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Alfredo Volpi (1896-1988) foi um dos maiores nomes da Segunda Geração de Arte Moderna
no Brasil e deixou como legado uma série de pinturas de vários estilo com um colorido
especial - não por acaso ele ficou conhecido como o "mestre das bandeirinhas".
Eclético e experimental, seu trabalho passou por diversas fases, relembre agora algumas
delas.
Infância de Alfredo Volpi
Quando ainda era pequeno o menino foi inscrito pelos pais na Escola Profissional Masculina
do Brás. Foi na instituição que a sua vocação artística começou a aflorar.
Aos doze anos começou a trabalhar e, com o dinheiro do primeiro salário, comprou uma
caixa de aquarela.
O início da carreira
Alfredo, em 1911, deu os primeiros passos como pintor de paredes atuando nas decorações
interiores das grandes mansões de São Paulo pintando sobretudo painéis e murais.
No início da carreira, o artista também foi marceneiro, encadernador e entalhador. Fazendo
muitas paisagens, o rapaz logo passou para outros suportes como a madeira e a tela.
Foi a partir de 1914 que Volpi alcançou um trabalho mais autoral, com uma marca identitária
e o desenvolvimento de um estilo único.
A divulgação do artista
A primeira participação de Alfredo Volpi em uma mostra coletiva aconteceu em 1925 - a
exposição foi realizada no Palácio das Indústrias de São Paulo.
Em 1930 o pintor fez parte do Grupo Santa Helena ao lado vários artistas, entre eles Mário
Zanini e Francisco Rebolo. Os pintores criavam sobretudo a partir de modelos vivos. O
nome do grupo foi dado pelo crítico Sérgio Milliet porque os artistas haviam alugado um
espaço no Palacete Santa Helena, situado na Praça da Sé.
A primeira exposição individual do artista aconteceu em 1944, em São Paulo, na Galeria Itá,
quando o artista tinha 48 anos. Todas as telas foram vendidas, uma delas foi adquirida por
Mário de Andrade.
Reconhecimento profissional
Em 1940 Volpi ganhou o concurso do IPHAN, o que lhe deu maior visibilidade nacional.
Treze anos mais tarde levou o Prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de
São Paulo ao lado de Di Cavalcanti.
Em 1958 foi a vez de receber o consagrado Prêmio Guggenheim.
No Brasil, Alfredo também fez sucesso e em 1962 e 1966 foi eleito o melhor pintor do país
pelos críticos de arte do Rio de Janeiro.
Vida Pessoal
Alfredo Volpi se casou em 1942 com a garçonete Benedita da Conceição (apelidada Judith).
O pintor teve com ela uma única filha biológica chamada Eugênia Maria. O pintor adotou
uma série de filhos, biógrafos especulam que tenham sido dezenove.
A morte do artista
O artista faleceu aos 92 anos, em São Paulo, vítima de um ataque cardíaco no dia 28 de
maio de 1988.
Obras de Alfredo Volpi
Catedral
Criada em 1973, a Catedral é uma pintura geometrizada e ritmada que carrega cores
suaves e o clássico motivo das bandeirinhas que caracterizam o seu trabalho.
Interessado no folclore e na cultura popular, o tema das bandeirinhas foi reproduzido pelo
artista em uma série de obras.
Sereia
Grande fachada festiva
A Grande fachada festiva, produzida durante a década 50, reúne dois elementos preciosos
para a obra de Volpi: as fachadas e as características bandeirinhas.
Marinha com Sereia
Marinha com Sereia traz elementos da cultura nacional e foi produzido na década de 40. A
tela, que tem 54 cm por 73 cm, faz parte de uma Coleção Particular.

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