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Centro Universitário de Pato Branco, 13 de Maio de 2022. 
Aluna: Bruna Melnik Bellandi 
 RA:0063620 
Curso: Medicina Período: 2 
 
TICS – TAREFA DA SEMANA 13 
Como funciona este método contraceptivo (DIU)? 
Quais as pacientes que possuem riscos ou contra-indicações a este método 
contraceptivo? 
Atualmente, existem dois tipos de DIU: por bloqueio (de cobre e de prata) e o hormonal 
(Mirena). Assim como sua composição, cada um possui um funcionamento diferente, que se 
adapta ao perfil de cada mulher e podem ficar por um tempo dentro do corpo da mulher (de 5 
a 10 anos). 
Nesse sentido, o DIU de cobre é um dos métodos contraceptivos mais utilizados no 
mundo. É empregado por milhões de mulheres, principalmente em países emergentes, 
como os do Sudoeste da Ásia e na China (41%). Porém, é subutilizado na Europa (entre 
3-24%) e nos Estados Unidos (entre 2-8%). No Brasil, o uso do DIU representa 1,9% 
dos métodos utilizados, incluindo a ligadura tubária. 
O DIU de cobre é uma estrutura de polietileno, revestida parcialmente por cobre. No 
Brasil, está disponível o DIU TCu 380A, com duração contraceptiva de 10 anos. A 
inserção deve ser realizada por profissional médico experiente, no consultório, sem 
anestesia. O procedimento pode ser realizado em qualquer momento do ciclo menstrual, 
desde que se tenha certeza da ausência de gestação. 
O DIU age por meio de uma resposta inflamatória citotóxica que é espermicida, com 
aumento na produção local de prostaglandinas e inibição da implantação. Além disso, 
há alteração na mobilidade espermática, com menor ascensão dos espermatozoides para 
o trato genital superior. A ação contraceptiva depende de um complexo e variado 
conjunto de alterações espermáticas, ovulares, cervicais, endometriais e tubárias que 
dificultam a fertilização. 
O índice de Pearl desse método varia de 0,5 a 0,7 a cada 100 mulheres por ano. Em 10 
anos, a efetividade do DIU pode ser comparada à da esterilização tubária, devendo ser 
sempre alternativa à esterilização, principalmente em mulheres jovens e com 
contraindicações ao procedimento cirúrgico. 
O DIU de cobre pode aumentar o fluxo e a irregularidade menstrual, além de aumentar a 
chance de spotting, principalmente nos primeiros 3 a 6 meses após a inserção com 
diminuição dos dias de sangramento com o passar do tempo. Também pode ocorrer 
dismenorreia, causa de descontinuidade em 6% das novas usuárias. O risco de doença 
inflamatória pélvica está aumentado apenas nos primeiros 20 dias após a inserção do 
DIU, estando relacionado a infecções preexistentes, muitas assintomáticas, e não ao 
DIU em si. 
Além disso, complicações podem estar associadas, como o risco de deslocamento 
parcial ou total do DIU, podendo resultar em expulsão. A expulsão parcial pode ser 
identificada por meio do alongamento dos fios do DIU que protuem pelo orifício 
cervical externo ou, em alguns casos, pode ser percebida pelo parceiro no ato sexual. Já 
as expulsões completas normalmente são acompanhadas de dor pélvica intensa, em 
cólica, e sangramento extemporâneo. Com frequência, ocorrem nos primeiros ciclos 
menstruais. São mais comuns em pacientes com sangramento aumentado, dismenorreia, 
pacientes jovens, formato uterino atípico, presença de miomas intrauterinos e expulsão 
prévia. Nuliparidade não está associada a maiores taxas de expulsão. 
Quais as pacientes que possuem riscos ou contra-indicações a este método 
contraceptivo? 
O DIU não pode ser colocado em mulheres que apresentem: 
 
o Anormalidades anatômicas do útero 
o Infecção ginecológica ativa 
o Gravidez presente ou suspeita (mulheres grávidas não podem usar DIU, pois há 
elevado risco de aborto) 
o Câncer uterino (mulheres com câncer do endométrio ou câncer do colo do útero não 
devem utilizar o DIU) 
o Sangramento ginecológico de origem não esclarecida (antes da implantação do 
DIU, qualquer sangramento anormal deve ser investigado) 
O DIU de cobre, especificamente, também é contraindicado a mulheres com alergia à 
cobre. Já o DIU de Mirena não deve ser utilizado por mulheres que tiveram câncer de 
mama nos últimos 5 anos ou doenças hepáticas, devido aos hormônios 
 
 
 
REFERÊNCIAS: 
Passos, Eduardo P. Rotinas em Ginecologia. Disponível em: Minha Biblioteca, (7ª edição). 
Borges, Ana Luiza Vilela et al. Knowledge about the intrauterine device and interest in 
using it among women users of primary care services* * Supported by Conselho 
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq (Grant 440577/2014-4) 
and by Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (Grant 
https://www.minhavida.com.br/materias/materia-18315
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-mama
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-mama
2014/02447-5), Brazil. . Revista Latino-Americana de Enfermagem [online]. 2020, v. 
28 [Acessado 13 Maio 2022] , e3232. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1518-
8345.3140.3232>. Epub 14 Fev 2020. ISSN 1518-8345. https://doi.org/10.1590/1518-
8345.3140.3232.

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