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CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA - UNICEP PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR CURSO SUPERIOR EM ADMINISTRAÇÃO/CONTABILIDADE RELATÓRIO PIM 1 São Carlos – SP 2021 Gustavo Pagotto Businaro RA: Kaio Freitas RA: Lucas Eduardo Picolo RA: Matheus Nucci de Souza Bueno RA: Raphael Nucci de Souza Bueno RA: Thiago Seiji Frias Zago RA: Acessibilidade e a inclusão de deficientes físicos no mercado de trabalho Resumo Esta pesquisa tem como objetivo abordar a acessibilidade e a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. O trabalho busca abordar de forma ampla as configurações do mercado de trabalho para as pessoas com deficiência e as políticas de qualificação para a inserção profissional. O estudo foi elaborado de acordo com leis, artigos, livros para obter o conteúdo. Destacando as abordagens relacionadas a lei de cotas para a inclusão, e as dificuldades que as pessoas enfrentam ao buscar empregos, e percebe-se que as empresas ainda se recusam a aceitar e contratar esses indivíduos para o mercado de trabalho, e as discussões continuam sendo vistas como responsabilidade das pessoas com deficiência, seja no que diz respeito ao respeito próprio, às qualificações, e diminuir o preconceito. Palavras chaves: acessibilidade, inclusão, mercado de trabalho, pessoa com deficiência. Sumário 1. INTRODUÇÃO................................................ 4 2. OBJETIVO GERAL......................................... 6 3. OBJETIVO ESPEÍFICO.................................. 6 4. REFERENCIAL TEÓRICO............................. 7 5. METODOLOGIA............................................. 8 1. INTRODUÇÃO A inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho é de suma importância, o presente trabalho tem o objetivo de analisar o processo de inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, as necessidades de formação profissional, a aceitação, os preconceitos. De acordo com os direitos humanos, as pessoas deficientes têm direito à segurança econômica e social e a um nível de vida decente e, de acordo com suas capacidades, a obter e manter um emprego ou desenvolver atividades úteis, produtivas e remuneradas e a participar dos sindicatos. Ou seja, todo ser humano tem direito de dispor de suas condições necessárias para ter o desenvolvimento de suas habilidades, e livres de qualquer preconceito. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada em 2006, é o documento que reconhece o valor de cada indivíduo independente de sua capacidade física, de sua funcionalidade. A prática dos direitos humanos rejeita qualquer tipo de manifestação de preconceitos. Segundo Diniz (2009), reconhecia-se a deficiência como uma experiência que levava à pressão sofrida pelas pessoas com impedimentos. Com o tempo esse pensamento foi mudando, e se revolucionando, quando se criou uma ideia com o intuito de valorizar as pessoas, independentemente de suas características, tanto físicas, quanto espiritual, na qual a deficiência vai sendo deixada para trás. O preconceito na qual ainda há na sociedade, principalmente na área de trabalho vem desde séculos atras. A própria história sempre foi marcada por preconceitos em todos os aspectos, no trabalho com pessoas deficientes não foi diferente. Na história os deficientes eram tarjados como loucos, bandidos, a sociedade os julgavam por serem incapazes, anormais, no que reflete ate os dias atuais, e acabam excluindo e isolando eles. O direito de trabalho das pessoas com deficiências é assegurado e tem proteção pelo decreto 3298/99. E recentemente, alguns anos atrás, as pessoas com deficiência conseguiram uma lei, que, caso elas se acidentam, são amparadas pela Constituição Brasileira – Lei 8213/91. Essa mesma lei regulamenta um certo porcentual nos cargos em relação ao número de trabalhadores. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no censo demográfico de 2010, os números de deficientes no Brasil ultrapassa a casa dos 45 milhões de brasileiros, para ser mais exato 45.606.048 pessoas, que representa 23,9% da população, que possuem algum tipo de deficiência. Na qual 24.800.681 são mulheres, que representa 26,5% da população, e 19.805.367 são homens, que representa 21,2% da população. A deficiência visual apresenta o maior percentual, correspondendo a 18,6% da população brasileira. Em segundo lugar está a deficiência motora, com 7% da população, logo em seguida temos a deficiência auditiva com 5,10%, e da deficiência mental ou intelectual com 1,40%. A partir dos dados, os números de pessoas com deficiência vem aumentando cada vez mais no Brasil, vendo isso, a busca por uma inserção maior dos deficientes no mercado de trabalho aumenta, pensando nisso, cria-se a Lei de Cotas na tentativa de garantia de seus direitos. A Lei 8213/91, de 24 de Julho de 1991, muito conhecida por “LEI DE COTAS”, tem como propósito a inclusão de deficientes no mercado de trabalho, onde a lei prevê que, um certo percentual dentro da empresa com mais de 100 funcionários, seja destinada para pessoas com deficiência, assim, aumentando o número de pessoas com deficiência trabalhando. A qualificação e acessibilidade são pilares importantes para o auxílio de inclusão. E também através da implementação de programas educativos e sociais, e assim incentivar as pessoas terem maiores ações para incluir os deficientes no trabalho, e assim diminuindo cada vez mais a exclusão deles, e também diminuindo esse preconceito que as pessoas tem em relação aos deficientes. 2.OBJETIVOS GERAIS O objetivo desta pesquisa, com intuito de pensar e repensar as dificuldades com as pessoas com deficiência, e a compreensão melhor das pessoas com os deficientes no mercado de trabalho, no quesito a acessibilidade e qualificação fornecida pelas empresas e ao respeito das pessoas com elas, e assim fazendo com que as pessoas repensem em seus atos, a aceitação, motivação, ajuda a oferecer aos deficientes. E também na questão das empresas, a capacitação dos deficientes para ocupar os cargos de trabalho, segundo a Lei de Cotas. Além de compreender os desafios das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e a inclusão dos deficientes nos cargos e trabalhos. 3.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Os objetivos específicos são as dificuldades enfrentadas pelas pessoas deficientes em respeito a sua inclusão e acessibilidade dos deficientes no mercado de trabalho, compreender o processo de comunicação com as pessoas deficientes, e identificar problemas existentes nas empresas, tanto do ponto de vista profissional, no âmbito de trabalho, tanto do ponto de vista organizacional e social, no âmbito humanização da inclusão, deixando de lado os preconceitos. 4.REFERENCIAL TEÓRICO · DINIZ, Debora. 2007. O que é deficiência São Paulo: Editora Brasiliense. · INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA [IBGE]. 2000. Censo demográfico de 2000 Brasília: IBGE. Disponível em: http://www.ibge.gov.br Último acesso em: 7 set. 2009. · Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes – MEC: http://portal.mec.gov.br › arquivos › pdf › dec_def · A inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho. Revista: Direitos Fundamentais e Democracia. Unibrasil. Curitiba. Nº2. Jul/2007 · LEI 8213/91 : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm#:~:text=Art.%201%C2%BA%20A%20Previd%C3%AAncia%20Social,daqueles%20de%20quem%20dependiam%20economicamente · A inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho: http://portal.mte.gov.br/data/files/FF8080812CCDAEDE012CD0A2B79F70B3/inclusao_pessoas_defi12_07.pdf · Ministério do Trabalho e Emprego. A Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho. - 2. ed. - Brasília: MTE, SIT, 2007. 5.METODOLOGIA Visando os objetivos desta pesquisa, que buscou tratar da inclusão e acessibilidade das pessoas com deficiências no mercado de trabalho, de modo que essas pessoas com deficiênciatenham uma qualificação profissional. O estudo teve como base teórica leituras que contribuíram para ajudar e analisar os desafios dos deficientes no mercado de trabalho. Desta forma, a partir da pesquisa bibliográfica de vários artigos, livros e leis, retirados de sites universitários confiáveis.