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DIARREIA AGUDA E CRÔNICA REFERÊNCIAS Aula Mecel + Aula UFR DEFINIÇÃO Três evacuações ao dia e até 3 evacuações por semana. Escala de Bristol ajuda a determinar qual a característica das fezes. Fezes 1 e 2 = constipação Fezes 6 = pastosa Fezes 7 = aquosa CLASSIFICAÇÃO Quanto à duração: Aguda = até 14 dias Persistente = 15-30 dias Crônica = mais de 30 dias Quanto à localização: Intestino delgado = grande volume, pequena frequência, incomum ter sangue, não tem muco e pus, restos alimentares geralmente presentes, dor abdominal em mesogástrio. Cólon = pequeno volume, grande frequência, frequente ter sangue, muco e pus presente, não tem resíduos, tem tenesmo, dor abdominal em fossa ilíaca esquerda (hipogástrio). DIARREIA AGUDA ANAMNESE Paciente fez viagem recente a local de risco? Houve surtos epidêmicos? Rotavirus, criptosporidiase. Tem diabetes? Medicação ou complicações ou insuf pancreática. Hospitalizados ou asilado? Clostridium dificile, dieta enteral, uso de drogas, colite isquêmica. AIDS? Linfoma, infecçãoes oportunistas. OBS: quando é paciente em asilo ou hospital a gente tem que pensar em clostridium dificile. DADOS CLÍNICOS Medicamentos associados à diarreia crônica: Bloqueadores H2 Inibidores da bomba de prótons Antiácidos com magnésio Antiarritmicos Antibióticos (maioria relacionado com clostridium dificile) Medicações para tratamento de DM – acarbose e metformina AINES Bloqueador beta adrenérgico (atenolol) TARV Quimioterápicos Colchicina EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma; eletrólitos, função renal; PCR. OBS: NA DIARREIA BACTERIANA VAI TER LEUCOCITOSE, NA DIARREIA PARASITÁRIA VAI TER EOSINOFILIA. Quando eu devo investigar melhor a situação?? Surtos na comunidade;viagem recente para área de risco; uso recente de atb; hospitalizado; idoso e imunocomprometido; dor abdominal severa; temperatura > 38,5; disenteria; duração > 7 dias; + 6 evacuações/dia; desidratação importante. Sinais de diarreia invasiva (febre, sangue pus muco, dor abdominal muito intensa) TRATAMENTO DESIDRATAÇÃO QUANDO TRATAR COM ANTIBÓTICO??? Indicações: desinteria febril; imunossuprimidos; duração > 7 dias; shigella; diarreia dos viajantas – e. coli enterotoxigenica; clostridium difficile; e. histolytica; giárdia lamblia; salmonella, campylobacter. Yersínia. Esquema antibiótico é com Ciprofloxacino 500mg 12/12 horas VO 5 dias Uma alternativa é Azitromicina 1g VO 3-5 dias. Caso os patógenos causadores forem o Clostridium e E histolitica e Giardia, precisa de metornidazol. SINTOMÁTICOS Loperamida = é análogo de opioide; promove redução da motilidade intestinal – 2 mg 1 cp a a cada evacuação diarreica por < 2 dias; dose máxima de 16mg; não pode usar jamé em paciente com inflamação,por que reduz a motilidade de um intestino que já está lesado. Racecadotrila = cessa a diarreia por reduzir a secreção na luz intestinal; inibidor da encefalinase; mais seguro que a loperamida; dose 100mg 8/8h até cessação da diarreia. não pode usar jamé em paciente com inflamação,por que reduz a motilidade de um intestino que já está lesado. Prebióticos/probióticos = uso não recomendado de rotina; diarreia associada a antibióticos COMENTÁRIOS DO PROF UFR: Diarreia aguda = ambulatorial ( até que se prove ao contrário é infecciosa ou alimentar e exige algoritmo de suporte) é proscrito o uso de anti-diarreico por que na diarreia enteroinvasiva isso pode ser um erro fatal/ a rasecadotrila pode ser usada, é anti-secretor, daí com isso controla a diarreia. Doença de tireoide sempre pode dar diarreia- hipomotilidade/hipermotilidade Diarreia paradoxal = por obstrução do intestino tem diarreia Probiotico – intra hosp é sacaromiche DIARREIA CRÔNICA MECANISMO DAS DIARREIAS Aquosa o Osmótica o Secretória Inflamatória Má absorção Motora GAP OSMOLAR FECAL Estima a contribuição dos eletrólitos na formação das fezes; a maior presença de eletrólitos faz gap osmolar baixo. A diarreia osmótica faz gap osmolar alto (>125) por que os solutos mantêm a água no lúmen e com isso os eletrólitos ficam diluídos. A diarreia secretória faz secreção de eletrólitos no lúmen, de modo que aumenta NA e K e faz gap baixo. FÓRMULA: 290 – 2X (Na + K) DIARREIA OSMÓTICA Substâncias osmoticamenes ativas na luz intestinal promovem a saida de água do corpo. Sintomas desaparecem em estado de jejum, não há diarreia noturna, Gap alto. DIARREIA SECRETÓRIA Maior secreção de íons cloro e bicarbonato e mair absorção de sódio. Causada por transporte anormal de íons na luz intestinal. Não cessa com jejum, gap baixo. O estimulo para essa alteração vem da luz intestinal, geralmente por infecção ou medicamentos, sendo que a causa mais comum é infecção (enterotoxinas – cólera, salmonela, klebsiela). DIARREIA EXUDATIVA/INFLAMATÓRIA Dor abdominal, febre, muco sangue; ulceração de mucosa. Nessa diarreia ocorre lesão do enterócito. Pode ocorrer por diarreias águas, mas devemos pensar também nas crônicas. DIARREIA GORDUROSA Diminuição da absorção de nutrientes; gera fezes gordurosas que boiam no vaso, fezes que brilham. DIARREIA MOTORA Causada por hipermotilidade ou hipomotilidade. Diarreia por hipermobilidade por ser gerada por hipertireoidismo, tumores digestivos produtores de hormônios gastroentéricos, síndrome do intestino irritável e diarreia funcional. A diarreia por hipomotilidade pode ser causada por estase e supercrescimento bacteriano (SIBO), por esclerodermia, DM, diverticulose e suboclusão intestinal crônica. DIARREIA MOTORA FUNCIONAL Principal causa de diarreia crônica no adulto é a síndrome do intestino irritável. Causada por dismotilidade, o trânsito está muito acelerado. INFLAMATÓRIA X NÃO INFLAMATÓRIA TESTES DIAGNÓSTICOS - Leucócitos fecais: baratos; podem guiar tratamento; se negativo é desnecessário coprocultura, se positivo associado a febre já entra com ATB; mais usado em pronto socorro; -Calprotectina fecal: indica inflamação; -Lactoferrina: indica inflamação; -Coprocultura: índice baixo de positividade, deve ser solicitado quando tem sangramento nas fezes, febre, leucócitos fecais; as principais causas de diarreia inflamatória infecciosa é salmonella, shigella e campylobacter -Parasitológico de fezes: pede quando a duração da diarreia se estende para além de 14 dias (persisntente); HIV; - Rx abdome: serve para excluir perfuração intestinal, íleo e megacolon toxico -Colonoscopia: reservada para diarreia inflamatória persistente; serve para diferenciar uma diarreia inflamatória de uma doença inflamatória em fase inicial -Gordura fecal: SUDAM 3; mostra quando sai gordura nas fezes -Teste da Destilose: diferencia insuficiência exócrina do pâncreas de lesão intestinal; se a eliminação está normal na urina, indica que não há problema da absorção intestinal; se o teste veio alterado, indica que há probelma da integridade de intestino delgado -Teste de insuficiência pancreática: Direto = padrão-ouro; estimula secreção pancreática e avalia fluido duodenal Indireto = elastase fecal; alta sensibilidade; precede a esteatorreia; -Teste respiratório: serve para investigar intolerância a lactose; baseia em avaliar a produção de gases pelas bactérias que fermentam o açúcar produzido no intestino grosso; um aumento maior que 20ppm do hidrogênio exalado indica que tem má absorção de lactose; -Teste sanguíneo: serve para ver se há intolerância a lactose; se a lactase é integra consegue quebrar a lactose e faz elevação da glicemia, se não está integra a glicemia não vai aumentar – então esse teste consiste em dar lactose para a pessoa e ir fazendo a glicemia, no paciente com intolerância não vai ter aumento de glicemia e a lactose ainda vai causar uma diarreia osmótica; -Sorologia para doençacelíaca: faz o paciente ingerir glúten e dosa a IgA. DIARREIA POR INTOLERÂNIA À LACTOSE VIPOMA SÍNDROME CARCINOIDE QUANDO INVESTIGAR E TRATAR O SUPERCRESCIMENTO BACTERIANO DE INTESTINO DELGADO? Aumento da quantidade de bactéria na luz do delgado. Condições que favorecem proliferação no delgado: TRATAMENTO Trata a condição de base Suporte nutricional ATB empírico TESTE RESPIRATORIO COM LACTULOSE Serve para indicar supercrescimento bacteriano no intestino delgado. Primeiros 90 min tem aumento do H2 expirado, mostrando que antes de chegar no colon já teve fermentação. Pode ter ainda o duplo pico, que é quando tem bactérias logo no jejuno, então aumenta o pico com 30 min de ingestão, e quando chega no colon volta a subir o nível de h2. Aumento de gases indica bactéria no intestino delgado e fecha o diagnostico. O padrão outro seria a contagem de colônias (que seria >10 5) UFC/ml. CLOSTRIDIUM DIFFICILE Megacólon tóxico é secundário a uma doença inflamatória do intestino, que pode ser causada pelo clostridium. Caracterizado por distensão colonica > 6cm. Precisa ter pelo menos 3 dos seguintes: febre >38; FC>150;LEUCO>10500; anemia. E pelo menos 1 dos seguintes: desitradação, alteração do sensório distubrio eletrolítico e hipotensão. Diagnostico por exames específicos de fezes, como imunoensaio enzimático, cultura ou PCR.O padrão outro é ensaio de citotoxicidade em cultura de tecidos, demora de 24-72 horas para ficar pronto. O mais comum é a pesquisa de enterotoxinas A e B nas fezes. Tratamento é apenas para pacientes sitomáticos. Se a pessoa está usando antbiotico, temos de retirar; evitar uso de antiperistáltico pelo risco de megacolon toxico. Testes para controle de cura são realizados apenas se suspeita de reinfecção. **Vanco é só VO, IV não é útil para trarar clostridium. *Principal indicação de probioticos é diarreia associada ao uso de antibióticos. DIARREIA Diarreia aguda = ambulatorial ( até que se prove ao contrário é infecciosa ou alimentar e exige algoritmo de suporte) é proscrito o uso de anti-diarreico por que na diarreia enteroinvasiva isso pode ser um erro fatal/ a rasecadotrila pode ser usada, é anti- secretor, daí com isso controla a diarreia. Doença de tireoide sempre pode dar diarreia- hipomotilidade/hipermotilidade Diarreia paradoxal = por obstrução do intestino tem diarreia Probiotico – intra hosp é sacaromiche PRATICANDO