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o 121 milhões de pessoas sorem de depressão em todo o mundo (OMS). o Em 2030, a depressão será o mal mais prevalente do planeta, à frente do câncer e algumas doenças infecciosas. Humor: Estado emocional sustentado, somatório de emoções e sentimentos que estão presentes na consciência. o Elevado: Expansividade, fuga de ideias, diminuição do sono, autoestima elevada e ideias de grandiosidade. o Deprimido: Perda de energia, sentimento de culpa, dificuldade de concentração, perda do apetite, pensamentos de morte, alteração do sono, déficit cognitivo, disfunção sexual. • Transtornos de Humor Síndromes constituídas por grupos de sinais e sintomas que duram semanas a meses e representam uma perda do controle habitual do humor. As perturbações do humor podem ser do tipo depressão ou mania. o Mania: Aumento da atividade, humor elevado ou irritado, ideias megalomaníacas. o Depressão: Humor deprimido, pensamento negativo, ausência de prazer, energia reduzida, lentificação. o Psicológico: Estresse, negligência na infância, perdas. o Ambientais: Substâncias psicoativas, mudanças de ritmos biológicos, estilo de vida. o Biológicos: Sistema límbico (desequilíbrio das aminas biogênicas), eixo endócrino, ritmo cicardiano. o Genéticos: Hereditariedade. Caracteriza-se pelo humor deprimido e/ou perda do interesse em realizar praticamente todas as atividades, acompanhado de alguns sintomas físicos e psicológicos, por, pelo menos, duas semanas, no mínimo. Sintomas necessários para termos critérios de episódio depressivo – CID 10 A) o Humor deprimido o Perda de interesse e prazer o Redução da energia e diminuição da atividade B) o Redução da concentração o Redução da autoestima o Ideias de culpa e fracasso o Pensamentos pessimistas o Ideias auto-destrutivas o Distúrbios do sono o Apetite diminuído Episódio leve: Pelo menos 2A e 2B Episódio moderado: Pelo menos 2A e 3B Episódio severo: Todos de A e pelo menos 4B Levar em consideração a gravidade dos sintomas e o grau de déficit funcional. *Escala de HAD Depressão como uma doença subdiagnosticada e subtratada Obstáculos para seu reconhecimento: o Atribuir sintomas depressivos à doença clínica. o Negação da experiência da depressão. o Semelhança entre os sintomas depressivos e os sintomas de outras doenças. o A ideia de que “seria normal ter depressão”. o Atitudes negativas em relação ao diagnóstico de depressão. o Impropriedades de ambiente clínico para discutir assuntos pessoais ou emocionais. o Dificuldades do paciente em relatar sintomas de depressão. Tanto a liberações de determinados neurotransmissores para determinadas sensações quanto o número de receptores que essas substâncias se ligam podem provocar alterações na instalação do quadro depressivo. Regulação pré-sináptica da neurotransmissão de serotonina Neurônio pré-sináptico da transmissão serotoninérgica, que libera serotonina. Diante de um potencial de ação vai ocorrer a liberação desses neurotransmissores. A serotonina vai ser sintetizada a partir do triptofano, que é um aminoácido oriundo de algumas suplementações. O triptofano vai ser catalisado pela enzima triptofano-hidroxilase, formando 5-Hidroxitriptofano. A enzima L-aminoácido aromático descarboxilase atua sobre esse produto e, por fim, forma a serotonina. A serotonina é transportada para a vesícula através de uma proteína transportadora. Diante de um potencial de ação, ocorre a abertura dos canais de sódio e cálcio. A vesícula libera a serotonina na fenda. A serotonina pode se ligar aos receptores pós-sinápticos, aos autoreceptores (indicando um feedback negativo) ou ser recaptada pelas proteínas transportadoras, onde pode ser recolocada nas vesículas ou degrada pela MAO. Regulação pré-sináptica da neurotransmissão da Noradrenalina precursor metabólico da noradrenalina é a Tirosina, que está presente nos fluidos corporais e é captada por neurônios adrenérgicos. A tirosina hidroxilase, uma enzima, catalisa (acelera) a conversão da tirosina em DOPA. A DOPA sobre ação da dopa descarboxilase e é convertida em Dopamina. A dopamina β-hidroxilase converte a dopamina em Noradrenalina. A noradrenalina é captura e armazenada em altas concentrações em vesículas. A entrada de cálcio no neurônio faz com que a noradrenalina seja liberada da vesícula para a junção, onde irá se ligar a receptores pós-sinápticos, aos autoreceptores (sinalizando um feedback negativo) ou será recaptada pelas proteínas transportadoras, onde pode ser recolocada nas vesículas ou degrada pela MAO. Receptores de ação da NORADRENALINA e da SEROTONINA Efeitos da imipramina, iproniazida e reserpina sobre o humor. o Imipramina: Agente antipsicótico com ação antidepressiva através do bloqueio do transportador da serotonina, fazendo com que os neurotransmissores fiquem na fenda sináptica por mais tempo. o Iproniazida: Agente antituberculoso com ação antidepressiva. Inibe a enzima MAO e, consequentemente, inibe a degradação de serotonina, dopamina e noradrenalina. o Reserpina: Agente anti-hipertensivo com ação depressiva. Produz depleção de serotonina, dopamina e noradrenalina. o Boa relação médico-paciente. o Diagnóstico correto. o Uso racional e criterioso de recursos terapêuticos. Medicamentoso: o Defasagem terapêutica – 3 a 4 semanas. o Redução de 50% dos sintomas com 8 semanas. o Manutenção de 6 a 12 meses. o Monoterapia não é recomendada para o tratamento da doença bipolar. o Inibidores da MAO - IMAOs. Moclobemida, Tranilcipromina. o Antidepressivos Tricíclicos – ADT. Amitriptilina, Clomipramina, Doxepina, Imipramina, Maprotilina, Nortriptilina. o Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenaliina – IRNS Desvenlafaxina, Duloxetina, Venlafaxina. o Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina – ISRS Citalopram, Escitalopram, Fluoxetina, Fluvoxamina, Paroxetina, Sertraliina. o Outros antidepressivos. Aglometina, Bupropiona, Mirtazapina, Reboxetina, Trazodona, Vortioxetina. Inibem a MAO-A e a MAO-B de maneira reversível (atual) e irreversível (antigos), e, consequentemente, a degradação. o Iproniazida (protótipo) o Isocarboxazia (Não seletivo irreversível). o Moclobemida (Seletivo MAO-A reversível). Efeitos colaterais: o Tremores, excitação, insônia e hiperidrose. o Agitação e comportamento hipomaníaco. o Alucinações, confusão e convulsões (raras ocasiões). o Neuropatia periférica (compostos hidrazínicos). o Ganho de peso (associado com apetite aumentado). o Lesão hepática (IMAO do tipo hidrazina). o Tontura, vertigem, cefaléia, inibição da ejaculação, fraqueza, fadiga, boca seca, visão turva, retenção urinária, rashes cutâneos e constipação (menos graves). Interações medicamentosas o Antidepressivos tricíclicos. o ISRs (Síndrome da serotonina): Síndrome perigosa ou até mesmo fatal. o Precursores de aminas biogênicas (levodopa). o Agentes depressores centrais (anestésicos gerais, sedativos, anti-histamínicos, álcool e analgésicos potentes), pois diminui o efeito. o Agentes anticolinérgicos (tratamento parkinsonismo), pois potencializa o efeito. o Aminas simpaticomiméticas de ação indireta (efedrina, anfetamina e tiramina), pois potencializa o efeito. IMAO-A o Degrada a serotonina. o Principais antidepressivos. o Mais efeitos colaterais (estimulação excessiva noradrenérgica) o SNC, TGI, Fígado e Placenta. o Moclobemida atua sobre a IMAO-A (Reversível) IMAO-B o Degrada a feniletilamina. o SN e plaquetas. Geralmente indicado para depressão grave e resistente. Impedem a recaptação de neurotransmissores ao bloquear as proteínas que atuam na recaptação. Efeitos indesejáveis e desejáveis o Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina, Citalopran, etc. o Inibe os recepetoresde recaptação da serotonina, aumentando a concentração de serotonina na fenda sináptica. Causa também a dessensibilicação dos receptores que promovem um feedback negativo, aumentando também a secreção de neurotransmissor na fenda sináptica. o Mais seguros e melhor margem de segurança que os antidepressivos tricíclicos. o Uso no tratamento de pânico, ansiedade social, transtorno obsessivo compulsivo e sintomas vaso- vagais na pós-menopausa, ejaculação precoce. o Menos efeitos colaterais (TGI e sexuais). Aumento da serotonina: o Aumento da ansiedade (hipocampo e área límbica). o Despertar noturno e sonolência diurna (5HT2). o Agitação motora (Gânglios da base – 5HT2). o Retardo da ejaculação e orgasmo (medula). o Náuseas e vômitos (5HT3) o Utilizados em pacientes que não respondem ao tratamento com ISRSs. o Venlafaxina e Duloxetina. o Estes em baixas doses agem inibindo seletivamente a recaptação de serotonina e, ao aumentar a dose, inibindo a recaptação de serotonina e noradrenalina. o Menos efeitos colaterais que os tricíclicos. Apesar do mesmo mecanismo de ação, não afeta os outros sistemas. Efeitos colaterais Aumento dos efeitos noradrenérgicos: o Aumento dos centros cardiovasculares (aumenta a PA). o Tremor, boca seca, constipação e retenção urinária. o Agitação. Inibidores da recaptação de Dopamina e Noradrenalina: o Bupropiona (Zyban e Wellbutrin). o Trazodana. o Mirtazapina. o Utilizados para depressão e ansiedade. o Tratamento de dependência de nicotina. o Menor efeito adverso sexual. o Age de forma menos específica. o Resposta ou tolerância a tratamento prévio. o Gravidade dos sintomas. o Outras doenças associadas: Cardiopatia (exclui os tricíclicos), Disfunções sexuais (evitar ISRS), Obesos (evitar tricíclicos), Epilepsia e Idade.