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Genética 
1º SEMESTRE 
 
Introdução à Genética Médica 
Genética molecular: estuda a composição e organização dos genes em nível celular. 
Genética de populações: estuda a distribuição dos genes em uma determinada população ou conjunto de populações. 
Genoma: toda informação hereditária de um organismo que está codificada no DNA. Sequência completa de DNA de um 
organismo (ou RNA, no caso de vírus). Inclui regiões codificadoras e não-codificadoras. 
Gene: sequência de DNA que codifica um produto (proteína). Começa com uma região promotora. 
Expressão gênica: processo em que a informação contida em um determinado gene é decodificada em uma proteína. 
Síntese proteica 
- Transcrição: DNA transcrito em um RNA. 
- Splicing: retirada dos íntrons. RNA maduro. 
- Tradução: no citoplasma. Conjunto de aminoácidos (ligação peptídica) formando uma proteína. 
Organização genômica: 
- Genes codificadores de proteínas: < 3% do DNA total 
- Região não codificadora: pequenos RNAs não codificadores 
- Informação oculta fora da sequência de DNA: controle epigenético 
DNA: formado por unidades estruturais que formam os nucleotídeos. É composta de duas cadeias polinucleotídicas (fitas 
de DNA) unidas por ligações de hidrogênio entre os pares de bases. Está organizada em estruturas chamadas cromossomos 
(totalmente compacto). Está disposto na célula em formato de cromatina. 
 Cromatina: apenas algumas regiões estão compactadas. 
 Heterocromatina: mais compactada, sem síntese proteica. 
 Eucromatina: menos compactada, com síntese proteica. 
 
@futura.dra.minghe
Leitura de um gene 
- 22q11.2 => “braço longo do cromossomo 22, na região 1, banda 1, sub-banda 2”. 
- Ordem: cromossomo + braço do cromossomo (p ou q) + região + banda (ponto) + sub-banda 
Genótipo: sequência de DNA que vai determinar um fenótipo. 
Fenótipo: expressão exterior (observável ou não) do genótipo mais a ação do meio ambiente. 
Locus gênicos: local do cromossomo que cada gene ocupa 
Genes alelos: genes que ocupam o mesmo local (locus) em cromossomos homólogos e determinam as mesmas 
características. 
Homozigoto puro: indivíduo que possui os dois alelos iguais em um certo locus, sendo considerado puro para o caráter 
Heterozigoto: quando para uma determinada característica os alelos são diferentes em um certo locus. Cada um deles 
determina um fenótipo diferente para o caráter considerado, são impuros ou híbridos. 
Padrão de herança: O modo pelo qual os indivíduos com um caráter qualitativo raro se distribuem nos heredogramas e 
se relacionam com seus consanguíneos. 
- Monogênica: refere-se ao padrão de herança genética, e que uma determinada característica anatômica, fisiológica ou 
até comportamental é determinada por um gene. São determinados por um alelo específico num único loco em um ou ambos 
os membros de um par de cromossomos homólogos. 
- Multifatorial: combinação de múltiplos fatores, genéticos e não genéticos (ambientais), onde cada alelo tem um efeito na 
determinação da característica. 
- Cromossômica: os genes são encontrados em locais específicos nos cromossomos. 
 
 
 
 
@futura.dra.minghe
Organização e Funcionalidade 
do Genoma Humano 
A genética é o ramo da biologia que estuda os genes. 
Pode ser dividida em duas: 
1) GENÉTICA MOLECULAR: estuda a composição e organização dos genes em nível celular. 
2) GENÉTICA DE POPULAÇÕES: estuda a distribuição dos genes em uma determinada população ou num conjunto de populações. 
Definição de Genética 
GENOMA: é toda informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA, ou a sequência completa do DNA de um 
organismo, que inclui regiões codificadoras e não-codificadoras. 
EXPRESSÃO GÊNICA: processo em que a informação contida num determinado gene é decodificada numa proteína. 
GENE: é a sequência de DNA que codifica um produto funcional (proteína, RNA, polipeptídio). É a unidade fundamental da hereditarieda-
de. 
PROJETO GENOMA HUMANO: sequenciamento completo do genoma nos seres humanos (aproximadamente 30.000 genes). 
GENÓTIPO: sequência de DNA que determina um fenótipo. É o patrimônio genético de um indivíduo presente em suas células, transmitido 
de uma geração para outra.. Não podemos vê-lo, mas ele pode ser deduzido através de cruzamentos teste ou análise dos parentais e 
descendentes. 
FENÓTIPO: é a expressão exterior (observável ou não) do genótipo, somado à ação do meio ambiente. 
LOCUS GÊNICOS: local definido no cromossomo onde ocupa cada gene. 
GENES ALELOS: genes que ocupam o mesmo locus em cromossomos homólogos e determinam as mesmas características. 
HOMOZIGOTO: indivíduo que possui os dois alelos iguais em um certo locus, sendo considerado puro para o caráter. Genótipo AA ou aa 
HETEROZIGOTO: quando os alelos de um certo locus são diferentes para uma determinada característica. Cada um deles determina um 
fenótipo diferente para o caráter considerado; são impuros ou híbridos (Aa) 
Conceitos 
Envolve aplicações da genética relacionada à prática médica. 
Apresenta como objetivos: estudar sobre a herança das enfermidades nas famílias, mapear genes relacionados a doenças em locais 
específicos nos cromossomos, analisar os mecanismos moleculares pelos quais os genes causam doenças e apresentar diagnóstico e 
tratamento de doenças genéticas. 
Genética Médica 
@futura.dra.minghe
Organização Genômica 
Estrutura do DNA 
Síntese Proteica 
Genes codificadores de proteínas = corresponde a menos de 3% do DNA total 
Região não codificadora = corresponde a pequenos RNAs não codificadores 
Informação oculta fora da sequência de DNA = controle epigenético 
OBS.: A molécula do DNA está organizada em estruturas chamadas CROMOSSOMOS, que estão muito condensados. 
É o mecanismo de produção de proteínas determinado pelo DNA. 
TRANSCRIÇÃO: DNA formando RNA 
SPLICING: retirada dos íntrons para leitura dos éxons (maturação do RNA) 
TRADUÇÃO: união de aminoácidos que formarão a proteína. 
O DNA é formado por unidades estruturais que formam os nucleotídeos, e é composto por duas cadeias polinucleotídicas (fitas de 
DNA), unidas por ligações de hidrogênio entre os pares de bases. 
CROMOSSOMOS: estruturas compostas de DNA que carregam os genes de um ser vivo, responsáveis por definir as características 
físicas particulares de cada indivíduo. 
O tamanho da molécula do DNA é muito maior que o compartimento que a contém. Assim, o empacotamento do DNA no cromossomo 
precisa ser organizado. 
O cromossomo fica disposto na célula em formato de cromatina, que pode ser dividida em eucromatina (menos compactada, onde há 
síntese proteica), e heterocromatina (mais compactada, onde não há síntese proteica). 
@futura.dra.minghe
Genoma Nuclear 
Padrão de Herança 
Leitura de um gene 
22q11.2: "braço longo do cromossomo 22, na região 1, banda 1, sub-banda 2". 
Assim, você usa a seguinte ordem: cromossomo + braço do cromossomo (p ou q) + região + banda (ponto) + sub-banda. 
"22“: cromossomo 
"q“: braço longo (se for o braço curto do cromossomo, você deve usar "p", do termo francês petit) 
"1“: região 
"1“: banda 
"2“:sub-banda 
O modo pelo qual os indivíduos com um caráter qualitativo raro se distribuem nos heredogramas e se relacionam com seus consanguí-
neos. 
HERANÇA MONOGÊNICA: quando uma determinada característica anatômica, fisiológica ou comportamental é determinada por um gene, 
em um alelo específico. 
HERANÇA MULTIFATORIAL: combinação de múltiplos fatores, genéticos ou não genéticos, onde cada alelo tem efeito na determinação 
da caraterística. 
HERANÇA CROMOSSÔMICA: os genes são encontrados em locais específicos nos cromossomos. 
@futura.dra.minghe
Alterações Cromossômicas Estruturais 
- Provocam alterações na estrutura dos cromossomos, podendo ocasionar a perda de genes, a leitura duplicada ou erros na 
leitura de um ou mais genes. 
Deleção: resulta em desequilíbrio do cromossomo por perda de um segmento cromossômico. Uma deleção pode ser 
terminal ou intersticial. 
1) EX.: cromossomoem anel - originam-se da deleção de ambos os braços de um cromossomo com a subsequente 
fusão das extremidades e perda de segmento distal. 
2) EX.: Síndrome de Cri du chat (miado do gato) - baixo peso ao nascimento / hipotonia / microcefalia / cardiopatia 
congênita / hipertelorismo ocular / epicanto / estrabismo / orelhas de displásicas / face arredondada / prega 
palmar única / choro fraco semelhante ao miado do gato. 
3) EX.: Síndrome de Wolf-Hirschhorn - causada pela deleção do braço curto do cromossomo 4, e o tamanho da deleção 
varia entre os indivíduos afetados. Resultando em deficiência intelectual (podendo variar), epilepsia, nariz largo ou em 
forma de bico de pássaro, defeitos na linha média do couro cabeludo, fenda palatina, atraso no desenvolvimento 
ósseo. Em meninos, hipospadias e criptorquidismo. E em meninas pode haver a ausência do útero. 
Duplicação: repetição de um segmento cromossômico, causando um aumento no número de genes. A maioria são 
resultantes de crossing over desigual entre as cromátides homólogas durante a meiose, produzindo segmentos adjacentes 
duplicados ou deletados. 
1) EX.: Síndrome do X frágil - face alongada / orelhas grandes e em abano / mandíbula proeminente / hipotonia 
muscular / comprometimento do tecido conjuntivo / hiperextensibilidade das articulações / palato alto / prega 
palmar única / estrabismo / escoliose / calosidade nas mãos. 
Inversão: quando em uma parte do cromossomo ocorrem duas fraturas, e que logo em seguida os fragmentos são 
restaurados, porém em posição inversa, ou seja, há uma modificação na ordem dos nucleotídeos. 
Translocação: cromossomos trocam pedaços de mesmo tamanho (recíproca). Perda de um dos braços de um cromossomo 
e união a outro cromossomo (robertsoniana). 
2) EX.: Síndrome de Down por translocação robertsoniana - caracterizada pela presença de dois cromossomos do par 
21 completos (o comum) mais um pedaço (mais ou menos) grande de um terceiro cromossomo 21, que geralmente 
está colado a outro cromossomo de outro par (geralmente o 14). 
 
 
@futura.dra.minghe
Agentes mutagênicos 
 Físicos: radiações ionizantes (raios X, radiações alfa, beta e gama), radiação ultravioleta, temperatura. 
 Químicos: colchicina, gás mostarda, talidomida, alcatrão, benzeno, etc. 
 Biológicos: vírus (oncovírus), bactérias e alguns protozoários (toxoplasmas). 
Cromossomos 
- Variação entre as espécies. Os cromossomos variam em tamanho dentro das espécies. 
- Cromossomo 21 é essencial para a vida, ter a menos não é compatível com a vida. 
- No genoma humano existe uma diferença de quatro vezes no tamanho dos cromossomos. 
 Telômero: sequência repetitiva no fim do cromossomo, conferindo proteção. 
 Danos ao DNA: erros na replicação; substâncias do ambiente; calor; acidentes metabólicos e radiações. 
 Cromossomo em anel: geralmente originam-se da deleção de ambos os braços de um cromossomo com a 
subsequente fusão das extremidades e perda de segmento distal. Pode resultar em monossomia. 
Meiose 
- Maior índice de alterações cromossômicas. Meiose I – crossing over; Meiose II – separação das cromátides irmãs. 
 
 
 
@futura.dra.minghe
Alterações Cromossômicas Numéricas 
- Provoca alterações no cariótipo 
- Se dividem em euploidias (cariótipo normal) quando há alteração de um genoma inteiro e aneuploidias quando acrescentam ou 
perdem um ou poucos cromossomos 
Mutações numéricas 
Monoploidias (n) – quando há apenas um cromossomo de cada par 
Triploidias (3n) – quando há três cromossomos de cada 
Poliploidias (4n ou mais) – quando há quatro ou mais cromossomos de cada par 
Aneuploidia: 
 Nulissomia (2n-2) – perda de um par inteiro de cromossomos. No homem é letal 
 Monossomia (2n-1) – um cromossomo a menos no cariótipo 
 Trissomia (2n+1) – um cromossomo a mais no cariótipo 
ORIGEM DESSAS MUTAÇÕES: meiose (não disjunção completa) 
Síndrome de Patau 
- Trissomia do 13 
- Expectativa de vida muito baixa (6 meses). 
- Apresentam malformações do sistema nervoso 
central e cardíaco; defeitos na formação dos olhos ou 
ausência dos mesmos; problemas auditivos; 
anormalidades no controle da respiração; fenda 
palatina e/ou lábio leporino; rins policísticos; polidactilia. 
Também pode haver aplasia cútis (um defeito na pele 
do couro cabeludo na região occipital posterior). 
 
@futura.dra.minghe
Síndrome de Turner 
- (45, X) - monossomia completa (há uma perda anafásica) 
- Há mosaicismo em 30% dos casos 
- Há perspectiva de vida alta e bom prognóstico 
- Pessoas com síndrome de Turner são do sexo feminino e 
geralmente apresentam um fenótipo característico, incluindo de 
forma variável a presença de baixa estatura proporcional, 
infantilismo sexual e disgenesia ovariana, além de um padrão de 
malformações maiores e menores. As características físicas 
podem incluir face triangular, pavilhão auricular com rotação 
posterior e pescoço largo, “alado”. Além disso, o tórax é largo e 
em forma de barril. Linfedema das mãos e pés é observado ao 
nascimento. Muitas bebês com a síndrome apresentam doenças 
cardíacas congênitas, na maioria das vezes lesões obstrutivas do 
lado esquerdo do coração (válvula aórtica bicúspide em 50% das 
pacientes e coartação (estreitamento da aorta em 15% a 30%). 
 
Síndrome de Edwards 
- Trissomia do 18 
- Expectativa de vida muito reduzida devido ao quadro grave de malformações de alguns órgãos. 
- Os bebês com a trissomia do 18 apresentam 
deficiência de crescimento (baixo peso para a idade 
gestacional), sinais faciais característicos e uma distinta 
anormalidade na mão, que muitas vezes ajuda o clínico 
a fazer o diagnóstico inicial. Anomalias menores de 
importância diagnóstica incluem orelhas pequenas com 
hélices menos dobradas, boca pequena de difícil 
abertura, esterno curto e háluces (primeiros dedos do 
pé) curtos. A maioria dos bebês com a trissomia do 18 
apresentam malformações congênitas maiores. 
Microcefalia; distúrbios mental grave; tremores e 
convulsões; hipertonia; orelhas malformadas; genitais 
externos anormais; pescoço mais curto. 
@futura.dra.minghe
Síndrome de Down 
- Trissomia do 21 
- As características faciais incluem base nasal larga, fissuras palpebrais oblíquas para cima, orelhas pequenas, às vezes com 
dobras na borda superior e achatamento maxilar e malar, dando à face um aspecto característico. 
- Malformações cardíacas e pulmonares; problemas sanguíneos; infertilidade masculina; retardo mental; perda da audição; 
epicanto (prega de pele que se estende da raiz do nariz até a extremidade interna das sobrancelhas); manchas de brushfield 
na íris (pontos brancos). 
- A causa mais comum do mosaicismo na trissomia é uma 
concepção trissômica seguida por uma perda do cromossomo 
extra durante a mitose em algumas células embrionárias. O 
mosaicismo frequentemente resulta em uma expressão clínica 
mais branda do fenótipo associado à anormalidade 
cromossômica. Ocorre em aproximadamente 2% dos casos. 
Características fenotípicas dependem da quantidade de células 
em trissomia. 
- A prevalência da Síndrome de Down está associada à idade 
materna. 
 
Síndrome de Klinefelter 
- 47, XXY 
- Adolescência: estatura maior que a média; puberdade ausente, 
atrasada ou incompleta; músculos pouco desenvolvidos; pênis 
pequeno; tecido alargada mama (ginecomastia); dificuldade para 
expressar sentimentos ou socializar; problemas com leitura, 
escrita, ortografia ou matemática; problemas de atenção. 
- Adulto: infertilidade; testículos e pênis pequenos; ossos fracos; 
diminuição nos pelos da face e do corpo; ginecomastia; diminuição do 
desejo sexual. 
@futura.dra.minghe
Distúrbios da Diferenciação Sexual 
DETERMINAÇÃO GONADAL: é a transformação da gônada bipotencial, indiferenciada em testículo (SRY) ou em ovário (DAX-
1) 
DIFERENCIAÇÃO SEXUAL: diferenciação sexual secundária, que consiste na resposta de inúmeros tecidos aos hormônios 
produzidos pelas gônadas paracompletar o fenótipo sexual – pênis ou vagina 
DIFERENCIAÇÃO CROMOSSÔMICA: Determinação do sexo cromossômico (XY ou XX), que é estabelecida na fertilização 
Ambiguidade Genital 
- Sempre que oferecer dificuldade para o médico atribuir o sexo a uma determinada criança 
- É fundamental um diagnóstico precoce, antes do estabelecimento da identidade sexual social e psicológica 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS 
Danish 
 Genitália aparentemente masculina: gônadas não palpáveis / gônadas pequenas / hipospádia / micropênis / 
presença de massa inguinal 
 Genitália aparentemente feminina: gônadas palpáveis / clitoromegalia / algum grau de fusão das saliências 
labioescrotais / presença de massa inguinal 
Determinação sexual 
Cromossômica 
 Presença ou ausência do cromossomo Y, XX ou XY 
 SRY (Região determinante do Sexo no Y), Yp11.3 
Hermafroditismo Verdadeiro 
Causas 
 Aberrações estruturais do cromossomo Y 
 Genitália ambígua 
 46XY sem o gene SRY: mutação no gene SOX9 no cromossomo 17 (duplicação) – sugerindo que a hiperprodução 
de SOX9, mesmo na ausência de SRY, pode iniciar a formação de testículo 
@futura.dra.minghe
Características 
 Presença de tecido ovariano e testicular na mesma gônada (ovotestis) 
 Frequente presença de útero 
 Condutos genitais conforme gônadas presentes 
 Ginecomastia na puberdade 
 Menstruação em alguns casos 
 Caracteres sexuais secundários femininos incompletos 
Pseudo-Hermafroditismo masculino 
- Gônadas: testículos (testosterona normal) 
- Cariótipo masculino (46, XY) 
- Fenotipicamente mulheres 
- Genitália externa alterada: feminilizada ou ambígua 
Causa “hormonal” 
 Erros no metabolismo da testosterona (síntese): defeito na conversão da testosterona em di-hidrotestosterona 
(DHT) – deficiência da 5α-redutase 
 Síndrome de insensibilidade androgênica: testículos – secretam andrógenos normalmente, mas há falta de resposta 
do órgão alvo aos andrógenos / defeito molecular – deleção completa ou mutação do gene receptor de andrógenos 
(AR-Xq12): falha na transcrição dos genes-alvos necessários para a diferenciação da genitália masculina 
Pseudo-Hermafroditismo Feminino 
- Gônadas: ovários 
- Cariótipo feminino (46, XX) 
- Genitália externa masculinizada em grau variável (ou ambígua) 
- Biossíntese do cortisol - superprodução de esteróides com atividade androgênica (deficiência da 21-hidroxilase): hiperplasia 
adrenal congênita 
Hiperplasia adrenal congênita 
 Mutações do gene CYP21A2 6p21.33, resultam na deficiência de uma enzima, a 21-hidroxilase, que impede a 
síntese do hormônio cortisol, produzindo nas glândulas supra renais que resulta na virilização de fetos femininos 
 Desenvolvimento ovariano normal, mas produção excessiva de andrógenos (testosterona) causa masculinização da 
genitália externa 
@futura.dra.minghe
Obs.: defeito na síntese de cortisol hiperplasia e hiperestimulação do córtex adrenal produzindo um excesso de precursores 
esteróides e de hormônios sexuais masculinos que não requerem 21-hidroxilação para sua síntese. 
Avaliação diagnóstica 
- Exames de imagem (a ultrassonografia abdominopélvica é o mais importante) 
- Exames hormonais: dosagem de 17-hidroxiprogesterona e testosterona 
- Cariótipo – presença ou ausência de cromossomos completos 
- Estudo de mutações em genes candidatos (útil para confirmação diagnóstica e no aconselhamento genético) 
Conduta e Tratamento Adequados 
- Diagnóstico ao nascimento (sala de parto) 
- Adiar o Registro de Nascimento 
- Comunicação Adequada ao Pais e Suporte Psicológico 
- Investigação Etiológica 
- Escolha do Sexo de Criação 
- Tratamento Hormonal (se necessário) 
- Tratamento Cirúrgico 
- Acompanhamento em longo prazo 
@futura.dra.minghe
Herança Ligada ao Cromossomo X 
- Padrão de herança: É o modo pelo qual os indivíduos com um caráter qualitativo raro se distribuem nos heredogramas e se 
relacionam com seus consanguíneos. Há 3 tipos: Multifatorial, cromossômica e monogênica. 
- Herança Monogênica: refere-se ao padrão de herança genética, e que uma determinada característica anatômica, fisiológica 
ou até comportamental é determinada por um gene. São determinados por um alelo específico num único loco em um ou 
ambos os membros de um par de cromossomos homólogos. 
HERANÇAS CARACTERÍSTICAS RELACIONADAS AO SEXO 
 Herança característica para os genes localizados nos cromossomos X ou Y 
 As regiões não-homólogas são chamadas de regiões diferenciais, pois apresentarão genes presentes apenas naquele 
tipo de cromossomo, assim, esse genes não terão homólogos no outro cromossomo sexual. 
- Herança ligada ao sexo: genes localizados na porção não homóloga do cromossomo X 
- Herança restrita ao sexo: localizada na porção não homóloga do cromossomo Y 
- Herança influenciada pelo sexo: genes localizados em cromossomos autossômicos que sofrem influência dos hormônios 
sexuais 
COMPENSAÇÃO DE DOSE GÊNICA 
 Hipótese de Lyon: estabelece que um cromossomo X em cada célula é inativado ao acaso no início do desenvolvimento 
embrionário das fêmeas. 
 A inativação do gene é dada de forma aleatória, ou seja, pode ser o cromossomo de origem materna ou paterna. 
 As mulheres são “mosaicos”, pois em relação aos cromossomos sexuais, elas apresentam 2 tipos de células. 
INATIVAÇÃO DO CROMOSSOMO X 
 A presença dos dois cromossomos nas fases iniciais do desenvolvimento embrionário é fundamental para determinação 
do sexo e de outras características importantes nas mulheres. Isso é comprovado quando observamos mulheres com 
Síndrome de Turner, que é justamente quando a pessoa apresenta apenas um cromossomo X. Essas mulheres são 
estéreis, e apresentam dificuldades no desenvolvimento motor e intelectual. 
HERANÇA LIGADA AO CROMOSSOMO X 
 Ocorre quando genes localizados ao cromossomo X não possui correspondência no Y. 
 Assim, se o homem possuir um alelo para o caráter recessivo ligado ao sexo, esse caráter poderá manifestar-se. 
 Na mulher esse caráter recessivo só se manifestará quando o alelo estiver em dose dupla. 
 A grande maioria das doenças ligadas ao X é recessiva, contudo existem algumas poucas que são dominantes. 
HERANÇA LIGADA AO CROMOSSOMO X RECESSIVA 
 Uma mutação recessiva ligada ao X é tipicamente expressa no fenótipo de todos os homens que a receberam, mas só 
em mulheres homozigotas. 
 
@futura.dra.minghe
Características da herança 
- A característica se expressa nos 𝑋𝑎𝑋𝑎 
- O pai não transmite ao seu filho (𝑋𝑎Y) 
- Afeta mais os homens 
- São comuns os saltos de gerações 
Exemplos clínicos 
1) Hemofilia A: é uma doença caracterizada pela deficiência na produção de fatores de coagulação do sangue. Esta 
característica é determinada por um gene presente no cromossomo X. Os indivíduos portadores do alelo 𝑋𝐻 são 
capazes de produzir a proteína responsável pela coagulação do sangue, enquanto o alelo 𝑋ℎ não produz essa proteína. 
Características: Sangramentos nos tecidos moles, nos músculos e nas articulações; Episódios recorrentes de 
sangramento espontâneo ou devido a traumas; Atividade deficiente do fator VIII de coagulação sanguínea. As 
hemorragias podem se exteriorizar por hematúria, epistaxe, hematomas, sangramento retroperitonial e intra-
articular e hemartroses (sangramento dentro do espaço articular). 
Tratamento: Reposição do fator deficiente para atingir nível hemostático entre 20-30% até que a lesão seja 
cicatrizada 
 
2) Distrofia Muscular de Duchenne: é uma doença caracterizada pelo enfraquecimento e atrofia progressiva dos 
músculos. Localizada no braço curto do cromossomo X - Xp21. 
Sintomas: fraqueza muscular generalizada (1º sintoma, por volta dos 3 anos de idade), a criança aprende a andar 
tardiamente, tem dificuldade de se equilibrar, tem modo de andar instável e desajeitado. Possui um sinal característico 
de levantar, conhecido como Manobra de Gowers (realizam movimento de rolamento do corpo, ajoelham-se, e com 
os antebraços estendidos levantam-se com dificuldade,após colocar as mãos sobre o joelho). Numa fase mais 
adiantada, pode afetar o coração e a respiração, pois enfraquece os músculos que auxiliam os pulmões e o coração. 
A falta ou deficiência da distrofina provoca alterações musculares e destruição das células do tecido muscular (conduz 
a uma degeneração muscular progressiva) 
Como estes pacientes ao atingirem a idade fértil já se encontram muito comprometidos pela doença, não chegam a 
se reproduzir e por esse motivo, não são encontradas mulheres com distrofia a muscular. 
Tratamento e reabilitação: fisioterapia (prevenção e melhora das deformidades; posicionamento/ indicação de órteses; 
fortalecimento muscular; ventilação; estímulo funcional) e corticóides. 
 
* Distrofina: proteína de membrana da fibra muscular, responsável pela sua estrutura e permeabilidade. 
 A sua ausência desregula a entrada de Cálcio na fibra, desencadeando o quadro de degeneração muscular através da 
ativação de proteases e fosfolipases. Tornando a membrana celular permeável, de modo que os componentes extracelulares 
entram na célula, aumentando a pressão interna até que a célula muscular "exploda" e morra. A resposta imune subsequente 
pode aumentar o dano. 
 
@futura.dra.minghe
HERANÇA LIGADA AO CROMOSSOMO X DOMINANTE 
 Exibem padrões característicos de herança e são cerca de duas vezes mais comuns nas mulheres do que nos homens. 
Características da herança: 
- A característica se expressa nos 𝑋𝐴𝑋𝐴 
- O pai não transmite ao seu filho (𝑋𝐴Y) 
- Afeta mais as mulheres 
- Não são comuns os saltos de gerações 
Exemplos clínicos: 
1) Síndrome de Rett: é uma doença caracterizada por uma síndrome de retardamento mental acentuado: 
comportamento autista, convulsões e marcha atáxica. É uma das causas mais frequentes de deficiência múltipla 
severa em meninas (respiração irregular, desenvolvimento de escoliose, atraso de crescimento e andar instável). O 
crescimento craniano, até então normal, demonstra clara tendência para o desenvolvimento mais lento, ocorrendo 
microcefalia adquirida. 
Resulta de um distúrbio do desenvolvimento cerebral causado por mutações no gene MECP2 (Xq28) do cromossomo 
X, expresso principalmente em neurônios; 
Está presente antes do nascimento e manifesta-se de forma mais evidente com o desenvolvimento; 
Afeta profundamente os processos mentais, incluindo a fala e o uso das mãos, controle do tronco cerebral sobre a 
postura e movimento e a regulação cardio-respiratória. 
Genética: Gene MECP2 – Xq28 - expresso principalmente em neurônios. Codifica a proteína MeCP2 - presente em 
grandes quantidades nos neurônios. Ela faz parte de um grupo de proteínas conhecidas como “silenciadoras”, por 
bloquear a função de determinados genes. 
Mecanismo: inativação de outros genes envolvidos no desenvolvimento cerebral, através de mecanismos de repressão 
da transcrição envolvendo a ligação a regiões CpG metiladas. 
Alterada, ela não consegue exercer sua função silenciadora sobre um gene muito ativo no sistema nervoso, 
responsável pela codificação de uma proteína conhecida como BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), 
essencial para o ajuste fino na formação de novas sinapses entre os neurônios – desequilíbrio entre excitação e a 
inibição sináptica. 
→ Metilação de DNA: modificação química que se observa pela ligação de um grupo metil ao carbono 5 da citosina em ilhas 
CpGs. 
→ Ilha de CpG: região do genoma com pelo menos 200 pb que contém mais de 50% de CpGs. Desmetiladas em células normais 
e localizadas em promotor e ou primeiros exons de genes ativamente transcritos. 
Hipometilação: liga 
Hipermetilação: desliga 
 - Epidemiologia: Prevalência: 1/10-15.000 meninas. 9 em cada 130 indivíduos (7%) ultrapassam os 40 anos. @futura.dra.minghe
- Sinais clínico: Normalmente, se divide em 4 estágios: 
Estágio I: Começam 6-18 meses. Os bebês começam a perder o interesse em brinquedos e a apresentar atrasos em aprender 
a sentar ou engatinhar. 
Estágio II: 1-4 anos: gradualmente perdem a capacidade de falar e de usar as mãos, sendo substituídos por movimentos 
repetitivos e involuntários - algumas crianças costumam segurar a respiração ou respirar rápido demais, além de gritar ou 
chorar sem motivo aparente. 
Estágio III: 2-10 anos: os problemas com movimentos repetitivos continuam, mas o comportamento tende a melhorar. As 
crianças nesta fase muitas vezes choram menos e se tornam menos irritáveis. 
Estágio IV: Marcada pela mobilidade reduzida, fraqueza muscular e escoliose. O entendimento, as capacidades de comunicação 
e de movimentação das mãos geralmente não pioram durante este estágio. Na verdade, os movimentos repetitivos da mão 
podem até mesmo diminuir. No entanto, o risco de morte súbita é maior nessa fase. 
- Diagnóstico: Pesquisa de mutações no gene MECP2; 
Importante enfatizar que o diagnóstico da SR e baseado em critérios clínicos, não sendo necessária a confirmação genética 
para se estabelecer este diagnóstico . 
6 critérios principais: 
1. Ausência ou diminuição em habilidades manuais 
2. Redução ou perda da fala 
3. Padrão monótono de estereotipias das mãos 
4. Redução ou perda de habilidades comunicativas 
5. Desaceleração do perímetro cefálico desde os primeiros anos de vida 
6. Perfil síndrome de rett: estágio de regressão seguido por uma recuperação na interação contrastando com lenta regressão 
psicomotora 
- Tratamento: 
Não existe tratamento efetivo para SR, uma condição neurodegenerativa. Além da reabilitação multidisciplinar, algumas 
medicações são utilizadas para as crises convulsivas. 
Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Musicoterapia e Estimulação Pedagógica. 
Todo arsenal terapêutico disponível servirá para prorrogar ao máximo as perdas e o aparecimento do estágio seguinte da 
doença, estimular as possibilidades cognitivas e melhorar a qualidade de vida da portadora de SR e de sua família. 
@futura.dra.minghe
- Quando a presença de um gene do par alterado é suficiente para aparecer a doença. 
- O risco de um filho ou filha ser afetado se um dos pais carrega um gene dominante é de 50% à cada gestação. 
- PENETRÂNCIA: porcentagem de indivíduos de uma população com um determinado genótipo que exibem o fenótipo 
associado a esse genótipo 
 Completa: quando o gene produz o fenótipo correspondente sempre que estiver presente em condições de se 
expressar 
 Incompleta: quando apenas uma parcela dos indivíduos com o mesmo genótipo expressa o fenótipo correspondente 
- EXPRESSIVIDADE: corresponde ao modo de expressão do alelo 
 Uniforme: ocorre quando um alelo expressa sempre um único tipo de fenótipo, de fácil reconhecimento 
 Variável: quando a expressão do alelo resulta no aparecimento de vários padrões de fenótipos ou vários graus de 
expressão. 
- HERANÇA MONOGÊNICA: é o tipo de herança determinada por um único gene. 
 
- Transmissão vertical do fenótipo da doença (o fenótipo alterado aparece em todas a gerações) 
- Ausência de salto de gerações 
- Números aproximadamente iguais de homens e mulheres afetados 
- Transmissão pai-filho pode ser observada 
- Risco de recorrências – 50% (Risco de qualquer filho de genitor afetado herdar o fenótipo) 
 
 
@futura.dra.minghe
- Presença de seis ou mais dedos nas mãos e/ou nos pés. 
- Penetrância Incompleta –> Expressividade Variável 
 
- É uma desordem do tecido conjuntivo (que se torna excessivamente elástico) 
caracterizada por membros anormalmente longos (aracnodactilia). 
- A maioria destes indivíduos são altos (56% têm estatura maior que 90% das pessoas 
de sua idade) e 88% têm dedos muito longos e finos. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 Esquelético: caracterizado por estatura elevada, escoliose, braços e mãos 
alongados e deformidade torácica – pectus excavatum 
 Cardiovascular: caracterizado por alterações da valva mitral e dilatação da 
artéria aorta Ocular: caracterizado por miopia e luxação do cristalino 
- A capacidade de atingir órgãos tão diferentes denomina-se pleiotropia. 
GENÉTICA 
 Gene: FBN1 (Cromossomo 15 – Braço longo) 
 Proteína: Fibrilina-1 (importante componente na formação das fibras elásticas). Sua produção anormal resulta em 
fibras elásticas anormais, produzindo as alterações que caracterizam a síndrome. 
FIBRILINA 
 Proteína do tecido conjuntivo que pode ser encontrada na artéria aorta, no 
ligamento suspensório do cristalino e no periósteo. 
 Periósteo: tecido conjuntivo que reveste os ossos e proporciona uma força de 
oposição no crescimento normal do osso. O periósteo mais elástico causa 
supercrescimento dos ossos, resultando em defeitos do esqueleto. 
 Papel no tecido conjuntivo: explicam o papel pleiotrófico. 
 Lesão aórtica é a principal manifestação cardíaca, pois a aorta é rica em fibras 
elásticas. A circunferência da aorta está entremeada por grande número de 
fibras musculares e discreta matriz de sustentação. 
- Expressividade Variável 
- A incidência desta síndrome é de 1 em 10.000 nascidos vivos, sendo igualmente frequente em homens e mulheres e 
etnias diferentes. 
- Em 75% dos casos é por hereditariedade autossômica dominante (um dos pais ou ambos é afetado), no entanto 25% 
dos casos são mutações novas (nenhum dos pais é afetado). 
@futura.dra.minghe
DIAGNÓSTICO 
 Critérios Clínicos são base para o diagnóstico: sinais de Marfan 
 Requisitos principais: nos casos esporádicos e casos familiares 
 Sequenciamento genético do gene FBN1 
 Cabe ao geneticista clínico a investigação da família para aconselhamento genético dos 
afetados. 
PROGNÓSTICO 
 50% dos pacientes sobrevivem até 32 anos 
 95% morrem por alterações cardíacas → dissecação aórtica, ruptura de aneurisma 
aórtico, descompensações cardíacas por defeito valvular. 
TRATAMENTO 
 Não existe cura, somente uma melhora na qualidade de vida do portador 
 Acompanhamento com cardiologista 
 Fisioterapia 
 Acompanhamento psicológico 
 Cinta ortopédica para a correção de escoliose 
 
- Doença neurológica degenerativa (causa degeneração dos núcleos lenticulares, responsável pelo controle de movimentos 
voluntários) 
- Caracterizada por alterações psiquiátricas, cognitivas e motoras progressivas 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 Coréia (movimentos involuntários, rápidos, 
irregulares e sem finalidade, associados à 
diminuição da força muscular). Ocorrem 
especialmente nas extremidades (mãos e 
antebraços principalmente) e na face. 
 Decadência mental progressiva 
 Problemas psiquiátricos como demência e 
distúrbio afetivo 
 Perda da visão periférica 
 Perda substancial de neurônios no cérebro 
 Em alguns casos, perda de 25% do peso total do cérebro 
EPIDEMIOLOGIA 
 Mais frequente em brancos 
 Sintomas aparecem dos 30 aos 50 anos – antecipação (2 anos – raro) à Penetrância relacionada com a idade 
 Desenvolve-se lentamente, provocando uma degeneração progressiva do cérebro 
 Na fase final leva à morte - após diagnóstico inicial: 10-15 anos 
@futura.dra.minghe
GENÉTICA 
 Gene: HTT (Cromossomo 4 – Braço curto) 
 Penetrância completa (100%) 
 Expressividade variável 
 Proteína afetada: huntingtina 
PROTEÍNA HUNTINGTINA 
 Várias repetições do tripleto CAG neste gene 
 Normal: 10 a 26 repetições 
 Afetado: Acima de 36 cópias (excesso de 
repetições) 
 Quanto maior o número de repetições, início mais 
precoce do distúrbio. 
 Presente em vários tecidos do corpo → cérebro 
 Cérebro: quase exclusiva do citoplasma neural → axônios, dendritos e corpo celular. 
 Possíveis funções na células: 
 Migração vesicular (neurotransmissores e enzimas) e exocitose de substâncias 
 EX: neurônios que secretam o GABA (ácido gama-aminobutírico) é o principal neurotransmissor inibidor no 
sistema nervoso central dos mamíferos. 
Aumento nas sequências de Glutamina 
⇩ 
Apoptose 
⇩ 
Morte dos neurônios 
⇩ 
Diminuição de GABA 
⇩ 
Mais atividade excitatória no córtex motor 
⇩ 
Coréia e contrações musculares. 
 
DIAGNÓSTICO 
 Clínico: observação dos sintomas 
 Laboratorial: exames de líquor (dosagem do GABA (corpos celulares dos neurônios) bastante reduzida), sangue, 
urina e Raio X normal 
 Teste genético: mutação no gene HTT - Histórico familiar 
 Exame de neuroimagem: atrofia do núcleo caudado, sendo observados nos estágios intermediários e tardios da 
doença 
 Na doença avançada pode-se encontrar atrofia cortical mais difusa @futura.dra.minghe
PROGNÓSTICO 
 A sobrevida varia muito de indivíduo para indivíduo, mas geralmente é de cerca de 10-20 anos após o aparecimento 
do primeiro sintoma 
 A morte não é pela doença, mas sim, como consequência de problemas, como: 
 Respiratórios (30%) 
 Cardíacos (25%) causados pela movimentação ineficiente da musculatura 
 Suicídio (7%) que tem um risco aumentado pelo quadro depressivo 
 Lesões de quedas frequentes e por má nutrição 
TRATAMENTO 
 Se restringe a amenizar os sintomas motores, e eventualmente os psiquiátricos, com fármacos e outros eventuais 
tratamentos que o paciente possa buscar para melhorar o quadro específico. 
 
- Distúrbio hereditário em que grupos de cistos não se desenvolvem nos rins 
- Responde por 5-8% dos casos em terapia renal substitutiva 
- Penetrância de100% 
GENETICAMENTE HETEROGÊNEA 
 PKD1 – Polycystic Kidney Disease 1 – 16p13.3 
 PKD2 - Polycystic Kidney Disease 2 – 4q21 
- Qual o papel da PKD1 e PKD2? 
 Não completamente esclarecida 
 Constituem proteínas integrais de membrana 
* PKD1 codifica policistina 1: provavelmente envolvida com integração de sinalização extracelular 
* PKD2 codifica canal de cátions permeável ao cálcio 
 
TIPOS DE MUTAÇÕES 
- Mutações pontuais/inserções/deleções 
- Mutação silenciosa: há mudança no códon, mas não no aminoácido 
- Mutação missense: códon diferente que codifica um aminoácido diferente 
- Mutação nonsense: códon diferente que codifica um aminoácido de parada 
 
 Os efeitos das mutações vão depender das alterações que induzem na função da proteína e da função da proteína 
ao nível de célula ou do organismo 
@futura.dra.minghe
DE ONDE VÊM OS CISTOS? 
 Principalmente do túbulo coletor, mas podem surgir de qualquer parte do néfron 
 Somente 1-5% dos néfrons são afetados 
 
FENÓTIPO CELULAR 
 Defeitos de polaridade 
 Alterações de adesão célula-célula e célula-
matriz 
 Altas taxas de proliferação e apoptose 
 Conversão do fenótipo reabsortivo para 
secretor 
 
DIAGNÓSTICO 
 Investigação familiar; número de cistos; outras manifestações (cistos no fígado e aumento de volume renal); 
exclusão de outras doenças renais císticas 
 Idade entre 15 e 39 anos: 3 ou mais cistos uni ou bilateralmente 
 Entre 40 e 59 anos: 2 ou mais cistos em cada rim 
 60 anos ou mais: 4 ou mais cistos em cada rim 
 Exclusão 40 anos: menos de 2 cistos 
 Principais indicações de testes genéticos: 
 No potencial doador renal: indivíduo sob risco que não preenche os critérios atuais de exclusão por exame 
de imagem de alta resolução 
 Em casos inconclusivos 
 
FATORES PROGNÓSTICO 
1. Genótipo 
2. Tipo de mutação 
3. Sexo masculino 
4. Hipertensão 
5. Hematúria macroscópica 
6. Tabagismo 
7. ITUs de repetição 
8. Proteinúria 
9. Volume renal total (TKV) 
 
PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES RENAIS NA DRPAD 
 Dor aguda: ruptura, infecção, sangramento, obstrução 
 Dor crônica: estiramento da cápsula e/ou do pedículo renal, anormalidade na inervação sensorial e autonômica 
 
@futura.dra.minghe
HÁBITOS DE VIDA, INGESTÃO HÍDRICA E DIETA 
 Estimular atividade física, mas evitar esportes de contato 
 Manter peso adequado 
 Ingestão proteica entre 0,8-1,0g/kg/dia 
 Evitar drogas nefrotóxicas 
 Cessar tabagismo e etilismo 
 Aumentar ingestão hídrica e restringir sal na dieta (5,5g/dia) 
 Evitar ingestão de cafeína e derivados 
 Evitar exposição desnecessária a estrógenos em mulheres 
 
Aumento da Ingestão de Água 
-ADH: ação pró-cistogênica ao se ligar nos receptores V2 
- A diminuição de seu nível sérico poderia resultar em efeito protetor 
- Estudos randomizados com água em andamento (Alvo: 250-280 mOsm/kg/dia) 
Cafeína 
- Em epitélio DRPAD, a cafeína e derivados induzem a proliferação celular e aumentam a secreção transepitelial de fluido. 
 
@futura.dra.minghe
- A doença autossômica recessiva ocorre apenas em indivíduos com dois alelos mutados 
- Só é expresso na ausência do gene dominante 
- É caracterizada pela agregação do fenótipo da doença entre irmãos, mas ela, geralmente, não é observada nos 
genitores ou outros ancestrais. 
- Números iguais de homens e mulheres afetados são comumente observados e a consanguinidade pode estar presente. 
 
1. Alterações no transporte 
2. Alterações de armazenamento, degradação e secreção de proteínas 
3. Síntese de proteínas 
4. Metabolismo intermediário 
 
- Doença monogênica autossômica recessiva crônica que 
afeta pulmões e sistema digestivo. 
- Incidência 1:2.500 nascimentos (caucasianos) 
- Mutação no gene CFTR (cystic fibrosis transmembrane 
regulator), regulador da condutância da membrana. 
- CFTR canal de cloreto responsável pela manutenção da 
hidratação das secreções orgânicas exócrinas 
- Cromossomo 7q31.2 
 
@futura.dra.minghe
 
- Defeito no transporte de íon → aumento da concentração de macromoléculas → tubulopatia obstrutiva (pulmões, 
pâncreas, intestino, fígado e testículos) 
DIAGNÓSTICO 
- Doença do beijo salgado → Base do diagnóstico (concentração de cloreto no suor) 
 Boca: lipase lingual – ácidos graxos de cadeia curta e média 
 Fígado e vesícula biliar: sais biliares (produção e armazenamento) 
 Intestino: sais biliares (emulsificação dos lipídios e absorção) 
 Estômago: pH – lipase gástrica 
 Pâncreas: lipase pancreática (hidrolisa ligações 1 e 3 Colipase) 
- É a causa genética mais comum de bronquiectasia (dilatação crônica dos brônquios com catarro mucopurulento) 
- Insuficiência respiratória é a causa mais comum de morte 
TRATAMENTO E CURA 
 Não tem cura 
 Expectativa de vida: cerca de 25 anos 
 Tratamento paliativo: fisioterapia respiratória, uso de enzimas exógenas e suplementos de vitaminas 
lipossolúveis, vacinas – profilaxia de infecções, apoio psicológico, aconselhamento genético. 
 
- Aminoácidopatias são erros inatos do metabolismo ou transporte dos aminoácidos. 
 
FENILCETONÚRIA (PKU) 
- Mutações no gene que codifica a enzima que converte a fenilalanina que se 
acumula em fluidos corporais e danifica o sistema nervoso central em 
desenvolvimento na primeira infância. 
- O dano neurológico é evitado através da redução da ingestão de fenilalanina. 
- É identificado através da triagem neonatal. 
- Alteração no cromossomo 12 - diversas modificações no gene PAH (12q24) 
- Proteína: fenilalanina hidroxilase. 
- Tratamento: limitar fenilalanina da dieta 
@futura.dra.minghe
 
TIROSINASE 
- Mutação no cromossomo11q14-q21 – não produz melanina 
 
 
 
INTOLERÂNCIA HEREDITÁRIA À FRUTOSE 
- Gene ADOLB – ausência da proteína aldolase B ou frutose-1,6-bifosfato aldolase. 
- Essa ausência de aldolase B leva à retenção intracelular da frutose-1-P 
- Cromossomo - 9q22.3 
- Há um acúmulo de frutose na urina 
- Causa hipoglicemia grave, vômitos, icterícia, hemorragia, hepatomegalia, disfunção renal, hiperuricemia e acidemia 
láctica 
- Frutose, sacarose e sorbitol podem causar falência hepática e morte 
- Terapia: detecção rápida e remoção imediata da frutose e da sacarose da dieta 
 
@futura.dra.minghe
 
- É um tipo de herança, na qual participam dois ou mais genes com segregação independente 
- Resultando em um efeito cumulativo de vários genes envolvidos → cada um contribuindo com uma parcela para 
a formação da característica 
- Muitos genes influenciam o mesmo caráter de modo cumulativo e sofrem influência ambiental 
 
 
CARACTERÍSTICAS ANTROPOMÉTRICAS 
Peso, altura, diâmetro cefálico, etc. 
CARACTERÍSTICAS FENOTÍPICAS 
Cor de cabelo, cor de pele, tipo de cabelo, etc. 
MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS 
Lábio leporino, palato fendido, pé torto congênito, etc. 
DOENÇAS COMUNS 
Diabetes, hipertensão, Câncer, dislipidemias, etc. 
 
- A distribuição na população é contínua e é possível calcular parâmetros estatísticos como média, desvio padrão, 
variância – Variação Contínua. 
- Exemplo de distribuição normal na população: altura 
 
 
@futura.dra.minghe
 
- Quando a variável subjacente excede um determinado nível, a característica aparece 
- Este tipo de característica é portanto chamado de característica com limiar 
 
- Fenótipo determinado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais 
- O caráter é determinado pela interação de vários genes em locos diferentes, cada um com efeito pequeno mais 
aditivo (poligenes) 
- O heredograma não possibilita um diagnóstico de herança multifatorial 
- São doenças comuns na população: 1/1000 
 
- Varia de doença para doença. 
- Pode variar entre etnias, sexos e idade. 
- É obtido de forma retrospectiva, através do estudo de diversas famílias afetadas. 
- Aumenta com a gravidade de doença. 
- É maior quanto mais próximo o parentesco com o afetado e aumenta com o número de indivíduos afetados na 
família. 
 
- Produzidas pela combinação de transtornos genéticos que predispõem a uma determinada suscetibilidade quando 
associados a uma exposição a agentes ambientais. 
 
 Malformações congênitas 
 Osteoporose 
 Diabetes 
 Hipertensão 
 Dislipidemias 
 Câncer 
 Doença de Alzheimer 
 Obesidade 
 
@futura.dra.minghe
 
- É uma doença óssea e metabólica caracterizada por um baixa densidade do osso que o predispõe a um maior 
risco de fraturas. 
 
DENSIDADE MINERAL 
- É determinada pela massa óssea máxima (quantidade de osso adquirida no período de crescimento do esqueleto) 
e pela perda da mesma, a qual ocorre com o passar dos anos e é influenciada por diversos fatores ambientais 
 
 
FATORES DE RISCO AMBIENTAIS 
 Idade (Mulheres Pós menopausa, >70 Anos no homem) - A perda de estrogênio na menopausa natural ou 
cirúrgica pode levar a um aumento de enfraquecimento dos ossos. 
 Tabagismo - componentes químicos do cigarro, entre eles a nicotina, atuam deprimindo a atividade do 
osteoblasto. 
 Baixa ingestão de cálcio 
 Alcoolismo - efeito direto sobre os osteoblastos, determinando diminuição nos níveis de osteocalcina. O 
consumo de bebidas alcoólicas que excede a 200 ml por semana pode interferir nos níveis estrogênicos. 
 
 
MARCADORES GENÉTICOS LOCALIZAÇÃO CROMOSSÔMICA PRODUTOS E CARACTERÍSTICAS 
VDR 12q13 Receptor de vitamina D 
ESR1 6q25 Receptor de Estrógeno 
COL1A1 17q21 Colágeno tipo 1 
 
FATORES GENÉTICOS 
 VDR - Receptor da vitamina D: alteração da homeostase de cálcio, com efeitos subsequentes sobre o 
tamanho e a densidade óssea - maior prevalência e incidência de fraturas e perda de massa óssea 
 ESR1: O estrógeno influencia o metabolismo e crescimento ósseo. Mutações no gene do ESR1, como evento 
único ou combinado com o gene VDR - potencial ligação fisiológica entre o gene ESR1 e a vitamina D – 
regulação da disponibilidade do estrógeno ao seu receptor, expresso nos osteoblastos 
 COL1A1: O colágeno tipo I é a proteína extracelular mais abundante da matriz óssea e é essencial para a 
força esquelética. Portadores da mutação no gene são propensos à fratura, relacionando-se com a 
qualidade do colágeno no Esqueleto, na determinação da força e massa óssea 
 
 
 
 
 
 
@futura.dra.minghe
 
- Diabetes mellitus (DM) - doença endócrino-metabólica de etiologia heterogênea, caracterizada por hiperglicemia 
crônica, resultante de defeitos da secreção ou da ação da insulina 
 
DIABETES TIPO 1 
- Destruição das células beta pancreáticas, determinando deficiência de insulina. 
- A destruição das células beta é geralmente causada por processo autoimune, o qual pode ser detectado ela 
presença de auto-anticorpos circulantes no sangue periférico (anti-ilhotas). 
- Fatoresgenéticos associados 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 O pico de incidência do DM 1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, mas pode ocorrer 
também, menos comumente, em adultos de qualquer idade. 
 DM1A - representa 5% a 10% dos casos de diabetes 
 É uma das doenças crônicas mais comuns e graves da infância e da adolescência 
 Mais de 13 loci diferentes de susceptibilidade genética foram relatados em seres humanos 
 
 
MARCADORES GÊNICOS LOCALIZAÇÃO CARACTERÍSTICAS 
GENE IDDM1 
Cromossomo 6p21 
Região dos genes do MHC 
40% de susceptibilidade 
GENE IDDM2 Cromossomo 11p15.5 10% de susceptibilidade 
GENE IDDM12 
Cromossomo 2q33 
Região dos genes CTL-4 e CD28 
Associação devido ativação de linfócitos 
 
HISTÓRICO NATURAL 
 Desenvolvimento dos auto anticorpos contra as ilhotas 
 Perda continuada das células β 
 Produção de insulina acaba caindo abaixo de um limiar crítico = dependência de suplementos exógenos de 
insulina 
 Menos insulina – menor captação de glicose pela célula: Hiperglicemia 
 
- NEOPLASIA: Lesão constituída por proliferação celular anormal, descontrolada e autônoma, em consequência 
de alterações em genes e proteínas que regulam a multiplicação das células. Pode ser Benigna ou Maligna. 
- É uma neoplasia Maligna 
 
 
 
 
 
 
 
@futura.dra.minghe
 
ONCOGÊNESE OU CARCINOGÊNESE 
- Fatores: 
 Ambientais 
 Genéticos 
 Geográficos 
 Culturais 
 Raciais 
 
- Etiologia do câncer: 
 Fatores externos (90% dos casos) - agentes carcinogênicos: 
- Carcinógenos químicos (ação direta ou indireta) 
- Carcinogênese por radiação 
- Vírus oncogênicos de RNA e DNA 
- Bactéria Helicobacter pylori - inflamação crônica (úlceras pépticas) - carcinomas gástricos ou linfomas 
gástricos 
 
 Fatores genéticos (10% dos casos): 
- Exemplo: 40% dos retinoblastomas são herdados 
 
FATORES DE RISCO 
 Alimentação (35%) 
 Tabaco (30%) 
 Infecção (10%) 
 Comportamento sexual e reprodutivo (7%) 
 Outras causas (7%) 
 Exposições ocupacionais (4%) 
 Exposição excessiva ao sol (3%) 
 Álcool (3%) 
 Radiações (1%) 
 
FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO 
 Originam-se de células normais que sofreram mutação gênica ou alterações epigenéticas 
 Genes alvo de mutações no câncer: 
1. Estimulam multiplicação celular 
2. Inibem proliferação celular 
3. Regulam apoptose 
4. Regulam reparo do DNA 
5. Regulam metilação e acetilação de DNA 
 
Obs.: Quando mutados - Maior sobrevivência celular; Redução de apoptose; Crescimento autônomo 
 
PROTO-ONCOGENES 
 São genes cujos produtos proteicos controlam o crescimento, proliferação e diferenciação celulares. 
 Quando sofrem mutações são chamados de Oncogenes 
 
ONCOGENE 
 É um gene mutante cuja função ou expressão alterada resulta em estimulação anormal da divisão e 
proliferação celular. 
@futura.dra.minghe
 Proteínas oncogênicas 
 Fatores de crescimento 
 EGFR - receptor do fator de crescimento epidérmico 
 Fatores de transcrição 
 
GENES SUPRESSORES DO TUMOR 
 Genes normais envolvidos com o controle negativo da proliferação celular, principalmente nos pontos de 
checagem do ciclo celular. Principal – p53 
 Controlam o crescimento celular 
 Bloqueiam o desenvolvimento do tumor regulando a transição das células nos pontos de checagem no 
ciclo celular ou promovendo a morte celular programada 
 
PATOGÊNESE 
 
FATORES AMBIENTAIS ADQUIRIDOS, QUÍMICOS, RADIOATIVOS, VIRAIS 
⇩ 
 
Mudança no genoma de células somáticas 
 ⇩ ⇩ 
 
Ativação dos oncogenes Inativação dos genes 
promotores de crescimento supressores tumorais 
⇩ ⇩ 
 
Expressão de todos os produtos gênicos alterados e perda dos produtos gênicos normais 
⇩ 
 
NEOPLASIA MALIGNA 
 
 
Genética e CA de mama - BRCA1 e BRCA2 
 
BRCA1 BRCA2 
LOCALIZAÇÃO 17q12-21 13q12-13 
FUNÇÃO 
Supressor de tumor; 
Interação com proteínas nucleares; 
Possível papel na reparação de danos ao DNA 
MUTAÇÕES ~500 ~200 
IDADE DE INÍCIO ~40-50 anos Após os 50 anos 
RISCO DE OUTROS 
TUMORES 
30-60% 
Câncer de mama masculino, pâncreas, 
próstata e cólon 
Câncer de mama masculino, ovário, próstata, bexiga, 
pâncreas e melanoma 
 
@futura.dra.minghe
 
- O aconselhamento genético é um processo de ajudar as pessoas a compreender e se adaptar às implicações médicas, psicológicas e 
familiares decorrentes da contribuição genética para uma determinada afecção (qualquer alteração patológica do corpo). 
- É um processo de comunicação que envolve a interpretação das histórias clínicas e familiares para avaliar a probabilidade de ocorrência ou 
recorrência de uma doença genética. 
- É desenvolvido considerando-se os aspectos socioculturais, preparo educacional, crenças, prioridades e medos dos que o procuram. 
- Os aconselhadores devem esclarecer de forma adequada as condições de cada família sobre a contribuição da hereditariedade (material 
genético), exames disponíveis, tratamentos, medidas de prevenção e escolha reprodutivas, para que os pacientes e consulentes se adaptem 
da melhor forma possível à condição genética na qual estão envolvidos. 
- O ideal é formar uma equipe multidisciplinar e bem especializada para fazer o AG da melhor maneira possível. 
 
- PRIMEIRA FASE: é aquela em que o profissional recebe as informações do paciente sobre o que este sabe sobre a doença ou sobre o 
assunto em questão, bem como suas ideias e opiniões sobre o tema. 
- SEGUNDA FASE: nessa fase ocorre o fornecimento das informações. De acordo com as ideias do paciente, o profissional fornece as 
informações pertinentes, expondo também as possibilidades de exames e tratamentos, as probabilidades de desenvolvimento da doença, 
entre outros. 
- ÚLTIMA FASE: corresponde à tomada de decisões e ao acompanhamento, na qual são discutidos assuntos como quem fará parte das 
decisões a serem tomadas, quais as possíveis reações para determinados resultados e que ações serão tomadas em relação às questões 
emocionais, financeiras e sociais. 
- Respeito às pessoas e famílias, incluindo a verdade total, respeito pela decisão das pessoas e informação precisa e sem tendenciosidade. 
- Preservação da integridade familiar 
- Revelação completa para os indivíduos e famílias de todas as informações relevantes para a saúde. 
- Proteção da privacidade dos indivíduos e famílias de intrusões não justificadas por parte de empregadores, seguradoras e escolas. 
- Informação aos indivíduos sobre a obrigação ética que eles se encontram de informar os parentes de que podem estar em risco genético. 
- Informar aos indivíduos sobre a necessidade de que eles revelem o seu status de portadores a esposos/parceiros se uma criança está 
sendo desejada e as possibilidades de dano ao casamento das revelações. 
- Apresentação das informações de forma menos tendenciosa possível. 
- Uso de técnicas não-diretivas, exceto nas questões de tratamento. 
- Envolver as crianças e adolescentes o máximo possível nas decisões que lhes afetem. 
- Obrigação dos serviços de seguimento dos afetados/famílias se apropriado e desejado. 
@futura.dra.minghe

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