdômen e pernas. Sangue – possui diversos elementos e trans- porta substâncias, como os nutrientes obtidos da digestão dos e o oxigênio obtido da respiração. O sangue circula pelo corpo abastecendo-o com essas substâncias. Pelo sangue também são transportadas substâncias que podem ser eliminadas do corpo, como o gás carbônico. Circulação – o sangue sai do coração e segue para todas as partes do corpo. Depois, retorna ao coração, onde é novamente bombeado. Em cerca de um minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração e circula pelo corpo. Termine os esquemas que começaram a ser feitos, para sintetizar algumas das informações dos fragmentos de texto. 1 passa pela AR TRAQUEIA transporta SANGUE SUBSTÂNCIAS NUTRIENTES exemplos Oxigênio circula pelo CORPO Sangue possui ALVÉOLOS Pulmão bombeia o SANGUE Coração sangue. As duas cavidades de cima são chamadas de átrios; as duas de baixo são chamadas de ven- trículos. Ao contrair, o coração empurra o sangue para fora dele, funcionando como uma bomba. Há válvulas que abrem e fecham, fazendo o sangue fluir apenas em um sentido. Vasos sanguíneos “tubos”, que percorrem todo o corpo. São os vasos sanguíneos. As artérias são vasos san- guíneos por onde o sangue sai do coração. As veias são vasos sanguíneos por onde o sangue segue o caminho de retorno ao coração. Artéria aorta do nosso corpo. Ela tem várias ramificações: algumas vão para a cabeça; outras para os braços, abdômen e pernas. Sangue porta substâncias, como os nutrientes obtidos da digestão dos e o oxigênio obtido da respiração. O sangue circula pelo corpo abastecendo-o com essas substâncias. Pelo sangue também são transportadas substâncias que podem ser eliminadas do corpo, como o gás carbônico. Circulação Depois, retorna ao coração, onde é novamente bombeado. Em cerca de um minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração vasos sanguíneos. As artérias são vasos san- guíneos por onde o sangue sai do coração. As veias são vasos sanguíneos por onde o sangue segue o caminho de retorno ao coração. Artéria aorta do nosso corpo. Ela tem várias ramificações: algumas vão para a cabeça; outras para os braços, abdômen e pernas. Sangue porta substâncias, como os nutrientes obtidos da digestão dos e o oxigênio obtido da respiração. O sangue circula pelo corpo minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração e circula pelo corpo. 1 SangueSangue da digestão dos e o oxigênio obtido da respiração. O sangue circula pelo corpo abastecendo-o com essas substâncias. Pelo sangue também são transportadas substâncias que podem ser eliminadas do corpo, como o gás carbônico. Circulação Depois, retorna ao coração, onde é novamente bombeado. Em cerca de um minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração da digestão dos e o oxigênio obtido da respiração. O sangue circula pelo corpo abastecendo-o com essas substâncias. Pelo sangue também são transportadas substâncias que podem ser eliminadas do corpo, como o gás carbônico. Circulação Depois, retorna ao coração, onde é novamente bombeado. Em cerca de um circula pelo minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração e circula pelo corpo. 1 SangueSangue Depois, retorna ao coração, onde é novamente bombeado. Em cerca de um minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração e circula pelo corpo. Depois, retorna ao coração, onde é novamente bombeado. Em cerca de um minuto, todo o sangue de um adulto (algo entre 5 a 6 litros) passa pelo coração Q u a n ta E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra artéria aorta ventrículo direito veia cavainferior ventrículo esquerdo átrio direito átrio esquerdoveia cava superior A lil a M e d ic a l Im a g e s /S h u tt e rs to ck /G lo w I m a g e s 51 © M au ri ci o d e S o u sa /M au ri ci o d e S o u sa E d it o ra L td a. DEVE RECEBER DENTE ESCOVAÇÃOÇÃÇà 1 COMPLETE OS ESQUEMAS USANDO OS TERMOS E AS EXPRESSÕES MAIS ADEQUADOS DO BANCO DE PALAVRAS. DENTE PERMANENTE ESCOVAÇÃO DENTE DE LEITE 2 LEIA ESTA TIRINHA E EM SEGUIDA RESPONDA. PODE SER DENTE DENTE DE LEITE DENTE PERMANENTE M o u se s S ag io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra A) QUAL HÁBITO NÃO RECOMENDADO É CARACTERÍSTICO DESSE PERSONAGEM? Não tomar banho. B) NO CADERNO, FAÇA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA MOSTRAR, DE FORMA BEM-HUMORADA, UM HÁBITO QUE VOCÊ SABE QUE DEVE MUDAR OU UM HÁBITO QUE VOCÊ ACHA QUE DEVE ADQUIRIR. 3 ANALISE A IMAGEM E CONVERSE COM OS COLEGAS: QUE SENTIDOS ESTÃO SENDO USADOS PELAS PESSOAS? Resposta pessoal. FONTE: BANCO DE IMAGENS MSP. BA Alguns exemplos de atividades com mapas conceituais na coleção. No início (A), a tarefa é bastante facilitada, contando o aluno com o auxílio de “dicas” oferecidas pelo banco de palavras. Posteriormente (B), a tarefa tem um grau de dificuldade maior. A BNCC na coleção As propostas de organização dos conteúdos nesta coleção contemplam os objetos de conhecimento e as habilidades indicados na BNCC e os ampliam, de forma coerente com a ideia desse documento oficial que indi- ca que “[...] é preciso enfatizar que os critérios de orga- nização das habilidades do Ensino Fundamental na BNCC [...] expressam um arranjo possível (dentre outros). Portanto, os agrupamentos propostos não devem ser tomados como modelo obrigatório para o desenho dos currículos.” (BNCC, p. 31). Enfatizamos também que, de forma coerente com a BNCC, por trás das propostas de organização dos conteúdos apresentadas está a ideia de promover o letramento científico, o qual, segundo esse docu- mento oficial, “[...] envolve a capacidade de compre- ender e interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), mas também de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais da ciência.” (BNCC, p. 312). Por fim, devemos destacar alguns pontos: • Ao longo deste Manual, são identificados concei- tos, procedimentos, valores e atitudes abordados na obra. • A elaboração de perguntas a serem apresentadas aos alunos ao longo das atividades e, sobretudo, no início dos capítulos é coerente com a ideia indi- cada na BNCC para a área de Ciências, que “[...] pressupõe organizar as situações de aprendizagem partindo de questões que sejam desafiadoras e, reconhecendo a diversidade cultural, estimulem o interesse e a curiosidade científica dos alunos [...]” (BNCC, p. 322). • Em vários momentos desta coleção, principalmen- te nos anos iniciais, você encontrará atividades que favorecem o ensino-aprendizagem da leitura e da escrita. Isso é coerente com as orientações da BNCC, que indicam que “[...] em especial nos dois primeiros anos da escolaridade básica, em que se investe prioritariamente no processo de alfabetização das crianças, as habilidades de Ci- ências buscam propiciar um contexto adequado para a ampliação dos contextos de letramento.” (BNCC, p. 331). Nas páginas seguintes detalhamos em que unida- des dos diferentes volumes desta coleção são contem- plados os objetos de conhecimento e as habilidades estabelecidos na BNCC. Para cada unidade temática da BNCC, apresentamos um quadro que revela a pro- gressão das habilidades ano a ano. Para facilitar a vi- sualização, cada ano escolar é apresentado em uma cor diferente. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral OK.indd 17 10/11/19 6:04 PM XVIII MANUAL DO PROFESSOR U N ID A D E T E M Á T IC A M A T É R IA E E N E R G IA A n o O b je to s d e co n h e ci m e n to H ab ili d ad e U n id ad e 1 2 3 4 1 o • C a ra ct e rí st ic a s d o s m a te ri a is ( E F 0 1C I0 1) C o m p ar ar c ar ac te rí st ic as d e d if e re n te s m at e ri ai s p re se n te s e m o b je to s d e u so c o ti d ia n o , d is cu ti n d o su a o ri g e m , o s m o d o s co m o s ão d e sc ar ta d o s e c o m o p o d e m s e r u sa d o s d e f o rm a m ai s co n sc ie n te . 2 o • P ro p ri e d a d e s e u so s d o s m a te ri a is • P re ve n çã o d e a ci d e n te s d o m é st ic o s ( E F 0 2 C I0 1) I d e n ti fi ca r d e q u e m at e ri ai s (m e ta is , m ad e ir a, v id ro e tc .) s ão f e it o s o s o b je to s q u e f az e m p ar te d a vi d a co ti d ia n a, c o m o e ss e s o b je to s sã o u ti liz ad o s e c o m q u ai s m at e ri ai s e ra m p ro d u zi d o s n o p as sa d o . ( E F 0 2 C I0 2 ) P ro p o r o u so d e d if e re n te s m at e ri ai s p ar a a co n st ru çã o d e o b je to s d e u so c o ti d ia n o , te n d o e m v is ta al g u m as p ro p ri e d ad e s d e ss e s m at e ri ai s (f le xi b ili d ad e , d u re za , tr an sp ar ê n ci a e tc .) . ( E F 0 2 C I0 3 ) D is cu ti r o s cu id ad o s n e ce ss ár io s à p re ve n çã o d e a ci d e n te s d o m é st ic o s (o b je to s co rt an te s e in fl am áv e is , e le tr ic id ad e , p ro d u to s d e li m p e za , m e d ic am e n to s e tc .) . 3 o • P ro d u çã o d e s o m • E fe it o s d a lu z n o s m a te ri a is • S a ú d e a u d it iv a e vi su a l ( E F 0 3 C I0 1) P ro d u zi r d if e re n te s so n s a p ar ti r d a vi b ra çã o d e v ar ia d o s o b je to s e id e n ti fi ca r va ri áv e is q u e in fl u e m n e ss e f e n ô m e n o . ( E F 0 3 C I0 2 ) E xp e ri m e n ta r e r e la ta r o q u e o co rr e c o m a p as sa g e m d a lu z at ra vé s d e o b je to s tr an sp ar e n te s (c o p o s, ja n e la s d e v id ro , le n te s, p ri sm as , ág u a e tc .) , n o c o n ta to c o m s u p e rf íc ie s p o lid as ( e sp e lh o s) e n a in te rs e cç ão c o m o b je to s o p ac o s (p ar e d e s, p ra to s, p e ss o as e o u tr o s o b je to s d e u so c o ti d ia n o ). ( E F 0 3 C I0 3 ) D is cu ti r h áb it o s n e ce ss ár io s p ar a a m an u te n çã o d a sa ú d e a u d it iv a e v is u al c o n si d e ra n d o a s co n d iç õ e s d o a m b ie n te e m t e rm o s d e s o m e lu z. 4 o • M is tu ra s • Tr a n sf o rm a çõ e s re ve rs ív e is e n ã o re ve rs ív e is ( E F 0 4 C I0 1) I d e n ti fi ca r m is tu ra s n a vi d a d iá ri a, c o m b as e e m s u as p ro p ri e d ad e s fí si ca s o b se rv áv e is , re co n h e ce n d o s u a co m p o si çã o . ( E F 0 4 C I0 2 ) T e st ar e r e la ta r tr an sf o rm aç õ e s n o s m at e ri ai s d o d ia a d ia q u an d o e xp o st o s a d if e re n te s co n d iç õ e s (a q u e ci m e n to , re sf ri am e n to , lu z e u m id ad e ). ( E F 0 4 C I0 3 ) C o n cl u ir q u e a lg u m as m u d an ça s ca u sa d as p o r aq u e ci m e n to o u r e sf ri am e n to s ão r e ve rs ív e is ( co m o as m u d an ça s d e e st ad o f ís ic o d a ág u a) e o u tr as n ão ( co m o o c o zi m e n to d o o vo , a q u e im a d o p ap e l e tc .) . 5 o • P ro p ri e d a d e s fí si ca s d o s m a teri a is • C ic lo h id ro ló g ic o • C o n su m o co n sc ie n te • R e ci cl a g e m ( E F 0 5 C I0 1) E xp lo ra r fe n ô m e n o s d a vi d a co ti d ia n a q u e e vi d e n ci e m p ro p ri e d ad e s fí si ca s d o s m at e ri ai s – co m o d e n si d ad e , co n d u ti b ili d ad e t é rm ic a e e lé tr ic a, r e sp o st as a f o rç as m ag n é ti ca s, s o lu b ili d ad e , re sp o st as a f o rç as m e câ n ic as ( d u re za , e la st ic id ad e e tc .) , e n tr e o u tr as . ( E F 0 5 C I0 2 ) A p lic ar o s co n h e ci m e n to s so b re a s m u d an ça s d e e st ad o f ís ic o d a ág u a p ar a e xp lic ar o c ic lo h id ro ló g ic o e a n al is ar s u as im p lic aç õ e s n a ag ri cu lt u ra , n o c lim a, n a g e ra çã o d e e n e rg ia e lé tr ic a, n o p ro vi m e n to d e ág u a p o tá ve l e n o e q u ilí b ri o d o s e co ss is te m as r e g io n ai s (o u lo ca is ). ( E F 0 5 C I0 3 ) S e le ci o n ar a rg u m e n to s q u e ju st if iq u e m a im p o rt ân ci a d a co b e rt u ra v e g e ta l p ar a a m an u te n çã o d o ci cl o d a ág u a, a c o n se rv aç ão d o s so lo s, d o s cu rs o s d e á g u a e d a q u al id ad e d o a r at m o sf é ri co . ( E F 0 5 C I0 4 ) I d e n ti fi ca r o s p ri n ci p ai s u so s d a ág u a e d e o u tr o s m at e ri ai s n as a ti vi d ad e s co ti d ia n as p ar a d is cu ti r e p ro p o r fo rm as s u st e n tá ve is d e u ti liz aç ão d e ss e s re cu rs o s. ( E F 0 5 C I0 5 ) C o n st ru ir p ro p o st as c o le ti va s p ar a u m c o n su m o m ai s co n sc ie n te e c ri ar s o lu çõ e s te cn o ló g ic as p ar a o d e sc ar te a d e q u ad o e a r e u ti liz aç ão o u r e ci cl ag e m d e m at e ri ai s co n su m id o s n a e sc o la e /o u n a vi d a co ti d ia n a. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral OK.indd 18 10/11/19 6:04 PM XIXMANUAL DO PROFESSOR U N ID A D E T E M Á T IC A V ID A E E V O LU Ç Ã O A n o O b je to s d e co n h e ci m e n to H ab ili d ad e U n id ad e 1 2 3 4 1 o • C o rp o h u m a n o • R e sp e it o à d iv e rs id a d e ( E F 0 1C I0 2 ) L o ca liz ar , n o m e ar e r e p re se n ta r g ra fi ca m e n te ( p o r m e io d e d e se n h o s) p ar te s d o c o rp o h u m an o e e xp lic ar s u as fu n çõ e s. ( E F 0 1C I0 3 ) D is cu ti r as r az õ e s p e la s q u ai s o s h áb it o s d e h ig ie n e d o c o rp o ( la va r as m ão s an te s d e c o m e r, e sc o va r o s d e n te s, lim p ar o s o lh o s, o n ar iz e a s o re lh as e tc .) s ão n e ce ss ár io s p ar a a m an u te n çã o d a sa ú d e . ( E F 0 1C I0 4 ) C o m p ar ar c ar ac te rí st ic as f ís ic as e n tr e o s co le g as , re co n h e ce n d o a d iv e rs id ad e e a im p o rt ân ci a d a va lo ri za çã o , d o a co lh im e n to e d o r e sp e it o à s d if e re n ça s. 2 o • S e re s vi vo s n o a m b ie n te • P la n ta s ( E F 0 2 C I0 4 ) D e sc re ve r ca ra ct e rí st ic as d e p la n ta s e a n im ai s (t am an h o , fo rm a, c o r, f as e d a vi d a, lo ca l o n d e s e d e se n vo lv e m e tc .) q u e f az e m p ar te d e s e u c o ti d ia n o e r e la ci o n á- la s ao a m b ie n te e m q u e e le s vi ve m . ( E F 0 2 C I0 5 ) I n ve st ig ar a im p o rt ân ci a d a ág u a e d a lu z p ar a a m an u te n çã o d a vi d a d e p la n ta s e m g e ra l. ( E F 0 2 C I0 6 ) I d e n ti fi ca r as p ri n ci p ai s p ar te s d e u m a p la n ta ( ra iz , ca u le , fo lh as , fl o re s e f ru to s) e a f u n çã o d e se m p e n h ad a p o r ca d a u m a d e la s, e a n al is ar a s re la çõ e s e n tr e a s p la n ta s, o a m b ie n te e o s d e m ai s se re s vi vo s. 3 o • C a ra ct e rí st ic a s e d e se n vo lv im e n to d o s a n im a is ( E F 0 3 C I0 4 ) I d e n ti fi ca r ca ra ct e rí st ic as s o b re o m o d o d e v id a (o q u e c o m e m , co m o s e r e p ro d u ze m , co m o s e d e sl o ca m e tc .) d o s an im ai s m ai s co m u n s n o a m b ie n te p ró xi m o . ( E F 0 3 C I0 5 ) D e sc re ve r e c o m u n ic ar a s al te ra çõ e s q u e o co rr e m d e sd e o n as ci m e n to e m a n im ai s d e d if e re n te s m e io s te rr e st re s o u a q u át ic o s, in cl u si ve o h o m e m . ( E F 0 3 C I0 6 ) C o m p ar ar a lg u n s an im ai s e o rg an iz ar g ru p o s co m b as e e m c ar ac te rí st ic as e xt e rn as c o m u n s (p re se n ça d e p e n as , p e lo s, e sc am as , b ic o , g ar ra s, a n te n as , p at as e tc .) . 4 o • C a d e ia s a lim e n ta re s si m p le s • M ic ro rg a n is m o s ( E F 0 4 C I0 4 ) A n al is ar e c o n st ru ir c ad e ia s al im e n ta re s si m p le s, r e co n h e ce n d o a p o si çã o o cu p ad a p e lo s se re s vi vo s n e ss as ca d e ia s e o p ap e l d o S o l c o m o f o n te p ri m ár ia d e e n e rg ia n a p ro d u çã o d e a lim e n to s. ( E F 0 4 C I0 5 ) D e sc re ve r e d e st ac ar s e m e lh an ça s e d if e re n ça s e n tr e o c ic lo d a m at é ri a e o f lu xo d e e n e rg ia e n tr e o s co m p o n e n te s vi vo s e n ão v iv o s d e u m e co ss is te m a. ( E F 0 4 C I0 6 ) R e la ci o n ar a p ar ti ci p aç ão d e f u n g o s e b ac té ri as n o p ro ce ss o d e d e co m p o si çã o , re co n h e ce n d o a im p o rt ân ci a am b ie n ta l d e ss e p ro ce ss o . ( E F 0 4 C I0 7 ) V e ri fic ar a p ar ti ci p aç ão d e m ic ro rg an is m o s n a p ro d u çã o d e a lim e n to s, c o m b u st ív e is , m e d ic am e n to s, e n tr e o u tr o s. ( E F 0 4 C I0 8 ) P ro p o r, a p ar ti r d o c o n h e ci m e n to d as f o rm as d e t ra n sm is sã o d e a lg u n s m ic ro rg an is m o s (v ír u s, b ac té ri as e p ro to zo ár io s) , at it u d e s e m e d id as a d e q u ad as p ar a p re ve n çã o d e d o e n ça s a e le s as so ci ad as . 5 o • N u tr iç ã o d o o rg a n is m o • H á b it o s a lim e n ta re s • I n te g ra çã o e n tr e o s si st e m a s d ig e st ó ri o , re sp ir a tó ri o e ci rc u la tó ri o ( E F 0 5 C I0 6 ) S e le ci o n ar a rg u m e n to s q u e ju st if iq u e m p o r q u e o s si st e m as d ig e st ó ri o e r e sp ir at ó ri o s ão c o n si d e ra d o s co rr e sp o n sá ve is p e lo p ro ce ss o d e n u tr iç ão d o o rg an is m o , co m b as e n a id e n ti fi ca çã o d as f u n çõ e s d e ss e s si st e m as . ( E F 0 5 C I0 7 ) J u st if ic ar a r e laçã o e n tr e o f u n ci o n am e n to d o s is te m a ci rc u la tó ri o , a d is tr ib u iç ão d o s n u tr ie n te s p e lo o rg an is m o e a e lim in aç ão d o s re sí d u o s p ro d u zi d o s. ( E F 0 5 C I0 8 ) O rg an iz ar u m c ar d áp io e q u ili b ra d o c o m b as e n as c ar ac te rí st ic as d o s g ru p o s al im e n ta re s (n u tr ie n te s e c al o ri as ) e n as n e ce ss id ad e s in d iv id u ai s (a ti vi d ad e s re al iz ad as , id ad e , se xo e tc .) p ar a a m an u te n çã o d a sa ú d e d o o rg an is m o . ( E F 0 5 C I0 9 ) D is cu ti r a o co rr ê n ci a d e d is tú rb io s n u tr ic io n ai s (c o m o o b e si d ad e , su b n u tr iç ão e tc .) e n tr e c ri an ça s e jo ve n s a p ar ti r d a an ál is e d e s e u s h áb it o s (t ip o s e q u an ti d ad e d e a lim e n to in g e ri d o , p rá ti ca d e a ti vi d ad e f ís ic a e tc .) . 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral OK.indd 19 10/11/19 6:04 PM XX MANUAL DO PROFESSOR U N ID A D E T E M Á T IC A T E R R A E U N IV E R SO A n o O b je to s d e co n h e ci m e n to H ab ili d ad e U n id ad e 1 2 3 4 1 o • E sc a la s d e te m p o ( E F 0 1C I0 5 ) I d e n ti fi ca r e n o m e ar d if e re n te s e sc al as d e t e m p o : o s p e rí o d o s d iá ri o s (m an h ã, t ar d e , n o it e ) e a su ce ss ão d e d ia s, s e m an as , m e se s e a n o s. ( E F 0 1C I0 6 ) S e le ci o n ar e xe m p lo s d e c o m o a s u ce ss ão d e d ia s e n o it e s o ri e n ta o r it m o d e a ti vi d ad e s d iá ri as d e se re s h u m an o s e d e o u tr o s se re s vi vo s. 2 o • M o vi m e n to a p a re n te d o S o l n o c é u • O S o l c o m o fo n te d e lu z e ca lo r ( E F 0 2 C I0 7 ) D e sc re ve r as p o si çõ e s d o S o l e m d iv e rs o s h o rá ri o s d o d ia e a ss o ci á- la s ao t am an h o d a so m b ra p ro je ta d a. ( E F 0 2 C I0 8 ) C o m p ar ar o e fe it o d a ra d ia çã o s o la r (a q u e ci m e n to e r e fl e xã o ) e m d if e re n te s ti p o s d e s u p e rf íc ie (á g u a, a re ia , so lo , su p e rf íc ie s e sc u ra , cl ar a e m e tá lic a e tc .) . 3 o • C a ra ct e rí st ic a s d a T e rr a • O b se rv a çã o d o cé u • U so s d o s o lo ( E F 0 3 C I0 7 ) I d e n ti fi ca r ca ra ct e rí st ic as d a T e rr a (c o m o s e u f o rm at o e sf é ri co , a p re se n ça d e á g u a, s o lo e tc .) , co m b as e n a o b se rv aç ão , m an ip u la çã o e c o m p ar aç ão d e d if e re n te s fo rm as d e r e p re se n ta çã o d o p la n e ta ( m ap as , g lo b o s, f o to g ra fi as e tc .) . ( E F 0 3 C I0 8 ) O b se rv ar , id e n ti fi ca r e r e g is tr ar o s p e rí o d o s d iá ri o s (d ia e /o u n o it e ) e m q u e o S o l, d e m ai s e st re la s, Lu a e p la n e ta s e st ão v is ív e is n o c é u . ( E F 0 3 C I0 9 ) C o m p ar ar d if e re n te s am o st ra s d e s o lo d o e n to rn o d a e sc o la c o m b as e e m c ar ac te rí st ic as c o m o c o r, te xt u ra , ch e ir o , ta m an h o d as p ar tí cu la s, p e rm e ab ili d ad e e tc . ( E F 0 3 C I1 0 ) I d e n ti fi ca r o s d if e re n te s u so s d o s o lo ( p la n ta çã o e e xt ra çã o d e m at e ri ai s, d e n tr e o u tr as p o ss ib ili d ad e s) , re co n h e ce n d o a im p o rt ân ci a d o s o lo p ar a a ag ri cu lt u ra e p ar a a vi d a. 4 o • P o n to s ca rd e a is • C a le n d á ri o s, fe n ô m e n o s cí cl ic o s e cu lt u ra ( E F 0 4 C I0 9 ) I d e n ti fi ca r o s p o n to s ca rd e ai s, c o m b as e n o r e g is tr o d e d if e re n te s p o si çõ e s re la ti va s d o S o l e d a so m b ra d e u m a va ra ( g n ô m o n ). ( E F 0 4 C I1 0 ) C o m p ar ar a s in d ic aç õ e s d o s p o n to s ca rd e ai s re su lt an te s d a o b se rv aç ão d as s o m b ra s d e u m a va ra (g n ô m o n ) co m a q u e la s o b ti d as p o r m e io d e u m a b ú ss o la . ( E F 0 4 C I1 1) A ss o ci ar o s m o vi m e n to s cí cl ic o s d a Lu a e d a T e rr a a p e rí o d o s d e t e m p o r e g u la re s e a o u so d e ss e co n h e ci m e n to p ar a a co n st ru çã o d e c al e n d ár io s e m d if e re n te s cu lt u ra s. 5 o • C o n st e la çõ e s e m a p a s ce le st e s • M o vi m e n to d e ro ta çã o d a T e rr a • P e ri o d ic id a d e d a s fa se s d a L u a • I n st ru m e n to s ó ti co s ( E F 0 5 C I1 0 ) I d e n ti fi ca r al g u m as c o n st e la çõ e s n o c é u , co m o a p o io d e r e cu rs o s (c o m o m ap as c e le st e s e a p lic at iv o s d ig it ai s, e n tr e o u tr o s) , e o s p e rí o d o s d o a n o e m q u e e la s sã o v is ív e is n o in íc io d a n o it e . ( E F 0 5 C I1 1) A ss o ci ar o m o vi m e n to d iá ri o d o S o l e d as d e m ai s e st re la s n o c é u a o m o vi m e n to d e r o ta çã o d a T e rr a. ( E F 0 5 C I1 2 ) C o n cl u ir s o b re a p e ri o d ic id ad e d as f as e s d a Lu a, c o m b as e n a o b se rv aç ão e n o r e g is tr o d as f o rm as ap ar e n te s d a Lu a n o c é u a o lo n g o d e , p e lo m e n o s, d o is m e se s. ( E F 0 5 C I1 3 ) P ro je ta r e c o n st ru ir d is p o si ti vo s p ar a o b se rv aç ão à d is tâ n ci a (lu n e ta , p e ri sc ó p io e tc .) , p ar a o b se rv aç ão am p lia d a d e o b je to s (lu p as , m ic ro sc ó p io s) o u p ar a re g is tr o d e im ag e n s (m áq u in as f o to g rá fi ca s) e d is cu ti r u so s so ci ai s d e ss e s d is p o si ti vo s. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral OK.indd 20 10/11/19 6:04 PM XXIMANUAL DO PROFESSOR O planejamento Quando preparam seus planejamentos, o que os professores fazem? As pesquisas de Sánchez e Valcárcel (1999) indicam que a maioria dos professores, ao fazer seus planejamentos, primeiro toma decisões sobre os conteúdos conceituais que serão ensinados/aprendidos, depois seleciona atividades de aprendizagem e, por fim, elabora notas pessoais sobre o que será feito. Considerando o que foi exposto nas páginas ante- riores, fica claro que nos planejamentos de hoje em dia os professores devem especificar não somente os con- teúdos conceituais, mas também aqueles procedimen- tais e atitudinais que serão objetivo de aprendizagem. Além disso, o que mais podem conter nossos pla- nejamentos para que constituam instrumentos que nos auxiliem verdadeiramente no ensino-aprendizagem? Considerando a ideia básica de Ausubel – “[...] o fator mais importante que influencia na aprendizagem é o que o estudante já sabe” (Novak, 1990) –, fica claro que, nos nossos planejamentos, devemos também es- pecificar o queos alunos pensam ou já sabem sobre o que será estudado, ou seja, precisamos discriminar quais são as concepções prévias dos estudantes e/ou como faremos para descobri-las. Mais ainda: como os alunos devem exercitar uma atividade cognitiva mais intensa do que a mera memo- rização de conteúdos, é importante explicitar no pla- nejamento quais serão os problemas que enfrentarão e as possíveis indagações durante a realização das es- tratégias didáticas. Já que é prática comum entre os professores tomar notas dos seus planejamentos (Sánchez e Valcárcel, 1999), pareceu-nos uma ideia interessante desenvolver um re- curso que os ajude a fazer anotações mais completas, especificando todos esses importantes elementos em um “diagrama de planejamento”. Chamamos esse dia- grama de V do planejamento e o explicamos a seguir. O V do planejamento: uma modificação do V do conhecimento para o planejamento de unidades didáticas Segundo o exposto anteriormente, um instrumental a serviço do planejamento de unidades didáticas deve conter respostas às seguintes questões: • Que estratégias didáticas utilizaremos? • Quais são os conteúdos que vamos trabalhar? • O que os alunos já sabem sobre esses conteúdos? • Quais serão os problemas com que os alunos se depararão durante o processo? • O que os estudantes aprenderão? Como cada professor pode apresentar respostas dife- rentes a essas questões, não há um planejamento prees- tabelecido. Os planejamentos são construções pessoais e, portanto, um instrumental desenvolvido para ajudar na elaboração deles deve também fazer o professor “aprender a aprender” a construí-los. Dessa maneira, adaptamos, para o planejamento de unidades didáticas, um diagrama que já possui essas características heurísticas 1 : o V do conhecimento (também conhecido como V de Gowin). Um diagrama do tipo V do conhecimento reflete tam- bém a dinâmica investigativa da sala de aula: estudamos objetos e acontecimentos (no vértice do V), utilizando os referenciais teóricos que temos (no lado esquerdo do V). Questões (no topo do V) nos estimulam a indagar sobre os acontecimentos e objetos, provocando uma interação entre o que já sabemos e o que produzimos (observa- ções, registros, transformações dos dados experimentais – que aparecem no lado direito do V) e, assim, gera-se conhecimento (Novak e Gowin, 1984; Izquierdo, 1994). Segundo Novak e Gowin (1984), o V do conhecimen- to pode ser utilizado como um instrumento didático “quando os estudantes não têm clareza sobre os novos conceitos que aprendem”. Pois, nesses casos, os alunos “precisam de ajuda para reconhecer: quais aconteci- 1 O termo heur’stico pode ser descrito como um instrumento flexível, empregado para organizar a informação, dando sentido a uma situação ou a um problema (Helms e Carlone, 1999). V do conhecimento. Marco teórico conceitual: Perguntas Marco metodológico: filosofia, teorias, sistemas conceituais afirmações sobre conhecimento, emissão de julgamentos, registros, transformações Acontecimentos/objetos 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 21 12/9/17 3:00 PM XXII MANUAL DO PROFESSOR mentos ou objetos estão sendo observados, quais con- ceitos que eles já conhecem podem se relacionar com esses acontecimentos e objetos e, finalmente, que tipo de registros devem ser feitos”. Por analogia, podemos dizer que um diagrama do tipo V do planejamento é de grande utilidade quando os professores estão indecisos ao planejar uma unidade didática, pois eles precisam de ajuda para reconhecer: • as estratégias que serão utilizadas; • o que os alunos já sabem; • os problemas que os estudantes enfrentarão; • os conteúdos que serão aprendidos. Assim, para fazer um diagrama do tipo V do plane- jamento, parte-se das estratégias usadas em aula (no vértice do V), as quais devem ser analisadas conside- rando os conhecimentos prévios dos alunos e os con- ceitos mais gerais que o professor pretende ensinar (no lado esquerdo do V). Problemas ou situações-problema (no topo do V) constituem os elementos que provoca- rão a intensa atividade cognitiva dos alunos durante a realização das estratégias didáticas. Ao serem execu- tadas as estratégias e enfrentados os problemas, atin- ge-se o produto final do processo: os conteúdos de aprendizagem (no lado direito do V). Muitos professores acreditam que o aluno deve “aprender a aprender” e, para isso, precisa conhecer e usar os métodos e as atitudes supostamente científicos. Necessita também ter uma postura ativa em sua apren- dizagem, enfrentando problemas, buscando soluções e relacionando o que já sabe com aquilo que aprende. No entanto, de modo geral, no planejamento es- colar não se estabelece claramente o que será feito para que isso tudo ocorra. Nesse caso, o V do plane- jamento se revela um instrumento de grande utilidade no trabalho do professor, à medida que o auxilia a explicitar o que será feito, o que já se sabe e o que será aprendido. V do planejamento: uma adaptação do V do conhecimento para o planejamento de unidades didáticas. Conceitos principais Questões para avaliação dos conhecimentos prévios Estratégias didáticas Problemas Conteúdos de aprendizagem A avaliação Você já se perguntou em que momentos fazer uma avaliação? Como planejá-la? Para que ela serve? As res- postas mais comuns são: a avaliação é feita no fim do processo de ensino e aprendizagem, no formato de uma prova escrita (com questões fáceis e difíceis) e serve para classificar os alunos – os bons respondem inclusive às Uma palavra a mais sobre o V do conhecimento Os diagramas do tipo V do conhecimento foram desenvolvidos pelo pesquisador norte-americano Bob Gowin no fim da década de 1970. Gowin e seus colaboradores perceberam que eles são um importante re- curso que auxilia estudantes e educadores a se aprofundar na estrutura e no significado do conhecimento. Explicando: a utilização do V de Gowin permite que se compreenda mais facilmente que o conhecimen- to não está pronto, mas é construído. Isso ocorre conforme o estudante, ao fazer um diagrama desse tipo, se depara com questões, como as seguintes: “Que conhecimento foi produzido?”; “O que já se sabia antes?”; “Que acontecimentos e/ou objetos foram investigados?”; “Quais foram as perguntas que se buscou solu- cionar nas investigações?”. questões difíceis, e os que não estão bem têm dificulda- de até com as fáceis (Campbell e Evans, 2000). No entanto, a avaliação não pode ser considerada um elemento isolado, que visa unicamente a classificar os alu- nos. As situações de avaliação devem permear todo o pro- cesso de ensino-aprendizagem e por meio delas buscamos responder a perguntas como (Nigro e Campos, 2001): 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 22 12/9/17 3:00 PM XXIIIMANUAL DO PROFESSOR Momentos da avaliação e a coleção A avaliação pode ser utilizada em diferentes mo- mentos, cumprindo diferentes finalidades (Bell, B. 2007). Logo no início de um capítulo didático, podemos dizer que a avaliação serve para verificar os conheci- mentos prévios dos alunos. Essa avaliação inicial é muito importante, pois fornece subsídios fundamen- tais para que seja executado algum plano didático. Afinal, sem saber como os alunos concebem determi- nado conteúdo de aprendizagem ou o que já sabem sobre ele, como poderemos propor tarefas que pro- movam uma aprendizagem significativa? Na coleção, há diversos momentos favoráveis à avaliação dos conhecimentos prévios dos alunos, como nas aberturas de unidade ou de capítulo. Também no decorrer do processo de ensino e aprendizagem pode-se avaliar o que está ocorrendo: “Os alunos estão aprendendo?”, “As tarefas propostas estão adequadas?”, “O que pode ser feito daqui para a frente?”. Ao realizar uma avaliação dessa natureza dizemos que estamos fazendo uma avaliação forma- tiva processual, ou seja, uma avaliação docaminho de aprendizagem seguido até o momento. As avaliações formativas são fundamentais para saber se mantemos o planejamento inicial ou se de- vemos alterá-lo para promover aprendizagens mais efetivas entre a maioria dos alunos. Após a realização de uma unidade de ensino tam- bém pode ser feita uma avaliação, nesse caso consi- derada diagnóstica final. Se tudo correu bem, a maioria dos alunos deve fazer essa avaliação com tran- quilidade. Para os alunos, a avaliação diagnóstica final in- dica se eles aprenderam o que se esperava e em que pontos precisam de reforços. Já para o profes- sor, os resultados obtidos podem fornecer informa- ções que o retroalimentarão quando for planejar um trabalho semelhante a ser realizado com outros alunos. Na coleção, várias das atividades propostas no final dos capítulos podem ser usadas para fazer uma avaliação diagnóstica. A avaliação de atitudes Você já se perguntou como avaliar as atitudes dos alunos em relação a algum tema, como, por exemplo, o trabalho em grupo? Atualmente, as formas mais comuns de avaliação de atitudes são as feitas por meio de escalas do tipo Likert. • Quais são as concepções dos alunos sobre deter- minado assunto? • Ocorreu aprendizagem significativa? • Que estratégias devem ser adotadas para promover a aprendizagem significativa dos conteúdos? • De que ajuda cada aluno precisa para avançar? Assim, o professor e o aluno devem avaliar constan- temente a coerência das explicações que dão, os pro- cedimentos que escolhem, as atitudes que adotam, e, em função dessas avaliações, devem tomar decisões sobre o processo de ensino-aprendizagem. Portanto, a avaliação tem o papel de “motor” das mudanças do ensino-aprendizagem. Afinal, “se o aluno não avalia o significado daquilo que aprende, podemos dizer que ele aprendeu algo? E se o professor não ava- lia as necessidades dos alunos, poderá propiciar algu- ma tarefa efetiva?” (Sanmartí, 2007). Encarar a avaliação dessa maneira envolve uma mu- dança efetiva em nossa postura de professores: deve- mos fazer avaliações em diferentes momentos de uma unidade de ensino, devemos planejá-las e usá-las para obter informações que retroalimentem o curso e deve- mos considerar que nossos objetivos foram atingidos quando a maioria dos alunos consegue se sair bem! Considerando isso, apresentamos a seguir os para- digmas que norteiam a avaliação no ensino de Ciências (Rodríguez-Barreiro, 1992). PARADIGMAS PARA A AVALIAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS A avalia•‹o deve: • estar integrada ao ensino-aprendizagem; • propiciar informação (para professor e aluno) sobre iniciativas para modificar o trabalho; • ser percebida, por alunos e professores, como instrumento de ajuda; • ser usada pelo professor como instrumento investigativo para retroalimentar o seu curso; • não ser classificatória, isto é, preocupada em classificar os alunos em “bons” ou “ruins”; • contemplar vários aspectos da aprendizagem, e não só a memorização; • procurar discernir progressos dos alunos; • ser um instrumento que busca refletir a qualidade da aprendizagem; • objetivar que a maioria dos alunos se saia bem; • ser diferenciada conforme seus objetivos: na avaliação inicial, busca-se reconhecer as ideias dos alunos; na avaliação formativa, busca-se retroalimentar o ensino-aprendizagem; na avaliação somativa, busca-se fazer o diagnóstico final; • ser instrumento a serviço da melhora do ensino. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 23 12/9/17 3:00 PM XXIV MANUAL DO PROFESSOR Nas escalas do tipo Likert, os alunos devem atribuir um valor (de 1 a 5, por exemplo, conforme o grau de con- cordância que tenham – de completo desacordo a de total acordo) a um conjunto de enunciados sobre o tema em questão (no caso, o trabalho em grupo). Um exemplo de escala do tipo Likert, para a avaliação de atitudes relacio- nadas ao trabalho em grupo, é apresentado a seguir (Bolívar, 1998). ESCALA DE ATITUDES DO TIPO LIKERT SOBRE O TRABALHO EM GRUPO 01 Quando estou em um grupo de companheiros e amigos, sempre tento que façam o que quero. 1 2 3 4 5 02 Falar em grupo não serve para nada porque ninguém presta atenção. 1 2 3 4 5 03 Quando estou em grupo, tento convencer os outros se acho que eles estão equivocados. 1 2 3 4 5 04 É importante escutar os outros quando fazemos coisas em grupo. 1 2 3 4 5 05 Não gosto de fazer trabalhos em grupo porque nunca entro em acordo com os meus companheiros. 1 2 3 4 5 06 Se estou em grupo e os demais querem que eu faça algo, acato a decisão do grupo. 1 2 3 4 5 07 Quando se decide algo em grupo, levo em consideração a decisão, ainda que não esteja de acordo. 1 2 3 4 5 08 Quando trabalho em grupo, eu mesmo prefiro estabelecer as regras. 1 2 3 4 5 09 Trabalho em grupo só quando o professor me obriga. 1 2 3 4 5 10 Quando estou em um grupo e alguém me diz algo de que não gosto, fico nervoso. 1 2 3 4 5 11 Quando estou em um grupo em discussão, deixo os outros terminarem de falar antes de dizer algo. 1 2 3 4 5 12 Quando estou em um grupo, não fico calado e digo o que penso. 1 2 3 4 5 13 Quando estou em um grupo, tento falar com os outros para entrarmos em algum acordo. 1 2 3 4 5 14 Os grupos funcionam melhor quando todos concordam com as normas. 1 2 3 4 5 15 Gosto de cooperar com os meus companheiros de grupo. 1 2 3 4 5 16 É mais agradável trabalhar em grupo. 1 2 3 4 5 17 Fazer coisas em grupo é uma chateação, prefiro trabalhar sozinho. 1 2 3 4 5 18 É perda de tempo escutar os outros quando estou em grupo. 1 2 3 4 5 19 Defendo as coisas que diz o meu grupo, ainda que não esteja de acordo. 1 2 3 4 5 20 Quando estou em um grupo, fico aborrecido por ter de escutar o que os outros dizem. 1 2 3 4 5 21 É melhor trabalhar em grupo, pois se aprende melhor. 1 2 3 4 5 Adaptado de: BOLÍVAR, A. La evaluación de valores y actitudes. Madrid: Anaya, 1998. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 24 12/9/17 3:00 PM XXVMANUAL DO PROFESSOR III. Estrutura geral da cole•‹o Esta coleção é composta de cinco livros, do 1o ao 5o ano do Ensino Fundamental. De modo geral, ca- da livro está estruturado conforme descrito a seguir. Início do livro No início do volume você encontrará a Apresentação, o minimanual Conheça seu livro e o Sumário. Apresentação Traz sempre um pequeno texto, cujo objetivo é dar ao aluno uma visão geral do que vai ser estudado durante o ano. É interessante ler essa apresentação com os alunos no pri- meiro dia de aula e pedir que escrevam, em uma folha à parte e datada: o que, segundo o texto, vai ser estudado em Ciências, o que eles já sabem sobre esses assuntos e o que gostariam de saber. No fim do bimestre, do semestre ou do ano letivo, peça aos alunos que realizem essa tarefa novamente, em outra folha data- da. Dessa forma, eles poderão ler e comparar as respostas e, assim, tornar-se mais conscientes de seu aprendizado, além de terem a oportunidade de expressar suas emoções em relação ao curso de Ciências que fizeram e de manifestar sua motivação para prosseguir o estudo. Conheça seu livro Aqui é apresentada a organização dos cinco livros que compõem esta coleção: a abertura das unidades, os capítulos, as seções, os destaques e avisos, além dos textos e das atividades. APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO Id e ár io L AB /A rqu ivo d a editora CRESCER E SE MODIFICAR, BRINCAR E SE EMOCIONAR, APRENDER SOBRE NOSSO MUNDO E SABER ALGUMAS COISAS QUE ACONTECEM COM ELE, IR PRA LÁ, VIR PRA CÁ, VIAJAR PRA BEM LONGE… ISSO TUDO VOCÊ VAI VER NESTE SEU PRIMEIRO LIVRO DE CIÊNCIAS. VOCÊ VAI DESCOBRIR TAMBÉM QUE ESTE LIVRO É MUITO MAIS DO QUE VOCÊ PODERIA IMAGINAR! O AUTOR 3 CONHEÇA SEU LIVRO 4 ESTE BILHETE SEMPRE TRAZ UM RECADO ESPECIAL PARA VOCÊ. SE APARECER UMA PALAVRA OU EXPRESSÃO COM FUNDO VERDE, CONSULTE O GLOSSÁRIO NO FIM DO LIVRO. ATIVIDADE PRÁTICA AQUI VOCÊ PÕE EM PRÁTICA A ATIVIDADE PROPOSTA E SE DIVERTE COM OS COLEGAS. COM A PALAVRA... ENTREVISTASCOM DIFERENTES PROFISSIONAIS FARÃO VOCÊ PERCEBER QUE O CONHECIMENTO TAMBÉM PODE SER ADQUIRIDO ALÉM DOS LIVROS. VEJA A SEGUIR COMO SEU LIVRO DE CIÊNCIAS ESTÁ ORGANIZADO. DEPOIS, COM UM COLEGA, FOLHEIE O LIVRO E DESCUBRA TUDO O QUE ESTÁ APRESENTADO NESTAS PÁGINAS. UNIDADES ESTE LIVRO É DIVIDIDO EM QUATRO UNIDADES. NO INÍCIO DE CADA UMA HÁ UMA IMAGEM SOBRE O ASSUNTO A SER ESTUDADO. 42 UNIDADE 2 SEUS DENTES, SUA IDADE POR QUE OS DENTES DAS CRIAN‚AS CAEM? EMBAIXO DO DENTE DE LEITE DA CRIANÇA EXISTE OUTRO DENTE. À MEDIDA QUE ESSE OUTRO DENTE CRESCE, O DENTE DE LEITE VAI “AMOLECENDO” (DESPRENDENDO-SE DA GENGIVAVV )AA ATÉ CAIR E DAR LUGAR AO OUTRO. QUANTO TEMPO DURA O DENTE QUE SUBSTITUI O DENTE DE LEITE? ELE FICARÁ CONOSCO PELO RESTO DA VIDA, POR ISSO É CHAMADO DE DENTE PERMANENTE. EM GERAL, UM ADULTO TEM 32 DENTES PERMANENTES, E UMA CRIANÇA QUE AINDA NÃO COMEÇOU A TROCAR OS SEUS DENTES TEM 20 DENTES DE LEITE. O QUE DEVEMOS FAZER PARA CUIDAR DOS NOSSOS DENTES? TEMOS DE ESCOVAR OS DENTES ADEQUADAMENTE. ALÉM DISSO, É IMPORTANTE LIMPAR MUITO BEM O ESPAÇO ENTRE UM DENTE E OUTRO, POIS AÍ PODE SE ACUMULAR MUITA SUJEIRA. PARA ISSO, DEVEMOS USAR O FIO DENTAL. EXISTE ALGUM RECADO IMPORTANTE QUE VOCÊ GOSTARIA DE NOS PASSAR? SIM, O PRIMEIRO É: EVITE COMER BALAS, DOCES E OUTRAS GULOSEIMAS. ELES SÃO GOSTOSOS, MAS CONTRIBUEM PARA QUE OCORRAM VÁRIOS PROBLEMAS NOS DENTES. O SEGUNDO RECADO É: VISITE UM DENTISTA REGULARMENTE. ELE PODE AJUDÁ-LO A MANTER OS DENTES LIMPOS E A PREVENIR PROBLEMAS DENTÁRIOS. COM A PALAVRAÉ A DOUTORA SÔNIA MARIA ALVES RECOMENDA: VISITE O DENTISTA REGULARMENTE. R o b e rt o D u a rt e /A c e rv o d o f o tó g ra fo MASTIGAR OS ALIMENTOS ANTES DE ENGOLIR É O PRIMEIRO PASSO DA DIGESTÃO. E PARA ISSO PRECISAMOS DOS NOSSOS DENTES. QUE TAL CONHECER UM POUCO MELHOR OS SEUS DENTES? PARA COMEÇAR, ACOMPANHE COM O PROFESSOR A LEITURA DA ENTREVISTA COM UMA DENTISTA. VEJA O QUE ELA TEM A NOS DIZER. VAMOS ESTUDAR NOSSOS DENTES E APRENDER A CUIDAR DELES. CAPÍTULOS SÃO 8 CAPÍTULOS NO TOTAL. CADA UM DELES É COMO UMA HISTÓRIA, COM INÍCIO, DESENVOLVIMENTO E FINALIZAÇÃO, NA FORMA DE ATIVIDADES. PARA INICIAR AQUI VOCÊ E OS COLEGAS CONVERSAM SOBRE O QUE VÃO ESTUDAR E PODEM DAR OPINIÕES SOBRE OS TEMAS. QUEREMOS OUVIR O QUE VOCÊS TÊM A DIZER!UNIDADE 1 22 SERES VIVOS SE DESENVOLVEM CAPÍTULO 2 O QUE É VIVO NESSE AQUÁRIO? NESTE CAPÍTULO VAMOS ESTUDAR ALGUNS SERES VIVOS, SUA REPRODU‚ÌO E SEU DESENVOLVIMENTO. ● FAÇA DUAS LISTAS NO CADERNO: UMA DO QUE É VIVO E OUTRA DO QUE NÃO É VIVO NO AQUÁRIO MOSTRADO NA IMAGEM ACIMA. ● EM SUA OPINIÃO, O QUE DIFERENCIA O QUE É VIVO DO QUE NÃO TEM VIDA? ● COMO VOCÊ IMAGINA QUE SEJAM UMA MOSCA, UM PÉ DE FEIJÃO E UMA SERPENTE AO NASCER? SERIAM DIFERENTES DE QUANDO ADULTOS? PARA INICIAR HomeStudio/Fishman64/Dobermaraner/StudioByTheSea/Shutterstock 11 CAPÍTULO 1 QUE TAL CONSTRUIRMOS UM AMBIENTE “ARTIFICIAL”? COMO FAZER 1. CUBRA O FUNDO DO RECIPIENTE COM TERRA. ATENÇÃO LAVE BEM AS MÃOS APÓS MEXER COM A TERRA. SE POSSÍVEL, USE LUVAS PROTETORAS. ATIVIDADE PRÁTICA MATERIAL ÁGUA FOLHAS E PEDAÇOS DE PLANTAS RECIPIENTE PLÁSTICO (BACIA OU BANDEJA) REVISTAS OU JORNAIS SACO PLÁSTICO TERRA TESOURA DE PONTAS ARREDONDADAS F o to s : E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra 2. RECORTE UM PEDAÇO DE PLÁSTICO E ACOMODE-O NA TERRA PARA CRIAR UM LAGO. COLOQUE UM POUCO DE ÁGUA. QUE TAL COLOCA R TAMBÉM IMAGENS DE SERE S HUMANOS NESSE AMBIENTE? QUE TAL COLOCA R TAMBÉM 3. FINQUE ALGUMAS FOLHAS E PEDAÇOS DE PLANTAS NA TERRA, POSICIONANDO-OS COMO ACHAR MELHOR. 4. RECORTE IMAGENS DOS ANIMAIS QUE VÃO “MORAR” NESSE AMBIENTE E COLOQUE-AS DENTRO DO RECIPIENTE. K a m i Q u e ir o z/ A rq u iv o d a e d it o ra 68 69 Sol, céu e nuvens3 Unidade Nesta imagem, o que é visível no céu? Qual é o provável horário que essa cena retrata: será que é manhã, tarde ou noite? Como é o formato e a posição das sombras que aparecem na imagem? 5 O QUE ESTUDAMOS AQUI VOCÊ CONFERE O QUE ESTUDOU, RELEMBRANDO OS TEMAS TRABALHADOS NOS CAPÍTULOS DA UNIDADE. ESTE É O MOMENTO DE REFLETIR SOBRE O QUE APRENDEU E SOBRE A FORMA DE AGIR, PENSAR E SENTIR NO DIA A DIA. VOCABULçRIO: PARA FACILITAR A COMPREENSÃO DOS TEXTOS, O SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS SERÁ APRESENTADO NA PRÓPRIA PÁGINA. UNIDADE 2 O UE ESTUDAMOS66 67 O UE ESTUDAMOS ... APRENDEU A CUIDAR DOS MACHUCADOS. ... EXPLOROU OS SENTIDOS DO CORPO HUMANO. ... COMPREENDEU DIVERSOS CUIDADOS QUE DEVEMOS TER COM O CORPO. FOLHEIE AS PÁGINAS ANTERIORES E REFLITA SOBRE VALORES, ATITUDES E O QUE VOCÊ SENTIU E APRENDEU NESTA UNIDADE. DE AGORA EM DIANTE, COMO VOCÊ VAI CUIDAR DOS SEUS DENTES? E O QUE VOCÊ PRETENDE FAZER, NO SEU DIA A DIA, PARA EVITAR SE MACHUCAR? O QUE VOCÊ JÁ PODE FAZER PARA CUIDAR DE SUA SAÚDE SEM QUE SEUS PAIS TENHAM DE FICAR LEMBRANDO VOCÊ A TODO MOMENTO? ... ESTUDOU OS DENTES E COMPREENDEU A IMPORTÂNCIA DE MANTÊ-LOS SEMPRE LIMPOS. ... REFLETIU QUE ESTÁ FICANDO MAIS VELHO E, PORTANTO, JÁ É MAIS RESPONSÁVEL POR DESENVOLVER HÁBITOS QUE PROMOVEM SAÚDE. OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR E RELEMBRE O QUE ESTUDOU. DEPOIS, CONVERSE COM OS COLEGAS E COM O PROFESSOR SOBRE O QUE VOCÊ APRENDEU NESTA UNIDADE QUE ANTES NÃO SABIA. VOCæ... NESTA UNIDADE: APRENDEMOS QUE MUDAMOS COM O PASSAR DO TEMPO E QUE DEVEMOS CUIDAR DE NÓS MESMOS. ENTENDEMOS QUE DEVEMOS PREVENIR ACIDENTES E TER HÁBITOS SAUDÁVEIS PARA CUIDAR DA NOSSA SAÚDE. ESTUDAMOS QUE ESTRUTURAS DO NOSSO CORPO SE RELACIONAM À PERCEPÇÃO DO MUNDO ATRAVÉS DOS SENTIDOS. REGIS TRE S UAS ID EIAS NO CA DERN O.R EGIST RE SU AS IDE IAS M a rk J a n u s /S h u tt e rs to ck F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m B le n d I m a g e s - L W A /D a n n T a rd if /G e tt y I m a g e s G a lin a 2 7 0 3 /S h u tt e rs to ck MURAL DA TURMA QUE TAL COMPARTILHAR SUAS PRODUÇÕES COM OS COLEGAS? ESSE É O OBJETIVO DO MURAL. 5756 CAPÍTULO 4UNIDADE 2 4 LEIA AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, QUE COMEÇAM NESTA PÁGINA E CONTINUAM NA PÁGINA SEGUINTE. 5 AGORA, RESPONDA: A) EM QUAL DESSAS HISTÓRIAS A CRIANÇA SOFREU FERIMENTOS SUPERFICIAIS? EXPLIQUE COMO FOI ESSE FERIMENTO. B) EM QUAL DAS HISTÓRIAS A CRIANÇA SOFREU UM FERIMENTO MAIS GRAVE? EXPLIQUE SUA RESPOSTA. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra 6 NOS TRECHOS ABAIXO, AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS CONTAM COMO AS CRIANÇAS TRATARAM DE SEUS MACHUCADOS. 7 AGORA, TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS E EXPLIQUE: A) O QUE FOI FEITO PARA TRATAR DO MACHUCADO NA PRIMEIRA HISTÓRIA? B) O QUE FOI FEITO PARA TRATAR DO MACHUCADO NA SEGUNDA HISTÓRIA? 8 MURAL DA TURMA EM UMA FOLHA AVULSA, FAÇA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA CONTAR ALGUMA VEZ EM QUE VOCÊ SE MACHUCOU. CONTE TAMBÉM COMO FOI O TRATAMENTO. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra CRIE U M TÍTU LO PA RA CADA HISTÓ RIA.C RIE UM TÍTUL O PAR A VAMOS VER DE NOVO? AQUI VOCÊ RETOMA O QUE FOI ESTUDADO NO CAPÍTULO POR MEIO DE TEXTOS, ESQUEMAS E ATIVIDADES. M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra VAMOS VER DE NOVO? UNIDADE 2 50 51 © M a u ri c io d e S o u s a /M a u ri c io d e S o u s a E d it o ra L td a . DEVE RECEBER DENTE NESTE CAPÍTULO VOCÊ APRENDEU QUE: NOSSA DENTIÇÃO MUDA À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA. DEVEMOS ESCOVAR OS DENTES CORRETAMENTE E VISITAR O DENTISTA REGULARMENTE. DEVEMOSDESENVOLVER HÁBITOS QUE FAVOREÇAM NOSSA SAÚDE, COMO OS HÁBITOS DE HIGIENE, POR EXEMPLO. POSSUÍMOS DIFERENTES SENTIDOS: TATO, GUSTAÇÃO, OLFATO, VISÃO E AUDIÇÃO. 1 COMPLETE OS ESQUEMAS USANDO OS TERMOS E AS EXPRESSÕES MAIS ADEQUADOS DO BANCO DE PALAVRAS. DENTE PERMANENTE ESCOVAÇÃO DENTE DE LEITE 2 LEIA ESTA TIRINHA E EM SEGUIDA RESPONDA. PODE SER PROMOVIDA POR PODEM SE RELACIONAR, POR EXEMPLO, COM A(O) ENVOLVE, POR EXEMPLO, CUIDADO COM OS SER HUMANO DESCANSO SAÚDE HÁBITOS SENTIDOS GUSTAÇÃO TATO AUDIÇÃO OLFATO VISÃO ALIMENTAÇÃO HIGIENE DENTES PODE SER DENTE DEVE CUIDAR DA POSSUI M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra A) QUAL HÁBITO NÃO RECOMENDADO É CARACTERÍSTICO DESSE PERSONAGEM? B) NO CADERNO, FAÇA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA MOSTRAR, DE FORMA BEM-HUMORADA, UM HÁBITO QUE VOCÊ SABE QUE DEVE MUDAR OU UM HÁBITO QUE VOCÊ ACHA QUE DEVE ADQUIRIR. 3 ANALISE A IMAGEM E CONVERSE COM OS COLEGAS: QUE SENTIDOS ESTÃO SENDO USADOS PELAS PESSOAS? FONTE: BANCO DE IMAGENS MSP. TECENDO SABERES NESTA SEÇÃO VOCÊ VERÁ COMO TUDO O QUE APRENDEU PODERÁ AJUDAR NO ESTUDO DE OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO. TECENDO SABERES UNIDADE 4 122 TECENDO SABERES 123 1 Leia o texto e troque ideias com os colegas: Qual será o presente que o narrador do texto quer ganhar? Um presente de papel Eu queria um presentinho, um presente de Natal. Não precisa ser de plástico, muito menos de metal. Um presente em que eu embarque, em que eu possa viajar. [...] Com ele eu não fico só, e com ele eu posso sorrir. Posso até ficar com medo, mas eu vou me divertir. [...] Vou pedir para o meu pai — finjo que é Papai Noel — O presente que eu quero É um presente de papel! [...] Pedro Bandeira. Mais respeito, eu sou criança! São Paulo: Moderna, 2009. Identifique nas imagens da dobradura figuras geométricas como o triângulo e o quadrado. Identifique nas imagens 5 Converse com seus pais ou responsáveis e com os colegas e responda: a) De que seus pais ou responsáveis costumavam brincar quando tinham a sua idade? b) Você e os colegas costumam brincar das mesmas brincadeiras que seus pais ou responsáveis brincavam?Hag a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra 2 No diagrama de letras, identifique os materiais citados no texto da página anterior. I G M D K E A F T T A W N R B T X J O E L E I B H P L Á S T I C O D K Q T A Y R G T B R O A O H J W O T P A P E L F O E H Z V X T F X J C N L E J L C J U U E D Y O I B Z Assim também aprendo 3 No caderno, acrescente um ou dois versos ao texto da página anterior, citando um material elaborado que estudamos nesta unidade: o vidro. 4 Que tal fazer e dar de presente para seus amigos um origâmi? Pegue um pedaço quadrado de papel e siga o passo a passo! 1 2 3 4 5 6 7 8 F o to s : to fa n g /S h u tt e rs to ck ASSIM TAMBÉM APRENDO QUE TAL APRENDER UM POUCO MAIS COM JOGOS E ATIVIDADES DIVERTIDAS? ESSE É O OBJETIVO DESTA SEÇÃO. 6160 CAPÍTULO 4UNIDADE 2 4 VAMOS JOGAR O JOGO DOS HÁBITOS OPOSTOS? ELE PODE NOS AJUDAR A DESENVOLVER HÁBITOS SAUDÁVEIS PARA O NOSSO BEM-ESTAR. • FAÇA AS CARTAS DO JOGO. SERÃO DOIS BARALHOS: • BARALHO DE HÁBITOS: FAÇA ALGUMAS CARTAS COM HÁBITOS RECOMENDADOS (POR EXEMPLO, TOMAR BANHO DIARIAMENTE) E OUTRAS COM HÁBITOS NÃO RECOMENDADOS (POR EXEMPLO, NÃO ESCOVAR OS DENTES). • BARALHO DE NÚMEROS: FAÇA ALGUMAS CARTAS COM O NÚMERO 1 E ALGUMAS CARTAS COM O NÚMERO 2. • MISTURE AS CARTAS E DEIXE OS BARALHOS NOS LOCAIS INDICADOS NO TABULEIRO. USE GRÃOS DE FEIJÃO COLORIDO S PARA MARCAR AS CASAS NO TABULEIRO. USE GRÃOS DE • SORTEIE UMA CARTA DO BARALHO DE NÚMEROS PARA SABER QUANTAS CASAS ANDAR NA TRILHA. • AO CHEGAR NO LOCAL ADEQUADO, SORTEIE UMA CARTA DO BARALHO DE HÁBITOS. • SE VOCÊ TIRAR UM HÁBITO NÃO RECOMENDADO, VOLTE UMA CASA. SE TIRAR UM HÁBITO RECOMENDADO, AVANCE UMA CASA. • SE VOCÊ PARAR NA ILUSTRAÇÃO DE UM HÁBITO, ESCOLHA OUTRO JOGADOR: ELE DEVERÁ FAZER UMA MÍMICA PARA REPRESENTAR ESSE HÁBITO. • VENCE O JOGO QUEM TERMINAR O PERCURSO PRIMEIRO. 5 COMPLETE AS LEGENDAS, EXPLICANDO CADA HÁBITO ILUSTRADO. ASSIM TAMBƒM APRENDO G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra LARGADA CHEGADA BARALHO DE NÚMEROS BARALHO DE HÁBITOS 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 25 12/9/17 3:01 PM XXVI MANUAL DO PROFESSOR Sumário Nele estão indicados os títulos das unidades e dos capítulos, assim como a localização de seções como Vamos ver de novo?, Tecendo saberes e O que estudamos. Também são indicados o Glossário e a Bibliografia. As unidades didáticas Os conteúdos conceituais são apresentados em quatro unidades didáticas. As unidades do 1o ao 3o ano contam, cada uma, com dois capítulos; nos volumes do 4o e do 5o ano, há unidades didáticas com dois ou três capítulos. 34 SOMOS HUMANOS2 UNIDADE B e a tr iz M a y u m i/ A rq u iv o d a e d it o ra SOMOS HUMANOS DE QUE AS CRIANÇAS ESTÃO BRINCANDO? QUE PARTES DO CORPO DELAS ESTÃO EM MOVIMENTO NESSAS BRINCADEIRAS? QUAIS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AS PESSOAS QUE ANDAM DE BICICLETA ESTÃO USANDO? O QUE VOCÊ ACHA QUE AS DIFERENTES CRIANÇAS REPRESENTADAS NESTA IMAGEM ESTÃO SENTINDO? VOCÊ JÁ SE SENTIU COMO ALGUMA DELAS? 35 DESENVOLVIMENTO E CORPO HUMANO 382 UNIDADE 6 SUMÁRIO AMBIENTE E SERES VIVOS 81 UNIDADE CAPÍTULO 1 DIFERENTES AMBIENTES 10 PARA INICIAR 10 ATIVIDADE PRÁTICA 11 OBSERVANDO AMBIENTES 12 MÃOS À OBRA 16 A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS 18 VAMOS VER DE NOVO? 20 CAPÍTULO 2 SERES VIVOS SE DESENVOLVEM 22 PARA INICIAR 22 ATIVIDADE PRÁTICA 23 PLANTAS SE DESENVOLVEM 24 VOCÊ TAMBÉM SE DESENVOLVE 28 VAMOS VER DE NOVO? 32 TECENDO SABERES ..................... 34 O QUE ESTUDAMOS .................... 36 CAPÍTULO 3 VOCÊ ESTÁ FICANDO MAIS VELHO 40 PARA INICIAR 40 ATIVIDADE PRÁTICA 41 SEUS DENTES, SUA IDADE 42 SEUS HÁBITOS, SUA IDADE 44 SENTIR E PERCEBER 46 VAMOS VER DE NOVO? 50 CAPÍTULO 4 FERIMENTOS E CUIDADOS 52 PARA INICIAR 52 ATIVIDADE PRÁTICA 53 QUANDO NOS MACHUCAMOS... 54 CUIDE-SE! 58 VAMOS VER DE NOVO? 62 TECENDO SABERES ..................... 64 O QUE ESTUDAMOS .................... 66 SOL, CÉU E NUVENS 683 UNIDADE INVENÇÕES, TERMÔMETROS E MATERIAIS 964 UNIDADE Id eá rio L ab /A rq uiv o da e dit or a 7 CAPÍTULO 5 OBSERVAR O CÉU 70 PARA INICIAR 70 ATIVIDADE PRÁTICA 71 RELÓGIO DE SOL 72 NUVENS NO CÉU 76 VAMOS VER DE NOVO? 78 CAPÍTULO 6 COMO ESTARÁ O TEMPO? 80 PARA INICIAR 80 ATIVIDADE PRÁTICA 81 O TEMPO ANUNCIADO 82 METEOROLOGIA 86 VAMOS VER DE NOVO? 90 TECENDO SABERES ..................... 92 O QUE ESTUDAMOS .................... 94 CAPÍTULO 7 INVENÇÕES: QUENTE E FRIO 98 PARA INICIAR 98 ATIVIDADE PRÁTICA 99 TERMÔMETRO: UM INSTRUMENTO DE MEDIDA 100 ÁGUA QUE NÃO É LÍQUIDA 104 VAMOS VER DE NOVO? 108 CAPÍTULO 8 INVENÇÕES: OBJETOS E MATERIAIS 110 PARA INICIAR 110 ATIVIDADE PRÁTICA 111 DIFERENTES OBJETOS, DIFERENTES MATERIAIS 112 MATERIAIS ELABORADOS 116 VAMOS VER DE NOVO? 120 TECENDO SABERES ..................... 122 O QUE ESTUDAMOS .................... 124 GLOSSÁRIO 126 BIBLIOGRAFIA 128 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 26 12/9/17 3:01 PM XXVIIMANUAL DO PROFESSOR Capítulos organizados como módulos didáticos Para viabilizar o ensino-aprendizagem, nesta obra procuramos desenvolver capítulos como se fossem módu- los didáticos completos, e não aulas ou atividades isoladas. Podemos dizer, portanto, que cada capítulo didático se parece com uma história. Características de um capítulo didático • Apresenta-se como uma narrativa, com começo, meio e fim. • Apresenta contextos familiares aos alunos. • Motiva os alunos a se envolver pessoalmente com o conteúdo (e a se empenhar em solucionar as indagações propostas). • Contém uma sériede mensagens complexas, implícitas e explícitas, percebidas pelos alunos. Cada capítulo apresenta grande autonomia e pode, portanto, ser visto como uma “história” dentro de um livro com várias outras “histórias” (ou seja, um livro com vários outros capítulos didáticos). Isso possibilita com- patibilizar a obra com o seu trabalho da maneira que julgar mais adequada. A seguir apresentamos detalhadamente a estrutura de cada capítulo didático. Os volumes do 1o ao 3o ano têm oito capítulos didáticos; no 4o e no 5o ano, cada volume tem dez capítulos didáticos, planejados especifica- mente para o ensino de Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Estrutura do capítulo didático Assim como uma história, cada capítulo didático possui um início, um desenvolvimento e um fim. Observe o quadro a seguir e conheça as partes que, de modo geral, constituem o início, o desenvolvimento e o fim de cada capítulo didático e também o fim das unidades didáticas desta coleção. CAPÍTULO DIDÁTICO FIM DA UNIDADE DIDÁTICAInício Desenvolvimento Fim • Figura inicial e questão inicial • Para iniciar • Atividade prática • Problemas • Assim também aprendo • Mural da Turma • Com a palavra... • Desafio • Vamos ver de novo? • Tecendo saberes • O que estudamos Conheça a seguir as características de cada parte de um capítulo didático. CAPÍTULO 7 ro b u a rt /S h u tt e rs to ck M a ry V a le ry /S h u tt e rs to ck 1 COM A AJUDA DO PROFESSOR, RELEIA O TEXTO DA PÁGINA ANTERIOR E CIRCULE AS PALAVRAS QUE SE REFEREM AO TEMPO QUE PASSA. SÃO AS MESMAS INDICADAS NO BANCO DE PALAVRAS ABAIXO. SEMANA DIAS ONTEM AMANHà DOMINGO 2 COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA AS MANCHETES DE JORNAL QUE INFORMAM SOBRE O TEMPO METEOROLÓGICO. CIRCULE O PERÍODO DO DIA CITADO EM CADA TEXTO: MANHÃ, TARDE OU NOITE. FOLHA DO CIDADÌO VENTOS FORTES A TARDE TODA. A TEMPERATURA DEVE CAIR DIçRIO DE NOTêCIA S CHUVAS CAUSAM ENCHENTES NO CO MEÇO DA NOITE JORNAL DA CIDADE TEMPERATURAS ALTAS NO INêCIO DA MANHÌ F o to s : S T IL L F X /S h u tt e rs to ck 3 AGORA, TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS E CRIE ORALMENTE UMA MANCHETE. PEÇA A AJUDA DO PROFESSOR PARA ESCREVÊ-LA E AFIXÁ-LA NO MURAL DA CLASSE. LEMBRE-SE DE INDICAR O PERÍODO DO DIA EM QUE O EVENTO NOTICIADO OCORREU: MANHÃ, TARDE OU NOITE. DESAFIO 95 O TEMPO QUE PASSA VAMOS EXPLORAR OS DIFERENTES PERÍODOS DO DIA E AS DATAS DO ANO. Ideári o LAB /Arqu ivo da edito ra [...] — MAMÃE, O QUE É SEMANA? — JOÃO SEMPRE PERGUNTAVA. — SEMANA SÃO SETE DIAS — ELA SEMPRE EXPLICAVA. MAS JOÃO SE CONFUNDIA. MAS JOÃO SE ATRAPALHAVA. — ONTEM, DOMINGO, AMANHÃ. ANIVERSÁRIO, NATAL... NOS DEDOS JOÃO CONTAVA: — FALTA PÁSCOA E CARNAVAL... — NADA DISSO, MEU QUERIDO. SÃO SETE, TUDO SEGUIDO... A MÃE ACHAVA ENGRAÇADO. E JOÃO FICAVA BRAVO, POR SER TÃO ATRAPALHADO. [...] MACHADO, ANA MARIA. UM DIA DESSES... SÃO PAULO: ÁTICA, 2016. 94 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 27 12/9/17 3:01 PM XXVIII MANUAL DO PROFESSOR UNIDADE 3 PELOS MARES CAPÍTULO 5 NESTE CAPÍTULO VAMOS ESTUDAR O MAR: QUE SERES VIVOS PODEM SER ENCONTRADOS NELE? COMO O SER HUMANO TEM EXPLORADO ESSE AMBIENTE? ● VOCÊ GOSTA DO MAR? ● O QUE VOCÊ ACHA QUE PODEMOS ENCONTRAR NO MAR? ● TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS: COMO VOCÊ ACHA QUE O SER HUMANO TEM CUIDADO DOS MARES? PARA INICIAR O QUE PODEMOS ENCONTRAR NO MAR? Jag_cz/Shutterstock 1 METRO 62 Início do capítulo organizado como módulo didático Imagem inicial e questão inicial – Todos os capítulos didáticos têm uma imagem e uma questão iniciais. Conversar com os alunos sobre essa imagem e as possíveis respostas à questão inicial é uma estratégia que potencialmente: • motiva-os; • instiga-os a estudar os assuntos do capítulo; • fortalece os vínculos com o professor e com o material didático. Em diferentes momentos do capítulo didático, você pode convidar os alunos a rever a imagem inicial e redis- cutir as respostas que deram para a questão apresentada. Isso favorece o envolvimento dos alunos com o capí- tulo e a reflexão sobre o próprio aprendizado: – O que eu comentei antes, ao ver essa imagem, é o mesmo que eu comento agora? – Antes, quando íamos começar a estudar o capítulo didático, eu via nessa imagem o mesmo que vejo agora? – A resposta que eu dei antes, para a questão inicial, é a mesma que dou agora? O que mudou? Para iniciar – Sempre no início do capítulo, e imediatamente depois da imagem e da questão iniciais, essa seção: • incentiva os alunos a falar sobre assuntos relacionados aos conteúdos conceituais que serão estudados, ex- pressando assim suas ideias de forma consciente; • cria condições para que as ideias cientificamente aceitas sejam apresentadas somente como uma das possi- bilidades, valorizando o conhecimento prévio dos alunos; • pode motivar os alunos; • ajuda a criar contextos para as informações novas que serão apresentadas no decorrer do capítulo; • começa a apresentar os conteúdos conceituais em contextos familiares e próximos dos alunos. NÚMERO DO CAPÍTULO TÍTULO DO CAPÍTULO QUESTÃO INICIAL IMAGEM INICIAL PARA INICIAR 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 28 12/9/17 3:01 PM XXIXMANUAL DO PROFESSOR 53 CAPÍTULO 4 QUE TAL MONTAR A PEÇA “POSTO DE SAÚDE” COM OS COLEGAS? COMO FAZER 1. DECIDAM QUEM SERÃO AS PERSONAGENS PRINCIPAIS E POR QUE VÃO PROCURAR O POSTO DE SAÚDE. ATIVIDADE PRÁTICA F o to s : F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m 2. CAPRICHEM NA MONTAGEM DO CENÁRIO QUE REPRESENTARÁ O POSTO DE SAÚDE. 3. ENCENEM O ATENDIMENTO FEITO PELO MÉDICO, ENFERMEIRO OU AGENTE DE SAÚDE. 4. ENCERREM A PEÇA TEATRAL COM UM RECADO SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS POSTOS DE SAÚDE. Na seção Para iniciar, procuramos criar certa “atmosfera”, com o propósito de atrair o aluno para o capítulo didático a ser desenvolvido. De maneira geral, os temas giram em torno de assuntos do cotidiano, que são reto- mados durante o desenvolvimento da unidade. Você pode considerar as perguntas da seção Para iniciar um instrumento para avaliar as concepções prévias dos alunos. Já para estes, elas têm, inicialmente, a finalidade de levá-los a tomar conhecimento daquilo que vão estudar. É aconselhável que, de tempos em tempos, você peça aos alunos que revejam o que escreveram ou discutiram como respostas às questões desse item e então reflitam se, depois de terem realizado determinado trabalho ou sequência de atividades, responderiam da mesma forma a tais perguntas. Permitir aos alunos comparar suas concepções antes e depois do estudo de um capítulo didático possibilita que eles tenham uma dimensão de como evoluíram e avaliem a sua própria aprendizagem, refletindo sobre as mudanças concei- tuais e também sobre as atitudes e os procedimentos que desenvolveram durante a execução de algumas atividades. Atividade prática – Nessa seção, os alunos são incentivados a fazer uma exploração inicial dos assuntos que serão estuda- dos. Aqui, mais especificamente, consideramos atividades prá- ticas aquelas que não são desenvolvidas apenas com uso de lápis e papel. Por isso, essa seção apresenta uma grande diver- sidade de atividades, podendo haver a sugestão da execução de demonstrações práticas, de experimentos descritivos, de entrevistas, de jogos. Trata-se, portanto, de uma excelente oportunidade para fortalecer o convívio entre os alunos, valo- rizar a diversidade de opiniões e, de modo geral, estimular uma primeira aproximação com os temas que serão abordados. Desenvolvimento do capítulo didático Os capítulos equivalem a ciclos investigativos. São espaços reservados ao desenvolvimento do trabalho com conceitos, proposições conceituais, procedimentos e atitudes. Depois da página inicial, em cada capítulo há: • problemas a serem resolvidos pelo aluno ou pelo grupo de alunos; • apresentação de fatos, eventos e fenômenos por meio de textos, entrevistas e ilustrações; • propostas de atividades. Atividades,textos e imagens – A obra usa muitas imagens (fotografias, desenhos, esquemas, tabelas, qua- dros, gráficos), às quais o texto faz referência direta, incentivando a observação, a comparação e a análise por parte do aluno-leitor. Os textos, geralmente curtos e de diferentes fontes, possibilitam ao aluno-leitor o acesso a novas informações e/ou a elaboração de sínteses. Eles costumam vir acompanhados de ilustrações e fotografias, um “descanso visual” que torna a apresentação dos textos mais suave e motiva os alunos a lê-los. Esclarecemos que procuramos sempre citar as referências do material consultado. As atividades propostas nesta coleção foram desenvolvidas de modo a favorecer um aprendizado significa- tivo. Ao solicitar aos alunos que as executem, é importante explicitar o contexto em que essas atividades se encaixam e a serviço da resolução de qual problema elas estão. Portanto, deve-se evitar que as atividades sejam feitas isoladamente em relação ao seu contexto, sem que os alunos percebam claramente por que as realizam. As notas em torno das páginas do Livro do Aluno neste Manual fornecem vários subsídios para a condu- ção das atividades, além de indicar sugestões de atividades complementares. 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 29 12/9/17 3:01 PM XXX MANUAL DO PROFESSOR Em vários momentos do livro, em meio a textos, imagens e entrevistas, explicitamos para o aluno-leitor os possíveis passos investigativos que podem ser seguidos para encontrar respostas às indagações feitas. Porém, ressaltamos que o professor e o aluno devem encarar essas explicitações como sugestões de inves- tigação, como uma forma possível – portanto, não a única – de lidar com as informações conhecidas, de buscar novos conhecimentos e de abordar os problemas propostos. Com a palavra... – Apresenta entrevistas, que cumprem vá- rios papéis neste livro. Elas: • possibilitam ao aluno entrar em contato com um profissional especialista no assunto que está estudando; • facilitam ao aluno obter informações novas; • apresentam algumas sínteses de parte do conteúdo traba- lhado no capítulo; • permitem que os alunos identifiquem, no dia a dia de alguns profissionais, os conceitos que estão sendo estudados. Por meio das entrevistas, os alunos vão adquirindo a noção de que o conhecimento não está somente nos livros; afinal, di- ferentes profissionais sempre têm algo a nos ensinar. Com isso eles poderão, aos poucos, se sentir motivados a conversar com as pessoas, a descobrir mais sobre as suas profissões e a valori- zá-las (pois perceberão que sempre se pode aprender algo com alguém). Mural da turma – Seção em que os alunos são convidados a colocar as suas produções em um espaço coletivo: o mural da classe. A construção desse mural incentiva-os a compartilhar suas produções e a socializar aquilo que estão aprendendo. A remodelação de murais durante uma unidade didática também serve de instrumento para avaliar o aprendizado da turma. Em casos específicos, as notas neste Manual fornecem mais orientações sobre a construção e o uso do mural. 16 UNIDADE 1 Como podemos classificar os animais em diferentes grupos? Existem cientistas que se dedicam a isso: são os siste- matas. Eles são especializados na classificação de seres vivos. Leia a entrevista a seguir e conheça um pouco do trabalho desse profissional. Criando critérios e agrupando Com a palavra... Como é o trabalho de classificar animais? É muito gostoso trabalhar com a classifi- cação de animais: nós observamos como eles vivem, o que comem e como comem, por exemplo. Depois de estudá-los em seu am- biente natural, nós os levamos para o labo- ratório, onde fazemos uma descrição mais completa para poder classificá-los. Como você organiza as suas observações? Todo animal estudado tem uma ficha de descrição com nome, fotos ou desenhos que faço dele, detalhes da sua coloração, de on- algumas medidas do animal, como o tamanho do corpo. Você pode falar um pouco mais sobre os animais que estuda? Eu faço pesquisas com um grupo de ani- mais marinhos chamados cnidários, mais conhecidos pelas pessoas como águas-vi- vas. Esses animais vivem no mar e são bas- tante diferentes daqueles que estamos acostumados a ver: eles têm o corpo mole e cheio de tentáculos. Para se deslocar na água, lançam jatos de água com o movimen- to do corpo. A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra Antonio Carlos Marques é sistemata e desenvolve pesquisas com águas-vivas. A água-viva é um cnidário, um dos grupos estudados pelos sistematas. G a ry B e ll/ ze fa /C o rb is /L a ti n s to ck cerca de 30 cm Vamos agrupar alguns animais e conhecer o trabalho de cientistas que fazem a classificação dos seres vivos. classificação: distribuição de eventos, objeto, seres vivos, entre outros, em classes, obedecendo a critérios estabelecidos. 30 UNIDADE 1 1 MURAL DA TURMA Com os colegas, faça na sala de aula um mural para mos- trar a diversidade dos vertebrados. Veja, nesta página e na próxima, como começou a ficar o trabalho de uma turma. 4 Diversidade de vertebrados Esqueleto de bacalhau. coluna vertebral crânio Esqueleto de girafa. coluna vertebral crânio Esqueleto de coelho. Esqueleto de pinguim. E s q u e le to s , A tla s V is ua is Á tic a/ D or lin g K in de rs le y Esqueleto de pinguim. E s q u e le to s , A tla s V is ua is Á tic a/ D or lin g K in de rs le y E s q u e le to s Á tic a/ D or lin g K in de rs le y Á tic a/ D or lin g K in de rs le y E s q u e le to s coluna vertebral crânio Fa bi o C ol om bi ni /A ce rv o do f ot óg ra fo Esqueletos, Atlas Visuais Ática/Dorling Kindersley iS to ck ph ot o/ G et ty im ag es coluna vertebral crânio Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si. 31 CAPÍTULO 2 5 Escreva o nome das partes dos esqueletos apontadas pelas setas, como foi feito para o esqueleto do ser humano apresentado na página 28. Depois, com- plete o quadro abaixo. Animal Morcego Ovelha Pinguim Tucano Tem penas? n‹o Não Sim Sim Tem pelos? Sim Sim Não Não Põe ovos? Não Não Sim Sim Amamenta os filhotes? Sim Sim Não Não E rn es to R eg hr an /P ul sa r Im ag en s G er so n G er lo ff /P ul sa r Im ag en s cerca de 55 cm cerca de 1,20 m cerca de 90 cm cerca de 10 cm C la us M ey er /T yb a E ric Is se le e/ S hu tt er st oc k Esqueleto de rã. E s q u e le to s , A tla s V is ua is Á tic a/ D or lin g K in de rs le y E s q u e le to s , A tla s V is ua is Á tic a/ D or lin g crânio Esqueleto de pomba. Esqueleto de serpente. coluna vertebral crânio C ol in K ea te s/ D or lin g K in de rs le y/ G et ty Im ag es Esqueleto de pomba. D or lin g K in de rs le y/ U IG /S ci en ce P ho to L ib ra ry /L at in st oc k crânio Quais destes seres vivos têm mais semelhanças entre si? Quais destes seres coluna vertebral coluna vertebral 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 30 12/9/17 3:01 PM XXXIMANUAL DO PROFESSOR Fim do capítulo didático Vamos ver de novo? – No fim de cada capítulo há um conjunto de itens e um mapa conceitual que resumem os conceitos estudados. Há também atividades para rever o que foi ensinado/aprendido. Usando as ideias de J. D. Novak e D. B. Gowin (1984), podemos dizer que os mapas conceituais diferenciam-se de outros tipos de esquema na medida em que: • expõem conceitos e proposições fundamentais em uma linguagem concisa; • mostram as relações entre as ideias principais de modo simples e vistoso, aproveitando a capacidade humana para a representação visual; • acentuam visualmente tanto as relações hierárquicas entre conceitos e proposições como as relações cruzadas entre grupos de conceitos e proposições. Assim, os mapas conceituais apresentados aqui constituemum recurso visual eficaz para sintetizar os conceitos trabalhados. Algumas atividades usam a elaboração desses esquemas. Outras exigem do aluno mais do que a simples memo- rização: elas demandam diversas habilidades e capacidades desenvolvidas no decorrer de cada ciclo investigativo. Fim da unidade didática Tecendo saberes – Essa seção explora alguns temas que foram estudados em Ciências e propõe atividades que favorecem relações com outras disciplinas. Isso estimula a interdisciplinaridade e ajuda os alunos a perceber que diferentes disciplinas podem estar relacionadas. O que estudamos – Essa seção destaca os principais tópicos da unidade didática e traz questões que podem ser utilizadas na autoavaliação e na reflexão de valores e atitudes relacionados ao conteúdo estudado. Fim do livro No fim do livro há ainda um Glossário que apresenta algumas expressões e termos técnicos das ciências. Incen- tivar os alunos a consultar o Glossário é um meio de levá-los a desenvolver o hábito de pesquisar (em dicionários, por exemplo) o significado dos termos encontrados nos textos que leem. Material Digital do Professor Complementa o trabalho desenvolvido no material impresso, com o objetivo de organizar e enriquecer o trabalho docente, contribuindo para sua contínua atualização e oferecendo subsídios para o planejamento e o desenvolvimento de suas aulas. Neste material, você encontrará: • orientações gerais para o ano letivo; • quadros bimestrais com os objetos de conhecimento e as habilidades que devem ser trabalhadas em cada bimestre; • sugestões de atividades que favoreçam o trabalho com as habilidades propostas para cada ano; • orientações para a gestão da sala de aula; • proposta de projetos integradores para o trabalho com os diferentes componentes curriculares. UNIDADE 4 114 O UE ESTUDAMOS OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR E RELEMBRE O QUE ESTUDOU. DEPOIS, CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE O QUE VOCæ APRENDEU NESTA UNIDADE QUE ANTES NÌO SABIA. VOCæ... NESTA UNIDADE: CONHECEMOS CONDIÇÕES DO TEMPO, COMO A CHUVA E O VENTO. VIMOS PERÍODOS DO TEMPO QUE PASSA, COMO OS DIAS DA SEMANA E OS MESES DO ANO. APRENDEMOS QUE EXISTEM SERES VIVOS DE HÁBITOS NOTURNOS E DE HÁBITOS DIURNOS. ESTUDAMOS MEIOS DE TRANSPORTE QUE AJUDAM O SER HUMANO A SE LOCOMOVER E ATÉ A IR AO ESPAÇO. G e rs o n G e rl o ff /P u ls a r Im a g e n s Id e á ri o L A B /A rq u iv o d a e d it o ra ... ANALISOU BOLETINS DO TEMPO, COMO OS QUE SAEM EM JORNAIS. ... CONHECEU ALGUNS PERÍODOS DO TEMPO QUE PASSA. O UE ESTUDAMOS 115 ... EXPLOROU DIFERENTES MEIOS DE TRANSPORTE. P a u lo M a n zi /A rq u iv o d a e d it o ra FOLHEIE AS PÁGINAS ANTERIORES E REFLITA SOBRE VALORES, ATITUDES E O QUE VOCÊ SENTIU E APRENDEU NESTA UNIDADE. O QUE VOCÊ MAIS GOSTOU DE APRENDER QUANDO ESTUDOU OS BOLETINS DO TEMPO? QUAL DOS MEIOS DE TRANSPORTE MOSTRADOS CHAMOU MAIS SUA ATENÇÃO? POR QUÊ? CONSIDERANDO TUDO O QUE VOCÊ ESTUDOU EM CIÊNCIAS DURANTE ESTE ANO, QUE ASSUNTOS VOCÊ FICOU COM VONTADE DE INVESTIGAR E EXPLORAR MAIS A FUNDO? F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m V a d im S a d o v s k i/ S h u tt e rs to ck ... CONHECEU A HISTÓRIA DE ALGUNS MEIOS DE TRANSPORTE... ... E DESCOBRIU QUE ALGUNS DELES PODEM LEVÁ-LO PARA FORA DO PLANETA TERRA. G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra ... ESTUDOU SERES DE HÁBITOS NOTURNOS E DE HÁBITOS DIURNOS. G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra ... ESTUDOU SERES DE HÁBITOS NOTURNOS E DE HÁBITOS DIURNOS. VAMOS VER DE NOVO? UNIDADE 3 78 Neste capítulo você aprendeu que:  No céu podemos ver, entre outros elementos, o Sol e as nuvens.  Durante o dia, o Sol pode ser visto em diferentes posições no céu.  Observando a posição e o formato das sombras, podemos ter uma ideia da posição do Sol no céu e de que horas são.  Existem três tipos básicos de nuvens: cúmulo, cirro e estrato. é onde podemos ver promove o surgimento de são usadas no CÉU SOL SOMBRAS RELÓGIO DE SOL NUVENS CÚMULO CIRRO ESTRATO CIRRO M o u s e s S a g io ra to /a rq u iv o d a e d it o ra podem ser de três tipos básicos k a ta ri n a _ 1 /S h u tt e rs to ck M o u n ta in B ro th e rs /S h u tt e rs to ck CAPÍTULO 5 79 Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra B 10 h 30 A 12 h C 17 h A B C 1 Encontre, no diagrama, o nome dos três tipos de nuvem que estudamos neste capítulo. Assim também aprendo 2 Analise as imagens e troque ideias com os colegas. Associe cada imagem com o horário mais provável que ela representa. F T Z M J U L U G D R B U M A Z Y F G H S Y A Q A Z B O X O S D H B V C J V J I A O A L E N I I R O U V U K D R O P T N B I U O N H E R O Y N B X O C S H P L C U O X O S D H B T Y N V F K Ú K N O E N D N E S T R A T O E B B O X M S D H B U J P K A N L O C Y N B X O T U D U O E S D N U S T R P T O E R B Z X L S D H B U R O A L E C I R R O H V U K O R O P E N F T E M J U P U G D R B U M C Z Y F G H T A A F E N I I R O H V U K M R O P E N B I U O N O E R O Y N T X O C S H P L C U Y A Q A Z B O X O S D H B V C J V J I 2APISCie_GOV19_MP_p002_032_Parte Geral.indd 31 12/9/17 3:01 PM XXXII MANUAL DO PROFESSOR IV. Bibliografia ALVES, R. Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo: Pa- pirus, 2000. AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Investigando o corpo humano. 3. ed. São Paulo: Scipione, 2004. AMENGUAL , B. R. Evaluación formativa. Madrid: Cincel, 1992. ARDAGH, P. History’s great inventors. London: Belitha Press, 1996. 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CARRERAS, L. L. et al. Cómo educar en valores: materiales, textos, recursos y técnicas. Madrid: Narcea, 1997. CARVALHO, A. M. P. et al. Ciências no Ensino Fundamental: o conhecimento físico. São Paulo: Scipione, 1998. CAVALCANTI, Z. (Coord.). Trabalhando com História e Ciências na pré-escola. Porto Alegre: Artmed, 1995. Coleção As Origens do Saber da Natureza. São Paulo: Melhora- mentos, 1994. Coleção Aventura Visual. São Paulo: Globo, 1990. Coleção Ciência Divertida. São Paulo: Melhoramentos, 1999. Coleção Ciência e Natureza. São Paulo: Time Life/Abril Livros, 1995. Coleção Enciclopédia da Vida Selvagem Larousse. Barcelona: Al- taya, 1997. Coleção Guia Prático de Ciências. São Paulo: Globo, 1994. Coleção Jovem Cientista. São Paulo: Globo, 1996. Coleção Minha Primeira Enciclopédia. São Paulo: Ática, 2002. Coleção Mundo Incrível. São Paulo: Globo, 1998. Coleção Projeto Ciência. São Paulo: Atual, 1994. COLL, C. Un modelo de currículum para la enseñanza obligatoria. In: . 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MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Rogério G. Nigro Doutor em Ensino de Ciências e Matemática pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Mestre em Biologia pelo Instituto de Biociências da USP Pesquisador em ensino e aprendizagem de Ciências Ex-professor na rede particular de Ensino Fundamental e Médio Assessor de escolas na rede particular de Ensino Fundamental e Médio 3a edição São Paulo, 2017 Atualizado de acordo com a BNCC. Ensino Fundamental – Anos Iniciais Componente curricular: Ciências Ciências o ano2 P3_2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 1 11/11/19 11:55 AM 2 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Direção geral: Guilherme Luz Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas Gestão de projeto editorial: Tatiany Renó Gestão e coordenação de área: Isabel Rebelo Roque e Tatiana Leite Nunes Edição: Gustavo Eiji Kaneto, Mayra Sayuri Hatakeyama Sato, Regina Melo Garcia e Sabrina Nishidomi (editores), Larissa Zattar (assist.) Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga Planejamento e controle de produção: Paula Godo, Roseli Said e Marcos Toledo Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.), Rosângela Muricy (coord.), Ana Curci, Ana Paula C. Malfa, Arali Gomes, Célia Carvalho, Cesar G. Sacramento, Daniela Lima, Gabriela M. Andrade, Luciana B. Azevedo, Maura Loria, Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Paula T. Jesus, Raquel A. Taveira e Tayra Alfonso Arte: Daniela Amaral (ger.), André Gomes Vitale (coord.), Alexandre Miasato Uehara (edição de arte) e Christine Getschko (abertura de unidades) Diagramação: Alexandre Miasato Uehara (edit. arte) Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Roberto Silva (coord.) e Douglas Cometti (pesquisa iconográfica) Licenciamentos de conteúdos de terceiros: Cristina Akisino (coord.) e Luciana Sposito (licenciamento de textos) Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin Ilustrações: Giz de Cera, Hagaquezart Estúdio, Ideário Lab, Léo Fanelli, Jorge Zaiba, Kami Queiroz, Mouses Sagiorato Cartografia: Eric Fuzii (coord.) e Robson Rosendo da Rocha Design: Gláucia Correa Koller (ger. e proj. gráfico) e Talita Guedes da Silva (proj. gráfico) Ilustração de capa: ArtefatoZ Todos os direitos reservados por Editora Ática S.A. Avenida das Nações Unidas, 7221, 3o andar, Setor A Pinheiros – São Paulo – SP – CEP 05425-902 Tel.: 4003-3061 www.atica.com.br / editora@atica.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Nigro, Rogério G. Ápis ciências, 2º ano : ensino fundamental, anos iniciais / Rogério G. Nigro. -- 3. ed. -- São Paulo : Ática, 2017. Suplementado pelo manual do professor. Bibliografia. ISBN 978-85-08-18781-2 (aluno) ISBN 978-85-08-18782-9 (professor) 1. Ciências (Ensino fundamental) I. Título. 17-10620 CDD-372.35 Índice para catálogo sistemático: 1. Ciências: Ensino fundamental 372.35 2017 Código da obra CL 713466 CAE 624126 (AL) / 624129 (PR) 3a edição 1a impressão Atualizado de acordo com a BNCC. Impressão e acabamento 2 P3_2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 2 11/11/19 11:55 AM 3 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. PROVAR, QUERER, GOSTAR… ASSIM É APRENDER A SENTIR, A VER, A OUVIR, A TOCAR, A CRIAR... UM POUQUINHO DE CADA VEZ, UM POUQUINHO A VIDA TODA. AMBIENTES E SERES VIVOS, NOSSO CORPO E O MUNDO QUE NOS CERCA. TUDO ISSO VOCÊ ENCONTRA NESTE LIVRO, QUE TAMBÉM É UMA SEMENTE. UMA SEMENTE QUE DEPENDE DE VOCÊ PARA BROTAR E PARA DAR BONS FRUTOS. PROVAR, QUERER, GOSTAR: AGORA, É SÓ COMEÇAR! O AUTOR. PROVAR, QUERER, GOSTAR… ASSIM É APRENDER A SENTIR, A VER, A OUVIR, A TOCAR, A CRIAR... UM POUQUINHO DE CADA VEZ, UM POUQUINHO A VIDA TODA. AMBIENTES E SERES VIVOS, NOSSO CORPO E O MUNDO QUE NOS CERCA. TUDO ISSO VOCÊ ENCONTRA NESTE LIVRO, QUE TAMBÉM É UMA SEMENTE. UMA SEMENTE QUE DEPENDE DE VOCÊ PARA BROTAR E PARA DAR BONS FRUTOS. PROVAR, QUERER, GOSTAR: AGORA, É SÓ COMEÇAR! O AUTOR. Id e á rio L a b /A rq u ivo d a e d ito ra APRESENTAÇÃO 3 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 3 12/9/17 3:02 PM 4 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CONHEÇA SEU LIVRO 4 ESTE BILHETE SEMPRE TRAZ UM RECADO ESPECIAL PARA VOCÊ. SE APARECER UMA PALAVRA OU EXPRESSÃO COM FUNDO VERDE, CONSULTE O GLOSSÁRIO NO FIM DO LIVRO. ATIVIDADE PRÁTICA AQUI VOCÊ PÕE EM PRÁTICA A ATIVIDADE PROPOSTA E SE DIVERTE COM OS COLEGAS. COM A PALAVRA... ENTREVISTASCOM DIFERENTES PROFISSIONAIS FARÃO VOCÊ PERCEBER QUE O CONHECIMENTO TAMBÉM PODE SER ADQUIRIDO ALÉM DOS LIVROS. VEJA A SEGUIR COMO SEU LIVRO DE CIÊNCIAS ESTÁ ORGANIZADO. DEPOIS, COM UM COLEGA, FOLHEIE O LIVRO E DESCUBRA TUDO O QUE ESTÁ APRESENTADO NESTAS PÁGINAS. UNIDADES ESTE LIVRO É DIVIDIDO EM QUATRO UNIDADES. NO INÍCIO DE CADA UMA HÁ UMA IMAGEM SOBRE O ASSUNTO A SER ESTUDADO. 42 UNIDADE 2 SEUS DENTES, SUA IDADE POR QUE OS DENTES DAS CRIAN‚AS CAEM? EMBAIXO DO DENTE DE LEITE DA CRIANÇA EXISTE OUTRO DENTE. À MEDIDA QUE ESSE OUTRO DENTE CRESCE, O DENTE DE LEITE VAI “AMOLECENDO” (DESPRENDENDO-SE DA GENGIVAVV )AA ATÉ CAIR E DAR LUGAR AO OUTRO. QUANTO TEMPO DURA O DENTE QUE SUBSTITUI O DENTE DE LEITE? ELE FICARÁ CONOSCO PELO RESTO DA VIDA, POR ISSO É CHAMADO DE DENTE PERMANENTE. EM GERAL, UM ADULTO TEM 32 DENTES PERMANENTES, E UMA CRIANÇA QUE AINDA NÃO COMEÇOU A TROCAR OS SEUS DENTES TEM 20 DENTES DE LEITE. O QUE DEVEMOS FAZER PARA CUIDAR DOS NOSSOS DENTES? TEMOS DE ESCOVAR OS DENTES ADEQUADAMENTE. ALÉM DISSO, É IMPORTANTE LIMPAR MUITO BEM O ESPAÇO ENTRE UM DENTE E OUTRO, POIS AÍ PODE SE ACUMULAR MUITA SUJEIRA. PARA ISSO, DEVEMOS USAR O FIO DENTAL. EXISTE ALGUM RECADO IMPORTANTE QUE VOCÊ GOSTARIA DE NOS PASSAR? SIM, O PRIMEIRO É: EVITE COMER BALAS, DOCES E OUTRAS GULOSEIMAS. ELES SÃO GOSTOSOS, MAS CONTRIBUEM PARA QUE OCORRAM VÁRIOS PROBLEMAS NOS DENTES. O SEGUNDO RECADO É: VISITE UM DENTISTA REGULARMENTE. ELE PODE AJUDÁ-LO A MANTER OS DENTES LIMPOS E A PREVENIR PROBLEMAS DENTÁRIOS. COM A PALAVRAÉ A DOUTORA SÔNIA MARIA ALVES RECOMENDA: VISITE O DENTISTA REGULARMENTE. R o b e rt o D u a rt e /A c e rv o d o f o tó g ra fo MASTIGAR OS ALIMENTOS ANTES DE ENGOLIR É O PRIMEIRO PASSO DA DIGESTÃO. E PARA ISSO PRECISAMOS DOS NOSSOS DENTES. QUE TAL CONHECER UM POUCO MELHOR OS SEUS DENTES? PARA COMEÇAR, ACOMPANHE COM O PROFESSOR A LEITURA DA ENTREVISTA COM UMA DENTISTA. VEJA O QUE ELA TEM A NOS DIZER. VAMOS ESTUDAR NOSSOS DENTES E APRENDER A CUIDAR DELES. CAPÍTULOS SÃO 8 CAPÍTULOS NO TOTAL. CADA UM DELES É COMO UMA HISTÓRIA, COM INÍCIO, DESENVOLVIMENTO E FINALIZAÇÃO, NA FORMA DE ATIVIDADES. PARA INICIAR AQUI VOCÊ E OS COLEGAS CONVERSAM SOBRE O QUE VÃO ESTUDAR E PODEM DAR OPINIÕES SOBRE OS TEMAS. QUEREMOS OUVIR O QUE VOCÊS TÊM A DIZER!UNIDADE 1 22 SERES VIVOS SE DESENVOLVEM CAPÍTULO 2 O QUE É VIVO NESSE AQUÁRIO? NESTE CAPÍTULO VAMOS ESTUDAR ALGUNS SERES VIVOS, SUA REPRODU‚ÌO E SEU DESENVOLVIMENTO. ● FAÇA DUAS LISTAS NO CADERNO: UMA DO QUE É VIVO E OUTRA DO QUE NÃO É VIVO NO AQUÁRIO MOSTRADO NA IMAGEM ACIMA. ● EM SUA OPINIÃO, O QUE DIFERENCIA O QUE É VIVO DO QUE NÃO TEM VIDA? ● COMO VOCÊ IMAGINA QUE SEJAM UMA MOSCA, UM PÉ DE FEIJÃO E UMA SERPENTE AO NASCER? SERIAM DIFERENTES DE QUANDO ADULTOS? PARA INICIAR HomeStudio/Fishman64/Dobermaraner/StudioByTheSea/Shutterstock 11 CAPÍTULO 1 QUE TAL CONSTRUIRMOS UM AMBIENTE “ARTIFICIAL”? COMO FAZER 1. CUBRA O FUNDO DO RECIPIENTE COM TERRA. ATENÇÃO LAVE BEM AS MÃOS APÓS MEXER COM A TERRA. SE POSSÍVEL, USE LUVAS PROTETORAS. ATIVIDADE PRÁTICA MATERIAL ÁGUA FOLHAS E PEDAÇOS DE PLANTAS RECIPIENTE PLÁSTICO (BACIA OU BANDEJA) REVISTAS OU JORNAIS SACO PLÁSTICO TERRA TESOURA DE PONTAS ARREDONDADAS F o to s : E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra 2. RECORTE UM PEDAÇO DE PLÁSTICO E ACOMODE-O NA TERRA PARA CRIAR UM LAGO. COLOQUE UM POUCO DE ÁGUA. QUE TAL COLOCA R TAMBÉM IMAGENS DE SERE S HUMANOS NESSE AMBIENTE? QUE TAL COLOCA R TAMBÉM 3. FINQUE ALGUMAS FOLHAS E PEDAÇOS DE PLANTAS NA TERRA, POSICIONANDO-OS COMO ACHAR MELHOR. 4. RECORTE IMAGENS DOS ANIMAIS QUE VÃO “MORAR” NESSE AMBIENTE E COLOQUE-AS DENTRO DO RECIPIENTE. K a m i Q u e ir o z/ A rq u iv o d a e d it o ra 68 69 Sol, céu e nuvens3 Unidade Nesta imagem, o que é visível no céu? Qual é o provável horário que essa cena retrata: será que é manhã, tarde ou noite? Como é o formato e a posição das sombras que aparecem na imagem? 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 4 12/9/17 3:02 PM 5 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 5 O QUE ESTUDAMOS AQUI VOCÊ CONFERE O QUE ESTUDOU, RELEMBRANDO OS TEMAS TRABALHADOS NOS CAPÍTULOS DA UNIDADE. ESTE É O MOMENTO DE REFLETIR SOBRE O QUE APRENDEU E SOBRE A FORMA DE AGIR, PENSAR E SENTIR NO DIA A DIA. VOCABULçRIO: PARA FACILITAR A COMPREENSÃO DOS TEXTOS, O SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS SERÁ APRESENTADO NA PRÓPRIA PÁGINA. UNIDADE 2 O UE ESTUDAMOS66 67 O UE ESTUDAMOS ... APRENDEU A CUIDAR DOS MACHUCADOS. ... EXPLOROU OS SENTIDOS DO CORPO HUMANO. ... COMPREENDEU DIVERSOS CUIDADOS QUE DEVEMOS TER COM O CORPO. FOLHEIE AS PÁGINAS ANTERIORES E REFLITA SOBRE VALORES, ATITUDES E O QUE VOCÊ SENTIU E APRENDEU NESTA UNIDADE. DE AGORA EM DIANTE, COMO VOCÊ VAI CUIDAR DOS SEUS DENTES? E O QUE VOCÊ PRETENDE FAZER, NO SEU DIA A DIA, PARA EVITAR SE MACHUCAR? O QUE VOCÊ JÁ PODE FAZER PARA CUIDAR DE SUA SAÚDE SEM QUE SEUS PAIS TENHAM DE FICAR LEMBRANDO VOCÊ A TODO MOMENTO? ... ESTUDOU OS DENTES E COMPREENDEU A IMPORTÂNCIA DE MANTÊ-LOS SEMPRE LIMPOS. ... REFLETIU QUE ESTÁ FICANDO MAIS VELHO E, PORTANTO, JÁ É MAIS RESPONSÁVEL POR DESENVOLVER HÁBITOS QUE PROMOVEM SAÚDE. OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR E RELEMBRE O QUE ESTUDOU. DEPOIS, CONVERSE COM OS COLEGAS E COM O PROFESSOR SOBRE O QUE VOCÊ APRENDEU NESTA UNIDADE QUE ANTES NÃO SABIA. VOCæ... NESTA UNIDADE: APRENDEMOS QUE MUDAMOS COM O PASSAR DO TEMPO E QUE DEVEMOS CUIDAR DE NÓS MESMOS. ENTENDEMOS QUE DEVEMOS PREVENIR ACIDENTES E TER HÁBITOS SAUDÁVEIS PARA CUIDAR DA NOSSA SAÚDE. ESTUDAMOS QUE ESTRUTURAS DO NOSSO CORPO SE RELACIONAM À PERCEPÇÃO DO MUNDO ATRAVÉS DOS SENTIDOS. REGIS TRE S UAS ID EIAS NO CA DERN O.R EGIST RE SU AS IDE IAS M a rk J a n u s /S h u tt e rs to ck F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m B le n d I m a g e s - L W A /D a n n T a rd if /G e tt y I m a g e s G a lin a 2 7 0 3 /S h u tt e rs to ck MURAL DA TURMA QUE TAL COMPARTILHAR SUAS PRODUÇÕES COM OS COLEGAS? ESSE É O OBJETIVO DO MURAL. 5756 CAPÍTULO 4UNIDADE 2 4 LEIA AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, QUE COMEÇAM NESTA PÁGINA E CONTINUAM NA PÁGINA SEGUINTE. 5 AGORA, RESPONDA: A) EM QUAL DESSAS HISTÓRIAS A CRIANÇA SOFREU FERIMENTOS SUPERFICIAIS? EXPLIQUE COMO FOI ESSE FERIMENTO. B) EM QUAL DAS HISTÓRIAS A CRIANÇA SOFREU UM FERIMENTO MAIS GRAVE? EXPLIQUE SUA RESPOSTA. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra 6 NOS TRECHOS ABAIXO, AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS CONTAM COMO AS CRIANÇAS TRATARAM DE SEUS MACHUCADOS. 7 AGORA, TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS E EXPLIQUE: A) O QUE FOI FEITO PARA TRATAR DO MACHUCADO NA PRIMEIRA HISTÓRIA? B) O QUE FOI FEITO PARA TRATAR DO MACHUCADO NA SEGUNDA HISTÓRIA? 8 MURAL DA TURMA EM UMA FOLHA AVULSA, FAÇA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA CONTAR ALGUMA VEZ EM QUE VOCÊ SE MACHUCOU. CONTE TAMBÉM COMO FOI O TRATAMENTO. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra CRIE U M TÍTU LO PA RA CADA HISTÓ RIA.C RIE UM TÍTUL O PAR A VAMOS VER DE NOVO? AQUI VOCÊ RETOMA O QUE FOI ESTUDADO NO CAPÍTULO POR MEIO DE TEXTOS, ESQUEMAS E ATIVIDADES. M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra VAMOSVER DE NOVO? UNIDADE 2 50 51 © M a u ri c io d e S o u s a /M a u ri c io d e S o u s a E d it o ra L td a . DEVE RECEBER DENTE NESTE CAPÍTULO VOCÊ APRENDEU QUE: NOSSA DENTIÇÃO MUDA À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA. DEVEMOS ESCOVAR OS DENTES CORRETAMENTE E VISITAR O DENTISTA REGULARMENTE. DEVEMOS DESENVOLVER HÁBITOS QUE FAVOREÇAM NOSSA SAÚDE, COMO OS HÁBITOS DE HIGIENE, POR EXEMPLO. POSSUÍMOS DIFERENTES SENTIDOS: TATO, GUSTAÇÃO, OLFATO, VISÃO E AUDIÇÃO. 1 COMPLETE OS ESQUEMAS USANDO OS TERMOS E AS EXPRESSÕES MAIS ADEQUADOS DO BANCO DE PALAVRAS. DENTE PERMANENTE ESCOVAÇÃO DENTE DE LEITE 2 LEIA ESTA TIRINHA E EM SEGUIDA RESPONDA. PODE SER PROMOVIDA POR PODEM SE RELACIONAR, POR EXEMPLO, COM A(O) ENVOLVE, POR EXEMPLO, CUIDADO COM OS SER HUMANO DESCANSO SAÚDE HÁBITOS SENTIDOS GUSTAÇÃO TATO AUDIÇÃO OLFATO VISÃO ALIMENTAÇÃO HIGIENE DENTES PODE SER DENTE DEVE CUIDAR DA POSSUI M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra A) QUAL HÁBITO NÃO RECOMENDADO É CARACTERÍSTICO DESSE PERSONAGEM? B) NO CADERNO, FAÇA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA MOSTRAR, DE FORMA BEM-HUMORADA, UM HÁBITO QUE VOCÊ SABE QUE DEVE MUDAR OU UM HÁBITO QUE VOCÊ ACHA QUE DEVE ADQUIRIR. 3 ANALISE A IMAGEM E CONVERSE COM OS COLEGAS: QUE SENTIDOS ESTÃO SENDO USADOS PELAS PESSOAS? FONTE: BANCO DE IMAGENS MSP. TECENDO SABERES NESTA SEÇÃO VOCÊ VERÁ COMO TUDO O QUE APRENDEU PODERÁ AJUDAR NO ESTUDO DE OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO. TECENDO SABERES UNIDADE 4 122 TECENDO SABERES 123 1 Leia o texto e troque ideias com os colegas: Qual será o presente que o narrador do texto quer ganhar? Um presente de papel Eu queria um presentinho, um presente de Natal. Não precisa ser de plástico, muito menos de metal. Um presente em que eu embarque, em que eu possa viajar. [...] Com ele eu não fico só, e com ele eu posso sorrir. Posso até ficar com medo, mas eu vou me divertir. [...] Vou pedir para o meu pai — finjo que é Papai Noel — O presente que eu quero É um presente de papel! [...] Pedro Bandeira. Mais respeito, eu sou criança! São Paulo: Moderna, 2009. Identifique nas imagens da dobradura figuras geométricas como o triângulo e o quadrado. Identifique nas imagens 5 Converse com seus pais ou responsáveis e com os colegas e responda: a) De que seus pais ou responsáveis costumavam brincar quando tinham a sua idade? b) Você e os colegas costumam brincar das mesmas brincadeiras que seus pais ou responsáveis brincavam?Hag a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra 2 No diagrama de letras, identifique os materiais citados no texto da página anterior. I G M D K E A F T T A W N R B T X J O E L E I B H P L Á S T I C O D K Q T A Y R G T B R O A O H J W O T P A P E L F O E H Z V X T F X J C N L E J L C J U U E D Y O I B Z Assim também aprendo 3 No caderno, acrescente um ou dois versos ao texto da página anterior, citando um material elaborado que estudamos nesta unidade: o vidro. 4 Que tal fazer e dar de presente para seus amigos um origâmi? Pegue um pedaço quadrado de papel e siga o passo a passo! 1 2 3 4 5 6 7 8 F o to s : to fa n g /S h u tt e rs to ck ASSIM TAMBÉM APRENDO QUE TAL APRENDER UM POUCO MAIS COM JOGOS E ATIVIDADES DIVERTIDAS? ESSE É O OBJETIVO DESTA SEÇÃO. 6160 CAPÍTULO 4UNIDADE 2 4 VAMOS JOGAR O JOGO DOS HÁBITOS OPOSTOS? ELE PODE NOS AJUDAR A DESENVOLVER HÁBITOS SAUDÁVEIS PARA O NOSSO BEM-ESTAR. • FAÇA AS CARTAS DO JOGO. SERÃO DOIS BARALHOS: • BARALHO DE HÁBITOS: FAÇA ALGUMAS CARTAS COM HÁBITOS RECOMENDADOS (POR EXEMPLO, TOMAR BANHO DIARIAMENTE) E OUTRAS COM HÁBITOS NÃO RECOMENDADOS (POR EXEMPLO, NÃO ESCOVAR OS DENTES). • BARALHO DE NÚMEROS: FAÇA ALGUMAS CARTAS COM O NÚMERO 1 E ALGUMAS CARTAS COM O NÚMERO 2. • MISTURE AS CARTAS E DEIXE OS BARALHOS NOS LOCAIS INDICADOS NO TABULEIRO. USE GRÃOS DE FEIJÃO COLORIDO S PARA MARCAR AS CASAS NO TABULEIRO. USE GRÃOS DE • SORTEIE UMA CARTA DO BARALHO DE NÚMEROS PARA SABER QUANTAS CASAS ANDAR NA TRILHA. • AO CHEGAR NO LOCAL ADEQUADO, SORTEIE UMA CARTA DO BARALHO DE HÁBITOS. • SE VOCÊ TIRAR UM HÁBITO NÃO RECOMENDADO, VOLTE UMA CASA. SE TIRAR UM HÁBITO RECOMENDADO, AVANCE UMA CASA. • SE VOCÊ PARAR NA ILUSTRAÇÃO DE UM HÁBITO, ESCOLHA OUTRO JOGADOR: ELE DEVERÁ FAZER UMA MÍMICA PARA REPRESENTAR ESSE HÁBITO. • VENCE O JOGO QUEM TERMINAR O PERCURSO PRIMEIRO. 5 COMPLETE AS LEGENDAS, EXPLICANDO CADA HÁBITO ILUSTRADO. ASSIM TAMBƒM APRENDO G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra LARGADA CHEGADA BARALHO DE NÚMEROS BARALHO DE HÁBITOS 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 5 12/9/17 3:02 PM 6 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. DESENVOLVIMENTO E CORPO HUMANO 382 UNIDADE 6 SUMÁRIO AMBIENTE E SERES VIVOS 81 UNIDADE CAPÍTULO 1 DIFERENTES AMBIENTES 10 PARA INICIAR 10 ATIVIDADE PRÁTICA 11 OBSERVANDO AMBIENTES 12 MÃOS À OBRA 16 A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS 18 VAMOS VER DE NOVO? 20 CAPÍTULO 2 SERES VIVOS SE DESENVOLVEM 22 PARA INICIAR 22 ATIVIDADE PRÁTICA 23 PLANTAS SE DESENVOLVEM 24 VOCÊ TAMBÉM SE DESENVOLVE 28 VAMOS VER DE NOVO? 32 TECENDO SABERES ..................... 34 O QUE ESTUDAMOS .................... 36 CAPÍTULO 3 VOCÊ ESTÁ FICANDO MAIS VELHO 40 PARA INICIAR 40 ATIVIDADE PRÁTICA 41 SEUS DENTES, SUA IDADE 42 SEUS HÁBITOS, SUA IDADE 44 SENTIR E PERCEBER 46 VAMOS VER DE NOVO? 50 CAPÍTULO 4 FERIMENTOS E CUIDADOS 52 PARA INICIAR 52 ATIVIDADE PRÁTICA 53 QUANDO NOS MACHUCAMOS... 54 CUIDE-SE! 58 VAMOS VER DE NOVO? 62 TECENDO SABERES ..................... 64 O QUE ESTUDAMOS .................... 66 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 6 12/9/17 3:02 PM 7 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. SOL, CÉU E NUVENS 683 UNIDADE INVENÇÕES, TERMÔMETROS E MATERIAIS 964 UNIDADE Id eá rio L ab /A rq uiv o da e dit or a 7 CAPÍTULO 5 OBSERVAR O CÉU 70 PARA INICIAR 70 ATIVIDADE PRÁTICA 71 RELÓGIO DE SOL 72 NUVENS NO CÉU 76 VAMOS VER DE NOVO? 78 CAPÍTULO 6 COMO ESTARÁ O TEMPO? 80 PARA INICIAR 80 ATIVIDADE PRÁTICA 81 O TEMPO ANUNCIADO 82 METEOROLOGIA 86 VAMOS VER DE NOVO? 90 TECENDO SABERES ..................... 92 O QUE ESTUDAMOS .................... 94 CAPÍTULO 7 INVENÇÕES: QUENTE E FRIO 98 PARA INICIAR 98 ATIVIDADE PRÁTICA 99 TERMÔMETRO: UM INSTRUMENTO DE MEDIDA 100 ÁGUA QUE NÃO É LÍQUIDA 104 VAMOS VER DE NOVO? 108 CAPÍTULO 8 INVENÇÕES: OBJETOS E MATERIAIS 110 PARA INICIAR 110 ATIVIDADE PRÁTICA 111 DIFERENTES OBJETOS, DIFERENTES MATERIAIS 112 MATERIAIS ELABORADOS 116 VAMOS VER DE NOVO? 120 TECENDO SABERES ..................... 122 O QUE ESTUDAMOS .................... 124 GLOSSÁRIO 126 BIBLIOGRAFIA 128 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 7 12/9/17 3:02 PM 8 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 8 AMBIENTE E SERES VIVOS1 UNIDADE AMBIENTE E SERES VIVOS K a m i Q u e ir o z/ A rq u iv o d a e d it o ra Objetivos da unidade Conteúdos conceituais Conceitos Ambiente, animal, ambiente mo- dificado, floresta, campo agrope- cuário, cidade, ser vivo, tempo, desenvolvimento, reprodução, ser humano, plantas, germinação. Conteúdos procedimentais • Observar e comparar objetos e fenômenos (observar fotografias e ilustrações de ambientese identificar diferenças entre as fases da vida de um ser vivo). • Identificar variáveis (identificar como a ação do ser humano pode modificar o ambiente). • Conhecer e praticar habilidades relacionadas à comunicação (montar mural, fazer listagens, fazer legendas para imagens). • Descrever objetos e transforma- ções (mudanças em seres vivos com o passar do tempo; desen- volvimento de plantas sob dife- rentes condições). • Reconhecer e analisar os dados observados (no desenvolvimen- to do pé de feijão). • Formular e verificar hipóteses (sobre o que pode influir na ger- minação de plantas). • Argumentar a favor de opiniões (justificar hipóteses sobre como ficará um ambiente ou um ser vivo no futuro). • Realizar manejo de material (na ati- vidade de estudo de germinação). Conteúdos atitudinais • Interessar-se por objetos e fenô- menos do ambiente (interessar- -se por conhecer os ambientes, como eles se modificam e como podem ser cuidados). • Colaborar quando solicitado (ao trazer imagens de diferentes am- bientes). • Valorizar suas próprias ideias (ao explicar como podemos cuidar do ambiente). • Procurar conhecer/aceitar a opi- nião de outras pessoas (ao tomar contato com as produções dos colegas). • Empenhar-se nas atividades de grupo (ao fazer o mural; ao dis- cutir hipóteses sobre mudanças ocorridas ao longo do tempo). • Estimular o respeito pelas coisas da natureza (ao refletir sobre como o ambientes têm sido cuidados). Habilidades da BNCC abordadas BNCC EF02CI04 Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem. BNCC EF02CI05 Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plan- tas em geral. BNCC EF02CI06 Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o am- biente e os demais seres vivos. P2_2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 8 10/9/19 4:48 PM 9 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 9 QUAL AMBIENTE AS CRIANÇAS ESTÃO REPRESENTANDO NO TANQUE DE AREIA? EM SUA OPINIÃO, O LOCAL ONDE AS CRIANÇAS ESTÃO BRINCANDO É UM AMBIENTE BEM CUIDADO? COMO SERIA ESSE LUGAR SE NÃO EXISTISSEM TANTAS PLANTAS? Orientações didáticas A imagem de abertura possibi- lita uma visão de alguns elementos representativos do que será estu- dado na unidade. Apreciá-la, pro- curando por todos os detalhes ilustrados, contribui para começar a focar a atenção dos alunos nos temas que serão estudados. Para ajudar na exploração dessa imagem, você pode pedir aos alu- nos, primeiro, que atentem ao que mais lhes chama a atenção. Na se- quência, eles devem começar a fo- car em outros elementos gerais da imagem. Por fim, os alunos podem procurar por detalhes que estavam passando despercebidos. Em grupos pequenos os alunos podem compartilhar e listar todos os elementos da ilustração que identificaram. Ao fazer isso devem trocar ideias, começando assim a evocar seus conhecimentos ante- riores sobre os assuntos que serão trabalhados nos capítulos a seguir. As perguntas aqui apresentadas podem ser usadas neste momento, como elementos facilitadores desse trabalho de levantamento de co- nhecimentos prévios. Os alunos podem estar organizados em du- plas ou trios para discutir as respos- tas que dariam a elas. Ao final da unidade, um novo olhar para essa imagem de aber- tura possibilita aos alunos evoca- rem sua memória e relembrarem o que já sabiam antes, no começo dos estudos da unidade, e também a relembrarem quais eram as ex- pectativas que tinham em relação ao que iriam estudar. Essa possibi- lidade de revisitarem esse momen- to cognitivo anterior tem o poten- cial de torná-los mais conscientes de suas aprendizagens. Questões para sensibilização • Pergunte aos alunos: “Que ambiente poderíamos ‘construir’ em um tanque de areia?”; “O que devemos representar nes- se ambiente?“. Aprofunde particularmente as discussões em torno dos campos agropecuários, como o que aparece re- presentado na imagem de abertura: “O que existe no cam- po que são construções do ser humano?“. • O ambiente parece bem cuidado por não haver lixo espalha- do, ser arborizado, etc. Estimule o debate: “Como é o entor- no em que vivemos?“; “Como temos cuidado dele?“. • Faça uma roda de conversa questionando: “Quem conhece algum local com poucas plantas? Como é esse lugar?”; “Como seriam diferentes locais do nosso dia a dia sem plan- tas?”. A partir da troca de ideias, procure listar comentários levantados pelos alunos. Por exemplo: “Teria menos sombra (o que tornaria o ambiente mais quente)”; “O ar poderia ficar menos ‘fresco’, mais seco”; “O solo exposto geraria mais poeira”; etc. Esteja atento se algum aluno indica que tam- bém existe o lado estético: plantas podem tornar um am- biente visualmente agradável para muitas pessoas. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 9 12/9/17 3:02 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 10 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 1 10 DIFERENTES AMBIENTES CAPÍTULO 1 NESTE CAPÍTULO VAMOS EXPLORAR ESSE E OUTROS AMBIENTES, COMO FLORESTAS E CIDADES. PAISAGEM COM TOURO, DE TARSILA DO AMARAL, 1925 (ÓLEO SOBRE TELA, DE 50 cm × 65,2 cm). R e p ro d u ç ã o /C o le ç ã o R o b e rt o M a ri n h o , R io d e J a n e ir o /T a rs ila d o A m a ra l E m p re e n d im e n to s PARA INICIAR ● COMO É O LUGAR ONDE VOCÊ VIVE? COLE UMA FOTOGRAFIA OU FAÇA UM DESENHO DELE EM UMA FOLHA AVULSA. ● QUAIS SÃO AS DIFERENÇAS ENTRE O LUGAR ONDE VOCÊ VIVE E O LUGAR RETRATADO NA PINTURA? E QUAIS SÃO AS SEMELHANÇAS? ● EM OUTRA FOLHA AVULSA, COLE UMA FOTOGRAFIA OU FAÇA UM DESENHO DE UM LUGAR DIFERENTE QUE VOCÊ CONHEÇA. VOCÊ JÁ DESENHOU UM AMBIENTE PARECIDO COM ESSE? CITE PLANTA S E ANIMAIS ENCONTRAD OS NESSES LUGA RES. CITE PLANTA S E Objetivos do capítulo Neste capítulo vamos descrever alguns ambientes (campo agrope- cuário e floresta) e enfatizar as di- ferenças entre campo agropecuá- rio, floresta e cidade. Também incentivaremos a discussão sobre cuidados com o ambiente. Durante as atividades, promova o desenvol- vimento do respeito pelo ambien- te. Promova também a tomada de atitudes, a partir da realização de campanhas na escola e na comuni- dade, como a ação apresentada na atividade 2, página 17. Incentive a reflexão sobre como o ser humano modifica o ambiente segundo seus interesses e suas necessidades – por exemplo, “às vezes, derrubam- -se árvores e elimina-se a vegeta- ção nativa para fazer casas, plantações, estradas, etc.”. Orientações didáticas Peça aos alunos que observem atentamente a imagem e faça per- guntas para que eles manifestem seus conhecimentos prévios: “Que elementos existem no ambiente representado?”; “Vocês conhe- cem ambientes como esse? E di- ferentes desse? Como eles são?”. Mostre outras imagens de campo agropecuário com animais e crie um clima de brincadeira, pedindo que tentem localizar os animais nas imagens. Na seção Para iniciar promove- mos uma avaliação dos conhe- cimentos prévios dos alunos a respeito de temas que serão estu- dados no capítulo. É importante manter um registro das respostas iniciais dos alunos, a fim de que este possa ser retomado e revisto no final do capítulo. Isso facilita a comparação entre o que se sabia e o que se aprendeu, o que ajuda os alunos a se tornar conscientes de suas aprendizagens. Incentive os alunos a descrever o ambiente em que vivem, pergun- tando: “O lugar é parecido com o campo agropecuário da imagem ou diferente dele? Por quê?”. Veri-fique se eles fazem uma descrição detalhada do ambiente. Caso con- trário, motive-os nesse sentido. Na terceira atividade da seção Para iniciar, verifique quais ambien- tes os alunos ilustram. Cuide para que seja representada a maior di- versidade possível de ambientes e promova o compartilhamento dos desenhos e das fotografias. Repare que ainda empregamos o termo “lugar” de forma genérica. Ao longo da uni- dade, procure reforçar o uso do termo “am- biente” e, na entrevista da página 16, conver- se com eles sobre a explicação dada para esse termo. Incentive os alunos a refletir sobre a trans- formação dos ambientes: “O que pode mudar no ambiente com o tempo? O que provoca essas mudanças?”; “Como o ser humano pode modificar um ambiente?”; “Como cui- dar do ambiente?”; “Temos cuidado do am- biente da nossa escola? Como?”. Neste momento, procure também avaliar o que os alunos já sabem: Eles se sensibilizam ao saber que um ambiente é malcuidado? Reco- nhecem o que poderia ser feito para não ocor- rerem situações como essa? No dia a dia, que atitudes eles tomam para cuidar dos ambientes em que vivem (como o da escola, por exemplo)? P2_2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 10 10/9/19 4:51 PM 11UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 11 CAPÍTULO 1 QUE TAL CONSTRUIRMOS UM AMBIENTE “ARTIFICIAL”? COMO FAZER 1. CUBRA O FUNDO DO RECIPIENTE COM TERRA. ATENÇÃO LAVE BEM AS MÃOS APÓS MEXER COM A TERRA. SE POSSÍVEL, USE LUVAS PROTETORAS. ATIVIDADE PRÁTICA MATERIAL ÁGUA FOLHAS E PEDAÇOS DE PLANTAS RECIPIENTE PLÁSTICO (BACIA OU BANDEJA) REVISTAS OU JORNAIS SACO PLÁSTICO TERRA TESOURA DE PONTAS ARREDONDADAS F o to s : E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra 2. RECORTE UM PEDAÇO DE PLÁSTICO E ACOMODE-O NA TERRA PARA CRIAR UM LAGO. COLOQUE UM POUCO DE ÁGUA. QUE TAL COLOCA R TAMBÉM IMAGENS DE SERE S HUMANOS NESSE AMBIENTE? QUE TAL COLOCA R TAMBÉM 3. FINQUE ALGUMAS FOLHAS E PEDAÇOS DE PLANTAS NA TERRA, POSICIONANDO-OS COMO ACHAR MELHOR. 4. RECORTE IMAGENS DOS ANIMAIS QUE VÃO “MORAR” NESSE AMBIENTE E COLOQUE-AS DENTRO DO RECIPIENTE. Orientações didáticas Você pode organizar os alunos em trios para a realização desta atividade. Inicialmente pode pedir que façam desenhos para indicar o que pretendem representar atra- vés da maquete que farão. Nessa fase de planejamento, questione: “O ambiente que será representa- do será parecido com o quê? Uma cidade ou um campo agropecuá- rio? Ou será uma floresta? Ou um deserto? Haverá água nesse am- biente? Nesse ambiente serão re- presentados muitos ou poucos vegetais? Existirão construções feitas pelo ser humano?”. Na fase de elaboração da ma- quete em si, auxilie os alunos ofe- recendo-lhes diferentes materiais e ajudando-os a manipulá-los. Caso seja possível, solicite a cola- boração de alguns pais ou respon- sáveis, que poderão ajudar as crianças nos detalhes finais das maquetes. Fazer maquetes em sala de aula possibilita a aprendizagem de di- ferentes conteúdos. Leia o texto complementar abaixo, que usou a estratégia de fazer maquetes para trabalhar questões ambientais re- lacionadas ao abastecimento de água no Vale do Paraíba (SP). Texto complementar 500 anos de transformações – Uma ferramenta para a educação ambiental [...] Assim como num quebra-cabeça, na maquete, há um movimen- to de retirada de peças (representando a derrubada da Mata Atlân- tica) e colocação de outras (representando a fundação das cidades, por exemplo, e a criação de barragens) que evidenciam a transfor- mação da paisagem desde a chegada dos colonizadores até os dias atuais. Sendo assim, o produto não funciona de forma estática, o que possibilita ao professor criar com maior dinamismo. Um ponto forte da maquete é que esta não se trata de uma ferramenta didática vol- tada exclusivamente aos professores de uma única disciplina [...], professores das diversas disciplinas podem inseri-la em seu progra- ma de aula. [...] 500 anos de transformações – Uma ferramenta para a educação ambiental. Vale Verde. Disponível em: <www.valeverde.org.br/ index.php?pagina=projeto-maquete-ambiental-do-vale-do-paraiba>. Acesso em: out. 2017. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 11 12/9/17 3:02 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 12 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 12 UNIDADE 1 OBSERVANDO AMBIENTES VOCÊ SABE O QUE PODEMOS ENCONTRAR EM DIFERENTES AMBIENTES? ALGUMAS PESSOAS MORAM NO CAMPO AGROPECUÁRIO. NESSE AMBIENTE PODEMOS ENCONTRAR ANIMAIS COMO: GALINHA , PORCO , VACA E OVELHA . TAMBÉM HÁ EQUIPAMENTOS E MÁQUINAS AGRÍCOLAS, COMO: ENXADA , RASTELO , TRATOR E CAMINHÃO . ALGUMAS PESSOAS MORAM NA FLORESTA. NELA PODEMOS ENCONTRAR, POR EXEMPLO: MUITAS ÁRVORES , DIFERENTES ANIMAIS E TAMBÉM HABITAÇÕES HUMANAS. Ilu st ra çõ es : M ou se s S ag io ra to /A rq ui vo d a ed ito ra Ilu st ra çõ es : M ou se s S ag io ra to / A rq ui vo d a ed ito ra Ilu st ra çõ es : M ou se s S ag io ra to /A rq ui vo d a ed ito ra EM CADA LA CUNA DO TEXTO, E SCREVA O NOME DO QUE ESTÁ ILUSTR ADO. EM CADA LA CUNA VAMOS OBSERVAR ATENTAMENTE CAMPOS AGROPECUÁRIOS, FLORESTAS E CIDADES. ELEMENTOS REPRESENTADOS EM TAMANHOS NÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI. Orientações didáticas Auxilie os alunos na leitura do texto. É possível que, neste mo- mento, eles ainda apresentem di- ficuldades na leitura de textos lon- gos. Você pode propor a leitura coletiva, em voz alta ou, ainda, escolher um aluno por vez para ler cada trecho do texto: você aponta para alguém e, ao final do seu tre- cho, aponta para outro, que dá prosseguimento à leitura. Neste caso, repita a leitura até que todos tenham lido pelo menos um trecho. Esteja atento ao fato de que, ao longo deste livro, nem sem- pre há proporção entre as ilus- trações. Chame também a atenção dos alunos para o uso de cores fantasia. Muitas vezes a representação de um objeto ou ser vivo não corresponde à realidade. Diversas representa- ções em Ciências utilizam co- res fantasia para facilitar a vi- sualização e a compreensão do que está sendo apresentado. Atividade complementar Incentive os alunos a fazerem o Mural dos ambientes. Cada aluno pode trazer imagens de diferentes ambientes e apresentá-las para os colegas. Podem ser representados tanto ambientes “grandes” (uma cidade, uma floresta, um parque) quanto ambientes “pequenos” (um jardim, uma sala de aula, um terrá- rio). Depois de todas as imagens serem fixadas no mural, os alunos podem fazer legendas para elas apontando elementos do ambien- te retratado. Podem também fazer pequenas frases descritivas para as imagens. Visitação Jardim Bot‰nico Agende uma visita ao Jardim Botânico da cidade ou região em que você vive. Alternativamente, pode ser feita uma visita a um parque. Para essa visita, oriente os alunos a usarem protetor solar e bonés ou chapéus. Durante o estudo em campo, auxilie-os a explorarem ao máximo todos os componentes presentes nesse ambiente, orientando-os a fazer registros por meio de desenhos, anotações escritas e fotografias. Sugest‹o de... 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 12 12/9/17 3:02 PM 13UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 13 CAPÍTULO 1 CASA RIBEIRINHA NA FLORESTA AMAZÔNICA, NO AMAPÁ, EM 2015. 1 ESCREVA O QUE AS SETAS APONTAM NAS IMAGENS ABAIXO. USE O BANCO DE PALAVRAS. PLANTAÇÃO ESTRADA RIO CANOA CONSTRUÇÃO CRIAÇÃO DE ANIMAIS PLANTAÇÃO CRIAÇÃO DE ANIMAISCONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO CANOA RIO ESTRADA J R R ip p e r/ B ra zi l P h o to s/ L ig h tR o ck e t/ G e tt y Im ag e s E rn e st o R e g h ra n /P u ls ar I m ag e n s PAISAGEM RURAL COM PLANTAÇÃO DE CANA-DE-AÇÚCAR E CRIAÇÃO DE GADO EM PITANGUEIRAS (PARANÁ), EM 2015. Orientações didáticas Atividade 1 Explore as imagens com os alu- nos. Nelas, vemos dois ambientes diferentes: um campo agropecuá- rio e uma floresta. Ajude os alunos a identificar os sinais da presença humana nos dois ambientes: há construções, plantação, estrada, criação de animais e canoa. Pode surgir a discussão de que em áreas de floresta ocupadas pelo ser humano às vezes há plan- tação, gado, etc., ou seja, são cam- pos agropecuários no meio da floresta. Da mesma forma, podem existir campos – áreas rurais – pró- ximos das cidades – áreas urbanas. Entre os diferentes tipos de flo- resta, escolhemos representar aqui a Floresta Amazônica e suas popu- lações ribeirinhas. Se julgar conve- niente, aproveite a oportunidade para trabalhar o tema “ocupação humana das florestas”. Atividade complementar Peça aos alunos que comparem o lugar onde moram com os am- bientes mostrados nas fotografias desta página. Texto complementar Impactos ambientais e socioeconômicos no Pantanal Nas últimas três décadas, o Pantanal vem sofrendo agressões pelo homem, praticadas não somente na planície, mas principalmen- te nos planaltos adjacentes. Atualmente, os impactos ambientais e socioeconômicos no Pantanal são muito evidentes, decorrentes da inexistência de um planejamento ambiental que garanta a sustenta- bilidade dos recursos naturais desse importante bioma. [...] A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implemen- tação de lavouras e de pastagens, sem considerar a aptidão das terras, e a adoção de práticas de manejo e conservação de solo, além da destruição de habitats, são fatores que aceleraram os processos ero- sivos nas bordas do Pantanal. [...] Todo esse conjunto de problemas atuais e potenciais decor- rentes da atividade humana nos planaltos e na planície demonstra que as ações a serem implementadas em uma bacia hidrográfi ca devem ser alicerçadas em estudos integrados, onde as relações de causa e efeito necessitam estar bem delineadas e aceitas pela sociedade. Impactos ambientais e socioeconômicos no Pantanal. Embrapa Pantanal. Disponível em: <www.embrapa.br/pantanal/impactos- ambientais-e-socioeconomicos-no-pantanal>. Acesso em: out. 2017. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 13 12/9/17 3:02 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 14 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 14 UNIDADE 1 3 CONVERSE COM OS COLEGAS E FAÇAM UMA LISTA DO QUE PODE SER ENCONTRADO EM UM CAMPO AGROPECUÁRIO. Animais (ex.: vacas, galinhas); equipamentos e máquinas agrícolas (ex.: enxada, trator); plantação; estrada; postes com fiação elétrica; árvores; casas; pessoas. Giz de Cera/Arquivo da editora 2 OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES DE DOIS DIFERENTES AMBIENTES NESTA PÁGINA E NA PÁGINA SEGUINTE. DESENHE VO CÊ NO CAMPO AGR OPECUÁRIO. O QUE VOCÊ ESTARIA FAZENDO? D EPOIS, TERMINE DE PINTAR ESTA PAISAG EM. DESENHE VO CÊ NO CITE PLANTA S E ANIMAIS ENCONTRAD OS NESTE LOCA L. CITE PLANTA S E CITE PLAN TAS E Orientações didáticas Atividade 2 Explore as imagens com os alu- nos. Nesta página vemos um cam- po agropecuário com vários sinais da presença humana, como a plan- tação, a criação de animais e o ma- quinário agrícola. Na página seguinte vemos uma cidade com outros elementos que marcam a presença dos seres huma- nos, como veículos, edifícios e rua. Atividade 3 Peça a alguns alunos que leiam em voz alta suas respostas, para que os outros verifiquem se os ele- mentos mencionados são os mes- mos que estão presentes em suas listas. As imagens desta página e da página seguinte mostram um típico cenário de campo agropecuário e um de cidade. No entanto, nem sempre conseguimos fazer uma distinção tão clara das “fronteiras” entre esses ambientes. Exemplos que ilustram a integra- ção entre elementos desses am- bientes são as hortas urbanas. Leia o texto a seguir para ficar sabendo mais sobre esse assunto. Converse com os alunos sobre exemplos de seres vivos que po- dem ser encontrados em um cam- po agropecuário e de relações que eles estabelecem com o ambiente. Por exemplo: a vaca se alimenta do pasto que cresce no solo, as gali- nhas podem comer minhocas que encontram ao ciscar a terra, as hor- taliças dependem da luz do Sol e da água absorvida do solo para se desenvolverem. Texto complementar Semear e colher: conheça algumas experiências de hortas urbanas no Nordeste brasileiro [...] Sabendo da necessidade em se intensi- fi car a produção de alimentos no Brasil de forma sustentável, valorizando a produção familiar e em esquemas cooperativistas, a Rede Solivida, por meio do projeto Semear e Colher, realizou, nos últimos 2 anos, diversas experiências com resultados [...] que têm mudado a vida de muitos cidadãos brasileiros habitantes das zonas urba- nas. [...] A primeira horta urbana do Ceará possui 7 500 m² e está localizada no município de Jua- P3_2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 14 10/10/19 4:35 PM 15UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. DESENHE V OCÊ NO CITE PLANT AS E Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 15 CAPÍTULO 1 4 AGORA, FAÇA UMA LISTA DO QUE PODE SER ENCONTRADO EM UMA CIDADE. Animais (cachorros, gatos, ratos, passarinhos, etc.), árvores e diferentes plantas, prédios, meios de transporte (como ônibus e carros), semáforos, pessoas, ruas pavimentadas, postes com fiação elétrica, etc. L é o F a n e lli /A rq u iv o d a e d it o ra LIVROS CONTOS DE ANIMAIS. LUÍS DA CÂMARA CASCUDO. SÃO PAULO: GLOBAL, 2013. O RATO DO CAMPO E O RATO DA CIDADE. RUTH ROCHA. SÃO PAULO: SALAMANDRA, 2010. SUGESTÍES DEÉ CITE PLAN TAS E ANIMAIS ENCONT RADOS NESTE LO CAL. CITE PLAN TAS E Orientações didáticas Atividade 4 Repita a estratégia utilizada na atividade anterior e escolha alguns alunos para lerem suas respostas. Estimule os alunos a pensar em exemplos de seres vivos que po- dem ser encontrados nas cidades, como plantas (diferentes tipos de árvores, plantas ornamentais, etc.), animais de estimação, ratos, bara- tas, pombas, etc. Explore com os alunos a relação entre esses seres vivos e o ambiente. Por exemplo: ratos podem viver em tubulações de esgoto, árvores promovem lo- cais mais frescos e sombreados, pombas podem fazer ninhos sob o telhado de residências, etc. Atividade complementar 1. Você pode pedir aos alunos que façam também uma lista do que pode ser encontrado em uma floresta. Por exemplo: animais (quati, tartaruga, preguiça, arara, macaco); habitação humana; meios de transporte (canoas); árvores; pessoas; rios; etc. Chame atenção para o fato de ser comum a ocor- rência de maior diversidade de animais e plantas na floresta. 2. Pergunte aos alunos: “O cam- po agropecuário é um ambiente modificado pelo ser humano?”. Verifique se a turma apresenta opiniões divergentes. Se achar conveniente, proponha um debate entre os diferentes grupos, no qual você deverá ser o mediador. Espe- ra-se que a maioria argumente a favor da ideia de que o campo agropecuário é um ambiente mo- dificado pelo ser humano. Os alu- nos podem indicar que nele encon- tram-se modificações introduzidas pelo ser humano, como constru- ções, criação de seres vivos, etc. Verifique se eles identificam como sinais de modificações humanas em um ambiente a ocorrência de construções, de plantações e de criações de animais. zeiro do Norte [...]. A ideia no início contou com resistência da vizinhança. Aos poucos, ainicia- tiva foi conquistando os moradores do bairro e mesmo quem antes não apoiava o projeto agora compra alimentos fresquinhos na horta. A horta é gerida por 40 famílias que mo- ram nos bairros adjacentes e que por meio do projeto conseguem complementar a renda fa- miliar. Os produtos da horta são vendidos a um preço acessível, democratizando o acesso a produtos orgânicos. [...] Semear e colher: conheça algumas experiências de hortas urbanas no Nordeste brasileiro. Rede Solivida. Disponível em: <http://redesolivida.org/ en/2017/05/15/semear-e-colher-conheca-algumas- experiencia-de-hortas-urbanas-no-nordeste- brasileiro>. Acesso em: out. 2017. P3_2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 15 10/10/19 4:38 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 16 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MÌOS Ë OBRA VOCÊ SABIA QUE TAMBÉM PODE AJUDAR A CUIDAR DO AMBIENTE? PARA ENTENDER COMO FAZER ISSO, CONHEÇA UM POUCO SOBRE O TRABALHO DE UM AMBIENTALISTA. VEJA O QUE ELE TEM A DIZER SOBRE CUIDADOS COM O AMBIENTE. COM A PALAVRA... A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra ENTORNO: TUDO O QUE EXISTE AO REDOR, EM TORNO DE ALGO. VOCÊ PODE EXPLICAR O QUE É AMBIENTE? EU DEFINO O AMBIENTE COMO TODO O ENTORNO. O AMBIENTE É FORMADO POR TODOS OS SERES VIVOS E ELEMENTOS NÃO VIVOS (COMO A TERRA, O AR, A ÁGUA) QUE EXISTEM NAS VIZINHANÇAS DE ALGUMA COISA OU EM VOLTA DE ALGUM LUGAR E QUE SE RELACIONAM. COMO O SER HUMANO INTERFERE NOS AMBIENTES? POR EXEMPLO, QUANDO FORMAMOS UMA PLANTAÇÃO EM UMA ÁREA DE FLORESTA, PROVOCAMOS MODIFICAÇÕES NESSE AMBIENTE. QUANDO LANÇAMOS ESGOTOS SEM TRATAMENTO DIRETAMENTE EM UM RIO, POLUÍMOS AS ÁGUAS E MUDAMOS ESSE AMBIENTE. EXISTEM OUTRAS MANEIRAS DE INTERFERIR NOS AMBIENTES? FELIZMENTE, NÃO É SÓ DE MANEIRA NEGATIVA QUE INTERFERIMOS NOS AMBIENTES. PODEMOS TAMBÉM CONTRIBUIR PARA A PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS NATURAIS. E COMO AS CRIANÇAS PODEM AJUDAR A PROTEGER OS DIVERSOS AMBIENTES? CUIDANDO DO AMBIENTE DE CASA E DA ESCOLA E ENVIANDO CARTAS E E-MAILS AOS GOVERNANTES E A ENTIDADES COMO A SOS MATA ATLÂNTICA, PARA DENUNCIAR AGRESSÕES AO AMBIENTE. A AÇÃO DE ENTIDADES E DE PESSOAS COMO FABRÍZIO CONTRIBUI PARA PRESERVAR AS ÁREAS QUE AINDA RESTAM DA MATA ATLÂNTICA. FABRÍZIO G. VIOLINI É AGRÔNOMO E TRABALHA NA FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. L ig h ts p ri n g /S h u tt e rs to ck VAMOS APRENDER COMO PODEMOS CUIDAR DO AMBIENTE. A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra ENTORNO: TUDO O QUE EXISTE AO REDOR, EM TORNO DE ALGO. VOCÊ PODE EXPLICAR O QUE É AMBIENTE? EU DEFINO O AMBIENTE COMO TODO O ENTORNO. O AMBIENTE É FORMADO POR TODOS OS SERES VIVOS E ELEMENTOS NÃO VIVOS (COMO A TERRA, O AR, A ÁGUA) QUE EXISTEM NAS VIZINHANÇAS DE ALGUMA COISA OU EM VOLTA DE ALGUM LUGAR E QUE SE RELACIONAM. COMO O SER HUMANO INTERFERE NOS AMBIENTES? POR EXEMPLO, QUANDO FORMAMOS UMA PLANTAÇÃO EM UMA ÁREA DE FLORESTA, PROVOCAMOS MODIFICAÇÕES NESSE AMBIENTE. QUANDO LANÇAMOS ESGOTOS SEM TRATAMENTO DIRETAMENTE EM UM RIO, POLUÍMOS AS ÁGUAS E MUDAMOS ESSE AMBIENTE. EXISTEM OUTRAS MANEIRAS DE INTERFERIR NOS AMBIENTES? FELIZMENTE, NÃO É SÓ DE MANEIRA NEGATIVA QUE INTERFERIMOS NOS AMBIENTES. PODEMOS TAMBÉM CONTRIBUIR PARA A PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS NATURAIS. E COMO AS CRIANÇAS PODEM AJUDAR A PROTEGER OS DIVERSOS AMBIENTES? CUIDANDO DO AMBIENTE DE CASA E DA ESCOLA E CUIDANDO DO AMBIENTE DE CASA E DA ESCOLA E ENVIANDO CARTAS E E-MAILS AOS GOVERNANTES E A E-MAILS ENTIDADES COMO A SOS MATA ATLÂNTICAMATA ATLÂNTICA, PARA DENUNCIAR AGRESSÕES AO AMBIENTE. A AÇÃO DE ENTIDADES E DE PESSOAS COMO FABRÍZIO CONTRIBUI PARA PRESERVAR AS ÁREAS QUE AINDA RESTAM DA MATA ATLÂNTICA. A AÇÃO DE ENTIDADES FABRÍZIO G. VIOLINI É AGRÔNOMO E TRABALHA NA FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. L ig h ts p ri n g /S h u tt e rs to ck 16 Orientações didáticas Converse com os alunos sobre a definição de ambiente apresenta- da pelo entrevistado. Neste mo- mento, você pode aproveitar para aprofundar a definição desse ter- mo, chamando a atenção para o fato de que tanto seres vivos quan- to elementos não vivos fazem par- te do ambiente. Questione também se os alunos acham que o ser humano pode cui- dar melhor do ambiente onde vive e também de outros ambientes. Relembre-os do que viram até ago- ra no capítulo e comente que um primeiro passo está em atitudes simples, como jogar o lixo em lo- cais apropriados. Após a leitura da entrevista, você pode aproveitar para investigar um pouco mais os conhecimentos dos alunos: “Você já viu um ambiente malcuidado? Onde?”; “Quando você vê um monte de lixo acumu- lado em um ambiente, o que você pensa? E como se sente?”. Atividade complementar Estimule os alunos a pesquisar e conversar sobre notícias relacio- nadas a impactos no ambiente: poluição das águas, problemas sanitários, condições do ar, do trânsito e de mobilidade nas gran- des cidades, etc. Incentive-os a produzir e compartilhar desenhos e relatos relacionados ao cuidado com o ambiente, por exemplo: “lu- gar” do lixo; respeito aos outros seres vivos; etc. Você pode elabo- rar, com os alunos, uma listagem de atitudes relacionadas aos cui- dados com o ambiente e incluí-la no Mural da turma. Sites S.O.S. Mata Atlântica. Disponível em: <www.sosma.org.br>. Acesso em: out. 2017. ONG que promove a conservação da diversidade biológica e cultural da Mata Atlântica por meio de projetos de conservação ambiental e monitoramento do bioma, entre outros. Instituto Socioambiental (ISA). Disponível em: <www.socioambiental.org>. Acesso em: nov. 2017. Organização que busca propor soluções a questões com foco na defesa de bens e direitos sociais relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos. Sugest›es de... 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 16 12/9/17 3:02 PM 17UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 17 CAPÍTULO 1 1 CONVERSE COM OS COLEGAS SOBRE A ENTREVISTA DA PÁGINA ANTERIOR. DEPOIS, PREENCHA O QUADRO ABAIXO COM EXEMPLOS DE: INTERFERÊNCIA HUMANA NO AMBIENTE COMO CUIDAR DO AMBIENTE Resposta pessoal. Resposta pessoal. 2 OS QUADRINHOS DESTA HISTÓRIA ESTÃO FORA DE ORDEM. NUMERE-OS NA ORDEM CORRETA, DE 1 A 4, PARA MOSTRAR O QUE ACONTECEU NO PASSEIO DAS CRIANÇAS. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra 1 3 2 4 ATENÇÃO PARA RECOLHER O LIXO DEVEMOS USAR LUVAS PROTETORAS. ASSIM TAMBÉM APRENDO Orientações didáticas Atividade 1 Na primeira coluna, espera-se que os alunos respondam que o ser humano interfere nos ambientes de diversas formas. Algumas inter- ferências são consideradas negati- vas, como o desmatamento de uma floresta para formar uma plan- tação ou construir habitações, ou o lançamento de esgoto sem tra- tamento nos rios, etc. Outras inter- ferências podem ser consideradas positivas, como proteger e recupe- rar áreas naturais. Na segunda coluna, espera-se que os alunos respondam que po- demos cuidar do ambiente com atitudes simples, como manter os lugares limpos, jogar o lixo em lo- cal apropriado e cuidar bem do ambiente de casa e da escola. Além disso, podemos participar de ações que contribuam para a pro- teção e recuperação de áreas na- turais enviando cartas e e-mails aos governantes e a instituições que trabalham com a preservação da diversidade e de áreas naturais, dando opiniões, denunciando agressões aos animais e ao am- biente, etc. Atividade 2 Alguns alunos podem ter mais dificuldade para realizar esta ativi- dade. Auxilie-os perguntando: “As crianças chegaram e viram muita sujeira. O que elas fizeram?”. Faça a correção de forma coletiva, apro- veitando parafalar sobre os cuida- dos que devemos ter com o am- biente. Questione-os: “Será que esta história poderia ter outro fim?”; “O que aconteceria se as crianças não tivessem se organiza- do para recolher o lixo?”. Quando terminarem a atividade, peça-lhes que escrevam os possíveis diálo- gos dos personagens. Esta ativida- de incentiva os alunos a desenvol- ver e escrever histórias. Atividade complementar Você pode incentivar os alunos a se en- volverem com a seguinte campanha: Va- mos tornar a escola um ambiente ainda mais agradável! 1. Organize os alunos em grupos. Peça que façam um passeio pela escola e identifi- quem lugares que precisem de cuidados. 2. Os alunos podem verificar, por exemplo, onde e como está sendo armazenado o lixo no local. A quantidade de lixeiras é suficiente? Onde as pessoas jogam o lixo? 3. Cada grupo deve fazer cartazes alertan- do sobre os problemas identificados e sobre o que pode ser feito para evitá-los. 4. Os cartazes podem ser fixados nas pare- des, em locais visíveis. Converse previa- mente com a direção sobre a fixação de cartazes nas dependências da escola. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 17 12/9/17 3:03 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 18 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 18 UNIDADE 1 A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS O QUE VOCÊ TEM FEITO PARA CUIDAR DO SEU ENTORNO? UMA BOA IDEIA É PLANTAR. PODE SER UM OU OUTRO VASINHO COMO ENFEITE, PODE SER UM CANTEIRO DE ERVAS, PODE SER UM JARDIM OU ATÉ MESMO UMA ÁREA MAIOR. AS PLANTAS SÃO IMPORTANTES DE VÁRIAS MANEIRAS. CONHEÇA ALGUMAS DELAS EXPLORANDO ESTA PÁGINA E A PÁGINA SEGUINTE. DEPOIS, QUE TAL PÔR A MÃO NA MASSA? COM O PROFESSOR E OS COLEGAS, PLANTEM MAIS VEGETAIS NOS LUGARES QUE VOCÊS FREQUENTAM! VAMOS PLANTAR? AFINAL AS PLANTAS SÃO MUITO IMPORTANTES. C le a rv ie w s to ck /S h u tt e rs to ck AS PLANTAS SERVEM DE ALIMENTO PARA VÁRIOS SERES VIVOS. UMA ÁREA COM PLANTAS QUE PRODUZEM NÉCTAR E FRUTOS ATRAI VÁRIAS AVES, INSETOS E OUTROS ANIMAIS. Murray Cooper/Minden Pictures/Getty Images 50 cm TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS. DÊ A SUA OPINIÃO SOBRE AS DÚVIDAS DESTAS CRIANÇAS. TROQUE IDEIAS COM UTILIZE O BANCO DE PALAVRAS DA PÁGINA 19 PARA COMPLETAR AS LEGENDAS DESTA PÁGINA. UTILIZE O BANCO DE CANTEIROS COM FLORES TÊM CORES E CHEIROS QUE TORNAM QUALQUER LOCAL MAIS BONITO E AGRADÁVEL. D ie g o G ra n d i/ S h u tt e rs to ck M o u s e s S a g io ra to / A rq u iv o d a e d it o ra Respostas pessoais. COMO NOSSA ESCOLA PODERIA FICAR SE TIVESSE MAIS PLANTAS? EM QUE LUGARES DA MINHA CASA EU POSSO PLANTAR? Orientações didáticas Após a leitura do mural, solicite aos alunos que deem mais exem- plos da importância das plantas no ambiente e para os seres humanos. Você pode, por exemplo, comentar sobre chás de uso terapêutico. Além deles, há muitos remédios industria- lizados que contêm substâncias me- dicinais extraídas das plantas. Aproveite para sugerir aos alu- nos que façam vasinhos ou cantei- ros com ervas para chá e temperos. Esses vasinhos podem ser coloca- dos na sala de aula ou nas suas imediações. Além de tornar o lugar mais bonito, essas plantas podem ser usadas no dia a dia. Texto complementar A importância das matas ciliares A água é uma substância essencial à sobre- vivência de todos os seres vivos, e sua produção e manutenção está diretamente relacionada à fl oresta. Precisamos entender melhor o papel das fl orestas para sabermos por que preservá- -las, pois a nossa sobrevivência e de todos os outros seres vivos depende disso. A mata ciliar funciona como os cílios para os nossos olhos. Os cílios limpam e lubrifi cam os olhos e também permitem que estes se fechem diante de uma luz muito forte ou de uma amea- ça qualquer (cisco de poeira, por exemplo). Da mesma maneira, a mata ciliar [...] prote- ge os rios e córregos, impedindo que sujeiras sólidas, como terra, restos de inseticidas, herbi- cidas, fungicidas e adubos cheguem aos rios, às lagoas e aos córregos. Ao longo deste livro, o ta- manho (comprimento, em es- cala métrica abreviada) dos seres vivos representados está indicado junto às fotografias, em quadros ou integrados às legendas, sempre que for ne- cessário para a compreensão de escala. Algumas vezes, as imagens mostram seres vivos parecidos, mas de espécies diferentes. Por isso, os tama- nhos indicados podem nem sempre ser iguais. Além das informações apresen- tadas no mural desta página e da página seguinte, você também pode conversar com os alunos so- bre a importância das plantas para a qualidade da água utilizada no abastecimento humano. Para saber mais sobre esse assunto, leia o tex- to complementar a seguir. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 18 12/9/17 3:03 PM 19UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 19 CAPÍTULO 1 1 ANALISE AS SITUAÇÕES APRESENTADAS NO MURAL QUE OCUPA ESTA PÁGINA E A ANTERIOR. COMPLETE AS LEGENDAS USANDO OS TERMOS DO BANCO DE PALAVRAS. SOMBRAS ABRIGO ALIMENTO CORES QUALIDADE NUTRIENTES CHEIROS FOLHAS E GALHOS QUE CAEM SOBRE O SOLO AJUDAM A ENRIQUECÊ-LO COM NUTRIENTES . ALÉM DISSO, A CAMADA DE FOLHAS QUE CAEM CRIA UM AMBIENTE IDEAL PARA MUITOS INSETOS, ARANHAS, TATUZINHOS E OUTROS ANIMAIS PEQUENOS. ÁRVORES FORMAM SOMBRAS NAS RUAS DAS CIDADES. ISSO CONTRIBUI, ENTRE OUTRAS COISAS, PARA AMENIZAR A TEMPERATURA NOS CENTROS URBANOS. AS PLANTAS MELHORAM A QUALIDADE DO AR. POR EXEMPLO, EM LUGARES COM MUITAS PLANTAS, A UMIDADE DO AR É MAIOR. ISSO ACONTECE PORQUE AS PLANTAS ABSORVEM ÁGUA DO SOLO E, ATRAVÉS DAS FOLHAS, A “DEVOLVEM” AO AMBIENTE. AS PLANTAS SÃO IMPORTANTES!AS PLANTAS SÃO IMPORTANTES! V la d is la v T . J ir o u s e k /S h u tt e rs to ck F e rn a n d o A ra ú jo /F u tu ra P re s s H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra PLANTAS TAMBÉM PODEM SERVIR DE ABRIGO . POR EXEMPLO, VÁRIAS AVES FAZEM NINHO EM ÁRVORES. W iz d a ta /S h u tt e rs to ck 10 cm 10 cm ACABE DE PINTAR ESTA CENA COM CORES BEM BONITAS! ACABE DE PINTAR Orientações didáticas Com relação à legenda do can- to inferior esquerdo desta página, esclarecemos que as plantas “per- dem” água para o ambiente por um processo chamado evapo- transpiração. Atividade complementar Se possível, leve os alunos até o jardim da escola, se houver, ou a uma praça próxima da escola para observarem as plantas e sua rela- ção com os demais seres vivos. Procure perceber o que mais cha- ma a atenção dos alunos em rela- ção às plantas: suas cores, suas formas, possíveis interações com animais, a paisagem que ajudam a compor, etc. Lembre-se de que atividades fora da escola devem ser comunicadas com antecedên- cia para os pais ou responsáveis, bem como para a direção da esco- la. Oriente os alunos a usarem pro- tetor solar, boné ou chapéu e leva- rem água para hidratação. [...] Além disso, a fl oresta, por ter um ciclo de vida longo (mais de 7 anos) e um sistema radi- cular profundo (até 10 m de profundidade), captura os nutrientes advindos das chuvas e do ar. As copas das árvores protegem melhor o solo dos impactos da chuva, depositam restos [...] (folhas, galhos, frutos e sementes) na super- fície do solo, protegendo-o melhor que qual- quer cultura agrícola dos impactos da chuva, além de reciclar os nutrientes e, deste modo, recuperarem solos degradados. O sistema ra- dicular possui boa arquitetura para estruturar o solo, e, assim, evita os desmoronamentos ou deslizes de terra nas encostas. A importância das matas ciliares. Embrapa Meio Ambiente. Disponível em: <https://goo.gl/ sy9wC8>. Acesso em: dez. 2012. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_ParteEspecifica_Unidade 1.indd 19 12/9/17 3:03 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 20 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. VAMOS VER DE NOVO? UNIDADE 1 20 PODE INTERFERIR NO POR EXEMPLO TÊM SER HUMANO NESTE CAPÍTULO VOCÊ APRENDEU QUE: O SER HUMANO PODE MORAR EM DIFERENTES AMBIENTES. FLORESTAS, CAMPOS AGROPECUÁRIOS E CIDADES SÃO EXEMPLOS DE AMBIENTES. CUIDAR DE ÁREAS VERDES É UM EXEMPLO DE INTERFERÊNCIA POSITIVA NO AMBIENTE. M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra AMBIENTE CAMPO AGROPECUÁRIO PLANTAÇÕES PLANTAS ÁREAS VERDES CIDADEFLORESTA LIXOCONSTRUÇÕES NELE PODEMOS ENCONTRAR, POR EXEMPLO POR EXEMPLO Orientações didáticas Nesta seção, apresentamos uma síntese das principais proposições conceituais trabalhadas no capítulo. Além de elencar tais proposições uma a uma, apresentamos um mapa conceitual como um recurso esque- mático que facilita a visualização destas proposições pelos alunos. Como apresentado anteriormen- te, usando as ideias de J. D. Novak e D. B. Gowin (1984), podemos dizer que os mapas conceituais diferen- ciam-se de outros tipos de esque- ma na medida em que: • expõem os conceitos e as pro- posições fundamentais em uma linguagem simples e concisa; • mostram as relações entre as ideias principais de modo sim- ples e vistoso, aproveitando a capacidade humana para a re- presentação visual; • acentuam visualmente tanto as relações hierárquicas entre con- ceitos e proposições como as relações cruzadas entre grupos de conceitos e proposições. Assim, os mapas conceituais constituem um bom recurso visual para sintetizar os principais concei- tos e proposições trabalhados em cada capítulo. Você pode organizar os alunos em grupos e solicitar que produ- zam um mapa conceitual alternati- vo ao apresentado aqui. Para isso, eles podem manipular os conceitos apresentados, mudando a hierar- quia entre eles, alterando as liga- ções com setas, etc. Podem, inclu- sive, acrescentar conceitos que julguem importantes e que gosta- riam de relacionar com os demais conceitos apresentados. Atividade complementar Pesquise na internet fotografias de loca- lidades: como eram antigamente e como são hoje. Exponha essas fotografias aos alu- nos, propondo uma troca de ideias: O que mostra cada imagem? O que mudou de uma imagem para a outra? Durante a atividade, incentive o debate: De modo geral, o que acontece durante o desenvolvimento das cidades? O número de construções aumen- ta ou diminui? E o número de áreas verdes? O que mais muda com o passar do tempo? Você poderá encontrar fotografias antigas de diferentes localidades do Brasil no site disponível em: <https://noticias.bol.uol.com. br/fotos/bol-listas/2015/08/09/100-fotos-que- vao-fazer-voce-querer-ter-vivido-no-brasil de-antigamente.htm> (acesso em: out. 2017). 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 20 12/9/17 3:03 PM 21UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 21 1 OBSERVE A MAQUETE DE UMA CIDADE QUE AS CRIANÇAS ESTÃO CONSTRUINDO. COMO ELA PODERIA SER APERFEIÇOADA? O QUE AS CRIANÇAS PODERIAM INCLUIR? COMO FARIAM? CONVERSE COM OS COLEGAS. Resposta pessoal. VOCÊ CONCORDA OU NÃO COM O QUE DIZ CADA CRIANÇA? EXPLIQUE SUA RESPOSTA. Resposta pessoal. 3 ESCREVA SUA MENSAGEM NO ESPAÇO DESTINADO À PROPAGANDA DO PONTO DE ÔNIBUS. J o rd i C /S h u tt e rs to ck M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra AS PLANTAS SÃO IMPORTANTES PARA O AMBIENTE. AMBIENTE É SEMPRE ALGO MUITO GRANDE, COMO UMA FLORESTA OU UMA CIDADE. Resposta pessoal. E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra 2 OBSERVE A ILUSTRAÇÃO ABAIXO. Orientações didáticas Aqui apresentamos algumas ati- vidades que ajudam a avaliar a aprendizagem dos alunos. Para serem respondidas, as questões aqui propostas demandam diver- sas habilidades e capacidades, desenvolvidas no decorrer de cada ciclo investigativo. Sugerimos que essas atividades sejam feitas individualmente. De- pois de respondidas, os alunos podem ser organizados em duplas para comparar as respostas, verifi- car as divergências e chegar a um consenso. Essa é uma poderosa estratégia de avaliação, na medida em que cada aluno deve expor aos colegas o que aprendeu, possibilitando que repensem o que consideram e expli- citem as dúvidas que ainda têm. Atividade 1 Os alunos podem citar constru- ções, como pontes, viadutos, se- máforos, hospitais, comércio; meios de transporte, como carros, caminhões, motos e bicicletas; além de parques e praças e de rios, córregos e lagos. Atividade 2 Espera-se que os alunos concor- dem com a criança da esquerda e discordem da outra. Comente que as plantas tornam o ambiente mais bonito e agradá- vel, servem de alimento e abrigo para muitos seres vivos, contri- buem para a fertilidade do solo e a qualidade do ar, etc. Complemente informando que o ambiente é o entorno, e pode ser grande – como o bairro ou a cidade – ou bem menor – como o quarto, a casa, a escola, um aquário, etc. Atividade 3 Você pode sugerir aos alunos alguns temas a serem abordados na resposta, como: cuidados com o lixo, com as áreas verdes, com os mananciais de onde obtemos água para o consumo, etc. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 21 12/9/17 3:03 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 22 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 1 22 SERES VIVOS SE DESENVOLVEM CAPÍTULO 2 O QUE ƒ VIVO NESSE AQUçRIO? NESTE CAPÍTULO VAMOS ESTUDAR ALGUNS SERES VIVOS, SUA REPRODU‚ÌO E SEU DESENVOLVIMENTO. ● FAÇA DUAS LISTAS NO CADERNO: UMA DO QUE É VIVO E OUTRA DO QUE NÃO É VIVO NO AQUÁRIO MOSTRADO NA IMAGEM ACIMA. ● EM SUA OPINIÃO, O QUE DIFERENCIA O QUE É VIVO DO QUE NÃO TEM VIDA? ● COMO VOCÊ IMAGINA QUE SEJAM UMA MOSCA, UM PÉ DE FEIJÃO E UMA SERPENTE AO NASCER? SERIAM DIFERENTES DE QUANDO ADULTOS? PARA INICIAR HomeStudio/Fishman64/Dobermaraner/StudioByTheSea/Shutterstock Objetivos do capítulo Neste capítulo, vamos estudar o desenvolvimento de algumas plan- tas e animais (inclusive do ser hu- mano). Procure favorecer a con- cepção de que tudo o que é vivo tem o potencial de se desenvolver e se reproduzir. Abordaremos tam- bém quais são as principais partes da estrutura de uma planta e quais as condições necessárias para o bom desenvolvimento das plantas em geral. Orientações didáticas Incentive os alunos a refletir so- bre a imagem apresentada nesta abertura: “Conseguimos diferen- ciar o que é vivo do que não é vivo em um ambiente?”. Aproveite a oportunidade para avaliar o que os alunos já sabem e que argumentos usam para justificar que algo é vivo. Entre as características dos seres vivos, muitos podem citar o movi- mento. É comum também relacio- narem a vida com animais, com os quais estão mais familiarizados, mas não com plantas. Para trabalhar os dois primei- ros itens da seção Para iniciar, proponha novos questionamen- tos: “Os seres vivos surgem de onde?”; “O que entendemos por desenvolvimento de um ser vivo?”; “Como você acha que es- tará o aquário da fotografia após algum tempo?”. Provavelmente, será possível constatar mudanças nos seres vivos presentes no aquário, bem como o apareci- mento de novos seres vivos a par- tir da reprodução dos preexisten- tes. Proponha a eles que façam esse exercício de imaginação e, se possível, peça que o registrem por meio de um desenho. No terceiro item, avalie o que os alunos já sabem: Já observaram algum vegetal se desenvolver?; O que sabem sobre o desenvolvi- mento dos animais?; Conhecem insetos que na fase inicial do de- senvolvimento possuem o corpo bem diferentede quando adultos (como borboletas e moscas)? É aconselhável que, de tempos em tempos, você peça aos alunos que revejam o que discutiram nes- te momento inicial e então reflitam se, depois de terem realizado de- terminado trabalho ou sequência de atividades, responderiam da mesma forma ao que foi perguntado aqui. Isso possibilita a avaliação da própria apren- dizagem e a dimensão de sua evolução. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 22 12/9/17 3:03 PM 23UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CAPÍTULO 2 23 ATENÇÃO LAVE BEM AS MÃOS APÓS MEXER COM A TERRA. SE POSSÍVEL, USE LUVAS PROTETORAS. VAMOS PLANTAR GRÃOS DE FEIJÃO E ACOMPANHAR SEU DESENVOLVIMENTO? COMO FAZER 1. COLOQUE TERRA UMEDECIDA EM UM VASO. ATIVIDADE PRÁTICA F o to s : E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra COLE UM PAPEL NO VASO INDICANDO A DATA DA SEMEADURA. COLE UM PAPEL NO 2. PLANTE OS FEIJÕES NA TERRA, A CERCA DE 1 CENTÍMETRO DE PROFUNDIDADE. MATERIAL ÁGUA GRÃOS DE FEIJÃO TERRA VASO OU POTE PLÁSTICO 3. COLOQUE O VASO EM LOCAL ILUMINADO. MOLHE A TERRA SEMPRE QUE NOTAR QUE ESTÁ SECANDO. 4. OBSERVE O DESENVOLVIMENTO DO PÉ DE FEIJÃO DURANTE ALGUNS DIAS. FAÇA DESENHOS E ANOTAÇÕES NO CADERNO. LIVRO JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO. IRMÃOS GRIMM. SÃO PAULO: SCIPIONE, 2009. (COLEÇÃO CONTO ILUSTRADO). SUGESTÌO DEÉ Orientações didáticas Nesta atividade levamos os alu- nos a observar o desenvolvimento do feijoeiro desde a semeadura até o aparecimento de folhas, flores e vagens. Por isso, os feijões devem ser colocados diretamente na terra, e não em outros substratos, como um algodão úmido, o que seria ade- quado para observar somente o desenvolvimento inicial do feijoeiro. Você pode organizar a turma em grupos e fornecer aos alunos gar- rafas PET transparentes para servi- rem de vaso. Faça furos no fundo das garrafas e, depois, recorte-as com o auxílio de uma tesoura. So- mente adultos devem realizar esse procedimento. Peça aos alunos que façam suas observações pelo menos no 3o, 7o, 12o, 30o dia e, se possível, no 60o dia. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental são mais indicadas observações qualitativas e eviden- tes (se o pé tem ou não tem folha; se está maior ou menor; etc.) – daí as observações nesses intervalos de tempo. Você pode transformar o acom- panhamento do desenvolvimento do pé de feijão em uma atividade investigativa. Uma ideia é solicitar aos alunos que testem hipóteses sobre o que influencia o desenvol- vimento dessas plantas. Por exem- plo, quantidade de luz e de água. Cada um desses fatores pode ser testado isoladamente, em amos- tras cultivadas em sementeiras. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 23 12/9/17 3:03 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 24 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 24 UNIDADE 1 PLANTAS SE DESENVOLVEM VOCÊ JÁ VIU UMA PLANTA SE DESENVOLVENDO? AS PLANTAS SÃO SERES VIVOS E SE MODIFICAM COM O PASSAR DO TEMPO. O GRÃO DE FEIJÃO É UMA SEMENTE. DENTRO DELE EXISTE O EMBRIÃO DE UM NOVO SER VIVO. EM CONDIÇÕES ADEQUADAS OCORRE A GERMINAÇÃO DO FEIJÃO. CERCA DE 10 DIAS DEPOIS, JÁ É FÁCIL IDENTIFICAR ALGUMAS PARTES DA PLANTA. ● AS RAÍZES FIXAM A PLANTA NO SOLO, DE ONDE PODEM SER CAPTADOS NUTRIENTES E ÁGUA. ● O CAULE AINDA NÃO É MUITO RÍGIDO, MAS JÁ SUSTENTA ALGUMAS FOLHAS. ● AS FOLHAS COMEÇAM A SE ABRIR. SÃO ELAS QUE CAPTAM A MAIOR PARTE DOS RAIOS DE LUZ DE QUE A PLANTA PRECISA. QUANDO A PLANTA RECEBE ÁGUA, LUZ E NUTRIENTES DE MANEIRA ADEQUADA, ELA CONTINUA A SE DESENVOLVER. COM CERCA DE 60 DIAS, HÁ MUITAS FOLHAS NO FEIJOEIRO, ALÉM DE FLORES E VAGENS. ● AS FLORES ESTÃO RELACIONADAS À REPRODUÇÃO DAS PLANTAS. ● AS VAGENS SÃO OS FRUTOS DO FEIJOEIRO. DENTRO DELAS SE FORMAM OS GRÃOS DE FEIJÃO QUE USAMOS NA ALIMENTAÇÃO. SE PLANTARMOS UM GRÃO DE FEIJÃO, UMA NOVA PLANTA VAI SE DESENVOLVER. É O COMEÇO DE UMA NOVA VIDA! VAMOS VER COMO ALGUMAS PLANTAS SE DESENVOLVEM COM O PASSAR DO TEMPO. N ig e l C a tt in /A la m y /F o to a re n a S é rg io D o tt a J r/ A rq u iv o d a e d it o ra S é rg io D o tt a J r/ A rq u iv o d a e d it o ra M o n ta g e m f lo r: P o ta p o v A le x a n d e r/ S h u tt e rs to ck FEIJOEIRO 60 DIAS APÓS O PLANTIO. FEIJOEIRO 10 DIAS APÓS O PLANTIO. GRÃO DE FEIJÃO PARTIDO AO MEIO. EMBRIÃO FOLHAS CAULE RAÍZES FLORES VAGEM FOLHAS CAULE RAÍZES ELEMENTOS REPRESENTADOS EM TAMANHOS NÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI. Orientações didáticas Antes de iniciar a leitura do tex- to, incentive a troca de experiên- cias: “Quem já viu um feijão se desenvolver?”; “E quem já viu uma outra planta se desenvolver, desde quando era uma sementinha?”. Após a leitura do texto, promova o desafio: “Que tal escrevermos um texto como esse para contar como é o desenvolvimento de ou- tra planta?”. Fomente um debate para ajudar os alunos a explorar ainda mais a leitura e a interação com o texto: “O que aconteceria se o último parágrafo do texto se tornasse o primeiro? O texto con- tinuaria fazendo sentido?”; “Se vo- cês fossem reposicionar os pará- grafos, como eles ficariam no texto: qual seria o primeiro, qual seria o segundo, etc.?”. Se possível, aproveite as obser- vações que os alunos estão fazen- do na Atividade prática sobre o desenvolvimento do pé de feijão durante alguns dias e incentive comparações com as imagens aqui apresentadas. Um esclarecimento em relação à flor e à vagem mostradas na foto- grafia: elas variam de acordo com o tipo de feijão plantado. Áudio Pesquisa Brasil Em um episódio do podcast, a pesquisadora Rafaela Forzza (Jardim Botânico do Rio de Janeiro) explica as implicações da descoberta que aponta o Brasil como o país com a maior diversidade de plantas do mundo. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/ 05/03/podcast-rafaela-forzza/>. Acesso em: out. 2017. Sugest‹o de... 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 24 12/9/17 3:03 PM 25UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 25 CAPÍTULO 2 1 O QUE EXISTE DENTRO DAS VAGENS DE UM FEIJOEIRO? CONVERSE COM OS COLEGAS E RESPONDA ABAIXO. Grãos de feijão. 2 LEIA AS ANOTAÇÕES FEITAS EM UM CADERNO. MARQUE COM UM X AS QUE NÃO SÃO CORRETAS. DENTRO DA SEMENTE DO FEIJÃO ENCONTRA-SE O EMBRIÃO. X EXISTEM FLORES NO PÉ DE FEIJÃO DE 10 DIAS. X OS PÉS DE FEIJÃO DE 60 DIAS AINDA NÃO TÊM VAGENS. OS GRÃOS DE FEIJÃO SÃO USADOS NA ALIMENTAÇÃO. 3 DESENHE UM PÉ DE FEIJÃO COM 60 DIAS. REPRESENTE E INDIQUE COM SETAS AS ESTRUTURAS DESSE VEGETAL CITADAS NA PÁGINA ANTERIOR. T h in k s to ck /G e tt y I m a g e s Desenho do aluno. H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra folhas flor vagem caule raiz Orientações didáticas Atividade 1 Se possível, leve para a sala de aula vagens de diferentes plantas (ervilha, soja, fava, tamarindo, ou mesmo de plantas não comestí- veis, como pau-brasil, pata-de-va- ca, sibipiruna, etc.) e apresente-as aos alunos. Essas vagens podem ser abertas para que eles identifi- quem as sementes dentro delas. Atividade 2 Peça aos alunos que observem as imagens exibidas na página 24: no pé de feijão de 10 dias ainda não é possível ver flores, e o pé de feijão de 60 dias já apresenta vagem. Atividade 3 Espera-se que os alunos dese- nhem um pé de feijão já desenvol- vido, com folhas em abundância, algumas flores e vagens. Verifique se posicionaram as setas correta- mente, de acordo com a ilustração de referência. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 25 12/9/17 3:03PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 26 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 26 UNIDADE 1 4 OS ALUNOS ESTÃO MONTANDO UM MURAL SOBRE A INFLUÊNCIA DA LUZ E DA ÁGUA NA VIDA DAS PLANTAS. COMPLETE OS TEXTOS NESTA PÁGINA E NA PRÓXIMA. C le a rv ie w s to ck /S h u tt e rs to ck INFLUÊNCIA DA ÁGUA O CRAVO DA ESQUERDA FOI REGADO DE MODO ADEQUADO, TODOS OS DIAS. JÁ O CRAVO DA DIREITA NÃO FOI MAIS REGADO. VERIFICAMOS QUE A PLANTA QUE FOI REGADA DE MANEIRA ADEQUADA continuou com as folhas esverdeadas e firmes . JÁ A PLANTA QUE DEIXOU DE SER REGADA foi ficando com as folhas ressecadas e descoloridas, até que morreu . 1º- DIA 3º- DIA 14º- DIA7º- DIA F o to s : P a u l L u n d /A la m y /L a ti n s to ck INVESTIGANDO FATORES QUE Orientações didáticas Atividade 4 Repare que aqui os alunos pra- ticam a escrita de relatórios, ainda que de acordo com o estágio de alfabetização em que se encon- tram. Esse procedimento é recor- rente em vários outros momentos desta coleção e vai ganhando com- plexidade com o desenvolvimento dos anos escolares. Incentive os alunos a variar as condições de luminosidade e irri- gação no desenvolvimento dos pés de feijão da Atividade prática. A ideia é que analisem os resulta- dos que obtêm, discutindo-os com os colegas e comparando-os com os apresentados nesta e na próxi- ma página. De maneira geral, dife- rentes plantas sofrem estiolamento quando se desenvolvem em condi- ções de luminosidade não adequa- das. Uma planta estiolada possui o caule mais alongado e esbranqui- çado do que uma planta que pas- sou por condições normais de de- senvolvimento. Atividade complementar Grupos de alunos podem fazer pesquisas sobre o desenvolvimen- to de diferentes plantas. Podem também cultivar plantas diferentes do pé de feijão. As imagens do de- senvolvimento de diferentes plan- tas obtidas podem ser compartilha- das no Mural da turma, oferecendo uma visão do desenvolvimento de diferentes vegetais. Texto complementar Renove o trabalho com os pés de feijão Para muitos professores, as aulas de Ciências não podem dispensar a atividade de semeadura de feijões, usando como base um pedaço de algodão úmido. Tradicionalmente, tem-se por objetivo ape- nas que as crianças observem o passo a passo da germinação. Mas essa atividade, com alguns pe- quenos “toques”, pode aproximá-las do que seria, de fato, fazer ciências em sala de aula. Assim, con- vide os alunos a separarem mais de um grão para germinar. Sim, porque os cientistas costumam trabalhar não com “uma” semente, mas com uma “amostra” de sementes, para terem uma ideia mais exata do processo que observam. Depois de ger- minados, os pés de feijão devem ser transferidos para vasos com terra ou jardineiras, para poderem completar o desenvolvimento posterior à germi- 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 26 12/9/17 3:03 PM 27UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 27 CAPÍTULO 2 5 CONVERSE COM OS COLEGAS: QUAIS SÃO ALGUNS CUIDADOS QUE DEVEMOS TER PARA QUE AS PLANTAS SE DESENVOLVAM BEM? INFLUÊNCIA DA LUZ A PLANTA DA ESQUERDA RECEBEU ILUMINAÇÃO ADEQUADA. JÁ A PLANTA DA DIREITA FOI DEIXADA NO ESCURO DURANTE O INÍCIO DO SEU DESENVOLVIMENTO. CONSTATAMOS QUE AS MUDAS QUE RECEBERAM ILUMINAÇÃO ADEQUADA ficaram com as folhas esverdeadas e com o caule de aspecto rígido e de tamanho adequado para uma muda . TAMBÉM CONSTATAMOS QUE AS MUDAS QUE NÃO RECEBERAM LUZ ficaram com as folhas amareladas e com o caule bem comprido, de aspecto frágil e de coloração pálida . MUDAS DE AGRIÃO QUE GERMINARAM COM LUZ (À ESQUERDA) E NO ESCURO (À DIREITA). INFLUENCIAM NA VIDA DAS PLANTAS INVESTIGANDO FATORES QUE INFLUENCIAM NA VIDA DAS PLANTAS N ig e l C a tt lin /A la m y /L a ti n s to ck As plantas devem receber água, luz e nutrientes em quantidades adequadas. nação. Os alunos devem ajudar nessa tarefa im- portante, pois ela demonstra uma ação comum entre os cientistas: eles podem alterar as condi- ções em que fazem uma investigação, na medida em que esta avança, para continuar realizando as observações. Em seguida, convide as crianças a fazer observações periódicas do processo de de- senvolvimento do feijão ao longo de vários dias. [...] Por fi m, incentive as crianças a fazer desenhos daquilo que observam. Em outras palavras, esses desenhos funcionarão, na verdade, como regis- tros – um típico procedimento científi co. [...] Diga, por exemplo: “Imagine alguém de sua casa. Es- sa pessoa não está aqui vendo o que observa- mos, nem passou perto dos nossos feijões. Você precisa, então, produzir um bom registro, a pon- to de ela conseguir ter uma boa ideia do que você observa”. NIGRO, R. G. Ci•ncias – Soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011. 96 p. Orientações didáticas Atividade 5 Neste caso do agrião, trata-se da germinação de sementes com e sem luz. Os alunos talvez estra- nhem o fato de as plantas que não recebem luz crescerem mais. Co- mente que, apesar de mais com- pridas, essas plantas são mais frá- geis. Se a condição de pouca luminosidade persistir, as plantas não vão sobreviver. Pode ser que os alunos conheçam broto de fei- jão (moyashi, em japonês) ou broto de alfafa, usados na alimentação; esses produtos são obtidos pela germinação das sementes sob bai- xa luminosidade. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 27 12/9/17 3:03 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 28 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 28 UNIDADE 1 VOCÊ TAMBÉM SE DESENVOLVE COMO VOCÊ ERA DOIS ANOS ATRÁS? MUITO DIFERENTE DE HOJE? VEJA COMO MARCELA ERA EM DOIS MOMENTOS DE SUA VIDA. F o to s : M o n k e y B u s in e s s I m a g e s /S h u tt e rs to ck /G lo w I m a g e s MARCELA AOS 5 ANOS. MARCELA AOS 7 ANOS. AS FOTOGRAFIAS MOSTRAM A MENINA NO DIA DE SEU ANIVERSÁRIO DE 5 E DE 7 ANOS. COM 5 ANOS MARCELA TINHA 1,15 METRO DE ALTURA E CALÇAVA 29. ELA TINHA 20 QUILOS E GOSTAVA MUITO DE BRINCAR DE ESCONDE-ESCONDE. HOJE MARCELA TEM 7 ANOS. ELA TEM 1,25 METRO DE ALTURA, 27 QUILOS E CALÇA 32. ATUALMENTE, ELA GOSTA MUITO DE BRINCAR DE PULAR CORDA. MARCELA ESTÁ MUDANDO À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA. ELA ESTÁ SE DESENVOLVENDO. ISSO ACONTECE COM DIFERENTES SERES VIVOS. 1 PREENCHA O QUADRO ABAIXO COM AS INFORMA‚ÍES DO TEXTO: MARCELA 5 ANOS 7 ANOS ALTURA 1,15 metro 1,25 metro PESO 20 quilogramas 27 quilogramas NÚMERO DO CALÇADO 29 32 VAMOS ESTUDAR O DESENVOLVIMENTO E A REPRODUÇÃO DE ALGUNS SERES VIVOS. Orientações didáticas O termo “quilo“ é uma redução de “quilograma“ de uso bastante comum. Neste momento, optamos por usar o termo mais familiar para o aluno. As informações sobre altura e peso apresentadas no texto são coerentes com dados médios reco- mendados pela Organização Mun- dial da Saúde (OMS), obtidos em <www.who.int/growthref/en/>. Acesso em: out. 2017. Ao longo de todo o seu desen- volvimento, as crianças têm diver- sos direitos garantidos por meio do Estatuto da Criança e do Adoles- cente. O texto complementar abai- xo lista alguns desses direitos. Atividade 1 Repare que aqui os alunos são convidados a apresentar os dados numéricos citados no texto no for- mato de um quadro. Destacamos que, em diversos momentos desta coleção, os alunos são incentivados a ler e a construir quadros de dados. Esclarecemos que, embora quilo- grama seja uma unidade de medida de massa, optamos pelo uso do ter- mo “peso”, mais corriqueiro, para facilitar o entendimento do aluno. Texto complementar Estatuto da Criança e do Adolescente [...] Ao fi nal do século XX, com a constituição de 1988, em seu artigo 227; o Governo Federal lançou o Estatutoda Criança e do Adoles- cente, um conjunto de leis com o objetivo de defender os direitos dos pequenos. Apresentamos aqui algumas partes do mesmo: No capítulo I do Estatuto, o Direito à Vida e o Direito à Saúde são enfatizados, fi ca especifi cado que uma mulher grávida deve receber do Estado atendimento médico e dentário, além de apoio alimentar. Além disso, deverá ter condições adequadas para poder amamentar. O bebê deverá receber atendimento de médico pediatra, receber socorro médico emergencial, quando necessário, e trata- mento com vacinas. O Direito à Liberdade vem disposto no Capítulo II do Estatuto, tanto a criança quanto o adolescente têm o Direito de Ir e Vir. Para fazer viagens sem a presença dos pais devem ter autorização do res- pectivo Juizado. Quanto à religião, a criança e o adolescente têm o 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 28 12/9/17 3:03 PM 29UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 29 CAPÍTULO 2 2 OS SERES HUMANOS MUDAM À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA. NUMERE AS FOTOGRAFIAS EM UMA SEQUÊNCIA QUE INDIQUE O DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO. P u s h is h I m a g e s /S h u tt e rs to ck T h in k s to ck /G e tt y I m a g e s T h in k s to ck /G e tt y I m a g e s T h in k s to ck /G e tt y I m a g e s T h in k s to ck /G e tt y I m a g e s 1 4 5 2 3 3 CONVERSE COM SEUS PAIS OU RESPONSÁVEIS E RESPONDA: • QUAL ERA O SEU TAMANHO AO NASCER? • QUANTOS QUILOS VOCÊ TINHA AO NASCER? • COM QUE IDADE VOCÊ COMEÇOU A ANDAR? • COM QUE IDADE VOCÊ COMEÇOU A FALAR? COMPARTILHE SUAS RESPOSTAS CO M OS COLEGAS. COMPARTILHE SUAS Respostas pessoais. direito de fazer a escolha. Além disso, têm direito a brincar, fazer esportes e se divertir. Cabe ao adolescente o direito ao voto. Nos outros capítulos do Estatuto da Criança e do Adolescente, destacamos algumas partes que consideramos importantes como: direito à proteção a tratamento desumano e violento, liberdade de expressão, ser criado e educado pela família, receber educação em escola pública perto de casa, ser respeitado nos seus valores culturais e artísticos. Para os defi cientes, cabe um artigo onde é destacado que devem receber tratamento médico e educacional especiais, a fi m de suprir suas necessidades e suas difi culdades. O trabalho para menores de quatorze anos é estritamente proi- bido, salvo se a criança ou adolescente estiverem na condição de aprendiz, desde que não atrapalhe seu horário de estudo, que não seja em lugares que lhes proporcionem qualquer tipo de perigo nem que prejudique sua saúde. Os trabalhos noturnos são proibidos. [...] BARROS, J. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasil Escola. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/dia-das-criancas/ estatuto-crianca-adolescente.htm>. Acesso em: out. 2017. Orientações didáticas Atividade 3 Esteja atento para os casos de alunos que sejam adotados ou ór- fãos, pois eles podem ter dificulda- de em obter as informações solici- tadas na atividade. Para os casos em que a informação seja desco- nhecida, você pode especular so- bre uma provável resposta junta- mente com eles. Atividade complementar Oriente os alunos a levarem para a sala de aula fotografias de diferen- tes fases da vida deles (recém-nas- cido, bebê, com 1 ano, etc.). Desen- volva com eles uma linha do tempo, colocando as fotografias em ordem cronológica. Questione-os sobre as mudanças que ocorreram com eles ao longo do tempo. Para finalizar esta atividade, uma sugestão é tirar uma fotografia da turma e entregá- -la como recordação. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 29 12/9/17 3:03 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 30 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 30 UNIDADE 1 4 ESCREVA UMA LEGENDA PARA CADA IMAGEM ABAIXO DESCREVENDO OS SERES VIVOS QUE APARECEM. USE OS TERMOS DO BANCO DE PALAVRAS PARA EXPLICAR EM QUE FASE DA VIDA ESTÃO. Respostas pessoais. FILHOTE ADULTO o ts p h o to /S h u tt e rs to ck F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo S to ck p h o to s /L a ti n s to ck S h u tt e rs to ck /S iy a n ig h t 25 cm 3 cm CITE O TAMANHO, A COLORAÇÃO E O FORMATO DO CORPO DO SER VIVO. CITE O TAMANHO, 65 cm Orientações didáticas Atividade 4 Converse com os alunos: “O que escreveremos na legenda para a foto das lagartas: elas são adultos ou filhotes?”. Avalie quais alunos conhecem o ciclo de vida de inse- tos holometábolos (como borbole- tas, besouros, moscas, abelhas, etc.). Deixe que os alunos expli- quem o que sabem: de ovos nas- cem larvas (as lagartas, no caso das borboletas e mariposas), as quais se desenvolvem, formam pupas, passam por metamorfose e, final- mente, se tornam adultos. Aproveite a oportunidade para explicar aos alunos que há espé- cies de seres vivos nas quais os adultos alimentam os filhotes e cuidam deles. No caso dos mamí- feros, o alimento é o leite produzi- do pela própria mãe. Já em outras espécies de seres vivos não há o cuidado parental. Os filhotes ficam por própria conta e risco desde o nascimento. Áudio Al™, Ci•ncia? Em um episódio do podcast, a pesquisadora Louise Alissa explica e compara o desen- volvimento de diferentes animais. Disponível em: <http://alociencia.com.br/podcast/ 017-cuidado-parental/>. Acesso em: out. 2017. Sugest‹o de... 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 30 12/9/17 3:03 PM 31UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 31 CAPÍTULO 2 5 AS CARTAS ABAIXO, DO BARALHO ADULTOS E FILHOTES, ESCONDEM ALGUNS SERES VIVOS. A) LIGUE OS PONTOS E DESCUBRA O CONTORNO DESSES SERES VIVOS. B) INDIQUE O NOME DE CADA SER VIVO. C) CONVERSE COM OS COLEGAS PARA ENTÃO PREENCHER, EM CADA CARTA, O CAMPO “ONDE PODE SER ENCONTRADO”. NOME: mico (ou macaco; mico-estrela) ONDE PODE SER ENCONTRADO: florestas .e bosques NOME: peixe (acará ou cará) ONDE PODE SER ENCONTRADO: rios, .também é criado em aquários NOME: minhoca ONDE PODE SER ENCONTRADO: terra . NOME: formiga ONDE PODE SER ENCONTRADO: terra, .troncos de árvore Il u s tr a ç õ e s : M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra 1 2 34 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 12 4 5 6 7 1 2 1 2 3 4 5 6 7 89 10 11 1213 14 15 16 3 4 5 6 7 8910 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 3233 34 35 36 37 3 ELEMENTOS REPRESENTADOS EM TAMANHOS NÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI. Orientações didáticas Convide os alunos a fazerem pesquisas sobre o desenvolvimen- to de diferentes animais. Eles po- dem expor os resultados de suas pesquisas em uma roda de conver- sa e compartilhá-los no Mural da turma. Você pode incentivar os alunos a fazer sínteses dessas pes- quisas no formato de fichas. Ao final, os alunos podem ser desafiados a localizar as informa- ções obtidas nas pesquisas para responder a algumas questões (por exemplo: “Como são chamados os filhotes de rãs?”; “Como as serpen- tes se reproduzem?”; “Onde ficam os filhotes de gambá assim que nascem?”, etc.). 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 31 12/9/17 3:03 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 32 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. VAMOS VER DE NOVO? UNIDADE 1 32 RAIZ CAULE FOLHA SEMENTE FLOR FRUTO NESTE CAPÍTULO VOCÊ APRENDEU QUE: OS SERES VIVOS PODEM SE REPRODUZIR. OS SERES VIVOS SE DESENVOLVEM. ANIMAIS E PLANTAS SÃO EXEMPLOS DE SERES VIVOS. SEMENTE,RAIZ, CAULE, FOLHAS, FLORES E FRUTOS SÃO NOMES DE ESTRUTURAS DE PLANTAS. ÁGUA E LUZ, ENTRE OUTROS FATORES, SÃO IMPORTANTES PARA O DESENVOLVIMENTO VEGETAL. PASSA POR SER VIVO PLANTA ÁGUA LUZ M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra PODE POSSUIR PRECISA DE REPRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO PASSA POR POR EXEMPLO PRECISA DE Orientações didáticas Nesta seção, após detalharmos as ideias mais inclusivas estudadas no capítulo, apresentamos um re- sumo visual das proposições con- ceituais trabalhadas na forma de um mapa conceitual. Ajude os alunos na leitura desses esquemas, identi- ficando os conceitos mais inclusivos na parte superior de cada um. Dife- rencie esses conceitos daqueles abaixo, mais subordinados. Você pode pedir aos alunos que aproveitem esse momento para fazer uma breve revisão do que es- tudaram. Usando o mapa concei- tual como referência, eles podem rever o capítulo, página a página, procurando identificar e assinalar os momentos em que cada concei- to foi apresentado. As páginas em que cada conceito foi identificado podem ser listadas ao lado de cada caixa de texto pertinente no mapa conceitual. Ao folhearem e reverem o capítu- lo dessa maneira, os alunos podem conversar em duplas e tentar eleger uma imagem que viram e que pode ser usada para representar visual- mente o conceito que está escrito no mapa. Uma opção é fazer, em uma folha avulsa, um mapa concei- tual ilustrado, reproduzindo com desenhos as imagens que conside- raram significativas. Atividade complementar Divida a turma em grupos e, em seguida, oriente os alunos a esco- lherem um animal ou uma planta para representarem o ciclo de vida. Essa representação pode ser feita com desenhos ou colagem. Auxi- lie-os durante a pesquisa e na orga- nização das fases do desenvolvi- mento do animal ou da planta escolhido pelo aluno. Caso perceba que eles estão tendo dificuldades, retorne às páginas 24 e 28 do Livro do Estudante. Se as dúvidas persis- tirem, refaça com eles a atividade 2 da página 29. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 32 12/9/17 3:03 PM 33UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CAPÍTULO 2 33 C R D A F A F E I J O E I R O Z L H O B P L A N T A S E 1 RESPONDA: O QUE É O DESENVOLVIMENTO DE UM SER VIVO? Desenvolvimento pode ser entendido como o conjunto de transformações que ocorrem em um ser vivo à medida que o tempo passa. 2 VOCÊ CONCORDA COM O QUE DISSE O MENINO? CONVERSE COM OS COLEGAS E EXPLIQUE SUA RESPOSTA. 3 COMPLETE A CRUZADINHA COM O NOME DOS SERES VIVOS QUE APARECEM NO CAPÍTULO. VEJA ABAIXO INFORMAÇÕES DE CADA UM DELES. A) COM CERCA DE 60 DIAS, ESSE SER VIVO JÁ PRODUZ PEQUENAS FLORES. B) SÃO SERES VIVOS QUE PODEM SER PLANTADOS PELO SER HUMANO. C) ESTRUTURA QUE MANTÉM A PLANTA PRESA AO SOLO. D) UM ANIMAL, QUANDO ACABA DE NASCER. L é o F a n e lli / A rq u iv o d a e d it o ra QUANDO COMEMOS FEIJÃO, ESTAMOS COMENDO AS SEMENTES DE UM SER VIVO. Mo u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra Resposta pessoal. N a ta lia A g g ia to /S h u tt e rs to ck G o o d S tu d io / S h u tt e rs to ck ELEMENTOS REPRESENTADOS EM TAMANHOS NÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI. Orientações didáticas Aqui são apresentadas questões que contribuem para uma avalia- ção da aprendizagem do que foi estudado no capítulo. Ao respon- derem-nas os alunos devem expli- citar o entendimento pessoal dos conceitos, além de comparar e contrastar situações e hipóteses e empregar procedimentos e habili- dades cognitivas específicos (como observação, análise, síntese, argu- mentação, etc.). Após os alunos formularem res- postas individuais para essas ques- tões, é interessante organizá-los em duplas para compartilhar as respostas dadas, refletir sobre as diferenças entre elas e também so- bre a individualidade de cada alu- no. Afinal, diversas questões aqui apresentadas possibilitam que os alunos deem respostas que podem ser consideradas corretas, mas que são muito distintas entre si. Atividade 1 Aproveite a oportunidade para retomar com os alunos as discus- sões que ocorreram no início deste capítulo, sobre o que diferencia o que é vivo daquilo que não tem vida. Destacamos que ao longo deste capítulo exploramos o de- senvolvimento como o principal fator de diferenciação. Atividade 2 Espera-se que os alunos concor- dem com a afirmação da criança, já que o pé de feijão é um vegetal (e, portanto, um ser vivo) cujas se- mentes são os feijões. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 33 12/9/17 3:03 PM 34 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. TECENDO SABERES UNIDADE 1 34 H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra LEIA O TEXTO ABAIXO E OBSERVE COM ATENÇÃO A ILUSTRAÇÃO. DEPOIS, FAÇA AS ATIVIDADES A SEGUIR. 1 ESCREVA ALGUMAS PALAVRAS QUE EXPRESSAM O QUE VOCÊ SENTIU AO LER ESSE TEXTO. Resposta pessoal. CIRCULE NO TEXTO: EM VERMELHO AS PALAVRAS QUE SE REFEREM A ALIMENTOS; EM AZUL AS PALAVRAS QUE SE REFEREM A SENTIMENTOS; EM LARANJA AS PALAVRAS QUE SE REFEREM A SONS; E EM PRETO O NOME DOS SERES VIVOS CITADOS. 2 3 FAZENDA FAZENDA É UMA PALAVRA VERDE, TEM DOCE COM GOSTO DE FRUTA E, TAMBÉM, TORRESMO, LEITE, RAPADURA E SAUDADE. A PALAVRA FAZENDA TEM CHEIRO DE FLORES, HORTELÃ, EUCALIPTO, CAPIM-GORDURA E CURRAL. TEM BARRO, TEM BERROS, LATIDOS, MUGIDOS, GRITOS, MODAS DE VIOLA E CANTO DE GALO E DE PÁSSAROS. A PALAVRA FAZENDA DEIXA HISTÓRIAS, CALOS NAS MÃOS E CARÍCIAS NA TERRA. ELIAS JOSÉ E ELISABETH TEIXEIRA. PEQUENO DICIONÁRIO POÉTICO-HUMORÍSTICO ILUSTRADO. SÃO PAULO: PAULINAS, 2015. Respostas no quadro da página seguinte. Orientações didáticas Nesta seção, os conhecimentos e as habilidades que os alunos têm aprendido em diferentes discipli- nas escolares são usados para se reforçar ou expandir a aprendiza- gem de um tema que estudaram em Ciências durante a unidade. Deve estar claro, portanto, que as “fronteiras” delineadas pelas dife- rentes áreas de conhecimento não são aqui eliminadas. O mais apro- priado seria dizer que estas “fron- teiras imaginárias” são cruzadas pelo aluno ao realizar diferentes atividades em torno de um tema mais centralizador. Um tema estudado em Ciências durante a unidade é eleito como o centro das atenções na seção Te- cendo saberes. Esse tema é reto- mado por meio de um texto, ele- mento principal oferecido aos alunos. Uma das intenções disso é favorecer o ensino de Língua Por- tuguesa, deslocando-o para outras áreas de conhecimento. É deixar uma mensagem implícita para os alunos: o domínio da linguagem e o uso de textos é absorvido e rele- vante para todas as áreas de co- nhecimento, e não um assunto inerte e restrito unicamente às au- las de Língua Portuguesa. Atividades mais orientadas, fo- cadas em diferentes disciplinas curriculares, são apresentadas a seguir. Isso tem o potencial de cha- mar a atenção dos alunos para o fato de as diferentes áreas do co- nhecimento poderem se integrar, no tratamento de informações e temas centralizadores. Trata-se de uma maneira de apontar, portanto, para a relevância e contribuição do domínio de habilidades que vêm sendo desenvolvidas nas demais disciplinas. Atividade 3 Alimentos: doce, fruta, torres- mo, leite, rapadura, hortelã. Senti- mentos: saudade. Sons: berros, latidos, mugidos, gritos, modas de viola, canto. Seres vivos: hortelã, eucalipto, capim-gordura, galo, pássaros. Os alunos ainda podem indicar que fruta e flores são par- tes de seres vivos. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 34 12/9/17 3:03 PM 35 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 1 – MANUAL DO PROFESSORReprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. TECENDO SABERES 35 COM BASE NA LEITURA DO TEXTO DA PÁGINA ANTERIOR, COMPLETE O QUADRO ABAIXO: PALAVRAS QUE SE REFEREM A PALAVRAS ENCONTRADAS NÚMERO DE PALAVRAS ENCONTRADAS ALIMENTOS doce, fruta, torresmo, leite, rapadura, hortelã 6 SENTIMENTOS saudade 1 SONS 6 SERES VIVOS hortelã, eucalipto, capim-gordura, galo, pássaros 5 SE CADA SOM CITADO NESSE POEMA VALESSE DOIS PONTOS, QUANTOS PONTOS ESSE TEXTO SOMARIA? 12 pontos. MURAL DA TURMA EM UMA FOLHA AVULSA, ESCREVA UM POEMA, COMO O QUE VOCÊ LEU, SOBRE ALGUM DOS AMBIENTES QUE ESTUDAMOS, COMO A FLORESTA OU O CAMPO AGROPECUÁRIO. ESCOLHA PALAVRAS QUE “SOMEM MAIS PONTOS” AO SEU POEMA. NÃO SE ESQUEÇA DE FAZER UM DESENHO PARA ILUSTRÁ-LO. Resposta pessoal. AS PALAVRAS ABAIXO FORAM CITADAS NO POEMA QUE LEMOS NA PÁGINA ANTERIOR. COMPLETE O QUADRO COM O PLURAL DESSAS PALAVRAS. 4 berros, latidos, mugidos, gritos, modas de viola, canto 5 66 7 SINGULAR PLURAL GALO galos FLOR flores CURRAL currais MÃO mãos PÁSSARO pássaros Orientações didáticas Atividade 4 Incentive os alunos a fazerem lei- turas vasculhando termos no texto. Eles podem começar procurando por nomes de seres vivos citados. Depois, por nomes de alimentos. Sugerimos que sondem termos que expressam sons e sentimentos ao final. Após terem feito a atividade individualmente, os alunos podem compartilhar as respostas que de- ram e fazer as correções e comple- mentações necessárias. Atividade 6 Incentive os alunos a comparti- lhar as poesias produzidas. Tam- bém a escreverem textos conjun- tamente. O objetivo é que sejam citados bastantes nomes de seres vivos, de ambientes, etc., a fim de que o texto obtenha mais pontos. Atividade complementar A partir da atividade 7 desta pá- gina, convide os alunos a explorar palavras no texto e reescrever par- tes dele, representando não so- mente o plural de certas palavras, mas também alguma modificação do termo que expresse algo ligei- ramente diferente. Por exemplo, “carícias” pode se tornar “carinho- so”; “cheiro” pode se tornar “chei- roso”; etc. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 35 12/9/17 3:03 PM 36 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 1 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. O UE ESTUDAMOS UNIDADE 1 36 ... APRENDEU COMO PODE CUIDAR DO AMBIENTE. NESTA UNIDADE: ESTUDAMOS QUE ALGUNS AMBIENTES PODEM SER MODIFICADOS PELO SER HUMANO. ENTENDEMOS QUE ALGUNS AMBIENTES TÊM SIDO MALCUIDADOS PELOS SERES HUMANOS. APRENDEMOS QUE NOS AMBIENTES EXISTEM SERES VIVOS QUE SE REPRODUZEM E SE MODIFICAM COM O PASSAR DO TEMPO. OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR E RELEMBRE O QUE ESTUDOU. DEPOIS, CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE O QUE VOCæ APRENDEU NESTA UNIDADE QUE ANTES NÌO SABIA. VOCæ... REGISTRE SUAS IDEIAS NO CADERNO. REGISTRE SUAS IDEIAS J R R ip p e r/ B ra zi l P h o to s /L ig h tR o ck e t/ G e tt y I m a g e s ... OBSERVOU CAMPOS AGROPECUÁRIOS, FLORESTAS E CIDADES. E rn e s to R e g h ra n /P u ls a r Im a g e n s H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Orientações didáticas Esta seção representa um con- traponto à abertura da unidade. Além de diferirem no momento didático (aqui estamos no final dos estudos de um bimestre), temos aqui as principais ideias e proposi- ções trabalhadas explicitadas (en- quanto na imagem de abertura tudo estava mais implícito nos de- talhes visuais da cena apresentada). Inicialmente, é interessante que os alunos folheiem o livro e revejam todas as páginas da unidade, for- mulando uma lista de itens que expressam o que estudaram. Essa lista pode ser comparada entre co- legas, os quais podem chegar a um consenso e elaborar uma lista con- junta. A lista final elaborada pelos alunos pode ser comparada com a breve síntese apresentada no boxe inicial da seção. Grupos de dois ou três alunos podem analisar os itens apresenta- dos a seguir, os quais estão acom- panhados de imagens. Podem re- ver as páginas do livro e identificar os trechos nos quais aquela ideia e aquela imagem são apresentadas. Ao lado das imagens, podem ano- tar esses números de páginas, completando assim o resumo que é apresentado. Os alunos podem também dis- cutir se trocariam, ou não, as ima- gens que foram apresentadas. Caso decidam pela troca, deverão indicar qual imagem consideram melhor para ser a substituta, defen- dendo seu ponto de vista (por exemplo, “A imagem resume me- lhor aquela ideia.”, ou “A imagem é mais bonita.”, ou “A imagem foi mais significativa para mim por- que...”). 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 36 12/9/17 3:03 PM 37 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 1 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. O UE ESTUDAMOS 37 ... APRENDEU QUE PLANTAR PODE SER UMA MANEIRA DE CUIDAR DO SEU ENTORNO. ... ESTUDOU O DESENVOLVIMENTO E A REPRODUÇÃO DE ALGUNS ANIMAIS. ... ENTENDEU COMO ALGUMAS PLANTAS SE DESENVOLVEM COM O PASSAR DO TEMPO. FOLHEIE AS PÁGINAS ANTERIORES E REFLITA SOBRE VALORES, ATITUDES E O QUE VOCÊ SENTIU E APRENDEU NESTA UNIDADE. QUAIS ANIMAIS E PLANTAS VOCÊ MAIS GOSTOU DE ESTUDAR? COMO VOCÊ SE SENTE QUANDO ESTÁ EM UM AMBIENTE BEM CUIDADO? E EM UM AMBIENTE MALCUIDADO? A PARTIR DE AGORA, O QUE VOCÊ VAI FAZER PARA AJUDAR A CUIDAR DO AMBIENTE DE CASA E DO AMBIENTE DA ESCOLA? F e rn a n d o A ra ú jo /F u tu ra P re s s F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo 25 cm S é rg io D o tt a J r. /A rq u iv o d a e d it o ra Orientações didáticas As questões no boxe final da se- ção possibilitam uma discussão mais ampla entre os alunos, uma vez que exigem que eles articulem o conhecimento aprendido com suas impressões, sensações e va- lores. Trata-se de questões que nitidamente demandam a expres- são da individualidade do aluno. Elas devem ser vistas como um instrumento para valorizar cada criança como única. É interessante usar tais questões para promover debates abertos, ao final da unidade. Devido ao grau de pessoalidade exigido, as situa- ções nas quais os alunos compar- tilham as respostas que deram podem representar momentos nos quais reflexões profundas podem ser atingidas. Essa reflexão cons- ciente sobre o quanto tudo aquilo que estudaram e aprenderam foi significativo fecha o estudo da uni- dade didática. Aqui, particularmente, os alunos podem compartilhar suas impres- sões sobre os animais e as plantas estudados, destacando não somen- te o que aprenderam sobre o de- senvolvimento deles, mas também aquilo que mais os tocou ou impres- sionou. Podem, ainda, voltar a dis- cutir o que poderia ser mais bem cuidado na escola e manifestar o que reconhecem que podem fazer, em casa e na escola, para ajudar a manter o entorno bem cuidado. 2APISCie_GOV19_MP_p001_037_Parte Especifica_Unidade 1.indd 37 12/9/17 3:03 PM 38 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 38 2 UNIDADE DESENVOLVIMENTO E CORPO HUMANOE CORPO HUMANO Objetivos da unidade Conteúdos conceituais Conceitos Desenvolvimento, ser humano, criança, adulto, dente, dente per- manente, dente de leite, tato, olfa- to, gustação, visão, audição, curati- vo, osso, fratura, hábitos de higiene, radiografia, posto de saúde. Conteúdos procedimentais • Observar objetos e fenômenos (observar os dentes dos colegas e a recuperação de machucados e fraturas). • Descrever objetos e fenômenos (descrever como ocorre a recupe- ração de machucados e fraturas). • Praticar habilidades relacionadas à comunicação (conversar sobre mudanças que ocorrem confor- me se vai ficando mais velho; fazer entrevista; desenvolver mu- ral sobre hábitos de higiene).• Praticar habilidades relacionadas à leitura de histórias em quadrinhos. • Desenvolver habilidades relacio- nadas à comunicação e à criati- vidade (na elaboração de uma peça de teatro e de um mural sobre acidentes, ferimentos e cuidados). • Observar, analisar e comparar imagens (fotos, radiografias e ilustrações diversas) e quadros (quadro de vacinação). • Desenvolver habilidades de ar- gumentação na troca de ideias com os colegas. • Desenvolver habilidade de re- presentação de ideias por meio de imagens (criação de ilustra- ções e histórias em quadrinhos). Conteúdos atitudinais • Desenvolver hábitos relaciona- dos ao cuidado com o corpo. • Empenhar-se nas atividades de grupo (ao observar os dentes dos colegas). • Desenvolver novos hábitos e predispor-se a alterar os antigos hábitos relacionados ao cuidado com o corpo (escovar os dentes corretamente, evitar tomar sol em horário não adequado, evitar acidentes). • Assumir erros e acertos (ao com- parar a maneira como escova os dentes com o que diz o cartaz). • Desenvolver e valorizar atitudes científicas (como o rigor nas observações dos resulta- dos da atividade do pulso coberto com fita). Habilidade da BNCC abordada BNCC EF02CI03 Discutir os cuidados necessá- rios à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.). P1_2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 38 9/17/19 5:48 PM 39 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. QUANTOS ANOS VOCÊ ACHA QUE TEM A MENINA QUE ESTÁ NA CAMA? JUSTIFIQUE A RESPOSTA. TODOS NESSA IMAGEM PARECEM ESTAR BEM DE SAÚDE? EXPLIQUE A RESPOSTA. NA SUA OPINIÃO, O QUE A CRIANÇA ESTÁ SENTINDO? K a m i Q u e ir o z/ A rq u iv o d a e d it o ra 39 Orientações didáticas O principal objetivo das imagens de abertura de unidade é focar a atenção dos alunos para o tema a ser estudado. Inicialmente cada aluno pode explorar a imagem individualmen- te, procurando por todos os deta- lhes possíveis. Em seguida, você pode organi- zar os alunos em trios para que compartilhem as observações fei- tas. É o momento de trocarem ideias sobre o que mais lhes cha- mou a atenção, que detalhe pas- sou quase despercebido, quem já viu ou vivenciou algo parecido, etc. Uma possibilidade é solicitar que cada aluno do trio escolha uma das questões desta página e pense na resposta. Os outros dois colegas deverão tentar adivinhar qual será a resposta dada. Por fim, depois que todos derem suas respostas, o trio pode formular, em uma folha avulsa, uma resposta coletiva para cada questão. As res- postas produzidas podem ser com- partilhadas no mural e aí ficarem até o final da unidade, quando o trio de alunos poderá se juntar novamente, revê-las e se autoavaliar: “O que pensávamos no início da unidade? E o que pensamos depois dos estudos que fizemos?”. Questões para sensibilização • Incentive os alunos a procurar, na imagem, evidências que indicam a provável idade da menina. Repare que ela possui uma “janelinha” no local dos dentes da frente, o que indica que tem idade aproximada de sete anos, quando costumam ocorrer as primeiras trocas de dentes. • A menina da imagem parece “estar de cama”, ou seja, doen- te. Converse com os alunos sobre o que pode ter aconteci- do. Como ela aparece com o braço engessado, é possível que tenha sofrido algum acidente. Aproveite a oportunida- de para começar a discutir acidentes que podem causar a quebra dos ossos e como estes podem ser evitados. • Estimule os alunos a conversar não só sobre o que sentimos quando estamos doentes ou bem de saúde, mas também sobre o que percebemos por meio dos sentidos. Ressalte o fato de serem indicados traços na imagem que sugerem a percepção do olfato associado ao lanche que é trazido para o quarto. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 39 12/9/17 3:04 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 340 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 40 VOCÊ ESTÁ FICANDO MAIS VELHO CAPÍTULO 3 NESTE CAPÍTULO VAMOS ESTUDAR NOSSOS DENTES, ALGUNS HçBITOS QUE PROMOVEM SAòDE E TAMBƒM NOSSOS SENTIDOS. ● VOCÊ JÁ PERDEU ALGUM DENTE? E DEPOIS DISSO APARECEU UM NOVO DENTE NO LUGAR? ● O QUE VOCÊ FAZ PARA CUIDAR DOS SEUS DENTES? E DO SEU CORPO? ● FAÇA DUAS LISTAS DE PALAVRAS: UMA PARA DESCREVER O QUE VOCÊ PERCEBE AO TOCAR ALGO; OUTRA PARA OS CHEIROS QUE VOCÊ SENTE. PARA INICIAR G v ic to ri a /S h u tt e rs to c k VOCÊ JÁ FICOU COM UMA “JANELINHA” ENTRE OS DENTES? Objetivos do capítulo Neste capítulo vamos explorar o tema do desenvolvimento humano focando a mudança de dentição que ocorre na infância. Também abordaremos hábitos e atitudes relacionados à higiene e que são importantes para a saúde, particu- larmente a higiene bucal, e ainda estudaremos os sentidos humanos. Orientações didáticas Explore a imagem de abertura. Questione por que a criança está sem alguns dentes e permita que os alunos formulem respostas va- riadas. A ideia aqui é favorecer a manifestação de uma diversidade de opiniões. Alguns podem afirmar que está ocorrendo troca de den- tes, mas muitos podem não dar essa resposta. Incentive os alunos a conversar sobre outras questões a fim de contextualizar o tema de estudo deste capítulo: “O que são hábitos de higiene?”; “Que coisas não éra- mos capazes de fazer quando mais novos e já fazemos hoje em dia?”; “Já somos responsáveis por nós mesmos ou temos de ter um adul- to por perto, lembrando-nos do que devemos fazer?”. Na seção Para iniciar promove- mos uma avaliação dos conheci- mentos prévios dos alunos a respei to de temas que serão estu- dados no capítulo. É importante manter um registro das respostas iniciais dos alunos, a fim de que este possa ser retomado e revisto no final do capítulo. Isso facilita a comparação entre o que se sabia e o que se aprendeu, o que ajuda os alunos a se tornar conscientes de suas aprendizagens. Alguns de- les talvez já saibam que existem dentes de leite e dentes perma- nentes. Faça perguntas que des- pertem a curiosidade dos alunos, por exemplo: “Uma criança tem o mesmo número de dentes que um adulto?”; “Os adultos trocam de dentes como as crianças?”; “Nos- sos dentes são todos iguais?”; “Para cuidar dos dentes, basta es- cová-los?”; “E para cuidar do nosso corpo, o que podemos fazer?”. Esteja atento para a possibilida- de de algum aluno ainda não ter trocado nenhum dente. Nesse caso, explique que há um período na infância, dos 6 aos 13 anos, em que ocor- re a troca de dentes. Com algumas crianças isso acontece mais cedo; com outras, mais tarde. Comente que as crianças que ainda não trocaram nenhum dente logo começarão a trocar. Para ampliar as discussões sobre o que acontece quando ficamos mais velhos, se jul- gar oportuno, converse sobre a adolescência. Pergunte se os alunos sabem o que quer dizer “adolescente” e estimule-os a refletir sobre as diferenças entre a dentição de um adoles- cente e a de uma criança de 3 anos. Por fim, estimule a troca de ideias sobre o que percebemos por meio dos sentidos. Res- salte a importância de desenvolvermos voca- bulário para expressar nossas percepções: “Que termos usamos para nomear os odores que sentimos?”; “E para nomear o que senti- mos ao tocar diferentes coisas?”. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 40 12/9/17 3:04 PM 41UNIDADE 2 | CAPÍTULO 3 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CAPÍTULO 3 41 E d u a rd o S a n ta lie s tr a /A rq u iv o d a e d it o ra Y ilm a z U s lu /S h u tt e rs to ck F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m VAMOS OBSERVAR NOSSOS DENTESE OS DENTES DE UM COLEGA? COMO FAZER ATIVIDADE PRÁTICA 2. CONTE QUANTOS DENTES VOCÊ TEM. 3. OBSERVE OS DENTES DE UM COLEGA E COMPARE-OS COM OS SEUS. 4. DEPOIS, TROQUEM IDEIAS SOBRE OS DENTES DE CADA UM DE VOCÊS: QUAIS JÁ CAÍRAM? QUAIS APARECERAM RECENTEMENTE? 1. FIQUE DIANTE DE UM ESPELHO E OBSERVE OS SEUS DENTES. D e y a n G e o rg ie v /S h u tt e rs to ck Orientações didáticas Organize uma roda de conversa e incentive os alunos a comparti- lhar as observações feitas. O im- portante é que percebam as dife- renças e as semelhanças que existem entre eles: alguns já troca- ram vários dentes, outros não tro- caram nenhum. Sugira aos alunos que façam de- senhos para representar os dentes observados e a contagem que fi- zeram destes. Site Dentista tira as principais dœvidas sobre a escova•‹o. Record News. Disponível em: <www.youtube.com/watch? v=WRYvDaiQeOw>. Acesso em: out. 2017. O odontologista Flávio Farias tira dúvidas sobre tipo de es- cova, fio dental, enxaguante bucal, etc. Sugest‹o de... Texto complementar Agenesia dentária A agenesia dentária, também defi nida co- mo ausência congênita, é caracterizada pela redução numérica de elementos dentários. [...]. É uma das anomalias dentárias mais frequentes no ser humano [...] e resulta de distúrbios du- rante os estágios de iniciação e proliferação na formação dentária [...]. Pode ser classifi cada como hipodontia, oligodontia ou anodontia. O termo hipodontia é usado para descrever age- nesias de um a seis dentes, excluídos os tercei- ros molares, oligodontia para a ausência de mais de seis dentes e anodontia para a ausência completa de dentes [...]. LIU, K. N. C. Agenesias dentárias: revisão de literatura. Porto Alegre: UFRGS, 2011. Disponível em: <www.lume.ufrgs.br/bitstream/ handle/10183/49000/000828639.pdf>. Acesso em: nov. 2017. Seres humanos adultos ge- ralmente têm 32 dentes per- manentes (8 incisivos, 4 cani- nos, 8 pré-molares e 12 molares). As crianças têm 20 dentes de leite (8 incisivos, 4 caninos e 8 molares). Em geral, o primeiro dente permanente a aparecer é o primeiro molar, que nasce por volta dos 6 anos de idade. Comente com os alunos sobre as cáries, e como elas estão asso- ciadas a alimentos ricos em carboi- dratos (açúcar, massas, arroz, etc.). Mostre imagens de dentes com e sem cáries, de forma que o aluno aprenda a identificá-las. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 41 12/9/17 3:04 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 342 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 42 UNIDADE 2 SEUS DENTES, SUA IDADE POR QUE OS DENTES DAS CRIANÇAS CAEM? EMBAIXO DO DENTE DE LEITE DA CRIANÇA EXISTE OUTRO DENTE. À MEDIDA QUE ESSE OUTRO DENTE CRESCE, O DENTE DE LEITE VAI “AMOLECENDO” (DESPRENDENDO-SE DA GENGIVA) ATÉ CAIR E DAR LUGAR AO OUTRO. QUANTO TEMPO DURA O DENTE QUE SUBSTITUI O DENTE DE LEITE? ELE FICARÁ CONOSCO PELO RESTO DA VIDA, POR ISSO É CHAMADO DE DENTE PERMANENTE. EM GERAL, UM ADULTO TEM 32 DENTES PERMANENTES, E UMA CRIANÇA QUE AINDA NÃO COMEÇOU A TROCAR OS SEUS DENTES TEM 20 DENTES DE LEITE. O QUE DEVEMOS FAZER PARA CUIDAR DOS NOSSOS DENTES? TEMOS DE ESCOVAR OS DENTES ADEQUADAMENTE. ALÉM DISSO, É IMPORTANTE LIMPAR MUITO BEM O ESPAÇO ENTRE UM DENTE E OUTRO, POIS AÍ PODE SE ACUMULAR MUITA SUJEIRA. PARA ISSO, DEVEMOS USAR O FIO DENTAL. EXISTE ALGUM RECADO IMPORTANTE QUE VOCÊ GOSTARIA DE NOS PASSAR? SIM, O PRIMEIRO É: EVITE COMER BALAS, DOCES E OUTRAS GULOSEIMAS. ELES SÃO GOSTOSOS, MAS CONTRIBUEM PARA QUE OCORRAM VÁRIOS PROBLEMAS NOS DENTES. O SEGUNDO RECADO É: VISITE UM DENTISTA REGULARMENTE. ELE PODE AJUDÁ-LO A MANTER OS DENTES LIMPOS E A PREVENIR PROBLEMAS DENTÁRIOS. COM A PALAVRAÉ A DOUTORA SÔNIA MARIA ALVES RECOMENDA: VISITE O DENTISTA REGULARMENTE. R o b e rt o D u a rt e /A c e rv o d o f o tó g ra fo MASTIGAR OS ALIMENTOS ANTES DE ENGOLIR É O PRIMEIRO PASSO DA DIGESTÃO. E PARA ISSO PRECISAMOS DOS NOSSOS DENTES. QUE TAL CONHECER UM POUCO MELHOR OS SEUS DENTES? PARA COMEÇAR, ACOMPANHE COM O PROFESSOR A LEITURA DA ENTREVISTA COM UMA DENTISTA. VEJA O QUE ELA TEM A NOS DIZER. VAMOS ESTUDAR NOSSOS DENTES E APRENDER A CUIDAR DELES. Orientações didáticas Após a leitura da entrevista, re- tome algumas ideias principais do texto com os alunos. Pergunte a eles se os dentes permanentes du- ram para sempre e converse sobre o que é preciso fazer para que os dentes fiquem fortes e saudáveis por bastante tempo. De acordo com a dentista entre- vistada, os pais ou responsáveis podem, pelo menos uma vez ao dia, ajudar as crianças de 7 ou 8 anos a escovar os dentes e a passar o fio dental. Segundo ela, isso é justificável, pois crianças dessa fai- xa etária geralmente não fazem uma escovação tão eficiente quan- to crianças mais velhas, que já têm melhor coordenação motora. Aproveite a oportunidade e ava- lie, com os pais e a direção da es- cola, se um trabalho preventivo, com a visita de um dentista à esco- la, pode ser feito neste momento com os alunos da turma. O dentis- ta pode ministrar uma palestra abordando os hábitos de higiene bucal. Oriente-o a usar linguagem apropriada para a faixa etária. No final da palestra, ele poderá ensinar aos alunos o jeito correto de esco- var os dentes e passar o fio dental. Atividade complementar Apresente aos alunos modelos de arcadas dentárias em gesso, ou dentaduras, e promova a análise dos tipos de dentes. Mostre ima- gens com as indicações de dentes incisivos, caninos e molares na boca de uma criança. Você também pode incentivar os alunos a fazer dentes de diferentes tipos usando massinha de modelar. Texto complementar Importância dos dentes decíduos (dentes de leite) • Os dentes de leite são importantes para “guardar” o espaço e pre- parar o caminho dos dentes permanentes, servindo de guia para que esses dentes se posicionem de forma correta. • Para a criança se alimentar bem e com prazer e ter uma mastigação efi ciente dos alimentos sem desconforto, é necessário que seus den- tes estejam em bom estado. • A perda dos dentes de leite antes do tempo pode prejudicar, na crian- ça que está aprendendo a falar, a pronúncia de algumas palavras. Além disso, a criança poderá se sentir diferente do restante do grupo de sua faixa etária, podendo causar algum problema emocional/social. Desenvolvimento dos dentes • 5 a 6 meses – Época em que costuma aparecer o primeiro dente de leite. A criança pode apresentar alteração do sono, aumento da sa- livação, coceira nas gengivas e irritabilidade. • 10 a 12 meses – Época em que costuma aparecer o primeiro molar de leite (dente de trás). • 3 a 6 anos – Aos 3 anos, a criança já tem todos os dentes de leite, 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 42 12/9/17 3:04 PM 43UNIDADE 2 | CAPÍTULO 3 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 43 CAPÍTULO 3 1 O CARTAZ ABAIXO EXPLICA COMO ESCOVAR OS DENTES CORRETAMENTE. AJUDE A TERMINÁ-LO SEGUINDO ESTES PASSOS: A) USE OS TERMOS DO BANCO DE PALAVRAS PARA PREENCHER AS LACUNAS DO TEXTO. GENGIVA ESCOVA DENTES BOCA B) NOS ESPAÇOS EM BRANCO, FAÇA DESENHOS OU COLE IMAGENS PARA ILUSTRAR O CARTAZ. C ré d it o PARA TER DENTES FORTES E SAUDÁVEIS, É IMPORTANTE ESCOVÁ-LOS COM FREQUÊNCIA E VISITAR REGULARMENTE O DENTISTA. CONHEÇA AGORA OS PASSOS PARA UMA BOA ESCOVAÇÃO. REPITA OS MESMOS MOVIMENTOS EM TODAS AS PARTES DOS DENTES. NÃO SE ESQUEÇA DE ESCOVAR CUIDADOSAMENTE TODOS OS DENTES DO ÇUNDO. COMO ESCOVAR OS DENTES M a rk J a n u s /S h u tt e rs to c k Desenho do aluno. Desenho do aluno. COLOQUE A ESCOVA NA LINHA DA GENGIVA. ESCOVE COM DELICADEÇA PARA NÃO MACHUCAR A GENGIVA . COM A ESCOVA LIGEIRAMENTE INCLINADA, FAÇA MOVIMENTOS DE CIMA PARA BAIXO NOS DENTES DE CIMA. DEPOIS, ESCOVETODOS OS DENTES DE BAIXO FAÇENDO MOVIMENTOS DE BAIXO PARA CIMA. ENXÁGUE BEM A BOCA . PARA COMPLETAR UMA BOA HIGIENE, ESCOVE COM DELICADEZA A LÍNGUA TAMBÉM. MANTENHA A SUA ESCOVA SEMPRE LIMPA. LEMBRE-SE DE PASSAR FIO DENTAL PARA LIMPAR OS ESPAÇOS ENTRE OS DENTES . num total de 20 dentes. • 6 a 18 anos – Em torno dos 6 anos, inicia-se a troca dos dentes de leite pelos dentes permanentes. O primeiro dente permanente a nascer é o 1° molar, que fi ca atrás do último dente de leite. Ele é um dente maior e deve permanecer na boca pelo resto da vida, assim como todos os dentes permanentes. A dentição permanente é com- pletada em torno dos 18 anos, com um total de 32 dentes. Dicas para a limpeza da boca/dentes A partir do nascimento do primeiro dente é indispensável utilizar uma escova de dente pequena de cerdas macias, com o uso de pequena quantidade (menos de um grão de arroz) de creme dental com fl úor. Enquanto a criança possuir apenas dentes de leite, é sufi ciente escovar os dentes com creme dental duas vezes ao dia, e deve-se cuidar para que ela não engula a espuma que se forma durante a escovação. O creme dental deve ser mantido fora do alcance das crianças. [...] MINISTÉRIO da Saúde. Caderneta de saúde da criança: menina. 11. ed. 2017. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ caderneta_saude_crianca_menina_11ed.pdf>. Acesso em: out. 2017. Orientações didáticas Atividade 1 Durante a correção, estimule o debate: “Você presta atenção em como escova os dentes?”; “Segundo o cartaz, como devemos escovar os dentes?”; “O que você deve mudar no seu jeito de escovar os dentes?”. Ao discutir as informações desse cartaz, os alunos vão explicitar o que aprenderam. O debate pode levar à reflexão sobre como esco- vam os dentes e como deveriam escová-los. Com isso, cria-se uma condição favorável a uma possível mudança nos hábitos de escova- ção. É importante que os alunos explicitem como e quando esco- vam os dentes e percebam que devemos nos esforçar para desen- volver uma boa escovação. Incen- tive-os a praticar sempre uma boa escovação na escola também. Ressalte, durante a troca de ideias em sala de aula, que a esco- vação é uma forma de limpar os dentes. Para isso devemos usar escovas limpas, enxaguando-as bem depois de cada uso. Se sentir que há necessidade, retome com os alunos, em diferen- tes momentos do ano letivo, o car- taz da escovação de dentes. Pro- mova, assim, a escovação de dentes correta nos intervalos após o lanche e/ou a merenda escolar. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 43 12/9/17 3:04 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 344 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 44 UNIDADE 2 SEUS HÁBITOS, SUA IDADE L é o F a n e lli /A rq u iv o d a e d it o ra LIVRO NÃO QUERO TOMAR BANHO. ANA OOM. SÃO PAULO: FTD, 2014. SUGESTÃO DEÉ JÁ ACONTECEU DE VOCÊ FICAR UM DIA INTEIRO SEM ESCOVAR OS DENTES? VOCÊ SE ESQUECEU OU FICOU COM PREGUIÇA? QUANDO SOMOS MAIS NOVOS, PRECISAMOS QUE OS ADULTOS NOS LEMBREM A TODO O MOMENTO DE CERTOS CUIDADOS: — VÁ ESCOVAR OS DENTES! — DEIXE DE COMER BOBAGENS, POIS ELAS PODEM ESTRAGAR OS SEUS DENTES. MAS, À MEDIDA QUE FICAMOS MAIS VELHOS, PASSAMOS A NOS CUIDAR MAIS, DIA APÓS DIA, SEM QUE OS ADULTOS PRECISEM NOS LEMBRAR. SOZINHOS, NÓS ESCOVAMOS OS DENTES E TOMAMOS BANHO, PENTEAMOS OS CABELOS, CORTAMOS AS UNHAS, LAVAMOS AS MÃOS. TODOS ESSES HÁBITOS SÃO RELACIONADOS À HIGIENE DO CORPO. MAS, ALÉM DESSES, EXISTEM OUTROS HÁBITOS IMPORTANTES PARA A NOSSA SAÚDE, COMO: IR AO DENTISTA REGULARMENTE, DORMIR UM NÚMERO ADEQUADO DE HORAS E NOS ALIMENTAR DE MANEIRA SAUDÁVEL. QUAIS DESSES HÁBITOS VOCÊ JÁ TEM? E DE QUAIS CUIDADOS OS ADULTOS AINDA PRECISAM LEMBRÁ-LO? VAMOS REFLETIR SOBRE O QUE FAZEMOS PARA CUIDAR DO CORPO. Orientações didáticas Antes da leitura do texto, os alu- nos podem indicar em uma lista o que fazem para cuidar do corpo. Durante a leitura, convide-os a comparar as informações do texto com a lista. Peça que identifiquem, no texto, hábitos de higiene, sublinhando-os com determinada cor. Em seguida, convide-os a sublinhar com outra cor os hábitos relacionados à pro- moção do bem-estar. Atividade complementar Após a leitura do texto desta página, estimule a seguinte refle- xão pelos alunos: O que faço para cuidar da minha saúde?. Peça aos alunos que, individual- mente, façam duas listas com hábi- tos de higiene: na primeira, as coi- sas que eles já fazem sozinhos; e na segunda, o que ainda precisam que alguém os lembre de fazer. Aproveite também para conver- sar sobre todos os cuidados men- cionados no texto. Deixe os alunos à vontade para expor as expe- riências deles. É comum, nessa idade, as crianças terem receio de ir ao dentista. Converse sobre a importância da regularidade das visitas a esse profissional da saúde, re tomando ideias do texto da pá- gina 42. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 44 12/9/17 3:04 PM 45UNIDADE 2 | CAPÍTULO 3 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 45 CAPÍTULO 3 1 COM BASE NA LEITURA DO TEXTO, FAÇA UM DESENHO EM CADA QUADRO, CONFORME A LEGENDA. 2 LEIA A TIRINHA. ELA MOSTRA UMA PERSONAGEM QUE DESENVOLVEU UM HÁBITO NÃO RECOMENDADO. © M a u ri c io d e S o u s a /M a u ri c io d e S o u s a E d it o ra L td a . 3 AGORA, RESPONDA: A) QUAL É O HÁBITO NÃO RECOMENDADO, CARACTERÍSTICO DESSA PERSONAGEM? Comer demais, principalmente doces. B) SERÁ QUE, ASSIM COMO ESSA PERSONAGEM, VOCÊ TEM ALGUM HÁBITO QUE NÃO DEVE SERVIR DE EXEMPLO PARA NINGUÉM? Resposta pessoal. EXEMPLO DE HÁBITO DE HIGIENE. EXEMPLO DE HÁBITO QUE FAZ BEM À SAÚDE EM GERAL. Desenho do aluno. Desenho do aluno. FONTE: BANCO DE IMAGENS MSP. Orientações didáticas Atividade 1 São citados no texto os seguin- tes exemplos de hábitos de higie- ne: escovar os dentes, tomar ba- nho, pentear os cabelos, cortar as unhas e lavar as mãos. E os seguintes exemplos de há- bitos que fazem bem à saúde em geral: ir ao dentista regularmente, dormir um número adequado de horas e alimentar-se de maneira saudável. Atividade 3 A tirinha explora o hábito não recomendado de comer em exces- so (a personagem Magali é famosa por comer desenfreadamente e só pensar em comida). Após ler a tiri- nha, peça aos alunos que analisem os três pedidos feitos pela perso- nagem Magali. Espera-se que eles percebam que há um excesso de doces. Se o hábito de comer mui- tos doces for corriqueiro, alguns problemas de saúde podem surgir, como diabetes, obesidade e cáries nos dentes. Ao trabalhar o item b, favoreça uma conversa franca entre os alu- nos e faça um convite: “Vamos re- parar no que fazemos no dia a dia e identificar atitudes e hábitos não recomendados (como deixar de escovar os dentes, não lavar as mãos antes das refeições, etc.)?”; “O que podemos fazer para mudar isso?”; “Podemos fazer essas mu- danças por nós mesmos ou preci- samos da ajuda de algum adulto?”. Atividade complementar Aproveite a oportunidade para trabalhar com os alunos a identificação de hábitos de personagens de histórias em quadri- nhos. Eles podem levar para a sala de aula diferentes tirinhas e gibis para serem ana- lisados: Quais são os hábitos dos persona- gens? Quais desses hábitos se relacionam à promoção da saúde? Incentive os alunos também a produzir seus próprios quadri- nhos, ilustrando personagens que tenham hábitos promotores de saúde. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 45 12/9/17 3:04 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 346 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 46 UNIDADE 2 SENTIR E PERCEBER QUAL A SUA OPINIÃO: AGORA QUE VOCÊJÁ ESTÁ UM POUCO MAIS VELHO, CONSEGUE PERCEBER MELHOR O MUNDO A SUA VOLTA? POR MEIO DOS NOSSOS SENTIDOS PERCEBEMOS O MUNDO QUE NOS CERCA. AQUILO QUE CHEIRAMOS COM O NARIZ SE REFERE AO SENTIDO DO OLFATO. O QUE VEMOS COM OS OLHOS SE REFERE AO SENTIDO DA VISÃO. JÁ O QUE PERCEBEMOS AO TOCAR EM ALGO SE REFERE AO TATO. AQUILO QUE AS ORELHAS OUVEM SE REFERE À AUDIÇÃO. E O QUE PROVAMOS COM A LÍNGUA SE REFERE À GUSTAÇÃO. OS SENTIDOS NÃO FUNCIONAM SOZINHOS. POR EXEMPLO, SE VOCÊ ESTIVER DE NARIZ TAPADO E COLOCAR UM ALIMENTO NA BOCA, A PERCEPÇÃO DO GOSTO DO ALIMENTO FICARÁ ALTERADA. CONFORME FICAMOS MAIS VELHOS, VAMOS APRENDENDO A USAR PALAVRAS MAIS ADEQUADAS PARA EXPLICAR E DESCREVER O QUE PERCEBEMOS. POR EXEMPLO, UMA COISA QUE NOS IMPRESSIONA PODE SER LISA E TER CHEIRO DE MADEIRA, OUTRA COISA PODE SER BRILHANTE E BARULHENTA, ALGO PODE SER AMARGO E VERDE, ETC. Ilustr ações: Mouses Sagiorato/Arquivo da editora VAMOS EXPLORAR NOSSOS SENTIDOS. Orientações didáticas Aproveite a oportunidade para comentar com os alunos que o que percebemos do mundo à nossa vol- ta faz referência mais diretamente aos nossos sentidos. Apesar de ser difícil explicar e definir tudo o que sentimos de maneira simplificada, podemos sintetizar nossas percep- ções em cinco sentidos: tato, olfato, visão, gustação e audição. Atividade complementar Você pode desenvolver a se- guinte atividade prática para insti- gar a curiosidade dos alunos sobre o olfato e a gustação. • Prepare gelatinas de diferentes sabores e corte-as em quadradi- nhos. • Divida a turma em dois grupos: um que ficará de olhos vendados e nariz destampado ao experi- mentar as gelatinas e outro que ficará de olhos vendados e nariz tampado. • Organize os alunos para que eles não ouçam as respostas dos ou- tros. • Oriente-os a experimentarem as gelatinas e, em voz baixa, dize- rem a você qual é o sabor de cada uma delas. • Caso considere oportuno, você pode comentar com os alunos que os sentidos do olfato e da gustação atuam em conjunto na identificação dos diferentes sa- bores dos alimentos. • Anote os resultados numa folha e ao final copie-os no quadro de giz, para debatê-los com os alunos. Texto complementar Existe sexto sentido? Cientistas afirmam que gene nos dá “sensação extra” Sempre se diz que os humanos têm cinco sentidos: tato, olfato, visão, audição e paladar. Mas pode ser que exista mais um sentido que nos ajude a interagir com o mundo a nossa vol- ta. Um estudo [...] sugere que temos um gene chamado PIEZO2, que é responsável por nos ajudar a fazer o reconhecimento espacial do nos- so corpo durante nossas ações e controla aspec- tos específi cos do toque. Seria como um sexto sentido que nos dá consciência corporal. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 46 12/9/17 3:04 PM 47UNIDADE 2 | CAPÍTULO 3 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 47 CAPÍTULO 3 1 A CRUZADINHA DOS SENTIDOS FOI FEITA COM BASE NO TEXTO DA PÁGINA ANTERIOR. COMPLETE AS FRASES ABAIXO E, DEPOIS, USE AS MESMAS PALAVRAS PARA PREENCHER A CRUZADINHA. 1. AQUILO QUE “SINTO COM AS MINHAS MÃOS” SE REFERE AO SENTIDO DO TATO . 2. O QUE “VEJO COM MEUS OLHOS” SE REFERE AO SENTIDO DA VISÃO . 3. O QUE “CHEIRO COM MEU NARIZ” SE REFERE AO SENTIDO DO OLFATO . 4. O QUE “PROVO COM A MINHA LÍNGUA” SE REFERE AO SENTIDO DA GUSTAÇÃO . 5. O QUE “AS ORELHAS OUVEM” SE REFERE AO SENTIDO DA AUDIÇÃO . G U O L F A T O S A T V T A U D I Ç Ã O Ç S à à O O 1 3 5 4 2 Ilu st ra çõ e s: M o u se s S ag io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra 2 VAMOS FAZER UM DICIONÁRIO DO CORPO HUMANO? NO CADERNO, ESCREVA UMA DEFINIÇÃO PARA OS TERMOS REFERENTES AOS SENTIDOS DO NOSSO CORPO: VISÃO, AUDIÇÃO, TATO, GUSTAÇÃO E OLFATO. DESAFIO Para estudar o tal gene, pesquisadores acompanharam dois pacientes com uma desor- dem neurológica única: ambos tinham proble- mas de locomoção, equilíbrio e algumas insen- sibilidades na pele. Testes feitos nos laboratórios com os dois pacientes, um de 9 e outro de 19 anos, mostra- ram que eles tinham mutações exatamente no gene PIEZO2, e que para superar as difi culdades fi caram ainda mais dependentes da visão e dos outros sentidos. [...] Existe sexto sentido? Cientistas afirmam que gene nos dá “sensação extra”. UOL Not’cias. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/saude/ ultimas-noticias/redacao/2016/10/23/existe-sexto- sentido-cientistas-descobrem-gene-que-nos-da- sensacao-extra.htm> Acesso em: nov. 2017. Orientações didáticas Atividade 2 Aqui não é esperado que o aluno apresente uma definição científica dos sentidos. Espera-se apenas que ele consiga escrever que a vi- são está relacionada ao ato de ver, ou é o sentido pelo qual podemos ver; a audição está relacionada ao ato de ouvir, ou é o sentido pelo qual podemos ouvir; o olfato rela- ciona-se ao ato de sentir cheiros, ou é o sentido pelo qual podemos cheirar; a gustação está relaciona- da ao ato de perceber gostos, ou é o sentido pelo qual podemos sentir gostos; o tato está relacionado ao ato de perceber as características das coisas pelo toque, ou é o sen- tido de perceber sensações pelo toque. Atividade complementar A fim de sensibilizar os alunos para as nossas sensações, particu- larmente por meio do tato, você pode propor a atividade com uma “Caixa misteriosa“: • Consiga uma caixa de papelão grande. Ponha vários objetos dentro dela, mas não coloque objetos que podem ser perigo- sos, como tesoura ou mesmo lápis com ponta. Depois, feche a caixa. • Na tampa da caixa, faça uma abertura pela qual passe somente a mão do aluno. Para dificultar a visão de dentro da caixa, coloque um pano em volta da abertura. • Chame alguns alunos para usar o tato e adivinhar que objetos estão na caixa. Durante a ativi- dade, incentive-os a dizer o que estão sentindo. • Em seguida, peça a outros alu- nos que repitam a atividade, mas usando uma luva. Será que eles vão conseguir identificar os ob- jetos mais facilmente ou será que terão mais dificuldade? 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 47 12/9/17 3:04 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 348 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 48 UNIDADE 2 3 FAÇA UMA LEGENDA PARA CADA IMAGEM DESTA PÁGINA. EM SEU TEXTO DESCREVA QUE SENSAÇÕES VOCÊ ASSOCIA AO QUE É MOSTRADO. USE OS TERMOS DO BANCO DE PALAVRAS. SALGADO LISO ÁSPERA RUGOSO QUEIMADO FLORAL G a lin a 2 7 0 3 /S h u tt e rs to ck S e a n P ri o r/ A la m y /L a ti n s to ck T h in k s to ck /G e tt y I m a g e s F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m 3 4 4 5 1 2 8 4 7 1 /S h u tt e rs to ck Sugestão de resposta: Os lírios têm um cheiro floral. Sugestão de resposta: O vidro é liso. Sugestão de resposta: A lixa de unha é áspera. Sugestão de resposta: O tronco da árvore é rugoso. Sugestão de resposta: O macarrão tem gosto salgado. Sugestão de resposta: As torradas estão cheirando queimado. Orientações didáticas Atividade 3 Repare se em seus textos os alu- nos usam um termo adequado para descrever as propriedades dos ob- jetos percebidas pelo tato (por exemplo, o tronco da árvore é ru- goso, a lixa é áspera, o vidro é liso). Procure ampliar esses exemplos. Convide os alunos a juntar-se em duplas, pensar em momentos do dia a dia e formular listas de sensa- ções relacionadas a eles. Isso pode servir de preparação para a ativi- dade da página seguinte. Incenti- ve-os a compartilhar, discutir e pedir ajuda a diferentes pessoas: “Que palavra seria melhor para descrever cada uma das sensações relacionadas a esses momentos do nosso dia a dia?”.Atividade complementar Ofereça aos alunos o poema a seguir. A partir da leitura promova a discussão: Que palavras usamos para descrever os cheiros que sen- timos? Cheiros Qual será o motivo, de fato, Por que os poetas não falam do olfato? Eu amo os cheiros – cheiro de mato, De café fresco, de doce e pudim, Cebolas fritas, tostadas assim – Cheiro de boas comidas, enfi m... E de um cachimbo a fumaça cheirosa, E do perfume do cravo e da rosa, De uma fogueira a fragrância olorosa; Do cheiro bom de tinta de impressão, De maresia na arrebentação, Cheiro gostoso de chuva no chão; Odor de menta, de cânfora e chá, Perfume duma árvore de Natal, São bons! Mas pra mim, eu vou [confessar: Cheiro é de navio: melhor não há! MORLEY, C. Caldeirão de poemas. (BELINKY, T., trad.). São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2003. Texto complementar Seres humanos têm tanto olfato quanto cães, revela estudo Os seres humanos têm um olfato que não dei- xa a desejar em nada a outros mamíferos, incluin- do cães e ratos, cujo faro tem tanto prestígio [...]. Os pesquisadores afi rmam que a suposta in- ferioridade dos humanos para distinguir uma ampla gama de aromas é um mito que se arrasta desde o século XIX. “Há uma antiga crença cultural, segundo a qual para que uma pessoa seja racional e razoável, suas ações não podem estar dominadas pelo sen- tido do olfato, percebido como puramente ani- mal”, disse o professor adjunto de Psicologia John McGann, da Universidade de Rutgers [...]. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 48 12/9/17 3:04 PM 49UNIDADE 2 | CAPÍTULO 3 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 49 CAPÍTULO 3 4 A HISTÓRIA EM QUADRINHOS ABAIXO, SOBRE O TEMA “SENTIDOS”, ESTÁ INCOMPLETA. TERMINE AS FRASES DOS QUADRINHOS 1, 2 E 3. DEPOIS, CRIE DESENHOS E FRASES PARA OS DOIS ÚLTIMOS QUADRINHOS. PELA MANHà ACORDO COM O SOM DO DESPERTADOR . NO CAFÉ DA MANHÃ, SINTO O CHEIRO DE PÃO/LEITE/FRUTAS . SINTO NA BOCA O GOSTO DOCE DA MAÇà . COMP ARTILH E SUA HISTÓ RIA CO M OS COLEG AS. COMP ARTILH E SUA Ilu st ra çõ e s: M o u se s S ag io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra 4 5 Resposta pessoal. Resposta pessoal. Desenho do aluno. Desenho do aluno. 332 1 Orientações didáticas Atividade 4 Verifique se os alunos terminam a história indicando os sentidos da visão e do tato, representando as- sim os cinco sentidos explorados até o momento. Alguns exemplos que você pode citar caso os alunos apresentem dificuldade são: usar a visão para ler a lição na escola ou para brincar, e usar o tato para sentir a tempe- ratura da água no banho. “O bulbo olfativo humano, que transmite sinais para outras áreas do cérebro para ajudar na identifi cação de odores, está tão desenvolvi- do quanto em outros mamíferos e tem um nú- mero similar de neurônios”, explicou. [...] Depois de realizar uma série de estudos, os pesquisadores determinaram que os seres humanos podem distinguir até um bilhão de odores diferentes, muito mais do que os apro- ximadamente 10 mil mencionados nos Ma- nuais de Psicologia. Seres humanos têm tanto olfato como os cães, revela estudo. G1. Disponível em: <https:// g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/seres- humanos-tem-tanto-olfato-quanto-os-caes-revela- estudo.ghtml>. Acesso em: nov. 2017. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 49 12/9/17 3:04 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 350 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra VAMOS VER DE NOVO? UNIDADE 2 50 NESTE CAPÍTULO VOCÊ APRENDEU QUE: NOSSA DENTIÇÃO MUDA À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA. DEVEMOS ESCOVAR OS DENTES CORRETAMENTE E VISITAR O DENTISTA REGULARMENTE. DEVEMOS DESENVOLVER HÁBITOS QUE FAVOREÇAM NOSSA SAÚDE, COMO OS HÁBITOS DE HIGIENE, POR EXEMPLO. POSSUÍMOS DIFERENTES SENTIDOS: TATO, GUSTAÇÃO, OLFATO, VISÃO E AUDIÇÃO. PODE SER PROMOVIDA POR PODEM SE RELACIONAR, POR EXEMPLO, COM A(O) ENVOLVE, POR EXEMPLO, CUIDADO COM OS SER HUMANO DESCANSO SAÚDE HÁBITOS SENTIDOS GUSTAÇÃO TATO AUDIÇÃO OLFATO VISÃO ALIMENTAÇÃO HIGIENE DENTES DEVE CUIDAR DA POSSUI Orientações didáticas Nesta seção apresentamos uma síntese das principais proposições conceituais trabalhadas no capítulo. Além de elencar tais proposições uma a uma, apresentamos um mapa conceitual como um recurso esque- mático que facilita a visualização destas proposições pelos alunos. Como apresentado anteriormen- te, usando as ideias de J. D. Novak e D. B. Gowin (1984), podemos dizer que os mapas conceituais diferen- ciam-se de outros tipos de esque- ma na medida em que: • expõem os conceitos e as pro- posições fundamentais em uma linguagem simples e concisa; • mostram as relações entre as ideias principais de modo sim- ples e vistoso, aproveitando a capacidade humana para a re- presentação visual; • acentuam visualmente tanto as relações hierárquicas entre con- ceitos e proposições como as relações cruzadas entre grupos de conceitos e proposições. Assim, os mapas conceituais constituem um bom recurso visual para sintetizar os principais concei- tos e proposições trabalhados no capítulo. Você pode organizar os alunos em grupos e solicitar que produ- zam um mapa conceitual alternati- vo ao apresentado aqui. Para isso, eles podem manipular os conceitos apresentados, mudando a hierar- quia entre eles, alterando as liga- ções com setas, etc. Podem, inclu- sive, acrescentar conceitos que julguem importantes e que gosta- riam de relacionar com os demais conceitos apresentados. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 50 12/9/17 3:04 PM 51UNIDADE 2 | CAPÍTULO 3 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 51 © M au ri ci o d e S o u sa /M au ri ci o d e S o u sa E d it o ra L td a. DEVE RECEBER DENTE ESCOVAÇÃOÇÃÇà 1 COMPLETE OS ESQUEMAS USANDO OS TERMOS E AS EXPRESSÕES MAIS ADEQUADOS DO BANCO DE PALAVRAS. DENTE PERMANENTE ESCOVAÇÃO DENTE DE LEITE 2 LEIA ESTA TIRINHA E EM SEGUIDA RESPONDA. PODE SER DENTE DENTE DE LEITE DENTE PERMANENTE M o u se s S ag io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra A) QUAL HÁBITO NÃO RECOMENDADO É CARACTERÍSTICO DESSE PERSONAGEM? Não tomar banho. B) NO CADERNO, FAÇA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA MOSTRAR, DE FORMA BEM-HUMORADA, UM HÁBITO QUE VOCÊ SABE QUE DEVE MUDAR OU UM HÁBITO QUE VOCÊ ACHA QUE DEVE ADQUIRIR. 3 ANALISE A IMAGEM E CONVERSE COM OS COLEGAS: QUE SENTIDOS ESTÃO SENDO USADOS PELAS PESSOAS? Resposta pessoal. FONTE: BANCO DE IMAGENS MSP. Orientações didáticas Aqui apresentamos algumas ati- vidades que ajudam a avaliar a aprendizagem dos alunos. Para serem respondidas, as questões propostas demandam diversas ha- bilidades e capacidades, desenvol- vidas no decorrer de cada ciclo investigativo. Sugerimos que essas ativida- des sejam feitas individualmente. Depois de respondidas, os alunos podem ser organizados em du- plas para comparar as respostas, verificar as divergências e chegar a um consenso. Essa é uma poderosa estratégia de avaliação, na medida em que cada aluno deve expor aos colegas o que aprendeu, possibilitando que repensem o que consideram e ex- plicitem as dúvidas que ainda têm. Atividade 3 Alguns exemplos de respostas que podem ser dadas: Audição: buzina do vendedor de sorvete, barulho das ondas; visão: pessoas olhando umas para as outras; gus- tação e olfato: homem comendo milho; tato: crianças tocando a areia, crianças passando a mão na testa. Atividade complementar Explique aos alunos que os de- ficientes auditivos podem se comu- nicar fazendo sinais com o corpo, principalmente com as mãos eos dedos. Imprima e apresente aos alunos o alfabeto em Libras; ele pode ser encontrado no Portal do Professor no site do MEC (disponí- vel em: <http://portaldoprofessor. mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html? aula=43998>, acesso em: out. 2017). Se possível, mostre algum vídeo com exemplos de palavras e frases em Libras. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 51 12/9/17 3:04 PM 52 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 52 FERIMENTOS E CUIDADOS CAPÍTULO 4 NESTE CAPÍTULO VAMOS ESTUDAR COMO PODEMOS CUIDAR MELHOR DE NÓS MESMOS: TRATANDO DOS MACHUCADOS E EVITANDO ACIDENTES. ● O QUE VOCÊ ACHA QUE PODE FAZER PARA EVITAR ACIDENTES E DIMINUIR AS CHANCES DE SE MACHUCAR? ● QUANDO ALGUÉM SOFRE ARRANHÕES E FERIMENTOS LEVES, O QUE PODEMOS FAZER PARA TRATAR ESSES MACHUCADOS? ● VOCÊ JÁ FOI A UM POSTO DE SAÚDE? VOCÊ SABE EM QUE SITUAÇÕES AS PESSOAS VÃO A UM POSTO DE SAÚDE? PARA INICIAR G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra VOCæ SABE CUIDAR DO SEU CORPO? Objetivos do capítulo Neste capítulo vamos estudar alguns ferimentos que os alunos podem sofrer, como arranhões e fraturas ósseas. Também veremos como os acidentes podem ser evi- tados e abordaremos hábitos reco- mendados para promover a saúde. Entre eles, ressaltaremos a vacina- ção como uma forma de prevenção de doenças. Orientações didáticas Explore a imagem inicial deste capítulo perguntando aos alunos: “O que a placa adverte?”; “O aviso é uma boa maneira de evitar aci- dentes?”; “Vocês já viram algum aviso parecido?”. Aproveite a oportunidade para conversar com os alunos: “Vocês já se machucaram andando de bicicle- ta, skate ou patins?”; “Vocês esta- vam usando equipamentos de pro- teção?”; “Como foi o machucado?”; “Teria sido diferente se estivessem usando (ou não) esses equipamen- tos?”; “Quem costuma usar equipa- mentos de proteção, como capace- tes?”; “Em que situações?”. Incentive os alunos a conversar sobre questões que os ajudarão a focar o tema deste capítulo: “Qual foi a última vez que vocês se ma- chucaram?”; “Como foi o machu- cado?”; “O que vocês fizeram para cuidar dele?”; “Vocês costumam se machucar?”; “Qual é o machucado mais frequente que ocorre com vocês?”. E ainda: “Vocês se lembram de já ter ido a um posto de saúde?”; “Vocês sabem explicar o que é fei- to nos postos de saúde?”; “De ma- neira geral, o que podemos fazer para cuidar da saúde?”. É aconselhável que, de tempos em tempos, você peça aos alunos que revejam o que discutiram nes- te momento inicial e então reflitam se, depois de terem realizado de- terminado trabalho ou sequência de atividades, responderiam da mesma forma ao que foi pergun- tado aqui. Isso possibilita a avalia- ção da própria aprendizagem e a dimensão de sua evolução. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 52 12/9/17 3:04 PM 53 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 53 CAPÍTULO 4 QUE TAL MONTAR A PEÇA “POSTO DE SAÚDE” COM OS COLEGAS? COMO FAZER 1. DECIDAM QUEM SERÃO AS PERSONAGENS PRINCIPAIS E POR QUE VÃO PROCURAR O POSTO DE SAÚDE. ATIVIDADE PRÁTICA F o to s : F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m 2. CAPRICHEM NA MONTAGEM DO CENÁRIO QUE REPRESENTARÁ O POSTO DE SAÚDE. 3. ENCENEM O ATENDIMENTO FEITO PELO MÉDICO, ENFERMEIRO OU AGENTE DE SAÚDE. 4. ENCERREM A PEÇA TEATRAL COM UM RECADO SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS POSTOS DE SAÚDE. Texto complementar [...] Diante da constante busca de criar novas formas de ensino, que favoreçam o envolvimento ativo do aluno no processo de apren- dizagem, utilizamos o Role-Playing Game (RPG) que numa tradução simples seria próximo de “jogo de interpretação de papeis” [...]. O Role-Playing Game (RPG) é um jogo de contar histórias, sendo que os ouvintes se tornam agentes ativos movimentando as persona- gens criadas por eles mesmos. É um tipo de jogo no qual os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativamen- te. [...] Aplicado num ambiente escolar é um jogo muito peculiar, de caráter socializador, cooperativo e interdisciplinar, ou seja, não há disputa entre adversários, mas colaboração para a vivência de aven- turas em um mundo imaginário. O RPG tem seu uso amplamente incentivado pelo Ministério da Educação (MEC) como método de ensino. É usado para aguçar a cooperação e o raciocínio lógico dos estudantes. [...] OLIVEIRA NETO, A. A.; BENITE-RIBEIRO, S. Um modelo de role- -playing game (RPG) para o ensino dos processos da digestão. Revista eletr™nica do curso de pedagogia do Campus Jata’ Ð UFG, 8(2). 2012. Disponível em: <www.revistas.ufg.br/rir/article/view/22340/19245>. Acesso em: nov. 2017. Orientações didáticas Antes de realizar a atividade, dê tempo para que os alunos discu- tam: “O que existirá no posto de saúde da peça teatral?”; “Por que as pessoas vão procurar esse pos- to de saúde?”; “O que informam os cartazes que poderão ser encon- trados lá?”; etc. Ao fazer uma encenação em sala de aula os alunos se envolvem em uma atividade que pode se desen- volver, até vir a assumir as caracte- rísticas de um role-play. Leia o tex- to complementar abaixo e comece a se aprofundar no potencial peda- gógico dessa estratégia na escola. Atividade complementar Você pode convidar um agente de saúde para que os alunos pos- sam entrevistá-lo. Aconselhe-o a utilizar linguagem adequada para a faixa etária. Auxilie os alunos na ela- boração de questões para o entre- vistado, levando em consideração suas curiosidades e dúvidas. É inte- ressante que cada aluno fique res- ponsável por um questionamento, para que todos da turma partici- pem. Oriente-os a falar um de cada vez, respeitando a vez dos colegas. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 53 12/9/17 3:04 PM 54 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 54 UNIDADE 2 QUANDO NOS MACHUCAMOS... F o to s : S ch re m p p /P h o to re s e a rc h e rs /G e tt y I m a g e s FERIDA RECENTE. FERIDA APÓS UMA SEMANA. FERIDA APÓS UM MÊS. AGORA VEJA AS RADIOGRAFIAS AO LADO, DE UM OSSO DO BRAÇO QUE FOI QUEBRADO E DA SUA RECUPERAÇÃO. À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA, AS FERIDAS E OS MACHUCADOS CICATRIZAM, E ATÉ UM OSSO QUEBRADO PODE SE RECUPERAR. NO CASO DE FERIMENTOS SUPERFICIAIS, COMO UM CORTE, É IMPORTANTE SEMPRE MANTER A ÁREA LIMPA, PARA EVITAR QUE O MACHUCADO PIORE. JÁ PARA CASOS DE FRATURA ÓSSEA, É PRECISO IR AO MÉDICO E, MUITAS VEZES, IMOBILIZAR A ÁREA ATINGIDA. SE VOCÊ SOFRER UM FERIMENTO, AVISE UM ADULTO PARA ELE AVALIAR SE É NECESSÁRIO PROCURAR UM POSTO DE SAÚDE. TAMBÉM NÃO PASSE NENHUM PRODUTO NO MACHUCADO SEM ANTES CONVERSAR COM UM ADULTO. FRATURA RECENTE. FRATURA APÓS UM MÊS. PROVAVELMENTE VOCÊ JÁ SOFREU ALGUM ARRANHÃO OU PEQUENO FERIMENTO. MAS JÁ SOFREU UM MACHUCADO MAIS GRAVE, COMO QUEBRAR UM OSSO, POR EXEMPLO? OBSERVE A SEGUIR FOTOGRAFIAS QUE MOSTRAM A RECUPERAÇÃO DE UM PEQUENO CORTE NA PELE. VAMOS APRENDER A CUIDAR DOS MACHUCADOS. F o to s : B a te rs , M .D ./ C u s to m M e d ic a l S to ck P h o to /S P L /L a ti n s to ck Orientações didáticas Como atividade pré-leitura, peça aos alunos que analisem as imagens que ilustram o texto. A partir disso, promova a troca de ideias e a elaboração das primeiras hipóteses de leitura: “O que será que o texto abordará?”; “O que será que vamos aprender com a leitura?”. Procure registrar as ideias dos alunos no quadro de giz. Faça a leitura coletiva do texto. Peça que as crianças avaliem: Nos- sas hipóteses de leitura foram con- firmadas? Há algo que o texto in- forma e que não prevíamos? E ocontrário: há algo que supúnhamos que o texto comentaria, mas que ele não trata?. Atividade complementar Incentive os alunos a levar para a sala de aula diferentes radiogra- fias que possam ter em casa. Em grupos eles podem compartilhar as radiografias que levarem. Na medida do possível, deverão iden- tificar as partes do corpo e os ossos que aparecem nas imagens e, quando for o caso, as fraturas ós- seas visíveis. O texto complementar abaixo explica um pouco mais sobre o que são os raios X e como são fei- tas as radiografias. Texto complementar Raios X O raio X é um tipo de radiação eletromagnética com frequências superiores à radiação ultravioleta, ou seja, maiores que 1018 Hz. A descoberta do raio X e a primeira radiografi a da história ocorreram em 1895 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Rötgen, fato esse que lhe rendeu o prêmio Nobel de Física em 1901. [...] A denominação “raio X” foi usada por Conrad porque ele não conhecia a natureza da luz que tinha acabado de descobrir, ou seja, para ele, tratava-se de um raio desconhecido. [...] Os raios X são obtidos por meio de um aparelho chamado de tubo de Coolidge, um tubo oco que contém um cátodo em seu interior. Quan- do esse cátodo é aquecido por uma corrente elétrica, [...] ele emite grande quantidade de elétrons [...]. Quando eles se chocam com o ânodo, transferem energia para os elétrons que estão nos átomos dos P1_2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 54P1_2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 54 20/07/2020 15:3220/07/2020 15:32 55 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 55 CAPÍTULO 4 1 REVEJA, NA PÁGINA ANTERIOR, AS FOTOGRAFIAS DO DEDO MACHUCADO. AGORA, COMPLETE O TEXTO ABAIXO, EXPLICANDO COMO O CORTE CICATRIZOU. A MENINA MACHUCOU O DEDO. LOGO DEPOIS DE SE MACHUCAR, A PELE DO DEDO DA MENINA ESTAVA . MAS, DEPOIS DE UMA SEMANA, A PELE DO DEDO ESTAVA . DEPOIS DE UM MÊS, A PELE DO DEDO ESTAVA . Resposta pessoal. Resposta pessoal. Resposta pessoal. RADIOGRAFIA DE MÃO. RADIOGRAFIA DE BRAÇO. RADIOGRAFIA DE PERNA. 3 TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS E RESPONDA: QUANDO VOCÊ, OU OUTRA CRIANÇA, SE MACHUCA, POR QUE É IMPORTANTE AVISAR UM ADULTO? Resposta pessoal. S P L /L a ti n s to ck A n to n io m a s /S h u tt e rs to ck /G lo w I m a g e s E d w a rd K in s m a n /P h o to re s e a rc h e rs /L a ti n s to ck X A C 2 OBSERVE A SEGUIR AS RADIOGRAFIAS DE DIFERENTES PARTES DO CORPO. IDENTIFIQUE A IMAGEM QUE APRESENTA UM OSSO QUEBRADO E MARQUE-A COM UM X. B ânodos. Os elétrons com energia são acelerados e emitem ondas eletromagnéticas, os raios X. [...] Por meio de estudos sobre os raios X, Rötgen verifi cou que eles têm a propriedade de atraves- sar materiais de baixa densidade, como os mús- culos do corpo humano, e são absorvidos por materiais com densidades mais elevadas, como os ossos. [...] Hoje o raio X possui vasto campo de aplicação, pois são utilizados, por exemplo, no tratamento de câncer, na pesquisa sobre a estrutura cristalina dos sólidos, na indústria e em muitos outros campos da ciência e da tecno- logia. [...] SILVA, M. A. Raios X. Brasil Escola. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/fisica/raios-x. htm>. Acesso em: out. 2017. Orientações didáticas Atividade 1 Espera-se que os alunos descre- vam o aspecto do machucado da seguinte forma: quando recente, é visível o corte na pele e o sangue sobre o machucado; quando o ma- chucado está cicatrizando, poucos dias depois de ter ocorrido, é visí- vel uma “casquinha” sobre o corte e não há mais sangue; após um mês, o corte está cicatrizado, mas ainda há uma pequena alteração na cor da pele da área afetada. Atividade 2 Nas imagens A e B os ossos da mão e do braço, respectivamente, estão intactos. Na imagem C, os dois ossos da perna estão fratura- dos. Chame a atenção dos alunos para o fato de que essas imagens são radiografias. Atividade 3 Espera-se que os alunos con- cluam que é sempre importante avisar um adulto sobre qualquer ferimento para que ele avalie se é necessário procurar atendimento médico ou um posto de saúde. P1_2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 55P1_2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 55 21/07/2020 10:4121/07/2020 10:41 56 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 56 UNIDADE 2 4 LEIA AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, QUE COMEÇAM NESTA PÁGINA E CONTINUAM NA PÁGINA SEGUINTE. 5 AGORA, RESPONDA: A) EM QUAL DESSAS HISTÓRIAS A CRIANÇA SOFREU FERIMENTOS SUPERFICIAIS? EXPLIQUE COMO FOI ESSE FERIMENTO. Na primeira história. A menina sofreu um arranhão no joelho ao cair da bicicleta. B) EM QUAL DAS HISTÓRIAS A CRIANÇA SOFREU UM FERIMENTO MAIS GRAVE? EXPLIQUE SUA RESPOSTA. Na segunda história. O menino sofreu uma fratura no braço. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Resposta pessoal. Resposta pessoal. CRIE U M TÍTU LO PA RA CADA HISTÓ RIA.C RIE UM TÍTUL O PAR A Orientações didáticas Atividade 4 Antes de iniciar a atividade, in- centive os alunos a relatar aos cole- gas histórias de como já se machuca ram. Após alguns relatos, promova o seguinte debate: “Como esses acidentes poderiam ter sido evi tados?”. Atividade 5 No item a, espera-se que os alu- nos percebam que a menina sofreu apenas arranhões no joelho ao cair da bicicleta. No item b, espera-se que os alu- nos percebam que o menino, ao cair do skate, sofreu um ferimento mais grave: uma fratura. Converse com os alunos: “Como esses acidentes poderiam ter sido evitados?”. Enfatize a importância do uso de equipamentos de segu- rança ao praticar qualquer tipo de esporte. O uso desses equipamen- tos não impede a ocorrência de ferimentos, mas pode diminuir sua gravidade. Texto complementar O que fazer em caso de emergência na escola? Não devemos esperar um problema para tomar atitudes. Aciden- tes e emergências médicas vão acontecer e a escola deve estar prepa- rada. Uma providência é pedir às famílias um atestado médico para saber se a criança precisa de uma atenção especial. É importante tam- bém deixar à vista de todos o telefone do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e disponibilizar na escola um kit de pronto atendimento. Se possível, recomenda-se que professores e funcionários tenham treinamento em primeiros socorros. Caso a escola não conte com um profi ssional de saúde, cabe a um dos adultos tomar as primei- ras providências. Em situações mais graves, é importante que ele entre em contato com o Samu e peça orientações. Enquanto o socorro não chega, aconselha-se afastar os curiosos da criança acidentada, desa- pertar sua roupa, desamarrar os sapatos e mantê-la calma. Não se deve removê-la nem medicá-la, e os responsáveis precisam ser avisados. RAMOS, H. O que fazer em caso de emergência na escola? Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/719/o-que- fazer-em-caso-de-emergencia-na-escola>. Acesso em: out. 2017. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 56 12/9/17 3:04 PM 57 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 57 CAPÍTULO 4 6 NOS TRECHOS ABAIXO, AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS CONTAM COMO AS CRIANÇAS TRATARAM DE SEUS MACHUCADOS. 7 AGORA, TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS E EXPLIQUE: A) O QUE FOI FEITO PARA TRATAR DO MACHUCADO NA PRIMEIRA HISTÓRIA? B) O QUE FOI FEITO PARA TRATAR DO MACHUCADO NA SEGUNDAHISTÓRIA? 8 MURAL DA TURMA EM UMA FOLHA AVULSA, FAÇA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA CONTAR ALGUMA VEZ EM QUE VOCÊ SE MACHUCOU. CONTE TAMBÉM COMO FOI O TRATAMENTO. 7. a) Após o machucado ser lavado com água e sabão, foi aplicado gelo sobre o local e feito um curativo. Trata-se de um caso de ferimento leve, provavelmente uma pequena escoriação na pele. Foi necessário que um adulto levasse o menino ao hospital para tirar uma radiografia e engessar o braço. Trata-se de um ferimento mais grave do que o sofrido pela menina da primeira tirinha. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Orientações didáticas Atividade 8 Auxilie os alunos na organização de suas produções no mural. Pla- neje momentos em que outras tur- mas possam apreciar as histórias em quadrinhos produzidas. Site A preven•‹o de acidentes com crian•as nas escolas. Jornal Futura. Canal Futura. Disponível em: <www.youtube.com/ watch?v=UAvrkX0QZog>. Acesso em: out. 2017. O vídeo, de pouco mais de 3 minutos de duração, apresen- ta uma matéria sobre a importância e os modos de prevenir acidentes com crianças nas escolas. Livro Manual de prevenção de acidentes e primeiros socorros nas escolas. 2. ed. rev. Secretaria da Saúde, Coordenação de Atenção Básica. São Paulo: SMS, 2010. Disponível em: <http://pesquisa.bvsalud.org/sms/resource/pt/sms-328>. Acesso em: out. 2017. Manual sobre prevenção de acidentes no ambiente escolar e em seu entorno e sobre primeiros socorros em caso de acidente. Sugestões de... 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 57 12/9/17 3:04 PM 58 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 58 UNIDADE 2 CUIDE-SE! QUANDO NOS MACHUCAMOS, O QUE DEVEMOS FAZER? TEMOS DE PROCURAR UM SERVIÇO MÉDICO. MAS, SE FOR UM FERIMENTO LEVE, COMO PEQUENOS ARRANHÕES, O MAIS RECOMENDADO É LAVAR MUITO BEM O LOCAL COM ÁGUA E SABÃO. SE OCORRER INCHAÇO − QUE É O QUE NÓS CHAMAMOS DE EDEMA −, TEMOS DE USAR COMPRESSA DE GELO. PARA QUE SERVE O GELO NESSES CASOS? O GELO SERVE PARA DIMINUIR O INCHAÇO E TAMBÉM PARA ALIVIAR A SENSAÇÃO DE DOR. MAS, SE O EDEMA NÃO DIMINUIR MESMO COM A APLICAÇÃO DE GELO, TEMOS DE IR AO MÉDICO. O QUE TEMOS DE FAZER PARA NÃO NOS MACHUCAR? TODAS AS CRIANÇAS GOSTAM DE BRINCAR. GERALMENTE, NÃO TÊM NOÇÃO DO PERIGO E ACABAM SE ARRISCANDO. POR ISSO, AS CRIANÇAS TÊM DE OUVIR QUANDO OS ADULTOS LHES ALERTAM SOBRE OS RISCOS QUE ESTÃO CORRENDO! NÃO PODEM MEXER COM ELETRICIDADE E COM FACAS NA COZINHA; NÃO PODEM BRINCAR NA PISCINA SEM TER UM ADULTO POR PERTO; NÃO DEVEM ANDAR DESCALÇAS EM LOCAIS NÃO APROPRIADOS; NÃO DEVEM ANDAR NO CARRO SEM O CINTO DE SEGURANÇA, ENTRE OUTRAS PRECAUÇÕES. QUE OUTRAS ORIENTAÇÕES VOCÊ GOSTARIA DE DAR PARA AS CRIANÇAS? CRIANÇAS NÃO PODEM FICAR MEXENDO COM O QUE NÃO É APROPRIADO: PRODUTOS PERIGOSOS, FOGO, REMÉDIOS. EVITAR MACHUCAR-SE É UM JEITO DE CUIDAR DA SAÚDE; ASSIM COMO CUIDAR DA ALIMENTAÇÃO, TER HÁBITOS DE HIGIENE E TOMAR VACINAS PARA EVITAR CERTAS DOENÇAS. COM A PALAVRAÉ MARIA DO SOCORRO LIMA ƒ ENFERMEIRA APOSENTADA. R e p ro d u ç ã o /A c e rv o d o a u to r UM JEITO DE CUIDAR DA SAÚDE É EVITAR SE MACHUCAR. OUTRO JEITO É TOMAR VACINAS. ESSAS SÃO DICAS DE UMA EXPERIENTE ENFERMEIRA. ACOMPANHE COM O PROFESSOR A LEITURA DA ENTREVISTA E VEJA O QUE MAIS ESSA PROFISSIONAL TEM A NOS DIZER! VAMOS APRENDER MAIS SOBRE CUIDADOS QUE DEVEMOS TER COM O CORPO. Atividade complementar Leia para os alunos o texto a se- guir, sobre vacinação. Texto complementar Vacinas ainda são uma das armas mais eficazes para prevenir doenças A vacinação é uma das medidas mais impor- tantes de prevenção contra doenças. É muito melhor e mais fácil prevenir uma enfermidade do que tratá-la, e é isso que as vacinas fazem. [...] Quanto mais pessoas de uma comuni- dade fi carem protegidas, menor é a chance de que qualquer uma delas – vacinada ou não – seja contaminada. No Brasil, existe o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Em 40 anos de existência, o PNI se destacou por ser um dos melhores programas de imunização do mundo e vem atuando na ampliação da preven- ção, no combate [...] e erradicação de doenças, além de disponibilizar diversas vacinas à popu- lação. São oferecidos, gratuitamente, 42 tipos de imunobiológicos utilizados na prevenção e/ou tratamento de doenças, incluindo 25 vacinas. [...] Você se lembra da última vacina que tomou? Quando uma criança preci- sa ser vacinada, em geral é levada ao posto de saúde mais próximo de sua casa. Nos pos- tos de saúde as pessoas tam- bém recebem informações sobre os cuidados que devem ter com a higiene e com a ali- mentação e podem tratar de problemas de saúde. A vacinação é uma forma de prevenção contra determina- das doenças. Isso quer dizer que pessoas vacinadas têm menos chance de desenvolver a doença para a qual recebe- ram a vacina. Toda criança deve ter uma carteira de vacinação na qual são anotadas as vacinas que ela já tomou, desde o nasci- mento, e também a data em que recebeu cada vacina. Con- verse com seus pais ou res- ponsáveis e, com eles, consul- te a sua carteira de vacinação. No documento do Ministé- rio da Saúde disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/caderneta_ saude_crianca_menina_11ed. pdf> (acesso em: nov. 2017), é possível verificar informações sobre o calendário nacional de vacinação da criança e tam- bém ter acesso a um cartão para registro das vacinas. Se possível, mostre uma carteira de vacinação e explique como ela é preenchida. Mostre também o calendário nacional de vacinação, determinado pelo Ministério da Saúde e que indica a idade reco- mendada para cada tipo de vacina. Em ambos os casos, reforce com os alunos a leitura e organização de tabelas. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 58 12/9/17 3:04 PM 59 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 59 CAPÍTULO 4 1 SEGUNDO AS ORIENTAÇÕES DA ENFERMEIRA, QUE CUIDADOS DEVEMOS TER PARA NÃO NOS MACHUCAR? Não mexer com eletricidade nem com facas na cozinha; não brincar na piscina sem a presença de um adulto; não andar descalço em locais não apropriados e usar cinto de segurança no carro. 2 COMPLETE AS LEGENDAS DAS IMAGENS, EXPLICANDO QUE CUIDADOS AS PESSOAS ESTÃO TOMANDO PARA EVITAR SE MACHUCAR. UTILIZE OS TERMOS DO BANCO DE PALAVRAS. FIOS ELÉTRICOS FAIXA DE PEDESTRES PROTEÇÃO CINTO DE SEGURANÇA 3 CONVERSE COM OS COLEGAS: POR QUE TOMAR VACINAS TAMBÉM É UMA MANEIRA DE CUIDAR DE NÓS MESMOS? Porque nos ajuda a evitar certas doenças. SEMPRE ATRAVESSE A RUA COM UM ADULTO NA faixa de pedestres . AO ANDAR DE BICICLETA, PATINS OU SKATE, USE EQUIPAMENTOS DE proteção . NO CARRO, SENTE-SE NO BANCO DE TRÁS E USE O cinto de segurança . SOLTE PIPA EM LOCAIS ABERTOS E BEM LONGE DOS fios elétricos . Z h o lo b o v V a d im /S h u tt e rs to ck F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m G re e n la n d /S h u tt e rs to ck B le n d I m a g e s - L W A /D a n n T a rd if /G e tt y I m a g e s A B C D Atualmente, 96% das vacinas oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são produzidas no Brasil ou estão em processo de transferência. Is- so porque o país tem um parque produtor de vacinas e imunobiológicos. [...] É importante destacar que as vacinas não são necessárias apenas na infância. Os idosos preci- sam se proteger contra gripe, pneumonia e tétano, e as mulheres em idade fértil devem tomar vaci- nas contra rubéola e tétano, que, se ocorrerem enquanto elas estiverem grávidas (rubéola) ou logo após o parto (tétano),podem causar doenças graves ou até a morte de seus bebês. Os profi s- sionais de saúde, as pessoas que viajam muito e outros grupos de pessoas, com características específi cas, também têm recomendações para tomarem certas vacinas. [...] Vacinas ainda são uma das armas mais eficazes para prevenir doenças. Disponível em: Portal Fiocruz. <https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/ dia-nacional-da-vacinacao-brasil-oferece-42-tipos- de-imunobiologicos-para-prevencao-e>. Acesso em: out. 2017. Orientações didáticas Atividade 2 Converse com os alunos sobre a importância da atenção ao atraves- sar a rua sempre na faixa de pedes- tres e, no caso das crianças, acom- panhadas de um adulto. Alerte-os também sobre a necessidade de usar equipamentos de proteção na prática de esportes. Os dispositi- vos de segurança para bebês e crianças em carros são regulamen- tados pelo Código Nacional de Trânsito, que estabelece o uso obrigatório de três tipos de cadei- rinha, todos encaixados no banco traseiro dos veículos. São eles: • Berço portátil porta-bebê: co- nhecido como bebê-conforto, é recomendado para crianças de até 1 ano; fica de frente para o porta -malas do veículo. • Cadeirinha auxiliar: indicada para crianças de 1 a 4 anos de idade, a cadeirinha é fixada ao banco do veículo com o cinto de segurança. • Assento de elevação: recomenda- do para crianças entre 4 e 7 anos e meio, esse dispositivo posiciona a criança na altura de utilização do cinto de segurança do veículo. A partir dos 7 anos e meio, a criança deve usar o banco traseiro e o cinto de segurança do veículo, obrigatório para todas as idades. Todos esses dispositivos de segu- rança devem estar em conformida- de com o Código de Proteção e Defesa do Consumidor e apresentar o selo de certificação do Inmetro. Atividade 3 Alguns esclarecimentos sobre vacinações: • Anualmente, o Ministério da Saú- de promove campanhas de vaci- nação contra a gripe. Em geral, as campanhas têm como públi- co-alvo preferencial as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, as gestantes, as mulheres puérpe- ras, os trabalhadores da saúde, povos indígenas e pessoas com 60 anos ou mais de idade. • No caso da vacinação contra po- liomielite, até os 4 anos de idade é aplicada a vacina inativada po- liomielite (injetável). Já após os 4 anos de idade, é aplicada a vacina oral poliomielite. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 59 12/9/17 3:04 PM 60 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 60 UNIDADE 2 4 VAMOS JOGAR O JOGO DOS HÁBITOS OPOSTOS? ELE PODE NOS AJUDAR A DESENVOLVER HÁBITOS SAUDÁVEIS PARA O NOSSO BEM-ESTAR. • FAÇA AS CARTAS DO JOGO. SERÃO DOIS BARALHOS: • BARALHO DE HÁBITOS: FAÇA ALGUMAS CARTAS COM HÁBITOS RECOMENDADOS (POR EXEMPLO, TOMAR BANHO DIARIAMENTE) E OUTRAS COM HÁBITOS NÃO RECOMENDADOS (POR EXEMPLO, NÃO ESCOVAR OS DENTES). • BARALHO DE NÚMEROS: FAÇA ALGUMAS CARTAS COM O NÚMERO 1 E ALGUMAS CARTAS COM O NÚMERO 2. • MISTURE AS CARTAS E DEIXE OS BARALHOS NOS LOCAIS INDICADOS NO TABULEIRO. USE GRÃOS DE FEIJÃO COLORIDO S PARA MARCAR AS CASAS NO TABULEIRO. USE GRÃOS DE ASSIM TAMBƒM APRENDO Lave as mãos antes das refeições. Tenha uma alimentação saudável. Durma um número de horas adequado. LARGADA BARALHO DE HçBITOS Orientações didáticas Aproveite o momento lúdico da seção Assim também aprendo para promover uma síntese dos assun- tos estudados nesta unidade. In- centive os alunos a trocarem opi- niões e a folhearem o livro, a fim de retomarem ideias e informações que podem usar na confecção das cartas do jogo. No momento da confecção das cartas é interessante conversar sobre os hábitos de higiene adotados pe- los alunos. Reafirme que hábitos de higiene promovem o nosso bem-es- tar e é recomendável adotá-los. Ajude os alunos a fazer o baralho de hábitos com o maior número possível de cartas. Alguns exem- plos de hábitos recomendados são: escovar os dentes após as re- feições e antes de dormir; usar pro- tetor solar quando ficar exposto ao sol; manter atualizada a carteira de vacinação; praticar atividade física regularmente; dormir um número de horas adequado por dia; manter o bom humor até em situações consideradas desagradáveis; enca- rar de forma positiva os aconteci- mentos do dia a dia; evitar comer doces em excesso; etc. Texto complementar Jogos: quando, como e por que usar Os alunos conhecem diferentes jogos e apren- dem os conteúdos. Você tem em mãos uma ferra- menta lúdica e instigante. Saiba como incluí-la na rotina da turma. Diante de um jogo, crianças e adolescentes dão o melhor de si: planejam, pensam em estra- tégias, agem, analisam e antecipam o passo do adversário, observam o erro dele, torcem, come- moram — ou lamentam — e propõem uma nova partida. Todo esse interesse faz dele um valioso recurso, que pode ser incluído nas aulas [...]. [...] Para crianças e jovens, o principal atrativo é o caráter lúdico, conceito por vezes mal compre- endido, mas que indica que a prática é divertida e pressupõe uma relação interessante entre os participantes. Porém não fi cam de fora o compro- 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 60 12/9/17 3:04 PM 61 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 61 CAPÍTULO 4 • SORTEIE UMA CARTA DO BARALHO DE NÚMEROS PARA SABER QUANTAS CASAS ANDAR NA TRILHA. • AO CHEGAR NO LOCAL ADEQUADO, SORTEIE UMA CARTA DO BARALHO DE HÁBITOS. • SE VOCÊ TIRAR UM HÁBITO NÃO RECOMENDADO, VOLTE UMA CASA. SE TIRAR UM HÁBITO RECOMENDADO, AVANCE UMA CASA. • SE VOCÊ PARAR NA ILUSTRAÇÃO DE UM HÁBITO, ESCOLHA OUTRO JOGADOR: ELE DEVERÁ FAZER UMA MÍMICA PARA REPRESENTAR ESSE HÁBITO. • VENCE O JOGO QUEM TERMINAR O PERCURSO PRIMEIRO. 5 COMPLETE AS LEGENDAS, EXPLICANDO CADA HÁBITO ILUSTRADO. G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra Pratique atividades físicas. Use protetor solar. Consulte um médico regularmente. CHEGADA BARALHO DE NòMEROS Atividade complementar Ao final do capítulo, se possível, organize em pequenos grupos uma visita ao posto de saúde mais próximo da escola. Mostre que há diferentes cartazes para promover a saúde da população. Você também pode pedir aos alunos que tragam suas carteiras de vacinação para analisá-las. Con- verse com os alunos e pergunte: “Onde vocês tomaram vacinas?”; “Que vacinas vocês já tomaram?”; “Que idade vocês tinham?”; “Falta tomar alguma vacina? Qual?”. Livro Ciência lúdica: brincando e aprendendo com jogos sobre Ciências. Lira-da-Silva R. M. (Org.). Salvador: Edufba, 2008. Sugestão de... misso, o esforço, o trabalho e até a frustração. O prazer que proporciona é ligado à superação, à satisfação de ganhar ou de ser melhor que antes. “A motivação é intrínseca. E há sempre a possi- bilidade de repetir a experiência”, diz Lino de Macedo, docente aposentado do Instituto de Psi- cologia da USP e especialista no tema. [...] Tendo essa vivência durante a trajetória es- colar, crianças e adolescentes estarão preparados para muitas situações de sua vida — e para as próximas partidas. [...] SANTOMAURO, B. Jogos: quando, como e por que usar. Nova escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/3440/ jogos-quando-como-e-por-que-usar>. Acesso em: nov. 2017. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 61 12/9/17 3:04 PM 62 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra VAMOS VER DE NOVO? UNIDADE 2 62 NESTE CAPÍTULO VOCÊ APRENDEU QUE: À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA, FERIDAS, MACHUCADOS E ATÉ MESMO FRATURASPODEM SER CURADOS. PODEMOS VER OS OSSOS DO CORPO POR MEIO DE RADIOGRAFIAS. PREVENIR ACIDENTES E USAR EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO SÃO MANEIRAS DE CUIDAR DO NOSSO CORPO. HÁBITOS DE HIGIENE, BOA ALIMENTAÇÃO E TOMAR VACINAS CONTRIBUEM PARA NOSSA SAÚDE. DEVE CUIDAR DA PODE SER PROMOVIDA POR POR EXEMPLO, TOMAR POR EXEMPLO PODEM SER PREVENIDOS COM PODE SER VISTA EM SER HUMANO VACINAS HÁBITOS MACHUCADOS SAÚDE FRATURA ÓSSEA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RADIOGRAFIA PODE SOFRER Orientações didáticas Nesta seção, após detalharmos as ideias mais inclusivas estudadas no capítulo, apresentamos um re- sumo visual das proposições con- ceituais trabalhadas na forma de um mapa conceitual. Ajude os alu- nos na leitura desses esquemas, identificando os conceitos mais inclusivos na parte superior de cada um. Diferencie esses conceitos da- queles abaixo, mais subordinados. Você pode pedir aos alunos que aproveitem esse momento para fa- zer uma breve revisão do que estu- daram. Usando o mapa conceitual como referência, eles podem rever o capítulo, página a página, procu- rando identificar e assinalar o mo- mento em que cada conceito foi apresentado. As páginas em que cada conceito foi identificado po- dem ser listadas ao lado da caixa de texto pertinente no mapa conceitual. Ao folhearem e reverem o capítu- lo dessa maneira, os alunos podem conversar em duplas e tentar eleger uma imagem que viram e que pode ser usada para representar visual- mente o conceito que está escrito no mapa. Uma opção é fazer, em uma folha avulsa, um mapa concei- tual ilustrado, reproduzindo com desenhos as imagens que conside- raram significativas. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 62 12/9/17 3:04 PM 63 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 | CAPÍTULO 4 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CAPÍTULO 4 63 1 OBSERVE AS IMAGENS E COMPLETE A LEGENDA, EXPLICANDO O QUE ESTÁ SENDO FEITO PARA CUIDAR DO CORPO. QUANDO SOFREMOS UM FERIMENTO LEVE, O MELHOR A FAZER É . 2 OBSERVE A ILUSTRAÇÃO ABAIXO E RESPONDA ÀS QUESTÕES. M o u s e s S a g io ra to /A rq u iv o d a e d it o ra A) QUAIS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA AS CRIANÇAS ESTÃO USANDO? Capacete, cotoveleiras e joelheiras. B) O QUE VOCÊ DIRIA PARA CONVENCER ALGUÉM A USAR ESSES EQUIPAMENTOS? Resposta pessoal. procurar um adulto para avaliar a situação. Caso seja leve, o ferimento deve ser bem lavado com água e sabão. Caso exista inchaço, é adequado fazer compressa de gelo sobre a área machucada. F o to s : F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m Orientações didáticas Aqui são apresentadas questões que contribuem para uma avalia- ção da aprendizagem do que foi estudado no capítulo. Ao respon- derem-nas os alunos devem expli- citar o entendimento pessoal dos conceitos, além de comparar e contrastar situações e hipóteses e empregar procedimentos e habili- dades cognitivas específicos (como observação, análise, síntese, argu- mentação, etc.). Após os alunos formularem res- postas individuais para essas ques- tões, é interessante organizá-los em duplas para compartilhar as respos- tas dadas, refletir sobre as diferen- ças entre elas e também sobre a individualidade de cada aluno. Afi- nal, diversas questões aqui apresen- tadas possibilitam que os alunos deem respostas que podem ser consideradas corretas, mas que são muito distintas entre si. Atividade 2 No item b, espera-se que os alu- nos argumentem que esses equi- pamentos podem evitar ferimentos leves, arranhões, contusões e até fraturas. Atividade complementar Crie uma roda de conversa com os alunos, retomando a discussão, sugerida no início deste capítulo, sobre o uso de equipamentos de seguraça ao realizar atividades físicas. Quais são estes equipamen- tos? Para que atividades eles são recomendados? É realmente ne- cessário usar estes equipamentos? Por quê? Deixe os alunos à vontade para expor suas experiências. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 63 12/9/17 3:04 PM 64 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. TECENDO SABERES UNIDADE 2 64 ACOMPANHE COM O PROFESSOR A LEITURA DOS TEXTOS ABAIXO E OBSERVE COM ATENÇÃO A ILUSTRAÇÃO. DEPOIS, RESPONDA ÀS QUESTÕES DA PRÓXIMA PÁGINA. ANTIGAMENTE EU TINHA UM NOME TÃO BONITO ANTIGAMENTE ELA ERA MINHA MÃE ANTIGAMENTE EU ERA A FILHA MAIS QUERIDA ANTIGAMENTE EU VIVIA DE VERDADE AGORA ESTOU AQUI TÃO SÓ COBERTA PELO PÓ [...] ANTIGAMENTE. SANDRA PERES E ZÉ TATIT. EM: CD CANÇÕES CURIOSAS. SÃO PAULO: PALAVRA CANTADA/MCD WORLD MUSIC, 2000. MAS QUE BOBINHA, BONECA DE ESTIMAÇÃO VOCÊ VAI MORAR SEMPRE DENTRO DO MEU CORAÇÃO VOCÊ É PRA MIM BEM MAIS QUE UM BRINQUEDO VOCÊ É QUEM SABE TODOS OS MEUS SEGREDOS MESMO QUE EU NUNCA BRINQUE CONTIGO COMO ALGUNS ANOS ATRÁS ATÉ QUE EU TENTO, MAS JÁ NÃO CONSIGO POIS ME DISTRAIO DEMAIS É QUE EU CRESCI NÃO SEI POR QUÊ NÃO VOU FINGIR VOCÊ TEM QUE ENTENDER [...] TENTE ENTENDER. SANDRA PERES E ZÉ TATIT. EM: CD CANÇÕES CURIOSAS. SÃO PAULO: PALAVRA CANTADA/MCD WORLD MUSIC, 2000. 1 H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Orientações didáticas Na seção Tecendo saberes, a par- tir de um tema trabalhado na unida- de, apresentamos propostas de atividades relacionadas a diferentes disciplinas curriculares. Isso está de acordo com a percepção da impor- tância de integrar diferentes áreas de conhecimento no tratamento da informação. Assume-se que tal tra- tamento integrado fortalece o ensi- no de várias disciplinas simultanea- mente. Aqui a integração ocorre na me- dida em que as diferentes áreas de conhecimento colaboram para a tessitura de uma trama que acolhe o tema em questão. Trata-se de uma tentativa de cruzar a fronteira entre disciplinas curriculares, as quais si- multaneamente contribuem para que se possa lançar diferentes olha- res sobre um tema centralizador. Tal integração pode fomentar a transferência de habilidades entre diferentes situações que se inter- conectam. Pode, ainda, evitar que se estabeleçam barreiras muito rí- gidas que separam as disciplinas escolares, prevenindo, assim, que as crianças falhem ou se sintam in- capazes de estabelecer conexões entre estas. Enfim, representa uma tentativa de tornar a educação dis- ciplinar mais relevante e significa- tiva para as crianças. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 64 12/9/17 3:05 PM 65 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. TECENDO SABERES 65 CONVERSE COM OS COLEGAS E RESPONDA: A) QUEM É A PERSONAGEM QUE ESTÁ FALANDO NO PRIMEIRO TEXTO? É a boneca. B) QUEM É A PERSONAGEM QUE ESTÁ FALANDO NO SEGUNDO TEXTO? É a menina que costumava brincar com a boneca. C) VOCÊ SE LEMBRA DE ALGUM BRINQUEDO DE QUE GOSTAVA MUITO, MAS PARA O QUAL AGORA JÁ NÃO DÁ TANTA IMPORTÂNCIA? Resposta pessoal. 3 NO TEXTO ESTÃO DESTACADAS VÁRIAS PALAVRAS QUE EXPRESSAM IDEIA DE TEMPO. ENCONTRE-AS NO DIAGRAMA DE LETRAS A SEGUIR. A W Q T E R U I O P A S K S D F G H S E M A L K A N T I G A M E N T E J D R Z I S O G N B V C T H M Z A S D T Z N U C I O Z P A X R T P J H G F Y E V A Q T R Y O G J Á G R A K L P U A N U N C A C N M L S P E I U I O 4 TRANSCREVA ABAIXO AS PALAVRAS ENCONTRADAS NO DIAGRAMA DE LETRAS. ESCREVA APENAS UMA LETRA EM CADA QUADRINHO. EM SEGUIDA, INDIQUE QUANTAS LETRAS HÁ EM CADA PALAVRA. 2 5 letras 11 LETRAS 6 letras 5 letras 5 letras 2 letras A N T I G A M E N T E A G O R A S E M P R E N U N C A A T R Á S J Á Orientações didáticas Atividade 2 Você pode promover uma roda de conversa na qual os alunos se- jam incentivados a falar sobre brin- quedos com os quais costumavam brincar bastante, mas já não brin-cam tanto. Durante a troca de ideias, estimule-os à reflexão: “Será que isso é um sinal de que estamos ficando mais velhos?”. Atividade 3 Aproveite esta atividade para conversar com os alunos sobre quais são as palavras – citadas no texto da página anterior – usadas para expressar a sucessão ou o en- cadeamento de eventos no tempo, ou a periodicidade de ocorrência de eventos. Se achar melhor, liste as palavras no quadro de giz conforme as crianças forem indicando-as, e a partir dessa lista desenvolva a ati- vidade de encontrar palavras no diagrama de letras. Além das palavras utilizadas no texto, oriente as crianças a fazer listas incluindo outras palavras que teriam essa função: jamais, fre- quentemente, raramente, futura- mente, etc. Filme Toy Story 3. Direção de Lee Unkrich. Produção: Darla K. Anderson e Nicole Paradis Grindl. EUA: Pixar Animation Studios, 2010. O filme permite trabalhar as transformações que ocorrem na vida das crianças durante o seu crescimento. Sugestão de... 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 65 12/9/17 3:05 PM 66 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 2 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 66 O UE ESTUDAMOS ... ESTUDOU OS DENTES E COMPREENDEU A IMPORTÂNCIA DE MANTÊ-LOS SEMPRE LIMPOS. ... REFLETIU QUE ESTÁ FICANDO MAIS VELHO E, PORTANTO, JÁ É MAIS RESPONSÁVEL POR DESENVOLVER HÁBITOS QUE PROMOVEM SAÚDE. OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR E RELEMBRE O QUE ESTUDOU. DEPOIS, CONVERSE COM OS COLEGAS E COM O PROFESSOR SOBRE O QUE VOCÊ APRENDEU NESTA UNIDADE QUE ANTES NÃO SABIA. VOCæ... NESTA UNIDADE: APRENDEMOS QUE MUDAMOS COM O PASSAR DO TEMPO E QUE DEVEMOS CUIDAR DE NÓS MESMOS. ENTENDEMOS QUE DEVEMOS PREVENIR ACIDENTES E TER HÁBITOS SAUDÁVEIS PARA CUIDAR DA NOSSA SAÚDE. ESTUDAMOS QUE ESTRUTURAS DO NOSSO CORPO SE RELACIONAM À PERCEPÇÃO DO MUNDO ATRAVÉS DOS SENTIDOS. REGI STRE SUA S IDE IAS NO C ADER NO. REGI STRE SUA S IDE IAS M a rk J a n u s /S h u tt e rs to ck F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m Orientações didáticas Esta seção foi criada para possi- bilitar uma pausa nos estudos, ao final de cada unidade didática, e para que os alunos reflitam sobre tudo o que aprenderam desde a primeira aula da unidade, quando viram a imagem de abertura. Os alunos podem ser convida- dos a rever o que registraram na- quele momento, podem relembrar o que pensavam e quais eram suas concepções no início da unidade. Assim, terão a oportunidade de avaliar o quanto aprenderam. Os textos e as imagens desta seção constituem um recurso des- tinado a facilitar a apreciação do que foi estudado e aprendido. As imagens merecem um destaque em particular, uma vez que têm a finalidade de evocar na mente dos alunos os trechos do livro e mo- mentos da unidade em que estu- daram determinado assunto. Você pode solicitar aos alunos que, em duplas, revejam e comen- tem as páginas do livro relaciona- das a cada fragmento de texto e imagem aqui apresentados. As crianças podem aproveitar essa oportunidade para trocar ideias sobre o que mais lhes chamou a atenção quando estavam estudan- do aquele assunto, o que mais gos- taram de aprender e o que mais tiveram dificuldade para entender. Depois de rever todos os tópicos, os alunos podem ainda debater se têm sugestões de outras imagens que poderiam ser usadas para sin- tetizar aquilo que aprenderam ou a que atribuíram maior destaque. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 66 12/9/17 3:05 PM 67 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 2 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. O UE ESTUDAMOS 67 ... APRENDEU A CUIDAR DOS MACHUCADOS. ... EXPLOROU OS SENTIDOS DO CORPO HUMANO. ... COMPREENDEU DIVERSOS CUIDADOS QUE DEVEMOS TER COM O CORPO. FOLHEIE AS PÁGINAS ANTERIORES E REFLITA SOBRE VALORES, ATITUDES E O QUE VOCÊ SENTIU E APRENDEU NESTA UNIDADE. DE AGORA EM DIANTE, COMO VOCÊ VAI CUIDAR DOS SEUS DENTES? E O QUE VOCÊ PRETENDE FAZER, NO SEU DIA A DIA, PARA EVITAR SE MACHUCAR? O QUE VOCÊ JÁ PODE FAZER PARA CUIDAR DE SUA SAÚDE SEM QUE SEUS PAIS TENHAM DE FICAR LEMBRANDO VOCÊ A TODO MOMENTO? F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m B le n d I m a g e s - L W A /D a n n T a rd if /G e tt y I m a g e s G a lin a 2 7 0 3 /S h u tt e rs to ck Orientações didáticas No final desta seção, oferecemos explicitamente um momento para os alunos expressarem como se sen- tiram e para refletirem sobre valores e atitudes relacionados ao trabalho durante a unidade didática. Você pode organizar os alunos nos mesmos trios em que analisa- ram a imagem de abertura da uni- dade. Agora o desafio será respon- der às questões desta página. Uma ideia é que cada criança escolha uma questão e pense em como respondê-la. Em seguida, os outros dois membros do trio podem brin- car de adivinhar qual é a resposta que o colega pensou. Finalmente, o primeiro aluno declara a respos- ta e a compara com o que os cole- gas disseram. Depois que todos explicitarem suas respostas para a questão que escolheram, em uma folha avulsa os alunos podem elaborar uma res- posta coletiva para cada questão, sintetizando o que discutiram. As folhas com as respostas de cada trio podem ser compartilhadas no mural, oferecendo assim um pano- rama do que os alunos aprende- ram, das reflexões que fizeram e de como aquilo que estudaram duran- te a unidade os tocou. Aproveite a oportunidade para discutir com os alunos como eles têm cuidado dos dentes, desde o início do capítulo, e se eles perce- bem que estão mais atentos e cau- telosos a fim de prevenir acidentes. Pergunte também se eles se sen- tem mais responsáveis por si mes- mos e pelos cuidados com o corpo, não precisando que seus pais fi- quem a todo momento lembran- do-os de escovar os dentes, tomar banho, etc. 2APISCie_GOV19_MP_p038_067_Parte Especifica_Unidade 2.indd 67 12/9/17 3:05 PM 68 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. K a m i Q u e ir o z/ A rq u iv o d a e d it o ra 68 Sol, céu e nuvens3 Unidade Objetivos da unidade Conteúdos conceituais Conceitos Céu, Sol, sombra, relógio de sol, nuvem, cúmulo, cirro, estrato, tem- po, chuva, temperatura, termôme- tro, boletim meteorológico, previ- são do tempo, meteorologista. Conteúdos procedimentais • Observar objetos e fenômenos (ao analisar imagens em diferen- tes períodos do dia). • Realizar manejo de material (ao montar modelo de guarda-sol para analisar a direção da som- bra projetada). • Praticar habilidades relacionadas à comunicação (fazer pequenos textos, frases e legendas para descrever ilustrações e ler e ana- lisar entrevistas, fazer quadros sintetizando informações de bo- letins meteorológicos ao longo do dia). • Recolher e analisar dados (da medida de temperatura em di- ferentes horários do dia). • Organizar dados (ao preencher tabela com informações sobre temperatura ao longo do dia). • Desenvolver a criatividade e a habilidade de comunicação (ao criar e apresentar boletim do tempo). Conteúdos atitudinais • Empenhar-se na realização das tarefas (ao observar desenhos feitos por outras crianças). • Assumir erros e acertos (ao com- parar a resposta que foi dada no início da unidade com a resposta dada depois de estudar o tema). • Procurar conhecer e valorizar a opinião dos colegas (ao trocar ideias com os colegas sobre os fenômenos observados). • Empenhar-se nas atividades de grupo (ao compartilhar dados com colegas, ao montar mural, ao fazer pesquisas). • Desenvolver e valorizar atitudes científicas, como organização e rigor nas observações e análises (ao fazer observações dasnu- vens, ao fazer observação das sombras em diferentes horários do dia e descrevê-las). Habilidade da BNCC abordada BNCC EF02CI07 Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra projetada. P1_2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 68 9/17/19 5:51 PM 69 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 3 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 69 Nesta imagem, o que é visível no céu? Qual é o provável horário que essa cena retrata: será que é manhã, tarde ou noite? Como é o formato e a posição das sombras que aparecem na imagem? Orientações didáticas A imagem de abertura possibi- lita uma visão de alguns elementos representativos do que será estu- dado na unidade. Apreciá-la, pro- curando por todos os detalhes ilustrados, contribui para começar a focar a atenção dos alunos nos temas que serão estudados. Para ajudar na exploração dessa imagem, você pode pedir aos alu- nos, primeiro, que atentem ao que mais lhes chama a atenção. Na se- quência, eles devem começar a fo- car em outros elementos gerais da imagem não tão salientes a um pri- meiro olhar desatento. Por fim, os alunos podem procurar por deta- lhes que estavam passando desper- cebidos. Em grupos pequenos os alunos podem compartilhar e listar todos os elementos da ilustração que identificaram. Ao fazer isso devem trocar ideias, começando assim a evocar seus conhecimentos ante- riores sobre os assuntos que serão trabalhados nos capítulos a seguir. As perguntas aqui apresentadas podem ser usadas, neste momen- to, como elementos facilitadores desse trabalho de levantamento de conhecimentos prévios. Os alu- nos podem estar organizados em duplas ou trios para discutir as res- postas que dariam a elas. Ao final da unidade, um novo olhar para essa imagem de abertu- ra possibilita aos alunos evocarem sua memória e relembrarem o que já sabiam antes, no começo dos estudos da unidade, e também a relembrarem quais eram as expec- tativas que tinham em relação ao que iriam estudar. Essa possibilida- de de revisitarem esse momento cognitivo anterior tem o potencial de torná-los mais conscientes de suas aprendizagens. Questões para sensibilização • Convide os alunos a observarem detalhes do céu represen- tado na cena, questionando: “O que é visível no céu?”. Além de aves, destaque a presença de nuvens e do Sol. Foque a atenção dos alunos nas nuvens: “Com que formato elas são representadas?”. • Auxilie os alunos na análise das cores do céu e da posição do Sol no horizonte, que indicam que o horário retratado na cena deve ser ao amanhecer ou ao entardecer. Verifique a resposta dos alunos para a questão: “Que características indicam que a cena retratada não mostra o período da noite?”. Aproveite para auxiliar os alunos na leitura das temperaturas que apare- cem na cena. • Explore com os alunos as sombras representadas. Incenti- ve-os a refletir sobre a posição delas em relação ao Sol. Como a cena mostra um horário durante o amanhecer ou o entardecer, as sombras têm formato alongado. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 69 12/9/17 3:05 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 570 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 3 70 Observar o céu Capítulo 5 Em que hora do dia foram feitas essas fotografias? F o to s : S e rg io D o tt a J r. /A rq u iv o d a e d it o ra ● Você já reparou no formato das nuvens? Como elas são? ● É possível que um corpo fique parado, imóvel, mas que sua sombra mude de posição? ● Como podemos ter uma ideia de que horas são, mesmo sem ter nenhum relógio por perto? Para iniciar Neste cap’tulo vamos observar o cŽu e analisar as sombras. Objetivos do capítulo Neste capítulo abordaremos a mu- dança de posição das sombras du- rante o dia, relacionando esse fenô- meno à mudança de posição do Sol no céu. Também vamos conhecer o relógio de sol, uma engenhosa inven- ção para medir o tempo. Além disso, exploraremos os três tipos básicos de nuvens: cúmulo, cirro e estrato. Em termos do aprendizado da escrita e leitura, neste capítulo será explorado o uso de tabelas e intro- duzida uma das unidades de medi- da de temperatura, o grau Celsius (°C). Além disso, será incentivada a leitura das horas, tanto em relógio analógico quanto digital. Orientações didáticas Durante a conversa inicial com os alunos, é importante incentivar a participação de todos, favorecendo que explicitem suas opiniões. Explo- re as imagens de abertura do capí- tulo: “Como estão as nuvens em cada uma delas?”. Os alunos perce- bem as diferenças entre as sombras projetadas? Eles conseguem expli- car por que em cada foto a sombra está em uma posição diferente? Na seção Para iniciar promove- mos uma avaliação dos conheci- mentos prévios dos alunos a respei- to de temas que serão estudados no capítulo. É importante manter um registro das respostas iniciais dos alunos, a fim de que este possa ser retomado e revisto no final do capítulo. Isso facilita a comparação entre o que se sabia e o que se aprendeu, o que ajuda os alunos a se tornar conscientes de suas apren- dizagens. Os alunos imaginam que possam existir somente alguns tipos básicos de nuvens ou imaginam que o for- mato delas pode ser muito ou infi- nitamente variado? Caso considere interessante, instrua os alunos a fazer desenhos de nuvens que se lembram de já terem visto. Nesse momento inicial esses desenhos podem ser analisados: “Quais são as formas das nuvens desenha- das?”. Posteriormente, os alunos podem reclassificar as nuvens re- presentadas, considerando as informações apresentadas na pá- gina 76. Verifique ainda como eles expli- cam a mudança de posição das sombras da criança nas imagens de abertura: Eles se imaginam na cena? Conseguem cogi- tar o que poderia provocar a variação na po- sição das sombras? Questione-os: “Como a sombra pode se mover, se a criança está pa- rada na mesma posição?”. Por fim, avalie que ideias os alunos sugerem para saber as horas. Eles acreditam que é possível saber que horas são, mesmo sem ter nenhum relógio por perto? 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 70 12/9/17 3:05 PM 71UNIDADE 3 | CAPÍTULO 5 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CAPÍTULO 5 71 Em que direção é projetada a sombra de um guarda-sol? Como fazer Atividade prática 3. Faça um pequeno furo no centro da cobertura, encaixando-a na ponta do lápis. 1. Com um pedaço de massa de modelar, fixe o lápis sobre uma folha de papel sulfite. 4. Ilumine seu modelo de guarda-sol com a lanterna e observe a sombra formada. Troque ideias com os colegas: Vocês acham que a sombra do guarda-sol no papel aparecerá no mesmo lado da lanterna ou no lado oposto a ela? No lado oposto à lanterna. Para brincar, pinte seu guarda-sol e acrescent e alguns personagens embaixo dele! Para brincar, pinte seu Material  Folhas de papel sulfite  Lanterna  Lápis  Massa de modelar F o to : S é rg io D o tt a J r. /T h e N e x t B ri n q u e d o : M a rt in A lli n g e r/ H e m e ra /G e tt y I m a g e s 2. Recorte um círculo pequeno de outra folha. Ele será a cobertura do guarda-sol. ATENÇÃO Cuidado ao fazer o furo no papel. Caso não se sinta seguro em fazê-lo, peça ajuda a um adulto. S é rg io D o tt a J r. /T h e N e x t S é rg io D o tt a J r. /T h e N e x t S é rg io D o tt a J r. /T h e N e x t Orientações didáticas Se você realizar a atividade prá- tica como demonstração, faça uma votação antes de iluminar o mode- lo com a lanterna: Quantos alunos acham que a sombra aparecerá do lado oposto? E quantos acham que elaaparecerá do mesmo lado da fonte de luz? Peça que justifiquem seus palpites. Em seguida, acenda a lanterna e mostre o que acontece. As posições das sombras devem se assemelhar às indicadas nas imagens a seguir. • Com a lanterna posicionada à esquerda do guarda-sol: • Com a lanterna posicionada aci- ma do guarda-sol: • Com a lanterna posicionada à direita do guarda-sol: F o to s : S é rg io D o tt a J r. /T h e N e x t B ri q n u e d o : M a rt in A lli n g e r/ H e m e ra /G e tt y I m a g e s Atividade complementar Organize os alunos em grupos e proponha que investiguem o que acontece com a luz quando ela incide sobre corpos opacos. Propo- nha a troca de ideias e a confecção de um de- senho que reflita as hipóteses iniciais dos alunos. Verifique se, nessa etapa inicial da ativida- de, os alunos desenham uma região de som- bra por trás do corpo opaco. Para focar a atenção dos alunos no tema em estudo, per- gunte: “Ao ser iluminado, como fica a parte de trás do corpo opaco? Clara ou escura?”. Depois de os alunos iluminarem corpos opacos, peça que falem sobre os resultados obtidos. Por fim, eles podem refazer o de- senho inicialmente produzido e refletir: “Ocorreu algo diferente do que esperáva- mos?“. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 71 12/9/17 3:05 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 572 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 72 UNIDADE 3 Você já reparou que, no início da manhã, o Sol está em uma posição no céu e que, no fim da tarde, ele está em outra posição? É por causa disso que as sombras produzidas pela luz do Sol mudam de aspecto e de posição com o passar das horas. Entenda isso em detalhes: ● A luz do Sol ilumina os corpos. ● Atrás de um corpo opaco, como uma árvore, forma-se uma sombra. ● À medida que o Sol muda de posição no céu, a posição e o formato da sombra também mudam. Foi com base nesses conhecimentos que o relógio de sol foi inventado na Antiguidade. Trata-se de um instrumento simples: ele tem uma haste colocada sobre um mostrador de horas. Conforme o Sol ocupa diferentes posições no céu, a sombra da haste muda de posição, indicando que horas são. Rel—gio de sol Relógio de sol em Brasília, Distrito Federal, fotografado no período da manhã. O mesmo relógio de sol da fotografia ao lado, no período da tarde. Relógio de sol feito em 1781, em João Pessoa, Paraíba. Fotografia de 2014. D e m é tr iu s A b ra h ã o /F o to a re n a D e m é tr iu s A b ra h ã o /F o to a re n a F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo Vamos conhecer o relógio de sol e aprender como ele funciona. Orientações didáticas Lembramos que a mudança de posição do Sol no céu, ao longo do dia, ocorre porque a Terra gira em seu movimento de rotação. Esse conteúdo poderá ser desen- volvido nos anos finais do Ensino Fundamental. Atividade complementar Convide os alunos a responde- rem: “Qual é o horário marcado no relógio de sol em cada uma das fo- tografias?” Ajude os alunos a ler as horas nessas fotografias de relógio de sol. Peça que identifiquem a has- te, a sombra e o mostrador de horas. Na fotografia à esquerda, o relógio marca 8 h 30 e, na fotografia à direi- ta, o relógio marca quase 15 h. Texto complementar Histórico da marcação do tempo A marcação do tempo sempre foi uma obsessão para o homem, desde a época em que fi ncar um mastro no chão e uns rabiscos em torno dele formaram o primeiro marcador de horas do mundo, o relógio de sol, provavelmente entre os povos da antiga Mesopotâmia, há mais de 3 mil anos. De lá para cá muita coisa mudou. Adotaram-se os relógios de água e de terra, como as famosas ampulhetas, até se chegar ao século 16, na Europa, nos relógios a pêndulo, com Galileu Galilei. Há pouco mais de 60 anos, a eletrônica proporcionou inova- ções importantes para tornar esses aparelhos mais precisos. Os re- lógios a quartzo [...] tornaram-se populares. Depois foi a vez do relógio atômico, o mais preciso de todos, que só atrasa ou adianta um segundo em bilhões de anos. São esses equi- pamentos que medem a hora mundial e servem para medir o tempo nas atividades espaciais e de telecomunicações [...]. OLIVEIRA, M. Frequência do tempo. Revista Pesquisa Fapesp. Ed. 85, jan. 2003. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp. br/2003/01/01/frequencia-do-tempo>. Acesso em: out. 2017 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 72 12/9/17 3:05 PM 73UNIDADE 3 | CAPÍTULO 5 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 73 CAPÍTULO 5 1 As sombras podem nos surpreender! Foi isso o que aconteceu na história em quadrinhos a seguir. Leia com atenção e, depois, responda às questões. J o rg e Z a ib a /A rq u iv o d a e d it o ra Vamos ficar no raso! Está bem. Leo, venha passar mais protetor. Ué… Antes não tinha sombra na canga… Que lindo dia! Ninguém mexeu em nada. a) Você já viu uma sombra mudar de posição sem ninguém ter mexido em nada? Resposta pessoal. b) O que deve ter acontecido para que, com o passar do tempo, aparecesse uma sombra sobre a canga? Com o passar do tempo, o Sol mudou de posição no céu, o que fez com que a posição e o formato da sombra também mudassem. Quero nadar e depois tomar sol! Atenção Evite ficar exposto aos raios solares das 10 horas às 15 horas. Use protetor solar sempre que sair ao sol. Orientações didáticas Atividade 1 Você pode incentivar os alunos a se identificarem com os persona- gens da história em quadrinhos. Questione: “Quem já foi à praia?”; “Você já passou por algo seme- lhante?”; “O que aconteceu com a personagem da história?”. Promova um debate: “O que pode ser percebido por meio da análise desta história?”; “Conforme o tempo passa, as sombras sempre estão nos mesmos lugares?”. Espe- ra-se que os alunos relacionem a mudança da posição do Sol no céu com a mudança de posição da sombra. Verifique se as justificativas dos alunos são baseadas em algo que já aprenderam a respeito das som- bras. Promova a discussão: “Qual é a fonte de luz nessa situação da história em quadrinhos?”; “Qual é o corpo opaco?”; “Onde se projeta a sombra?”. Dica de segurança No caso de haver horário de verão na região onde os alu- nos moram, deve-se conside- rar mais recomendado evitar ficar exposto ao sol até as 16 horas. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 73 12/9/17 3:05 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 574 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 74 UNIDADE 3 74 UNIDADE 3 2 Analise as imagens da sombra de uma árvore observada pelas crianças em diferentes horários do dia, nesta página e na próxima. Depois, troque ideias com os colegas e faça o que se pede. Manhã 7 h 30 10 h 30 Qual é a posição do Sol no céu no início da manhã? Qual é a posição do Sol no céu no final da tarde? Tanto no início da manhã quanto no fim da tarde, o Sol está relativamente “baixo” no céu. Ao meio-dia, o Sol está no “alto” do céu. Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io / A rq u iv o d a e d it o ra Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si. Orientações didáticas Atividade 2 Oriente os alunos a reparar na posição do “galo dos ventos” e a identificar para que lado é leste e para que lado é oeste nas ilustra- ções. Verifique se constatam que o Sol no início da manhã está re- presentado do lado leste. Atividade complementar Continue explorando a monta- gem da atividade prática feita no início do capítulo. Auxilie os alunos a traçar uma linhaque passa por baixo do guarda-sol, ligando o lado direito e o lado esquerdo do papel. Por fim, ajude-os a simular a mudança da posição do Sol no céu: devem iluminar o guarda-sol com a lanterna, colocando-a em duas posições diferentes. Utilize as extremidades da linha traçada sob o guarda-sol como referência para posicionar a lanterna. Os resultados observados de- vem ser registrados no papel. Durante essa atividade, converse com os alunos usando a expressão “lado oposto ao da fonte de luz”. Procure deixar a lanterna na mes- ma posição do Sol, pela manhã e pela tarde, observada na escola. Compare então a posição da som- bra do modelo de guarda-sol com a posição da sombra das árvores ou das pessoas na escola. Esteja atento ao fato de que, ao longo deste livro, nem sem- pre há proporção entre as ilus- trações. Chame também a atenção dos alunos para o uso de cores fantasia. Muitas vezes a representação de um objeto ou ser vivo não corresponde à realidade. Diversas representa- ções em Ciências utilizam co- res fantasia para facilitar a vi- sualização e a compreensão do que está sendo apresentado. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 74 12/9/17 3:05 PM 75UNIDADE 3 | CAPÍTULO 5 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 75 CAPÍTULO 5 a) Represente as sombras que não foram desenhadas: a das 7 h 30 e a das 13 h 30. Atenção ao seu provável tamanho e localização! b) No caderno, esclareça as dúvidas das crianças. 13 h 30 Tarde 15 h 30 3 No caderno, faça um desenho parecido com as ilustrações, indicando a provável posição da sombra da árvore às 12 h. Desafio Qual seria a posição do Sol no céu ao meio-dia? Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si. Atividade complementar Peça aos alunos que, em pequenos grupos, procurem foto- grafias que mostrem as sombras de pessoas, casas, prédios, postes e árvores iluminados pelo Sol. Em seguida, selecionem algumas das imagens para afixar no mural da turma. Solicite que discutam e façam uma legenda para cada ima- gem, indicando o provável horário em que a fotografia foi ti- rada. Durante as discussões, pergunte a eles: “Em que horário essas fotos devem ter sido tiradas?”; “Por que vocês acham que a fotografia foi tirada nesse horário?”; “Como está a po- sição da sombra?”; “Parece ser uma sombra que observaríamos nesse horário?”. Orientações didáticas Atividade 2 No item a, verifique se os alunos indicam que as sombras são proje- tadas do lado oposto ao Sol. Por- tanto, no período da manhã, a som- bra projetada deve ser desenhada para o lado oeste e, no período da tarde, para o leste. Verifique ainda se desenham a sombra das 7 h 30 alongada, o que é coerente com o fato de, nesse horário, o Sol ainda estar “baixo” no céu, e a das 13 h 30 mais curta, afinal, o Sol está em po- sição “mais alta” no céu. No item b, verifique se os alunos consideram que tanto no início da manhã quanto no fim da tarde o Sol está relativamente “baixo” no céu. E que ao meio-dia ele se en- contra mais “alto” no céu. Aproveite a oportunidade e con- vide os alunos a compartilhar suas respostas com os colegas. Atividade 3 Neste Desafio, questione os alu- nos sobre qual seria a posição da sombra ao meio-dia. Deixe-os à vontade para se expressarem. Em seguida, peça que desenhem no caderno, como pede a atividade. Espera-se que os alunos desenhem a sombra mais curta do que todas as demais e voltada para baixo, o que representaria a perspectiva do lado oposto ao Sol, o qual deve estar praticamente “em cima” da árvore. Ao final desta atividade, no qua- dro de giz, faça um esquema da trajetória do Sol ao longo do dia, justificando, dessa maneira, as po- sições e os tamanhos das sombras. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 75 12/9/17 3:05 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 576 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 76 UNIDADE 3 Cirro: “Parecem fi os de cabelo ou fi apos.”. Cúmulo: “Parecem fl ocos de algodão.”. Estrato: “Parecem camadas de espuma.”. A B C Siro46/Shutterstock Thinkstock/Getty Images Pakhnyushchy/Shutterstock Vamos estudar o aspecto das nuvens no céu. Nuvens no cŽu Você já parou para observar o céu? As nuvens, por exemplo, estão constantemente mudando de posição e formato. Mas, se você for bem atento, poderá reconhecer alguns “padrões”. Observe, por exemplo, que existem três tipos básicos de nuvem: ● As nuvens do tipo cúmulo se parecem com flocos de algodão. ● As nuvens do tipo cirro se parecem com fios de cabelo ou fiapos. ● As nuvens do tipo estrato se parecem com camadas de espuma. 1 Identifique cada tipo de nuvem representado nas imagens desta página. Use as opções do banco de palavras abaixo para descrevê-las. Parecem flocos de algodão. Parecem camadas de espuma. Parecem fios de cabelo ou fiapos. Orientações didáticas As nuvens são compostas de mi- núsculas partículas de água líquida ou cristais de gelo suspensas na atmosfera. Elas se formam a partir da condensação da água em esta- do gasoso e, dependendo da tem- peratura e da altura, a partir da transformação dessa água em cris- tais de gelo. Leia o texto complementar abai- xo para saber mais sobre as nuvens. Atividade 1 Apesar da grande variedade de formatos das nuvens, considera- mos que existem três formas bási- cas: semelhante a flocos de algo- dão – nuvens do tipo cúmulo; semelhante a fios de cabelo ou fiapos – nuvens do tipo cirro; seme- lhante a camadas de espuma – nu- vens do tipo estrato. Comente com os alunos que algumas nuvens pos- suem essas formas básicas, outras são uma “mescla” delas: por exem- plo, nuvens cirros-estratos e nu- vens estratos-cúmulos. Texto complementar Por que as nuvens de chuva são negras? Primeiro, é preciso esclarecer que elas não são negras por intei- ro. É a gente que percebe elas dessa forma, porque a base das nuvens de tempestade realmente é mais escura. A principal razão para esse breu é que as nuvens de chuva são bem espessas. [...] Como elas não recebem luminosidade, sua cor acaba sendo negra. [...] Outro ponto importante de esclarecer é que nem sempre uma nuvem negra é si- nônimo de tempestade. [...] O curioso é que certas nuvens brancas também podem trazer torós. Isso acontece principalmente no litoral, onde o vapor d’água que forma as gotas de chuva se junta em torno de sais marinhos. [...] Por que as nuvens de chuva são negras? Mundo Estranho. 19 ago. 2016. Disponível em: <https://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/ por-que-as-nuvens-de-chuva-sao-negras>. Acesso em: out. 2017. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 76 12/9/17 3:05 PM 77UNIDADE 3 | CAPÍTULO 5 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 77 CAPÍTULO 5 P e a n u ts , C h a rl e s S ch u lz © P e a n u ts W o rl d w id e L L C ./ D is t. b y U n iv e rs a l U c lic k Desenho do aluno. 2 Leia a história em quadrinhos. 3 No espaço abaixo, faça um desenho de como você imagina que era o aspecto das nuvens que as crianças da história em quadrinhos observavam. Fonte: SCHULZ, Charles M. Peanuts completo: 1959 a 1960. Tradução: Alexandre Boide. 2. ed. Porto Alegre: L&PM Editores, 2014. p. 254. Colorizada. Orientações didáticas Atividade 3 Os alunos podem fazer diferentes desenhos de nuvens e os compar- tilharem no mural da turma. Nesse momento esses desenhos podem ser analisados: “Quais são as formas das nuvens desenhadas?”. Poste- riormente, os alunos podem reclas- sificar asnuvens representadas, considerando as informações apre- sentadas na página 76. Atividade complementar Faça uma roda de conversa com os alunos, indagando-os sobre quais formatos de nuvens eles costumam ver no céu. Deixe-os à vontade para compartilhar suas experiências. Para instigar a imaginação dos alunos, pergunte se eles, ao observar as nu- vens, já conseguiram identificar for- mas reconhecíveis, como um pássa- ro ou um cachorro. Para finalizar esta atividade, oriente os alunos a desenhar no caderno as formas de nuvens que eles mais costumam ver. Em segui- da, peça que eles as identifiquem como cúmulo, cirro ou estrato. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 77 12/9/17 3:05 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 578 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. VAMOS VER DE NOVO? UNIDADE 3 78 Neste capítulo você aprendeu que:  No céu podemos ver, entre outros elementos, o Sol e as nuvens.  Durante o dia, o Sol pode ser visto em diferentes posições no céu.  Observando a posição e o formato das sombras, podemos ter uma ideia da posição do Sol no céu e de que horas são.  Existem três tipos básicos de nuvens: cúmulo, cirro e estrato. é onde podemos ver promove o surgimento de são usadas no CÉU SOL SOMBRAS RELÓGIO DE SOL NUVENS CÚMULO CIRRO ESTRATO CIRRO M o u s e s S a g io ra to /a rq u iv o d a e d it o ra podem ser de três tipos básicos k a ta ri n a _ 1 /S h u tt e rs to ck M o u n ta in B ro th e rs /S h u tt e rs to ck Orientações didáticas Nes ta seção, apresentamos uma síntese das principais proposições conceituais trabalhadas no capítulo. Além de elencar tais proposições uma a uma, apresentamos um mapa conceitual como um recurso esque- mático que facilita a visualização dessas proposições pelos alunos. Como apresentado anterior- mente, usando as ideias de J. D. Novak e D. B. Gowin (1984), pode- mos dizer que os mapas concei- tuais diferenciam-se de outros ti- pos de esquema uma vez que: • expõem os conceitos e as pro- posições fundamentais em uma linguagem simples e concisa; • mostram as relações entre as ideias principais de modo sim- ples e vistoso, aproveitando a capacidade humana para a re- presentação visual; • acentuam visualmente tanto as relações hierárquicas entre con- ceitos e proposições como as relações cruzadas entre grupos de conceitos e proposições. Assim, os mapas conceituais constituem um bom recurso visual para sintetizar os principais concei- tos e proposições trabalhados no capítulo. Você pode organizar os alunos em grupos e solicitar que produzam um mapa conceitual alternativo ao apresentado aqui. Para isso, eles podem manipular os conceitos apresentados, mudando a hierar- quia entre eles, alterando as liga- ções com setas, etc. Podem, inclu- sive, acrescentar conceitos que julguem importantes e que gosta- riam de relacionar com os demais conceitos apresentados. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 78 12/9/17 3:05 PM 79UNIDADE 3 | CAPÍTULO 5 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CAPÍTULO 5 79 Il u s tr a ç õ e s : H a g a q u e za rt E s tú d io /A rq u iv o d a e d it o ra B 10 h 30 A 12 h C 17 h A B C 1 Encontre, no diagrama, o nome dos três tipos de nuvem que estudamos neste capítulo. Assim também aprendo 2 Analise as imagens e troque ideias com os colegas. Associe cada imagem com o horário mais provável que ela representa. F T Z M J U L U G D R B U M A Z Y F G H S Y A Q A Z B O X O S D H B V C J V J I A O A L E N I I R O U V U K D R O P T N B I U O N H E R O Y N B X O C S H P L C U O X O S D H B T Y N V F K Ú K N O E N D N E S T R A T O E B B O X M S D H B U J P K A N L O C Y N B X O T U D U O E S D N U S T R P T O E R B Z X L S D H B U R O A L E C I R R O H V U K O R O P E N F T E M J U P U G D R B U M C Z Y F G H T A A F E N I I R O H V U K M R O P E N B I U O N O E R O Y N T X O C S H P L C U Y A Q A Z B O X O S D H B V C J V J I Orientações didáticas Aqui, apresentamos algumas ati- vidades que ajudam a avaliar a aprendizagem dos alunos. Para serem respondidas, as questões propostas demandam diversas ha- bilidades e capacidades, desenvol- vidas no decorrer de cada ciclo investigativo. Sugerimos que essas atividades sejam feitas individualmente. De- pois de respondidas, os alunos podem ser organizados em duplas para comparar as respostas, verifi- car as divergências e chegar a um consenso. Essa é uma poderosa estratégia de avaliação, uma vez que cada aluno deve expor aos colegas o que aprendeu, possibilitando que repensem o que consideram e ex- plicitem as dúvidas que ainda têm. Atividade 2 Verifique se os alunos aplicam o que aprenderam sobre a mudança de tamanho e da posição das som- bras durante o dia, em função da posição do Sol no céu, para deci- frar o horário provável de cada cena. Na primeira ilustração, às 12 h, o Sol está praticamente no “meio” do firmamento e as som- bras são pequenas e localizadas sob os corpos. Na segunda ilustra- ção, às 10 h 30, as sombras são curtas e o Sol está em uma posição “mais baixa” no céu, em relação às 12 h. Na terceira ilustração, às 17 h, as sombras estão alongadas e o Sol está em uma posição “bem baixa” no céu. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 79 12/9/17 3:05 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 680 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. UNIDADE 3 80 Como estará o tempo? Capítulo 6 Neste capítulo vamos estudar as condições do tempo. Também vamos ler uma entrevista com um meteorologista e analisar boletins meteorológicos. ● Como podemos saber se vai ou não chover? ● Você costuma prestar atenção nos boletins meteorológicos da internet, do rádio, da TV ou dos jornais? Você sabe o que eles nos informam? ● O que você sabe sobre o trabalho dos meteorologistas? Para iniciar G e o rg e j m c lit tl e /S h u tt e rs to ck Será que vai chover? Objetivos do capítulo Neste capítulo vamos explorar os boletins meteorológicos. A ideia é contribuir para que os alunos re- lacionem as condições do tempo previstas com as diferenças de temperatura observadas em dife- rentes períodos do dia. Orientações didáticas A partir da análise da imagem inicial, comece a explorar o tema meteorologia com os alunos. Dis- cuta com eles: “Vocês sabem quan- do vai chover?”; “De que modo podemos saber como será o tem- po?”; “Alguém já viu um boletim meteorológico no celular ou na te- levisão?”; “O que os boletins me- teorológicos informam?”. Incentive os alunos a discutir questões que os ajudarão a focar no tema de estudo deste capítulo e a refletir sobre a imagem apre- sentada nesta página de abertura: “Quem da sala de aula costuma acompanhar a previsão do tem- po?”; “Quem não viu a previsão e já tomou chuva por ter saído de casa desprevenido, sem guarda- -chuva?”; “E quem já passou frio, depois de uma virada do tempo?”. Procure incentivar o debate: “É im- portante acompanharmos os bole- tins meteorológicos e a previsão do tempo? Por quê?”; “O que esses boletins e as previsões nos infor- mam?”; “Por falar nisso, alguém da classe sabe qual é a previsão do tempo para os próximos dias?”. Este é um bom momento para avaliar as concepções dos alunos: Eles costumam estar atentos aos boletins meteorológicos? O que eles sabem sobre a previsão do tempo? Eles se dão conta das va- riações do tempo meteorológico durante um dia? É aconselhável que, de tempos em tempos, você peça aos alunos que revejam o que discutiram neste momento inicial e então reflitam se, depois de terem realizado determinado trabalho ou sequência de atividades, respon- deriam da mesma forma ao que foi perguntadoaqui. Isso possibilita a avaliação da própria aprendizagem e da dimensão de sua evolução. Antes de iniciar este capítulo, você pode levar os alunos a uma área aberta da escola (pátio ou jar- dim), onde eles possam analisar Dica de segurança Durante a observação do tempo em ambiente externo, é fundamental que os alunos usem protetor solar, boné ou cha- péu para se proteger do sol e bebam bastante água para se hidratar. como está o tempo. De volta à sala de aula, oriente-os a montarem um boletim meteoro- lógico com as informações observadas. Eles podem fazer isso de várias formas: montando um telejornal, uma locução de rádio ou um painel informativo. O importante é que eles usem a criatividade e as habilidades que pos- suem para representar esses dados. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 80 12/9/17 3:06 PM 81UNIDADE 3 | CAPÍTULO 6 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CAPÍTULO 6 81 Vamos brincar de previsão do tempo na TV? Como fazer Atividade prática 4. É hora da apresentação! O apresentador lê o texto da previsão do tempo que os colegas estão segurando. Enquanto fala, os desenhos que foram feitos vão sendo mostrados. 1. Com um grupo de colegas, façam desenhos bem grandes que mostrem como estará o céu e o tempo durante o dia e durante a noite. 2. Criem o texto que informa como está o tempo e o que está previsto. Escrevam esse texto com letras bem grandes. 3. Montem o cenário da gravação: o apresentador se posiciona; alguns alunos seguram o texto na frente do apresentador para que ele leia; outros seguram os desenhos que o apresentador mostrará. Ilustrações: Giz de Cera/Arquivo da editora Orientações didáticas Durante a encenação do progra- ma de televisão, os alunos terão de explicitar o que sabem sobre os boletins meteorológicos. Aprovei- te este momento para avaliar os conhecimentos prévios dos alunos sobre meteorologia. Sites INMET – Instituto Nacional de Meteorologia. Disponível em: <www.inmet.gov.br>. Acesso em: nov. 2017. Traz informações sobre o tempo e o clima, além de notícias relacionadas. CPTEC – Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos. Disponível em: <www. cptec.inpe.br>. Acesso em: nov. 2017. Traz, entre outras informações, previsão do tempo das cidades brasileiras. Sugest›es de... 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 81 12/9/17 3:06 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 682 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 82 UNIDADE 3 Você sabe quais são as condições do tempo? Quando falamos sobre o tempo, costumamos usar expressões como: “faz calor”, “está abafado”, “faz frio”, entre outras. Mas os boletins meteorológicos informam a condição do tempo de forma mais precisa. Para isso, eles relatam outros aspectos: qual é a temperatura em dado momento, qual é a quantidade de chuva que cai, etc. Os boletins meteorológicos também podem informar a previsão do tempo, ou seja, como ficará o tempo no futuro. Por exemplo, é muito comum, no final do dia, os boletins meteorológicos informarem quais são as temperaturas máxima e mínima previstas para o dia seguinte. Isso nos ajuda, por exemplo, a escolher com que roupa sair de casa. G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra São duas horas da tarde. O trânsito continua intenso. Agora está muito quente e abafado. Faz 35 ¼C. Vamos analisar o que os boletins meteorológicos informam. O tempo anunciado Orientações didáticas Antes de abordar o tema “meteo- rologia” com os alunos, promova a análise da ilustração. Chame a aten- ção dos alunos para o uso de cinto de segurança mesmo no banco traseiro, indicando isso na ilustra- ção. Converse com os alunos sobre a temperatura que está registrada no termômetro digital presente na rua e também sobre outros indicativos de um dia quente, como a presença do Sol radiante, do céu “limpo”, isto é, sem nuvens, de pessoas transpi- rando e da fala: “São duas horas da tarde. O trânsito continua intenso. Agora está muito quente e abafado. Faz 35 ºC.”. Neste momento, pergunte aos alunos se já passaram por situação semelhante à da ilustração, e se na região em que moram costuma fa- zer muito calor. Em seguida, insti- gue-os a adivinhar a temperatura do dia usando a sensação térmica. Verifique com os alunos a tempera- tura do dia em um site de previsão do tempo ou aplicativo. Por fim, faça novos questionamentos, como: “Por que você indicou esta tempe- ratura?”. Atividade complementar Organize os alunos em pequenos grupos e incentive-os a falar sobre as condições do tempo no dia anterior. Peça para compara- rem com as condições do tempo no dia de hoje. Por fim, solicite que comecem a utilizar símbolos para comparar as condições do tempo nesses dois dias. Convide os alunos a fazerem uma ilustra- ção diferente da apresentada para o texto. Organize-os em duplas e peça para discu- tirem e elaborarem tal ilustração. As produ- ções das diferentes duplas podem ser com- partilhadas no mural da turma. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 82 12/9/17 3:06 PM 83UNIDADE 3 | CAPÍTULO 6 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 83 CAPÍTULO 6 1 Com a ajuda do professor, leia esta tirinha. © M a u ri c io d e S o u s a /M a u ri c io d e S o u s a E d it o ra L td a . 2 Troque ideias com os colegas e responda: O que é representado no primeiro quadrinho, que indica que o tempo está frio? No segundo quadrinho, o que indica que está calor? 3 Desenhe o que você estava fazendo ontem, em dois momentos diferentes. Represente como estava o tempo. Indique em cada relógio o horário do dia em que ocorreu a cena que você desenhou. No primeiro quadrinho, o vento e as roupas do personagem (blusa, calça e cachecol) indicam que está frio. Já no segundo, o Sol e as roupas do personagem (chinelo, bermuda e camiseta regata) indicam que está calor. MURAL DA TURMA Em uma folha avulsa, faça um desenho para ilustrar as seguintes condições de tempo: frio, céu encoberto e brisa suave. 4 Respostas pessoais. B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Fonte: Banco de Imagens MSP. Orientações didáticas Atividade 1 Ao apresentar o personagem Do Contra, de Mauricio de Sousa, co- mente que ele tem gostos contrá- rios em relação à maioria das pes- soas. Destaque essa diferença nos dois primeiros quadrinhos: no frio ele prefere tomar sorvete, enquan- to, no calor, prefere beber líquidos quentes. A fala do personagem no terceiro quadrinho demonstra a insatisfação do personagem em não poder tomar uma atitude con- trária, uma vez que a situação do tempo é considerada indefinida. Atividade 2 Procure verificar que palavras e expressões os alunos usam para expressar o tempo meteorológico. Ressalte como, nos quadrinhos, as condições do tempo são represen- tadas por meio de desenhos do Sol, de traços simbolizando ventos, etc. Incentive-os a enfrentar o de- safio de representar, por meio de desenhos, o tempo meteorológico. Verifique como representam céus encobertos, pancadas de chuva, ventos suaves e ventanias, tempe- raturas elevadas, temperaturas baixas, etc. Incentive-os a analisar os desenhos de diferentes histórias em quadrinhos, identificando como as condições meteorológi- cas são representadas. Por fim, discuta também o que eles consi- deram “tempo bom” e “tempo ruim”: “Sempre é bom quando faz sol e ruim quando chove?”. Depen- dendo da região e da época do ano, as ideias de “tempo bom” e de “tempo ruim” podem variar. Atividade 3 Verifique se, em seus desenhos, os alunos indicam se fazia sol, se estava nublado,se havia ou não ventos fortes, se indicam de algu- ma maneira a temperatura, etc. Neste momento, pode ser solicita- do aos alunos que escrevam uma legenda para cada um dos seus desenhos. Atividade 4 Aproveite este momento para solicitar aos alunos que comparti- lhem e comparem seu desenho com os colegas. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 83 12/9/17 3:06 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 684 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 84 UNIDADE 3 Neste momento está amanhecendo: são 6 horas da manhã. Os termômetros marcam 17 graus. 5 Nesta página e na seguinte, acompanhe os boletins meteorológicos anunciados durante o dia de Juliana. Está fazendo 22 graus... Parece que vai chover forte! É meio-dia e os termômetros na cidade marcam 28 graus. Deve chover no fim da tarde. Il u s tr a ç õ e s : G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra Orientações didáticas Atividade 5 Incentive os alunos a falarem so- bre as condições do tempo. Orien- te-os a usar em suas frases as pa- lavras temperatura, quente, frio e termômetro. Auxilie os alunos na leitura das horas marcadas nos relógios. É possível que alguns deles ainda apresentem dificuldades para ler as horas em relógio analógico ou não reconheçam a marcação de 16 horas como equivalente às qua- tro horas da tarde. Conforme a época do ano, a lo- calização no Brasil e o horário de verão (você pode esclarecer aos alunos as razões alegadas para a adoção desse procedimento), o amanhecer e o anoitecer ocorrem em horários diferentes. Você pode pedir aos alunos que alterem os horários em função da época do ano e do lugar em que estão. Sugira a leitura dos livros indica- dos abaixo para suplementar esta atividade. Atividade complementar Durante as férias escolares a ro- tina das crianças muda. Oriente-as a montar duas histórias em quadri- nho apresentando sua rotina diária nas férias de julho e nas de janeiro. Instrua-as a marcar os horários aproximados em que cada ativida- de é realizada, descrevendo como é o tempo nessa época do ano; qual a estação do ano; quais rou- pas costumam usar; se os dias são longos ou curtos; etc. Livros É hora! É hora! RAMOS, A. C. Editora Nova Fronteira, 2013. Apresenta as horas de forma lúdica, relacionando cada horário a atividades da rotina infantil. Hoje é amanhã? RAMOS, A. C. Editora Nova Fronteira, 2014. Carol é uma criança que faz perguntas sobre tudo, inclusive sobre a passagem do tem- po e as definições do que seria o hoje, o ontem e o amanhã. Sugest›es de... 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 84 12/9/17 3:06 PM 85UNIDADE 3 | CAPÍTULO 6 – MANUAL DO PROFESSOR Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 85 CAPÍTULO 6 6 Complete o quadro com as informações sobre o tempo do dia de Juliana. Horário Como estava o tempo Temperatura 6 da manhã Frio e ensolarado 17 graus Meio-dia Ensolarado, quente e abafado. 28 graus 4 da tarde Céu acinzentado e com muitas nuvens. 22 graus 6 da tarde Chuvoso. 21 graus 9 da noite Um pouco mais frio que durante a tarde. 19 graus São 9 horas da noite. Os termômetros registram 19 graus. Amanhã teremos temperatura mínima de 15 graus e máxima de 26 graus. Está ficando tarde. Está na hora de dormir! 6 horas da tarde: 21 graus, chuva forte em diferentes pontos da cidade. Il u s tr a ç õ e s : G iz d e C e ra /A rq u iv o d a e d it o ra Orientações didáticas Se achar conveniente, convide os alunos a elaborar pequenos tex- tos para descrever o que Juliana fazia nos diferentes horários do dia. Esses textos podem servir como legenda para as imagens que ilus- tram o dia dessa menina. Os alunos ainda não estão acos- tumados a lidar com medidas e quantificar os fenômenos. Neste trabalho, eles continuam a fazer ob- servações qualitativas (quente/frio), mas já começam a fazer algumas observações quantitativas. Lembra- mos que nos boletins meteorológi- cos as temperaturas são geralmen- te indicadas em graus Celsius. Atividade complementar Incentive os alunos a consultar boletins meteorológicos (no rádio, na internet, na televisão, etc.) e a anotar as informações sobre mu- danças da temperatura em diferen- tes horários. Incentive-os a trocar informações sobre em que horá- rio(s) e em quais emissoras de rádio e televisão são divulgados boletins meteorológicos. Para facilitar o de- senvolvimento do trabalho, orga- nize os alunos em grupos com a missão de sintonizar determinada emissora, em determinado horário, e coletar as informações de qual é a temperatura em horários especí- ficos do dia. Se não for possível que os alunos ouçam os boletins meteorológicos, peça-lhes que in- diquem como está o tempo de acordo com a percepção de cada um: mais quente; mais frio; etc. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte Especifica_Unidade 3.indd 85 12/9/17 3:06 PM MANUAL DO PROFESSOR – UNIDADE 3 | CAPÍTULO 686 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 86 UNIDADE 3 Meteorologia Você sabe quem são os profissionais que fazem os boletins meteorológicos? Para conhecê-los, que tal conversar com um meteorologista? Veja o que ele tem a nos dizer. O que fazem os meteorologistas? Nós ficamos atentos às nuvens e aos ventos, medimos a temperatura, a pressão atmosférica e a umidade do ar, interpretamos esses dados e fazemos as previsões. O meteorologista também estuda e desenvolve modelos de como diferentes fatores (como temperatura, pressão, umidade) interferem no tempo e no clima. Qual é a importância da previsão do tempo para as pessoas no dia a dia? Por meio das previsões do tempo, você pode saber se há chance de chover ou não, se vai esfriar ou esquentar. Dessa maneira, você pode programar, por exemplo, se vai ou não viajar, que roupa vai usar, etc. E qual é a importância da previsão do tempo para diferentes profissionais? Os pilotos de avião, por exemplo, consultam a meteorologia para saber se vai haver turbulência, nevoeiro ou granizo durante o voo e nas operações de decolagem e aterrissagem. O agricultor pode saber, por meio da meteorologia, se haverá água suficiente ou se terá de irrigar mais a plantação; e também se há previsão de geada, para então se prevenir e evitar maiores prejuízos na lavoura. Até mesmo os agentes da defesa civil são avisados pelos meteorologistas se há previsão de frio muito intenso. Assim, podem oferecer abrigo a pessoas em situação de rua. Com a palavra... Marcelo Schneider é meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra decolagem e aterrissagem. geada Até mesmo os agentes da defesa civil são avisados pelos meteorologistas se há Il u s tr a ç õ e s : M o u s e s S a g io ra to / A rq u iv o d a e d it o ra umidade) interferem no tempo e no clima. Qual é a importância da previsão do Vamos conhecer o que fazem os meteorologistas e refletir sobre a importância da previsão do tempo. Orientações didáticas Após a leitura da entrevista, esti- mule a troca de ideias entre os alu- nos: “Quem costuma consultar a previsão do tempo?”; “Alguém gos- taria de ser meteorologista quando crescer?”; “Como seria nosso dia a dia, se não pudéssemos consultar as previsões do tempo?”; etc. Um esclarecimento: tempo e clima são conceitos distintos. Tempo se refere a variações pontuais da atmosfera que po- dem ser analisadas pelos me- teorologistas, como medidas de temperatura, umidade, ventos, chuvas, tipos de nu- vem, etc. Clima se refere ao tempo que predomina em uma região por um longo pe- ríodo. Assim, neste capítulo estamos trabalhando alguns fatores que indicam como está o tempo, e não como é o clima de uma região. 2APISCie_GOV19_MP_p068_095_Parte