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Amálgama 
@andreiadivensi 
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AMÁLGAMA DE PRATA 
Os amálgamas de cápsula possuem uma membrana de 
divisão interna - separando uma quantidade corretamente 
pesada de liga e de outra quantidade adequada de Hg, 
respeitada a relação liga/Hg estabelecida. 
*custo ligeiramente maior, porém são muito práticos 
*existem as cápsulas reutilizáveis mas tem problemas como 
vazamento do material se as roscas estragarem. 
Dependendo do fabricante, a cápsula possui uma cor 
diferente, pois muda a proporção da quantidade de 
produtos dentro, de um lado o pó e do outro líquido, 
misturando os dois após quebrar a cápsula. 
Tem uma membrana de divisão interna, separando a 
quantidade corretamente pesada de liga e de outra 
quantidade de Hg 
4 minutos para ser utilizada após pôr no amalgamador 
Trituração mecânica: Consiste na liberação de gotas de 
mercúrio a partir de uma câmara selada dentro de uma 
cápsula que contém o pó da liga e, então, os componentes 
são misturados em um dispositivo chamado de 
amalgamador. 
Subtriturado: massa não é uniforme e coesa, sem brilho - 
tempo de trabalho longo. 
Triturado corretamente: massa uniforme, coesa e com 
brilho - tempo de trabalho 4 min. 
Super triturado: massa uniforme com brilho e pode estar 
levemente quente - diminui tempo de trabalho. 
 
Supertriturado; triturado corretamente e subtriturado 
Vantagens do amalgamador: 
o mais prático 
o permite o alcance de resultados mais uniformes 
o não é sensível a variações pessoais decorrente do 
operador 
o diminui a contaminação do operador pelo contato com 
o mercúrio 
o economia de tempo 
 
Principais componentes. É importante sabermos porque 
existem ligas de amalgama com alto teor de cobre e outras 
com baixo teor. 
o Prata - estanho (Ag³Sn) metal líquido 
o Mercúrio (Hg) 
o Cobre (Cu) também reage com os outros componentes 
 Cobre É o mais importante, dependendo da 
quantidade de cobre tem mais ou menos formação 
da fase gama, que diminui a resistência do 
amalgama e a sua longevidade. 
BAIXO TEOR DE COBRE. São as do tipo Limalha que é um 
material de qualidade bem inferior. Vai durar menos e tem 
menos resistência, a restauração tende a falhar mais rápido. 
 
CÁPSULA. Ao apertar e colocar no amalgamador irá formar: 
 
Fase Y: fase gama, restante do pó 
Fase Y¹: Mercúrio com prata. Queremos que aconteça. Deixa 
o material resistente. 
Fase Y²: Mercúrio com estanho. A mais fraca. É mais porosa 
e menos resistente, ocorre corrosão. 
ALTO TEOR DE COBRE. Existe subdivisão. Existe amalgama 
do tipo dispersa e amalgama do tipo I. 
Fase dispersa-limalha: 
 
CÁPSULA: adição de cobre que vai querer se ligar com a 
prata e não vai ter formação de fase Y². 
 
Amálgama 
@andreiadivensi 
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Como foi colocado prata + cobre dentro do pó, irá acontecer 
uma reação secundaria entre fase Y² e o cobre que foi 
incorporado, evitando fase Y² O cobre vai se ligar com 
estanho e quebrar fase Y². * mín. 6% a mais do peso em 
cobre. 
 
Fase Única- esféricas: por ter tanto cobre, no momento que 
mistura a cápsula não tem formação de fase Y². porque o 
estanho com o cobre já está inativado. Chamada de fase 
única porque não ocorre reação secundária. 
 
ETAPAS PRÉ-RESTAURADOR 
Procedimentos antes da restauração: 
- Broca para preparo: 245 ou 256 – o formato 
deve ser tronco cônica invertida, para dar uma 
cavidade retentiva. 
Se a cárie for pequena (cavidade não muito larga), se a 
broca entrar reta será necessário desgastar muita dentina 
que não precisa. Então deve-se entrar com a ponta da broca 
inclinada, faz o desgaste inicial e depois coloca ela reta, para 
ficar em um formato certo. 
Em cáries muito extensas, pode-se entrar com a broca na 
posição reta. 
- Em cavidades que precisa desgastar faces proximais, 
precisa usar uma matriz metálica no dente vizinho para 
proteger. 
Avaliar a altura da matriz, 7 ou 5 mm, dependendo do 
tamanho da coroa do paciente. Deve-se manter a posição 
da matriz com a cunha. 
- a matriz é usada novamente para fazer a restauração. 
Tiras de poliéster não podem ser usadas em dentes 
posteriores. 
Isolamento. Pode ser feito no início ou em outro momento. 
Realizar a brunidura da matriz, após preparo. Como a matriz 
é reta, não ficará bem adaptada e o ponto de contato não 
ficará bem feito. A brunidura deixará a matriz com formato 
de concha. Colocar a matriz em cima de uma superfície 
macia, então usamos os brunidores que são instrumentos 
arredondados para deixar ela com o formato adequado. 
ETAPAS RESTAURADORAS 
1. Inserção. É inserir o material dentro da cavidade. É feito 
com o porta amálgama, pegar dentro do pote dappen e 
colocar dentro da cavidade. 
2. Condensação. Compactar o amálgama dentro da 
cavidade, o que ocasiona o afloramento de mercúrio de 
forma a alcançar uma massa com a maior densidade 
possível, além de otimizar a adaptação nas paredes. 
Visa tirar o excesso de Hg (mecúrio), deixar a restauração 
final menos porosa, sem bolhas de ar, promover um contato 
adequado e uma ótima adaptação marginal (menor 
sensibilidade pós-operátoria). 
Deve-se fazer com força, além do uso de condensadores de 
tamanho adequado em relação ao tamanho da cavidade, o 
uso de porta amalgamas eficientes e a inserção de 
pequenos incrementos (possibilita menor força). 
A colocação de grandes incrementos não só levará a 
formação de grandes quantidades de Y1 e Y2,mas também 
produzirá alto nível de porosidade. 
3. Escultura. O tempo para fazer escultura depende do 
tempo de trabalho e reação de presa (que chamamos de 
cristalização 5 a30min). Quando ele toma necessário 
usamos instrumental cortante como hollemback, lecron, 
cleoide/discoide (formato de pá para fazer vertentes 
triturantes) e esculpidores de Frahm (facilita remoção de 
excesso na parede gengival, e regiões de sulco primário e 
secundário). 
A massa fica sólida ao ponto de ao se tentar corta-la emitir 
um ruído estridente chamado de grito do amálgama, nessa 
etapa a escultura com instrumentos cortantes deve ser 
encerrada 
Amálgama 
@andreiadivensi 
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A escultura tem como objetivo principal devolver ao dente 
o seu formato original. 
*Antes de remover a matriz, precisa tirar o excesso que está 
em contato com a matriz (crista marginal fica muito alta). 
*tem brocas específicas para fazer o refinamento do 
amálgama 
*Se remover muito material compromete a resistência da 
restauração -> pode ficar frágil se ficar fino 
4. Brunidura. Existem livros que dizem que existem duas 
esculturas: 
pré-escultura: remover o excesso de amálgama e melhorar 
adaptação no ângulo cavossuperficial 
Pós-escultura: a que vamos fazer. 
Numa segunda sessão – permitir que o amálgama atinja sua 
resistência máxima antes do acabamento e polimento. 
Também faz com que as partículas de Hg aflorem – aspecto 
brilhante, porém mais propenso a corrosão. 
Utilizar materiais arredondados para alisar a superfície 
remover excesso de mercúrio. 
Sempre usar de dentro para fora, porque ele não está com 
a presa totalmente finalizada. 
Vantagens: 
o Obtenção de uma superfície mais lisa 
o Facilidade de polimento 
o Redução das porosidades das margens e da infiltração 
marginal 
o Redução do conteúdo de mercúrio na superfície 
o Aumento da dureza das margens 
5. Ajuste Oclusal. Colocar o papel carbono com a pinça, e 
pedir para paciente morder para marcar o papel. Tem 
diferença de cor, pois não está totalmente finalizado. 
Pegar brocas multilaminadas para retirar o excesso. 
Contatos prematuros (restauração alta sentida pelo 
paciente) devem ser removidos. Dispensar paciente. 
5. Acabamento e Polimento. Deverá ser realizado no 
mínimo 24hs depois. O acabamento tem como objetivo: 
o eliminar interferências oclusais 
o aperfeiçoar detalhes da escultura 
o melhora a forma anatômica 
o obter extrema lisura superficial 
O polimento é realizado em uma segunda etapa. Polir 
uma superfície é riscá-la continuamente, até que, em 
determinado momento, ela pareça macroscopicamente 
lisa. 
Sempreutilizar: da borracha mais grossa para mais fina, 
da mais granulosa para menos granulosa, na ordem 
marrom-verde-azul. 
Cuidados: 
o Sempre em BR, contra angulo. 
o Usar de forma delicada, não precisa de força 
o Pressão intermitente 
o Utilizar lubrificantes (álcool ou vaselina), em cima 
da restauração pois fica mais brilhosa. 
o Utilizados em ordem decrescente de abrasividade. 
o Carga de aplicação deve ser baixa 
Objetivos: 
Aumenta vida útil da restauração 
Consegue alto brilho 
Retarda oxidação. 
Não polimento pode gerar cárie nas margens 
 
*borrachas em formatos diferentes: 
taça – vert. Triturante 
Cone – sulco. 
 
As tiras metálicas servem para acabamento, passar na 
região interproximal já que as borrachas não alcançam. 
Cuidar para não romper ponto de contato. 
 
*pode-se passar, nos discos de espuma, álcool e pedra 
pomes que dão brilho ao amalgama.

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