Logo Passei Direto
Buscar

LINGUÍSTICA - RESUMO CAPÍTULO LIVRO Manual de Linguística p.15-30

User badge image
Sarah Gantuss

em

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Linguistica 
COSTA, M. A; CUNHA, A. F. da; MARTELLOTA, M. E. Linguística. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo (Org.). 
Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2011. p. 15-30 
 
Linguistíca 
Disciplina que estuda cientificamente a linguagem. 
 
Linguagem 
Qualquer processo de comunicação como a 
linguagem dos animais, a linguagem corporal, a 
linguagem das artes, a linguagem da sinalização, a 
linguagem escrita, entre outras. 
Nessa acepção, as línguas naturais como o 
português ou o italiano, por exemplo, são formas 
de linguagem já que constituem instrumentos que 
possibilitam o processo de comunicação entre os 
membros de uma comunidade. (p.15 - 16) 
Linguista 
Entendem a linguagem como uma 
habilidade/capacidade que apenas os seres 
humanos possuem de se comunicar por meio de 
línguas. (p.16) 
Língua 
Um sistema de signos vocais entre os membros de 
um grupo social ou de uma comunidade linguística. 
Linguistas 
 
Estudam a linguagem 
 
Observam a estrutura, mas não estão 
interessados apenas nela. 
 
Mas sim nos processos que estão na base de 
sua utilização como instrumento de 
comunicação 
Linguista – um estudioso dos processos através 
dos quais as línguas refletem, em sua estrutura 
aspectos universais essencialmente humanos. 
A linguagem implica um conjunto 
de características 
 
a) Uma técnica articulatória complexa 
Um conjunto de movimentos corporais necessários 
para a produção dos sons que compõem a fala. 
 
 b) Uma base neurobiológica composta 
de centros nervosos que são utilizados na 
comunicação verbal 
 
Um exemplo que ilustra bem essa relação entre a 
linguagem e nossa estrutura neurobiológica pode ser 
visto nas afasias, que se caracterizam como distúrbios 
de linguagem provenientes de acidentes 
cardiovasculares ou lesões no cérebro. (p.17) 
 
 
Paul Broca e Karl Wernick 
 
Lesões ou traumatismos 
em determinadas áreas do 
cérebro provocam 
problemas de linguagem 
Afasia de Broca - Lesões na parte frontal do hemisfério 
esquerdo causam articulação deficiente, série de dificuldade 
de formar frases compreensão não comprometida. 
Afasia de Wernick - pacientes com lesão na parte posterior do 
lóbulo temporal esquerdo conseguem falar fluentemente 
com boa pronúncia e com frases sintaticamente corretas, mas 
perdiam a capacidade de produzir enunciados com significado 
e compreender a fala de outras pessoas. 
c) Uma base cognitiva, que rege as 
relações entre o homem e o mundo biossocial 
e, consequentemente, a simbolização ou 
representação desse mundo em termos 
linguísticos. 
Associado a essa base neurobiológica está o 
funcionamento mental, ou seja, a capacidade de 
compreender a realidade que nos cerca, armazenar 
organizadamente na memória as informações 
consequentes dessa compreensão e transmiti-las aos 
nossos semelhantes em situações reais de 
comunicação. 
✓ Cada língua segmenta a realidade de um modo 
peculiar e impõe tal segmentação a todos os 
que a falam. Isso significa que a linguagem é 
importante não só para a organização do 
pensamento, como também para a 
compreensão e categorização do mundo que 
nos cerca. 
 
 
 
d) Uma base sociocultural que atribui à 
linguagem humana os aspectos variáveis que 
ela apresenta no tempo e no espaço. 
Cada grupo social tem um comportamento que lhe 
é peculiar e isso vai se manifestar também na maneira 
de falar de seus representantes: os cariocas não falam 
como os gaúchos ou como os mineiros e, do mesmo 
modo, indivíduos pertencentes a um grupo social 
menos favorecido têm características de fala distintas 
dos indivíduos de classes favorecidas (p.19). 
[...] as línguas variam e mudam ao sabor dos 
fenômenos de natureza sociocultural que caracterizam 
a vida na sociedade. Variam pela vontade que os 
indivíduos ou os grupos têm de se identificar por meio 
da linguagem e mudam em função da necessidade de 
se buscar novas expressões para designar novos 
objetos, novos conceitos ou novas formas de relação 
social (p.19). 
e) Uma base comunicativa que fornece os 
dados que regulam a interação entre os falantes 
Como a linguagem se manifesta no exercício da 
comunicação, existem aspectos provenientes da 
interação entre os indivíduos que se revelam na 
estrutura das línguas. 
(COSTA; CUNHA; MARTELOTTA, 2011 p.19) 
 
A linguística como estudo 
científico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (investigada e descrita à luz de princípios teóricos 
e de acordo com uma terminologia específica e 
apropriada) 
 
 
(atitude de buscar comprovação empírica dos 
fatos, ou seja, que as hipóteses levantadas sejam 
comprovadas através da observação dos dados) 
 
 
 
(a maioria dos modelos linguísticos 
contemporâneos trabalha com dados 
publicamente verificáveis por meio de observações 
e experiências) 
 
 
 
 
 
 
(COSTA; CUNHA; MARTELOTTA, 2011 p.20) 
 
Hipótese do relativismo linguístico – início do 
século XX – Edward Sapir e Benjamin Lee Whorf 
Teoria 
e 
métodos 
Objeto de estudo 
próprio: a 
capacidade da 
linguagem 
Tende a ser 
empírica 
Métodos rígidos 
de observação 
Ciência descritiva, 
analítica e 
sobretudo, não 
prescritiva.

Mais conteúdos dessa disciplina