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Curso - Eneagrama

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CURSO
ENTENDENDO A SI 
MESMO E AO SEU 
CLIENTE: ENEAGRAMA 
DAS PERSONALIDADES
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
Senac/SC
Florianópolis | 2017
CURSO
ENTENDENDO A SI 
MESMO E AO SEU 
CLIENTE: ENEAGRAMA 
DAS PERSONALIDADES
© Senac | Todos os Direitos Reservados
CRÉDITOS
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac/SC
Departamento Regional em Santa Catarina 
FECOMÉRCIO
Presidente 
Bruno Breithaupt
Diretor Regional
Rudney Raulino
Diretoria de Educação Profissional
Ivan Luiz Ecco
Conteudista
Márcio Schultz
Desenvolvimento e Editoração
Equipe de Produção do SEAD
Coordenação Técnica
Setor de Educação a Distância - SEAD
SUMÁRIO
CONTEXTUALIZANDO ��������������������������������������������������������������������������������� 5
1 O ENEAGRAMA ����������������������������������������������������������������������������������� 8
1.1 PRIMEIRA EMOÇÃO: A RAIVA 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 1 - O PERFECCIONISTA --------------------------------- 9
1.2 SEGUNDA EMOÇÃO: O ORGULHO 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 2 - O PRESTATIVO -------------------------------------- 13
1.3 TERCEIRA EMOÇÃO: A VAIDADE 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 3 - O DESEMPENHADOR ----------------------------- 18
1.4 QUARTA EMOÇÃO: A INVEJA 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 4 - O CRÍTICO ------------------------------------------- 23
1.5 QUINTA EMOÇÃO: A AVAREZA 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 5 - O OBSERVADOR ----------------------------------- 30
1.6 SEXTA EMOÇÃO: O MEDO 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 6 - O ANSIOSO ------------------------------------------ 35
1.7 SÉTIMA EMOÇÃO: A GULA 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 7 - O SONHADOR -------------------------------------- 44
1.8 OITAVA EMOÇÃO: A LUXÚRIA 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 8 - O MANDÃO ----------------------------------------- 52
1.9 NONA EMOÇÃO: A INDOLÊNCIA 
 VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 9 - O ANTICONFLITO ---------------------------------- 55
2 IDENTIFICANDO O SEU PADRÃO DE COMPORTAMENTO �������������� 61
3 APRENDENDO A LIDAR COM O OUTRO ������������������������������������������ 86
3.1 COMO LIDAR COM O PERFECCIONISTA DO TIPO 1 --------------------------------- 88
3.2 COMO LIDAR COM O PRESTATIVO DO TIPO 2 ---------------------------------------- 91
3.3 COMO LIDAR COM O DESEMPENHADOR DO TIPO 3 ------------------------------ 94
3.4 COMO LIDAR COM O CRÍTICO DO TIPO 4 --------------------------------------------- 96
3.5 COMO LIDAR COM O OBSERVADOR DO TIPO 5 ------------------------------------- 98
3.6 COMO LIDAR COM O ANSIOSO DO TIPO 6 ------------------------------------------- 99
3.7 COMO LIDAR COM O SONHADOR DO TIPO 7 --------------------------------------- 103
3.8 COMO LIDAR COM O MANDÃO DO TIPO 8 ------------------------------------------ 104
3.9 COMO LIDAR COM O ANTICONFLITO DO TIPO 9 ---------------------------------- 106
CONSIDERAÇÕES ����������������������������������������������������������������������������������������� 109
REFERÊNCIAS ����������������������������������������������������������������������������������������������� 111
5Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades
CONTEXTUALIZANDO
Neste curso você irá explorar algumas ferramentas que irão lhe auxiliar a compreender 
um pouco mais sobre você e sobre os outros. Quando aplicamos o autoconhecimento 
dessa forma, podemos ampliar a consciência de nossos pontos fortes, reconhecer o que 
impede nosso potencial e ter mais habilidade nos relacionamentos pessoais e profissionais.
Você provavelmente já deve ter ouvido esta frase: Conheça a ti mesmo! Sócrates, 
filósofo grego dizia que o maior poder que podemos ter é o de conhecer a nós mesmos. 
Mas, quando falamos de autoconhecimento entramos em um universo de informações. 
Por exemplo, se você tem dificuldades na digestão de pimenta, pode se organizar de 
forma que isso não lhe gere um problema. 
Conversa
 - Pimenta?
 - Não, obrigado!
E isso é autoconhecimento.
“Eu não bebo! Eu me conheço e sei que eu gosto, não sei parar. Então é bom nem 
começar”. Isso também é autoconhecimento. 
Como autoconhecimento pode ser muita coisa vamos aqui simplificar nosso trabalho 
focando em algo específico em nossa exploração: Nossa emoções!
A maior parte das pessoas tem uma visão equivocada das emoções. Acreditando 
que o pensar, o sentir e o agir estão separados e que podemos pensar, sem 
sentir, ou sentir sem pensar ou ainda agir sem pensar. Opa! Essa você já ouviu: 
“Mas eu agi sem pensar”! De fato ninguém age sem pensar, apenas não pensou 
o suficiente! O que quero dizer com isso é que esses 3 atributos da consciência 
trabalham juntos, em harmonia ou não!
AGIR
SENTIR
PENSAR
6Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 6
Platão, filósofo grego falava destes atributos dizendo que havia o homem da cabeça, 
o homem do coração e o do ventre. De fato, alguns de nós são mais mentais, ”deixe-me 
pensar mais sobre o assunto”; outros mais emocionais, “não me senti bem a respeito 
desta decisão”; e outros mais ativos e práticos “não interessa se gostou ou não, se é 
pra fazer então vamos fazer”.
O equilíbrio entre essas forças não está em termos o pensar, o sentir e o agir na mesma 
proporção, e sim em desenvolvermos habilidades em obter o melhor de cada um deles 
de forma complementar. Então se o pensar, o agir e o sentir estão inter-relacionados, 
vamos explorar a influência que as emoções criam na maneira como pensamos, agimos 
e reagimos às situações.
Nossas emoções nos influenciam mais do que gostaríamos de admitir. Isso porque elas 
não são apenas efeitos psicológicos, mas sim uma bioquímica poderosa formulada pelo 
nosso cérebro. Essa bioquímica atua em nossas redes neurais, criando um relacionamento 
de longo prazo entre elas.
Reflita
A maior parte de sua memória tem um elemento emocional, seja qual for 
a emoção. São as redes neurais mais ativas que acabam determinando 
a maneira como percebemos a realidade.
Digamos que você tem um sonho de consumo, como trocar de carro. Se há um vínculo 
emocional com esse desejo de consumo é bem provável que você veja o modelo do 
carro que deseja mais do que nunca. As mulheres, quando engravidam, não parece 
que todo mundo decidiu engravidar junto? Mas, quando você odeia algo também 
tem um vínculo emocional poderoso, que influenciará sua maneira de enxergar a 
realidade. Você conhece alguém que odeia trânsito? Ele sabe do trânsito em lugares 
por onde nem vai passar. 
Gostar ou odiar são vínculos emocionais e irão criar uma relação de longo prazo com 
as redes neurais relacionadas ao assunto. Por outro lado, se você não tem nenhum 
vínculo emocional com determinado assunto, nem irá perceber que ele existe.
Conversa
 - Puxa, como você não percebeu que eu cortei o cabelo?
 - Quê???
7Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 7
Como você pôde notar, nossas emoções não estão separadas do pensar e agir, 
e influenciam nossos pensamentos e ações de forma harmônica ou não. A diferença 
entre uma influência positiva e uma negativa não está na emoção e sim na frequência 
com que ela se apresenta. Quem de nós, em algum momento, já não se encontrou em 
um acesso de raiva? Ou com uma ansiedade e preocupação. Essas são coisas humanas 
e acontecem com todos.
O problema ocorre quando alguma dessas emoções se torna recorrente, fazendo 
com que o indivíduo passe a enxergar a realidade por uma constante influência e 
consequentemente sofra uma distorção da realidade. Por exemplo, se a Raiva estiver 
presente de forma muito frequente, mesmo que não seja muito intensa, mas sempre 
presente, irá influenciar o indivíduo a perceber mais o que está errado ou que não 
deveria estar lá, segundo sua opinião.
Conversa
 - Eu não vou mais ao cinema no shopping!
 - Mas porquê?
 - Não aguento estes mal-educados que ficam comendo pipoca dentro do 
cinema. Quem consegue assistir um filme com todo este barulho?!?- Puxa, vou ao cinema quase toda semana, e sabe que nunca reparei nisso.
Focar demais naquilo que não está como você gostaria que estivesse faz com que você 
não enxergue mais o que quer e sim aquilo que atrapalha. A essa frequência excessiva 
de uma emoção chamamos de Vício Emocional, pois como em todo vício o indivíduo 
perde o livre arbítrio e começa a pensar e agir segundo o seu vício.
Agora, conheça nove diferentes emoções e como elas podem sequestrar a consciência 
quando se apresentam como Vício Emocional. Você irá perceber que o comportamento do 
indivíduo se torna repetitivo e por isso chamamos de Padrão de comportamento ou Tipo. 
O sucesso desse sequestro da consciência acontece porque o indivíduo não percebe 
que está constantemente influenciado pela mesma emoção. Lembre-se que ela não 
precisa ser intensa. Pode ser branda, mas é constante. Como um sapo que quando 
jogado em uma panela de água quente salta quase que de imediato, mas quando 
colocado em água fria e aquecido aos poucos, pode até sair cozido.
Cada Vício Emocional irá sustentar um padrão de comportamento.
8Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades
O ENEAGRAMA
O eneagrama é formado por um círculo, um triângulo e uma héxade, formando uma 
figura geométrica de nove pontas. 
Figura 1 - Eneagrama
ANTICONFLITO
MA
ND
ÃO
SO
NH
AD
OR
ANSIOSO
OBSERVADOR
DE
SE
MP
EN
HA
DO
R
CRÍTI
CO
PRESTATIVO
PERFECCIONISTA
Fonte: Senac EaD (2017). 
Ele pode ser utilizado com vários fins, como para descrever as nove emoções humanas, 
cada uma relacionada a um padrão comportamental. Conhecer cada uma dessas 
emoções possibilita uma autoconsciência das emoções que nos influenciam diariamente 
e permite identificar o estilo de atuação, os elementos motivadores e desmotivadores 
para você e seus clientes.
Agora, conheça cada uma das emoções.
1
9Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 9
1.1 PRIMEIRA EMOÇÃO: A RAIVA 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 1 - O PERFECCIONISTA
Observe a seguir o que é Raiva para o dicionário e como ela é empregada no contexto 
deste curso.
Raiva: Indignação. Sentimento de cólera, de repulsa ante uma 
ação vergonhosa, injuriosa, injusta. 
Ira: Raiva contra alguém. Desejo de vingança. 
Cólera: Impulso violento, ira, irritação forte. 
Ódio: Rancor profundo e duradouro que se sente por alguém. 
Aversão, antipatia.
Em nossa abordagem, compreenderemos a Raiva como indignação pelas coisas não 
serem como “deveriam” ser. 
Os erros das pessoas são para mim como um vaso quebrado. Mesmo depois 
de consertado quando eu olho para ele só consigo ver as rachaduras.
Ela revela pessoas tensas e superexigentes, que julgam em termos de certo e errado, 
querendo consertar o que acreditam ser “errado”.
Figura 2 - Vício Emocional do Tipo 1
Se todos fizessem 
como eu, o mundo 
seria muito melhor!
Se isso não tivesse 
acontecido, eu não 
estaria indignado!
Mas isso é óbvio, como 
ninguêm vê isso?
Fonte: Senac EaD (2017). 
Claro! Excesso de Persistência acaba gerando uma superexigência e rigidez, não dando 
espaço para outros pontos de vista. Por isso mesmo, muitos deles não se reconhecem 
na Raiva, mas sim na Indignação. 
10Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 10
O Perfeccionista ou Tipo 1, tende a ser determinado, responsável e prático, sua 
perspectiva de êxito no trabalho provém do esforço, não acreditando muito em ganho 
fácil: “Aqui não tem jeitinho, só merece quem faz”! Eles são conhecidos como os “cri-
cris” do Eneagrama. O nível de exigência em questões específicas é tão grande que 
fica impossível satisfazer suas expectativas. “É mesmo, às vezes nem eu me aguento”! 
Como estão indignados devido as coisas não serem com eles acreditam que “deveriam” 
ser, tornam-se intransigentes e tensos. Quando se comunicam com os outros acabam 
transferindo suas frustrações, gerando um sentimento de culpa por não estarem à 
altura de suas exigências.
Muito bom, mas porque não fizeram assim logo no início? Da próxima vez 
é bom lembrar que fazer certo e fazer errado dá o mesmo trabalho.
O Perfeccionista (Tipo 1) acaba levando tudo muito a sério. É apegado a um senso de 
cumprimento da tarefa e responsabilidade, gerando tensão mesmo quando ela não 
é necessária: “O problema das pessoas é que elas não são comprometidas, se elas se 
esforçassem tudo seria diferente. Essa falta de responsabilidade é que me deixa indignado”.
Você se lembrou de algum perfeccionista? 
Embora bem-intencionado, o nível de autoexigência do perfeccionista é excessivo e 
isso impede que ele perceba as diferentes formas com que os outros dão o melhor 
de si. Alguns deles apresentam uma raiva autopunitiva, uma indignação contra si por 
não estar à altura de suas exigências. A exigência é mais consigo mesmo e a carga de 
responsabilidade fica toda em suas costas.
Conversa
 - Se alguém de minha equipe comete um erro, logo penso que deveria ter 
explicado melhor!
 - Mas você já deixou tudo bem claro!
 - Mesmo assim, eu deveria ter explicado mais uma vez!
Quando a Raiva está relacionada com o outro, ela é contida. “Não tem jeito, se quiser 
bem feito faça você mesmo”! Lábios apertados e tensão na testa mostram que ele está 
indignado, mas nem sempre falará diretamente.
11Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 11
Figura 3 - A indignação
O que você 
está fazendo, 
indo embora?
Sim, meu 
expediente já 
acabou e tenho 
alguns 
compromissos.
Como é que ela
pode ir embora
sem antes
entregar o que 
deveria? Eu jamais
faria isso!
Fonte: Senac EaD (2017). 
Esse apego ao certo e errado, pode gerar dificuldades em reconhecer o que realmente quer. 
Conversa
 - Devo fazer o que é certo ou o que eu quero?
 - Mas o que você quer? Ter razão ou ser feliz?
 - Eu quero o que é certo! Nada mais do que isso!
Mas nem todo Perfeccionista tem a indignação de forma contida. A raiva pode também 
ser direcionada ao outro e relacionada às suas exigências: “Se eu fiz, o outro também 
tem que fazer”. Quando ele acredita que o outro não está fazendo sua parte, pode 
manifestar sua indignação abertamente, e ela é transmitida com o famoso dedo que 
aponta para o que não está certo: “Isso não é certo, você tem que fazer a sua parte”!
Alguns reivindicam o que é seu por direito e exigem lealdade. Costumam usar “você 
deve” no lugar de “eu quero”. É como se carregassem sua “lista negra” e colocassem 
um X naqueles que não cumpriram com aquilo que era o dever. 
Figura 4 - Outra chance
Mas eu 
desculpo as 
pessoas!
E você
dá outra 
chance?
Ah, não. 
Outra chance,
não.
Fonte: Senac EaD (2017). 
Em sua indignação, o Perfeccionista não percebe que ninguém está disposto a se 
comprometer como ele, portanto, julga facilmente as pessoas que não são como ele, 
ou seja, que são descomprometidas. 
12Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 12
Como exige muito de si e dos outros, o perfeccionista acaba desenvolvendo ciúmes 
daqueles que se permitiram fazer o que ele também queria fazer, mas não se permitiu.
Conversa
 - Se eu cheguei no horário ele também tinha que chegar.
 - Mas neste momento isto não faz a mínima diferença!
 - Mesmo assim, eu também poderia ficar dormindo até mais tarde, mas não 
fiz. Então ele também não pode!
Essa fixação na meritocracia, só merece quem faz, dificulta a aceitação do movimento 
espontâneo, da capacidade de conseguir as coisas sem necessariamente utilizar o 
esforço, mas conseguir por habilidade, sorte, rede de contatos ou por estar no lugar 
certo na hora certa.
Investigue sua Raiva
Agora, reflita sobre como está a Raiva em você, não o quanto você tem ou não tem 
do Tipo 1, mas como esta emoção, que está presente em todos, mesmo em menores 
doses, se manifesta em você.
Recaptulando
Raiva: Indignação pelas coisas não serem como “deveriam” ser.
Para facilitar esse momento, reflita sobre as seguintes questões:
O que deixavocê indignado(a)?
O que dispara sua indignação? Alguém que não executa a função como lhe foi passado? 
Você ter esquecido algo? O que tira você do sério?
Como você reage?
Você se posiciona diante de uma situação ou acaba ficando mais na sua? Fica emburrado? 
“Chuta o pau da barraca”? Torna-se crítico, irônico e mordaz? Tenta esquecer? Procura 
uma forma de descarregar? Racionaliza do tipo: - Isso não me leva a nada?
13Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 13
Resumo do Tipo 1: O Perfeccionista
Nesta etapa você viu que a emoção da Raiva se manifesta como Vício Emocional do 
Tipo 1 – Perfeccionista. Normalmente são pessoas determinadas, responsáveis e práticas. 
Mas quando sequestradas pelo Vício Emocional da Raiva tornam-se intransigentes, 
tensas e muito exigentes. 
Raiva, em nossa abordagem, é a Indignação pelas coisas não serem como “deveriam” ser. 
Ela pode se apresentar de forma autopunitiva. “Eu poderia ter feito melhor”. Ou ainda 
direcionada ao outro. “Você deve fazer isso”. Em algumas situações seu apego ao certo 
e errado impede que enxerguem diferentes soluções para as diferentes pessoas: “Todos 
têm que fazer o mesmo trabalho. Se é para um, é para todos”!
1.2 SEGUNDA EMOÇÃO: O ORGULHO 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 2 - O PRESTATIVO
Você conhece alguém que se sente tão capaz que acha que sem ele as coisas não funcionam? 
“Sabe, eu fico muito feliz em poder ajudá-los. Fico pensando o que seria deles sem mim”!
Veja a seguir o que é Orgulho para o dicionário e como ele é empregado no contexto 
do nosso curso.
Orgulho: Conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo; altivez, 
brio. Amor-próprio exagerado. Empáfia, soberba. 
Soberba: Altura de coisa que está superior a outra. Orgulho excessivo; 
altivez, arrogância.
Na abordagem deste curso compreenderemos o Orgulho como uma afirmação de si. 
“Eu sei, eu sou, eu faço”. Ou seja, uma autoimagem engrandecida. Uma cegueira quanto 
às dificuldades e deficiências. O Orgulho faz o indivíduo acreditar que tem potenciais que 
não tem, que está preparado quando ainda não está. Claro! Excesso de sentir-se capaz 
acaba gerando uma autoestima exagerada, não dando espaço para que o indivíduo 
perceba onde está exagerando. 
Mas, não imagine o Prestativo como uma pessoa arrogante. São pessoas carismáticas, 
dispostas e envolventes. Com enorme capacidade de perceber as habilidades e 
dificuldades dos outros. Mas quando é dominado pelo Vício Emocional do Orgulho, 
sua enorme habilidade de perceber o outro se volta contra ele. É quando começa a se 
sentir indispensável, acreditando que sem ele as coisas não funcionariam.
14Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 14
Figura 5 - Férias
Estou de férias, mas 
olhe só o meu celular: 
cinco chamadas da 
empresa só agora de 
manhã. Eles não 
vivem sem mim.
Fonte: Senac EaD (2017). 
Como o Orgulho é uma cegueira quanto as próprias deficiências, O Prestativo começa 
a não enxergar o que ele necessita e as necessidades dos outros começam a dirigir 
suas decisões.
Conversa
 - Eu preciso contratar uma pessoa para o caixa de uma das lojas.
 - E quem são as candidatas?
 - Tem uma moça que está desempregada há cinco anos e ela está precisando! 
A segunda é uma pessoa que já trabalha como caixa em outra empresa e 
quer vir trabalhar com a gente. A terceira trabalha com vendas, mas quer 
experimentar trabalhar como caixa.
 - Em quem você está pensando?
 - Na que está desempregada!
 - Mas por que ela?
 - Porque está precisando!
Nesse momento você pode estar pensando que mal há em ser prestativo e pensar 
nas necessidades dos outros? De fato, não há mal algum nisso, mas o que estamos 
tentando mostrar aqui é uma outra coisa. É muito bom ser prestativo, mas quando isso 
gera uma dificuldade em dizer não, temos uma pessoa que assume mais do que pode 
dar conta. Colocando os pés pelas mãos e com uma grande dificuldade em voltar atrás 
e dar o braço a torcer. Se preocupar demais com os outros junto com a sensação de 
que “eu sou a solução” pode gerar pessoas invasivas que não percebem que estão se 
metendo onde não foram chamadas.
15Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 15
Conversa
 - Você conhece alguém que pode me ajudar no conserto do carro?
 - Claro! Conheço o melhor mecânico da cidade. Vou ligar para ele agora.
 - Não, não é necessário...
 - Como não, deixa comigo! 
 - João, estou com um amigo aqui que precisa dos seus serviços. 
Ele está com problema no carro e eu disse que você é o melhor da cidade. 
Quando ele pode passar aí?
 - Mas...
 - Tá fechado. Reserva esse horário que eu mesmo vou levar o carro dele aí.
O Prestativo pode se tornar invasivo, não dando espaço para que os outros busquem 
suas próprias soluções. Mas é importante compreender que essa postura de não dar 
espaço é uma atitude inconsciente. No fundo acreditam estar fazendo o seu melhor. 
Quando a realidade mostra a distância entre o que ele acha que pode e o que de fato 
ele pode, a autoestima sofre um abalo, é o “orgulho ferido”. 
Quando recebi minha avaliação senti como se o meu mundo tivesse 
ruído! Tinha certeza que todos tinham gostado de meu trabalho. 
Foi duro aceitar que o que eu estava fazendo não estava sendo útil.
O nome Prestativo vem de excelente percepção do que o outro necessita, e forte sensação 
de saber qual é a solução. Claro que, com isso, o Prestativo ganha pontos com as pessoas 
e vai querer ser valorizado por isso. Não precisa ser nada demais, basta um verdadeiro 
obrigado que ele ganha o dia. “Muito obrigada, não sei o que seria de nós sem você”!
Lembre-se de que estamos falando de Orgulho e tudo que evita a sensação de rejeição 
e garanta aprovação será útil para ele. Alguns podem ser muito prestativos, por vezes 
beirando a uma adulação. “Chefinho, se ficar gripado, saúde viu”! Mas, o Vício Emocional do 
Orgulho pode se manifestar de outras maneiras que não o traço prestativo. A autoimagem 
engrandecida pode se manifestar como sedução. Eles sabem como chamar a atenção e 
usam da sedução para conseguir o que querem. Podem ser muito carismáticos e, com 
pouco tempo de conversa, conseguem a atenção que querem. Sentindo-se à vontade 
sendo o centro das atenções. 
16Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 16
Mas, junto com a sedução, temos a agressividade. Os Prestativos podem competir por 
atenção, querendo ser os favoritos. E quando descobrem que não são...
- Se em uma reunião meu diretor elogia o resultado de alguém e não 
comenta o meu... Depois, quando ele vem me pedir algo eu falo: 
“Peça para o Luiz, você não falou que ele resolve tudo aqui?”.
Outra manifestação do Orgulho e da autoimagem engrandecida é a ambição. “Sabe 
o prefeito? Amigo meu. Se precisar de alguma coisa, vem falar comigo”. Quando esta 
característica está presente torna-se um apoiador que gosta de apoiar pessoas importantes.
O ponto alto é o seu networking, ou rede de contatos. Naturalmente desenvolve 
relacionamento com inúmeras pessoas, tendo uma lista de contatos invejável. Conhece 
pessoas “que conhecem pessoas, que conhecem pessoas”.
Conversa
 - Sabe o jogo do Losango e do Quadrado que aconteceu aqui?
 - Sei!
 - Pois é, só aconteceu aqui porque eu consegui!
 - Como assim?
 - O dono do estádio queria quinze mil reais para alugar o estádio e, por 
conta disso, o jogo não aconteceria aqui. Fui lá falar com ele. Seu estádio 
está parado mesmo, o que lhe custa?
 - Então ele disse: está bem, faço por cinco mil reais. Entendeu? Se não fosse 
eu, o jogo não aconteceria aqui.
Lembre-se: o Tipo 2 tem uma boa conta de débito e crédito. Sendo assim, esse empresário 
fica em situação difícil para dizer não a alguém que já lhe quebrou tantos galhos.
17Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 17
Investigue seu Orgulho
Agora, convidamos você a refletir sobre como está o Orgulho em você. Não o quanto 
vocêtem ou não tem do Tipo 2, mas como esta emoção – que está presente em todos, 
mesmo em menores doses – se manifesta em você.
Recaptulando
Orgulho: Afirmação de si. “Eu sei, eu sou, eu faço”. Autoimagem engrandecida. 
Cegueira quanto às dificuldades e deficiências.
Como é para você “não dar o braço a torcer”?
Note que a pergunta é sobre como é para você e não se você tem ou não dificuldades 
em dar o braço a torcer. Ou seja, todos passam por situações ou encontram pessoas 
que representam dificuldades. Pode ser que seja muito específico. “Só não dou o braço 
a torcer com meu pai. Às vezes ele afirma coisas sem pensar e entro em uma discussão 
que não leva a lugar algum”. Pode ser uma situação que seja o gatilho para esse 
comportamento: “Ah, quando insistem em apontar meus erros na frente dos outros”!
Como é pedir ajuda e desculpas?
“O que vem debaixo não me atinge”. Como essa afirmação soa para você?
Como se sente ao ouvir uma crítica ou uma sugestão de como fazer algo?
As sugestões e críticas que recebemos podem ser “bênçãos”. No entanto, facilmente 
nos identificamos com a maneira com que disseram ou, ainda, com quem disse. Como 
é para você? Filtra as informações e pega só o necessário ou se ofende com o jeito que 
os outros dizem as coisas?
Resumo do Tipo 2: O Prestativo
Nesta etapa você viu a emoção do Orgulho se manifestando como Vício Emocional do 
Tipo 2 – Prestativo. Normalmente são pessoas carismáticas, dispostas e envolventes, 
capazes de entender as necessidades dos outros. Mas quando sequestradas pelo Vício 
Emocional do Orgulho, elas podem se tornar teimosas, inconsequentes e manipuladoras. 
Orgulho em nossa abordagem é a afirmação de si. “Eu sei, eu sou, eu faço”. Ou seja, 
uma autoimagem engrandecida. Uma cegueira quanto às dificuldades e deficiências. 
18Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 18
Além disso, você aprendeu que o Orgulho pode sustentar um traço prestativo: “Afinal, o que 
seria deles sem mim”, característica que dá nome a este padrão de comportamento. 
Mas o Orgulho também pode se manifestar como sedução, buscando ser o favorito: 
“Eu sei como conseguir as coisas...”, ou ainda, como um apoiador que quer estar junto de 
pessoas importantes e possui uma grande rede de contatos: “Chefinha, já resolvi a situação”.
1.3 TERCEIRA EMOÇÃO: A VAIDADE 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 3 - O DESEMPENHADOR
Observe o conceito de Vaidade para o dicionário e como este conceito é utilizado no 
contexto do Curso. 
Vaidade: Qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração. Desejo 
imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. Vanglória, 
ostentação. Futilidade. 
Na abordagem deste curso, o sentido da Vaidade é mais amplo do que costumamos 
entender. Ao ouvir que uma pessoa tem Vaidade é comum associarmos a roupas, beleza 
física e estética. Mas o que vamos encontrar aqui é, por exemplo, uma mulher que não 
usa maquiagem, não se preocupa com a tintura do cabelo e usa um terninho até meio 
surrado como seu uniforme. Parece com uma mulher que tem Vaidade? Mas ela é uma 
executiva reconhecida no mercado. 
A Vaidade aqui será vista de forma mais ampla e mais relacionada com a imagem que a 
pessoa faz de si mesma. Todo mundo tem uma imagem de si mesmo, mas na Vaidade 
há um apego a uma imagem idealizada de si.
Figura 6 - Vício Emocional do Tipo 3
Eu me vejo como uma 
pessoa honesta! Eu sou extrovertida!
Responsável, é assim 
que eu me vejo!
Fonte: Senac EaD (2017). 
A questão é que no Vício Emocional da Vaidade há um apego a uma imagem idealizada 
e a pessoa acaba evitando ser, parecer ou se sentir de forma diferente da imagem 
idealizada. Isso faz com que se torne mais dissimulada, evitando mostrar qualquer coisa 
que não esteja de acordo com essa imagem.
19Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 19
Você deve conhecer o mito de Narciso, aquele que se apaixonou pela própria imagem 
refletida no lago. O Tipo 3 é o Narciso do Eneagrama. Ele se apaixona por algumas 
facetas da sua personalidade e procura destacá-las. O problema é que ele acaba se 
esquecendo das outras e, com isso, perde autenticidade.
A Vaidade revela pessoas que investem muita energia em sua imagem idealizada, seja ela 
qual for. Tentando mostrar algo palpável que confirme para si - e para os outros - seu valor 
pessoal. Excesso de foco na imagem pessoal acaba gerando um apego ao adequado e, 
com o tempo, o indivíduo deixa de buscar seus objetivos e começa a buscar um objetivo 
mais adequado, que fique “bem na foto”. “Tenho que impressionar”!
Figura 7 - Vaidade
Estou fazendo 
meu segundo 
MBA. Segundo?
É, tem muita gente 
que tem um, então é 
bom ter logo dois!
Fonte: Senac EaD (2017).
Aqueles que preferem lidar com as coisas claras e expressar seus sentimentos de não 
conformidade, mesmo que não deem Ibope, encontram no Desempenhador uma atitude 
evasiva quando o assunto não se torna “politicamente correto”. O Desempenhador tende 
a ser focado em resultado, quer crescer rápido e mostrar eficiência. Sua perspectiva 
de êxito no trabalho vem da utilização dos meios em função do objetivo: “Os fins 
justificam os meios”. 
Embora o foco no objetivo seja muito importante e os resultados sejam balizadores de 
sucesso, estamos tratando aqui de uma perspectiva em que isso é um vício, ou seja, 
o Desempenhador do Tipo 3 é conhecido como workaholic ou viciado em trabalho.
Essa fixação em resultado a qualquer preço faz com que questões relacionadas com valores 
éticos e morais possam ser vistos como possíveis estorvos. Isso não quer dizer que não 
sejam respeitados - até porque isso geraria problemas com sua imagem - mas que não 
sejam considerados como pilares. 
20Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 20
Conversa
 - Mas veja por este ângulo Rui, o sacrifício que faremos agora fará uma 
enorme diferença em nossas carreiras.
 - Entendo, Marcus, mas para mim tão importante quanto minha carreira é a 
minha família.
 - Ah, depois que você estiver obtendo os resultados, eles vão lhe agradecer!
 - Tanto tempo longe de minha família não é negociável. Não quero o 
agradecimento deles. Quero estar junto com meus filhos, vendo-os crescer 
e participando da sua formação. Minha carreira profissional vai acontecer 
em harmonia com meus valores. 
A visão de comprometimento, na perspectiva do Desempenhador, pode sofrer distorção 
de sua lente e acabar julgando como pouco comprometidos aqueles que não são tão 
ambiciosos ou que queiram dividir o foco com vida pessoal, social ou família. 
A Vaidade como Vício Emocional sequestra a consciência desse indivíduo, que investe 
muita energia para que a atenção se volte para ele e suas realizações.
Quando a gente tem dificuldades, ele diz vocês. 
Quando estamos tendo resultados, ele diz nós.
A necessidade de mostrar resultado como forma de sentir valor pessoal traz mais 
competitividade do que cooperatividade. Isso cria um distanciamento dos outros, que 
com o tempo, começam a se sentir usados, como se as pessoas fossem apenas peças 
em uma máquina de buscar resultados. A maioria dos Desempenhadores apresentam 
uma Vaidade muito mais focada em sua performance do que na imagem pessoal. 
Lembre-se do exemplo da mulher que não usava maquiagem nem se preocupava com 
a tintura do cabelo, mas era uma executiva reconhecida no mercado? Normalmente, 
há um investimento forte na imagem profissional, como se estivesse evitando a imagem 
de um “João Ninguém”. 
21Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 21
Figura 8 - Desempenhadores
Para mim, “ficar na 
Série A” já tá no lucro!
O negócio é ser um 
winner (ganhador), não 
um loser (perdedor)!
Fonte: Senac EaD (2017). 
Mas nem todo vaidoso tem um estilo tão discreto. A vaidade pode se manifestar de 
forma mais agressiva com um forte investimento na imagem física e pessoal como 
apoio à imagem profissional. Nos homens temos a imagemmasculina, vestidos de 
ternos italianos, e nas mulheres a imagem feminina de tailleur, ou seja, em todos os 
casos a imagem pessoal fortalece a imagem profissional. 
Investigue sua Vaidade
Vamos agora refletir sobre como é a sua Vaidade. Não o quanto você tem ou não tem 
do Desempenhador Tipo 3, mas como essa emoção – que está presente em todos, 
mesmo nas menores doses – se manifesta em você.
Recaptulando
Vaidade: Apego a uma imagem idealizada de si.
Qual é a autoimagem que você projeta? 
 � Você projeta uma autoimagem de força? “Se fosse comigo ele não falaria 
desse jeito”!
 � De amigo? “Se precisar, sabe que pode contar comigo”!
 � De responsável? “Se eu errei, então sou eu que tenho que consertar”.
 � De competente? “Comigo vai ter resultado”!
 � De honesto? “Minha palavra eu cumpro”! 
 � De liberal? “Eu sou eu mesmo, não estou nem aí para o que os outros pensam 
de mim”!
 �Qual é a sua imagem? 
22Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 22
Como você quer ser visto e reconhecido? 
A vaidade é a nossa emoção marqueteira e, normalmente, ela está a serviço de algum 
valor que você tem e que, de certa forma, quer ser reconhecido. Quem tem como valor 
a honestidade normalmente quer ser visto como honesto, quem tem como valor a 
lealdade quer ser visto como leal. Como é para você?
O que você faz para manter sua imagem e para não feri-la? 
Se o seu valor é a responsabilidade, é normal querer terminar o que começou, afinal 
os outros esperam isso de você. 
Em que você percebe que investe certa energia também porque esperam isso de você?
“De mim podem dizer tudo, menos...” O que é este menos?
Quando não há vaidade relacionada a um valor não nos importamos se os outros 
reconhecem ou não esse valor na gente. Quando há vaidade em relação a um valor 
saímos em defesa dele quando alguém tenta “arranhar a lataria”.
Conversa
 - Alberto, me desculpe, mas não acredito que você esteja falando a verdade!
 - Entendo, mas repito, foi assim como eu disse. 
 - Me desculpe, não acredito que você esteja falando a verdade!
 - Você está me chamando de mentiroso? Quem é você para me dizer isso? 
Era só o que me faltava...
Para você, o que seria esse “menos que digam que...”? 
Resumo do Tipo 3: O Desempenhador
Nesta etapa você viu que a emoção da Vaidade se manifesta como Vício Emocional 
do Tipo 3 – O Desempenhador. Normalmente são pessoas com natural habilidade 
de perceber o que é adequado e o que é inadequado na relação com a conquista do 
objetivo, como também adequar uma situação para que sirva aos propósitos do objetivo. 
Mas, quando a pessoa é sequestrada pelo Vício Emocional da Vaidade acaba distorcendo 
seu potencial, focando-se mais em seus próprios objetivos e, consequentemente, 
fazendo com que os outros se sintam usados. “Meu negócio é resultado”!
23Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 23
Vaidade na abordagem deste curso é um apego a uma imagem idealiza de si. Ela pode 
se manifestar de forma mais discreta e impessoal: “Não vou queimar meu filme tão 
facilmente”, mas também de forma mais agressiva buscando impressionar por meio do 
conhecimento: “Claro! Isso me faz lembrar da tipologia junguiana, que também fala de 
tipos...” ou das realizações: “O negócio é ser um winner (ganhador), não um loser (perdedor)”!
1.4 QUARTA EMOÇÃO: A INVEJA 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 4 - O CRÍTICO
Você conhece alguém que, de tanto olhar para si, ficou ensimesmado? “Eu sabia, só 
podia ser comigo! É sempre assim”. Veja a seguir o que é inveja para o dicionário e 
como ela é empregada no contexto do nosso Curso.
Inveja: desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem. 
Cobiça. 
Figura 9 - Vício Emocional do Tipo 4
Venha ver meu 
carro, modelo 
antigo que ganhei 
no sorteio!
Modelo antigo?! 
Ainda bem que 
eu não ganhei!
Fonte: Senac EaD (2017). 
Em nossa abordagem, compreenderemos a Inveja de maneira mais ampla e comum. 
No Vício Emocional da Inveja o processo de comparação gera a desvalorização do 
que se tem e uma valorização excessiva daquilo que falta. 
Conversa
 - Mas Jorge, se eu tivesse uma equipe como a da Celina, aí sim as coisas 
iriam funcionar, mas com o ‘pessoalzinho’ com quem tenho que trabalhar 
não tem jeito!
 - É, a grama do vizinho é sempre mais verde!
24Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 24
Existem várias áreas em que a Inveja pode se manifestar. Como na relação com o tempo, 
supervalorizando o passado. “Bom era quando eu morava em Joinville, eu era feliz e 
não sabia”! Ou ainda supervalorizando o futuro: “Quando eu terminar de pagar a casa... 
quando minha equipe estiver mais preparada...aí sim”. Em ambos os casos, o indivíduo 
coloca mais valor no passado ou no futuro e quando ele foca no presente sente-se 
frustrado, porque o que era bom já foi ou ainda não chegou.
Mas, não confunda a Inveja com a Admiração ou a Ambição. Não há nada mal em querer 
trocar de carro ou viajar para algum lugar que você ainda não conhece. A Inveja só está 
presente quando você não consegue dar valor para o que tem e supervaloriza o que 
não tem. “É, só se dá valor quando perde”! Se você não consegue estar satisfeito com o 
presente, com raras exceções estará feliz no futuro. Isso porque sua lente distorce o presente 
e, sendo assim, sempre haverá algo ou algum momento que, na comparação, é melhor.
O Crítico do Tipo 4 tem a atenção voltada para a falta. Percebe e valoriza mais o que não 
está. Vicente de Carvalho, um poeta brasileiro, tem um poema chamado Felicidade que diz:
[...]
Essa Felicidade que supomos [...]
Existe, sim: mas nós não a alcançamos.
Porque está sempre apenas onde a pomos.
E nunca a pomos onde nós estamos.
O Crítico tende a ser inspirado e sensível aos potenciais das pessoas. Mas essa mesma 
sensibilidade, quando dirigida pelo Vício Emocional e não pelo próprio Indivíduo, 
se transforma em uma sensibilidade crítica, que foca no que não está lá, desmerecendo 
o que foi conseguido. É quando ele se torna irônico e mordaz e, como está fixado na 
comparação do que há com o que poderia ser, permanece com um humor insatisfeito.
Conversa
 - Ah, hoje foi mais um daqueles dias! Tem um pessoal na minha equipe que 
parece usar a cabeça apenas para enfeitar o pescoço!
 - Você já percebeu que você só olha para os defeitos da sua equipe?
 - Se tivesse alguma qualidade eu até notaria, mas com eles não têm jeito!
 - Como não têm qualidades? Não são eles que estão se reunindo após o 
expediente para buscar soluções para o gargalo do fim do ano? 
 - Ah, mas isso é o mínimo! Se eles não fizerem isso terão o mesmo problema 
do ano passado. Eles estão é pensando na pele deles, isso sim!
 - É impressionante como você consegue ser tão hábil em focar no que falta, 
a ponto de ficar cego para o que tem!
25Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 25
Mesmo que o Crítico acredite que não expressa sua insatisfação, os outros percebem o 
clima pesado e começam a se desengajar, como mecanismo de defesa contra a frustração. 
Claro! Mesmo que ele não fale nada a gente percebe na cara dele que não gostou. 
No começo há quem tente mudar para ver se a coisa muda. Mas como não muda 
mesmo, a gente se acostuma a bater o cartão. Se der, ótimo, senão o problema é dele!
A Inveja é uma das emoções que tem várias faces, podendo se manifestar de diversas 
maneiras. Como Vício Emocional, ela está relacionada com a comparação. Observe 
algumas das faces da comparação.
Para alguns a comparação não é com os outros, mas sim com uma vida idealizada pelo 
próprio indivíduo. Isso faz com que sejam mais destemidos, pois vão em busca do que 
falta, não interessando muito o preço que vão pagar por isso. “Mais vale a pena viver 
10 anos a 1.000/h do que viver 1.000 anos a 10/h”.
São conhecidos por falar o que pensam, que na maior parte das vezes é diferente 
ou em oposição ao que pensa a maioria. Sendo assim,juntamente com o destemor 
anda a imprudência. Essa atitude excêntrica reflete alguns traços similares ao Tipo 7 
o Aventureiro, que por conta do Vício Emocional da Gula são inquietos e podem não 
esquentar muito a cadeira, pois já estão indo para a próxima. No caso do Crítico essa 
inquietação vem na busca por algo que faça um sentido maior, uma transformação.
Meu sonho era morar em Blumenau. Aquela cidade organizada, toda em 
estilo alemão. Depois de um ano já não consegui mais aguentar. Fui então 
para Joinville, mais perto do mar, a maior cidade de Santa Catarina, perto 
de Curitiba. Depois de um ano não sei, me senti sufocado e começou a 
brilhar Florianópolis. Capital da qualidade de vida, é pra lá que eu vou...
Note que, embora a Inveja gere conquistas, elas são como um saco sem fundo, que 
nunca preenche. Facilmente essa atitude é confundida com ambição. Mas no fundo 
o que os move não é a ambição, e sim a insatisfação.
Você viu então, a Inveja gerando uma comparação com o estilo de vida idealizado, 
buscando de forma destemida e imprudente um sentido mais profundo da vida. 
Outra face dessa emoção é quando a comparação se volta ao outro e nesse caso, 
os traços mais acentuados são a ironia e o sarcasmo. São conhecidos como críticos 
26Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 26
impiedosos, com uma língua afiada que não deixa passar o que a maioria nem percebeu. 
O alvo de suas flechadas normalmente é alguém que agradou.
Conversa
 - Você viu que ridícula a apresentação do Mário! Não entendi porque o pessoal 
aplaudiu, creio que foi porque acabou o sofrimento de ter que ouvi-lo. 
 - Eu acho que você está exagerando. O Mário foi ótimo, só porque ele usa 
um vocabulário simples e vai direto ao assunto você está pegando no pé 
dele. E, depois, é só você que vê dessa forma. 
 - Ah, vejo que você também foi hipnotizado pelo “canto da sereia”. Marque 
minhas palavras: não vai levar muito tempo para que as pessoas se cansem 
desse “bem-intencionado”!
Rivalidade com quem obteve atenção e um satélite que percebe e aponta para todas 
as coisas “comuns e sem valor” são presentes quando a comparação é voltada ao outro. 
Com o tempo eu aprendi a ficar de boca calada, porque se eu falasse tudo que 
passa pela minha cabeça...ah, com certeza perderia todos os meus amigos!
Mas existe ainda outra maneira da comparação se mostrar, é quando ela se volta para 
o grupo. Nesse caso, aparece com a característica da “síndrome de patinho feio”, pois 
ao se comparar com o grupo, tende a se desvalorizar.
Conversa
 - Não tem jeito, minha apresentação foi péssima, acho que todos odiaram!
 - Calma, eu achei que foi ótima e acredito que a maioria gostou também.
 - Você está dizendo isso porque ficou com pena de mim. 
A vergonha é um tema mais presente nesse tipo de comparação que não estava tão 
presente nos exemplos anteriores. Ela faz comparar o que ocorreu com algo ainda mais 
adequado, deixando o indivíduo com sensação negativa a respeito de si. Apresentando 
um traço de vitimização, que faz com que vá na direção oposta ao que quer ou, ainda, 
que não vá na direção que pretendia.
27Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 27
Conversa
 - Bom dia, Mário!
 - Bom dia? Só se for para você! Eu nem sei se é dia ou não, passo o dia inteiro 
trancado nesse ar condicionado.
 - Ah, Mário, você já está aqui há mais de 5 anos, se você não gosta do que 
faz, porque não procurou algo melhor?
 - Não é assim! A coisa lá fora está ainda pior e eu preciso desse emprego 
para sobreviver!
 - Mas você fala disso como se fosse um fardo!
 - Um fardo não, uma cruz!
Investigue sua Inveja
Vamos agora refletir sobre como está a Inveja em você. Não o quanto você tem ou não 
tem do Tipo 4 o Crítico, mas como essa emoção, que está presente em todos, mesmo 
nas menores doses, se manifesta em você.
Recaptulando
Inveja: vício da comparação, desvalorizando o que se tem em favor do que falta.
Você reconhece a sensação de falta?
O quão presente ela costuma estar em sua vida? Muito presente? “Por mais que a 
vida esteja melhorando, sempre tenho a sensação de que não está aquilo tudo, que 
não dá para dar nota 10”. Médio? “Tem fases em que estou mais otimista e vejo tudo 
acontecendo, mas de repente as coisas começam a desandar e sinto falta do pique 
do início”. Pouco presente? “Eu sou mais do tipo satisfeito! Para mim tudo está sempre 
muito bem e dificilmente foco no que falta”.
É mais presente no âmbito profissional? Sente falta de tempo? Sente falta oportunidade? 
É mais presente no âmbito pessoal? Sente falta de ter mais amigos? Mais lazer?
Como é para você a sensação de falta?
28Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 28
Como reage a essa sensação?
Vai em busca do que falta? A Inveja pode sequestrar grande parte da atenção e da 
energia realizadora, fazendo com que a pessoa vá em busca do brilho prometido no que 
falta. “Quando eu conseguir esse cargo aí sim serei feliz”! Sente-se incapaz diante das 
dificuldades? “Não dá pra ter tudo que a gente quer, a vida é assim”! Ou simplesmente 
a sensação de falta não lhe mobiliza? Observe o exemplo:
Conversa
 - Fui ver um filme na casa do Antônio. Ele comprou um novo home theater, 
você não imagina! O som e a imagem são melhores do que no cinema!
 - Puxa, vejo que você ficou apaixonada. Então, vai comprar um também?
 - Eu não! Tenho outras prioridades. Mesmo se ganhasse um nem abriria 
as caixas, já venderia. 
 - Mas você não ficou babando com o home theater?
 - Sim, fiquei babando! Mas isso não quer dizer que eu queira comprar. 
Como disse, tenho outras prioridades.
Em que situações o “se” aparece em sua vida? 
 � “Se eu fosse mais alto... aí sim” 
 � “Se eu fosse mais falante...” 
 � “Se tivéssemos tido mais tempo...”
 � “Se a empresa fosse diferente...”
 � “Se meu chefe fosse mais...”
 � “Se minha equipe fosse mais...”
 � “Se fosse daquele jeito... aí sim”
 � Como é isso para você?
Como é o seu estilo de comparação? 
É com o tipo de vida que imagina ter? “Quando eu morar em Florianópolis, vou poder 
caminhar na beira-mar, terei uma casa com espaço para um cachorro e...”. É mais 
presente a comparação com o que os outros têm?
29Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 29
Conversa
 - Hoje encontrei com o Eduardo, que estudou comigo na faculdade.
 - É mesmo? E como ele está?
 - Bem demais! Já é diretor da empresa em que ele começou a 
trabalhar e está super feliz.
 - Que legal!
 - É, mas sabe que tudo isso me deu um baixo astral... fiquei 
pensando, a gente se formou junto! Me deu a sensação de que 
fiquei empacado.
Ou é mais presente com o que os outros são?
Figura 10 - A festa
Olha só o Claudio! 
Não conhecia ninguém 
aqui na festa e já está 
todo enturmado.
Eu queria ser assim. Se 
eu estivesse no lugar dele 
nem teria vindo, pois 
entro mudo e saio calado.
Fonte: Senac EaD (2017).
Resumo do Tipo 4: O Crítico
Você aprendeu que a emoção da Inveja se manifesta como Vício Emocional do 
Tipo 4 O Crítico. Normalmente são pessoas inspiradas, humanistas e sensíveis ao 
que é diferente e original. Mas quando sequestradas pelo Vício Emocional da Inveja 
tornam-se irônicas, críticas mordazes e queixosas.
Inveja, em nossa abordagem, é o Vício Emocional da comparação, e uma desvalorização 
de si em favor do que falta. De todos os Vícios Emocionais a Inveja é uma das que pode 
apresentar um maior número de faces. Podendo fazer com que um Tipo 4 olhe para 
outro e diga: “Se ele é um Tipo 4, então eu não sou”.
30Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 30
A comparação pode ser voltada para seu estilo de vida idealizado e luta de forma 
destemida e imprudente para conquistá-lo, mesmo que isso seja um saco sem fundo. 
“Mais vale viver 10 anos a 1.000/h do que 1.000 anos a 10/h”.
Pode também ser voltada ao outro, mostrando uma rivalidade pormeio da ironia, 
sarcasmo e mordacidade: “ Baseado em quem fez, não se poderia esperar mais mesmo”, 
ou ainda a comparação pode ser voltada ao grupo e, com isso, sente-se inadequado 
e apegado a um traço de vitimização: “ É sempre comigo! Se o piano cair, pode crer 
que vai ser na minha cabeça”!
1.5 QUINTA EMOÇÃO: A AVAREZA 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 5 - O OBSERVADOR
Veja a seguir o que é Avareza para o dicionário e como ela é empregada no contexto 
do nosso Curso.
Avareza: Apego demasiado e sórdido ao dinheiro. Mesquinhez, sovinice. 
Quando ouvimos isso, pensamos naquele tipo de pessoa que “atravessa o Canal da 
Mancha e chega ao outro lado com um comprimido efervescente sequinho na mão”. 
Pensamos logo no aspecto material, mas não é só isso. 
O dicionário nos mostra que Avareza também é:
Reter: Não desfazer de. Não deixar sair das mãos. 
Represar: Reter água. Não deixar sair, deter. Não avançar; parar, 
suspender-se. Conter(-se), reprimir(-se).
Conter: Moderar o ímpeto de. Moderar-se, refrear-se.
Conversa
 - Estou com vontade de comprar uma TV nova. 
 - É mesmo, e o que você vai fazer?
 - Vou esperar a vontade passar. Não decido nada no calor da emoção.
Em nossa abordagem compreendemos a Avareza como: Vício da Retenção. Você deve 
estar se perguntando: Mas reter o quê? A Avareza está associada a reter a si mesmo. 
Não tem necessariamente a ver com o aspecto material. É mais um reter-se, refrear-se, 
reprimir-se em favor da razão. Ela revela pessoas apáticas, frias e distantes, que acreditam 
na compreensão lógica das coisas, distanciando aquilo que não for racional.
31Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 31
Eu não vejo razão em falar de mim. Há muitas coisas da minha vida que 
nunca ninguém vai saber. Não é porque tenho algo a esconder, simplesmente 
não gosto de falar das minhas coisas. Eu sou muito particular.
Claro! Excesso de análise acaba gerando um distanciamento que serve como defesa. 
Olhar de fora para não ser sequestrado pelos impulsos acaba se tornando a única alternativa. 
Quando é necessária uma postura mais espontânea as coisas ficam complicadas. O fato 
é que ele não consegue sair dessa postura racional. Não consegue expressar claramente 
o que sente. Fica confuso. Opta então por expressar-se racionalmente e fica preso 
a essa atitude controlada. Quem possui o Vício Emocional da Avareza pode acabar 
construindo um castelo e isolando-se nele, guardando para si as coisas que possui, 
como o seu conhecimento.
Conversa
 - Professor, como fica essa situação?
 - Página 25 do livro. Você vai encontrar a resposta lá.
 - E essa outra situação?
 - Isso você deveria lembrar das aulas do Ensino Médio, dê uma olhada em 
seu material que irá encontrar. 
 - Ahm???
Os Observadores ou Tipo 5 tendem a ser pessoas ponderadas, analíticas e especialistas. 
Sua perspectiva de êxito no trabalho provém da análise, preparação e planejamento, 
desprezando ações impulsivas e imediatistas. “Sorte é para amadores, acredito em razão e 
planejamento”. Eles são conhecidos como pessoas distantes. Sua necessidade de analisar, 
avaliar e só depois decidir faz com que suas mesas se transformem no “triângulo das 
bermudas”: tudo que para lá fica, e demora a sair. Como expressam seus sentimentos de 
forma muito empobrecida, tornam-se pouco expressivos. Quando se comunicam com os 
outros acabam transferindo esse distanciamento, gerando uma sensação de desorientação. 
É importante reforçar que para trabalhar com pessoas, você não precisa gostar das 
pessoas. Precisa gostar DE pessoas. Elas esperam expressão, comunicação através dos 
olhos. A apatia pode gerar desconfiança e distanciar as pessoas.
32Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 32
O Tipo 5 ou Observador, pode ter as coisas muito claras em sua cabeça, mas sofre quando 
precisa comunicar essa visão, acreditando que não se faz necessário comunicar - basta 
que cada um faça sua parte. “O problema das pessoas é que elas são muito dependentes. 
Se cada um cuidasse mais de si, tudo seria diferente”.
Lembrou de algum Observador do Tipo 5? 
Embora bem-intencionado, seu nível de distanciamento para compreender tudo 
racionalmente impede que perceba as diferentes formas com que os outros se estimulam 
para o trabalho em equipe, tornando-se areia na engrenagem! Alguns deles são mais 
fechados, preferindo se refugiar em seu castelo emocional intocável. Sua preferência pelo 
isolamento e pouca necessidade de contato fazem com que seja conhecido como o eremita. 
Gosto muito de chegar em casa, preparar um jantar, me servir uma 
taça de vinho, escolher uma música e depois ler um bom livro. 
O anseio de controle sobre as variáveis faz dele minimalista, que assegura liberdade 
diminuindo as necessidades. Essa diminuição das dependências permite dizer não 
quando deseja, sem ter que se submeter às circunstâncias por pressão financeira ou 
qualquer outra coisa. “Como assisto pouco a TV, não tenho TV a cabo. No andar térreo 
do meu edifício existe um café com internet e aproveito para pegar meus e-mails e 
com isso não preciso de internet em casa”.
É importante citar que muitas vezes O Observador possui profundos sentimentos pelas 
coisas e pessoas, mas não expressa com a mesma intensidade.
Figura 11 - O casal
Você nunca diz 
que me ama! Como não? No ano 
passado lhe disse 
três vezes, me 
lembro muito bem!
Fonte: Senac EaD (2017). 
33Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 33
É comum serem acusados de frios e calculistas, o que os choca, pois não se reconhecem assim. 
Mas eu não sou assim! Ontem, por exemplo, quando cheguei em casa, minha esposa 
estava dormindo e fiquei pensando como ela é maravilhosa, como eu a amo. Então 
perguntei se ela estava com fome e ela disse que não. Se ela estivesse com fome 
eu a surpreenderia com um macarrão à putanesca! No fundo, me sinto romântico.
A dificuldade de expressar seus sentimentos com a intensidade com que sente faz 
com que supervalorize os vínculos como tesouros da mente. 
Conversa
 - Admiro muito o trabalho do Paulo e acredito que ele tem um futuro 
brilhante aqui na empresa. 
 - É mesmo? Você já disse isso a ele em algum momento? Pois, pelo que sei, ele 
está procurando outras opções que lhe deem perspectivas de crescimento.
O excesso de autocontrole reprime a expressão. É como se estivesse envolvido em uma 
casca: quem olha de fora acha que ele não sente nada, mas o problema é que sua voz não 
pode ser ouvida do lado de fora dessa proteção. É do tipo que tem amigos espalhados 
pelo mundo inteiro. Sabe como? Via internet, redes sociais, sites de relacionamento, 
ferramentas instantâneas de comunicação. “Ah, eu prefiro mandar um e-mail a ter que 
falar pessoalmente. Pessoalmente as coisas não fluem”.
Muitos deles querem contato, mas não querem que esse contato os atrapalhe. Preferem 
então manter as ligações emocionais separadas. “Estou namorando há seis meses uma 
pessoa em Belém, nos conhecemos pela internet. Ontem ela disse que queria dar um 
pulo aqui em São Paulo para nos encontrarmos, mas achei que ela estava forçando 
um pouco a relação”. Enquanto cada um está no seu canto, tudo está sob controle. 
Lembre-se de que, na Avareza, “se é para perder então é melhor nem ter”.
Outra característica comum do Observador é envolver-se em temas complexos, que 
exigem uma análise profunda. É atraído por sistemas que explicam. É muito comum 
encontrar um Observador se interessando por áreas como economia, querendo entender 
as relações do mercado internacional ou até mesmo o comportamento humano. 
Note que alguns deles gostam de participar de grupos, mas de preferência aqueles 
mais específicos, como clubes e associações fechados, nos quais podem ir direto ao 
assunto em um nível mais alto. “Gosto de estar no grupo, mas às vezes gostaria de estar 
lá com um ‘manto de invisibilidade’. Quero estar lá, mas não criar demandas sobre mim”.34Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 34
Investigue sua Avareza
Agora, convidamos você a refletir sobre como está a Avareza em você. Não o quanto 
você tem ou não tem do Observador do Tipo 5, mas como essa emoção, que está 
presente em todos, mesmo nas menores doses, se manifesta em você.
Recaptulando
Avareza: Vício da Retenção. Conter-se, refrear-se, reprimir-se em favor da razão.
Como é o tema do controle para você? 
Sente necessidade de estar no controle de suas emoções? 
Como você reage aos seus impulsos? 
Em que situação os racionaliza? “Isso não leva a nada... Sentir isso não me ajuda...” 
A Avareza é anti-impulso. Em que situações você percebe que está racionalizando 
seus impulsos? “Não suporto atitudes impulsivas. Raiva, por exemplo, é um desgaste 
de energia sem sentido, sentir isso não me ajuda”.
Quanto você se distancia das pessoas ou das situações para manter 
o seu autocontrole? 
“Eu sou autossuficiente. Posso passar muito bem sem um monte de coisas, principalmente 
de pessoas. Não é que eu não precise de pessoas, simplesmente não me sinto à vontade 
com esse nível de dependência. Posso tanto estar com pessoas, como sozinho.”
O quanto você não expressa seus sentimentos?
Essa é a principal questão. O quanto você se reprime? Não expressa seus sentimentos? 
Nesse momento, as razões pelas quais você não se expressa não são tão importantes. 
Pense bem. Mesmo sendo uma pessoa expressiva, sempre há algum sentimento que 
se tem dificuldade de expressar, seja Raiva, Medo, Carência...
Como é para você, qual é a sua “caixa-preta”, aquela a que ninguém tem acesso?
Conversa
 - Minha esposa dá mais atenção aos cachorros lá em casa do que a mim!
 - Você expressa que está carente da atenção dela ou exige atenção? Quem 
vai abraçar um porco-espinho? Os cachorros pelo menos abanam o rabo.
35Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 35
Resumo do Tipo 5: O Observador
Você aprendeu nessa etapa que a emoção da Avareza se manifesta como Vício Emocional do 
Tipo 5 O Observador. Normalmente são pessoas ponderadas, analíticas e especialistas. Mas, 
quando sequestradas pelo Vício Emocional da Avareza tornam-se distantes, frias e apáticas.
Avareza, em nossa abordagem, é o Vício da Retenção, ou seja, conter-se, refrear-se, 
reprimir-se em favor da razão.
Alguns Observadores são mais fechados e refugiam-se em seus castelos, seus universos 
particulares: “Eu preciso do meu espaço”. Outros preferem manter as ligações emocionais 
separadas: “Prefiro mandar um e-mail a ter que me expressar pessoalmente”. Outros ainda 
participam de grupos fechados e se envolvem em temas complexos: “Quero estar no 
grupo, mas fico na minha”.
1.6 SEXTA EMOÇÃO: O MEDO 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 6 - O ANSIOSO
Você conhece alguém que, de tão prudente, se tornou indeciso? 
Figura 12 - Compra do carro
Então vai comprar 
o carro?
Mas e se eu precisar desse 
dinheiro para outra coisa? E se 
o modelo sair de fabricação? 
E se a manutenção começar a 
ficar cara? E se eu encontrar 
melhor opção? E se...
Ahm???
Fonte: Senac EaD (2017).
36Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 36
Veja a seguir o que é o Medo para o dicionário e como ele é empregado no contexto 
do nosso curso. O significado de Medo, segundo o dicionário, é:
Medo: Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente. 
Apreensão. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável.
Apreensão: Preocupação, receio, temor. Desassossego do espírito por 
temor do futuro.
Preocupação: Ato de preocupar ou de se preocupar. Ideia fixa. Inquietação 
resultante dessa ideia.
Note quantas vezes a palavra ideia aparece e também a palavra futuro, que fazem 
parte das nossas ideias. Isso quer dizer que não estamos falando do Medo instintivo, 
que é natural como reação a algo real, mas sim de um Medo que é uma projeção 
mental. Se você está em uma sala e começa a sair grande quantidade de fumaça pelo 
ar condicionado, isso é real ou aparente? Claro, nesse caso é natural que você se assuste.
No Medo mental são as imagens mentais – as projeções – que preocupam o indivíduo 
e ele começa a sofrer por antecipação.
Conversa
 - E se nós não conseguirmos alcançar as metas do semestre?
 - Mas ainda faltam quatro meses!
 - Sim, mas e se não conseguirmos?
Em nossa abordagem compreenderemos o Medo como: preocupação, dúvida, ansiedade e 
busca de segurança. Nessa busca de segurança desenvolve um apego exagerado a valores 
externos, como moral, ética, religião, verdade, família etc. Será que sou Tipo 6 mesmo?
Esse apego exagerado a valores externos acontece como substituto do próprio 
discernimento. Ou seja, o Medo corrói o discernimento e gera apego a algo que lhe 
apoie para discernir.
O apoio deve ser algo sólido e confiável, como regras, procedimentos ou a lei. “A lei 
é dura mas é lei”. “Sem regra isso vai virar um caos”, ou ainda na moral, costumes e 
valores do grupo em que ele está inserido.
37Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 37
Conversa
 - Mas bah, tchê, que bom que viestes!
 - Mas gaúcho, vinte anos aqui no Acre e nem o sotaque você perdeu?
 - E já montei até um CTG (Centro de Tradições Gaúchas)!
O Medo revela pessoas ansiosas, que tem uma mente que não para. Querem se sentir 
seguras e, por isso, medem as situações e pessoas em termos de “posso ou não confiar”?
Figura 13 - Dar um jeitinho
Deixa que na 
hora a gente dá 
um jeito! Como assim? 
Que jeito?
Fonte: Senac EaD (2017). 
Claro! Excesso de Prudência acaba gerando uma ansiedade, questionando outros 
pontos de vista em busca de garantias. Aqueles que preferem trabalhar dentro de 
certa dinâmica encontram no Ansioso do Tipo 6 uma ânsia por controle sem muito 
espaço para alternativas.
Não troco o certo pelo duvidoso. Mudar? Mas nós trabalhamos 
assim há anos, funciona desse jeito. Para que mudar? E os valores 
da empresa, a história que ela construiu com isso?
Os Ansiosos do Tipo 6 tendem a ser pessoas prudentes, que querem crescer de forma 
segura e sustentável. Sua perspectiva de êxito no trabalho provém das garantias da 
experiência e de saber com quem se pode contar. “Se todos seguirem os procedimentos, 
tudo vai dar certo”.
38Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 38
Eles são conhecidos como pessoas controladoras. Lidar com o imprevisto lhes deixa 
ansiosos, querendo adotar procedimentos e saber como cada um vai atuar. A possibilidade 
de cada um buscar soluções a partir de suas próprias caixas de ferramentas lhes parece 
insólito e pouco confiável. É comum que não percebam o quanto exercem controle, 
justificando que - pelo jeito deles - o resultado é mais garantido.
Conversa
 - Claro que você pode fazer do seu jeito! Mas como vai ser esse jeito? 
 - Eu pensei em começar fazendo...
 - Ah, então você não tem certeza! E se der algo errado? Mas você é quem 
sabe! A responsabilidade é sua!
 - Ahã???
Eles pensam que estão apoiando os outros, mas estão minando o ponto de vista dos 
outros com dúvidas, fortalecendo o seu ponto de vista, que é mais sólido para ele. 
Poder ou não confiar nas pessoas se torna o tema central e, quanto maior o número 
de pessoas ao seu redor, mais rígido tende a ser esse controle.
Quando eu tinha 10 pessoas na equipe era tudo uma maravilha! Eu conhecia cada 
um deles e sabia muito bem com quem podia contar. Mas agora somos em 60 e 
meu nível de ansiedade aumentou bastante, tenho que ficar atenta o tempo todo!
Você se lembra de algum Ansioso do Tipo 6? 
Embora bem-intencionados, seu nível de ansiedade e controle é excessivo e isso impede 
que percebam as diferentes soluções para diferentes pessoas, que aceitem os diferentes 
ritmos e diferentes contribuições. Acabam julgando aqueles que não agem como eles. 
Preferindo lidar com o que conhecem e com o que é mais confiável. 
Eu jamais faria assim, como ele pôde?
O Ansioso do Tipo6 pode apresentar um Medo sobrevivência. Procuram a aprovação do 
grupo e da hierarquia mostrando-se afetivos e cordiais. Essa manifestação de bons amigos 
também serve para que ele “sinta” as pessoas e possa se sentir mais seguro no grupo. 
39Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 39
Eles são muito ligados às amizades, o que reforça o sentimento de grupo, formando 
um verdadeiro clã. “Não deixo amigo meu na mão”! Mas essa mesma preocupação 
com a sobrevivência pode fazê-lo ficar mais fechado e sério, mais metódico, procurar 
se sentir seguro com seu trabalho.
Conversa
 - Tenho um checklist de toda as coisas que meu chefe precisará em viagens. 
Uma semana antes confiro todos os itens da lista, três dias antes eu repito, 
um dia antes também e no dia dou mais uma conferida. 
 - Você não confia na sua memória?
 - Tenho uma ótima memória, me lembro de tudo!
 - Então por que tanta conferência?
 - Assim fica garantido.
Agora, atenção!!! Vamos ver um Ansioso do Tipo 6 que manifesta o Medo de forma oposta 
ao que vimos até agora e, sendo assim, muitos deles não se reconhecem no Medo. 
Para compreendermos essa diferença, temos de voltar no tempo, mais precisamente 
à infância, quando acontece a formação de nosso Tipo ou padrão de comportamento.
Os Ansiosos do Tipo 6, de uma forma geral, têm uma forte identificação com a figura da 
família que representava a autoridade. Normalmente essa figura é preenchida pelo pai, 
mas pode ser a mãe, irmão mais velho ou avô, contanto que representem o pilar da casa. 
Alguns seguiram a orientação do pai. “Como dizia meu pai...”, depois seguiram os professores 
e hoje seguem as orientações de seu gestor. Eles querem saber o que seu gestor espera 
deles de forma clara e evitam decepcioná-lo. Chamamos esse tipo de medo de fóbico.
Mas como dissemos anteriormente, há um tipo de medo que é oposto ao medo fóbico. 
Chamamos este medo de Contrafóbico e, no caso, a experiência com a figura de 
orientação foi diferente. Eles não concordaram com o pai e sentiram que não poderiam 
confiar plenamente nessa orientação. Tão logo chegaram aos 6 anos, começaram a 
bater de frente com a figura de orientação. Como não puderam confiar totalmente no 
pai, também não confiaram nos professores e tão pouco nos gestores.
40Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 40
O Medo contrafóbico é um medo de ser dominado e ter que baixar a cabeça. Então 
assume uma postura dominante. Há um Medo de ser dependente e então se tornaram 
independentes. Observe o exemplo: 
Figura 14 - O decote
Que decote é esse? 
Comigo você não 
vai sair assim! O quê?
Agora você vai ver 
quem não vai sair! 
Nem meu pai dizia 
como eu podia sair!
Fonte: Senac EaD (2017). 
Qualquer um que assumir uma postura dominante com ele, vai ativar a defesa do 
Tipo 6. Sua defesa é Contrafóbica, ou seja, a melhor defesa é o ataque. Observe o 
posicionamento do funcionário do Tipo 6: Contrafóbico, numa conversa entre o diretor 
de uma empresa e sua equipe. 
Conversa
Perante uma equipe de funcionários o diretor afirma:
 - O procedimento de fechamento do mês que todos vocês executam vai 
mudar a partir de amanhã, e eu quero isso funcionando. Não quero saber 
se o pato é macho, eu quero é o ovo!
Então, o funcionário do Tipo 6: contrafóbico pede permissão para fazer uma 
pergunta e questiona: 
 - Quem é que vai fazer esses procedimentos que o senhor está falando?
 - São vocês! – Respondeu o gestor. 
 - Então não é para nós que devem perguntar como esse negócio é feito? 
– Questionou o funcionário do Tipo 6: contrafóbico. 
 - Calma cara, você está falando com o diretor... – Disse Alice, funcionária da 
empresa.
 - Não sou palhaço, não sou criança pequena! – Falou o funcionário do Tipo 6: 
contrafóbico. 
41Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 41
Nessa cena, quem o diretor trouxe ao subconsciente do Tipo 6 Contrafóbico? Claro, o pai 
e quase que imediatamente a reação de “ninguém manda em mim”!
Outra característica do Tipo 6: contrafóbico é a ambivalência no comportamento com 
quem ele gosta, alternando entre agradar e agredir. Observe o exemplo: 
Conversa
 - Olá, Paula, como vai você?
 - Tudo ótimo!
 - E aquela alteração no processo que você estava fazendo, no final deu certo?
 - Sabe o que aconteceu? É que o meu chefe não quis nem ver, disse que eu 
tinha que fazer tudo de novo, desde o começo.
 - O quê!? E você deixou assim? Isso porque você é muito boca-mole e seu 
chefe faz de você gato e sapato! Se fosse comigo ele ia ver só!
 - Calma, você está me ofendendo!
 - Desculpe, amiga, mas é que não consigo ver você nessa situação!
Eles não percebem que estão sendo agressivos, acham que estão sendo apenas enfáticos. 
Investigue seu Medo
Vamos agora refletir sobre como está o Medo em você, não o quanto você tem ou não 
tem do Ansioso Tipo 6, mas como essa emoção, que está presente em todos, mesmo 
nas menores doses, se manifesta em você.
Recaptulando
Medo: Preocupação, dúvida, ansiedade e busca de segurança. Apego 
exagerado a valores externos, como moral, ética, religião, verdade, família etc.
Como é sua ansiedade?
É importante lembrar que a ansiedade que estamos abordando aqui é uma ansiedade 
de preocupação, na qual o indivíduo fica pensando em todas as possibilidades para 
não ser pego de surpresa. 
Você é muito ansioso? “Têm vezes que eu não consigo nem dormir direito. Não paro 
de pensar e fico resolvendo problemas a noite toda”!
42Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 42
Em situações específicas? “Começo a ficar ansioso lá pelo dia 20, mas me tranquilizo 
próximo do dia 30, quando entregamos os relatórios. Todo mês é a mesma coisa”.
Pouco ansioso? “Eu faço a minha parte. Se não deu, é porque não era pra dar mesmo”. 
O que é segurança para você?
Segurança é algo subjetivo e cada pessoa pode se sentir segura de forma diferente. 
Se sentir seguro é ter saúde? Dinheiro para não passar por dificuldades? Emprego? 
Estar com pessoas conhecidas? Com a família reunida? Ter liberdade nas escolhas? 
O que lhe faz sentir seguro?
Que movimento você faz para obter segurança?
Vamos esclarecer. Observe a situação:
Conversa
 - Você tem medo de ser assaltada?
 - Sim, claro!
 - E você tem alarme em casa?
 - Não!
 - Sua casa tem muro alto, cachorro ou trava nas portas?
 - Não, na verdade a porta de trás, se você empurrar com jeitinho, ela abre.
Veja que aqui existe o Medo, mas não há movimento para satisfazer esse Medo. Agora 
veja um outro exemplo:
Figura 15 - O medo de assalto
Você tem medo de 
ser assaltada?
Tenho!
Tem alarme em casa?
Não só alarme. Tenho 
alarme, cachorro, caco de 
vidro no muro e um spray 
de pimenta perto da porta, 
porque nunca se sabe, né?
Fonte: Senac EaD (2017). 
43Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 43
Viu a diferença? Nesse caso há o movimento. Agora você já pode responder à pergunta: 
Então, que movimento você faz para obter segurança? Guarda dinheiro? Faz check-up 
médico periódico? Confere tudo que acontece no departamento? 
Como lida com situações inesperadas, que fogem ao seu controle? 
O Medo quer controle sobre as situações e evita ser pego de surpresa. É tranquilo para 
você? “Deixa a vida me levar, vida leva eu...”. É um pouco mais complicado? Prefere ter 
as coisas combinadas?
Quais valores você não abre mão? 
Honestidade, confiança, lealdade, comprometimento, responsabilidade, liberdade, respeito, 
autonomia, verdade. De que, em termos de valores, você não abre mão?
Resumo do Tipo 6: O Ansioso
Você aprendeu nesta etapa que a emoção do Medo se manifesta como Vício Emocional 
do Tipo 6: O Ansioso. Normalmente são pessoas leais, gregárias e consequentes, 
levantando sempre os prós e os contras com o foco nos riscos. Mas quando se deixam 
guiar pelo Vício do Medo, acabam sendo ansiosas, preocupadas e controladoras. O Medo 
em nossa abordagemé tratado como preocupação, ansiedade, busca pela segurança 
e o apego exagerado a valores externos. 
O medo pode buscar apoio no discernimento em elementos sólidos e confiáveis, 
fazendo com que o Ansioso se torne mais fechado, metódico, buscando segurança 
no trabalho. “Do meu trabalho ninguém pode falar nada”!
Como também pode buscar apoio no grupo ou na família. “Se é amigo meu não vou 
deixar na mão”!
O medo (Contrafóbico) quer se impor e não se identifica com o Medo. Sua motivação 
não se reflete na segurança física ou no trabalho e, por vezes, ele acaba sendo muito 
impulsivo. O Contrafóbico alterna entre agradar e agredir. “É como aquela música: 
Entre tapas e beijos”.
44Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 44
1.7 SÉTIMA EMOÇÃO: A GULA 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 7 - O SONHADOR
Você conhece alguém que tem muita iniciativa e pouca “acabativa”? Veja a seguir o 
que é Gula para o dicionário e como ela é empregada no contexto do curso.
Gula: Excesso na comida e bebida. Predileção para boas iguarias.
Não é difícil notar que essa não será a interpretação que teremos da Gula. A relação com 
a comida e a bebida é apenas um meio, pois o fim é ter prazer e satisfação. Mas não é à 
toa que a Gula ficou relacionada com a comida e a bebida, pois por muitos séculos esses 
eram uns dos poucos prazeres não proibidos. Mas hoje isso ainda é assim? Com tantas 
fontes de prazer, os gulosos não têm nem tempo para comer.
Em nossa abordagem compreendemos a Gula como: a avidez por variedade de estímulos 
e sensações. Quanto mais variedade, melhor. 
Conversa
 - Oi, Paula, o que você está fazendo aqui?
 - Oi, Ana, é que a Maria me pediu uma opinião sobre um tema da área dela. 
Encontrei algumas coisas na internet e vim falar com ela.
 - Poxa, que legal, não sabia que você conhecia de engenharia de produção.
 - Bem, na verdade comecei a conhecer agora. Na conversa com a Maria 
achei tão interessante o assunto e acho que acabei me empolgando. Você 
me conhece, quando eu me empolgo, quero saber tudo.
 - Pois eu lembro de quando você estava empolgada com o planejamento 
estratégico, você deu continuidade?
 - Até certo ponto sim, mas depois começou a ficar meio chato e apareceu 
esse probleminha na produção, sabe como é!
 - Sei, sim, uma novidade, não é? Hehe.
Claro! Excesso de iniciativa acaba gerando uma ansiedade pelo novo e quando o novo 
se torna conhecido não há mais espaço para as possibilidades e tudo começa a ficar 
sem graça, repetitivo e enfadonho. Ter que executar uma tarefa que não oferece mais 
estímulo parece uma repetição sem fim, dando a sensação de aprisionamento e falta 
de liberdade, tema que é central para os Sonhadores do Tipo 7.
Ah, não, de novo no mesmo lugar, vamos conhecer um outro!
45Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 45
A liberdade é compreendida como possibilidade de mudança. Quando há limitação 
de alternativas, aumenta o anseio por mudança.
Conversa
 - Já fiz o roteiro de nossa viagem. Chegaremos no hotel às 14h, sairemos 
então para almoçar no mercado público. Às 16h pegaremos um ônibus 
para o bairro alto, lá ficaremos por uma hora, quando sairemos para 
conhecer o forte no centro da cidade... 
 - Ok, Luis. Estou achando tudo muito interessante, mas você está 
considerando que poderemos querer mudar as coisas em função do que 
encontrarmos lá, não é mesmo? 
 - Não vai ser possível mudar nada. Fiz uma agenda bem funcional para 
aproveitar todos os locais...
 - Ah, Luiz, essas férias estão virando um compromisso. Assim me sinto sem 
liberdade para escolher!
Como a Gula foca nas possibilidades, uma decisão que não dê espaço para continuar a 
buscar possibilidades pode gerar uma sensação de aprisionamento e perda da liberdade. 
Como alternativa para fugir dessa sensação, os Sonhadores do Tipo 7 desenvolveram 
uma grande habilidade em positivar tudo, até mesmo o que não é positivo.
Conversa
 - Soube que roubaram sua câmera de dentro do seu carro. Que droga, hein?
 - Que nada, eu estava mesmo querendo comprar uma câmera nova e aquela 
estava me empatando, o universo abriu espaço para uma nova!
No final, para o Sonhador, vale a máxima que diz: “Tudo sempre acaba bem e, se não 
estiver bem, é porque não acabou ainda”. 
De forma geral, a Gula revela pessoas com mentes inquietas, com espírito jovial e 
revolucionário. “Deixe de ser quadrado! A cabeça é redonda para a gente mudar de ideia”!
46Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 46
Mas como o tema aqui é a dose, mesmo o que parece inicialmente uma atitude 
positiva, em excesso pode acabar gerando uma fuga de aspectos mais densos e tarefas 
menos prazerosas.
Figura 16 - Tarefas menos prazerosas
Certo, Luiz. Então 
vamos revisar todos 
os processos para 
ver se não deixamos 
nada para trás.
Ah, Carlos, já chega! Tá 
tudo aí, se faltar algo a 
gente vê na hora. Já 
estamos há mais de 
uma semana em cima 
desse mesmo assunto. 
Já não aguento mais.
Fonte: Senac EaD (2017). 
Lembre-se de que estamos falando de alguém que tem avidez pela variedade de 
estímulos. Essa é a base para uma mente ágil, que acredita que sempre há uma solução. 
Como consequência, temos a facilidade com a improvisação.
Conversa
 - Você viu a solução que o Carlos sugeriu na reunião?
 - Impressionante, eu achava que não tinha mais solução, mas ele me fez 
acreditar que sempre vale a pena tentar. 
 - É, foi o que ele me disse uma vez: só não erra quem não tenta.
 - E quem não arrisca não petisca!
47Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 47
Mas quando é a Gula quem dirige a improvisação, temos um escapismo.
Conversa
Mário tem sempre uma desculpa na ponta da língua. Esses dias Júlio pensou 
que iria conseguir colocá-lo na parede.
 - Júlio, amanhã não poderei estar aqui na parte da manhã.
 - Mas o que foi que aconteceu, Mário? Questionou Júlio.
 - Meus irmãos e eu levaremos minha mãe ao hospital e vamos ter que tomar 
algumas decisões sobre seu internamento. 
 - Ok, então.
Na manhã do dia seguinte Júlio soube que o irmão de Mário tinha ligado para 
a empresa à procura de Mário. Foi quando quis colocá-lo na parede.
 - Então, Mário, deu tudo certo hoje de manhã com sua mãe lá no hospital?
 - Tudo 10, resolvemos tudo!
 - E seus irmãos foram também?
 - Sim, todos os meus irmãos foram.
 - Então como é que um deles ligou para cá de manhã, lhe procurando?
 - Quem ligou? – Perguntou Mário.
 - O Carlos, dizendo ser seu irmão! Respondeu Júlio.
 - Ah, o Carlos é meu camarada! Ele me chama de irmão!
“Tá vendo, não tem jeito!” - Pensou Júlio.
Os Curiosos do Tipo 7 são otimistas, improvisadores e bem-humorados. São também 
criativos e estão sempre em busca de novas alternativas para a equipe. Mas quando são 
conduzidos pelo Vício Emocional da Gula, acabam sendo argumentadores compulsivos, 
inconsequentes e instáveis. Eles são conhecidos como “fogo de palha” ou ainda “cavalo 
paraguaio”, aquele que só tem arrancada. 
48Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 48
Figura 17 - A reunião
Descobri um sistema muito legal! Vamos 
mudar tudo aqui na empresa. Vocês vão ver 
como as coisas irão melhorar. Vai ser ótimo!
Nem se preocupe, 
semana que vem ele 
muda de ideia.
Fonte: Senac EaD (2017). 
Quando a implantação de uma mudança se torna maçante, a fixação que a Gula gera faz com 
que os gestores fujam para mais possibilidades. A consequência negativa desse comportamento 
é percebida como instabilidade, o que pode gerar insegurança para a maioria.
Conversa
 - Dos cinco novos projetos que iniciamos todos os anos, uns dois dão muito 
certo e os demais eu jogo de lado, com isso fechamos o ano em alta!
 - É, para você pode parecer muito legal, mas para mim não é assim, não. 
Quando você chega com um novo projeto, a gente nem se liga muito, 
pois sabe que daqui a pouco você estará dizendo para largarmos e 
começarmos o novoque você está trazendo.
 - Ih, que apegado!
Para quem tem a Competência Emocional da Persistência, isso é o caos! 
É, eu era assim e nem percebia. Teve um ano que eu cheguei a mudar de função 
duas vezes, mudando inclusive de cidade. Quando eu assumia uma nova função, 
meu principal objetivo era reinventar tudo. Delegava, fazia todos participarem 
das decisões, de forma que minha função pudesse ser extinta. Depois de 
um tempo eu já avisava o meu diretor: - Estou pronto para a próxima!
O problema é que depois de um tempo as pessoas já me conheciam como o 
“exterminador do futuro” e não queriam me ver nem de longe. Aí nada mais funcionava.
49Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 49
Lembrou de algum Sonhador do Tipo 7? 
Embora bem-intencionado, seu anseio por transformação, por resolver tudo rápido, 
instalando caos excessivo, sem muito espaço para a consolidação e com uma aversão 
à regras e procedimentos, gera um desequilíbrio na equipe. “Vou fazendo. Se der 
problema, o problema é dele”! 
Alguns deles são conhecidos pela sugestionabilidade, ou seja, facilidade com que ficam 
fascinados e são levados a mudar de ideia. 
Conversa
 - Então, já decidiu se vai trocar de carro ou viajar? – Perguntou Everton.
 - Já, sim, tô decidido, vou mudar de carro. Marquei com o André hoje às 17h 
para fecharmos negócio. – Afirmou Luiz.
 - Ah, entendo. 
 - Mas porque você perguntou? – Questionou Luiz
 - Sabe o Alfredo e o pessoal que te apresentei lá no restaurante?
 - Sim , claro! Encontrei com eles outro dia, são nota 10.
 - Pois é - disse Everton - nós vamos todos ver o Cirque du Soleil em Las Vegas 
e eles me pediram para te convidar também.
 - Tá fechado! Pode contar comigo. – Afirmou Luiz.
 - E o carro do André? - Questionou Everton.
Então, o Luiz pega o celular e faz uma ligação:
 - André, é o Luiz. Cara, apareceu uma situação e não vai dar mais para 
fecharmos negócio naquele carro. Depois te explico melhor. Abração.
Muitos personagens foram inspirados no Sonhador, como Pernalonga, Pica-Pau 
Manda-Chuva e Zé Carioca. Notem que o traço comum entre eles é o de sempre 
querer se dar bem (Lei de Gerson). 
São altamente sedutores, criando uma aura positivista e conseguindo argumentos 
onde ninguém imagina. “Você se preocupa à toa! Alguma vez eu já te deixei na mão? 
Vamos lá, na hora a gente dá um jeito”!
A essa altura você já deve ter percebido que os Sonhadores não são conhecidos por sua 
estabilidade. “Tô indo”! Mas a Gula também pode manifestar certa estabilidade. Isso porque 
querem preservar o prazer e evitar a dor. “Já fui mais instável. Se me desse na cabeça de 
mudar de emprego, no outro dia já pedia as contas, mas isso me fez passar por situações 
apertadas. Agora até mudo, mas somente quando já tenho outra coisa garantida”.
50Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 50
Mas não acredite que conseguirá criar vínculos com um Sonhador do Tipo 7 pegando 
no pé dele.
Conversa
 - Poxa vida, João, ficamos esperando sua ligação e você nem aí!
 - Eu até ia, mas meu vizinho apareceu lá em casa e me convidou para 
conhecer sua nova mesa de sinuca. Imagina o resto!
 - Então vamos marcar para quarta que vem. Você confirma?
 - Ah, também não vai dar, mas deixa que eu te ligo pra agendar um dia. 
Abraço.
Investigue sua Gula
Vamos agora refletir sobre como está a Gula em você. Não o quanto você tem ou não 
tem do Sonhador do Tipo 7, mas como essa emoção, que está presente em todos, 
mesmo nas menores doses, se manifesta em você.
Recaptulando
Gula: Avidez por variedade de estímulos e sensações. Quanto mais variedade, melhor.
O que você percebe que em sua vida “quanto mais, melhor”? 
 �Mais amigos? “Comigo é casa cheia”!
 �Mais segurança? “Tenho Salvemed, Morramed... É quanto mais, melhor”!
 �Mais desafios? “Gosto de matar um leão por dia. Quando não acontece nada 
novo, crio um novo desafio”!
 �Mais conhecimento? “Quando um assunto me interessa quero saber mais 
dele, não sossego enquanto não souber tudo”. 
 �Mais tranquilidade? “Bom mesmo é quando as coisas funcionam sozinhas! 
É bom demais”!
Em que situação você sente essa inquietação com a rotina e avidez pelo novo?
Logo quando você já domina o assunto? Só depois de muito tempo na mesma atividade?
51Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 51
Como você responde a isso?
Você toma decisões baseada no anseio de mudança?
Em que momentos você se vê sequestrado pela empolgação, como 
uma criança?
 �Quando tem uma ideia nova? “Eureca! Vocês não sabem o que eu descobri”!
 �Quando chega perto das férias?
 �Quando tem uma boa notícia para dar aos outros?
Resumo do Tipo 7: O Sonhador
Nesta etapa vimos que a emoção da Gula se manifesta como Vício Emocional do Tipo 7: 
o Sonhador. São pessoas otimistas, mostram uma habilidade de improvisar e inigualável 
bom humor. “Vamos lá gente, vamos mostrar que podemos criar novas soluções”!
Mas quando sequestrados pelo Vício Emocional da Gula tornam-se argumentadores 
compulsivos, inconsequentes e instáveis. Deixam de gerar mudanças que tragam 
melhorias e assumem uma postura de mudar porque está cansativo. “Não acredito 
que vocês estão nessa ainda! Já deu, vamos para outra”!
Gula, em nossa abordagem, é a avidez por variedade de estímulos. Paixão pelo novo 
e pela variedade. Ela torna o indivíduo sugestionável, buscando prazer e liberdade e 
sendo facilmente sequestrado para novas alternativas. “Tudo sempre acaba bem e, 
se não está bem é porque não acabou ainda”!
Mas também vimos que a Gula pode se manifestar com certa estabilidade, buscando 
preservar o seu prazer, evitando o desprazer e perda da liberdade. 
“Coloquei o dedo na tomada e deu choque, nessa eu não caio mais”!
52Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 52
1.8 OITAVA EMOÇÃO: A LUXÚRIA 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 8 - O MANDÃO
Você conhece alguém que dá um boi para não entrar em uma briga e uma boiada 
para não sair? Ímpeto em excesso pode se transformar no Vício Emocional da Lúxuria. 
Observe o que é Luxúria para o dicionário e como ela é empregada no contexto deste 
curso. O significado de Luxúria, segundo o dicionário, é: 
Luxúria: corrupção de costumes, lascívia, libidinagem.
Essa energia de dominância está ligada à energia sexual. Todos já ouvimos falar do macho 
alfa. Os mamíferos que vivem em grupo têm um macho alfa ou uma fêmea alfa. Quem é 
o macho alfa? É aquele que domina o território e comanda o grupo. Em nossa espécie, 
o macho ou a fêmea alfa é aquele que domina território, que procura determinar as 
regras e controlar as situações. “Aqui é do meu jeito. Quem manda aqui sou eu”. Essa é 
a necessidade de território, espaço, domínio. É a energia telúrica, que vem da terra, e 
está ligada ao “tesão” da vitória. 
Mas há uma outra palavra que nos ajuda a compreender esse Vício Emocional, o Excesso: 
falta de moderação; desregramento; esforço desmedido. É a posição de: “Dou um boi 
para não entrar, e uma boiada para não sair”. 
Em nossa abordagem compreenderemos a Luxúria como o Vício Emocional do exagero, 
da intensidade, da fome de viver intensamente. Ela revela pessoas dominadoras que 
não percebem o quanto sua presença pode ser intimidadora. 
Claro! Excesso de ímpeto acaba gerando uma dificuldade em perceber os limites dos 
outros. Prejudicando, principalmente, o posicionamento daqueles que não tem tanta 
facilidade para dizer o que pensam e sentem-se intimidados diante da presença do 
Mandão do Tipo 8. “Eu acredito que temos que fazer deste jeito! O que acham”?
Os Mandões tendem a ser pessoas que delegam com facilidade, sua perspectiva de 
realização vem do comando das ações e não necessariamente da atividade. “Manda 
quem pode, obedece quem tem juízo”. Eles conhecidos como os rinocerontes. 
Já viram rinocerontes na televisão? Sempre tem um passarinho em cima, cutucando... 
e ele fica desesperado por causa do passarinho? Ele nãoestá nem aí, não é? Pois é. 
O Tipo 8 é o rinoceronte, e nós somos sabe quem? Os passarinhos. Ele não está nem aí... 
Onde quer que eles estejam teremos certo “caos” da transformação. Mesmo quando 
a transformação não seja necessária.
Quando as coisas estão muito calmas, com todo mundo confortável não gosto 
muito não. Já chamo para uma reunião e boto todo mundo para agitar!
53Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 53
Você se lembra de algum Mandão do Tipo 8?
Difícil é esquecer um Tipo 8, porque são pessoas marcantes. Mas a Luxúria também pode 
se manifestar de forma mais branda e não tão dominadora como vimos até então. Isso 
acontece quando ela é voltada para a sobrevivência. Nesse caso o Mandão acaba sendo 
mais precavido, evitando passar por privações nas quais poderá perder poder. É um lutador 
pela sobrevivência, lembrando que estamos falando de um Tipo 8 e sendo assim, é a 
sobrevivência do seus status de dominância. Ele normalmente quer seu nicho de poder. 
Defende seu território e as pessoas que estão com ele, mas ao mesmo tempo exige deles.
Outro traço que se acentua nessa forma mais branda da Luxúria é a atitude mais “fechada”, 
na dele, satisfazendo-se na liderança de um departamento, como autônomo ou ainda 
como dono de seu próprio negócio. O tema é a autonomia, que ele não abrirá mão.
Mas o tipo 8 mais conhecido é aquele em que a luxúria acentuou o traço da possessividade: 
“Vai ser do meu jeito ou não vai ser de jeito nenhum”. 
Entre todos os 9 padrões de comportamento que estamos vendo aqui, o Mandão do 
Tipo 8 é o mais dominante, querendo determinar as principais decisões. É o poderoso 
chefão do Eneagrama. 
Figura 18 - Vai ser do meu jeito
Você pode fazer o que quiser, 
mas peça pra mim. Como vai 
fazer eu não quero saber, mas 
peça pra fazer.
Fonte: Senac EaD (2017). 
Aqueles que ousarem decidir sem sua “benção” terão o amargo sabor de desfazer o que 
fizeram, isso porque serão vistos como quem está disputando poder. Note que ele tem 
a Luxúria acentuando as questões de quem manda e quem é mandado. Mesmo assim 
podem ser hábeis delegadores, que mandam resolver, não interessando muito como. 
54Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 54
Investigue sua Luxúria
Agora, reflita sobre como está a Luxúria em você, não o quanto você tem ou não tem 
do Mandão do Tipo 8, mas como esta emoção, que está presente em todos mesmo 
nas menores doses, se manifesta em você.
Recaptulando
Luxúria: vício do exagero, da intensidade, da fome de viver intensamente.
 �O que em sua vida necessita “tempero”?
Lembre-se que estamos falando de intensidade e então este tempero não é 
salsinha, é pimenta! 
 � Como são seus impulsos?
Em que situações percebe a atitude do “bateu, levou”. Em que momentos a 
resposta é imediata e impulsiva? “Quando percebi já tinha falado”!
 �O que tem que ser intenso e desafiador? 
É mais em seu trabalho? Quer matar um leão por dia? Ou é mais no seu rela-
cionamento pessoal? 
 � Em que situação você “dá um boi pra não entrar e uma boiada pra não sair”?
Todos têm um limite, um final do estopim. Para alguns o estopim dá a volta na 
quadra, enquanto para outros tem o tamanho de um palito de fósforo. Como é 
o seu e o que faz ele chegar ao fim? É quando duvidam do que falou? Quando 
lhe faltam com o respeito? Como é para você?
 � Em que áreas da sua vida manifesta essa dominância?
Resumo do Tipo 8: O Mandão
Você viu, nesta etapa, que a emoção da Luxúria se manifesta como Vício Emocional 
do Tipo 8, o mandão. São pessoas que têm gosto por desafios e não têm problema 
algum em dizer diretamente o que pensam. Mas quando são sequestradas pelo Vício 
Emocional da Luxúria querem sempre dar a última palavra, tornam-se intimidadoras e 
agressivas com as palavras: “Vai ser do meu jeito”!
Em nossa abordagem compreenderemos a Luxúria como o Vício Emocional do exagero, 
da intensidade, da fome de viver intensamente. Ela revela pessoas dominadoras que 
não percebem o quanto sua presença pode ser intimidadora. 
55Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 55
Lembre-se que embora a Luxúria tenha este caráter dominador, quando focada na 
sobrevivência apresenta sua versão mais branda, lutando para manter seu status de 
poder “quem manda aqui sou eu”! De qualquer forma, o Mandão do Tipo 8 gosta de 
ser quem decide e muitas vezes luta por esta posição de poder.
1.9 NONA EMOÇÃO: A INDOLÊNCIA 
VÍCIO EMOCIONAL DO TIPO 9 - O ANTICONFLITO
Você conhece alguém que, de tão tolerante, se tornou passivo? 
Conversa
 - Mas Marcos, você não está vendo que o Carlos está atrapalhando toda a equipe? 
 - É, mas é o jeito dele, fazer o quê?
Veja a seguir o que é a Indolência para o dicionário e como ela é empregada no contexto 
do nosso curso. O significado de Indolência, segundo o dicionário, é: 
Indolência: Preguiça. Negligência. Insensibilidade, apatia.
Preguiça: Pouca disposição para o trabalho; inação, mandriice. Demora 
ou lentidão em fazer qualquer coisa; moleza; morosidade.
Apatia: Estado de indiferença por falta de sensibilidade, de sentimentos, 
indiferença.
Indolente: Que é insensível à dor. Descuidado. 
Note o que o conceito que o dicionário traz para indolente: Que é insensível à dor. 
Em que condição poderíamos ficar insensíveis à dor? Exatamente! Quando estamos 
anestesiados! 
A Indolência que vamos abordar aqui não é uma preguiça física, pois o Anticonflito 
do Tipo 9 é uma pessoa prática. Ele pode ter dois empregos, estar cursando a terceira 
formação acadêmica, ter uma rotina realmente apertada. Mas o que vamos abordar é 
a apatia, o estado de indiferença por falta de sensibilidade.
Conversa
 - Quer café ou chá?
 - Tanto faz! O que você trouxer também pode trazer para mim.
56Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 56
O estado anestesiado a respeito do que se quer gera uma indiferença do tipo “tanto faz”. 
“É verdade. Pois eu nem gosto de café. Mas o outro já trouxe e fica chato não beber. E com o 
tempo acostuma”. Viu? É um estado de indiferença. Em nossa abordagem compreenderemos 
a Indolência como o estado de indiferença ou em que se está anestesiado. 
A maneira com que os Anticonflito do Tipos 9 se anestesiam é se ocupando com tudo, 
evitando lidar com os conflitos e tensões. Podem se anestesiar ocupando-se com os 
problemas de todos e evitando os seus. “Estou tão ocupado que não tive tempo para 
pensar no que quero”! Ou ainda, ocupando-se com a análise da situação tentando 
compreender os porquês e perdendo com isso o foco de seus problemas. 
Quando me sinto pressionado, pego um livro e fico horas 
envolvido na leitura. É um santo remédio!
A Indolência revela pessoas tranquilas, que acreditam que a vida é simples e que são 
as pessoas que às vezes complicam. “Calma, pessoal! Se for possível resolver, então 
vamos resolver. Se não for possível, então já está resolvido!”
O problema é que por trás dessa atitude paciente esconde-se um evitar o conflito, um 
pagar para não se incomodar. “Iiii! Isso não vai dar certo!” Claro! Excesso de Tolerância 
acaba gerando apatia e indiferença, que dificultam o posicionamento direto e assertivo. 
Os Anticonflito do Tipo 9 tendem a ser pessoas mediadoras e pacíficas. Sua perspectiva 
de êxito no trabalho provém da harmonia entre as pessoas, não acreditando muito em 
resultado a qualquer preço. “O negócio é manter a equipe harmônica, em um clima 
cordial e de ajuda mútua.” Eles são conhecidos como “gente boa”. Buscam soluções 
que agradem a todos e evitam situações de tensão e conflito. 
Cada um tem seu jeito e não adianta querer bater de frente.
Mas nas situações em que há necessidade de se posicionar mais diretamente ou se 
impor é que temos seu ponto fraco. Eles podem assumir uma postura muito mediadora, 
compreendendo demais o ponto de vista dos outros e com isso perdem a clareza do 
que querem.
57Entendendo a si mesmo e ao seucliente: Eneagrama das Personalidades 57
Figura 19 - A falta
Roberto, o Flávio não veio 
trabalhar ontem e essa é 
a quarta vez neste mês!
É, mas ele trouxe 
atestado. O que 
eu posso fazer?
Fonte: Senac EaD (2017). 
Você se lembra de algum Tipo 9?
 Embora bem-intencionados, sua tentativa de resolver tudo de forma pacífica e harmônica 
é excessiva e isso impede que percebam as diferentes formas de lidar com o conflito. 
A indolência pode se manifestar fazendo com que o Anticonflito seja mais sedentário, 
acomodando-se em um ritmo de vida já estabelecido. É o traço de “fingir de morto 
para sobreviver”, ocupando-se com as tarefas do cotidiano.
Conversa
 - E aí, Fernanda, você já decidiu se vai se inscrever no curso ou não?
 - Estou respondendo meus e-mails, depois vejo isso.
Um mês depois...
 - Olá, Fernanda, você também vai fazer o curso?
 - Estou organizando a minha agenda, depois vejo isso.
Três meses depois...
 - Tchau, Fernanda, vou ao curso de Gestão de Pessoas.
 - É, pois eu também estava pensando em ir.
 - Mas as inscrições já se encerraram, Fernanda! Você não se inscreveu?
 - Pois é, estava com dificuldades para decidir. Deixa para a próxima.
58Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 58
Desta maneira a Indolência faz com eles sejam “mais na deles”, se anestesiando na 
rotina da casa para o trabalho e do trabalho para a casa. “Gosto de ficar em casa sem 
nada para fazer, sem nenhuma demanda sobre mim”.
Ou ainda se anestesiando em atividades mentais, como leitura e televisão.
Figura 20 - O programa de TV
Nem sei, só 
estava dando 
uma olhadinha.
O que você está 
assistindo?
Mas você está 
assistindo TV há 
mais de 2 horas!
É, estou esperando 
um programa que 
vai começar daqui 
a uma hora.
Fonte: Senac EaD (2017). 
A postura do “devagar e sempre” pode fazê-los percorrer longas distâncias, sem 
necessariamente ter feito muito esforço para chegar aonde chegaram. 
Conversa
 - Olha, Fátima, comprei este livro daquele autor que você me recomendou. 
Quantos livros dele você já leu?
 - Já li todos.
 - Mas são mais de 20 livros!
 - É verdade. Comecei há alguns anos e fui lendo, fui lendo, quando vi tinha 
lido todos.
Outra forma da Indolência se mostrar é por meio da Fusão. Neste caso, o Anticonflito 
do Tipo 9 incorpora a vida do outro de forma que começa a vibrar por suas conquistas 
e sofrer por seus problemas. 
Conversa
 - Seu Paulo, fiz o que o senhor me sugeriu: falei com a Júlia sobre o que 
aconteceu e, no final, deu tudo certo. Já estamos nos dando bem novamente.
 - Que bom, Rafael, estava mesmo preocupado com vocês dois. Mas que 
bom que agora está tudo em paz.
59Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 59
Essa estratégia inconsciente de fundir-se com o outro também é útil para evitar o conflito.
Também podem buscar evitar o conflito sendo ouvintes e empáticos.
Figura 21 - O problema e a solução
Quando estou com um 
problema, sempre vou 
falar com o Seu Luís.
Ele lhe dá 
uma solução?
Na verdade não é bem 
assim. Mas ele me ouve de 
um jeito que tudo parece 
mais simples do que é!
Fonte: Senac EaD (2017). 
Investigue sua Indolência
Agora, reflita sobre como está a Indolência em você. Não o quanto você tem ou não 
tem do Anticonflito do Tipo 9, mas como essa emoção, que está presente em todos, 
mesmo nas menores doses, se manifesta em você.
Recaptulando
 Indolência: estado de indiferença ou onde se está anestesiado.
Onde você se “finge de morto” para sobreviver? 
Você viu alguém da sua equipe fazendo algo inadequado, mas no momento você 
tem outras prioridades e apontar para o que você viu vai lhe tomar um tempo que no 
momento não tem? Você consegue fazer de conta que não viu?
Em que situação você deixa de se posicionar? 
Como é para você “engolir sapos”? 
Todos vivem situações em que temos de aceitar condições que não eram as que 
gostaríamos. Pode ser de um superior hierárquico, um cliente importante ou até um 
fornecedor indispensável. 
60Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 60
Como é para você se adequar a essa situação, ou seja, “engolir um sapo”? 
 � É difícil? “Eu não levo desaforo para casa. Não interessa de quem”! 
 �Depende da situação ou de quem for? “Penso no que irei perder se não 
‘engolir o sapo’ e, dependendo da situação, escolho me adaptar”. 
 � É simples? “Para mim desce redondo! Afinal, não dá para ter tudo do jeito que 
a gente quer”. 
Onde você foge do conflito? 
Só quando tem certeza de que não vai ganhar? “Para mim é assim, é tudo ou nada”! 
Ou prefere lidar com as situações de forma a evitar confusão? “Não acredito no conflito, 
acho que tudo pode ser resolvido com uma boa conversa”.
Como é sua disposição para se posicionar em relação ao que você quer?
 � É fácil? “Falo o que penso e luto pelo meu ponto de vista. Se necessário, me 
imponho”! 
 � Depende? “Se sinto abertura das pessoas para a aceitação de meu ponto de 
vista eu argumento, mas se vejo que não estão interessados em ouvir, logo 
vou desistindo”.
 � É difícil? “Dificilmente me imponho. Às vezes gostaria de ser uma pessoa impor-
tante, daquelas que as pessoas ouvem, assim eu não teria que ceder”.
 � Como é para você? 
Resumo do Tipo 9: O Anticonflito
Você viu nessa etapa que a emoção da Indolência se manifesta como Vício Emocional 
do Tipo 9: o Anticonflito. São pessoas calmas, flexíveis e mediadoras. Mas quando 
sequestrados pelo Vício Emocional da Indolência tornam-se apáticos, dependentes e 
indecisos preferindo uma postura de ‘deixar a vida levar’. 
Indolência, em nossa abordagem, é um estado de anestesiar-se, evitando o conflito. 
Podem se anestesiar no cotidiano: da casa para o trabalho, do trabalho para casa. “Como 
é bom ficar em casa sem nada para fazer”! Em atividades mentais como a leitura ou 
vendo televisão. “Só estava dando uma olhadinha”, ou ainda, diluindo-se com os outros 
em uma postura envolvente e humorada.
Quando o médico me perguntou se eu tinha problemas para 
dormir, respondi que de manhã eu dormia muito bem e que à noite 
também. À tarde é que eu tinha um pouco de insônia.
61Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades
IDENTIFICANDO O SEU PADRÃO 
DE COMPORTAMENTO
Agora você chegou em um momento muito importante do curso. Até agora você 
recebeu informações sobre cada uma das 9 emoções. Assim, você pôde compreender 
que quando alguma delas está muito presente se torna um Vício Emocional, e que 
quando isso acontece o comportamento da pessoa fica mecânico e repetitivo. 
Importante
Há um sequestro da consciência e na tentativa de satisfazer o anseio do Vício 
Emocional, desenvolvemos um padrão de comportamento ou tipo no Eneagrama.
Você viu que quando a Raiva é um Vício Emocional, o indivíduo fica sequestrado 
pelo anseio de fazer o que é certo e evitar o errado. Em algum momento, ele perde a 
capacidade de reconhecer o que quer e desenvolve um padrão de comportamento 
Perfeccionista, que só dá valor ao esforço e ao cumprir a tarefa.
Quando o Orgulho é um Vício Emocional, a pessoa fica sequestrada pelo anseio de 
ser valorizada, de ser considerada e querida pelos outros. Em algum momento essa 
pessoa fica tão ocupada com o que os outros lhe pediram e com as necessidades dos 
outros, que já não reconhece o que ela quer. Começa a desenvolver então, um padrão 
de comportamento Prestativo.
Você aprendeu que quando a Vaidade é um Vício Emocional, a pessoa fica sequestrada 
pelo anseio de ser admirada pelas suas habilidades e realizações. Em algum momento 
ela foca tanto em dar certo na vida e ser alguém, que já não reconhece o que de fato 
quer. Desenvolve, então, um padrão Desempenhador, que está fixado em metas e 
objetivos que irão lhe dar este valor pessoal.
Lembre-se que não é porque você tem Raiva que é um Perfeccionista, 
nem porque gosta de ajudar as pessoas que é um Tipo 2: o Prestativo. 
Qualquer um dos nove padrões de comportamentopode ter um 
comportamento prestativo. A diferença é que para o Tipo 2 isso é 
motivado pelo Vício Emocional do Orgulho e, sendo assim, ele acaba não 
conseguindo dizer não, acreditando que o outro não conseguiria sem ele. 
“O que seria deles sem mim”?
2
62Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 62
Quando a Inveja é o Vício Emocional, a pessoa fica sequestrada pelo que falta e que 
ainda não foi conseguido. Com o foco tão concentrado em como poderia ser sua vida, 
esquece de olhar para o que é a sua vida e desvaloriza o que tem, pensando demais no 
que falta. Desenvolve um padrão de Comportamento crítico e insatisfeito. “Quando eu 
terminar de pagar a casa...” ou “Quando minha equipe estiver mais preparada, aí sim”!
Já quando a Avareza é o Vício Emocional, a pessoa é sequestrada pelo anseio de 
compreender racionalmente o que está ao seu redor. Analisando alternativas e imaginando 
cenários que lhe ajudem a identificar o caminho mais lógico a ser tomado. Mas no processo 
perde a capacidade de reconhecer o que de fato quer, afinal, nem sempre o que queremos 
é o mais lógico. Desenvolve então, um padrão de comportamento observador e analítico.
Conversa
 - Estou com vontade de comprar uma TV nova. 
 - É mesmo, e o que você vai fazer?
 - Vou esperar a vontade passar. Não decido nada no calor da emoção.
Medo é uma das emoções mais básicas, mas quando ela se torna um Vício Emocional 
sequestra a consciência da pessoa fazendo com que ela abra mão do que quer em favor 
do que é mais seguro. “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. É quando a 
pessoa desenvolve um Padrão de Comportamento Ansioso, que faz com que a mente 
fique a mil, procurando se antecipar e controlar tudo ao seu redor para que não seja 
pega de surpresa. Lembre-se que não é porque você reconhece sua ansiedade é que 
será um Tipo 6. Ansiedade é o mal do século e a maioria das pessoas sofre pelo menos 
um pouco de ansiedade. Mas quando ela é um Vício Emocional, mesmo que tudo esteja 
ok, você continuará procurando “chifre em cabeça de cavalo”. 
Figura 22 - As metas
E se nós não 
conseguirmos 
alcançar as metas 
do semestre? Mas ainda 
faltam quatro 
meses!
Sim, mas e se não 
conseguirmos?
Fonte: Senac EaD (2017). 
63Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 63
Vimos que quando a Gula é um Vício Emocional, a pessoa fica sequestrada pelo que 
é novo e diferente, a rotina se torna insuportável. Em algum momento, ela perde a 
capacidade de estar no presente, apreciando o que há de interessante aqui e agora, 
pois sua mente está cheia de outras possibilidades. Desenvolve então um Padrão de 
Comportamento Sonhador, com muita iniciativa e pouca acabativa.
Quando a Luxúria é um Vício Emocional, a pessoa fica sequestrada pelo desafio e pelo 
gosto de ser quem manda. Neste clima de intensidade de ‘dar um boi para não entrar na 
briga e uma boiada para não sair’, a pessoa não se dá conta de que lutar pela autonomia 
se tornou mais importante do que ser feliz. É quando ela desenvolve um Padrão de 
Comportamento Mandão, no qual manda quem pode e obedece quem tem juízo.
Por último, quando a Indolência é um Vício Emocional temos um sequestro no qual a 
pessoa fica anestesiada ao que realmente quer, preferindo evitar o conflito e optando 
por sobreviver do que lutar pelo que de fato quer. Desenvolve então um Padrão de 
Comportamento Anticonflito, no qual tudo pode ser resolvido com uma boa conversa.
Conversa
 - Quer café ou chá?
 - Tanto faz! O que você trouxer também pode trazer para mim.
Observe que em todos os 9 Padrões de Comportamento a situação é a mesma. Na busca 
por satisfazer o anseio do Vício Emocional, o indivíduo perde o contato consigo mesmo 
e começa a agir de maneira mecânica e repetitiva. Com o tempo, desenvolve o que 
é chamado de zona de conforto e começa a acreditar que as limitações que o Vício 
Emocional causou são reais e que a vida é assim mesmo. Por isso é tão importante 
reconhecer o seu Vício Emocional e como ele pode estar limitando seu potencial. 
Você não é um Tipo ou Padrão de Comportamento. Mas se permitir que as emoções 
controlem sua vida, é exatamente isso que você irá fazer: abrir mão de si mesmo e agir 
dentro da zona de conforto.
Se você fez os exercícios de investigação propostos anteriormente, deve ter notado que, 
embora tenha um pouco de cada uma das 9 emoções, não tem as nove na mesma proporção. 
É bem provável que você tenha se identificado mais com algumas do que com outras.
Vamos lhe ajudar então, a separar o joio do trigo e chegar mais próximo da identificação 
de qual é o seu Vício Emocional e quais são as suas duas emoções secundárias. Isso mesmo, 
não temos apenas um Vício Emocional e pronto. Temos uma tríade de emoções lideradas 
por um Vício Emocional.
64Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 64
Costumamos dar o exemplo dessas diferentes posições das emoções fazendo uma 
comparação com uma gangue, na qual há o chefe da gangue, o Capone e seus capangas. 
Mesmo que os capangas tenham habilidades específicas, elas estão servindo ao mando 
do chefe da gangue, o Capone. Sendo assim, vamos identificar qual das nove emoções 
é o seu Vício Emocional e quais delas são seus principais Capangas.
1º passo:
A primeira etapa, de quatro, é responder as perguntas a seguir. São nove perguntas 
feitas de forma neutra, ou seja, elas falam sobre as emoções independentemente do 
Tipo. Todas as respostas referem-se à frequência com que cada emoção se manifesta 
em você. Essa frequência é que determinará a possibilidade de ser um Vício Emocional 
ou uma Emoção Secundária.
Pegue então uma caneta e vamos começar. Para cada uma das perguntas marque o 
percentual com o qual você mais se identifica. Lembre-se que isso não é um teste e 
sim um exercício. Nada lhe impedirá de mudar suas respostas mais tarde.
A primeira delas é sobre a Raiva, emoção que todos temos.
1- Com que frequência sou exigente comigo mesmo?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Se você respondeu 10% ou 20% quer dizer que algo externo tem que acontecer exigindo 
que você adote essa postura, pois se for por você dificilmente acontecerá. 
Entre 30 e 60% temos a área de Situações Específicas. Se você respondeu 30% ela é bem 
específica. Por exemplo, “quando meu chefe me cobra, aí eu me exijo”, ou “quando chega 
perto do fim do mês e eu ainda não estou nem perto da minha meta”. Mas se a resposta 
é 60%, quer dizer que são situações que ocorrem em 60% das vezes: “Sou muito exigente 
comigo mesmo em meu trabalho”. Perceba que antes se referia ao meu trabalho, “quando 
for perto do fim do mês e eu ainda não tiver chegado na minha meta”. Agora é mais 
abrangente, “sou muito exigente no meu trabalho, já em casa sou mais largado mesmo”.
Se sua resposta é de 70% ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois se 
você é exigente consigo mesmo em 70% das vezes ou mais, quer dizer que você já é 
conhecido por ser exigente. E isso ocorre não só no trabalho, mas um pouco também 
na vida pessoal e lazer.
Caso, após ler essas colocações, você tenha se identificado com outro percentual, 
você pode alterar sua resposta. Não esqueça de anotar o seu percentual.
65Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 65
Vamos para a próxima pergunta. Agora sobre o Orgulho.
2 - Com que frequência me sinto capaz?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Se você respondeu 10% ou 20% quer dizer que algo externo tem que acontecer para 
que você adote essa postura, pois se for por você dificilmente acontecerá. 
Entre 30 e 60% temos a área de Situações Específicas. Se você respondeu 30% ela é 
bem específica. Por exemplo, “me sinto capaz de fazer aquilo que já tenho experiência 
e faço há bastante tempo”. Mas se a sua respostaé 60% quer dizer que são situações 
que ocorrem em 60% das vezes: “me sinto capaz de lidar com situações que são da 
minha profissão”. Note antes era “se já faço a bastante tempo”. Agora é mais abrangente, 
“se é da minha profissão, já em outras áreas não me meto muito”. 
Se sua resposta é de 70% ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois se 
você se sente capaz em 70% das vezes ou mais, quer dizer que você já é conhecido por 
ter uma elevada autoestima. Isso ocorre não só no trabalho, mas um pouco também 
na vida pessoal e lazer.
A próxima pergunta é sobre a Vaidade.
3 - Com que frequência me ocupo com a minha imagem.
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Se você respondeu 10% ou 20% quer dizer que algo externo tem que acontecer para 
que você se ocupe com sua imagem, pois se for por você dificilmente se ocupará com 
o que os outros pensam de você. “Não estou nem aí”!
Entre 30 e 60% temos a área de Situações Específicas. Se você respondeu 30% ela é 
bem específica. Por exemplo, “me ocupo com o que meus filhos pensam de mim”, ou 
“se estou com um cliente me ocupo com minha imagem profissional”. Mas se a resposta 
é 60% quer dizer que são situações que ocorrem em 60% das vezes: “me ocupo com 
minha imagem com todos que estão na minha profissão, inclusive os concorrentes”. 
Note antes era “se estou com um cliente”. Agora é mais abrangente, “sou atento a todos 
aspectos da minha profissão, afinal quero ser bem visto no mercado”.
Caso, após ler essas colocações, você tenha se identificado com outro percentual, 
você pode alterar sua resposta. Não esqueça de anotar o seu percentual.
66Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 66
Se sua resposta é de 70% ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois se 
você se ocupa com sua imagem e como ela é percebida pelos demais em 70% das 
vezes ou mais, quer dizer que você já é conhecido pela imagem que projeta. E isso 
ocorre não só no trabalho, mas um pouco também na vida pessoal e lazer.
A próxima pergunta é sobre a Inveja.
4 - Com que frequência sou crítico comigo mesmo ou com os outros?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Se você escolheu um percentual baixo (10% ou 20%) significa que é pouco crítico e, 
consequentemente, muito satisfeito com o que quer que aconteça. 
Entre 30 e 60% temos a área de Situações Específicas. Se você respondeu 30% ela é 
bem específica. Por exemplo, “sou crítico comigo mesmo quando meu trabalho vai 
ser visto ou avaliado”, ou “quando vou ser cobrado pela qualidade”. Mas se a resposta 
é 60% quer dizer que são situações que ocorrem em 60% das vezes: “Sou muito crítico 
comigo mesmo em meu trabalho, não interessando se os outros gostaram ou não 
dele”. Note antes era “se vão me cobrar pela qualidade”. Agora é mais abrangente, sou 
muito crítico no meu trabalho, independente das circunstâncias. 
Se sua resposta é de 70% ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois se 
você é crítico consigo mesmo e com o contexto em 70% das vezes ou mais, quer dizer 
que você já é conhecido por ser uma pessoa difícil de agradar. E isso ocorre não só no 
trabalho, mas um pouco também na vida pessoal e lazer.
Saiba que ser crítico consigo mesmo não é ser exigente. A autocrítica que estamos 
vendo aqui fala do traço autopunitivo. Existem aqueles que são muito exigentes, mas 
pouco críticos. “Eu fiz a minha parte, se não deu certo não é meu problema”!
Também temos o contrário, pouco exigentes e muito críticos. “Como fui fazer uma coisa 
dessas”, ou seja, se criticam, mas não agem para mudar. Também existem aqueles que 
são muito exigentes e muito críticos. O que gera um quadro de nunca estar satisfeito, 
mesmo com todos os seus esforços.
Lembre-se que caso durante a leitura você tenha se identificado com outro percentual, 
você pode alterar sua resposta. Não esqueça de anotar o seu percentual.
Lembre-se que caso durante a leitura você tenha se identificado com outro 
percentual, você pode alterar sua resposta. Não esqueça de anotar o seu percentual.
67Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 67
A próxima pergunta é sobre a Avareza.
5 - Com que frequência me controlo?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Se você respondeu 10% ou 20% tem um baixo percentual de autocontrole tende a ser 
mais impulsivo. Do tipo bateu, levou.
Entre 30 e 60% temos a área de Situações Específicas. Se você respondeu 30% ela é bem 
específica. Por exemplo, “me controlo com minha chefe, pois não quero problemas”. 
Mas se a resposta é 60% quer dizer que são situações que ocorrem em 60% das vezes: 
“na minha profissão sou muito controlado e dificilmente tomo decisões sem analisar 
muito bem os prós e os contras”. Note antes era “se for com minha chefe”, agora é mais 
abrangente, “no trabalho sou bastante ponderado, já em casa sou mais reativo mesmo”. 
Se sua resposta é de 70% ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois se 
você é controlado em 70% das vezes ou mais, quer dizer que você já é conhecido por 
ser ponderado e analítico e dificilmente toma decisões impulsivas. Isso ocorre não só 
no trabalho, mas um pouco também na vida pessoal e lazer.
Dica
Não confunda autocontrole com autoexigência. O autocontrole é o que não 
permite que haja influência do externo sobre o interno, criando algo como uma 
parede de vidro ao redor, impedindo que as tensões externas entrem. Como há 
um controle da entrada, a reação ou saída, não exige esforço. Já na autoexigência, 
da primeira pergunta sobre a Raiva, o controle é da saída e para isso o indivíduo 
utiliza a musculatura. Se segurando para não pular no pescoço do outro.
Lembre-se que caso durante a leitura você tenha se identificado com outro percentual, 
você pode alterar sua resposta. Não esqueça de anotar o seu percentual.
68Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 68
A próxima pergunta é sobre o Medo.
6 - Com que frequência estou ansioso?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Lembre-se que ansiedade é aquele movimento mental frequente, onde a cabeça não para.
Se você tem um percentual baixo de ansiedade, ou seja, se marcou 10% ou 20%, quer 
dizer que tem que acontecer algo muito significativo para que você tenha a mente 
disparada pensando em vários cenários.
Já se você tem um percentual de situações específicas, ou seja, entre 30 e 60%, pode 
estar relacionada a algumas datas. “Chegando perto do fim do mês mal consigo dormir”! 
Até mesmo a um outro contexto, como o profissional: “Tenho que ficar ligado em tudo, 
para que não haja problemas”.
Com um percentual de 70% ou mais, você começa a achar que são os outros que são 
devagar e não você que é pilhado.
A próxima pergunta é sobre a Gula.
7 - Com que frequência busco múltiplos estímulos?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Essa pergunta está relacionada com fazer várias coisas ao mesmo tempo, por exemplo 
estudar com a televisão ligada e dando uma olhadinha nas redes sociais. 
Se você respondeu 10 ou 20%, significa que você prefere fazer uma coisa de cada vez 
e só faz ao mesmo tempo quando lhe é exigido, mas mesmo assim não gosta.
Caso você tenha respondido 30%, isso quer dizer que você tem recurso para lidar com 
muitas coisas ao mesmo tempo em situações bem específicas, e porque o trabalho 
exige. Quando ultrapassa o limite também não gosta. 
Mas se a sua resposta é 60% quer dizer que são situações que ocorrem em 60% das 
vezes: “No meu trabalho tenho que trocar o pneu do carro com o carro andando”. Note 
antes era em situações bem específicas e com limites claros, agora é mais abrangente: 
“Quem trabalhacom o público não pode se dar ao luxo de querer uma coisa de cada vez”. 
Lembre-se que se durante a leitura você tenha se identificado com outro 
percentual, você pode alterar sua resposta. Não esqueça de anotar ou circular 
o seu percentual de ansiedade.
69Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 69
Se sua resposta é de 70% ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois se 
você prefere lidar com muitas coisas ao mesmo tempo em 70% das vezes ou mais, 
quer dizer que você já é conhecido por ser polivalente. E isso ocorre não só no trabalho, 
mas um pouco também na vida pessoal e lazer.
A penúltima pergunta é sobre a Luxúria.
8 - Com que frequência sou impulsivo?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Lembre-se que a impulsividade é o contrário do autocontrole da 5ª pergunta. Caso 
você tenha respondido entre 10 e 20%, significa que quase nunca você se deixa levar 
pelo estímulo externo. 
Entre 30 e 60%, temos a área de Situações Específicas. Se você respondeu 30% ela é 
bem específica. Por exemplo “Só sou impulsivo quando teimam em apontar os meus 
erros” ou “Quando mexem com meus filhos”. Mas se a resposta é 60%, quer dizer que 
são situações que ocorrem em 60% das vezes: “Não sou de ficar pensando muito, 
prefiro errar por ter tentado que ter deixado passar”. Note antes era “quando mexem 
com meus filhos”, agora é mais abrangente, “não costumo deixar passar sem falar nada”. 
Se sua resposta é de 70% ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois se 
você é impulsivo em 70% das vezes ou mais, quer dizer que você já é conhecido por 
ser do tipo que não leva desaforo para casa e da mesma forma que vem, volta. E isso 
ocorre não só no trabalho, mas um pouco também na vida pessoal e lazer.
Lembre-se que se durante a leitura você tenha se identificado com outro percentual, 
você pode alterar sua resposta. Não esqueça de anotar/circular o seu percentual.
Lembre-se que se durante a leitura você tenha se identificado com outro percentual, 
você pode alterar sua resposta. Circule ou anote o seu percentual de impulsividade.
70Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 70
A última pergunta é sobre a Indolência.
9 - Com que frequência sou tolerante.
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Se você respondeu 10% ou 20%, quer dizer que você é do tipo tolerância zero. Entre 
30 e 60% temos a área de Situações Específicas. Se você respondeu 30%, ela é bem 
específica. Por exemplo: “Sou tolerante com meus clientes, mas também não permito 
que se passem comigo”. Mas se a resposta é 60%, quer dizer que são situações que 
ocorrem em 60% das vezes: “Sou muito tolerante com meus clientes e com meus 
colegas de trabalho”. Note antes era “com os clientes que me respeitam”, agora é mais 
abrangente, “sou muito tolerante com todos em meu ambiente profissional, já em casa 
às vezes não tenho tanta paciência”.
Se sua resposta é de 70%, ou mais, você tem um candidato a Vício Emocional, pois 
se você é tolerante em 70% das vezes ou mais, quer dizer que seu estopim é longo e 
dificilmente você bota para fora sua agressividade. E isso ocorre não só no trabalho, 
mas um pouco também na vida pessoal e lazer.
Lembre-se que se durante a leitura você tenha se identificado com outro percentual, 
você pode alterar sua resposta. Circule ou anote o seu percentual de tolerância.
71Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 71
Agora que você já terminou de responder as 9 perguntas, anote suas respostas abaixo:
1 - Com que frequência sou exigente comigo mesmo?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
2 - Com que frequência me sinto capaz?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
3 - Com que frequência me ocupo com a minha imagem.
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
4 - Com que frequência sou crítico comigo mesmo ou com os outros?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
5 - Com que frequência me controlo?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
6 - Com que frequência estou ansioso?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
7 - Com que frequência busco múltiplos estímulos?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
8 - Com que frequência sou impulsivo?
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
9 - Com que frequência sou tolerante.
Quase nunca Em situações específicas Frequentemente Quase sempre
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
72Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 72
2º passo:
Agora, você deve identificar quais são as respostas que receberam maior percentual, 
ou seja, as que estão mais para o lado direito. Você precisa escolher 3 ou 4 que receberam 
maior percentual.
Caso cinco ou mais respostas estejam com percentuais altos, procure refletir novamente 
sobre essas perguntas e diminua o percentual daqueles que você poderia deixar de 
fora. Não se preocupe, pois depois você poderá resgatar essas perguntas. 
3º passo:
Agora, você deve levar as respostas com maior percentual para a Tabela 1, a qual 
apresenta o anseio de cada uma dessas emoções, quando elas estão na condição de 
Vício Emocional. Essa é uma condição única, ou seja, você não tem dois vícios emocionais. 
Mas para tirar essa dúvida, sobre qual dos percentuais mais altos é o seu Vício Emocional, 
coloque um contra o outro e observe qual deles é o mais importante para você.
Por exemplo, se você colocou um percentual alto para a Raiva e também para o 
Orgulho, veja qual desses anseios vence o outro. Quem quer fazer o que é certo, nem 
sempre irá ser querido, mas nem por isso deixará de fazer o que é o certo, afinal para 
esta pessoa é o mais importante. Já quem quer ser querido como principal anseio, não 
irá se prender tanto as questões de certo ou errado, afinal se o outro está precisando 
qual é o problema? Entendeu o dilema?
Com isso você irá eliminar algumas possibilidades e poderá ficar com apenas uma 
ou até ficar em dúvida entre duas. 
Neste momento, em que você está identificando qual o seu Vício Emocional, estamos 
falando do Capone e não dos capangas. 
73Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 73
Tabela 1 - Anseio de Cada Vício Emocional.
Tipo Anseio
1 - Raiva Fazer o certo.
2 - Orgulho Ser querido.
3 - Vaidade Ser admirado.
4 - Inveja Expressar originalidade.
5 - Avareza Compreender.
6 - Medo Segurança.
6 - Medo Contrafóbico Ter autonomia e independência.
7 - Gula Liberdade e satisfação.
8 - Luxúria Dominar e ser quem decide.
9 - Indolência Tranquilidade e harmonia.
Fonte: Elaborada pelo autor.
4º passo:
Agora você irá confirmar a sua identificação e eliminar as alternativas. Irá identificar 
os Capangas. Lembre-se que é o Vício Emocional que comanda as demais emoções de 
forma que a mesma emoção poderá sustentar comportamentos diferentes, dependendo 
de qual for o Vício que manda nela.
Exemplo
Exemplo 1: Digamos que o seu Capone seja o Medo. O anseio do medo 
quando é um Vício Emocional é por segurança. Sendo assim, todas as 8 
demais emoções se tornarão capangas a serviço do anseio de segurança. 
A Luxúria irá oferecer ímpeto para lutar pela segurança. A Raiva é de quem 
lhe coloca em situações inseguras, “custa me avisar antes”. A Gula é por mais 
segurança. Quanto mais segurança melhor, salvimed, morramed, e tudo mais.
Exemplo2: Digamos que o seu Capone seja o Orgulho, as demais emoções 
irão mudar para satisfazer o anseio de ser querido e considerado. A Luxúria, 
continua a oferecer ímpeto, mas agora para lutar pelos outros, que precisam 
mais do eu. A raiva será dessas pessoas mal-agradecidas e a Gula será por 
mais oportunidades de fazer pelo outro e ser valorizado.
Percebeu a mudança dos Capangas nos dois exemplos?
74Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 74
Nesta apostila você tem na sequência a descrição de todos os 8 capangas da Raiva 
quando ela é o Vício Emocional, também do Orgulho e assim por diante. Com isso você 
irá confirmar se o seu Capone é mesmo o que você está investigando. Se for, todos os 
oito Capangas farão sentido para você, afinal trabalham para satisfazer o mesmo anseio. 
Agora se ao ler sobre os capangas você perceber que está um pouco forçado e que 
não é bem assim, verifique a outra possibilidade que também tinha um alto percentual. 
Agora é com você. Bom trabalho e lembre-se que isso não é uma ciência exata. 
Sendo assim, fique aberto a reinvestigar e continuar a observar como suas emoções 
se manifestam em você.
Tipo 1: Raiva
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para a Raiva, satisfazendo o mesmo 
anseio: fazer o que é certo.
Orgulho: afirmação de si. O Orgulho intensifica a certeza em seu “certo”. “Sinto-me 
capaz de fazer o que é certo”. Autoimagem engrandecida: “Pelo menos eu me esforço”. 
A intransigência se intensifica: “Se me provarem que estou errado, eu mudo”! 
Vaidade: apego à imagem. Como emoção marqueteira, a Vaidade oferece uma polidez 
à rigidez do Tipo 1: “Não é certo se exaltar”. Promove uma imagem adequada com 
postura séria no sentido de responsável e esforçado, esperando o reconhecimento 
desses atributos. 
Inveja: é a Inveja que traz a autoexigência – “eu tenho que...” – e a autocrítica – “eu deveria 
ter feito...” – pois ela oferece uma comparação com algo idealizado e a desvalorização do que 
foi feito em favor do que poderia ter sido feito. O traço perfeccionista se intensifica, somado 
à insatisfação e, dependendo de qual for a outra emoção secundária, a certa frustração. 
Avareza: oferece ao Tipo 1 a contenção, favorecendo a manifestação da Raiva contida. 
A consciência se contrai, fechando-se ao externo e analisando tudo a partir da perspectiva 
pragmática do certo e errado. O Tipo 1 fica mais fechado e sério.
Medo: oferece ao Tipo 1 a dúvida e a ansiedade: “Será que estou fazendo a coisa certa”? 
A dúvida não estará tão presente em questões práticas, área de maestria do Tipo 1, 
mas em questões mais subjetivas, em que o Medo irá corroer o discernimento: “Será 
que o jeito que falei magoou o outro? Será que devo dar mais uma chance”? O quão 
presentes estarão a dúvida e a ansiedade também dependerá de qual for a outra 
emoção secundária. Se ela não oferecer apoio ao discernimento, como no caso da 
Inveja e da Indolência, teremos mais ansiedade e dúvida. Caso a emoção secundária 
oferecer apoio no discernimento, como no caso do Orgulho e da Luxúria, teremos 
menos dúvidas e ansiedade. 
75Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 75
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que em um Ativo se manifesta como 
uma busca por mais coisas para fazer. Temos a “formiga carregadeira”, que não para e 
está sempre buscando algo novo para fazer. Com tantas áreas para investir sua energia, 
teremos menos tensão acumulada. Reconhecendo que é humanamente impossível 
levar seu nível de exigência para várias áreas, o Tipo 1 ganha uma pseudoflexibilidade, 
permitindo deixar algumas coisas sem terminar, ou pelo menos não do jeito que gostaria. 
Luxúria: oferece intensidade e impulsividade e a Raiva se torna mais dominante, 
ditadora e agressiva. Sem “meias palavras”, o Tipo 1 agora fala o que pensa e na hora 
que estiver acontecendo. Amplia-se o traço impaciente e mandão, impondo seu senso 
de ordem, com regras e procedimentos. 
Indolência: oferece a anestesia, que aumenta o tamanho do “estopim” e faz com 
que o Tipo 1 tenha uma Raiva mais contida, aguentando com a musculatura tensa. 
A interpretação do “certo e errado” ganha certa tolerância e, com isso, surge um traço 
apoiador – “vamos lá que você consegue” – ampliando o número de chances para 
“acertar”. “Acho que você não entendeu direito, vou lhe explicar novamente”! 
Porém, não confunda isso com calma, pois é contenção. 
Tipo 2: Orgulho
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para satisfazer o mesmo anseio: 
ser querido e importante.
Vaidade: apego à imagem. Como emoção marqueteira, a Vaidade promove o Tipo 2, 
ampliando o anseio por aceitação para um número maior de pessoas. “Olhem o que 
eu consegui para a equipe”! 
Inveja: não é tão comum encontrarmos a Inveja como secundária do Orgulho. Quando 
presente, cria um olhar para si que é incomum para o Tipo 2. Como está a serviço do 
anseio de “ser considerado”, oferece sentimentos antagônicos de culpa e aversão. 
Avareza: pouco comum como secundária do Tipo 2, a Avareza oferece uma 
potencialização do “não dar o braço a torcer”, fechando-se em si mesmo e em suas 
próprias razões. “Vocês podem pensar o que quiserem, mas para mim não é assim, não”! 
Medo: oferece ao Tipo 2 a dúvida e a ansiedade, estimulando uma atitude hiperativa de 
“atirar para todos os lados” para ver se acerta algo. O Medo de reprovação o deixa em alerta, 
sensível e reativo. A comprovação de que está sendo aprovado também fica mais intensa, por 
exemplo: “Você tem certeza de que gostou? Acho que não ficou tão bom. Você não acha”?
76Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 76
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que nesse Emocional se manifesta 
como uma busca por mais contato com pessoas. Como a maneira de se relacionar se 
dá pelo fazer algo pelo outro, teremos um Tipo 2 como pivô de inúmeras situações.
Luxúria: oferece intensidade e impulsividade e o Orgulho se torna mais agressivo 
e dominador. Essa combinação é comparada ao motor potente de um carro sem 
estabilidade, ou seja, se não houver algo que dose a velocidade, ele vai virar. O traço 
vingativo, que é normalmente negado pelo Tipo 2, aqui também ganha espaço, 
manifestando-se mais abertamente: “Você vai ver! Nunca mais venha me pedir nada”!
Indolência: oferece a anestesia, que aumenta o tamanho do “estopim” e faz com 
que o Tipo 2 expresse mais do seu traço servil, juntamente com um não querer 
enxergar. A Indolência fortalece o traço ingênuo do Tipo 2 e, com isso, a negação do 
reconhecimento de seus exageros com relação aos outros. 
Raiva: oferece rigidez para o Orgulho, o que significa mais força para a atitude de “não 
dar o braço a torcer” e de julgamento a respeito das pessoas. “Não quero nem saber, 
para mim fulano morreu”!
Como o Tipo 2 não lida bem com receber um não, a Raiva intensifica o tentar até 
conseguir, gerando uma atitude intransigente a respeito do que deseja. 
Tipo 3: Vaidade
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para satisfazer o mesmo anseio: 
ser admirado pela performance.
Inveja: oferece ao Tipo 3 o ajuste fino da autocrítica. Sua perspectiva, focada em “ser 
bem-sucedido”, recebe com a Inveja uma atenção aos detalhes estéticos da forma. 
Isso pode desenvolver um traço perfeccionista e reduz a visão macro de “dar resultado 
de qualquer forma” para um esmero na apresentação pessoal ou do trabalho. O traço 
competitivo ganha o caminho do “se diferenciar para se destacar”. 
Avareza: oferece ao Tipo 3 a contenção, intensificando o traço mais analítico e 
estrategista, como também distante e impessoal. 
Medo: oferece ao Tipo 3 a dúvida e a ansiedade, aumentando o Medo de se tornar um 
“João Ninguém”. De uma forma geral, teremos uma diminuição da atitude ousada em 
favor de uma com mais garantias. Também teremos um Tipo 3 mais frenético, redobrando 
esforços como meio de garantir que as coisasfuncionem. “Não tenho tempo a perder”!
77Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 77
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que no Tipo 3 se manifesta como 
imediatismo, querendo dar o “pulo do gato” na busca da ascensão profissional e social. 
A Gula influencia como um estimulante energético, deixando o Tipo 3 ainda mais 
aficionado por resultados rápidos. “Tempo é dinheiro”!
Luxúria: oferece intensidade e impulsividade e, com isso, uma atitude mais megalômana 
e dominante. Com a agressividade de um “rolo compressor”, tenta convencer a todos 
de seus planos de ascensão, considerando como fracos àqueles que não estão tão 
focados quanto ele. A audácia também aparece em grandes doses.
Indolência: oferece a anestesia, o que deixa o Tipo 3 menos reativo. Em vez de se 
entusiasmar pelo caminho onde há luta e competição, vemos o Tipo 3 buscando o 
caminho mais fácil e com menos conflito. Como a Indolência trabalha para a Vaidade, 
dá um ar de calma e serenidade, que é incorporado à imagem. Mas, por dentro, pode 
haver um vulcão prestes a entrar em erupção. 
Raiva: oferece rigidez e tensão para o Tipo 3, que assim desenvolve a tendência de 
buscar o esforço como meio de superação. O traço impaciente também se intensifica 
e, com ele, a centralização do tipo: “Se não vai resolver, dá pra mim que eu resolvo”! 
O julgamento a respeito dos outros se torna mais imediato e a atitude progressista é 
o fiel da balança. “Você é um winner (ganhador) ou um looser (perdedor)”?
Orgulho: afirmação de si. O Orgulho intensifica a certeza interna de possuir potenciais 
que condizem com a imagem idealizada da Vaidade. É como se o Orgulho dissesse 
para a Vaidade: “Sim, você pode”! Essa crença em uma imagem engrandecida pode 
gerar objetivos desproporcionais e sem consistência.
Tipo 4: Inveja
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para a Inveja, satisfazendo o mesmo 
anseio: expressar originalidade.
Avareza: oferece ao Tipo 4 a contenção, favorecendo ainda mais a atitude introvertida. 
A Avareza influencia a Inveja a buscar aquilo que falta em seu mundo interior, sem 
necessariamente manifestar-se no mundo externo. A sensação de incompreensão 
do Tipo 4 encontra exílio fazendo com que este se feche em si mesmo, na sua busca 
interior ou na criação de realidade paralela. “Ninguém me entenderia mesmo”. As artes 
podem ser um canal de manifestação.
Medo: oferece ao Tipo 4 a dúvida e a ansiedade: “será que estou sendo inadequado”? 
A dúvida, aliada à autocrítica, pode gerar uma forte aposta no contra. “Tenho certeza 
de que eles não gostaram da apresentação, eu fui péssimo”!
78Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 78
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que em um Emocional como o 
Tipo 4 se manifesta como uma busca por mais experiências e diferentes sensações. 
O traço excêntrico se acentua. “Quero tudo que essa vida tem para me dar”! 
Luxúria: oferece intensidade e impulsividade e o típico gosto pelas coisas – que é 
característico do Tipo 4 – é imposto de forma dominante, ditatorial e agressiva. No filme 
O diabo veste Prada, a personagem Miranda mostra essa dominância a partir de seu 
gosto pessoal.
Indolência: oferece a anestesia, que influencia com dois traços básicos: um deles é o 
do conformismo do tipo “não tem jeito mesmo”, mantendo o Tipo 4 em um processo 
insatisfatório e dependente, estratégia para obter a atenção; o outro traço é o de 
diminuir a distância até onde o Tipo 4 busca a felicidade para algo mais palpável e 
que esteja ao seu redor. 
 Raiva: oferece rigidez e autoexigência para a Inveja, que já tem a autocrítica. A estratégia 
característica do Tipo 4, de criar uma imagem da felicidade de forma inalcançável, 
agora recebe apoio da autoexigência, que diz que “se você se esforçar, você consegue”. 
A consequência é o aumento do sentimento de culpa, por não ter conseguido e por 
ser injustiçado, afinal, “tanto que eu me esforcei”. 
Orgulho: oferece a afirmação de si e, com isso, o Tipo 4 ganha apoio na busca de 
originalidade. “Eu sou mais eu”! 
Ao contrário do Medo, que traz a dúvida, o Orgulho traz mais certeza de si e, 
consequentemente, menos espaço para a influência externa. 
Vaidade: apego à imagem. Como emoção marqueteira, a Vaidade oferece uma 
polidez ao típico ponto de vista oposto do Tipo 4. Em vez de manifestar diretamente 
seu descontento, como aconteceria no Orgulho, manifesta um traço mais político e 
diplomático: “Entendo seu ponto de vista, mas tenho outra opinião e acredito que 
você vai achar interessante”!
Os Tipos 4 com Vaidade gostam de ser diferentes, complexos e de serem lembrados 
por sua originalidade.
79Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 79
Tipo 5: Avareza
 
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para satisfazer o mesmo anseio: 
compreender.
Medo: oferece ao Tipo 5 a dúvida e a ansiedade: “Será que não estou equivocado”? Com 
o objetivo de garantir que realmente compreendeu, o Medo questiona e amplia o diálogo 
interno do Tipo 5. O traço observador se intensifica, como também o distanciamento 
por prevenção. “Na dúvida, não ultrapasse”. 
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que em um Teórico como o Tipo 5, 
faz com que a atenção se volte para um número maior de temas. Com a maior abertura 
que a Gula oferece, o Tipo 5 ganha extroversão, procurando compreender também 
com a interação direta e permitindo se surpreender. Suas perspectivas se tornam 
menos rígidas e mais inclusivas e ecléticas. “Interessante o que ele está dizendo, não 
tinha pensado por esse ângulo”.
Luxúria: a perspectiva estratégica do Tipo 5 recebe um apoio em forma de intensidade 
e dominância. Isso se manifesta em estratégias de dominância de mercado como o 
monopólio, ou em estratégias que gerem dependência do que ele oferece. A visão 
estratégica do Tipo 5 ganha uma perspectiva megalômana com a Luxúria. “Só me 
interessa, se for possível pensar isso em termos de larga escala”.
Indolência: oferece a anestesia, que aumenta o tamanho do “estopim” e faz com que 
o Tipo 5 necessite um tempo de resposta ainda maior. “Eu até sabia a resposta, mas na 
hora não me veio nada”. O traço analítico do Tipo 5 ganha mais paciência para rever 
processos e reavaliar pontos de vista. 
Raiva: oferece rigidez para a racionalização da Avareza, o que significa mais força 
para se posicionar diretamente. “Eu não concordo”! A autoexigência pode levar a um 
perfeccionismo, fazendo com que o Tipo 5 aprofunde ainda mais os temas com que 
se envolve, gerando um preciosismo nos detalhes. O traço radical também se acentua, 
tanto no sentido de rigidez como no de ir à raiz da questão.
Orgulho: afirmação de si. O Orgulho intensifica a valorização de si e de seu estilo 
racional de lidar com as coisas. Isso é compreendido pelo Tipo 5 como uma virtude 
que a maioria não tem. Há uma sensação de superioridade ou arrogância intelectual. 
“Mas quem é você para dizer isso? Qual é a sua formação mesmo”?
Vaidade: apego à imagem. Como emoção marqueteira, a Vaidade oferece uma polidez à 
aridez intelectual do Tipo 5. Também traz um traço incomum, que é o de dar importância 
à apreciação dos outros, revelando a realização pessoal de ouvir o comentário de 
satisfação sobre seu trabalho. 
80Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 80
Inveja: junto com a Avareza, é uma das emoções que mais influencia a consciência no 
movimento para dentro. Com essa dupla influência, o Tipo 5 acaba ainda mais na dele, 
nutrindo profundos sentimentos sobre as pessoas e as coisas, mas sem necessidade de 
expressá-los. A vergonha também aparece como consequência, inibindo ainda mais 
a ação, pois há uma comparação com algo idealizado e uma tendência a julgar a si 
mesmo de forma pejorativa: “O que estou fazendo aqui”? 
Tipo 6: Medo
 
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para o Medo,satisfazendo o mesmo 
anseio: obter segurança.
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que nesse Teórico estimula ainda 
mais o anseio de olhar por vários pontos de vista e de se envolver em várias atividades. 
Isso deixa o Tipo 6 mais falante e brincalhão, estratégia que ele utiliza para ir medindo 
quem é quem. A Gula também apoia a velocidade mental do Tipo 6, que começa a 
perceber todos - que não têm a mesma velocidade - como lentos. 
Luxúria: oferece ao Medo a intensidade e impulsividade e, com isso, teremos os 
ingredientes para um Contrafóbico (Subtipo Sexual do Tipo 6). É a Luxúria que fornece a 
energia dominadora e agressiva no Contrafóbico. “Ah, se fosse comigo”! Ela é a energia 
de ataque em “a melhor defesa é o ataque”. Esta e/ou a Gula são Emoções Secundárias 
que caracterizam o Tipo 6: Contrafóbico, pois elas oferecem a energia necessária para o 
avanço. A diferença da Luxúria é que ela traz consigo o gosto pela dominância e, com 
isso, o traço “mandão”, facilmente confundido com o Tipo 8. A grande diferença está 
na ansiedade e atitude hipervigilante do Tipo 6, que controla e domina por medo de 
ser dominado e controlado. 
Indolência: oferece a anestesia, que aumenta o tamanho do “estopim” e faz com que o 
Tipo 6 desenvolva dois traços básicos: um deles é o aumento da dependência da opinião 
dos outros – “o que você acha”? / “será que devo fazer”? Esse traço está relacionado 
com a dependência da hierarquia e suas ordens e com o desejo de aprovação. ”Será 
que não estou fazendo nada de errado”? O outro diz respeito à diminuição da rejeição 
ao diferente, deixando o Tipo 6 mais eclético. “O importante é estarmos unidos”!
Raiva: oferece rigidez para o Medo, o que significa mais tensão e exigência. A Raiva, como 
aliada do Medo, sustenta posturas inflexíveis, “Por que mudar? Sempre foi assim!”, e isso 
faz com que o Tipo 6 se identifique muito com o Tipo 1. A diferença é que o conceito 
de certo e errado do Tipo 1 vem dele mesmo e o senso de justiça e valores do Tipo 6 é 
coletivo e vem de fora, do grupo ou cultura onde ele está inserido: “Como dizia meu pai”.
81Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 81
Orgulho: afirmação de si. O Orgulho apoia o sistema de valores do Tipo 6, fazendo com 
que ele se questione pouco sobre o que representam esses valores. Também oferece 
mais autoestima para que o Tipo 6 questione abertamente aquilo que julga não estar 
claro. “O que você quer dizer com isso”? De uma forma geral, o Orgulho apoia o Tipo 6 e 
aumenta a crença em seus valores, gerando uma autoimagem engrandecida: “Eles ainda 
não compreenderam”!
Vaidade: apego à imagem. Como emoção marqueteira, a Vaidade oferece uma energia 
que promove os valores do Tipo 6. Ser visto como honesto, como leal e justo começa a 
ser tão importante quanto sê-lo: “Motivo as pessoas por meio do meu exemplo”. O termo 
“politicamente correto” cabe bem aqui, pois há um anseio em ser o menino bonzinho ou 
a menina boazinha. Também teremos um aumento da percepção da aceitação pessoal, 
pois a Vaidade pede feedback. 
Inveja: oferece a autocrítica, que, aliada à dúvida e à ansiedade, acaba gerando mais 
invalidação de si, em favor do modelo idealizado pela cultura em que o Tipo 6 está 
inserido. Se o modelo é de esforço e dedicação: “Isso aconteceu porque eu não me 
esforcei o suficiente»! Se o modelo é de compaixão e doação: “Isso aconteceu porque 
estive pensando demais em mim mesmo”!
De uma forma geral, é a autocrítica que se pune por não ter se comportado como 
sabia que deveria. Como normalmente o modelo é exageradamente moral, ocorre 
uma frustração consigo mesmo.
Avareza: oferece ao Tipo 6 a contenção, favorecendo a atitude de “pensar bem antes 
de agir”. O anseio de segurança é apoiado pelo retraimento da Avareza, estimulando 
o planejamento como meio de obter garantias e evitar ser pego de surpresa. “Primeiro 
prefiro ouvir a todos e depois emito minha opinião”.
Tipo 7: Gula
 
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para a Gula, satisfazendo o mesmo 
anseio: liberdade e satisfação.
Luxúria: oferece intensidade e impulsividade e a Gula se torna mais agressiva e 
dominante, querendo convencer com argumentação impositiva: “Fazer isso seria 
uma burrice...”, ou sedução dominante: “Pode deixar que eu sei o que estou dizendo, 
vai por mim”. Outro traço que a Luxúria oferece é o gosto por grandiosidade e pelo 
“jogo”. “Adoro negociações acirradas, em que a adrenalina fica no ar”!
Indolência: oferece a anestesia, que aumenta o tamanho do “estopim” e acentua o 
estilo “gente boa” do Tipo 7. “Tudo sempre acaba bem e, se não está bem, é porque 
82Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 82
não acabou ainda”. Ao contrário da Luxúria, que é mais impositiva, a Indolência é mais 
inclusiva, fazendo com que o alvo da avidez por variedade inclua a maioria e evite o 
conflito. “No fundo, todo mundo é gente boa”!
Raiva: é comum encontrarmos a Raiva no Tipo 7, principalmente quando tolhido de 
liberdade. Mas essa é uma ação reativa do Tipo e não o que significa Emoção Secundária. 
Quando presente, oferece rigidez para a Gula, o que significa foco estreito, pelo menos 
até alcançar o foco de desejo. Com a Raiva, o traço típico do Tipo 7, de começar e não 
terminar, perde espaço para outro traço, o de se tensionar para conseguir: “Enquanto 
não resolver não largo o osso, fico obcecado”!
Orgulho: afirmação de si. O Orgulho intensifica a confiança na habilidade de improvisar 
e de resolver tudo “a toque de caixa”: “sempre dou um jeito”!
A autoimagem engrandecida impulsiona a aprender com os acertos e rapidamente 
esquecer o que deu errado, a ponto de voltar a agir de maneira equivocada sem se 
dar conta. “De cada 10 tentativas, seis dão certo, então fico no lucro”! O traço pouco 
reflexivo e mais impulsivo do Tipo 7 ganha força com o Orgulho: “Sou mais eu”!
Vaidade: apego à imagem. Como emoção marqueteira, a Vaidade oferece o gosto 
pela exposição, pelo reconhecimento e admiração. Como a Gula quer mais do que 
lhe dá prazer, teremos uma criatividade de “purpurina”, ou seja, focada no reflexo que 
irá gerar. “É quando todo mundo está empolgado com minhas ideias que elas surgem 
de montão”! Com a Vaidade, os Tipos 7 e 3 compartilham vários traços. A diferença é 
que, para o Tipo 7, o processo precisa oferecer prazer, enquanto o Tipo 3 pode ficar 
até mesmo sem saber ao certo se está gostando ou não. 
Inveja: embora pouco comum, a Inveja traz a autocrítica da comparação com algo 
idealizado e, com ela, o sentimento de culpa pela comparação com o que poderia ser. 
Essa dupla pode gerar um traço perfeccionista no Tipo 7, insatisfeito com o presente 
e em constante mudança para melhorar. 
Avareza: oferece a contenção ao Tipo 7, que tem uma curiosidade pelo mundo externo. 
A consequência dessa influência, que traz a consciência para um movimento mais 
interno, se dá no alimentar de um mundo mental, criado pelas suas ideias. Com isso, 
teremos um Tipo 7 mais na dele, entretido com sua imaginação: “Adoro me envolver 
no desenvolvimento de um projeto, em que avalio várias alternativas”. 
Medo: oferece ao Tipo 7 a preocupação e a ansiedade. A preocupação em perder a 
liberdade e ter que lidar com situações de privação. A ansiedade é um traço do Tipo 7, 
mas que se apresenta mais como uma voracidade, querendo tudo ao mesmo tempo. 
Agora, com o Medo como secundário, a ansiedade ganha um traço temeroso e alarmista, 
tudo relacionado com a possibilidade de perda de liberdade. Situações nas quais o 
Tipo 7 passou por dificuldades ficam mais presentes em sua memória, como um alerta 
do que deve ser evitado: “Já passei por isso antes e não quero de novo”! 
83Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 83
Tipo 8: Luxúria
 
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para satisfazer o mesmo anseio: 
dominar e ser quem decide.
Indolência: oferecea anestesia, que aumenta o tamanho do “estopim” e faz com que o 
Tipo 8 tenha mais paciência com os processos e com as pessoas. Também influencia de 
forma a gerar mais tolerância pela diferença entre as pessoas. A comum agressividade 
do Tipo 8 dá espaço para uma postura que mescla assertividade com tranquilidade. 
“Entendo que você pense dessa forma. Mas eu vou querer desse outro jeito”.
Raiva: oferece rigidez para a Luxúria, o que significa mais força para a atitude de “vai 
ser do meu jeito ou não vai ser de jeito nenhum”! A mescla dessas emoções cria uma 
condição inflamável, com explosões de ira e vociferação. Um traço exigente une-se à 
intensidade do Tipo 8, diminuindo a paciência e trazendo apego a detalhes: “Façam 
exatamente do jeito que eu estou falando”.
Orgulho: o Tipo 8 já se sente autoconfiante e, com o apoio do Orgulho, a autoimagem 
fica ainda mais engrandecida: “Sei como fazer as coisas acontecerem”!
Com esse acréscimo na afirmação de si, aumenta a dificuldade em voltar atrás em suas 
decisões, assumindo uma postura mais teimosa, de não “dar o braço a torcer”. 
Vaidade: apego à imagem. Como emoção marqueteira, a Vaidade oferece projeção da 
imagem de força e poder. Com isso, teremos um Tipo 8 mais pomposo e identificado 
com ícones de status, que tanto podem ser materiais, como carros, restaurantes caros 
e roupas, como podem ser de realizações, como grupos VIPs e sucesso pessoal. 
Inveja: a Inveja influencia a intensidade da Luxúria, trazendo à tona um traço mais 
combativo do Tipo 8. “Se não pode com eles, destrua-os”! Mais do que ações destrutivas, 
poderemos ter o comportamento hostil, irônico e invalidador. A comparação gerada pela 
Inveja desperta incômodo no Tipo 8, que tende a querer eliminar o que gera o incômodo. 
Avareza: oferece ao Tipo 8 a contenção, favorecendo a perspectiva mais analítica e 
estrategista do Tipo 8. É a Avareza que dá à energia realizadora do Tipo 8 um apoio 
reflexivo do tipo: “O que eu ganho com isso”? Permitindo recuar para depois avançar. 
Medo: oferece ao Tipo 8 a preocupação e a ansiedade. O traço dominante ganha uma 
“pulga atrás da orelha” e, com isso, se intensifica o traço controlador. Mas diferentemente do 
Tipo 6: Contrafóbico, para quem a melhor defesa é o ataque, o Tipo 8 não necessariamente 
intensifica sua reação quando apoiado pelo Medo. Tende, sim, a ficar mais cauteloso, 
como quem “pisa em ovos”. 
84Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 84
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que em um Ativo dominante como 
o Tipo 8, se manifesta na ampliação do círculo de dominância. “Quero mais”! Ao ser 
apoiada pela Gula, a Luxúria perde freio e ganha acelerador. Para dar conta de tanta 
coisa ao mesmo tempo, perde-se também a atenção nos detalhes, que serão delegados 
com mais facilidade. O gosto é por decidir e ser quem possibilita o realizar. Lidar com 
vários empreendimentos, de diferentes naturezas, torna-se natural. 
Tipo 9: Indolência
 
Todas as emoções secundárias irão trabalhar para satisfazer o mesmo anseio: 
tranquilidade e harmonia.
Raiva: oferece rigidez para a Indolência, o que significa mais força para se posicionar, 
mesmo que seja de forma não agressiva. “Desculpem-me, mas eu não concordo com 
vocês”! O importante aqui é compreendermos que, embora haja um posicionamento, 
ele não é percebido pelos outros como um limite, um “não quero”, mas sim como um 
ponto a ser discutido. Quando realmente há um posicionamento de limite, a Raiva pode 
gerar uma atitude de “panela de pressão”, explodindo sem direção, como meio de aliviar 
a pressão interna. Outra importante influência da Raiva é a tenacidade: “De passo em 
passo eu chego lá”! 
Orgulho: afirmação de si. O Orgulho oferece um apoio à autoestima na forma de 
“sou mais eu”, independentemente do que os outros esperam. “Podem dizer o que 
quiserem, pois no final eu farei do meu jeito”. Esse apoio deixa o Tipo 9 menos suscetível 
à pressão externa e gera uma estratégia de “ganhar no cansaço”: “Tá vendo? Eu sabia 
que era só uma questão de tempo”! O Orgulho também favorece a extroversão no 
Tipo 9, que adota um positivismo passivo: “Faço a minha parte e o resto se organiza 
por si só, é assim que funciona”.
Vaidade: a Indolência traz em si um traço altamente adaptativo e, quando apoiada 
pela Vaidade, esse traço recebe um substancial reforço. Como a Vaidade necessita 
de contexto, esse apego à imagem estará intrinsecamente ligado ao meio social e 
ao grupo em que o Tipo 9 estará inserido. Em termos gerais, a imagem é de “gente 
boa”. Mas dependendo das demandas do contexto, isso poderá mudar para atender 
e ser parte desse contexto. Surge com a Vaidade, a necessidade de aprovação: “Gosto 
quando falam de mim e do meu trabalho”! A moda e a imagem física também podem 
ser alvos da Vaidade, principalmente nas mulheres do Tipo 9, que, dependendo do 
contexto, podem ser mais vaidosas do que o próprio Tipo 3. 
Inveja: oferece a autocrítica e, com isso, teremos um Tipo 9 mais sensível à aprovação 
pessoal. Embora a Inveja traga um abalo na autoestima, pois ela oferece uma comparação 
85Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 85
com algo idealizado e a desvalorização do que foi feito em favor do que poderia ter sido 
feito, ela influencia a Indolência muito mais por meio de uma aceitação da limitação 
ou conformismo: “Sei que não nasci para isso”.
Avareza: a Indolência utiliza o corpo para resistir às situações, o que consome muita 
energia do Tipo 9, que é um Ativo. A Avareza oferece outra estratégia por meio da 
contenção, apoiando o traço “mais na sua” e desconectando-o das situações conflitantes. 
Isso permite que o Tipo 9 trate com a situação sem se envolver, como se acontecesse 
fora dele ou simplesmente não lhe dissesse respeito. Essa não identificação pode 
permitir uma visão mais desapegada e, com isso, mais estratégica: “Se não pudermos 
resolver essa situação, qual será o quadro ‘menos ruim’”?
Medo: oferece ao Tipo 9 a dúvida e a ansiedade: “Será que estou fazendo a coisa certa”? 
Consequentemente, o Medo intensifica o traço dependente, necessitando da opinião 
e do apoio de terceiros. “Você acha que eu devo fazer isso”? Outro efeito do Medo é a 
repressão do estímulo à mudança, principalmente quando esta se refere ao dar limites 
e posicionar-se em relação ao que se quer. 
Gula: oferece a avidez por variedade de estímulos, que para o Tipo 9 funciona como 
apoio ao processo de fuga do conflito. Se ocupar com muitas coisas, com vários projetos 
e uma agenda cheia é uma ótima razão para não ter que lidar com seus conflitos internos: 
“Tenho tanto o que fazer, não posso me preocupar com isso no momento”. A Gula 
também deixa o Tipo 9 mais extrovertido e leve: “...na hora a gente sempre dá um jeito”. 
Luxúria: oferece intensidade e impulsividade, que, embora incomuns ao Tipo 9, o 
qual prefere um caminho mais harmônico, servem como forma de equilibrar a pressão 
interna. Esbravejar ou responder impulsivamente pode não corresponder aos seus reais 
interesses e tende a refletir mais a energia reativa do momento, do tipo: “Assim como 
vem, eu devolvo”! Como o Tipo 9 tem muita energia, a Luxúria pode desencadear 
uma sucessão de decisões feitas de forma impulsiva. “Eu só queria saber de resolver a 
situação e fui fazendo tudo que aparecia na minha frente. Só me dei por conta onde 
tinha parado muito tempo depois”. A agressividade, tão incomum nesse Tipo, pode 
se manifestar como maneira de dizer: “Chega”! 
86Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades
APRENDENDO A LIDAR 
COM O OUTRO
Não por acaso esta parte do curso está no final deste curso. Embora grande parte das 
pessoas acredite que o mais difícil é lidar com os outros, podemos lhe garantir que não é 
bem assim. Você verá que lidar com os outros pode ser extremamente simples, a premissa 
fundamental é: quando se respeita o limitedo outro se obtém o melhor da relação. 
Para que você acesse o indivíduo, primeiramente terá que satisfazer um pouco de seu 
ego, respeitando a satisfação mínima do anseio de seu Vício Emocional. Esta é uma 
atitude de respeitar o limite do outro. Sem isso, você terá que lidar com as limitações 
que o ego gera quando está no controle da consciência.
Como foi dito anteriormente, lidar com o outro pode ser simples, mas não necessariamente 
fácil. Isso porque precisamos antes reconhecer o nosso Vício Emocional e a distorção que 
ele cria, pois sem isso, mesmo sabendo como lidar com o outro, acabamos querendo 
que o outro seja como nós somos.
Quando estamos sequestrados pelo Vício Emocional, acabamos caindo no equívoco 
de compreender racionalmente que as pessoas são diferentes, mas esperamos que 
elas reajam da mesma forma que reagiríamos, ou seja: “Se todos fossem como eu o 
mundo seria muito melhor”. Com a melhor das intenções acreditamos que estamos 
respeitando o limite do outro, mas no fundo estamos projetando nossos limites no outro. 
Agora, que tal revisar quais são os anseios dos 9 Vícios Emocionais?
Em termos gerais a regra para se ter o melhor do outro é: Respeite o asseio 
do Vício Emocional É isso mesmo! Se você tirar ou ameaçar o anseio 
básico do Tipo do outro, terá o pior do outro. Por exemplo, se você estiver 
lidando com um Ansioso do Tipo 6, cujo anseio é por Segurança, torna-se 
necessário que, primeiramente, ele se sinta seguro a respeito do que se 
pretende. Sem isso, sua consciência será sequestrada pelo Vício Emocional 
do Medo, e seu ego começará a assumir um comportamento questionador. 
3
87Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 87
Tabela 2 - Anseios dos Vícios Emocionais
Tipo Vício Emocional Anseio
Perfeccionista: Tipo 1 Raiva Fazer o que é certo
Prestativo: Tipo 2 Orgulho Ser querido, valorizado
Desempenhador: Tipo 3 Vaidade Ser admirado e reconhecido
Crítico: Tipo 4 Inveja Expressar-se e ser original
Observador: Tipo 5 Avareza Compreender
Ansioso: Tipo 6 Medo Segurança
Sonhador: Tipo 7 Gula Liberdade e satisfação
Mandão: Tipo 8 Luxúria Dominância e ser quem decide
Anticonflito: Tipo 9 Indolência Tranquilidade e harmonia
Fonte: Elaborada pelo autor.
Agora que você já sabe a importância de respeitar o anseio do Vício Emocional dos 
outros, veremos neste módulo dois pontos importantes:
1º O que estressa cada Tipo, intensificando o Vício Emocional e aumentando o 
sequestro da consciência.
O estresse neste contexto será utilizado para compreender porque o jeito com que o 
Tipo tenta resolver as situações não funcionam ou funcionam mal. Esta é uma condição 
em que o Vício Emocional estará usando toda sua energia para tentar transformar a 
realidade de forma a satisfazer o seu anseio. Por exemplo, quando um Desempenhador 
do Tipo 3, cujo anseio é por admiração, não está conseguindo satisfazer esse desejo, 
apesar de todos os seus esforços, o ego sofre um estresse.
Em termos gerais, o que estressa e intensifica o Vício Emocional é a ameaça ou não 
satisfação do anseio do Tipo. Sendo assim, o que estressa um Perfeccionista do Tipo 1 
não estressa um Sonhador do Tipo 7 ou um Mandão do Tipo 8. Cada Tipo tem um 
ponto de estresse diferente, relacionado com seu anseio.
Um exemplo é quando dizemos para um Ansioso do Tipo 6, que anseia por segurança: 
“Deixa que na hora a gente dá um jeito”, ou quando queremos que um Sonhador do 
Tipo 7 siga um script de como deve fazer, em que horário e de que forma, sem lhe 
oferecer liberdade, ou ainda quando não damos atenção pessoal para um Prestativo 
do Tipo 2, que anseia por ser considerado.
Veremos então o que dispara o processo de estresse e intensifica o Vício Emocional, 
que em outras palavras quer dizer: o que não fazer com cada um dos 9 Tipos. Isso pode 
88Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 88
ser muito interessante, pois você irá identificar algumas situações em que não obteve o 
melhor do outro porque acabou fazendo exatamente o que é o pior para ele, ou seja, 
intensificou seu Vício Emocional.
2º Como lidar com o outro para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
É neste momento que daremos dicas de como lidar com cada Tipo, dentro da regra 
básica de respeitar o limite da satisfação do anseio do Vício Emocional.
3.1 COMO LIDAR COM O PERFECCIONISTA DO TIPO 1
Lembre-se: o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse é respeitar os limites 
da satisfação dos anseios de cada Tipo. Vejamos então as duas perguntas relacionadas 
a como lidar com o Perfeccionista do Tipo 1:
1º O que estressa o Perfeccionista, intensificando o Vício Emocional da Raiva e 
aumentando o sequestro da consciência.
Para que você compreenda o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional 
é necessário que se coloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou ainda, 
se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir a 
armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Perfeccionista do Tipo 1 temos uma armadura funcional e prática. Não 
veremos nenhum arrebite fora do lugar, pois ele investe grande parte de sua energia 
dando manutenção a esta armadura, polindo e arrumando tudo para que funcione 
perfeitamente. Coloque-se então nesta armadura, imaginando que grande parte de sua 
energia é dedicada a fazer o que é certo, que esforço e dedicação são as suas maiores 
qualidades. Que sua convicção é “quem se esforça consegue o que quer”, ou seja, que o 
esforço é o meio pelo qual se consegue a realização.
O que você acredita que poderia lhe estressar nesta condição?
Conversa
 - Já sei, é quando as coisas não funcionam como deveriam ou quando 
alguém não cumpre com as suas obrigações?
 - Quando as coisas não funcionam me esforço mais, até elas funcionarem e se 
os outros não fizerem, farei eu! Afinal, se quiser bem feito, faça você mesmo!
89Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 89
Deu para perceber que quando as questões são relacionadas com o fazer e o realizar, o 
Perfeccionista poderá até ficar com Raiva, afinal, este é o seu Vício Emocional, mas não 
é isso o que lhe estressa. Eles são mestres nas questões práticas. Mas quando a questão 
não é de ordem prática?
Conversa
Cláudia está prestando consultoria para uma empresa. Numa conversa com 
os funcionários dessa empresa, Cláudia afirma:
 - Finalizamos o semestre com todos os objetivos que esta consultoria 
propôs. Agora é só vocês manterem os procedimentos que foram 
estabelecidos. Não deixem de alimentar todas as planilhas e conferir 
diariamente os lançamentos da equipe de vendas. Vocês não podem deixar 
acumular novamente.
Então, a secretária avisa Cláudia que Tereza, a diretora da empresa, gostaria de 
conversar com ela. Cláudia vai até a sala da diretora Tereza, e as duas conversam.
 - Olá Cláudia, infelizmente não tenho boas notícias para você. Na reunião de 
diretoria decidimos não renovar o seu contrato de consultoria conosco - 
Diz a diretora para Cláudia.
 - Não estou entendendo. Nós conseguimos realizar todos os objetivos 
propostos e implantamos os procedimentos que foram solicitados. O que 
foi que aconteceu? - Questionou Cláudia.
 - É verdade, você realizou tudo que foi solicitado - afirmou a diretora 
Tereza. Mas o que pegou não foi isso Cláudia. As pessoas com quem você 
trabalhou reclamaram do seu jeito de trabalhar, exigindo em vez de pedir, 
dizendo o que deveria ser feito em vez de engajá-los nas soluções. Muitos 
disseram que se sentiram como se estivessem em um quartel.
Como o esforço e a autoexigência são os meios pelos quais o Perfeccionista acredita 
que conseguirá fazer com que as coisas aconteçam, por vezes não percebe que 
sua tensão e foco excessivo na tarefa podem deixar o clima tenso, carregado com 
responsabilidades e deveres. 
Para quem também é um Perfeccionista isso não é um problema, mas nem todos 
conseguemresultados desta forma. Isso pode gerar um afastamento das pessoas, 
reação contrária ao desejo do Perfeccionista. 
Quando algo não funciona, mesmo que o Perfeccionista tenha colocado todo seu esforço, 
isso não necessariamente o estressa, pois são Tipos ativos. O que estressa o Perfeccionista 
é quando exatamente o seu esforço foi o que fez não funcionar. Em outras palavras, 
o que estressa o Perfeccionista são as situações que não são resolvidas através do esforço. 
90Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 90
Lembre-se que esforço está ligado a tensão muscular e esta tensão é acúmulo de 
energia. Existem situações em que quanto mais se esforça pior fica, como um carro na 
areia da praia, quanto mais acelera, mais atola. 
Algumas vezes o necessário é paciência e tempo, por exemplo, quando necessitamos 
do perdão de alguém ou precisamos desenvolver uma equipe com pessoas que tem 
ritmos diferentes. Em outras situações, o necessário é criatividade e jogo de cintura.
2º Como lidar com o Perfeccionista para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Fale de forma direta e clara, evitando rodeios desnecessários.
 � Evite entrar em um contexto de certo e errado. Lembre-se de se colocar no 
lugar do Perfeccionista. Ele investe grande parte de sua energia para fazer o 
que pensa ser o certo. Você acredita mesmo que pode chegar e dizer que ele 
está fazendo errado? Mas se ele estiver errado? Apenas busque caminhos na 
comunicação que não sejam nos termos de certo e errado.
 � Se você fez algo errado, assuma e não comece pedindo desculpas. “É verdade, 
esqueci de terminar o relatório. Eu o farei ainda hoje pela manhã”.
Importante
Dica de Ouro: O Perfeccionista do Tipo 1 é prático. Comunique-se de forma 
prática, evitando suposições e possibilidades.
Em resumo, os principais motivos de estresse do Perfeccionista são:
 › Seu senso prático é inadequado.
 › Seu esforço não ajuda.
 › Sua tensão está sendo a razão de as coisas não funcionarem.
91Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 91
3.2 COMO LIDAR COM O PRESTATIVO DO TIPO 2
Você leu na introdução que o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse 
é respeitar os limites da satisfação dos anseios de cada Tipo. Vejamos então as duas 
perguntas relacionadas ao como lidar com o Prestativo do Tipo 2: 
1º O que estressa o Prestativo, intensificando o Vício Emocional do Orgulho e 
aumentando o sequestro da consciência. 
Lembre-se: para que você possa compreender o que estressa cada Tipo e intensifica 
o Vício Emocional é necessário que você se coloque no lugar deles, vestindo o sapato 
de cada um, ou ainda, se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que 
possa vestir a armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Prestativo do Tipo 2 temos uma armadura voltada para o outro. Ela tem 
vários bolsos sobressalentes e traz consigo tudo em duplicidade, afinal, alguém pode 
precisar. Não veremos falta de disposição, pois ele investe grande parte de sua energia 
fazendo com que esta armadura seja útil aos outros. Coloque-se então nesta armadura, 
imaginando que grande parte de sua energia é dedicada a conquistar a consideração 
do outro. Em fazer a diferença para o outro.
Lembre-se que sentir-se capaz de lidar com as situações e com as pessoas são algumas 
de suas maiores qualidades. E ainda, que você tem grande convicção de que é muito 
fácil lidar com as pessoas, basta dar atenção a elas. O que você acredita que poderia 
lhe estressar nesta condição?
Figura 23 - Dar atenção
Você se estressa 
quando não lhe 
dão a devida 
atenção?
Eu não estou nem aí 
para quem não me dá 
atenção. Isso não me 
estressa!
Fonte: Senac EaD (2017). 
92Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 92
Na verdade, não é bem assim. O Orgulho é uma cegueira quanto às carências e 
dificuldades e, sendo assim, é muito comum negarem a necessidade de atenção. 
“Eu não preciso de ninguém”! O Prestativo é bastante sensível à aprovação pessoal e 
se estressa quando seus esforços em conquistar valor pessoal não são bem-sucedidos. 
Conversa
 - Em meu departamento trabalhamos em 45 pessoas, todos me 
cumprimentam muito bem de manhã, com exceção de um infeliz 
lá do financeiro. 
 - Mas Mara, este é o jeito dele, o Antônio é mais na dele mesmo. 
 - O que custa ele ser gentil?
Mesmo que o Prestativo não reconheça, ele investe grande quantidade de energia em 
ser útil aos outros ou fazendo algo que gere valorização pessoal. Mesmo quando não 
há grandes investimentos de energia para obter valorização, ele acredita que receberá 
atenção e quando isso não ocorre, teremos o Orgulho ferido.
Como o Prestativo é sensível em relação a aprovação pessoal, pode facilmente sentir-se 
não valorizado.
Conversa
Mara estava passeando no shopping quando avistou Ana. 
 - Oi Ana, que bom que eu lhe encontrei! – Disse Mara. - No sábado estarei 
fazendo uma festinha lá em casa, para comemorar meu aniversário!
 - Que legal, Mara!
 - Já convidei todo mundo, todos nossos amigos estarão lá!
“Então ela só me convidou porque esbarrou comigo aqui no shopping! Agora 
é que eu não vou mesmo”, pensou Ana. Ela então questionou: 
 - É neste sábado?
 - É sim - Respondeu Mara.
 - Que pena amiga, eu adoraria muito ir, mas estarei visitando minha mãe 
neste sábado. Se você tivesse me avisado antes...
93Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 93
Ana poderia ter reagido de diversas maneiras. Por exemplo, ela poderia ter aceitado 
o convite e levado o melhor presente da festa, só para que a Mara se desse conta de 
quem ela estava esquecendo. Poderia ter se queixado com a amiga “Puxa, Mara, só agora 
é que você me convida! Pensei que éramos amigas”. O tema aqui não é qual a reação, 
mas sim a reação ao sentimento de Orgulho ferido.
2º Como lidar com o Prestativo para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Tratamento pessoal. Muitas pessoas têm dificuldade em se comunicar com 
outras, pois acreditam estar comunicando a alguém que deve cumprir uma 
tarefa. Com o Prestativo, a comunicação se torna mais fácil quando se olha 
para ele compreendendo que há uma pessoa na sua frente, e não alguém que 
simplesmente vá executar uma tarefa. “Olá Marcos, você tem um minuto para 
mim”? Ou ainda: “Paulo preciso falar com você”. “Maria, você poderia arquivar 
estes documentos para mim”?
 � Cuidado com a crítica, ironia e indiretas. Lembre-se que ele investe grande 
quantidade de energia para ser útil. Por vezes o que você precisa é somente 
orientá-lo como fazer, pois, a energia à disposição já está presente. Mas não 
se esqueça que o tema aqui é como orientá-lo, sem que ele se sinta criticado, 
corrigido ou invalidado. 
 � Pedir e não mandar. O Tipo 2 quer ajudar, mas não necessariamente é amigo 
do “obedecer”.
Importante
Dica de Ouro: Com o Prestativo é só tratá-lo de forma pessoal, afinal, para ele 
tudo é pessoal. Quando ele entrar em estresse ajude-o a “colocar para fora” e 
nesse momento, ouça-o com respeito, sem se identificar com o que ele diz 
nem querer resolver nada. Afinal é como ele sente. Quando ele consegue 
desabafar, tudo fica melhor.
Em resumo, os principais motivos de estresse do Prestativo 2 são:
 › Sentir-se não valorizado.
 › Sentir-se humilhado ou injustiçado.
 › Tratamento impessoal.
94Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 94
3.3 COMO LIDAR COM O DESEMPENHADOR DO TIPO 3
Você viu na introdução que o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse 
é respeitar os limites da satisfação dos anseios de cada Tipo. Vejamos então as duas 
perguntas relacionadas ao como lidar com o Desempenhador do Tipo 3: 
1º O que estressa o Desempenhador, intensificando o Vício Emocional da Vaidade 
e aumentando o sequestro da consciência. 
Para compreender o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional é necessário 
que você secoloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou ainda, se cada 
Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir a armadura 
que cada Tipo criou para si mesmo. 
No caso do Desempenhador temos uma armadura que foi feita para impressionar, que não 
se satisfaz apenas com a aprovação dos outros, ela tem que ser admirada. Para conquistar 
este anseio ela refletirá o que é sucesso dentro do contexto em que estiver inserida. Será do 
último modelo, cheia de acessórios simbolizando status, notoriamente expressando seu 
valor pessoal. Coloque-se então nesta armadura, imaginando que grande parte de sua 
energia é dedicada a fazer as coisas bem feitas, com a intenção de impressionar ou deixar 
sua marca de competência. Que sua percepção de como adequar a situação de forma 
que ela lhe seja favorável e o esforço para fazer bem feito são as suas maiores qualidades. 
Que você é convicto de que só é alguém na vida quem realiza algo. O que você acredita 
que poderia lhe estressar nesta condição? “Ter que lidar com o fracasso”, “Ter que se 
submeter a situações que não oferecem destaque”!
Na verdade, o Desempenhador tem uma grande habilidade em lidar com o fracasso, 
criando uma nova moldura para este quadro a que ele chama de “sucesso incompleto”. 
Da mesma forma não serão as situações nas quais o Desempenhador tem que se 
submeter a uma condição de ausência de destaque que lhe fará entrar em estresse. 
São hábeis criadores de oportunidades.
O Desempenhador é conhecido por “comer o pão que o diabo amassou” para conquistar 
o seu objetivo. Mas como é o Ego que escolhe o objetivo, este acaba sendo algo admirável, 
que gere algum destaque ou ainda faça o Desempenhador se sentir importante. “Estava 
claro para mim que era eu quem deveria recuperar a casa de meus pais”. Identificando-se 
muito com o papel do herói, mocinho ou mocinha do filme.
Como o que estressa o Desempenhador é a não satisfação dos anseios do seu Vício 
Emocional, ele se sentirá dessa forma quando não tiver claro o objetivo, quando não 
conseguir reconhecer o que “emplaca”.
95Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 95
Conversa
 - Você viu o que aconteceu com o Carlos?
 - Não, o que foi?
 - O diretor pediu a ele que fizesse um relatório das atividades do semestre 
em seu departamento. Ele fez o relatório com gráficos em 3D, coloridos, 
ficou um espetáculo. Encadernou tudo e entregou para o diretor.
 - O diretor gostou?
 - Ele pegou o relatório, dobrou e colocou no bolso. O Carlos parecia que 
tinha levado um soco no estômago. Depois de uma semana o Carlos não 
se aguentou e quando cruzou com o diretor perguntou o que ele tinha 
achado do relatório. Ficou bom, disse o diretor.
 - Aposto que o próximo relatório vai sair em planilha do Excel mesmo.
 - Pode ter certeza!
Neste exemplo, a ausência de feedback que nortearia o Desempenhador, é o que gera 
o estresse. Quando eles não conseguem enxergar o alvo, sentem-se como um atirador 
de dardos que assim que fez seu arremesso, as luzes se apagaram e ele não consegue 
visualizar seus pontos no alvo. Por isso é tão comum vermos o Desempenhador fazendo 
algo para ter um feedback.
Enquanto o Desempenhador enxergar uma “luz no fim do túnel”, estará se sentindo 
desafiado. O estresse consiste em não a enxergar.
2º Como lidar com o Desempenhador para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Dê sua opinião, ela servirá como baliza.
 � Fale do que você gostou e concorda, bem como do que não gostou e discorda, 
mas o faça sem que seja sentido como um fracasso. De outra forma ele irá 
investir energia tentando convencê-lo do contrário. “A proposta ficou muito 
bem organizada, mostrando de forma clara o que queremos propor. Mas está 
muito longa, temos que deixá-la ainda mais enxuta”.
 � Diga o que você espera dele, não assuma que é obvio. Se possível, trate como 
um desafio.
Em resumo, os principais motivos de estresse do Desempenhador são:
 › Não ter feedback de seus esforços.
 › Não identificar uma solução favorável.
 › Sentir-se impotente diante das situações por depender de terceiros 
ou circunstâncias externas.
96Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 96
Importante
Dica de ouro: Lembre-se que o Desempenhador se orienta por meio dos 
feedbacks, então use e abuse. Deixe claro qual é o alvo o objetivo, a meta.
3.4 COMO LIDAR COM O CRÍTICO DO TIPO 4
Você viu na introdução que o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse 
é respeitar os limites da satisfação dos anseios de cada Tipo. Observe então as duas 
perguntas relacionadas ao como lidar com o Crítico do Tipo 4: 
1º O que estressa o Crítico, intensificando o Vício Emocional da Inveja e aumentando 
o sequestro da consciência. 
Para que você compreenda o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional 
é necessário que se coloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou ainda, 
se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir a 
armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Crítico do Tipo 4 temos uma armadura diferente, que alguns nem 
compreendem direito, mas é assim que ele gosta. Não veremos uma armadura padrão, 
modelo standard, pois ele investe grande parte de sua energia em colocar o seu próprio 
jeito nas coisas e sendo assim, a armadura irá representar esta maneira única de ver a 
vida. Coloque-se então nesta armadura, imaginando que grande parte de sua energia 
é dedicada a integrar sua própria identidade nas ações e relacionamentos, que sua 
sensibilidade aguçada e perspectiva pessoal sobre as coisas são algumas de suas 
maiores qualidades. Que você tem uma voz interna que acredita que a vida deve ter 
um sentido e significado mais profundo do que apenas o dia a dia.
O que você acredita que poderia lhe estressar nesta condição? “Já sei! É só me colocar de 
uniforme fazendo uma atividade rotineira, daquelas que qualquer outro no meu lugar faria”. 
Claro, o Crítico precisa de espaço para expressar algo de si e quando se encontra em 
situações onde tem que se submeter a uma ordem comum que limita sua individualidade, 
ou a uma exigência de comportamento “mecânico”, sente-se sufocado. 
Mesmo que seja essencial para o Crítico a expressão de sua identidade e de sua 
maneira pessoal de interpretar as situações, nem sempre ele se coloca em um lugar 
que lhe ofereça isso, ou seja, por vezes ele mesmo se coloca em situações de limitação. 
Colocar-se em uma posição desfavorável, que alimente um ciclo de dependência e 
insatisfação pode ser uma armadilha para quem necessita expressar sua identidade. 
97Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 97
Mas lembre-se que isso pode fazer parte do anseio Tipo 4. Colocar-se em situações 
onde se evidencia a falta: “É, comigo é sempre assim”!
2º Como lidar com o Perfeccionista para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Compreenda que eles são emocionalmente instáveis. O Crítico não é conhecido 
por ter um humor estável e isso não é necessariamente algo ruim. Dependendo 
de como está se sentindo poderá ter uma diferente interpretação dos fatos. 
Isso pode deixar alguns Tipos mais estáveis, como o Ansioso do Tipo 6 e 
Perfeccionista do Tipo 1, um pouco inseguros. Como o Crítico é um dos mais 
sensíveis de todos os Tipos, é natural que tenha maior flutuação de humor e é 
importante para quem quer lidar melhor com ele não se identificar com isso, 
esperando que ele tenha uma atitude mais estável.
 � Permita certo espaço para que ele dê o “jeito dele” nas coisas. Se você não der espaço 
para o Crítico se expressar terá o pior de sua flutuação de humor. Neste sentido 
não é só importante dar espaço, mas muitas vezes oferecer espaço. Isso pode ser 
bastante útil em áreas em que se necessita fazer uma revisão, uma releitura ou 
ainda simplesmente inovar. Aviso: Se você perguntar a opinião ou solicitar uma 
sugestão paraum Crítico, esteja disposto a ouvir algo inusitado. Se não estiver 
disposto a mudar, foque em outra área.
 � Não se identifique com as queixas. Muitas vezes as pessoas que convivem com o 
Crítico acabam se identificando com o traço queixoso e acreditam que ele quer 
realmente mudar a situação. Compreenda que muitas vezes a queixa ou o falar o que 
sente é apenas uma maneira de desabafar, e não necessariamente uma reivindicação.
Importante
Dica de Ouro: O Crítico do Tipo 4 tem grande habilidade em criar uma 
atmosfera ao seu redor, tanto positiva, quando está expressando de si, 
quanto negativa, quando sente que tem que se conformar.
Em resumo, os principais motivos de estresse do Crítico do Tipo 4 são:
 › Sentir-se ordinário, comum.
 › Sentir-se impedido de se manifestar.
 › Ter que se submeter a processos rotineiros e mecânicos.
98Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 98
3.5 COMO LIDAR COM O OBSERVADOR DO TIPO 5
Lembre-se que o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse é respeitar 
os limites da satisfação dos anseios de cada Tipo. Agora, observe as duas perguntas 
relacionadas ao como lidar com o Observador do Tipo 5: 
1º O que estressa o Observador, intensificando o Vício Emocional da Avareza e 
aumentando o sequestro da consciência. 
Para que você compreenda o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional 
é necessário que se coloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou ainda, 
se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir a 
armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Observador do Tipo 5 temos uma armadura das mais discretas, se puder 
passar despercebido ainda melhor. Ela vem junto com HD externo com espaço de 
sobra para o armazenamento de informações. Algumas delas têm também um botão 
de invisibilidade, possibilitando maior conforto para o observador e uma redoma de 
vidro inquebrável impedindo a invasão. Coloque-se então nesta armadura, imaginando 
que grande parte de sua energia é dedicada a evitar a invasão, desenvolvendo relações 
onde esteja em uma posição não dependente, e ainda, que a análise e a racionalidade 
são as suas maiores qualidades. Que sua convicção é de que as pessoas ganhariam 
muito mais se refletissem e cuidassem de suas próprias vidas.
Na verdade, o Observador tem uma grande habilidade em analisar e desenvolver sua 
própria teoria sobre as coisas. Sendo assim, não é o fato de alguma situação não estar 
totalmente clara que necessariamente irá lhe estressar.
O que você acredita que poderia lhe estressar nesta condição? Quando tem que lidar com 
uma situação que não compreende totalmente? O que de fato estressa o Observador 
é se sentir invadido. Seja por uma opinião impositiva: “Isso é assim e pronto” ou seja 
por uma atitude invasiva.
Uma das maneiras de recuperar o espaço pessoal é dando uma informação que satisfaça 
o outro e retire a demanda de atenção sobre ele. Há uma questão no Observador 
relacionada com a liberdade, que diferentemente do Sonhador do Tipo 7, é compreendida 
como autonomia e independência. Como a análise e a racionalização são os principais 
meios de compreensão da realidade para o Observador, quando esta exige outra 
perspectiva que não é possível pela razão, tendem a se estressar: “Mas existe outra 
maneira de compreender as coisas a não ser pela razão”?
99Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 99
Existe parte da realidade que só compreendemos pela experiência, pelo empirismo, 
como quando queremos compreender o amor, a autorrealização, a lealdade etc.
2º Como lidar com o Perfeccionista para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Não demonstre muita empolgação. Quem fala muito empolgado tende a 
deixar o Tipo 5 confuso, pois como ele está querendo entender o que é dito, a 
empolgação se torna um ruído na comunicação.
 � Ofereça mais informação do que opinião.
 � Saiba que sobre pressão eles tendem a dizer “não”.
Importante
Dica de Ouro: Não é uma boa ideia passar na casa do Observador sem avisar. 
Respeite sua necessidade de privacidade, mesmo que lhe pareça um exagero. 
Se ele estiver mais fechado do que o normal, comunique o que percebeu 
e se ofereça para, quando ele quiser, conversar sobre o assunto. Lembre-se 
que fazer amizade com o Observador é fazer amizade com os caracóis, que 
quando tocados em suas antenas escondem-se em sua concha.
3.6 COMO LIDAR COM O ANSIOSO DO TIPO 6
O segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse é respeitar os limites da 
satisfação dos anseios de cada Tipo. Observe as duas perguntas relacionadas ao como 
lidar com o Ansioso do Tipo 6: 
1º O que estressa o Ansioso, intensificando o Vício Emocional do Medo e 
aumentando o sequestro da consciência?
Para que você compreenda o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional 
é necessário que você se coloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou 
ainda, se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir 
a armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Ansioso do Tipo 6 temos dois tipos de armaduras, uma Fóbica, e outra 
Contrafóbica. A armadura Fóbica é revestida com paredes duplas, tem GPS e espelho 
Em resumo, os principais motivos de estresse do Observador são:
 › Sentir-se invadido.
 › Demanda e exigência de atenção pessoal.
 › Ter que lidar com intransigência.
100Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 100
retrovisor. Dificilmente a veremos apresentando algum problema de funcionamento, 
pois o Ansioso do Tipo 6 investe grande parte de sua energia nas revisões periódicas 
que garantam seu bom funcionamento. Já a armadura Contrafóbica conta com alguns 
opcionais que são espetos retráteis que se autoativam em circunstâncias de possíveis 
ameaças. Coloque-se então nestas armaduras, primeiramente a Fóbica e depois a 
Contrafóbica, imaginando que grande parte de sua energia é dedicada a garantir 
segurança e evitar ser pego de surpresa, que estar atento e se preparar para as situações 
são algumas de suas maiores qualidades. Que você tem grande convicção que a base 
das relações é a confiança, ou seja, que lealdade é fundamental.
O que você acredita que poderia lhe estressar nesta condição? Ser pego de surpresa 
ou que mintam para você?
Em primeiro lugar é importante relembrar que há uma área comum entre os Ansiosos 
do Tipos 6 Fóbicos e Contrafóbicos, que estressa a ambos. Esta área comum é a mentira. 
Sentir que está sendo enganado, ou que estão faltando com a verdade não é algo fácil 
de lidar para os Ansiosos: “Ele tinha que me dizer a verdade, não interessava qual fosse”. 
“Como poderei confiar nesta pessoa novamente”?
Fora a área da mentira, o que estressa o Ansioso Fóbico é um pouco diferente do que 
estressa o Contrafóbico. Para o Ansioso Fóbico há a necessidade de ter as regras claras, 
procedimento preestabelecidos, ou que se conheça com quem se pode contar, para 
que ele se sinta seguro a respeito do que esperam dele. A necessidade de regras claras 
está relacionada com o anseio de aprovação e o evitar ser reprovado ou decepcionar 
aqueles que lhe são importantes.
Quanto ao Ansioso Contrafóbico, o estresse está mais relacionado a sensação de ser 
subjugado e controlado, evitando situações nas quais se torne refém da situação. Na cena da 
reunião com a diretoria, quem o diretor trouxe ao subconsciente do Ansioso Contrafóbico? 
Claro, o pai e quase que imediatamente a reação de “ninguém manda em mim”!
Figura 24 - Ansioso Contrafóbico
Quem é que vai fazer 
esses procedimentos 
que o senhor está 
falando?
Fonte: Senac EaD (2017). 
101Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 101
Em termos gerais, também podemos dizer que tanto o Fóbico quanto o Contrafóbico 
querem ter o controle das situações. Seja porque, no caso do primeiro, sabe o que está 
sendo feito: “Agora sim,me sinto seguro com o que esperam de mim”. Seja, para o 
Contrafóbico, por estar no controle das ações: “Prefiro mandar do que ser mandado”!
2º Como lidar com o Ansioso para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
Para Fóbicos e Contrafóbicos:
 � Passe segurança no que diz. Caso você não saiba a resposta, diga que não sabe, 
mas passe segurança.
 � Evite generalizações.
 � Se prometeu, cumpra; se não pode cumprir, não prometa ou avise com ante-
cedência.
Em outras palavras podemos dizer que é importante responder o como, o quando, o onde 
e o porquê. Sem estas informações a mente do Ansioso abre uma “lacuna mental”, que 
será preenchida com todas as possibilidades que lhe passarem pela cabeça. Tudo isso 
para não ser pego de surpresa. Serão vários cenários, otimistas, pessimistas e realistas, 
o que consumirá grande parte da energia do Ansioso.
Os principais motivos de estresse do Ansioso Fóbico são:
 › Não ter claro o que esperam dele.
 › Mudanças inesperadas.
 › Não poder confiar.
Quanto ao Ansioso Contrafóbico os principais motivos de estresse são:
 › Sentir-se ameaçado.
 › Ter que se submeter.
 › Depender ou ser refém de alguma situação.
102Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 102
Conversa
 - Então João, você poderia me enviar aquele relatório que mostrou na 
reunião para que eu possa usar na diretoria quarta-feira da semana que 
vem? – Questionou Paula. 
 - Claro, Paula! Pode deixar que eu envio por e-mail. Abraço. – Respondeu João. 
Na terça-feira da semana seguinte, Paula conversa consigo mesma:
 - “Já é terça-feira e nada do e-mail do João com o relatório para amanhã. E se o 
João se esqueceu de enviar o relatório? Esse ele me enviou e este e-mail não 
chegou? Será que ele enviou mesmo? Será que ele não está me aprontando 
uma? Não! O João é gente boa, deve ter acontecido algo. E se...”
Se o João tivesse usado a regra do como, quando, onde e o porquê, a Paula não teria 
aberto uma “lacuna mental” e não estaria com tanta “minhoca na cabeça”.
Note que neste exemplo, o João não deixou lacunas. Confirmou que iria enviar, disse quando 
e deu ainda um plano B, caso não chegasse até às 11h, ela entraria em contato com ele.
Com relação aos Contrafóbicos:
 � Evite insinuações e comunique-se de forma direta. Para os Ansiosos em geral 
é importante a questão do “olho no olho”. Com o Contrafóbico, este “olho no 
olho” não deve ser confundido com a postura de quem está tirando satisfação. 
Sendo assim, podemos dizer que olhe de igual para igual, não de cima para 
baixo, com tom de autoridade: “Quero falar com você”? Nem de baixo para cima, 
em tom de submissão excessiva: “Desculpe incomodar, mas poderia falar com o 
senhor”? O ideal é o de igual para igual: “Jorge, você tem um minuto para mim”?
 � Lembre-se que eles precisam se sentir no controle, ou pelo menos compartilhando-o.
Importante
Dica de Ouro: Lembre-se das “lacunas mentais”. Não deixe espaço aberto para 
as suposições do Ansioso do Tipo 6. Se o Contrafóbico começar a levantar o 
tom de voz, lembre-se que deve estar se sentindo ameaçado e está apenas 
reagindo. Ofereça espaço para que ele coloque seus questionamentos e o 
ouça com atenção. Sem este espaço você entrará em uma situação onde 
tudo o que disser poderá ser usado contra você.
103Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 103
3.7 COMO LIDAR COM O SONHADOR DO TIPO 7
Lembre-se que o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse é respeitar 
os limites da satisfação dos anseios de cada Tipo. Observe então as duas perguntas 
relacionadas ao como lidar com o Sonhador do Tipo 7: 
1º O que estressa o Sonhador, intensificando o Vício Emocional da Gula e 
aumentando o sequestro da consciência. 
Para que você compreenda o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional 
é necessário que se coloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou ainda, 
se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir a 
armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Sonhador do Tipo 7 temos uma armadura multimídia, com música ambiente, 
frigobar e Wi-Fi. Não veremos tédio nem falta de opções, pois ele investe grande parte 
de sua energia dando manutenção a esta armadura, buscando mais alternativas, fazendo 
os últimos upgrades e tornando tudo isso muito interessante. Coloque-se então nesta 
armadura, imaginando que grande parte de sua energia é dedicada a fazer do limão 
uma limonada, que a criatividade e a improvisação são algumas de suas maiores 
qualidades. Que você tem grande convicção que tudo sempre acaba bem, e se não 
estiver bem é porque não acabou ainda.
O que você acredita que poderia lhe estressar nesta condição? Ter que lidar com uma 
situação muito difícil? Não saber como lidar com a situação? Na verdade, o Sonhador 
tem uma grande habilidade em improvisar e lidar com situações aparentemente 
impossíveis. Muitas vezes estas situações são como um desafio.
O que de fato estressa o Sonhador é a perda da liberdade. A mente do Sonhador foca 
nas possibilidades e a liberdade é o contexto para que se possa explorá-las. Mas aqui 
é importante compreender que não é porque ele tem liberdade que irá abusar dela. 
Normalmente o que faz com que o Sonhador abuse da liberdade é a ameaça ou limitação 
dela. Sem liberdade, o Sonhador sente-se sufocado e intensifica ainda mais seu anseio por ela.
Em resumo, os principais motivos de estresse são:
 › Perda da liberdade.
 › Ter que se submeter a rotinas metódicas.
 › Ter que se adequar à situação.
104Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 104
2º Como lidar com o Sonhador para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Diga-lhe “o que” você quer, não fique dizendo “como”. Quando você oferece 
muitos detalhes no como fazer uma tarefa ou atividade, tira do Sonhador 
todo o prazer de construir do seu jeito por meio do campo das possibilidades, 
ou seja, tira sua liberdade. Lembre-se que ser ou não fácil é um ponto de vista 
e o Sonhador se estimula com um desafio novo.
 � Desafie-o, mas não coloque um peso sobre seus ombros.
 � Quando o Sonhador estiver muito empolgado com algo utópico, deixe que ele 
caia em si, sem se identificar muito com o tema querendo mostrar o irreal da 
situação. Duvidar de suas ideias só lhe deixará mais apegado a elas.
Importante
Dica de Ouro: Lembre-se que o Sonhador se motiva com o dinamismo. 
Aponte o objetivo e desafie-o a buscar soluções criativas. Não espere que ele 
“ande na linha”.
3.8 COMO LIDAR COM O MANDÃO DO TIPO 8
Lembre-se o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse é respeitar os limites 
da satisfação dos anseios de cada Tipo. Observe então as duas perguntas relacionadas 
ao como lidar com o Mandão do Tipo 8: 
1º O que estressa o Mandão, intensificando o Vício Emocional da Luxúria e 
aumentando o sequestro da consciência. 
Para que você compreenda o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional 
é necessário que se coloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou ainda, 
se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir a 
armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Mandão do Tipo 8 temos uma armadura que é mais um elmo romano do 
que propriamente uma armadura. Para o Mandão isso e sua espada são o suficiente 
para ir para a batalha. O grande investimento de energia do Mandão é na busca por 
uma boa batalha. Coloque-se então nesta armadura, imaginando que grande parte 
de sua energia é dedicada a lutar pelo que se quer, que a audácia e o destemor são 
algumas de suas maiores qualidades. Que você tem grande convicção de que a vida 
é uma luta e que você nasceu para triunfar.
105Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 105
O que você acredita que poderia lhe estressar nesta condição? “ Já sei, quando não 
há nenhum desafio, nenhuma luta”! Na verdade, o Mandãonão precisa encontrar um 
desafio. Ele cria o próprio desafio, mesmo onde não há. 
O que de fato estressa o Mandão é quando querem tirar dele o que lhe é mais precioso: 
o poder de decidir.
Conversa
 - Este é o meu marido, disse Maria a sua amiga Cláudia, mostrando a foto 
do marido no computador - Ele é um louco. No mês passado entrei em 
contato com uma pousada super legal que me foi recomendada por 
amigos. Eles me enviaram um folder com informações e cotações para as 
datas que solicitei. Mostrei para ele dizendo que este era um lugar legal 
para passarmos as férias. Ele mal olhou para o folder e já saiu criticando: 
“Imagine este lugar é uma porcaria, eu vou lhe mostrar um bom lugar para 
passarmos as férias”. Na semana seguinte, ele veio com outro folder, de 
outra pousada com o mesmo preço, mas bem inferior em relação à outra 
que sugeri. Disse que este sim era um lugar para tirarmos as férias, não 
aquela porcaria que eu propus. - Veja se ele não é um louco!
 - Mas Maria, quantos anos vocês vivem juntos? - Questionou Cláudia.
 - Ah, já faz mais de 15 anos. – Respondeu Maria.
 - Me desculpe Maria, mas então a louca é você. 
 - Como assim? – Perguntou Maria.
 - Quinze anos juntos e ainda não entendeu que com ele o “goela abaixo” não 
funciona?
Diferentemente do Ansioso do Tipo 6 Contrafóbico, o Mandão do Tipo 8 pode não 
se interessar tanto pelos detalhes operacionais, mas ele quer ser aquele que decide. 
O Mandão investe muita energia para estar e se manter em uma posição de poder, na 
maioria das vezes de forma inconsciente. Quando alguém ou algo ameaça esta posição 
teremos um momento de estresse.
Em resumo, os principais motivos de estresse do Mandão são:
 › Ter que se submeter.
 › Perder espaço de poder.
 › Que alguém decida no lugar dele.
106Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 106
2º Como lidar com o Mandão para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Não vá pelo caminho da imposição. Procure lhe dar opções de forma que a decisão 
continue sendo dele. Você se lembra da Maria? Ela poderia influenciar a decisão 
do marido no lugar de impor. Lembre-se de influenciar, não de decidir por ele.
 � Não se identifique com o seu jeito agressivo. É o jeito dele e não é pessoal.
 � Seja assertivo, oferecendo seu ponto de vista, sem que este se mostre como 
único ou detentor da verdade. É importante que você entenda que quando 
afirma algo como dono da verdade está praticamente desafiando o Mandão.
Todos estes exemplos são como se o estivéssemos chamando para o confronto, para 
a arena, que é a casa do Mandão do Tipo 8.
Importante
Dica de Ouro: Com o Mandão do Tipo 8, seja o “pescoço”, não a “cabeça”. 
Aponte para as possibildades e deixe-o escolher. O Mandão gosta de pessoas 
que mostrem seu poder pessoal, seja ele qual for. Mas lembre-se de lutar com 
ele e não contra ele.
3.9 COMO LIDAR COM O ANTICONFLITO DO TIPO 9
Lembre-se que o segredo para ter o melhor na relação e evitar o estresse é respeitar 
os limites da satisfação dos anseios de cada Tipo. Agora, observe as duas perguntas 
relacionadas ao como lidar com o Anticonflito do Tipo 9: 
1º O que estressa o Anticonflito, intensificando o Vício Emocional da Indolência 
e aumentando o sequestro da consciência. 
Para que você compreenda o que estressa cada Tipo e intensifica o Vício Emocional 
é necessário que se coloque no lugar deles, vestindo o sapato de cada um, ou ainda, 
se cada Tipo representa um mecanismo de defesa infantil, que você possa vestir a 
armadura que cada Tipo criou para si mesmo.
No caso do Anticonflito do Tipo 9 temos uma armadura simples, confortável e 
extremamente adaptável. Não a veremos gerando muitos problemas, pois o Anticonflito 
investe grande parte de sua energia evitando o conflito e adaptando a armadura ao 
contexto do momento. Coloque-se então nesta armadura, imaginando que grande 
parte de sua energia é dedicada a evitar o conflito e gerar um ambiente harmônico, 
que a aceitação e paciência são algumas de suas maiores qualidades. Que você tem 
grande convicção que a maioria das pessoas faz muito por muito pouco, ou seja, 
tempestades em copos d’água.
107Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 107
O que você acredita que poderia lhe estressar nesta condição? Alguém querendo 
entrar em conflito comigo?
Iiiiih, vai ter que querer muito este conflito para que consiga me tirar do sério!
Deu para perceber que não é tão fácil fazer o Anticonflito entrar em uma posição de 
confronto. Não que isso nunca ocorra, pois em defesa do outro o Anticonflito pode 
ser bastante ativo: “Não consigo aceitar esta injustiça”. Mas este movimento continua 
sendo uma busca de equilíbrio entre as partes, que em uma situação de injustiça, estão 
desequilibradas. Não é bem assim! 
O que de fato gera o estresse e intensifica o seu Vício Emocional é a pressão. De fato, 
o Anticonflito é um dos que mais aguenta pressão. Muitos acabam lhe dizendo que 
não aguentariam metade do que ele aguenta. A pressão aqui é focada na demanda 
por um posicionamento pessoal, uma decisão pessoal ou por uma iniciativa. Quando 
pressionados a fazer algo específico podem simplesmente fazê-lo e com isso eliminar 
a pressão. Mas isso é diferente quando não há algo específico e é o Anticonflito que 
tem que desenvolver a demanda.
Sob pressão, o frágil discernimento causado pela Indolência, fica em xeque e a ausência 
de uma saída pronta, uma orientação externa ou um procedimento a cumprir, gera uma 
pressão interna que se torna insuportável. Mesmo que a caixa d’água do Anticonflito 
seja maior do que a de todos os outros Tipos, chega um momento em que ela enche.
Como percebe a realidade a partir de um foco na mediação, tendem a se estressar quando 
a solução não está nela, pois como há uma fixação neste ponto de vista continuam a 
buscar o mesmo tipo de solução mediadora. Mas existem momentos em que é preciso 
tomar decisões que não serão necessariamente justas, mas que precisam ser tomadas.
Em resumo, os principais motivos de estresse do Anticonflito são:
 › Pressão.
 › Exigência de posicionamento pessoal.
 › Ter que tomar um partido quando acredita na mediação.
108Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades 108
2º Como lidar com o Anticonflito para evitar o estresse e ter o melhor na relação?
 � Evite pressioná-lo quando necessita uma decisão pessoal. Transferir sua ansie-
dade e preocupações para o Anticonflito não lhe deixará em melhor condição 
para decidir. O jeito com que eles se organizam é mais saudável quando podem 
fazê-lo de forma harmônica. Mesmo que seja uma decisão que leve a uma cisão. 
Uma boa maneira é oferecer um prazo para tal.
 � Evite querer “ajudá-lo” oferecendo uma solução pronta. Isso só irá gerar mais 
pressão. Decidir pelo Anticonflito irá gerar ainda mais dependência. Dê espaço 
para ele lidar com as consequências de suas próprias decisões. Pergunte que 
tipo de resultado ele espera, isso pode ajudá-lo a organizar suas ideias.
 � Ouça-o, mesmo que ele divague um pouco, não assuma que já entendeu.
Importante
Dica de Ouro: Lembre-se que o Anticonflito é como um transatlântico saindo 
do porto, pode parecer devagar mas ele irá cruzar o oceano. Não exija dele a 
agilidade de um jet-ski.
109Entendendo a si mesmo e ao seu cliente: Eneagrama das Personalidades
CONSIDERAÇÕES
Você chegou ao final do curso. Como você viu na apresentação, nossa proposta é a de 
ampliar a sua capacidade de conhecer melhor a si e ao seu cliente. Para tal, nosso foco 
principal foi a influência das emoções na maneira com que percebemos a realidade e 
reagimos as situações. Vimos que dependendo da emoção que está mais presente na pessoa, 
temos comportamentos específicos que chamamos de padrões de comportamento. 
Você investigou a presença de nove emoções em você e pela descrição dos 
comportamentos que elas sustentam pôde lembrar de um monte de gente deseu 
convívio. Mas o principal foi identificar qual é o seu Vício Emocional. Lembre-se que 
quanto menos consciente você é dessa emoção, mais ela sequestra sua consciência 
e você acaba agindo com um padrão de comportamento. 
Claro que o trabalho de autoconhecimento de suas emoções não acaba aqui. Na verdade, 
acreditamos que deva ter começado aqui. Pois da mesma forma que podemos melhor 
regular nossa respiração quando nos tornamos conscientes dela, também podemos 
melhor regular nossas emoções quando estamos mais conscientes delas. 
O pulo do gato nesse processo de autoregulação é perceber a influência das emoções 
logo cedo, quando você está começando a ficar irritado, por exemplo, pois uma vez que 
você já esteja envolvido com uma emoção, pode levar algum tempo para sair de sua 
influência. É como se você tivesse bebido um litro de uísque e perguntasse: “Como faço 
para dirigir até em casa”? Não há nada que se possa fazer. Vá de taxi e beba bastante água. 
Com as emoções é a mesma coisa, uma vez que a bioquímica das emoções esteja em 
sua corrente sanguínea, da mesma forma que no exemplo do álcool, você precisará 
um tempo para que ela se dilua e diminua a influência sobre você. Por isso o pulo do 
gato é percebê-la na primeira dose, que é quando você ainda tem livre arbítrio. 
Essa maestria sobre a emoções se conquista com o tempo, mantendo a consciência 
desperta e percebendo como cada emoção reage em você. Mas não se preocupe que 
não é necessário que você fique se policiando 24h por dia. Basta incluir a percepção de 
si em seu dia a dia, e não ficar tão sequestrado pelo que acontece ao redor.
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Podemos lhe garantir que vai ficando cada vez mais fácil. Por último, aproveite o material 
que deixamos em sua apostila, com dicas de como lidar com o outro. Elas podem ser 
muito úteis com seus clientes, colegas de trabalho e família.
Atenção
Agora que você finalizou a leitura do Material de Estudo, retorne à sala virtual e 
realize a Atividade Avaliativa. Lembre-se que para ser aprovado no curso é essencial 
realizar a atividade avaliativa e atingir um aproveitamento superior ou igual a 70%.
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REFERÊNCIAS
CUNHA, D.; CARLOS, L. Quem é Você? Construindo a pessoa à luz do eneagrama. 
São Paulo: Editora Paulus, 2010.
CHABREUIL, F.; CHABREUIL, P. A Empresa e seus Colaboradores: Usando o eneagrama 
para otimizar recursos. Santana: Madras, 1999.
PALMER, H. O Eneagrama no Amor e no Trabalho. São Paulo: Edições Paulinas, 2009.
SCHULTZ, M. Competências emocionais o eneagrama na gestão de pessoas. 
Disponível em: www.eneagrama.com.br. Acesso em: 14 fev. 2017.

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