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Elaborado por Giovanna Nery Sanches
ANATOMIA E FUNÇÕES DOANATOMIA E FUNÇÕES DO
SISTEMA RENALSISTEMA RENAL
Enquanto o sistema digestório elimina por si só os dejetos alimentares, os produtos do metabolismo de todas as
células do corpo humano são constantemente lançados no sangue e precisam ser eliminados antes que o nosso
sangue se torne um lixo metabólico acumulativo. A eliminação dos metabólitos celulares é realizada
principalmente pelo sistema urinário mediante a seleção de elementos a serem desprezados pela urina. O
estudo da função renal é chamado de fisiologia renal.
ANATOMIA DO SISTEMA URINÁRIO
RIM
O sistema urinário é formado por órgãos situados no abdome (rins e parte do ureter), na pelve (parte do ureter
e bexiga urinária) e por um canal, que em parte está na pelve e que os liga ao meio externo. A maior parte de
suas funções está relacionada aos rins, pois os demais órgãos conduzem, armazenam e eliminam a urina.
É um órgão par, situado na cavidade abdominal.
O rim direito é levemente mais baixo que o rim esquerdo devido ao
fígado. Além disso, o rim direito faz contato com o duodeno e
flexura direita do intestino grosso e o rim esquerdo tem relação
com a flexura esquerda do intestino grosso. Possui uma cápsula
fibrosa (membrana) que o envolve.
Hilo renal: é uma abertura encontrada no rim, na margem
medial, com estruturas como a artéria renal e veia renal,
vias urinárias. O conjunto destes elementos que aferem e
eferem dessa abertura são denominadas de pedículo
renal.
Seio renal: é o espaço encontrado entre o rim e as
estruturas do pedículo renal. Esse seio é preenchido por
tecido adiposo.
Córtex renal: corresponde à camada mais externa, logo após a cápsula fibrosa do rim. O córtex
apresenta coloração avermelhada e textura lisa. No córtex renal são encontrados os néfrons.
Medula renal: apresenta coloração marrom-avermelhada. Basicamente, a medula consiste em 8 a 18
estruturas cuneiformes, as pirâmides renais.
Papilas renais: saliências formadas pelos vértices das pirâmides medulares, sendo cada uma dela
perfurada por 10 a 25 orifícios.
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
UNIDADE FUNCIONAL
O néfron é a unidade funcional do rim (uma unidade funcional é a menor estrutura que pode efetuar todas as
funções de um órgão). Cada um dos cerca de 1 milhão de néfrons de cada rim é dividido em segmentos, e cada
segmento é intimamente associado com vasos sanguíneos especializados.
Uma secção transversal através de um rim mostra que o seu interior é dividido em duas camadas: um córtex
externo e uma medula interna. As camadas são formadas pelo arranjo organizado de túbulos microscópicos,
chamados de néfrons. Cerca de 80% dos néfrons de um rim estão presentes quase que completamente no
interior do cortex (néfrons corticais), ao passo que os outros 20% – chamados de néfrons justamedulares –
penetram no interior da medula.
VIAS URINÁRIAS
Cálices renais: os cálices renais menores (que se localizam na extremidade das pirâmides) se unem e
originam o cálice renal maior. A junção dos cálices renais maiores é denominada de pelve renal. A pelve
renal se estende até a cintura (achatamento) da estrutura.
Ureter: tubo que se estende desde a pelve renal até a bexiga urinária.
Bexiga urinária: órgão muscular (formada pelo músculo detrusor).
Os néfrons não são regeneráveis, no entanto, são degradáveis: -10%/década a partir da 5ª década de
vida (40 anos).
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
ESTRUTURAS VASCULARES DO RIM
O sangue entra no rim pela artéria renal, antes de seguir para as artérias menores, e, depois, para as
arteríolas no córtex. Nesse ponto, o arranjo dos vasos sanguíneos forma um sistema porta, um dos três
presentes no corpo. Lembre-se que um sistema porta é formado pela presença de duas redes de capilares em
série (uma após a outra).
No sistema porta renal, o sangue flui das artérias renais (ramificação da aorta) para uma arteríola aferente
(chegando nos rins). Das arteríolas aferentes, o sangue passa para uma primeira rede de capilares, uma rede
em forma de novelo, chamada de glomérulo. O sangue que deixa os glomérulos passa para uma arteríola
eferente, e, então, para uma segunda rede de capilares, os capilares peritubulares, que cercam o túbulo renal.
Nos néfrons justamedulares, os longos capilares peritubulares que penetram na medula são chamados de vasos
retos. Por fim, os capilares peritubulares convergem para a formação de vênulas e pequenas veias,
enviando o sangue para fora dos rins através da veia renal (esses capilares peritubulares vão envolver os
túbulos para a reabsorção).
ESTRUTURAS TUBULARES DO NÉFRON
O néfron inicia em uma estrutura oca globular, chamada de cápsula de Bowman, a qual envolve o glomérulo. O
endotélio do glomérulo é unido ao epitélio da cápsula de Bowman, de modo que o líquido filtrado dos capilares
passa diretamente para dentro do lúmen tubular. O conjunto formado pelo glomérulo e pela cápsula de
Bowman é chamado de corpúsculo renal. A partir da cápsula de Bowman, o filtrado flui para o interior do túbulo
proximal e, após, para a alça de Henle, um segmento em forma de grampo que desce até a medula e,
posteriormente, retorna para o córtex. A alça de Henle é dividida em dois ramos, um ramo descendente fino e
um ramo ascendente com segmentos fino e grosso. O fluido, então, chega até o túbulo distal. Os túbulos distais
de até oito néfrons drenam para um único tubo maior, chamado de ducto coletor. (O túbulo distal e seu ducto
coletor formam o néfron distal.) Os ductos coletores passam do córtex para a medula e drenam na pelve renal.
Da pelve renal, o líquido filtrado e modificado, agora chamado de urina, flui para o ureter no seu trajeto rumo à
excreção.
A primeira subestrutura é o glomérulo renal: primeira rede capilar que é fenestrada, ou seja, a
passagem do líquido entre as células endoteliais são mais abertas ("furinhos");
Cápsula de Bowman: é a primeira estrutura tubular verdadeira do néfron.
Túbulos proximais/túbulos contorcidos proximais: é a próxima estrutura após a cápsula e possui
caminho descendente à medula. .
Alça de Henle: ramo descendente (fino) e o ramo ascendente (delgado e espesso).
Túbulos distais/túbulos contorcidos distais: termina no túbulo coletor.
Túbulo coletor: coleta o que vem de vários néfrons.
Capilares peritubulares: é a segunda rede capilar = arteríola aferente > glomérulo > arteríola eferente >
capilar peritubulares.
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
Quando o volume do líquido extracelular diminui, a pressão arterial também diminui. Se o
volume do líquido extracelular e a pressão arterial caem até níveis muito baixos, o corpo não
pode manter um fluxo adequado de sangue para o encéfalo e outros órgãos essenciais. Os
rins trabalham de uma maneira integrada com o sistema circulatório para assegurar que
tanto a pressão arterial quanto a perfusão tecidual permaneçam em uma faixa aceitável.
Regulação da LEC
Regula a osmolalidade: o corpo integra a função renal com o comportamento,
como a sede, para manter a osmolalidade do corpo em um valor próximo de 290
mOsM. Analisaremos as vias reflexas para a regulação do volume do LEC e da
osmolalidade posteriormente (água = soluto e solução);
Regula o equilíbrio iônico: os rins mantêm a concentração de íons-chave dentro de
uma faixa normal pelo balanço entre a sua ingestão e a sua perda urinária
Equilíbrio ácido-base: O pH plasmático é normalmente mantido dentro de uma faixa
muito estreita de variação. Se o líquido extracelular se torna muito ácido, os rins
excretam H+ e conservam íons bicarbonato (HCO3), que atuam como tampão.
Inversamente, quando o líquido extracelular se torna muito alcalino, os rins excretam
HCO3 e conservam H+. Os rins exercem um papel importante na regulação do pH,
mas não são capazes de corrigir desequilíbrios no pH tão rapidamente quanto os
pulmões.
Os rins são os meios primários para eliminação de produtos indesejáveis do metabolismo
que não são mais necessários ao corpo. Esses produtos incluem a ureia (do metabolismo
dos aminoácidos),creatinina (da creatina muscular), ácido úrico (dos ácidos nucleicos),
produtos finais da degradação da hemoglobina (tais como a bilirrubina) e metabólitos de
vários hormônios. Esses produtos indesejáveis devem ser eliminados do corpo tão
rapidamente quanto são produzidos. Os rins também eliminam a maioria das toxinas e das
outras substâncias estranhas que são produzidas pelo corpo e ingeridas, tais como
pesticidas, fármacos e aditivos alimentícios.
Excreção
Os rins têm papel dominante na regulação da pressão arterial a longo prazo, pela excreção
de quantidades variáveis de sódio e água. Os rins também contribuem para a regulação a
curto prazo da pressão arterial, pela secreção de hormônios e fatores ou substâncias
vasoativas (p. ex., renina) que levam a formação de produtos vasoativos (p. ex., angiotensina
II).
Regulação da PA
Embora os rins não sejam glândulas endócrinas, eles desempenham um importante papel em
três vias endócrinas.
Produção de
hormônios
Eritropoetina: citocina/hormônio que estimula a formação de novas
hemácias/eritrócitos.
Renina: liberam renina, uma enzima que regula a produção de hormônios envolvidos
no equilíbrio do sódio e na homeostasia da pressão sanguínea.
Vitamina D: auxiliam na conversão da vitamina D3 em um hormônio ativo que regula
o equilíbrio do Ca2+.
FUNÇÕES RENAIS
Durante o jejum prolongado, os rins sintetizam glicose a partir de aminoácidos e outros
precursores, processo conhecido como gliconeogênese. A capacidade dos rins de adicionar
glicose ao sangue, durante períodos prolongados de jejum, equivale à do fígado.
Gliconeogênese
No caso, os rins produzem glicose para utilização no próprio rim: podócitos.