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PNEUMONIA VERMINÓTICA - Acomete principalmente animais jovens e de confinamento (ocorre porque esses animais têm o sistema imunológica mais fraco, e passam por um período de estresse que levam ao animal a um quadro de imunossupressão); - Ruminantes e equinos e suínos são os afetados; - Porém a infecção do parasito pode ocorrer em qualquer faixa etária; - Ruminantes: Dictyocaulus spp – ciclo de vido monóxeno - Suínos Metastrongylus spp – ciclo de vida heteróxeno, com HD em suínos e HI em minhocas – acomete suínos criado de forma extensivo, pelo contato com a terra AGENTE ETIOLÓGICO - Dictyocaulus viviparus: bovinos - Dictyocaulus Filaria: Ovinos e caprino - Dictyocaulus arfieldi: Equinos - Infecções severas o parasita afeta até a traqueia - Porém normalmente se encontram no pulmão brônquios bronquíolos CICLO DE VIDA Pulmão macho e fêmea se reproduzem e fazem ovipostura, e esses ovos são depositados nos brônquios e bronquíolos e atingem as vias aéreas superiores atingindo a traqueia e muitas vezes casas secreção nasal, e já saem para o meio ambiente ou são deglutidos e vai para o trato gasto intestinal e saem para o ambiente pelas fezes. Os ovos no ambiente são grandes e possuem larva L1, esse ovo se eclode e a larva sofre muda L2 e depois para L3, sendo essa forma a infectante, porém não se locomove facilmente, mas chuva, pisoteio, aves ajudam na dispersão das larvas. Quando ingeridas pelo HD, e no trato gastrointestinal essa larva L3 penetra na mucosa intestinal ela cai na circulação linfática, quando na circulação linfática ela chega nos linfonodos mesentéricos, e nele ela sofre uma muda de L3 para L4, a L4 ganha a circulação sanguínea, chegando no coração e depois no pulmão, passando pelos capilares ela rompe alvéolos e sofre maturidade sexual Em infecções pesadas os sinais clínicos do trato gastrointestinal causam diarreia, muitas vezes esses sinais são primeiro que os sinais clínicos respiratórios No pulmão os sinais clínicos causam um processo inflamatório, enfisema pulmonar, na necro observa-se um pulmão enfisematoso e também um pulmão colabado, também se observa a formação de um tecido epitelial (epitelização alveolar) No processo inflamatório ocorre a liberação de prostaglandina que faz vasodilatação, ocorre uma diminuição da pressão hidrostática e levando a um quadro de edema pulmonar - Infecções secundárias são causadas por agentes como Stapholococcus spp Nos suínos, o ciclo é parecido, porém diferenciam-se que a larva L1 sai do ovo e vai para o ambiente e é ingerida pelo HI (minhocas) nesses animais ocorre a passagem de L1 L2 L3 e os suínos ingerem a minhoca e faz a digestão e o ciclo é parecido novamente - Animais que ingerem a larva porém tem um sistema imune bom desenvolvem um quadro de hipobiose e quando são submetidos a estresse ou imunossupressão a doença aparece SINAIS CLÍNICOS Secreção nasal; Dispneia; Tosse; Febre (indício de infecção bacteriana secundária); Aumento de linfonodos regionais; Diarreia (cargas pesadas). DIAGNOSTICO Baseado nos sinais clínicos Exames Laboratoriais – Técnica de OPG (ovos por gramas de fezes). Técnica de LPG (larvas por grama de pastagem) TRATAMENTO Benzimidazóis, Levamisol (mais indicado), ivermectina PROFILAXINA Diagnóstico e tratamento dos animais doentes; Pastejos rotacionados; Pastejos integrados com espécies.