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Afecções de 
glândula mamária 
Edema de úbere 
Acúmulo excessivo de líquido nos espaços teciduais 
intercelulares 
 
ESCORE DE CLASSIFICAÇÃO 
• 1 – sem edema 
• 2 – leve 
• 3 – moderado 
• 4 – severo 
• 5 – muito severo 
 
FORMAS CLÍNICAS 
• Aguda/fisiológica 
- 2 a 3 semanas antes e após o parto 
- mais comum em novilhas e vacas de alta 
produção de leite 
- regride pós parto 
• Crônica/patológica 
- persiste por meses 
 
 
 
 
SINAIS CLÍNICOS 
• Pele mais tensa (prova de pregueamento) 
• Sinal de Godet + 
• Abdução de membros posteriores (gera dor e 
desconforto) 
• Dificuldade de locomoção e de permanecer em 
decúbito 
• Edema de áreas adjacentes do abdômen e 
períneo 
 
 
 
COMPLICAÇÕES 
- Maior vulnerabilidade a lesões (devido ao aumento 
de tamanho do úbere, fica mais próximo ao chão) 
- Deteriorações dos ligamentos suspensórios 
- Dermatites 
- Mastites 
 
OBS: complicações acontecem mais em edemas 
patológicos do que fisiológicos 
 
Vacas com edema estão mais sujeitas ao estresse, 
fazendo com que elas prendam o leite – predispondo 
quadros de mastite 
 
 
CAUSAS 
• Fisiológica 
- Herdabilidade 
- Gestação (bezerros muito grandes ou gestação 
gemelar) 
- Vaso compressão da veia epigástrica superficial 
(também chamada de veia do leite), dificulta o 
retorno venoso e acumulo de líquidos 
- Dificuldade de ejeção do leite em novilhas 
- Hipoproteinemia relacionada ao colostro 
 
• Patológica 
- Hipoproteinemia relacionada à dieta 
- Retorno venoso deficiente (patológico): flebite 
da veia epigástrica superficial causado pela vaso 
punção sucessiva, por ser uma veia calibrosa de 
fácil acesso 
- Período seco longo (>60 dias): acumulo de leite 
nas glândulas mamárias 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
• Aumentar o número de ordenhas – para drenar 
o excesso de líquido, podendo ser associada a 
aplicações de ocitocina (não deve ser aplicada 
todo dia) 
• Diuréticos – furosemida; associado a uma 
reposição de cálcio obrigatória, pois são animais 
susceptíveis a apresentar hipocalcemia, 
principalmente com o uso de diuréticos 
• Corticoides para edemas patológicos, reduz a 
inflamação local de forma rápida 
• Antibióticos intramamários – devem ser 
realizados após a última ordenha do dia 
• Duchas e massagens – evitar, pois a ducha leva 
contaminação para as pontas dos tetos 
predispondo a mastite 
• Suporte de úbere – serve para conforto do 
animal, mesmo que não apresente edema, como 
forma de profilaxia 
 
 
 
PROFILAXIA 
• Manejo dos grupos de risco 
• Caminhadas antes e pós parto 
• Dieta equilibrada 
• Ordenhas frequentes 
• Água a vontade 
• Vitamina E – antioxidante 
 
 
 
Mastite 
Processo inflamatório quase sempre decorrente da 
presença de microrganismos infecciosos, como 
bactérias, vírus, algas e fungos. 
 
IMPACTOS ECONÔMICOS 
• Queda da produção leiteira e de seus derivados 
• Queda da qualidade do leite 
• Custos com o tratamento 
• Descarte do leite 
• Descarte prematuro das vacas leiteiras 
 
PROCESSO INFLAMATÓRIO 
 
 
Devido a inflamação, o epitélio irá descamar, e a 
presença de muitos leucócitos irá fazer com que a 
contagem de células somáticas se eleve 
 
 
O tecido fibroso impede que a bactéria infecte outro 
quarto dos tetos – por isso, somente o quarto 
mamário afetado irá aumentar de tamanho com a 
inflamação, ficando assimétrico (apresentação inicial) 
 
PREDISPOSIÇÃO 
• Interação de microorganismos x vacas x meio 
ambiente 
• Práticas de manejo 
• Genética: formato da glândula mamária (o bico 
do teto deve estar centralizado, nem muito longo 
nem muito curto) 
• Ligamentos 
• Integridade e oclusão dos tetos 
 
CLASSIFICAÇÃO 
De acordo com a sintomatologia: 
• SUBCLÍNICA 
- o animal não apresenta sinais clínicos 
- causa redução na produção de leite 
- detectada pelo aumento de CCS 
- composição do leite é alterada, perdendo sua 
qualidade – a bactéria estará consumindo a 
lactose 
 
• CLÍNICA 
- animal apresenta sintomas 
- alterações no leite – grumos, coloração 
amarelada e avermelhada, mais consistente 
parecendo pus ou menos consistente parecendo 
soro; 
- assimetria do teto 
- aumento de temperatura 
- andar mais cuidadoso 
- hiporexia 
- necessário isolar o animal e trata-lo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De acordo com a forma clínica: 
• CATARRAL 
- superficial, em porções ventrais 
- leite aparentemente normal, mas com grumos 
- AGUDA: claros sinais de inflamação – se 
identificado cedo 
- CRÔNICA: sinais clínicos mais brandos, com 
parênquima firme na glândula – identificado 
tardio – ocorre atrofia e consistência mais fibrosa 
- PROGNÓSTICO: bom (se for precoce) 
 
• APOSTEMATOSA 
- Forma de infecção profunda 
- Produção de pus e abscessos 
- Leite com aspecto de pus – causada por 
bactérias piogênicas 
- Sinais clínicos de inflamação evidentes 
- PROGNÓSTICO: ruim para a produção e bom 
para a vida da vaca 
- Complicações: sepse e toxemia e metástases 
piogênicas 
 
 
 
• FLEGMONOSA ou GANGRENOSA 
- Causada por: E. coli ou Clostridium 
- Sinais clínicos: 
Hipotermia 
Cianose – pois a bactéria causa diminuição de 
perfusão dos tecidos 
Gangrena 
Hiporexia 
Febre 
Altas chances de sepse 
- As bactérias causam acumulo de gás no 
subcutâneo do parênquima, causando 
crepitações na palpação 
- Leite com aspecto de soro 
- PROGNÓSTICO: ruim a reservado para a vida e 
para a produção 
- COMPLICAÇÕES: morte 
 
 
 
 
 
Quanto ao agente etiológico: 
• AMBIENTAL 
- Ocorre quando o animal está solto – 
superlotação geralmente 
- Alta incidência de mastite clínica 
- Ocorre ENTRE as ordenhas – frequentemente 
- Causada por bactérias: 
Coliformes (Escherichia coli, Klebsiella sp) 
Estreptococos ambientais s (Streptococcus 
uberis, Streptococcus dysgalactiae) e 
Staphylococcus epidermidis 
 
• CONTAGIOSA 
- Ocorre quando o animal está dentro das salas de 
ordenha – DURANTE as ordenhas, pelas mãos do 
ordenhador ou pelos equipamentos 
- mais presente em mastites subclínicas 
- Staphylococcus aureus, Streptococcus 
agalactiae, Mycoplasma bovis, Corynebacterium 
bovis e algas 
 
 
DIAGNÓSTICO 
• Classificação do tipo de mastite 
• Teste de caneca telada / fundo preto: 
- primeiros jatos 
• CMT 
- a forma subclínica pode ter 3 graus 
• CCS 
- estima a quantidade de casos subclínicos 
- individual >200.000 cel/mL 
- Tanque >250.000 cel/mL 
 
 
 
Em casos não responsivos a antibióticos de amplo 
espectro – teste MICROBIOLÓGICO 
 
COMO COLETAR AMOSTRAS DE LEITE: 
 
 
 
 
 
SUBCLÍNICA 
- O exame CCS (avaliação quantitativa) individual é 
muito caro, por isso faz-se o exame do tanque 
- Recomendado o teste CMT (avaliação qualitativa) 
 
CLÍNICA 
- Teste de caneca telada 
 
TRATAMENTO 
SUBCLÍNICA 
- Não utiliza-se antibiótico 
- Ocitocina: otimiza as ordenhas, auxiliando na ejeção 
do leite – administrar IV 
- Resolvido apenas com o aumento do número de 
ordenhas por dia 
 
CLÍNICA 
- Ordenhas frequentes 
- Ocitocina IV 
- Antibiótico intramamários (aplicar apenas após a 
última ordenha) e sistêmico (utilizar quando houver 
febre) 
- AINE (Flunexim Meglumine) – IM 
- Fluidoterapia 
- Ozonioterapia intramamária: utilizada por alguns 
veterinários, pode causar crepitação e sangramento 
 
 
MEDIDAS PROFILÁTICAS 
- Ambientes sempre limpos e confortáveis 
- Estabelecer objetivos para a saúde da glândula 
mamária 
- Manutenção e limpeza dos equipamentos de 
ordenha 
- Manejo adequado no momento da ordenha 
- Quarentena de animais recém adquiridos (realizar o 
teste CMT e teste de caneca preta) 
- Isolamento de animais doentes 
- Nutrição adequada 
- Tratar mastite nas vacas secas – ocitocina e ATB 
- Manejo do lote: a ordenha deve ser realizada em 
lotes, respectivamente na ordem: 
1. Vacas saudáveis sem histórico de mastite 
2. Vacas com histórico de mastite 
3. Vacascom mastite subclínica 
4. Vacas com mastite clínica 
 - esse leite deve ser desviado do tanque 
 
 
FIXANDO 
A MASTITE PODE SER: 
• Clínica ou Subclínica 
• Catarral, apostematosa ou flegmonosa 
• Ambiental ou contagiosa