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Prévia do material em texto

ANÁLISE DAS 
DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS
Professor Me. José Manoel da Costa
GRADUAÇÃO
Unicesumar
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a 
Distância; COSTA, José Manoel da. 
Análise das Demonstrações Contábeis. José Manoel da Costa. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. Reimpresso em 2021.
216 p.
“Graduação - EaD”.
1. Análise. 2. Demonstrações Contábeis. 3. EaD. I. Título.
ISBN 978-85-459-0878-4
 CDD - 22 ed. 657
CIP - NBR 12899 - AACR/2
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário 
João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828
Impresso por:
Reitor
Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor Executivo de EAD
William Victor Kendrick de Matos Silva
Pró-Reitor de Ensino de EAD
Janes Fidélis Tomelin
Presidente da Mantenedora
Cláudio Ferdinandi
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Diretoria Executiva
Chrystiano Minco�
James Prestes
Tiago Stachon 
Diretoria de Design Educacional
Débora Leite
Diretoria de Graduação e Pós-graduação 
Kátia Coelho
Diretoria de Permanência 
Leonardo Spaine
Head de Produção de Conteúdos
Celso Luiz Braga de Souza Filho
Gerência de Produção de Conteúdo
Diogo Ribeiro Garcia
Gerência de Projetos Especiais
Daniel Fuverki Hey
Supervisão do Núcleo de Produção 
de Materiais
Nádila Toledo
Supervisão Operacional de Ensino
Luiz Arthur Sanglard
Coordenador de Conteúdo
Juliana Moraes da Silva
Designer Educacional
Kaio Vinicius Cardoso Gomes
Projeto Gráfico
Jaime de Marchi Junior
José Jhonny Coelho
Arte Capa
Arthur Cantareli Silva
Ilustração Capa
Bruno Pardinho
Editoração
Kleber Ribeiro da Silva
Qualidade Textual
Silvia Caroline Gonçalves
Cintia Prezoto Ferreira
Ilustração
Marta Sayuri Kakitani 
Marcelo Yukio Goto
Em um mundo global e dinâmico, nós trabalhamos 
com princípios éticos e profissionalismo, não so-
mente para oferecer uma educação de qualidade, 
mas, acima de tudo, para gerar uma conversão in-
tegral das pessoas ao conhecimento. Baseamo-nos 
em 4 pilares: intelectual, profissional, emocional e 
espiritual.
Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois cursos 
de graduação e 180 alunos. Hoje, temos mais de 
100 mil estudantes espalhados em todo o Brasil: 
nos quatro campi presenciais (Maringá, Curitiba, 
Ponta Grossa e Londrina) e em mais de 300 polos 
EAD no país, com dezenas de cursos de graduação e 
pós-graduação. Produzimos e revisamos 500 livros 
e distribuímos mais de 500 mil exemplares por 
ano. Somos reconhecidos pelo MEC como uma 
instituição de excelência, com IGC 4 em 7 anos 
consecutivos. Estamos entre os 10 maiores grupos 
educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos educa-
dores soluções inteligentes para as necessidades 
de todos. Para continuar relevante, a instituição 
de educação precisa ter pelo menos três virtudes: 
inovação, coragem e compromisso com a quali-
dade. Por isso, desenvolvemos, para os cursos de 
Engenharia, metodologias ativas, as quais visam 
reunir o melhor do ensino presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é 
promover a educação de qualidade nas diferentes 
áreas do conhecimento, formando profissionais 
cidadãos que contribuam para o desenvolvimento 
de uma sociedade justa e solidária.
Vamos juntos!
Pró-Reitor de 
Ensino de EAD
Diretoria de Graduação 
e Pós-graduação
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está 
iniciando um processo de transformação, pois quando 
investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou 
profissional, nos transformamos e, consequentemente, 
transformamos também a sociedade na qual estamos 
inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportu-
nidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de 
alcançar um nível de desenvolvimento compatível com 
os desafios que surgem no mundo contemporâneo. 
O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de 
Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo 
este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens 
se educam juntos, na transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica 
e encontram-se integrados à proposta pedagógica, con-
tribuindo no processo educacional, complementando 
sua formação profissional, desenvolvendo competên-
cias e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em 
situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado 
de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal 
objetivo “provocar uma aproximação entre você e o 
conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento 
da autonomia em busca dos conhecimentos necessá-
rios para a sua formação pessoal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de cresci-
mento e construção do conhecimento deve ser apenas 
geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos 
que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. 
Ou seja, acesse regularmente o Studeo, que é o seu 
Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns 
e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das dis-
cussões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe 
de professores e tutores que se encontra disponível para 
sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de 
aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui-
lidade e segurança sua trajetória acadêmica.
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Professor Me. José Manoel da Costa
Mestrado em Metodologias para o Ensino de Linguagens e suas Tecnologias 
(UNOPAR, 2014/2016). Especialização em Contabilidade Geral e Auditoria 
(UEL, 1994/1995). Graduação em Ciências Contábeis (UEL, 1987/1993). Atua 
como coordenador dos Cursos Superior de Tecnologia em Gestão Financeira 
e em Marketing na UNICNEC CEAD a partir de abr-2018. Ex-coordenador 
dos cursos Bacharelado em Ciências Contábeis e Superior de Tecnologia 
em Gestão Financeira do Núcleo de Educação a Distância da UNICESUMAR 
- Maringá de dez-2014 a mar-2018.Ex-coordenador (graduação) do Curso 
Bacharelado em Ciências Contábeis, ex-coordenador (pós-graduação) 
dos cursos Especialização em Contabilidade, Perícia e Auditoria e MBA em 
Finanças Empresariais (UNOPAR, 2007-2014). Professor e autor de mais de 20 
livros didáticos de diversas disciplinas nas áreas contábil e administrativa, tais 
como: Contabilidade Básica, Contabilidade Geral, Contabilidade Introdutória, 
Contabilidade Empresarial e Trabalhista, Contabilidade Industrial, Análise das 
Demonstrações Contábeis, Administração Financeira e Orçamentária, Ética 
e Legislação Profissional, etc. Atua na área contábil administrativa desde 
1983 em empresas de diversos ramos de atividades econômicas: cooperativa 
agropecuária, indústria cervejeira e moveleira, usina de açúcar e álcool, 
concessionária de veículos, comércio, agropecuária etc. Tem experiência na 
área de Administração, com ênfase em Contabilidade e Finanças, atuando 
principalmente nos seguintes temas: indústria, ensino, tecnologia, comércio 
e prestação de serviços. Palestrante de Finanças Pessoais.
http://lattes.cnpq.br/8720424420446751
SEJA BEM-VINDO(A)!
Caro(a) aluno(a), este será o nosso material de estudo. Ele não é exclusivo aos alunos de 
contabilidade, mas é importante que você já tenha estudado os conceitos fundamen-
tais de contabilidade, o processo contábil e as demonstrações financeiras ou contábeis. 
Além dos profissionais da contabilidade, todos os demais envolvidos na gestão, princi-
palmente a gestão financeira, precisam saber interpretar e analisar as demonstrações 
para que a tomada de decisões seja feita de forma assertiva, contribuindo na gestão 
empresarial.
Para rever os conteúdos já estudados sobre as demonstrações e facilitar o desenvolvi-
mento deste estudo, vamos trazer, na Unidade I, os conceitos e fundamentos das de-
monstrações obrigatórias e a estrutura para análise dos aspectos práticos das demons-
trações Balanço Patrimonial e Demonstrações de Resultados, visto que a continuidade 
dos estudos tratará destas demonstrações como base para cálculos e contextualização 
prática. No Balanço Patrimonial, vamos encontrar informações para realizar, além das 
análisesvertical e horizontal, os estudos sobre a situação financeira e patrimonial da em-
presa, e as informações das Demonstrações de Resultados serão utilizadas para analisar 
a situação econômica. Assim, todo o estudo sobre a saúde financeira, estrutura patrimo-
nial e resultado econômico poderão ser estudados com demonstração prática dos cál-
culos e interpretação dos índices tomando como base as demonstrações da Unidade I.
Na Unidade II, vamos comentar sobre as principais técnicas de análise utilizadas, tendo 
em vista que há diversos indicadores de análise e técnicas. Entretanto, mais relevante é a 
utilidade da informação aos usuários internos e externos, já que cada um deles tem uma 
necessidade específica ao analisar as demonstrações: enquanto o acionista se preocupa 
mais com o retorno, as instituições financeiras, por sua vez, volta-se à condição da em-
presa em pagar seus compromissos. Nesta unidade, vamos conceituar análise vertical e 
horizontal e utilizar as demonstrações da Unidade I para calcular tais análises, realizan-
do, também, uma análise conjunta, misturando a vertical e horizontal.
Um ponto importante na análise empresarial é a análise da própria gestão, isto é, aná-
lise da empresa feita pelos seus gestores. O objetivo principal da análise da gestão dos 
recursos é verificar se o planejado está sendo realizado, pois tal prática serve para medir 
a eficiência e eficácia da gestão empresarial. 
Na Unidade III, faremos a análise da gestão dos recursos, calculando o giro dos recursos 
e os prazos médios de realização. O objetivo principal é calcularmos o ciclo operacional 
e financeiro, pois, dessa forma, podemos saber se o planejamento estratégico está sen-
do operacionalizado como planejado.
Ao chegarmos na Unidade IV, vamos ao ponto focal na análise empresarial: a análise 
pelos índices econômico-financeiros, mas sem desconsiderar os estudos das outras uni-
dades, uma vez que cada uma tem a sua finalidade neste estudo. 
É nesta unidade que vamos radiografar detalhadamente a empresa para verificarmos se 
existe o equilíbrio ideal dos recursos em três aspectos primordiais: a situação financeira, 
APRESENTAÇÃO
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
a situação patrimonial e a situação econômica. Se houver deficiência em um destes 
pilares, o equilíbrio ideal da empresa estará comprometido. É possível encontrar-
mos, por exemplo, empresas com a situação financeira favorável, mas com a patri-
monial e econômica deficitárias. Desse modo, os índices servirão para mostrar os 
pontos a serem melhorados, a fim de que o equilíbrio se restabeleça; caso contrário, 
a continuidade dos negócios, em pouco tempo, ficará comprometida. Isso também 
pode acontecer em quaisquer outras situações deficitárias, como a situação econô-
mica favorável e a financeira e patrimonial deficitárias.
Vamos estudar, na Unidade V, além dos índices-padrão, a consolidação dos índices 
já calculados e analisados. É como se colocássemos à mesa diversos exames labo-
ratoriais de um mesmo paciente para verificarmos a correlação entre eles e, então, 
identificarmos as necessidades de medicação ou intervenção cirúrgica para viabili-
zar a ele uma saúde plena. Para isso, uma ferramenta muito importante é a fórmula 
Dupont de análise empresarial; ela não traz um índice novo, mas uma nova forma 
de analisar a empresa com os índices já calculados. Em sua utilização original, ana-
lisamos o ROA por enfoques diferentes, e na utilização ajustada é feita a análise do 
ROE para que todos os aspectos relacionados aos recursos econômicos, financeiros 
e patrimoniais sejam minuciosamente verificados. 
Nesta unidade, estudaremos, também, o termômetro de Kanitz, o qual é fruto de 
um estudo feito há mais de quatro décadas, mas que nos dá uma boa base para 
analisarmos estatisticamente a empresa por meio da análise discriminante, na qual 
é feita a ponderação de uma cesta de índices para encontrarmos um índice novo, 
um índice geral da empresa. 
Para finalizarmos a Unidade V, estudaremos a análise financeira dinâmica, que nos 
dará informações importantes sobre a empresa por meio do Capital Circulante Lí-
quido, Investimento Operacional em Giro e Saldo de Tesouraria. Assim, você terá 
conteúdos que o levará ao aprendizado completo sobre a análise das demonstra-
ções financeiras ou contábeis, iniciando com a estrutura das principais demonstra-
ções, passando pela análise vertical e horizontal, análise das situações financeira, 
patrimonial e econômica e finalizando com os cálculos de índices-padrão e análise 
financeira dinâmica.
Vamos aos estudos? Sucesso sempre!
APRESENTAÇÃO
SUMÁRIO
09
UNIDADE I
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E 
ADEQUAÇÕES
15 Introdução
16 Balanço Patrimonial 
25 Demonstrações de Resultados 
30 Outras Demonstrações 
40 Adequações para Análise 
44 Considerações Finais 
51 Referências 
52 Gabarito 
UNIDADE II
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
55 Introdução
56 O Que é a Análise das Demonstrações? 
60 Análise Vertical 
67 Análise Horizontal 
77 Visão Conjunta: Av-Ah 
82 Considerações Finais 
87 Referências 
88 Gabarito 
SUMÁRIO
10
UNIDADE III
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
91 Introdução
92 Giro dos Recursos 
98 Prazos Médios 
107 Ciclo Completo de Atividades 
117 Considerações Finais 
123 Referências 
124 Gabarito 
UNIDADE IV
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
127 Introdução
128 Situação Financeira 
137 Situação Patrimonial 
149 Situação Econômica 
164 Considerações Finais 
170 Referências 
171 Gabarito 
 
SUMÁRIO
11
UNIDADE V
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
175 Introdução
176 Índices-Padrão 
185 Relatório da Análise 
191 Fórmula Dupont 
196 Análise Financeira Dinâmica 
207 Considerações Finais 
213 Referências 
214 Gabarito 
215 CONCLUSÃO 
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Professor Me. José Manoel da Costa
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA 
E ADEQUAÇÕES
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar a estrutura do BP para entender os grupos de contas.
 ■ Entender o resultado da empresa por meio do conhecimento da 
estrutura da DRP e da DRA.
 ■ Considerar as demais demonstrações contábeis na análise 
empresarial.
 ■ Conhecer as principais necessidades de adequações das 
demonstrações para fins de análise.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Balanço Patrimonial
 ■ Demonstrações de Resultados
 ■ Outras Demonstrações
 ■ Adequações para Análise
INTRODUÇÃO
Caro(a) aluno(a), vamos começar os estudos sobre a análise das demonstrações 
financeiras ou contábeis por meio desta unidade, a qual é dedicada a rever alguns 
conceitos e dar um enfoque prático sobre as principais demonstrações que ser-
vem de base para a análise. 
Na contabilidade, utilizamos os fatos contábeis como matéria-prima, os quais 
são processados de acordo as normas contábeis para chegarmos ao produto final 
da contabilidade: as demonstrações ou relatórios contábeis, que visam evidenciar 
a situação financeira, patrimonial e econômica de uma organização empresarial. 
No meio empresarial, o produto final de uma indústria, muitas vezes, é a 
matéria-prima de outra. Na contabilidade, as demonstrações - produto final do 
processo contábil - são matérias-primas (dados) para a análise empresarial. As 
demonstrações financeiras ou contábeis são utilizadas por diversos usuários, cada 
um com o seu objetivo, devendo proporcionar informações relevantes e fide-
dignas sobre a situação patrimonial - ativos, passivos e patrimônio líquido - e 
sobre a situação econômica - receitas, custos, despesas e o resultado do período.
Todos os gestores precisam entender as demonstrações financeiras ou contá-
beis para utilizá-las da forma correta nas tomadas de decisões. A contabilidade, 
as demonstrações e a análise das demonstrações não são temas restritos aos estu-
dantes e profissionais da contabilidade, mas são indicados a todos os gestores,principalmente os da área financeira, que devem compreender as demonstrações 
para fazerem a interpretação e análise correta da situação financeira, patrimo-
nial e econômica.
Abordaremos, nesta primeira unidade, aspectos conceituais e práticos sobre 
as principais demonstrações utilizadas para análise. Iremos aprender, também, 
a ajustar valores nas demonstrações, preparando-as para a análise de acordo 
com a necessidade de cada usuário. Os valores das demonstrações que utiliza-
remos têm como base uma empresa real, no entanto, fizemos alguns ajustes para 
melhorar o aspecto didático.
Vamos em frente? Bom estudo!
Introdução
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DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E16
BALANÇO PATRIMONIAL
O Balanço Patrimonial é uma demonstração financeira obrigatória, segundo a 
Lei 6.404/76 (BRASIL, 1976), com alterações posteriores, que corresponde a um 
dos relatórios mais importantes no processo decisório, podendo ser comparado, 
de forma figurativa, à “fotografia” de uma empresa em uma determinada data.
O Balanço Patrimonial reflete a posição da estrutura patrimonial em deter-
minada data. É um relatório que informa a situação dos elementos patrimoniais 
do ativo, passivo e patrimônio líquido. Podemos defini-lo como a representação 
estática do patrimônio de uma entidade.
O fato de o Balanço Patrimonial evidenciar o valor do patrimônio em uma 
determinada data implica que, no momento seguinte, um fato relevante sub-
sequente poderá alterar este balanço, positiva ou negativamente, por isso a 
necessidade de elaborar demonstrações mensalmente.
Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimô-
nio líquido, deve-se atentar para a sua essência subjacente e realidade econômica 
e não apenas para sua forma legal. Assim, por exemplo, no caso do arrendamento 
mercantil financeiro, a essência subjacente e a realidade econômica são a de que 
o arrendatário adquire os benefícios econômicos do uso do ativo arrendado pela 
Balanço Patrimonial
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maior parte da sua vida útil, em contraprestação de aceitar a obrigação de pagar 
por esse direito um valor próximo do valor justo do ativo e o respectivo encargo 
financeiro. Dessa forma, o arrendamento mercantil financeiro dá origem a itens 
que satisfazem a definição de ativo e de passivo e, portanto, devem ser reconhe-
cidos como tais no balanço patrimonial do arrendatário.
ATIVO
De forma simples, podemos afirmar que os bens e direitos compõem os ativos 
de uma empresa, sendo assim, dinheiro em caixa, saldo em bancos, mercadorias 
em estoques, contas a receber, veículos, móveis, imóveis, máquinas e outros bens 
e direitos formam os ativos, mas, conceitualmente, na NBC TG - ESTRUTURA 
CONCEITUAL, aprovada pela Resolução CFC nº 1.374/11, vemos que “ativo 
é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e 
do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade” 
(CFC, 2011).
Uma característica do ativo é o fato de ser resultado de eventos passados. 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E18
Normalmente, uma entidade obtém ativos por meio de sua compra ou produ-
ção, mas um bem móvel ou imóvel recebido em doação, seja de pessoas físicas 
ou jurídicas ou de ente governamental também é exemplo de eventos passados.
A principal característica que se pode visualizar em um ativo é o benefício 
futuro que pode advir desse bem ou direito. Quando dizemos que para ser con-
siderado um ativo devemos ter expectativa de futuros benefícios econômicos, 
estamos nos referindo ao potencial que um determinado elemento patrimonial 
tem em contribuir, direta ou indiretamente, na geração de caixa para a entidade, 
esse potencial pode ser produtivo ou na capacidade de reduzir saídas de caixa 
ou reduzir os custos de produção.
O lado esquerdo do balanço patrimonial mostra a aplicação dos recursos 
à disposição da gestão, no qual é possível ver o que foi feito com o dinheiro ou 
onde os recursos da empresa estão.
Quadro 1 - Balanço Patrimonial - Lado esquerdo
ATIVO x3 x2 x1
Ativo Circulante 2.963.415 3.319.459 3.365.369
Caixa e Equivalentes 202.452 590.400 391.763
Títulos e Valores Mobiliários 566.954 497.623 450.979
Clientes 419.616 430.549 616.585
Estoques 1.336.954 1.343.741 1.465.553
Partes relacionadas 51.078 88.140 93.895
Tributos a Recuperar 291.719 333.475 295.205
Outros ativos Circulantes 94.642 35.531 51.389
Ativo Não Circulante 2.208.610 2.238.114 1.892.003
Realizável a Longo Prazo 745.925 755.647 516.168
Investimentos 439.669 440.930 364.397
Imobilizado 558.193 577.811 565.358
Intangível 464.823 463.726 446.080
TOTAL DO ATIVO 5.172.025 5.557.573 5.257.372
Fonte: o autor.
Balanço Patrimonial
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Circulante
Representa todos os bens e direitos considerados como ativo da empresa e que 
possam ser transformados em dinheiro no chamado curto prazo, ou seja, até doze 
meses após a data do balanço. Esse grupo também é conhecido como “Capital 
de Giro” da entidade e, como o próprio nome expressa, contribuirá para o giro, 
a realização das atividades necessárias da entidade.
O Ativo Circulante pode ser classificado em quatro subgrupos: 
 ■ Disponibilidades:
 ■ Recursos (dinheiro) em caixa.
 ■ Recursos em contas correntes bancárias.
 ■ Recursos em aplicações de resgate imediato.
 ■ Outros equivalentes.
 ■ Créditos:
 ■ Valores a receber de clientes.
 ■ Valores pagos antecipadamente a fornecedores.
 ■ Valores adiantados aos empregados.
 ■ Valores de impostos a compensar.
 ■ Outros equivalentes.
 ■ Estoques:
 ■ Produtos produzidos pela empresa.
 ■ Produtos em produção.
 ■ Materiais a utilizar na produção ou consumo.
 ■ Mercadorias para revenda. 
Pensando que o ativo é formado por bens e direitos, como você classificaria 
os recursos em contas correntes bancárias? São bens ou direitos? Por quê?
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E20
 ■ Outros:
 ■ Pagamentos antecipados diversos.
 ■ Juros a apropriar em períodos seguintes.
Mais à frente, vamos classificar os valores do Ativo Circulante em Financeiro 
e Operacional.
Não Circulante
Representa todos os Bens e Direitos considerados como Ativo da empresa e 
que possam ser transformados em dinheiro no chamado longo prazo, ou seja, 
após doze meses da data do balanço, os valores que constam como Ativo Não 
Circulante, subgrupo Realizável a Longo Prazo no Balanço Patrimonial levan-
tado em 31/12/2017, tem a expectativa de realização, conversão em dinheiro, a 
partir de 01/01/2019. Além dos valores recebíveis a longo prazo, no Ativo Não 
Circulante são classificados os recursos não recebíveis, os recursos aplicados para 
manutenção da atividade da entidade, os investimentos permanentes em outras 
empresas, os bens que serão utilizados na produção ou na manutenção das ati-
vidades empresariais e os ativos intangíveis.
Assim sendo, a classificação do Ativo Não Circulante é feita da seguinte forma:
 ■ Realizável a Longo Prazo.
 ■ Investimentos.
 ■ Imobilizado.
 ■ Intangível.
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PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Tanto o Passivo quanto 
o PatrimônioLíquido 
representam origens de 
recursos para a atividade 
empresarial: enquanto 
o patrimônio líquido 
representa os recursos 
de propriedade dos 
sócios ou acionistas 
investidos na empresa, 
o passivo representa os 
recursos de terceiros que 
são por ela utilizados.
Os valores dos bens que estarão no subgrupo Imobilizado estão líquidos, o 
custo de aquisição menos a depreciação acumulada até a data de elabora-
ção das demonstrações.
O controle e a depreciação dos bens deverão ser feitos por cada item do 
ativo Imobilizado com custo significativo, não sendo recomendável agrupar 
itens que necessitem de controle específico. 
Para calcular a depreciação, é necessário ter duas informações: valor depre-
ciável e vida útil do bem. O primeiro é obtido a partir do valor do bem, de-
duzindo se seu valor residual e a vida útil podem ser estimadas em função 
da recomendação técnica do fabricante, histórico de bem similar ou pela 
determinação da receita federal. Para fins de cálculo, a depreciação se inicia 
quando o bem estiver disponível para uso em condições plenas de funcio-
namento e se encerra quando o bem for baixado ou transferido para o Ativo 
Circulante como mantido para venda.
Fonte: o autor.
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Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos 
passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da 
entidade capazes de gerar benefícios econômicos (CFC, 2011).
Portanto, o passivo é composto por dívidas que devem ser pagas aos credores, 
independentemente do resultado do negócio. 
De outra forma, o Patrimônio Líquido – que também representa origem de 
recursos, mas não pode ser considerado uma dívida (ou passivo), pois depende 
do resultado do negócio e da saída de recursos para sua liquidação – aconte-
cerá somente em caso de dissolução da sociedade. “Patrimônio Líquido é o 
interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus pas-
sivos” (CFC, 2011).
Quadro 2 - Balanço Patrimonial - Lado direito
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO x3 x2 x1
Passivo Circulante 2.924.425 2.859.611 2.820.630
Empréstimos e Financiamentos 980.727 568.220 591.051
Fornecedores 1.522.038 1.885.251 1.784.902
Obrigações Sociais e Trabalhistas 181.837 150.419 164.739
Obrigações Fiscais 31.642 29.497 44.008
Partes Relacionadas 94.109 110.186 143.082
Outras Contas a Pagar 114.072 116.038 92.848
Passivo Não Circulante 1.551.292 2.035.750 1.682.275
Fornecedores 519.234 550.910 315.866
Empréstimos e Financiamentos 773.305 1.254.830 1.120.184
Outras Obrigações 258.753 230.010 246.225
Patromônio Líquido 696.308 662.212 754.467
Capital Social 606.505 606.505 606.505
Reservas de Capital 17.914 14.567 10.103
Reservas de Lucro 76.400 52.342 159.316
Outros Resultados Abrangentes 1.386 -1.628 -1.262
(-) Ações em Tesouraria -5.897 -9.574 -20.195
TOTAL DO PASSIVO + 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
5.172.025 5.557.573 5.257.372
Fonte: o autor.
Balanço Patrimonial
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Passivo Circulante
No Passivo Circulante são classificadas as dívidas a pagar a curto prazo, isso 
quer dizer: vencíveis ou exigíveis no período de até 12 meses da data de elabo-
ração das demonstrações. Exemplificando: os valores que constarem no Passivo 
Circulante no Balanço Patrimonial elaborado em 31/12/2017 são dívidas com 
vencimento até 31/12/2018.
O Passivo Circulante pode ser classificado em quatro subgrupos: 
 ■ Obrigações por Financiamento:
 ■ Recursos obtidos junto às instituições financeiras.
 ■ Obrigações por Funcionamento:
 ■ Valor das compras de materiais e mercadorias para pagamento a prazo.
 ■ Consumo de água, luz e outros a serem pagos no período seguinte.
 ■ Aluguel de espaço utilizado no período que será pago no mês seguinte.
 ■ Outros equivalentes.
 ■ Obrigações Trabalhistas e Sociais:
 ■ Salários a pagar.
 ■ Encargos (INSS e FGTS) a pagar.
 ■ Outras obrigações trabalhistas e sociais. 
 ■ Obrigações Fiscais:
 ■ Impostos a recolher.
 ■ Imposto de renda a pagar.
 ■ Contribuições a pagar.
 ■ Outras obrigações fiscais.
 ■ Provisões:
 ■ Provisão para o 13º salário.
 ■ Provisão para as férias.
Mais à frente, vamos classificar os valores do Passivo Circulante em Financeiro 
e Operacional. 
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Passivo não Circulante
Neste grupo de contas são registradas as dívidas com vencimento após o perí-
odo de 12 meses, posteriormente à elaboração das demonstrações. Portanto, os 
valores que constarem como Passivo Não Circulante no Balanço Patrimonial de 
31/12/2017 são dívidas com vencimento a partir de 01/01/2019.
Os subgrupos que formam o Passivo Não Circulante são os mesmos que 
compõem o Passivo Circulante; a diferença está no vencimento da dívida. Se 
a empresa comprar mercadorias a prazo, com vencimento até 365 dias após a 
elaboração das demonstrações, deverá constar como Fornecedores no Passivo 
Circulante. No entanto, se a mesma mercadoria for comprada com um prazo de 
367 dias ou mais, deverá constar como Fornecedores no Passivo Não Circulante.
O valor mais representativo do Passivo Não Circulante, normalmente, refe-
re-se a Empréstimos e Financiamentos, pois não é comum compras com mais 
de 12 meses para pagar.
A cada período, uma parte da dívida a longo prazo deve ser reclassificada 
para o Passivo Circulante, por passar a ser de curto prazo. Por isso, os pagamen-
tos são feitos no circulante, salvo se houver uma liquidação antecipada.
Patrimônio Líquido
O Patrimônio Líquido representa 
os recursos próprios da empresa, ou 
seja, aqueles valores remanescentes 
de suas atividades que pertencem aos 
seus sócios. Exatamente pelo pertenci-
mento desses valores aos proprietários 
das entidades, tal patrimônio também 
é conhecido como Capital Próprio ou 
Obrigações não Exigíveis. É como se 
uma empresa (pessoa jurídica) tivesse 
uma dívida com os seus sócios (pessoas físicas), mas, uma vez que essa empresa 
pertence a seus sócios, não podemos considerar dívidas, pois estes não poderão 
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exigir os recursos de volta, haja vista que tal prática representaria a dissolução 
da sociedade (não existe sociedade sem sócios, nem empresa sem dono).
As contas pertencentes ao Patrimônio Líquido estão distribuídas nos seguin-
tes grupos:
 ■ Capital social.
 ■ Reservas de capital.
 ■ Reservas de lucros.
 ■ Ações em tesouraria.
 ■ Prejuízos acumulados.
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS
O resultado de uma empresa deve ser demonstrado de acordo com as nor-
mas brasileiras de contabilidade. O resultado da atividade empresarial deve ser 
demonstrado na Demonstração do Resultado do Período, mas, em algumas 
empresas, existem Outros Resultados Abrangentes; neste caso, é necessário publi-
car, também, a Demonstração do Resultado Abrangente.
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IU N I D A D E26
A maioria das pequenas e médias empresas não têm outros resultados abran-
gentes; neste caso, o resultado apurado na Demonstração do Resultado do Período 
será igual ao resultado apurado na Demonstração do Resultado Abrangente. 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO
A Demonstração do Resultado do Período, como o próprio nome já evidencia, 
tem a função primordial de apresentar a situação econômica de uma institui-
ção, seja Lucro ou Prejuízo. Trata-se de um relatório contábil apurado de forma 
vertical, por meio do qual são deduzidas,das vendas brutas da empresa, todas 
as estimativas pertinentes (custos e despesas) para apurar o resultado líquido. 
Quadro 3 - Demonstração do Resultado do Período 
APURAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO x3 x2 x1
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 9.204.103 8.872.845 9.692.286
(-) Custos das Vendas -6.379.561 -6.369.372 -7.066.328
(=) LUCRO BRUTO 2.824.542 2.503.473 2.625.958
(-) DESPESAS / RECEITAS OPERACIONAIS -2.457.883 -2.194.264 -2.165.359
Despesas com Vendas -1.523.575 -1.711.504 -1.737.443
Despesas Gerais e Administrativas -945.896 -431.100 -417.997
Depreciação e Amortização -72.372 -155.795 -136.443
Resultado de Equivalência Patrimonial 61.708 88.948 102.010
Outras Despesas/Receitas Operacionais 22.252 15.187 24.514
(=) RESULT. OPERAC. ANTES RES. FINANCEIRO 366.659 309.209 460.599
(+) Receitas Financeiras 111.495 145.359 124.982
(-) Despesas Financeiras -349.024 -435.264 -296.548
(=) RESULTADO OPERAC. ANTES IRPJ/CSLL 129.130 19.304 289.033
(-) Imposto de Renda sobre Lucro -13.451 -7.331 -52.730
(-) Contribuição Social sobre Lucro Líquido -8.070 -4.214 -24.766
(=) RESULT. LÍQ. DAS OPER. CONTINUADAS 107.609 7.759 211.537
(=/-) Result. Líq. das Operações Descontinuadas
(=/-) Resultado Líq. Mensuração ao Valor Justo
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 107.609 7.759 211.537
Fonte: o autor.
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A gestão empresarial utiliza o resultado, seja bruto, operacional ou líquido, 
como forma de avaliar o desempenho dos gestores. O resultado líquido tam-
bém servirá de base para o cálculo do retorno dos ativos totais e o retorno do 
investimento dos sócios.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
A NBC TG 26 (R4) – Apresentação das Demonstrações Contábeis, que define 
sobre as características das demonstrações contábeis – deixa claro sobre as ter-
minologias corretas para demonstrar a situação econômica de uma entidade. 
Vamos ver algumas delas (CFC, 2016a):
Resultado abrangente é a mutação que ocorre no patrimônio 
líquido durante um período que resulta de transações e outros 
eventos que não derivados de transações com os sócios na sua 
qualidade de proprietários. Resultado abrangente compreende 
todos os componentes da “demonstração do resultado” e da 
“demonstração dos outros resultados abrangentes”.
Resultado do período é o total das receitas deduzido das des-
pesas, exceto os itens reconhecidos como outros resultados 
abrangentes no patrimônio líquido.
Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e 
despesa (incluindo ajustes de reclassificação) que não são reco-
nhecidos na demonstração do resultado como requerido ou 
permitido pelas normas, interpretações e comunicados técni-
cos emitidos pelo CFC. Os componentes dos outros resultados 
abrangentes incluem:
a. variações na reserva de reavaliação quando permitidas 
legalmente (ver a NBC TG 27 – Ativo Imobilizado e a 
NBC TG 04 – Ativo Intangível);
b. ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com 
benefício definido reconhecidos conforme item 93A 
da NBC TG 33 – Benefícios a Empregados;
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IU N I D A D E28
c. ganhos e perdas derivados de conversão de demons-
trações contábeis de operações no exterior (ver a NBC 
TG 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e 
Conversão de Demonstrações Contábeis);
d. ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros 
disponíveis para venda (ver a NBC TG 38 – Instrumen-
tos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração); 
e. efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumen-
tos de hedge em hedge de fluxo de caixa (ver também 
a NBC TG 38).
Deste modo, podemos dizer que: 
[...] a demonstração do resultado e outros resultados abrangentes (de-
monstração do resultado abrangente) devem apresentar, além das se-
ções da demonstração do resultado e de outros resultados abrangentes:
a. o total do resultado (do período);
b. total de outros resultados abrangentes;
c. resultado abrangente do período, sendo o total do resultado e de 
outros resultados abrangentes (CFC, 2016a).
Como no item anterior, já temos a Demonstração do Resultado que deduziu os 
custos e despesas das receitas para apurar o resultado (lucro) líquido do período 
(R$107.609,00 em x3). Vamos agora, na Demonstração do Resultado Abrangente, 
partir desse lucro já apurado e adicionar detalhadamente os Outros Resultados 
Abrangentes (R$1.386,00 em x3), para chegarmos ao Resultado Abrangente do 
Período (R$108.995 em x3).
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Quadro 4 - Demonstração do Resultado Abrangente
APURAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE x3 x2 x1
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 107.609 7.759 211.537
OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES 1.386 -1.628 -1.262
Variações na reserva de reavaliação
Ganhos e perdas atuariais em planos de 
pensão
Ganhos e perdas derivados de conversão 
de demonstrações contábeis de opera-
ções no exterior
Ganhos e perdas na remensuração de 
ativos financeiros disponíveis para venda
1.386 -1.628 -1.262
Ativos Financeiros disponíveis para a venda 
provinientes de investimento de período 
anterior.
-2.959 -2.103 -2.740
Efeitos Fiscais Ativos Financeiros disponíveis 
para a venda provenientes de investimento 
de período anterior.
1.331 841 1.096
Ativos Financeiros disponíveis para a venda 
provenientes de investimento do período.
5.480 -856 637
Efeitos Fiscais Ativos Financeiros disponíveis 
para a venda provenientes de investimento 
do período.
-2.466 490 -255
Parcela efetiva de ganhos ou perdas 
advindos de instrumentos de hedge em 
operação de hedge de fluxo de caixa.
(=) RESULT. ABRANGENTE DO PERÍODO 108.995 6.131 210.275
Fonte: o autor.
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OUTRAS DEMONSTRAÇÕES
Todas as demonstrações são igualmente importantes para comunicar a situa-
ção geral da empresa aos usuários das informações. Neste material de estudo, 
no entanto, a ênfase dada é maior ao Balanço Patrimonial e as Demonstrações 
de Resultado, pois são elas que embasam a análise econômica-financeira – 
objeto deste estudo – isto não quer dizer que o analista deva desprezar as outras 
demonstrações, muito ao contrário, para fazer um boa análise, o analista deve 
considerar todas as demonstrações, inclusive as Notas Explicativas e outras infor-
mações subjetivas adicionais.
Vamos, aqui, rever os conceitos de algumas outras demonstrações, sem, no 
entanto, explorar o aspecto prático das mesmas. Então temos:
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO - DMPL
É a demonstração que vai comunicar aos usuários o que ocorreu com as con-
tas que compõem o Patrimônio Líquido, para que o saldo do início do período 
Outras Demonstrações
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mudasse para o saldo do final do período. Em outras palavras, quais foram as 
mudanças (mutações) que ocorreram durante o período que motivaram a alte-
ração do saldo das contas.
Como já vimos, as principais contas (ou subgrupos de contas) do Patrimônio 
Líquido são:
 ■ Capital social;
 ■ Reservas de capital;
 ■ Reservas de lucros;
 ■ Ações em tesouraria;
 ■ Prejuízos acumulados;
Então, são as mutações dos saldos dessas contas que a DMPL deve mostrar. 
Somente para exemplificar, no Balanço Patrimonial que estamos utilizando, 
temos os seguintes saldos das contas do Patrimônio Líquido:
Quadro 5 - Patrimônio Líquido
Subgrupos x3 x2 x1
Capital Social 606.505 606.505 606.505
Reservas de Capital 17.914 14.567 10.103Reservas de Lucro 76.400 52.342 159.316
Outros Resultados Abrangentes 1.386 -1.628 -1.262
(-) Ações em Tesouraria -5.897 -9.574 -20.195
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 696.308 662.212 754.467
Fonte: o autor.
A DMPL, de acordo com o item 106 da NBC TG26(R4), deve conter as seguin-
tes informações (CFC, 2016a):
a. o resultado abrangente do período, apresentando separada-
mente o montante total atribuível aos proprietários da entidade 
controladora e o montante correspondente à participação de 
não controladores;
b. para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da 
aplicação retrospectiva ou da reapresentação retrospectiva, 
reconhecidos de acordo com a NBC TG 23;[...]
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d. para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação do 
saldo no início e no final do período, demonstrando-se sepa-
radamente as mutações decorrentes:
i. do resultado líquido;
ii. de cada item dos outros resultados abrangentes;
iii. de transações com os proprietários realizadas na condição de pro-
prietário, demonstrando separadamente suas integralizações e as 
distribuições realizadas, bem como modificações nas participações 
em controladas que não implicaram perda do controle.
Segue um exemplo de DMPL:
Quadro 6 - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Eventos/Contas
Capital Social 
integralizado
Reservas 
de 
Capital
Reservas 
de 
Lucro
Preju. 
Acum.
Outros 
Resultados 
Abrangentes
Ações em 
Tesouraria
Total do 
Patrimônio 
Líquido
Saldos em 
01/01/x2
606.505 10.103 159.316 0 -1.262 -20.195 754.467
Aumento de 
Capital
0
Ações em 
Tesouraria 
Adquiridas
33.272 33.272
Ações em 
Tesouraria 
Vendidas
-22.651 -22.651
Dividendo 0
Outros Resul-
tados Abran-
gentes
-366 -366
Lucro Líquido 
do Período
107.609 107.609
Utilização das 
Reservas
-214.583 -214.583
Constituição de 
Reservas
4.464 4.464
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Saldos em 
31/12/x2
606.505 14.567 52.342 0 -1.628 -9.574 662.212
Aumento de 
Capital
0
Ações em 
Tesouraria 
Adquiridas
18.690 18.690
Ações em 
Tesouraria 
Vendidas
-15.013 -15.013
Dividendo 0
Outros Resul-
tados Abran-
gentes
3.014 3.014
Lucro Líquido 
do Período
7.759 7.759
Constituição de 
Reservas
3.347 16.229 19.646
Saldos em 
31/12/x3
606.505 17.914 76.400 0 1.386 -5.897 696.308
Fonte: o autor.
Considerando o nosso PL, na coluna do Capital Social Integralizado, temos o 
valor de 606.505 na linha “Saldos em 01/01/x2”, “Saldos em 31/12/x2” e na linha 
“Saldos em 31/12/x3”, pois não houve mutação nesta conta, mas na coluna da 
Reserva de Capital, na linha “Saldos em 01/01/x2”, temos 10.103, que alterou 
para 14.567 no final de x2 e para 17.914 no final de x3, essas mutações devem a 
aumentos ou reduções das reservas durante os períodos.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - DFC
A Demonstração do Fluxo de Caixa tem o objetivo de evidenciar as saídas e entra-
das de recursos no caixa da empresa e mostrar o resultado desse fluxo.
A DFC deve ser elaborada classificando as atividades em três grandes áreas:
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
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I. Atividades Operacionais
São as movimentações dos fluxos de caixa oriundas do resultado líquido apu-
rado com base nas receitas, custos e despesas decorrentes da industrialização, 
comercialização ou prestação de serviços da empresa.
II. Atividades de Investimento
São as saídas de recursos dos gastos referentes a aumento no Ativo Não Circulante, 
seja nos recebíveis a longo prazo ou nos investimentos, imobilizado ou Intangível. 
Também mostra as entradas oriundas das vendas dos ativos não circulantes.
III. Atividades de Financiamento
São as entradas dos recursos oriundos de aumento nas contas de Empréstimos e 
Financiamentos a Curto e Longo Prazo, as outras contas do Passivo Não Circulante 
e todas as entradas oriundas de aumento do Patrimônio Líquido. Também mos-
tra as saídas que correspondem à amortização das dívidas pagas a terceiros e os 
dividendos e distribuição de lucros aos sócios ou acionistas.
O item 111 da NBC TG26(R4) diz que:
[...] a informação sobre fluxos de caixa proporciona aos usuários das 
demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade da enti-
dade para gerar caixa e seus equivalentes e as necessidades da entidade 
para utilizar esses fluxos de caixa (CFC, 2016a).
A NBC TG 03 (R3) – Demonstração dos Fluxos de Caixa – define detalhada-
mente as características de cada grupo de atividades (CFC, 2016b). Nesta norma 
contábil, também vemos que podemos utilizar o método direto ou indireto para 
elaboração da DFC:
Método Direto: segundo o qual as principais classes de recebimentos bru-
tos e pagamentos brutos são divulgadas.
Método Indireto: segundo o qual o lucro líquido ou o prejuízo é ajustado 
pelos efeitos de transações que não envolvem caixa, pelos efeitos de quaisquer 
diferimentos ou apropriações por competência sobre recebimentos de caixa ou 
Outras Demonstrações
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pagamentos em caixa operacionais, passados ou futuros, e pelos efeitos de itens 
de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das atividades de investi-
mento ou de financiamento.
Como não temos embasamento para elaboração da DFC, se considerarmos 
o que estudamos até agora, ficariam muitos itens sem preenchimento. Por isso, 
retratamos, a seguir, os modelos da DFC método direto e DFC método indireto:
Quadro 7 - Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método direto
Atividades Operacionais
Recebimento de clientes
Pagamentos a fornecedores e empregados
Caixa gerado pelas operações
Juros Pagos
Imposto de renda e contribuição social pagos
Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos
Atividades de Investimento
Compra de ativo imobilizado
Recebimento de venda de ativo imobilizado
Juros recebidos
Dividendos recebido
Atividades de Financiamento
Recebimento pela emissão de ações
Recebimento por empréstimo a longo prazo
Pagamento de passivo por arrendamento
Dividendos pagos
Aumento líquido das disponibilidades
Caixa e equivalentes de caixa no início do período
Caixa e equivalentes de caixa no fim do período
Fonte: o autor.
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Quadro 8 - Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método indireto
Atividades Operacionais
Lucro Líquido antes do IR e CSLL
Itens de ajustes do Lucro líquido:
Depreciação
Perda Cambial
Resultado de equivalência patrimonial
Despesas de Juros
Aumento nas contas a receber
Diminuição nos estoques
Diminuição nas contas a pagar
Caixa gerado pelas operações
Juros Pagos
Imposto de renda e contribuição social pagos
Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos
Atividades de Investimento
Compra de ativo imobilizado
Recebimento de venda de ativo imobilizado
Juros recebidos
Dividendos recebidos
Atividades de Financiamento
Recebimento pela emissão de ações
Recebimento por empréstimo a longo prazo
Pagamento de passivo por arrendamento
Dividendos pagos
Aumento líquido das disponibilidades
Caixa e equivalentes de caixa no início do período
Caixa e equivalentes de caixa no fim do período
Fonte: o autor.
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DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA
O Valor Adicionado representa a riqueza criadapela empresa, de forma geral 
medida pela diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de ter-
ceiros. A DVA, além de demonstrar o Valor Adicionado, também demonstra a 
forma de distribuição do Valor Adicionado.
Ela está baseada na macroeconomia, apresenta a contribuição que a enti-
dade dá para a formação do Produto Interno Bruto (PIB), toma como base as 
receitas da entidade, deduzindo delas os insumos adquiridos de terceiros que 
são vendidos ou consumidos; a diferença é o Valor Adicionado pela entidade. 
O item 9 da NBC TG 09 – Demonstração do Valor Adicionado –, aprovada 
pela Resolução CFC nº 1.138/08 (CFC, 2008), com alterações aprovadas pela 
Resolução CFC nº 1.162/09 (CFC, 2009), define alguns termos utilizados na DVA:
Valor adicionado representa a riqueza criada pela empresa, 
de forma geral medida pela diferença entre o valor das vendas 
e os insumos adquiridos de terceiros. Inclui também o valor 
adicionado recebido em transferência, ou seja, produzido por 
terceiros e transferido à entidade.
Receita de venda de mercadorias, produtos e serviços repre-
senta os valores reconhecidos na contabilidade a esse título 
pelo regime de competência e incluídos na demonstração do 
resultado do período. 
Outras receitas representam os valores que sejam oriundos, 
principalmente, de baixas por alienação de ativos não-cir-
culantes, tais como resultados na venda de imobilizado, de 
investimentos, e outras transações incluídas na demonstração 
do resultado do exercício que não configuram reconhecimento 
de transferência à entidade de riqueza criada por outras enti-
dades.[...]
Insumo adquirido de terceiros representa os valores relati-
vos às aquisições de matérias-primas, mercadorias, materiais, 
energia, serviços etc., que tenham sido transformados em des-
pesas do período. Enquanto permanecerem nos estoques, não 
compõem a formação da riqueza criada e distribuída. 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E38
Depreciação, amortização e exaustão representam os valores 
reconhecidos no período e normalmente são utilizados para 
conciliação entre o fluxo de caixa das atividades operacionais 
e o resultado líquido do exercício. 
Valor adicionado recebido em transferência representa a 
riqueza que não tenha sido criada pela própria entidade, e 
sim por terceiros, e que a ela é transferida, como por exemplo 
receitas financeiras, de equivalência patrimonial, dividendos, 
aluguel, royalties etc. Precisa ficar destacado, inclusive para 
evitar dupla-contagem em certas agregações (CFC, 2008).
Na primeira parte, a DVA apresenta de forma detalhada a riqueza criada pela 
entidade. Na segunda parte apresenta, também de forma detalhada, a distribui-
ção da riqueza criada.
Como não temos todas as informações para elaboração da DVA, vamos 
mostrar, a seguir, o seu modelo:
Quadro 9 - Demonstração do Valor Adicionado
(1) RECEITAS
Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços
Provisão para créditos duvidosos
Outras Receitas e Outras Despesas Não Operacionais
(2) INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
Custos dos Produtos das Mercadorias e Serviços Vendidos
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
Perda/Recuperação de Ativos
Outros
(3) VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
(4) RETENÇÕES
Depreciação, amortização e exaustão
(5) VALOR ADIC. LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
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(6) VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
Resultado de equivalência patrimonial
Receitas financeiras
Outros
(7) VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
(8) DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Pessoal e encargos
Remuneração Direta
Benefícios
FGTS
Impostos, Taxas e Contribuições
Federais
Estaduais
Municipais
Remuneração de Capital de Terceiros
Juros
Aluguéis
Outros
Remuneração de Capital Próprio
Juros sobre capital próprio
Dividendos
Lucros retidos/Prejuízo do período
Fonte: o autor.
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E40
ADEQUAÇÕES PARA ANÁLISE
As demonstrações contábeis publicadas precisam ser ajustadas para que a análise 
seja feita. Isto porque as demonstrações são padronizadas por lei para atender 
ao interesse do usuário externo, seguindo normas contábeis. No entanto, para 
fins de análise, é necessário deixar as demonstrações com informações adequa-
das para que os índices sejam confiáveis.
As informações são reagrupadas para melhorar a eficiência das demonstra-
ções e a eficácia da análise. A inexistência da reclassificação pode fazer com que 
a análise fique distorcida em alguns índices importantes para a compreensão 
da situação geral da empresa. A adequação para análise também é chamada de 
padronização e tem como objetivo simplificar o trabalho do analista.
Quando o analista quer fazer a análise dinâmica do capital, um ajuste obri-
gatório é a classificação do ativo e passivo circulante em financeiro e operacional. 
Neste material de estudo, este ajuste foi feito, pois na Unidade V faremos essa 
análise. 
Os outros ajustes mais recomendados se referem a valores que, de acordo com 
a percepção do analista, precisam ser retirados das demonstrações. Considerando 
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que o analista observe que nas contas a receber de clientes tem um valor ven-
cido, com pequenas possibilidades de recebimento, ele pode decidir pela exclusão 
deste valor dos ativos, pois o que não vai trazer benefícios futuros para a enti-
dade não pode constar nos ativos. 
Outro ponto de atenção dos analistas está na Demonstração do Resultado. 
Caso as despesas e receitas financeiras estejam fazendo parte do resultado ope-
racional, é necessário ajustar para considerar como não operacional, já que 
uma empresa tem despesas financeiras por necessidade de capital e tem recei-
tas financeiras por sobras de capital; nem uma coisa e nem outra são inerentes 
às atividades operacionais da empresa.
Para fazer ajustes diminuindo ativos, por considerar valores perdidos, é neces-
sário ajustar, também, o Patrimônio Líquido. Para exemplificar, suponhamos, 
como único ajuste, que R$15.000,00 a receber de clientes sejam considerados per-
didos. Então, do valor de R$ 419.616,00, diminuímos R$15.000,00, ficando como 
saldo da conta Clientes o valor de R$ 404.616,00. Ao considerarmos a perda de 
ativos, temos que diminuir o valor do Patrimônio Líquido, pois os recursos dos 
sócios serão menores. Para isso, criamos a conta Ajustes para fins de análise; 
assim, o total do PL passará de R$ 696.308,00 para R$ 681.308,00 com a redu-
ção do valor de R$15.000,00. A nova situação do Balanço Patrimonial é o que 
consta na coluna “Ajustado”.
Seguem as demonstrações Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado 
do Período, somente com o ano X3, no formato específico para adequações. 
Quadro 10 - Balanço Patrimonial - Lado esquerdo - Ajustes
ATIVO
X3
PUBLICADO AJUSTES AJUSTADO
Ativo Circulante 2.963.415 -15.000 2.948.415
Caixa e Equivalentes 202.452 202.452
Títulos e Valores Mobiliários 566.954 566.954
Partes relacionadas 51.078 51.078
Clientes 419.616 -15.000 404.616
Estoques 1.336.954 1.336.954
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E42
Tributos a Recuperar 291.719 291.719
Outros Ativos Circulantes 94.642 94.642
Ativo Não Circulante 2.208.610 0 2.208.610
Realizável a Longo Prazo 745.925 745.925
Investimentos 439.669 436.669
Imobilizado 558.193 558.193
Intangível 464.823 464.823
TOTAL DO ATIVO 5.172.025 -15.0005.157.025
Fonte: o autor.
Quadro 11 - Balanço Patrimonial - Lado direito - Ajustes
PASSIVO E PATR. LÍQUIDO
X3
PUBLICADO AJUSTES AJUSTADO
Passivo Circulante 2.924.425 0 2.924.425
Empréstimos e Financiamentos 980.727 980.727
Partes relacionadas 94.109 94.109
Fornecedores 1.522.038 1.522.038
Obrigações Sociais e Trabalhistas 181.837 181.837
Obrigações Fiscais 31.642 31.642
Outras Contas a Pagar 114.072 114.072
Passivo Não Circulante 1.551.292 0 1.551.292
Fornecedores 519.234 519.234
Empréstimos e Financiamentos 773.305 773.305
Outras Obrigações 258.753 258.753
Patrimônio Líquido 696.308 -15.000 681.308
Capital Social 606.505 606.505
Reservas de Capital 17.914 17.914
Reservas de Lucro 76.400 76.400
Outros Resultados Abrangentes 1.386 1.386
(-) Ações em Tesouraria -5.897 -5.897
Ajustes para fins de análise 0 -15.000 -15.000
TOTAL DO PASSIVO + PATR. LÍQUIDO 5.172.025 -15.000 5.157.025
Fonte: o autor.
Adequações para Análise
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Na Demonstração do Resultado do Período, já temos o Resultado Operacional 
antes das despesas e receitas financeiras. Por isso, não faremos nenhum ajuste 
para fins de análise.
Quadro 12 - Demonstração do Resultado do Período
APURAÇÃO DO RESULTADO
X3
PUBLICADO AJUSTES AJUSTADO
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 9.204.103 9.204.103
(-) Custos das Vendas -6.379.561 -6.379.561
(=) LUCRO BRUTO 2.824.542 0 2.824.542
(-) DESPESAS/RECEITAS OPERAC. -2.457.883 0 -2.457.883
Despesas com Vendas -1.523.575 -1.523.575
Despesas Gerais e Administrativas -945.896 -945.896
Depreciação e Amortização -72.372 -72.372
Resultado de Equivalência Patrimonial 61.708 61.708
Outras Despesas/Receitas Operacionais 22.252 22.252
(=) RESULT. OPERAC. ANTES RES. FINANC. 366.659 0 366.659
(+) Receitas Financeiras 111.495 111.495
(-) Despesas Financeiras -349.024 -349.024
(=) RESULTADO OPERAC. ANTES IRPJ/CSLL 129.130 0 129.130
(-) Imposto de Renda sobre Lucro -13.451 -13.451
(-) Contribuição Social sobre Lucro Líquido -8.070 -8.070
(=) RESULT. LÍQUIDO DAS OPER. CONTINUA. 107.609 0 107.609
(=/-) Result. Líq. das Operações Descontin. 0
(=/-) Result. Líq. Mensuração ao Valor Justo 0
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 107.609 0 107.609
Fonte: o autor.
Fizemos e demonstramos como fazer um ajuste de redução de valor de uma 
conta do ativo e seu reflexo no Patrimônio Líquido. Nas próximas unidades, ao 
utilizarmos as técnicas de análise, vamos considerar as demonstrações sem ade-
quações, com o intuito de que todos os estudantes cheguem ao mesmo resultado 
e possam acompanhar e entender os índices, pois se aprofundássemos nas ade-
quações, provavelmente cada um teria um resultado diferente.
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E44
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Iniciamos os estudos sobre a análise das demonstrações financeiras ou contá-
beis, revimos, nesta unidade, diversos conceitos das demonstrações financeiras e 
como adequá-las para fins de análise. Para que você possa compreender melhor 
as demonstrações, além dos conceitos, utilizamos demonstrações para que na 
prática o aprendizado se complete. Na contabilidade, utilizamos os fatos contá-
beis como matéria-prima. Estes fatos são processados de acordo com as normas 
contábeis para chegarmos ao produto final da contabilidade: as demonstrações 
ou relatórios contábeis, que visam evidenciar a situação financeira, patrimonial 
e econômica de uma organização empresarial.
Com o estudo cuidadoso dos conteúdos desta unidade, você percebeu a 
importância das demonstrações: elas devem proporcionar informações rele-
vantes e fidedignas sobre a situação patrimonial - ativos, passivos e patrimônio 
líquido - e sobre a situação econômica - receitas, custos, despesas e o resultado 
do período -, tendo em vista que a utilização das demonstrações são feitas por 
diversos usuários, cada um com o seu objetivo.
Seja você um futuro profissional contábil ou não, deve entender que todos 
os gestores precisam conhecer as demonstrações financeiras, pois somente assim 
poderão tomar decisões assertivas na gestão empresarial. Por isso, afirmamos 
mais uma vez, sem medo de errar, que a contabilidade, as demonstrações e a 
análise das demonstrações não são temas restritos aos estudantes e profissio-
nais da contabilidade, mas destina-se a todos os gestores, principalmente os da 
área financeira, os quais devem compreender as demonstrações para fazerem a 
interpretação e análise correta da situação financeira, patrimonial e econômica.
A partir da próxima unidade deste livro, vamos iniciar na prática a análise 
das demonstrações com base nas informações financeiras, patrimoniais e eco-
nômicas que aqui estudamos.
Vamos em frente. 
45 
1. O Balanço Patrimonial é uma demonstração financeira obrigatória, segundo a 
Lei 6.404/76 – Lei das Sociedades por Ações (BRASIL, 1976) – com alterações pos-
teriores que correspondem a um dos relatórios mais importantes no processo 
decisório, podendo ser comparado, de forma figurativa, à “fotografia” de uma 
empresa em uma determinada data. Escolha a alternativa que descreve ade-
quadamente os grupos de contas do passivo.
a) Circulante, Não Circulante e Patrimônio Líquido.
b) Circulante, Realizável a Longo Prazo e Patrimônio Líquido.
c) Circulante, Não Circulante e Capital Social.
d) Circulante e Não Circulante.
e) Circulante e Realizável a Longo Prazo.
2. O passivo representa origens de recursos de terceiros para a atividade empresa-
rial; portanto, são as dívidas que a empresa tem com pessoas que estão fora da 
sociedade, mas que também contribuem com a atividade. Um grupo importante 
de recursos são os obtidos junto às instituições financeiras. Sobre esses recursos, 
analise as afirmações a seguir: 
I- Estes recursos estão no Balanço Patrimonial com o nome de fornecedores.
II- São chamados no Balanço Patrimonial de empréstimos e financiamentos.
III- Podem aparecer no Passivo Circulante e no Passivo Não Circulante.
IV- Estão no grupo Realizável a Longo Prazo no lado esquerdo do Balanço Pa-
trimonial.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas I e II estão corretas.
b) Apenas II e III estão corretas.
c) Apenas I está correta.
d) Apenas II, III e IV estão corretas.
e) Nenhuma das alternativas está correta.
3. O Balanço Patrimonial reflete a posição da estrutura patrimonial em determi-
nada data. É um relatório que informa a situação dos elementos patrimoniais 
do ativo, passivo e patrimônio líquido. Podemos defini-lo como a representação 
estática do patrimônio de uma entidade. Sobre o conceito de Passivo, analise as 
afirmações a seguir e assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F):
46 
( ) É um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos pas-
sados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a 
entidade.
( ) É o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todas 
as dívidas, são os recursos dos sócios investidos no negócio, é a soma do investi-
mento inicial com os resultados da atividade.
( ) É uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, 
cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes 
de gerar benefícios econômicos.
Assinale a alternativa correta:
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) F, F, V.
d) V, F, V.
e) F, F, F.
4. A NBC TG 26 (R4) – Apresentação das Demonstrações Contábeis, que define so-
bre as características das demonstrações contábeis – deixa claro sobre as ter-
minologias corretas para demonstrar a situação econômica de uma entidade. 
Descreva Resultado do Período, Outros Resultados Abrangentes e Resulta-
do Abrangente.
5. Esta demonstração evidencia a riqueza criada pela empresa, de forma geral me-
dida pela diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de ter-
ceiros e também demonstra a formade distribuição dessa riqueza. Sobre qual 
demonstração o excerto se refere?
a) DFC.
b) DRA.
c) DMPL.
d) DRP.
e) DVA.
6. As demonstrações contábeis publicadas são padronizadas por lei para atender 
ao interesse do usuário externo, seguindo normas contábeis, são também audi-
tadas, e o relatório da auditoria e as notas explicativas também fazem parte das 
demonstrações publicadas. Descreva a adequação das demonstrações para 
fins de análise. 
Material Complementar
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todas as Sociedades
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orientar as empresas e profissionais da contabilidade sobre 
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Contabilidade Avançada, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Internacional e Estrutura e Análise 
de Balanços dos cursos de Ciências Contábeis e Administração. Leitura de relevância profissional 
para consulta e atualização.
Comentário: considerada a publicação mais importante no meio contábil, pois traz em uma única 
obra todas as normatizações sobre a contabilidade no Brasil.
O objetivo da NBC TG 26 (R4) é definir a base para a apresentação das demonstrações 
contábeis e estabelecer requisitos gerais para a apresentação das demonstrações contábeis, 
diretrizes para a sua estrutura e os requisitos mínimos para seu conteúdo. 
Para saber mais sobre o assunto, acesse o conteúdo disponível em: <http://www1.cfc.org.br/
sisweb/SRE/docs/NBCTG26R4.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2017. 
48 
Nesta unidade de estudo, verificamos a estrutura das demonstrações contábeis. Considero 
importante, neste momento, você fazer novamente a leitura da NBC TG ESTRUTURA 
CONCEITUAL, aprovada pela Resolução CFC nº 1.374/11, principalmente os itens a seguir, 
que tratam sobre as características da informação contábil financeira.
Características qualitativas da informa-
ção contábil-financeira útil
QC4. Se a informação contábil-financeira 
é para ser útil, ela precisa ser relevante e 
representar com fidedignidade o que se 
propõe a representar. A utilidade da infor-
mação contábil-financeira é melhorada se 
ela for comparável, verificável, tempestiva 
e compreensível.
Características qualitativas fundamentais
QC5. As características qualitativas funda-
mentais são relevância e representação 
fidedigna.
Relevância
QC6. Informação contábil-financeira rele-
vante é aquela capaz de fazer diferença nas 
decisões que possam ser tomadas pelos 
usuários. A informação pode ser capaz de 
fazer diferença em uma decisão mesmo no 
caso de alguns usuários decidirem não a 
levar em consideração, ou já tiver tomado 
ciência de sua existência por outras fontes.
QC7. A informação contábil-financeira é 
capaz de fazer diferença nas decisões se 
tiver valor preditivo, valor confirmatório 
ou ambos.
QC8. A informação contábil-financeira tem 
valor preditivo se puder ser utilizada como 
dado de entrada em processos emprega-
dos pelos usuários para predizer futuros 
resultados. A informação contábil-finan-
ceira não precisa ser uma predição ou uma 
projeção para que possua valor preditivo. A 
informação contábil-financeira com valor 
preditivo é empregada pelos usuários ao 
fazerem suas próprias predições.
QC9. A informação contábil-financeira 
tem valor confirmatório se retro-alimen-
tar – servir de feedback – avaliações prévias 
(confirmá-las ou alterá-las).
QC10. O valor preditivo e valor confirmató-
rio da informação contábil-financeira estão 
inter-relacionados. A informação que tem 
valor preditivo muitas vezes também tem 
valor confirmatório. Por exemplo, a infor-
mação sobre receita para o ano corrente, 
a qual pode ser utilizada como base para 
predizer receitas para anos futuros, tam-
bém pode ser comparada com predições de 
receita para o ano corrente que foram feitas 
nos anos anteriores. Os resultados dessas 
comparações podem auxiliar os usuários a 
corrigirem e a melhorarem os processos que 
foram utilizados para fazer tais predições. 
[...]
Representação fidedigna
QC12. Os relatórios contábil-financeiros 
representam um fenômeno econômico 
em palavras e números. Para ser útil, a 
informação contábil-financeira não tem 
só que representar um fenômeno rele-
vante, mas tem também que representar 
com fidedignidade o fenômeno que se 
49 
propõe representar. Para ser representa-
ção perfeitamente fidedigna, a realidade 
retratada precisa ter três atributos. Ela tem 
que ser completa, neutra e livre de erro. É 
claro, a perfeição é rara, se de fato alcan-
çável. O objetivo é maximizar referidos 
atributos na extensão que seja possível. 
[...]
Características qualitativas de melhoria
QC19. Comparabilidade, verificabilidade, 
tempestividade e compreensibilidade são 
características qualitativas que melhoram 
a utilidade da informação que é relevante 
e que é representada com fidedignidade. 
As características qualitativas de melhoria 
podem também auxiliar a determinar qual 
de duas alternativas que sejam considera-
das equivalentes em termos de relevância 
e fidedignidade de representação deve ser 
usada para retratar um fenômeno.
Comparabilidade
QC20. As decisões de usuários implicam 
escolhas entre alternativas, como, por exem-
plo, vender ou manter um investimento, ou 
investir em uma entidade ou noutra. Con-
sequentemente, a informação acerca da 
entidade que reporta informação será mais 
útil caso possa ser comparada com informa-
ção similar sobre outras entidades e com 
informação similar sobre a mesma enti-
dade para outro período ou para outra data. 
[...]
Verificabilidade
QC26. A verificabilidade ajuda a assegurar 
aos usuários que a informação representa 
fidedignamente o fenômeno econômico 
que se propõe representar. A verificabili-
dade significa que diferentes observadores, 
cônscios e independentes, podem chegar 
a um consenso, embora não cheguem 
necessariamente a um completo acordo, 
quanto ao retrato de uma realidade econô-
mica em particular ser uma representação 
fidedigna. Informação quantificável não 
necessita ser um único ponto estimado 
para ser verificável. Uma faixa de possí-
veis montantes com suas probabilidades 
respectivas pode também ser verificável. 
[...]
Tempestividade
QC29. Tempestividade significa ter infor-
mação disponível para tomadores de 
decisão a tempo de poder influenciá-los 
em suas decisões. Em geral, a informação 
mais antiga é a que tem menos utilidade. 
Contudo, certa informação pode ter o 
seu atributo tempestividade prolongado 
após o encerramento do período contá-
bil, em decorrência de alguns usuários, por 
exemplo, necessitarem identificar e avaliar 
tendências.
Compreensibilidade
QC30. Classificar, caracterizar e apresentar 
a informação com clareza e concisão tor-
na-a compreensível.
QC31. Certos fenômenos são ineren-
temente complexos e não podem ser 
facilmente compreendidos. A exclusão de 
informações sobre esses fenômenos dos 
relatórios contábil-financeiros pode tor-
nar a informação constante em referidos 
relatórios mais facilmente compreendida. 
Contudo, referidos relatórios seriam con-
siderados incompletos e potencialmente 
distorcidos (misleading).
50 
QC32. Relatórios contábil-financeiros 
são elaborados para usuários que têm 
conhecimento razoável de negócios e 
de atividades econômicas e que revisem 
e analisem a informação diligentemente. 
Por vezes, mesmo os usuários bem infor-
mados e diligentes podem sentir a 
necessidade de procurar ajuda de con-
sultor para compreensão da informação 
sobre um fenômeno econômico complexo. 
[...]
Fonte: CFC (2011). 
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404compilada.
htm>. Acesso em: 12 jun. 2017.
CFC (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE).Resolução nº 1.138, de 21 de no-
vembro de 2008. Aprova a NBC TG 09 – Demonstração do Valor Adicionado. Dispo-
nível em: <http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/Res_1138.pdf>. Acesso em: 10 
jun. 2017.
______. Resolução 2016/NBC TG 03 (R3), de 19 de agosto de 2016. 2016b. Altera 
a NBC TG 03 (R2) que dispõe sobre a demonstração dos fluxos de caixa. Disponível 
em: <http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTG03(R3).pdf>. Acesso em: 12 
jun. 2017.
______. Resolução 2016/NBC TG 26 (R4), de 19 de agosto de 2016. 2016a. Altera 
a NBC TG 26 (R3) que dispõe sobre a apresentação das demonstrações contábeis. 
Disponível em: <http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTG26R4.pdf>. Aces-
so em: 10 jun. 2017.
______. Resolução nº 1.162, de 27 de março de 2009. Altera o item 3 da NBC T 
3.7- Demonstração do Valor Adicionado. Disponível em: <http://www1.cfc.org.br/
sisweb/SRE/docs/RES_1162.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2017.
______. Resolução nº 1.374, de 08 de dezembro de 2011. Dá nova redação à NBC 
TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação 
de Relatório Contábil-Financeiro. Disponível em: <http://www1.cfc.org.br/sisweb/
SRE/docs/Res_1374.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2017.
51
GABARITO
1. A alternativa correta é a “D”, pois o Passivo, segundo a Lei 6.404 é dividido em 
dois grupos: Circulante e Não Circulante.
2. A alternativa correta é a “B”, pois os recursos obtidos junto às instituições finan-
ceiras são chamados, no Balanço Patrimonial, de empréstimos e financiamentos, 
e podem aparecer no Passivo Circulante (se o vencimento for até 12 meses após 
a elaboração das demonstrações) e no Passivo Não Circulante (se o vencimento 
for após o período de 12 meses após a elaboração das demonstrações).
3. A alternativa correta é a “C”, pois Ativo é um recurso controlado pela entidade 
como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros 
benefícios econômicos para a entidade. O Patrimônio Líquido é o interesse re-
sidual nos ativos da entidade depois de deduzidos todas as dívidas. O Passivo é 
uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liqui-
dação se espera que resulte na saída de recursos da entidade, capazes de gerar 
benefícios econômicos.
4. Padrão de Resposta: resultado do período é o total das receitas deduzido das 
despesas, exceto os itens reconhecidos como outros resultados abrangentes no 
patrimônio líquido.
Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa (in-
cluindo ajustes de reclassificação) que não são reconhecidos na demonstração 
do resultado como requerido ou permitido pelas normas, interpretações e co-
municados técnicos emitidos pelo CFC.
Resultado abrangente é a mutação que ocorre no patrimônio líquido durante 
um período que resulta de transações e outros eventos que não derivados de 
transações com os sócios na sua qualidade de proprietários. Resultado abran-
gente compreende todos os componentes da “demonstração do resultado” e da 
“demonstração dos outros resultados abrangentes”.
5. Alternativa correta é a “E” - A DVA evidencia a riqueza criada e distribuída pela 
empresa, DFC.
6. Padrão de Resposta: as informações que constam nas demonstrações, muitas 
vezes, precisam ser ajustadas e reagrupadas para melhorar a eficiência das de-
monstrações e a eficácia da análise. A inexistência da adequação pode com-
prometer a análise distorcendo alguns índices importantes. A adequação para 
análise também é chamada de padronização e tem como objetivo simplificar o 
trabalho do analista.
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Professor Me. José Manoel da Costa
VISÃO GERAL DA ANÁLISE 
EMPRESARIAL
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar as técnicas de análise das demonstrações.
 ■ Verificar a representatividade dos recursos perante o valor referencial.
 ■ Analisar a evolução dos recursos de um para outro período.
 ■ Entender as alterações de recursos por meio da utilização conjunta 
da Análise Vertical e Horizontal.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ O que é a análise das demonstrações?
 ■ Análise Vertical
 ■ Análise Horizontal
 ■ Visão Conjunta: AV-AH
INTRODUÇÃO
A importância da análise das demonstrações contábeis está, principalmente, em 
dar condições de transformar os números contidos nas demonstrações contábeis 
em informações que atendam seus mais diferentes usuários em suas necessida-
des de informações e comparações. Nesta unidade, vamos começar descrevendo 
um pouco sobre a análise das demonstrações, com o objetivo de responder a per-
gunta: o que é a análise das demonstrações?
Para tanto, precisamos conhecer a estrutura das demonstrações e tam-
bém considerar o processo contábil, desde o fato contábil até a publicação das 
demonstrações, já que agora estas serão dados para gerar novas informações 
por meio da análise.
É importante considerar que as primeiras informações geradas pela análise 
vêm por meio da análise vertical e da análise horizontal. As informações geradas 
por essas técnicas apresentam um panorama geral das demonstrações, princi-
palmente do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado.
A análise vertical compara os valores das contas, subgrupos e grupos de con-
tas com um valor referencial, que, no caso do lado esquerdo do balanço, é o total 
do ativo e, no caso do lado direito, pode ser feito com dois enfoques: o total de 
passivo mais patrimônio líquido em conjunto ou o valor do passivo separado 
do valor do patrimônio líquido. Nas contas de resultado, o referencial é o valor 
da receita ou vendas líquidas.
A análise horizontal mostra a evolução das contas, subgrupos e grupos de 
contas entre um período e outro, podendo ser feita de duas formas: considerando 
sempre o mesmo ano base (em que teremos a evolução sempre a partir de um 
determinado ano inicial) ou anualmente (em que teremos a evolução ano a ano; 
assim, cada ano é a base para a evolução até o outro).
A partir da estrutura e adequações das demonstrações estudadas na Unidade 
I, vamos buscar aprender a como analisar as demonstrações.
Prontos(as) para este passo importante na análise das demonstrações? Vamos 
em frente!
Introdução
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O QUE É A ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES?
A Análise das Demonstrações Contábeis ou Financeiras representa a consolida-
ção das informações contidas nas demonstrações publicadas pelas organizações. 
Essa consolidação é realizada por meio de técnicas e índices que buscam apresen-
tar a empresa em diversos aspectos, principalmente quanto à situação financeira, 
patrimonial e econômica. Assim como os fatos contábeis são dados que ali-
mentam o processo contábil para “produzir” demonstrações, as informações 
contidas nas demonstrações são dados que alimentam o processo de análise das 
demonstrações para “produzir” indicadores que retratam as situações financei-
ras, patrimonial e econômica da empresa.
Dados são números que, no caso das demonstrações, mostram qualitativa e 
quantitativamente a situação financeira, patrimonial e econômica da empresa, 
mas, isoladamente, não provocam nenhuma ou pouca reação no leitor. Assim, 
as demonstrações contábeis ou financeiras apresentam números que, sob a 
ótica da contabilidade, é uma informação pronta, porém, para a Análise das 
Demonstrações, esses números são apenas dados, os quais precisarão ser ade-
quados, analisados e calculados em comparação com outros números, para que 
O Que é a Análise das Demonstrações?
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sejam extraídas informações úteis e precisas para conhecer a empresa e tomar 
decisões que a envolvam.
Portanto, analisandode maneira prática, os fatos ou eventos que ocorrem 
na empresa diariamente alteram a posição patrimonial da entidade, esses fatos 
são registrados pela contabilidade no que chamamos de processo contábil e são 
acumulados e evidenciados nas demonstrações contábeis. A partir daí, para 
obter informações que auxiliarão na tomada de decisões, utilizamos as técni-
cas de análise.
Existem diversos indicadores de análise e técnicas; todos buscam demonstrar 
uma situação atual ou um possível cenário futuro, demonstrar uma informa-
ção útil aos diversos usuários internos e externos. O acionista quer saber qual 
o retorno que ele poderá ter investindo na empresa; o fornecedor, se a empresa 
tem condição de lhe pagar; o banco, se a empresa terá condições de pagar um 
empréstimo de longo prazo; o funcionário, se a empresa se manterá ativa nos 
próximos anos; um gerente, se um determinado segmento é viável ou não, entre 
outros exemplos, sendo que sempre há um indicador que possa revelar tal infor-
mação. A técnica de análise mais empregada é relacionar as contas ou grupos 
das demonstrações, transformando esta relação em índices; portanto, os índices 
econômico-financeiros constituem a técnica de análise mais empregada. A aná-
lise das demonstrações contábeis utiliza-se de diferentes áreas do conhecimento 
além da contabilidade, como a matemática e estatística. Podemos relacionar as 
técnicas de análise das demonstrações contábeis ou financeiras da seguinte forma:
 ■ Análise Vertical;
 ■ Análise Horizontal;
 ■ Liquidez;
 ■ Estrutura Patrimonial;
 ■ Rentabilidade;
 ■ Gestão dos Recursos.
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E58
As informações geradas na análise das demonstrações pode atender a diver-
sos objetivos, dependendo do interesse dos usuários, mas podemos dizer que:
[...] o objetivo da análise das demonstrações contábeis compreende 
a indicação de informações numéricas, preferencialmente de dois ou 
mais períodos regulares, de modo a auxiliar ou instrumentalizar gesto-
res, acionistas, clientes, fornecedores, instituições financeiras, governo, 
investidores e outras pessoas interessadas em conhecer a situação da 
empresa ou tomar decisão (PADOVEZE; BENEDICTO, 2010, p. 90). 
Em termos mais objetivos, Matarazzo (2010) assevera que os objetivos da aná-
lise das demonstrações é extrair informações para a tomada de decisões. Afirma, 
também, que o papel da análise é converter os dados das demonstrações em 
informações.
As informações representam, portanto, uma comunicação que pode produ-
zir reação ou decisão, acompanhada de um efeito-surpresa. As demonstrações 
financeiras demonstram que a empresa tem um determinado valor de dívidas, 
isto é um dado. Porém, a conclusão se essa dívida é excessiva ou se é normal, de 
que a empresa pode ou não pagá-la, é uma informação.
Se os níveis de endividamento estiverem altos, o gestor da empresa deverá 
tomar decisões para tentar reduzi-los ou controlá-los, para que isso não afete 
demasiadamente a saúde financeira da empresa, comprometendo, assim, o for-
necimento de crédito por parte dos bancos ou fornecedores.
A importância da contabilidade ao longo do tempo vem se apresentando 
como uma importante fonte de informação para a tomada de decisão, porém, os 
demonstrativos contábeis da maneira como são elaborados fornecem algumas 
informações, mas não todas as desejáveis, podendo, ainda, ser possível explorar 
as demonstrações para se obter um número maior de informações.
Observando as demonstrações publicadas, podemos saber qual é o valor 
que a empresa tem a receber e a pagar, mas é possível saber qual a relação 
entre eles?
O Que é a Análise das Demonstrações?
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Marion (2009) enfatiza que um grupo de indicadores pode ser considerado o 
tripé da análise, pois considera os pontos fundamentais da empresa. Nesse tripé, 
verificamos a situação financeira por meio dos indicadores de liquidez, a situa-
ção econômica mediante os indicadores de rentabilidade e a situação patrimonial 
com os indicadores de endividamento.
Figura 1 - Tripé da Análise
Fonte: o autor. 
Estes três enfoques representam o equilíbrio empresarial, pois mesmo se somente 
a situação econômica estiver abaixo do nível necessário, a tendência é de com-
prometimento da situação financeira e patrimonial nos próximos períodos. O 
mesmo ocorre com quaisquer outras situações de desequilíbrio. Utilizaremos 
uma unidade de estudo para tratarmos do equilíbrio ideal, a partir do qual apro-
fundaremos os estudos destas três situações.
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
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IIU N I D A D E60
ANÁLISE VERTICAL
Figura 2 - Total/Referência
Fonte: o autor. 
A análise vertical é uma técnica importante que ajudará na identificação de algu-
mas concentrações dos recursos dentro do Balanço Patrimonial e Demonstração 
do Resultado do Exercício, entre outras demonstrações. A análise vertical é apli-
cada com mais frequência no balanço patrimonial e na demonstração de resultado 
de exercício, porém, poderá ser aplicada na DFC e DVA também.
A análise vertical ou vertical analysis ou, ainda, common-size analysis tem 
como objetivo estudar a estrutura de composição dos elementos patrimoniais e 
de resultado. Para isso, assume como referencial (ou seja 100%) o total dos ativos 
para analisar as contas do ativo, o total dos passivos e patrimônio líquido conjunta 
ou separadamente, para mostrar a participação de cada item da demonstração 
em relação a esse referencial. Para calcular a representatividade ou participação 
de uma conta, precisamos dividir o valor da conta pelo valor referencial e mul-
tiplicar por 100.
Muitas vezes, a análise vertical não esclarece, não traz uma informação 
definitiva, mas sempre desperta no analista a necessidade de se aprofundar 
a análise. Este aprofundamento se dará pela utilização de outras técnicas. 
Análise Vertical
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CONTAS DO ATIVO
Para calcular a representatividade ou participação das contas do ativo, precisamos 
dividir o valor da conta pelo valor referencial e multiplicar por 100. Assim, saberemos 
quanto cada recurso aplicado na empresa representa perante o total dos recursos. 
Quadro 1 - Análise Vertical do Ativo
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado esquerdo
ATIVO x3 $ x3 AV x2 $ x2 AV x1 $ x1 AV
Ativo Circulante 2.963.415 57,30% 3.319.459 59,73% 3.365.369 64,01%
Caixa e Equivalentes 202.452 3,91% 590.400 10,62% 391.763 7,45%
Títulos e Val. Mobiliários 566.954 10,96% 497.623 8,95% 450.979 8,58%
Partes relacionadas 51.078 0,99% 88.140 1,59% 93.895 1,79%
Clientes 419.616 8,11% 430.549 7,75% 616.585 11,73%
Estoques 1.336.954 25,85% 1.343.741 24,18% 1.465.553 27,88%
Tributos a Recuperar 291.719 5,64% 333.475 6,00% 295.205 5,62%
Outros Ativos Circulantes 94.642 1,83% 35.531 0,64% 51.389 0,98%
Ativo Não Circulante 2.208.610 42,70% 2.238.114 40,27% 1.892.003 35,99%
Realizável a Longo Prazo 745.925 14,42% 755.647 13,60% 516.168 9,82%
Investimentos 439.669 8,50% 440.930 7,93% 364.397 6,93%
Imobilizado 558.193 10,79% 577.811 10,40% 565.358 10,75%
Intangível 464.823 8,99% 463.726 8,34% 446.080 8,48%
TOTAL DO ATIVO 5.172.025 100,00% 5.557.573 100,00% 5.257.372 100,00%
Fonte: o autor.
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E62
Por esta simples análise, percebe-se que os ativos a receber no longo prazo repre-
sentam em 9,82%, 13,60% e 14,42% em X1, X2 e X3 respectivamente. Esses 
percentuais mostram que os recursos aplicados no Realizável a Longo Prazo estão 
com representatividademaior a cada ano; isto é, sem dúvida, um sinal de atenção. 
O comportamento da conta estoques (normalmente mais representativa, prin-
cipalmente em empresas comerciais) nos três anos mostrou que a representatividade 
destes recursos são 27,88%, 24,18% e 25,85% em X1, X2 e X3 respectiva-
mente. Esses percentuais mostram poucas alterações de um ano para outro. 
Vimos, então, na prática, a estrutura de composição dos elementos do ativo e 
comentamos o Realizável a Longo Prazo e Estoques. Você, como analista, pode 
fazer a análise das contas que considerar mais importantes.
CONTAS DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO JUNTAS
Os recursos que estão do lado direito do balanço representam as origens de recur-
sos que os sócios ou acionistas e também os terceiros investiram na empresa. A 
análise vertical das origens de recursos pode ser feita de duas formas: passivo e 
patrimônio líquido em conjunto, considerando como referencial o total do lado 
direito do balanço; ou em separado: passivo, considerando o valor do passivo 
como referencial, e patrimônio líquido, em que o valor do patrimônio líquido 
é o referencial.
Vamos analisar, agora, as contas do Passivo e Patrimônio Líquido, conside-
rando o total de todos os recursos, sejam próprios (patrimônio líquido) ou de 
terceiros (passivo). Assim, a grandeza referencial base para comparação é o total 
do passivo e patrimônio líquido.
Quadro 2 - Análise Vertical do Passivo e Patrimônio Líquido em conjunto
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado direito
PASSIVO E PATR. LÍQUIDO x3 $ x3 AV x2 $ x2 AV x1 $ x1 AV
Passivo Circulante 2.924.425 56,54% 2.859.611 51,45% 2.820.630 53,65%
Emprést. e Financiamentos 980.727 18.96% 568.220 10,22% 591.051 11,24%
Partes Relacionadas 94.109 1,82% 110.186 1,98% 143.082 2,72%
Fornecedores 1.522.038 29,43% 1.885.251 33,92% 1.784.902 33,95%
Análise Vertical
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Obrig. Sociais e Trabalhistas 181.837 3,52% 150.419 2,71% 164.739 3,13%
Obrigações Fiscais 31.642 0,61% 29.497 0,53% 44.008 0,84%
Outras Contas a Pagar 114.072 2,21% 116.038 2,09% 92.848 1,77%
Passivo Não Circulante 1.551.292 29,99% 2.035.750 36,63% 1.682.275 32,00%
Fornecedores 519.234 10,04% 550.910 9,91% 315.866 6,01%
Emprést. e Financiamentos 773.305 14,95% 1.254.830 22,58% 1.120.184 21,31%
Outras Obrigações 258.753 5,00% 230.010 4,14% 246.225 4,68%
Patrimônio Líquido 696.308 13,46% 662.212 11,92% 754.467 14,35%
Capital Social 606.505 11,73% 606.505 10,91% 606.505 11,54%
Reservas de Capital 17.914 0,35% 14.567 0,26% 10.103 0,19%
Reservas de Lucro 76.400 1,48% 52.342 0,94% 159.316 3,03%
Outros Result. Abrangentes 1.386 0,03% -1.628 -0,03% -1.262 -0,02%
(-) Ações em Tesouraria -5.897 -0,11% -9.574 -0,17% -20.195 -0,38%
TOTAL DO PASSIVO + 
PATR. LÍQUIDO
5.172.025 100,00% 5.557.573 100,00% 5.257.372 100,00%
Fonte: o autor.
Na análise das contas que representam origens de recursos, podemos analisar o 
comportamento de cada uma das contas e grupos perante o montante total dos 
recursos recebidos.
Se analisarmos as dívidas com compras a prazo, ou seja, a conta fornecedores 
do passivo circulante, temos os seguintes percentuais: 33,95%, 33,92% e 29,43% 
em X1, X2 e X3, respectivamente. Esses percentuais mostram poucas alterações 
de um ano para outro, mas temos a informação de que um grande volume das 
origens de recursos são de dívidas para os fornecedores da empresa.
Podemos, também, verificar que a conta empréstimos e financiamentos 
com exigibilidade a longo prazo (Passivo Não Circulante) representam 21,31%, 
22,58% e 14,95% em X1, X2 e X3 respectivamente. Isso dá ao analista uma infor-
mação importante: a representatividade dos recursos a pagar a longo prazo com 
empréstimos e financiamentos diminuiu significativamente em X3, o que poderá 
refletir em outros indicadores.
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E64
CONTAS DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO SEPARADAS
Podemos, também, realizar a análise vertical em duas etapas: considerando o 
total do passivo como referencial para as contas do passivo circulante e não 
circulante e o valor do patrimônio líquido como referencial para as contas do 
patrimônio líquido.
Desta forma, é mais fácil verificar a participação de cada conta perante o seu 
grupo de contas; como consideramos que o patrimônio líquido não faz parte do 
passivo, é coerente que consideremos qual a composição relativa de cada item 
do passivo e do patrimônio líquido em separado.
Contas Somente do Passivo
Vamos, agora, analisar verticalmente as contas do Passivo, considerando o valor 
do passivo (passivo circulante mais passivo não circulante) como referencial.
Veremos, neste enfoque, como fica a representatividade das duas contas que 
estudamos anteriormente: Fornecedores (Passivo Circulante) e Empréstimos e 
Financiamentos (Passivo Não Circulante).
Quadro 3 - Análise Vertical do Passivo Separado
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado direito
PASSIVO x3 $ x3 AV x2 $ x2 AV x1 $ x1 AV
Passivo Circulante 2.924.425 63,34% 2.859.611 58,41% 2.820.630 62,64%
Emprést. e Financiamentos 980.727 21,91% 568.220 11,61% 591.051 13,13%
Partes Relacionadas 94.109 2,10% 110.186 2,25% 143.082 3,18%
Fornecedores 1.522.038 34,01% 1.885.251 38,51% 1.784.902 39,64%
Obrig. Sociais e Trabalhistas 181.837 4,06% 150.419 3,07% 164.739 3,66%
Obrigações Fiscais 31.642 0,71% 29.497 0,60% 44.008 0,98%
Outras Contas a Pagar 114.072 2,55% 116.038 2,37% 92.848 2,06%
Passivo Não Circulante 1.551.292 34,66% 2.035.750 41,59% 1.682.275 37,36%
Fornecedores 519.234 11,60% 550.910 11,25% 315.866 7,01%
Emprést. e Financiamentos 773.305 17,28% 1.254.830 25,63% 1.120.184 24,88%
Outras Obrigações 258.753 5,78% 230.010 4,70% 246.225 5,47%
TOTAL DO PASSIVO 4.475.717 100,00% 4.895.361 100,00% 4.502.905 100,00%
Fonte: o autor.
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Analisando a conta Fornecedores (Passivo Circulante) perante o valor do pas-
sivo total, temos os seguintes percentuais: 39,64%, 38,51% e 34,01% em X1, X2 
e X3 respectivamente. Esses percentuais também mostram pequenas alterações 
de um ano para outro, mas como o referencial agora é o total do passivo, os per-
centuais são maiores que na análise em conjunto.
Na conta empréstimos e financiamentos (Passivo Não Circulante), encon-
tramos os seguintes percentuais: 24,88%, 25,63% e 17,28% em X1, X2 e X3 
respectivamente, o que evidencia a mesma tendência de representatividade, 
pequena variação de X1 para X2 e uma redução significativa de X2 para X3.
Contas Somente do Patrimônio Líquido
Iremos analisar verticalmente as contas do Patrimônio Líquido, considerando o 
valor do patrimônio líquido como referencial. Vamos ver neste enfoque como fica 
a representatividade das contas do patrimônio líquido em relação a ele mesmo.
Quadro 4 - Análise Vertical do Patrimônio Líquido Separado
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado direito
PATRIMÔNIO LÍQUIDO x3 $ x3 AV x2 $ x2 AV x1 $ x1 AV
Capital Social 606.505 87,10% 606.505 91,59% 606.505 80,39%
Reservas de Capital 17.914 2,57% 14.567 2,20% 10.103 1,34%
Reservas de Lucro 76.400 10,97% 52.342 7,90% 159.316 21,12%
Outros Result. Abrangentes 1.336 0,20% -1.628 -0,25% -1.262 -0,17%
(-) Ações em Tesouraria -5.897 -0,85% -9.574 -1,45% -20.195 -2,68%
TOTAL PATRIM. LÍQUIDO 696.308 100,00% 662.212 100,00% 754.467 100,00%
Fonte: o autor.
Das contas do Patrimônio Líquido, o que chama mais a atenção são as Reservas 
de Lucro que representava 21,12% em X1 e diminui para 7,90% em X2. Isto evi-
dencia utilização dos recursos, mas voltou a aumentar em X3. As demais contas 
do Patrimônio Líquido têm poucas variações.
CONTAS DE RESULTADO
Nos itens anteriores, tomamos como grandeza referencial para fazer a análise: o 
total doativo, o total do passivo e patrimônio líquido, o total do passivo isola-
damente e, finalmente, o total do patrimônio líquido isoladamente.
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IIU N I D A D E66
Na análise vertical das contas de resultado, a grandeza referencial é o valor 
das receitas líquidas. Deve ser assim porque as receitas brutas são acrescidas ou 
diminuídas em função dos impostos sobre vendas e outras deduções. Já a receita 
líquida representa a receita efetiva da empresa depois de expurgados os itens 
que majoraram a receita por conta de repasse de impostos ou vendas frustradas.
Quadro 5 - Análise Vertical das Contas de Resultado
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO
APURAÇÃO DO RESULTADO x3 $ x3 AV x2 $ x2 AV x1 $ x1 AV
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 9.204.103 100,00% 8.872.845 100,00% 9.692.286 100,00%
(-) Custos das Vendas -6.379.561 -69,31% -6.369.372 -71,79% -7.066.328 -72,91%
(=) LUCRO BRUTO 2.824.542 30,69% 2.503.473 28,21% 2.625.958 27,09%
(-) DESPESAS/RECEITAS OPER. -2.457.883 -26,70% -2.194.264 -24,73% -2.165.359 -22,34%
Despesas com Vendas -1.523.575 -16,55% -1.711.504 -19,29% -1.737.443 -17,93%
Despesas Gerais e Adminstrat. -945.896 -10,28% -431.100 -4,86% -417.997 -4,31%
Depreciação e Amortização -72.372 -0,79% -155.795 -1,76% -136.443 -1,41%
Result. de Equivalência Patrim. 61.708 0,67% 88.948 1,00% 102.010 1,05%
Outras Despesas/Receitas Oper. 22.252 0,24% 15.187 0,17% 24.514 0,25%
(=) RESULTADO OPERAC. 
ANTES RES. FINANCEIRO
366.659 3,98% 309.209 3,48% 460.599 4,75%
(+) Receitas Financeiras 111.495 1,21% 145.359 1,64% 124.982 1,29%
(-) Despesas Financeiras -349.024 -3,79% -435.264 -4,91% -296.548 -3,06%
(=) RESULTADO OPERAC. 
ANTES IRPJ/CSLL
129.130 1,40% 19.304 0,22% 289.033 2,98%
(-) Imposto Renda sobre Lucro -13.451 -0,15% -7.331 -0,08% -52.730 -0,54%
(-) Contr. Social sobre Lucro Líq. -8.070 -0,09% -4.214 -0,05% -24.766 -0,26%
(=) RESULTADO LÍQUIDO das 
OPER. CONTINUADAS
107.609 1,17% 7.759 0,09% 211.537 2,18%
(=/-) Res. Líq. Oper. Descontin.
(=/-) Res. Líq. Mens. Valor Justo
(=) RESULTADO LÍQUIDO 
DO PERIODO
107.609 1,17% 7.759 0,09% 211.537 2,18%
Fonte: o autor.
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Vamos utilizar essa análise para entendermos o comportamento dos custos 
das vendas e das despesas no decorrer dos três períodos. Primeiramente, vere-
mos o Custo das Vendas: a sua representatividade perante as vendas líquidas é 
de 72,91%, 71,79% e 69,31% em X1, X2 e X3 respectivamente, o que evidencia 
uma tendência de redução dos custos; isso deve refletir na Margem Bruta, além 
de outros itens de rentabilidade.
No entanto, a pequena diminuição no custo das vendas não ocorreu em 
outros itens do resultado, pois o resultado líquido foi de 2,18% em X1, 0,09% 
em X2 e 1,17% em X3. No resultado líquido, houve uma piora significativa em 
X2, mas em X3 já mostra uma boa recuperação.
ANÁLISE HORIZONTAL
A análise horizontal ou horizontal analysis ou percent change analysis tem como 
objetivo mostrar a evolução histórica de cada uma das contas entre os períodos. 
É uma análise da estrutura de um conjunto de recursos, sejam patrimoniais ou de 
resultado, dependendo da demonstração analisada. Quando temos demonstra-
ções de vários períodos, podemos comparar todos tomando como referencial o 
primeiro deles, ou podemos tomar como referencial sempre o período anterior.
Camargo (2007) contribui com este estudo ao afirmar que:
[...] a análise horizontal é a comparação que se faz com os saldos de 
uma mesma conta de demonstrativo (balanço ou DRE) ao longo de 
períodos consecutivos. Isso permite avaliar a evolução de um mesmo 
elemento contábil ao longo do tempo e evidenciar tendências de cres-
cimento ou redução (CAMARGO, 2007, p. 214).
Esta comparação pode ser feita considerando o ano mais antigo da série anali-
sada (análise horizontal ano-base); assim, teremos um percentual que mostra a 
evolução da conta de X1 para X2 e de X1 para X3 ou considerando o ano anterior 
como base para o ano seguinte (análise horizontal anual). Deste modo, teremos 
um percentual que mostra a evolução da conta de X1 para X2 e de X2 para X3.
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Na análise horizontal, é mais evidente a necessidade de elaborar as demonstra-
ções contábeis observando a característica qualitativa de melhoria da informação 
contábil comparabilidade.
ANÁLISE HORIZONTAL ANO-BASE
Na análise horizontal ano-base, vamos verificar a evolução ocorrida entre o ano 
base (o mais antigo) e o ano da análise; assim, teremos a evolução entre X1 e X2 e 
entre X1 e X3. Quanto mais períodos tivermos, melhor será a análise horizontal.
Contas do Ativo
Vamos analisar as contas do ativo com a finalidade de verificar a evolução entre 
os valores de cada período; desta forma, saberemos o quanto cada recurso, repre-
sentado pelas contas, aumentou ou diminuiu de X1 para X2 e de X1 para X3.
Quadro 6 - Análise Horizontal Ano-Base - contas do ativo
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado esquerdo
ATIVO x3 $ AH x1 - x3 x2 $
AH 
x1 - x2 x1 $
Ativo Circulante 2.963.415 -11,94% 3.319.459 -1,36% 3.365.369
Caixa e Equivalentes 202.452 -48,32% 590.400 50,70% 391.763
Títulos e Valores Mobiliários 566.954 25,72% 497.623 10,34% 450.979
Partes relacionadas 51.078 -45,60% 88.140 -6,13% 93.895
Clientes 419.616 -31,95% 430.549 -30,17% 616.585
Estoques 1.336.954 -8,77% 1.343.741 -8,31% 1.465.553
Tributos a Recuperar 291.719 -1,18% 333.475 12,96% 295.205
Outros Ativos Circulantes 94.642 84,17% 35.531 -30,86% 51.389
Ativo Não Circulante 2.208.610 16,73% 2.238.114 18,29% 1.892.003
Realizável a Longo Prazo 745.925 44,51% 755.647 46,40% 516.168
Investimentos 439.669 20,66% 440.930 21,00% 364.397
Imobilizado 558.193 -1,27% 577.811 2,20% 565.358
Intangível 464.823 4,20% 463.726 3,96% 446.080
TOTAL DO ATIVO 5.172.025 -1,62% 5.557.573 5,71% 5.257.372
Fonte: o autor.
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Percebemos nessa análise que o valor da conta Títulos e Valores Mobiliários – 
que representa aplicação financeira de recursos – está com uma tendência de 
aumento, pois teve evolução positiva de X1 para X2 de 10,34% e de X1 para X3 
de 25,72%. Esses recursos não estão na atividade da empresa que é comércio, 
portanto é um ponto de atenção.
Já a conta Estoques – que representa os recursos investidos em mercadorias 
para revenda – está com uma leve tendência de diminuição, pois teve evolução 
negativa de X1 para X2 de 8,31% e de X1 para X3 de 8,77%. Esses recursos estão 
diretamente ligados à atividade fim da empresa que é comércio; essa diminuição 
pode ser uma estratégia, como também é um ponto de atenção.
Contas do Passivo e Patrimônio Líquido
Vamos analisar as contas do passivo e patrimônio líquido com a finalidade de 
verificar a evolução entre os valores de X1 para X2 e de X1 para X3. Verificaremos, 
assim, a tendência dos elementos patrimoniais que representam as origens de 
recursos.
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Quadro 7 - Análise Horizontal Ano-Base - contas do passivo e patrimônio líquido
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado direito
PASSIVO E PATR. LÍQUIDO x3 $ AH x1 - x3 x2 $
AH 
x1 - x2 x1 $
Passivo Circulante 2.924.425 3,68% 2.859.611 1,38% 2.820.630
Empréstimos e Financiamentos 980.727 65,93% 568.220 -3,86% 591.051
Partes Relacionadas 94.109 -34,23% 110.186 -22,99% 143.082
Fornecedores 1.522.038 -14,73% 1.885.251 5,62% 1.784.902
Obrigações Sociais e Traba-
lhistas
181.837 10,38% 150.419 -8,69% 164.739
Obrigações Fiscais31.642 -28,10% 29.497 -32,97% 44.008
Outras Contas a Pagar 114.072 22,86% 116.038 24,98% 92.848
Passivo Não Circulante 1.551.292 -7,79% 2.035.750 21,01% 1.682.275
Fornecedores 519.234 64,38% 550.910 74,41% 315.866
Empréstimos e Financiamentos 773.305 -30,97% 1.254.830 12,02% 1.120.184
Outras Obrigações 258.753 5,09% 230.010 -6,59% 246.225
Patrimônio Líquido 696.308 -7,71% 662.212 -12,23% 754.467
Capital Social 606.505 0,00% 606.505 0,00% 606.505
Reservas de Capital 17.914 77,31% 14.567 44,18% 10.103
Reservas de Lucro 76.400 -52,04% 52.342 -67,15% 159.316
Outros Resultados Abrangen-
tes
1.386 -209,83% -1.628 29,00% -1.262
(-) Ações em Tesouraria -5.897 -70,80% -9.574 -52,59% -20.195
TOTAL DO PASSIVO + 
PATR. LÍQUIDO
5.172.025 -1,62% 5.557.573 5,71% 5.257.372
Fonte: o autor.
No Passivo, o que chama muito a minha atenção como analista é o movimento 
das contas Empréstimos e Financiamentos no Circulante e no Não Circulante: de 
X1 para X2 ocorreu uma diminuição no Circulante de 3,86% e no Não Circulante 
um aumento de 12,02%, o que é um bom sinal, isto é, diminuir as dívidas de 
curto prazo e aumentar as de longo. Entretanto, considerando o período de X1 
a X3, foi o contrário e em proporções muito maiores: ocorreu um aumento no 
Circulante de 65,93% e uma diminuição no Não Circulante de 30,97%. Minha 
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expectativa quanto às outras técnicas de análise estão totalmente aguçadas, pre-
cisamos verificar melhor esta situação.
No Patrimônio Líquido, percebemos que não houve evolução no Capital 
Social, mas houve uma evolução positiva nas Reservas de Capital de 44,18% de 
X1 para X2 e de 77,31% de X1 para X3. Neste caso, as notas explicativas iriam 
nos auxiliar na compreensão dos motivos dessa variação.
Contas de Resultado
A Análise Horizontal das contas de resultado nos ajuda na compreensão do 
resultado empresarial, pois mostra a evolução de cada conta de receita, custos e 
despesas utilizadas para apuração do lucro bruto, operacional e líquido.
A interpretação dos percentuais calculados na análise horizontal do resultado 
precisa considerar que aumento nas contas de receitas representa contribuição 
positiva para o resultado; porém, aumento nas contas de custos e despesas repre-
senta contribuição negativa para o resultado.
Uma empresa que teve diminuição de 5% nas vendas, mas teve diminuição 
de 10% nos custos e despesas está melhor que outra que teve aumento de 5% nas 
vendas, mas teve aumento de 10% nos custos e despesas.
Quadro 8 - Análise Horizontal Ano-Base - contas de resultado
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO
APURAÇÃO DO RESULTADO x3 $ AH x1 - x3 x2 $
AH 
x1 - x2 x1 $
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 9.204.103 -5,04% 8.872.845 -8,45% 9.692.286
(-) Custos das Vendas -6.379.561 -9,72% -6.369.372 -9,86% -7.066.328
(=) LUCRO LÍQUIDO 2.824.542 7,56% 2.503.473 -4,66% 2.625.958
(-) DESPESAS/RECEITAS OPER. -2.457.883 13,51% -2.194.264 1,33% -2.165.359
Despesas com Vendas -1.523.575 -12,31% -1.711.504 -1,49% -1.737.443
Despesas Gerais e Adminstrativas -945.896 126,29% -431.100 3,13% -417.997
Depreciação e Amortização -72.372 -46,96% -155.795 14,18% -136.443
Resultado de Equivalência Patrim. 61.708 -39,51% 88.948 -12,80% 102.010
Outras Despesas/Receitas Oper. 22.252 -9,23% 15.187 -38,05% 24.514
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
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(=) RESULTADO OPERAC. 
ANTES RES. FINANCEIRO 366.659 -20,40% 309.209 -32,87% 460.599
(+) Receitas Financeiras 111.495 -10,79% 145.359 16,30% 124.982
(-) Despesas Financeiras -349.024 17,70% -435.264 46,78% -296.548
(=) RESULTADO OPERAC. 
ANTES IRPJ/CSLL 129.130 -55,32% 19.304 -93,32% 289.033
(-) Imp. Renda sobre Lucro -13.451 -74,49% -7.331 -86,10% -52.730
(-) Contr. Social sobre Lucro Líq. -8.070 -67,42% -4.214 -82,98% -24.766
(=) RESULTADO LÍQUIDO das 
OPER. CONTINUADAS 107.609 -49,13% 7.759 -96,33% 211.537
(=/-) Res. Líq. Oper. Descontin.
(=/-) Res. Líq. Mens. ao Valor Justo
(=) RESULTADO LÍQUIDO 
DO PERÍODO 107.609 -49,13% 7.759 -96,33% 211.537
Fonte: o autor.
Nesta empresa, houve diminuição nos valores das vendas líquidas (8,45% de X1 
para X2 e de 5,04% de X1 para X3), mas os custos das vendas diminuíram signi-
ficativamente (9,86% de X1 para X2 e 9,72%, de X1 para X3). Portanto, o lucro 
bruto evoluiu positivamente (7,56%) de X1 para X3. Após considerar todas as 
contas de receitas, custos e despesas, o Lucro Líquido diminuiu muito de X1 
para X2 (96,33%), recuperou bastante em X3, mas no acumulado de X1 para 
X3 ainda representa uma diminuição de 49,13%. A análise horizontal anual vai 
melhorar este entendimento.
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ANÁLISE HORIZONTAL ANUAL (ANO A ANO)
Na análise horizontal anual, vamos verificar a evolução ocorrida ano a ano; assim, 
teremos a evolução entre X1 e X2 e entre X2 e X3. Muitos analistas preferem este 
tipo de análise horizontal, por mostrar melhor acompanhamento da evolução de 
cada conta, evidenciando os aumentos e diminuições ano a ano.
Contas do Ativo
Analisaremos as contas do ativo com a finalidade de verificar a evolução ano a ano, 
período a período. Desta forma, saberemos o comportamento de cada recurso.
RECEITA LÍQUIDA
Muitas demonstrações de resultado publicadas começam com a Receita 
Líquida de Vendas, pois é a receita efetiva da empresa. Para encontrar a Re-
ceita Líquida, deduzimos da Receita Operacional Bruta, os descontos e aba-
timentos, as devoluções de vendas e os impostos incidentes sobre venda. 
Vamos ver um pouco sobre estes itens:
Receita operacional bruta
A Receita é denominada operacional porque decorre das operações da em-
presa, e é denominada bruta porque é o valor mais vultuoso do resultado.
Deduções da receita operacional bruta
• Descontos e abatimentos – não serão recebidos do cliente por liberali-
dade da empresa, tais como promoções.
• Devoluções de venda – ocorre quando o cliente devolve os produtos ou 
mercadorias por quaisquer motivos.
• Impostos Incidentes sobre as Vendas: são valores que a empresa está 
obrigada a recolher ao fisco sobre as suas vendas brutas.
Fonte: o autor.
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Quadro 9 - Análise Horizontal Anual - contas do Ativo
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado esquerdo
ATIVO x3 $ AH x2 - x3 x2 $
AH 
x1 - x2 x1 $
Ativo Circulante 2.963.415 -10,73% 3.319.459 -1,36% 3.365.369
Caixa e Equivalentes 202.452 -65,71% 590.400 50,70% 391.763
Títulos e Valores Mobiliários 566.954 13,93% 497.623 10,34% 450.979
Partes relacionadas 51.078 -42,05% 88.140 -6,13% 93.895
Clientes 419.616 -2,54% 430.549 -30,17% 616.585
Estoques 1.336.954 -0,51% 1.343.741 -8,31% 1.465.553
Tributos a Recuperar 291.719 -12,52% 333.475 12,96% 295.205
Outros Ativos Circulantes 94.642 166,36% 35.531 -30,86% 51.389
Ativo Não Circulante 2.208.610 -1,32% 2.238.114 18,29% 1.892.003
Realizável a Longo Prazo 745.925 -1,29% 755.647 46,40% 516.168
Investimentos 439.669 -0,29% 440.930 21,00% 364.397
Imobilizado 558.193 -3,40% 577.811 2,20% 565.358
Intangível 464.823 0,24% 463.726 3,96% 446.080
TOTAL DO ATIVO 5.172.025 -6,94% 5.557.573 5,71% 5.257.372
Fonte: o autor.
Percebemos, nessa análise, que o valor da conta Títulos e Valores Mobiliários, 
o qual representa aplicação financeira de recursos, está com uma tendência de 
aumento, visto que teve evolução positiva de X1 para X2 de 10,34% e de X2 
para X3 de 13,93%. Precisamos dar atenção à evolução da conta Empréstimos 
e Financiamentos.
Já a conta Estoques, como já verificado na análise horizontal ano base, está 
com uma leve tendência de diminuição, poisteve evolução negativa de X1 para 
X2 de 8,31% e também negativa de X2 para X3 de 0,51%.
Contas do Passivo e Patrimônio Líquido
Vamos analisar as contas do passivo e patrimônio líquido com a finalidade de ave-
riguar a evolução entre os valores de X1 para X2 e de X2 para X3. Verificaremos, 
assim, ano a ano, a tendência dos elementos patrimoniais que representam as ori-
gens de recursos.
Análise Horizontal
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Quadro 10 - Análise Horizontal Anual - contas do Passivo e Patrimônio Líquido
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado direito
PASSIVO E PATR. LÍQUIDO x3 $ AH x2 - x3 x2 $
AH 
x1 - x2 x1 $
Passivo Circulante 2.924.425 2,27% 2.859.611 1,38% 2.820.630
Empréstimos e Financiamentos 980.727 72,60% 568.220 -3,86% 591.051
Partes Relacionadas 94.109 -14,59% 110.186 -22,99% 143.082
Fornecedores 1.522.038 -19,27% 1.885.251 5,62% 1.784.902
Obrigações Sociais e Trabal. 181.837 20,89% 150.419 -8,69% 164.739
Obrigações Fiscais 31.642 7,27% 29.497 -32,97% 44.008
Outras Contas a Pagar 114.072 -1,69% 116.038 24,98% 92.848
Passivo Não Circulante 1.551.292 -23,80% 2.035.750 21,01% 1.682.275
Fornecedores 519.234 -5,75% 550.910 74,41% 315.866
Empréstimos e Financiamentos 773.305 -38,37% 1.254.830 12,02% 1.120.184
Outras Obrigações 258.753 12,50% 230.010 -6,59% 246.225
Patrimônio Líquido 696.308 5,15% 662.212 -12,23% 754.467
Capital Social 606.505 0,00% 606.505 0,00% 606.505
Reservas de Capital 17.914 22,98% 14.567 44,18% 10.103
Reservas de Lucro 76.400 45,96% 52.342 -67,15% 159.316
Outros Resultados Abrangen. 1.386 -185,14% -1.628 29,00% -1.262
(-) Ações em Tesouraria -5.897 -38,41% -9.574 -52,59% -20.195
TOTAL DO PASSIVO + 
PATR. LÍQUIDO 5.172.025 -6,94% 5.557.573 5,71% 5.257.372
Fonte: o autor.
No Passivo, vamos ver as mesmas contas já analisadas na análise horizontal ano-
-base: Empréstimos e Financiamentos a pagar no curto prazo diminui 3,86% de 
X1 para X2, mas aumentou 72,60% de X2 para X3, e a mesma conta a pagar a 
longo prazo aumento 12,02% de X1 para X2, mas diminuiu 38,37% de X2 para 
X3. Certamente isso irá refletir no perfil da dívida da empresa.
No Patrimônio Líquido, as Reservas de Capital aumentaram em 44,18% de 
X1 para X2 e em 22,98% de X2 para X3; esta conta merece atenção.
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
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Contas de Resultado
Vamos, agora, responder perguntas como: qual foi o aumento das receitas com 
vendas? E os custos das vendas? Se o aumento das receitas for menor que o dos 
custos, compromete o resultado; a análise horizontal na DRP é muito utilizada, 
pois mostra a evolução de cada um dos itens que compõem o resultado.
Quadro 11 - Análise Horizontal Anual - contas de Resultado
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO
APURAÇÃO DO RESULTADO x3 $
AH 
x2 - x3
x2 $
AH 
x1 - x2
x1 $
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 9.204.103 3,73% 8.872.845 -8,45% 9.692.286
(-) Custos das Vendas -6.379.561 0,16% -6.369.372 -9,86% -7.066.328
(=) LUCRO BRUTO 2.824.542 12,82% 2.503.473 -4,66% 2.625.958
(-) DESPESAS/RECEITAS OPER. -2.457.883 12,01% -2.194.264 1,33% -2.165.359
Despesas com Vendas -1.523.575 -10,98% -1.711.504 -1,49% -1.737.443
Despesas Gerais e Adminstrativas -945.896 119,41% -431.100 3,13% -417.997
Depreciação e Amortização -72.372 -53,55% -155.795 14,18% -136.443
Result. de Equivalência Patrim. 61.708 -30,62% 88.948 -12,80% 102.010
Outras Despesas/Receitas Oper. 22.252 46,52% 15.187 -38,05% 24.514
(=) RESULTADO OPERAC. 
ANTES RES. FINANCEIRO 366.659 18,58% 309.209 -32,87% 460.599
(+) Receitas Financeiras 111.495 -23,30% 145.359 16,30% 124.982
(-) Despesas Financeiras -349.024 -19,81% -435.264 46,78% -296.548
(=) RESULTADO OPERAC. 
ANTES IRPJ/CSLL 129.130 568,93% 19.304 -93,32% 289.033
(-) Imp. Renda sobre Lucro -13.451 83,48% -7.331 -86,10% -52.730
(-) Contr. Social sobre Lucro Líq. -8.070 91,50% -4.214 -82,98% -24.766
(=) RESULTADO LÍQUIDO das 
OPER. CONTINUADAS 107.609 1286,89% 7.759 -96,33% 211.537
(=/-) Res. Líq. Oper. Descontin.
(=/-) Res. Líq. Mens.ao Valor Justo
(=) RESULTADO LÍQUIDO 
DO PERÍODO 107.609 1286,89% 7.759 -96,33% 211.537
Fonte: o autor.
Visão Conjunta: Av-Ah
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Nesta empresa, houve diminuição nos valores das vendas líquidas de X1 para X2 
em 8,45%, mas de X2 para X3 aumentou em 3,73%; por outro lado, os custos das 
vendas diminuíram significativamente de X1 para X2 em 9,86%, mas de X2 para 
X3 aumentou em 0,16%. Isso refletiu diretamente na evolução do Lucro Bruto.
VISÃO CONJUNTA: AV-AH
A análise vertical pode, também, demonstrar como o saldo de cada conta pode 
interferir no resultado de um indicador, mas não conseguirá explicar a variação 
ou alteração deste indicador ou, até mesmo, a alteração da representatividade 
de uma conta no balanço ou da DRP de um ano para outro.
A análise horizontal mostra a evolução do valor dos recursos passando pelas 
demonstrações de diversos períodos, mas não faz a comparação com o total dos 
recursos daquele grupo, que também pode ter diminuído ou aumentado.
A partir da análise conjunta dos indicadores, é possível encontrar explica-
ções para as variações patrimoniais e também para o aumento ou diminuição 
no resultado final da empresa. Com relação ao lucro, fatores externos podem ser 
diretamente relacionados ao seu aumento ou redução.
CONTAS DO ATIVO
Vamos, agora, juntar as duas análises, vertical e horizontal, para termos infor-
mações mais relevantes a respeito das demonstrações sobre as contas do ativo.
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
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Quadro 12 - Visão Conjunta da AV-AH - contas do Ativo
Fonte: o autor.
A análise vertical mostra que os ativos a receber no longo prazo representam 9,82%, 
13,60% e 14,42% em X1, X2 e X3 respectivamente. Esses percentuais mostram que os 
recursos aplicados no Realizável a Longo Prazo estão com representatividade maior 
a cada ano; isso é, sem dúvida, um sinal de atenção. Contudo, a análise horizontal 
mostra que houve um aumento de 46,40% de X1 para X2 e diminuiu 1,29% de X2 
para X3, pois o ativo total aumentou 5,71% de X1 para X2 e diminuiu 6,94% de X2 
para X3. Confirmamos, então, que realmente a empresa está com mais recursos apli-
cados em contas a receber no longo prazo, são mais recursos fora do giro da empresa.
A conta estoque, pela análise vertical, mostra a representatividade de 27,88%, 
24,18% e 25,85% em X1, X2 e X3 respectivamente. Esses percentuais mostram 
poucas alterações de um ano para outro. A análise horizontal mostra evolução 
negativa de X1 para X2 de 8,31% e diminuição de X2 para X3 de 0,51%.
De uma forma geral, a análise vertical e horizontal das nossas contas do ativo 
se confirmam; isso ocorre quando não há grandes alterações no total dos recur-
sos, o valor do ativo total mudou pouco nos três anos.
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado esquerdo
ATIVO x3 $ x3 AV x3-AH-x2 x2 $ x2 AV x2-AH-x1 x1 $ x1 AV
Ativo Circulan. 2.963.415 57,30% -10,73% 3.319.459 59,73% -1,36% 3.365.369 64,01%
Caixa e Equival. 202.452 3,91% -65,71% 590.400 10,62% 50,70% 391.763 7,45%
Tít. e Val. Mobil. 566.954 10,96% 13,93% 497.623 8,95% 10,34% 450.979 8,58%
Partes relacio. 51.078 0,99% -42,05% 88.140 1,59% -6,13% 93.895 1,79%
Clientes 419.616 8,11% -2,54% 430.549 7,75% -30,17% 616.585 11,73%
Estoques 1.336.954 25,85% -0,51% 1.343.741 24,18% -8,31% 1.465.553 27,88%
Trib. a Recuper. 291.719 5,64% -12,52% 333.475 6,00% 12,96% 295.205 5,62%
Outr. Ativ. Circ. 94.642 1,83% 166,36% 35.531 0,64% -30,86% 51.389 0,98%
Ativo Não Circ. 2.208.610 42,70% -1,32% 2.238.114 40,27% 18,29% 1.892.003 35,99%
Real. Long. Praz. 745.925 14,42% -1,29% 755.647 13,60% 46,40%516.168 9,82%
Investimentos 439.669 8,50% -0,29% 440.930 7,93% 21,00% 364.397 6,93%
Imobilizado 558.193 10,79% -3,40% 577.811 10,40% 2,20% 565.358 10,75%
Intangível 464.823 8,99% 0,24% 463.726 8,34% 3,96% 446.080 8,48%
TOTAL ATIVO 5.172.025 100,00% -6,94% 5.557.573 100,00% 5,71% 5.257.372 100,00%
Visão Conjunta: Av-Ah
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CONTAS DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Vamos utilizar as análises, vertical e horizontal, numa visão conjunta, para ter-
mos informações mais relevantes a respeito das contas que representam as origens 
de recursos da empresa.
Quadro 13 - Visão Conjunta da AV-AH - contas do Passivo e Patrimônio Líquido
Fonte: o autor.
Na análise horizontal anual, vimos que a conta Empréstimos e Financiamentos 
no Passivo Circulante diminuiu 3,86% de X1 para X2, mas aumentou 72,60% 
de X2 para X3, e no Passivo Não Circulante aumentou 12,02% de X1 para X2, 
mas diminuiu 38,37% de X2 para X3. Analisando a mesma conta pela análise 
vertical, no Passivo Circulante encontramos os seguintes percentuais: 11,24%, 
BALANÇO PATRIMONIAL - Lado direito
PASSIVO E 
PATR. LÍQUIDO
x3 $ x3 AV x3-AH-x2 x2 $ x2 AV x2-AH-x1 x1 $ x1 AV
Passivo Circulant. 2.924.425 56,54% 2,27% 2.859.611 51,45% 1,38% 2.820.630 53,65%
Emprést. e Financ. 980.727 18.96% 72,60% 568.220 10,22% -3,86% 591.051 11,24%
Partes relacion. 94.109 1,82% -14,59% 110.186 1,98% -22,99% 143.082 2,72%
Fornecedores 1.522.038 29,43% -19,27% 1.885.251 33,92% 5,62% 1.784.902 33,95%
Obr. Sociais e Trab. 181.837 3,52% 20,89% 150.419 2,71% -8,69% 164.739 3,13%
Obrigações Fiscais 31.642 0,61% 7,27% 29.497 0,53% -32,97% 44.008 0,84%
Outr. Contas a Pag. 114.072 2,21% -1,69% 116.038 2,09% 24,98% 92.848 1,77%
Passivo Não Circ. 1.551.292 29,99% -23,80% 2.035.750 36,63% 21,01% 1.682.275 32,00%
Fornecedores 519.234 10,04% -5,75% 550.910 9,91% 74,41% 315.866 6,01%
Emprést. e Financ. 773.305 14,95% -38,37% 1.254.830 22,58% 12,02% 1.120.184 21,31%
Outras Obrigações 258.753 5,00% 12,50% 230.010 4,14% -6,59% 246.225 4,68%
Patrimônio Líq. 696.308 13,46% 5,15% 662.212 11,92% -12,23% 754.467 14,35%
Capital Social 606.505 11,73% 0,00% 606.505 10,91% 0,00% 606.505 11,54%
Reserv. de Capital 17.914 0,35% 22,98% 14.567 0,26% 44,18% 10.103 0,19%
Reservas de Lucro 76.400 1,48% 45,96% 52.342 0,94% -67,15% 159.316 3,03%
Outros Res. Abran. 1.386 0,03% -185,14% -1.628 -0,03% 29,00% -1.262 -0,02%
(-) Ações em Tes. -5.897 -0,11% -38,41% -9.574 -0,17% -52,59% -20.195 -0,38%
TOTAL PASSIVO + 
PATR. LÍQUIDO
5.172.025 100,00% -6,94% 5.557.573 100,00% 5,71% 5.257.372 100.00%
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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10,22% e 18,96% em X1, X2 e X3 respectivamente; e no Passivo Não Circulante: 
21,31%, 22,58% e 14,95% respectivamente. Temos, então, a mesma tendência na 
análise vertical e horizontal.
CONTAS DE RESULTADO
Em uma visão conjunta da análise vertical e horizontal anual, vamos analisar 
as contas de receitas, custos e despesas. Será que teremos a repetição do que 
ocorreu com as contas patrimoniais? Será que a análise horizontal confirmará 
a tendência da vertical?
Quadro 14 - Visão Conjunta da AV-AH - contas de Resultado
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO
APURAÇÃO DO 
RESULTADO
x3 $ x3 AV x3-AV-x2 x2 $ x2 AV x2-AH-x1 x1 $ x1 AV
Rec. Líq. Vendas 9.204.103 100,00% 3,73% 8.872.845 100,00% -8,45% 9.692.286 100,00%
(-) Custos Vendas -6.379.561 -69,31% 0,16% -6.369.372 -71,79% -9,86% -7.066.328 -72,91%
(=) Lucro Bruto 2.824.542 30,69% 12,82% 2.503.473 28,21% -4,66% 2.625.958 27,09%
(-) Desp./Rec. 
Operacionais -2.457.883 -26,70% 12,01% -2.194.264 -24,73% 1,33% -2.165.359 -22,34%
Desp. com Venda -1.523.575 -16,55% -10,98% -1.711.504 -19,29% -1,49% -1.737.443 -17,93%
Desp. Ger. e Adm. -945.896 -10,28% 119,41% -431.100 -4,86% 3,13% -417.997 -4,31%
Deprec. e Amort. -72.372 -0,79% -53,55% -155.795 -1,76% 14,18% -136.443 -1,41%
Res. de Equiv. Pat. 61.708 0,67% -30,62% 88.948 1,00% -12,80% 102.010 1,05%
Out. Des./Rec. Op 22.252 0,24% 46,52% 15.187 0,17% -38,05% 24.514 0,25%
(=) Res. Operac. 
Antes Res. Fin. 366.659 3,98% 18,58% 309.209 3,48% -32,87% 460.599 4,75%
(+) Receit. Financ. 111.495 1,21% -23,30% 145.359 1,64% 16,30% 124.982 1,29%
(-) Desp. Financ. -349.024 -3,79% -19,81% -435.264 -4,91% 46,78% -296.548 -3,06%
(=) Res. Operac. 
Antes IRPJ/CSLL 129.130 1,40% 568,93% 19.304 0,22% -93,32% 289.033 2,98%
(-) Imp. Renda 
sobre Lucro -13.451 -0,15% 83,48% -7.331 -0,08% -86,10% -52.730 -0,54%
Visão Conjunta: Av-Ah
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Fonte: o autor.
Nos custos das vendas pela análise horizontal anual, vemos uma significativa dimi-
nuição de X1 para X2 (9,86%), mas pela análise vertical tivemos uma pequena 
oscilação na representatividade (72,91% em X1 e de 71,79% em X2), a discre-
pância maior está na evolução de X2 para X3. Pela análise horizontal, tivemos 
um aumento em 0,16%, mas pela análise vertical tivemos uma diminuição, pois 
foi de 71,79% em X2 e 69,31% em X3.
Isso ocorreu porque as vendas líquidas aumentaram 3,73% de X2 para X3 e 
os custos das vendas somente 0,16%; então, o valor referencial da análise verti-
cal ficou bem acima do valor analisado.
(-) Contrib. Social 
sobre Lucro Líq. -8.070 -0,09% 91,50% -4.214 -0,05% -82,98% -24.766 -0,26%
(=) Res. Líq. Ope. 
Continuadas 107.609 1,17% 1286,89% 7.759 0,09% -96,33% 211.537 2,18%
(=/-) Res. Líq. 
Oper. Descont.
(=/-) Res. Líq. 
Mensur. Val Justo
(=) Res. Líq. 
Período
107.609 1,17% 1286,89% 7.759 0,09% -96,33% 211.537 2,18%
VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E82
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao final desta unidade, podemos afirmar que aprendemos os aspectos teóricos 
da análise das demonstrações e suas técnicas, da análise vertical, da análise hori-
zontal ano-base e da análise horizontal anual e, também, uma visão conjunta das 
análises vertical e horizontal anual.
Além dos aspectos conceituais, vimos os aspectos práticos da análise vertical, 
nos quais calculamos a representatividade de cada conta patrimonial e de resul-
tado. Também vimos a evolução horizontal das contas, considerando o ano-base 
e considerando anualmente. Logo após, juntamos a análise vertical e a análise 
horizontal anual em uma única demonstração para, nesta visão conjunta, termos 
informações conjuntas sobre a representatividade das contas e sobre a evolução 
ano a ano dos mesmos elementos patrimoniais e de resultado.
Como ponto de partida para a análise das demonstrações, agora sabemos, na 
teoria e na prática, que a análise vertical compara os valores das contas, subgru-
pos e grupos de contas com um valor referencial, que no caso do lado esquerdo 
do balanço é o total do ativo e no caso do lado direito pode ser feito com dois 
enfoques: o total de passivo mais patrimônio líquido em conjunto ou o valor 
do passivo separado do valor do patrimônio líquido. Nas contas de resultado, o 
referencial é o valor da receitas ou vendas líquidas.
Sabemos, também, que a análise horizontal nos mostra a evolução das con-
tas, subgrupos e grupos de contas entre um período e outro. Estudamos esta 
evolução de duas formas: considerando sempre o mesmo ano base ou anual-
mente, considerando a referência ano a ano.
Neste desenvolvimento prático, comentamos alguns cálculos, tanto da análise 
vertical quanto da horizontal ano-base e horizontal anual, fizemos comentários 
também sobre a visão conjunta vertical x horizontal.
Agora, temos uma base importante para continuarmos nossos estudos sobre 
a análise das demonstrações contábeis ou financeiras. Você está preparado?
Vamos em frente!
83 
1. O analista precisa explicar ao gestorda empresa o que ocorreu com a conta for-
necedores, pois há 5 anos, a empresa devia R$150.000,00 aos fornecedores e, no 
ano passado, estava devendo R$ 285.000,00. Considerando que o que importa 
ao gestor é um único percentual, assinale a alternativa que representa a 
análise a ser feita.
a) Análise Vertical.
b) Análise Horizontal Ano-Base.
c) Análise Vertical Ano a Ano.
d) Análise Horizontal Ano a Ano.
e) Análise Vertical Ano-Base.
2. A análise vertical tem como objetivo estudar a estrutura de composição dos ele-
mentos patrimoniais e de resultado. Para isso, assume como referencial (ou seja, 
100%) o total dos ativos para analisar as contas do ativo. Descreva como devem 
ser feitos os cálculos na análise vertical. 
3. É uma análise da estrutura de um conjunto de recursos, sejam patrimoniais ou 
de resultado, dependendo da demonstração analisada. Quando temos vários 
períodos, podemos comparar todos tomando como referencial o primeiro deles, 
ou podemos tomar como referencial sempre o período anterior. Essa descrição 
se refere a qual análise?
4. Se uma empresa apresenta nas demonstrações o saldo da conta imobilizado de 
R$500.000,00 e o total do ativo de R$1.250.000,00, calcule e assinale a alterna-
tiva que mostra a representatividade do imobilizado no total dos recursos.
a) 250%.
b) 150%.
c) 100%.
d) 50%.
e) 40%.
5. A empresa Boa Ltda. apresentou, nas demonstrações dos três últimos anos, as se-
guintes informações: imobilizado, saldo de R$550.00,00 em 20x7, R$520.000,00 
em 20x8 e R$500.000,00 em 20x9. Calcule e assinale a alternativa que mostra 
a evolução horizontal ano-base do imobilizado dessa empresa.
a) Positiva de 9,09%.
b) Negativa de 9,09%.
c) Positiva de 10,00%.
d) Negativa de 5,45% de 20x7 para 20x8 e de 3,85% de 20x8 para 20x9.
e) Positiva de 5,45% de 20x7 para 20x8 e de 3,85% de 20x8 para 20x9.
84 
Características qualitativas da informa-
ção contábil-financeira útil
QC4: se a informação contábil-finan-
ceira é para ser útil, ela precisa ser 
relevante e representar com fidedigni-
dade o que se propõe a representar. A 
utilidade da informação contábil-finan-
ceira é melhorada se ela for comparável, 
verificável, tempestiva e compreensível. 
[...]
Características qualitativas de melhoria
QC19: comparabilidade, verificabilidade, 
tempestividade e compreensibilidade são 
características qualitativas que melhoram 
a utilidade da informação que é relevante 
e que é representada com fidedignidade. 
As características qualitativas de melhoria 
podem também auxiliar a determinar qual 
de duas alternativas que sejam considera-
das equivalentes em termos de relevância 
e fidedignidade de representação deve ser 
usada para retratar um fenômeno.
Comparabilidade
QC20: as decisões de usuários implicam 
escolhas entre alternativas, como, por 
exemplo, vender ou manter um investi-
mento, ou investir em uma entidade ou 
noutra. Consequentemente, a informação 
acerca da entidade que reporta informa-
ção será mais útil caso possa ser comparada 
com informação similar sobre outras enti-
dades e com informação similar sobre a 
mesma entidade para outro período ou 
para outra data.
QC21: comparabilidade é a característica 
qualitativa que permite que os usuários 
identifiquem e compreendam similari-
dades dos itens e diferenças entre eles. 
Diferentemente de outras características 
qualitativas, a comparabilidade não está 
relacionada com um único item. A compa-
ração requer no mínimo dois itens.
QC22: consistência, embora esteja relacio-
nada com a comparabilidade, não significa 
o mesmo. Consistência refere-se ao uso dos 
mesmos métodos para os mesmos itens, 
tanto de um período para outro conside-
rando a mesma entidade que reporta a 
informação, quanto para um único perí-
odo entre entidades. Comparabilidade é 
o objetivo; a consistência auxilia a alcan-
çar esse objetivo.
QC23: comparabilidade não significa uni-
formidade. Para que a informação seja 
comparável, coisas iguais precisam parecer 
iguais e coisas diferentes precisam parecer 
diferentes. A comparabilidade da informa-
ção contábil-financeira não é aprimorada 
ao se fazer com que coisas diferentes pare-
çam iguais ou ainda ao se fazer coisas iguais 
parecerem diferentes.
QC24: algum grau de comparabilidade é 
possivelmente obtido por meio da satis-
fação das características qualitativas 
fundamentais. A representação fidedigna 
de fenômeno econômico relevante deve 
possuir naturalmente algum grau de 
comparabilidade com a representação 
fidedigna de fenômeno econômico rele-
vante similar de outra entidade que reporta 
a informação.
QC25: muito embora um fenômeno eco-
nômico singular possa ser representado 
com fidedignidade de múltiplas formas, a 
discricionariedade na escolha de métodos 
contábeis alternativos para o mesmo fenô-
meno econômico diminui a comparabilidade. 
[...]
85 
Aplicação das características qualitati-
vas de melhoria
QC33: características qualitativas de melho-
ria devem ser maximizadas na extensão 
possível. Entretanto, as características 
qualitativas de melhoria, quer sejam indivi-
dualmente ou em grupo, não podem tornar 
a informação útil se dita informação for irre-
levante ou não for representação fidedigna.
QC34: a aplicação das características quali-
tativas de melhoria é um processo iterativo 
que não segue uma ordem preestabelecida. 
Algumas vezes, uma característica qualita-
tiva de melhoria pode ter que ser diminuída 
para maximização de outra característica 
qualitativa. Por exemplo, a redução tempo-
rária na comparabilidade como resultado 
da aplicação prospectiva de uma nova 
norma contábil-financeira pode ser vanta-
josa para o aprimoramento da relevância ou 
da representação fidedigna no longo prazo. 
Divulgações apropriadas podem parcial-
mente compensar a não comparabilidade.
Fonte: CFC (2011). 
MATERIAL COMPLEMENTAR
Saber elaborar e analisar uma análise vertical e horizontal das demonstrações 
financeiras contribui muito com o estudo da análise vertical e horizontal de forma 
conceitual, explicativa e prática.
Para saber mais, acesse o conteúdo disponível em: <http://www.cavalcanteassociados.com.br/
utd/UpToDate294.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2017.
Gestão contábil para contadores e não contadores
Carlos Alberto de Ávila
Editora: Ibpex
Sinopse: Gestão Contábil para Contadores e Não Contadores, de 
Carlos Alberto de Ávila, é uma obra que apresenta uma abordagem 
nitidamente didática, voltada a ajudar quem está ou não inserido na 
área de contabilidade a fazer relatórios contábeis, de tributação, de 
análise e de demonstrações contábeis por meio de explicações e de 
exercícios para fixação do conteúdo.
REFERÊNCIAS
87
CAMARGO, Camila. Análise de investimentos e demonstrativos financeiros. Curi-
tiba: Ibpex, 2007.
CFC (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE). Resolução nº 1.374, de 08 de de-
zembro de 2011. Dá nova redação à NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura 
Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. Dispo-
nível em: <http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/Res_1374.pdf>. Acesso em: 12 
jun. 2017.
MARION, José Carlos. Contabilidade empresarial. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços: abordagem básica e 
gerencial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
PADOVEZE, Clóvis Luís; BENEDICTO, Gideon Carvalho de. Análise das demonstra-
ções financeiras. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
GABARITO
1. B. Análise Horizontal Ano-Base.
2. Para calcular a representatividade ou participação de uma conta, precisamos di-
vidir o valor da conta pelo valor referencial e multiplicar por 100.
3. Análise Horizontal
4. E. 40%.
5. B. negativa de 9,09%.
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Professor Me. José Manoel da Costa
GESTÃO DOS RECURSOS: 
CICLO OPERACIONAL E 
FINANCEIRO
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Verificar o desempenho da gestão por meio do giro dos recursos.
 ■ Calcular os prazos médios para acompanhar o desempenho da 
gestão dos recursos.
 ■ Analisar a gestão empresarial por meiodo ciclo econômico, 
operacional e financeiro a partir dos prazos médios.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Giro dos Recursos
 ■ Prazos Médios
 ■ Ciclo Completo de Atividades
INTRODUÇÃO
Quando falamos em indicadores da gestão dos recursos, estamos nos referindo 
à análise da eficiência e eficácia da gestão. A gestão financeira de uma empresa 
deve ser desenvolvida com base no planejamento prévio, e os indicadores con-
tribuem para mostrar se o planejado foi realizado. Para isso, utilizamos alguns 
grupos de indicadores: os giros de recursos, os prazos médios, o ciclo econô-
mico, o ciclo operacional e o ciclo financeiro.
Este grupo de indicadores é de grande interesse dos gestores, principalmente 
os gestores financeiros, pois mostram a realização da gestão, possibilitando a 
comparação do planejado com o realizado. Além de ser mais útil para os gesto-
res, usuários internos das demonstrações, ainda temos que levar em conta que 
para calcular com maior precisão, precisaremos de informações que não encon-
tramos facilmente nas demonstrações publicadas, como o valor das compras 
brutas, as devoluções de vendas e de compras, além do saldo médio dos esto-
ques, dos valores a receber de clientes e dos valores a pagar aos fornecedores, 
visto que o saldo médio é necessário para abarcar possíveis sazonalidades da ati-
vidade empresarial que refletem no valor dos recursos.
Os indicadores dos giros dos recursos mostram quantas vezes um deter-
minado recurso foi renovado durante um determinado período, normalmente 
consideramos o período de um ano. Os prazos médios utilizam os mesmos valo-
res já utilizados para calcular os giros dos recursos, mas o enfoque é determinar 
quantos dias, em média, um determinado recurso leva para ser renovado. Os 
resultados obtidos no cálculo dos prazos médios serão utilizados para calcular 
o ciclo operacional e o ciclo financeiro.
Como estamos utilizando demonstrações contábeis elaboradas no final 
dos períodos para desenvolvermos os cálculos dos indicadores, vamos simular 
informações complementares para calcularmos os giros dos recursos e os pra-
zos médios; assim, teremos um aprendizado completo, com enfoque teórico e 
prático. Vamos em frente!
Introdução
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Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E92
GIRO DOS RECURSOS
A análise do Giro dos Recursos busca medir a performance das atividades ope-
racionais da empresa, tais como: estoques, compras e vendas, pagamentos e 
recebimentos. O nível dessas atividades normalmente é definido no planeja-
mento estratégico da empresa, os indicadores vão mostrar se o planejamento 
está sendo realizado ou se temos muitas variações.
É necessário entender como os recursos se renovam por meio dos giros 
encontrados pela análise dos valores das contas que representam estes recur-
sos, porque a gestão destes afetam diretamente os diferentes ciclos do negócio.
O grau de utilização dos ativos na geração das receitas é refletido na rotação 
ou giros dos recursos: quanto mais eficiente o uso dos ativos, maior benefício 
trará a liquidez e a rentabilidade da empresa. Neste grupo de análise, utiliza-
mos contas que representam a situação financeira e patrimonial em comparação 
com contas que representam a situação econômica. Como os valores das contas 
de resultado (situação econômica) se referem, normalmente, a um período de 
um ano, é recomendável usar o saldo médio dos valores das contas do Balanço 
Patrimonial. Para isso, é necessário termos balanços mensais para calcular a 
média dos recursos; desta forma, estaremos eliminando os efeitos sazonais.
Devemos entender como saldo médio a média aritmética das demonstra-
ções intermediárias do período. Por exemplo: se temos no ano doze balanços ou 
balancetes mensais, soma-se o saldo dos doze e divide-se por doze, encontrando, 
assim, uma média dos recursos utilizados durante o ano todo.
Giro dos Recursos
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GIRO DOS ESTOQUES TOTAIS
O giro dos estoques totais indica o número de vezes em que os estoques foram 
renovados por causa das vendas, durante um período. Se houver estoques com 
diversas características, o 
índice refletirá a média glo-
bal ponderada de todos os 
valores mantidos na conta 
estoque.
Para amenizar os possí-
veis problemas de distorção, 
calcula-se um valor médio 
dos estoques durante o perí-
odo; assim, a comparação 
fica mais razoável. Quando 
é impossível obter informa-
ções para calcular a média, podemos utilizar o valor das demonstrações do final 
do período, mas devemos ter ciência que, caso haja sazonalidade, o índice encon-
trado não será tão confiável.
É calculado pela razão entre o custo das vendas e o valor médio dos esto-
ques, normalmente, quanto maior a rotatividade, melhor a situação da empresa. 
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, consideremos que conseguimos as demonstrações men-
sais junto à empresa. Com base nos saldos mensais dos estoques, vamos, então, 
calcular o SALDO MÉDIO DOS ESTOQUES no quadro a seguir:
GET =
CUSTO DAS VENDAS
SALDO MÉDIO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E94
Quadro 1 - Saldo médio dos estoques
CÁLCULO SALDO MÉDIO DOS ESTOQUES
Meses x3 x2 x1
JAN 1.287.303 1.443.569 1.582.797
FEV 1.306.613 1.434.908 1.560.226
MAR 1.311.839 1.426.298 1.537.977
ABR 1.298.721 1.417.741 1.516.046
MAI 1.279.240 1.409.234 1.494.427
JUN 1.272.844 1.400.779 1.473.116
JUL 1.293.547 1.392.374 1.502.579
AGO 1.354.445 1.384.020 1.517.604
SET 1.361.217 1.375.716 1.547.957
OUT 1.381.533 1.367.461 1.532.477
NOV 1.363.693 1.359.257 1.547.802
DEZ 1.336.954 1.343.741 1.465.553
Média 1.320.662,42 1.396.258,17 1.523.213,42
Fonte: o autor.
Vamos calcular o Giro dos Estoques Totais, considerando o Custo das Vendas 
do período de 12 meses, obtido nas demonstrações publicadas, e o Saldo Médio 
dos Estoques calculados de acordo com as demonstrações mensais:
Quadro 2 - Cálculo do GET
GET =
x3 x2 x1
6.379.561,00 6.369.372,00 7.066.328,00
1.320.662,42 1.396.258,17 1.523.213,42
4,83 
vezes
4,56 
vezes
4,64 
vezes
Fonte: o autor.
Os índices encontrados significam quantas vezes os estoques foram renovados 
durante cada período: quanto maior o giro, melhor; percebemos, então, que o 
pior ano foi x2 com giro de 4,56 vezes e o melhor ano foi x3 com giro de 4,83 
vezes.Demonstrando graficamente:
x3 x2 x1
4,83 
4,56 
4,64 
Giro dos Estoques Totais
Giro dos Recursos
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Empresas comerciais compram e vendem; empresas industriais compram, 
transformam e vendem. Esta diferença está ligada ao ciclo de produção e 
tem reflexo direto no giro do ativo. Empresas comerciais tendem a ter giro 
do ativo maior, e empresas industriais, menor. O giro do ativo mostra a ve-
locidade em que os ativos são transformados em volume de vendas e a ren-
tabilidade depende do volume de vendas. Assim, vemos uma relação direta 
entre giro do ativo e taxas de retorno, pois a margem líquida pequena pode 
ser compensada com grande volume de vendas.
O gestor financeiro deve mostrar que o capital está sendo bem remune-
rado e a melhor forma de fazer isso é utilizando o giro do ativo total e a 
rentabilidade dos ativos. A melhor forma de comparar o giro do ativo com o 
de outras empresas, ainda, é o padrão setorial; no entanto, a empresa deve 
sempre buscar rotações ou giros maiores, pois quantomaior for o giro dos 
ativos, maior será a eficiência da empresa e maior a rentabilidade.
Fonte: o autor.
Figura 1 - Giro dos Estoques Totais
Fonte: o autor.
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E96
GIRO DO ATIVO 
TOTAL
O giro do ativo total 
indica a eficiência 
com a qual a empresa usa 
seus ativos para gerar vendas. 
Normalmente, quanto maior esse índice, 
maior a eficiência no uso dos ativos. “Um dos 
mais importantes indicadores de giro é representado 
pelo índice de giro dos ativos” (BRUNI, 2010, p. 179).
Deve-se tomar cuidado ao usar este indicador para fins comparativos, pois 
é baseado nos custos históricos do total de ativos. Como algumas empresas têm 
ativos mais novos ou mais velhos que outras, essa comparação pode ser enga-
nosa. Empresas com ativos mais novos tendem a ter giros menores que aquelas 
com ativos mais velhos. A diferença no giro pode ser resultado de ativos mais 
caros e não de eficiência operacional. É calculado pela razão entre as vendas e o 
total de ativos da empresa. Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar que conseguimos as demonstrações men-
sais junto à empresa. Com base nos saldos mensais do ativo total, calculamos o 
SALDO MÉDIO DO ATIVO TOTAL no quadro a seguir:
GAT =
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
SALDO MÉDIO DO ATIVO TOTAL
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Quadro 3 - Saldo médio do ativo total
CÁLCULO SALDO MÉDIO DO ATIVO TOTAL
Meses x3 x2 x1
JAN 5.441.381 5.245.885 5.363.024
FEV 5.117.004 5.311.412 5.285.120
MAR 5.137.470 5.477.141 5.208.328
ABR 5.086.097 5.543.081 5.232.633
MAI 5.009.805 5.609.221 5.158.015
JUN 5.084.756 5.575.567 5.084.460
JUL 5.165.834 5.542.112 5.186.152
AGO 5.304.325 5.508.861 5.238.011
SET 5.430.846 5.575.808 5.342.774
OUT 5.410.408 5.542.950 5.289.345
NOV 5.340.542 5.610.296 5.342.239
DEZ 5.172.025 5.557.573 5.257.372
Média 5.225.041,08 5.508.325,58 5.248.956,08
Fonte: o autor.
Vamos calcular o Giro do Ativo Total considerando a Receita Líquida das Vendas 
do período de 12 meses, obtido nas demonstrações publicadas, e o Saldo Médio 
do Ativo Total calculados de acordo com as demonstrações mensais:
Quadro 4 - Cálculo do GAT
GAT =
x3 x2 x1
9.204.103,00 8.872.845,00 9.692.286,00
5.225.041,08 5.508.325,58 5.248.956,08
1,76 
vezes
1,61 
vezes
1,85 
vezes
Fonte: o autor.
Os índices encontrados significam quantas vezes o ativo total girou em função 
das vendas líquidas durante cada período: quanto maior o giro, melhor; perce-
bemos, então, que o pior ano foi x2 com giro de 1,61 vezes e o melhor ano foi x1 
com giro de 1,85 vezes. Demonstrando graficamente:
x3 x2 x1
1,76 
1,61 
1,85 
Giro do Ativo Total
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
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IIIU N I D A D E98
Figura 2 - Giro do Ativo Total
Fonte: o autor.
PRAZOS MÉDIOS
No grupo de indicadores 
que mostram como está a 
eficácia da gestão dos recursos, 
analisamos o resultado da 
gestão por dois enfoques: o giro 
de recursos e os prazos médios 
de realização dos recursos. No 
subgrupo giro dos recursos, 
analisamos os estoques e o ativo 
total; aqui vamos ver os estoques, as contas a receber de clientes e as contas a 
pagar a fornecedores. Estes indicadores têm como principal objetivo mostrar 
aos gestores, usuários internos, qual é o resultado da gestão, possibilitando a 
comparação com o planejamento estratégico e operacional.
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PRAZO MÉDIO DE RENOVAÇÃO DOS ESTOQUES
Período médio que decorre da compra até a venda de um determinado estoque. 
Tem efeitos diferentes para comércio e indústria; enquanto no comércio se com-
pra e já expõe para venda, na indústria é comprado e transformado para só após 
o processo produtivo ser vendido. O critério de análise é “quanto menor, melhor”, 
pois o objetivo é negociar rapidamente os estoques, evitando obsoletismo.
O Prazo Médio de Renovação dos Estoques – PMRE – indica a média do 
número de dias para venda dos estoques. É calculada pela divisão do valor dos 
estoques (média do período) pelo custo das vendas do período, pois o registro 
das baixas de estoques vendidos é feito em contrapartida no custo das vendas. 
Como é medido em dias, o resultado deverá ser multiplicado pelo número de 
dias do período. Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar que conseguimos as demonstrações 
mensais junto à empresa. Com base nos saldos mensais dos estoques, vamos, 
então, calcular o SALDO MÉDIO DOS ESTOQUES no quadro a seguir:
PMRE = X360
SALDO MÉDIO DOS ESTOQUES
CUSTO DAS VENDAS
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IIIU N I D A D E100
Quadro 5 - Saldo médio dos estoques
CÁLCULO SALDO MÉDIO DOS ESTOQUES
Meses x3 x2 x1
JAN 1.287.303 1.443.569 1.582.797
FEV 1.306.613 1.434.908 1.560.226
MAR 1.311.839 1.426.298 1.537.977
ABR 1.298.721 1.417.741 1.516.046
MAI 1.279.240 1.409.234 1.494.427
JUN 1.272.844 1.400.779 1.473.116
JUL 1.293.547 1.392.374 1.502.579
AGO 1.354.445 1.384.020 1.517.604
SET 1.361.217 1.375.716 1.547.957
OUT 1.381.533 1.367.461 1.532.477
NOV 1.363.693 1.359.257 1.547.802
DEZ 1.336.954 1.343.741 1.465.553
Média 1.320.662,42 1.396.258,17 1.523.213,42
Fonte: o autor.
Vamos calcular o Prazo Médio de Renovação dos Estoques considerando o Custo 
das Vendas do período de 12 meses, obtido nas demonstrações publicadas, e o 
Saldo Médio dos Estoques calculados de acordo com as demonstrações mensais:
Quadro 6 - Cálculo do PMRE
PMRE =
x3 x2 x1
74,53 
dias
78,92 
dias
77,60 
dias
Fonte: o autor.
Os índices encontrados nos informam em quantos dias os estoques foram reno-
vados durante cada período, como esse prazo é do tipo “quanto menor o período, 
melhor”, percebemos, então, que o pior ano foi x2 com período de 78,92 dias e o 
melhor ano foi x3 com período 74,53 dias. Demonstrando graficamente:
1.320.662,42
6.379.561,00
x 360
1.396.258,17
6.369.372,00
x 360
1.523.213,42
7.066.328,00
x 360
Prazos Médios
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Figura 3 - Prazo Médio de Renovação dos Estoques
Fonte: o autor.
PRAZO MÉDIO DE 
RECEBIMENTO DOS 
CLIENTES
O prazo médio de rece-
bimento dos clientes é o 
período médio compre-
endido entre a venda e o 
recebimento dos clientes. É 
o prazo efetivo e não o prazo 
para pagamento concedido 
por ocasião da venda. Se houver atrasos ou antecipação do recebimento, o prazo 
médio será diferente da política de prazos da empresa. O critério de análise é 
“quanto menor, melhor”, pois o objetivo é receber as vendas o mais rápido pos-
sível, evitando a necessidade de mais capital; quanto antes a empresa receber as 
vendas, mais recursos disponíveis para o giro dos recursos a empresa terá.
O Prazo Médio de Recebimentos dos Clientes – PMRC – é usado para avaliar 
as políticas de crédito e cobrança da empresa. Para calcular o PMRC, é necessário 
x3 x2 x1
74,53 
78,92 
77,60 
Prazo Médio de Renov. dos Est.
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IIIU N I D A D E102
entendermos que o ponto de partida é o saldo médio das contas a receber dos 
clientes (Ativo Circulante). O reflexo nas contas de resultado é a conta Receita 
Operacional Bruta, mas precisamos considerar alguns ajustes, pois as possíveis 
devoluções de vendas e abatimentos não serãorecebidos dos clientes. Logo, não 
faz sentido considerarmos estes valores que formam o saldo da receita bruta, 
mas que representam deduções logo em seguida.
Como é medido em dias, o resultado deverá ser multiplicado pelo número 
de dias do período. Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar que conseguimos informações adicionais 
junto à empresa. Então, com base nos saldos mensais da conta clientes, vamos 
calcular o SALDO MÉDIO A RECEBER DOS CLIENTES no quadro a seguir:
Quadro 7 - Saldo médio dos valores a receber dos clientes
CÁLCULO SALDO MÉDIO A RECEBER DE CLIENTES
Meses x3 x2 x1
JAN 434.854 628.916 653.580
FEV 439.203 622.627 640.508
MAR 443.595 610.174 627.698
ABR 448.031 591.869 615.144
MAI 452.511 568.194 602.841
JUN 447.986 539.785 590.784
JUL 443.506 507.398 578.968
AGO 439.071 487.102 590.548
SET 434.680 457.876 602.359
OUT 430.333 430.403 614.406
NOV 426.030 443.315 626.694
DEZ 419.616 430.549 616.585
Média 438.284,67 526.517,33 613.342,92
Fonte: o autor.
PMRC = X360
SALDO MÉDIO DE CLIENTES
VENDAS BRUTAS AJUSTADAS
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Já calculamos o Saldo Médio a Receber de Clientes, mas, neste caso, precisa-
mos de outras informações adicionais, porque o reflexo das contas a receber 
nas contas de resultado não é com as receitas líquidas, mas sim com as brutas, 
deduzidas pelas devoluções de vendas e abatimentos. Como não temos estas 
informações nas demonstrações publicadas, vamos considerar que temos um 
bom relacionamento com a empresa e conseguimos as informações necessárias, 
consolidando-as conforme exposto:
Quadro 8 - Cálculo da Receita Bruta Ajustada
INFORMAÇÕES COMERCIAIS
Detalhamento x3 x2 x1
RECEITA BRUTA 10.789.509 10.660.936 11.615.740
DEVOLUÇÕES 246.038 378.147 250.421
ABATIMENTOS 47.257 84.803 59.123
RECEITA BRUTA AJUSTADA 10.496.214 10.197.986 11.306.196
Fonte: o autor.
Vamos calcular o Prazo Médio de Recebimento dos Clientes com base nas Vendas 
Brutas Ajustadas (Vendas Brutas - Devoluções de Vendas - Abatimentos) do 
período de 12 meses, de acordo com as informações adicionais obtidas com a 
empresa e o Saldo Médio de Clientes a Receber, calculados de acordo com as 
demonstrações mensais:
Quadro 9 - Cálculo do PMRC
PMRC =
x3 x2 x1
15,03 
dias
18,59 
dias
19,53 
dias
Fonte: o autor.
Os índices encontrados nos informam o período médio em dias que são neces-
sários para receber as vendas dos clientes após a realização das vendas. Como 
este prazo é do tipo “quanto menor, melhor”, percebemos, então, que o pior ano 
foi x1 com período de 19,53 dias e o melhor ano foi x3 com período 15,03 dias.
438.284,67
10.496.214,00
x 360
526.517,33
10.197.986,00
x 360
613.342,92
11.306.196,00
x 360
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IIIU N I D A D E104
Os índices encontrados representam quantos dias, em média, as vendas leva-
ram para ser recebidas; não é exatamente a mesma coisa que o prazo médio que 
a empresa concede aos seus clientes, pois aqui é considerado o efetivo recebi-
mento das vendas, incluindo, também, as vendas à vista e os recebimentos em 
atraso. Demonstrando graficamente:
x3 x2 x1
15,03 
18,59 19,53 
Prazo Médio de Rec. de Clientes
Figura 4 - Prazo Médio de Recebimento dos Clientes
Fonte: o autor.
PRAZO MÉDIO DE 
PAGAMENTO A 
FORNECEDORES
O prazo médio de pagamento 
aos fornecedores é o período 
entre a compra e o efetivo 
pagamento aos fornecedores. 
No sentido oposto aos dois 
prazos médios anteriores, o critério de análise é “quanto maior, melhor”, pois o 
objetivo para fluxo de caixa é que tenhamos mais prazo para pagar os fornece-
dores, ja que, como é um passivo não oneroso, tem papel importante no ciclo 
Prazos Médios
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105
financeiro da empresa. O Período Médio de Pagamento a Fornecedores – PMPF 
– é usado para avaliar as políticas de prazo de pagamento das compras. É obtido 
dividindo-se o saldo médio da conta fornecedores pelas compras brutas do perí-
odo menos as devoluções e abatimentos de compras.
Como é medido em dias, o resultado deverá ser multiplicado pelo número 
de dias do período. Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, consideremos que conseguimos informações adicionais 
junto à empresa. Então, com base nos saldos mensais da conta fornecedores, 
vamos, então, calcular o SALDO MÉDIO DE FORNECEDORES, conforme o 
quadro a seguir:
Quadro 10 - Saldo médio da conta fornecedores
CÁLCULO SALDO MÉDIO DA CONTA FORNECEDORES
Meses x3 x2 x1
JAN 1.922.956 1.820.600 1.793.826
FEV 1.865.267 1.765.982 1.740.011
MAR 1.809.309 1.713.002 1.687.811
ABR 1.755.030 1.661.612 1.637.177
MAI 1.702.379 1.611.764 1.588.061
JUN 1.651.307 1.635.940 1.611.882
JUL 1.601.768 1.660.479 1.636.060
AGO 1.553.715 1.685.386 1.660.601
SET 1.507.104 1.710.667 1.685.510
OUT 1.522.175 1.736.327 1.710.793
NOV 1.552.618 1.762.372 1.736.455
DEZ 1.522.038 1.885.251 1.784.902
Média 1.663.805,50 1.720.781,83 1.689.424,08
Fonte: o autor.
PMPF = X360
SALDO MÉDIO DE FORNECEDORES
COMPRAS BRUTAS AJUSTADAS
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IIIU N I D A D E106
Após calcularmos o Saldo Médio de Fornecedores, ainda precisaremos de outras 
informações adicionais, porque o reflexo das contas a pagar está nas compras 
brutas ajustadas pelas devoluções de compras e abatimentos. Estas informações 
não temos nas demonstrações publicadas, então, vamos considerar que conse-
guimos as necessárias, vamos consolidá-las conforme a seguir:
Quadro 11 - Cálculo das Compras Brutas Ajustadas
INFORMAÇÕES COMERCIAIS
Detalhamento x3 x2 x1
COMPRAS BRUTAS 7.591.679 7.716.940 8.267.603
DEVOLUÇÕES 84.712 75.928 96.809
ABATIMENTOS 9.657 4.297 13.067
COMPRAS BRUTAS AJUSTADAS 7.497.310 7.636.715 8.157.727
Fonte: o autor.
Vamos calcular o Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores, com base nas 
Compras Brutas Ajustadas (Compras Brutas - Devoluções de Compras - 
Abatimentos) do período de 12 meses, conforme as informações adicionais 
obtidas com a empresa e o Saldo Médio de Fornecedores, calculados de acordo 
com as demonstrações mensais:
Quadro 12 - Cálculo do PMPF
PMPF =
x3 x2 x1
79,89 
dias
81,12 
dias
74,55 
dias
Fonte: o autor.
Os índices encontrados nos informam o período médio em dias que a empresa 
paga as compras aos fornecedores, como se refere a desembolso ou desencaixe 
financeiro, este índice é do tipo “quanto maior, melhor”; percebemos, então, que 
o pior ano foi x1 com período de 74,55 dias e o melhor ano foi x2 com período 
81,12 dias. Demonstrando graficamente:
1.663.805,50
7.497.310,00
x 360
1.720.781,83
7.636.715,00
x 360
1.689.424,08
8.157.727,00
x 360
x3 x2 x1
79,89 
81,12 
74,55 
Prazo Médio de Pag. aos Fornec.
Ciclo Completo de Atividades
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107
Figura 5 - Prazo Médio de Pagamento aos Fornecedores
Fonte: o autor.
CICLO COMPLETO DE ATIVIDADES
Os indicadores do ciclo de atividades abarcam três aspectos: econômico, ope-
racional e financeiro. O analista, principalmente como usuário interno, precisa 
compreender o ciclo completo de cada atividade da empresa, o qual representa 
momentos dos eventos mais relevantes na linha do tempo das atividades, sendo, 
a mais comum, a mensuração em dias, mas podem ser utilizadas outras unida-
des de tempo.
O ciclo econômico mostra os eventos econômicos no momento da ocor-
rência e evidencia a sua mensuração econômica, sendo, portanto, utilizado para 
medir o desempenho dasatividades. O ciclo operacional corresponde às ações 
para a realização das atividades; esse processo inclui o planejamento, a execu-
ção e o controle. O ciclo financeiro envolve a necessidade de capital de giro; é 
o processo da efetivação financeira de cada evento econômico (PADOVEZE; 
BENEDICTO, 2010).
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
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rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E108
CICLO ECONÔMICO
O ciclo econômico se caracteriza pelo consumo de recursos para produção ou 
para manutenção em estoques das mercadorias disponíveis para venda; por-
tanto, é o período médio gasto para produzir e vender, no caso da indústria, ou 
para vender as mercadorias, no caso do comércio.
É um cálculo fácil de fazer, pois leva em conta a entrada dos materiais ou 
mercadorias em estoque até a data da venda. Esse ciclo contribui no controle do 
estoque da empresa, já que a diminuição ou o aumento no volume de compras 
podem levar à alteração no resultado.
Como equivale ao período médio de estocagem, pode ser representado pela 
seguinte fórmula:
Vamos considerar o PMRE já calculado no tópico anterior:
Quadro 13 - Cálculo do ciclo Econômico
CICLO ECONÔMICO
x3 x2 x1
PMRE 74,53 78,92 77,60
PERÍODO EM DIAS 74,53 78,92 77,60
Fonte: o autor.
CICLO ECONÔMICO = PMRE
x3 x2 x1
74,53 
78,92 
77,60 
Ciclo Econômico
Ciclo Completo de Atividades
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O ciclo econômico vai refletir diretamente no ciclo operacional e financeiro: 
quanto maior o ciclo econômico, maior a necessidade de recursos para manu-
tenção das atividades empresariais. Logo, o desempenho desse indicador é 
fundamental para a gestão empresarial. Demonstrando graficamente:
Figura 6 - Ciclo Econômico
Fonte: o autor.
CICLO 
OPERACIONAL
O ciclo operacional é o 
período necessário para 
que uma operação se 
complete. Em uma 
empresa comercial, cor-
responde ao período em 
que inicia a compra das 
mercadorias, encerrando 
no recebimento das vendas dos clientes. Para calcular o ciclo operacional, pre-
cisamos utilizar os prazos médios já vistos no tópico anterior, pois o ciclo 
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E110
operacional é o período decorrido entre o momento em que a empresa compra 
materiais para linha de produção ou compra mercadorias para revenda até o ins-
tante em que o dinheiro da venda do produto acabado é arrecadado. Soma-se, 
então, o prazo médio de estocagem ao prazo médio de recebimento dos clientes 
para encontrarmos o período que representa o ciclo operacional. Pode-se utili-
zar a seguinte fórmula:
Vamos demonstrar o cálculo do ciclo operacional a partir dos prazos médios já 
calculados no tópico anterior:
Quadro 14 - Cálculo do Ciclo Operacional
CICLO OPERACIONAL
x3 x2 x1
PMRE 74,53 78,92 77,60
PMRC 15,03 18,59 19,53
PERÍODO EM DIAS 89,56 97,51 97,13
Fonte: o autor.
Os índices encontrados representam em quantos dias, em média, a empresa inicia 
e finaliza uma operação: quanto mais rápido o Ciclo Operacional ocorrer, maior 
possibilidade de sucesso. Logo, podemos dizer que quanto menor, melhor. Assim 
sendo, a empresa teve o pior período em x2, 97,51 dias, praticamente igual a x1 
e o melhor período em x3, 89,56 dias. Demonstrando graficamente:
CICLO OPERACIONAL = PMRE + PMRC
x3 x2 x1
89,56 
97,51 97,13 
Ciclo Operacional
Ciclo Completo de Atividades
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111
Figura 7 - Ciclo Operacional
Fonte: o autor.
CICLO FINANCEIRO
É o período que compreende o prazo entre o 
pagamento das compras aos fornecedores 
e o recebimento das vendas dos clientes. 
Quanto mais prazo a empresa obtiver dos 
fornecedores e quanto menos prazos con-
ceder aos clientes, menor será o Ciclo 
financeiro, podendo, inclusive, ser nega-
tivo, caso o ciclo operacional seja menor 
do que o PMPF. O Ciclo financeiro nega-
tivo é observado quando o volume e o prazo 
das fontes espontâneas de recursos excedem a 
duração do ciclo operacional. Quando o Ciclo finan-
ceiro é positivo (normal), a empresa deve buscar estratégias que o minimizem, 
sem perder receita ou prejudicar seu crédito no mercado. 
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E112
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Vamos demonstrar o cálculo do ciclo financeiro a partir dos prazos médios já 
calculados no tópico anterior:
Quadro 15 - Cálculo do Ciclo Financeiro
CICLO FINANCEIRO
x3 x2 x1
PMRE 74,53 78,92 77,60
PMRC 15,03 18,59 19,53
PMPF 79,89 81,12 74,55
PERÍODO EM DIAS 9,67 16,39 22,58
Fonte: o autor.
Os índices encontrados representam em quantos dias, em média, a empresa pre-
cisa suprir o caixa, pois paga os fornecedores antes de receber as vendas; quanto 
menor o Ciclo Financeiro, menor necessidade de capital. Portanto, é possível dizer 
que quanto menor, melhor, podendo, inclusive, ser negativo quando o prazo de 
pagamento aos fornecedores é maior do que o ciclo operacional. Neste nosso 
desenvolvimento prático, o pior período foi x1, 22,58 dias e o melhor período 
foi x3, 9,67 dias. Demonstrando graficamente:
CICLO FINANCEIRO = PMRE + PMRC - PMPF
x3 x2 x1
9,67 
16,39 
22,58 
Ciclo Financeiro
Ciclo Completo de Atividades
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113
Figura 8 - Ciclo Financeiro
Fonte: o autor.
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO CICLO COMPLETO DE 
ATIVIDADES
A gestão dos recursos foi vista, nesta unidade, pelo enfoque dos giros e pelos 
prazos médios. Os prazos médios foram utilizados para calcular os ciclos: econô-
mico, operacional e financeiro. Isso permite uma análise dos ciclos de atividades 
apresentadas de diversas maneiras diferentes. Finalizando o tópico Ciclo de 
Atividades, apresentamos uma consolidação dos ciclos calculados a partir dos 
prazos médios.
O gestor financeiro deve desenvolver ações que reduzam o ciclo financeiro, 
pois, com isso, reduzirá o volume de capitais necessários. O PMRE menor 
contribuirá para reduzir o ciclo financeiro?
x3 x2 x1
74,53 78,92 77,60 
89,56 
97,51 97,13 
9,67 16,39 
22,58 
Ciclo Completo de Atividades
CICLO ECONÔMICO CICLO OPERACIONAL CICLO FINANCEIRO
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E114
Resumo dos prazos médios e ciclos de atividades
Nesta tabela, podemos ter uma visão conjunta dos prazos médios e dos ciclos 
de atividades.
Quadro 16 - Ciclo Completo de Atividades
CICLO COMPLETO DE ATIVIDADES
x3 x2 x1
PMRE 74,53 78,92 77,60
PMRC 15,03 18,59 19,53
PMPF 79,89 81,12 74,55
CICLO ECONÔMICO 74,53 78,92 77,60
CICLO OPERACIONAL 89,56 97,51 97,13
CICLO FINANCEIRO 9,67 16,39 22,58
Fonte: o autor.
Gráfico dos ciclos de atividades
Neste gráfico, temos a visão conjunta dos ciclos de atividades: econômico, ope-
racional e financeiro dos três períodos calculados: x3, x2 e x1.
Figura 9 - Ciclo Completo de Atividades
Fonte: o autor.
Ciclo Completo de Atividades
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115
Prazos médios e ciclos de atividades anuais
Para melhor aprendizado sobre a composição dos prazos médios e dos ciclos 
de atividades, vamos verificar três gráficos diferentes, um para cada período. 
Assim, perceberemos que o PMRE equivale ao Ciclo Econômico e somado com 
o PMRC forma o Ciclo Operacional. Podemos verificar, também, que o Ciclo 
Financeiroé igual ao Ciclo Operacional menos o PMPF, ou podemos calcular 
somando o PMRE com o PMRC e subtraindo o PMPF.
GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E116
Figura 10 - Ciclo Completo de Atividades
Fonte: o autor.
Assim, finalizamos esta unidade demonstrando de várias maneiras os prazos 
médios e os ciclos de uma empresa. É importante que você veja, nestas várias 
formas de demonstração, que algumas contas do Balanço Patrimonial e da 
Demonstração do Resultado do Período são relevantes para entender os prazos 
médios e os ciclos de atividades.
Considerações Finais
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117
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Aprendemos sobre a importância da gestão dos recursos para medir a eficiência 
e eficácia da gestão. Para fazer a análise, é necessário comparar alguns elemen-
tos patrimoniais com componentes do resultado e com informações adicionais. 
Assim, calculamos na prática os giros de recursos: dos estoques e do ativo total; 
os prazos médios: de estocagem, de recebimento das vendas; e de pagamento das 
compras, os ciclos de atividades: econômico, operacional e financeiro.
Estudamos que a análise do Giro dos Recursos busca medir a performance 
das atividades operacionais da empresa e que o nível padrão desses indicadores 
deve ser de acordo com as definições do planejamento estratégico da empresa. 
Os indicadores vão mostrar se o planejamento está sendo realizado ou se temos 
muitas variações.
Utilizamos informações complementares às demonstrações financeiras para 
calcular o saldo médio dos estoques, das contas a receber de clientes, do ativo 
total e da conta fornecedores. Isso é necessário para calcular os giros e os pra-
zos médios; caso não seja possível obter essas informações, podemos utilizar o 
saldo do final do período. Devemos, no entanto, ter ciência que, caso haja sazo-
nalidade, o índice encontrado não será tão confiável.
Aprendemos a calcular os prazos médios de estoques, contas a receber de 
clientes e contas a pagar aos fornecedores, utilizados, também, para calcular os 
indicadores do ciclo de atividades nos aspectos: econômico, operacional e finan-
ceiro. O ciclo completo de atividades representa momentos dos eventos mais 
relevantes na linha do tempo das atividades; o mais comum é ser mensurado 
em dias, podem ser utilizadas outras unidades de tempo.
No final desta unidade, demonstramos os ciclos de atividades de várias manei-
ras, para que o aprendizado seja eficaz e você não tenha dúvidas sobre este tema 
tão importante na análise das demonstrações.
Vamos em frente! Sucesso sempre. 
118 
1. Aprendemos a calcular os prazos médios de estoques, contas a receber de clien-
tes e contas a pagar aos fornecedores, utilizados, também, para calcular os indi-
cadores do ciclo de atividades nos aspectos: econômico, operacional e financei-
ro. Sobre os saldos médios dos recursos, analise as afirmativas a seguir:
I- Calcula-se os saldos médios dos recursos para amenizar os possíveis proble-
mas de distorção, causados, principalmente, pela sazonalidade.
II- Os saldos médios são utilizados para calcular os giros e os prazos médios, 
refletindo diretamente nos ciclos de atividades.
III- Se não for possível calcular os saldos médios, é impossível calcular os giros e 
prazos médios, pois os índices encontrados seriam totalmente inúteis.
IV- O saldo médio de um recurso é a soma dos valores encontrados em de-
monstrações mensais.
Estão corretas somente as afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I e III.
e) II e IV.
2. A análise do Giro dos Recursos busca medir a performance das atividades ope-
racionais da empresa, tais como: estoques, compras e vendas, pagamentos e re-
cebimentos. O nível dessas atividades normalmente é definido no planejamen-
to estratégico da empresa. Os indicadores vão mostrar se o planejamento está 
sendo realizado ou se temos muitas variações. Considerando que uma empresa 
apresenta os seguintes valores para dois períodos consecutivos de 12 meses:
Saldo médio dos estoques ano 1: R$32.466,00
Saldo médio dos estoques ano 2: R$36.852,00
Custos das vendas ano 1: R$189.780,00
Custos das vendas ano 2: R$226.820,00
Assinale a alternativa correta.
a) O GET do ano 2 é de 6,15 vezes e do ano 1 é de 5,85 vezes, portanto esse 
índice foi melhor no ano 2.
b) O GET do ano 2 é de 6,15 vezes e do ano 1 é de 5,85 vezes, portanto esse 
índice foi melhor no ano 1.
c) O GET do ano 2 é de 6,99 vezes e do ano 1 é de 5,15 vezes, portanto esse 
índice foi melhor no ano 2.
d) O GET do ano 2 é de 6,15 vezes e do ano 1 é de 6,99 vezes, portanto esse 
índice foi melhor no ano 1.
119 
e) O GET do ano 2 é de 0,88 vezes e do ano 1 é de 0,84 vezes, portanto esse 
índice foi melhor no ano 2.
3. Os indicadores de prazos médios estão diretamente ligados ao giro dos recur-
sos, com a diferença que naquele se calcula quantas vezes o recurso se renovou 
em um determinado período e neste em quantos dias, em média, o recurso foi 
renovado. Sobre os prazos médios, analise as afirmativas a seguir e responda “V” 
(verdadeiro) ou “F” (falso).
( ) O PMRE é o período médio que decorre da compra até a venda de um 
determinado estoque.
( ) O PMRC é o período médio compreendido entre a venda e o recebimento 
dos clientes.
( ) Para calcular o PMRE, devemos dividir o saldo médio dos estoques pelas 
compras brutas ajustadas e multiplicar pelo número de dias do período. 
( ) Para calcular o PMRC, devemos dividir o saldo médio dos valores a receber 
de clientes pelas compras brutas ajustadas e multiplicar pelo número de dias do 
período. 
( ) O PMRE indica a média do número de dias para venda dos estoques e 
recebimento das vendas.
( ) O PMPF é o período médio que decorre da compra e o efetivo pagamento 
aos fornecedores.
Assinale a alternativa que representa a ordem correta das afirmativas ver-
dadeiras ou falsas. 
a) V, V, V, V, V, V.
b) F, V, F, V, F, V.
c) V, F, V, F, V, F.
d) F, V, V, F, F, V.
e) V, V, F, F, F, V.
4. Os indicadores do ciclo de atividades abarcam três aspectos: econômico, ope-
racional e financeiro. O analista, principalmente como usuário interno, precisa 
compreender o ciclo de cada atividade da empresa. Os ciclos representam mo-
mentos dos eventos mais relevantes na linha do tempo das atividades; o mais 
comum é ser mensurado em dias, mas podem ser utilizadas outras unidades de 
tempo. Descreva o Ciclo Operacional identificando o período e como se cal-
cula.
5. Quando o Ciclo Financeiro é positivo (normal), a empresa deve buscar estraté-
gias que o minimizem, sem perder receita ou prejudicar seu crédito no mercado. 
Descreva o Ciclo Financeiro e explique Ciclo Financeiro Negativo.
120 
Como esta unidade mostra indicadores que estão ligados diretamente à gestão financeira 
das empresas, trago como leitura complementar três tópicos importantes sobre este tema:
Objetivos do Administrador Financeiro
Os recursos sob responsabilidade do admi-
nistrador financeiro são objeto de interesse 
de diversas partes, naturais e jurídicas (os 
stakeholders). Por isso, quanto mais ali-
nhados seus objetivos, maior segurança e 
menores incertezas oferecem. Ainda assim, 
cada uma das partes envolvidas terá uma 
perspectiva distinta. Senão, vejamos os 
acionistas, por exemplo: independente-
mente se majoritários ou minoritários, ao 
investirem seus recursos na empresa, abrem 
mão de outras aplicações. Nesse sentido, o 
objetivo do administrador financeiro em 
relação aos acionistas é o de maior remune-
ração possível sobre o capital empregado 
na organização (empresa).
Contudo, o administrador financeiro 
não toma apenas o objetivo dos acionis-
tas como parâmetro de ação. Considera 
também, por exemplo, a prosperidade 
e o desenvolvimento da região onde a 
empresa está instalada, buscando envol-
vimento ambientale social responsável, 
o nível de investimento requerido pelo 
setor, as premissas e condições econômicas 
locais, regionais e mundiais, entre muitas 
outras relações. Outros stakeholders impor-
tantes, contemplados no estabelecimento 
dos objetivos financeiros do administrador, 
são as instituições financeiras, fornecedo-
res, clientes, empregados, dentre outros. 
De modo a corroborar com esse raciocínio 
sobre os stakeholders, Weston e Brigham 
(2000, p. 17) destacam que “altos padrões 
de comportamento ético requerem que 
uma empresa trate cada participante de 
uma maneira justa e honesta”.
Função Financeira Nas Empresas
A função financeira é um aspecto presente 
em todas as organizações empresariais, 
independentemente do porte ou ramo de 
atividade. Isso significa que o administra-
dor financeiro representa o manejo de um 
conjunto de recursos referentes à atividade 
da empresa, com vista ao cumprimento de 
metas pré-estabelecidas no planejamento 
estratégico e, por conseguinte, no orça-
mento empresarial. Sendo assim, de acordo 
com Braga (1995, p. 26) cabe à função finan-
ceira duas tarefas básicas: (1) a obtenção de 
recursos buscando os menores custos e os 
maiores prazos e (2) a alocação eficiente 
desses recursos na empresa.
Os recursos próprios, que pertencem aos 
acionistas (sócios da empresa), envolvem 
um custo de emprego importante para 
administrador financeiro. Quem investe 
numa companhia têm expectativa de lucro. 
Ademais, os recursos de terceiros têm cus-
tos que precisam estar contemplados na 
taxa de retorno dos ativos da empresa. 
Dizemos que quanto mais capital de ter-
ceiros em um negócio, mais alavancado 
ele está.
Meta da Administração Financeira
Quando uma pessoa decide investir seus 
recursos em uma empresa, seja na compra 
de ações de companhias abertas (listadas 
na bolsa de valores) ou na compra de quo-
tas de uma empresa limitada, está disposta 
121 
uma relação entre risco e retorno. Quanto 
maior for o risco a que o capital investido 
está exposto, maior é a expectativa de 
retorno.
O retorno dos recursos dos investido-
res pode acontecer pela distribuição dos 
dividendos ou pelo aumento do valor de 
mercado da empresa (ganho de capital), 
cuja realização depende da venda dos direi-
tos de participação no capital social. Para 
Damodaran (2002), na busca da maximiza-
ção do valor da empresa (preço das ações) 
há três razões para dar atenção: a) o preço 
das ações é o melhor indicador do valor 
da empresa, pois é atualizado diariamente 
pelo mercado; b) a longo prazo, o preço das 
ações tende a refletir os efeitos das decisões 
tomadas pela empresa; c) “escolher a maxi-
mização dos preços das ações como uma 
função objetiva nos permite fazer afirma-
ções categóricas sobre a melhor forma de 
selecionar projetos e financiá-los”.
Segundo Braga (1995, p. 32), o adminis-
trador financeiro deve considerar a real 
amplitude da meta da administração finan-
ceira, que vai além dos lucros da empresa. 
Essa meta coincide com o objetivo básico 
dos proprietários ou acionistas. As decisões 
financeiras são orientadas para o aumento 
do valor de mercado da empresa. Por-
tanto, a meta da administração financeira 
é a maximização da riqueza dos acionistas 
que constitui algo mais amplo e profundo 
do que a maximização dos lucros.
Fonte: o autor.
MATERIAL COMPLEMENTAR
Análise das Demonstrações Financeiras
Clóvis Luís Padoveze e Gideon Carvalho Benedicto
Editora: Cengage Learning
Sinopse: a análise financeira, ou análise de balanço, como é 
mais conhecida, é um dos principais instrumentos de análise 
de investimentos, administração financeira e controladoria 
para compreender o desempenho econômico-financeiro de 
uma empresa e sua situação patrimonial. Esse instrumento 
é útil para os interessados externos à empresa (stakeholders), que necessitam de informações 
sobre a situação desta e para o analista interno, responsável por esse segmento da contabilidade 
gerencial dentro das entidades.
Princípios do Ciclo Financeiro
Este artigo contribui com a compreensão da administração financeira e o capital de giro 
das empresas e com o entendimento do ciclo de conversão de caixa ou ciclo financeiro 
e outras temas complementares. 
Acesse o conteúdo disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/principios-
do-ciclo-financeiro/25319/>. Acesso em: 13 jun. 2017.
REFERÊNCIAS
BRAGA, Roberto. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São Pau-
lo: Atlas, 1995.
BRUNI, Adriano Leal. A análise contábil e financeira. São Paulo: Atlas, 2010.
DAMODARAN, Aswath. Finanças corporativas aplicadas. Porto Alegre: Bookman, 
2002.
PADOVEZE, Clóvis Luís; BENEDICTO, Gideon Carvalho de. Análise das demonstra-
ções financeiras. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
WESTON, J. Fred; BRIGHAM, Eugene F. Fundamentos da administração financeira. 
Tradução Sidney Stancatti. Revisão Técnica Fabio Gallo Garcia e Luis Alberto Bertuc-
ci. 10. ed. São Paulo: MAKRON Books, 2000.
123
GABARITO
1. Estão corretas somente as afirmativas I e II, portanto, alternativa a).
2. a) O GET do ano 2 é de 6,15 vezes e do ano 1 é de 5,85 vezes, portanto esse índice 
foi melhor no ano 2.
3. A ordem correta das afirmativas verdadeiras ou falsas está na alternativa e) V, V, 
F, F, F, V.
4. O ciclo operacional é o período necessário para que uma operação se complete. 
Em uma empresa comercial, é o período que inicia na compra das mercadorias e 
encerra no recebimento das vendas dos clientes. Para calcular o ciclo operacio-
nal, precisamos utilizar os prazos médios, pois o ciclo operacional é o período 
decorrido entre o momento em que a empresa compra materiais para linha de 
produção ou compra mercadorias para revenda até o instante em que o dinheiro 
da venda do produto acabado é arrecadado. Soma-se, então, o prazo médio de 
estocagem ao prazo médio de recebimento dos clientes para encontrarmos o 
período que representa o ciclo operacional.
5. O Ciclo Financeiro é o período que compreende o prazo entre o pagamento das 
compras aos fornecedores e o recebimento das vendas dos clientes. Caso o ci-
clo operacional seja menor do que o PMPF, o ciclo financeiro será negativo, isto 
ocorre quando o volume e o prazo das fontes espontâneas de recursos excedem 
a duração do ciclo operacional.
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Professor Me. José Manoel da Costa
ÍNDICES ECONÔMICO-
FINANCEIROS: O 
EQUILÍBRIO IDEAL
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Analisar a situação financeira empresarial por meio de índices de 
liquidez.
 ■ Analisar a situação patrimonial empresarial por meio de indicadores 
da estrutura patrimonial.
 ■ Analisar a lucratividade das vendas e a rentabilidade dos recursos.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Situação Financeira
 ■ Situação Patrimonial
 ■ Situação Econômica
INTRODUÇÃO
Nesta unidade, vamos estudar o que podemos considerar como o “ponto alto” 
ou “tripé” da análise empresarial. Foi dado o subtítulo “o equilíbrio ideal” porque 
estudaremos a análise empresarial por três enfoques de vital importância para 
o equilíbrio das contas da empresa: o financeiro, o patrimonial e o econômico.
A análise da situação financeira avalia a capacidade de pagamento dos passivos 
já assumidos. A capacidade de pagamento de uma empresa tem diversas formas 
de análise; a diferença entre elas são os prazos de exigibilidade das dívidas. Por 
outro lado, os ativos recebíveis também têm prazos previstos de recebimentos. 
Assim, para entendermos melhor a situação financeira da empresa, utilizare-
mos índices que mostram a liquidez somente de curto prazo e de curto e longo 
prazos juntos. 
A análise da situação patrimonial avalia a composição do patrimônio, envol-
vendo o endividamento e seus detalhamentos, o comprometimento dos capitais 
próprios e recursos não correntes com capitais imobilizados. Mostram, a partir 
de índices, como está a estrutura patrimonial da empresa, pois uma estrutura 
desequilibrada poderá comprometer oequilíbrio empresarial.
A análise da situação econômica avalia o resultado da – atividades por dois 
enfoques: o primeiro mostra as margens de lucro em diversos níveis, desde a 
representatividade do lucro bruto até o lucro líquido, e o segundo é a representa-
tividade do resultado em relação aos recursos utilizados, sejam os recursos totais 
(ativos) ou somente os recursos dos sócios (patrimônio líquido).
Com esta abordagem tripla, o analista tem uma visão geral que evidencia o 
equilíbrio da empresa; se a empresa estiver com deficiências em uma destas três 
situações, ela deve corrigir urgentemente para não comprometer as outras duas 
em curto espaço de tempo.
Vamos em frente! Chegou a hora de estudarmos o cerne da análise das 
demonstrações.
Introdução
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ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E128
SITUAÇÃO FINANCEIRA
A situação financeira é o grupo mais conhecido e utilizado na análise das 
demonstrações devido à sua simplicidade e praticidade ao avaliar um dos pontos 
fundamentais em uma empresa: a capacidade de pagamento dos compromissos. 
Evidencia o grau de liquidez da empresa em caso de descontinuidade ou encer-
ramento total das atividades. Marion (2002, p. 83) diz que “são utilizados para 
avaliar a capacidade de pagamento da empresa”.
Para a interpretação, o número encontrado (não é percentual) indica quanto 
a empresa tem, de acordo com os recursos comparados em cada índice, para 
quitar um real de dívida. Os índices, neste subgrupo, são escritos em números 
naturais que representam expressões monetárias e têm por característica serem 
do tipo “quanto maior, melhor”.
Situação Financeira
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Figura 1 - Tripé da Análise - Situação Financeira
Fonte: o autor. 
LIQUIDEZ GERAL
A liquidez geral (Current and long term assets to liabilities) mede a situação finan-
ceira da empresa na hipótese de receber todos os seus créditos a curto e a longo 
prazos, vender todos os bens constantes no ativo circulante e realizável a longo 
prazo, quais serão as condições de pagar todas as suas dívidas que estão no pas-
sivo circulante e no exigível a longo prazo. O índice de liquidez geral indica 
quanto a empresa tem em ativos recebíveis a curto e longo prazos para pagar 
cada R$1,00 de dívida de curto e longo prazos. Este índice deve ser analisado 
com cautela, pois muitos fatos futuros poderão afetá-lo. Pode-se utilizar a seguinte 
fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
LG =
AC + ARLP
PC + PNC
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E130
Quadro 1 - Cálculo da Liquidez Geral
X3 X2 X1
LG =
2.963.415 + 745.925
2.924.425 + 1.551.292
3.319.459 + 755.647
2.859.611 + 2.035.750
3.365.369 + 516.168
2.820.630 + 1.682.275
LG = 3.709.340
4.475.717
4.075.106
4.895.361
3.881.537
4.502.905
LG = 0,83 0,83 0,86
Fonte: o autor.
Os índices encontrados nos mostram quanto a empresa tem (em reais) de bens 
e direitos (ativos) recebíveis a curto e a longo prazos, para pagar cada R$1,00 de 
dívidas exigíveis a curto e a longo prazos. Como este índice é do tipo “quanto 
maior, melhor”, temos, então, a situação melhor em X1, com 0,86 e X2 e X3 em 
situação pior, com 0,83. Nos três anos, esse índice mostra dificuldades no paga-
mento dos compromissos assumidos. Demonstrando graficamente:
x3 x2 x1
0,83 0,83 
0,86 
Liquidez Geral
Figura 2 - Liquidez Geral
Fonte: o autor.
Situação Financeira
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LIQUIDEZ CORRENTE
A Liquidez Corrente (Current ratio) considera apenas os recursos que serão rea-
lizados e exigidos a curto prazo, ou seja, os bens e direitos do Ativo Circulante 
e as obrigações do Passivo Circulante. Este índice é o mais conhecido e utilizado 
entre os índices de solvência e merece atenção, porém, no que diz respeito à qua-
lidade dos estoques, tendo em vista que uma empresa com valores de estoques 
altos pode abrigar estoques obsoletos que não serão realizados. O índice de liqui-
dez corrente indica quanto a empresa tem em ativos recebíveis a curto prazo 
para pagar cada R$1,00 de dívida de curto prazo. É um índice muito utilizado 
para concessão de créditos com vencimentos a curto prazo. Pode-se utilizar a 
seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Colocaremos os valores de acordo 
com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 2 - Cálculo da Liquidez Corrente
X3 X2 X1
LC =
2.963.415
2.924.425
3.319.459
2.859.611
3.365.369
2.820.630
LC = 1,01 1,16 1,19
Fonte: o autor.
Os índices encontrados significam o valor que a empresa tem, considerando a 
realização dos recursos a curto prazo para quitar R$1,00 da dívida a curto prazo.
Como esse índice é do tipo “quanto maior, melhor”, podemos dizer que o 
melhor período foi X1, com 1,19 e o pior foi X3, com 1,01. Mesmo estando acima 
de 1, percebemos uma diminuição ano a ano; se continuar essa tendência, prova-
velmente X4 estará abaixo de 1, o que representa um problema de caixa a curto 
prazo. Demonstrando graficamente:
LC =
AC
PC
x3 x2 x1
1,01 
1,16 
1,19 
Liquidez Corrente
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E132
Figura 3 - Liquidez Corrente
Fonte: o autor.
LIQUIDEZ SECA
A Liquidez seca (Acid test) é um índice muito parecido com a liquidez corrente, 
mas considera-se o risco de não realização dos estoques. Então, o índice de liqui-
dez seca mostra quanto a empresa tem em ativos recebíveis a curto prazo, sem 
considerar o valor dos estoques para liquidar cada R$1,00 das dívidas a curto 
prazo. Na prática, é o analista considerando que todo o estoque será classifi-
cado para perdas.
Nessa condição, como ficaria a situação financeira da empresa para quitar as 
suas dívidas a curto prazo (Passivo Circulante), sem a realização dos estoques? 
Podem ser utilizadas variações na aplicação desse índice como, por exemplo, 
excluir do ativo circulante apenas um determinado percentual dos estoques que 
o analista avalie como de difícil realização.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
LS =
AC - Estoques
PC
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133
Figura 3 - Liquidez Corrente
Fonte: o autor.
LIQUIDEZ SECA
A Liquidez seca (Acid test) é um índice muito parecido com a liquidez corrente, 
mas considera-se o risco de não realização dos estoques. Então, o índice de liqui-
dez seca mostra quanto a empresa tem em ativos recebíveis a curto prazo, sem 
considerar o valor dos estoques para liquidar cada R$1,00 das dívidas a curto 
prazo. Na prática, é o analista considerando que todo o estoque será classifi-
cado para perdas.
Nessa condição, como ficaria a situação financeira da empresa para quitar as 
suas dívidas a curto prazo (Passivo Circulante), sem a realização dos estoques? 
Podem ser utilizadas variações na aplicação desse índice como, por exemplo, 
excluir do ativo circulante apenas um determinado percentual dos estoques que 
o analista avalie como de difícil realização.
Pode-se utilizar aseguinte fórmula:
LS =
AC - Estoques
PC
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 3 - Cálculo da Liquidez Seca
X3 X2 X1
LS =
2.963.415 - 1.336.954
2.924.425
3.319.459 - 1.343.741
2.859.611
3.365.369 - 1.465.553
2.820.630
LS = 1.626.461
2.924.425
1.975.718
2.859.611
1.899.816
2.820.630
LS = 0,56 0,69 0,67
Fonte: o autor.
Os índices encontrados significam o valor que a empresa tem, considerando a 
realização dos recursos a curto prazo, exceto os estoques para quitar R$1,00 da 
dívida a curto prazo.
Como este índice é do tipo “quanto maior, melhor”, nas demonstrações que 
aqui estamos analisando, podemos dizer, então, que o melhor período foi X2, 
com 0,69 e o pior foi X3, com 0,56; novamente o período X3 inspira cuidados. 
Demonstrando graficamente:
x3 x2 x1
0,56 
0,69 0,67 
Liquidez Seca
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E134
Figura 4 - Liquidez Seca
Fonte: o autor.
LIQUIDEZ IMEDIATA
A liquidez imediata (Quick ratio), de forma muito pessimista, considera que, 
além de não realizar os estoques (caso da liquidez seca), a empresa também não 
receberá os créditos dos seus credores. Portanto, o índice de liquidez imediata 
mostra a capacidade de pagamento da empresa utilizando somente recursos dis-
poníveis para quitar as dívidas a curto prazo e indica quanto a empresa tem em 
recursos disponíveis (caixa, conta corrente bancária, aplicações com liquidez 
imediata) para quitar cada R$1,00 de dívidas a curto prazo.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
LI = DisponibilidadesPC
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135
Quadro 4 - Cálculo da Liquidez Imediata
X3 X2 X1
LI =
202.452 + 566.954
2.924.425
590.400 + 497.623
2.859.611
391.763 + 450.979
2.820.630
LI = 
769.406
2.924.425
1.088.023
2.859.611
842.742
2.820.630
LI = 0,26 0,38 0,30
Fonte: o autor.
Os índices encontrados significam o valor que a empresa tem, considerando ape-
nas os recursos disponíveis para quitar R$1,00 da dívida a curto prazo.
Esse índice, isoladamente, pouco contribui para o analista e, considerando 
numa análise preliminar, que “quanto maior, melhor”, podemos dizer que em X3 
foi o pior desempenho da empresa, com 0,26 e em X2 foi o melhor, com 0,38. 
Demonstrando graficamente:
Figura 5 - Liquidez Imediata
Fonte: o autor.
x3 x2 x1
0,26 
0,38 
0,30 
Liquidez Imediata
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E136
COBERTURA DE JUROS
O índice de cobertura de juros (Times interest earned ratio), conforme Silva 
(2013), indica a situação de cobertura de juros (despesas financeiras) pelo lucro 
antes dos juros e impostos. É uma forma de identificar a capacidade que o resul-
tado operacional tem para suportar as despesas financeiras, principalmente para 
suportar juros de novos empréstimos e financiamentos. Vamos considerar a forma 
tradicional de cálculo que utiliza o LAJIR (Lucro antes dos juros e imposto de 
renda) como lucro base para cobertura dos juros Silva (2013) diz que internacio-
nalmente se calcula com base no LAJIR, mas alguns analistas utilizam o LAJIDA 
(Lucro antes dos Juros, impostos, depreciação e amortização) como lucro base.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 5 - Cálculo da Cobertura de Juros
X3 X2 X1
CJ = 366.659
349.024
309.209
435.264
460.599
296.548
CJ = 1,05 0,71 1,55
Fonte: o autor.
Percebemos pelos cálculos que a empresa tinha capacidade de cobertura de juros 
de 1,55 vezes em X1. Esse índice diminuiu drasticamente em X2 para 0,71 vezes 
e em X3 voltou a ficar acima de uma vez, evidenciando a grande dependência de 
recursos de terceiros na estrutura patrimonial. Assim, precisamos ter cautela e 
analisar outros índices para termos um parecer mais embasado. Demonstrando 
graficamente:
CJ = LAJIRDF
Situação Patrimonial
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137
Figura 6 - Cobertura de Juros
Fonte: o autor.
SITUAÇÃO 
PATRIMONIAL
Na análise da situação 
patrimonial, o ana-
lista busca indicadores 
da composição patri-
monial que envolve as 
origens e aplicações de 
recursos, por meio do 
endividamento, do perfil da dívida, da utilização de recursos próprios com recur-
sos imobilizados, entre outros.
Considerando que o capital de terceiros tem custos financeiros que deverão 
ser liquidados - independentemente do resultado da empresa, muito embora são 
os capitais de terceiros que alavancam financeiramente a empresa -, a composição 
x3 x2 x1
1,05 
0,71 
1,55 
Cobertura de Juros
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
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IVU N I D A D E138
da estrutura de capital com um peso muito grande para o capital de terceiros 
pode tornar a empresa vulnerável, podendo levar a empresa à descontinuidade.
As empresas que recorrem a capitais de terceiros como um complemento 
do capital próprio e se preocupam com os custos financeiros, tendo como limite 
máximo de juros taxas menores que o retorno dos ativos, não terão problemas 
de solvabilidade.
Esse subgrupo normalmente é expresso em percentuais.
Figura 7 - Tripé da Análise - Situação Patrimonial
Fonte: o autor.
ENDIVIDAMENTO GERAL
O Endividamento Geral (Debt ratio) mostra a dependência da empresa com 
recursos externos à sociedade; é o percentual dos ativos totais que está sendo 
financiado com recursos externos. Na empresa, temos recursos próprios e de 
terceiros e a soma dessas duas origens de recursos estão à disposição da admi-
nistração para utilizar na atividade da empresa. Esse índice mostra quanto os 
recursos de terceiros representam percentualmente no total dos recursos apli-
cados nos ativos da empresa. Indica a representatividade da dívida no total dos 
recursos; por isso, é do tipo “quanto menor, melhor”. Porém, Bruni (2010, p. 152) 
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139
contribui com nosso estudo ao dizer que “conclusões significativas somente deve-
riam ser apresentadas após uma análise completa dos demais indicadores e da 
situação macro da empresa”.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 6 - Cálculo do Endividamento Geral
X3 X2 X1
EG =
EG= 
EG = 86,54% 88,08% 85,65%
Fonte: o autor.
A dívida total da empresa ao longo dos três períodos ficou acima de 85%. Esse 
percentual representa a dívida da empresa perante o valor dos recursos totais 
que são utilizados na empresa. Comparamos, então, duas grandezas: capitais 
de terceiros exigíveis a curto e longo prazos com o total dos recursos que estão 
aplicados na empresa.
Considerando, numa análise preliminar, que “quanto menor, melhor”, pode-
mos afirmar que o melhor período foi X1 com 85,65% e o pior foi X2 com88,08%. 
Esses índices mostram a dependência da empresa com recursos de terceiros. 
Demonstrando graficamente:
EG = PC + PNCAT X 100
2.924.425 + 1.551.292
5.172.025 X 100
4.475.717
5.172.025 X 100
4.895.361
5.557.573 X 100
4.502.905
5.257.372 X 100
2.859.611 + 2.035.750
5.557.573 X 100
2.820.630 + 1.682.275
5.257.372 X 100
x3 x2 x1
86,54%
88,08%
85,65%
Endividamento Geral
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E140
Figura 8 - Endividamento Geral
Fonte: o autor.
COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO
A Composição do endividamento (Debt profile) nos mostra o perfil da dívida, 
pois, ao analisarmos o endividamento de forma geral, podemos entender que a 
dívida da empresa é muito alta e, assim, avaliarmos como situação não desejá-
vel. Porém, nem toda dívida é ruim, pois se a menor parte da dívida será exigida 
a curto prazo, significa que a empresa terá condições de gerar recursos suficien-
tes para quitar as dívidas a longo prazo.
A composição do endividamento mostra o perfil da dívida evidenciando a 
dívida de curto prazo perante a dívida total, isto é, mostra o percentual da dívida 
ruim. Dizemos que a dívida a longo prazo é uma dívida boa porque, além de dar 
tempo para geração de recursos pela rentabilidade da atividade, ela normalmente 
tem taxas de juros menores. Se a empresa tiver uma dívida geral baixa, é acei-
tável que a dívida de curto prazo seja alta, mas se a dívida total for muito alta e 
o perfil da dívida a curto prazo também, com certeza é um sinal de alerta, pois 
pode representar um desequilíbrio. Por representar a dívida com prazo menor 
e custo maior, esse índice é do tipo “quanto menor, melhor”.
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Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Colocaremos os valores de acordo 
com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 7 - Cálculo da Composição do Endividamento
X3 X2 X1
CE =
CE= 
CE = 65,34% 58,41% 62,64%
Fonte: o autor.
A dívida a curto prazo da empresa representou 62,64% em X1, 58,41% em X2 
e 65,34% em X3. Esse percentual representa o perfil da dívida de curto prazo 
perante a dívida total da empresa. Comparamos, então, duas grandezas: capitais 
de terceiros exigíveis a curto com o total de capitais de terceiros, de curto e longo 
prazos. Considerando, numa análise preliminar, que “quanto menor, melhor”, 
podemos afirmar que o melhor período foi X2 com 58,41% e o pior foi X3 com 
65,34%. Demonstrando graficamente:
CE = PCPC + PNC X 100
2.924.425
2.924.425 + 1.551.292 X 100
2.924.425
4.475.717 X 100
2.859.611
4.895.361 X 100
2.820.630
4.502.905 X 100
2.859.611
2.859.611 + 2.035.750 X 100
2.820.630
2.820.630 + 1.682.275 X 100
x3 x2 x1
65,34%
58,41%
62,64%
Composição do Endividamento
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E142
Figura 9 - Composição do Endividamento
Fonte: o autor.
PARTICIPAÇÃO DOS CAPITAIS DE TERCEIROS
O índice da participação dos capitais de terceiros (Debt to equity ratio) também 
se refere ao endividamento, mas o endividamento do patrimônio líquido, pois a 
comparação do passivo total é feita com os recursos próprios, o que evidencia a 
garantia que os terceiros credores da empresa terão em eventual liquidação da 
empresa. Leva-se em conta, ainda, somente a responsabilidade dos sócios com 
o capital subscrito na sociedade; muito embora exista um hiato na fórmula for-
mada pelo capital a integralizar, reflete a garantia baseada no Patrimônio Líquido. 
Esse índice é do tipo “quanto menor, melhor”, sendo muito utilizado pelas insti-
tuições financeiras na análise de concessão de crédito para as empresas.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
PCT = PC + PNCPL X 100
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Figura 9 - Composição do Endividamento
Fonte: o autor.
PARTICIPAÇÃO DOS CAPITAIS DE TERCEIROS
O índice da participação dos capitais de terceiros (Debt to equity ratio) também 
se refere ao endividamento, mas o endividamento do patrimônio líquido, pois a 
comparação do passivo total é feita com os recursos próprios, o que evidencia a 
garantia que os terceiros credores da empresa terão em eventual liquidação da 
empresa. Leva-se em conta, ainda, somente a responsabilidade dos sócios com 
o capital subscrito na sociedade; muito embora exista um hiato na fórmula for-
mada pelo capital a integralizar, reflete a garantia baseada no Patrimônio Líquido. 
Esse índice é do tipo “quanto menor, melhor”, sendo muito utilizado pelas insti-
tuições financeiras na análise de concessão de crédito para as empresas.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
PCT = PC + PNCPL X 100
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 8 - Cálculo da Participação dos Capitais de Terceiros
X3 X2 X1
PCT =
PCT= 
PCT = 642,78% 739,24% 596,83%
Fonte: o autor.
Os recursos de terceiros representaram 596,83% em X1, 739,24% em X2 e 642,78% 
em X3 perante os recursos próprios; portanto, considerando somente a respon-
sabilidade dos sócios na sociedade, em uma eventual liquidação da empresa, 
muitos credores ficarão sem receber seus recursos, a menos que existam avais 
pessoais, uma vez que, mesmo no melhor ano (X1), os recursos de terceiros 
representam 596,83% dos Patrimônios Líquidos. Considerando, numa análise 
preliminar, que “quanto menor, melhor”, podemos afirmar que o melhor perí-
odo (ou período menos ruim) foi X1 com 596,83% e o pior foi X2 com 739,24%. 
Demonstrando graficamente:
2.924.425 + 1.551.292
696.308 X 100
4.475.717
696.308 X 100
4.895.361
662.212 X 100
4.502.905
754.467 X 100
2.859.611 + 2.035.750
662.212 X 100
2.820.630 + 1.682.275
754.467 X 100
x3 x2 x1
642,78%
739,24%
596,83%
Participação dos Capitais de Terceiros
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E144
Figura 10 - Participação dos Capitais de Terceiros
Fonte: o autor.
ALAVANCAGEM DOS RECURSOS PRÓPRIOS
O índice de Alavancagem dos Recursos Próprios, de acordo com Bruni (2010, p. 
154), “analisa a relação entre os recursos totais investidos na entidade e a parcela 
investida pelos sócios”; portanto, indica quanto foi investido na empresa para 
cada R$1,00 de capital próprio. Também como uma forma de analisar a utiliza-
ção de recursos de terceiros, tem a mesma tendência do índice participação dos 
capitais de terceiros, mas é medido em valores nominais e considera o total dos 
recursos (não somente o passivo) para dividir pelo Patrimônio Líquido. Ainda 
segundo Bruni (2010), este índice representa a alavancagem dos recursos pró-
prios perante a totalidade dos recursos aplicados na empresa. Considerando que 
este índice representa a capacidade de captação de recursos, podemos dizer que 
“quanto maior, melhor”, mas como é um índice que acompanha a tendência dos 
índices de endividamento, temos que ter muita cautela em fazer essa afirmação, 
pois alavancagem maior é igual a dívida maior.
x3 x2 x1
7,43
8,39
6,97
Alavancagem dos Recursos Próprios
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Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estãonas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula. 
Quadro 9 - Cálculo da Alavancagem dos Recursos Próprios
X3 X2 X1
ARP =
5.172.025
696.308
5.557.573
662.212
5.257.372
754.467
ARP = 7,43 8,39 6,97
Fonte: o autor.
Encontramos os índices de alavancagem dos recursos próprios que mostram 
quantos reais foram investidos na empresa para cada R$1,00 de recursos pró-
prios, incluindo este. Em X1, para cada R$1,00 de PL, temos R$6,97 de ativos; em 
X2, para cada R$1,00 de PL, temos R$8,39 de ativos; e em X3, para cada R$1,00 
de PL, temos R$7,43 de ativos. Demonstrando graficamente:
Figura 11 - Alavancagem dos Recursos Próprios
Fonte: o autor.
ARP = ATPL
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E146
IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O índice Imobilização do Patrimônio Líquido mostra a representatividade 
dos recursos imobilizados perante o PL: representa o percentual do PL que está 
investido em recursos imobilizados, ou seja, é capital fora do giro. Todas as 
empresas, independentemente do ramo de atividade e de volume de recursos, 
precisam de estrutura para desenvolvimento das suas atividades. Algumas delas 
obtêm linhas de financiamentos incentivadas para aquisição de bens do imobi-
lizado; por isso é muito comum que este índice seja maior que 100%, ou seja, os 
recursos imobilizados são maiores do que os recursos próprios. A imobilização 
é necessária para a estrutura da empresa e os investimentos em empresas estra-
tégicas para a atividade. Além do valor do ativo imobilizado, consideramos como 
recursos imobilizados os investimentos permanentes em outras empresas e os 
recursos aplicados em ativos intangíveis. Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos colocar os valores de acordo 
com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 10 - Cálculo da Imobilização do Patrimônio Líquido
X3 X2 X1
IPL =
IPL= 
IPL = 210,06% 223,87% 182,36%
Fonte: o autor.
Como antecipado, encontramos percentuais superiores a 100%, isto quer dizer 
que os recursos imobilizados são bem maiores do que os recursos próprios. Temos 
IPL =
Invest + Imob + Intang
PL
X 100
1.462.685
696.308
X 100
439.669 + 558.193 + 464.823
696.308
X 100 440.930 + 577.811 + 463.726
662.212
X 100
364.397 + 565.358 + 446.080
754.467
X 100
1.482.467
662.212
X 100
1.375.835
754.467
X 100
x3 x2 x1
210,06% 223,87%
182,36%
Imobilização do Patrimônio Líquido
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que em X1 os recursos imobilizados representavam 182,36% dos recursos pró-
prios, 223,87% em X2 e 210,06% em X3. Isso é um ponto de atenção, pois, além 
dos recursos próprios, temos também terceiros financiando recursos que estão 
fora do capital de giro. Demonstrando graficamente:
Figura 12 - Imobilização do Patrimônio Líquido
Fonte: o autor.
IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES
O índice Imobilização dos Recursos não Correntes mostra a representatividade dos 
recursos imobilizados perante os recursos não correntes: patrimônio líquido e pas-
sivo não circulante. Esse índice tem mais relevância na análise das demonstrações de 
indústrias, já que elas necessitam de muitos recursos para máquinas modernas e de 
alto custo; quase sempre é possível conseguir linhas de crédito com prazos longos e 
carências para início de amortização. Muitas empresas com essas características têm 
o índice de imobilização do capital próprio muito alto, pois utilizam muitos recursos 
de terceiros para aplicação no ativo imobilizado. O índice de imobilização dos 
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E148
recursos não correntes é utilizado com maior propriedade nestes casos, uma vez que, 
além dos recursos próprios (capitais não exigíveis), também considera os recursos de 
terceiros a longo prazo (exigibilidade distante). Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula. 
Quadro 11 - Cálculo da Imobilização dos Recursos Não Correntes
X3 X2 X1
IRNC=
IRNC=
IRNC= 65,08% 54,95% 56,46%
Fonte: o autor.
Diferentemente do Índice de Imobilização do Patrimônio Líquido, aqui encontramos 
percentuais bem inferiores a 100%, o que significa que os recursos imobilizados são 
bem menores que os recursos não correntes. Temos a representatividade dos recur-
sos imobilizados perante os recursos não correntes de 56,46% em X1, 54,95% em 
X2, 65,08% em X3. Representam o comprometimento do patrimônio líquido mais 
passivo não circulante com recursos imobilizados: investimentos permanentes em 
outras empresas, ativo imobilizado e ativo intangível. Demonstrando graficamente:
IRNC =
Invest + Imob + Intang
PL + PNC
X 100
439.669 + 558.193 + 464.823
696.308 + 1.551.292
X 100
1.462.685
2.247.600
X 100
1.482.467
2.697.962
X 100
1.375.835
2.436.742
X 100
440.930 + 577.811 + 463.726
662.212 + 2.035.750
X 100
364.397 + 565.358 + 446.080
754.467 + 1.682.275
X 100
Situação Econômica
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Figura 13 - Imobilização dos Recursos Não Correntes
Fonte: o autor.
SITUAÇÃO 
ECONÔMICA
Quando estudamos a rentabilidade de uma empresa, a primeira palavra de que 
lembramos é lucro, sem o qual não existe lucratividade e, sem lucratividade, não 
existe rentabilidade, visto que somente teremos retorno dos recursos se as ativida-
des empresariais gerarem resultado positivo. A utilização de índices para medir a 
situação econômica é necessária porque, segundo Marion (2002), a rentabilidade 
x3 x2 x1
65,08%
54,95% 56,46%
Imobilização dos Recursos Não Correntes
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E150
expressa em termos absolutos não tem utilidade informativa, pois o fato de uma 
empresa apurar 5 bilhões de reais de lucro e outra apenas 100 mil reais não quer 
dizer que a primeira deu mais retorno do que a segunda.
Neste tópico, vamos analisar a situação econômica por dois enfoques: as 
margens de lucratividade sobre as vendas e as taxas de retorno sobre os recur-
sos investidos. O primeiro é uma verificação de vários níveis de resultado em 
relação às vendas líquidas. Já o segundo é a representatividade do resultado em 
relação aos recursos utilizados para a gestão da empresa na busca dos resulta-
dos. Guerreiro (2006) afirma que a equação do lucro total se resume em receitas 
totais menos custos totais. É preciso lembrar que as despesas estão incluídas nes-
tes custos totais. Podemos considerar que o lucro é formado pelas receitas totais, 
menos custos totais, menos despesas totais.
Figura 14 - Tripé da Análise - Situação Econômica
Fonte: o autor.
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LUCRATIVIDADE DAS VENDAS
Sempre utilizamos a expressão lucra-
tividade, uma vez que o objetivo das 
empresas é obter lucro com a gestão dos 
recursos. No entanto, é possível que o 
resultado, principalmente o líquido, seja 
negativo, o qual denominamos prejuízo. 
Mesmo neste caso, é possível calcular as 
margens sobre venda; poderíamos utili-
zar, então, a expressão “resultatividade”, 
por se tratar de análise doresultado e não somente do lucro.
As margens de lucratividade são calculadas, também, na análise vertical, pois 
medem as proporções dos valores dos resultados parciais e final em relação à 
receita operacional líquida, por ser esta a que realmente representa as vendas 
da empresa. 
As vendas líquidas são a grandeza que devemos usar como referência para 
calcular as margens de lucratividade, já que o objetivo é analisar o percentual de 
determinado resultado em função das vendas. Ressaltamos que as vendas que 
realmente constituem receita da empresa é a receita líquida, já que representa as 
receitas brutas totais menos as deduções ocorridas com impostos diretos sobre 
venda e expurgo das vendas frustradas: devoluções e abatimentos.
Margem Bruta
A margem bruta é o cálculo da lucratividade no nível do resultado operacio-
nal bruto, que representa o percentual do remanescente da receita operacional 
líquida após a dedução dos custos das vendas, ou seja, o lucro bruto. A margem 
bruta mostra o percentual do que sobrou após a empresa pagar os custos dos 
produtos ou mercadorias vendidas; quanto mais alta, melhor a situação econô-
mica bruta da empresa, pois equivale à ocorrência de menores custos das vendas.
Consideramos este resultado para apurar a Margem Bruta pela divisão entre 
o Resultado Bruto e a Receita Líquida. Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
x3 x2 x1
30,69%
28,21%
27,09%
Margem Bruta
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IVU N I D A D E152
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 12 - Cálculo da Margem Bruta
X3 X2 X1
MB =
MB = 30,69% 28,21% 27,09%
Fonte: o autor.
Neste índice, a empresa mantém uma tendência muito positiva, pois, sem con-
siderar o mérito se o índice é bom ou ruim, percebemos uma gradativa elevação 
período a período. Como o objetivo das empresas é lucro e, se possível, maiores, 
podemos dizer que o melhor ano foi X3 com margem bruta de 30,69% sobre as 
vendas. Demonstrando graficamente:
Figura 15 - Margem Bruta
Fonte: o autor.
2.824.542
9.204.103
X 100 2.503.473
8.872.845
X 100 2.625.958
9.962.286
X 100
MB =
LB
RL
X 100
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Mark-up Global
O Mark-up é utilizado para calcular de forma rápida o preço de venda: representa 
o percentual que será acrescido diretamente sobre os custos para se encontrar 
o preço de venda de um produto; representa o percentual sobre os custos das 
vendas da empresa, considerando todos os produtos; e representa o percentual 
agregado aos custos das vendas para se encontrar a receita líquida.
Muito embora lembre os valores adicionados demonstrados na DVA, não 
pode ser confundido com aquela demonstração, haja vista que os custos aqui 
utilizados são totais e não somente bens adquiridos de terceiros.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Colocaremos os valores de acordo 
com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 13 - Cálculo do Mark-up Global
X3 X2 X1
MG =
MG = 44,27% 39,30% 37,16%
Fonte: o autor.
Encontramos que em X1 devemos aplicar 37,16% sobre o custo das vendas para 
encontrar as vendas líquidas, em X2 esse percentual foi 39,30% e em X3 44,27%. 
A tendência desse índice sempre será a mesma da margem bruta, pois o enfoque 
é diferente, mas os itens analisados são os mesmos. Demonstrando graficamente:
MG =
LB
CV
X 100
2.824.542
6.379.561
X 100 2.503.473
6.369.372
X 100 2.625.958
7.066.328
X 100
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IVU N I D A D E154
Figura 16 - Mark-up Global
Fonte: o autor.
Margem Operacional
A margem operacional é o cálculo da lucratividade do resultado operacional 
líquido, que representa o percentual do remanescente do resultado bruto após 
deduzidas as despesas operacionais, ou seja, o lucro operacional. É importante 
lembrar que, caso as receitas e despesas financeiras estejam consideradas como 
operacionais, é necessário fazer a adequação, pois o resultado financeiro não 
faz parte do resultado operacional, haja vista que decorrem da sobra ou falta de 
capital e não da atividade operacional da empresa.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, consideraremos as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos colocar os valores de acordo 
com o conceito do índice espelhado na fórmula.
MO=
LO
RL
X 100
x3 x2 x1
44,27%
39,30%
37,16%
Markup Global
x3 x2 x1
3,98% 3,48%
4,75%
Margem Operacional
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Quadro 14 - Cálculo da Margem Operacional
X3 X2 X1
MO =
MO = 3,98% 3,48% 4,75%
Fonte: o autor.
Encontramos uma margem operacional com tendência diferente da margem 
bruta, sendo X1 4,75%, X2 3,48% e X3 3,98%; não existe uma tendência de 
melhorias período a período. Esse resultado indica que, após deduzir os cus-
tos das vendas e as despesas operacionais, sobraram esses percentuais da venda 
líquida. Considerando que esse índice é do tipo “quanto maior, melhor”, o ano 
X1 foi o melhor. Demonstrando graficamente:
Figura 17 - Margem Operacional
Fonte: o autor.
366.659
9.204.103 X 100
309.209
8.872.845 X 100
460.599
9.692.286 X 100
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IVU N I D A D E156
Margem do EBITDA
EBITDA - Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization — 
em tradução direta, LAJIDA - Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação 
e Amortização. O EBITDA é uma medida aproximada do fluxo de caixa ope-
racional de uma empresa com base em dados da demonstração de resultados. 
Considera como lucro as receitas menos custos e despesas operacionais, sendo 
que nas despesas operacionais não se inclui o resultado da equivalência patri-
monial, o resultado financeiro, os impostos, a depreciação e a amortização. Essa 
forma de apuração do resultado operacional é muito utilizada quando as empre-
sas têm muitos bens imobilizados - os quais geram altos valores de despesas com 
depreciação - ou quando têm muita dependência com recursos onerosos de ter-
ceiros, o que gera altos valores de despesas financeiras.
No EBITDA, os efeitos da depreciação e de despesas financeiras não são refle-
tidos. Os investidores utilizam como boa maneira de comparar empresas com 
estrutura de capital diferentes e estrutura de atividades semelhantes. É mais útil 
para avaliar grandes empresas, em pequenas empresas com valor baixo de ativo 
imobilizado e pequena dependência de empréstimos e financiamentos - a dife-
rença entre EBITDA e Lucro Operacional é pequena.
A margem do EBITDA é a representatividade do EBITDA perante a receita 
líquida. Tem uma semelhança com a Margem Operacional; a diferença está na 
exclusão da depreciação, amortização e equivalência patrimonial do resultado 
operacional. 
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
ME=
EBITDA
RL
X 100
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Primeiramente, calcularemos o EBITDA; para isso, vamos partir do Resultado 
Operacional Antes do Resultado Financeiro (LAJIR ou EBIT) da nossa DRP, 
que já não considera o resultado financeiro para apurar este resultado, e vamos 
deduzir a Equivalência Patrimonial(que é receita), somando à Depreciação e 
amortização (que é despesa).
Quadro 15 - Cálculo do EBITDA
EBITDA - Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization
Cálculo x3 $ x2 $ x1 $
RESULT. OPERAC. ANTES RES. FINANC. 366.659 309.209 460.599
(-) Resultado de Equivalência Patrimonial -61.708 -88.948 -102.010
(+) Depreciação e Amortização 72.372 155.795 136.443
(=) EBITDA / LAJIDA 377.323 376.056 495.032
Fonte: o autor.
Vamos, agora, considerar o cálculo do EBITDA anterior para calcular a Margem 
do EBITDA.
Quadro 16 - Cálculo da Margem do Ebitda
X3 X2 X1
ME =
ME = 4,10% 4,24% 5,11%
Fonte: o autor.
Encontramos um índice com tendência de diminuição nestes três períodos. Isso 
evidencia menor lucratividade operacional de acordo com as características do 
EBITDA. Como se trata de resultado, podemos dizer que também é do tipo 
“quanto maior, melhor”, logo, o melhor ano foi X1 com 5,11%, tem uma queda 
para X2 com 4,24% e continuando a tendência de queda em X3 com 4,10%.
Demonstrando graficamente:
377.323
9.204.103 X 100
376.056
8.872.845 X 100
495.032
9.692.286 X 100
x3 x2 x1
4,10% 4,24%
5,11%
Margem EBITDA
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
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IVU N I D A D E158
Figura 18 - Margem do Ebitda
Fonte: o autor.
Margem Líquida
A margem líquida é o cálculo de lucratividade do lucro líquido, que representa 
o percentual do remanescente do resultado operacional após deduzidas as des-
pesas não operacionais, os impostos sobre lucro e as participações. A margem 
líquida já é a medida final de margem de lucro, pois compara o lucro líquido 
com as vendas líquidas, e o lucro líquido é o resultado da apuração final. Dito 
de outro modo, das Receitas Brutas se constata as Deduções da Receita Bruta e 
obtém-se a Receita Líquida; deduz-se os Custos das Vendas e encontramos o 
Resultado ou Lucro Bruto; em seguida, deduzimos as Despesas Operacionais e 
obtém-se o Resultado ou Lucro Operacional e, posteriormente, deduzimos ou 
somamos o Resultado Financeiro, o Resultado das Atividades Descontinuadas, 
Conhecendo a Margem Operacional e a Margem do EBITDA, qual você con-
sideraria para avaliar a compra de uma empresa comercial que fatura, apro-
ximadamente, 2 milhões de reais por ano? Por quê?
x3 x2 x1
1,17%
0,09%
2,18%
Margem Líquida
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os Impostos e Contribuições sobre o Lucro, as Participações e obtém-se o 
Resultado ou Lucro Líquido. Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 17 - Cálculo da Margem Líquida
X3 X2 X1
ML =
ML = 1,17% 0,09% 2,18%
Fonte: o autor.
Encontramos, então, a Margem Líquida, o percentual que sobrou das vendas após 
a apuração final do resultado, encontramos 2,18% em X1, 0,09% em X2 e 1,17% 
em X3, não podemos dizer que há uma tendência, pois houve queda acentuada 
de X1 para X2, voltando a dar sinais de melhoria em X3.
Demonstrando graficamente:
Figura 19 - Margem Líquida
Fonte: o autor.
ML=
LL
RL
X 100
107.609
9.204.103 X 100
7.759
8.872.845 X 100
211.537
9.692.286 X 100
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RENTABILIDADE DOS 
INVESTIMENTOS
Estes indicadores informam 
o percentual da remunera-
ção dos recursos durante o 
exercício social. Somente 
haverá retorno e remunera-
ção se houver lucro líquido. 
É a medida da eficácia da 
gestão, pois representam o 
resultado obtido em decor-
rência da gestão financeira e, 
de certa forma, representam 
a maximização da riqueza dos sócios. É considerado pelos administradores e 
acionistas o grupo de índices de maior importância.
Retorno Sobre Os Ativos (investimento)
A Taxa de retorno sobre os ativos ou investimentos, chamada em inglês de 
ROA - Return on Assets ou ROI – Return on Investment – considera o per-
centual de remuneração do lucro líquido ao total dos recursos aplicados na 
empresa. Representa a remuneração dos capitais próprios e de terceiros. Os 
administradores veem neste índice uma medida da eficiência de suas ges-
tões, pois eles administram tanto recursos dos acionistas quanto de terceiros. 
O Retorno sobre os Ativos indica a eficiência global da empresa em gerar resul-
tados com seus ativos. É calculado pela razão entre o Lucro Líquido e o Total 
de Ativos.
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
x3 x2 x1
2,08%
0,14%
4,02%
Retorno dos Investimentos
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Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Colocaremos os valores de acordo 
com o conceito do índice espelhado na fórmula.
Quadro 18 - Cálculo do Retorno dos Investimentos
X3 X2 X1
ROI =
ROI = 2,08% 0,14% 4,02%
Fonte: o autor.
Em decorrência do baixo lucro líquido, em X2 houve uma queda acentuada de 
4,02% em X1 para 0,14% em X2, voltando a elevar um pouco em X3 para 2,08%. 
Esses percentuais representam a maximização dos recursos da atividade em fun-
ção do resultado da própria atividade. Demonstrando graficamente:
Figura 20 - Retorno dos Investimentos
Fonte: o autor.
107.609
5.172.025 X 100
7.759
5.557.573 X 100
211.537
5.257.372 X 100
ROI=
LL
AT
X 100
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
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rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Retorno Sobre o Patrimônio Líquido
A Taxa de Retorno sobre o Patrimônio Líquido ou ROE – Return on equity, 
em inglês – considera o percentual de remuneração do lucro líquido aos recur-
sos dos sócios investidos na empresa. Representa a remuneração dos acionistas 
e tem uma atenção maior dos investidores, pois representa o rendimento de seus 
recursos. A taxa de Retorno sobre o Patrimônio Líquido mede o retorno sobre 
o investimento dos proprietários da empresa (PL). É calculada pela razão entre 
o Lucro Líquido e o Investimento dos proprietários (PL):
Pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Para o cálculo prático, vamos considerar as informações que estão nas demons-
trações que estamos utilizando neste livro. Vamos, então, colocar os valores de 
acordo com o conceito do índice espelhado na fórmula.
ROE=
LL
PL
X 100
Geralmente, qualquer ROI positivo é considerado um bom retorno. Isso 
significa que o custo total do investimento foi recuperado, além de alguns 
lucros restantes. Um retorno negativo sobre o investimento significa que 
as receitas não foram suficientes para cobrir os custos totais. O cálculo ROI 
é extremamente versátil e pode ser usado para qualquer investimento. Os 
gerentes podem usá-lo para medir o retorno sobre o capital investido; os 
investidores podem usá-lo para medir o desempenho de suas ações; e os 
indivíduos podem usá-lo para medir seu retorno sobre os ativos, como suas 
casas. É bom lembrar que o ROI não leva em consideração o valor do dinhei-
ro no tempo o que faz toda diferença para o cálculo de um ativo fixo que 
leva em conta o retorno futuro. É por isso que a parcela de lucro simplista 
original da fórmula é geralmente alterada com um cálculo de valor presente.
Fonte: o autor.
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Quadro 19 - Cálculo do Retorno do Patrimônio Líquido
X3 X2 X1
ROE=
ROE= 15,45% 1,17% 28,04%
Fonte: o autor.
Também em decorrência do baixo lucro líquido, assim como ocorreuna Taxa de 
Retorno dos Ativos, em X2 houve uma queda acentuada de 28,04% em X1 para 
1,17% em X2, voltando a elevar um pouco em X3 para 15,45%. Esses percentuais 
representam a maximização dos recursos dos sócios investidos na empresa em 
função do resultado da própria atividade. É a remuneração do capital dos sócios.
Demonstrando graficamente:
Figura 21 - Retorno do Patrimônio Líquido
Fonte: o autor.
107.609
696.308
X 100
7.759
662.212
X 100
211.537
754.467
X 100
x3 x2 x1
15,45%
1,17%
28,04%
Retorno do Patrimônio Líquido
ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E164
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade, aprendemos os conceitos dos índices econômico-financeiros mais 
importantes para a análise das demonstrações financeiras ou contábeis. Se esses 
índices estiverem equilibrados positivamente, mostrarão ao analista o equilíbrio 
nas áreas mais importantes da empresa: financeira, patrimonial e econômica.
No aspecto financeiro, é avaliada a capacidade de pagamento dos passivos da 
empresa. Fizemos a aplicação prática dos índices: liquidez geral, que indica quanto 
a empresa tem em ativos recebíveis a curto e longo prazo para pagar cada R$1,00 
de dívida com exigibilidade a curto e longo prazo; liquidez corrente, que indica 
quanto a empresa tem em ativos recebíveis a curto prazo para pagar cada R$1,00 
de dívida com exigibilidade a curto prazo; liquidez seca e liquidez imediata, que 
também indicam capacidade de pagamento das dívidas exigíveis a curto prazo. 
No aspecto patrimonial, é avaliada a composição das origens de recursos e 
do seu comprometimento com aqueles imobilizados. Calculamos o endivida-
mento geral, o qual indica percentualmente a utilização de recursos de terceiros 
perante o total dos recursos na empresa. Calculamos, também, a composição do 
endividamento - que indica o perfil da dívida a curto prazo perante a dívida total 
- e a utilização do patrimônio líquido com recursos imobilizados.
No aspecto econômico, calculamos as margens de lucratividade, que indi-
cam a representatividade dos resultados bruto, operacional e líquido perante a 
receita líquida. Também calculamos as taxas de retorno dos investimentos e dos 
recursos próprios, que são importantes para os gestores e acionistas da empresa.
No final dos estudos desta unidade, você deve ter segurança no aprendizado 
quanto ao equilíbrio das áreas financeira, patrimonial e econômica, que envol-
vem a empresa por meio dos índices econômico-financeiros.
Vamos em frente! Sucesso em nosso aprendizado.
165 
No quadro a seguir são formadas palavras sobre a análise empresarial: situação fi-
nanceira, patrimonial e econômica. As palavras podem estar no sentido horizontal, 
vertical ou diagonal, leitura normal ou invertida. Responda as perguntas 1, 2 e 3 com 
base nas palavras encontradas. 
1. A situação financeira é o grupo mais conhecido e utilizado na análise das de-
monstrações pela sua simplicidade e praticidade ao avaliar um dos pontos fun-
damentais em uma empresa: a capacidade de pagamento dos compromissos. 
Sobre a análise da situação financeira, encontre três palavras e descreva o 
que significam.
2. Na análise da situação patrimonial, o analista busca indicadores da composição 
patrimonial que envolve as origens e aplicações de recursos, por meio do endi-
vidamento, do perfil da dívida, da utilização de recursos próprios com recursos 
imobilizados, entre outros. Sobre a análise da situação patrimonial, encontre 
quatro palavras e escreva sobre elas.
3. A utilização de índices para medir a situação econômica é necessária porque a 
rentabilidade expressa em termos absolutos não tem utilidade informativa, pois 
o fato de uma empresa apurar 5 bilhões de reais de lucro e outra apenas 100 mil 
reais não quer dizer que a primeira deu mais retorno do que a segunda. Sobre a 
análise da situação econômica, encontre cinco palavras e escreva sobre elas.
166 
4. Uma empresa apresenta, em suas demonstrações, os seguintes saldos:
Lucro Líquido – R$10.000,00
Ativo Total – R$1.000.000,00
Patrimônio Líquido – R$400.000,00
Receitas Brutas – R$2.400.000,00
Deduções da Receita Bruta – R$400.000,00
Escolha a alternativa que indica corretamente a Margem Líquida e o ROE.
a) ML, 0,5% e ROE, 1%.
b) ML, 0,5% e ROE, 2,5%.
c) ML, 1,0% e ROE, 2,5%.
d) ML, 0,4% e ROE, 2,5%.
e) ML, 0,4% e ROE, 1,0%.
5. Uma empresa apresenta, em suas demonstrações, os seguintes saldos:
Ativo Total – R$1.000.000,00
Ativo Realizável a Longo Prazo – R$60.000,00
Patrimônio Líquido – R$400.000,00
Ativo Circulante – R$600.000,00
Passivo Não Circulante – R$200.000,00
Escolha a alternativa que indica corretamente a Liquidez Corrente (LC), a 
Liquidez Geral (LG) e a Imobilização do Patrimônio Líquido (IPL).
a) LC, 1,0, LG, 1,1 e IPL, 85%.
b) LC, 1,0, LG, 1,7 e IPL, 85%.
c) LC, 1,5, LG, 1,6 e IPL, 100%.
d) LC, 1,5, LG, 1,1 e IPL, 85%.
e) LC, 1,5, LG, 1,7 e IPL, 100%.
167 
Avaliação dos índices
Os tipos de avaliações de índices contábeis 
mais comuns são:
Avaliação Intrínseca: que configura a 
análise de elementos qualitativos inter-
nos, correspondendo, assim, aos fatores 
que circunscrevem o balanço patrimonial, 
tais como estoque, aplicações financeiras, 
investimentos etc.
Avaliação por índice-padrão: tem como 
finalidade comparar um determinado 
índice da empresa com um modelo padrão, 
buscando, a partir disso, analisar se a ele-
vação de um índice é negativa ou positiva, 
estabelecendo, nesse procedimento, res-
postas aos valores encontrados.
Comparação temporal: este tipo de ava-
liação fundamenta a análise dos dados da 
empresa em períodos sequenciais, pos-
sibilitando observar possíveis oscilações 
e rendimentos. Este tipo de avaliação 
também tem a finalidade de mapear e 
acompanhar possíveis evoluções e declí-
nios dos elementos e recursos patrimoniais 
e também apresenta os resultados obtidos 
pela empresa em determinado período de 
tempo (WALCZAC, 2008, p. 25 e DUARTE; 
LAMOUNIER, 2007, p. 9-28).
Análises de balanços e suas finalidades 
Assaf Neto (2003, p. 97) diz que a aná-
lise de balanços visa descrever a posição 
econômica da empresa, embasada nas 
informações contábeis, prevendo tendên-
cias futuras e evolução.
Para a extração de informações financei-
ras, patrimoniais e econômicas de uma 
organização, se faz necessário algumas 
técnicas para análise de balanço, sendo as 
mais conhecidas e mais eficientes, segundo 
Miguel (2009, p. 11), a análise horizontal, 
análise vertical, análise dos índices e quo-
cientes; sendo estes últimos melhores para 
analisar a saúde financeira das empresas.
Análise Horizontal: indica o crescimento 
de itens dos balanços e resultados de 
acordo com os períodos.
Análise Vertical: refere-se à avaliação da 
estrutura de itens, bem como o crescimento 
e evolução no tempo.
Análise de Liquidez e do Endividamento: 
esse tipo de análise relaciona as contas do 
balanço, indicando se a organização utiliza 
mais recurso de bandos ou fornecedores 
e/ou se a mesma utiliza recursos próprios, 
se os recursos de terceiros têm seu venci-
mento previsto em maior parte em curto 
prazo ou em longo prazo.
Análise da Rotatividade: diz respeito ao 
tempo que os recursos patrimoniais se 
renovam em um período de tempo.
Análise de Rentabilidade: são quocientes 
que comparam a lucratividade com vendas 
líquidas, o retorno sobre o investimento e 
também sobre o patrimônio líquido.
Retorno Sobre o Investimento: indica os 
lucros obtidos pela empresa em relação a 
toda a sua aplicação.
Retorno sobre o Patrimônio Líquido: 
expressa os resultados globais da empresa 
no que tange os recursos próprios e de ter-
ceiros.
Análise do Fluxo de Caixa: este tipo de 
análise evidencia se a empresa terá condi-
168 
ções de cumprir com seus compromissos 
fiscais e financeiros ou, por outro lado, se 
está buscando recursos que venham incre-
mentar a insuficiência de caixa.
Compreende-se quepor meio das interpre-
tações das análises transforma um conjunto 
de dados em informações, passando, assim, 
a ter valores determinantes para servir de 
ponto de partida para delinear perspecti-
vas futuras.
Fortes (2001, p. 52) considera que ainda não 
existe nenhuma ferramenta ou sistema de 
registro, controle e análise patrimonial que 
seja mais eficaz no contexto empresarial do 
que a contabilidade. As diferentes decisões 
empresariais, muitas vezes, dependem dos 
aspectos contábeis.
O autor citado chama a atenção dos proce-
dimentos contábeis como imprescindível 
para o desenvolvimento satisfatório de um 
empreendimento, certa vez que a contabi-
lidade é uma ciência específica para auxiliar 
nos procedimentos que envolvam con-
trole, gastos, fluxo, capital de giro etc., daí 
sua importância para dar suporte ao setor 
administrativo de uma organização.
Perez Jr e Begalli (1999, p. 195) afirmam 
que, em geral, o objetivo da análise é o de 
extrair dados das demonstrações contábeis, 
a fim de articular as tomadas de decisões, 
conhecendo, assim, a estruturação e saúde 
financeira da organização, bem como seu 
desenvolvimento operacional.
A partir das palavras de Assaf Neto (1998, 
p. 12), pode-se considerar que a análise 
das demonstrações contábeis tem o intuito 
de apresentar informações acerca do pas-
sado, presente e futuro de uma empresa, 
com base nos demonstrativos determi-
nando, muitas vezes, possível evolução 
da empresa.
Nesse sentido, Silva (1999, p. 21-22) infere 
expressando que para que uma empresa 
evolua e obtenha ascensão em seus negó-
cios são imprescindíveis que sejam levados 
em consideração seus aspectos de organi-
zação interna e externa, tais como projetos, 
nível de economia do país, clientes, forne-
cedores, funcionários etc.
O autor ainda pontua diversos fatores que 
estão intrinsecamente atrelados às ques-
tões contábeis de uma empresa, pois é 
evidente que o que move um empre-
endimento são os fatores econômicos e 
financeiros dos mesmos, ou seja, a empresa 
deve levar em consideração todas as suas 
ações e contar com o auxílio de métodos 
contábeis eficazes para melhor gerir suas 
ações econômicas e realizar suas projeções 
de maneira assertiva.
Matarazzo (1998, p. 19) diz que “os relatórios 
de análise devem ser elaborados como se 
fossem dirigidos a leigos, ainda que não o 
sejam, isto é, sua linguagem deve ser inteli-
gível por qualquer dirigente de nível médio 
de empresa, gerente de banco ou gerente 
de crédito”.
É importante destacar, a partir da citação 
que a análise é de interesse e de importân-
cia significativa para todos os públicos com 
os quais a empresa se relaciona. Por esse 
motivo, a “linguagem e a forma demonstra-
tiva” dos relatórios devem ser acessíveis a 
todos, de maneira com que todos compre-
endam os dispostos.
Fonte: adaptado de Gomes et al. ([2017], on-line)1. 
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
A análise contábil e financeira
Adriano Leal Bruni
Editora: Atlas
Sinopse: este livro apresenta a análise das 
demonstrações contábeis de forma simples e didática, 
com muitos exemplos, casos e exercícios. Revisa 
conceitos importantes de contabilidade, discutindo os 
principais aspectos envolvidos no uso das informações 
contábeis. Tece considerações sobre as diferentes 
visões das informações contábeis e financeiras.
Neste link do Sebrae temos um material bem simples sobre endividamento: como calcular 
e avaliar o endividamento da sua empresa! 
Acesse o conteúdo disponível em: <http://blog.pr.sebrae.com.br/financas/como-calcular-e-avaliar-
o-endividamento-da-sua-empresa>. Acesso em: 14 jun. 2017.
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BRUNI, Adriano Leal. A análise contábil e financeira. São Paulo: Atlas, 2010.
GUERREIRO, Reinaldo. Gestão do lucro. São Paulo: Atlas, 2006.
MARION, José Carlos. Análise das demonstrações contábeis: contabilidade em-
presarial. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
SILVA, José Pereira da. Análise financeira das empresas. 12. ed. São Paulo: Atlas, 
2013.
REFERÊNCIA ON-LINE
1Em: <http://unifia.edu.br/revista_eletronica/revistas/gestao_foco/artigos/
ano2015/importancia_analise_demonstr.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2017.
170
REFERÊNCIAS
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GABARITO
1. GERAL – A análise da capacidade de pagamento que considera os ativos recebíveis 
a curto e longo prazo para quitar as dívidas a curto e longo prazo é a liquidez geral.
ESTOQUES – Na liquidez seca, devemos deduzir o valor dos estoques do Ativo 
Circulante e dividir pelo Passivo Circulante.
CORRENTE – O índice de liquidez corrente mostra quanto a empresa tem (em 
reais) em recebíveis a curto prazo para pagar cada R$1,00 de dívida a curto prazo.
2. ENDIVIDAMENTO – É o ponto principal da análise patrimonial. É analisado o en-
dividamento geral, a composição do endividamento e a participação do capital 
de terceiros.
TERCEIROS – Os recursos de terceiros são as dívidas da empresa e motivam o 
cálculo dos índices de endividamento.
PATRIMÔNIO – A estrutura do patrimônio demonstrada no balanço patrimonial 
é a base para análise do endividamento e da imobilização.
IMOBILIZADOS – Os recursos imobilizados, formados por investimentos perma-
nentes em capitais de outras empresas, bens do imobilizado e ativo intangível 
são utilizados para calcular o índice de imobilização do patrimônio líquido e dos 
recursos não correntes.
GABARITO
3. LUCRATIVIDADE – São indicadores que mostram as margens de lucro sobre 
vendas.
RENTABILIDADE – São indicadores que mostram a remuneração dos recursos 
aplicados na empresa.
RETORNO – São estudadas duas formas de retorno: sobre os ativos e sobre os 
capitais próprios.
EBITDA – É o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização.
OPERACIONAL – Expressão atribuída a atividade da empresa, também é utiliza-
da como uma margem de lucro sobre vendas.
4. b) ML, 0,5% e ROE, 2,5%.
5. d) LC, 1,5, LG, 1,1 e IPL, 85%.
U
N
ID
A
D
E V
Professor Me. José Manoel da Costa
TÓPICOS ESPECIAIS DA 
ANÁLISE EMPRESARIAL
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Entender os cálculos e os objetivos dos índices-padrão.
 ■ Apresentar um relatório geral dos índices. Avaliar os índices de 
acordo com os índices-padrão. 
 ■ Verificar o desempenho da empresa por meio da decomposição da 
ROE.
 ■ Analisar os recursos de curto prazo por meio da análise financeira 
dinâmica.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Índices-padrão
 ■ Relatório da análise
 ■ Fórmula Dupont
 ■ Análise financeira dinâmica
INTRODUÇÃO
Nesta unidade, vamos conhecer alguns tópicos que contribuirão com a análise 
das demonstrações por meio de enfoques diferentes e complementares aos vis-
tos nas unidades anteriores. Trataremos, aqui, dos índices-padrão, do relatório 
da análise, do método Dupont e da análise financeira dinâmica.
Veremos que os índices-padrão refletem o comportamento de um índice 
- podemos ter um padrão calculado pela mediana que separa um grupo de empre-
sas em duas partes: melhor e pior que o padrão. Porém, vamos utilizar padrões 
múltiplos com base nos decis; assim, é possível atribuir notas e conceitos, não 
nos restringindo à informação de melhor ou pior. O nosso enfoque será con-
ceitual e prático: veremos os cuidados na definição do universo e da amostra de 
empresas, utilizaremos quatro índices já calculados neste estudo para encontrar 
o padrão pela mediana e depois pelos decis, teremos as notas e conceitos de cada 
um destes quatro índices. No enfoque prático, faremos a comparação do padrão 
com os índices da nossa empresa.
Depois de aprendermos sobre os índices-padrão, teremos condições de fazer 
o relatório da análise das demonstrações, no qual iremos, primeiramente, resumir 
todos os índices calculados até aqui e encontrar mais um: o fator de solvabili-
dade de Kanitz para, a partir disso, elaborarmos um relatório final de análise. 
Para contribuir com o relatório da análise, aprenderemos, também, o método 
Dupont, o qual reúne em uma única avaliação todas as áreas responsáveis pelaperformance financeira da empresa.
Para finalizar esta unidade e este livro, estudaremos a análise financeira dinâ-
mica, que é uma forma de administrar com foco na sustentabilidade financeira 
e econômica de curto e longo prazo, para tomar decisões que preservem a capa-
cidade de pagamento, a lucratividade e a criação de valor ao acionista. 
Vamos, agora, aprender tópicos que farão a diferença no processo de aná-
lise e na utilização para tomada de decisão.
Introdução
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TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E176
ÍNDICES-PADRÃO
De acordo com Braga (1995), os índices-padrão refletem o comportamento de 
um índice e cada decil definirá um conceito. Assim, além de avaliarmos se a 
empresa está abaixo ou acima do padrão, também saberemos qual o conceito ou 
nota do mesmo, de acordo com a amostra de empresas utilizadas.
Um índice calculado traz uma informação que deve ser explicada de acordo 
com seu conceito, mas sem um referencial para comparação não temos como 
avaliar se o valor encontrado é bom ou ruim. Para suprir essa necessidade de ava-
liação, podemos calcular os índices-padrão pois, desta forma, mesmo sabendo 
que eles não representam padrões ideais, podemos identificar se a empresa ana-
lisada está melhor ou pior do que o padrão referencial. 
Índices-Padrão
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177
A Análise de Balanços através de índices só adquire consistência e ob-
jetividade quando os índices são comparados com padrões, pois, do 
contrário, as conclusões se sujeitam à opinião e, não raro, ao humor do 
analista de balanços (MATARAZZO, 2010, p. 187). 
Na prática, devemos calcular o padrão de todos os índices; aqui, para efeitos 
didáticos, vamos calcular quatro índices: liquidez geral, endividamento geral, 
retorno sobre os capitais próprios e ciclo operacional. Neste estudo, além dos 
índices-padrão obtidos pelo cálculo da mediana de uma série de empresas, vamos 
aprender sobre a avaliação dos índices com base em notas e conceitos obtidos 
por meio dos decis. 
CUIDADOS NA DEFINIÇÃO DO UNIVERSO
Uma decisão importante do analista quanto aos índices-padrão é sobre o uni-
verso que será considerado para calcular o padrão. Essa decisão pode levar em 
conta aspectos quanto à região geográfica, setor de atuação, porte da empresa, 
entre outros. Silva (2013) diz que a região geográfica deve ser levada em conta se 
os fatores relacionados ao clima, política ou recursos regionais afetarem a econo-
mia local, a estrutura da empresa e o seu desempenho, pois se estes fatores não 
forem relevantes para o desempenho da empresa, o melhor padrão será conside-
rar empresas nacionais ou até internacionais de porte ou atividades semelhantes.
Não é importante saber que a empresa tem o índice de endividamento geral 
mais alto do que as empresas locais, se na região onde está instalada quase a tota-
lidade das empresas são pequenas com dependência muito grande do capital dos 
sócios. Pouco importa, também, saber se a empresa é a pior avaliada quanto ao 
ROI das empresas do setor, se todas as outras são maiores e com captação de 
recursos do exterior.
Portanto, o universo de análise deve ser o mais adequado às necessidades da 
análise. O analista deve responder a uma pergunta fundamental para a escolha do 
universo de empresas que serão utilizadas para cálculo dos índices-padrão: qual 
o melhor referencial de comparação para os índices desta empresa? Em outras 
palavras: eu preciso saber se esta empresa está melhor ou pior que a média ou 
mediana de quais empresas?
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E178
Neste estudo, vamos utilizar 30 empresas do mesmo setor de atividades e 
ramo econômico e de patrimônio líquido semelhantes para calcular quatro índi-
ces-padrão escolhidos.
Quadro 1 - Dados do universo de empresas
Fonte: o autor.
No Quadro 1, os índices coletados estão na ordem das empresas. Para fins de 
cálculo, é necessário ordená-los do menor para o maior conforme veremos mais 
adiante.
CÁLCULO DA MEDIANA
A mediana é uma medida separatriz que divide um conjunto de números em 
duas partes; quando a quantidade de números é ímpar, a mediana será exata-
mente o número do meio e quando for par, a mediana será a média dos dois 
números do meio do conjunto.
DADOS DO UNIVERSO DE EMPRESAS
SITUAÇÃO FINANCEIRA
LG
ÍNDICES 30 
EMPRESAS
0,83 1,01 0,67 0,56 1,19 1,18 1,19 0,84 0,83 0,86
1,54 0,89 0,99 1,00 1,22 0,87 0,99 1,10 0,80 0,75
1,33 1,05 1,20 2,00 1,09 0,68 0,95 1,40 0,79 0,76
SITUAÇÃO PATRIMONIAL
EG
ÍNDICES 30 
EMPRESAS
86.54% 78,32% 65,00% 45,99% 88,90% 68,45% 89,43% 65,00% 34,90% 78,43%
53,21% 91,56% 23,46% 82,43% 61,01% 88,40% 90,56% 81,30% 85,43% 77,77%
39,50% 65,98% 49,22% 79,79% 79,97% 67,40% 91,23% 70,32% 79,45% 76,91%
SITUAÇÃO ECONÔMICA
ROE
ÍNDICES 30 
EMPRESAS
15,45% 28,32% 25,00% 15,99% 18,80% 15,86% 34,89% 25,11% 11,70% 28,04%
21,53% 21,56% 23,46% 12,43% 11,01% 8,40% 1,56% 13,80% 15,34% 27,77%
19,50% 14,98% 12,49% 19,23% 11,97% 12,67% 11,23% 20,32% 29,45% 26,91%
GESTÃO DOS RECURSOS
CO
ÍNDICE 30 
EMPRESAS
89,56 77,51 102,10 46,50 89,20 68,00 89,32 65,10 86,21 78,43
53,50 123,70 73,45 82,28 61,00 88,40 91,43 97,51 85,40 78,64
91,56 89,43 86,54 83,00 90,80 97,13 91,20 70,70 89,70 64,90
Índices-Padrão
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Segundo Figueiredo et al. (2009), a mediana é o valor que, após a ordena-
ção da amostra em ordem crescente, tem 50% de itens inferiores e 50% de itens 
superiores. Para calcular os índices-padrão pela mediana, devemos colocar em 
ordem crescente os índices das 30 empresas da amostra. Como a amostra tem 
números pares, vamos calcular a média dos dois números centrais.
Após colocar em ordem crescente os índices de liquidez geral, tivemos como 
décimo quinto número 0,99 e como décimo sexto também 0,99. O índice-padrão 
encontrado é a média desses dois números, portanto 0,99. A nossa empresa, uti-
lizada para desenvolvimento prático, está pior que o padrão, pois teve índice de 
liquidez geral de 0,83 em X3, 0,83 em X2 e 0,86 em X1.
No endividamento geral, tivemos como décimo quinto número 77,77% e 
como décimo sexto 78,32%. O índice-padrão encontrado é a média desses dois 
números, portanto 78,05%. A nossa empresa, utilizada para desenvolvimento 
prático, está pior que o padrão, pois teve o índice de endividamento geral de 
86,54% em X3, 88,08% em X2 e 85,65% em X1.
No retorno do patrimônio líquido, tivemos como décimo quinto número 
15,99% e como décimo sexto 18,80%, o índice padrão encontrado é a média 
desses dois números, portanto 17,40%. A nossa empresa, utilizada para desen-
volvimento prático, está pior que o padrão em X3 (15,45%) e em X2 (1,17%) e 
melhor que o padrão em X1 (28,04%).
Quadro 2 - Índices-padrão: Mediana
ÍNDICES-PADRÃO: MEDIANA
SITUAÇÃO FINANCEIRA
LG
ÍNDICES 30 
EMPRESAS
0,83 1,01 0,67 0,56 1,19 1,18 1,19 0,84 0,83 0,86
1,54 0,89 0,99 1,00 1,22 0,87 0,99 1,10 0,80 0,75
1,33 1,05 1,20 2,00 1,09 0,68 0,95 1,40 0,79 0,76
ÍNDICES 
EM ORDEM
0,56 0,75 0,80 0,84 0,89 0,99 1,05 1,18 1,20 1,40
0,67 0,76 0,83 0,86 0,95 1,00 1,09 1,19 1,22 1,54
0,68 0,79 0,83 0,87 0,99 1,01 1,10 1,19 1,33 2,00
LG 
PADRÃO
MEDIANA 
0,99
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E180
Fonte: o autor.
No ciclo operacional, tivemos como décimo quinto número 86,21 dias e como 
décimo sexto 86,54 dias, o índice padrão encontradoé a média desses dois núme-
ros, portanto 86,38 dias. A nossa empresa, utilizada para desenvolvimento prático, 
está pior que o padrão em todos os períodos, pois em X3 foi de 89,56 dias, em 
X2 97,51 dias e em X1 97,13 dias.
Considerando esses quatro índices-padrão, temos alguns sinais de alerta, 
pois somente o ROE de X1 está melhor que o índice-padrão. 
SITUAÇÃO PATRIMONIAL
EG
ÍNDICES 30 
EMPRESAS
86.54% 78,32% 65,00% 45,99% 88,90% 68,45% 89,43% 65,00% 34,90% 78,43%
53,21% 91,56% 23,46% 82,43% 61,01% 88,40% 90,56% 81,30% 85,43% 77,77%
39,50% 65,98% 49,22% 79,79% 79,97% 67,40% 91,23% 70,32% 79,45% 76,91%
ÍNDICES 
EM ORDEM
23,46% 45,99% 61,01% 65,98% 70,32% 78,32% 79,79% 82,43% 88,40% 90,56%
34,90% 49,22% 65,00% 67,40% 76,91% 78,43% 79,97% 85,43% 88,90% 91,23%
39,50% 53,21% 65,00% 68,45% 77,77% 79,45% 81,30% 86,54% 89,43% 91,56%
EG 
PADRÃO
MEDIANA 
78,05%
SITUAÇÃO ECONÔMICA
ROE
ÍNDICES 30 
EMPRESAS
15,45% 28,32% 25,00% 15,99% 18,80% 15,86% 34,89% 25,11% 11,70% 28,04%
21,53% 21,56% 23,46% 12,43% 11,01% 8,40% 1,56% 13,80% 15,34% 27,77%
19,50% 14,98% 12,49% 19,23% 11,97% 12,67% 11,23% 20,32% 29,45% 26,91%
ÍNDICES 
EM ORDEM
1,56% 11,23% 12,43% 13,80% 15,45% 18,80% 20,32% 23,46% 26,91% 28,32%
8,40% 11,70% 12,49% 14,98% 15,86% 19,23% 21,53% 25,00% 27,77% 29,45%
11,01% 11,97% 12,67% 15,34% 15,99% 19,50% 21,56% 25,11% 28,04% 34,89%
ROE 
PADRÃO
MEDIANA 
17,40%
GESTÃO DOS RECURSOS
CO
ÍNDICE 30 
EMPRESAS
89,56 77,51 102,10 46,50 89,20 68,00 89,32 65,10 86,21 78,43
53,50 123,70 73,45 82,28 61,00 88,40 91,43 97,51 85,40 78,64
91,56 89,43 86,54 83,00 90,80 97,13 91,20 70,70 89,70 64,90
ÍNDICES 
EM ORDEM
46,50 64,90 70,70 78,43 83,00 86,54 89,32 89,70 91,43 97,51
53,50 65,10 73,45 78,64 85,40 88,40 89,43 90,80 91,56 102,10
61,00 68,00 77,51 82,28 86,21 89,20 89,56 91,20 97,13 123,70
CO 
PADRÃO
MEDIANA 
86,38%
Índices-Padrão
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181
CÁLCULO DOS DECIS
Vimos que a mediana divide a série de dados em duas partes; com isso, encon-
tramos um padrão e duas partes, uma abaixo do padrão e outra acima. Além da 
mediana, existem outras medidas separatrizes: os quartis, que separam a série 
em quatro partes; os decis, que separam a série em dez partes; e os percentis, que 
separam a série em cem partes. Como o nosso objetivo é separar a série com a 
finalidade de atribuir notas e conceitos, vamos usar os decis.
Nos decis, a série é dividida em dez partes iguais, com o mesmo núme-
ro de elementos, de tal forma que cada intervalo do decil contenha 10% 
dos elementos coletados (TIBONI, 2010, p. 187).
Para calcular os decis, temos que, após a ordenação da série em ordem crescente, 
fazer a separação em 10 partes, então podemos calcular os 9 decis ou separadores, 
com base na média ou mediana das duas partes de dados que o mesmo divide. 
Aqui, utilizaremos a média; se calcularmos os decis pela mediana, o quinto decil 
seria exatamente igual às medianas calculadas anteriormente.
Para calcular o primeiro decil do índice de liquidez geral, somamos os índices 
0,56 + 0,67 + 0,68 + 0,75 + 0,76 + 0,79 e encontramos 4,21, então encontramos 
a média aritmética 0,70 (4,21 / 6), que é o primeiro decil.
Para calcular o quinto decil do índice de endividamento geral. somamos os 
índices 70,32% + 76,91% + 77,77% + 78,32% + 78,43% + 79,45% e encontra-
mos 461,20%, então encontramos a média aritmética 76,87% (461,20% / 6), que 
é o quinto decil.
Para calcular o segundo decil do retorno do patrimônio líquido (ROE) 
somamos os índices 11,23% + 11,70% + 11,97% + 12,43% + 12,49% + 12,67% e 
encontramos 72,49%, então encontramos a média aritmética 12,08% (72,49% / 
6), que é o segundo decil.
Podemos calcular os índices-padrão com base na média ou mediana de uma 
série de índices. Na sua opinião qual é a melhor? Por quê?
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
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VU N I D A D E182
Quadro 3 - Índices-padrão: Decis
Fonte: o autor.
Para calcular o sétimo decil do ciclo operacional, somamos os índices 89,32 + 
89,43 + 89,56 + 89,70 + 90,80 + 91,20 e encontramos 540,01, então encontramos 
a média aritmética 90 dias (540,01 / 6), que é o sétimo decil.
No Quadro 3 estão calculados os nove decis de cada um dos quatro índices 
ÍNDICES-PADRÃO: DECIS
SITUAÇÃO FINANCEIRA
LG
ÍNDICES EM 
ORDEM
0,56 0,75 0,80 0,84 0,89 0,99 1,05 1,18 1,20 1,40
0,67 0,76 0,83 0,86 0,95 1,00 1,09 1,19 1,22 1,54
0,68 0,79 0,83 0,87 0,99 1,01 1,10 1,19 1,33 2,00
DECIS
1º decil 
0,70
3º decil 
0,84
5º decil 
0,97
7º decil 
1,13
9º decil 
1,45
2º decil 
0,79
4º decil 
0,90
6º decil 
1,04
8º decil 
1,22
SITUAÇÃO PATRIMONIAL
EG
ÍNDICES EM 
ORDEM
23,46% 45,99% 61,01% 65,98% 70,32% 78,32% 79,79% 82,43% 88,40% 90,56%
34,90% 49,22% 65,00% 67,40% 76,91% 78,43% 79,97% 85,43% 88,90% 91,23%
39,50% 53,21% 65,00% 68,45% 77,77% 79,45% 81,30% 86,54% 89,43% 91,56%
DECIS
1º decil 
41,05%
3º decil 
65,47%
5º decil 
76,87%
7º decil 
82,58%
9º decil 
90,01%
2º decil 
56,57%
4º decil 
71,14%
6º decil 
79,54%
8º decil 
86,86%
SITUAÇÃO ECONÔMICA
ROE
ÍNDICES EM 
ORDEM
1,56% 11,23% 12,43% 13,80% 15,45% 18,80% 20,32% 23,46% 26,91% 28,32%
8,40% 11,70% 12,49% 14,98% 15,86% 19,23% 21,53% 25,00% 27,77% 29,45%
11,01% 11,97% 12,67% 15,34% 15,99% 19,50% 21,56% 25,11% 28,04% 34,89%
DECIS
1º decil 
9,31%
3º decil 
13,62%
5º decil 
17,47%
7º decil 
22,83%
9º decil 
29,23%
2º decil 
12,08%
4º decil 
15,24%
6º decil 
20,16%
8º decil 
26,05%
GESTÃO DOS RECURSOS
CO
ÍNDICES EM 
ORDEM
46,50 64,90 70,70 78,43 83,00 86,54 89,32 89,70 91,43 97,51
53,50 65,10 73,45 78,64 85,40 88,40 89,43 90,80 91,56 102,10
61,00 68,00 77,51 82,28 86,21 89,20 89,56 91,20 97,13 123,70
DECIS
1º decil 
59,83
3º decil 
76,84
5º decil 
86,46
7º decil 
90,00
9º decil 
100,57
2º decil 
69,94
4º decil 
82,33
6º decil 
88,74
8º decil 
91,97
Índices-Padrão
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183
que estamos considerando como exemplos deste estudo. Assim, aprendemos na 
prática sobre como calcular os decis e agora você sabe calcular para os demais 
índices.
ESCALA DE CONCEITOS
A escala de conceitos é uma forma de avaliar a empresa em função dos decis. 
Logo, não teremos somente duas notas: ruim ou boa (isso é possível com o índice 
padrão pela mediana), mas teremos até nove conceitos, de acordo com os decis. 
A partir do cálculo dos decis, podemos estabelecer notas ou conceitos para os 
intervalos de empresas utilizadas para calcular o padrão; teremos, então, uma 
nota ou conceito para a nossa empresa em cada índice.
As definições de notas e conceitos podem ser feitas livremente pelo ana-
lista, pois, como já vimos anteriormente, a análise das demonstrações não é uma 
atividade normatizada, e sim gerencial. Por essa razão, fizemos as seguintes pon-
derações para definições:
Para os índices do tipo “quanto maior, melhor” consideramos nota 1 o inter-
valo de zero até o 1º decil, nota 2 o intervalo do 1º até o 2º decil, nota 3 o intervalo 
do 2º até o 3º decil, nota 4 o intervalo do 3º até o 4º decil, nota 5 o intervalo do 4º 
até o 5º decil, nota 6 o intervalo do 5º até o 6º decil, nota 7 o intervalo do 6º até 
o 7º decil, nota 8 o intervalo do 7º até o 8º decil e nota 9 o intervalo acima do 8º 
decil, consideramos o conceito INSUFICIENTE para as notas 1 e 2; REGULAR 
para as notas 3 e 4; BOM, para as notas 5 e 6; MUITO BOM para as notas 7 e 8; 
e EXCELENTE para a nota 9.
Para os índices do tipo “quanto menor, melhor” consideramos nota 1 o inter-
valo acima do 9º decil, nota 2 o intervalo do 8º até o 9º decil, nota 3 o intervalo 
do 7º até o 8º decil, nota 4 o intervalo do 6º até o 7º decil, nota 5 o intervalo 
do 5º até o 6º decil, nota 6 o intervalo do 4º até o 5º decil, nota7 o intervalo 
do 3º até o 4º decil, nota 8 o intervalo do 2º até o 3º decil e nota 9 o intervalo 
até o 2º decil. Quanto aos conceitos, consideramos, da mesma forma, conceito 
INSUFICIENTE para as notas 1 e 2; REGULAR para as notas 3 e 4; BOM para 
as notas 5 e 6; MUITO BOM para as notas 7 e 8; e EXCELENTE para a nota 9.
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VU N I D A D E184
Quadro 4 - Índices-padrão: Conceitos
Fonte: o autor.
A nossa empresa de estudo prático, nestes quatro índices-padrão, apresentou um 
comportamento mediano no período X3, conforme próximo quadro.
Quadro 5 - Índices-padrão: Conceitos
ÍNDICE X3 PADRÃO NOTA CONCEITO
LG Liquidez Geral 0,83 0,99 3 Regular
EG Endividamento Geral 86,54% 78,05% 3 Regular
ROE Retorno sobre o P.L. 15,45% 17,40% 5 Bom
CO Ciclo Operacional 89,56 86,38 4 Regular
Fonte: o autor.
ÍNDICES-PADRÃO: CONCEITOS
SITUAÇÃO FINANCEIRA
LG
DECIS
1º decil 
0,70
3º decil 
0,84
5º decil 
0,97
7º decil 
1,13
9º decil 
1,45
2º decil 
0,79
4º decil 
0,90
6º decil 
1,04
8º decil 
1,22
NOTAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9
CONCEITOS Insuficiente Regular Bom Muito Bom Excelente
SITUAÇÃO PATRIMONIAL
EG
DECIS
1º decil 
41,05%
3º decil 
65,47%
5º decil 
76,87%
7º decil 
82,58%
9º decil 
90,01%
2º decil 
56,57%
4º decil 
71,14%
6º decil 
79,54%
8º decil 
86,86%
NOTAS 9 8 7 6 5 4 3 2 1
CONCEITOS Excelente Muito Bom Bom Regular Insuficiente
SITUAÇÃO ECONÔMICA
ROE
DECIS
1º decil 
9,31%
3º decil 
13,62%
5º decil 
17,47%
7º decil 
22,83%
9º decil 
29,23%
2º decil 
12,08%
4º decil 
15,24%
6º decil 
20,16%
8º decil 
26,05%
NOTAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9
CONCEITOS Insuficiente Regular Bom Muito Bom Excelente
GESTÃO DOS RECURSOS
CO
DECIS
1º decil 
59,83
3º decil 
76,84
5º decil 
86,46
7º decil 
90,00
9º decil 
100,57
2º decil 
69,94
4º decil 
82,33
6º decil 
88,74
8º decil 
91,97
NOTAS 9 8 7 6 5 4 3 2 1
CONCEITOS Excelente Muito Bom Bom Regular Insuficiente
Relatório da Análise
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185
RELATÓRIO DA ANÁLISE
Vamos colocar em uma única tabela todos os indicadores que vimos neste estudo. 
Isso nos ajudará a termos uma visão geral da situação da empresa, envolvendo 
os aspectos econômicos e estruturais do patrimônio, a situação econômico-fi-
nanceira, as margens de lucratividade, a estrutura de capitais e os retornos sobre 
recursos do ativo e do patrimônio líquido. O relatório da análise
[...] é o instrumento utilizado para a tomada de decisões, que resumirá, 
de forma clara, a situação econômico-financeira organizacional e seu 
desempenho ao longo do tempo [...] (CAMARGO, 2007, p. 237).
Para resumir de forma clara a situação econômico-financeira de uma empresa e 
contribuir efetivamente com o usuário que irá tomar decisões não basta somente 
explicar os índices encontrados, é necessário opinar.
Com base nos índices-padrão calculados pela mediana, podemos avaliar a 
situação de cada índice de uma empresa para sabermos se a situação dela está 
melhor ou pior que o padrão e, com base nas notas e conceitos calculados pelos 
decis, podemos avaliar o nível de cada índice perante o padrão, já que, conforme 
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
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VU N I D A D E186
Ávila (2011), o relatório de análise deve conter todas as conclusões sobre a empresa 
analisada, de acordo com a necessidade do usuário solicitante.
RESUMO DOS ÍNDICES CALCULADOS
Na quando, com o resumo dos índices calculados neste estudo, está identificado 
o comportamento de cada índice de X1 para X2 e de X2 para X3. Esse apon-
tamento não mostra se o índice aumentou ou diminuiu, mas se melhorou ou 
piorou em relação ao ano anterior.
O resumo a seguir não identifica o posicionamento da empresa em relação ao 
padrão, uma vez que, para isso, é necessário calcular o índice-padrão para todos 
os vinte e seis índices calculados. Neste trabalho, para efeito didático, calcula-
mos somente quatro índices-padrão, já comparados anteriormente e avaliados 
como pior que o padrão. Assim, recomenda-se o cálculo dos índices-padrão 
como imprescindíveis para empresas nesta situação.
Quadro 6 - Resumo dos índices
RESUMO DOS ÍNDICES
PERÍODO / ANO
X3 X2 X1
SITUAÇÃO FINANCEIRA
LG Liquidez Geral 0,83 0,83 0,86
LC Liquidez Corrente 1,01 1,16 1,19
LS Liquidez Seca 0,56 0,69 0,67
LI Liquidez Imediata 0,26 0,38 0,30
CJ Cobertura de Juros 1,05 0,71 1,55
SITUAÇÃO PATRIMONIAL
EG Endividamento Geral 86,54% 88,08% 85,65%
CE Composição do Endividamento 65,34% 58,41% 62,64%
PCT Participação dos Capitais de Terceiros 642,78% 739,24% 596,83%
ARP Alavancagem dos Recursos Próprios 7,43 8,39 6,97
IPL Imobilização do Patrimônio Líquido 210,06% 223,87% 182,36%
IRNC Imobilização dos Recursos não Correntes 65,08% 54,95% 56,46%
Relatório da Análise
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SITUAÇÃO ECONÔMICA
MB Margem Bruta 30,69% 28,21% 27,09%
MG Mark-up Global 44,27% 39,30% 37,16%
MO Margem Operacional 3,98% 3,48% 4,75%
ME Margem do Ebitda 4,10% 4,24% 5,11%
ML Margem Líquida 1,17% 0,09% 2,18%
ROI Retorno sobre os Investimentos 2,08% 0,14% 4,02%
ROE Retorno sobre o Patrimônio Líquido 15,45% 1,17% 28,04%
GESTÃO DOS RECURSOS
GET Giro dos Estoques Totais 4,83 4,56 4,64
GAT Giro dos Ativos Totais 1,76 1,61 1,85
PMRE Prazo Médio de Renovação dos Estoques 74,53 78,92 77,60
PMRC Prazo Médio de Recebimentos dos Clientes 15,03 18,59 19,53
PMPF Prazo Médio de Pagamento aos Fornecedores 79,89 81,12 74,55
CE Ciclo Econômico 74,53 78,92 77,60
CO Ciclo Operacional 89,56 97,51 97,13
CF Ciclo Financeiro 9,67 16,39 22,58
Fonte: o autor.
MODELO DE KANITZ
Quando resumimos os índices calculados, quase sempre percebemos que alguns 
aumentam e outros diminuem com o passar do tempo. Entretanto, o principal 
desafio é realizarmos uma avaliação geral da empresa, visto que é necessário 
fazer diversas combinações entre eles, pois cada índice tem um enfoque de aná-
lise: enquanto um índice de liquidez mostra a capacidade de a empresa quitar 
seus compromissos, o de retorno do capital próprio demonstra a rentabilidade 
que os acionistas alcançaram durante o período naquela empresa.
No Brasil, Kanitz (1978) realizou um estudo que, apesar de ter aproximada-
mente quarenta anos, ainda é muito utilizado pelos analistas, cujo objetivo é de 
previsão de falências. Kanitz utilizou cinco índices: retorno do capital próprio, 
liquidez geral, liquidez seca, liquidez corrente e garantia do capital de terceiros. 
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VU N I D A D E188
A partir de uma técnica de regressão múltipla e análise discriminante, elaborou 
uma equação matemática, dando pesos a cada um dos cinco índices. Para isso, 
utilizou como base uma grande amostra de empresas, metade com problemas 
de continuidade e metade com bom equilíbrio e sem problemas de falência, e 
fez um grande trabalho de pesquisa para avaliar o risco de insolvência, encon-
trando um indicador do que poderia acontecer no futuro, caso a empresa não 
mudasse a sua gestão: o fator de solvabilidade.
A equação desenvolvida foi a seguinte:
Quadro 7 - Fator de solvabilidade de Kanitz 
Fator de Solvabilidade de Kanitz
Composição do Índice X3 X2 X1
X1 = LL / PL 107.609 / 696.308 
0,154542243 x 0,05 
0,007727112
7.759 / 662.212 
0,011716792 x 0,05 
0,00058584
211.537 / 754.467 
0,280379394 x 0,05 
0,01401897
X2 = (AC + ARLP) / (PC + PNC) 3.709.340 / 4.475.717 
0,828770005 x 1,65 
1,367470508
4.075.106 / 4.895.361 
0,832442388 x 1,65 
1,37352994
3.881.537 / 4.502.905 
0,862007304 x 1,65 
1,422312052
X3 = (AC - estoques)/ PC 1.626.461 / 2.924.425 
0,556164374 x 3,55 
1,974383528
1.975.718 / 2.859.611 
0,690904462 x 3,55 
2,452710841
1.899.816 / 2.820.630 
0,673543145 x 3,55 
2,391078163
X4 = AC / PC 2.963.415 / 2.924.425 
1,013332535 x 1,06 
1,074132488
3.319.459 / 2.859.611 
1,160807886 x 1,06 
1,230456359
3.365.369 / 2.820.630 
1,193126713 x 1,06 
1,264714316
X5 = (PC + PNC) / PL 4.475.717 / 696.308 
6,427783395 x 0,33 
2,12116852
4.895.361 / 662.212 
7,392437769 x 0,33 
2,439504464
4.502.905 / 754.467 
5,968325984 x 0,33 
1,969547575
FATOR DE SOLVABILIDADE 0,154280141 0,156865797 0,593147295
FATOR DE SOLVABILIDADE = 0,05 X1 + 1,65 X2 + 3,55 X3 - 1,06 X4 - 0,33 X5
Fonte: o autor.
Neste modelo, o objetivo é dar uma nota média geral para a empresa, que conso-
lide diversos índices. Depois de aplicada a fórmula, verifica-se em qual intervalo 
do Termômetro se enquadra o Fator de Solvabilidade encontrado.
FS = 0,05 X1 + 1,65 X2 + 3,55 X3 – 1,06 X4 – 0,33 X5
Relatório da Análise
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Com base no modelo desenvol-
vido por Kanitz, a nossa empresa 
analisada está no intervalo de sol-
vência do termômetro, pois nos três 
períodos está com nota entre zero 
e 7, mas, mesmo assim, vemos um 
sinal de alerta, pois está por três 
anos consecutivos muito próximo 
do intervalo de penumbra e a cada 
ano está diminuindo.
Figura 1 - Termômetro de Solvabilidade
Fonte: o autor.
RELATÓRIO FINAL DA 
ANÁLISE
Na tabela com o resumo dos índices calculados neste estudo, identificamos o 
comportamento de cada índice em relação ao período anterior. No termômetro 
de Kanitz, identificamos que a empresa está no intervalo de solvência, mas bem 
próximo do intervalo de penumbra. Como, neste estudo, calculamos somente 
quatro índices padrão, vamos elaborar um relatório final com base, principal-
mente, nos índices, notas e conceitos calculados.
Silva (2013) assevera que a estrutura e a extensão do relatório, a profundi-
dade da análise e a apresentação de cada item no relatório ocorre em função do 
objetivo do relatório, do volume dos negócios e dos riscos inerentes às decisões 
que serão tomadas com base no mesmo.
Portanto, o relatório que desenvolvemos a seguir leva em conta uma empresa 
simulada, usuários sem um foco específico e a limitação dos índices-padrão.
 ■ A empresa apresenta uma situação financeira preocupante, isto é, 
evidenciado no índice de liquidez geral, abaixo de 1 nos três perí-
odos, e o índice de cobertura de despesas financeira menor que 1 
em x2. No curto prazo (circulante), vemos uma situação razoável 
TERMÔMETRO DE SOLVABILIDADE
X3
0,154280141
X2
0,156865797
X1
0,593147295
SITUAÇÃO DE
SOLVÊNCIA
7
6
5
4
3
2
1
0
-1
-2
-3
-4
-5
-6
-7
SITUAÇÃO DE 
PENUMBRA
SITUAÇÃO DE 
INSOLVÊNCIA
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VU N I D A D E190
em X1, mas houve piora ano a ano, chegando em x3 muito pró-
ximo de 1. Considerando o índice padrão do índice de liquidez 
geral, vemos a empresa bem pior do padrão e conceito regular.
 ■ A empresa apresenta uma situação patrimonial muito preocupante, 
com endividamento alto, perfil da dívida de curto prazo muito 
ruim, a participação de capitais de terceiros perante o patrimônio 
líquido em x2 passou de 700%, o que mostra uma dependência 
muito grande com recursos de terceiros. Considerando o índice 
padrão do índice de endividamento geral, vemos a empresa bem 
pior do padrão pela mediana e ao utilizarmos os decis, a empresa 
está no 8º decil, o que representa nota 3 e conceito regular.
 ■ A empresa apresenta uma situação econômica instável, pois mesmo 
com resultado líquido positivo nos três períodos, o período x2 remu-
nera os recursos dos acionistas em apenas 1,17% enquanto o padrão 
pela mediana é de 17,40%. Considerando que o conceito do ROE em 
X1 foi excelente e em X3 foi bom, a situação econômica é a menos 
preocupante. No entanto, como sabemos que o desequilíbrio empre-
sarial afeta até as áreas que ainda estão boas, o gestor desta empresa 
precisa redirecionar as ações para recuperar a empresa. 
 ■ A empresa apresenta ciclo econômico muito alto, ciclo opera-
cional também alto, mas o ciclo financeiro está em níveis baixos. 
Percebemos, então, que a correção não está muito difícil: ao com-
pararmos o ciclo operacional com o padrão, a nossa empresa 
está sempre pior - X2 é o pior ano com 97,51 dias. Enquanto o 
padrão é 86,38 dias, na escala de conceitos, em X2, chegamos a 
Insuficiente, o que preocupa.
 ■ Utilizando o Termômetro de Solvabilidade de Kanitz, vemos uma 
empresa ainda no intervalo de solvência, mas nos três períodos 
muito próximo do intervalo de penumbra e o pior: o índice está 
a cada ano menor.
 ■ O analista não recomenda fazer investimentos nesta empresa e 
nem ter ativos a receber da mesma.
Fórmula Dupont
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FÓRMULA DUPONT
O modelo de análise Dupont, segundo Braga (1995, p. 168), “[...] considera a 
taxa de retorno dos recursos investidos como o resultado do produto da mar-
gem de lucratividade das vendas pelo giro dos ativos”. É um método calculado 
a partir de informações do Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado 
do Período para avaliar minuciosamente a situação financeira das empresas e 
ver se um aumento ou redução no retorno teve mais influência da lucratividade 
das vendas ou da eficiência no uso dos ativos.
Essa técnica reúne, em uma única avaliação, todas as áreas responsáveis pela 
performance financeira da empresa e, nas palavras de Braga (1995, p. 168), “[...] 
permite integrar todos os elementos formadores do resultado econômico com os 
investimentos realizados nos ativos”. Gitman (2010) afirma que o sistema Dupont 
é usado pelos administradores financeiros há muitos anos para avaliar a situ-
ação econômico-financeira da empresa a partir das demonstrações contábeis.
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VU N I D A D E192
MÉTODO DUPONT ORIGINAL - ROA
A análise DuPont representa uma imagem da empresa no que se refere à obtenção 
do retorno sobre os investimentos, ou seja, sobre os ativos. Pode-se acompanhar 
a evolução do ROA no decorrer dos períodos e analisar as causas e efeitos na ren-
tabilidade da empresa. Uma diminuição no retorno dos ativos é decorrente de 
um decréscimo na margem ou no giro. Se o problema for o decréscimo da mar-
gem, é porque o lucro diminuiu em relação ao montante das vendas. Se o lucro 
diminuiu, é porque as vendas diminuíram ou os custos aumentaram ou, ainda, 
uma combinação de ambos.
Na figura a seguir, temos os elementos patrimoniais e de resultado que 
influenciam o ROI ou ROA.
Os cálculos e demonstração gráfica do método Du-
Pont original da empresa de nosso estudo prático 
pode ser visualizada pelo QR Code.
http://www.manoel.pro.br/DuPont_Original.pdf
http://www.manoel.pro.br/DuPont_Original.pdf
Fórmula Dupont
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BP
Ativo 
Circulante
Ativo 
Total
Ativo Não 
Circulante
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Vendas 
Líquidas
Custo das 
Vendas
Lucro 
Líquido
Margem 
Líquida
Despesas 
Operacionais
Vendas 
Líquidas
Taxa de Retorno 
sobre os 
Investimentos
Resultado 
Financeiro
Impostos 
sobre Lucro
Giro do 
Ativo Total
Operações 
Descon-
tinuadas
+
+ -
+ -
-
-
-
/
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X
Figura 2 - Fórmula DuPont
Fonte: o autor.
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VU N I D A D E194
MÉTODO DUPONT AJUSTADO - ROE
A partir do cálculo doROA, podemos utilizar o Passivo e o Patrimônio Líquido 
(parte do Balanço Patrimonial não utilizada no cálculo do ROA) para calcular a 
Alavancagem dos Recursos Próprios e encontrar o ROE. Assim, reunimos em um 
só contexto a taxa de retorno sobre o ativo total, a taxa de retorno sobre o patri-
mônio líquido, a margem líquida e o giro total do ativo. Essa análise evidencia o 
já exposto: quanto maior o retorno sobre o investimento total, medido em função 
dos ativos, e menor a participação dos proprietários, maior será o grau de alavan-
cagem e, em decorrência, o retorno auferido pelos proprietários.
Os cálculos e a demonstração gráfica do método Du-
Pont ajustado da empresa de nosso estudo prático 
pode ser visualizada pelo QR Code.
http://www.manoel.pro.br/DuPont_Modificada.pdf
http://www.manoel.pro.br/DuPont_Modificada.pdf
Relatório da Análise
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Figura 3 - Fórmula DuPont
Fonte: o autor.
FÓRMULA DUPONT MODIFICADA
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Vendas 
Líquidas
Custo das 
Vendas
Lucro 
Líquido
Margem 
Líquida
Despesas 
Operacionais
Vendas 
Líquidas
Taxa de Retorno 
sobre os 
Investimentos
Resultado 
Financeiro
Taxa de Retorno 
sobre os Recursos 
Próprios
BP
Ativo 
Circulante
Ativo 
Total
Ativo Não 
Circulante
Passivo 
Circulante
Passivo 
Total
Recursos 
Terceiros e 
Próprios
Alavancagem dos 
Recursos PrópriosPassivo Não 
Circulante
Patrimônio 
Líquido
Impostos 
sobre Lucro
Giro do 
Ativo Total
Operações 
Descon-
tinuadas
+
X
+ -
+ -
-
-
-
+
+
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TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
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VU N I D A D E196
ANÁLISE FINANCEIRA DINÂMICA
Os índices calculados na análise financeira tradicional consideram a compara-
ção de valores estáticos, pois os valores constantes no ativo e passivo circulante, 
na prática, nunca serão integralmente realizados ou quitados, mas o cálculo dos 
índices de liquidez partem desta premissa.
A análise financeira dinâmica, também conhecida como modelo Fleuriet, 
é uma forma de administrar com foco na sustentabilidade financeira e econô-
mica de curto e longo prazo, para tomar decisões que preservem a capacidade de 
pagamento, a lucratividade e a criação de valor ao acionista. Esse modelo de aná-
lise financeira dinâmica foi desenvolvido na década de 70 pelo francês Michael 
Fleuriet, com a colaboração ativa de profissionais brasileiros.
Conforme Bruni (2010, p. 251), “[...] o grande foco do estudo da análise 
dinâmica consiste no Capital de Giro das empresas e na sua forma de financia-
mento”. Então, vamos começar reclassificando o Balanço Patrimonial.
Análise Financeira Dinâmica
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RECLASSIFICANDO O BALANÇO PATRIMONIAL
A reclassificação do grupo circulante do ativo e do passivo em financeiro ou 
errático e operacional ou cíclico é necessária para encontramos o Investimento 
Operacional em Giro e o Saldo de Tesouraria. Isso porque a capacidade finan-
ceira da empresa, segundo Bruni (2010), será função de fatores operacionais e 
consequência de decisões estratégicas da administração. É por essa razão que a 
análise funcional se diferencia da análise contábil tradicional. 
A análise financeira dinâmica, também conhecida como modelo Fleuriet, 
é uma forma de administrar com foco na sustentabilidade financeira e econô-
mica de curto e longo prazo, para tomar decisões que preservem a capacidade 
de pagamento, a lucratividade e a criação de valor ao acionista.
De acordo com Fleuriet e Zeidan:
Na realidade dinâmica das empresas, as contas do ativo e do passivo 
são classificadas conforme o tempo que levam para realização de um 
ciclo. Algumas contas apresentam movimentação mais lenta, podendo 
ser consideradas permanentes ou não cíclicas (FLEURIET; ZEIDAN, 
2015, p. 19).
Elementos das demonstrações contábeis
Item 4.2 da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL
As demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros 
das transações e outros eventos, por meio do agrupamento dos mesmos 
em classes amplas de acordo com as suas características econômicas. Essas 
classes amplas são denominadas de elementos das demonstrações con-
tábeis. Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição 
patrimonial e financeira no balanço patrimonial são os ativos, os passivos e 
o patrimônio líquido. Os elementos diretamente relacionados com a men-
suração do desempenho na demonstração do resultado são as receitas e as 
despesas. A demonstração das mutações na posição financeira usualmente 
reflete os elementos da demonstração do resultado e as alterações nos ele-
mentos do balanço patrimonial. Assim, esta Estrutura Conceitual não identi-
fica qualquer elemento que seja exclusivo dessa demonstração.
Fonte: CFC (2011). 
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VU N I D A D E198
Considerando essa realidade dinâmica da nossa empresa, podemos fazer a 
seguinte reclassificação do Ativo circulante:
Quadro 8 - Ativo Circulante reclassificado
ATIVO x3 x2 x1
Ativo Circulante 2.963.415 3.319.459 3.365.369
Ativo Circulante Financeiro (errático) 820.484 1.176.163 936.637
Caixa e Equivalentes 202.452 590.400 391.763
Títulos e Valores Mobiliários 566.954 497.623 450.979
Partes relacionadas 51.078 88.140 93.895
Ativo Circulante Operacional (cíclico) 2.142.931 2.143.296 2.428.732
Clientes 419.616 430.549 616.585
Estoques 1.336.954 1.343.741 1.465.553
Tibutos a Recuperar 291.719 333.475 295.205
Outros ativos Circulantes 94.642 35.531 51.389
Fonte: o autor.
Temos, agora, o Ativo Circulante Financeiro de R$820.484,00 em X3, 
R$1.176.163,00 em X2 e R$936.637,00 em X1 e o Ativo Circulante Operacional 
de R$2.142.931,00 em X3, R$2.143.296,00 em X2 e R$2.428.732,00 em X1.
Da mesma forma, o Passivo circulante pode ser reclassificado assim:
Quadro 9 - Passivo Circulante reclassificado
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO x3 x2 x1
Passivo Circulante 2.924.425 2.859.611 2.820.630
Passivo Circulante Financ. (errático) 1.074.836 678.406 734.133
Empréstimos e Financiamentos 980.727 568.220 591.051
Partes Relacionadas 94.109 110.186 143.082
Passivo Circulante Operac. (cíclico) 1.849.589 2.181.205 2.086.497
Fornecedores 1.522.038 1.885.251 1.784.902
Obrigações Sociais e Trabalhistas 181.837 150.419 164.739
Obrigações Fiscais 31.642 29.497 44.008
Outras Contas a Pagar 114.072 116.038 92.848
Fonte: o autor.
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Quanto às origens de recursos de terceiros de curto prazo, temos agora o 
Passivo Circulante Financeiro de R$1.074.836,00 em X3, R$678.406,00 em X2 e 
R$734.133,00 em X1 e o Passivo Circulante Operacional de R$1.849.589,00 em 
X3, R$2.181.205,00 em X2 e R$2.086.497,00 em X1.
CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO - CCL
O capital circulante líquido ou capital de giro líquido é a diferença entre os ati-
vos circulantes e passivos circulantes. Para este cálculo, não é necessário separar 
os ativos e passivos circulantes em financeiro e operacional, portanto, sem-
pre que os ativos circulantes se apresentarem 
maiores do que passivos circulantes, teremos 
CCL positivo. Já vimos anteriormente que 
essa situação também fará com que o Índice 
de Liquidez Corrente - ILC seja maior que 1; 
de maneira geral, quanto maior for o CCL e o 
ILC, maior será a capacidade da empresa hon-
rar seus compromissos de curto prazo. Porém, 
isso depende muito do ramo da empresa, pois 
empresas com Ciclo Financeiro - CF muito 
baixos ou negativos têm comportamentos 
diferentes.
Figura 4 - Capital Circulante Líquido
Fonte: o autor.
Umaempresa com CCL positivo pode apresentar dificuldades de liquidez; isso 
decorre do conceito de curto prazo, pois uma empresa que tem ativos a receber 
em onze meses e passivos a pagar em um mês, mesmo que apresente CCL posi-
tivo e ILC maior que 1, com certeza terá problemas financeiros.
Podemos calcular o CCL utilizando a seguinte fórmula:
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
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VU N I D A D E200
Considerando os valores das demonstrações da nossa empresa, encontramos 
os seguintes valores:
Quadro 10 - Capital Circulante Líquido
X3 X2 X1
CCL= 2.963.415 - 2.924.425 3.319.459 - 2.859.611 3.365.369 - 2.820.630
CCL= 38.990,00 459.484,00 544.739,00
Fonte: o autor.
Temos, então, um sinal de alerta bem aceso, pois houve uma pequena redução 
no valor do CCL de X1 para X2; contudo de X2 para X3, a redução foi acentu-
ada, muito embora não tenha sido negativo em X3, mas seguindo esta tendência 
será muito negativo em X4. Demonstrando graficamente:
Figura 5 - Capital Circulante Líquido
Fonte: o autor.
Veremos, a seguir, outros dois conceitos que representam um desdobra-
mento do CCL.
x3 x2 x1
38.990,00 
459.848,00 
544.739,00 
Capital Circulante Líquido
CCL = AC - PC
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201
INVESTIMENTO OPERACIONAL EM GIRO - IOG
O investimento operacional em giro ou necessidade de capital de giro tem 
grande utilidade na determinação da saúde financeira da empresa, pois fornece 
uma visão sistêmica 
do reflexo de diver-
sas áreas de decisão 
na empresa e de suas 
interações (SILVA, 
2013). O IOG consi-
dera itens operacionais 
que são classificados 
inicialmente no ativo 
e passivo circulantes, 
que têm relação com 
o ciclo operacional.
Figura 6 - Investimento Operacional em Giro
Fonte: o autor.
O IOG é a parcela permanente do capital de giro e corresponde aos investimen-
tos operacionais (estoques e clientes, principalmente), menos os financiamentos 
operacionais (fornecedores, obrigações trabalhistas, sociais e fiscais, principal-
mente). O IOG se difere do CCL, pois considera somente os ativos e passivos 
circulantes operacionais ou cíclicos para o seu cálculo, enquanto o CCL consi-
dera todo o ativo e o passivo circulante.
Podemos calcular o IOG utilizando a seguinte fórmula:
Considerando os valores das demonstrações da nossa empresa, encontramos 
os seguintes valores:
IOG = ACO - PCO
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E202
Quadro 11 - Investimento Operacional em Giro
X3 X2 X1
IOG= 2.142.931 - 1.849.589 2.143.296 - 2.181.205 2.428.732 - 2.086.497
IOG= 293.342,00 -37.909,00 342.235,00
Fonte: o autor.
Temos uma oscilação muito grande entre os três anos: inicialmente, pode-
mos considerar que em X2 houve uma “anormalidade” com IOG negativo de 
R$37.909,00, pois em X1 (R$342.235,00) e X3 (R$293.342,00), temos valores 
muito parecidos, não apontando, assim, para uma tendência desenhada para 
X4. Demonstrando graficamente:
Figura 7 - Investimento Operacional em Giro
Fonte: o autor.
SALDO DE TESOURARIA - ST
O saldo de tesouraria é a melhor forma de demonstrar a situação financeira de 
curto prazo de uma empresa, pois apresenta em valores o que é evidenciado em 
tempo (dias) no ciclo financeiro ou ciclo de caixa. Se o saldo de tesouraria for 
positivo, indica que, no curtíssimo prazo, a empresa está com uma situação de 
caixa tranquila. Já se for negativa, indica que a empresa está utilizando recursos 
de terceiros para financiar atividades operacionais.
x3 x2 x1
293.342,00 
-37.909,00 
342.235,00 
Investimento Operacional em Giro
Análise Financeira Dinâmica
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Figura 8 - Saldo de Tesouraria
Fonte: o autor.
O ST considera itens financeiros do ativo e passivo circulantes, dentre eles as dis-
ponibilidades, aplicações financeiras e empréstimos de curto prazo.
Podemos calcular o ST utilizando a seguinte fórmula:
Considerando os valores das demonstrações da nossa empresa, encontramos os 
seguintes valores:
Quadro 12 - Saldo de Tesouraria
X3 X2 X1
ST = 820.484 - 1.074.836 1.176.163 - 678.406 936.637 - 734.133
ST = -254.352,00 497.757,00 202.504,00
Fonte: o autor.
Temos um grande aumento no ST de X1 para X2: R$202.504,00 em X1 e 
R$497.757,00 em X2 e uma grande diminuição de X2 para X3, chegando a 
R$254.352,00 negativo. Desse modo, não é possível estimar uma tendência para 
X4. Demonstrando graficamente:
ST = ACF - PCF
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VU N I D A D E204
Figura 9 - Saldo de Tesouraria
Fonte: o autor.
TIPOS DE EMPRESAS
O modelo de análise financeira dinâmica possibilita apresentar seis estruturas 
de empresas (FLEURIET; ZEIDAN, 2015), as quais veremos a seguir:
 ■ Empresas tipo 1 
Têm como característica prin-
cipal o financiamento do ativo 
circulante por recursos perma-
nentes. O principal exemplo 
deste tipo é empresa super-
mercado varejista, com ciclo 
financeiro pequeno ou nega-
tivo, possibilitando ganhos no 
mercado financeiro.
Figura 10 - Empresa tipo 1
Fonte: o autor.
ST positivo ACF > PCF
CCL positivo AC > PC
IOG negativo ACO < PCO
ANC
PCO
ACO
PCF
ACF
PNC
PL
Tipo 1
x3 x2 x1
-254.352,00 
497.757,00 
202.504,00 
Saldo de Tesouraria
Análise Financeira Dinâmica
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CCL positivo AC > PC
IOG positivo ACO > PCO
ST positivo ACF > PCF
ANC
PCO
ACO
PCF
ACF
PNC
PL
Tipo 2
 ■ Empresas tipo 2 
Têm como característica prin-
cipal a insuficiência de passivos 
circulantes operacionais para 
financiar os ativos circulan-
tes operacionais. Apresentam 
uma sólida posição financeira 
de curto prazo.
Figura 11 - Empresa tipo 2
Fonte: o autor.
 ■ Empresas tipo 3 
Têm como característica 
principal o capital circulante 
líquido inferior ao investi-
mento operacional em giro. 
Isso causa dependência de 
empréstimos bancários de 
curto prazo, o que leva a um 
saldo de tesouraria negativo. 
Apresentam uma situação 
financeira insatisfatória; a 
nossa empresa simulada utili-
zada para os aspectos práticos, 
em X3, é deste tipo.
Figura 12 - Empresa tipo 3
Fonte: o autor.
IOG positivo ACO > PCO
ST negativo ACF < PCF
CCL positivo AC > PC
ANC
PCO
ACO
PCF
ACF
PNC
PL
Tipo 3
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VU N I D A D E206
 ■ Empresas tipo 4 
Têm como característica prin-
cipal o financiamento de ativos 
não circulantes com dívidas 
circulantes ou de curto prazo, 
apresentam uma situação 
financeira ruim causada pelo 
desequilíbrio entre fonte e apli-
cações de recursos. Por isso, são 
consideradas empresas com 
problemas de solvência.
Figura 13 - Empresa tipo 4
Fonte: o autor.
 ■ Empresas tipo 5 
Têm como característica prin-
cipal o recebimento de mais 
financiamentos operacionais 
do que os investimentos ope-
racionais que realiza. Não é 
uma situação financeira tão 
ruim, mas indica necessidade 
de expansão das atividades.
Figura 14 - Empresa tipo 5
Fonte: o autor.
ST negativo ACF < PCF
CCL negativo AC < PC
IOG negativo ACO < PCO
ANC
PCO
ACO
PCF
ACF
PNC
Tipo 5
IOG positivo ACO > PCO
ST negativo ACF < PCF
CCL negativo AC < PC
ANC
PCO
ACO
PCF
ACF
PNC
PL
Tipo 4
Considerações Finais
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207
ST positivo ACF > PCF
CCL negativo AC < PC
IOG negativo ACO < PCO
ANC
PCO
ACO
PCF
ACF
PNC
PL
Tipo 6
 ■ Empresas tipo 6 
Têm como característica prin-
cipal o desvio de recursos de 
curto prazo para ativos não cir-
culantes, mantendo saldo de 
tesouraria positivo. Apresentam 
alto risco de insolvência, pois 
uma queda de vendas deixaria 
IOG positivo e ST negativo.
Figura 15 - Empresa tipo 6
Fonte: o autor.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade, aprendemos alguns tópicos importantes para a análise das demons-
trações com enfoques diferentes e complementares aos vistos nas unidades 
anteriores. Tratamos dos índices-padrão, do relatório da análise, do método 
Dupont e da análise financeira dinâmica.
Vimos que os índices-padrão refletem o comportamento dos índices de 
diversas empresas selecionadas para fins de comparação. Calculamos o padrão 
de quatro índices pela mediana e pelos decis, sendo possível atribuir notas e con-
ceitos às empresas, além de saber se estão abaixo ou acima do padrão. Nosso 
enfoque foi conceitual e prático: definimos um universo de empresas simula-
das e fizemos os cálculos e as comparações com o padrão e com os conceitos.
Utilizando todos os índices calculados, fizemos um demonstrativo resumo 
para facilitar a visualização, calculamos o termômetro de solvabilidade de Kanitz; 
calculamos e demonstramos o método Dupont original, que tem como foco o 
TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E208
ROA; e o método modificado, que tem como foco o ROE, pois, assim, reunimos 
em uma única avaliação todas as áreas responsáveis pela performance financeira 
da empresa.
Estudamos, também, a análise financeira dinâmica, que é uma forma de 
administrar com foco na sustentabilidade financeira e econômica de curto e 
longo prazo, para tomar decisões que preservem a capacidade de pagamento, a 
lucratividade e a criação de valor ao acionista. Assim, vimos que nossa empresa 
tem um Capital Circulante Líquido positivo, Investimento Operacional em Giro 
positivo e Saldo de Tesouraria negativo.
É muito importante que você aprofunde pontos específicos deste estudo, pois 
a pesquisa mostra uma visão mais ampla sobre o tema, possibilitando a análise 
de opiniões e enfoques diferentes dos autores.
Continue em frente! Somente o aprendizado pode levar ao conhecimento, 
e o conhecimento à liberdade de opiniões.
209 
1. Os decis dividem a série de dados em dez partes iguais, com o mesmo número 
de elementos, de tal forma que cada intervalo do decil contenha 10% dos ele-
mentos coletados. No que diz respeito aos índices-padrão, analise as afirmativas 
a seguir:
I- Os decis são utilizados para calcular a mediana da série.
II- Os decis são utilizados para calcular as notas e os conceitos.
III- Para calcular os decis não é necessário organizar a série em ordem crescente.
IV- Quando o índice é do tipo “quanto menor, melhor” as empresas classificadas 
no decil 1 são melhores conceituadas.
Estão corretas somente as afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.
2. O método Dupont é uma técnica que reúne em uma única avaliação todas as 
áreas responsáveis pela performance financeira da empresa. Escolha a alterna-
tiva que mostra os índices finais do método Dupont original e modificado.
a) PMRE e PMC.
b) LG e LS.
c) EG e IRP.
d) ROA e ROE.
e) MB e MO.
3. Considerando que a análise financeira dinâmica, também conhecida como mo-
delo Fleuriet, é uma forma de administrar com foco na sustentabilidade financei-
ra e econômica de curto e longo prazos, explique a necessidade de reclassifi-
car o ativo e o passivo circulante.
4. Na análise dinâmica financeira, encontramos o IOG, que representa a necessida-
de de capital de giro. Descreva CCL e IOG evidenciando as diferenças entre 
eles.
5. Kanitz utilizou, para encontrar a fórmula do Fator de Solvabilidade, uma amostra 
de empresas, metade com problemas de continuidade e metade com bom equi-
líbrio e sem problemas. Descreva qual o objetivo do Termômetro de Kanitz.
210 
ANÁLISE DE RENTABILIDADE UTILIZANDO O MODELO DUPONT: 
ESTUDO DE CASO EM UMA OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE
Item 4 - MÉTODO DUPONT
Em 1903, em um cenário de empresas 
com apenas um ramo de atividade e a 
preocupação voltada apenas para a ava-
liação dos processos internos, foi criada 
a DuPont Powder Company. Os primos 
DuPont desenvolveram uma nova estrutura 
administrativa com o objetivo de avaliar e 
controlar a eficiência e rentabilidade de 
sua recém-adquirida companhia (Johnson 
& Kaplan, 1993). 
Como a diversidade de atividades exer-
cidas naquela época era praticamente 
inexistente, os projetos e os procedimen-
tos de gerenciamento da Dupont foram 
os divisores de águas, possibilitando a 
compreensão e preocupação do retorno 
do investimento. Sobre a visão dos ges-
tores da empresa sobre o retorno do 
investimento, Johnson e Kaplan (1993) 
destacam que os executivos da Powder 
Company também percebiam que um item 
produzido em uma fábrica barata poderia 
exibir um índice de retorno do investimento 
maior que outro item vendido pelo dobro 
do custo, mas produzido numa fábrica cara, 
percebendo, então, que o que demons-
tra se o lucro está alto ou baixo demais é 
a taxa de retorno do dinheiro investido no 
negócio. 
Segundo Johnson e Kaplan (1993), o intuito 
de avaliar cada aspecto das atividades da 
empresa em termos do preço do capital 
levou os fundadores da DuPont Powder 
Company a criarem uma fórmula do retorno 
do investimento, atualmente conhecida 
como método Dupont. De acordo com Silva 
(2013, p. 264), o método Dupont é “uma 
forma gráfica e analítica de demonstrar o 
retorno sobre o investimento, a partir da 
integração entre os índices de atividade 
(giro do ativo) e a margem líquida”. “O sis-
tema DuPont de análise é utilizado para 
dissecar as demonstrações financeiras da 
empresa e avaliar sua situação financeira” 
(Gitman, 2010, p. 60). O modelo possibi-
lita, ainda, identificar como o retorno do 
investimento é afetado pela mudança em 
qualquer elemento, seja do balanço, por 
meio do giro do ativo, ou pela demonstra-
ção de resultados que pode ser verificada 
pelos dados operacionais.
A ideia da fórmula de retorno do investi-
mento da DuPont teve origem, pelo que se 
sabe, com F. Donaldson Brown (Johnson & 
Kaplan, 1993). F. Donaldson era graduado 
em engenharia elétrica e atuava como ven-
dedor de equipamentos elétricos. A criação 
do modelo ocorreu quando, em 1909, foi 
trabalhar no departamento de vendas da 
Dupont e se tornou, em 1914, tesoureiro 
auxiliar da empresa. De acordo com Pado-
veze e Benedicto (2007, p. 112), somente 
em 1930 esse importante instrumento foi 
apresentado à comunidade acadêmica e 
empresarial dos Estados Unidos.
O sistema Dupont é a lucratividade da 
empresa sobre as vendas junto com o uso 
dos seus ativos que geram essas vendas. 
Brigham e Houston (1999, p. 94) descre-
vem que “a margem líquida multiplicada 
211 
pelo giro do ativo é chamada de Fórmula 
DuPont, e fornece a taxa de retorno sobre 
os ativos”. A fórmula Dupont original é 
composta pelo retorno do investimento 
calculado pela rotação do investimento 
multiplicado pela margem líquida. Pado-
veze e Benedicto (2007, p. 109) afirmam 
que, “se a margem é o elemento para obter 
a rentabilidade, o caminho é o giro”.
O cálculo da margem líquida envolve 
todas as receitas, custos e despesas do pro-
cesso de operação da empresa por meio 
da divisão do lucro líquido pelas vendas, 
possibilitando identificar o retorno da ati-
vidade da empresa, porém esse índice não 
considera o investimento que foi neces-
sário para o exercício da atividade. Para 
suprir essa necessidade, existe o cálculo 
de rotação do investimento em que é feita a 
divisão das vendas pelo investimento total 
que engloba desde o maquinário inves-
tido na operação até o capital disponível 
da empresa. Como o cálculo de rotação 
deinvestimento considera apenas as ven-
das, ao multiplicá-lo pela margem líquida, é 
possível verificar o retorno do investimento, 
demonstrando a rentabilidade da empresa.
Fonte: Fernandes, Ferreira e Rodrigues (2014, on-line)1.
MATERIAL COMPLEMENTAR
O Modelo Dinâmico de Gestão 
Financeira
Michel Fleuriet e Rodrigo Zeidan.
Editora: Alta Books
Sinopse: o Modelo Dinâmico de Gestão 
Financeira (mais conhecido como Modelo 
Fleuriet) é uma forma inteligente de administrar 
uma empresa com foco na sustentabilidade 
financeira e econômica de curto e longo prazo, 
e não somente uma análise do desempenho 
econômico-financeiro da empresa. A partir da 
identificação simples de variáveis fundamentais 
contidas nas demonstrações financeiras tradicionais, é possível tomar melhores decisões que 
preservem a capacidade de pagamento, lucratividade da empresa e, consequentemente, a criação 
de valor para o acionista. Uma abordagem moderna e integrada às melhores práticas mundiais, 
com exemplos de várias empresas do Brasil e do mundo!
O site apresenta o modelo de análise dinâmica financeira desenvolvido por Michel 
Fleuriet para as empresas brasileiras na década de 70 de forma sempre atualizada. 
Aperfeiçoe-se! Dê uma conferida no conteúdo disponível em: <http://www.modelo-fleuriet.
com/>. Acesso em: 16 jun. 2017.
REFERÊNCIAS
213
ÁVILA, Carlos Alberto de. Gestão contábil para contadores e não contadores. 2. 
ed. Curitiba: Ibpex, 2011.
BRAGA, Roberto. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São Pau-
lo: Atlas, 1995.
CFC (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE). Resolução nº 1.374, de 08 de de-
zembro de 2011. Dá nova redação à NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura 
Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. Dispo-
nível em: <http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/Res_1374.pdf>. Acesso em: 16 
jun. 2017.
BRUNI, Adriano Leal. A análise contábil e financeira. São Paulo: Atlas, 2010.
CAMARGO, Camila. Análise de investimentos e demonstrativos financeiros. Curi-
tiba: Ibpex, 2007.
FIGUEIREDO, Fernanda et al. Estatística descritiva e probabilidades. 2. ed. Portu-
gal: Escolar Editora, 2009.
FLEURIET, Michel; ZEIDAN, Rodrigo. O modelo dinâmico de gestão financeira. Rio 
de Janeiro: Alta Books, 2015.
GITMAN, Lawrence Jeffrey. Princípios de administração financeira. 12. ed. São 
Paulo: Addison Wesley, 2010.
KANITZ, Stephen Charles. Como prever falências. São Paulo: McGraw Hill, 1978.
MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços: abordagem básica e 
gerencial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
SILVA, José Pereira da. Análise financeira das empresas. 12. ed. São Paulo: Atlas, 
2013.
TIBONI, Conceição Gentil Rebelo. Estatística básica: para os cursos de administra-
ção, ciências contábeis, tecnológicos e de gestão. São Paulo: Atlas, 2010.
REFERÊNCIA ON-LINE
1Em: <https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5037429.pdf>. Acesso em: 16 
jun. 2017.
REFERÊNCIAS
GABARITO
1. d) II e IV.
2. d) ROA e ROE.
3. Para encontrar o IOG e o ST precisamos saber qual é o valor do Ativo Circulante 
Financeiro, Ativo Circulante Operacional, Passivo Circulante Financeiro e Passivo 
Circulante Operacional. 
4. O IOG se difere do CCL, pois considera somente os ativos e passivos circulantes 
operacionais ou cíclicos para o seu cálculo, enquanto o CCL considera todo o 
ativo e o passivo circulante.
5. O objetivo é a previsão de falências; para isso utiliza um termômetro com in-
tervalos que demonstram que a empresa está em situação de insolvência ou 
penumbra ou solvente. O fator de solvabilidade representa a nota da empresa, 
consolidando diversos índices em um.
CONCLUSÃO
215
Começamos os estudos deste livro revendo diversos conceitos das demonstrações 
financeiras para saber interpretá-las e, assim, poder adequá-las para fins de análise. 
Inicialmente, percebemos a importância das demonstrações para a gestão empre-
sarial, mas percebemos, também, que com índices (novas informações geradas a 
partir dos dados das demonstrações), a tomada de decisões empresariais fica mais 
ágil e eficaz.
Buscamos o aprendizado dos aspectos teóricos da análise das demonstrações e suas 
técnicas, começando com a análise vertical e horizontal, depois avançamos para os 
índices que mostram a situação financeira, a situação patrimonial e econômica, mas 
tomamos o cuidado de fazer a aplicação prática de tudo que aprendemos, pois as-
sim o aprendizado se completa.
Antes de analisarmos os três aspectos que identificam o equilíbrio dos recursos, 
analisamos a gestão dos recursos para medir a eficiência e eficácia da gestão, pois o 
gestor interno precisa de indicadores do ciclo econômico, operacional e financeiro 
para o acompanhamento do planejamento estratégico, a fim de saber se a execução 
está ocorrendo de acordo com o planejamento.
Como ponto nevrálgico da análise, estudamos os índices de liquidez, o endivida-
mento e a estrutura patrimonial e a rentabilidade da empresa, visto que é neces-
sário saber se a empresa tem condições de pagar os seus compromissos, tanto a 
curto quanto a longo prazo. É muito importante, também, saber se os elementos do 
patrimônio estão em harmonia, com endividamento e imobilização dos recursos, 
contribuindo para o melhor resultado e a melhor liquidez.
O estudo dos tópicos adicionais nos levou aos conteúdos dos índices-padrão, que 
servem de parâmetro para a análise: o método Dupont, que reúne em uma única 
avaliação todas as áreas responsáveis pelo desempenho financeiro, e a análise fi-
nanceira dinâmica, que contribui com a análise das finanças empresariais.
Estude muito, pois o conhecimento é fundamental, e uma vez adquirido, ninguém 
o toma.
CONCLUSÃO
ANOTAÇÕES
	h.sqw16uah70ol
	h.jriquov7ryhg
	h.xn8xkns2pyib
	h.yxn51xx3m34
	h.lr8lt5knvws7
	h.ga9i0kj7zu08
	h.cw39q19kklyc
	h.ki2znuq1qkd4
	h.19lfe3co7p7w
	h.kg6z4ojyalfa
	UNIDADE I
	DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OU FINANCEIRAS: ESTRUTURA E ADEQUAÇÕES
	Introdução
	Balanço Patrimonial
	Demonstrações de Resultados
	Outras Demonstrações
	Adequações para Análise
	Considerações Finais
	Referências
	Gabarito
	UNIDADE II
	VISÃO GERAL DA ANÁLISE EMPRESARIAL
	Introdução
	O Que é a Análise das Demonstrações?
	Análise Vertical
	Análise Horizontal
	Visão Conjunta: Av-Ah
	Considerações Finais
	Referências
	Gabarito
	UNIDADE III
	GESTÃO DOS RECURSOS: CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
	Introdução
	Giro dos Recursos
	Prazos Médios
	Ciclo Completo de Atividades
	Considerações Finais
	Referências
	Gabarito
	UNIDADE IV
	ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS: O EQUILÍBRIO IDEAL
	Introdução
	Situação Financeira
	Situação Patrimonial
	Situação Econômica
	Considerações Finais
	Referências
	Gabarito
	UNIDADE V
	TÓPICOS ESPECIAIS DA ANÁLISE EMPRESARIAL
	Introdução
	Índices-Padrão
	Relatório da Análise
	Fórmula Dupont
	Análise Financeira Dinâmica
	Considerações Finais
	Referências
	Gabarito
	Conclusão
	Botão 1: 
	Botão 2:

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