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Geovana Sanches, TXXIV CESSAÇÃO DO TABAGISMO O FUMO • 71% das mortes por Câncer de pulmão • 42% das doenças respiratórias crônicas • 10% das doenças cardiovasculares • Fator de risco para doenças transmissíveis, como a tuberculose • Para o ano de 2030 foram estimadas em torno de 8 milhões de mortes em todo o mundo por doenças tabaco relacionadas o Tabagistas vivem 10 a 15 anos a menos • O tratamento para cessação do tabagismo está entre as intervenções médicas que apresentam melhor relação custo- benefício PORTARIAS VIGENTES • Década de 80: Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) como parceira do INCA e MS o Objetivo: reduzir a prevalência de fumantes, morbimortalidade e reduzir danos individuais, sociais e coletivos o Iniciativa: ações educativas de comunicação e atenção à saúde + medidas legislativas e econômicas • Ações preventivas reduzem gastos públicos com futuros acessos dos usuários ao setor secundário e terciário de saúde • Portaria SAS/MS no 1575/02: instituição do tratamento do tabagismo formalmente no SUS, porém limitando o atendimento de alta complexidade • Portaria GM/MS nº1.035/04 e SAS/MS nº 442/04 de 13 agosto de 2004: acesso ao tratamento foi ampliado à atenção primária à saúde (APS) • Oferta de tratamento gratuito pelo SUS no PSF o Inclui estratégias de TCC e farmacológicas, para orientação, tratamento e acompanhamento para manutenção da cessação o 31 de maio: dia mundial sem tabaco o 29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo o Espaço de discussão importante para trazer à tona o tema e os assuntos correlacionados QUEDA NA PREVALÊNCIA DO TABAGISMO NO BRASIL • O Brasil é uma referência mundial no controle do tabaco • Educação da população sobre os danos à saúde • Campanhas publicitárias • Medidas legislativas o Restrições a propaganda E comercialização o Proibição do uso de fumo em locais fechados • Prevalência o Homens: declinou de 43,3% (1989) para 18,9% (2013) o Mulheres: declinou de 27% (1989) para 11% (2013) NICOTINA E DEPENDÊNCIA A nicotina é uma substância psicoativa encontrada no tabaco que atua estimulando o sistema nervoso central (sistema mesolímbico), o qual está relacionado a motivação, sexualidade, atenção, prazer e recompensa. O risco de dependência está diretamente relacionado a rapidez com a qual a substância produz seu pico de ação. Poucos segundos após a tragada, a nicotina: • Atinge o sistema de recompensa estimulando a liberação de NTs, como a dopamina, responsável pela sensação de prazer, melhora da cognição, promoção de maior controle de estímulos e emoções de maior controle de estímulos e emoções negativas, redução de ansiedade e apetite o Produção de um reforço positivo e necessidade de repetição de seu uso. • Promove a inibição do sistema GABA, gerando uma sensação de prazer e bem- estar ainda mais intensa e duradoura Com o tempo, uma maior quantidade de nicotina será necessária para alcançar e manter essas sensações, caracterizando tolerância e, portanto, a dependência química. Geovana Sanches, TXXIV A nicotina apresenta meia vida de duas horas e após esse período, com a redução dos níveis plasmáticos, sintomas desagradáveis como irritação, depressão, ansiedade e aumento de apetite, podem surgir e dificultar a abstinência levando o tabagista a fumar novamente para se livrar do desconforto. Esses sintomas foram incluídos em “transtornos mentais e do comportamentos decorrentes do uso de substâncias psicoativas”. Dependências à nicotina A dependência à nicotina pode ser química (ou física), psicológica e comportamental. Critérios de dependência química • Fissura ou Craving: desejo forte e compulsivo para consumir a substância • Automatismo: dificuldade para controlar o uso (início, término e níveis de consumo) • Estado de abstinência fisiológica diante da suspensão ou redução, caracterizado por: o Síndrome de abstinência o Reforço negativo: consumo com a intenção de aliviar mal-estar • Evidência de tolerância: necessidade de doses crescentes da substância para obter efeitos produzidos anteriormente com doses menores • Abandono progressivo de outros prazeres em detrimento do uso de substâncias psicoativas • Aumento do tempo empregado para conseguir ou consumir a substância ou recuperar-se de seus efeitos • Persistência no uso apesar das evidentes consequências Dependência psicológica • Ideação da necessidade da substância para ter equilíbrio e bem-estar • Associação entre o uso da substância e melhora do desempenho cognitivo • Alívio de sensações de tristeza e vazio: o indivíduo enxerga a substância como um “amigo fiel” Dependência comportamental • Condicionamento: associação do fumar após eventos específicos, práticas, sensações positivas, prazer o Eventos tornam-se fortes estímulos para manutenção do hábito • Gatilhos para o ato de fumar: refeições, atividades intelectuais (como o uso de computador), relação sexual, consumo de café ou de bebidas alcoólicas, ações de dirigir, usar o telefone ou ir ao banheiro • Diário do fumo: fundamental para o reconhecimento de padrões, permitindo traçar as mudanças posteriormente. o Realizado por pelo menos 3 dias, preenchendo o horário de todos os cigarros fumados, correlacionando com pensamento ou atividade anterior o Data // Hora // Cigarro do dia // Pensamento/atividade anterior § Horário: auxilia na determinação do nível de dependência AVALIAÇÃO DO PACIENTE TABAGISTA • Número de cigarros/dia o Carga tabágica= Nº de cigarros dia x anos/20 • Há quanto tempo fuma? • Houve interrupção em algum momento? Se sim, quanto tempo? • Idade de início • Como começou a fumar? • Algum mal-estar diretamente relacionado ao tabaco? • Estágio motivacional para cessação: Roda de Pochaska-DiClemente • Escala de Richmond • Escala de Fagerstrom Roda de Prochaska- Diclemente A roda de Prochaska-Diclemente compreende os estágios de mudança para a cessação do tabagismo. Geovana Sanches, TXXIV Pré-contemplação • Paciente não está pronto para considerar uma mudança ou desconhece a necessidade de mudar o algumas vezes ironiza • Plano das ideias: certeza do não • Discurso do indivíduo: resistência o “Eu não quero parar de fumar” • Atitudes do profissional da saúde o Propor que o paciente pensa sobre o assunto o Aumentar a percepção do paciente sobre riscos e grau de dependência atual o Esclarecer dúvidas o NÃO indicar grupos de tabagistas Contemplação • Ambivalente: a pessoa considera e ao mesmo tempo rejeita a mudança • Plano das ideias: dúvida entre sim e não • Discurso do indivíduo: ambivalência o “Eu quero parar de fumar, mas não sei quando” o “Eu quero parar pela minha saúde, mas me ajuda tanto com a ansiedade, não sei se ficaria bem” • Atitudes do profissional da saúde o Identificar prós e contras da mudança o Evitar a procrastinação o Fortalecer autossuficiência (“você consegue, estou aqui para ajuda- lo”) o Pender a balança para o lado da cessação o Podemos indicar grupos de tabagistas a partir desse nível, desde que haja maior pendência para a preparação do que para a pré-contemplação Preparação • O indivíduo está aberto para mudar e se prepara para a mudança (no próximo mês por exemplo) • Transição das ideias para o concreto: certeza do sim, mas inseguro, sem saber como fazer ou por onde começar • Discurso do indivíduo: determinação o “Eu quero parar de fumar, estou decidido” • Atitudes do profissional da saúde o Início do planejamento o Definir planos de ação com metas factíveis Ação • A pessoa empenha-se em atitudes com intenção de promover as mudanças • Plano concreto: certeza do sim, com atitudes pró-ativas para atingir o objetivo • Discurso do indivíduo: concretizaçãoo “Eu parei de fumar cigarro há um mês” o “Eu reduzi 1 cigarro ao dia, mas ainda tem dias que não consigo manter” • Atitudes do profissional da saúde o Ajudar o paciente a dar passos para a mudança que se iniciou o Valorizar os benefícios da mudança o Prevenir lapsos Manutenção • A pessoa mantém uma situação de mudança que já alcançou • Plano concreto: concluiu a meta • Discurso do indivíduo o “Eu parei de fumar” • Atitudes do profissional da saúde o Plano de seguimento para apoio o Parabenizar pelo sucesso obtido o Prevenir e discutir sobre recaídas x lapsos Recaídas e Lapsos • Recaída: há retomada do hábito de fumar; o indivíduo reassume comportamento antigo, mesmo que com redução da carga tabágica o Observar o motivo pelo qual a pessoa voltou a fumar o “Eu voltei a fumar regulamente” Geovana Sanches, TXXIV • Lapso: recaída breve, com retorno as medidas de cessação ao tabagismo em seguida; não há restituição do hábito • Atitudes do profissional da saúde o Redefinir metas o Valorizar recaída como oportunidade de aprendizado o Reavaliar motivação e obstáculos Escala de Richmond É utilizada também para verificar a motivação da pessoa para a cessação do tabagismo. Escala de Fagerstrom A escala de Fageerstrom permite a avaliação da dependência a nicotina. Cosnsite em 6 perguntas, variando entre 0 e 10 pontos. • Quanto tempo depois de acordar você fuma o primeiro cigarro? • Você tem dificuldade de ficar sem fumar em locais proibidos? • O primeiro cigarro da manhã é o que traz mais satisfação? • Você fuma mais nas primeiras horas da manhã do que no resto do dia? • Você fuma mesmo quando acamado por doença? • Quantos cigarros você fuma por dia? Pontuação • Muito baixo: 0 - 2 pontos • Baixo: 3 - 4 pontos • Médio: 5 pontos • Elevado 6 - 7 pontos • Muito elevado: 8 - 10 pontos TRATAMENTO E SUS O tratamento para cessação do tabagismo deve ser inclusivo, levando em conta fatores como gênero, cultura, religião, idade, escolaridade, situação socioeconômica e as necessidades especiais de diferentes tabagistas. Ele inclui estratégias não farmacológicas e farmacológicas. Princípios do SUS • Universalidade • Integralidade • Equidade Atributos essenciais da APS • Primeiro contato (acesso) • Longitudinalidade • Integralidade • Coordenação do cuidado Atributos derivados da APS • Orientação familiar e comunitária • Competência cultural ESTRATÉGIAS NÃO FARMACOLÓGICAS As estratégias não farmacológicas são tão importantes quanto as farmacológicas, aumentando o sucesso da cessação do tabagismo em 30%. Abordagem inicial A abordagem breve/mínima (PAAP) consiste em perguntar, avaliar, aconselhar e preparar o fumante para que deixe de fumar. Ela pode ser feita por qualquer profissional da saúde, em 3 minutos. • Entrevista motivacional breve • A conduta deve estar de acordo com o interesse do fumante em deixar de fumar, ou não, no momento da consulta Geovana Sanches, TXXIV Terapia cognitivo comportamental (TCC) • Mapear as situações, lugares, companhias que condicionam ou são gatilhos para o uso do cigarro • Ajudar o paciente a reconhecer essas situações a traçar novos comportamentos • Desfazer alguns estímulos que condicionam o uso de cigarro • Encorajar o fumante a encontrar prazer em outras situações que não sejam de risco o Atividade física, eventos com a família, entre outros • Ajudar no manejo da síndrome de abstinência, facilitando o encontro do prazer sem o uso da droga Treinamento de habilidades Associação: gatilhos Mudando os hábitos Café Chá calmante gelado Falar ao telefone Caneta e papel na mão Após as refeições Escovar os dentes Bebida alcoólica Evitar no início Ir no banheiro Ler uma revista Dirigir Caneta na mão Kit fissura • Alimentos que têm como objetivo desviar a atenção da vontade de fumar • Exemplos: cravo, canela em pau, damasco, ameixa sem caroço, uva passa sem caroço, gelatina, frutas frescas ou secas, tiras de casca de limão e laranja torras no forno por 5 minutos Programa de cessação ao tabagismo • Grupos de tabagistas • 4 sessões semanais • 2 sessões quinzenais • 1 sessão mensal por 1 ano → Sessão 1: entender por que se fuma e como isso afeta a saúde • Desenvolvimento de orientações sobre os aspectos do tabagismo • Ambivalência do fumante em parar ou continuar fumando • Métodos para deixar de fumar • Principais substâncias contidas na fumaça do produto e seus prejuízos à saúde • Tarefas para que o paciente identifique e mensure a dependência física e psicológica • Pensar em uma data e no método que usará futuramente para deixar de fumar (organizar o processo de cessação) → Sessão 2: os primeiros dias sem fumar • Discussões sobre viver os primeiros dias sem fumar, síndrome de abstinência e estratégias para superá-la, exercícios de respiração e relaxamento • O que são e quais as contribuições do pensamento construtivo diante dos sintomas de abstinência, motivação, tarefas estimulando-o a efetivar a cessação na data e método escolhidos para deixar de fumar e trazer resultados na próxima sessão → Sessão 3: como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar • Identificar os benefícios obtidos após para de fumar • Estratégias para lidar com o ganho de peso • Importância do apoio interpessoal para continuar sem fumar • Estímulo à prática dos exercícios de relaxamento e dos procedimentos práticos para lidar com a fissura → Sessão 4: benefícios obtidos após parar de fumar • Apresentação de benefícios da cessação do tabagismo • Principais armadilhas evitáveis para permanecer sem fumar • Benefícios de longo prazo obtidos com o parar de fumar • Planos de acompanhamento para prevenção de recaídas → 2 sessões quinzenais: fase de manutenção da abstinência • Objetivo principal é conhecer as dificuldades e estratégias de cada fumante para permanecer sem fumar • Sessão deixa de ter estrutura fixa → 1 sessão mensal aberta: prevenção de recaídas até completar 1 ano • Objetivo é conhecer as dificuldades e as estratégias de cada fumante para permanecer sem fumar, orientar e fortalecer a decisão de permanecer sem fumar • Sessão não é estruturada Geovana Sanches, TXXIV TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Terapia de reposição nicotínica (TRN) • Primeira linha de tratamento • Nicotina adesivo transdérmico de 7, 14, 21 mg o Fumante de 2 maços: utilizar 2 adesivos de 21mg (dose máxima) o Fumante de 1 maço: utilizar inicialmente 21mg e ir diminuindo progressivamente, até a retirada total o Fumante de ½ maço (10 cigarros): utilizar 7 ou 14mg – inicialmente utilizamos 14mg o Também podemos ver isso pelo nível de fissura – se o paciente estiver com sintomas, damos um nível mais alto de nicotina o Média de troca entre as doses do adesivo: 4 semanas • Goma de mascar de 2 mg • Pastilhas de 2 mg • Inalador em aerossol • Spray nasal • Comprimidos sublinguais Efeitos adversos • Adesivos de nicotina transdérmicos o Prurido, eritema, cefaléia, tontura, náusea, dispepsia, distúrbios do sono, tremores e palpitações o Em caso de irritação da pele: uso de creme de corticóide no local onde o adesivo será aplicado na noite anterior e no dia seguinte à aplicação • Goma e pastilhas de nicotina o Tosse, soluço, irritação da garganta, estomatite, boca seca, perda ou diminuição do paladar, indigestão, flatulência, desconforto digestivo, dor abdominal Contraindicações • IAM: deve-se evitar a TRN nas primeiras 2 semanas após evento • Arritmias cardíacas graves (fibrilação atrial) • Angina pectoris instável • Doença vascular isquêmica periférica • Úlcera péptica • Doenças cutâneas • Gravidez e lactação • Goma de nicotina: incapacidade de mascar, lesões na mucosa oral, úlcera péptica, e usode próteses dentarias móveis • A TRN é bem tolerada nos pacientes cardiopatas crônicas estáveis Adesivo de nicotina • A reposição deve considerar 1 mg de nicotina para cada cigarro fumado/ dia • Não se deve ultrapassar a dose de 42 mg/ dia • A dose inicial de reposição de nicotina para efeito do cálculo deve considerar: o Até 5 cigarros/ dia: avaliar o uso de adesivo de 7 mg ou apenas pastilha/ goma o De 6 a 10 cigarros/ dia: iniciar com adesivo de 7 mg/dia o De 11 a 19 cigarros/ dia: iniciar com adesivo de 14 mg/dia o A partir de 20 cigarros/ dia: iniciar com adesivo de 21 mg/dia • Colar o adesivo em área previamente higienizada e trocar por novo adesivo após 24h. não devemos colar em locais de exposição ao sol devido ao aumento da absorção e risco de alergia • Lembrar-se de rodiziar os locais de aplicação e cessar tabagismo após início do uso do adesivo • As reduções das doses devem ser graduais: recomenda-se retirada de 7mg a cada semana avaliadas pela intensidade dos sintomas de síndrome de abstinência. Geovana Sanches, TXXIV Terapia não nicotínica Bupropriona • Antidepressivo atípico • Inibidor da receptação neuronal de norepinefrina e dopamina o Diminui os sintomas da síndrome de abstinência • Posologia o 1º ao 3º dia: 1 cp de 150mg pela manhã o 4º ao 84º dia: 1 cp de 150 mg pela manhã e outro após 8h da primeira dose § Total: 300mg ao dia o Não há comprimido de 300mg de liberação controlada disponível no SUS, sendo necessário a ingestão de 2 comprimidos separadamente • Efeitos adversos: muito relacionados ao aumento da noradrenalina à ativação do sistema nervoso simpático o Tremores e insônia: mais comuns o Boca seca, cefaleia, náusea, tontura, ansiedade, perda de apetite o Risco de convulsões § 1:1.000 pessoas que tomam a dose máxima diária recomendada (300mg) § A medicação reduz o limiar convulsivo • Contraindicações: epilepsia, convulsão febril na infância, tumor do SNC, TCE recente, anormalidades no EEG, uso de inibidor da enzima monoamina oxidase (IMAO) Vareniclina • Agonista parcial dos receptores nicotínitos • Não está disponível no SUS • Pouca interação com outras drogas • Farmacocinética o Não é metabolizado no fígado o Eliminação renal o Meia vida de 12h • Apresentação: comprimidos de 0,5 e 1mg • Pode levar ao aumento do peso corporal • Marcar a data parada após 2 semanas do início da terapêutica • Posologia o 1º ao 3º dia: 0,5 mg 1x/dia o 4º ao 7º dia: 0,5 mg 2x/dia o 8º dia a 12ª semana: 1 mg 2x/dia • Não é utilizada em pessoas com ideação suicida ou com transtornos depressivos graves • Contraindicação o Doença renal grave o Cautela em pacientes com transtornos do humor e de personalidade • Efeitos adversos o Humor depressivo e ideação suicida o TGI (náuseas e vômitos, aumento do apetite, boca seca, alteração do paladar, alteração do hábito intestinal) Nortripilina • Tratamento de 2ª linha • Antidepressivo tricíclico • Pouco se sabe sobre a forma como atua no tabagismo • Farmacocinética o Metabolismo hepático e eliminação renal o Meia vida de 24h • Apresentação: comprimidos 10, 25, 50 e 75mg • Iniciar com 25mg por dia e aumentar a dose a cada 2 dias até atingir 75mg (ou 150mg) • Contraindicações: uso de IMAO; arritmias severas; glaucoma; prostatismo • Efeitos adversos: boca seca; náusea; obstipação; arritmias; sonolência / sedação; tonturas / hipotensão ortostática; retenção urinária. NO SUS • Adesivo, gomas ou pastilhas de nicotina o Mais eficaz para pessoas com dependência química do que para aquelas com dependência emocional • Bupropiona o Contraindicado em qualquer anormalidade do SNC • Nortripilina o Contraindicado em arritmia severa • Caso não haja contraindicação, pode associar