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SÍNDROME DE CUSHING INSUFICIÊNCIA ADRENAL SÍNDROME DE CUSHING - EPIDEMIOLOGIA - Mulheres 4:1 - + 2-3ª décadas; - MICROadenomas hipofisários (70-80% dos casos em > 6 anos) - ↑ mortalidade 2-4x (DM, CV, imunossupressão); - ETIOLOGIA: Exógena: geral doses > 7,5 mg/dia de prednisona (ou equivalente) por longos períodos (pelo menos 3 meses, de uma forma geral).. Endógena: ACTH Dependente (84%): Ocorre principalmente devido a tumor (Doença de Cushing); Existem também a produção ectópica de ACTH em outros lugares, que não a hipófise. ACTH Independente (16%)( crianças (50- 60%): DOENÇA DE CUSHING (DC) Causa endógena mais comum de Síndrome de Cushing (SC). Mais frequente em mulheres de 20- 30 anos. 90% adenoma hipofisário; 90% < 1 cm (microadenoma); CONSEQUÊNCIAS DO EXCESSO DE GLICOCORTICÓIDES QUADRO CLÍNICO CLÁSSICO Obesidade - mais truncal, com deposição supraclavicular e dorsal superior (“giba”); Fácies de “lua cheia”, pletora facial; Miopatia proximal: ex: fraqueza para colocar a roupa no varal. Estrias violáceas > 1 cm; Atrofia / Fragilidade cutânea; Equimoses fáceis; Crianças - obesidade com redução da velocidade de crescimento. OBS: Em azul, os sinais mais específicos. QUADRO CLÍNICO CLÁSSICO, MAS INESPECÍFICO HAS; DM; Nefrolitíase; Infecções fúngicas; Baixa massa óssea; Irregularidade menstrual; Queda de libido; Alterações psiquiátricas; OBS: Quadro muito raro. SD ACTH ECTÓPICO: ACTH é secretado por tumores (principalmente pulmão). RESUMINDO… QUANDO SUSPEITAR DE SÍNDROME DE CUSHING? COMO INVESTIGAR A SÍNDROME DE CUSHING? 1. Excluir Cushing Exógeno. 2. Identificar presença de Hipercortisolismo; Diagnóstico laboratorial de Hipercortisolismo - Deve-se identificar uma perda do ritmo circadiano de secreção. A melhor maneira para se avaliar isso é através da dosagem do cortisol salivar da meia noite (>2 amostras); - Outra maneira para se fazer tal diagnóstico é verificar a perda do mecanismo normal de retroalimentação negativa do hipotálamo-hipófise- adrenal. Isso pode ser feito através dos testes de supressão com dexametasona. Se reduz a produção de cortisol, trata-se de uma produção regulável. Se não consegue reduzir, trata-se de uma produção autônoma, sugerindo hipercortisolismo persistente. - Pode ser feito também através da verificação de cortisol livre urinário (>2 amostras). Obs: NUNCA utilizar o cortisol sérico 8 a 16 h. FALSOS POSITIVOS – EXAMES - Estados de hiperativação do eixo HH-adrenal- “Pseudo-Cushing” → etilismo crônico, depressão, obesidade. - Uso de ACO: aumento cortisol sérico por aumento da CBG (proteína transportadora de glicocorticoide). Para avaliar cortisol sérico, que é dependente de CBG, deve-se suspender ACOs em até 6 semanas antes ou usar outro teste. DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO DA SC Na presença de hipercortisolismo, dosar o ACTH: TRATAMENTO DA DC: - O tratamento de escolha é a cirurgia Transesfenoidal; Figura 1. Terapia medicamentosa da SC. Método paliativo. INSUFICIÊNCIA ADRENAL Quadro caracterizada por um déficit de produção de um ou mais hormônios de origem adrenal: - Cortisol; - Aldosterona; - Andrógenos (SDHEA); - Catecolaminas. INSUFICIÊNCIA ADRENAL PRIMÁRIA (DOENÇA DE ADDISON) O problema está localizado na adrenal. Redução de cortisol, aldosterona e adrógenos. E aumento de ACTH. INSUFICIÊNCIA ADRENAL SECUNDÁRIA: Redução da produção de ACTH, com diminuição do estímulo sobre as glândulas adrenais, podendo levar a uma atrofia da glândula. Reduz principalmente o cortisol e andrógenos. O ACTH estará baixo ou inapropriadamente normal. QUADRO CLÍNICO – LABORATORIAL O quadro clínico dependerá do hormônio envolvido. Figura 2. Os sintomas decorrentes da queda dos níveis de aldosterona e aumento dos de ACTH só estão presentes na IA primária. Os decorrentes de baixo cortisol e andrógenos estão presentes tanto na IA primária, quanto secundária. Figura 3. Sintomas presentes tanto na IA primária, quanto secundária. Figura 4. Sintomas presentes apenas na IA secundária. Obs: pode haver IA secundária por deficiência de ACTH, não tem pigmentação e sem deficiências de mineralocorticoides. INSUFICIÊNCIA ADRENAL AGUDA (CRISE AGUDA) Piora aguda em paciente com IA. Pode ser a primeira manifestação. Alta mortalidade (risco de choque e hipoglicemia severa); MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS APRESENTAÇÃO LABORATORIAL - ↓ Na; - ↑ K (arritmia / morte súbita) - Acidose ↑ Cl (AG Normal); - Hipoglicemia; - ↑ Ca; ETIOLOGIA - INSUFICIÊNCIA ADRENAL IA PRIMÁRIA: - Adrenalite auto-imune (causa mais frequente, de acordo com os livros. Na vida prática, há controvérsias); - Paracoccidioidomicose; - Tuberculose adrenal; IA SECUNDÁRIA: - IATROGÊNICA (Suspensão após uso prolongado de corticoides); - Tumor da região Hipotálamo-hipofisária; - Panhipopituitatismo congênito (PROP1, HEXS1); - Cirurgia ou Radioterapia Hiporfisária; - Hipofisite Linfocítica; - Síndrome de Sheehan; - Sarcoidose / Histioicitose; ETIOLOGIA DA IA AGUDA Em pacientes sem dx prévio de IA: - Retirada abrupta de glicocorticoides; - Síndrome de Sheehan; - Apoplexia hipofisária (tumor/hipofisite); - Isquemia (trombofilia); - Hemorragia (sepsis, anticoagulantes, trombofilia); - Fármacos tóxicos para adrenal (Mitotano); DIAGÓSTICO IA: Dosar Cortisol e ACTH séricos; (obs: antes de administrar glicocorticoide); Dosar aldosterona e renina séricos; (pode ajudar) Q Qual dado clínico que virtualmente substitui o ACTH? A hiperpigmentação da pele; CONDUTA NA IA AGUDA Se suspeita clínica forte de IA aguda / “agudizada”: NÃO PROTELAR TRATAMENTO. Colher exames-cortisol, ACTH, aldo, renina, e tratar! - Hidratação (SF 0,9% +/- SG 5%); - Reposição de Glicocorticoide; São recomendados a Hidrocortisona e metilpredinisolona, pois eles têm ação mineralocorticoide. - Hidrocortisona (Solu-cortef 100-300 mg EV em bolus. 50 – 75 mg 6/6h por 24-48 h) (cças: 25-100 mg > 10-25 mg 6/6h) - Opção: metilprenisolona (solu-medrol) 40 mg hidrocortisona equivalem a 100 mcg fludro. Evitar DEXA (ausência de ação mineralocorticoide); Se for o único disponível, utilizar ele mesmo. Melhor do que nada. Cuidado com velocidade de correção do sódio. Tratar fatores desencadeantes. TRATAMENTO INSUFICIÊNCIA ADRENAL CRÔNICA: Reposição de: - Glicocorticoides: sempre; - Mineralocorticoides: IA primária; - Andrógenos: mulheres, situações específicas. PREVENÇÃO DE CRISES ADRENAIS - Cartão de identificação; (para caso ele for internado); - Doença aguda / febre sem QEG, sem vômitos: - Aumentar a dose em 2-3x; - Doença aguda com intolerância VO: Hidrocortisona 100 mg EV; - Cirurgia pequeno/médio porte: 25-75 mg EV 24- 48h; - Cirurgia grande porte: 100 mg EV > 50 mg 6/6h 24-48h; CASO CLÍNICO HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: Hipercortisolismo Persistente: estado clínico resultante da exposição do organismo → secreção prolongada e excessiva de cortisol. Perda parcial da capacidade de contra- regulação hipofisária. Perda do ritmo circadiano de secreção de cortisol. Figura 5. Insuficiência adrenal secundária.