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Heranç� Multifatoria� � Doença� Comun� introdução ● Herança Monogênica ⇒ atuação de um gene só ● Herança Oligogênica ⇒ poucos genes atuando (um pode atuar mais que outro) ● Herança Poligênica ⇒ vários genes atuando, alelos com papel aditivo ● Herança Multifatorial ⇒ atuação de genes + fatores ambientais - Corresponde à maioria das situação herança multifatorial- exemplos ● Características antropométricas (peso, altura, etc) ● Características fenotípicas ● Malformações congênitas ● Doenças comuns (DM, HAS, obesidade, etc) Classificação do fenótipo ● Características contínuas x Características semicontínuas ● Características quantitativas ⇒ caracterizadas pelo efeito aditivo dos diferentes genes - Fenótipo gradual - Distribuição contínua (curva de Gauss) ● Herança Influenciada Pelo Ambiente ⇒ multifatorial - Exemplo: altura ⇒ fatores genéticos (responsáveis pelos hormônios do crescimento) + fatores ambientais (nutrição, atividade física, etc.) ● Características Semicontínuas - Classificação especial dentro da herança multifatorial - Não necessariamente todos os genes têm o mesmo papel e se somam - Influência ambiental variável - Distribuição com um limiar que define quem é normal ou afetado - O “sino” do gráfico não é mais as classes de fenótipos, e sim o número de fatores que contribuem com a doença (razão de susceptibilidade) - Limiar diferencia os indivíduos que o ultrapassaram (à direita do gráfico ⇒ possuem a doença) e oss que não ultrapassaram (à esquerda do gráfico ⇒ normais) 1. O que diferencia os fatores é o número de fatores que o indivíduo tem ● Diferença entre herança monogênica e multifatorial - Monogênica ⇒ características, qualitativas, distribuição descontínua, fenótipos de fácil reconhecimento, pequeno efeito ambiental, heterogeneidade de locus, riscos de recorrência conhecidos - Multifatorial ⇒ características quantitativas, distribuição contínua, fenótipos intermediários, distribuição conforme curva normal, influência marcante de fatores ambientais, riscos empírico 1. Doenças comuns e malformações congênitas que não são causadas por genes únicos ou anormalidades cromossômicas 2. Não ocorre heterogeneidade de lócus. Ex: surdez multifatorial ⇒ mutação nos gene A, B e C (não ou) + fatores ambientais ● Variantes genéticas - Diferentes alelos dos genes agem em conjunto - Podem contribuir para uma doença ou proteger contra ela - Exposições ambientais podem ser benéficas ou maléficas - As variantes genéticas não são moduláveis, mas a exposição ambiental sim ⇒ gêmeos monozigóticos podem exacerbar, acelerar, desencadear ou proteger contra a mesma doença doenças comuns/complexas ● Agregação familiar - Identificação da doença nas famílias sem explicação pela herança mendeliana - A família compartilha alelos e o ambiente - *Nem sempre o que acontece em uma família é decorrente de herança multifatorial ⇒ doenças ao acaso ou apenas fatores ambientais compartilhados ● As doenças podem acontecer no nascimento/início da infância ou somente em idade avançada ● Modelo Limiar - Características não seguem a curva normal (gráfico em forma de sino) - Malformações congênitas (lábio leporino, DTN, pé torno, etc.) - Distribuição de suscetibilidade ⇒ indivíduos com maior ou menor chance de terem a doença - Continua desenhando o sino e traça um limiar - Esquerda do limiar ⇒ menor chance - Direita do gráfico ⇒maior chance - O sino se relaciona ao número de indivíduos (a maioria está no meio) - O que faz estar na direita ou esquerda é a soma de genética e ambiente - Para cruzar o limiar é necessário ter exposição ambiental - Exemplo: se o limiar é 10 e houver 8 mutações, basta ser exposto a 2 fatores ambientais para atingir o limiar - Limiar Menor: mais suscetível, menos genes necessários para expressar a doença - Limiar Maior: menos suscetível, mais genes necessários para expressar a doença - Exemplo: Estreitamento e obstrução do piloro ⇒ fatores ambientais + genéticos, prevalência maior em meninos 1. Modelo limiar dependente de sexo (nesse caso, para meninos o limiar é menor) características da herança multifatorial ● Risco de recorrência impreciso - Empírico baseado em dados observacionais ⇒ não se sabe todos os genes envolvidos e há ainda a questão ambiental - Na herança monogênica é possível calcular o risco de recorrência, que depende do padrão da herança ● Os fatores de risco variam ⇒ causa variação na população, podem ser diferentes nos dois sexo ● O risco de recorrência é maior se mais de um membro da família for afetado - Diferentemente, na herança monogênica o risco é o mesmo independente do número de afetados ● Se a expressão for mais severa (mais à direita no gráfico) na criança afetada, o risco de recorrência na família é maior ● O risco de recorrência é maior se o probando por do seo menos comumente afetado ● O risco de recorrência para a doença geralmente diminui rapidamente em parentes mais distantes - O fator ambiental modifica muito - Para doenças monogênicas, o risco de recorrência diminui 50% a cada grau de parentesco ● Se a prevalência da doença na população é f, o risco da prole e de irmãos do probando é de aproximadamente a raiz quadrada de f - Exemplo; se uma doença tem frequência de 9% na população, o risco de recorrência na família é 3 (raiz quadrada de 9) - Diferentemente, a herança monogênica NÃO depende da frequência populacional ● A incidência de características multifatoriais é maior na prole de casamentos entre parentes (consanguíneos) efeitos dos genes e do ambiente ● Estudo de gêmeos - Monozigóticos ⇒ podem ocorrer mutações após a formação do zigoto, mutações somáticas ao longo da vida, mutações epigenéticas - Dizigóticos ⇒ 50% da genética igual + compartilhamento do ambiente intraútero - Nos estudos ocorre comparação de pares (o que é observado em gêmeos monozigóticos comparado com o que é observado em gêmeos dizigóticos) 1. Nos monozigóticos, se a característica apresentada é diferente, a culpa é do ambiente - taxa de concordância ⇒ concordante (os dois tem), discordante (um tem e o outro não) 1. Taxa de concordância de 100% (ou quase) nos MZ, mas muito menor nos DZ ⇒ doença genética, geralmente monogênica 2. Na doença multifatorial, a taxa de concordância é maior nos MZ, mas nunca chega a 100% 3. Se a condição for ambiental, as taxas de concordância vão ser semelhantes dentre MZ e DZ, pois a genética não importa 4. Quanto maior a taxa (perto de 100% ou de 1), mais a doença é determinada geneticamente ⇒ Herdabilidade - Coeficiente de correlação interclasse doenças comuns/multifatoriais/complexas ● Frequência de 1/1000 indivíduos ● Fatores genéticos, epigenéticos e ambientais ● Trombose Venosa Cerebral Idiopática - Acomete mais adultos jovens, altas taxas de mortalidade - Interação entre dois genes e influência ambiental - Gene do Fator V de Leiden: um dos alelos tem mutação que substitui arginina por glutamina, frequente principalmente em caucasoides ⇒ o sítio de clivagem é alterado e deixa a proteína mais estável ⇒ efeito pró-coagulante 1. Heterozigotos: risco aumentado em 7x em relação a pessoas sem a mutação 2. Homozigotos: risco 80x maior - Gente da protrombina: produção de mais mRNA ⇒ aumento de proteínas pró-coagulantes 1. Heterozigotos; aumento do risco de 3-6x - Fator ambiental 1. Uso de contraceptivo oral com estrogênio sintético ⇒ aumenta o risco em 14-22x - Associação dos fatores com outros tipos de trombose: 1. Trombose arterial placentária: além da mutação em 2 genes, tem mutação do MTHFR, associação com pré-eclâmpsia, descolamento da placenta e natimortos 2. Trombose venosa profunda das extremidades inferiores: alta taxa de morte por embolismo pulmonar, relação com outro fatores ambientais (traumas, cirurgias, longos períodos de imobilidade) ● Diabetes Mellitus tipo I - Multifatorial ⇒ observado agregação familiar - Taxas de concordância: muito maiores em gêmeos MZ do que DZ, mas não chega a 100% - 20-50 genes que aumentam a suscetibilidade (maioria associada com antígenos leucocitárioshumanos) 1. Alelos HLA-DR3 e/ou -DR4: ocorre em 50% da população geral, 95% dos diabéticos têm esse alelo 2. HLA-DQ: aumenta em 100x o risco de desenvolvimento da doença - Fatores ambientais: infecções virais específicas, exposição prematura à albumina bovina 1. Concordância dos genes MZ e depois variação sazonal na incidência da doença ⇒ indica fator ambiental ● Malformações Congênitas - 2% dos recém-nascidos, risco de recorrência de 1-5% - Isoladas (multifatoriais) ou associadas a outras doenças - Fatores ambientais: talidomida (leva a amputação de membros- focomelia), ácido retinoico (coração, ouvidos e SNC), rubéola (coração) - Mais comuns: cardiopatias ⇒ a mutação pode não ser a mesma em dois filhos, mas podem estar relacionadas ● Defeitos do Tubo Neural - Fator ambiental importante: ácido fólico - Agregação familiar: 4% para parente de primeiro grau, 1% segundo grau - Herdabilidade: 0,6 - variante genética: mutação da enzima MTHFR - C677T e A1298C (enzima que metaboliza o ácido fólico) ● Doença de Alzheimer - Pode ser monogênica ou multifatorial - Multifatorial: risco de 3 a 4x para parentes de primeiro grau - Taxa de concordância entre MZ e DZ variável - Alzheimer Hereditário: herança autossômica monogênica, 3-10% dos casos, normalmente idades precoces 1. Segregação em algum gene APP, PSEN1 ou PSEN2 - Alzheimer Esporádico 1. Acomete idade avançada 2. Fator genético: Gene APOE (codifica as proteínas das placas amiloides → alelo E4 tem frequência aumentada em pacientes com alzheimer) e TREM2 3. Fatores ambientais desconhecidos. Hipóteses → trauma cranioencefálico ● Outras doenças ⇒ doenças do coração, hipertensão, obesidade Maria Luísa Lucio- Medicina Unicesumar TXII