Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL NO LINFEDEMA PÓS-MASTECTOMIA
O câncer consiste em uma 
enfermidade crônica, 
caracterizada pelo crescimento 
celular desordenado, o qual é 
resultante de alterações no 
código genético (INUMARU, 
2011).
O câncer de mama é o segundo 
tipo de câncer mais frequente no 
mundo e o mais comum entre as 
mulheres, e sua incidência vem 
aumentando ao longo do tempo, 
concomitantemente ao aumento 
da industrialização e da 
urbanização (INUMARU, 2011).O 
câncer lidera as causas de morte 
no mundo e, entre mulheres, o 
tumor de mama é o mais 
prevalente, inclusive no Brasil 
(OHL,2016).
O desenvolvimento do câncer 
de mama é decorrente de 
vários fatores, como os 
biológicos e ambientais, com 
destaque àqueles relacionados 
à idade, aspectos endócrinos e 
genéticos (OHL,2016).
A mastectomia é um dos 
recursos cirúrgicos para 
o tratamento de câncer 
de mama. Podendo ser 
retirada total ou parcial 
da mama, associada ou 
não à retirada dos 
gânglios linfáticos da 
axila (esvaziamento 
axilar) (VENÂNCIO, 
2017).
As consequências que ocorrem no 
membro envolvido, após a 
mastectomia são diversas, dentre elas 
está a dor, restrição de força muscular, 
diminuição de amplitude de movimento, 
linfedema, parestesias, que interferem 
no psicológico e na qualidade de vida 
das pacientes (VENÂNCIO, 2017).
A drenagem linfática manual (DLM) é 
uma técnica de massagem com 
manobras lentas, rítmicas e suaves 
que envolvem a superfície da pele e 
seguem os caminhos anatômicos 
linfático do corpo, visando a drenar o 
excesso de líquido no interstício, no 
tecido e dentro dos vasos, por meio 
das anastomoses superficiais 
áxilo-axilar e áxilo-inguinal; a 
estimular pequenos capilares 
inativos; e a aumentar a motricidade 
da unidade linfática (linfangion), além 
de dissolver fibroses linfostáticas que 
se apresentam em linfedemas mais 
exuberantes (LUZ, 2011).
O linfedema é um quadro patológico 
crônico e progressivo, resultante de 
uma anomalia ou dano para o sistema 
linfático, gerando déficit no equilíbrio 
das trocas de líquidos no interstício, 
desconfortos, dores, aumento do risco 
de infecções, diminuição da amplitude 
de movimento, alterações sensitivas e 
problemas com a imagem corporal, 
podendo levar a complicações como a 
celulite e, muito raramente, o 
linfangiossarcoma (LUZ, 2011).
O sentido do fluxo linfático 
superficial depende das 
diferenças de pressões e de 
forças externas como a 
contração muscular e a DLM, 
pois os capilares linfáticos não 
são valvulados (LUZ, 2011).
O primeiro processo é a 
evacuação que começa 
centralmente no pescoço e no 
tronco, para limpar as principais 
vias linfáticas, seguida da 
captação, que transporta a linfa 
dos pré-coletores aos coletores 
linfáticos. É importante ressaltar 
que a captação só é realizada 
quando por meio da palpação for 
observado um amolecimento da 
região afetada e uma diminuição 
nas regiões mais proximais, 
significando que parte do líquido 
já foi evacuado (LUZ, 2011).
O tempo ideal é 
em torno de 30 a 
45 minutos (LUZ, 
2011).
O tratamento inicia-se na fase aguda, pois a 
drenagem linfática é um recurso para tratar as 
consequências das alterações vasculares 
características da fase inicial (edema). Porém, 
devemos levar em conta que a cicatrização ainda 
está recente, e a aplicação da técnica deve ser o 
mais suave possível, evitando deslizamentos e 
trações no tecido em cicatrização (PEREIRA, 
2016).
A indicação da drenagem linfática manual em 
pós cirurgia mamária é basicamente para a 
retirada do edema excessivo encontrado no 
interstício. E ainda assim, só teremos a 
redução definitiva deste edema quando 
houver diminuição da secreção de cortisol, 
que é liberada durante o processo de 
inflamação/ reparo e no término da formação 
do tecido cicatricial, em torno de 20 a 42 dias 
(PEREIRA, 2016).
A drenagem não oferece risco 
algum para o paciente 
mastectomizados, somente se for 
mal aplicada empregando muita 
força, rapidez excessiva, ou 
direção errada (PEREIRA, 2016).
É indicada no caso de tecidos edemaciados, 
circulação sanguínea de retorno comprometida, 
edema no período gestacional e tensão pré-menstrual, 
tratamento de pré e pós-cirurgia plástica, tratamento 
pós-lipoaspiração, celulite, cicatrizes hipertróficas e 
queloidianas, relaxamento de pessoas tensas, dentre 
outras indicações.
Dentre as contraindicações estão: infecções agudas, 
flebites e tromboflebites, neoplasias malignas 
(câncer) diagnosticadas e em atividade, insuficiência 
cardíaca, hipotensão arterial, hipertireoidismo não 
tratado, asma brônquica grave e não tratada e febre.
Inumaru, Lívia Emi, Silveira, Érika Aparecida da e Naves, Maria Margareth 
VelosoFatores de risco e de proteção para câncer de mama: uma revisão sistemática. 
Cadernos de Saúde Pública [online]. 2011, v. 27, n. 7 [Acessado 5 Setembro 2022] , pp. 
1259-1270. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0102-311X2011000700002>. Epub 
21 Jul 2011. ISSN 1678-4464.https://doi.org/10.1590/S0102-311X2011000700002.
Ohl, Isabella Cristina Barduchi et al. Ações públicas para o controle do câncer de mama 
no Brasil: revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem [online]. 2016, v. 69, n. 
4 [Acessado 5 Setembro 2022] , pp. 793-803. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/0034-7167.2016690424i>. ISSN 
1984-0446.https://doi.org/10.1590/0034-7167.2016690424i.
Venâncio¹, A. P. N., & Gardenghi, G. (2017). Atuação da fisioterapia e seus benefícios 
no pós operatórios de mastectomia.Disponível em: 
<https://ceafi.edu.br/site/wp-content/uploads/2019/05/atuacao-da-fisioterapia-e-seus-beneficios-no-pos-operatorios-de-mastectomia-1.pdf>
Luz, Naiane Durvalina da e Lima, Andréa Conceição GomesRecursos fisioterapêuticos 
em linfedema pós-mastectomia: uma revisão de literatura. Fisioterapia em Movimento 
[online]. 2011, v. 24, n. 1 [Acessado 8 Setembro 2022] , pp. 191-200. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/S0103-51502011000100022>. Epub 21 Mar 2011. ISSN 
1980-5918.https://doi.org/10.1590/S0103-51502011000100022.
Pereira, Talita; Reis, Yara Prado Barolli. (2016).Drenagem Linfática Manual Como 
Recurso Fisioterapêutico Para Tratamento De Linfedema Pós Mastectomia ? Revisão 
De Literatura. Fundação de Ensino e Pesquisa do Sul de Minas [online]. Disponível em: 
<http://repositorio.unis.edu.br/handle/prefix/484>.
REFERÊNCIA 
	Documento em branco
	Página 1
	Page 2

Mais conteúdos dessa disciplina