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LESÕES BRANCAS DA MUCOSA BUCAL · LESÕES BRANCAS · Hiperceratose · Manifestam em diferentes lesões bucais como a mancha, placas · Classificação: de acordo com a etiologia (origem das manifestações) · Lesões hereditárias · Leucoedema · Nevo celular pigmentado · Lesões reacionais · Hiperceratose total · Lesão por tabaco sem fumaça · Estomatite nicotínica · Lesões adversas · Etiologia idiopática (desconhecidas) · Língua geográfica · Língua pilosa · Leucoplasia pilosa · Leucoplasia idiopática · Líquen plano *biópsia incisional- remoção de parte da lesão (fragmento representativo da lesão - material de especimen), indicada sempre que houver neoplasia maligna (não retira todo pois o câncer precisa de um tratamento mais complexo, não é só cirúrgico) *biópsia excisional/enucleação - remoção de toda lesão (neoplasia benigna pode ser) Biópsia deve priorizar os bordos (mais atividade) - forma triangular · Lesões hereditárias · Leucoedema · Manifestação do tipo mancha branca · Branco difuso · Achado acidental na mucosa jugal · Prevalência em negros (melanodermas) · Simétricos · Ocorre por edema celular associado ao aumento na queratinização do epitélio (hiperceratose) discreta mas perceptível · Manobra do estiramento (estica distendendo a mucosa jugal a área branca desaparece, volta a coloração branca) positivo - permite confirmar o diagnóstico (diagnóstico clínico, não requer biópsia) - orienta o paciente de evitar hábitos nocivos como tabagismo e etilismo, pois pode agravar o quadro · Não removido por raspagem · Bordas e limites não definidos · Autolimitada · Baixo significado patológico · Não requer cirurgia · Assintomático · Não tem tratamento específico · Manifestação de adultos · Nevo branco esponjoso · Lesão autossômico dominante · Assintomático · Simétrico geralmente · Aspecto pregueado · Hiperceratose no epitélio · Consistência esponjosa (mais firme do que a mucosa alveolar livre) · Manifesta desde a infância (antes da puberdade) · Mucosas que podem ser acometidas: bucal, anal, genital · Diagnóstico clínico. Em caso de dúvida biópsia incisional · Conduta clínica: Higiene adequada e em alguns casos remoção cirúrgica da área pregueada se não houver melhora, mas pode voltar - debridamento (pregas formam infecções oportunistas) - não controle de curar. Orientar o paciente sobre evitar hábitos nocivos como tabagismo e elitismos (podem agravar) · Autolimitada · Baixo significado patológico · Lesões reacionais · Hiperceratose focal: · Lesão de placa branca reacional (lesão sólida e elevação e extensão maior que a altura) · Consistência mais firme · Elevadas · Hiperceratose (formada como reação do tecido ao estímulo geralmente traumático, estimulando a produção excessiva de queratina) associada com fator irritativo crônico · Traumas crônicos de baixa intensidade (muito nocivo para o epitélio) · Áreas de mucosa jugal e rebordo alveolar muito frequentes mas podem ocorrer em qualquer local da mucosa bucal · Lesão reversível se eliminar o fator causal · Mucosa mordisqueada (relacionada ao hábito de morder a bochecha/mucosa jugal, aparelho ortodôntico, restauração desadaptada) · Identificar a etiologia causal traumática, eliminar o hábito que originou essa hiperceratose por meio de orientação ao paciente para interromper esse hábito, aguardar período mínimo de 60 dias e fazer a proservação clínica (pois muitas lesões são reversíveis), podem evoluir se eliminar o hábito, dentro de um prazo de 90 dias decide se houver lesões persistentes remover essas cirúrgica pela biópsia excisional · Baixo significado patológico se tiver controle sobre o hábito, se não é imprevisível, pode evoluir para displasia (fase que antecede a neoplasia) · Lesão por tabaco sem fumaça · Lesão reacional ao tabaco · Hábito de mascar o tabaco, mais comum na área rural Pode causar: · Placas brancas · Abrasão dental · Doenças periodontal / perda óssea · Alteração do paladar · Fundo de vestíbulo bucal muito comum, ou em qualquer área que o indivíduo masque o tabaco · Aspecto rugoso · Consistência firme · Alteração na superfície - elevação · Conduta: biópsia excisional/enucleação cirúrgica (remove cirurgicamente toda lesão branca) · Não se recomenda proservar, pois é muito agressiva que pode evoluir para displasia e neoplasia · Estomatite nicotínica: · Lesão branca · Lesão reacional ao fumo · Hábitos: cachimbo, charuto e cigarro (importante o tipo e quantificar) - paciente fumante inveterado/crônico: fuma mais de 5 cigarros artesanais por dia · Reação eritematosa inflamatória - vermelhidão no local e ao longo do tempo há ceratinização crescente · Ceratinização crescente · Prevalência: palato · Conduta: eliminar o hábito de tabagismo, utilizar placas obturadoras de acrílico adaptada a região, entre a mucosa e cavidade oral para evitar o contato com o tabaco, reduzindo o quadro clínico, proservação até que o paciente pare de fumar, reavaliar o paciente depois de 90 dias e depois o debridamento do epitélio acometido, branco com a lâmina de bisturi especial 15C desgastando e removendo a camada superficial de epitélio ceratinizado, para que novo epitélio se forme (recomendada fazer por quadrantes para um menor desconforto para o paciente) Palato esbranquiçado com pontos avermelhados (glândulas salivares acessórias inflamadas) - pontilhado · Lesões adversas (idiopáticas) - importante significado patológico · Leucoplasia idiopática (principal) · Não há causa aparente · Lesão branca do tipo placa branca (hiperceratose) · Lesão pré-maligna: prevalência de associação com câncer bucal, podendo já apresentar formas de displasia epitelial · Faixa etária: acima de 40 anos · Não removida por raspagem já que é intrínseco está inserido no epitélio · Assintomática · Crescentes · Reversíveis · Conduta: biópsia incisional para confirmar o diagnóstico (priorizando as bordas da lesão), análise anátomo patológica, se confirmado faz a remoção cirúrgico/enucleação cirúrgica pelo potencial neoplásico da lesão, grau de displasias mais avançados precisam remover com margem de segurança (remover além da lesão mais 3 mm de tecido sadio adjacente), como a verrucosa proliferativa, ou sem margem de segurança se não for de grau avançado Ventre da língua e assoalho bucal // Bordo da língua · Leucoplasia pilosa · Etiologia viral: Epstein-Barr geralmente (HIV da mesma família) · Comum heterossexuais · Comum em indivíduos HIV positivo Sinal patognomônico da AIDS (principalmente no início do estado de imunossupressão- perda n° de células de linfócitos T CD4 pela metade: 600/mm³, normal:1220/mm³) · Podem evoluir para lesões pré-neoplásicas e neoplásicas se não tratada · Placa branca (hiperceratose) · Em geral nos bordos laterais da língua · Hiperceratose reversível · Conduta clínica: Sorologia para HIV (teste ELISA), se for positivo deve solicitar outro método de teste Western blot para HIV mais sensível para confirmar, se confirmado o HIV, paciente deve ser encaminhado para o serviço de infectologia, uma vez encaminhado vai ser analisado em relação a carga viral, células de defesa linfócitos T para ser implementado o tratamento com coquetel anti-HIV · Tratamento não cirúrgica, não realiza biópsia, pois é reversível se diminui as células de defesa linfocitos T CD4 e aumenta a carga viral (tratamento relacionado com a melhora do quadro clínico da doença HIV) · Se piora o estado clínico de HIV, a leucoplasia pilosa pode recidivar · Além de ser sinal patognomônico para AIDS, verifica que pacientes com AIDS não tratados ou não estabilizados estão desenvolvendo mais lesões de câncer em geral inclusive câncer bucal · Língua pilosa: · Língua negra pilosa (aspecto de pêlos) -aspecto escurecido na língua que está branca, se torna escurecida pela pigmentação por alimentos coragênicos (corantes) · Hipertrofia (aumento de volume) das papilas filiformes (não se descamam)- reveste o dorso da língua - formando o aspecto de pêlos, ocasionando uma coloração branca das papilas, permite a colonização de microorganismo no dorso da língua · Dorsoda língua · Idiopática · Halitose · Pigmentação exógena (corantes) · Conduta clínica: diagnóstico clínico, orientar o paciente a utilizar o raspador de língua e antisséptico bucal com base de clorexidina 0,12% estimulando a descamação progressiva das papilas e dentro de 7 dias há a melhora no quadro clínico e halitose · Baixo significado patológico · Língua geográfica: · Glossite migratória (áreas de descamação podem migrar) benigna conhecida também · Idiopática, alguns autores associam como fator predisponente: distúrbio psicossomáticos (estresse), desnutrição (principalmente hipovitaminose B) e alguns fatores autoimunes · Atrofia e descamação excessivas das papilas filiformes · Áreas eritematosas (erosão/despapiladas-papilas filiformes atrofiaram, descamam e não formaram novamente) · Halo branco ceratinizado (em volta da área de atrofia e descamação)- ceratinização crescente · Diagnóstico clínico (não requer biópsia) · Tratamento sintomático (não há tratamento específico para cura): recomenda ao paciente de evitar alimentos cítricos, ácidos ou muito quentes para não agravar a ardência e desconforto nas lesões, escovar o dorso da língua para ajudar no controle de infecção secundária, uso de antisséptico bucal com ação analgésica como o flogoral para aliviar o desconforto. Pode utilizar também pomada de corticóide nas áreas de erosão, chamado triancinolona (paliativo) - não é muito recomendado · Recorrente, como em períodos mais estressantes · Líquen plano · Doença mucocutânea (acomete mucosas e peles) inflamatória crônica · Idiopática, fatores predisponentes: estresse emocional (distúrbio psicosomático), hábitos de bebida alcoólica e componente autoinmune · Adultos · Formas: reticular (mais comum na mucosa bucal), placa ou hiperplásica, atrófica, erosiva - outras mais comuns na pele · Lesão pré-maligna (grande significado patológico) -precursora do câncer bucal (podem evoluir para câncer) · Lesão branca entrelaçada (estrias entrelaçadas formando) · Conduta clínica: biópsia incisional (remove um fragmento) para confirmação do diagnóstico, se confirmado levanta as suspeitas dos fatores predisponentes e buscar resolvê-los, como no caso de distúrbio psicossomático orientar ao paciente sobre procurar acompanhamento psicológico, tratar do paciente com doença auto-imune com corticóide, de modo interdisciplinar. E instituir o tratamento com corticóide triancinolona (anti-inflamatório) mais indicado de uso tópico nas lesões brancas com a ajuda do cotonete, duas vezes ao dia, por um tempo médio de 14 dias. Se houver lesão recorrente ou se for em áreas muito amplas, além do corticóide tópico deve-se prescrever o corticóide sistêmico prednisolona , dexametasona, betametasona (é preciso avaliar o risco benefício pois tem efeitos colaterais). Se persistir, deve realizar a biópsia excisional (remoção total cirúrgica) para não se manter, pela possibilidade de diferenciação de displasia e neoplasia. Forma reticular no dorso da língua e na mucosa jugal (linhas brancas entrelaçadas)