Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Morfofuncional SP1
“E a vida continua”.
Anatomia 
1) Descreva a anatomia da mama, sua posição e componentes: 
As mamas são as estruturas superficiais mais proeminentes na parede anterior do tórax, sobretudo nas mulheres. As mamas são formadas por tecido glandular e tecido fibroso de sustentação integrados a uma matriz adiposa, junto com vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos. Homens e mulheres têm mamas; normalmente, elas só são bem desenvolvidas em mulheres. As glândulas mamárias estão localizadas na tela subcutânea, sobre os músculos peitorais maior e menor. Na parte mais proeminente da mama está a papila mamária, circundada por uma área cutânea pigmentada circular, a aréola. As glândulas mamárias presentes nas mamas estão relacionadas com a reprodução nas mulheres. Nos homens, são rudimentares e não funcionais formadas apenas por alguns pequenos ductos ou cordões epiteliais. Em geral, a gordura presente em mamas masculinas não é diferente da tela subcutânea encontrada em outras partes do corpo, mas normalmente não há desenvolvimento do sistema glandular.
2) Identifique os componentes da mama: 
· Consiste em um tecido glandular, com a maior parte incrustada na tela (hipoderme) subcutânea (fáscia superficial) da parede torácica anterior, sobrejacente aos músculos peitorais.
· As glândulas são rudimentares no sexo masculino e na fase pré-puberal no sexo feminino.
· O tamanho e formato da mama adulta feminina variam, sendo o tamanho determinado pela quantidade de gordura que circunda o tecido glandular.
· A base da mama é bastante consistente, estendendo-se da margem lateral do esterno até a linha axilar média e da 2a à 6a costela.
· A maior parte da mama é sobrejacente profundamente à fáscia peitoral do músculo peitoral maior, com a fáscia remanescente sobrejacente ao músculo serrátil anterior.
· A mama é separada do músculo peitoral maior pelo espaço retromamário, um espaço potencial preenchido com tecido conectivo frouxo.
· A mama está firmemente inserida na pele sobrejacente por condensação do tecido conectivo, por meio dos ligamentos suspensores ou pectíneos (de Cooper), que ajudam a sustentar os lóbulos da mama.
· Uma pequena parte da glândula mamária pode se estender em direção à axila, constituindo o chamado processo axilar da mama (cauda de Spence).
· Para fins descritivos, a mama é dividida em quatro quadrantes: superior e inferior laterais e superior e inferior mediais.
· A característica mais proeminente da mama é a papila mamária.
· A papila mamária é circundada pela aréola, uma área pigmentada circular de pele.
· A aréola é rosada em caucasianos e marrom em africanos e asiáticos.
· A pigmentação da aréola aumenta durante a gravidez.
· A aréola contém glândulas sebáceas; após a gravidez essas glândulas secretam uma substância oleosa para proteger a papila mamária contra a irritação durante amamentação.
· A mama é composta por 15 a 20 lóbulos de tecido glandular formados por septos dos ligamentos suspensores.
· As glândulas mamárias são glândulas sudoríparas modificadas formadas pelo desenvolvimento de alvéolos secretores de leite, arranjados em grupos.
· Cada lóbulo é drenado por um ducto lactífero.
· Cada ducto lactífero se abre na papila mamária.
3) Irrigação arterial das mamas: 
· O suprimento sanguíneo da mama deriva dos ramos perfurantes e ramos intercostais anteriores da artéria torácica interna.
· A mama também é suprida pelos ramos das artérias toracoacromiais e torácicas laterais (da artéria axilar). 
4) Drenagem venosa das mamas: 
· A drenagem venosa acompanha o suprimento arterial e, principalmente, para a veia axilar e veia torácica interna.
5) Drenagem linfática das mamas: 
· Linfa da papila mamária, aréola e lóbulos das glândulas mamárias drena em um plexo linfático subareolar
· A partir deste plexo, um sistema de canais linfáticos de interconexão drena a linfa para vários linfonodos
· A maior parte da linfa, especialmente dos quadrantes laterais da mama, drena nos linfonodos axilares anteriores (peitorais) e dali para os linfonodos axilares
· A quantidade remanescente de linfa, especialmente dos quadrantes mediais da mama, drena nos linfonodos paraesternais ao longo dos vasos torácicos internos
· Uma pequena parte da linfa dos quadrantes inferiores da mama segue para os linfonodos frênicos inferiores.
· A linfa dos quadrantes mediais pode derivar da mama do lado oposto
Histologia
1) Identificar e descrever as características histológicas do parênquima mamário. 
Cada glândula mamária consiste em 15 a 25 lóbulos de glândulas tubuloalveolares compostas, cuja função é secretar leite para nutrir os recém-nascidos. Cada lóbulo, separado dos vizinhos por tecido conjuntivo denso e muito tecido adiposo, é, na realidade, uma glândula individualizada com seu próprio ducto excretor, chamado de ducto galactóforo. Esses ductos, que medem 2 a 4,5 cm de comprimento, emergem independentemente no mamilo, que tem 15 a 25 aberturas, cada uma com aproximadamente 0,5 mm de diâmetro. A estrutura histológica das glândulas mamárias varia de acordo com o sexo, a idade e o estado fisiológico.
Antes da puberdade, as glândulas mamárias são compostas de porções dilatadas, os seios galactóforos, e várias ramificações desses seios, os ductos galactóforos. Seu desenvolvimento em meninas durante a puberdade faz parte do processo de aquisição das características sexuais secundárias. Durante esse período, as mamas aumentam de tamanho e desenvolvem um mamilo proeminente. Em meninos, as mamas normalmente permanecem planas.
O aumento das mamas durante a puberdade resulta do acúmulo de tecido adiposo e conjuntivo, além de certo crescimento e ramificação dos ductos galactóforos. A proliferação desses ductos e o acúmulo de gordura se devem ao aumento da quantidade de estrógenos circulantes durante a puberdade.
Na mulher adulta, a estrutura característica da glândula – o lóbulo – desenvolve-se a partir das extremidades dos menores ductos. Um lóbulo consiste em vários ductos intralobulares que se unem em um ducto interlobular terminal. Cada lóbulo é imerso em tecido conjuntivo intralobular frouxo e muito celularizado, sendo que o tecido conjuntivo interlobular que separa os lóbulos é mais denso e menos celularizado.
Próximo à abertura do mamilo, os ductos galactóforos se dilatam para formar os seios galactóforos. As aberturas externas dos ductos são revestidas por epitélio estratificado pavimentoso, o qual bruscamente se transforma em estratificado colunar ou cuboide nos ductos galactóforos. O revestimento dos ductos galactóforos e ductos interlobulares terminais é formado por epitélio simples cuboide, envolvido por células mioepiteliais.
O tecido conjuntivo que cerca os alvéolos contêm muitos linfócitos e plasmócitos. A população de plasmócitos aumenta significativamente no fim da gravidez; eles são responsáveis pela secreção de imunoglobulinas (IgA secretora), que conferem imunidade passiva ao recém-nascido.
A estrutura histológica dessas glândulas sofre pequenas alterações durante o ciclo menstrual, como, por exemplo, proliferação de células dos ductos em torno da época de ovulação. Essas mudanças coincidem com o período no qual o estrógeno circulante está no seu pico. A maior hidratação do tecido conjuntivo na fase pré-menstrual pode provocar aumento do volume da mama.
O mamilo tem forma cônica e pode ser rosa, marrom-claro ou marrom-escuro. Externamente, é coberto por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado contínuo com o da pele adjacente. A pele ao redor do mamilo constitui a aréola. Sua cor escurece durante a gravidez, como resultado de acúmulo local de melanina, e após o parto pode ficar mais claro, mas raramente retorna à sua tonalidade original. O epitélio do mamilo repousa sobre uma camada de tecido conjuntivo rico em fibras musculares lisas, as quais estão dispostas circularmente ao redor dos ductos galactóforos mais profundos e paralelamente a eles quando entram no mamilo. O mamilo é provido de abundantes terminações nervosas sensoriais, importantes para produzir o reflexoda ejeção do leite pela secreção de ocitocina. 
· Na mama normal observa-se o sistema secretor, composto por lóbulos e ductos e situado no estroma interlobular. Na mulher jovem, o estroma interlobular é composto predominantemente por tecido fibroso denso, com alguns adipócitos, daí a consistência da mama ser firme. Após a menopausa predomina o tecido adiposo.
· Os lóbulos mamários são a unidade secretora da mama.  São estruturas de contorno mais ou menos circular, circundados por estroma interlobular (tecido fibroso denso).  Cada lóbulo é constituído por ácinos situados no estroma intralobular.  Neste, o tecido conjuntivo é mais frouxo e contém uma população fisiológica de células inflamatórias crônicas, principalmente linfócitos. Este estroma responde às variações hormonais do ciclo menstrual normal, sendo mais edemaciado e com mais linfócitos na segunda metade do ciclo (influência combinada de estrógenos e progesterona). Fora da gravidez, como neste caso, os ácinos estão quiescentes. 
· Dupla população celular dos ácinos mamários. Cada ácino é composto por dois tipos de células: uma camada interna de células epiteliais e uma camada externa de células mioepiteliais, que se destacam pelo citoplasma ser mais claro. A função das células mioepiteliais é contrair-se, promovendo a extrusão do leite secretado. Em lesões proliferativas da mama, a perda da dupla população é um importante elemento a favor de neoplasia.
· Os ductos mamários drenam os lóbulos. Têm contorno irregular ou estrelado e são constituídos por dupla população, de células epiteliais de revestimento (internas) e mioepiteliais (externas). Estas não formam uma camada contínua e se destacam pelo citoplasma claro, frequentemente vacuolado. 
Patologia
1. Cite os principais tipos de neoplasia mamária, descrevendo suas características: 
2. Ver e descrever a lâmina de adenocarcinoma de mama. 
3. Explique o mecanismo de progressão tumoral da mama. 
4. Entenda o estadiamento da neoplasia maligna mamária

Mais conteúdos dessa disciplina