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5
ALFA
ALFA_5_Rosa_CAPA_e_4CAPA.indd 1 28/04/15 10:45
ALFA 5
Matemática
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Benedicto AGUIAR Filho
ROBERTO Miguel El Jamal
Física
HARLEY Sato
Luís Ricardo ARRUDA de Andrade
Marcelo Rodrigues (PLAY)
Ronaldo CARRILHO
THALES Trigo
Química
Antonio LEMBO
Carlos Eduardo Lavor (CAÊ)
CELSO Lopes de Souza
GERALDO Camargo de Carvalho
João USBERCO
ROBSON Groto
Biologia
ARMÊNIO Uzunian
HEITOR Willrich Santiago
JOÃO CARLOS R. Coelho
Nelson CALDINI Junior
NELSON Henrique Carvalho de Castro
RENATO Corrêa Filho
SEZAR Sasson
Língua Portuguesa
EDUARDO Antonio Lopes
Eduardo CalBUCCI
Fernando MARCÍLIO Lopes Couto
Francisco PLATÃO Savioli
HENRIQUE Santos Braga
MAURÍCIO Soares da Silva Filho
Paulo César de CARVALHO
PAULO Giovani de Oliveira
Sérgio de Lima PAGANIM
História
GIANpaolo Dorigo
José Carlos Pires de MOURA
RENAN Garcia Miranda
Geograf a
HELIO Carlos Garcia
MARCELO Ribeiro de Carvalho
MÁRCIO Castelan
PABLO López Silva
Paulo Roberto MORAES
Vagner AUGUSTO da Silva
Valdinei A. da Silva AXÉ
Língua Inglesa
PATRÍCIA Helena Costa Senne dos Santos
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Vice-presidência: Mário Ghio Júnior
Direção: Tania Fontolan
Coordenação pedagógica: Luís Ricardo Arruda de Andrade
Conselho editorial: Carlos Roberto Piatto, Daniel Augusto Ferraz Leite,
Eliane Vilela, Helena Serebrinic, Lidiane Vivaldini Olo,
Luís Ricardo Arruda de Andrade, Mário Ghio Júnior, Marcelo Mirabelli,
Marcus Bruno Moura Fahel, Marisa Sodero, Ricardo Leite,
Tania Fontolan
Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo
Coordenação editorial: Bárbara M. de Souza Alves
Edição: Alessandra Naomi Oskata (coord. Biologia, Física, Matemática e Química),
Bárbara M. de Souza Alves (coord. História e Geografa),
Camila Amaral Souza (coord. Língua Inglesa),
Hosana Zotelli dos Santos (coord. Língua Portuguesa),
Aline Moojen Pedreira (Física), Cláudia P. Winterstein (História),
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Carolina Domeniche Romagna (Química), Elena Judensnaider (História e Geografa),
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João Cavalheiro Valentin Junior (Língua Portuguesa),
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Edilson Moura, Letícia Pieroni, Tatiane Godoy, Tayra Alfonso,
Thaise Rodrigues, Vanessa Lucena
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Daniela Carvalho
Supervisão de arte e produção: Ricardo de Gan Braga
Edição de arte: Daniel Hisashi Aoki
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Fernando Afonso do Carmo, Flávio Gomes Duarte, Kleber de Messas
Iconografa: Fabiana Manna da Silva (coord.),
Carlos Souza, Ellen Finta, Luiz Botter (colaboração),
Marcella Doratioto, Tamires Castillo, Fernando Vivaldini
Licenças e autorizações: Edson Carnevale
Ilustrações: Casa de Tipos, Ingeborg Asbach, Luiz Moura,
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Cartografa: Eric Fuzii
Capa: Daniel Hisashi Aoki
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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Ensino Médio: Livro integrado – Coleção Alfa – São Paulo:
Sistemas de Ensino Abril Educação S. A., 2014
Vários autores.
1. Ensino Médio 2. Apostila-caderno (Ensino Médio)
99–4425 CDD–373.19
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado: Ensino Médio 373.19
2015
ISBN 978 85 7598 706-6 (AL)
Código da obra 850120515
1ª edição
1ª impressão
Impressão e acabamento
Uma publicação
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GEOGRAFIA
GEOGRAFIA DO BRASIL 207
GEOGRAFIA GERAL 223
LÍNGUA PORTUGUESA
GRAMÁTICA 159
LITERATURA 175
LÍNGUA INGLESA 239
HISTÓRIA
HISTÓRIA DO BRASIL 191
HISTÓRIA GERAL 201
FÍSICA
SETOR A 31
SETOR B 45
SETOR C 57
BIOLOGIA
SETOR A 95
SETOR B 109
SETOR C 125
MATEMÁTICA
SETOR A 5
SETOR B 13
SETOR C 19
QUÍMICA
SETOR A 65
SETOR B 75
SETOR C 85
ÍNDICE
001a004_1101_Iniciais_CA5_ROSA.indd 3 5/30/14 8:37 AM
001a004_1101_Iniciais_CA5_ROSA.indd 4 5/30/14 8:37 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1101 5
mAtemÁticA
setor 1101
setor A
Prof.: ______________________________________
aula 39.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 6
aula 40.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 7
aula 41.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 8
aula 42.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 9
aula 43.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 10
aula 44.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 10
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6 Matemática – Setor 1101 ALFA 5
AULA 39 LogAritmos e exponenciAis: eqUAções exponenciAis
Em bx 5 a, a é a potência, b é a base e x o expoente.
Nos casos com b 0, valem as seguintes pro-
posições:
P
1
. Para todo real x, bx . 0;
P
2
. e b
x
b 1,, bb 11
b
b0 x
xx
xnn , para todo
real x e para todo natural n não nulo.
P
3
. Para quaisquer reais x e y, temos:
Exemplos
I. bx ? by 5 bx 1 y 27 ? 23 5 210
II. b
b
b
x
y
x y
5
2 2
2
2
7
3
4
5
III. (bx)y 5 bx ? y (27)3 5 221 5 (23)7
Com b
1
. 0 e b
2
. 0, vale a seguinte proposição:
P
4
. Para quaisquer reais x e y, temos:
Exemplos
I. b
1
x ? b
2
x 5 (b
1
? b
2
)x 23 ? 53 5 103
II.
b
b
b
b
1
x
2
x
1
2
x
5
2
5
0,4
3
3
3
5
Com b . 0, e b 1, temos:
P
5
. bx 5 by ⇔ x 5 y
exercício
Resolva em :
a) 9x 5 27
b) (0,04) 5x 35
c) 2x
2 – 3 5 2x 1 1 ? 4x
orientAção de estUdo
Faça o exercício 1, série 1.
Livro 1 Ñ Unidade III
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
Faça os exercícios 2 e 3, série 1.
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ALFA 5 Matemática – Setor 1101 7
Definição
Dados dois nœmeros reais positivos a e b, com
b 1, existe um œnico nœmero real x, tal que bx 5 a.
Nessas condi•›es, dizemos que x Ž logaritmo de a na
base b, ou seja,
bx 5 a ⇔ x 5 log
b
a
Nota•‹o:
log
b
a, em que a Ž o logaritmando ou antilogaritmo
e b Ž a base.
Propriedades imediatas
log
b
1 5 0
log
b
b 5 1
blogb a 5 a
Condições de existência
∃ log
b
a ⇔ a . 0, b . 0 e b 1
exercícios
1 Calcule:
a) log
2
32
b) log
25
0,2
c) log 168
7
2 Quais os valores reais de x que definem em a
função y 5 log
(5 2 x)
(x 2 1)?
AULA 40 LogAritmos e exponenciAis: definição de LogAritmo
orientAção de estUdo
Leia os itens 1 e 2, cap. 10 do Livro-texto.
Faça os exercícios 10 e 11, série 1.
Livro 1 — Unidade III
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
Faça os exercícios 4 a 9, série 1.
005a012_1101_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 7 5/30/14 8:38 AM
8 Matemática – Setor 1101 ALFA 5
log
b
A 5 x ⇔ b . 0, b 1, A . 0 e bx 5 A
Com b . 0, b 1, A . 0 e B . 0, temos:
P
1
. log
b
(A ? B) 5 log
b
A 1 log
b
B
P
2
. log
A
B
log A log Bb b b5 2
P
3
. log
b
Aa 5 a ? log
b
A
Com b . 0, b 1, A . 0, B . 0 e B 1, temos:
P
4
. log A
log A
log BB
b
b
5
Exemplos:
P
1
. log
2
(8 ? 4) 5 log
2
8 1 log
2
4
P
2
. log
8
4
log 8 log 42 2 25 2
P
3
. log
2
85 5 5 ? log
2
8
P
4
. log 7
log 7
log 33
10
10
5
Com A . 0, A 1, B . 0 e B 1, temos:
log A 1
log Be log A log AB
A
B B
5 5
α
β
α
β
Exemplos:
5 5log 3 1
log 2
e log 7 3
2
log 72
3
5
3
52
exercícios
1 Complete a tabela:
x 1 2 3 4 5 6
log x 0,3010 0,4771
2 Dado que log A 5 r, log B 5 s e log C 5 t, obtenha,
em fun•‹o de r, s e t, log A
B C
.
23
3
?
3 Calcule:
log
7
25 ? log
5
49
AULA 41 LogAritmos e exponenciAis: propriedAdes dos LogAritmos
orientAção de estUdo
Leia o item 3, cap. 10 do Livro-texto.
Faça os exerc’cios 16 a 18, sŽrie 1.
Livro 1 — Unidade III
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
Faça os exerc’cios 23 a 30, sŽrie 1.
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ALFA 5 Matemática – Setor 1101 9
AULA 42 LogAritmos e exponenciAis: exercícios
exercícios
Resolva em as equações dos exercícios a seguir:
1 log (x2 2 x) 5 log (x 1 3)
2 log x 1 log (x – 1) 5 log (x 1 3)
3 (log
2
x)2 5 log
2
x2
4 log
3
x 5 log
x
3
orientAção de estUdo
Faça o exercício 31, série 1.
Livro 1 — Unidade III
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
Faça os exercícios 32 a 34, série 1.
005a012_1101_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 9 5/30/14 8:38 AM
10 Matemática – Setor 1101 ALFA 5
1 fUnção eXPonenCiAL
Sendo b uma constante real positiva e diferente
de 1, chamamos de fun•‹o exponencial a fun•‹o
f: → *
1
, dada por f(x) 5 bx.
Como veremos, o gr‡fico de uma fun•‹o desse tipo
Ž uma curva contida no semi-plano determinado pelo
1o e 2o quadrantes; a curva aproxima-se assintotica-
mente do eixo x e intersecta o eixo y no ponto (0, 1).
Note que, para todo x real, bx . 0.
função exponencial com base b, b . 1
Neste caso, a fun•‹o Ž crescente.
0 x
1
bx1
bx2
x
2
1
x
f(x)
x x b b
2 1
x b
2 1
x b
x x
b
x x2 1b2 1
x x2 1b
x x2 12 1x x. .x b. .
2 1
. .
2 1
x b
2 1
x b. .
2 1
x x
. .
x x2 1. .2 1
x x2 1x x. .
x x
. .2 1⇔x b⇔x bx b. .⇔x b⇔. .
Exemplos:
2x . 23 ⇔ x . 3
10x , 107 ⇔ x , 7
função exponencial com base b, 0 , b , 1
Neste caso, a fun•‹o Ž decrescente.
x
f(x)
x
1
x
2
0
bx1
bx2
1
x x b b
2 1
x b
2 1
x b
x x
b
x x2 1b2 1
x x2 1b
x x2 12 1x x2 1x x2 1x x⇔x b⇔x b
Exemplos:
1
2
1
2
x 1
x 1
( ) ( ). ,
0,01x , 0,012 ⇔ x . 2
Note a invers‹o do sentido de desigualdade; isso
ocorre porque a base est‡ entre 0 e 1.
2 fUnção LoGARÍTMiCA
Sendo b uma constante real positiva e diferente
de 1, chamamos de fun•‹o logar’tmica a fun•‹o
f: *
1
→ , dada por f(x) 5 log
b
x.
O gr‡fico de uma fun•‹o desse tipo Ž uma curva
contida no semi-plano determinado pelo 1o e 4o quadran-
tes; a curva aproxima-se assintoticamente do eixo y e
intersecta o eixo x no ponto (1, 0).
função logarítmica com base b, b . 1
Neste caso, a fun•‹o Ž crescente.
x
f(x)
x
1
log
b
x
1
log
b
x
2
x
2
0
1
x
2
. x
1
⇔ log
b
x
2
. log
b
x
1
(com x
1
. 0 e x
2
. 0)
Exemplos:
log
2
x . log
2
3 ⇔ x . 3
log x < log 7 ⇔ 0 , x < 7
função logarítmica com base b, 0 , b , 1
Neste caso, a fun•‹o Ž decrescente.
x
f(x)
x
1
x
2
x
2
0
1
log
b
log
b
x
1
x
2
. x
1
⇔ log
b
x
2
, log
b
x
1
(com x
1
. 0 e x
2
. 0)
AULAs 43 e 44
LogAritmos e exponenciAis:
fUnção exponenciAL e fUnção LogArítmicA
(exercícios)
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ALFA 5 Matemática – Setor 1101 11
Exemplos:
log
0,5
x > log
0,5
3 ⇔ 0 , x < 3
log
0,5
x < log
0,5
7 ⇔ x > 7
A inversão do sentido de desigualdade ocorre por-
que a base está entre 0 e 1. As condições de existência
devem ser verificadas para cada logaritmo.
exercícios
1
a) Esboce o gr‡fico da fun•‹o dada por f(x) 5 2x.
0 1
1
2122 2
2
3
3
4 x
4
y
b) Esboce o gr‡fico da fun•‹o dada por f(x) 1
2
.
x
5 ( )
0 1
1
2122 2
2
3
3
x
4
y
2 Classifique com (V) se for verdadeira ou (F) se for
falsa:
a) ( ) 23 , 24
b) ( ) 1
2
1
2
3 4
( ) ( ),
c) ( ) 0,53 . 0,54
d) ( ) 0,292 , 0,290
e) ( ) 2x , 25 ⇔ x , 5
f) ( ) 4
3
4
3
x 0
x 0
( ) ( ), ,
3 Classifique com (V) se for verdadeira ou (F) se for
falsa:
a) ( ) log
2
8 . log
2
4
b) ( ) log
0,5
7 , log
0,5
5
c) ( ) log
p
x < log
p
2 ⇔ 0 , x < 2
d) ( ) log
0,5
x < log
0,5
5 ⇔ x > 5
orientAção de estUdo
AULA 43
Leia o item 5, cap. 10 do Livro-texto.
Faça os exerc’cios 38a a 38d, série 1.
AULA 44
Faça os exerc’cios 39a a 39c, série 1.
Livro 1 Ñ Unidade III
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
AULA 43
Faça os exerc’cios 38e a 38h, série 1.
Leia o texto da Atividade extra.
AULA 44
Faça os exerc’cios 35, 39d a 39f e 40, série 1.
Na prática, há pelo menos três fenômenos
cujos estudos matemáticos geram modelos teóricos
aplicáveis aos estudos de muitos outros fenômenos:
o crescimento de uma população, os juros compos-
tos e o decaimento radioativo.
Nesses estudos, surge quase sempre uma cons-
tante cujo valor é aproximadamente 2,71828. Essa
constante é um número irracional e normalmente
simbolizado pela letra “e”, em homenagem ao mate-
mático Leonhard Euler (1707-1783). Os logaritmos
na base “e” têm um papel fundamental na Matemáti-
ca; são chamados de logaritmos naturais justamente
por serem comuns em estudos sobre fenômenos na-
turais. Há também muitos autores que os chamam
de logaritmos neperianos, em homenagem ao mate-
mático John Napier (1550-1617), um dos inventores
dos logaritmos. O logaritmo de x na base “e”, log
e
x
é usualmente indicado por ln x.
Assim, temos, por exemplo, ln 1 5 0, ln e 5 1
e 5ln e 1
3
.3
AtividAde extrA
005a012_1101_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 11 5/30/14 8:38 AM
12 Matemática – Setor 1101 ALFA 5
AnotAções
005a012_1101_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 12 5/30/14 8:38 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1102 13
MATEMÁTICA
Setor 1102
Setor B
Prof.: ______________________________________
aula 20.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 14
aula 21.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 16
aula 22.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 17
013a018_1102_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 13 5/30/14 8:41 AM
14 Matemática – Setor 1102 ALFA 5
AULA 20 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA CONTAGEM
1 Contagem
Antes de apresentar os conceitos de contagem,
observe o exemplo a seguir.
Exemplo:
Imagine uma lanchonete que vende três tipos de
refrigerante e dois tipos de suco. Então:
a) Quantas possibilidades existem para quem quer
escolher uma bebida, isto é, um refrigerante ou
um suco?
b) Quantas possibilidades existem para quem quer
tomar um refrigerante e depois um suco?
Vamos indicar o conjunto dos tipos de refrigerante
por R 5 {r
1
, r
2
, r
3
} e dos tipos de suco por S 5 {s
1
, s
2
}.
Temos as seguintes soluções:
a) Escolher uma bebida significa tomar um ele-
mento de R ou de S; como os conjuntos são
disjuntos, existem 5 opções de escolha.
b) As duas bebidas estarão escolhidas citando um
par ordenado de elementos sendo o primeiro do
conjunto R e o segundo do conjunto S.
Assim:
S
R
s
1
s
2
r
1
(r
1
, s
1
) (r
1
,
s
2
)
r
2
(r
2
, s
1
) (r
2
, s
2
)
r
3
(r
3
, s
1
) (r
3
, s
2
)
Logo, existem 6 opções.
Generalizando:
Sendo A um conjunto com m elementos e B um
conjunto com k elementos, com A e B disjuntos, valem
os seguintes princípios:
Princípio aditivo: Para a escolha de um elemen-
to de A ou de um elemento de B existem m 1 k
possibilidades.
Princípio multiplicativo: Para a escolha de um
elemento de A e depois um elemento de B, existem
m ? k possibilidades. Ele também é chamado de
Princípio Fundamental da Contagem.
2 Revisão: sistema de numeRação
deCimal
O sistema de numeração decimal utiliza os se-
guintes algarismos:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
Os algarismos pares são:
0, 2, 4, 6 e 8.
Os algarismos ímpares são:
1, 3, 5, 7 e 9.
Considerando, por exemplo, o número 7 465 382,
temos:
7 4 6 5 3 8 2
u
n
id
a
d
e
s
d
e
m
il
h
ã
o
c
e
n
te
n
a
s
d
e
m
il
h
a
r
d
e
ze
n
a
s
d
e
m
il
h
ar
u
n
id
a
d
e
s
d
e
m
il
h
a
r
c
e
n
te
n
a
s
d
e
ze
n
a
s
u
n
id
a
d
e
s
Observação: O número 482 tem 3 algarismos,
enquanto o número 085 tem 2 algarismos.
divisibilidade
Um número é divisível por:
2, quando é par, ou seja, quando termina em
um algarismo par;
Exemplos: 574 e 390.
3, quando a soma de seus algarismos é divisível
por 3;
Exemplo: 258, pois 2 + 5 + 8 5 15 (15 é divisível
por 3).
4, quando o número formado pelos dois últimos
algarismos for divisível por 4;
Exemplos: 4 100
divisível por 4
e 324
divisível por 4
5, quando termina em 0 ou 5;
Exemplos: 730 e 845.
6, quando é divisível por 2 e por 3;
Exemplos: 258 e 426.
10, quando termina em zero.
Exemplos: 280 e 330.
número primo
Um número natural p é primo se, e somente se,
possui dois, e apenas dois, divisores distintos: 1 e p.
Exemplos: 2, 3, 5, 7, 11 e 13.
Nota: O número 1 não é primo.
013a018_1102_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 14 5/30/14 8:41 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1102 15
ExERCÍCIOS
1 Na organização de um congresso de cardiologia foi
formada uma comissão composta por 3 médicos
paulistas, 2 mineiros e 4 cariocas. Para a escolha
dos seminários a serem apresentados, foi decidido
que o resultado dos trabalhos da comissão seria
apresentado aos demais participantes por meio
de uma dupla a ser escolhida entre os integrantes
desta, com a condição de pertencerem a estados
diferentes. Há quantas possibilidades para se mon-
tar essa dupla?
2 Utilizando apenas os algarismos ímpares, responda:
a) Quantos números naturais de três algarismos
podem ser formados?
b) Quantos números naturais de três algarismos
distintos podem ser formados?
3 Considere os algarismos do nosso sistema de nu-
meração, isto é, os algarismos de 0 a 9. Quantos
números naturais de três algarismos distintos po-
dem ser fomados?
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Leia o capítulo 9 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 4, série 6.
Livro 1 Ñ Unidade IV
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Faça os exercícios 5 a 8, série 6.
013a018_1102_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 15 5/30/14 8:41 AM
16 Matem‡tica Ð Setor 1102 ALFA 5
Esta aula será dedicada à resolução de exercícios
mais complexos que envolvem os princípios básicos
da contagem.
ExERCÍCIOS
1 Quantos números naturais, compreendidos entre
400 e 2300, podem ser escritos utilizando apenas
algarismos pares e sem repetição?
a) 48
b) 60
c) 54
d) 26
e) 42
2 Quantos números naturais maiores que 4000,
pares e de 4 algarismos distintos, podem ser for-
mados com os algarismos 2, 3, 4, 5 e 9?
a) 15
b) 18
c) 30
d) 25
e) 36
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Faça os exercícios 9 a 12, série 6.
Livro 1 — Unidade IV
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Faça os exercícios 13 a 18, série 6.
AULA 21 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA CONTAGEM (ExERCÍCIOS)
013a018_1102_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 16 5/30/14 8:41 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1102 17
1 FatoRial
Chama-se n fatorial ou fatorial de n, n [ N e
n 2, o produto de todos naturais de 1 a n.
n! 5 n ? (n – 1) ? (n – 2) ? ... ? 1
Assim, por exemplo:
5! 5 5 ? 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 120
4! 5 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24
3! 5 3 ? 2 ? 1 5 6
Examinando os exemplos acima, temos: 5! 5 5 ? 4!,
4! 5 4 ? 3!, 3! 5 3 ? 2!
De forma geral, se n 3, temos:
n! 5 n ? (n – 1)!
Estendendo essa relação a n 5 2 e a n 5 1, temos:
Se n 5 2, resulta: 2! 5 2 ? 1!
Como pela definição original, 2! 5 2 ? 1, passamos
então a definir que 1! 5 1.
Se n 5 1, resulta: 1! 5 1 ? 0! [ 1 5 0!
Como 1! 5 1, passamos então a definir que 0! 5 1.
Assim, finalmente:
n! 5 n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? ... ? 1, n [ N e n 2
1! 5 1
0! 5 1
e, ainda, para n [ N*, n! 5 n ? (n 2 1)!
2 aRRanJos simPles
definição
Seja I 5 {a
1
, a
2
, a
3
, ..., a
n
} um conjunto com n elemen-
tos (n [ N*). Chama-se arranjo simples dos n elementos
de I, tomados p a p, a qualquer sequência de p elemen-
tos distintos escolhidos entre os elementos de I.
Indica-se este número de arranjos por A
n, p
.
Exemplo:
Sendo I 5 {1, 2, 3}, temos os seguintes arranjos
dos elementos de I, tomados 2 a 2:
(1, 2), (2, 1), (1, 3), (3, 1), (2, 3), (3, 2)
Seis arranjos
1 24444444 34444444
Assim, temos: A
3, 2
5 6
Sendo esses agrupamentos sequências, eles dife-
rem entre si:
pela ordem dentro do grupo:
Exemplo: (1, 2) (2, 1)
pelos elementos que os compõe:
Exemplo: (1, 2) (1, 3)
Assim:
A
7, 3
5 7 ? (7 – 1) ? (7 – 2) 5 7 ? 6 ? 5 5 210
Ou ainda, com o uso do fatorial:
A 7!
(7 3)!
7 6 5 4!
4!
2107, 3 5
2
5
? ? ?
5
Generalizando:
A n!
(n p)!
, (p n)n, p 5
2
<p n<p n
Nota: normalmente o cálculo do número de arran-
jos simples pelo Princípio Fundamental da Contagem
é mais rápido do que o uso da fórmula com fatorial,
ficando esta reservada principalmente para indicar
resultados que envolvem números muito grandes.
Exemplos:
a) A
8, 2
5 8 7
2
?
fatores
{
5 56
b) A
10, 4
5 10 9 8 7
4
? ? ?
fatores
1 24 34
5 5 040
ExERCÍCIOS
1 Simplificando E 27! 26!
26!
5
2 , obtemos:
a) 28
b) 27
c) 26
d) 25
e) 1
AULA 22 FATORIAL E FÓRMULA DOS ARRANJOS SIMPLES
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18 Matemática – Setor 1102 ALFA 5
2 O produto 2 ? 4 ? 6 ? 8 ? ... ? 20 é igual a:
a) 2 ? 10
b) 20!
2
c) 210 ? 10!
d) 20!
10
e) 20! 2 10!
3 Resolva a equação A
x, 3
5 5 ? A
x, 2
.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 7.
Livro 1 Ñ Unidade IV
Caderno de Exercícios 2 Ñ Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Fa•a os exerc’cios 6 a 10, sŽrie 7.
013a018_1102_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 18 5/30/14 8:41 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1103 19
mAtemÁticA
setor 1103
setor c
Prof.: ______________________________________
aula 39.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 20
aula 40.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 22
aula 41.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 24
aula 42.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 26
aula 43.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 28
aula 44.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 29
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 19 5/30/14 9:08 AM
20 Matemática – Setor 1103 ALFA 5
1 INTRODUÇÃO
Sabemos que a equação da reta r que passa pelo ponto P(x
0
, y
0
) e tem coeficiente angular m é definida por:
y 2 y
0
5 m(x 2 x
0
)
que é chamada equação fundamental da reta.
Vejamos a seguir outras maneiras de apresentarmos a equação de uma reta e algumas particularidades pre-
sentes em cada uma delas.
2 EQUAÇÃO REDUZIDA
Seja r a reta que passa pelo ponto P(0, q) e tem coeficiente angular m.
A equação fundamental de r é:
y 2 q 5 m(x 2 0)
Daí, podemos escrever:
y 5 mx 1 q
que é chamada equação reduzida da reta r.
Conclusões
I. A equação na forma reduzida fornece diretamente o coeficiente angular (m) da reta e a ordenada q do
ponto onde a reta intercepta o eixo y. Essa ordenada (q) é chamada coeficiente linear de r.
y 5 mx 1 q
coeficiente angular coeficiente linear
II. Como consequência, as retas verticais não apresentam a forma reduzida.
3 EQUAÇÃO GERAL
A equação de uma reta r na forma:
ax 1 by 1 c 5 0
é chamada equação geral da reta r.
Consequências
I. Para que a equação ax 1 by 1 c 5 0 represente uma reta, devemos ter a e b não nulos simultaneamente.
Assim:
Na equação 2x 2 y 1 5 5 0, temos a 5 2, b 5 21 e c 5 5.
Na equação 2x 1 3 5 0, temos a 5 2, b 5 0 e c 5 3.
Na equação y 5 0, temos a 5 0, b 5 1 e c 5 0.
II. Toda reta possui infinitas equações na forma geral.
De fato, se ax 1 by 1 c 5 0 é a equação de uma reta, então a equação k(ax 1 by 1 c) 5 0, com k 0
representa a mesma reta, pois são equações equivalentes.
x0
y r
m 5 tg α
P (0, q)
α
AULA 39 oUtrAs formAs dA eqUAção de UmA retA
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 20 5/30/14 9:08 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 110321
III. Se ax 1 by 1 c 5 0 (b 0) Ž a equa•‹o de uma reta r, ent‹o:
by 5 2ax 2 c
y a
b
x c
b
que Ž a equação reduzida de r.
Exemplo:
2x 1 3y 2 8 5 0 (equa•‹o geral)
3y 5 22x 1 8
[ y 2
3
x 8
3
(equa•‹o reduzida)
exercício
Considere a reta r da figura.
x
y
0
B
r
2
A
23
Determine:
a) a equação reduzida de r.
b) a equação geral de r.
orientAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Fa•a os exerc’cios 34 a 37, sŽrie 2.
Livro 2 — Unidade II
Caderno de Exercícios 1 — Unidade III
tarefa mínima tarefa complementar
Leia os itens 7.I e 7.II, cap. 3 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 38 a 41, sŽrie 2.
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 21 5/30/14 9:08 AM
22 Matemática – Setor 1103 ALFA 5
exercícios
1 (Mack-SP) As retas 3y x 35 1 , y 5 2x 1 1 e o eixo Ox determinam um triângulo cujo maior ângulo interno é:
a) 90°
b) 135°
c) 105°
d) 75°
e) 120°
2 Esboce o gráfico da reta r de equação 3x 2 2y 2 6 5 0.
AULA 40 eqUAção de UmA retA (exercícios)
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 22 5/30/14 9:08 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1103 23
3 A reta r é definida pelas equações paramétricas a seguir:
x t
4
y 2t 1
com t
5
5 2
( ) R
Obtenha o coeficiente angular dessa reta.
a) 2
b) 1
2
c) 22
d) 8
e) 1
8
orientAção de estUdo
Fa•a os exerc’cios 42 e 43, sŽrie 2.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade III
tarefa mínima tarefa complementar
Fa•a os exerc’cios 44 e 45, sŽrie 2.
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 23 5/30/14 9:08 AM
24 Matemática – Setor 1103 ALFA 5
1 POsIÇõEs RELATIvAs DE DUAs RETAs
NO PLANO
Duas retas r e s contidas em um mesmo plano po-
dem ser paralelas ou concorrentes. Se forem paralelas,
poder‹o ser distintas ou coincidentes.
Paralelas
Distintas:
r s 5
ou
Coincidentes:
r 5 s
ou
Concorrentes
r s 5 {P}
2 NO PLANO CARTEsIANO
I. Consideremos duas retas n‹o verticais,
(r) y 5 m
r
? x 1 q
r
e (s) y 5 m
s
? x 1 q
s
.
Se r e s s‹o paralelas distintas:
0
y
r s
x
q
s
q
r
m
r
5 m
s
e q
r
q
s
r s
r s
r
s
P
AULA 41 posições reLAtivAs de dUAs retAs
Se r e s s‹o paralelas coincidentes:
0
y
r
s
x
q
r
5 q
s
m
r
5 m
s
e q
r
5 q
s
Se r e s s‹o concorrentes:
0
y
r
s
P
x
m
r
m
s
Para obtermos o ponto P de intersec•‹o de r e s, basta
resolver o sistema formado pelas duas equa•›es.
II. Se uma das retas Ž vertical, torna-se imediato
conhecer a posi•‹o relativa entre elas. Assim,
se r Ž vertical, teremos:
Paralelas distintas:
y
x
s
0
r
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 24 5/30/14 9:08 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1103 25
Paralelas coincidentes:
y
x0
r 5 s
Concorrentes:
y
x0
r s
P
Observações
Na forma reduzida:
Considerando, por exemplo, a reta (r) y 5 5x 1 7,
o feixe (conjunto) de retas paralelas à r é dado por:
y 5 5x 1 k, k R, pois todas essas retas têm
coeficiente angular igual a 5.
Na forma geral:
Considerando, por exemplo, a reta (r) 2x 2 3y 1 11 5 0,
o feixe (conjunto) de retas paralelas à r é dado por:
2x 2 3y 1 k 5 0, k R, pois todas essas retas
têm coeficiente angular igual a 2
3
.
exercícios
1 Considere as retas (r) 2x 1 y 2 4 5 0 e (s) ax 2 y 1
1 b 5 0. Dê os valores de a e b para que essas
retas sejam:
a) paralelas;
b) paralelas distintas;
c) concorrentes.
2 A equação da reta s que passa pelo ponto P(3, 21)
e é paralela à reta (r) 2x 1 4y 1 7 5 0 é:
a) 2x 1 4y 1 2 5 0
b) 2x 1 4y 1 3 5 0
c) x 1 2y – 1 5 0
d) x 1 2y 1 1 5 0
e) 2x 1 4y 5 0
3 Obtenha o ponto P de intersecção das retas:
(r) 3x 1 y 2 1 5 0 e (s) x 2 y 2 3 5 0
orientAção de estUdo
Leia o item 8, cap. 3 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 5, série 1.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima
tarefa complementar
Faça os exercícios 6 a 12, série 1.
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 25 5/30/14 9:08 AM
26 Matemática – Setor 1103 ALFA 5
1 RETAs PERPENDICULAREs
Duas retas r e s são perpendiculares entre si se,
e somente se, são concorrentes e formam ângulo reto.
r
r ⊥ s
s
2 NO PLANO CARTEsIANO
I. Consideremos duas retas r e s, não verticais, de
coeficientes angulares m
r
e m
s
, perpendiculares
entre si.
r
0
s
y
x
Temos:
r s ⇔ m
r
? m
s
5 −1
Demonstra•‹o
Sejam r e s duas retas não verticais de coeficientes
angulares m
r
e m
s
e perpendiculares entre si.
y
0 A
r
C
s
m
r
5 tg α
m
s
5 tg β
B
βα
x
No triângulo ABC, temos:
b 5 a 1 90° (ângulo externo)
Daí:
tg b 5 tg (a 1 90°)
tg
sen ( 90°)
cos ( 90°)
b
a
a
5
1
1
tg sen cos 90° sen 90° cos
cos
b a a5 ? 1 ?
cos 90° sen sen 90°a a? 2 ?
tg cos
sen
b a
a
5
2
tg cotg tg 1
tg
b a b
a
5 2 5 2∴
Ou seja:
m 1
ms r
5 2
Logo, m
r
? m
s
5 21 (c.q.d.).
II. Se as retas r e s são perpendiculares entre si e
uma delas é vertical, então a outra é horizontal
e vice-versa.
Observe a figura:
0
y
r
s
x
r ⊥ s
Exercícios resolvidos
1. Verifique se as retas (r) y 5 2x 1 5 e
(s) x 1 2y 2 7 5 0 são perpendiculares.
Resolu•‹o
(r) y 5 2x 1 5 ⇒ m
r
5 2
(s) x 1 2y 2 7 5 0
2y 5 2x 1 7
y x
2
7
2
m 1
2s
5 2 1 5 2⇒
m m 2 1
2r s
? 5 ? 2( )
Temos: m
r
? m
s
5 21
Logo, r e s são perpendiculares.
2. Dê a equação da reta r que passa pelo ponto
P(3, 2) e é perpendicular à reta (s) x 5 1.
Resolu•‹o
Como a reta s é vertical, então a reta r é horizontal.
0
2
1 3
y
r
P
s
x
Logo, a equação de r é y 5 2.
AULA 42 retAs perpendicULAres
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 26 5/30/14 9:08 AM
ALFA 5 Matemática – Setor 1103 27
exercícios
1 Uma equa•‹o da reta que passa pelo ponto P(2, 4)
e Ž perpendicular a (r) x 2 2y 1 11 5 0 Ž:
a) 2x 1 y 5 0
b) 2x 1 y 2 8 5 0
c) 2x 2 y 5 0
d) 2x 2 y 2 8 5 0
e) x 1 2y 1 11 5 0
2 Obtenha a equa•‹o geral da reta mediatriz do
segmento AB em cada caso:
a) A(21, 2) e B(1, 4).
b) A(3, 1) e B(3, 7).
orientAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Faça os exercícios 13 a 18, série 1.
Livro 2 — Unidade II
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima
tarefa complementar
Leia o item 9, cap. 3 do Livro-texto.
Faça os exercícios 19 a 23, série 1.
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 27 5/30/14 9:08 AM
28 Matemática – Setor 1103 ALFA 5
AULA 43 retAs perpendicULAres (exercícios)
Esta aula ser‡ dedicada ˆ resolu•‹o de exerc’cios
que envolvem retas perpendiculares e condi•‹o de per-
pendicularidade. Recordando:
r
0
s
y
x
r s ⇔ m
r
? m
s
5 21
exercícios
1 Dois vértices opostos de um losango são os pon-
tos A(22, 0) e C(4, 2). Obtenha a equação da reta
suporte da diagonal BD.
2 Os vértices de um triângulo são os pontos A(7, 4),
B(2, 1) e C(2, 5). Determine a equação da reta
suporte da altura relativa ao lado BC (relativa ao
vértice A).
orientAção de estUdo
Fa•a os exerc’cios 24 a 29, sŽrie 1.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima
tarefa complementar
Fa•a os exerc’cios 30 a 35, sŽrie 1.
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 28 5/30/14 9:08 AM
ALFA 5 Matem‡tica Ð Setor 1103 29
1 DIsTÂNCIA ENTRE PONTO E RETA
A dist‰ncia (menor caminho) entre um ponto P e
uma reta r Ž o segmento PQ da reta perpendicular ˆ
r conduzida por P.
P
rd
Q
d Ž a dist‰ncia de P a r.
2 NO PLANO CARTEsIANO
Consideremos um ponto P(x
0
, y
0
) e uma reta
(r) ax 1 by 1 c 5 0.
Sendo d a dist‰ncia entre P e r, temos a seguinte
figura:
0
y
P(x
0
, y
0
)
Q
d
(r) ax + by + c = 0
x
Podemos obter a dist‰ncia d procedendo do se-
guinte modo:
I. Obter a equa•‹o da reta PQ;
s ruu
II. Obter o ponto Q de intersec•‹o de PQ
s ruu
com r;
III. Calcular a dist‰ncia d entre P e r.
Esse procedimento nos leva ˆ seguinte express‹o
para o c‡lculo da dist‰ncia entre um ponto e uma reta:
d
|a x b y c|
a b
0 0x b0 0x b y c0 0y c
2 2a b2 2a b
5
? 1x b? 1x bx b0 0x b? 1x b? 10 0? 1y c? 1y c0 0? 1y c0 0y c? 10 0
a b1a ba b2 21a b12 2
Exercícios resolvidos
1. Qual Ž a dist‰ncia entre o ponto P(1,0) e a reta (r)
3x 1 4y 1 12 5 0?
Resolu•‹o
d
|3 (1)4 (0) 12|
3 4
15
5
d 3
2 2
∴5
? 1 ? 1
1
5 5
2. Calcule a dist‰ncia entre o ponto P(3, 4) e a reta (r)
x 5 2.
Resolu•‹o
A equa•‹o geral de r Ž: x 1 0y Ð 2 5 0
Ent‹o:
d
| 3 0 (4) 2|
1 0
1
2 2
5
1 ? 2
1
5
( )
exercícios
1 Calcule a dist‰ncia do ponto P(11, 0) ˆ reta
( )r y x
2
3.5 2 1
AULA 44 distÂnciA entre ponto e retA
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 29 5/30/14 9:08 AM
30 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 5
2 Calcule a medida h da altura relativa ao vŽrtice A do tri‰ngulo ABC, cujos vŽrtices s‹o A(5, 1), B(2, 2) e C(8, 8).
orientAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Faça os exercícios 36 a 40, série 1.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
Leia o item 10, cap. 3 do Livro-texto.
Faça os exercícios 41 a 46, série 1.
019a030_1103_MATEMATICA_CA5_ROSA.indd 30 5/30/14 9:08 AM
ALFA 5 Física – Setor 1201 31
FíSicA
Setor 1201
Prof.: ___________________________________
aula 39 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 32
aula 40 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 32
aula 41 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 34
aula 42 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 34
aula 43 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 39
aula 44 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 39
Setor A
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32 Física – Setor 1201 ALFA 5
AULAS 39 e 40 LAnçAmento horizontALe LAnçAmento obLíqUo
O movimento de um corpo lançado horizontal-
mente no vácuo (ou em circunstâncias tais que a re-
sistência do ar possa ser desprezada) é a composição de
uma queda livre com um MRU na horizontal.
O movimento de um corpo lançado obliquamente
no vácuo (ou em circunstâncias tais que a resistência
do ar possa ser desprezada) é a composição de um lan-
çamento vertical com um MRU na horizontal.
Em um movimento balístico no vácuo (ou em cir-
cunstâncias tais que a resistência do ar possa ser des-
prezada), a energia mecânica é constante.
exercícioS
1 Duas bolinhas idênticas, A e B, partem ao mesmo
tempo de certa altura h acima do solo, sendo que
A cai em queda livre e B tem uma velocidade V
0
horizontal. A figura a seguir mostra a bolinha A no
instante inicial da queda e em instantes sucessivos.
t
0
A
t
1
t
2
t
3
t
4
Assinale a alternativa correta.
a) As duas chegam juntas ao solo.
b) A bolinha A chega primeiro ao solo.
c) A bolinha A chega logo depois de B.
d) A ou B chega primeiro, dependendo da veloci-
dade inicial V
0
de B.
e) A ou B chega primeiro, dependendo da altura
do lançamento.
2 (Fuvest-SP) Em decorrência de fortes chuvas, uma
cidade do interior paulista ficou isolada. Um avião
sobrevoou a cidade, com velocidade horizontal cons-
tante, largando quatro pacotes de alimentos, em in-
tervalos de tempos iguais. No caso ideal, em que a
resistência do ar pode ser desprezada, a figura que
melhor poderia representar as posições aproximadas
do avião e dos pacotes em um mesmo instante é:
a)
g
b)
g
c)
g
d)
g
e)
g
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ALFA 5 Física – Setor 1201 33
3 Um corpo de massa m é lançado obliquamente no
vácuo com velocidade inicial 100 m/s, que forma
um ângulo de 60º com a horizontal. Com relação ao
movimento desse corpo, são feitas três afirmações.
Indique as que estão corretas, desprezando-se a
resistência do ar.
I. No ponto mais alto do lançamento, a velocida-
de é mínima e vale 50 m/s.
II. As velocidades do corpo, ao passar pelos pon-
tos A e B de mesma altura, apresentam a mes-
ma intensidade.
III. Se o corpo é lançado de uma superfície horizon-
tal, o tempo de subida é igual ao de descida.
orientAção de eStUdo
AULA 39
Leia o item 3 atŽ o texto ÒVelocidade num instante
t qualquerÓ, cap. 5 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 1 a 4, sŽrie 1.
AULA 40
Fa•a os exerc’cios 9, 10, 17 e 18, sŽrie 1.
Livro 1 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
AULA 39
Fa•a os exerc’cios 5 a 7, sŽrie 1.
AULA 40
Fa•a os exerc’cios 19, 20, 24 e 28, sŽrie 1.
AnotAçÕeS
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34 Física – Setor 1201 ALFA 5
1 sIstema massa-mola
Considere um corpo de massa m preso a uma mola de constante elástica k. Abandonando-se o corpo a uma
distância A da posição de equilíbrio, o corpo oscila em torno dessa posição de equilíbrio. Independentemente da
direção do movimento (vertical, horizontal ou inclinado, como vemos na figura) e independentemente da ampli-
tude (A), o período de oscilação (T) de um sistema massa-mola é dado pela expressão:
T 2 m
k
5 ?T 25 ?T 2π5 ?π5 ?
0m
k
1A
2A
0
m
k
2A 1A
0
k
2A
1A
m
2 Pêndulo sImPles
Um pêndulo é constituído por um corpo de massa m preso a um ponto fixo por meio de um fio ideal de com-
primento L. Se o corpo é afastado da posição de equilíbrio – de modo que o fio forme com a vertical um ângulo
muito pequeno (no máximo 10o) – e a seguir abandonado, o corpo adquire trajetória quase retilínea, e o período
do movimento é dado pela seguinte expressão, em que g é a aceleração da gravidade:
02A 1A
T 2 L
g
5 ?T 25 ?T 2π5 ?π5 ?
Observe que a massa do
corpo n‹o influi no período.
Cuidado! No pêndulo simples, o período é o tempo para retornar à posição inicial. Se o corpo é abandonado
de uma posição A, o período é o tempo necessário para voltar ao ponto A.
exercícioS
1 Com relação a um sistema massa-mola, são feitas três afirmações que se seguem. Classifique-as em certa
(C) ou errada (E).
I. ( ) Um sistema massa-mola oscila na Terra com um período T. Na Lua, em que a aceleração da gravidade
é 6 vezes menor que a aceleração na Terra, o sistema oscilará com período T
3
.
II. ( ) Um corpo de massa m é preso, sucessivamente, a duas molas ideais de constantes k
1
5 10 N/m e
k
2
5 40 N/m. Quando preso na mola 1, o sistema oscila com período 6 s. Quando preso na mola 2,
o sistema oscilará com período 3 s.
AULAS 41 e 42 SiStemA mASSA-moLA e PÊndULo SimPLeS
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ALFA 5 Física – Setor 1201 35
III. ( ) Um sistema massa-mola oscila em um plano horizontal com frequência f
0
. Se o mesmo sistema for
disposto em um plano inclinado, a frequência de oscilação diminuir‡.
2 Um pêndulo é constitu’do por um corpo de massa m preso a um ponto fixo por meio de um fio ideal de
comprimento L. Quando o pêndulo est‡ oscilando e o ‰ngulo entre o fio e a vertical é bem pequeno, dizemos
que se trata de um pêndulo simples. ƒ poss’vel demonstrar a expressão:
T 2 L
g
5 ?π
O rel—gio de pêndulo é um contador de oscilações de um pêndulo simples (veja o texto da Atividade extra).
Suponha que o pêndulo de um rel—gio tenha comprimento 1 m. Adote: g 5 9,8 m/s2.
a) Determine o per’odo do pêndulo.
b) Se o pêndulo de 1 m fosse substitu’do por outro de 93 cm de comprimento, o rel—gio atrasaria ou adian-
taria? Suponha que nenhuma outra caracter’stica do rel—gio seja alterada.
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36 Física – Setor 1201 ALFA 5
3 As figuras representam uma mola helicoidal em
posições de equilíbrio.
1,0 m
Figura A Figura B
1,1 m
M
M
m
Cortando-se o fio que interliga os corpos, o sis-
tema passa a oscilar em um movimento vertical.
Dados: M 5 1,0 kg; m 5 0,25 kg; g 5 10 m/s2.
Determine:
a) a amplitude da oscilação;
b) o período da oscilação;
c) a frequência da oscilação.
orientAção de eStUdo
AULA 41
Leia o resumo de aula.
Faça os exercícios 15 a 17, série 5.
AULA 42
Leia o texto “Pêndulos, molas e grandes fortunas”
da Atividade extra a seguir.
Faça os exercícios 1 a 4, série 5.
Caderno de Exercícios 2 — Unidade VII
tarefa mínima
tarefa complementar
AULA 41
Faça os exercícios 19 e 21 a 23, série 5.
AULA 42
Faça os exercícios 5 a 7,série 5.
AnotAçÕeS
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ALFA 5 Física – Setor 1201 37
AtividAde extrA
Pêndulos, molas e grandes fortunas
relógios de pêndulo
Essa hist—ria tem in’cio no sŽculo XVI, quando Galileu, observando
casti•ais que oscilavam no interior de uma igreja, fez uma descoberta
surpreendente: os per’odos de oscila•‹o de p•ndulos de mesmo com-
primento n‹o dependem da amplitude, desde que ela seja pequena.
Retomando mais tarde essa quest‹o, descobriu tambŽm que o pe-
r’odo de oscila•‹o depende do comprimento do p•ndulo. A descoberta
dessa propriedade proporcionou a constru•‹o de rel—gios de p•ndulo,
largamente utilizados atŽ recentemente. Na verdade, atŽ hoje: todos os
rel—gios do Anglo da Unidade TamandarŽ, em S‹o Paulo, s‹o controla-
dos por um rel—gio de p•ndulo que funciona desde 1950.
A ideia de Galileu de medir o tempo contando oscila•›es de um p•ndulo fez surgir na Europa, a partir do
sŽculo XVII, novos ramos de atividade industrial e comercial. Alguns aperfei•oamentos importantes foram
introduzidos, como um sistema que compensa a varia•‹o de comprimento do p•ndulo com a temperatura.
Foram constru’dos rel—gios para igrejas e prŽdios pœblicos, carrilh›es que anunciavam as horas, outros que
indicavam as esta•›es do ano, rel—gios cucos e toda a sorte de inven•›es, œteis ou n‹o, que acompanham as
grandes inova•›es tecnol—gicas.
Relógio de pêndulo construído por
Christiaan Huygens, com base nas
descobertas de Galileu.
Relógio de pêndulo do Anglo, Unidade
Tamandaré, São Paulo, 2014.
Primeiro relógio de massa-mola de John Harrison, chamado H1.
N
A
T
IO
N
A
L
M
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IT
IM
E
M
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S
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,
M
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T
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A
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38 Física – Setor 1201 ALFA 5
relógios marítimos
Não só os relógios se desenvolveram durante os séculos XVII e XVIII. Os navios também passavam por
transformações, ganhando velocidade e segurança, ao mesmo tempo em que as técnicas de navegação se
tornavam mais precisas. Mas havia um problema para o qual não havia solução satisfatória: a determinação
de longitude exigia relógios precisos, pois era determinada pela comparação da hora local com a hora do ponto
de saída, ou de um ponto de referência.
Dessa maneira incerta, continuaram navegando até que, em 1707, uma esquadra inglesa composta de
quatro navios afundou nas rochas das ilhas Scilly, a sudoeste da Inglaterra, matando cerca de 1 700 marinhei-
ros. A causa? Um erro na determinação da longitude. Perder uma esquadra, no apogeu da navegação inglesa
– por acidente e não por ação inimiga – foi humilhante, e o governo inglês ofereceu uma alta recompensa
em dinheiro a quem resolvesse a questão da determinação da longitude. A solução proposta, em 1735, que
tornou famoso o inglês John Harrison, se baseava em uma característica do sistema massa-mola: o período
de seu movimento não depende da inclinação e, portanto, não era sensível às oscilações do navio. Harrison
aperfeiçoou sua invenção ao longo dos anos até que, em 1773, recebeu o prêmio de 10 000 libras pelo modelo
H4, já com o formato de um relógio de bolso.
Com base na ideia de Harrison, foi possível não apenas determinar a longitude com precisão, mas também
construir relógios portáteis. Por mais de 150 anos, as pessoas utilizaram os relógios de bolso até que, no início
do século XX, o brasileiro Santos Dumont teve a ideia de prendê-lo ao pulso, para facilitar a leitura sem ter
de tirar as mãos dos comandos das aeronaves.
Embora o sistema de John Harrison, com os devidos aperfeiçoamentos, ainda seja utilizado por aficio-
nados, perdeu sua importância a partir de 1970, quando apareceram os relógios de quartzo, que não fazem
parte dessa história.
AnotAçÕeS
031a044_1201_FISICA_CA5_ROSAnovo.indd 38 5/30/14 9:13 AM
ALFA 5 Física – Setor 1201 39
1 eQuaÇÃo fundamental da dInÂmICa Para Valores mÉdIos
Sendo R
m
→
e γ
m
,
→
respectivamente, a resultante e a aceleração média em dado intervalo de tempo, podemos
escrever a Equação Fundamental da Dinâmica para valores médios da seguinte forma:
R m m
V
tmm
γ ∆
∆
→ →
→
2 QuantIdade de moVImento
Definindo-se quantidade de movimento ( )Q
→→
pela expressão Q m V,
→ →
podemos escrever:
R
Q
tm
5
∆
∆
→
→
3 Quando nÃo HÁ mudanÇa de dIreÇÃo
Nesse caso, Equação Fundamental da Dinâmica para valores médios pode ser escrita na forma escalar:
R m m
Q
tm m
5 ?R m5 ?R m 5 ?m5 ?γm mγm m
∆
∆
4 outra forma de esCreVer a eQuaÇÃo fundamental da dInÂmICa Para
Valores mÉdIos
R t Q I Q
m
∆ ∆R t∆ ∆R t∆ ∆ ∆Q I⇒Q I
→ → → →
exercícioS
1 No disparo de uma arma, há uma rápida transformação de um sólido (explosivo) em gases que impul-
sionam o projétil. Se um projétil de massa 100 g gasta 2 ms (2 milissegundos) para percorrer o cano
saindo da arma com velocidade 800 m/s, determine, desprezando o atrito entre o projétil e o cano, a
força média aplicada pelos gases no projétil.
V 5 800 m/s
Dt
AULAS 43 e 44 eqUAção FUndAmentAL dA dinÂmicA PArA vALoreS mÉdioS
031a044_1201_FISICA_CA5_ROSAnovo.indd 39 5/30/14 9:13 AM
40 Física – Setor 1201 ALFA 5
2 Uma bola de bilhar, de massa 0,4 kg, movimentando-se a uma velocidade 10 m/s na direção e sentido indica-
dos na figura, choca-se contra a tabela da mesa. Sabe-se que após a colisão, que durou 1 ms, a velocidade
da bola continua sendo 10 m/s. Determine, desprezando eventuais atritos, a força média aplicada pela bola
na tabela.
30°
30°
10 m/s
10 m/s10 m/s
F
m
30°30°
30°30°
10 //
031a044_1201_FISICA_CA5_ROSAnovo.indd 40 5/30/14 9:13 AM
ALFA 5 Física – Setor 1201 41
orientAção de eStUdo
AULA 43
Leia o texto ÒDin‰mica impulsivaÓ da Atividade
extra a seguir.
Fa•a os exerc’cios 1, 2, 7 e 20, sŽrie 1.
AULA 44
Fa•a os exerc’cios 29, 31 e 32, sŽrie 1.
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 44
Fa•a os exerc’cios 10, 11, 16, 17, 18 e 21, sŽrie 1.
AtividAde extrA
dInÂmICa ImPulsIVa
1. QuantIdade de moVImento
A teoria da dinâmica impulsiva foi criada para os casos nos quais se deseja relacionar uma interação,
ocorrida num intervalo de tempo bem determinado, com a variação de velocidade.
O problema pode ser colocado da seguinte forma: um corpo de massa m está a uma velocidade V
→
. Um
sistema de forças age em determinado intervalo de tempo ∆t causando uma alteração na velocidade, que
passa a ser V'
→
.
Para resolver esses casos, bem como muitos outros análogos, julgou-se conveniente criar uma nova
grandeza, denominada quantidade de movimento, que considera tanto a massa do corpo como sua
velocidade.
Se um corpo de massa m está a uma velocidade V
→
, num determinado instante t, define-se quantidade
de movimento no instante considerado como a seguinte grandeza vetorial:
Q m V
→ →
Como a quantidade de movimento é definida pelo produto de uma grandeza vetorial V( )
→
por uma escalar
positiva (m), ela apresenta as seguintes características:
Q m V
intensidade:
dire•‹o:
sentido:
Q m V
a mesma de V
o mesmo de V
A unidade de quantidade de movimento é uma unidade de massa multiplicada por uma unidade de
velocidade. No sistema internacional: kg ? m/s
Se, em dado intervalo de tempo em que há uma interação, a velocidade passa de V
→
para V'
→
, a quantidade
de movimento passa de Q
→
para Q'
→
.
A variação de quantidade de movimento será:
∆Q Q Q m V m V m' ' V∆
→ → → → → →
031a044_1201_FISICA_CA5_ROSAnovo.indd 41 5/30/14 9:13 AM
42 Física – Setor 1201 ALFA 5
Para determinar a variação de quantidade de movimento ∆Q,
→
vamos representar Q'
→
e Q
→
com uma origem
comum. Sendo assim, ∆Q
→
é “o que falta” para Q
→
se transformar em Q'
→
. É o que falta para a extremidadede
Q
→
atingir a extremidade de Q.'
→
V
V'
a) b)
Q
DQ
QQ'
→
→
→
→
Q'
→
→
→
2. eQuaÇÃo fundamental da dInÂmICa Para Valores mÉdIos
Vamos supor que a velocidade de um corpo seja V, num instante t, e V', num instante t'. Para que haja
essa mudança de velocidade, o sistema deve estar sob ação de um sistema de forças, cuja resultante pode ser
constante ou variável.
Podemos aplicar a equação fundamental da dinâmica para valores médios. Sendo Rm e am a resultante
média e aceleração média, então:
Rm 5 m ? am
Como
a V
tm
5
∆
∆
,
então:
R m V
t
Q
tm
5 ? 5
∆
∆
∆
∆
.
No caso de haver mudan•a de dire•‹o do movimento, precisamos escrever a mesma equação na forma
vetorial. Assim procedendo, obtemos a equação fundamental da dinâmica para valores médios:
R
Q
tm
5
∆
∆
→
→
3. ImPulso da resultante e teorema do ImPulso
A equação fundamental da dinâmica para valores médios pode ser escrita na forma
R
Q
tm
5
∆
∆
→
→
ou como esta igualdade, que equivale à anterior:
R t Q
m
? 5∆ ∆
→ →
O produto R t
m
? ∆
→
é chamado impulso da resultante. Logo:
I QI Q5I QI Q∆I Q
→→
Quantidade de movimento
antes e depois do choque.
Varia•‹o de quantidade
de movimento.
031a044_1201_FISICA_CA5_ROSAnovo.indd 42 5/30/14 9:13 AM
ALFA 5 F’sica Ð Setor 1201 43
AnotAçÕeS
Pode acontecer de o valor médio da resultante ser desconhecido, mas a resultante é conhecida em cada
instante e apresenta direção constante. Neste caso, o impulso da resultante pode ser obtido pela área sob o
gráfico da resultante em função do tempo:
IR
área sob o gráfco de R emeeme função de t (ver figura)r figura)r f
a mesmaa desmaa desma a resultante
Sentido:
Direção:
Intensidade:
o mesmo da resultanntsultanntsultan e no intervaloervaloer considerado
t
I
R
R
031a044_1201_FISICA_CA5_ROSAnovo.indd 43 5/30/14 9:13 AM
44 F’sica Ð Setor 1201 ALFA 5
AnotAçÕeS
031a044_1201_FISICA_CA5_ROSAnovo.indd 44 5/30/14 9:13 AM
ALFA 5 Física – Setor 1202 45
FísICA
setor 1202
Prof.: ___________________________________
aula 39 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 46
aula 40 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 46
aula 41 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 50
aula 42 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 50
aula 43 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 53
aula 44 ............. AD h ............ TM h .............TC h ............. 53
setor B
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 45 5/30/14 9:19 AM
46 Física – Setor 1202 ALFA 5
1 MODELO ATÔMICO
Sendo os fenômenos elétricos intimamente ligados
à estrutura da matéria, torna-se necessário a compreen-
são de um modelo atômico simplificado.
ElŽtron
Pr—ton
Nœcleo
N•utron
2 CARGA ELÉTRICA
Aos prótons e elétrons atribui-se a propriedade de
possuírem carga elétrica. Quanto aos nêutrons, estes
têm carga elétrica nula.
Por convenção, estabelece-se que a carga elétrica
do próton é positiva e a carga do elétron é negativa.
No Sistema Internacional de Unidades, adota-se o
coulomb (C) como unidade de carga elétrica.
3 CARGA ELEMENTAR
Verifica-se, experimentalmente, que os prótons e
os elétrons possuem cargas elétricas de mesmo valor
absoluto, correspondendo ao que chamamos de carga
elementar (e).
1 e 5 1,6 ? 10219 C
Assim:
q
próton
5 11,6 ? 10219 C
q
elétron
5 21,6 ? 10219 C
4 QUANTIZAÇÃO DE CARGA ELÉTRICA
DE CORPO
Devido ao fato de a eletrização, em geral, ser con-
sequência da adição ou da subtração de elétrons de um
corpo neutro, o valor da carga Q de um corpo eletrizado
é um múltiplo inteiro da carga elementar (e), ou seja:
Q 5 (N
p
2 N
e
) ? e
em que (N
p
– N
e
) representa a diferença entre o núme-
ro de prótons e o número de elétrons do corpo.
Modelo simplificado de um átomo.
5 PRINCÍPIO DA ATRAÇÃO E REPULSÃO
Corpos eletrizados com cargas de mesmo sinal
se repelem e corpos eletrizados com cargas de sinais
opostos se atraem.
6 PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DAS
CARGAS
A soma algébrica das cargas positivas e negativas
de um sistema eletricamente isolado é constante, em
qualquer instante.
7 CONDUTORES E ISOLANTES
A possibilidade de deslocamento de cargas num
material varia com a natureza do meio. Meios em que
as cargas se deslocam com facilidade são chamados
condutores elétricos. Do contrário, são chamados de
isolantes ou dielétricos.
8 PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO
Há mais de uma maneira pela qual os corpos
neutros adquirem carga elétrica não nula. Durante os
processos de eletrização, os corpos envolvidos podem
receber ou ceder elétrons.
Corpo
neutro
Corpo
neutro
Corpo
positivo
Corpo
negativo
Retirando-se elétrons
Adicionando-se elétrons
Eletrização por atrito
Atritando dois corpos neutros com afinidades ele-
trônicas diferentes, ambos adquirem cargas de mesmo
valor absoluto e sinais opostos. Tal processo é bastante
eficiente na eletrização de materiais isolantes.
1 1111
2
2
2
2
2
2
Atrito entre vidro e seda.
AULAs 39 e 40 CARGA ELÉTRICA E PROCEssOs DE ELETRIZAÇÃO
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 46 5/30/14 9:19 AM
ALFA 5 Física – Setor 1202 47
Eletriza•‹o por contato
Se um corpo eletrizado é posto em contato com um corpo neutro, parte da carga pode ser transferida de um
para outro. Para que o processo seja eficiente, os corpos envolvidos devem ser condutores.
1
1 1
11
11 1
1
1
1
1
11
1
1
1
1
1
1
1
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��
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Dois corpos condutores A e B, com cargas Q
A
e Q
B
,
adquirem, após o contato, cargas Q
A
' e Q
B
' tal que:
Q
A
1 Q
B
5 Q
A
' 1 Q
B
'
No caso do contato de N corpos condutores idênticos, tem-se:
Q
A
' 5 Q
B
' 5 ... 5 Q
N
' 5
∑Q
N
Indu•‹o eletrost‡tica
Aproximando-se um corpo carregado eletricamente (A) de um condutor neutro (B), criam-se no condutor
duas regiões com cargas de sinais opostos. Tal fato é consequência da atração ou repulsão de elétrons livres que
se movimentam no condutor devido à proximidade do corpo eletrizado. Por exemplo:
A B
2 1
1
1
1
12
2
2
2
1 1
1
1
1
11
1
1
1
Ao ligarmos o corpo B à terra, por qualquer ponto, B recebe ou cede cargas à terra, adquirindo sinal contrário
ao de A.
2
2
2
2
2
2
A B
2
2
2
2
2
� �
�
�
�
��
�
�
�
Finalmente, desconectando o corpo B da terra, ele ficará carregado com sinal contrário ao de A.
Eletrização por contato.
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48 Física – Setor 1202 ALFA 5
9 PÊNDULO ELETROSTÁTICO
O pêndulo eletrostático é um aparelho que se des-
tina a verificar se um corpo está ou não eletricamente
carregado.
Aproximando-se um corpo carregado de um corpo
neutro, este sofre indução e é atraído.
1 1 1 1 1
1
1
1
1
1 1 1 1
1
1
1 �
�
�
ExERCíCIOs
1 (UEL-PR) Um corpo, após certo processo de ele-
trização, adquire carga de 23,2 ? 1026 C. Sabendo
que a carga elementar vale 1,6 ? 10219 C, é correto
afirmar que o corpo apresenta:
a) excesso de 2,0 ? 1013 elétrons.
b) falta de 2,0 ? 1013 elétrons.
c) excesso de 5,0 ? 1012 prótons.
d) falta de 5,0 ? 1012 prótons.
e) excesso de 5,0 ? 1010 elétrons.
2 (UFRGS-RS) Um aluno usa um bastão de vidro e um
pedaço de seda para realizar uma demonstração
de eletrização por atrito. Após esfregar a seda no
bastão, o aluno constata que a parte atritada do
bastão ficou carregada positivamente.
Nesse caso, durante o processo de eletrização,
partículas com cargas
a) positivas foram transferidas da seda para o
bastão.
b) negativas foram transferidas do bastão para a
seda.
c) negativas foram repelidas para a outra extremi-
dade do bastão.
d) negativas foram destruídas no bastão pelo ca-
lor gerado pelo atrito.
e) positivas foram criadas no bastão pelo calor
gerado pelo atrito.
3 (Mack-SP) Duas pequenas esferas metálicas idên-
ticas, E
1
e E
2
, são utilizadas numa experiência de
eletrostática. A esfera E
1
estáinicialmente neutra e
a esfera E
2
, eletrizada positivamente com a carga
4,8 ? 1029 C. As duas esferas são colocadas em con-
tato e, em seguida, afastadas novamente uma da
outra. Sendo a carga elementar igual a 1,6 ? 10219 C,
podemos dizer que:
a) a esfera E
2
recebeu 1,5 ? 1010 prótons da esfera E
1
.
b) a esfera E
2
recebeu 3,0 ? 1010 prótons da esfera E
1
.
c) a esfera E
2
recebeu 1,5 ? 1010 elétrons da esfera E
1
.
d) a esfera E
2
recebeu 3,0 ? 1010 elétrons da esfera E
1
.
e) a esfera E
2
pode ter recebido 3,0 ? 1010 elétrons
da esfera E
1
, como também pode ter cedido
3,0 ∙ 1010 prótons à esfera E
1
.
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 48 5/30/14 9:19 AM
ALFA 5 Física – Setor 1202 49
4 (Fuvest-SP) Tr•s esferas met‡licas iguais, A, B e C, est‹o apoiadas em suportes isolantes, tendo a esfera A carga
elŽtrica negativa. Pr—ximas a ela, as esferas B e C est‹o em contato entre si, sendo que C est‡ ligada ˆ terra por
um fio condutor, como na figura.
A B C
A partir dessa configura•‹o, o fio Ž retirado e, em seguida, a esfera A Ž levada para muito longe. Finalmente,
as esferas B e C s‹o afastadas uma da outra. Ap—s esses procedimentos, as cargas das tr•s esferas satisfazem
as rela•›es:
a) Q
A
, 0 Q
B
. 0 Q
C
. 0
b) Q
A
, 0 Q
B
5 0 Q
C
5 0
c) Q
A
5 0 Q
B
, 0 Q
C
, 0
d) Q
A
. 0 Q
B
. 0 Q
C
5 0
e) Q
A
. 0 Q
B
, 0 Q
C
. 0
5 (Vunesp – Adaptada) Um dispositivo simples capaz de detectar se um corpo est‡ ou n‹o eletrizado Ž o
p•ndulo eletrost‡tico, que pode ser feito com uma pequena esfera condutora suspensa por um fio fino e
isolante.
Etapa I: Um aluno, ao aproximar um bast‹o eletrizado do p•ndulo, observou que ele foi repelido.
Etapa II: O aluno segurou a esfera do p•ndulo com suas m‹os, descarregando-a e, ent‹o, ao aproximar
novamente o bast‹o, eletrizado com a mesma carga inicial, percebeu que o p•ndulo foi atraído.
Etapa III: Ap—s tocar o bast‹o, o p•ndulo voltou a sofrer repuls‹o.
A partir dessas informa•›es, determine as possibilidades para a carga elŽtrica presente na esfera do p•ndulo.
ORIEnTAÇÃO DE EsTUDO
AULA 39
Leia os itens 1 a 12 até o texto “Eletrização por
atrito”, cap. 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1, 4 e 6, série 1.
AULA 40
Leia o item 12, a partir do texto “Eletrização por
contato”, e os itens 13 a 15, cap. 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 8, 10, 15 e 21, série 1.
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1 — Unidade VII
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 39
Faça os exercícios 2 e 7, série 1.
AULA 40
Faça os exercícios 9, 13, 19 e 22, série 1.
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 49 5/30/14 9:19 AM
50 Física – Setor 1202 ALFA 5
AULAs 41 e 42 LEI DE COULOMB
1 LEI DE COULOMB
O físico francês Charles Coulomb (1736-1806)
verificou que a força elétrica F entre cargas pun-
tiformes Q e q – corpos carregados com dimensões
desprezíveis – tem intensidade diretamente proporcio-
nal ao produto da quantidade de carga e inversamente
proporcional ao quadrado da distância r entre eles.
2 CARACTERIZAÇÃO DA fORÇA
ELÉTRICA ENTRE CARGAS
PUNTIfORMES
Corpos eletrizados com mesmo sinal se repelem.
r
FF
q
1
q
1
· q
2
> 0 q
2
Corpos eletrizados com sinais contrários se atraem.
r
FF
q
1
q
1
· q
2
< 0 q
2
Intensidade
F
k Q Q q
r2
5
? ?? ? Q? ? Q? ?
A constante de proporcionalidade (k), denomi-
nada constante eletrost‡tica do meio, depende
do meio onde se encontram os corpos e do sistema
de unidades. No vácuo, para o Sistema Internacio-
nal, temos:
k
0
5 9,0 ? 109 N ? m2/C2
Direção
Reta que une os centros dos corpos.
Sentido
Q ? q . 0 ⇒ Repulsão
Q ? q , 0 ⇒ Atração
Representação gráfica
Intensidade da força elétrica em função
da distância entre cargas puntiformes.
F
r
ExERCíCIOs
1 (Vunesp) Duas cargas de sinais iguais e pontuais, Q
1
5
5 q e Q
2
5 3q, estão separadas pela distância d. O
valor da força elétrica que Q
1
exerce sobre Q
2
é F
2
,
e a que Q
2
exerce sobre Q
1
é F
1
. Examine as propo-
sições seguintes (I, II e III) a respeito dessas forças:
I.
F
F
3
1
1
2
5
II. As forças são de repulsão.
III. Quando a separação entre elas é alterada de d
para 2d, tanto F
1
como F
2
caem para a metade
de seu valor original.
Dessas proposições:
a) somente I é correta.
b) somente II é correta.
c) somente III é correta.
d) apenas duas são corretas.
e) todas são corretas.
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 50 5/30/14 9:19 AM
ALFA 5 Física – Setor 1202 51
2 (PUC-RJ) Dois objetos metálicos esféricos idênti-
cos, contendo cargas elétricas de 1 C e de 5 C, são
colocados em contato e, depois, afastados a uma
distância de 3 m. Considerando a constante de
Coulomb k 5 9 ? 109 N ? m2/C2, podemos dizer que
a força que atua entre as cargas após o contato é:
a) atrativa e tem módulo 3 ? 109 N.
b) atrativa e tem módulo 9 ? 109 N.
c) repulsiva e tem módulo 3 ? 109 N.
d) repulsiva e tem módulo 9 ? 109 N.
e) zero.
3 (Fuvest-SP) Três objetos com cargas elétricas idênti-
cas estão alinhados como mostra a figura. O objeto
C exerce sobre B uma força igual a 3,0 ? 1026 N.
3 cm
A B C
1 cm
A força elétrica resultante dos efeitos de A e C
sobre B é:
a) 2,0 ? 1026 N
b) 6,0 ? 1026 N
c) 12 ? 1026 N
d) 24 ? 1026 N
e) 30 ? 1026 N
4 (UFPE) Considerando que as três cargas da fi-
gura estão em equilíbrio, determine qual o valor
da carga Q
1
em unidades de 1029 C. Considere
Q
3
5 23 ? 1029 C.
10 cm 10 cm
Q
1
Q
2
Q
3
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 51 5/30/14 9:19 AM
52 Física – Setor 1202 ALFA 5
5 (UFTM-MG) O gr‡fico a seguir mostra como varia a for•a de repuls‹o entre duas cargas elŽtricas, id•nticas
e puntiformes, em fun•‹o da dist‰ncia entre elas.
F (N)
d (m)
9 á 103
F
0,40,2
Considerando a constante eletrost‡tica do meio como k 5 9 ? 109 N ? m2/C2, determine:
a) o valor da for•a F;
b) a intensidade das cargas elŽtricas.
ORIEnTAÇÃO DE EsTUDO
AULA 41
Leia os itens 16 e 17, cap. 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 3 e 6, série 2.
AULA 42
Leia o item 18, cap. 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 18, 21, 24 e 29, série 2.
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade VII
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 41
Faça os exercícios 10, 11, 13 e 15, série 2.
AULA 42
Faça os exercícios 31, 32, 34 e 35, série 2.
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 52 5/30/14 9:19 AM
ALFA 5 F’sica Ð Setor 1202 53
1 DEfINIÇÃO DE VETOR CAMPO
ELÉTRICO
Seja P um ponto de um campo elétrico ocupado,
sucessivamente, por cargas de prova. Constata-se sobre
elas a ação de forças elétricas, tal que:
F
q
F
q
F
q
...
F
q
1
1
2
2
3
3
5 55 5 5 5
→ → → →
P P P P
q
1
q
2
q
3
q
F
1
→
F
2
→
F
3
→
F
→
Define-se campo elétrico como:
E
F
q
5
→
→
F
→
F
Intensidade
E
F
q
5
No SI, a unidade do campo elétrico é newton por
coulomb (N/C).
Consequentemente: F q E5 ?
→ →
. Além disso,
F 5 |q| ? E.
Direção e sentido em relação a f
→
F
→
F
→
E
→
E
→
2
�
Se q . 0, têm-se F
→
e E
→
no mesmo sentido;
Se q , 0, têm-se F
→
e E
→
em sentidos opostos.
2 CAMPO ELÉTRICO DEVIDO A UMA
CARGA PUNTIfORME fIXA (Q)
Q
r
q
P
Intensidade
E
k Q
r2
5
?
Direção
A mesma da reta que passa pela carga Q e pelo
ponto P.
Sentido
Q . 0 ⇒ “Afastamento”
Q , 0 ⇒ “Aproximação”
Q Q
1 2
E
→
P
P
E
→
3 CAMPO ELÉTRICO DEVIDO A VÁRIAS
CARGAS PUNTIfORMES fIXAS
Q
2
Q
n
r
1
r
2
r
n
Q
1
P
E
n
→ E1
→
E
2
→
1 �
1
5 1 EE E5 1E E5 1 ... E n1 25 11 25 1E E1 25 1E E1 25 11 2E E 1 1... 1 1
→→ →→
AULAs 43 e 44 CAMPO ELÉTRICO
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 53 5/30/14 9:19 AM
54 Física Ð Setor 1202 ALFA 5
4 CAMPO ELÉTRICO UNIfORME
Se, em uma regi‹o, o vetor campo elŽtrico Ž o mesmo em todos os pontos, ou seja, possui a mesma intensidade,
dire•‹o e sentido, diz-se que em tal regi‹o o campo Ž uniforme.
ExERCíCIOs
1 Um campo elŽtrico apresenta uma intensidade E 5 4 ? 1024 N/C em um pontoP. Determine a for•a elŽtrica
que agir‡ em uma carga puntiforme q 5 1 ? 1026 C colocada em P.
2 (UFPE) Uma carga elŽtrica puntiforme gera campo elŽtrico nos pontos P
1
e P
2
. A figura a seguir mostra setas
que indicam a dire•‹o e o sentido do vetor campo elŽtrico nesses pontos. Contudo, os comprimentos das
setas n‹o indicam os m—dulos destes vetores. O m—dulo do campo elŽtrico no ponto P
1
Ž 32 N/C. Calcule
o m—dulo do campo elŽtrico no ponto P
2
.
P
1
P
2
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 54 5/30/14 9:19 AM
ALFA 5 Física – Setor 1202 55
3 (F. Farias Brito-CE) A figura a seguir representa uma carga q
1
5 1,0 ? 1026 C, situada a 10 cm de outra
q
2
5 2,0 ? 1026 C.
q
1
q
2
A intensidade do campo elétrico será nula no ponto que fica a uma distância aproximada de:
a) 4,1 cm de q
1
, entre q
1
e q
2
.
b) 24 cm de q
1
, ˆ esquerda de q
1
.
c) 0,4 cm de q
1
, ˆ direita de q
1
.
d) 24 cm de q
1
, ˆ direita de q
2
.
e) o campo gerado por q
1
e q
2
não pode ser nulo.
4 (Unicamp-SP) Considere uma esfera de massa m e carga q pendurada no teto e sob a ação da gravidade e do
campo elétrico E como indicado na figura.
θ
m, q
E
a) Qual é o sinal da carga q? Justifique sua resposta.
b) Qual é o valor do ângulo θ no equil’brio?
ORIEnTAÇÃO DE EsTUDO
AULA 43
Leia os itens 1 a 5, cap. 2 do Livro-texto.
Faça os exercícios 36 a 39, série 2.
AULA 44
Leia os itens 6 a 10, cap. 2 do Livro-texto.
Faça os exercícios 46, 47, 53 e 54, série 2.
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1 — Unidade VII
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 43
Faça os exercícios 40 a 43, série 2.
AULA 44
Faça os exercícios 58, 61, 64 e 65, série 2.
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 55 5/30/14 9:20 AM
56 F’sica Ð Setor 1202 ALFA 5
AnOTAÇÕEs
045a056_1202_FISICA_CA5_ROSA.indd 56 5/30/14 9:20 AM
ALFA 5 Física – Setor 1203 57
FísIcA
setor 1203
Prof.: ___________________________________
aula 20 ............. AD ............ TM .............TC ............. 58
aula 21 ............. AD ............ TM .............TC ............. 58
aula 22 ............. AD ............ TM .............TC ............. 62
setor c
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd 57 5/30/14 9:21 AM
58 Física – Setor 1203 ALFA 5
1 Pulso
Pulso é uma perturbação de natureza física gerada em um ponto
de um meio, que é reproduzida nos demais pontos.
h
h
h 5 0
h 5 0
Propagação da energia
h 5 0
ε
A
5 0
A
ε
A
5 0
A
ε
B
5 0
B
ε
A
5 mgh
ε
A
5 mgh
A ε
B
5 0
B
B
2 onda
Onda é uma sequência regular e periódica de pulsos.
Propaga•‹o
3 ProPriedade fundamental
O pulso ou a onda transfere energia de um ponto a outro, sem o transporte de matéria.
4 as formas de uma onda
onda transversal
Oscilação Propagação
AULAs 20 e 21 ONDAs E sUAs PROPRIEDADEs
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd 58 5/30/14 9:21 AM
ALFA 5 Física – Setor 1203 59
onda longitudinal
Oscilação
Oscilação
Propagação
5 a natureza de uma onda
ondas mecânicas
São associadas à oscilação das partículas do meio. Exigem a presença de meio material. Exemplo: onda na
superfície de um líquido.
Propriedade das ondas mec‰nicas: A velocidade de propagação só depende
da forma da onda (longitudinal ou transversal) e das características do meio.
ondas eletromagnéticas
São associadas à oscilação de campos elétricos e magnéticos. Não exigem a presença de matéria, ou seja,
propagam-se até no vácuo. São produzidas por cargas elétricas em oscilação. Exemplo: onda luminosa.
Campo
elétrico
Campo
magnético
Direção de
propagação
Observaç›es:
No vácuo, todas as ondas eletromagnéticas propagam-se com a mesma velocidade (c).
c 5 3 ? 108 m/s
Em meios materiais, a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética depende de sua frequência.
6 nomenclaturas e definições
A: amplitude da onda
l: comprimento de onda
Vale Vale
Crista Crista
P
A
λ
λ
A
v
l
a
d
is
c
h
e
r
n
/s
h
u
t
t
e
r
s
t
o
c
k
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd 59 5/30/14 9:21 AM
60 Física – Setor 1203 ALFA 5
Período (T) da onda: Ž o intervalo de tempo necess‡rio
para que qualquer ponto do meio (por exemplo, o ponto P da
figura) realize uma oscila•‹o completa. No SI: [T] 5 s.
Frequência (f) da onda: Ž o nœmero de oscila•›es reali-
zadas por qualquer ponto do meio (por exemplo, o ponto P da
figura) em uma unidade de tempo. No SI: [f] 5 Hz.
Observação: o per’odo (T) ou a frequ•ncia (f) de uma onda dependem, exclusivamente, da fonte que a gerou.
ExERcícIOs
1 Assinale certo (C) ou errado (E) para as afirmações a seguir.
a) ( ) Toda onda eletromagnética é transversal.
b) ( ) Toda onda mecânica é longitudinal.
c) ( ) A velocidade da onda eletromagnética é a mesma em todos os meios.
d) ( ) Uma onda longitudinal não pode se propagar no interior de um sólido.
2 (UFC-CE) A figura abaixo representa uma onda harmônica que se propaga, para a direita, em uma corda
homogênea.
No instante representado, considere os pontos da corda indicados: 1, 2, 3, 4 e 5.
1 3
2
5
4
Assinale a afirmativa correta.
a) Os pontos 1 e 3 têm velocidade nula.
b) Os pontos 2 e 5 têm velocidade máxima.
c) O ponto 4 tem velocidade maior que o ponto 1.
d) O ponto 2 tem velocidade maior que o ponto 3.
e) Os pontos 1 e 3 têm velocidade máxima.
3 (Fatec-SP) O padrão de forma de onda proveniente de um sinal eletrônico está representado na figura a
seguir.
1 divisão 5 1 ms
1
d
iv
is
ã
o
5
5
0
0
m
V
Notando os valores para as divisões horizontal (1 ms) e vertical (500 mV), deve-se dizer quanto à amplitude
A, ao período T a frequência f da forma de onda que:
a) A 5 0,5 V; T 5 4 ms; f 5 250 Hz
b) A 5 1,0 V; T 5 8 ms; f 5 125 Hz
c) A 5 2,0 V; T 5 2 ms; f 5 500 Hz
d) A 5 2,0 V; T 5 4 ms; f 5 250 Hz
e) A 5 1,0 V; T 5 4 ms; f 5 250 Hz
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd 60 5/30/14 9:21 AM
ALFA 5 Física – Setor 1203 61
4 (UFMG) A Figura I mostra, em um determinado instante de tempo, uma mola na qual se propaga uma onda
longitudinal. Uma régua de 1,5 m está colocada a seu lado.
A Figura II mostra como o deslocamento de um ponto P da mola, em relação a sua posição de equilíbrio,
varia com o tempo.
P
0,50,0 1,0
0,1
0,1
0,2 0,3 0,4
Tempo (s)
Figura I
Figura II
D
e
s
lo
c
a
m
e
n
to
(
m
)
0,5 0,6
1,5
0,0
20,1
As melhores estimativas para o comprimento de onda l e para o período T dessa onda são:
a) l 5 0,20 m e T 5 0,50 s.
b) l 5 0,20 m e T 5 0,20 s.
c) l 5 0,50 m e T 5 0,50 s.
d) l 5 0,50 m e T 5 0,20 s.
5 (UFC-CE) Uma onda transversal de frequência 2,0 Hz se propaga em uma corda muito longa. A figura a seguir
representa a forma da corda no instante t 5 0. Considere o ponto P, mostrado na figura. As coordenadas
[par ordenado (x, y)] desse ponto no instante t 1
8
s5 serão, em metros:
0,5
0,5
1,5 2,5
P
x (m)
y (m)
a) (2,5; 0,5).
b) (2,5; 0).
c) (2,5; 20,5).
d) (0; 2,5).
e) (0; 0).
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
AULA 20
Leia os itens 1 a 3, cap. 2 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 4, série 1.
AULA 21
Faça os exercícios 5 a 8, série 1.
Livro 3 — Unidade III
Caderno de Exercícios 2 — Unidade VII
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 21
Faça os exercícios 9 a 11, série 1.
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd 61 24/04/15 13:09
62 Física – Setor 1203 ALFA 5
1 Velocidade de ProPaGaçÃo de um Pulso
(t
1
)
(t
2
)
V
∆S
V
V
∆S
∆t
5
2 definições de comPrimento de onda (l)
Comprimento de onda (l): é a distância percorrida pela
onda (energia) em um período T.
(t 5 0) F
Avan•o da onda
(t 5 T) F
λ
Comprimento de onda (l): é a distância entre dois pontos
consecutivos que oscilam em concordância de fase.
F
A C E
B D
λ
λ
λ
2
Os pontos B e D oscilam em concordância de fase.
Os pontos C e E oscilam em concordância de fase.
Os pontos A e B oscilam em oposição de fase.
3 Velocidade de ProPaGaçÃo de uma onda
V
T
f5 55 5 ?l5 5l5 5 l
AULA 22 EQUAçãO FUNDAMENtAL DA ONDULAtÓRIA
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd62 5/30/14 9:21 AM
ALFA 5 F’sica Ð Setor 1203 63
ExERcícIO
A figura a seguir ilustra uma onda mecânica que se propaga em uma corda com velocidade constante de 4,0 m/s.
0,60 m
0,20 m
V
→
A frequência de oscilação da fonte dessas ondas é:
a) 1,5 Hz.
b) 3,0 Hz.
c) 5,0 Hz.
d) 6,0 Hz.
e) 10,0 Hz.
ORIENtAçãO DE EstUDO
leia o item 7, cap. 2 do livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 4, série 2.
Livro 3 — Unidade III
Caderno de Exercícios 2 — Unidade VII
tarefa Mínima tarefa complementar
Faça os exercícios 5 a 7, série 2.
ANOtAçÕEs
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd 63 5/30/14 9:21 AM
64 Física – Setor 1203 ALFA 5
ANOtAçÕEs
057a064_1203_FISICA_CA5_ROSA.indd 64 5/30/14 9:21 AM
ALFA 5 Química – Setor 1301 65
QUíMicA
setor 1301
setor A
Prof.: ______________________________________
aula 20.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 66
aula 21.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 66
aula 22.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 71
aula 23.............. AD h.............. TM h.............. TC h.............. 71
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 65 5/30/14 9:24 AM
66 Química – Setor 1301 ALFA 5
AULAs 20 e 21 ReAções de sUbstitUição e diRigênciA
1 Reações de substituição
R — H 1 A — B R — B 1 H — A
R — C
——
O
—
X
R — H
A — B
Alcanos
Cl — Cl ou Br — BrHalogenação
Aromáticos
HO — NO
2
Nitração
Cicloalcanos com 5 ou mais carbonos no ciclo
HO — SO
3
HSulfonação
R — XAlquilação
Acilação
Acila•‹o e alquila•‹o = somente para arom‡ticos
Reatividade dos carbonos
C 3o . C 2o . C 1o
Exemplos:
Monobromação do metilbutano
H — C — C — C — C — H �
H — C — H
—
H
—
H
—
H
—
H
—
H
—
H
—
H
—
H—
—
H
2
C — C — CH
2
— CH
3
� H
—
CH
3
— —
H
H
3
C — C — CH
2
— CH
3
� H
—
CH
3
—
H
3
C — C — CH — CH
3
� H
—
CH
3
——
H
H
3
C — C — CH
2
— CH
2
� H
—
CH
3
——
H
λ(luz)
Bromo
Metilbutano
0,7%
90%
9%
0,3%
Br
Br
Br
Br
Br — Br
Br
Br
Br
Br
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 66 5/30/14 9:24 AM
ALFA 5 Química – Setor 1301 67
Monocloração do benzeno
� �
AlCl
3
�
AlCl
3
Cl
2
� HCl
—
Cl
exeRcícios
TexTo para as quesTões 1 e 2
Complete as reações indicadas.
1 Monocloração do metano
∆
H — C — H 1 Cl — Cl
—
—
H
H
2 Mononitração do 2-metilbutano:
H
3
C — C — C — CH
3
1 HO — NO
2
—
—
H
CH
3
—
—
H
H
H
2
SO
4
∆conc
3 Observe a estrutura do alcano:
A partir da substituição de um átomo de hidrogênio por um átomo de bromo são obtidos vários isômeros planos.
Com base nessas informações, faça o que se pede.
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 67 5/30/14 9:24 AM
68 Química – Setor 1301 ALFA 5
a) Escreva a fórmula estrutural de cada isômero plano.
b) Dê o nome do produto que se forma em maior quantidade.
c) Dê o nome dos produtos que apresentam atividade óptica.
TexTo para os exercícios 4 e 6
Complete as reações indicadas.
4 Monobromação do benzeno.
1 Br — Br
∆
5 Alquilação.
1 H
3
C — Cl
AlCl
3
6 Acilação.
1 H
3
C — C
AlCl
3
——
O
—
Cl
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 68 5/30/14 9:24 AM
ALFA 5 Química – Setor 1301 69
2 diRigência
Dirig•ncia:
G
OrtoOrto
MetaMeta
Para
Grupo dirigente
Grupos orto para dirigentes.
Exemplos: NH
2
, OH, CH
3
e X.
2 � 2 (A Ñ A) � � 2 HA
Ñ A
A
orto-
substitu’do
para-
substitu’do
G
Ñ
G
Ñ
G
Ñ
Ñ
Grupos meta dirigentes.
Exemplos: NO
2
, SO
3
H, COOH e CN.
� B Ñ B � HB
meta-
substitu’do
G
Ñ
G
B
Ñ
Ñ
exeRcícios
TexTo para as quesTões 7 a 10
Complete as rea•›es indicadas.
7 Mononitra•‹o do tolueno.
HO — NO
2
H
2
SO
4
conc ∆
CH
3
—
1
8 Monoclora•‹o do nitrobenzeno.
1 Cl — Cl
NO
2
—
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 69 5/30/14 9:24 AM
70 Química – Setor 1301 ALFA 5
9 Alquila•‹o do fenol.
H
3
C — Cl
AlCl
3
OH
—
1
10 Mononitra•‹o do ‡cido benzoico.
HO — NO
2
H
2
SO
4
COOH
—
1
conc ∆
11 Equacione a trinitra•‹o do fenol.
Livro 2 — Unidade II
Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 20
Fa•a os exerc’cios 1 a 3, sŽrie 22.
AULA 21
Fa•a os exerc’cios 19,20,24 e 25,, sŽrie 22.
AULA 20
Leia o cap’tulo 6 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 5 a 9, sŽrie 22.
AULA 21
Fa•a os exerc’cios 21 a 23, e 26 a 29, sŽrie 22.
oRientAção de estUdo
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 70 5/30/14 9:24 AM
ALFA 5 Química – Setor 1301 71
AULAs 22 e 23 ReAções de Adição
1 AB H — C — C — HC — C—
—
—
HH
H
—
—
H
—
H
—
— —
H
Substrato
A B
Alquenos
Alquinos
Dienos
Ciclanos de 3 e 4 carbonos no ciclo
AB
Hidrogenação catalítica
Halogenação
Adição de HX
Vejamos alguns exemplos:
1 HidRogenação catalítica
Ni
1
1
∆
∆
Ni
Eteno Etano
H
2
C — CH
2
— H
3
C — CH
3
H
2
As reações de hidrogenação são denominadas reações de redução, pois o Nox dos carbonos envolvidos na
reação diminuem.
H — C — C — H 1 H
2
H — C — C — H
cat.—
∆
—
H
—
— —
H
H H
— —
H H
11
11
�2 �3
11
11
11
Redução
2 Halogenação
H
3
C Ñ CH Ñ CH
2
1 Cl
2
Ñ
Propeno
H
3
C Ñ CH Ñ CH
2
Ñ
Cl
Ñ
Cl
1,2-dicloropropano
Uma halogenação muito comum para verificar se uma cadeia aberta é insaturada é a reação com água de
bromo, Br
2
(aq), ou uma solução de bromo em tetracloreto de carbono, Br
2
/CCl
4
.
Esses sistemas apresentam coloração castanha, por causa da presença de bromo. Se a cadeia for insaturada,
observa-se uma descoloração pelo consumo de bromo.
— C — C — 1 Br
2
—
Castanho
— C — C —
—
Br
—
Br
Incolor
— —— —
CCl
4
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 71 5/30/14 9:24 AM
72 Qu’mica Ð Setor 1301 ALFA 5
A água de bromo contida no conta-gotas, de cor castanha, não reagiu com o alcano contido no frasco
A. No entanto, ao ser adicionada ao alqueno contido no frasco B, reagiu, sofrendo uma descoloração.
3 adição de HX
Regra de Markovnikov: o hidrog•nio do HX adiciona-se
ao carbono da dupla ou tripla liga•‹o mais hidrogenado.
H
3
C — C — CH 1 1—— H
3
C — C — C H—
—
HCl
Cl
—
H
Propino 2-cloropropenoCarbono mais
hidrogenado
da insatura•‹o
exeRcícios
1 Complete as reações:
a) H2C Ñ CH2 1 Cl2
Ñ Δ
Eteno
b) H
3
C Ñ C Ñ C Ñ CH
3
1 H
2
Ñ
Δ
Ñ Ñ
H H
But-2-eno
Ni
2 Observe a estrutura do alqueno:
A reação de um mol desse alqueno com um mol de HCl vai produzir um mono-haleto orgânico. Escreva a
fórmula estrutural e dê o nome desse produto.
F
e
R
N
A
N
d
O
F
A
v
O
R
e
t
t
O
AA
BB
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 72 5/30/14 9:24 AM
ALFA 5 Qu’mica Ð Setor 1301 73
3 Complete as reações:
a) HC mC — CH3 1 1 H2
Propino
Ni
∆
b) H
3
C Ñ C m C Ñ CH
3
1 1 Br
2
But-2-ino
Δ
c) HC m CH 1 HOH
Acetileno
meio ‡cido
Hg21
d) H
2
C — C — CH
2
1 1 Cl
2
— —
Propadieno
∆
4 (UFMG) Uma substância apresentou as seguintes características:
I. Descora solução de Br
2
em CCl
4.
II. Absorve apenas 1 mol de H
2
quando submetida à reação de hidrogenação catalítica.
III. Pode apresentar isomeria óptica.
Uma fórmula estrutural possível para essa substância é:
a)
b)
c)
d)
e)
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 73 5/30/14 9:24 AM
74 Qu’mica Ð Setor 1301 ALFA 5
5 (Fuvest-SP) Hidrocarbonetos que apresentam dupla-ligação podem sofrer reação de adição. Quando a
reação é feita com um haleto de hidrogênio, o átomo de halogênio se adiciona ao carbono insaturado que
tiver menor número de hidrogênios, conforme observou Markovnikov. Usando esta regra, dê a fórmula e o
nome do produto que se forma na adição de:
a) Hl a CH
3
CH Ñ CH
2
Ñ
b) HCl a
—
CH
3
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 22
Fa•a os exerc’cios 1 a 4, sŽrie 23.
AULA 23
Fa•a os exerc’cios 9 a 12, sŽrie 23.
AULA 22
Leia o cap’tulo 7 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 5 a 8, sŽrie 23.
AULA 23
Fa•a os exerc’cios 13 a 16, sŽrie 23.
oRientAção de estUdo
065a074_1301_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 74 5/30/149:24 AM
ALFA 5 Química – Setor 1302 75
QUíMiCA
setor 1302
Prof.: ____________________________________
aula 39 .............AD h .............TM h .............TC h ............... 76
aula 40 .............AD h .............TM h .............TC h ............... 76
aula 41 .............AD h .............TM h .............TC h ...............79
aula 42 .............AD h .............TM h .............TC h ...............79
aula 43 .............AD h .............TM h .............TC h ...............82
aula 44 .............AD h .............TM h .............TC h ...............82
setor b
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 75 5/30/14 9:26 AM
76 Química – Setor 1302 ALFA 5
Solução: Qualquer mistura homogênea (1 fase).
Soluto: Substância (ou íon) dissolvida em outra, chamada solvente.
Solução saturada: É a solução estável com a quantidade máxima de soluto, a uma dada temperatura.
Coeficiente de solubilidade (ou apenas solubilidade, S): É o número que indica a relação entre as
quantidades de soluto e solvente na solução saturada.
A solubilidade depende da temperatura e da natureza dos componentes da solução.
Curva de solubilidade: É a curva que mostra como a solubilidade de uma substância varia com a tem-
peratura.
Diagrama de solubilidade
t
1
m
1
m
2
m
3
t
2
t
3
Temperatura (°C)
Solução
saturada
Solução
saturada
Solução
saturada
C
o
n
c
e
n
tr
a
ç
ã
o
(
g
d
e
s
o
lu
to
/
1
0
0
g
d
e
á
g
u
a
)
Cada ponto na curva indica a composição da solução
saturada a uma dada temperatura.
Solução insaturada: Contém menor quantidade de soluto que a indicada na relação de solubilidade, a
uma dada temperatura.
Solução supersaturada: É geralmente instável. Contém maior quantidade de soluto que a saturada na
mesma temperatura.
Em uma representação gráfica, a região acima da curva de solubilidade corresponde às soluções supersa-
turadas; e a região abaixo, às soluções insaturadas. Observe esta relação no gráfico abaixo.
20
Solução
saturada
Solução
insaturada
Solução
supersaturada
Temperatura (°C)
Soluto (g) / 100 g H
2
O
AULAs 39 e 40 CUrvAs De soLUbiLiDADe
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 76 5/30/14 9:26 AM
ALFA 5 Química – Setor 1302 77
exerCíCios
1 A figura abaixo representa soluções com 100 g de água a 25 °C.
agiagitação
Solução
50 g NaCl
100 g H
2
O
25 °C 14 g sólido
filtraçãoãofiltração
A B
Solução
a) A solução em A está
insaturada/saturada/supersaturada
.
b) O sólido depositado em A chama-se .
c) A solução em B está
insaturada/saturada/supersaturada
.
d) A solubilidade (S) do NaCl a 25 °C valerá:
2 O esquema abaixo indica experimentos com soluções de nitrato de potássio, todas com 100 g de água.
agagitação
Solução
50 g KNO
3
100 g H
2
O
25 °C
100 g H
2
O
60 °C
100 g H
2
O
25 °C
20 g sólido
A B
esfriamento
C
lento∆∆
Solução
a) A solução em A está
insaturada/saturada/supersaturada
.
b) A solução C não tem corpo de chão e está
insaturada/saturada/supersaturada
.
c) A 25 °C, a solubilidade (S) do sal será: .
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 77 5/30/14 9:26 AM
78 Qu’mica Ð Setor 1302 ALFA 5
d) A solubilidade de KNO
3
a 60 °C vale
110 g
100 g de água
. Portanto, a solução em B está
insaturada/saturada/supersaturada
.
e) Soluções supersaturadas em geral são instá-
veis. Agitação e adição de soluto sólido podem
destruir a solução supersaturada.
Descreva o que ocorre com a solução em C se
ela for agitada.
3 O diagrama abaixo mostra várias curvas de solu-
bilidade.
0 4020 60 80 100
50
Temperatura (°C)
100
150
200
250
S
o
lu
b
ili
d
a
d
e
(
g
d
e
s
o
lu
to
/
1
0
0
g
d
e
H
2
O
)
Açúcar (C
12
H
22
O
11
)
Glicina (C
2
H
5
O
2
N)
KNO
3
NaNO
3
Na
2
SO
4
Ce
2
(SO
4
)
3
NaBr
NaCl
KBr
KCl
a) A 20 °C, qual a substância mais solúvel? Qual
sua solubilidade em valor aproximado?
b) E a menos solúvel a 20 °C? Qual o valor aproxi-
mado da solubilidade?
c) Dissoluções favorecidas pelo aquecimento são
chamadas de endotérmicas. Dê dois exemplos
no diagrama.
d) Quais substâncias não têm a solubilidade favo-
recida pelo aquecimento da solução?
4 Um técnico preparou 340 g de solução satura-
da de um sal a 50 °C. Quando a temperatura da
solução se tornou igual à do ambiente (20 °C), o
técnico filtrou e pesou o sólido cristalizado.
Utilizando a curva de solubilidade do sal, dada
abaixo, qual o valor da massa recolhida?
0 20 50
10
20
30
40
50
60
70
g (soluto) / 100 g H
2
O
t (°C)
Tarefa Complementar
Tarefa Mínima
orienTAção De esTUDo
AULA 39
Leia o capítulo 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 e 2, série 11.
AULA 40
Faça os exercícios 3 a 5, série 11.
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1
AULA 40
Faça os exercícios 6 a 9, série 11.
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 78 5/30/14 9:26 AM
ALFA 5 Química – Setor 1302 79
ConCentração de soluções
O termo concentração é usado para identificar qualquer relação entre quantidades de soluto e de solução
(ou solvente).
No estudo de concentrações, pode-se usar o seguinte código:
Índice 1: quantidade de soluto.
Índice 2: quantidade de solvente.
Sem índice: quantidade de solução.
Exemplos: n1 (número de mols de soluto), m2 (massa de solvente) e V (volume de solução).
Em soluções gasosas, ppm e ppb podem ser relações entre volumes.
Tipo Conceito
Concentração (m/v) ou concentração
comum (C)
Massa de soluto dissolvida em dado
volume de solução
Porcentagem em massa de soluto ou
% (m/m)
Massa de soluto em 100 g de solução
Partes por milhão ou ppm
Massa de soluto em um milhão (106)
de gramas de solução
Partes por bilhão ou ppb
Massa de soluto em um bilhão (109)
de gramas de solução
exerCíCios
1 Há textos que usam (m/v) para representar a concentração do tipo massa/volume. Não devemos confundir
com densidade da solução.
Leia por exemplo: “Apesar da elevada concentração (m/v) de sais nos oceanos (35 g/L), a densidade média
da água do mar (1,02 g/cm³) é praticamente igual à da água pura”.
a) Arredonde a densidade para 1 g/cm³ e indique qual a massa de 1 m³ de água do mar. (1 m³ 5 1000 L)
b) Qual a massa de sais que uma salina obtém em 1 m³ de água do mar?
AULAs 41 e 42 ConCenTrAção CoMUM, porCenTAgeMeM MAssA e ppM
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 79 5/30/14 9:26 AM
80 Química – Setor 1302 ALFA 5
2 Uma solução pode ter vários solutos, cada um deles com sua concentração.
Na Caderneta de Saúde da Criança, distribuída pelo Ministério da Saúde, há instruções para fazer soro
caseiro de hidratação:
Como preparar o soro de sais de reidratação oral.
Colocar em um litro de ‡gua pot‡vel todo o p— de um envelope de sais de reidratação e mexer bem.
atenção no preparo e uso dos sais de reidratação.
Usar todo o p— do envelope.
Não colocar açœcar nem sal no soro.
Não ferver o soro depois de pronto.
Depois de pronto, o soro s— pode ser usado por 24 horas.
Admita que o envelope contenha 3,5 g de sal e 20 g de açúcar.
a) Qual a massa e a concentração de cada soluto (g/L) em uma mamadeira contendo 200 cm³ de soro? Con-
sidere que a adição dos sólidos não alterou o volume da água potável.
b) Por que as recomendações “Não colocar açúcar nem sal no soro” e “Não ferver o soro depois de pronto”?
3 Utilize os dados do exercício 1 e calcule a porcentagem em massa de sais nas águas dos oceanos.
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 80 5/30/14 9:26 AM
ALFA 5 Qu’mica Ð Setor 1302 81
4 Sabendo agora que as ‡guas do mar Morto pos-
suem 294 g/L de sais e densidade 1,2 g/cm³, qual
o valor da rela•‹o
%(m/m) mar Morto
%(m/m) oceanos
?
5 O chumbo pode afetar quase todos os nossos —r-
g‹os, principalmente o sistema nervoso central,
tanto em crian•as quanto em adultos. Fundi•›es
e f‡bricas de baterias s‹o atividades que podem
liberar resíduos contendo chumbo para o am-
biente. De acordo com a Cetesb, o valor m‡ximo
permitido (VMP) de íons chumbo na ‡gua pot‡vel
Ž 0,01 mg/L. Apresente este valor em ppm. (den-
sidadeda ‡gua 5 1 g/cm³)
6 Um diagn—stico mŽdico foi obtido com 6 microgra-
mas de medicamento radioativo por quilograma de
massa corporal. Transforme essa concentra•‹o em:
a) % em massa
b) ppm
c) ppb
Dado: 1 micrograma 5 1026 g
Tarefa Complementar
Tarefa Mínima
orienTAção De esTUDo
AULA 41
Leia o capítulo 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 17 e 18, série 11.
AULA 42
Faça os exercícios 19 a 21, série 11.
Livro-texto 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1
AULA 42
Faça os exercícios 22 a 27 e 29 a 31, série 11.
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 81 5/30/14 9:26 AM
82 Química – Setor 1302 ALFA 5
definições
A concentração em mol/L ou em quantidade de matéria ou em quantidade de substância indica a
quantidade em mol de um soluto em cada litro da solução.
representação com colchetes: [...]
[HCl] ⇒ concentração em mol/L de HCl
Exemplo: [HCl] 5 0,5 mol/L
expressões e símbolos antigos e não recomendados pela iuPaC
Concentração molar
Molar como nome de unidade
M como símbolo de unidade
Assim, evite usar expressões como:
[HCl] 5 0,5 M ou 0,5 molar
expressão algébrica
[Soluto]
n
V
m
M V1
1 1
1
µ
Índice 1 5 grandezas do soluto
V 5 volume em litros.
exerCíCios
1 O esquema abaixo mostra a preparação de uma solução em laboratório, com 36 g de glicose sendo dissol-
vidas em água suficiente para 250 cm³ de solução.
Marca de
calibraç‹o
Massa
conhecida
de soluto
Pisseta
adiç‹o
dede ‡gua‡gua
Indique a concentração em:
a) gramas/litro;
b) mol/L.
(massa molar da glicose 5 180 g/mol)
AULAs 43 e 44 ConCenTrAção DAs soLUções: mol/L
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 82 5/30/14 9:26 AM
ALFA 5 Qu’mica Ð Setor 1302 83
2 Em um laboratório escolar foi realizada a secagem
completa de 200 cm³ de solução de permanga-
nato de pot‡ssio (KMnO
4
). A pesagem do sólido
obtido revelou 6,32 g.
a) Qual a concentração inicial da solução em
quantidade de matŽria (mol/L)?
b) Calcule o volume de ‡gua que deve ser adicio-
nado ̂ massa do sólido para que a concentração
torne-se igual 0,8 mol/L. Admita que os volumes
do solvente e da solução final sejam iguais.
(massa molar do soluto 5 158 g/mol)
3 Supondo dissociação total, quais as concentra-
ç›es dos ’ons c‡lcio e cloreto em uma solução de
CaCl
2
a 0,5 mol/L?
4 Em uma estação de tratamento de ‡gua, conside-
re que todos os ’ons alum’nio e sulfato derivem do
sulfato de alum’nio, Al
2
(SO
4
)
3
. Se a ‡gua for libera-
da com 4 ? 1025 mol/L de ’ons alum’nio, qual ser‡
a concentração em mol/L de sulfato?
5 O l’quido das baterias de chumbo pode ser uma
solução de ‡cido sulfœrico de densidade 1,3 g/cm³
e p(m/m) 5 38%.
Indique a concentração do ‡cido em mol/L.
(massas at™micas: H 5 1 u; S 5 32 u; O 5 16 u)
Tarefa Complementar
Tarefa Mínima
orienTAção De esTUDo
AULA 43
Leia o capítulo 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 35 a 37, série 11.
AULA 44
Faça os exercícios 44 a 46, série 11.
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 1
AULA 44
Faça os exercícios 38 a 43, série 11.
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84 Química – Setor 1302 ALFA 5
AnoTAções
075a084_1302_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 84 5/30/14 9:26 AM
ALFA 5 Química – Setor 1303 85
qUíMicA
setor 1303
Prof.: ____________________________________
aula 39............. AD h............. TM h............. TC h............... 86
aula 40............. AD h............. TM h............. TC h............... 86
aula 41............. AD h............. TM h............. TC h............... 88
aula 42............. AD h............. TM h............. TC h............... 90
aula 43............. AD h............. TM h............. TC h............... 90
aula 44............. AD h............. TM h............. TC h............... 93
setor c
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 85 5/30/14 9:27 AM
86 Química – Setor 1303 ALFA 5
1 Condições para oCorrênCia
Uma reação de dupla-troca representada pela equação geral:
AB 1 CD AD 1 CB
pode ocorrer quando pelo menos uma das três condições seguintes for satisfeita:
AD e/ou CB seja mais fraco que AB e/ou CD;
AD e/ou CB seja mais volátil que AB e/ou CD;
AD e/ou CB seja menos solúvel que AB e/ou CD.
Na2S 1 2 HCl
Ácido forte
2 NaCl 1 H2S
Ácido fraco
MgCl2 1 H2SO4
Ácido fixo
MgSO4 1 2 HCl
Ácido volátil
NaOH
Base forte
Base fixa
1 NH4Cl NaCl 1 NH4OH
Base fraca
Base volátil
BaCl2
Solúvel
1 K2SO4
Solúvel
BaSO4
Insolúvel
1 2 KCl
FeCl
2
Solúvel
1 2 NH4OH
Solúvel
Fe(OH)2
Insolúvel
1 2NH4Cl
CaCO
3 1 2 HCl
Ácido forte
CaCl2 1 (CO2 1 H2O)
Ácido fraco
AgCl 1 HNO3 Não há reação
Nenhuma das
três condições
acima é satisfeita
BaSO4 1 NaOH Não há reação
NaCl 1 NH4OH Não há reação
NaNO3 1 K2SO4 Não há reação
2 regras de solubilidade em água
1) Os sais dos metais alcalinos e de amônio são solúveis em água.
2) Os nitratos (NO23) e os acetatos (CH3 — COO
–) são solúveis em água.
3) Os cloretos (Cl2), brometos (Br2) e os iodetos (I2) em sua grande maioria são solúveis em água. As prin-
cipais exceções dessa regra são:
PbCl2, AgCl, PbBr2, AgBr, PbI2 e AgI ⇒ insolúveis
4) Os sulfatos (SO4
22) em sua grande maioria são solúveis em água. As principais exceções dessa regra são:
CaSO4, SrSO4, BaSO4 e PbSO4 ⇒ insolúveis
5) Os sulfetos (S2–) e hidróxidos (OH–) em sua grande maioria são insolúveis em água.
Exemplos: FeS, Fe2S3, PbS, Ag2S ⇒ insolúveis
Fe(OH)2, Fe(OH)3, Pb(OH)2, Al(OH)3 ⇒ insolúveis
As principais exceções dessa regra são:
a) os sulfetos e hidróxidos dos metais alcalinos e de amônio são solúveis em água (de acordo com a regra no 1);
b) os sulfetos e hidróxidos dos metais alcalinoterrosos são solúveis em água.
Exemplos: CaS, BaS, Ca(OH)2, Ba(OH)2 ⇒ solúveis
6) Os carbonatos (CO3
22) e os fosfatos (PO4
32) são insolúveis em água. As principais exceções dessa regra são
os sais dos metais alcalinos e de amônio, que são solúveis (de acordo com a regra no 1).
Exemplos: CaCO3, BaCO3, ZnCO3, PbCO3 ⇒ insolúveis
Ca3(PO4)2, Ba3(PO4)2, Zn3(PO4)2 ⇒ insolúveis
AULAs 39 e 40 ReAções de dUpLA-tRocA
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 86 5/30/14 9:27 AM
ALFA 5 Química – Setor 1303 87
exeRcícios
1 Equacione as reações que na prática ocorrem espontaneamente.
a) Na
2
CO
3
(s) 1 HCl(aq)
b) CuSO
4
(aq) 1 NaOH(aq)
c) AgNO
3
(aq) 1 NaCl(aq)
2 Considere soluções aquosas de cloreto de sódio (NaCl), nitrato de bário (Ba(NO
3
)
2
) e sulfato de sódio (Na
2
SO
4
).
Misturando-se essas soluções duas a duas, obtêm-se os seguintes resultados:
Ba(NO
3
)
2
1 NaCl não há precipitação
Ba(NO
3
)
2
1 Na
2
SO
4
há precipitação
a) Escreva a equação da reação de precipitação.
b) Qual substância constitui o precipitado?
Justifique sua resposta, baseando-se unicamente nas informações acima.
3 Foram feitas experiências misturando-se soluções aquosas de alguns sais, duas a duas, e os resultados foram:
I. Pb(NO
3
)
2
1 NaCl ocorre reação de dupla-troca com precipitação
II. KNO
3
1 NaCl não ocorre reação
III. Na(CH
3
—COO) 1 KCl não ocorre reação
Com base unicamente em conclusões tiradas nas experiências (I), (II) e (III), pergunta-se: ocorre reação de
precipitação quando misturamos numa solução de Pb(CH
3
COO)
2
a uma solução de KCl? No caso afirmativo,
qual o precipitado?
Justifique e escreva a equação da reação.
Pb(CH
3
COO)
2
1 KCl ?
Nota: não serão consideradas justificativas baseadas em regras de solubilidade conhecidas a priori, isto
é, independentes dos resultados das experiências (I), (II) e (III).
oRientAção de estUdo
Livro 3
Caderno de Exercícios 1
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 39
Leia o item “Reação de dupla-troca”, cap. 5 do
Livro-texto.
Faça os exercícios 107 e 111, série 6.
AULA 40
Faça os exercícios 93, 94 e 109, série 6.
AULA 39
Faça os exercícios 108 e 112, série 6.
AULA 40
Faça os exercícios 96, 110 e 114, série 6.
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 87 5/30/14 9:27 AM
88 Química – Setor 1303 ALFA 5
Esta teoria é mais ampla que a teoria ácido-base de Arrhenius, a teoria anterior a ela,porque se aplica a
qualquer solvente.
çcidos são substâncias doadoras de prótons (H1).
Bases são substâncias receptoras de prótons (H1).
Exemplos:
HCl H O H O Cl2
1
2 3
1 1
1 2� ⇀�
↽ ��
A reação no sentido direto (1) mostra que:
a) HCl doa H1 (próton) ao H2O ∴ HCl é o ácido.
b) H2O recebe H
1 (próton) do HCl ∴ H2O é a base.
A reação no sentido inverso (2) mostra que:
a) H3O
1 doa H1 (próton) ao Cl2 ∴ H3O
1 é o ácido.
b) Cl2 recebe H1 (próton) do H3O
1 ∴ Cl2 é a base.
Ácido Base Ácido Base
HCl 1 H2O H3O
1 1 Cl2
Par conjugado
Par conjugado
1
2
� ⇀�
↽ ��
HCl e Cl2 formam um par conjugado; H2O e H3O
1 formam outro par conjugado. Dizemos que:
a) HCl é o ácido conjugado da base Cl2.
b) Cl2 é a base conjugada do ácido HCl.
c) H2O é a base conjugada do ácido H3O
1.
d) H3O
1 é o ácido conjugado da base H2O.
Note que um par ácido-base conjugado difere apenas em 1H1.
AULA 41
teoRiA pRotônicA
de BRönsted-LowRy
exeRcícios
1 Na reação segundo a equação
NH H O NH OH3 2
1
2 4
1 1
1 2� ⇀�
↽ ��
a) qual o doador de próton na reação direta (1)?
b) qual o receptor de próton na reação direta (1)?
c) qual o ácido de Brönsted-Lowry na reação di-
reta (1)?
d) qual a base de Brönsted-Lowry na reação direta
(1)?
e) qual o doador de próton na reação inversa (2)?
f) qual o receptor de próton na reação inversa (2)?
g) qual o ácido de Brönsted-Lowry na reação in-
versa (2)?
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ALFA 5 Qu’mica Ð Setor 1303 89
h) qual a base de Bršnsted-Lowry na rea•‹o inversa (2)?
i) quais os pares conjugados?
2 Identifique nas rea•›es a seguir os ácidos e as bases pela teoria prot™nica de Bršnsted-Lowry e assinale os
pares conjugados.
a) HCO3
2 1 H
2
O F H
3
O1 1 CO3
22
b) HCO3
2 1 H
2
O F H
2
CO
3
1 OHÐ
c) HF 1 HNO
3
F H
2
F1 1 NO3
2
d) H
2
SO
4
1 HClO
4
F H SO3 4
1 1 ClO4
2
oRientAção de estUdo
Livro 3
Caderno de Exercícios 1
tarefa Mínima tarefa complementar
Leia o item “Conceitos de ácidos e bases diferentes
dos de Arrhenius”, cap. 4 do Livro-texto.
Faça os exercícios 97 a 99, série 6.
Faça os exercícios 100 e 102, série 6.
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 89 5/30/14 9:27 AM
90 Qu’mica Ð Setor 1303 ALFA 5
Para uma reação química qualquer, representada pela equação:
A 1 B → C
Define-se a velocidade média de consumo de um reagente como sendo o quociente entre a quantidade gasta
dessa substância e o intervalo de tempo durante o qual ocorreu tal variação.
Velocidade de consumo do reagente A
Quantidade
5
cconsumida do reagente A
t
Velocidade de consumo do reagente B
Quantidad
5
ee consumida do reagente B
t
De modo análogo, a velocidade média de formação de um produto será a relação entre a quantidade dessa
substância que foi formada pela reação e o intervalo de tempo em que ocorreu tal produção.
Velocidade de formação do produto C
Quantidade
5
fformada do produto C
t
Dependendo das grandezas utilizadas, essa velocidade pode ser expressa como variação da concentração pelo
tempo (mol/L ∙ tempo), variação da quantidade (mol/tempo), da massa (g/tempo), etc.
exeRcícios
1 (Unicamp-SP – Adaptada) Amostras de magnésio foram colocadas em soluções de ácido clorídrico a diversas
concentrações e temperaturas, havendo total dissolução do metal e desprendimento de hidrogênio gasoso.
Observaram-se os seguintes resultados:
No da amostra
Massa de magnésio
dissolvida
Tempo para
dissolver
I 2,0 g 10,0 min
II 0,40 g 2,0 min
III 0,40 g 1,0 min
IV 0,50 g 1,0 min
Em qual caso a velocidade média da reação foi maior? Mostre como você chegou a essa conclusão.
AULAs 42 e 43 cinéticA qUíMicA: cáLcULo de veLocidAde MédiA dAs ReAções
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 90 5/30/14 9:27 AM
ALFA 5 Qu’mica Ð Setor 1303 91
2 Na reação de decomposição da am™nia:
2 NH
3
(g) 1 N
2
(g) 1 3 H
2
(g)
Verifica-se que, em 100 segundos, são consumidos 4 mols de NH
3
. Calcule nesse intervalo de tempo:
a) A velocidade de consumo do NH
3
.
b) A velocidade de formação do N
2
.
c) A velocidade de formação do H
2
.
d) A velocidade mŽdia da reação qu’mica (sem especificar a subst‰ncia).
3 A reação de decomposição do pent—xido de dinitrog•nio (anidrido n’trico) Ž representada pela equação:
2 N
2
O
5
(g) 4 NO
2
(g) 1 1 O
2
(g)
A tabela a seguir mostra os dados cinŽticos obtidos no laborat—rio no estudo dessa reação:
No de mols de N
2
O
5
40 20 10
Tempo em minutos 0 4 8
a) Com os dados dessa tabela, demonstre que a velocidade de consumo do pent—xido de dinitrog•nio não
Ž constante ao longo do tempo.
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 91 5/30/14 9:27 AM
92 Química – Setor 1303 ALFA 5
oRientAção de estUdo
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 42
Leia os itens ÒVelocidade de rea•‹oÓ e ÒExerc’cios
resolvidosÓ, cap. 3 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 1 a 3, sŽrie 16.
AULA 43
Fa•a os exerc’cios 4 a 6, sŽrie 16.
AULA 42
Fa•a os exerc’cios 7 a 10, sŽrie 16.
AULA 43
Fa•a os exerc’cios 11 a 14, sŽrie 16.
AnotAções
b) Faça um gráfico (mols 3 tempo) indicando as quantidades de N
2
O
5
, NO
2
e O
2
presentes no sistema nos
tempos 0, 4 e 8 minutos.
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 92 5/30/14 9:27 AM
ALFA 5 Qu’mica Ð Setor 1303 93
1 o modelo da teoria das Colisões
Considere a reaç‹o representada pela seguinte equaç‹o:
HI 1 HI → H
2
1 I
2
Para que ocorra uma reaç‹o, s‹o necessárias tr•s condiç›es:
1) Haver colis‹o entre as moléculas dos reagentes.
2) A colis‹o deve ocorrer numa posiç‹o geométrica favorável ˆ formaç‹o do respectivo complexo ativado.
3) A colis‹o deve ocorrer com energia igual ou superior ˆ energia de ativaç‹o da reaç‹o.
Na transformaç‹o acima representada, tem-se:
H — I
H — I H I
H I H I
H I
— —
Reagentes Complexo
ativado
Produtos
Complexo ativado de uma reaç‹o é uma estrutura intermediária
entre os reagentes e os produtos. Ele apresenta ligaç›es químicas
intermediárias entre as ligaç›es dos reagentes e as dos produtos.
Energia de ativaç‹o de uma reaç‹o é a energia necessária para a
formaç‹o do complexo ativado dessa reaç‹o.
Graficamente, tem-se:
Caminho da rea•‹o
Rea•‹o endotŽrmica
H
Reagentes
E
a
E
a
� energia de ativa•‹o
Produtos
Complexo ativado
∆H � 0
Caminho da reação
Reação exotérmica
H
Reagentes
E
a
E
a
� energia de ativação
Produtos
Complexo ativado
∆H � 0
Considerando as mesmas condiç›es de reaç‹o, pode-se afirmar que:
Quanto maior a energia de ativaç‹o, maior a dificuldade para a ocorr•ncia da reaç‹o e menor será sua
velocidade.
Quanto menor a energia de ativaç‹o, maior a facilidade para a ocorr•ncia da reaç‹o e maior será sua velo-
cidade.
AULA 44
teoRiA dAs coLisões
e efeito dA teMpeRAtURA
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 93 5/30/14 9:27 AM
94 Química – Setor 1303 ALFA 5
Observações:
Colisão efetiva ou eficaz é aquela que resulta em reação, isto é, que ocorre em posição geométrica favorável
à formação de complexo ativado e com energia igual ou superior à energia de ativação da reação.
O número de colisões efetivas ou eficazes é mínimo em relação ao número de colisões não efetivas.
2 o efeito da temperatura
Aumento da
temperatura
Aumento da ener-
gia cinética média
das moléculas
Aumento do número de
moléculas com energia
maior que a de ativação
Aumento do
número de
colisões efetivas
Aumento da
velocidade
de reação
⇒ ⇒ ⇒ ⇒
A regra de van’t Hoff enuncia que uma elevação de
10 °C na temperatura duplica a velocidade das reações.
exeRcícios
1 Considere a reação reversível representada pela
equação:
A 1 B F C 1 D
Com base no seu diagrama de entalpia mostrado
abaixo, responda:
50
E
n
e
rg
ia
(
k
c
a
l) 40
30
Complexo ativado
20
10
0
�10
�20
A � B
C � D
a) Qual a entalpia associada aos reagentes (A e B)?
b) Qual a entalpia associada aos produtos (C e D)?
c) Qual a entalpia do complexo ativado?
d) Qual a energia de ativação da reação direta?
e) Qual o DH da reaçãodireta?
f) Qual a energia de ativação da reação inversa?
g) Qual o DH da reação inversa?
2 A velocidade de uma dada reação é igual a
0,20 mol/min a 0 °C. De acordo com a regra de
van’t Hoff, qual será sua velocidade a 30 °C, man-
tendo-se as demais condições da reação?
tarefa complementar
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2
tarefa Mínima
oRientAção de estUdo
Leia do item “Complexo ativado de uma reação
– energia de ativação” até o item “Influência da
temperatura na velocidade da reação”, cap. 3 do
Livro-texto.
Faça os exercícios 15, 16 e 18, série 16.
Faça os exercícios 17, 19, 24 e 29, série 16.
085a094_1303_QUIMICA_CA5_ROSA.indd 94 5/30/14 9:27 AM
ALFA 5 Biologia – Setor 1401 95
BioLogiA
setor 1401
setor A
Prof.: ______________________________________
aula 20.............. AD h.............. TM h.............. TC h............. 96
aula 21.............. AD h.............. TM h.............. TC h............. 102
aula 22.............. AD h.............. TM h.............. TC h............. 105
095a108_1401_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 95 5/30/14 9:29 AM
96 Biologia – Setor 1401 ALFA 5
AULA 20 morfoLogiA externA de rAiz, cAULe e foLhA
1 Introdução
O que é: O estudo da origem, da forma e da estrutura externa dos órgãos vegetativos.
Importância: A raiz é responsável pela fixação do vegetal no solo e pela nutrição inorgânica. O principal
papel do caule é a produção da copa. E, por fim, a principal função das folhas é a realização da fotossíntese.
tópicos
Órgãos vegetativos: raiz, caule e folha.
Raiz: fixação e absorção.
Regiões da raiz.
Tipos secundários de raiz.
Caule: origem, caracterização e função.
Caules aéreos e subterrâneos.
Folha: estrutura e tipos.
2 Órgãos vegetatIvos: raIz, caule e folha
Estrutura típica de uma angiosperma.
B
l
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g
M
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h
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t
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R
S
t
o
c
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Folha
caule
Raiz
095a108_1401_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 96 5/30/14 9:29 AM
ALFA 5 Biologia – Setor 1401 97
Zona pilífera
Meristema
Zona lisa ou de distensão
Zona meristemática
Raiz primária
Raiz secundária
Coifa
Origem
Principalmente da radícula do embrião
em alguns casos, a
partir de caules e folhas
Raízes
adventícias
Semente em germinação
Radícula
l
il
iy
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S
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it
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3 raIz
tipos secundários de raiz
regiões da raiz
tuberosas
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k
Cenoura e beterraba são exemplos de raízes com armazenamento de reservas.
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98 Biologia – Setor 1401 ALFA 5
respiratórias
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S
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c
k
PneumatódioPneumatódio
Solo
Comuns em pneumatóforos em árvores de mangue. À direita, temos uma representação esquemática de pneumatóforo.
haustórios
R
.
M
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Aéreas com velame
Estrutura característica de plantas epífitas, como
as orquídeas.
tubulares
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Típicos de plantas holoparasitas como o cipó-chumbo (esquerda). A microscopia óptica (direita) apresenta a invasão
sofrida pela planta hospedeira.
As raízes são estruturas de sustentação de plantas,
como as figueiras.
095a108_1401_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 98 5/30/14 9:29 AM
ALFA 5 Biologia – Setor 1401 99
4 caule
Origem: Caulículo do embrião.
Característica: Gemas laterais.
Função: Conecta as raízes às folhas.
Gemas
laterais
Gema
lateral
Nó do caule
de cana-de-açúcar, onde
há tecido
meristemático
Semente de feij‹o
aberta ao meio
Caulículo
de embri‹o
Semente em
germina•‹o
Semente em
germina•‹o
Semente em
tipos de caule
Aéreos
Colmo característico da
cana-de-açœcar.
Estipe Ð típico das palmeiras.Tronco Ð tipo mais comum
presente na maioria das árvores.
P
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subterrâneos
Folhas
embainhadas
Bulbo de cebola.TubŽrculos de batata comum.Rizoma de bananeira.
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100 Biologia – Setor 1401 ALFA 5
5 folha
Paralelinérvea
Alho-poró com suas folhas típicas das monocotiledôneas.
reticulinérvea
As droseras são plantas carnívoras cujas folhas produzem um tipo de mucilagem
que aprisiona insetos que servirão de alimento às plantas.
folhas modificadas
exercícios
1 Na aula de laboratório de uma escola de Ensino Médio, a professora levou alguns exemplares de órgãos
vegetativos de plantas, como podemos observar nas imagens a seguir:
1 2
As folhas das figueiras são características
das eudicotiledôneas.
Pecíolo
limbo
Bainha
limboto
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ALFA 5 Biologia – Setor 1401 101
Os —rg‹os vegetativos ilustrados correspondem, na ordem crescente, a:
a) ra’zes pneumat—foras, raiz tuberosa de mandioca, folha peciolada, colmos (caules) de cana-a•œcar, tubŽr-
culos de batata e bulbo de cebola.
b) ra’zes tabulares, folha embainhada, tubŽrculos de batata, raiz tuberosa de mandioca, bulbo de cebola e
colmos (caules) de cana-de-a•œcar.
c) ra’zes pneumat—foras, folha peciolada, raiz tuberosa de mandioca, colmos (caules) de cana-de-a•œcar,
tubŽrculos de batata e bulbo de cebola.
d) haust—rios de cip—-chumbo, folha embainhada, raiz tuberosa de batata comum, raiz tuberosa de mandioca,
bulbo de cebola e colmos (caules) de cana-de-a•œcar.
e) ra’zes pneumat—foras, folha peciolada, raiz tuberosa de mandioca, tubŽrculos de batata, colmos (caules)
de cana-de-a•œcar e bulbo de cebola.
2 Por orienta•‹o da diretoria de uma escola de Ensino MŽdio, a lanchonete passou a servir refei•›es conten-
do derivados de vegetais, dentre as quais uma salada com batatas, beterrabas e mandiocas cozidas, alface
e rœcula, peda•os de manga, gr‹os de milho e de ervilha, alŽm de couve-flor cozida. Na sobremesa, uvas,
p•ssegos e mam‹o.
Utilizando os seus conhecimentos a respeito da morfologia externa dos —rg‹os vegetais, pode-se dizer
corretamente que, nas refei•›es citadas, existem:
a) Frutos e sementes, mas n‹o h‡ derivados de caules ou de ra’zes.
b) Derivados de flores e ra’zes tuberosas, mas n‹o h‡ derivados de folhas.
c) Frutos, sementes, flores, folhas e derivados de caules e de ra’zes tuberosas.
d) Apenas derivados de ra’zes tuberosas e tubŽrculos, mas n‹o h‡ folhas nem frutos.
e) Frutos, flores, folhas e derivados de caules e ra’zes tuberosas, mas n‹o h‡ sementes.
orientAção de estUdo
leia os itens 85, 87, 89 a 91, cap. 11 do livro-
-texto.
Faça os exercícios 6, 8 e 10, série 4.
Livro 4 — Unidade II
Caderno de Exercícios 1 — Unidade III
tarefa mínima tarefa complementar
leia os itens 86 e 88, cap. 11 do livro-texto.
Faça os exercícios 9, 11 e 12, série 4.
3
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4
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102 Biologia Ð Setor 1401 ALFA 5
1 Introdução
O que s‹o: Tecidos embrionários indiferenciados, geradores de todos os demais tecidos de um vegetal.
Import‰ncia: Compreensão das característicasindiferenciadas das células meristemáticas e seu papel na
geração das células diferenciadas dos demais tecidos e no crescimento vegetal.
tópicos
Meristemas: o começo de tudo.
Localização dos meristemas no vegetal adulto.
A célula meristemática e suas características.
Célula meristemática e a divisão mitótica.
Diferenciação e desdiferenciação.
Os tecidos diferenciados gerados pelo meristema.
Os meristemas e a clonagem vegetal.
Crescimento em comprimento do caule e da raiz.
2 os merIstemas na planta adulta
Região meristemática
da raiz
Região meristemática
do caule
AULA 21
meristemAs e seU PAPeL no
crescimento vegetAL
Meristema formador de
vasos (c‰mbio vascular)
Meristema formador de vasos
(c‰mbio vascular)
Meristema
subapical da raiz
Meristema formador da casca
(felog•nio)
Meristema formador da casca
(felog•nio)
Meristema
apical do caule
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1401 103
Ponta
de raiz
L‰mina de vidro
para microscopia
Esquema de
cŽlula meristem‡tica
3 cÉlula merIstemátIca e mItose
Células
epidérmicas
Células condutoras
do foema
Elemento condutor
do xilema
Células
parenquimáticas
Células de súber
Ponta de raiz de cebola
vista com pequeno aumento
por microscópio óptico,
enfatizando células em
diferentes fases da divisão
celular.
4 dIferencIação
Mitoses crescimento especialização tecidos
CŽlula
meristem‡tica
Diferencia•‹o
Desdiferencia•‹o
CŽlula parcialmente
diferenciada
todos os tecidos diferenciados derivam dos meristemas
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104 Biologia – Setor 1401 ALFA 5
5 merIstemas apIcaIs e o crescImento em comprImento
O crescimento em comprimento Ž fun•‹o dos meristemas apicais e laterais do caule e do meristema apical
da raiz. Regi›es j‡ diferenciadas n‹o crescem mais. Assim, uma marca efetuada no tronco de uma ‡rvore, a certa
altura do solo, permanecer‡ a essa altura ao longo dos anos.
exercícios
1 (Vunesp) As figuras apresentam diferentes mecanismos que um agricultor pode empregar para promover a
propaga•‹o vegetativa de algumas espécies vegetais.
Sobre esses quatro métodos de propaga•‹o vegetativa, pode-se afirmar corretamente que:
a) apenas um deles permite que uma mesma planta produza frutos de duas espécies diferentes.
b) na estaquia, a gema apical da estaca deve ser mantida, sem o que n‹o haver‡ o desenvolvimento das
gemas laterais.
c) na mergulhia, a nova planta produzir‡ apenas a parte vegetativa, e n‹o desenvolver‡ frutos ou sementes.
d) na alporquia, a nova planta ser‡ um clone da planta que lhe deu origem, exceto pelo fato de n‹o poder
desenvolver a reprodu•‹o sexuada.
e) na enxertia, é importante que o tecido meristem‡tico do enxerto n‹o entre em contato com o tecido
meristem‡tico do porta-enxerto, sob o risco de n‹o se desenvolver.
2 (Vunesp) Um rapaz apaixonado desenhou no tronco de um abacateiro, a 1,5 metros do ch‹o, um cora•‹o com
o nome de sua amada. Muitos anos depois, voltou ao local e encontrou o mesmo abacateiro, agora com o
dobro de altura. Procurou pelo desenho que havia feito e verificou que ele se encontrava:
a) praticamente ˆ mesma altura e mantinha o mesmo tamanho e propor•›es de anos atr‡s.
b) a cerca de 3 metros do ch‹o e mantinha o mesmo tamanho e propor•›es de anos atr‡s.
c) a cerca de 3 metros do ch‹o e mantinha as mesmas propor•›es, mas tinha o dobro do tamanho que tinha
anos atr‡s.
d) a cerca de 3 metros do ch‹o e n‹o tinha as mesmas propor•›es de anos atr‡s: estava bem mais comprido
do que largo.
e) praticamente ˆ mesma altura, mas n‹o tinha as mesmas propor•›es de anos atr‡s: estava bem mais largo
que comprido.
orientAção de estUdo
leia os itens 138 a 140, cap. 13 do livro-texto.
Faça os exercícios 1 e 2, série 4.
Livro 4 — Unidades I e II
Caderno de Exercícios 1 — Unidade III
tarefa mínima tarefa complementar
leia o item 142, cap. 13 do livro-texto.
leia o item 75, do apêndice do livro-texto.
Faça os exercícios 3 a 5, série 4.
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1401 105
AULA 22 tecidos Protetores e seUs Anexos
1 Introdução
O que são: Os tecidos protetores ou de revestimento de vegetal, raiz, folha e caule de agentes externos.
Importância: Revestem os órgãos vegetativos e, consequentemente, são indispens‡veis ao processo de adap-
ta•ão ao meio terrestre.
tópicos
Epiderme e zona pil’fera da raiz.
Folha: epiderme e anexos.
Folha: mesófilo.
Sœber e lenticelas: em troncos de ‡rvores.
2 epIderme e regIão pIlÍfera da raIz: nutrIção InorgÂnIca
Pelo absorvente
unicelular
Nœcleo
Epiderme
3 folha: epIdermes, cutÍcula e mesÓfIlo
Nervura
Epiderme
superior
Epiderme
inferior
Parênquimas
Parênquima
paliçádico
Parênquima
lacunoso
Mesófilo
Epiderme
superior
Cutícula
Epiderme
inferior
Xilema
Floema
Bainha
do feixe
Fenda
estomática
Estômato
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106 Biologia Ð Setor 1401 ALFA 5
anexos da epiderme foliar: estômatos, acúleos, glândulas, tricomas
Cactos com espinhos.
Tricomas com glândulas na epiderme de uma folha.
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Estômatos vistos pelo microscópio.
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Acúleos de uma roseira.
espinhos
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1401 107
4 súber e lentIcelas: em troncos de árvores (raIz e caule)
Lenticela vista pelo microsc—pio.
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Detalhe de lenticelas em tronco
de ‡rvore. As lenticelas s‹o aberturas
do sœber.
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çrvores produtoras de corti•a. A parte escura do tronco Ž a regi‹o de onde recentemente
se retirou o sœber, o qual Ž constituído por v‡rias camadas de cŽlulas mortas.
Cortiça: várias
camadas de
células do súber
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108 Biologia – Setor 1401 ALFA 5
AnotAçÕes
exercícios
1 (UnB-DF – Adaptada) O esquema ao lado repre-
senta um corte transversal de uma folha e de
parte de seus tecidos.
Com o auxílio da figura, julgue os itens que se-
guem e assinale os corretos.
a) O esquema representa um corte transversal da
folha de uma planta aquática.
b) O tecido indicado por I, com seu anexo, atua
como estrutura de proteção contra a perda de
água.
c) As células dos tecidos indicados por II e III são
responsáveis pela fotossíntese.
d) O dióxido de carbono penetra na folha princi-
palmente por estruturas como a indicada por IV.
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F
2 (UCS-RS) Outro produto muito utilizado na alimentação é o amido. As principais fontes de amido são
o trigo, a batata, o arroz e a mandioca. Botanicamente, as fontes de amido utilizadas são oriundas de
partes específicas de cada um desses vegetais.
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a parte do trigo, da batata, do arroz e da
mandioca de onde é extraído o amido.
a) Semente, caule, semente e raiz.
b) Fruto, raiz, fruto e raiz.
c) Fruto, tubérculo, semente e caule subterrâneo.
d) Drupa, raiz, fruto e raiz.
e) Semente, caule, baga e tubérculo.
3 Pelo absorvente radicular, cutícula cerosa, lenticela, estômato e acúleo são anexos derivados, na ordem em
que são citados, dos seguintes tecidos vegetais:
a)epiderme, súber, súber, epiderme e epiderme.
b) súber, epiderme, súber, epiderme e súber.
c) epiderme, epiderme, súber, súber e epiderme.
d) epiderme, epiderme, súber, epiderme e epiderme.
e) súber, epiderme, epiderme, súber e epiderme.
orientAção de estUdo
leia os itens 92 a 95, cap. 11 do livro-texto.
Faça os exercícios 15, 16 e 18, série 4.
Livro 4 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade III
tarefa mínima tarefa complementar
leia os itens 96 e 97, cap. 11 do livro-texto.
Faça os exercícios 17 e 20, série 4.
iii
Face
superior
Face
inferior
i
ii
iV
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ALFA 5 Biologia – Setor 1402 109
BioLogiA
setor 1402
Prof.: ____________________________________
aula 39 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 110
aula 40 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 110
aula 41 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 116
aula 42 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 116
aula 43 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 120
aula 44 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 120
setor B
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110 Biologia – Setor 1402 ALFA 5
AULAs 39 e 40 fermentAção e respirAção
1 Tópicos
Bioquímica energética e oxidação-redução.
Glicólise: a base da fermentação e da respiração.
Fermentação láctica: lactobacilos e a atividade muscular.
Fermentação alcóolica: etanol e pão.
Respiração aeróbica: ciclo de Krebs.
Respiração aeróbica: cadeia respiratória.
Respiração anaeróbica e bactérias.
2 Bioquímica energéTica e oxidação-redução
Os processos energéticos celulares utilizam reações de oxirredução, com perda e ganho de elétrons, para reali-
zar a transferência de energia dos compostos orgânicos para a atividade celular. Os processos de perda e ganho são
feitos por meio de reações de desidrogenação e hidrogenação, utilizando compostos carregadores de hidrogênio,
que são o NAD+ (nicotinamida-ribose-2 fosfatos-adenosina) e o FAD+ (flavina-ribose-2 fosfatos-adenosina). Essas
substâncias participam das reações energéticas da célula.
C
6
H
12
O
6
1 6 O
2
6 CO
2
1 6 H
2
O 1 Energia
(ATP)Glicose
Perda de átomos de hidrogênio
Oxidação
Ganho de átomos de hidrogênio
Redução
Oxidação 5 perda de elétrons
Redução 5 ganho de elétrons
NAD1 1 H1 1 2e2 NADH
FAD1 1 2H1 1 2e2 FADH
2
3 glicólise: início da fermenTação e da respiração
A quebra inicial da glicose ocorre no hialoplasma. Um conjunto de reações forma duas moléculas de ácido
pirúvico (piruvato) e 2 NADH, com um rendimento energético de 2 ATP. O processo é idêntico na fermentação
e na respiração.
P
P
P
P
P
P
P
P
Glicose
2 ATP 2 ADP
Ácido
pirúvico
2 ATP
NADH
NADH
NAD1
NAD1
2 ADP
2 ATP2 ADP
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1402 111
4 fermenTação: um processo anaeróBico
Após a glicólise, deve ocorrer o retorno do NADH à forma de NAD+. Na fermentação, um processo anaeróbico
(sem oxigênio), os hidrogênios são transferidos para a substância orgânica formada na glicólise, o ácido pirúvico
(piruvato). Existem vários tipos de fermentação, diferenciadas pelo produto final; vamos destacar aqui a láctica
e a alcoólica.
Produtos da fermentação
Redução do ácido pirúvico
Glicólise
Glicose
Ácido pirúvico
Fermenta•‹o
Fermentação
do ácido láctico
Fermentação do álcool
ou
2 Ácido láctico
2 Acetaldeído
2 Etanol
2 NAD1
NADH2 12 H1
2 NAD1
NADH2 12 H1
2 NAD1
NADH2
2 ADP
2 ATP
2 CO2
Glic—lise
Glicose
2 Ácido pirúvico
—
—
COOH
CH
3
C — O—
—
—
COOH
CH
3
CHOH
—
CH
3
CH
2
OH
—
CH
3
CHO
fermentação láctica: lactobacilos e a atividade muscular
H1
1
NAD1
Piruvato Ácido láctico
H C COOH
CH
3
OH
NADH
O2
C O
OC
CH
3
O ácido pirúvico (piruvato) produzido na glicólise é transformado em ácido láctico (lactato), em processo que
não usa O
2
e não libera CO
2
. A fermentação láctica ocorre nas bactérias lactobacilos, importantes na indústria
de laticínios e também nas células musculares, em exercícios anaeróbicos.
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112 Biologia – Setor 1402 ALFA 5
Músculo
Sangue
Fígado
Glicose
Glicose
Glicose
Lactato
Lactato
Lactato
Glicogênio
Glicogênio
Fermentação
láctica
Gluconeogênese
Representa•‹o de fermenta•‹o l‡ctica em mœsculo apresentando a
origem da glicose e o destino do lactato.
fermentação alcoólica: etanol e pão
As leveduras (fungos unicelulares que constituem o fermento biol—gico) realizam a fermenta•‹o alc—olica.
O etanol Ž usado como combust’vel e na produ•‹o de bebidas. A forma•‹o de bolhas de CO
2
permite o cresci-
mento da massa do p‹o.
C
6
H
12
O
6
2 ATP
2 ATP
1
calor
2 NAD
2 NADH
2
2 NADH
2
CO
2
2 CH
3
— C — COOH 2 CH
3
— C — H
C
6
H
12
O
6
2 CH
3
CH
2
OH 1 2 CO
2
1 Energia
—
—
H
OH
Glicólise
Glicose
Ácido pirúvico Etanol
Etanol
Fermentação alcoólica
Dióxido de
carbono
— —
O
Equa•‹o geral da fermenta•‹o alco—lica.
5 respiração aeróBica: ciclo de KreBs
Equa•‹o geral da respira•‹o aer—bica.
C
6
H
12
O
6
1 6 O
2
6 CO
2
1 6 H
2
O 1 ATP
Glicose Oxigênio Dióxido de
carbono
Água Energia
No hialoplasma, a glic—lise produz o ‡cido pirœvico, que vai para a mitoc™ndria. Na matriz mitocondrial, o
‡cido pirœvico se transforma na acetil-Coenzima A (acetil-CoA), que entra no ciclo de Krebs. Nele, a acetil-CoA
reage com o ‡cido oxaloacŽtico, formando ‡cido c’trico. Este sofre uma sŽrie de transforma•›es, que regeneram
o ‡cido oxaloacŽtico e liberam CO
2
, hidrog•nio (captado pelo NAD+ e pelo FAD+) e ATP.
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ALFA 5 Biologia – Setor 1402 113
Representação esquemática da fermentação láctica.
C
C
C
C
C
C
C C
C
C
C
C
C
C
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C
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C
C
C
CoA
CoA
(CO
2
)
(CO
2
)
NAD1
NADH
NADH
ADP
NAD1
ATP
FAD
FADH
2
Conduzidos para a cadeia
transportadora de elétrons
NADH
NAD1
Conduzidos
para a cadeia
transportadora de
elétrons
Ácido cítrico
Acetil-
-CoA
Ácido
oxaloacético
H
2
O
H
2
O
respiração aeróbica: cadeia respiratória
A cadeia respirat—ria, nas cristas mitocondriais, produz a maior parte do ATP da respira•‹o, em um processo
de fosforila•‹o oxidativa. Nesse processo ocorre o transporte de elŽtrons, fornecidos pelos hidrog•nios do NADH
e do FADH
2
e conduzidos pelos citocromos (proteínas de transporte). A energia dos elŽtrons permite o bombea-
mento de pr—tons (H+) para o espa•o entre as membranas mitocondriais, causando um gradiente (diferen•a) de
concentra•‹o de pr—tons entre este espa•o e a matriz. Os pr—tons retornam para a matriz por meio da enzima
ATP-sintetase e o processo fornece energia para a forma•‹o de ATP. No fim, os elŽtrons e pr—tons s‹o captados
pelo oxig•nio, formando ‡gua.
ATP
H1 H1
O
2
H1
H1
H1H
1
H1
H1
H1
H1
H1
H1
H1
H1
H1
NADH
Transportador
de elétrons Fluxo de
elétrons
Membrana
interna
Espaço
intermembranar
PADP 1
1
2 1 2H
1 H
2
O
NAD1
H1
ATP-sintetase
Cadeia respiratória.
109a124_1402_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 113 5/30/14 9:33 AM
114 Biologia – Setor 1402 ALFA 5
6 respiração anaeróBica e BacTérias
A bactéria Pseudomonas fluorescens realiza o processo de respiração anaeróbica mostrado na reação a seguir.
Várias espécies de bactérias realizam respiração anaeróbica. Nela, o oxigênio n‹o é o aceptor final dos elétrons,
sendo substituído por substâncias como NO
3
, SO
4
, CH
4
, carbonatos ou compostos de ferro, manganês, cobalto e
até urânio. O processo é mais eficiente que a fermentação, mas, como realiza apenas uma parte das reações do
ciclo de Krebs, produz menos hidrogênio e libera menos energia do que a respiração aeróbica.
C
6
H
12
O
6
1 4 NO3
6 CO
2
1 6 H
2
O + 2 N
2
1 Energia
Bactéria Pseudomonas fluorescens.
exercícios
1 (Unifesp – Adaptada) Na produção de cerveja, são usadas principalmente duas linhagens de leveduras:
I. Saccharomyces cerevisae, que apresenta altos índices de formação de gás carbônico.
II. Saccharomyces carlsbergensis, que possui índices mais baixos de formação desse gás.
Em geral, as cervejas inglesas contêm maior teor alcóolico que as cervejas brasileiras e cada uma delas uti-
liza uma linhagem diferente da levedura. A partir dessas informações e de seus conhecimentos, podemos
afirmar que:
a) A cerveja brasileira utiliza Saccharomyces cerevisae, pois a formação de menos CO
2
mostra a formação de
menos álcool.
b) A cerveja inglesa utiliza Saccharomyces cerevisae, pois, formando menos CO
2
, forma-se mais álcool.
c) A cerveja brasileira utiliza Saccharomyces carlsbergensis, pois a formação de menos CO
2
mostra a formação
de menos álcool.
d) A cerveja inglesa utiliza Saccharomyces carlsbergensis, pois, formando menos CO
2
forma-se mais álcool.
e) A cerveja brasileira utiliza Saccharomyces carlsbergensis, pois, formando mais CO
2
, forma-se menos álcool.
2 Na fabricação do pão caseiro, costuma-se colocar uma bolinha de massa crua num copo com água. Essa
bolinha, inicialmente, vai ao fundo do copo. Enquanto ela fica na água, o fermento biológico contido na
massa age. Em relação a esse processo, é correto afirmar que:
a) o fermento biológico é constituído de fungos, que realizam a fermentação láctica.
b) com o consumo do açúcar da massa, ocorre uma diminuição de peso, provocando a subida da bolinha.
c) a bolinha sobe devido à presença de etanol, que é mais leve do que a água.
d) como a bolinha é mais pesada do que a água, ela permanece no fundo do copo e se dissolve na água.
e) a formação de bolhas de CO
2
diminui a densidade da massa e provoca sua subida no copo.
D
R
T
O
N
Y
B
R
A
IN
/S
C
IE
N
C
E
P
H
O
T
O
L
IB
R
A
R
Y
/L
A
T
IN
S
T
O
C
K
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1402 115
3 A glicólise é um processo comum à fermentação e à respiração aeróbica. Em relação à glicólise, a diferença
entre os dois mecanismos energéticos é:
a) o uso do oxigênio.
b) a produção de ATP.
c) o destino do ácido pirúvico e dos hidrogênios.
d) a formação de CO
2
.
e) a síntese de água.
4 (PUC-RJ) Indique a opção que apresenta a afirmativa correta sobre a respiração celular.
a) A glicose é totalmente degradada durante a glicólise.
b) A formação de ATP ocorre somente dentro da mitocôndria.
c) Na respiração anaeróbia, não existem aceptores de elétrons.
d) Não ocorre liberação de CO
2
durante o Ciclo de Krebs.
e) O O
2
é o aceptor final de elétrons na respiração aeróbia.
5 (Vunesp) A energia liberada em uma sequência de reações ao longo da cadeia respiratória é utilizada na
conversão do ADP+P
i
em ATP. Essa sequência de reações é denominada:
a) glicólise.
b) ciclo de Calvin.
c) fosforilação oxidativa.
d) ciclo de Krebs.
e) fermentação.
orientAção de estUdo
AULA 39
Leia os itens 55 a 58, cap. 5 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 4, série 1.
AULA 40
Leia os itens 59 a 69, cap. 5 do Livro-texto.
Faça os exercícios 5 a 8, série 1.
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2 — Unidade III
tarefa mínima tarefa complementar
AULAs 39 e 40
Faça os exercícios 9 a 15, série 1.
AnotAçÕes
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116 Biologia – Setor 1402 ALFA 5
1 Tópicos
Equação geral e fases da fotossíntese.
Fase fotoquímica da fotossíntese: reação de claro.
Fase química da fotossíntese: reação de escuro.
Quimiossíntese: processo autotrófico bacteriano.
2 equação geral e fases da foTossínTese
A equação geral da fotossíntese enfatiza a origem do oxigênio liberado, formado a partir da quebra das
moléculas de água.
6 CO
2
6 O
2
6 H
2
O C6H12O61 1
Dióxido
de carbono Água Glicose Água Oxigênio
CO
2
H
2
O H
2
OCH
2
O O
2
Luz
Pigmentos
fotossintŽticos
Luz
Pigmentos
fotossintŽticos
1 1 1
Dióxido
de carbono Água
6 CO
2
12 H
2
O C
6
H
12
O
6
1 6 H
2
O 1 6 O
21
ou
Luz
Glicose Água Oxigênio
Equa•‹o geral da fotoss’ntese.
O processo fotossintético engloba duas fases, que ocorrem no interior dos cloroplastos. A primeira, chamada
fotoquímica, faz a conversão da energia luminosa em energia química; nela ocorre a participação de luz, água,
clorofila e liberação do O
2
. A segunda, chamada fase química, faz o armazenamento de energia, pela produção
de glicose a partir do CO
2
.
ATP
Carboidrato
ADP 1 P
NADP
NADPH
2
H
2
O CO
2
O
2
Fase fotoqu’mica
(rea•›es de claro)
Fase qu’mica
(rea•›es de escuro)
Luz
AULAs 41 e 42 fotossíntese e QUimiossíntese
109a124_1402_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 116 5/30/14 9:33 AM
ALFA 5 Biologia – Setor 1402 117
3 fase foToquímica da foTossínTese: reação de claro
A fase fotoqu’mica (ou luminosa ou rea•‹o de claro) ocorre nos tilacoides dos cloroplastos, com a fotofosfo-
rila•‹o Ð produ•‹o de ATP utilizando energia luminosa. A clorofila, excitada pela luz, libera elŽtrons conduzidos
por uma cadeia de transportadores; a energia dos elŽtrons Ž utilizada para a produ•‹o de ATP em um processo
semelhante ao da cadeia respirat—ria. Na fotofosforila•‹o c’clica, os elŽtrons retornam para a clorofila. No meca-
nismo ac’clico, eles s‹o utilizados na redu•‹o da subst‰ncia NADP; para repor os elŽtrons perdidos pela clorofila,
ocorre a quebra (fot—lise) da ‡gua, com a libera•‹o final do oxig•nio.
Fotofosforilação acíclica.
Luz
Elétrons
excitados
(2e2)
(2e2)
H� � H�
Cadeia de
transporte
de elétrons
Energia para
produção
de ATP
Clorofla
ATP
NADPH
H
2
O
O
2
NADP�
2
1
Fotofosforilação cíclica.
Luz
Elétrons
excitados
(2e2)
Cadeia de
transporte
de elétrons
Energia para
produção
de ATP
Transportador de elétrons
Clorofla
ATP
4 fase química da foTossínTese: reação de escuro
A fase qu’mica (enzim‡tica ou rea•‹o de escuro) Ž realizada no estroma dos cloroplastos. Nela, a glicose Ž sintetizada
a partir do CO
2
, utilizando os hidrog•nios e ATP obtidos na fase fotoqu’mica. O processo Ž feito pelas rea•›es do Ciclo
das pentoses (ciclo de Calvin-Benson), no qual pentoses (ribulose difosfato Ð RuDP) reagem com o CO
2
, formando
molŽculas de ‡cido fosfoglicŽrico (PGAL). Duas molŽculas de PGAL entram em um conjunto de rea•›es para formar
a glicose; as outras molŽculas de PGAL s‹o usadas para a regenera•‹o das RuDP. Observe na figura a seguir como os
ATP e NADPH s‹o necess‡rios para possibilitar as rea•›es do ciclo.
ATP
ATP
6 ADP
Regeneração da
ribulose difosfato
(RuDP)
(RuDP)
6
6
6
10
12
12
12
ATP
P P
P P
P
P
P
P
P
CO
2
H
2
O
O
2
C
6
H
12
O
6
(glicose)
PGAL
Ácido fosfoglicŽrico
(PGAL)
Ácido fosfoglicŽrico
(PGA)
PGAL
Glicose e outros
compostos org‰nicos
2
Produção de
compostos
org‰nicos
Fixação do carbono
Ciclo de
Calvin
Ciclo de
Calvin
12 NADPH
NADPH
12 ADP
ADP
12 NADP1
NADP1
12
12
Luz
CO
2
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118 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 5
5 quimiossínTese: processo auToTrófico BacTeriano
A quimiossíntese é um processo bacteriano de produ•‹o de matéria org‰nica que utiliza energia de compostos
químicos minerais e é realizado pelas sulfobactérias, nitrobactérias e ferrobactérias. Ela ocorre em duas fases: na pri-
meira, um composto mineral é oxidado, e nessa rea•‹o h‡ libera•‹o de energia e hidrog•nios para a forma•‹o de ATP
e NADPH; na segunda, id•ntica ˆ da fotossíntese, h‡ um ciclo de Calvin para produ•‹o de glicose.
Substrato mineral reduzido
Ex.: H
2
S, CO
2
ou NH
3
Substrato mineral oxidado
Rea•›es de
oxida•‹o
Energia
Ciclo de Calvin
RuDP
PGAL
CO
2
1a
fase
2a
fase
NADPH � H� NADP1ATP ADP � Pi
H1 � e�
Em fundos de oceanos existem fendas vulc‰nicas que emanam gases ricos em enxofre. Pr—ximos a essas fendas podem ser encontrados
ecossistemascom grande nœmero de espŽcies. Nesses ambientes, os produtores s‹o representados por bactŽrias quimiossintetizantes,
que servem de alimento para animais que vivem associados com bactŽrias sulfurosas, como o verme observado na figura.
Relação de simbiose entre uma bactéria
e um verme tubular
CO
2
HS2
O
2
Energia
CO
2
� R
SO2
4
HS2 � 2 O
2
Bactéria
Energia
Moléculas
orgânicas
Tecido animal
D
R
K
E
N
M
A
C
D
O
N
A
L
D
/S
C
IE
N
C
E
P
H
O
T
O
L
IB
R
A
R
Y
/L
A
T
IN
S
T
O
C
K
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ALFA 5 Biologia – Setor 1402 119
5 (MedABC-SP) Considere os seguintes processos
metabólicos:
I. Fermentação alcoólica realizada por leveduras.
II. Fotossíntese realizada por algas verdes.
III. Respiração aeróbica realizada por plantas.
IV. Fermentação lática realizada por células mus-
culares.
A produção de ATP (A) e a liberação de CO
2
(B)
ocorrem:
a) (A) apenas em I e III e (B) apenas em I e III
b) (A) apenas em I, III e IV e (B) apenas em I e II.
c) (A) apenas em II, III e IV e (B) apenas em II e III.
d) (A) em I, II, III e IV e (B) apenas em I e III.
e) (A) em I, II, III e IV e (B) apenas em I, III e IV.
6 Dois importantes processos metabólicos são:
I. Ciclo de Krebs, ou ciclo do ácido cítrico, no
qual a degradação de moléculas orgânicas li-
bera carbono na forma de CO
2
.
II. Ciclo de Calvin, ou ciclo das pentoses, no qual
moléculas orgânicas são sintetizadas utilizando
o carbono do CO
2
.
Assinale a alternativa correta com os ciclos pre-
sentes nos organismos citados:
Humanos Plantas Algas Leveduras
a) I e II I e II I e II apenas I
b) I e II apenas II apenas II I e II
c) I e II I e II I e II I e II
d) apenas I apenas II apenas II apenas I
e) apenas I I e II I e II apenas I
exercícios
1 A equação geral da fotossíntese que enfatiza a
origem do oxigênio é:
a) 6 CO
2
+ 6 H
2
O C
6
H
12
O
6
+ 6 O
2
b) C
6
H
12
O
6
2 C
2
H
5
OH + 4 CO
2
+ O
2
c) 6 CO
2
+ 12 H
2
O C
6
H
12
O
6
+ 6 H
2
O + 6 O
2
d) C
6
H
12
O
6
+ 6 H
2
O 6 CO
2
+ 6 O
2
e) 12 CO
2
+ 6 H
2
O C
6
H
12
O
6
+ 6 CO
2
+ 6 O
2
2 Para realizar a fase de claro, o cloroplasto neces-
sita de luz e:
a) clorofila, pentoses e O
2
.
b) enzimas, aceptores de H e CO
2
.
c) H
2
O, ATP e pentoses.
d) clorofila, H
2
O e aceptores de H.
e) CO
2
, pentoses e ATP.
3 (Vunesp – Adaptada) Sobre o processo da fotos-
síntese, é correto afirmar que:
a) o CO
2
é a fonte de carbono para a síntese da
matéria orgânica e fonte de O
2
para a atmos-
fera.
b) a água é fonte de H+ para a síntese do NADPH
e de O
2
para a atmosfera.
c) o NADPH é fonte de energia para a conversão
do CO
2
em matéria orgânica.
d) o ATP é doador de energia para a quebra da
molécula de água, que por sua vez fornece O
2
para a atmosfera.
e) a conversão do CO
2
em matéria orgânica pro-
duz energia que é acumulada pelo ATP.
4 (Ufal – Adaptada) Vida demanda energia. Sem
energia, a organização característica dos seres vi-
vos não consegue se manter. Com relação a esse
tema, analise as proposições a seguir.
1) Na quimiossíntese, a energia utilizada na forma-
ção de compostos orgânicos provém da oxida-
ção de substâncias inorgânicas.
2) Na fotofosforilação, a energia luminosa do sol,
captada pelas moléculas de clorofila, organiza-
das nas membranas dos tilacoides, é transfor-
mada em energia química.
3) Na fermentação, há liberação de energia sufi-
ciente para a síntese de duas moléculas de ATP.
4) Ao final do ciclo de Krebs, os elétrons energi-
zados e os íons H+ produzidos são utilizados na
cadeia respiratória.
Está(ão) correta(s):
a) 1, 2 e 4 apenas.
b) 2 e 3 apenas.
c) 1, 3 e 4 apenas.
d) 1, 2, 3 e 4.
e) 2 apenas.
orientAção de estUdo
AULA 41
Leia os itens 70 a 75, cap. 6 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 3, série 2.
AULA 42
Leia os itens 76 a 79, cap. 6 do Livro-texto.
Faça os exercícios 4 a 8, série 2.
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade III
tarefa mínima
tarefa complementar
AULAs 41 e 42
Faça os exercícios 9 a 17, série 2.
109a124_1402_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 119 5/30/14 9:33 AM
120 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 5
1 inTrodução
O que é: Import‰ncia da luz solar na fotoss’ntese e no comportamento do processo fotossintŽtico em fun•‹o
da luminosidade.
Importância: Compreens‹o dos conceitos de fator limitante, espectro de absor•‹o das clorofilas e de a•‹o
da fotoss’ntese e ponto de compensa•‹o f—tico.
Tópicos
Fatores limitantes.
Espectro de absor•‹o luminoso das clorofilas.
Espectro de a•‹o da fotoss’ntese.
Experimento de Engelmann.
Ponto de compensa•‹o da fotoss’ntese.
Vermelho de cresol.
2 faTores limiTanTes da foTossínTese
Chamamos de fator limitante aquele que, por estar em determinado instante em menos quantidade (em
rela•‹o aos outros fatores), determina a taxa de fotoss’ntese.
AULAs 43 e 44 fisioLogiA dA fotossíntese – cLorofiLAs – ponto de compensAção
3 especTro de aBsorção das clorofilas
Comprimento de onda (nm)
Q
u
a
n
ti
d
a
d
e
d
e
l
u
z
a
b
s
o
rv
id
a
Clorofla a
Clorofla b
400 500 600 700
160
140
120
100
80
60
40
180
20
A
zu
l
V
e
rd
e
A
m
a
re
lo
L
a
ra
n
ja
V
io
le
ta
V
e
rm
e
lh
o
V
e
lo
c
id
a
d
e
d
e
fo
to
s
s
’n
te
s
e
Taxa de CO
2
Deste ponto em diante, o
CO
2
n‹o Ž mais limitante
Na situa•‹o do gr‡fico, admita que a
ilumina•‹o e a taxa de ‡gua presentes
sejam fixas.
109a124_1402_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 120 5/30/14 9:33 AM
ALFA 5 Biologia – Setor 1402 121
4 especTro de ação da foTossínTese: experimenTo de engelmann
Espectro de ação fotossintética em uma alga filamentosa (Spyrogira sp.)
Luz
Prisma
Cloroplasto
em espiral
Spyrogira sp.
BactŽrias
Comprimento de onda (nm)
400 500 600 700
Fotoss’ntese
Respira•‹o
Intensidade
luminosa
V
e
lo
c
id
a
d
e
d
o
s
p
ro
c
e
s
s
o
s
F � R
F � R
F � RP. C.
1 2 3
5 ponTo de compensação da foTossínTese
O ponto de compensação da fotossíntese corresponde à intensidade de luz na qual um dado vegetal realiza
a fotossíntese com a mesma velocidade com que respira. Nele, a glicose e o O
2
produzidos pela fotossíntese são
inteiramente consumidos pela respiração; o CO
2
e H
2
O produzidos pela respiração são inteiramente consumidos
pela fotossíntese.
Espectro de absorbância da clorofila
Comprimento de onda (nm)
400 500 600 700
109a124_1402_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 121 5/30/14 9:33 AM
122 Biologia – Setor 1402 ALFA 5
exercícios
1 (Uerj Ð Adaptada) A maioria dos seres autotr—-
ficos capta a energia da radia•‹o luminosa que
recebe. No entanto, seus pigmentos fotossin-
tetizantes s‹o capazes de absorver essa radia-
•‹o, com efici•ncia, apenas para determinadas
frequ•ncias.
O gr‡fico a seguir mostra o espectro de absor•‹o
de luz desses pigmentos, encontrados em deter-
minado fitopl‰ncton.
Uma mesma quantidade desse fitopl‰ncton foi
adicionada a cada um de quatro recipientes, con-
tendo meio de crescimento adequado.
Durante determinado tempo, os recipientes foram
mantidos em temperatura constante e iluminados
com a mesma quantidade de energia. Foram usa-
dos, porŽm, comprimentos de onda diferentes,
como mostra a tabela.
Ta
x
a
d
e
a
b
s
o
r•
‹
o
d
e
r
a
d
ia
•
‹
o
800750700650600550
Comprimento de onda (nm)
500450400350300
0
Número do recipiente
Comprimento de onda
usado (nm)
1 700
2 650
3 500
4 400
Ao fim do experimento, o nœmero de cŽlulas em
cada um dos recipientes foi contado.
A maior e a menor quantidade de cŽlulas foram
encontradas, respectivamente, nos recipientes de
nœmeros:
a) 1 e 4.
b) 2 e 3.
c) 2 e 4.
d) 3 e 1.
e) 4 e 3.
R
CO
2
O
2
1
Intensidade luminosa abaixo do ponto de compensa•‹o F R.
F
R
COCO
22
OO
22
2
Intensidade luminosa igual ao ponto de compensa•‹o F 5 R.
F
R
COCO
22
CO
22
OO
22
OO
22
3
Intensidade luminosa acima do ponto de compensa•‹o F R.
109a124_1402_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd122 5/30/14 9:33 AM
ALFA 5 Biologia – Setor 1402 123
2 (Vunesp) Em um recipiente de vidro com ‡gua, fo-
ram colocados ramos de uma planta chamada el—-
dea. Esses ramos foram cobertos por um funil que,
por sua vez, foi fechado por um tubo de ensaio
cheio de ‡gua, como mostra a figura. O conjunto
foi exposto ao Sol e observou-se a forma•‹o de
bolhas.
El—dea
Sol
Durante o experimento, verificaram-se as taxas de
respira•‹o e fotoss’ntese de acordo com a varia-
•‹o da intensidade luminosa, conforme mostra o
gr‡fico.
Fotossíntese
Respiração
Taxa
Intensidade luminosa
A organela citoplasm‡tica envolvida no processo,
o g‡s produzido em maior quantidade no tubo de
ensaio e a intensidade luminosa indicada pela seta
s‹o, respectivamente,
a) lisossomo, g‡s oxig•nio e ponto de compensa-
•‹o f—tico.
b) cloroplasto, g‡s oxig•nio e ponto de compen-
sa•‹o f—tico.
c) mitoc™ndria, g‡s carb™nico e ponto de satura-
•‹o f—tico.
d) vacœolo, g‡s carb™nico e ponto de satura•‹o
f—tico.
e) ribossomo, g‡s oxig•nio e ponto de satura•‹o
f—tico.
3 (Vunesp) Um pesquisador montou um experimen-
to com 3 recipientes de vidro transparente: A, B
e C. Em cada um deles, colocou uma planta de
mesmo tipo e tamanho e, ao lado da planta, um
chuma•o de algod‹o embebido na solu•‹o ver-
melho de cresol, que indica, por mudan•a de cor,
altera•›es na concentra•‹o de CO
2
no ambiente.
Os recipientes foram lacrados, e cada um deles
permaneceu por algumas horas sob diferentes
condi•›es: o recipiente A foi mantido sob luz so-
lar intensa; o recipiente B foi mantido sob luz de
intensidade suficiente para que a planta se man-
tivesse em seu ponto de compensa•‹o f—tico; o
recipiente C foi mantido no escuro.
a) Em qual(is) recipiente(s) ocorreu fotoss’ntese?
Em qual(is) recipiente(s) ocorreu respira•‹o?
b) Em quais recipientes a solu•‹o de vermelho de
cresol mudou de cor? Justifique.
orientAção de estUdo
AULA 43
Leia os itens 80 a 83, cap. 7 do Livro-texto.
Faça os exercícios 10 e 11, série 5.
AULA 44
Leia os itens 84 a 86, cap. 7 do Livro-texto.
Faça os exercícios 12 e 13, série 5.
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade III
tarefa mínima
tarefa complementar
AULAs 43 e 44
Faça os exercícios 14 a 16, série 5.
V
u
N
E
S
P
-S
P
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124 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 5
AnotAçÕes
109a124_1402_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 124 5/30/14 9:33 AM
ALFA 5 Gramática – Setor 1501 159
línguA
portuguesA
setor 1501
Prof.: ____________________________________
aula 39............. AD h............. TM h............. TC h............. 160
aula 40............. AD h............. TM h............. TC h............. 162
aula 41............. AD h............. TM h............. TC h............. 164
aula 42............. AD h............. TM h............. TC h............. 166
aula 43............. AD h............. TM h............. TC h............. 168
aula 44............. AD h............. TM h............. TC h............. 170
aula 45............. AD h............. TM h............. TC h............. 172
gramática
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160 Gramática – Setor 1501 ALFA 5
AulA 39 VírgulA no período simples
1 USA-SE A VÍRGULA
Para marcar intercalação
a) do adjunto adverbial.
Exemplo: Ele, com raz‹o, sustenta opini‹o contrária.
b) da conjun•‹o.
Exemplo: N‹o há, portanto, nenhum risco no neg—cio.
c) das express›es explicativas ou corretivas.
Exemplo: Todos se omitiram, isto Ž, colaboraram com os adversários.
d) do aposto.
Exemplo: O tempo, nosso inimigo, foge rápido.
Observa•‹o: Um adjetivo pode vir entre v’rgulas. Neste caso, serve para indicar que a qualidade expressa
por ele pertence a todo o conjunto representado pelo seu substantivo.
Exemplo: As latas de creme de leite, vencidas, foram devolvidas (todas as latas estavam vencidas).
Mas excluindo-se as v’rgulas, o sentido se altera.
Exemplo: As latas de creme de leite vencidas foram devolvidas (nem todas as latas estavam vencidas).
Para marcar inversões
a) do adjunto adverbial (no in’cio da ora•‹o).
Exemplo: Por cautela, deixamos um dep—sito.
b) do complemento pleonástico antecipado ao verbo.
Exemplo: Casos mais importantes, já os apresentei.
c) do nome de lugar antecipado ˆs datas.
Exemplo: S‹o Carlos, 10 de janeiro de 1961.
Para separar termos coordenados (em enumeração)
Exemplo: O livro estava sujo, rasgado, imprest‡vel.
Para marcar elipse do verbo
Exemplo: N—s trabalhamos com fatos, e voc•s, com hip—teses.
Para isolar o vocativo
Exemplo: N‹o demores tanto, meu filho.
2 NÃO SE USA A VÍRGULA
Entre termos imediatos
a) entre sujeito e predicado.
Exemplo: Todos os componentes da mesa recusaram a proposta.
b) entre o verbo e seus complementos.
Exemplo: O trabalho custou sacrif’cio aos realizadores.
c) entre o nome e o complemento nominal e o adjunto adnominal.
Exemplo: A intrigante resposta do mestre ao aluno despertou rea•›es.
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ALFA 5 Gramática – Setor 1501 161
exercícios
1 Nas duas sequências a seguir, ocorrem três enunciados. Um deles está em ordem direta, dispensando a
vírgula. Em dois deles, há uma inversão ou uma intercalação. Coloque vírgula(s) para assinalar a inversão ou
a intercalação do adjunto adverbial.
I.
a) Alexandre Flemming inventou a penicilina por acaso.
b) Por acaso Alexandre Flemming inventou a penicilina.
c) Alexandre Flemming por acaso inventou a penicilina.
II.
a) Em 14/11/2013 o trânsito de São Paulo registrou 309 km de congestionamento.
b) O trânsito de São Paulo registrou 309 km de congestionamento em 14/11/2013.
c) O trânsito de São Paulo registrou em 14/11/2013 309 km de congestionamento.
2 Assinale a alternativa em que ocorreu EqUívOCO no emprego da vírgula.
a) Em regimes democráticos, só o verdadeiro dono do poder, o povo, pode depor um presidente eleito.
b) Fontes de energia limpa, não as encontramos em qualquer beirada de quintal.
c) Alguns desastres aéreos ocorrem por falha mecânica. Outros, por falha humana.
d) Mozart, um dos maiores gênios da música, escreveu, por exemplo sinfonias, concertos, serenatas, minuetos,
missas e óperas.
e) Senhores consumidores, o supermercado reabrirá suas portas apenas na quarta-feira de cinzas, após o
meio-dia.
3 A função mais comum da vírgula é indicar que dois termos da frase são vizinhos, mas não ligados sintati-
camente entre si. Em razão disso, não faz sentido usar vírgula entre palavras ou expressões justapostas e
interligadas. Assinale a alternativa em que a vírgula está corretamente empregada.
a) O percurso entre um plano e sua execução, custa sacrifício e teimosia.
b) O governo federal solicitou, ao Banco Central, mais controle sobre a inflação.
c) A meta de inflação, o governo, mais uma vez, não conseguirá cumprir neste ano.
d) A dedicação, à rotina de estudos e ao lazer, é fundamental para o sucesso, dos vestibulandos, nos exames.
e) Depois de duas décadas de regime militar, o Congresso Nacional aprovou, em 1988, a Constituição
Federal, a 7a da história do país.
orientAção de estudo
Leia os itens 1 a 5, cap. 10.
Faça os exercícios 1 a 5, série 24.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercício 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
Faça os exercícios 6 a 10, série 24.
AnotAçÕes
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162 Gramática – Setor 1501 ALFA 5
1 SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Não se separam da oração principal por meio de vírgula.
Exemplo:
Não se imaginava que a propaganda seria tão agressiva.
oração principal oração subordinada substantiva
Observação: Faz exceção a substantiva apositiva, que se separa por dois-pontos ou por vírgula.
2 SUBORDINADAS ADJETIVAS
A adjetiva restritiva não se separa da principal por meio de vírgula.
Exemplo:
São raros os programas de TV que trazem algum proveito.
oração principal
oração subordinada
adjetiva restritivaA adjetiva explicativa vem sempre isolada por vírgulas.
Exemplo:
O juiz, que era íntegro, não se vendeu.
oração subordinada
adjetiva explicativa
oração principal
3 SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Sempre é correto o uso da vírgula entre as subordinadas adverbiais e a oração principal.
Exemplo:
Embora a situação fosse adversa, conseguimos bom resultado.
oração subordinada adverbial oração principal
Observação: Para as subordinadas reduzidas, valem as mesmas normas das demais orações subordinadas.
Exemplo:
Especialistas aconselham mergulhar em água quente ferimento por picada de arraia.
oração principal oração subordinada substantiva reduzida
4 ORAÇÕES COORDENADAS
As assindéticas separam-se por vírgula entre si.
Exemplo:
Pegou o recado, leu-o, disparou para a rua.
oração coordenada
assindética
coordenada
assindética
coordenada
assindética
AulA 40 VírgulA no período composto
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ALFA 5 Gramática – Setor 1501 163
Quanto às coordenadas sindéticas, exceto as adi-
tivas com e, é sempre correto o emprego de vírgula.
Exemplo:
Penso, logo existo.
oração coordenada
assindética
oração coordenada
sindética conclusiva
Observação: As coordenadas sindéticas intro-
duzidas pela conjunção e podem separar-se por vírgula
nos seguintes casos:
a) Se os sujeitos forem diferentes.
Exemplo:
Os responsáveis eram eles, e nós tivemos de assumir.
coordenada assindética
sujeito 5 os responsáveis
coordenada sindética aditiva
sujeito 5 nós
b) Se o e vier repetido várias vezes a título de ên-
fase (polissíndeto).
Exemplo:
E falou, e pediu, e insistiu.
exercícios
1 (UEL-PR – Adaptada) Os períodos a seguir apresen-
tam diferenças de pontuação. Assinale a letra que
corresponde ao período de pontuação correta.
a) Ninguém ignora, que a melhor preparação para
um bom desempenho profissional está na de-
dicação ao estudo.
b) Ninguém ignora que, a melhor preparação para
um bom desempenho profissional, está na de-
dicação ao estudo.
c) Ninguém ignora que a melhor preparação para
um bom desempenho profissional está na de-
dicação ao estudo.
d) Ninguém ignora que a melhor preparação para
um bom desempenho profissional, está na de-
dicação ao estudo.
e) Ninguém ignora que, a melhor preparação para
um bom desempenho profissional, está na de-
dicação, ao estudo.
2 Assinale a alternativa que apresenta iNCOE-
RêNCiA devido à pontuação da oração subor-
dinada adjetiva.
a) O homem, que é um animal racional, vive em
comunidade.
b) Os alunos do Anglo, que prestarão vestibular,
assistem a diversas aulas.
c) Os professores que pesquisam evoluem.
d) A mulher que trabalha procura sua indepen-
dência econômica.
e) O bebê que está em fase de crescimento ne-
cessita de uma alimentação sadia.
3 Observe as vírgulas empregadas nos enunciados
a seguir, adaptados do Dicionário de Ciências Hu-
manas, de Jean François Dortier.
I. “Posso fornecer um carro de qualquer cor, con-
quanto que seja preto.” Henry Ford
II. Depois de tardiamente desmamarem, em tor-
no dos 6 ou 7 anos, as crianças da idade Mé-
dia entravam diretamente na comunidade dos
adultos.
III. Primatologistas observaram que quando um
chimpanzé passa pelas proximidades do terri-
tório de outro, ele é atacado.
IV. Se como defendem alguns estudiosos, os mitos
não pertencem apenas ao passado, eles devem
estar presentes também no mundo contempo-
râneo não só como um resquício.
As vírgulas estão corretas:
a) apenas em i e iii.
b) apenas em i e ii.
c) apenas em ii e iii.
d) apenas em iii e iv.
e) em todas as frases.
4 Nestas frases, o uso da vírgula está correto. Justi-
fique-o de acordo com o seguinte código.
A) vírgula para separar coordenada assindética.
B) vírgula para separar coordenada sindética não
iniciada pela conjunção e.
C) vírgula para separar coordenada sindética ini-
ciada por e com sujeito diferente do da anterior.
D) vírgula para separar orações coordenadas sin-
déticas com a conjunção e repetida.
I. ( ) Teoria e prática sempre andaram juntas,
mas nunca de mãos dadas.
II. ( ) O tempo é grande inimigo, pois é rápido
no seu fluxo.
III. ( ) O homem inventou a máquina, e ela revol-
tou-se contra ele.
IV. ( ) Nenhuma condição dos grevistas foi impos-
ta, nenhum diálogo foi iniciado.
V. ( ) E senta, e lamenta, e grita, e xinga, e se
espanta. É assim o torcedor fanático.
orientAção de estudo
Leia os itens 6 a 11, cap. 10.
Faça os exercícios 1 a 5, série 25.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
Faça os exercícios 6 a 10, série 25.
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164 Gramática – Setor 1501 ALFA 5
A fun•‹o primordial da v’rgula Ž indicar rela•›es entre as palavras do enunciado.
De maneira simplificada, podemos dizer que o uso da v’rgula entre duas palavras serve para mostrar que uma
est‡ justaposta a outra apenas na sequ•ncia espacial, mas n‹o est‹o sintaticamente associadas.
ƒ mais f‡cil entender isso com um exemplo:
Entre certos povos, antigos rituais religiosos incluem o sacrif’cio de animais.
A v’rgula, nesse per’odo, indica que as palavras povos e antigos, embora justapostas, n‹o est‹o associadas
sintaticamente. O adjetivo antigos est‡ determinando rituais, e n‹o povos. Se mudarmos a posi•‹o da v’rgula
nesse enunciado, o sentido seria completamente alterado:
Entre certos povos antigos, rituais religiosos incluem o sacrif’cio de animais.
Agora, a v’rgula indica que as palavras antigos e rituais n‹o est‹o sintaticamente associadas. Portanto, o
adjetivo antigos, nesse caso, s— pode estar qualificando o termo povos.
Definindo limites sint‡ticos entre palavras ou grupos de palavras, conclui-se que a presen•a da v’rgula num
enunciado pode interferir no seu significado, como Ž o caso da campanha da ABI, Associa•‹o Brasileira de Im-
prensa, transcrita a seguir:
exercícios
1 A principal função da vírgula é marcar a correlação entre as palavras. É possível, pois, alterar o sentido de
um enunciado simplesmente mudando a vírgula de lugar. Observe os pares de frases a seguir:
I. Nós já sabíamos que você não concordaria com aquela proposta safada.
Nós já sabíamos que você não concordaria com aquela proposta, safada.
II. Se os homens soubessem o valor que têm, suas mulheres viveriam a seus pés.
Se os homens soubessem o valor que têm suas mulheres, viveriam a seus pés.
III. Sempre é possível o Brasil enfrentar a Argentina numa final de Copa. Se vencer a Argentina, levará para
casa mais do que uma simples taça.
Sempre é possível o Brasil enfrentar a Argentina numa final de Copa. Se vencer, a Argentina levará para
casa mais do que uma simples taça.
AulA 41 VírgulA e interferênciA no significAdo
A
B
I
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ALFA 5 Gramática – Setor 1501 165
IV. Os conselheiros do governador, consultados, não admitiram racionamento de água durante seu mandato.
Os conselheiros do governador consultados não admitiram racionamento de água durante seu mandato.
V. A Terra não é evidentemente curva.
A Terra não é, evidentemente, curva.
Com a mudança de pontuação, ocorre alteração de sentido:
a) apenas em i, ii e iii.
b) apenas em i, ii e iv.
c) apenas em iii, iv e v.
d) apenas em ii, iii e iv.
e) em todas as frases.
2 Observe os dois enunciados transcritos a seguir.
I. Os sem-teto não foram desalojados do edifício ocupado, porque a justiça decidiu.
II. Os sem-teto não foram desalojados do edifício ocupado porque a justiça decidiu.
Assinale a alternativa que contém um comentário EqUivOCADO.
a) Não há possibilidade alguma de interpretá-los com dois sentidos diferentes entre si.
b) Há diferença de sentido bem nítida entre eles, dependendo do modo como os interpretamos.
c) A presença da vírgula no 1o induz à interpretação de que a decisão da justiça não permitiu o desalojamento.
d) A ausência da vírgula no 2o induz à interpretação de que houve o desalojamento,mas não foi por causa
da decisão da justiça.
e) Uma paráfrase aceitável para deixar mais claro o sentido do enunciado ii pode ser: Os sem-teto foram
desalojados do edifício ocupado, mas não porque a justiça decidiu.
3 (UFv-MG) Assinale a alternativa em que a supressão da(s) vírgula(s) implica mudança substancial de sentido.
a) Por uma falsa questão, discute-se se há necessidade de ensinar gramática na escola.
Por uma falsa questão discute-se se há necessidade de ensinar gramática na escola.
b) O modo de ensinar, na escola, deve corresponder a uma prática de reflexão.
O modo de ensinar na escola deve corresponder a uma prática de reflexão.
c) Precisamos nos livrar de vários mitos, para melhor trabalhar a língua-padrão.
Precisamos nos livrar de vários mitos para melhor trabalhar a língua-padrão.
d) Os professores, que têm preocupação com a prática pedagógica, estão atentos ao que precisa ser
tematizado.
Os professores que têm preocupação com a prática pedagógica estão atentos ao que precisa ser
tematizado.
e) O Brasil vem, de há muito, necessitando de uma reforma no ensino.
O Brasil vem de há muito necessitando de uma reforma no ensino.
orientAção de estudo
Leia o resumo de aula.
Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 26.
Livro-texto 1 Ñ Gram‡tica
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
Fa•a os exerc’cios 6 a 10, sŽrie 26.
AnotAçÕes
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166 Gramática – Setor 1501 ALFA 5
1 USO DO PONTO E VÍRGULA
O uso do ponto e v’rgula pode ser resumido em
tr•s itens b‡sicos:
a) Não se usa ponto e v’rgula separando elemen-
tos de um período simples.
b) Não se usa ponto e v’rgula para separar ora•‹o
subordinada da sua principal.
c) Usa-se o ponto e v’rgula para separar ora•›es co-
ordenadas quando algum motivo especial sugerir
uma pausa mais marcante que a da v’rgula.
Levando em conta esses dados, costuma-se usar
o ponto e v’rgula:
I. Entre coordenadas marcadas por v’rgulas in-
ternas.
Exemplo: Voc•s, sem exce•‹o, basearam-se em
hip—teses; eu, porŽm, apoiei-me em fatos.
II. Entre coordenadas de sentidos opostos quan-
do se quer enfatizar a oposi•‹o.
Exemplo: Os ricos d‹o pelo p‹o a fazenda; os po-
bres d‹o pelo p‹o o trabalho.
III. Entre segmentos coordenados de longa extens‹o.
Exemplo: Os dois primeiros anos do seu rumoroso
governo foram pautados pela exibi•‹o de suas fa•anhas
atlŽticas e pol’ticas; o terceiro (e œltimo) foi consumido
por denœncias e patifarias.
2 USO DOS DOIS-PONTOS
A fun•‹o b‡sica dos dois-pontos pode ser assim
descrita Ð tudo o que vem ˆ direita dos dois-pontos
serve para expandir, explicar ou esclarecer algo
que est‡ ˆ esquerda. Dentro desse princ’pio b‡sico,
usam-se os dois-pontos:
I. Para introduzir citações.
Exemplo: O coronel respondeu logo: ÒN‹o fa•o
quest‹o de homenagens.Ó
II. Para discriminar os componentes de uma ideia
global.
Exemplo: Com a crise, ele perdeu tudo: terras,
prŽdios, investimentos em papŽis, ouro, etc.
III. Para esclarecer uma no•‹o vaga e imprecisa.
Exemplo: Novidade: a infla•‹o regrediu neste m•s.
3 USO DAS RETICÊNCIAS
As retic•ncias s‹o usadas basicamente para indicar
que palavras foram voluntariamente cortadas de um
enunciado:
I. Por raz›es pr‡ticas, indicando que as palavras
cortadas n‹o interessam.
Exemplo: Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabi‡;
As aves que aqui gorjeiam...
II. Por raz›es expressivas, podendo indicar hesita-
•‹o na fala, insinua•‹o, censura.
Exemplo: Estou me segurando pra n‹o dizer que...
deixa pra l‡... o cara exagerou!
4 USO DAS ASPAS
Fun•‹o b‡sica das aspas: indicar que tudo o que
est‡ inscrito entre elas Ž alheio ou estranho ao enun-
ciador do texto.
Usam-se para:
I. Marcar cita•›es textuais.
Exemplo: Todos conhecem o provŽrbio popular:
ÒMais vale um p‡ssaro na m‹o do que dois voandoÓ.
II. Indicar palavras ou express›es estranhas ao padr‹o
de linguagem adotado no conjunto do texto: g’rias,
arca’smos, estrangeirismos, formas populares.
Exemplo: A meninada no p‡tio do colŽgio n‹o
Òtava nem a’Ó para a bronca do inspetor de alunos.
III. Indicar palavras tomadas em segundo sentido,
tais como uma ironia, uma express‹o maliciosa.
Exemplo: O juiz ÒpuniuÓ com cart‹o vermelho a tro-
ca de ÒgentilezasÓ entre os dois jogadores.
exercícios
1 Observe os três enunciados que seguem.
I. Ontem, eram os problemas políticos; hoje, os
econômicos.
II. Para os que creem na vida além-túmulo, a morte
não extingue: transforma; não aniquila: robus-
tece; não separa: aproxima.
III. Não perca essa oportunidade: ela é única.
Está(estão) correto(s) quanto à pontuação:
a) apenas i e ii.
b) i, ii e iii.
c) apenas iii.
d) apenas ii e iii.
e) apenas i.
2 Logo no início do romance Quincas Borba, o narra-
dor relata a condição ambígua de Rubião, ex-profes-
sor que, ao receber uma herança, torna-se capitalis-
ta. Na passagem que segue, o narrador reproduz em
discurso direto a satisfação de Rubião pela sorte de
ter herdado a fortuna de quincas Borba:
Ñ Vejam como Deus escreve direito por linhas tor-
tas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quin-
cas Borba, apenas me daria uma esperan•a colateral.
N‹o casou; ambos morreram, e aqui est‡ tudo comigo;
de modo que o que parecia uma desgra•aÉ
AulA 42 outros sinAis de pontuAção
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ALFA 5 Gram‡tica Ð Setor 1501 167
Logo a seguir, o narrador comenta:
Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou
caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria.
Machado de Assis. Quincas Borba.
As reticências, no fim do discurso direto, indicam ruptura da continuidade do pensamento de Rubião.
a) Levando em conta dados do contexto, pode-se afirmar que essa ruptura foi provocada por um ato de
censura. quem é o censor? quem é o censurado?
b) qual seria a continuidade do discurso, caso não houvesse o corte da censura?
c) Se, em vez de usar as reticências, o narrador completasse o discurso de Rubião, produziria o mesmo efeito
de sentido?
3 (Fuvest-SP)
A explosão dos computadores pessoais, as “infovias”, as grandes redes – a internet e a World Wide Web – atro-
pelaram o mundo. Tornaram as leis antiquadas, reformularam a economia, reordenaram prioridades, redefiniram os
locais de trabalho, desafiaram constituições, mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas,
durante longos períodos de tempo, diante de telas de computadores, enquanto o CD-ROM trabalha. Não há dúvida
de que vivemos a revolução da informação e, diz o professor do MIT, Nicholas Negroponte, revoluções não são sutis.
Jornal do Brasil, 13 fev. 1996.
As aspas foram usadas em “infovias” pela mesma razão por que foram usadas em:
a) Mesmo quando a punição foi confirmada, o “Alemão”, seu apelido no Grêmio, não esmoreceu.
b) [...] fica fácil entender por que há cada vez mais pessoas preconizando a “fujimorização” do Brasil.
c) O Paralamas, que normalmente sai “carregado” de prêmios, só venceu em edição.
d) A renda média “per capita” da América Latina baixou para 25% em 1995.
e) A torcida gritava “olé” a cada toque de seus jogadores.
orientAção de estudo
Leia os itens 13 a 18, cap. 10.
Faça os exercícios 1 a 5, série 27.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
Faça os exercícios 6 a 10, série 27.
AnotAçÕes
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168 Gramática – Setor 1501 ALFA 5
Faz parte da experi•ncia de qualquer falante nativo
a no•‹o de que sua l’ngua n‹o Ž falada de maneira
uniforme por todos os membros da comunidade. N‹o
Ž necess‡rio um senso de observa•‹o muito apurado
para perceber que, no Brasil, por exemplo, fala-se um
portugu•s repleto de diferen•as.
O falante nativo Ž capaz de identificar, por meio
da maneira pr—pria de falar, gruposde pessoas espe-
c’ficos: as diferentes varia•›es lingu’sticas delineiam
tambŽm comunidades de falantes.
A descrição da varia•‹o lingu’stica pode levar em
considera•‹o quatro planos distintos de an‡lise: o fônico,
o morfológico, o sintático e o lexical. Por exemplo:
No n’vel f™nico, Ž muito comum na l’ngua fa-
lada a queda do -r final dos verbos: Òestud‡Ó,
Òfaz•Ó, Òsa’Ó (em vez de estudar, fazer, sair).
No n’vel morfológico, h‡ grupos de falantes
que omitem a marca de plural -s em substanti-
vos e adjetivos: Òas amigaÓ, Òos meninoÓ.
No n’vel sintático, a aus•ncia de concord‰ncia do
verbo com o sujeito da ora•‹o: ÒAcabou minhas fŽ-
riasÓ; ÒN‹o se pagou os boletos atŽ o vencimentoÓ.
No n’vel lexical, o emprego de termos como
Òmaior legalÓ, ÒcabraÓ (no lugar de pessoa, homem),
Òo crash da bolsa de valoresÓ (em vez de colapso).
exercícios
1 (Enem)
Motivadas ou n‹o historicamente, normas presti-
giadas ou estigmatizadas pela comunidade sobrep›em-
-se ao longo do territ—rio, seja numa rela•‹o de oposi•‹o,
seja de complementaridade, sem, contudo, anular a in-
terse•‹o de usos que configuram uma norma nacional
distinta da do portugu•s europeu. Ao focalizar essa
quest‹o, que op›e n‹o s— as normas do portugu•s de
Portugal ˆs normas do portugu•s brasileiro, mas tam-
bŽm as chamadas normas cultas locais ̂ s populares ou
vern‡culas, deve-se insistir na ideia de que essas nor-
mas se consolidaram em diferentes momentos da nossa
hist—ria e que s— a partir do sŽculo XVIII se pode come-
•ar a pensar na bifurca•‹o das variantes continentais,
ora em consequ•ncia de mudan•as ocorridas no Brasil,
ora em Portugal, ora, ainda, em ambos os territ—rios.
CALLOU, D. Gram‡tica, varia•‹o e normas. In: VIEIRA, S. R.;
BRANDÌO, S. (Orgs.). Ensino de gram‡tica: descri•‹o e uso.
S‹o Paulo: Contexto, 2007. Adaptado.
O português do Brasil não é uma língua uni-
forme. A variação linguística é um fenômeno
natural, ao qual todas as línguas estão sujeitas.
Ao considerar as variedades linguísticas, o texto
mostra que as normas podem ser aprovadas ou
condenadas socialmente, chamando a atenção
do leitor para a:
a) desconsideração da existência das normas po-
pulares pelos falantes da norma culta.
b) difusão do português de Portugal em todas as
regiões do Brasil só a partir do século Xviii.
c) existência de usos da língua que caracterizam
uma norma nacional do Brasil, distinta da de
Portugal.
d) inexistência de normas cultas locais e populares
ou vernáculas em um determinado país.
e) necessidade de se rejeitar a ideia de que os usos
frequentes de uma língua devem ser aceitos.
2 (Enem)
Iscute o que t™ dizendo,
Seu dot™, seu coronŽ:
De fome t‹o padecendo
Meus fio e minha muiŽ.
Sem briga, quest‹o nem guerra,
Me•a desta grande terra
Umas tarefa pra eu!
Tenha pena do agregado
N‹o me d•xe deserdado.
ASSARƒ, Patativa do. A terra Ž natur‡. In: CordŽis e outros poemas. Fortaleza:
Universidade Federal do Cear‡, 2008. Fragmento.
A partir da análise da linguagem utilizada no poe-
ma, infere-se que o eu lírico revela-se como falan-
te de uma variedade linguística específica. Esse
falante, em seu grupo social, é identificado como
um falante:
a) escolarizado proveniente de uma metrópole.
b) sertanejo morador de uma área rural.
c) idoso que habita uma comunidade urbana.
d) escolarizado que habita uma comunidade do
interior do país.
e) estrangeiro que imigrou para uma comunidade
do sul do país.
3 (vunesp)
Saudosa maloca
Se o sinh™ n‹o t‡ lembrado,
D‡ licen•a de cont‡
Que aqui onde agora est‡
Esse adif’cio arto
Era uma casa veia,
Um palacete assobradado.
Foi aqui, ÒseuÓ mo•o,
Que eu, ÒMato GrossoÓ e o Joca
Constru’mos nossa maloca
Mais, um dia,
1
5
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AulA 43 VAriAção linguísticA i: noçÕes gerAis, grupos sociAis e descrição
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ALFA 5 Gramática – Setor 1501 169
— Nóis nem pode se alembrá –,
Veio os homens c’as ferramentas
O dono mandô derrubá.
Peguemos todas nossas coisas
E fumos pro meio da rua
Preciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada tauba que caía
Duía no coração
Mato Grosso quis gritá
Mais em cima eu falei:
Os homens tá c’a razão,
Nóis arranja otro lugá.
Só se conformemos quando o Joca falô:
“Deus dá o frio conforme o cobertô”.
E hoje nóis pega as paia nas gramas do jardim
E p’ra esquecê nóis cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida, dim, dim,
Donde nóis passemos dias feliz de nossa vida.
BARBOSA, Adoniran. In: Demônios da Garoa – Trem das 11.
CD 903179209-2, Continental. Warner Music Brasil, 1995.
A letra de ÒSaudosa malocaÓ pode ser considerada como realiza•‹o de uma Òlinguagem art’sticaÓ do poeta,
estabelecida com base na sobreposi•‹o de elementos do uso popular ao uso culto. Uma destas sobreposi-
•›es Ž o emprego do pronome obl’quo de terceira pessoa ÒseÓ em lugar de ÒnosÓ, diferentemente do que
prescreve a norma culta (o poeta emprega se conformemos em vez de nos conformamos; se alembrá em
vez de nos lembrar). Considerando este coment‡rio:
a) descreva e exemplifique o que ocorre, na linguagem art’stica do compositor, com o -r final e com o -lh-
medial das palavras, em rela•‹o ao uso oral culto;
b) estabele•a as diferen•as que apresentam, em rela•‹o ao uso culto, as seguintes formas verbais da primeira
pessoa do plural do presente do indicativo empregadas pelo compositor: ÒpodeÓ (v. 11), ÒarranjaÓ (v. 23)
e ÒpegaÓ (v. 26).
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25
orientAção de estudo
Leia os itens 1 a 3, cap. 24.
Faça os exercícios 1 a 4, série 28.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
Faça os exercícios 5 a 8, série 28.
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170 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 5
1 TIPOS DE VARIA‚ÌO
a) Variações históricas: a língua se altera de época para época. A língua portuguesa dos jornais do século
XIX, por exemplo, é bastante diferente da dos periódicos atuais.
b) Variações geográficas: de lugar para lugar, também há diferenças significativas dentro de uma língua.
A fala da zona rural, por exemplo, é muito diferente da urbana.
c) Variações sociais: entre uma classe social e outra, há diferentes modos de falar. Um magistrado não fala
como um operário. Entre as variações sociais, costumam-se distinguir duas grandes divisões:
I. Variação culta: das pessoas de maior prestígio social;
II. Variação popular: dos segmentos sociais de menor prestígio.
d) Variações de situação: um mesmo indivíduo varia o próprio modo de falar, de acordo com as circuns-
tâncias em que se situa o ato de comunicação. Entre as variações de situação, distinguem-se duas:
I. Estilo informal: espontâneo, com baixo grau de preocupação com a linguagem;
II. Estilo formal: calculado, vigiado, com alto grau de reflexão.
2 VARIA‚ÍES E CONTEXTO
As diferentes situações de comunicação definem o registro de linguagem mais adequado. Numa canção
sertaneja, em que a língua procura recriar o modo de falar do homem do campo, por exemplo, é mais compatí-
vel a linguagem típica dessa comunidade de falantes (“Fizemo a úrtima viage” é mais adequado que “Fizemos a
última viagem”). Já numa entrevista de emprego, espera-se o registro mais formal da linguagem, que dá indício
do letramento e do nível cultural do falante (“Participei de vários cursos de especialização” é mais adequado que
“Fiz muitas coisa, tipo curso, por aí”).
exercícios
1 (FGv-SP)
Nos três primeiros quadrinhos, a linguagem utilizada é mais formal e, no último, mais informal. Assinale a
alternativa que traga, primeiro, uma marca da formalidade e, depois, uma marca da informalidade presentes
nos quadrinhos.
a) vilania; vosso.
b) vós; você.
c) Estou; você.
d) Tenhais; segui.
e) Notícias; falem.
AulA 44 VAriAção linguísticA ii: AdequAção Ao contexto e correlAçÕes
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O Estado de S. Paulo. 14 abr. 2001.
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ALFA 5 Gram‡tica Ð Setor 1501 171
2 (Enem – Adaptada)Considerando as diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que re-
presenta uma iNADEqUAÇÃO da linguagem usada ao contexto.
a) “O carro bateu e capotô, mas num deu pra v• direito.” – um pedestre que assistiu ao acidente comenta
com o outro que vai passando.
b) “E a’, ô meu! Como vai essa força?” – um jovem fala para um amigo.
c) “Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação.” – alguém comenta em uma reunião
de trabalho.
d) “Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva desta conceituada
empresa.” – alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.
e) “Porqu•, se a gente não resolve as coisas como t•m que ser, a gente corre o risco de termos, num fu-
turo próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros.” – um professor universitário em um congresso
internacional.
3 (Fuvest-SP)
A corre•‹o da língua Ž um artificialismo, continuei episcopalmente. O natural Ž a incorre•‹o. Note que a gramática
s— se atreve a meter o bico quando escrevemos. Quando falamos, afasta-se para longe, de orelhas murchas.
Monteiro Lobato. Pref‡cios e entrevistas.
a) Tendo em vista a opinião do autor do texto, pode-se concluir corretamente que a língua falada é despro-
vida de regras? Explique sucintamente.
b) Entre a palavra “episcopalmente” e as expressões “meter o bico” e “de orelhas murchas”, dá-se um
contraste de variedades linguísticas. Substitua as expressões coloquiais, que aí aparecem, por outras
equivalentes que pertençam à variedade padrão.
orientAção de estudo
Leia os itens 5 a 18, cap. 24.
Faça os exercícios 9 a 12, série 28.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
Faça os exercícios 13 a 16, série 28.
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172 Gramática – Setor 1501 ALFA 5
Tem sido comum na atualidade a explora•‹o da
varia•‹o lingu’stica em textos de g•neros diversos, tais
como piadas, narrativas de ÒcausosÓ, publicidade, letras
de mœsica, etc. Os resultados pretendidos s‹o os mais
variados: criar efeito de verdade ou de humor,
caracterizar personagens, caricaturar um grupo
social por meio da variação que usa, etc.
O texto reproduzido em versos logo a seguir
exemplifica um desses usos da varia•‹o lingu’stica.
Trata-se de uma publicidade (ÒElefantes no PantanalÓ)
veiculada por r‡dio no ano de 1991. Nela, dois textos
se complementam: um poema, em linguajar caipira,
Ž declamado por Inezita Barroso; uma locu•‹o, em
l’ngua-padr‹o, segue-se ˆ declama•‹o. A transcri•‹o
a seguir foi feita a partir do texto cedido pelo pr—prio
autor. Eis o poema:
Essa hist—ria aconteceu
Pros lados do Pantanal
Um estouro de elefantes
Correndo que era um displante
Do fogo num capinzal
O estouro foi tamanho
Que os tigres acharam estranho
E largaram a desembestar
No caminho os rinocerontes
Parece que foi ontem
Correram pra me chifrar
Ligeira saltei de banda
Quando vi um urso panda
Mascando meu bambuzal
Lhe ensinei uma li•‹o
E espero que voc• aprenda
Fui mordida por le‹o
E nem foi o Imposto de Renda
O bicho corria solto
Na beirada da lagoa
Quando vi a moita mexer
Atirei! Era leoa
Meus amigos
Eu vou-me embora
J‡ cansei de prosear
No finzinho a saideira:
Minha terra tem toupeira
Texugo e pav‹o gren‡.
O texto posterior ˆ declama•‹o do poema:
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A Associa•‹o ÒIn NaturaÓ de consci•ncia ecol—-
gica vem a pœblico perguntar aos secret‡rios de edu-
ca•‹o e ˆs editoras: por que Ž que os animais brasi-
leiros n‹o t•m espa•o nas enciclopŽdias e nos livros
escolares? AtŽ quando nossas crian•as v‹o conhecer
mais o elefante que o tatu? Saber mais do urso que
do tamandu‡? D‡ vontade de mandar os respons‡veis
pentear macaco. Naturalmente, um mico-le‹o, se Ž
que se encontra um por a’.
Sobretudo no poema, o redator publicit‡rio veste a
m‡scara de um falante caipira, aut•ntico habitante do
territ—rio brasileiro, para protestar contra uma atitude
que n‹o valoriza o seu territ—rio. O poema Ž contado
como um ÒcausoÓ, desses que o caipira gosta de narrar
com mal’cia e sabor. Nesse caso, a varia•‹o lingu’stica
Ž um recurso argumentativo de grande efeito. Segundo
o redator da pe•a publicit‡ria, ÒA linguagem/dialeto
caipira foi perfeita. AlguŽm ia declamar um ÔcausoÕ. Um
ÔcausoÕ fantasioso, t’pico dos relatos caipiras, no qual
o cen‡rio seria o Pantanal. A pimenta nesse tempero
seria que os personagens Ð os animais, no caso Ð s‹o
todos africanosÓ.
exercícios
1 (UFRJ – Adaptada)
Minha impress‹o Ž que a cultura popular j‡ ganhou
a parada... H‡ 30 ou 40 anos, quando a gente discutia
sobre mœsica popular brasileira, sobre os novos baianos
velhos, sobre a quest‹o da tŽcnica, a bossa nova, dizia-
-se que a cultura de massa ia invadir e tomar conta de
tudo. Agora, n‹o apenas os baianos, mas outros, inclu-
sive os ÒrapistasÓ, se impuseram, independentemente
da cultura de massas, e est‹o tendo a revanche, num
movimento de baixo para cima...
SANTOS, Milton. Territ—rio e sociedade: entrevista. 2. ed.
S‹o Paulo: Funda•‹o Perseu Abramo, 2000.
Nesse trecho de entrevista, Milton Santos faz uso
de uma linguagem coloquial.
a) Com base nos dois primeiros períodos do tex-
to, retire dois exemplos que comprovem a afir-
mação anterior.
AulA 45 VAriAção linguísticA iii: funcionAlidAdes no texto
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ALFA 5 Gram‡tica Ð Setor 1501 173
b) qual é o efeito do emprego do registro linguís-
tico coloquial num texto que trata da cultura
popular?
2 (Mack-SP)
Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o cha-
péu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outra
palavra, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma reco-
mendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar,
mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e
bramou: “— C• vai, oc• fique, voc• nunca volte!” […]
Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma
parte. Só executava a invenção de se permanecer na-
queles espaços de rio, de meio a meio, sempre dentro da
canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza
dessa verdade deu para estarrecer de todo a gente.
Guimarães Rosa. A terceira margem do rio.
glossário
Matula e trouxa: comida e roupa.
Assinale a alternativa correta sobre o efeito do
fragmento “— Cê vai, ocê fique, você nunca
volte!”.
a) A gradação que se observa na forma pronomi-
nal é índice conotativo do desejo da mãe de
preservar a intimidade do casal.
b) A variação da forma do pronome de tratamento
sugere, estilisticamente, o gradativo distancia-
mento imposto pela mulher.
c) A variação da forma pronominal é índice da in-
decisão da mulher frente ao comportamento
do marido.
d) Os verbos no presente do indicativo reforçam o
tom enérgico e decidido da mulher, que com-
preende e aceita a partida do marido.
e) Os verbos “ir”, “ficar” e “voltar”, usados pela
mãe, explicitam sua esperança de que o marido
retorne à casa.
3 Há erros gramaticais que, em certas situações,
tornam-se altamente comprometedores para a
imagem de quem os comete. A propósito disso,
leia o trecho que segue, extraído de O Estado de
S. Paulo (12 nov. 96):
Nota zero
Depois de liderar as manifestações contrárias à
realização do provão do MEC para avaliar a qualidade dos
cursos superiores, o presidente da UNE, Orlando Silva
Filho, explicou o protesto estudantil às câmeras de TV:
— Na minha opinião, não houveram tumultos.
Agora sim dá para entender por que a UNE queria que
os estudantes entregassem a prova em branco…
a) O que o jornal insinua maliciosamente com o
último parágrafo?
b) qual é o dado de natureza linguística usado
para fazer essa insinuação?
c) O presidente da UNE poderia responder que
esse erro não tem a menor importância porque
não prejudica a compreensão?
4 (Fuvest-SP – Adaptada)
A tua saudade corta
como aço de navaia…
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia…
E os óio se enche d’água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai…
“Cuitelinho”,canção folclórica. Fragmento.
Se a forma do verbo atrapalhar estivesse flexiona-
da de acordo com a norma-padrão, haveria prejuízo
para o efeito de sonoridade explorado no fim do
último verso e para o sentido? Por quê?
orientAção de estudo
Leia o item 4, cap. 24.
Faça os exercícios 17 a 20, série 28.
Livro-texto 1 Ñ Gram‡tica
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
Faça os exercícios 21 a 24, série 28.
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174 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 5
AnotAçÕes
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ALFA 5 Literatura – Setor 1502 175
línGuA
portuGuesA
setor 1502
Prof.: ____________________________________
aula 39............. AD h............. TM h............. TC h............. 176
aula 40............. AD h............. TM h............. TC h............. 176
aula 41............. AD h............. TM h............. TC h............. 182
aula 42............. AD h............. TM h............. TC h............. 182
aula 43............. AD h............. TM h............. TC h............. 187
aula 44............. AD h............. TM h............. TC h............. 187
literatura
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176 Literatura – Setor 1502 ALFA 5
AulAs 39 e 40 A Belle époque
O período conhecido como Belle Époque compreende a passagem do
século XIX ao XX. Nas artes visuais, foi caracterizado pelo predomínio
do Art Nouveau, cujo traço mais evidente era a ondulação das linhas,
que conferia às imagens um grande rebuscamento. No desenho do ilus-
trador Alfons Maria Mucha (1860-1939), esse aspecto é particularmente
notável nos cabelos da mulher e na fumaça que se desprende do cigarro.
A mesma tendência ao rebuscamento pode ser verificada ainda na lin-
guagem literária do período.
A Belle Époque
europa Brasil
Centro irradiador: Paris
Desenvolvimento tecnol—gico
Efervesc•ncia cultural
Vida urbana: divers‹o
Guerras imperialistas
Revolta da Armada (Rio de Janeiro, 1893)
Guerra de Canudos (Bahia, 1896-97)
Revolta da Vacina (Rio de Janeiro, 1904)
Revolta da Chibata (Rio de Janeiro, 1910)
Greve geral (S‹o Paulo, 1917)
Parnasianismo e Simbolismo
parnasianismo simbolismo
Tendência geral Racionalismo Irracionalismo
Postura poética
Esfor•o criativo
Impassibilidade
Inspira•‹o
Poesia do inconsciente
Percepção da realidade
Realidade concreta
Apar•ncia
AlŽm-real (abstra•›es)
Ess•ncia
Estratégias expositivas Descri•›es precisas Imagens vagas, imprecisas
Associações Artes pl‡sticas Mœsica
Aspectos formais
Arte pela arte
ÒPoeta joalheiroÓ
Vocabul‡rio elaborado
Prest’gio da rima
Regularidade mŽtrica
Nova linguagem poŽtica
Musicalidade
(asson‰ncia e alitera•‹o)
Sinestesia
Maiœsculas alegorizantes
Pr‡tica do poema em prosa
Postura social Distanciamento (temas cl‡ssicos) Distanciamento (espiritualismo)
Principais autores Olavo Bilac Cruz e Sousa
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Cartaz publicit‡rio de papel Job,
usado para enrolar cigarros, de
Alfons Mucha, 1896.
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ALFA 5 Literatura – Setor 1502 177
Olavo Bilac
Preciosismo vocabular
Técnica parnasiana + sensibilidade romântica
Sensualidade
Cruz e Sousa
Imagens do etéreo e do impalpável
Pessimismo
Exacerbação erótica
PrŽ-Modernismo Ð arte e compromisso social
Preocupação com a realidade nacional
Ambientes: sertão, subúrbios, interior paulista
Inovação no tratamento temático do caipira, do sertanejo, etc.
Personagens: representação da pobreza
Denúncia do subdesenvolvimento
Regionalismo crítico
Convivência linguagem acadêmica/inovações
Autores
euclides da Cunha lima Barreto Monteiro lobato
Ambiente Sertão (Bahia) Urbano (Rio de Janeiro) Interior (São Paulo)
Personagens Sertanejo Pequena burguesia Caipira
Visão da sociedade Civilização 3 barbárie Homem 3 meio
Choque, atraso 3
progresso
Estilo Erudição Linguagem despojada Regionalismo
Os sertões, 1902 (Euclides da Cunha)
Ambiente: isolamento, atraso
Sertanejo: barbárie
Guerra de Canudos (1896-97)
Litoral 3 interior
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178 Literatura – Setor 1502 ALFA 5
Triste fim de Policarpo Quaresma, 1915 (Lima Barreto)
Policarpo: patriota
Valorização da cultura nacional
Críticas: burocracia, militarismo
“Triste fim”: condenação do patriotismo ufanista
Urupês, 1918 (Monteiro Lobato)
Contos: humor, terror, “causos”
Cenário: cidades decadentes
Jeca Tatu: representação da preguiça nacional
Augusto dos Anjos: poŽtica da estranheza
Linguagem: coloquialidade + vocabulário científico
Pessimismo, morbidez
Temática do corpo em decomposição
Niilismo: decadência humana
Sincretismo: traços de várias tendências estilísticas
Expressionismo: imagens grotescas
exerCíCios
TexTo para as quesTões 1 e 2
Era um domingo silencioso, enevoado e macio, convi-
dando às voluptuosidades da melancolia. E eu (no interesse
da minha alma) sugeri a Jacinto que subíssemos à basílica do
Sacré-Coeur, em construção nos altos de Montmartre. [...]
Mas a basílica em cima não nos interessou, abafada
em tapumes e andaimes, toda branca e seca, de pedra mui-
to nova, ainda sem alma. E Jacinto, por um impulso bem
jacíntico, caminhou gulosamente para a borda do terraço,
a contemplar Paris. Sob o céu cinzento, na planície cinzen-
ta, a cidade jazia, toda cinzenta, como uma vasta e grossa
camada de caliça e telha. E, na sua imobilidade e na sua
mudez, algum rolo de fumo, mais tênue e ralo que o fumear
de um escombro mal apagado, era todo o vestígio de sua
vida magnífica.
QuEIRÓS, Eça de. A cidade e as serras.
Glossário
Caliça: pó ou fragmentos de argamassa ressequida que sobram de
uma construção ou resultam da demolição de uma obra de
alvenaria.
Fumo: fumaça.
1 (Fuvest-SP – Adaptada) O romance A cidade e as ser-
ras, de Eça de Queirós, ambienta-se em plena Belle
ƒpoque francesa. Tendo em vista o contexto históri-
co da obra, por que é Paris a cidade escolhida para
representar a vida urbana? Explique sucintamente.
2 (Fuvest-SP) Sintetizando-se os termos com que, no
excerto, Paris é descrita, que imagem da cidade
finalmente se obtém? Explique sucintamente.
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ALFA 5 Literatura – Setor 1502 179
TexTo para as quesTões 3 e 4
Nua, de pé, solto o cabelo às costas,
Sorri. Na alcova perfumada e quente,
Pela janela, como um rio enorme
De áureas ondas tranquilas e impalpáveis,
Profusamente a luz do meio-dia
Entra e se espalha palpitante e viva.
Entra, parte-se em feixes rutilantes,
Aviva as cores das tapeçarias,
Doura os espelhos e os cristais inflama.
Depois, tremendo, como a arfar, desliza
Pelo chão, desenrola-se, e, mais leve,
Como uma vaga preguiçosa e lenta,
Vem lhe beijar a pequenina ponta
Do pequenino pé macio e branco.
Sobe... cinge-lhe a perna longamente;
Sobe... – e que volta sensual descreve
Para abranger todo o quadril! – prossegue,
Lambe-lhe o ventre, abraça-lhe a cintura,
Morde-lhe os bicos túmidos dos seios,
Corre-lhe a espádua, espia-lhe o recôncavo
Da axila, acende-lhe o coral da boca,
E antes de se ir perder na escura noite,
Na densa noite dos cabelos negros,
Para, confusa, a palpitar, diante
Da luz mais bela dos seus grandes olhos.
BILAC, Olavo. Satânia. In: Obra reunida. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 1996.
Glossário
Alcova: quarto de dormir.
Áurea: dourada.
Profusamente: em grande quantidade.
Rutilantes: raios brilhantes.
Cingir: envolver.
Túmido:inchado, saliente.
3 Olavo Bilac é considerado o maior poeta parna-
siano brasileiro. Indique um elemento formal de
“Satânia” que permite classificá-lo assim.
4 Em que aspectos o poema se distancia dos traços
mais convencionais do Parnasianismo?
5 (Vunesp)
Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
Salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta...
Pedem-te bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d’aço...
E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.
CRuz E SOuSA, João da. Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1961.
Glossário
Guizo: esfera oca de metal com bolinhas em seu interior, que
produzem som quando agitadas.
Gavroche: menino travesso.
Clown: termo inglês que significa palhaço.
Estuoso: ardente.
No poema, os conceitos relacionados com a ale-
gria e o riso, característicos da imagem dos pa-
lhaços, são aproximados de conceitos como dor,
tristeza, agonia, sangue. Aponte a alternativa que
melhor justifica essa aproximação de conceitos
contraditórios.
a) As imagens de “palhaço” e “coração” apon-
tam a um mesmo significado, o próprio ho-
mem, apresentado como um ser cuja imagem
de alegria apenas disfarça tristezas, dores,
sofrimentos.
b) O “palhaço” é comparado com o “acrobata”
que caiu, donde a ocorrência de imagens rela-
cionadas com sangue e dor.
c) O poema de Cruz e Sousa constitui uma alego-
ria da vida circense em todos os seus aspectos.
d) É tradicional na literatura explorar o tema do pa-
lhaço sob os vieses da superação e da frustração.
e) Os poetas simbolistas tinham uma tendência
doentia a utilizar temas relacionados com dor,
sangue e sofrimento.
6 Leia o poema a seguir.
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro da tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
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180 Literatura – Setor 1502 ALFA 5
Toma um fósforo. Acende teu cigarro.
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa ainda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
ANJOS, Augusto dos. Versos íntimos. In: Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.
Leia as afirma•›es a seguir, a respeito de ÒVersos
’ntimosÓ.
I. A regularidade métrica, a presen•a de rimas e a
escolha de um vocabul‡rio erudito e elaborado
permitem filiar o texto ao Parnasianismo.
II. O poema trata de um epis—dio particular, ocor-
rido com alguém pr—ximo do poeta, o que jus-
tifica seu t’tulo.
III. Os versos expressam uma vis‹o pessimista das
rela•›es humanas, rejeitando o ideal de solida-
riedade entre os indiv’duos.
Est‡(‹o) correta(s):
a) apenas a afirmativa I.
b) apenas a afirmativa II.
c) apenas a afirmativa III.
d) apenas as afirmativas I e II.
e) as afirmativas I, II e III.
TexTo para as quesTões 7 e 8
TexTo I
Porque a verdade nua manda dizer que entre as raças
de variado matiz, formadoras da nacionalidade e metidas
entre o estrangeiro recente e o aborígene de tabuinha no
beiço, uma existe a vegetar de cocoras, incapaz de evolução,
impenetrável ao progresso. Feia e sorna, nada a põe de pé.
[…]
Nada o esperta. Nenhuma ferrotoada o põe de pé. So-
cial, como individualmente, em todos os atos da vida, Jeca,
antes de agir, acocora-se.
LOBATO, Monteiro. urupês. In: Urup•s. São Paulo: Brasiliense, 1964.
Glossário
Cocoras: obedecemos aqui às peculiaridades de Monteiro Lobato
na acentuação de palavras.
Sorna: fingida.
Ferrotoada: golpe com ferro.
TexTo II
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o ra-
quitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista,
revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desem-
peno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.
É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasí-
modo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O an-
dar sem firmeza, sem aprumo, quase gigante e sinuoso, apa-
renta a translação de membros desarticulados. [...] E se na
marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um ci-
garro, bater o isqueiro, ou travar ligeira conversa com um
amigo, cai logo – cai é o termo – de cócoras, atravessando
largo tempo numa posição de equilíbrio instável, em que
todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos pés,
sentado sobre os calcanhares, com uma simplicidade a um
tempo ridícula e adorável.
É o homem permanentemente fatigado.
CuNHA, Euclides da. Os sert›es. São Paulo: Ateliê Editorial,
Imprensa Oficial do Estado, Arquivo do Estado, 2001.
Glossário
Neurastênico: sem disposição, sem interesse pelas coisas.
Desempeno: elegância.
Translação: deslocamento paralelo.
7 Comparando os dois textos, pode-se perceber a
presen•a de aspectos comuns na caracteriza•‹o
dos tipos sociais do sertanejo e do caipira. Indique
esses aspectos.
8 A frase inicial do texto II contradiz a imagem do
sertanejo apresentada nele. Levando em conta a
obra Os sertões como um todo, explique o que
leva o autor a considerar o sertanejo Òum forteÓ.
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ALFA 5 Literatura – Setor 1502 181
orientAção de estudo
AulA 39
leia os itens “apresentação” e “panorama literá-
rio”, cap. 9.
leia o item “o movimento simbolista”, cap. 10.
Faça os exercícios 1, 2 e 6, série 8.
AulA 40
leia os itens “apresentação” até “lima barreto”,
cap. 11.
Faça os exercícios 7, 8, 11 e 12, série 8.
Livro-texto 3 — Literatura II
Caderno de Exercícios 2 — Unidade III
tarefa Mínima tarefa Complementar
AulA 39
leia o item “olavo bilac”, cap. 9.
leia o item “Cruz e Sousa”, cap. 10.
Faça os exercícios 3 a 5, série 8.
AulA 40
leia os itens “Monteiro lobato” até “augusto dos
anjos”, cap. 11.
Faça os exercícios 9 e 10, série 8.
9 Leia o trecho a seguir.
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da
miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade.
Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como
ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o.
BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma.
São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
Nesse trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, o protagonista faz uma reflexão
acerca do nacionalismo que orientara toda a sua vida. Essa reflexão:
a) chega à conclusão de que a postura crítica era um mal para a pátria, o que era coerente com a opinião
de Lima Barreto e outros escritores do período.
b) indica o desprezo pela nacionalidade brasileira e a preferência pela cultura estrangeira, que norteava
parte da sociedade da época.
c) mostra a desilusão do protagonista, decepcionado com sua incapacidade de liderar aqueles que pensavam
como ele.
d) representa uma síntese do romance como um todo, na medida em que reafirma as posturas assumidas
pelo protagonista ao longo de sua vida.
e) sugere que o romance de Lima Barreto expressa uma condenação do nacionalismo ufanista e idealizador
que Policarpo Quaresma manifesta ao longo da narrativa.
AnotAçÕes
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182 Literatura – Setor 1502 ALFA 5
1 VANGUARDAS ARTÍSTICAS EUROPEIAS 2 INÍCIO DO SÉCULO XX
Vanguarda: do franc•s avant-garde, o termo deriva
do vocabul‡rio militar e designa a Òtropa da dianteiraÓ
Ð em oposi•‹o ˆ Òtropa de retaguardaÓ. Nocampo das
artes, ÒvanguardaÓ remete a uma postura art’stica que
busca a novidade de forma contundente, iconoclasta,
sem medo das pol•micas e dos esc‰ndalos.
Expressionismo (1910)
Marcella, de Ernst Kirchner, 1910.
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Registro grotesco da realidade
Figuras distorcidas (processo de Òcaricaturiza•‹oÓ)
Cores fortes
Dramaticidade: tristeza, melancolia, maldade
Cubismo (1907)
AulAs 41 e 42 vAnGuArdAs e seMAnA de Arte ModernA
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As meninas (segundo Velázquez), de Pablo Picasso, 1957.
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As meninas, de Diego Velázquez,1656.
O quadro de Diego Vel‡zquez apresenta uma
cena da corte do rei espanhol Felipe IV. Vemos um
interessante jogo de representa•‹o: mostra-se o ateli•
do pintor, s— que do ponto de vista daqueles que est‹o
sendo pintados pelo pr—prio Vel‡zquez (que aparece ˆ
esquerda trabalhando em uma grande tela, com pincel e
palheta na m‹o). O efeito de realidade Ž impressionante.
Cerca de tr•s sŽculos depois, o pintor espanhol Pablo
Picasso fez uma releitura do quadro seiscentista, s—
que de forma bem diferente, sem se preocupar em
reproduzir fielmente a realidade. A tela Ž marcada
pelo Cubismo, movimento que o pr—prio Picasso criara
no come•o do sŽculo XX. A partir desse momento, a
tradi•‹o figurativa Ð que j‡ vinha sendo questionada
desde o Impressionismo Ð enfrentou sua grande crise.
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Mulher chorando, de Pablo Picasso, 1937.
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ALFA 5 Literatura – Setor 1502 183
Simultaneísmo: representação de vários pontos
de vista ao mesmo tempo
Decomposição visual de objetos
Geometrização: recortes geométricos da reali-
dade (cubos, volumes, planos)
Futurismo (1909)
Surrealismo (1924)
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Cartaz
assinado por
Di Cavalcanti.
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A cidade cresce, de Umberto Boccioni, 1910.
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A fonte, de Marcel Duchamp, 1917.
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A persistência da mem—ria, de Salvador Dalí, 1931.
Liberação do inconsciente: expressão do mundo
dos sonhos e das alucinações
Antirracionalismo: pensamentos primitivos e
aleatórios
Escrita e pintura “automáticas”
Influência de Sigmund Freud
3 SEMANA DE ARTE MODERNA
Teatro Municipal de São Paulo, fevereiro de 1922
Busca da identidade nacional
Primitivismo
Liberdade formal
Coloquialismo
Revista Klaxon (1922): divulgação das ideias
modernistas
exerCíCios
1 No texto de abertura do primeiro número da re-
vista Klaxon, em 1922, lê-se o seguinte:
KLAXON sabe que a natureza existe. Mas sabe
que o moto lírico, produtor da obra de arte, é uma lente
transformadora e mesmo deformadora da natureza.
Das obras a seguir, identifique aquela que NÃO
se coaduna com os princípios expostos no trecho
anterior.
Glorificação da tecnologia moderna
Exaltação da máquina e da “beleza da velocidade”
Contra o tradicionalismo cultural
Versos livres
Dadaísmo (1916)
Dada quer dizer “nada”: nonsense como forma
de contestação
Ausência de bandeiras ou predefinições: irreve-
rência e dessacralização
Ready-mades: criação artística por meio da apro-
priação de objetos já existentes
Humor
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184 Literatura Ð Setor 1502 ALFA 5
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O grito, de Edvard Munch.
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Adolf Loos, de Oskar Kokoschka.
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Mulheres e Pierrot, de Emil Nolde.
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A banhista de Valpinçon, de
Jean-Auguste Ingres.
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O retrato de Dora Maar,
de Pablo Picasso.
TexTos para a quesTão 2
TexTo I
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Ezequiel Freire, de Almeida Junior, s.d.
TexTo II
O homem amarelo, de Anita Malfatti, 1915-1916.
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ALFA 5 Literatura Ð Setor 1502 185
2 (UFF-RJ) Os textos I e II representam diferentes
movimentos estéticos da arte brasileira. Aponte
duas diferen•as entre as pinturas, observando os
procedimentos de express‹o (cor, forma, equil’-
brio, contorno, rela•‹o entre figura e fundo, etc.).
3 Com qual vanguarda do in’cio do século XX o
quadro de Anita Malfatti mais se identifica? De-
monstre por que esse quadro expressa a seguinte
passagem de M‡rio de Andrade: ÒO Modernismo
no Brasil foi uma ruptura, foi um abandono cons-
ciente de princ’pios e de técnicas, foi uma revolta
contra a intelig•ncia nacional.Ó (M‡rio de Andrade,
ÒO movimento modernistaÓ, 1942).
4 Leia o texto a seguir.
Para fazer um poema dadaísta
Pegue num jornal.
Pegue numa tesoura.
Escolha no jornal um artigo com o comprimento que
pretende dar ao seu poema.
Recorte o artigo.
Em seguida, recorte cuidadosamente as palavras que
compõem o artigo e coloque-as num saco.
Agite suavemente.
Depois, retire os recortes uns a seguir aos outros.
Transcreva-os escrupulosamente pela ordem que eles
saíram do saco.
O poema parecer-se-á consigo.
E você será um escritor infinitamente original, de uma
encantadora sensibilidade, ainda que incompreendido
pelas pessoas vulgares.
Tristan Tzara
O texto do poeta romeno Tristan Tzara expressa
uma atitude t’pica do Dada’smo. Assinale a alter-
nativa INCORRETA sobre o texto e sobre o movi-
mento estético ao qual pertence.
a) Apesar do método aleat—rio, o texto indica a
valoriza•‹o da racionalidade e da l—gica.
b) O reordenamento e a descontextualiza•‹o s‹o
capazes de produzir interesse estético.
c) O Dada’smo ironizava a racionalidade que
orientava a arte tradicional.
d) Segundo o texto, o acaso é uma forma leg’tima
de produ•‹o art’stica.
e) O autor de vanguarda se identificava como
portador de uma nova forma de ver o mundo,
superior ˆ existente até ent‹o.
5 Observe a imagem a seguir.
O quadro Elasticidade (1912), do pintor italiano
Umberto Boccioni, representa o interesse do Fu-
turismo pela:
a) exalta•‹o da grandeza hist—rica da It‡lia.
b) explora•‹o do dinamismo e do movimento.
c) representa•‹o art’stica de animais.
d) monocromatismo.
e) cenas est‡ticas.
6 (UFPR) Leia o texto a seguir.
A ambição do grupo [modernista] era grande: educar o
Brasil, curá-lo do analfabetismo letrado, e, sobretudo, pes-
quisar uma maneira nova de expressão, compatível com o
tempo do cinema, do telégrafo sem fio, das travessias aéreas
intercontinentais.
BOAVENTuRA, M. E. A Semana de Arte Moderna e a Cr’tica
Contempor‰nea: vanguarda e modernidade nas artes brasileiras. Conferência
– IEL-unicamp: 2005. p.5-6. Disponível em: <www.iar.unicamp.br/dap/
vanguarda/artigos.html>.
Conforme o trecho anterior e os seus conhecimen-
tos sobre a Semana de Arte Moderna de 1922 e
o Modernismo brasileiro subsequente, é correto
afirmar que:
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186 Literatura – Setor 1502 ALFA 5
a) A Semana de 1922 marcou o Modernismo inspi-
rado em vanguardas europeias, buscando uma
nova arte com uma identidade brasileira expe-
rimental, miscigenada, antropof‡gica e cosmo-
polita. O movimento celebrava o progresso da
na•‹o, simbolizado pelo desenvolvimento da
cidade de S‹o Paulo.
b) A Semana foi o grande marco da arte moder-
na brasileira, caracterizando-se pela busca por
uma imita•‹odo Surrealismo e do Cubismo,
realizada por acad•micos em constante contato
com os artistas europeus.
c) A Semana de 1922 somou-se ao regionalismo
nordestino para mostrar as raízes da cultura
brasileira, recusando qualquer interfer•ncia da
arte estrangeira. Os modernistas fizeram, com
isso, uma forte crítica ˆ moderniza•‹o e ˆ alfa-
betiza•‹o brasileira.
d) Monteiro Lobato e M‡rio de Andrade lideraram
a Semana de 1922, que teve o intuito de aliar as
produ•›es mais recentes no campo da mœsica,
da literatura e das artes pl‡sticas futuristas com
as obras tradicionalistas da arte brasileira.
e) Os modernistas passaram a se organizar, de-
pois da Semana de 1922, para efetivar uma arte
revolucion‡ria nos moldes do Realismo soviŽ-
tico, pois acreditavam na conscientiza•‹o da
popula•‹o para uma mudan•a no poder.
orientAção de estudo
AulA 41
leia o item “vanguardas artísticas europeias”,
cap. 12.
Faça os exercícios 1 a 4, série 9.
AulA 42
Faça os exercícios 25 a 27, série 9.
Livro-texto 3 Ñ Literatura II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade III
tarefa Mínima tarefa Complementar
AulA 41
Faça os exercícios 5 a 9, série 9.
AulA 42
Faça os exercícios 28 a 31, série 9.
AnotAçÕes
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ALFA 5 Literatura – Setor 1502 187
FERNANDO PESSOA
Fernando Pessoa (1888-1935).
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Poeta português pertencente à gera•‹o Orpheu,
foi um dos reponsáveis pelo início do Modernismo
em Portugal em 1915. Fernando Pessoa ficou co-
nhecido por desdobrar-se literariamente em múltiplas
personalidades e atribuir a cada uma delas uma obra
específica. Essa criação de personagens-poetas (com
biografias e estilos poéticos próprios) ficou conhecida
como heteronímia.
Poesia ort™nima
Fernando Pessoa “ele mesmo”
Poesia Žpica
Mensagem (1934)
Único livro em português publicado em vida
pelo poeta
Tema motivador: história portuguesa
44 poemas curtos
Narrativa fragmentária
Epopeia subjetiva
Nacionalismo místico
Poesia l’rica
Poemas em forma tradicional
Versos rimados e metrificados
Transcendentalismo
Lirismo melancólico
Influências simbolistas
Recorrência de metalinguagem
Poemas de cunho modernista
Experimentação vanguardista
Versos livres
Poesia heter™nima
Três principais heterônimos criados pelo poeta:
Alberto Caeiro Ricardo Reis çlvaro de Campos
(Imagens criadas por Almada Negreiros a partir da descri•‹o do
poeta.)
Alberto Caeiro
Versos livres
Sintaxe simples e direta
Conexão com a natureza
Empirismo materialista
Panteísmo
Antinominalismo
Ricardo Reis
Carpe diem
Sintaxe clássica
Estoicismo/epicurismo
Paganismo
Aceitação dos desígnios divinos
çlvaro de Campos
Multiplicidade de tendências
Ligação com o Simbolismo
Celebração da máquina
Vertigem das sensações modernas
Versos livres e torrenciais
Irracionalismo niilista
Racionalidade angustiada
AulAs 43 e 44 ModernisMo eM portuGAl – FernAndo
pessoA e seus heterôniMos
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188 Literatura – Setor 1502 ALFA 5
exerCíCios
1 Leia o texto a seguir.
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
PESSOA, Fernando. Autopsicografia. In: PESSOA, Fernando.
O guardador de rebanhos e outros poemas. São Paulo: Cultrix, 1993.
Como o título do poema expressa, Fernando
Pessoa faz uma descrição de sua própria psico-
logia poética, assumindo-se como um fingidor.
Explique o sentido do fingimento descrito no
texto.
2 Leia o texto a seguir.
Mar português
ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
PESSOA, Fernando. Mar Português. In: PESSOA, Fernando.
O guardador de rebanhos e outros poemas. São Paulo: Cultrix, 1993.
O interlocutor escolhido pelo eu lírico nesse texto
do livro Mensagem é o mar de Portugal. Há, aqui,
um questionamento que envolve fatos históricos
relacionados às navegações, além de uma con-
clusão final acerca das questões levantadas. De
que questionamento se trata? Qual é a conclusão
final? Explique.
3 Leia o texto a seguir.
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
REIS, Ricardo. In: PESSOA, Fernando.
O guardador de rebanhos e outros poemas. São Paulo: Cultrix, 1993.
O poema do heterônimo Ricardo Reis apresenta
uma proposta muito clara a respeito da condição
necessária para se atingir a plenitude (no texto
identificada na lua que brilha toda a cada lago).
De que condição se trata? Explique.
4 Leia o texto a seguir.
V
[…]
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
[…]
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e o sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
[…]
CAEIRO, Alberto. In: PESSOA, Fernando.
O guardador de rebanhos e outros poemas. São Paulo: Cultrix, 1993.
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ALFA 5 Literatura – Setor 1502 189
O fragmento de texto revela uma concep•‹o re-
ligiosa muito particular apresentada por Alberto
Caeiro em sua obra. De que concep•‹o se trata?
Explique retirando exemplos do texto.
5 Leia o texto a seguir.
Lisbon revisited (1923)
Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me
[enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de
[qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
ó céu azul – o mesmo da minha infância –,
Eterna verdade vazia e perfeita!
ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me
[sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar
[sozinho!
CAMPOS, Álvaro de. In: PESSOA, Fernando. O guardador de rebanhos e
outros poemas. São Paulo: Cultrix, 1993.
O texto de çlvaro de Campos revela um eu poe-
m‡tico marcado pela intensidade na express‹o de
suas opini›es e conflitos. Os aspectos formais do
poema contribuem para explicitar determinada
posturafrente ̂ s conven•›es sociais. Explique de
que postura se trata e como os elementos formais
e a linguagem utilizada corroboram a ideia central
do poema.
orientAção de estudo
AulA 43
Faça os exercícios 10 a 14, série 9.
AulA 44
Faça os exercícios 15 a 24, série 9.
Livro-texto 3 — Literatura II
Caderno de Exercícios 2 — Unidade III
tarefa Mínima tarefa Complementar
AulA 43
leia os itens “o Modernismo em portugal” até
“poesia lírica: Cancioneiro”, cap. 12.
AulA 44
leia o item “poesia heterônima”, cap. 12.
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190 Literatura – Setor 1502 ALFA 5
AnotAçÕes
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História
do brasil
HisTÓRiA
setor 1601
Prof.: ___________________________________
aula 20 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 192
aula 21 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 192
aula 22 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 196
aula 23 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 196
aula 24 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 199
aula 25 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 199
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192 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 5
AULAs 20 e 21 O segUndO ReinAdO (1840-1889): O pRObLemA dA mãO de ObRA; O decLíniO dO impéRiO
1 O prOblema da mãO de Obra
O declínio da escravidão
Entende-se por problema da mão de obra a substituição da escravidão pelo trabalho livre, ocorrida no
Brasil ao longo do século XIX.
Os fatores responsáveis pelo declínio da escravidão foram:
a) a extinção do tráfico negreiro;
b) o desenvolvimento do trabalho assalariado;
c) o crescimento do setor de semisservidão.
Ano população livre* população escrava** Total % de escravos sobre o total
1850 4 500 000 2 500 000 7 000 000 36%
1872 8 601 000 1 510 000 10 111 000 15%
1888 13 100 000 700 000 13 800 000 5%
* 1850 e 1888, estimativas; 1872, recenseamento.
** PRADO JR, Caio. História econômica do Brasil. Anexos.
a extinção do tráfico negreiro
A extinção do tráfico negreiro ocorreu principalmente devido à pressão feita pela Inglaterra.
A pressão inglesa sobre o Brasil começou na época da assinatura dos Tratados de 1810 e, com o Bill
Aberdeen (1845), a marinha de guerra britânica passou a perseguir e aprisionar os navios negreiros
brasileiros.
Como resultado dessa pressão, o Brasil extinguiu o tráfico negreiro com a Lei Eusébio de Queirós (1850).
Liberou-se assim capital para outras atividades e enfraqueceu-se o sistema escravista, que ficou pri-
vado de sua principal fonte de fornecimento de escravos.
entrada de escravos no brasil entre 1840 e 1851
1840 — 30 000 1846 — 50 324
1841 — 16 000 1847 — 56 172
1842 — 17 435 1848 — 60 000
1843 — 19 095 1849 — 54 000
1844 — 22 849 1850 — 23 000
1845 — 19 453 1851 — 3 287
FONTE: CALÓGERAS, J. P. Formação histórica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1980.
a transição para o trabalho assalariado
A partir de meados do século XIX, os cafeicultores paulistas começaram a utilizar, além do trabalho
escravo, o assalariado, que apresentava maior produtividade.
Para isso, promoveu-se a vinda de imigrantes europeus, principalmente italianos. Desse modo, na
região mais rica do país (São Paulo), a importância relativa da escravidão diminuiu.
imigração subvencionada pelo governo
Ano No de imigrantes
1870 13 000
1878 22 000
1886 30 000
1887 50 000
1888 133 000
FONTE: IBGE. Anuário estatístico do Brasil, 1937-1939. Apêndice.
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ALFA 5 História do Brasil – Setor 1601 193
pOnTO de visTA
O crescimento da semisservidão
Nas áreas mais pobres, particularmente no Nor-
deste, o trabalho escravo também foi sendo aban-
donado devido ao seu alto custo.
Como essas regiões de agricultura de baixa renta-
bilidade tinham dificuldade em adotar o trabalho
assalariado, a escravidão foi substituída principal-
mente por um sistema de semisservidão.
a abolição da escravatura
Corroído por todos os lados, e já em total declí-
nio, o sistema escravista teve ainda de enfrentar
a campanha abolicionista (após 1870), sendo fi-
nalmente abolido pela Lei Áurea em 1888.
2 O declíniO dO impériO
Durante a segunda metade do século XIX, a
economia brasileira passou por um processo de
modernização graças ao rápido crescimento da
cafeicultura.
Tais mudanças na economia provocaram altera-
ções também na estrutura social, particularmente:
a) a divisão da classe dominante em dois grupos:
a facção em ascensão (ligada à exportação) e a
facção em declínio (desligada da exportação);
b) o fortalecimento da camada média, formada
por clérigos, militares, funcionários públicos,
profissionais liberais, intelectuais e pequenos
proprietários.
A estrutura político-administrativa do Império
foi incapaz de acompanhar essas mudanças e
de representar os interesses dos novos grupos
socioeconômicos que se formavam.
Por isso, tais grupos, principalmente os cafei-
cultores e a camada média, desinteressaram-se
pela Monarquia, fortalecendo, assim, as ideias
republicanas.
Desse modo, alguns problemas surgidos após a
Guerra do Paraguai, que em outras circunstân-
cias poderiam ser resolvidos sem maiores difi-
culdades, acabaram gerando graves crises polí-
ticas, que enfraqueceram ainda mais o Império.
Entre esses problemas, destacaram-se:
a) a campanha abolicionista;
b) a questão religiosa;
c) a questão militar.
Abandonada pela classe dominante, sem o apoio
da camada média civil e em choque com os mili-
tares, a Monarquia acabou sendo derrubada por
um golpe político-militar em novembro de 1889.
A ideia de que a lei de abolição tenha in-
corrido em confisco de propriedade escrava é
curiosa, em vista da continuada diligência do
governo imperial em ignorar o direito à liber-
dade de centenas de milhares de africanos e de
seus descendentes, escravizados à revelia da lei
de 7 de novembro de 1831. Quando o assunto
aflorava, era um corre-corre para silenciar os re-
calcitrantes. Em 28 de outubro de 1874, a seção
de Justiça do Conselho de Estado se reuniu para
apreciar um ofício do presidente da província do
Rio Grande do Norte a respeito de africanos que
reivindicavam a liberdade alegando terem sido
importados após a lei de proibição do tráfico de
1831. Os africanos [...] haviam dirigido uma pe-
tição ao chefe de polícia explicando os motivos
pelos quais pensavam ter direito à liberdade. O
que espantou os conselheiros foi que o chefe de
polícia da província achara que havia ali maté-
ria para investigar. Logo encaminhou a petição
ao promotor público, que decidiu interrogar os
africanos, obteve “valiosos documentos” para com-
provar a história deles, e entregou tudo ao juiz
municipal, para proceder segundo a lei. Nesse
ponto, [o proprietário dos escravos] protestou ao
presidente da província, pois “o procedimento”
do juiz municipal “tem levado a perturbação e
a desordem a [...] seus Engenhos”. O presidente
da província, porém, considerou que estava tudo
conforme a lei, ao que parece sem suspeitar que
residia aí precisamente o problema, e deu prosse-
guimento ao caso [...]. Incrédulos diante do que se
apresentava, os conselheiros passaram um longo
sabão na autoridade provincial; dizendo-lhe que
o “negócio não é tão simples”, “é muito grave pelo
seu alcance e consequências”. Depois de várias
considerações, reafirmaram a ideia de que não
cabia investigar o direito à liberdade daqueles
africanos, que só aqueles apreendidos em mar
ou imediatamente após o desembarque tiveram
sua condição de “africanos livres” reconhecida.
Quanto aos outros, estava em vigor uma “pres-
crição dos fatos passados”, por considerações “de
ordem pública”; [...] Os conselheiros de Estadomandaram parar tudo, o ministro da Justiça con-
cordou, o imperador rubricou.
CHALOUB, S. População e sociedade. In: SCHWARCZ, L. (Dir.)
História do Brasil Nação, v. 2, CARVALHO, J. M. (Coord.),
A construção nacional. Rio de Janeiro: Mapfre/Objetiva, 2012.
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194 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 5
exeRcíciO
(UFF-RJ) O colono Thomas Davatz escreveu,
numa fazenda de café paulista, em meados do
século XIX:
O caso do Brasil é o de um país que já perdeu todo o cré-
dito. E o castigo que merece tal país é, nem mais nem
menos, a retirada de todos os colonos que lá se acham
e a supressão do tráfico brasileiro de braços europeus.
DAVATZ, Thomas. Memórias de um colono no Brasil.
São Paulo: Martins/Edusp, 1972.
O autor, ele mesmo um colono estrangeiro que
trabalhou na atividade cafeeira, está denunciando,
por meio de seu texto:
a) que os fazendeiros brasileiros, em geral, pra-
ticavam o tráfico de escravos europeus após
1831.
ATividAde exTRA
A resistência do escravismo
O termo abolicionismo, no Brasil, é usado principalmente para indicar a luta contra a escravidão ocorrida na
década de 1880, que teve como resultado a abolição da escravatura por meio da Lei Áurea em 1888. E antes de
1880, não houve luta contra a escravidão?
Houve, é claro. Desde o século XVI, índios e negros escravizados lutaram por sua liberdade. É importante
lembrar – e nós já vimos isso no texto da Atividade extra da Aula 8 – que era uma luta contra a escravização a que
eles haviam sido submetidos e não contra a escravidão como instituição. No mundo luso-brasileiro, os primeiros – e
poucos – questionamentos à escravidão só apareceram na segunda metade do século XVIII.
Chegamos então ao século XIX, que tem enorme importância para a história do escravismo no Brasil. Do
início do século até a Lei Áurea, aconteceu de tudo com nosso sistema escravista. A população escrava aumentou
continuamente até 1850, depois diminuiu continuamente até 1888. Em 1831, uma lei proibiu o tráfico negreiro;
este, no entanto, prosseguiu como se a lei não existisse. Em 1845, com o Bill Aberdeen, a marinha inglesa passou
a dar combate sem trégua aos navios negreiros; como resultado, o tráfico duplicou. Em 1848, os traficantes de-
sembarcaram aqui 60 mil africanos escravizados, número recorde em toda a nossa História; quatro anos depois,
o tráfico estava morto e enterrado!
ORienTAçãO de esTUdO
AULA 20
Leia o item 1 do resumo das aulas.
Fa•a os exerc’cios 50, 52, 58, 64 e 68, sŽrie 9.
AULA 21
Leia o item 2 do resumo das aulas.
Fa•a os exerc’cios 86 a 89, sŽrie 9.
Livro 1
Caderno de Exercícios 1 — Unidade I
Tarefa mínima Tarefa complementar
AULA 20
Leia o cap’tulo 31 do Livro-texto. Tenha cuidado
especial com os itens 41 e 43.
Fa•a os exerc’cios 69, 70, 72, 74, 76 e 82, sŽrie 9.
Leia o texto da Atividade extra.
AULA 21
Leia o cap’tulo 32 do Livro-texto. Tenha cuidado
especial com os itens 45 e 48.
Fa•a os exerc’cios 90 e 92 a 94, sŽrie 9.
b) as péssimas condições de vida dos colonos ita-
lianos que vieram para as grandes fazendas de
café de São Paulo, após a adoção da imigração
subvencionada pelo governo provincial.
c) que o Brasil é um país que perdeu todo o seu
crédito, porque os cafeicultores do Oeste Novo
paulista não pagavam a seus colonos pelos ser-
viços prestados.
d) as péssimas condições de vida e de trabalho
dos estrangeiros que vieram trabalhar nas colô-
nias de São Paulo, em parceria com os proprie-
tários de terra, onde eram tratados com des-
respeito e viviam em crescente endividamento
com os fazendeiros que os contratavam.
e) que a vinda de imigrantes para o trabalho nas
lavouras do Brasil, em geral, e na cafeicultura
paulista, em particular, era inadequada por sua
inadaptação às condições climáticas e ao con-
vívio com os escravos.
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ALFA 5 História do Brasil – Setor 1601 195
Que confusão! Cada hora a coisa anda para um lado diferente...! Mas você ainda não viu nada. Na década
de 1820, várias pessoas importantes – inclusive José Bonifácio, o principal líder do movimento de Indepen-
dência – se manifestaram publicamente contra a escravidão; nas três décadas seguintes, não se falou mais
no assunto. Em 1871, para surpresa de muita gente, o governo apresentou o projeto da Lei do Ventre Livre.
Surpresa ainda maior: apesar da resistência dos escravocratas, a Câmara de Deputados e o Senado, então
controlados pelo Partido Conservador – que defendia a escravidão –, aprovaram o projeto. A maioria dos
parlamentares das províncias do Norte e do Nordeste, que muita gente considerava “atrasadas”, votou a favor
do projeto; os representantes das três províncias mais ricas e tidas como “modernas”, Rio de Janeiro, Minas
Gerais e São Paulo, votaram contra.
Dez anos mais tarde, quando a campanha abolicionista já avançava a mil por hora, os abolicionistas
consideravam a Lei do Ventre Livre ultrapassada e exigiam a abolição imediata, enquanto os escravocratas
passavam a defender a Lei do Ventre Livre (justamente porque ela não determinava a abolição imediata).
Todos esses desencontros e idas e vindas deixam claro duas coisas. Primeira: o processo que levou ao
término da escravidão não foi uma política planejada e depois cuidadosamente executada para acabar com a
escravidão de forma gradual. Segunda: o sistema escravista brasileiro era muito mais complexo do que parecia
à primeira vista.
Essa complexidade foi em grande parte responsável pela “confusão” e pelas idas e vindas que acabamos de
ver, na medida em que ela – a complexidade – ocasionava dois efeitos opostos. Por um lado, dava à escravidão
flexibilidade e, aos escravos, espaço de negociação inexistentes nas demais sociedades escravistas da América.
Por outro lado, isso contribuía para a manutenção do sistema escravista, pois flexibilidade e negociação faci-
litam a adaptação a novas situações econômicas e políticas e reduzem o risco de revoltas em grande escala.
Vamos examinar dois exemplos práticos dessa situação, dentro do período que nos interessa: o século XIX.
No Brasil, ser senhor de escravos não era privilégio de grandes fazendeiros. A escravidão era disseminada
por toda a sociedade. Era comum famílias pobres e mesmo libertos (ex-escravos) possuírem cativos. De modo
geral, esses senhores de baixa renda possuíam poucos escravos – muitas vezes, apenas um ou dois – que
executavam biscates e pequenos serviços, entregando a seus senhores parte do que ganhavam. Por um lado,
isso dava a esses escravos maior liberdade de locomoção e até a possibilidade de juntar algum dinheiro. Por
outro lado, dificultava o combate à escravidão, já que ela interessava não apenas à elite, mas a todas as classes
de homens livres.
Outro exemplo: no parágrafo anterior, nos referimos aos libertos. E como um escravo obtinha a liberdade
sem ser através da fuga? Por meio da alforria, que podia ser concedida pelo senhor ou comprada pelo escravo.
A alforria flexibilizava o sistema escravista, pois dava ao escravo a possibilidade legal de passar a ser livre. Ao
mesmo tempo, reforçava o sistema, pois dava ao senhor mais um instrumento de controle sobre os cativos: a
possibilidade de conceder ou não a alforria.
Essas características deram à escravidão brasileira grande capacidade de resistir a pressões e de se adaptar
a novas situações políticas e socioeconômicas. A resistência e a adaptação é que explicam todo aquele “vai e
vem” que descrevemos no início deste texto. Diante de uma pressão, o sistema escravista respondia com uma
mudança; a mudança provocava uma nova pressão, respondida com outra mudança e assim sucessivamente.
A resistência, comandada principalmente pelas elites das províncias cafeeiras – Rio de Janeiro, São Paulo
e Minas Gerais – funcionou satisfatoriamente até o início da década de 1870, quando então começou a se
enfraquecer, devido a fatores tanto de ordem externa comointerna.
O isolamento internacional da escravidão após a derrota dos sulistas na guerra civil norte-americana era agravado
pela posição da opinião pública dos principais países europeus, que consideravam a escravatura como algo indigno
de povos civilizados. Para a elite brasileira, que tentava parecer o mais europeizada possível, isso criava uma situação
extremamente constrangedora. Ficava cada vez mais difícil justificar a existência da escravidão.
No Brasil, o tráfico interno de escravos não conseguia mais atender à crescente necessidade de mão
de obra das regiões cafeeiras. Além disso, a transferência do Nordeste para o Sudeste de cerca de 400 mil
escravos, arrancados de suas comunidades e famílias, provocou um considerável aumento da resistência dos
cativos, com revoltas, fugas em massa e formação de quilombos.
O aumento do preço dos escravos fez com que eles se concentrassem nas grandes fazendas, levando ao progressivo
desaparecimento dos pequenos proprietários de escravos, o que contribuiu para a crescente deslegitimação da posse
de escravos.
Todos esses fatores esgotaram a capacidade do sistema escravista de responder às pressões que sofria. O maior
sintoma desse esgotamento foi o extraordinário fortalecimento da campanha abolicionista na década de 1880, que levou
à extinção da escravatura em 1888.
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196 História do Brasil Ð Setor 1601 ALFA 5
AULAs 22 e 23
A RepúbLicA OLigáRqUicA (1889-1930):
A cRise dA RepúbLicA (1889-1894); O dOmíniO
dAs OLigARqUiAs (1894-1909)
1 a crise da república (1889-1894)
Os republicanos se dividem
A proclamação da República foi resultado da
união de setores da classe dominante – princi-
palmente os cafeicultores – com elementos da
classe média civil e militar.
Tais grupos, porém, tinham interesses econômi-
cos e políticos diferentes ou mesmo opostos.
Por conta disso, esses grupos lutaram entre si,
disputando o controle político da República re-
cém-proclamada.
A disputa, que chegou até a luta armada, en-
cerrou-se com a vitória das oligarquias agrárias,
que reassumiram o controle do governo a partir
da presidência de Prudente de Morais.
O Governo provisório (1889-1891)
Derrubado o Império, formou-se um Governo
Provisório sob a chefia do marechal Deodoro da
Fonseca.
A principal tarefa desse governo foi a elabora-
ção da primeira Constituição republicana, que
ficou pronta em 1891.
Também nesse período, o ministro da Fazenda,
Rui Barbosa, fez uma política de apoio à indus-
trialização, a qual teve como consequência a
crise do Encilhamento.
a presidência de deodoro da Fonseca (1891)
Eleito pelo Congresso em março de 1891, Deo-
doro foi envolvido pelas lutas políticas da época,
sofrendo um rápido desgaste político.
Isolado no poder, Deodoro tentou um golpe de
Estado em novembro de 1891. A tentativa fra-
cassou e o marechal foi obrigado a renunciar.
a presidência de Floriano peixoto (1891-1894)
Floriano pôs em prática uma política econômi-
co-financeira inovadora, favorável aos interesses
dos grupos urbanos, particularmente a classe
média e a nascente burguesia industrial.
Os grupos nacionais e internacionais contrários
a essa política fizeram então uma forte oposição
ao governo.
Tal oposição iniciou-se na área política, passan-
do em seguida à luta armada, por meio da Revo-
lução Federalista e da Revolta da Armada.
Vitoriosos no campo militar, os grupos socioe-
conômicos que apoiavam Floriano foram, po-
rém, derrotados no campo político com a elei-
ção de Prudente de Morais, representante dos
cafeicultores paulistas, para a presidência da
República, em 1894.
2 O dOmíniO das OliGarquias
(1894-1909)
a presidência de prudente de morais (1894-1898)
Vamos iniciar agora, e continuar nas próximas
aulas, o estudo da etapa de domínio das oligar-
quias em que elas assumiram o controle tanto
do governo federal como dos governos estaduais
e exerceram o poder praticamente sem enfren-
tar oposição.
O primeiro governo dessa etapa foi o de Pruden-
te de Moraes, durante o qual foi abandonada a
política econômica reformista da época de Flo-
riano Peixoto, retornando-se à orientação volta-
da para os interesses agrários.
Ao mesmo tempo, Prudente de Morais tratou de
isolar política e militarmente os florianistas, que
representavam o setor mais radical da oposição.
Tal isolamento foi facilitado pela Guerra de Ca-
nudos, no sertão da Bahia.
Ocorrida entre 1896 e 1897, a guerra exigiu o
envio de quatro expedições militares, mobili-
zando quase todos os efetivos do Exército.
Embora Canudos tenha sido finalmente des-
truído, a demora das operações e o grande nú-
mero de baixas sofrido pelas tropas governa-
mentais mostraram o despreparo profissional
do Exército.
A ineficiência demonstrada pelo Exército per-
mitiu a Prudente de Morais e às oligarquias
afastarem os militares da política, dando assim
um golpe mortal nos florianistas.
Nos últimos meses do governo Prudente de
Morais, o Brasil foi atingido pela crise econô-
mica internacional de 1898, cujos efeitos foram
combatidos pelo presidente seguinte, Campos
Sales.
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ALFA 5 História do Brasil – Setor 1601 197
pOnTO de visTA
O advento da República não alteraria a posição do Brasil como país periférico [...] mas ensejaria reorientações
políticas e administrativas [...] do Estado, adequando-o à realidade das regiões economicamente mais dinâmicas do
país. Apesar de conflitos de natureza variada terem marcado a passagem de regime, a implantação da república resul-
taria em obra de conciliação entre vitoriosos e derrotados de 1889. Os antigos grupos dominantes acomodariam-se com
açodamento à situação emergente, preservando posições de mando e exercendo, em muitos casos, papéis de direção na
passagem ao novo regime.
A ascensão da fração republicana das classes dominantes ao poder não modificaria substancialmente, também, a
situação dos libertos, o que, aliás, indica um ponto de identidade ideológica entre velhos e novos dirigentes. A República,
seguindo, de resto, a orientação fixada pelo partido paulista quando da sua fundação, apenas descentralizou o eixo do
problema, de acordo com a perspectiva federalista. Os primeiros governos estaduais, preocupados com a mobilidade
“exagerada” da mão de obra e com o ócio, adotaram medidas para impedir o deslocamento espacial dos trabalhadores e
reprimir a “vadiagem”, constrangendo os desocupados ao trabalho. Os libertos sofreriam, ainda, outras manifestações dos
limites da democracia republicana brasileira. Foram, por exemplo, alijados do exercício da cidadania pela Constituição
de 1891, que negou o direito de voto aos analfabetos, contingente no qual os ex-escravos se destacavam quantitativamente.
Já os interesses regionais das classes dominantes contariam sempre com o cuidado da República. O federalismo
impresso na Constituição de 1891 institucionalizaria suas conquistas como prerrogativas estaduais. Entre as franquias
então conquistadas pelos grupos dominantes nos estados, merecem registro especial as faculdades de elaborar constitui-
ções próprias, de administrar terras devolutas do patrimônio da União, de organizar forças militares sob o seu comando
e de contrair empréstimos no exterior [...].
LEMOS, Renato. A alternativa republicana e o fim da Monarquia. In: KEILA, G.; SALLES, R. O Brasil Imperial, v. 3,
Rio de Janeiro: Civiliza•‹o Brasileira, 2009.
exeRcíciO
(Vunesp) Com a proclamação da República no
Brasil, as antigas províncias receberam a deno-
minação de estados. A mudança de província,
no Império, para estado, na primeira República,
não foi somente uma questão de nomenclatura,
considerando que:
a) os presidentes de províncias indicavam o pri-
meiro ministro no parlamentarismo brasileiro
e os estados eram administrados por inter-
ventores nomeados pelo presidente.
b) os governantes das províncias eram membros
dasfamílias tradicionais da sociedade local
e os presidentes dos estados atendiam aos
interesses gerais da nação.
c) os presidentes das províncias exerciam um
mandato de quatro anos, enquanto na presi-
dência dos estados havia grande rotativida-
de política provocada por lutas partidárias.
d) as províncias substituíam o poder central
na manutenção da integridade territorial do
país, enquanto os estados delegavam essa
função ao presidente da República.
e) os presidentes das províncias eram indicados
pelo poder central, enquanto os presidentes
[governadores] dos estados eram eleitos pe-
las situações políticas e sociais regionais.
ORienTAçãO de esTUdO
AULA 22
Leia o item 1 do resumo das aulas.
Faça os exercícios 2, 5, 8, 12 e 13, série 10.
AULA 23
Leia o item 2 do resumo das aulas.
Faça os exercícios 24, 27, 29, 31, série 10.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade I
Tarefa mínima
Tarefa complementar
AULA 22
Leia o item 1 da parte 3 e o item 2 da Unidade X.
Leia os capítulos 33 a 35 do Livro-texto. Tenha
cuidado especial com os itens 4 a 6 e 16.
Faça os exercícios 15 a 17, 20 e 22, série 10.
AULA 23
Leia o item 1 da Unidade XI.
Leia o capítulo 36 do Livro-texto. Tenha cuidado
especial com os itens 3, 4 e 10.
Faça os exercícios 32 a 34, 36 e 37, série 10.
Leia o texto da Atividade extra.
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198 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 5
Antônio Conselheiro foi considerado um Messias por seus seguidores? Foi um líder de um movimento
messiânico, isto é, desta crença milenarista na qual o líder carismático revela aos homens o caminho da
salvação, organiza os fiéis em uma comunidade de eleitos e começa a instituir uma sociedade perfeita se-
gundo a mensagem de Deus? Todos os relatos da época de peregrino, as notícias de jornais e os documentos
oficiais não fazem referência à liderança messiânica de Antônio Conselheiro. No período da existência de
Belo Monte também não havia nenhuma informação que permitisse responder afirmativamente à pergunta.
Um dado importante é que o relatório do frei Monte Marciano, que ficou uma semana no arraial e teria o
maior interesse em denegrir o líder de Canudos, não fez qualquer comentário sobre uma suposta liderança
messiânica do Conselheiro. Os militares participantes da quarta expedição também ficaram intrigados com
a tenacidade da resistência dos conselheiristas e buscaram associar a algum fenômeno de fanatismo religio-
so. Euclides da Cunha, em uma reportagem de 19 de agosto de 1897, entrevistou um garoto conselheirista,
levado a Salvador como prisioneiro. Chamava-se Agostinho e tinha 14 anos. Depois de descrever todas as
principais figuras do arraial, a organização econômica e outros detalhes, deixou intrigado seus interlocutores.
Escreve Euclides:
‘Terminamos o longo interrogatório inquirindo acerca dos milagres do Conselheiro. Não os conhece,
não os viu nunca, nunca ouviu dizer que ele fazia milagres. E ao replicar um dos circunstantes que aquele
declarava que o jagunço morto em combate ressuscitaria — negou ainda. – Mas o que promete afinal
ele aos que morrem? A resposta foi absolutamente inesperada: – Salvar a alma’ (CUNHA, 1967, p. 80).
No final da reportagem escreveu que as “revelações feitas diante de muitas testemunhas têm para mim
um valor inestimável; não mentem, não sofismam e não iludem, naquela idade, as almas ingênuas dos rudes
filhos do sertão”.
VILLA, Marco A. Canudos, o povo da terra. São Paulo: Ática, 1995.
ATividAde exTRA
AnOTAçÕes
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ALFA 5 História do Brasil – Setor 1601 199
AULAs 24 e 25 A RepúbLicA OLigáRqUicA (1889-1930): O dOmíniO dAs OLigARqUiAs (1894-1909)
a presidência de campOs sales (1898-1902)
a política econômico-financeira
A primeira preocupação do novo presidente foi enfrentar os efeitos da crise econômica de 1898. Julgando
que as causas da crise fossem os déficits do governo, a inflação e a desvalorização da nossa moeda em
relação à libra inglesa, o presidente e seu ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, realizaram uma rígida
política de equilíbrio monetário e fiscal.
Os principais elementos dessa política foram:
1o – suspensão temporária do pagamento da dívida externa (funding-loan);
2o – eliminação da inflação;
3o – eliminação dos déficits orçamentários do governo;
4o – valorização da moeda (mil-réis).
Tal política estabilizou as finanças do governo, mas agravou a situação econômica, particularmente a da indús-
tria e a do comércio, e piorou as condições de vida da classe média e do operariado urbano.
mecanismos políticos do domínio oligárquico
Quando Campos Sales assumiu a presidência, as disputas políticas nos estados eram violentas, com as
várias facções oligárquicas lutando ferozmente pelo poder.
Essas disputas estaduais refletiam-se no Congresso Nacional, onde alianças eram feitas e desfeitas da
noite para o dia, impedindo que o presidente da República tivesse uma base de apoio parlamentar estável.
Para resolver esse problema, Campos Sales estabeleceu dois mecanismos políticos que funcionaram até o fim
da República Oligárquica em 1930:
– a política dos governadores;
– a política do “café com leite”.
A política dos governadores acomodou os interesses do governo federal com os das oligarquias estaduais.
A política do “café com leite” permitiu que o governo federal fosse controlado pelas duas oligarquias mais
poderosas: a de São Paulo e a de Minas Gerais.
Ficava assim estabelecido o controle oligárquico nos três níveis de poder:
– os municípios eram controlados pelos “coronéis”, por meio dos “currais eleitorais” e do voto de cabresto:
os “coronéis” davam sustentação política aos governos estaduais;
– em cada estado, a oligarquia mais influente controlava o governo estadual e dava sustentação política
ao presidente da República;
– o governo federal era controlado pelas duas oligarquias mais poderosas do país: a paulista e a mineira.
pOnTO de visTA
O grande benefici‡rio [da pol’tica econ™mica de Campos Sales] foi sem dœvida a finan•a internacional. Re-
presentada neste caso pelo London & River Plate Bank, intermedi‡rio do acordo com os credores, ganhar‡ novas
posi•›es no Brasil e junto a seu governo. Os seus representantes assumir‹o o direito de velarem diretamente pelo
cumprimento do acordo feito, e fiscalizar‹o oficialmente a execu•‹o das medidas destinadas a restaurar as finan•as
do pa’s. Entrela•am-se assim intimamente seus interesses e suas atividades com a vida econ™mica brasileira. E esta
n‹o lhes poder‡ mais t‹o cedo fugir. Consolidara-se uma situa•‹o de depend•ncia que se vinha formando havia
muito, mas que somente agora encontrar‡ seu equil’brio definitivo. O Brasil se torna um largo e seguro campo para
a invers‹o de capitais, estes encontrar‹o melhor acolhida, e abrir-se-‹o para eles as mais vantajosas aplica•›es.
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200 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 5
Onde quer que se apresente uma perspectiva favorável, no setor financeiro como no econômico, lá estarão eles como
primeiros candidatos à oportunidade, e procurando tirar do país toda a margem de proveitos que ele era capaz de
proporcionar. E com a posição dominante que ocupavam, sua segurança era absoluta.
Efetivamente, o capital estrangeiro começará a afluir para o Brasil em proporções consideráveis. E isto
permitirá não somente restabelecer o equilíbrio das contas externas do país, tão gravemente atingidas na
crise dos anos anteriores, mas restabelecê-lo em nível muito alto, tornando possível um largo aparelhamento
material e uma sensível ascensão do padrão de vida nacional. Instalar-se-ão grandes e modernos portos, a
rede ferroviária crescerá rapidamente, inauguram-se as primeiras usinas de produção de energia elétrica (de
tão grande importância num país pobre de carvão mineral), remodelam-se com grandes obras as principaiscidades (em particular o Rio de Janeiro, que muda inteiramente de aspecto). E tudo mais acompanhará este
ritmo de crescimento.
Para isto contribuirá também o forte incremento das exportações [...].
São estes dois fatores – a situação folgada do comércio internacional e o reforçamento das inversões de capital
estrangeiro – que permitirão ao Brasil equilibrar sua vida financeira e consolidar sua posição econômica. Este
será o traço característico do período, brilhante para a nossa história econômica, que se abre com o século atual
[século XX]. Mas todo este progresso não representará um efetivo e real passo para diante. Ele se fará dentro dos
quadros tradicionais da economia brasileira; não se terá modificado, mas apenas ajustado a um novo ritmo de
crescimento, a estrutura fundamental do país. Continuará ele essencialmente produtor de uns poucos gêneros de
grande expressão no comércio internacional; e esta produção repousará em última instância na mesma organização
herdada do passado: a grande propriedade e exploração fundiária.
PRADO JR., Caio. História econômica do Brasil. 18. ed. São Paulo: Brasiliense, 1979.
exeRcíciO
Quando Campos Sales assumiu a presid•ncia da Repœblica, em 1898, tanto a economia do Pa’s como as
finan•as do governo atravessavam per’odo de sŽrias dificuldades. Sobre esse per’odo, NÌO podemos
dizer que:
a) o mil-rŽis estava fortemente desvalorizado em rela•‹o ˆ libra esterlina.
b) o pre•o do cafŽ ca’a continuamente no mercado internacional.
c) o governo federal n‹o tinha mais os recursos necess‡rios para o pagamento dos juros e das presta•›es
da d’vida externa.
d) o or•amento do governo era desequilibrado, com as despesas superando largamente as receitas.
e) a cafeicultura, base da economia do pa’s, estava em crise, devido ao decl’nio da produ•‹o.
ORienTAçãO de esTUdO
AULA 24
Leia o subitem ÒA política econ™mico-financeiraÓ
do resumo das aulas.
Faça os exercícios 41 a 43, série 10.
AULA 25
Leia o subitem ÒMecanismos políticos do domínio
oligárquicoÓ do resumo das aulas.
Faça os exercícios 44 a 47, série 10.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade I
Tarefa mínima Tarefa complementar
AULA 24
Leia os itens 11 a 16, cap. 37 do Livro-texto.
Verifique se ficaram claros para voc• os ele-
mentos econ™micos e financeiros envolvidos no
assunto desta aula.
Faça os exercícios 48 a 50, série 10.
AULA 25
Leia os itens 17 a 22, cap. 37 do Livro-texto. Tenha
cuidado especial com os itens 17 e 20.
Faça os exercícios 51, 52 e 54 a 56, série 10.
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História
Geral
HistÓriA
setor 1602
Prof.: ___________________________________
aula 39 .............AD h .............tM h .............tC h .............202
aula 40 .............AD h .............tM h .............tC h .............202
aula 41 .............AD h .............tM h .............tC h .............205
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202 História Geral – Setor 1602 ALFA 5
AULAs 39 e 40 PrimeirA GUerrA mUndiAL
1 Causas
Disputas imperialistas.
Revanchismo francês.
Sistema europeu de alianças:
- Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria, Itália);
- Tríplice Entente (França, Rússia, Inglaterra).
Questão balcânica.
Paz Armada.
Causa imediata: o atentado de Sarajevo.
2 Desenvolvimento
A guerra de trincheiras.
A decisão:
- 1917: Rússia sai da guerra/ Estados Unidos entram na guerra;
- 1918: 14 Pontos do presidente Wilson/ Armistício.
3 a ConferênCia De Paris (1919)
Tratado de Versalhes.
Revanchismo alemão.
A Liga das Nações.
Ponto de vistA
Testemunho de soldado no front
Agarramos os membros superiores e inferiores
que apareciam em meio aos escombros e puxamos os
cadáveres para fora. Um deles teve a cabeça arranca-
da, e o pescoço assentava no tronco como uma gran-
de esponja sangrenta. Do coto do braço do segundo,
sobressaía um osso estilhaçado e o uniforme estava
embebido no sangue de uma grande ferida no peito.
As vísceras brotavam do ventre aberto do terceiro.
Quando puxamos para fora, uma tábua estilhaçada
se cravou com um ruído horroroso na ferida terrível,
opondo resistência.
JÜNGER, Ernest. Tempestades de aço. São Paulo:
Cosac Naify, 2013. p. 164.
Autorretrato como soldado, Ernest Ludwig Kirchner,
1915. O artista foi ferido no front, todavia não perdeu a
mão, como aparece na tela: sua amputação representa
a perda da mão que pinta, a impossibilidade de
produção artística após a experiência da guerra.
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ALFA 5 História Geral – Setor 1602 203
OCEANO
ATLÂNTICO
Mar Negro
Mar Mediterrâneo
PORTUGAL
FRANÇA
REINO
UNIDO
PAÍSES
BAIXOS IMPÉRIO
ALEMÃOBÉLGICA
ITÁLIA
ROMÊNIA
BULGÁRIA
GRÉCIA
ALBÂNIA IMPÉRIO
TURCO-OTOMANO
BÓSNIA
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IMPÉRIO
AUSTRO-HÚNGARO
IMPÉRIO RUSSO
NORUEGA
SUÉCIA
DINAMARCA
SUÍÇA
ESPANHA
Tríplice Aliança
Tríplice Entente
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0
OCEANO
ATLåNTICO
Mar Negro
Mar
do Norte
Mar Mediterr‰neo
PORTUGAL
FRAN‚A
REINO
UNIDO
IRLANDA
PAêSES
BAIXOS
ALEMANHABƒLGICA
LUXEMBURGO
çUSTRIA
ITçLIA
POLïNIA
LITUåNIA
LETïNIA
ESTïNIA
ROMæNIA
BULGçRIA
GRƒCIA
ALBåNIA
TURQUIA
IUGOSLçVIA
HUNGRIA
TCHECOSLOVçQUIA
UNIÌO DAS
REPòBLICAS
SOCIALISTAS
SOVIƒTICAS
NORUEGA
SUƒCIA
FINLåNDIA
DINAMARCA
SUê‚A
ESPANHA
Novos pa’ses
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419
km
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A europa às vésperas da Primeira Guerra mundial
A europa após a Primeira Guerra mundial
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204 História Geral – Setor 1602 ALFA 5
exercícios
1 (FGV-SP) O contexto europeu do fim do século XIX e início do XX relaciona-se à eclosão da Primeira Guerra
Mundial porque:
a) a Primeira Revolução Industrial desencadeou uma disputa, entre os países europeus, por fontes de carvão
e ferro e por consumidores dos excedentes europeus.
b) a unificação da Itália rompeu o equilíbrio europeu, pois fez emergir uma nova potência industrial, rival da
Grã-Bretanha e do Império Austríaco.
c) o revanchismo alemão, devido à derrota na Guerra Franco-Prussiana, fez a Alemanha desenvolver uma
política militarista e expansionista.
d) a difusão do socialismo, principalmente nos Bálcãs, acirrou os movimentos emancipacionistas na área,
então sob domínio do Império Turco.
e) a corrida imperialista, com o estabelecimento de colônias e áreas de influência na África e na Ásia, au-
mentou as rivalidades entre os países europeus.
2 (FGV-SP) O Tratado de Versalhes, que determinou o final da Primeira Guerra Mundial, pode ser analisado da
seguinte forma:
a) como um tratado justo, pois, de acordo com seus termos, estabeleceu-se uma nova divisão da Europa, na
qual se reconheceu o direito à autodeterminação dos povos balcânicos e das minorias étnicas e culturais
da Espanha, Itália e Alemanha, reconhecendo ainda como legítimo o governo dos Sovietes instaurado na
Rússia pela Revolução de 1917.
b) foi um tratado cuja inspiração se deveu aos chamados 14 Pontos propostos pelo presidente norte-ameri-
cano Wilson, e que estabelecia uma “paz sem vencedores”.
c) ao permitir que a Alemanha mantivesse intactos seus exércitos e sua indústria bélica, bem como que a
Alsácia-Lorena, região riquíssima em ferro e carvão, permanecesse em mãos alemãs, já continha o germe
da Segunda Guerra Mundial.
d) foi um tratado inócuo, do ponto de vista do rearranjo das forças em jogo nas relações internacionais, uma
vez que não extinguiu os três grandes impérios que dominaram a cena política europeia durante o século
XIX: o ImpérioAlemão, o Império Austro-húngaro e o Império Russo.
e) revela um enorme espírito de revanche da França, além de humilhar os alemães e reduzir sua economia e
capacidade produtiva ao mínimo. Seus termos podem ser considerados como o “caldo de cultura” ideal
para o futuro desenvolvimento e propagação da ideologia nazista.
orientAção de estUdo
AULA 39
Faça os exercícios 1 a 3, série 16.
AULA 40
Faça os exercícios 10, 12 e 15, série 16.
Livro 4
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 39
leia os itens 1 a 5, cap. 23 do livro-texto.
Faça os exercícios 4, 6 e 13, série 16.
AULA 40
leia os itens 6 a 8, cap. 23 do livro-texto.
Faça os exercícios 7 a 9, série 16.
AnotAçÕes
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ALFA 5 História Geral – Setor 1602 205
1 anteCeDentes
A Rœssia prŽ-revolucion‡ria: o regime czarista.
A Primeira Guerra Mundial: derrotas/ crise econ™mica/ tens‹o social.
Revolu•‹o de Fevereiro (1917).
2 revolução De outubro (1917)
Ascens‹o dos bolcheviques.
3 Construção Do soCialismo
L•nin (1917-1924):
- Guerra civil;
- NEP;
- Sucess‹o: Trotsky 3 St‡lin.
St‡lin (1924-1953):
- Socializa•‹o total/ planifica•‹o econ™mica;
- Ditadura pol’tica.
AULA 41 revoLUção rUssA
Ponto de vistA
John Reed (1887-1920), um jornalista norte-americano, escreveu Os dez dias que abalaram o mundo, uma
das reportagens mais famosas da hist—ria. O livro narra os acontecimentos da Revolu•‹o Bolchevique. Leia
a seguir trecho do livro que aborda o tema da vida cotidiana em meio ˆ revolu•‹o:
Como sempre acontece em casos semelhantes, a vida
convencional e fútil da cidade seguia seu curso, ignorando a
revolução tanto quanto possível. Os poetas faziam versos, mas
não sobre a revolução. Os pintores realistas pintavam cenas
históricas da Rússia medieval, mas não reproduziam um só as-
pecto da revolução. As mocinhas das províncias continuavam
chegando à capital para aprender francês e estudar canto [...].
Mulheres da pequena burguesia saíam todas as tardes para o
passeio ou o chá, levando consigo o minúsculo açucareiro de
ouro ou prata e um pãozinho escondido [...], repetindo nas
conversas fúteis que faziam votos pela volta do Czar [...]. A
filha de um amigo meu chegou um dia à minha casa sufocada
com a indignação porque uma mulher, condutora de bonde,
a havia chamado de “camarada”.
REED, John. Os dez dias que abalaram o mundo. S‹o Paulo:
Edi•›es Sociais, 1978. p. 45.
Cartaz russo posterior ˆ Žpoca da revoluç‹o de 1917. A legenda diz:
ÒCamarada Lenin limpa a terra do malÓ. Em 1902, Vladimir Ilich Ulianov,
Lenin (1870-1924), publicou a obra Que fazer?. O autor afirmava que o
proletariado jamais chegaria ao socialismo por si s—. Era preciso gui‡-
-los do alto, por uma vanguarda revolucion‡ria, ou seja, intelectuais de
esquerda que conduziriam os trabalhadores ˆ revoluç‹o.
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206 História Geral – Setor 1602 ALFA 5
exercício
(PUC-SP) Leia o trecho a seguir:
O povo estava farto da guerra e havia perdido toda a confian•a no czar. [...] O pr—prio czar fora para o quartel general para
proteger-se; e quando tentou voltar para Petrogrado os trabalhadores ferrovi‡rios detiveram seu trem. Todo o mecanismo
da Monarquia havia parado; o czar [...] havia tentado dissolver a Quarta Duma, tal como fizera com as anteriores, mas desta
vez os parlamentares se recusaram a se dispersar, e formaram um comit• provis—rio, que nomeou o governo provis—rio.
WILSON, Edmund. Rumo ˆ Esta•‹o Finl‰ndia. S‹o Paulo: Companhia das Letras, 1987.
Sobre as circunst‰ncias em que se desenvolveram os fatos descritos acima, Ž correto afirmar que:
a) a derrubada da Monarquia, em mar•o de 1917, na Rœssia, foi conduzida pelos bolcheviques Ñ parlamen-
tares que controlaram o poder na Duma, durante todo o Governo Provis—rio.
b) a precipita•‹o do processo revolucion‡rio russo foi produzida pela manuten•‹o desse pa’s na Primeira
Guerra Mundial, o que resultou em quatro milh›es de baixas, aproximadamente.
c) os sovietes Ñ comit•s locais de trabalhadores Ñ funcionaram, desde sua cria•‹o em 1906, sob lideran•a
dos bolcheviques, que buscavam espa•o de atua•‹o no governo czarista.
d) as movimenta•›es sociais que resultaram na queda da Monarquia russa, em 1905, tornaram-se conhecidas
como ÒEnsaio GeralÓ, j‡ que funcionaram como antec‰mara da revolu•‹o socialista.
e) o deputado Kerensky representou, no governo provis—rio, em 1917, as posi•›es mencheviques que, com
a palavra de ordem Òtodo poder aos sovietesÓ, reivindicavam maior participa•‹o popular.
orientAção de estUdo
Faça os exercícios 18, 22 e 26, série 16.
Livro 4
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
leia os itens 1 a 7, cap. 24 do livro-texto.
Faça os exercícios 21, 27, 28 e 33, série 16.
AnotAçÕes
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ALFA 5 Geografia do Brasil – Setor 1701 207
gEogrAfiA
setor 1701
Prof.: ___________________________________
aula 39 .............AD h .............TM h .............TC h .............208
aula 40 .............AD h .............TM h .............TC h .............208
aula 41 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 213
aula 42 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 213
aula 43 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 217
aula 44 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 217
geografia
do brasil
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208 Geografia do Brasil – Setor 1701 ALFA 5
AuLAs 39 e 40 o brAsiL rurAL
1 estrutura fundiária do Brasil
Estabelecimentos rurais
(em%)
3%
13%
31% 53%
Tamanho das propriedades
Menos de 10 ha
10 a menos de 100 ha
100 a menos de 1000 ha
1000 ha e mais
34%
20%
43%
3%
Área ocupada
(em%)
Estrutura fundiária brasileira
FONTE: Censo Agropecuário do IBGE. Dados de 2006, publicados em 2009.
utilização da terra 3 ocupação da mão de obra no brasil
Utilização da terra (milhões de hectares)
1985 1995-1996 2006
Lavouras permanentes 9,903 7,542 11,612
Lavouras temporárias 42,244 34,253 48,234
Pastagens naturais 105,094 78,048 57,316
Pastagens plantadas 74,094 99,652 101,437
Matas naturais 83,017 88,898 93,982
Matas plantadas 5,967 5,396 4,497
Pessoal ocupado
(milhões de pessoas)
Tratores no campo
(unidades)
Rebanho bovino
(milhões de cabeças)
1985 23,395 665,280 128,042
1995 17,931 803,742 153,058
2006 16,568 820,673 171,613
FONTE: IBGE.
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ALFA 5 Geografia do Brasil – Setor 1701 209
Participação da agricultura familiar
(4 367 902 de
estabelecimentos)
(807 587 de
estabelecimentos)
Agricultura
familiar
Agricultura
familiar
Agricultura
não familiar
Agricultura
não familiar
84,4%
38%
62%
15,6%
R$ 89 bilh›es
R$ 54 bilh›es
Valor bruto da produç‹o
Total de estabelecimentos
24,3%
75,7%
Área total
FONTE: Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Agricultura familiar e produção de alimentos (em %)
FONTE: Ministério do Desenvolvimento Agrário.
M
P
A
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210 Geografia do Brasil – Setor 1701 ALFA 5
2 Conflitos do Brasil rural
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Equador
Trópico d
e Capricór
nio
N
446
km
0
Ameaças de morte
1
5
25
52
87
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico d
e Capric—r
nio
Assassinatos
1
4
10
20
34 N
446
km
0
Viol•ncia contra camponeses e
trabalhadores rurais (1986-2006)
FONTE: Atlas da questão agrária brasileira. Disponível em: <http://fct.unesp.br/nera/atlas/
agropecuaria.htm#agropecuaria>. Acesso em: 20 nov. 2009.
207a222_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA5_ROSA.indd 210 5/30/14 9:47AM
ALFA 5 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 211
ExErcícios
1 (Fuvest-SP) Os gráficos revelam:
Estrutura fundiária brasileira
Estabelecimentos rurais
(em %)
Área ocupada
(em %)
1,6%
13,2%
53,6%
31,6%
1,8%
43,8%
36,2%
18,2%
Tamanho das propriedades
Menos de 10 ha
10 a menos de 100 ha
100 a menos de 1000 ha
1000 ha e mais
FONTE: Incra, 2003.
a) pequena quantidade de propriedades com até
100 ha, ocupando a maior parcela da área, o
que significa uma distribuição desigual da terra.
b) grande quantidade de propriedades com mais
de 1000 ha, correspondendo à maior parcela
da área ocupada, o que significa uma distribui-
ção equitativa da terra.
c) grande quantidade de propriedades com até
100 ha, correspondendo às menores parcelas
da área ocupada, o que significa uma distribui-
ção desigual da terra.
d) pequena quantidade de propriedades de 100 a
1000 ha, ocupando a maior parcela da área, o
que significa uma distribuição equitativa da terra.
e) pequena quantidade de propriedades com
mais de 1000 ha, correspondendo à menor
parcela da área ocupada, o que significa uma
distribuição desigual da terra.
2 (Ibmec-RJ) Com relação à modernização da agri-
cultura, a partir do desenvolvimento do capitalismo
que determinou uma nova ordenação territorial do
campo brasileiro, é correto afirmar que:
a) ao longo das transformações que implicaram
modernização tecnológica das atividades agro-
pecuárias, no Brasil, as condições de trabalho
no meio rural se deterioraram apesar da melhor
distribuição de terra.
b) desde o fim da década de 1960, a ocupação
das fronteiras e a modernização do campo no
Brasil, com base nas grandes unidades produ-
toras, acabaram mantendo os trabalhadores no
interior das propriedades.
c) apesar da dificuldade de competir numa pro-
dução altamente tecnicizada, o padrão de
modernização do campo, no Brasil, fez que
muitos pequenos produtores mantivessem
suas terras, eliminando suas dívidas com base
na mecanização.
d) a questão agrária no Brasil não se associa ao
debate sobre a soberania alimentar, pois a
modernização do campo se deu com a pre-
servação de determinados produtos e hábitos
alimentares dos grupos sociais envolvidos no
processo.
e) o problema da reforma agrária continua como
um impasse da política brasileira e, com a mo-
dernização do campo, se intensifica aumentan-
do a exclusão social, gerada pelo desemprego
estrutural.
3 (Fuvest-SP) Considere as anamorfoses:
Produção agrícola i Produção agrícola ii
FONTE: SIMIELLI, M. E. Geoatlas, 2013.
As condições da produção agrícola, no Brasil, são
bastante heterogêneas, porém alguns aspectos
estão presentes em todas as regiões do país.
Nas anamorfoses acima, estão representadas for-
mas de produção agrícola das diferentes regiões
administrativas. Assinale a alternativa que contém,
respectivamente, a produção agrícola representa-
da em I e em II.
a) De subsistência e patronal.
b) Familiar e itinerante.
c) Patronal e familiar.
d) Familiar e de subsistência.
e) Itinerante e patronal.
4 (Unifesp) Segundo dados da Comissão Pastoral
da Terra de 2005, os estados com mais mortes
por conflitos no campo no Brasil foram Pará, Mato
Grosso, Bahia e Pernambuco.
a) Aponte fatores históricos que expliquem por
que persistem conflitos pela terra no Brasil em
pleno século XXI.
207a222_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA5_ROSA.indd 211 5/30/14 9:47 AM
212 Geografia do Brasil – Setor 1701 ALFA 5
b) Aponte e explique as raz›es das mortes na luta por terras no Par‡ e no Paran‡.
oriEntAção dE Estudo
AuLA 39
Leia os itens 1 a 3, cap. 18 do Livro-texto.
AuLA 40
Leia os itens 4 e 5, cap. 18 do Livro-texto.
Livro 1 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
AuLA 39
Faça os exercícios 1 a 5, série 12.
AuLA 40
Faça os exercícios 6 a 10, série 12.
AnotAçÕEs
207a222_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA5_ROSA.indd 212 5/30/14 9:47 AM
ALFA 5 Geografia do Brasil – Setor 1701 213
1 o agronegóCio Brasileiro
o agronegócio na economia brasileira (2013)
% PIB Ð Demais
atividades
Demais
empregos
Empregos
ligados ao
agroneg—cio
22%
78%
71,1% 63,0%
28,9% 37,0%
% PIB Ð Agroneg—cio
Pecu‡ria
Agricultura
cadeia do agronegócio nacional
Insumos e bens
de produção
11%
Produção
agropecuária
26%
Distribuição
e consumo
32%
Processamento
e transformação
31%
FONTE: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). FONTE: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
destaques do agronegócio nacional
Produção Exportação Comércio mundial
CafŽ 1o 1o 27%
Suco de laranja 1o 1o 85%
Carne bovina 2o 1o 23%
A•œcar 1o 1o 47%
Complexo de soja 2o 2o 32%
Carne de frango 3o 1o 42%
Milho 4o 2o 12%
Algod‹o 5o 4o 9%
FONTE: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) – PSD Online.
2 distriBuição espaCial das prinCipais produções agropeCuárias do país
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Equador
Trópico d
e Capricórni
o
N
593
km
0
Regiões produtoras de cafŽ
(em toneladas)
de 15 001 a 36 936
de 1 001 a 15 000
de 1 a 1 000
café
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OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Equador
Trópico d
e Capricórni
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N
593
km
0
Regiões produtoras de cana-
-de-açúcar (em toneladas)
de 4 500 001 a 7 635 267
de 2 000 001 a 4 500 000
de 2 a 2 000 000
cana-de-açúcar
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AuLAs 41 e 42 A Produção AgrícoLA brAsiLEirA
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214 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 5
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico d
e Capric—rni
o
N
593
km
0
Distribui•‹o do rebanho bovino
(em cabe•as)
de 1 600 001 a 2 672 678
de 180 001 a 1 600 000
de 104 a 180 000
rebanho bovino
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Equador
Trópico d
e Capricórni
o
N
593
km
0
Regi›es produtoras de soja
(em toneladas)
de 970 001 a 1 769 974
de 460 001 a 970 000
de 1 a 460 000
soja
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FONTE: Agra FNP, Conab, Icone e
Ministério da Agricultura.
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ALFA 5 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 215
ExErcícios
1 (Enem)
No estado de S‹o Paulo, a mecaniza•‹o da colheita da cana-de-a•œcar tem sido induzida tambŽm pela legisla•‹o
ambiental, que pro’be a realiza•‹o de queimadas em ‡reas pr—ximas aos centros urbanos. Na regi‹o de Ribeir‹o Preto,
principal polo sucroalcooleiro do pa’s, a mecaniza•‹o da colheita j‡ Ž realizada em 516 mil dos 1,3 milh‹o de hectares
cultivados com cana-de-a•œcar.
BALSADI, O. et al. Transforma•›es tecnol—gicas e a for•a de trabalho na agricultura brasileira no per’odo de 1990-2000.
Revista de Economia Agrícola. v. 49 (1), 2002.
O texto aborda duas quest›es, uma ambiental e outra socioecon™mica, que integram o processo de moderni-
za•‹o da produ•‹o canavieira. Em torno da associa•‹o entre elas, uma mudan•a decorrente desse processo Ž a:
a) perda de nutrientes do solo devido ˆ utiliza•‹o constante de m‡quinas.
b) efici•ncia e racionalidade no plantio com maior produtividade na colheita.
c) amplia•‹o da oferta de empregos nesse tipo de ambiente produtivo.
d) menor compacta•‹o do solo pelo uso de maquin‡rio agr’cola de porte.
e) polui•‹o do ar pelo consumo de combust’veis f—sseis pelas m‡quinas.
2 (Fuvest-SP)
Pessoal ocupado nos estabelecimentos agropecuários(2006)
Localidade Total de pessoal ocupado M‹o de obra familiar Empregados contratados
Brasil 16367633
12810591
(78,3%)
3557042
(21,7%)
Estado de
S‹o Paulo
828492
416111
(50,2%)
412381
(49,8%)
Estado do
Rio Grande do Sul
1219511
1071709
(87,9%)
147802
(12,1%)
FONTE: IBGE, Censo Agropecuário 2006. Adaptado.
Com base na tabela e em seus conhecimentos:
a) analise a presen•a de m‹o de obra familiar nos estados de S‹o Paulo e do Rio Grande do Sul, relacionando-a
com as atividades agropecu‡rias predominantes em cada um deles.
b) tendo em vista o fato de que a m‹o de obra familiar Ž majorit‡ria no Brasil, analise os dados de pessoal
ocupado nos estabelecimentos rurais no estado de S‹o Paulo, considerando as transforma•›es agr‡rias
ocorridas, nesse estado, a partir dos anos 1950.
207a222_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA5_ROSA.indd 215 5/30/14 9:47 AM
216 Geografia do Brasil – Setor 1701 ALFA 5
3 (FGV-SP) Analise o gr‡fico.
Área e produção de cereais, leguminosas e oleaginosas (1980 a 2011)
0
20 000 000
40 000 000
19
80
19
81
19
82
19
83
19
84
19
85
19
86
19
87
19
88
19
89
19
90
19
91
19
92
19
93
19
94
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95
19
96
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97
19
98
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20
0
0
20
01
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02
20
03
20
04
20
05
20
06
20
07
20
08
20
09
20
10
20
11
60 000 000
80 000 000
100 000 000
120 000 000
140 000 000
160 000 000
Produ•‹o (t)
çrea (ha)
%
%
A partir da leitura do gr‡fico e dos conhecimentos sobre a din‰mica territorial da agricultura brasileira, Ž
correto afirmar que, no per’odo analisado:
a) a produtividade agr’cola do pa’s apresentou crescimento significativo.
b) a maior parte da ‡rea cultivada no pa’s destinou-se ˆ produ•‹o de cereais.
c) o fraco aumento da ‡rea cultivada indicou o esgotamento da fronteira agr’cola.
d) a instabilidade da produ•‹o esteve relacionada aos problemas clim‡ticos.
e) a regi‹o Sudeste Ž a que apresenta maior ‡rea e produ•‹o agr’cola do pa’s.
4 (Vunesp) Leia o texto.
A cada sopro de moderniza•‹o das for•as produtivas agr’colas e agroindustriais, as cidades das ‡reas adjacentes
se tornam respons‡veis pelas demandas crescentes de uma sŽrie de novos produtos e servi•os, dos h’bridos ˆ m‹o de
obra especializada, o que faz crescer a urbaniza•‹o, o tamanho e o nœmero das cidades. As casas de comŽrcio de imple-
mentos agr’colas, sementes, gr‹os, fertilizantes; os escrit—rios de marketing, de consultoria cont‡bil; [...] as empresas de
assist•ncia tŽcnica, de transportes; os servi•os do especialista em engenharia genŽtica, veterin‡ria, administra•‹o [...]
se difundiram por todas as partes do Brasil agr’cola moderno.
SOUZA, Maria AdŽlia de (Org.). Território brasileiro: usos e abusos, 2003.
O texto faz refer•ncia a:
a) cidades globais.
b) metr—poles nacionais.
c) cidades do agroneg—cio.
d) cidades planejadas.
e) metr—poles conurbadas.
FONTE: Extra’do de: <www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa/lspa_201107comentarios.pdf>.
oriEntAção dE Estudo
AuLA 41
Leia os itens 1 e 2 (t—pico A), cap. 19 do Livro-texto.
AuLA 42
Leia o item 2 (t—picos B, C e D), cap. 19 do Livro-texto.
Livro 1 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
AuLA 41
Faça os exerc’cios 11 a 15, sŽrie 12.
AuLA 42
Faça os exerc’cios 16 a 20, sŽrie 12.
207a222_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA5_ROSA.indd 216 5/30/14 9:47 AM
ALFA 5 Geografia do Brasil – Setor 1701 217
1 a vegetação Brasileira
OCEANO
ATLåNTICO
Equador
Tr—pico de Capric—rnio
Forma•›es complexas
Caatinga
Cerrado
Forma•›es herb‡ceas
Campos
Pantanal
Forma•›es litor‰neas
Mangues e dunas
Forma•›es florestais
Mata Atl‰ntica
Mata Amaz™nica
Mata dos Cocais
Mata de Arauc‡rias
N
407
km
0
Vegetação original
formações florestais
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico
de Capric—
rnio
N
636
km
0
Mata Amazônica
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OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico
de Capric—
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N
636
km
0
Mata Atlântica
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AuLAs 43 e 44 biogEogrAfiA do brAsiL
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218 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 5
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico
de Capric—
rnio
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651
km
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Mata dos cocais
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ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
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Tr—pico
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km
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Mata de Araucárias
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formações complexas
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
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Tr—pico
de Capric—
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651
km
0
cerrado
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OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
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Trópico
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km
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Pantanal
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OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
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651
km
0
caatinga
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ALFA 5 Geografia do Brasil – Setor 1701 219
formações herbáceas e litorâneas
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico d
e Capric—rn
io
N
651
km
0
formações herbáceas
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OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
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Tr—pico
de Capric—
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N
651
km
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ExErcícios
1 Observe o mapa e os climogramas abaixo:
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico d
e Capric—r
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N
884
km
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II
I III
IV
Vegetação
climogramas típicos de três grandes domínios
climáticos no brasil
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200
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J F M A M J J A S O N D
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10¡
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B
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300
200
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J F M A M J J A S O N D
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15¡
20¡
25¡
30¡
mm ¡C
C
Temperatura em ¡C
Pluviosidade em mm
As forma•›es florestais que ocorrem, originalmente, nos dom’nios clim‡ticos que apresentam as varia•›es
termopluviomŽtricas A e B correspondem ˆs paisagens vegetais indicadas no mapa pelos nœmeros:
a) I e II.
b) II e III.
c) I e III.
d) II e IV.
e) I e IV.
207a222_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA5_ROSA.indd 219 5/30/14 9:47 AM
220 Geografia do Brasil – Setor 1701 ALFA 5
2 (Enem) A Mata Atl‰ntica, que originalmente se estendia por todo o litoral brasileiro, do Cear‡ ao Rio Grande
do Sul, ostenta hoje o triste t’tulo de uma das florestas mais devastadas do mundo. Com mais de 1 milh‹o
de quil™metros quadrados, hoje restam apenas 5% da vegeta•‹o original, como mostram as figuras.
Cobertura
original
1950-1960 1960-1970 1970-1980 1980-1990 1990-2000
Mata Atl‰nticaConsiderando as caracter’sticas hist—rico-geogr‡ficas do Brasil e a partir da an‡lise das figuras Ž correto
afirmar que:
a) as transforma•›es clim‡ticas, especialmente na regi‹o Nordeste, interferiram fortemente na diminui•‹o
dessa floresta œmida.
b) nas tr•s œltimas dŽcadas, o grau de desenvolvimento regional impediu que a devasta•‹o da Mata Atl‰ntica
fosse maior do que a registrada.
c) as atividades agr’colas, aliadas ao extrativismo vegetal, t•m se constitu’do, desde o per’odo colonial, na
principal causa da devasta•‹o da Mata Atl‰ntica.
d) a taxa de devasta•‹o dessa floresta tem seguido o sentido oposto ao do crescimento populacional de
cada uma das regi›es afetadas.
e) o crescimento industrial, na dŽcada de 1950, foi o principal fator de redu•‹o da cobertura vegetal na faixa
litor‰nea do Brasil, especialmente da regi‹o Nordeste.
3 (Fuvest-SP)
FONTE: Glauco, Folha de S.Paulo, 30 maio 2008.
A cr’tica contida na charge visa, principalmente, ao:
a) ato de reivindicar a posse de um bem, o qual, no entanto, j‡ pertence ao Brasil.
b) desejo obsessivo de conserva•‹o da natureza brasileira.
c) lan•amento da campanha de preserva•‹o da Floresta Amaz™nica.
d) uso de slogan semelhante ao da campanha ÒO petr—leo Ž nossoÓ.
e) descompasso entre a reivindica•‹o de posse e o tratamento dado ˆ floresta.
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ALFA 5 Geografia do Brasil – Setor 1701 221
4 (Fuvest-SP) Identifique as duas forma•›es vegetais destacadas no mapa e relacione-as com as condi•›es
clim‡ticas dominantes.
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico d
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N
495
km
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5 (PUC-SP) O texto abaixo se refere a qual forma•‹o vegetal?
De origem bastante discutida, essa forma•‹o Ž caracter’stica das ‡reas onde o clima apresenta duas esta•›es bem
marcadas: uma seca e outra chuvosa, como no Planalto Central. Ela apresenta 2 estratos n’tidos: um arbóreo-arbustivo,
onde as espŽcies tortuosas t•m os caules geralmente revestidos de casca espessa, e o outro herb‡ceo, geralmente dis-
postos em tufos.
a) Floresta tropical.
b) Caatinga.
c) Forma•‹o do Pantanal.
d) Mata semiœmida.
e) Cerrado.
oriEntAção dE Estudo
AuLA 43
Leia os itens 1 e 2, cap. 15 do Livro-texto.
AuLA 44
Leia os itens 3 a 11, cap. 15 do Livro-texto.
Livro 1 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
AuLA 43
Faça os exerc’cios 1 e 2, sŽrie 13.
AuLA 44
Faça os exerc’cios 4 e 5, sŽrie 13.
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222 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 5
AnotAçÕEs
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ALFA 5 Geografia Geral – Setor 1702 223
geogrAfiA
Setor 1702
Prof.: ___________________________________
aula 39 .............AD h .............tM h .............tC h .............224
aula 40 .............AD h .............tM h .............tC h .............224
aula 41 .............AD h .............tM h .............tC h .............227
aula 42 .............AD h .............tM h .............tC h .............227
aula 43 .............AD h .............tM h .............tC h .............232
aula 44 .............AD h .............tM h .............tC h .............232
geografia
geral
223a238_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA5_ROSA.indd 223 5/30/14 9:48 AM
224 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 5
AULAS 39 e 40 geogrAfiA indUStriAL
1 Fatores locacionais
Disponibilidade de fontes de energia.
Oferta de matérias-primas e recursos naturais.
Dinâmico sistema de transportes.
Mão de obra disponível.
Capital e recursos financeiros.
Potencial mercado consumidor.
Tecnologia.
Concessão de incentivos fiscais.
2 as revoluções industriais
Primeira Revolução: séculos XVI e XVII.
Ilhas
Marianas Ilhas
Marshall
Ilhas
Carolinas Nauru
Terra do
Imperador
Guilherme Ilhas
Gilbert
Ilha Oceano
Ilhas
Salomão
Novas Hébridas
Nova
Caledônia
NOVA
ZELÂNDIA
AUSTRÁLIA
Nova
Guiné
Timor
Java
Bornéu
Guam
Macau
Hong Kong
ÁSIA
EUROPA
KUWAIT
ÍNDIA
COREIA
JAPÃO
FORMOSA
FILIPINAS
Ilhas
Maldivas
Arquipélago
de Chagos
Diu
Damão
Goa
Mahé Karikal
Pondichéry
Yanaon
Ilhas
Andaman
Nicobar
MADAGASCAR
OCEANO
ATLåNTICO OCEANO
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OCEANO
PACêFICO
Equador
Tr—pico de Capric—rnio
Tr—pico de C‰ncer
TUNÍSIA
MARROCOS
ESPANHOL
SAARA
ESPANHOL
GUINÉ
ESPANHOLA
GUINÉ
PORTUGUESA
MARROCOS
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ARGÉLIA
LÍBIA
LIBÉRIA
TOGO
SERRA LEOA
NIGÉRIA
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SOMÁLIA
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ORIENTAL
BRITÂNICA
ÁFRICA
ORIENTAL
ALEMÃ
RODÉSIA
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SUDOESTE
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UNIÃO
SUL-AFRICANA
Possessões
Belgas
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Francesas
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Espanholas
Áreas de infuência
Britânica
Francesa
Russa
Portuguesas
Alemãs
Holandesas
Norte-americanas
Japonesas
N
1 340
km
0
Partilha da Ásia e da África
Segunda Revolução: fim do século XIX e início do século XX.
Terceira Revolução: também chamada de Revolução Técnico-científica e Informacional, tem início após a
Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e é presente até os dias atuais.
3 tipos de indústrias
Indústrias de bens de produção (indústrias de bens de capital/indústria de bens intermediários).
Indústrias de bens de consumo (bens duráveis/não duráveis).
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ALFA 5 Geografia Geral – Setor 1702 225
4 as corporações empresariais
Empresas multinacionais e transnacionais.
5 Formas organizacionais de produção
Fordismo.
Taylorismo.
Toyotismo.
exercícioS
1 (Uerj) Os fatores locacionais da indústria passaram por grandes modificações desde o século XVIII, alterando
as decisões estratégicas das empresas acerca da escolha do local mais rentável para seu empreendimento.
O esquema abaixo apresenta alguns modelos de localização da siderurgia, considerando os fatores loca-
cionais mais importantes para esse tipo de indústria: minério de ferro, carvão mineral, mercado e sucata.
A B
C D
M
M
M
M
S
MinŽrio de ferro
Carv‹o mineral
Mercado
Sucata
Usina siderœrgica
Movimento das matŽrias-primas
M
S
No caso dos modelos C e D, as mudanças socioeconômicas que justificam as escolhas de novos locais para
instalação de usinas siderúrgicas nas últimas décadas são, respectivamente:
a) dispersão dos mercados consumidores – revalorização das economias de aglomeração.
b) eliminação dos encargos com a mão de obra – generalização das redes de telecomunicação.
c) diminuição dos preços das matérias-primas – substituição de fontes de energia tradicionais.
d) redução dos custos com transporte – ampliação das práticas de sustentabilidade ambiental.
2 (Vunesp) O processo de transformação da matéria-prima em produto industrializado apresentou, em linhas
gerais, as seguintes etapas evolutivas: artesanato / manufatura / indústria / Revolução Técnico-científica. As
principais características dessas etapas são, respectivamente:
a) não utilização de máquinas e ausência de produção em série / trabalho manual e uso de máquinas sofisti-
cadas / uso de máquinas informatizadas e produção em série / utilização da informática e busca de novas
fontes energéticas.
Linha de montagem fordista.
fonte: TERRA, Lygia e outros. Conexões: estudos de Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2008.
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226 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 5
b) uso de máquinas simples e inexistência da divisão do trabalho / utilização da informática e da internet /
trabalho manual e uso de máquinas sofisticadas / uso de máquinas informatizadas e produção em série.
c) divisão do trabalho e não utilização de máquinas / trabalho artesanal e emprego de máquinas sofisticadas /
uso de maquinário simples, produção em série e divisão do trabalho / utilização da informática e da internet.
d) utilização de máquinas e inexistência da divisão do trabalho / trabalho artesanal e emprego de máquinas
sofisticadas / uso de maquinário simples, produção em série e divisão do trabalho / utilização da internet
e busca de novas fontes energéticas.
e) não utilização de máquinas e ausência de produção em série / trabalho manual e uso de maquinário simples
/ uso de máquinas, divisão do trabalho e produção em série / emprego da informática e busca de novas
fontes energéticas.
3 (UFC-CE) A Primeira Revolução Industrial provocou uma grande transformação no espaço geográfico. A esse
respeito, leia as afirmações abaixo.
I. Aconteceu um intenso processo de urbanização, e as cidades passaram a comandar as atividades econô-
micas e a organização do espaço geográfico.
II. Com a ampliação da divisão internacional do trabalho, alguns países europeus especializaram-se na pro-
dução industrial, controlando o mercado mundial de produtos industrializados.
III. Aconteceram grandes mudanças no modo de produção, sem implicações na organização política e ter-
ritorial da Europa.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas I é verdadeira.
b) Apenas III é verdadeira.
c) Apenas I e II são verdadeiras.
d) Apenas II e III são verdadeiras.
e) I, II e III são verdadeiras.
4 (Enem)
Na imagem estão representados dois modelos de produção. A possibilidade de uma crise de superprodução
é distinta entre eles em função do seguinte fator:
a) origem de matéria-prima.
b) qualificação da mão de obra.
c) velocidade de processamento.
d) necessidade de armazenamento.
e) amplitude do mercado consumidor.
orientAção de eStUdo
AULA 39
Leia os itens 1 e 2, cap. 1 do Livro-texto.
AULA 40
Leia os itens 3 a 5, cap. 1 do Livro-texto.
Livro 3 — Unidade II
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 39
Faça os exercícios 1, 4 e 9, série 12.
AULA 40
Faça os exercícios 2, 3, 5 a 8 e 10, série 12.
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ALFA 5 Geografia Geral – Setor 1702 227
1 estados unidos
estados Unidos: concentrações industriais
Seattle
Portland
Salt Lake City
São Francisco
Vale do Silício
Los Angeles
San Diego
Phoenix
Denver
Duluth
CANADÁ
MÉXICO
Pueblo
Houston
Austin
Dallas
Tulsa
Wichita
Nova Orleans
Minneapolis
St. Paul
Milwaukee
Boston
Nova York
Syracuse
Buffalo
Detroit
Cleveland
Filadélfa
Indianápolis
Cincinnati
Columbus
Huntington
Greensboro
Pittsburgh
Baltimore
Norfolk
Greenville
St. Louis
Kansas City
Chattanooga
Atlanta
Savannah
Jacksonville
Tampa
Miami
Birmingham
Memphis
Little Rock
Chicago
Albuquerque
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Golfo do
México Região industrial
Siderúrgica
Metalúrgica
Naval
Automobilística
Aeronáutica
Química
Têxtil
Madeireira e de papel
Eletrônica
Alta tecnologia
Região industrial
Indústrias
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400
km
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2 Japão
Japão: indústria
OCEANO
PACÍFICO
RÚSSIA
CHINA
COREIA DO
NORTE
COREIA
DO
SUL
Mar de
Okhotsk
Mar do Leste
ou
Mar do Japão
Hokkaido
Honshu
Kyushu
Shikoku
Sapporo
Toyama
Tóquio
Kobe
Nagoya
Hiroshima
OsakaFukuoka
Química
Alta tecnologia
Ferro e aço
Máquina
Instrumentos de precisão
Construção naval
Têxtil
Automóvel
Indœstrias
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195
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AULAS 41 e 42 AS PrinciPAiS concentrAçõeS indUStriAiS MUndiAiS
223a238_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA5_ROSA.indd 227 5/30/14 9:48 AM
228 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 5
3 alemanha
Alemanha: recursos minerais e industriais
Berlim
Cottbus
Dresden
Karlmarxstadt
Leipzig
Leuna
Iena
Erfurt
Stassfurt
Salzgitter
Rostock
Kiel
Hamburgo
Bremen
Hannover
Magdeburgo
Calbe
Dortmund
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BAIXOS
FRAN‚A
LUXEMBURGO
BƒLGICA
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REP. TCHECA
Col™nia
Bonn
Frankfurt
Mainz
Mannhein
Karlsruhe
Stuttgart
Nuremberg
Munique
Mar do
Norte
Mar
Báltico
Pot‡ssio
Sal
Ferro
Cobre
Zinco e
chumbo
Linhito
Carv‹o
Petr—leo e
g‡s natural
Ur‰nio
Siderurgia
Indœstria qu’mica
Indœstria mec‰nica e elŽtrica
Constru•‹o naval
Indœstria t•xtil
Regi›es mais
industrializadas
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106
km
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4 inglaterra
reino Unido: grandes regiões industriais
Londres
Mar do
Norte
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OCEANO
ATLåNTICO
Liverpool
Manchester
Birmingham
Belfast
IRLANDA Leeds
Hull
Middlesborough
Newcastle
Leith
Glasgow
Southampton
Plymouth
Bristol
N
152
km
0
Indœstria qu’mica
Indœstria eletr™nica
Indœstria t•xtil
Indœstria mec‰nica
Indœstria siderœrgica
Indœstria naval
Grandes regi›es industriais
Indœstria automobil’stica
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223a238_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA5_ROSA.indd 228 5/30/14 9:48 AM
ALFA 5 Geografia Geral – Setor 1702 229
5 França
frança: distribuição espacial da indústria
N
108
km
0
Nantes
Tours
Bourges
Orleans
OCEANO
ATLåNTICO
Mar
Mediterr‰neo
Toulouse
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Marselha Toulon
Le Havre
Caen
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Saint-Nazaire
ParisLe Mans
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Lorena
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Dunkerque
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Saint-ƒtienne
Limoges
Bordeaux
La Rochelle
Grande região de
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Metalurgia de alum’nio
Siderurgia
Indœstria automobil’stica
Indœstria aeron‡utica
Constru•ão naval
Indœstria qu’mica
Constru•›es mec‰nicas
Indœstria t•xtil
6 itália
itália: energia e indústria
Roma
Ancona
Trieste
Veneza
BergamoMil‹o
Turim
Biella
FRAN‚A
TUNêSIA
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ESLOVæNIA
HUNGRIA
CROçCIA
BîSNIA-
-HERZEGOVINA
SUê‚A
La Spezia
Livorno
Larderello
Piombino
Terni
Ravena
Floren•a
G•nova Porto Marghera
Bari
Brindisi
N‡poles
Bagnoli
Latina
Garigliano
Tarento
Messina
Cat‰nia
Augusta
Siracusa
Gela
Palermo
Cagliari
Mar
Mediterr‰neo
N
128
km
0
G‡s natural
Petr—leo
Refinaria de petr—leo
Carv‹o
Usina hidrelŽtrica
Central geotŽrmica
Central nuclear
Indœstria qu’mica
Zinco e chumbo
Ferro
Siderurgia
Indœstria t•xtil
Indœstria automobil’stica
Constru•‹o naval
Indœstria mec‰nica e elŽtrica
Indœstria mec‰nica e elŽtrica
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230 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 5
7 canadá
canadá: divisão regional
Círculo Polar Ártico
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
ESTADOS UNIDOS
Yukon
Alasca
(EUA)
Groenl‰ndia
(DINAMARCA)
Territ—rios
do Noroeste
Nunavut
Colœmbia
Brit‰nica Alberta Manitoba
Quebec
Terra Nova
e Labrador
Nova
Brunswick
Nova
Esc—cia
Ilha do
Príncipe
EduardoS
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Ont‡rio
N
642
km
0
Lago
Superior
Lago
Michigan
Lago
Huron
Lago
Erie
Lago
Ont‡rio
OCEANO
ATLÂNTICO
N
361
km
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Rio São Lourenço /
Limite dos Grandes Lagos
CANADÁ
EUA
exercícioS
1 (PUC-RS) Responda à questão com base na leitura do mapa dos Estados Unidos da América e nas afirmativas.
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
Golfo do
MéxicoN
630
km
0
Sobre a área assinalada no mapa, conhecida como Sun belt, afirma-se:
I. Nela predomina a indústria tradicional, que ainda emprega mão de obra numerosa.
II. É uma área estratégica de comércio, pois está situada junto aos Grandes Lagos.
III. Compreende um conjunto de núcleos industriais resultantes da política de descentralização da indústria
estadunidense.
IV. Nesta área está situado o Silicon Valley.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I, II e IV. b) I, II e III. c) I e IV. d) II e III. e) III e IV.
2 (PUC-SP) A indústria japonesa desenvolveu-se aceleradamente no pós-Segunda Guerra Mundial. Entre outros
motivos, esse fato deveu-se:
a) aos grandes investimentos de capitais norte-americanos em grupos industrializados japoneses.
b) à presença, no país, de grandes reservas de carvão, petróleo e minério de ferro.
c) à existência de grande mercado comprador representado pela China e pela Coreia do Sul.
d) à localização privilegiada do país em relação aos mercados americanos e europeus.
e) à existência, no país, de enormes reservas de ouro que permitiram elevadas exportações de capitais.
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ALFA 5 Geografia Geral – Setor 1702 231
3 (Cefet-SP)
Berlim
PAêSES
BAIXOS
FRAN‚A
LUXEMBURGO
çUSTRIA
REP. TCHECA
POLïNIA
BƒLGICA
Mar do
Norte
Mar
B‡ltico
N
85
km
0
A área hachurada no mapa representa o Vale do Ruhr, sobre o qual foi publicada a seguinte matéria:
Sucata vira polo tur’stico na Alemanha
Muros de escalada nas paredes de velhas fábricas. Parques e muito verde em meio a antigas minas de 1 . Fes-
tivais de teatro, de design e de música em antigas indústrias 2 abandonadas. O entretenimento, o turismo e até o
verde estão mudando a fisionomia dos antigos complexos industriais de uma das regiões mais decadentes e feias da Europa.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas 1 e 2 da frase.
a) cobre; têxteis.
b) bauxita; petroquímica.
c) ferro; alimentícia.
d) carvão; siderúrgicas.
e) estanho; metalúrgica.
orientAção de eStUdo
AULA 41
Leia o item 6 (tópicos A a C), cap. 1 do Livro-texto.
AULA 42
Leia o item 6 (tópicos D a G), cap. 1 do Livro-texto.
Livro 3 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 41
Faça os exercícios 11 a 15, série 12.
AULA 42
Faça os exercícios 16 a 19, série 12.
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232 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 5
1 china
Zonas econômicas especiais
OCEANO
PACêFICO
CHINA
TAIWAN
Fuzhou
Wenzhou
Ningho
Nantong
Lianyungang
Qingdao
Yantai
Dalian
Qinhuangdao
Harbin
Shenyang
Tianjin
Pequim
Xangai
Xianmen
Shantou
Shenzhen
Zhuhai
ZhanjiangBeihai
Guangzhou
Hong Kong
N
409
km
0
Zona econômica especial
Zona de desenvolvimento
técnico e econômico
Centro econômico principal
2 rússia
rússia: indústria
Norilsk
Bratsk
Ekaterinburgo
Perm Urais
Moscou
S‹o Petersburgo
Arkhangelsk
Kirovsk
Volgogrado
Ufa Chelyabinsk
Novosibirsk
Krasnoiarsk
Irkutsk
Vladivostok
GLACIAL çRTICO
OCEANO
PACêFICO
Mar Báltico
Mar
Negro
Mar
Cáspio
Lago
Aral Lago Balkash
Mar de
Okhotsk
C
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NABAM
Regi‹o industrial
Papel e madeira
Siderurgia/metalurgia
Principais ferrovias
Mec‰nica
Qu’mica
T•xtil
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570
km
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AULAS 43 e 44 AS novAS concentrAçõeS indUStriAiS
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ALFA 5 Geografia Geral – Setor 1702 233
3 Índia
índia: energia e indústria
N
355
km
0
OCEANO
êNDICO
Mar Ar‡bico
Tr—pico de C‰ncer
Hyderabad
Raipur
Bhopal
Bhubaneswar
Calcutá
Aizawl
Imphal
Kohima
Shillong
Dispur
Itanagar
Gangtok
Patna
Luchnow
Kanpur
Nova Delhi
Gandhinagar
Simia
Dehra DunChandigarh
Jaipur
Srinagar
Ranchi
Bangalore
Panaji
Mumbai
Madras
Trivandrum
PAQUISTÃO
CHINA
NEPAL
BUTÃO
BANGLADESH
MIANMAR
Gás natural
Central hidrelétrica
Petróleo
Oleoduto
Energia
Metalúrgica
Petroquímica
Siderúrgica
Mineração
Química
Mecânica
Aeronáutica
Automóveis
Estaleiros
Têxtil
Conservas
Eletrônica e
telecomunicação
Indústria
4 tigres asiáticos
Localização dos tigres Asiáticos
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ÍNDICO
Mar das
Filipinas
Trópico de Câncer
Equador
Mar da China
Meridional
Mar de
Andaman
TAILåNDIA
I N D O N ƒ S I A
M A L ç S I A
SINGAPURA
TAIWAN
HONG
KONG
COREIA
DO SUL
N
1 176
km
0
Tigres Asi‡ticos
Novos Tigres Asi‡ticos
fonte: L’état du monde. Paris, La DŽcouverte, 1999.
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234 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 5
5 méxico
México: indústria
ESTADOS
UNIDOS
GUATEMALA
BELIZE
Ciudad JuarezNogales
Hermosillo
Chihuahua
Monterrey
Saltillo
Matamoros
Jalapa
Durango
Guadalajara
Le—n
Querétaro
Pachuca
TlaxcalaD.F.
Toluca
Cuernavaca Puebla
Oaxaca
Mérida
Culiac‡n
Mexicali
Tijuana
Tr—pico de C‰ncer
Golfo do MŽxico
OCEANO
PACêFICO
N
278
km
0
Principais regi›es industriais
Alimentos e bebidas
T•xtil e cal•ados
Elétrica e eletrônica
Madeira e papel
Indœstria da constru•‹o
Metalurgia b‡sica
Qu’mica b‡sica
Metalurgia automotiva
Todas as anteriores
6 argentina
Argentina: energia e indústria
San Miguel de Tucumán
Salta
San Salvador de Jujuy
PARAGUAI
URUGUAI
CHILE
BRASIL
BOLÍVIA
Santiago
del EsteroCatamarca
La Rioja
San Juan
Mendoza
San Luis
Córdoba Santa Fe
Santa Rosa
Neuquén
Rawson
Viedma
Río Gallegos
Ushuaia
Paraná
Buenos Aires
Corrientes
PosadasResistencia
Formosa
Tr—pico de C
apric—rnio
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
PACêFICO
Gás natural
Central nuclear
Central térmica
Central hidrelétrica
Parque eólico
Petróleo
Mineração
Oleoduto
Gasoduto
Energia
Metalúrgica
Petroquímica
Siderúrgica
Química
Papel
Têxtil
Automóveis
Alimentos
Cimento
Tabaco
Eletrônica e
telecomunicação
Turismo
Indœstria
N
323
km
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ALFA 5 Geografia Geral – Setor 1702 235
7 áFrica do sul
África do Sul: energia e indústria
ZIMBçBUE
SUAZILåNDIA
LESOTO
BOTSUANA
NAMêBIA
OCEANO
êNDICO
OCEANO
ATLåNTICO
Johannesburgo
Kimberley
Bloemfontein
Ulundi
Bisho
Cidade do Cabo
Pret—ria
Pietermaritzburg
Nelspruit
N
167
km
0
M
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A
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B
IQ
U
EG‡s natural
Central nuclear
Central termelŽtrica
Central hidrelŽtrica
Oleoduto
Gasoduto
Energia
Metalœrgica
Petroqu’mica
Siderœrgica
Minera•‹o
Qu’mica
Papel
Mec‰nica
Aeron‡utica
Autom—veis
T•xtil
Alimentos
Conservas
Estaleiros
Diamantes
Turismo
Cimento
Indústria
exercícioS
1 (FGV-SP) A China vem realizando um desenvolvimento econ™mico extraordin‡rio,com taxas de crescimento
anual entre 7 e 10% ao ano. Mantido esse ritmo, a China ir‡ quadruplicar sua economia atŽ 2020 e, certamente,
ser‡ um dos principais polos da economia global.
Pequim
Tientsin
MONGîLIA
COREIA
DO NORTE
COREIA
DO SUL
JAPÌO
RòSSIA
CAZAQUISTÌO
êNDIA
NEPAL
BANGLADESH
VIETNÌ
LAOS
TAILåNDIA
Xangai
Fuchaw
Hong
Kong
Cant‹o
Hainan
TAIWAN
Tsingtao
Mar Amarelo
OCEANO
PACêFICO
Xandong
Chungking
WuhanSetsuanBrahmaputra
Tibete
Xinjiang
N
467
km
0
Cidades em crescimento
gra•as aos investimentos
externos
2. Algumas din‰micas espaciais
Fluxo de capitais
estrangeiros
Difus‹o do crescimento
Frente pioneira
Centro
Porto aberto
Zona econ™mica especial
Regi›es litor‰neas muito
povoadas e mais ou
menos industrializadas
Regi›es interiores povoadas
1. Organiza•‹o do espa•o chin•s
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236 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 5
A partir da afirmativa e do mapa:
a) apresente dois fatores responsáveis por esse crescimento.
b) indique duas caracter’sticas espaciais desse crescimento.
2 (UFRJ) Na Índia, o setor de servi•os tecnológicos se transformou em um dos principais motores da economia
e permitiu que o pa’s crescesse a uma mŽdia de 6% ao ano, desde o come•o dos anos 1990. As maiores
empresas mundiais da área de informática e de telecomunica•›es têm filiais nesse pa’s.
Apresente dois fatores que propiciaram os investimentos externos no setor de servi•os tecnológicos na Índia.
3 (Fuvest-SP) Analisando as transforma•›es ocorridas na ex-URSS, pode-se considerar que a Federa•‹o Russa:
a) atrai maci•os investimentos estrangeiros, devido ao seu elevado ritmo de crescimento econ™mico.
b) tem dificuldade em transferir a tecnologia desenvolvida no setor militar para a produ•‹o industrial do
setor civil da economia.
c) ainda figura entre as cinco maiores potências econ™micas do globo, em raz‹o de sua moderna agricultura,
destinada ˆ exporta•‹o.
d) completou o processo de privatiza•‹o no pa’s, porque suas empresas estatais eram rentáveis e competi-
tivas no mercado.
e) conseguiu construir sua identidade nacional com a sa’da das demais repœblicas que constitu’am a URSS.
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Bangalore, o Vale do Sil’cio indiano, uma ilha futurista em meio ao
caos urbano que caracteriza a maioria das cidades indianas.
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ALFA 5 Geografia Geral Ð Setor 1702 237
4 (UFV-MG) O mapa a seguir apresenta parte da América do Norte:
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
Golfo do
México
N
652
km
0
A fronteira entre os Estados Unidos e o México é imensa (3 140 km) e vai do litoral do oceano Pacífico, na
Califórnia, até o golfo do México, no oceano Atlântico. Ao longo da linha fronteiriça, localizam-se várias
cidades, dos dois lados, como irmãs siamesas.
Assinale a alternativa que mais bem expressa, do ponto de vista econômico, o fenômeno que vem ocorrendo
naquela região desde o início dos anos 1980.
a) É uma fronteira de livre circulação, tanto de mercadorias quanto de força de trabalho.
b) É resultado da política do governo mexicano de desenvolvimento autônomo e de substituição de impor-
tações.
c) Há pouca relação comercial entre os dois países, pois os mexicanos, embora podendo comprar nas cidades
do lado americano, não o fazem devido aos altos preços.
d) As indústrias americanas, ao se instalarem em território mexicano, a poucos metros da fronteira, estabe-
lecem uma relação de complementaridade com a indústria mexicana.
e) É um tipo de industrialização de enclave, pois as empresas montadoras americanas se transferem para o
território mexicano apenas para usufruir da mão de obra barata.
orientAção de eStUdo
AULA 43
Leia o item 7 (tópicos A a C), cap. 1 do Livro-texto.
AULA 44
Leia o item 7 (tópicos D a G), cap. 1 do Livro-texto.
Livro 3 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 43
Faça os exercícios 20 a 24, série 12.
AULA 44
Faça os exercícios 25 a 29, série 12.
AnotAçõeS
223a238_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA5_ROSA.indd 237 5/30/14 9:48 AM
238 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 5
AnotAçõeS
223a238_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA5_ROSA.indd 238 5/30/14 9:48 AM
ALFA 5 Língua Inglesa – Setor 1801 239
LÍnGUA
inGLesA
setor 1801
Prof.: ____________________________________
aula 39............. AD h............. TM h............. TC h............. 240
aula 40............. AD h............. TM h............. TC h............. 240
aula 41............. AD h............. TM h............. TC h............. 244
aula 42............. AD h............. TM h............. TC h............. 244
aula 43............. AD h............. TM h............. TC h............. 249
aula 44............. AD h............. TM h............. TC h............. 249
239a254_1801_LINGUA INGLESA_CA5_ROSA.indd 239 5/30/14 9:50 AM
240 Língua Inglesa – Setor 1801 ALFA 5
AULAs 39 e 40 TexT Comprehension; review exerCises
TEXT
(UFPB)
Where’s my car?
Unemployed teenager, Christopher Townsend,
had a strange way of showing concern when his
mother went into hospital. He sold her car without
her knowledge and used the money to splash out1
on an extravagant champagne holiday for himself
and his girlfriend at a five-star hotel in Paris.
Townsend, 19, received £6,000 for the car
I he took it to a garage near his home in
Little Dibden, Wiltshire. Although the car was
registered in his mother’s name, he convinced
people in the garage that she II abroad and
advised him to sell the car.
With the £6,000 in his pocket, he then phoned
III girlfriend and told IV that he had
arranged a surprise for V birthday. When he
explained to her that they were going to Paris the
following weekend and that he’d booked2 a luxury
suite in a five-star hotel, she asked VI how
he could afford it. He reassured her that he had
inherited a sum of money from his grandfather
who VII a few months previously.
This was not the only lie Townsend had told
his girlfriend: in fact, he had told her a string of
lies since they first met. He assured her that he
was 21 and was working for his father.
The teenager appeared in court yesterday,
charged with3 theft4. His mother, Mrs. Hawkin,
admitted to reporters that prosecuting him had
been the hardest thing she’d ever done. She
confirmed to them that her son had apologized but
that she still had no idea VIII he had done it.
The young conman5 is now serving six months’
community service and has been ordered to pay
his mother £68,70, the total amount she IX on
public transport since she was left without her car.
Inside out. Upper intermediate (Student’s book).
1
5
10
15
20
25
30
35
Glossary
1. to splash(ed) out:
2. to book(ed):
3. charged with:
4. theft:
5. conman:
yoUr noTes
exerCises
1 Choose the word that best fills blank I (,. 8) in the
text:
a) why
b) which
c) when
d) whose
e) how
2 The verb form that fills blank II (,. 11) correctly is:
a) goes
b) has gone
c) had went
d) had gone
e) were going
3 The words that best fill blank III (,. 14), blank IV
(,. 14) and blank V (,. 15) are, respectively:
a) him; she; your
b) his; hers; your
c) her; him; his
d) your; his; her
e) his; her; her
4 Blank VI (,. 18) should be filled with:
a) her
b) his
c) himself
d) him
e) it
5 The verb form that fills blank VII (,. 21) correctly is:
a) had died
b) die
c) dies
d) have died
e) has died
6 Blank VIII (,. 31) should be filled with:
a) why
b) because
c) who
d) which
e) what
7 The verb form that fills blank IX (,. 34) correctly is:
a) have spent
b) has spent
c) spend
d) spends
e) will spent
239a254_1801_LINGUA INGLESA_CA5_ROSA.indd 240 5/30/14 9:50 AM
ALFA 5 L’ngua InglesaÐ Setor 1801 241
8 Na frase “Although the car was registered in his
motherÕs name…” (,. 9-10), a palavra although
equivale, em português, a:
a) porque.
b) embora.
c) ao invés de.
d) durante todo o período em que.
e) se.
9 A frase “... and advised him to sell the car.” (,. 11-12)
poderia ser reescrita, com o mesmo significado,
da seguinte maneira:
a) and told him he can sell the car.
b) and told him he may sell the car.
c) and told him he should sell the car.
d) and told him he must sell the car.
e) and told him he needn’t sell the car.
10 In the phrase “... he had told her a string of lies…”
(,. 23-24), the expression a string of could be
replaced by all the following, except:
a) some.
b) a few.
c) a series of.
d) a number of.
e) a little.
11 Na frase “She confirmed to them that her son…”
(,. 29-30), o pronome them refere-se a:
a) Christopher’s grandfather.
b) lies.
c) the young conman.
d) Mrs. Hawkin.
e) reporters.
12 In the segment “... and has been ordered to pay
his mother £68,70...” (,. 33-34), the verb form has
been ordered to pay indicates that he:
a) may pay.
b) must pay.
c) can pay.
d) mustn’t pay.
e) needn’t pay.
13 A question tag que preenche corretamente a frase
“Townsend lied a lot, ?” é:
a) did she
b) doesn’t he
c) isn’t he
d) didn’t he
e) didn’t it
14 Assinale a alternativa que corresponde à forma
correta de uma addition to remark para a frase:
“Townsend went to Paris for the weekend.”
a) His girlfriend does too.
b) So did his girlfriend.
c) His girlfriend didn’t either.
d) Neither does his girlfriend.
e) So his girlfriend was.
15 Christopher Townsend went to court because he
had:
a) decided to go to Paris for the weekend.
b) been allowed to sell his mother’s car.
c) convinced people his mother had gone abroad.
d) sold his mother’s car to pay the hospital bill.
e) been accused of theft by his mother.
16 The young man’s girlfriend:
a) knew all about his arrangements.
b) was entirely deceived by him.
c) had always been suspicious of him.
d) planned everything with him.
e) has also been punished.
17 Mrs. Hawkin, Christopher’s mother:
a) got sick after she was given an extravagant
party.
b) admitted having been convinced by him to
sell her car.
c) felt very uneasy about having prosecuted her
son.
d) used her car for community service for six
months.
e) apologized for Christopher’s irresponsible
attitude.
(Fuvest-SP) Questões 18 a 24
18 Substitua as palavras sublinhadas por pronomes
pessoais.
a) Tom always waits for Mary and me after the
lesson.
b) Mr. Brown tells stories to his daughter every
evening.
19 Complete com pronomes possessivos.
a) I left my pen at home. May I borrow
for a moment?
b) My son was on time for his class, but my
daughters were late for .
20 Traduza para o inglês apenas as expressões subli-
nhadas:
Ela própria escolheu a cor; mas o vestido em si
era feio.
21 Reescreva no Simple Present.
He fought his enemies but never won.
22 Reescreva usando a forma correta do verbo.
Albert (to be) in bed for hours
when I (to call) him yesterday.
23 Traduza para o inglês.
Esperarei até ela chegar.
24 Complete com o tempo verbal adequado.
The maid (not sweep) the floor
yet, because she (still do) the
dishes, as you can see.
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242 Língua Inglesa – Setor 1801 ALFA 5
25 (Ufop-MG) Complete the sentences with a
possessive adjective, a possessive pronoun, or
a reflexive pronoun.
a) The man had a difficult time to get to
destination.
b) A lot of people don’t know how to find their way,
but I always know how to find .
c) People usually convince
that they know their hometown.
d) My secretary doesn’t know how to distinguish
between left and right.
Nas questões 26 a 52, assinale a alternativa que com-
pleta corretamente cada oração.
26 (PUCC-SP) At the moment he to be
getting better.
a) seem
b) is seeming
c) seems
d) has seemed
e) none of the above
27 (PUCC-SP) Put that book in place.
a) his
b) it’s
c) it
d) its
e) yours
28 (PUCC-SP) “Is this car Joan’s?” “Yes, I think it is
.”
a) of her
b) her
c) of hers
d) its
e) hers
29 (UFPA) I somebody tell my mother
about the accident, and I noticed that the news
upset her.
a) hear
b) was hearing
c) had heard
d) heard
e) will hear
30 (FCC-SP) There few people at the
square yesterday.
a) were
b) would be
c) has been
d) was
e) are
31 (FMU-SP) The bride was very late.
she wanted to see in the mirror once
more.
a) However; her
b) But; hers
c) Yet; himself
d) Nevertheless; herself
e) But; itself
32 She you as soon as she
her work.
a) calls; will finish
b) will call; will finish
c) will call; finish
d) called; finishes
e) will call; finishes
33 I couldn’t see them because when I
there, they .
a) get; have already left
b) got; already left
c) had got; already left
d) got; have already left
e) got; had already left
34 She this many times. The first time
she it was last spring.
a) does; has done
b) did; did
c) did; has done
d) has done; did
e) was going; had done
35 They here since they
to Brazil.
a) are working; came
b) work; have come
c) have been working; came
d) have worked; have came
e) worked; had come
36 (FMU-SP) must choose
own property and look after
.
a) We; our; it; ourselves
b) You; yours; them; yourself
c) We; ours; us; ourselves
d) You; your; its; yourselves
e) We; ourselves; us; itself
37 (Mack-SP) People live near an active
volcano may erupt at any moment
know that everything they own may
be destroyed.
Those who came to watch the eruption of Mount
Etna in 1971 may have wondered why the farmers
houses were in danger remained in
the land.
a) whose; who; that; which
b) who; whom; which; whose
c) who; which; that; whose
d) that; where; whose; which
e) who; that; what; whom
38 (Ufscar-SP) My uncle John,
I introduced to you yesterday, does not have
time to visit us.
a) whose; much
b) whom; any
c) that; many
d) which; any
e) what; much
39 (Ufscar-SP) The man came here and
son you know is my uncle.
a) whom; who
b) who; whose
c) who; which
d) whose; which
e) which; whose
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ALFA 5 Língua Inglesa – Setor 1801 243
40 (PUCC-SP) I can’t find the student .
a) what books were lost
b) which lost his books
c) lost his books
d) whose books it was lost
e) who lost his books
41 (PUCC-SP) Where is the present ?
a) that you bought it for my birthday
b) whose you bought for my birthday
c) you bought for my birthday
d) whom you bought for my birthday
e) you bought it for my birthday
42 (Vunesp) I have never had trouble
with my classmates.
a) no
b) some
c) any
d) none
e) not any
43 (Vunesp) I helped him without
interest.
a) some
b) no
c) none
d) no one
e) any
44 (Vunesp) said she is right.
a) Somebody
b) Anybody
c) Anyone
d) Something
e) Anything
45 (PUCC-SP) There are students
absent today.
a) no
b) none
c) any
d) no one
e) none of the above applies
46 (PUCC-SP) Please give me bread, I’m
so hungry.
a) many
b) one
c) some
d) no
e) a piece
47 (PUCC-SP) “Is attending to you, sir?”
“No, I would like to see ties.”
a) anybody; no
b) some; anyone
c) anyone; some
d) somebody; something
e) any; some
48 (Ufscar-SP) Did you tell them to stay?
a) what
b) who
c) where
d) how much
e) how many
49 (FCMSCSP) If this is not yours, is it?
a) who
b) whom
c) whose
d) what
e) which
50 (PUCC-SP) Charles: Here’s a list of guests
will be at the party, Jane. John
Stevenson...
Jane: is he?
Charles: He’s the one photograph is
in all the papers.
Jane: Oh, I see.
a) who; Who; whose
b) that; Which; which
c) which; That; whose
d) which; What; of which
e) who; What; what
51 (PUCC-SP) John:
Mary: For my headache.
a) Where did you put the aspirins?
b) Why do you want an aspirin?
c) Where did you go?
d) What do you want?
e) How many aspirins do you want?
52 (PUCC-SP) were they talking to
I came in?
a) When; who
b) Who; when
c) What; when
d) Where; what
e) Who; where
orienTAçãode esTUdo
AULA 39
Faça os exerc’cios 1 a 9.
AULA 40
Faça os exerc’cios 10 a 28.
Caderno de Exercícios 2 — Série 20
Tarefa mínima
Tarefa Complementar
AULA 39
Faça os exerc’cios 29 a 45.
AULA 40
Faça os exerc’cios 46 a 51.
yoUr noTes
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244 L’ngua Inglesa Ð Setor 1801 ALFA 5
AULAs 41 e 42
TexT Comprehension; CondiTionAL
senTenCes
TEXT 1
(Unicastelo-SP)
Unhealthiest restaurant meal in America
U
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o
Long John SilverÕs ÒBig Catch1Ó is the worst
meal2 in the United States, according to the
Center for the Science in the Public Interest
(CSPI). This meal is a large piece of breaded3,
fried fish (haddock), cornbread4 balls, and
onion5 rings.
This inauspicious6 title was bestowed7 upon
the dish for transforming healthy fish into a fatty,
salty Òheart attack on a hook8,Ó as described by
CSPI executive director Michael F. Jacobson.
The meal contains an astounding9 33 grams
of trans fat, 16.5 times the daily limit of trans fats
for a 2,000-calorie diet, as recommended by the
American Heart Association. ThatÕs on top of 19
grams of saturated fat and 3,700 milligrams of
sodium.
Part of that is due to the fact that Long John
SilverÕs uses partially hydrogenated oil to fry. CSPI
has threatened it will sue10 if the restaurant does
not cease using the fatty oil.
The CSPI, often referred to as the ÒFood
PoliceÓ, hasnÕt simply singled out11 Long John
SilverÕs restaurant. The watchdog group12 has also
called out13 other restaurants for their similarly
unhealthy meals. Yet, Long John SilverÕs ÒBig
CatchÓ is still the unfortunate winner.
Available at: <www.news.discovery.com>. Adapted.
1
5
10
15
20
25
Glossary
1. catch:
2. meal:
3. to bread(ed):
4. cornbread:
5. onion:
6. inauspicious:
7. to bestow(ed):
8. hook:
9. astounding:
10. to sue(ed):
11. to single(ed) out:
12. watchdog group:
13. to call(ed) out:
yoUr noTes
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ALFA 5 Língua Inglesa – Setor 1801 245
exerCise 1
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
1 A expressão This inauspicious title, na linha 7,
refere-se a:
a) Long John Silver’s.
b) the Center for the Science in the Public Interest.
c) the unhealthiest meal in the US.
d) fried fish.
e) onion rings.
2 Na frase “... as described by CSPI executive
directorÉ” (,. 9-10), a palavra as:
a) indica condi•‹o e poderia ser substituída por
as long as.
b) poderia ser substituída, sem mudança de
sentido, por because.
c) indica dura•‹o de tempo e poderia ser
substituída por as soon as.
d) equivale, em português, a “conforme”, “como”.
e) equivale, em português, a “embora”.
3 Na frase “ThatÕs on top of 19 grams of saturated
fat and 3,700 milligrams of sodium.” (,. 14-16), a
expressão on top of dá uma ideia de:
a) contraste.
b) condição.
c) adição.
d) tempo.
e) consequência.
4 O trecho “... it will sue if the restaurant does not
cease using the fatty oil.” (,. 19-20), colocado no
passado seria:
a) it would sue if the restaurant does not cease
using fatty oil.
b) it would sue if the restaurant did not cease using
fatty oil.
c) it sued if the restaurant does not cease using
fatty oil.
d) it will sue if the restaurant did not cease using
fatty oil.
e) it sue if the restaurant not ceased using fatty oil.
5 De acordo com o texto:
a) a refeição menos saudável dos Estados Unidos
ganhou esse título por transformar peixe em
algo gorduroso e excessivamente salgado.
b) a American Heart Association recomenda que
as pessoas façam uma dieta diminuindo a
ingestão diária de alimentos para 2 000 calorias.
c) o peixe e as cebolas empanadas servidas com
broas de milho que formam o prato “Big Catch”
são fritos em óleo de soja.
d) a refeição analisada do restaurante Long John
Silver’s continha 16,5 vezes mais sódio do que o
recomendado para uma dieta de 2 000 calorias
diárias.
e) Michael F. Jacobson afirmou que a refeição “Big
Catch” do Long John Silver’s causou muitos
ataques cardíacos nos Estados Unidos.
6 Segundo o texto, é correto afirmar que o CSPI:
a) é um centro de pesquisas que atua junto com
a American Heart Association no combate ao
consumo de comida não saudável.
b) não precisou analisar outros restaurantes para
chegar à conclusão de que o Long John Silver’s
tem a pior refeição dos Estados Unidos.
c) ameaçou processar o restaurante Long John
Silver’s, caso ele não parasse de usar óleo
parcialmente hidrogenado para fritar sua
comida.
d) é um órgão que acompanha a qualidade da
comida nos Estados Unidos, atuando junto com
a polícia em casos extremos.
e) é conhecido como a “polícia da comida”,
pois foi o órgão que interditou e multou o
restaurante Long John Silver’s pelo uso de óleo
parcialmente hidrogenado.
7 Na frase “Yet, Long John SilverÕs ÔBig CatchÕ is still
the unfortunate winner.” (,. 25-26), a palavra yet
poderia ser substituída, sem mudança de sentido,
por todas as expressões seguintes, exceto:
a) thus.
b) but.
c) nevertheless.
d) nonetheless.
e) however.
TEXT 2
(Unicastelo-SP)
Source: <www.glasbergen.com>. Adapted.
exerCise 2
Assinale a alternativa correta, de acordo com o cartum.
8 O efeito cômico da tirinha é originado pelo fato
de a mulher:
a) usar a palavra carbs em sentidos distintos.
b) achar que comer carboidratos emagrece.
c) usar uma abreviação da palavra carboidratos.
d) estar falando no celular e comendo batatinha.
e) usar a palavra low em sentidos distintos.
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246 Língua Inglesa – Setor 1801 ALFA 5
GrAmmAr
Conditional SentenCeS
As Conditional Sentences são constituídas de If Clause (oração subordinada adverbial condicional) + Main
Clause (oração principal) e podem ser de 3 tipos:
1. Conditional Sentence i
We will fail if we donÕt study hard.
Simple Future Simple Present
DonÕt eat too much if you donÕt want to get sick.
Imperative Simple Present
If Clause
If she tells the truth,
Simple Present
1 Main Clause
we will help her.
Simple Future
help her.
Imperative
we may help her.
Na Conditional Sentence I, a correlação dos tempos verbais nas orações é a seguinte:
If Clause 1 Main Clause
↓ ↓
Simple Present Simple Future
Imperative
Modal Auxiliary
(indicando algo que poder‡ / dever‡ ocorrer)
2. Conditional Sentence ii
If Clause
If she told the truth, we
Simple Past
Main Clause
would
Simple Conditional
might
could
would
Simple Conditional
might
could
1
help her.
fail if we didnÕt study hard.
Simple Past
We
Na Conditional Sentence II, a correlação dos tempos verbais nas orações é a seguinte:
If Clause II 1 Main Clause
↓ ↓
Simple Past Simple Conditional
(would + infinitivo sem to)
Modal Auxiliary
(indicando algo que poderia / deveria ocorrer)
Na tira de Garfield a seguir, confira o uso dos tempos verbais na Conditional Sentence II:
Jim Davis. Garfield Eats His Heart Out.
G
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F
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ALFA 5 L’ngua Inglesa Ð Setor 1801 247
3. Conditional Sentence iii
If Clause 1 Main Clause
would
Conditional Perfect
might
could
should
If she had told the truth, we
Past Perfect
have helped her.
would
Conditional Perfect
might
could
We have failed if we hadn’t studied hard.
Past Perfect
Na Conditional Sentence III, a correla•‹o dos tempos verbais nas ora•›es Ž a seguinte:
If Clause III 1 Main Clause
↓ ↓
Past Perfect Conditional Perfect
(would have + partic’pio passado)
Modal Auxiliary
(+ have + partic’pio passado)
4. Unless
We wonÕt go to the theater if you don’t come with us.
equivale a
We wonÕt go to the theater unless you come with us.
A conjun•‹o unless significa Òa menos queÓ, Òa n‹o ser queÓ e equivale a ifÉ not. Ela Ž mais usada quando
a ora•‹oprincipal est‡ na forma negativa. A correla•‹o dos tempos verbais segue o mesmo padr‹o observado nas
Conditional Sentences.
5. Special structures
a) If I were you, I wouldn’t do that.
Na Conditional Sentence II, quando se trata de Simple Past do verbo to be na If Clause, normalmente
usa-se a forma were para todas as pessoas.
b) If you had helped her, she would be (would have been) in a better position now.
If mom had asked me, I would stay (would have stayed) home and help her with the cakes tomorrow.
Na Conditional Sentence III, quando a a•‹o da ora•‹o principal (Main Clause) refere-se a tempo presente
ou futuro, usa-se Simple Conditional em vez de Conditional Perfect nessa ora•‹o.
c) If he had warned me, I wouldn’t have had the accident.
Had he warned me, I wouldn’t have had the accident.
Geralmente, em estilo orat—rio ou liter‡rio, pode-se omitir a conjun•‹o if. Nesse caso, inverte-se a posi•‹o do
verbo auxiliar com o sujeito e a If Clause normalmente antecede a ora•‹o principal.
d) If you have finished your meal, IÕll take you to your room.
If it is raining, weÕll stay indoors.
Ës vezes, na Conditional Sentence I, nota-se o uso de Present Perfect ou Present Continuous em vez
de Simple Present.
e) We will have the party
if the weather is good tomorrow.
if the weather isn’t good tomorrow.
equivale a
We will have the party whether or not the weather is good tomorrow.
IÕll tell her the truth
if you want it.
if you don’t want it.
equivale a
IÕll tell her the truth whether you want it or not.
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248 Língua Inglesa – Setor 1801 ALFA 5
A expressão whether or not significa “se… ou
não”, “quer… quer não” e é usada para indicar
que a ação ou situação da oração principal aconte-
cerá, independentemente da condição. Quando
a oração é extensa, geralmente coloca-se or not
junto a whether.
exerCise 3
Choose the verb form that best completes each
sentence.
1 If they things right, the shop owner
may not pay them.
a) not do
b) donÕt
c) wonÕt do
d) didnÕt
e) donÕt do
2 Unless he himself badly, the little boy
wouldnÕt cry.
a) hurts
b) doesnÕt hurt
c) will hurt
d) has hurt
e) hurt
3 She would have talked to the man if she
the opportunity.
a) had
b) would have
c) has
d) will have
e) had had
4 us a message if you decide to go.
a) Send
b) Sends
c) Will send
d) Sent
e) Had sent
5 so busy, I could have gone to your
house yesterday.
a) I hadnÕt been
b) If I wasnÕt
c) Had I not been
d) If I wouldnÕt be
e) If I am not
6 If I you, I wouldnÕt do that.
a) was
b) were
c) had been
d) am
e) have been
7 If she had been sensible, she into
trouble.
a) hadnÕt got
b) doesnÕt get
c) didnÕt get
d) wonÕt get
e) wouldnÕt have got
8 If we had saved some money, we to
help him now.
a) will be able
b) would be able
c) would have been able
d) had been able
e) are able
orienTAção de esTUdo
AULA 41
leia os itens 1 a 5 de Grammar.
Faça os exercícios 1 a 11.
AULA 42
Faça os exercícios 12 a 25.
Caderno de Exercícios 2 — Série 21
Tarefa mínima
Tarefa Complementar
AULA 41
Faça os exercícios 26 a 31.
AULA 42
Faça os exercícios 32 a 40.
yoUr noTes
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ALFA 5 Língua Inglesa – Setor 1801 249
TEXT
(Transfer•ncia-USP)
The ability to stand upright1 and stride2 on
two feet was a critical milestone3 in setting the
human species apart4 from our ape ancestors.
Paleoanthropologists say itÕs what eventually
allowed humans to develop bigger brains, and
it likely took a while5 to evolve. Based on the
fossil evidence, researchers have long suspected
Australopithecus afarensis, the species whose most
famous member is 3.2-million-year-old Lucy, was
among the first to spend the majority of its day on
two feet. Problem is, LucyÕs skeleton is missing key
foot bones, which left researchers to debate how
much time Lucy spent upright Ð most of the time,
like us, or only periodically, like the apes?
Now scientists report they have found a
crucial clue6: a fourth metatarsal, one of the long
bones connecting the toes to the ankle, from
one of LucyÕs contemporaries. That fossil speaks
volumes7 about how we evolved. The bone shows
signs of an arch, both from front to back and from
side to side, which suggests that A. afarensisÕs
foot could absorb shock and bear8 the weight of
an animal that stood upright for long periods. It
is strong and stiffer9 than those found in most
apesÕ flexible, handlike feet, which not only splay
flat10 on the ground but can also curl11 around
branches Ð the better to sustain a tree-based
existence. Being fully upright likely gave Lucy
and her ilk12 an advantage over other hominids
some 3 million years ago, particularly as the
cooling planet caused the dense, lush13 forests of
eastern Africa to give way to grasslands14, where
walking Ð and running Ð would have been more
useful than climbing.
Time, February 28th, 2011. Adapted.
U
S
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1
5
10
15
20
25
30
AULAs 43 e 44
TexT Comprehension; deGrees of
AdjeCTives (Adverbs)
yoUr noTes
Glossary
1. upright:
2. to stride (strode; stridden):
3. milestone:
4. to set apart:
5. a while:
6. clue:
7. to speak volumes:
8. to bear (bore; borne):
9. stiff:
10. to splay flat:
11. to curl(ed):
12. ilk:
13. lush:
14. grassland:
exerCise 1
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
1 No trecho ÒPaleoanthropologists say it’s what
eventually allowed humans to develop bigger
brainsÉÓ (,. 4-5), a palavra eventually:
a) equivale, em portugu•s, a eventualmente.
b) poderia ser substitu’da, sem mudan•a de sen-
tido, por by chance.
c) tem o mesmo significado que by accident.
d) poderia ser substitu’da, sem altera•‹o de sig-
nificado, por in the end.
e) pode ser traduzida como no in’cio.
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250 Língua Inglesa – Setor 1801 ALFA 5
7 (Transfer•ncia-USP) O texto informa que:
a) o resfriamento do planeta e as consequentes
altera•›es no meio ambiente refor•aram a
import‰ncia da mudan•a postural dos homi-
n’deos.
b) uma das grandes vantagens dos homin’deos
em rela•‹o aos chimpanzŽs era que aqueles,
diferentemente destes, preferiam andar no solo
a locomover-se nas ‡rvores.
c) a preserva•‹o dos macacos deve-se ao fato de
que eles alimentavam-se de folhagens e dos
pastos que vieram a se formar com o resfria-
mento do planeta.
d) a flexibilidade da ossatura de homin’deos e de
chimpanzŽs permitiu a sobreviv•ncia de ambos
ap—s o resfriamento do planeta.
e) o esqueleto humano, hoje, preserva as mesmas
caracter’sticas dos f—sseis de 3 milh›es de anos
atr‡s.
GrAmmAr
degreeS of adjeCtiveS
1. Positive degree
The cities built by the Mayas were as impressive as
those of the Aztecs.
Robert’s car is not so old as mine.
Para todos os adjetivos, o comparativo de igualdade
(tão… quanto) é formado da seguinte maneira:
oração afirmativa: as + adjetivo + as
oração negativa: not so (as) + adjetivo + as
2. Comparative degree: inferiority
Today we are not so busy as yesterday. We are less
busy.
Richard’s account of the events doesn’t seem so
accurate as Mary’s. Richard’s account seems less
accurate than hers.
Para todos os adjetivos, o comparativo de inferiori-
dade (menos… do que) é formado do seguinte modo:
less + adjetivo + than
Usa-se than quando o segundo termo da comparação
é mencionado na oração.
3. Comparative degree: superiority i
Mary is 15 years old. Susan is 14, so Mary is older
than Susan.
Brazil is larger than Chile.
James is luckier than his friends.
2 (Transfer•ncia-USP) De acordo com o texto, a es-
pŽcie humana evoluiu devido:
a) ao aumento do tamanho do seu cŽrebro.
b) ˆ sua capacidade de manter-se em pŽ e de
andar.
c) ˆs mudan•as em sua forma•‹o biol—gica.
d) ao aumento de for•a de sua ossatura.
e) ˆ sua adaptabilidade com rela•‹o a mudan•as
clim‡ticas.
3 (Transfer•ncia-USP)Para os pesquisadores men-
cionados no texto, h‡ evid•ncias de que:
a) Lucy, f—ssil famoso, passava a maior parte do
dia em pŽ quando viva.
b) os primeiros homin’deos, assim como Lucy, n‹o
tinham os dedos dos pŽs.
c) homin’deos e chimpanzŽs subiam em ‡rvores e
corriam pelos campos.
d) os homin’deos, assim como os chimpanzŽs, fi-
cavam em pŽ apenas quando necess‡rio.
e) o esqueleto de homin’deos e chimpanzŽs era
similar, mas as atividades desenvolvidas eram
diferentes.
4 (Transfer•ncia-USP) O texto informa que os pes-
quisadores tiveram que utilizar outros dados para
seu estudo porque:
a) a evolu•‹o de nossa espŽcie s— pode ser com-
preendida a partir de uma amostra significativa
de f—sseis.
b) a amplitude da pesquisa dependia da compa-
ra•‹o de f—sseis contempor‰neos a Lucy.
c) o f—ssil de Lucy n‹o possu’a ossos importantes
dos pŽs.
d) a varia•‹o dos esqueletos f—sseis ao longo do
tempo Ž evidente.
e) a ossatura do pŽ e os ligamentos da parte an-
terior da perna revelam as similaridades entre
a espŽcie humana e os chimpanzŽs.
5 (Transfer•ncia-USP) A an‡lise do f—ssil A. afarensis,
mencionada no texto, sugere que:
a) a condi•‹o f’sica de nossos ancestrais permitia-
-lhes suportar choques e enfrentar situa•›es
adversas.
b) seus ossos possu’am resist•ncia que lhe permi-
tia mover-se de um lado para outro.
c) a evolu•‹o de nossa espŽcie deve-se n‹o apenas
a nosso porte, mas ao desenvolvimento da fala.
d) seus pŽs podiam absorver impactos e suportar
o peso de seu corpo.
e) a habilidade para andar de nossos ancestrais
era similar ̂ habilidade de subir em ‡rvores dos
chimpanzŽs.
6 Na frase ÒBeing fully upright likely gave Lucy and
her ilk an advantage...Ó (,. 28-29), o advŽrbio likely
pode ser traduzido por:
a) certamente.
b) naturalmente.
c) totalmente.
d) prazerosamente.
e) provavelmente.
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ALFA 5 Língua Inglesa – Setor 1801 251
4. Superlative i
Mary is 15. All the other students are 14, so Mary is the oldest student in the classroom.
Brazil is the largest country in South America.
James is the luckiest boy in the neighborhood.
Adjective
Comparative
of superiority
Superlative
old older (the) oldest
cheap cheaper (the) cheapest
late later (the) latest
dirty dirtier (the) dirtiest
clever cleverer (the) cleverest
noble nobler (the) noblest
narrow narrower (the) narrowest
Para os adjetivos de uma s’laba e tambŽm os de duas s’labas com termina•‹o y, er, le e ow forma-se o compa-
rativo de superioridade acrescentando-se o sufixo -er, e o superlativo acrescentando-se o sufixo -est.
Notas:
1. Quando os adjetivos terminam em -e, acrescenta-se apenas -r ou -st:
late later the latest
2. Quando os adjetivos terminam em -y precedido de consoante, muda-se o y para i antes de se acrescentarem
os sufixos:
dirty dirtier the dirtiest
3. Quando os adjetivos terminam em uma consoante precedida de uma vogal, dobra-se a consoante final
antes de se acrescentarem os sufixos:
c v c
big bigger the biggest
4. A part’cula than Ž empregada quando o segundo termo da compara•‹o Ž mencionado na ora•‹o.
5. O superlativo Ž normalmente precedido do artigo definido the.
5. Comparative degree: superiority ii
Walking on the beach is more pleasant than watching TV all day.
Silk is more delicate than cotton.
For Brazilians, Japanese should be more difficult to learn than French.
6. Superlative ii
In that part of the country spring is the most pleasant season of the year.
Use the most delicate shade of pink in your painting.
Nancy thought that Japanese was the most difficult language she had ever learned.
Adjective Comparative of superiority Superlative
serious
charming
intelligent
comfortable
more (than)
serious
charming
intelligent
comfortable
serious
charming
intelligent
comfortable
(the) most
Para os adjetivos de duas s’labas não terminados em -y, -er, -le, -ow e para aqueles com mais de duas s’labas,
formam-se o comparativo de superioridade e o superlativo acrescentando-se, respectivamente, as palavras
more e most diante dos adjetivos. O superlativo Ž normalmente precedido do artigo the. A palavra than Ž
usada no comparativo de superioridade quando o segundo termo da compara•‹o est‡ presente na ora•‹o.
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252 Língua Inglesa – Setor 1801 ALFA 5
7. irregular forms
Adjective (Adverb) Comparative of superiority Superlative
good
bad
well
much, many
little
far
better
worse
more (than)
less
farther
further
best
worst
the most
least
farthest
furthest
Notas:
1. Less e least são normalmente usados diante de mass nouns. Fewer e fewest são usados diante de
plural count nouns:
She has less time to study than we do.
She has been to Europe fewer times than we have.
2. Farther e farthest referem-se a “distância”. Further normalmente significa “adicional”, “extra”.
Which village in England is the farthest from London?
We need further (mais; adicionais) details about the operation.
8. Special uses of the comparative of superiority
Jim Davis. Garfield takes the cake.
The more expensive, the more difficult to buy.
The harder the job, the less money he seems to earn.
A estrutura the + comparativo de superioridadeÉ the + comparativo de superioridade equivale à ex-
pressão “quanto mais… mais…”
… environmentalism is becoming more and more important…
Little Paul was getting taller and taller.
A estrutura comparativo de superioridade + and + comparativo de superioridade equivale à expressão
“cada vez mais”.
exerCise 2
Choose the correct expression to complete the sentences.
1 Brazil is the other countries in South America.
a) the largest
b) more large than
c) larger than
d) more big than
e) bigger
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ALFA 5 Língua Inglesa – Setor 1801 253
2 HeÕs not his brother.
a) less strong as
b) so strong as
c) more strong than
d) stronger
e) strongest than
3 Bob is person IÕve ever met.
a) the most silly
b) the sillier
c) the more silly
d) the silliest
e) as silly as
4 you know the truth, .
a) The later; the worse
b) The latest; the worst
c) The more late; the worse
d) Later; worse
e) How much later; how much worse
yoUr noTes
5 In my opinion itÕs to drive at night
than during the day.
a) most tiring c) tiringer e) not so tiring
b) as tiring d) less tiring
6 My grades are BobÕs but theyÕre not
in the classroom.
a) better than; the best
b) best than; the better
c) worst than; the worse
d) worse than; worst
e) badder than; the worst
7 Harvard is one of universities in the
world.
a) most famous
b) the more famous
c) the famousest
d) the most famous
e) less famous
orienTAção de esTUdo
AULA 43
leia os itens 1 a 8 de Grammar.
Faça os exercícios 1 a 9.
AULA 44
Faça os exercícios 10 a 22.
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ SŽrie 22
Tarefa mínima Tarefa Complementar
AULA 43
Faça os exercícios 23 a 31.
AULA 44
Faça os exercícios 32 a 36.
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254 L’ngua Inglesa Ð Setor 1801 ALFA 5
AnoTAçÕes
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BIOLOGIA – Setor 1403
Aulas 41 e 42
1. B
2. C
3. a) Em mamíferos, a parede do ventrículo esquerdo é mais espessa do que a parede do ventrículo direito. Esse fato
explica porque a pressão na circulação sistêmica é maior do que a pressão na circulação pulmonar.
b) Em anfíbios, o coração apresenta apenas um ventrículo. A sístole ventricular impõe a mesma pressão nas circulações
pulmonar e sistêmica.
4. a) Répteis são vertebrados com respiração exclusivamente pulmonar. Anfíbios apresentam durante seu desenvolvimento
respiração branquial (na fase larval), cutânea e pulmonar (na fase adulta).
b) Aves e mamíferos apresentam circulação dupla e completamenteseparada. A maioria dos répteis apresenta coração
tricavitário, ou seja, formado por dois átrios e um ventrículo, onde, embora apresente um septo interventricular parcial,
costuma ocorrer mistura de sangue arterial e venoso. Portanto, esses animais possuem circulação dupla e completa.
5. D
RESPOSTAS das ATIvIdAdES ExTRAS
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AnOTAçÕES
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