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Túnica muscular Feixe muscular Lâm ina próp riaEpitélio transicional Mucosa Pregas da mucosa A bexiga é um órgão situado na porção cranial do canal pélvico, que tem função de reservatório, por receber o produto da filtração dos rins. Recapitulando a anatomia da Vesícula Urinária Dividida entre ápice, corpo e colo Trígono vesical: onde se inserem os dois ureteres e a uretra. Histologicamente, a bexiga é revestida por epitélio de transição com células uroteliais, que podem se apresentar com morfologia colunar ou delgada, de acordo com o estado de repleção/ contração. Fonte: Anatomia dos Animais Domésticos, KONIG (2016) Fonte: Atlas Digital de Histologia - UFG (Adaptado) Carcinoma Urotelial de Bexiga ou Carcinoma de Células Transicionais (CTT) Incidência: Representa aproximadamente 90% das neoplasias encontradas em vesícula urinária. Acomete em grande parte cães entre 9 e 10 anos de idade, com destaque para fêmeas. O CTT é caracterizado como uma neoplasia maligna de natureza papilar, vascularizada e grande. Ele ocorre com maior frequência na região do trígono vesical e possui alto potencial metastático (76%). Etiologia Fatores predisponentes: raça/ genética, ambiente (exposição a pesticidas), nutrição (obesidade), exposição a ciclofosfamida. Sinais Clínicos Inespecíficos e comuns a outras afecções do trato urinário: hematúria com ou sem presença de coágulos, disúria, polaciúria, estrangúria, incontinência urinária, dor abdominal. Sinais de obstrução, cistites agudas ou crônicas. Manifestações correlatas quando houver metástase (óssea, pulmonar etc.) Diagnóstico e Estadiamento Ultrassonografia abdominal, citopatologia e histopatologia (amostra coletada por cistotomia, cistocopia ou cateterismo traumático). Confirmado o diagnóstico US + Radiografia Triagem e identificação de metástases Corpúsculo de Melamed-Wolinska Outros métodos diagnósticos, como a Tomografia Computadorizada, Imuno-histoquímica e marcadores moleculares, podem ser explorados para o diagnóstico do carcinoma urotelial de bexiga. Citopatologia Identificação das células uroteliais: núcleo e citoplasma arredondados Indicativos de malignidade: anisocitose (céls. com tamanhos variados), anisocariose, pleomorfismo, evidenciação dos nucléolos. Presença de corpúsculos de Melamed-Wolinska: estruturas eosinofílicas no citoplasma das células Diagnóstico diferencial: doenças inflamatórias (cálculo, pólipos, uretrite), neoplasias benignas (fibroma, pólipos fibrosos, rabdomioma, leiomioma), outras neoplasias malignas (carcinoma de céls. escamosas, adenocarcinoma prostático, hemangiossarcoma etc.) Histopatologia Neoplasias benignas: papilomas Baixo grau: tumores não invasivos Alto grau: tumores invasivos Carcinomas papilares infiltrativos: mais comuns, caracterizados por projeções papilares voltadas para o lúmen da bexiga e natureza infiltrativa, ou seja, que invade estruturas adjacentes. Possui atipias celulares e altas chances de metástase. Carcinomas papilares não-infiltrativos: também caracterizado por projeções papilares voltadas ao lúmen da mucosa, porém não invadem outras estruturas. Metástases pouco prováveis. Carcinomas não-papilares infiltrativos: Crescimentos planos, com crescimento planar ou achatado. São superfícies geralmente ulceradas e o tumor se infiltra nas camadas musculares. Altas chances de metástase. Carcinomas não-papilares não-infiltrativos: Considerado um carcinoma in situ, confinado ao epitélio. Não forma papilas e células neoplásicas apresentam-se mais eosinofílicas. Acometimento dos rins por metástase do Carcinoma Urotelial de Bexiga: presença de hidroureter e hidronefrose. CTT de animal que apresentou metástases cardíacas, pulmonares, esplênicas e hepáticas: linfonodos ilíacos aumentados, comprometimento linfático Biomarcadores Mutação do Gene BRAF V595E: 87% dos casos de carcinoma urotelial de bexiga - proliferação de uma proteína Tratamento Exérese cirúrgica: pouco viável, depende da localização. Quando possível, a cistectomia parcial requer margem de 1-2 cm. AINEs: tratamento paliativo, COX-2 específicos geram resposta tumoral, aumenta a sobrevida do paciente. Quimioterápicos: doxorrubicina, mitoxantrona, associações quimioterápicos + Piroxicam