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CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
1	
 
 
 
 
Material de Estudo – Tema 01 
 
Curso de Desenvolvimento Mediúnico 
Cadernos A e B 
 
 
 
 
Regras morais e normas teóricas e práticas 
Contém material da primeira e segunda etapa 
 
 
 
 
 
 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
2	
ÍNDICE GERAL 
CADERNO	A	 4	
REGRAS	MORAIS,	TEORIA	E	PRÁTICA	 4	
CONSIDERAÇÕES	GERAIS:	 5	
ITEM		01	-		O	SOFRIMENTO	 12	
ITEM		02	-		A	IMPORTÂNCIA	DA	CARIDADE	 15	
ITEM	03	–	QUANTO	AO	ESTUDANTE	 18	
ITEM	04	–	O	QUE	NECESSITAMOS	PARA	MERECERMOS	AJUDA	DOS	BONS			ESPÍRITOS	 23	
ITEM	05	-	CORPOS	ENERGÉTICOS	 36	
ITEM	06	-		PROPRIEDADE	DO	PERISPÍRITO	 59	
ITEM	07	-		A	INFLUÊNCIA	DOS	ESPÍRITOS	 62	
ITEM	08	-	O	MÉDIUM	EM	ATIVIDADE	NA	SUA	CASA	ESPÍRITA	 64	
ITEM	09	-		O	ORGULHO	 68	
ITEM	10	-		SÍNTESE	DA	FILOSOFIA	DO	PASSE	 72	
ITEM		11	–	O	CARÁTER	MORAL	DA	MEDIUNIDADE	 75	
CONSIDERAÇÕES	FINAIS	 86	
	
CADERNO	B	 91	
CONSIDERAÇÕES	GERAIS	 93	
ITEM	01	-	ESPÍRITISMO,	MEDIUNIDADE	E	MÉDIUNS	 94	
ITEM	02	-	SINTOMAS	DA	MEDIUNIDADE	 100	
ITEM	03	-	COMENTANDO	A	OBSESSÃO	 105	
ITEM	04	–	FENÕMENO	DE	EFEITO	FÍSICO	 107	
ITEM		05	-	OS	ESPÍRITOS	 108	
ITEM		06	-	ORIGEM	DO	HOMEM	NA	TERRA	 110	
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
3	
ITEM		07	–	A	PARTICIPAÇÃO	DOS	ESPÍRITOS	NA	VIDA	DO	ENCARNADO	 113	
ITEM		08	-	DESBRAVANDO	A	MEDIUNIDADE	 114	
ITEM	09	-	O	MÉDIUM	 117	
ITEM	10	-	FENÔMENO	MEDIÚNICO	 121	
ITEM	11	-	QUANTO	A	NATUREZA	DA	MEDIUNIDADE	 139	
ITEM	12	-	FENÕMENO	PARCIALMENTE				ANÍMICO/MEDIÚNICO/MISTO	 144	
ITEM	13	–	ESTUDANDO	OS	FENÔNEMOS	RELACIONADOS	A	VIDÊNCIA	 161	
ITEM	14	–	FENÔMENO	DE	LUCIDEZ	 183	
ITEM	15	-		MEDIUNIDADE	NATURAL	 189	
ITEM	16	–	MEDIUNIDADE	NO	ENTENDIMENTO	CRISTÃO	 193	
ITEM	17	–	COLETÂNEA	DE	INFORMAÇÕES	 198	
ITEM	18	–	TRANSICÃO	PLANETÁRIA	 211	
ITEM	19	–	INFORMAÇÕES	HISTÓRICA	DA	MEDIUNIDADE	 220	
ITEM	20	–	APOMETRIA	 222	
ITEM	21	-	A	EFICIÊNCIA	NO	TRABALHO	MEDIÚNICO	 248	
ITEM		22	-	CONHECENDO	MELHOR	O	FENÔMENO	MEDIÚNICO	 259	
ITEM	23	-	FINALIDADE	DAS	REUNIÕES	MEDIÚNICAS	 261	
ITEM	24	-	MÉDIUM,	PESSOA	INTER	EXISTENTE	 268	
ITEM	25	–	INTRODUÇÃO	AO	DESENVOLVIMENTO	DAS	5	FASES	 270	
CONSIDERAÇÕES	FINAIS	 273	
	
 
 
 
 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
4	
CADERNO A 
REGRAS MORAIS, TEORIA E PRÁTICA 
 
 Este caderno dá início ao Curso de Desenvolvimento Mediúnico 
contido em 2 cadernos. Sendo que este é o primeiro, contendo a parte 
teórica, que antecede e dá base para o segundo caderno que contém a 
parte prática do curso. 
 O motivo desta divisão se dá pela necessidade de orvalhar o 
coração dos estudantes com sentimentos iluminados e assim preparar 
o terreno para a prática da mediunidade em si. 
 O caderno 01 foi dividido em duas partes, sendo que a parte 
primeira está relacionada às regras morais e normas para o 
desenvolvimento mediúnico. 
 Já a parte segunda, contém informações técnicas e generalidades 
a respeito da mediunidade. 
 Somente no caderno 02 adentraremos na parte prática do 
Desenvolvimento Mediúnico das 5 Fases. 
 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
5	
CONSIDERAÇÕES GERAIS: 
 
 Quais as faculdades classificadas de: “SINAIS PRECURSORES 
DA MEDIÚNIDADE”? Às quais, além das perturbações psíquicas 
em si mesma, há ainda vários outros sinais que indicam mediunidade 
em forma embrionária ou um tanto aflorada: 
• Sonhos com densidades não comuns; 
• Visões; 
• Arrepios e sinais de fluídos diversos; 
• Ideias e impulsos estranhos; 
• Entorpecimento, frio rigidez; 
• Identificação de efeitos físicos; 
• Dificuldade em suportar músicas estridentes; 
• Não se sentir bem em determinado ambiente, som alto, ou ao 
mesmo momentaneamente ao lado de determinada pessoa. 
 Antes de iniciarmos a parte prática, necessário se faz orvalhar os 
nossos corações, convidando os alunos a lerem todo o material da 
reforma íntima, assim como a rever se possuem o desejo de continuar 
estudando os demais cadernos. Também é aconselhável estudar o 
livro: Diretrizes de Segurança de Divaldo e Raul. 
 
 
 
 
 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
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 Por que o curso é relativamente longo? 
 Pelo motivo do homem não ter a capacidade de realizar a 
reforma íntima em um piscar de olhos, assim como de incorporar o 
sentimento da filosofia, ciência e religião espírita no primeiro 
momento. 
 Não se pode esquecer que estamos preparando lentamente a 
intimidade dos futuros médiuns, as suas sensibilidades, seu espírito 
cristão e sua segurança a serem utilizadas no decorrer de toda a sua 
vida física. 
 O tempo um pouco extenso proporciona o estabelecimento de 
laços de afinidades entre os estudantes. 
 O que predomina na maioria das casas espíritas em preparação 
do Desenvolvimento Mediúnico é o sistema que vem de longa data, 
que consiste em autorizar os candidatos a sentarem-se à mesa e 
aguardar o desenvolvimento da manifestação, dentro das suas 
possibilidades, sem nenhum método de Desenvolvimento, apenas 
observações constantes do dirigente e nem sempre com estudos 
doutrinários, deixando o médium sujeito a verdadeiras aventuras. 
 Existindo o amor, a reforma íntima, os cuidados com a 
moralidade e o desejo de servir, ele vencerá a si mesmo, como 
aconteceu com os grandes médiuns de todos os tempos, a exemplo 
das irmãs Fox, jovens camponesas médiuns de Kardec. Não podemos 
esquecer que eram épocas diferentes, portanto as obrigações também 
eram diferentes. 
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 Nos dias atuais, os grandes expoentes do fenômeno da 
mediunidade têm a sua disposição extenso material para atender a 
realidade do momento. 
 O método de sentar a mesa para desenvolver a mediunidade é 
uma tradição que vem dos primeiros tempos do Espiritismo, pelo 
menos no Brasil. Esse hábito deve ser substituído pelo conhecimento 
geral em torno do espiritismo, sua lei moral e mecanismo da 
mediunidade. Devemos estudar sempre, mas nunca perder a 
simplicidade do cristianismo e espiritismo dos primeiros dias. 
 O tradicional costume de colocar a pessoa junto do grupo 
mediúnico, - sem saber se a mesma tem mediunidade tarefa - para 
que o iniciante vá se aprimorando, está perdendo força dia após dia. 
 Naturalmente, hoje em dia temos necessidades de outros 
entendimentos como veremos no decorrer desse curso. 
 O desenvolvimento mediúnico, para ser eficiente e tornar os 
seus frutos permanentes, deve operar em três setores de esforços 
definidos e complementares: 
1. Estudo doutrinário: que consiste de conhecimentos gerais 
da doutrina e atenção especial sobre a mediunidade. 
2. Evangelização: conhecendo o lado moral contido na 
bíblia, pouco apreciado, o qual ganhou uma nomenclatura 
de fácil entendimento, nas páginas do Evangelho Segundo 
o Espiritismo. 
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3. Exercício prático: com ênfase no sentimento de amor 
incondicional aos desencarnados sofredores, amando e 
disciplinando com amor. 
 
 Quanto ao curso em questão “Curso de Desenvolvimento 
Mediúnico”, composto de cinco fases, o espírito Caibar Schutel, 
assim se manifestou: 
 “O método desenvolve a sensibilidade mediúnica e prepara 
para o funcionamento da mediunidade permanente; ajuda e auxilia a 
eclosão das diferentes manifestações mediúnicas”. 
 
 Acrescento: esse método não visa a preparação e formação 
somente de novos médiuns, mas também aqueles que já se 
desenvolveram anteriormente, cuja cooperação poderá ser precária 
por não terem frequentado um curso teórico e prático de 
Desenvolvimento Mediúnico. 
 Esses médiuns que possuem o desejo de revisar seus 
conhecimentos eadquirir novas sensibilidades psíquicas, bem como 
aprimorar as faculdades que são portadores, serão bem-vindos a esse 
curso. 
 Este é o método das “Cinco Fases” idealizado pelo Comandante 
Edgard Armund, para o desenvolvimento mediúnico em grupo; grupo 
sim, mas por que não preparar o estudante na medida em que ele (s) 
for se apresentando? 
 Estamos nos adaptando ao seguinte imprevisto: 
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 O nosso grupo nesse momento está na fase de envolvimento, 
quase que transitando na prática da manifestação/comunicação. Se 
alguém chega com sensibilidade mediúnica aflorada, o bom senso nos 
diz para não deixar que a pessoa fique abandonado. Logo, assim 
fizemos: oferecemos o material de estudo teórico e reservamos junto 
ao grupo, o tempo para que faça os exercícios anteriores das fases 01, 
02 e 03. 
 Após atendidas as necessidades dessa pessoa, ela fica sem se 
concentrar, mas em estado de prece, para que possamos voltar as 
nossas atenções aos alunos na fase de incorporação, ou seja: ao 
exercício do Desenvolvimento Mediúnico. 
 Essa pessoa se torna um ouvinte nos exercícios mais avançados, 
até chegar o seu momento de caminhar junto com o seu grupo. 
 Na situação de candidatos ao Desenvolvimento Mediúnico, o 
dirigente deve considerar: 
• Qual o mundo interior do candidato? 
• Ele apenas deseja ficar livre dos incômodos da sensibilidade da 
pré-mediunidade, ou realmente pretende ser um servidor de 
Jesus? 
• Ele está disposto ao exercício dessa Árdua Ascensão espiritual? 
 
 Se o estudante ficar escolhendo dias de sua preferência, sem 
justa justificativa, naturalmente não é a sua prioridade e não está 
vestindo a camisa do exercício da sua mediunidade, confirmando que 
ainda a tarefa da caridade ainda não é a sua prioridade. 
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 Assim sendo, o dirigente tem motivos para administrar com 
muito cuidado essa situação, para que não se apresente lá na frente 
descontentamentos, pela necessidade de impor disciplina, ou mesmo o 
afastamento. 
 Deve-se procurar na medida do possível, não conduzir alguém 
ao desenvolvimento mediúnico sem procurar intuitivamente estar com 
alguma segurança de que tal candidato à lapidação da mediunidade 
não venha a se afastar após o desenvolvimento, evitando que se 
instale perturbação psíquica. 
 Diante do exposto, fica fácil entender a necessidade de 
impregnar nesses candidatos ao desenvolvimento mediúnico o 
entendimento e sentimento deixados pelos cristãos primitivos, através 
dos livros abaixo mencionados e dos nossos registros quanto a beleza 
da mediunidade. A tragédia religiosa em nossos dias é motivada pelo 
esquecimento desse cristianismo primitivo registrado em: 
• “Ave Cristo”: eis a essência do sentimento Cristão que devemos 
incorporar em nossa intimidade; 
• “Memórias de Padre Germano”: eis o cristianismo posto em 
prática, independente de religião; 
• “Paulo e Estevão”: eis a renúncia que o trabalhador cristão deve 
aprender; 
• “Livro dos Médiuns”: está contida aí a defesa dos processos de 
obsessão, o caminho para aprendermos a identificação de quem 
por nós se comunica, aprendendo a perceber os fenômenos de 
origem anímica; 
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• “Livro dos Espíritos”: contém a doutrina espírita, ou seja, a 
Filosofia espiritualista. É nesse estudo que conhecemos a 
sociedade dos desencarnados. Não esquecendo que logo mais 
será a nossa realidade, portanto ao estudarmos as suas nuanças 
facilitaremos a nossa adaptação. 
 
 E porque não estudar a Bíblia, após conhecer o espiritismo? 
Sim, após conhecer o espiritismo, pois somente assim entenderemos 
Paulo de Tarso, nos seus dizeres: 
 “Cuidado a letra mata” 
 
 Os estudiosos espíritas têm a capacidade de interpretar a Bíblia 
de uma maneira que a retire da “Bibliolândia” dos nossos dias. Aí esta 
a responsabilidade dos espíritas. 
 A tragédia religiosa em nossos dias é motivada pelo 
esquecimento dos valores morais desse cristianismo primitivo. 
 O espiritismo é apresentado por Kardec – sob a orientação do 
Espírito da Verdade – como uma sequência natural do Cristianismo e 
o cumprimento da promessa evangélica de Jesus de enviar a Terra o 
Consolador que contemplaria o seu ensino. Portanto, antes de sermos 
espíritas, que sejamos primeiramente cristãos. 
 E se formos orientar alguém que diz não ter religião, devemos 
orientá-lo a ser espiritualista em primeiro lugar, depois sim Cristão-
Espírita. 
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 Assim concluímos as nossas “Considerações Gerais”, podendo 
prosseguir aos Cadernos/Aulas: o material para ser utilizado nas aulas 
dos estudantes. 
 
 ITEM 01 - O SOFRIMENTO 
 
 Todos os gênios, os grandes homens – de Homero, Dante, 
Camões, a Nilton – todos eles sofreram. A dor fez vibrar as fibras 
mais sutis da alma. Proporcionando que as experiências armazenadas 
no subconsciente se imigre em alguns momentos para o nível de 
consciência. 
 Um dia também diremos: 
 Tudo já passou ou vai passar, como é bom o aprendizado. 
 Tudo já passou, tudo já passou, sou feliz, pois venci a mim 
mesmo. 
 Não malbaratei o meu tempo. 
 Vou trabalhar incansavelmente, quero conquistar o tesouro que 
o ladrão não rouba e as traças não corroem, quero estudar e 
aprender muito, para deixar um legado aos meus filhos e aos meus 
familiares. Caso esse não tenham interesse, deixamos como legado o 
nosso exemplo. 
 
 Não creias que o vosso compromisso com a vida seja uma 
viagem agradável ao país da fantasia, ou uma excursão ao oásis do 
prazer, pois tereis as lágrimas aguçadas dos desejos servis 
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dilacerando-vos a carne da alma. Não será o holocausto, mas o 
martírio silencioso da abnegação, a nos oferecer liberdade ao espírito. 
O sofrimento não é uma prisão e sim a libertação. 
 
 Se nas horas da provação, soubéssemos observar o trabalho 
interno, a ação misteriosa da dor em nós mesmos, em nosso eu e em 
nossa consciência, compreenderíamos melhor sua obra sublime de 
educação e aperfeiçoamento. 
 A tristeza e o sofrimento fazem-nos ver, ouvir, sentir mil coisas, 
- delicadas ou fortes – que o homem, ainda livre desse aprendizado 
não pode perceber. É necessário o choque das provações, as horas 
tristes e desoladas para fazer-nos compreender e sentir a fragilidade 
das coisas externas, e caminhar para o conhecimento de si mesmo. 
 É muito difícil fazer entender aos homens que buscam ascensão 
sem suores e esforço que o sofrimento é bom. Esses se esquecem do 
que Jesus disse: 
 “A mim coube a cruz, quem quiser vir após mim, tome a sua 
cruz, e siga-me” 
 
 É necessário sofrer para adquirir e conquistar o aumento de 
radiações psíquicas. A luz que zimbra o espaço dos espíritos heróis e 
dos mártires de todos os tempos deixa o seu rastro de luminosidade, 
nos oferecendo coragem para a nossa Árdua Ascensão. 
 O sofrer é relativo, pois o mesmo sofrimento terrível para uns 
não tem o mesmo peso para outros. Os verdadeiros cristãos da época 
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de Jesus ficaram tristes quando não foram convocados ao martírio, 
pois entendiam isso como “não serem dignos da causa do Cristo”. 
 Entre tantos exemplos de Árdua Ascensão, citaremos Pietro 
Ubaldi, em seus dizeres: “essa conquista se produziu após longa 
maturação, conseguida a poder de estudos, de renúncia material e de 
desenvolvimento moral. 
 A preparação cultural que me levou a isso, até aos 45 anos, foi 
uma vida de tremendos sofrimentos, suportados no isolamento e no 
silêncio, por serdesprezado por todos. A dor é o maior livro da vida, 
aquele que me revelou a verdadeira ciência. Através dela se chega a 
ouvir a voz de Deus” – eis a verdadeira mediunidade natural. 
 
 Quem foi Pietro Ubaldi? Frei Leão que conviveu com Francisco 
de Assis, seu discípulo. Advogado nascido na Itália que morreu no 
estado de São Paulo na cidade de Santos. 
 
 Se o Evangelho em vossas mãos apenas tem a serventia dos 
livros profanos que deleitam a alma e embriagam o pensamento, 
quem vos poderá socorrer, no dado momento dessa revolução 
planetária que já se faz sentir? 
 Revolução essa que dá o domínio da Terra aos bons, 
preparando-os para seu desenvolvimento, bem como transmigrando 
os endurecidos para o mundo que lhe for próprio. 
 O que será de vós, quem vos poderá socorrer, se à lâmpada do 
vosso espírito faltar o elemento da luz com que possas ver a chegada 
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do entendimento do evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo, para 
testemunhar o valor dos bons e a fraqueza dos maus e dos ingratos? 
 
 ITEM 02 - A IMPORTÂNCIA DA CARIDADE 
 
 A quem não possui a mediunidade de incorporação, 
aconselhamos exercer a mediunidade do amor, a caridade na doação 
do bem mais precioso em você: suas energias. Oferecendo-a na tarefa 
mediúnica como passista, atendendo o encarnado e abrangendo o 
desencarnado. 
 Homens e mulheres que já cumpriram a tarefa na construção 
familiar, direcionem agora as suas energias em benefício do bem, aos 
que tanto necessitam – sejam encarnados ou desencarnados. 
 O trabalho no passe é aprendizado de concentração, humildade e 
desejo de servir. No trabalho do passe, o primeiro a ser beneficiado é 
o passista, pois as energias saudáveis vindas do espaço ou fornecidas 
por espíritos amigos, passam primeiramente por ele. 
 
 CARIDADE: palavra e sentimento do fundador da Federação 
Espírita do Estado de Mato Grosso, Tenente Aristotelino Alves 
Praeiro. 
 
 A fé sem a caridade nada vale. 
 O amor e a caridade sintetizam todos os ensinamentos de 
JESUS. 
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 Sem o amor e a caridade, não há salvação. 
 
 Não podemos ser felizes nem gozarmos da doce paz e saúde que 
tanto almejamos sem que o reino do amor se estabeleça entre nós. 
 O trabalho em favor dos semelhantes é a condição mais 
importante para conquistarmos a tranquilidade e o bem-estar que 
todos desejamos. Através do cultivo do amor e da caridade, nós nos 
enriquecemos do tesouro que o tempo não consome, porque tem valor 
eterno. Nessa vivência, estaremos estabelecendo dentro de nós o reino 
de DEUS, que é a situação mais importante para o ser humano. 
 A lei de DEUS é muito simples. JESUS sintetizou os dez 
mandamentos recebidos por Moisés no Monte Sinai, em um único: 
 “Amar a DEUS acima de todas as coisas e ao próximo como a 
si mesmo e acrescentou: Aí está a Lei toda e os profetas. Aquele que 
ama a DEUS e ao próximo, jamais transgredirá essa lei”. 
 
 O cumprimento desta lei trará à Terra o reino do amor, da 
verdade e da justiça. A tranquilidade iluminará este mundo, que ainda 
é de prova e expiações. 
 A caridade material, moral ou intelectual, serão por todos nós 
cultivadas, quando isso ocorrer, estaremos sempre fraternalmente 
vivendo dentro de um clima de perfeita sintonia com o mundo divino, 
isto é, num ambiente de plena alegria cristã, sentindo aquela 
satisfação de conforto e bem-estar. A vida será para nós de 
simplicidade, de pureza, como crianças no Jardim da infância. 
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 JESUS o divino jardineiro, que nos legou a divina herança do 
amor, trabalha permanentemente, preparando para todos nós um 
lugarzinho para nos abrigar da tempestade que ameaça a humanidade, 
distraída e indiferente à justiça divina. 
 
 “Na casa do meu Pai há muitas moradas” disse Ele. 
 
 Ainda com referência ao amor, São Paulo disse: 
 “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não 
tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que soa, e 
ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios 
e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que 
transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria”. 
 
 Abro um parêntese: Oh! Espíritas, apenas intelectualizados, sem 
sentimento, reflitam nas palavras de São Paulo. Quantas Casas 
Espíritas tem o rótulo de Casa Espírita, com o dever se ser o 
Consolador Prometido por Jesus, mas são apenas os intelectualizados, 
que a administram como se fosse uma Empresa. Eis a época dos 
falsos profetas. 
 
 Retornemos ao convívio das palavras do Praeiro: 
 Seja, pois, o amor a flor que embeleza e perfuma as nossas 
almas e que nos propicia a verdadeira felicidade. Sejamos, pois, 
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amigos de JESUS, cultivando esse grande amor, transmitindo a todas 
as criaturas - esperança, fé e amor. 
 O amor é o sol divino a irradiar-se através de todas as 
magnificências. 
 
ITEM 03 – QUANTO AO ESTUDANTE 
		
	 Quanto ao estudante: ESTUDO, ESTUDO, DISCIPLINA, 
DISCIPLINA E REFORMA ÍNTIMA. 
 Se o candidato ao estudo do Desenvolvimento Mediúnico não 
tiver interesse em ler os livros recomendados, não estudar o material 
de passe, tornando-se, também um trabalhador “passista”, não 
procurar acompanhar a dinâmica do curso, a situação se torna 
complicada para todos. Assim sendo, só resta a pessoa deixar o curso 
momentaneamente, retornando em outra oportunidade com nova 
proposta de participação. 
 Eis um grande equívoco: estar junto com o grupo não quer dizer 
necessariamente que se pertença ao grupo. 
 O nosso propósito no estudo de Desenvolvimento Mediúnico, 
tem o compromisso de fazer a pessoa crescer, tornando-a mais forte 
na moral cristã e a fazendo progredir. Nesse ínterim, o candidato deve 
facilitar a eclosão da sua faculdade psíquica, orientá-la, ampliá-la, 
educá-la e etc., envolvendo providências e ações de natureza 
intelectual, moral e técnica. Vejamos: 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
19	
• O caráter intelectual: é aquele que obriga o médium a 
instruir-se na Doutrina, da qual deverá ser um 
multiplicador desse espiritismo REDIVIVO, capacitado e 
não um agente inculto que age por fé cega e fanática. Essa 
capacidade ele obterá no conjunto de três entendimentos: 
filosófico, religioso e cientifico. Eis a ferramenta mais 
eficaz oferecida por Deus aos homens para a sua 
emancipação espiritual. Sem a caridade no coração fica 
mais difícil incorporar esse conjunto. 
 
 Vamos nos aprofundar nessa instrução necessária na formação 
do caráter intelectual, do médium, a saber que: 
Ø DEUS é a inteligência suprema, a causa primária de todas 
as coisas; 
Ø JESUS é o guia e modelo para a humanidade; 
Ø KARDEC é a base fundamental: “fora da caridade não há 
salvação”. 
 
 A DOUTRINA ESPÍRITA é o conjunto de princípios e leis 
revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas Obras de Allan 
Kardec que constituem a Codificação Espírita, sendo elas: 
• O Livro dos Espíritos; 
• O livro dos Médiuns; 
• O Evangelho Segundo o Espiritismo; 
• O Céu e o Inferno; 
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• A Gênese; 
• Obras Póstumas 
 
 O espiritismo é uma ciência que trata da natureza e destino dos 
espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. O 
espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador Prometido: o 
possibilitar do conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba 
de onde vem, para onde vai e porque está na terra. 
 O espiritismo vem dizer aquilo que Jesus não pôde dizer, assimcomo vem relembrar e reafirmar o que ele disse e caiu no 
esquecimento ou foi desprezado pela fé irracional. Revela conceitos 
novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos 
Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. 
 Revela ainda a razão da dor e os motivos dos nossos 
sofrimentos, nos ajudando a compreender melhor as coisas, ou seja, 
propiciando uma resignação perante os desafios da vida. Oferecendo a 
compreensão do sofrimento, possibilitando ao homem expor o 
sofrimento com entendimento da sabedoria. 
 Sua abrangência traz conceitos novos sobre o homem e tudo que 
o cerca. O espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das 
atividades do comportamento humano, abrindo uma nova era para a 
regeneração da humanidade. Pode e deve ser estudada e analisada, 
praticada em todos os aspectos fundamentais da vida, educacional e 
social. 
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 O universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais 
e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. 
 Além do mundo corporal – habitação dos espíritos encarnados, 
que são os homens –, administra também o mundo espiritual, moradia 
a qual iremos viver após o desencarne. 
 No universo há outros mundos habitados, com seres de 
diferentes graus de evolução, podendo ser iguais a nós ou mais ou 
menos evoluídos que os homens. 
 Todas as leis da natureza são Leis Divinas, pois que Deus é o 
seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais. 
 O homem é um espírito encarnado em um corpo material. O 
períspirito é o corpo “ imortal “ semi-material o qual tem a função de 
ser o intermediário entre o espírito, ser inteligente e o corpo físico. 
 Os espíritos são criação de Deus, mas não tem a inteligência do 
pai, pois são criados simples e ignorantes. Evoluem intelectualmente e 
moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, 
podendo chegar até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. 
 Os espíritos preservam sua individualidade, tanto antes, como 
no decorrer na presente existência, após a desencarnação e até mesmo 
depois de cada encarnação. 
 Os espíritos reencarnam quantas vezes for preciso para que 
possa se aprimorar, Jesus disse: “Ninguém entrará no reino do Pai 
sem pagar o último tostão”. Quanto a nós, em geral, já retornamos à 
vida física em torno de seiscentas vezes, na terra ou em outro planeta, 
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e mesmo assim ainda somos tão pequenos espiritualmente que nem se 
quer aprendemos a perdoar o nosso próximo e até a nós mesmos. 
 Os espíritos evoluem sempre: em suas múltiplas existências 
corpóreas podem até estacionar, mas jamais regridem, podendo sim 
adquirir mais dívidas. Sendo que a rapidez do progresso intelectual e 
moral dependem dos esforços que façam para chegar à perfeição. 
 Na nossa evolução não há privilégios, mas sim conquistas e 
méritos pessoais conquistados a base do trabalho. 
 Os espíritos pertencem à diferentes ordens, conforme o grau de 
perfeição que tenham alcançado. Podendo se classificar como: 
• Espíritos puros: os que atingiram a perfeição máxima; 
• Bons espíritos: os que nos atraem para o bem, 
sustentando-nos em nossas provas da vida e nos ajudando 
a suportá-las com coragem e resignação. Sem com tudo 
nos carregar em seus ombros; 
• Os imperfeitos: os que nos induzem ao erro. 
 
 O caráter moral, além de ser essencial para se obter êxito na 
tarefa mediúnica, é aquele que exige evangelização e reforma íntima 
para fazer do médium um expoente e assegurar-lhe comunhão 
permanente com esferas espirituais elevadas e autoridade moral na 
exemplificação pessoal. 
 O caráter técnico, ele se refere ao exercício - adestramento - das 
faculdades, para que o médium saiba agir eficientemente, adquirindo 
flexibilidade mediúnica e autocontrole em todas as circunstâncias. 
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 Somente seremos um grupo de trabalhadores a serviço do Cristo 
se juntos caminharmos, incorporando em nosso ser os sentimentos 
evangélicos. É necessário que se tenha paciência, para logo mais 
colhermos a alegria ao escutar as vozes do além a se manifestarem. 
 
ITEM 04 – O QUE NECESSITAMOS PARA 
MERECERMOS AJUDA DOS BONS ESPÍRITOS 
 
1. Como os bons espíritos nos sustentam nas provações? 
2. Como deve ser o nosso entendimento e procedimento? 
 
 Tomemos como exemplo um pequeno lavrador: a sua tarefa é 
arar aquela terra, recebendo ele a coragem, equivale dizer que foi 
ofertado a ele um pequeno trator de pequena potência, o que vai 
facilitar o trabalho, mas não tira dele a responsabilidade de preparar 
aquela extensão de terra. 
 Sendo Jesus o guia e modelo para toda a humanidade, ele 
ensinou e exemplificou a expressão mais pura da Lei de Deus. 
 A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a 
evolução segura de todos os homens e, a sua prática, é a solução para 
todos os problemas humanos que deve ser o objetivo a ser atingido 
pela humanidade. 
 O homem tem o seu livre arbítrio para agir, mas responde pelas 
consequências de todas as suas ações. 
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 A vida futura reserva aos homens apenas os gozos compatíveis 
com o procedimento de respeito – ou não – as Leis de Deus. 
 A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o 
resultado de um sentimento inato ao homem, assim como a ideia da 
existência de Deus. 
 A prece faz do homem um ser melhor, pois aquele que ora com 
fervor e confiança, se faz mais forte contra as tentações do mal. Deus 
lhe envia bons espíritos para assisti-lo – um processo que ele jamais 
recusa quando pedido com sinceridade. 
 
 Como podemos entender e sentir a prece? 
 
 A princípio, é um rumor do coração que clama Asa leve a ruflar 
da alma que anseia e chora. Depois, é como um círio hesitante da 
aurora, convertendo-se então em resplendente chama. Eis então a 
vibrar como estrela sonora. 
 É a prece a refulgir por milagrosa flama, glória de quem confia e 
poder de quem ama, por mensagem solar cindindo os céus afora... 
Depois outro clarão do Além desce e fulgura: é a resposta divina aos 
rogos da criatura, trazendo paz e amor em fúlgidos rastilhos... 
 Irmãos! Guardais na prece o altar do templo vosso. 
 Através da oração, nós bradamos: -“Pai Nosso” e através dessa 
luz, Deus responde: -Meus filhos! 
 
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 Toda prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral 
do Evangelho: Daí gratuitamente o que de graça recebestes. 
 O espiritismo não tem sacerdotes e não adota nem utiliza em 
suas práticas: 
 
Ø Altares, imagens, velas, procissões, sacramentos, concessões de 
indulgências, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, 
incenso, fumo, talismã, amuletos, horóscopos, cartomancia, 
pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas 
de culto exterior. 
 
 O espiritismo, não impõe os seus princípios. Convida os 
interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da 
razão antes de aceitá-lo. 
 Se alguém nos procurar, mesmo sem ser espírita, sendo frágil 
em sua fé, devemos fazer dele antes de tudo um espiritualista. 
 
 O espiritismo é a ciência e filosofia transcendental em que a 
maioria das criaturas ainda não conseguem assimilar. 
 
 A mediunidade que permite a comunicação dos espíritos com os 
homens, é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e 
dentro da moral cristã. Não se aceita a palavra cavalo a médiuns 
Kardecistas, até pelo fato dele - o médium - ser o comandante da sua 
mediunidade e não o comandado. 
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 O espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza 
todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela 
confraternização e pela paz entre os povos e todos os homens, 
independente da sua raça, cor, nacionalidade, crença e nível cultural 
ou social. Reconhece ainda que, o verdadeiro homem de bem é o que 
cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade na sua maior pureza. 
Sendo que o perdão é a maior caridade que beneficia em primeiro 
lugar a pessoa que perdoa, ou seja: devemos aprender a perdoar. 
 
 Eis a razão da nossa vida: nascer, viver e morrer. Renascer ainda 
é progredir sempre, tal é a lei. 
 
 Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão, 
em todas as épocas da humanidade. 
 
 ESCOLHOS DOS MÉDIUNS – Revista Espírita de 1.859: 
 “Transcrevemos os estudos registrados na Revista em epigrafe, 
como elemento de ajustes onde tem que ser ajustado em relação ao 
entendimento que se fizer necessário em nossas casas espíritas 
concernentes ao entendimento de muitos médiuns. 
 Quem quer que seja apto a receber ou transmitir as 
comunicações dos Espíritos é por isso mesmo, um médium, seja qual 
for o meio empregado ou o grau de desenvolvimento da faculdade – 
desde a simples influência até a produção dos mais insólitos 
fenômenos. 
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 O Dom da mediunidade depende de causas ainda 
imperfeitamente conhecidas e nas quais pertence a intimidade do 
espírito. O físico, com aptidão energética em sua glândula pineal, a 
manifestar-se em outras glândulas, plexos, chacras, desaguando no 
períspirito. À primeira vista pareceria que um dom tão precioso não 
devesse ser partilhado senão por almas de escol. Ora, a experiência 
prova o contrário, pois encontramos mediunidade potente em criaturas 
cuja moral deixa a muito a desejar. 
 O mérito, portanto, não está na posse da faculdade, que a todos 
pode ser dada, mas no uso que dela faremos. 
 Para perceber este estado de coisas e compreender o que vamos 
dizer é necessário reportar-se ao princípio fundamental de que entre 
os Espíritos há todos os graus do bem e do mal, do saber e da 
ignorância; que os Espíritos pululam em redor de nós e que, quando 
nos julgamos sós, estamos incessantemente rodeados de seres que nos 
acotovelam, uns com indiferença, como estranhos, outros que nos 
observam com intenção mais ou menos benevolentes, conforme sua 
natureza. 
 Nossa alma, que afinal de contas não é mais que um Espírito 
encarnado, não deixa por isso de ser um Espírito. Revestido 
momentaneamente de um envoltório material, suas relações com o 
mundo incorpóreo, embora menos fáceis do que quando em liberdade, 
nem por isto são interrompidas de modo absoluto; o pensamento é o 
laço que nos use aos Espíritos, e pelo pensamento atraímos os que 
simpatizam com as nossas ideias e inclinações. Representamos, pois, 
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a massa de Espíritos que nos envolvem como a multidão que 
encontramos no mundo; para onde preferirmos ir, encontraremos 
homens atraídos pelos mesmos gostos e pelos mesmos desejos. 
 
 Os Espíritos que nos cercam não são passivos: formam uma 
população essencialmente inquieta, que pensa e age sem cessar, que 
nos influencia e nos impulsiona para o bem ou para o mal, o que não 
nos tira a responsabilidade no livre arbítrio. 
 Entretanto, quando os Espíritos imperfeitos solicitam alguém a 
fazer uma coisa má, (ingratidão de filhos para com os seus pais) 
sabem muito bem a quem se dirige e não vão perder o tempo onde 
vêem que serão mal recebidos; eles nos excitam conforme as nossas 
inclinações ou conforme os germes que em nós vêem e segundo as 
nossas disposições para os escutar. Eis por que o homem firme nos 
princípios do bem não lhe dá oportunidade. 
 Estas considerações nos levam naturalmente ao problema dos 
médiuns. Como todas as criaturas, estes são submetidos à influência 
oculta dos Espíritos bons e maus; atraem-nos e repelem-nos conforme 
as simpatias de seu próprio Espírito e os Espíritos maus se aproveitam 
de todas as falhas, como de uma falta de couraça, para introduzir-se 
junto a eles, intrometendo-se, malgrado seu, em todos os atos de sua 
vida particular. 
 No entanto, não podem representar este papel por muito tempo: 
pois com um pouco de contato com um observador (dirigente) 
experimentado e prevenido, logo são desmascarados. Se o médium se 
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deixa dominar por essa influência os bons Espíritos se afastam, ou 
absolutamente não vêm quando chamados – eis a frieza mediúnica 
que se abate nos médiuns que se afastam das vibrações da sua casa 
espírita – porque vêem que o Espírito que está identificado com o 
médium, e neste estabeleceu – via lei da afinidade – o seu domicílio, 
podendo alterar as suas instruções. Se tivermos que escolher um 
intérprete, um secretário, um mandatário qualquer, é evidente que 
escolheremos não só um homem capaz, mas, ainda digno de nossa 
estima; não confiaremos uma delicada missão e os nossos interesses a 
um insano ou a um frequentador de uma sociedade suspeita. 
 Os Espíritos superiores não escolherão, para transmitir 
instruções sérias, um médium que tem familiaridade com Espíritos 
levianos, a menos que haja necessidade, então, dele se serve só 
acidentalmente e o abandonam logo que encontrem um melhor, 
deixando-o entregue às suas simpatias se ele faz questão de conservá-
las. 
 O médium perfeito seria o que nenhum acesso proporcionasse 
aos maus Espíritos, evitando qualquer descuido – condição muito 
difícil de preencher. Mas se a perfeição absoluta não é dada ao 
homem, sempre lhe é possível por seus esforços aproximar-se dela; e 
os Espíritos levam em conta os esforços, a força de vontade e a 
perseverança. 
 Assim fosse, o médium perfeito não teria senão comunicações 
perfeitas de verdade e de moralidade (não estamos falando do 
médium que no serviço da caridade, atenda espíritos imperfeitos). 
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 Desde que a perfeição é impossível, o melhor médium seria o 
que desse as melhores comunicações. É pelas obras que eles podem 
ser julgados. As comunicações constantemente boas e elevadas, nas 
quais nenhum indício de inferioridade fosse notado, seria 
incontestavelmente uma prova da superioridade moral do médium, 
porque atestariam simpatias felizes. Pelo mesmo fato de que o 
médium não é perfeito, Espíritos levianos, embusteiros e mentirosos 
podem misturar-se em suas comunicações, alterando-as em sua pureza 
e induzindo o médium e aqueles que o procuram ao erro. Eis o maior 
escolho do Espiritismo, cuja gravidade deve-se conhecer. 
 
 Assim, como se conhece um homem de caráter? 
 
 As boas intenções, a própria moralidade do médium nem sempre 
bastam para evitar a intromissão – intromissão não quer dizer, 
aceitação – dos espíritos levianos, mentirosos e pseudo-sábios nas 
comunicações. 
 Se não quisermos ser vítimas de Espíritos levianos, é necessário 
julgá-los, e para isso, temos um crédito infalível: o bom senso e a 
razão. Sabemos que as qualidades de linguagem, que caracterizam 
entre nós os homens realmente bons e superiores, são as mesmas para 
os Espíritos. Portanto, devemos julgá-los por sua linguagem. 
 Nunca seria demais repetir o que a caracteriza nos Espíritos 
elevados: é uma linguagem digna, nobre, sem contradição, isenta da 
trivialidade, marcada por um cunho de inalterável benevolência. Os 
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bons Espíritos aconselham; não ordenam; não se impõem; calam-se 
naquilo que ignoram. Os Espíritos levianos falam com a mesma 
segurançado que sabem e do que não sabem e a tudo respondem sem 
se preocuparem com a verdade. 
 Resumindo: toda expressão grosseira ou apenas inconveniente, 
toda marca de orgulho e de presunção, toda máxima contrária à sã 
moral, toda notória heresia científica é, nos Espíritos como nos 
homens, inconteste sinal de natureza má, de ignorância ou pelo 
menos, de leviandade. 
 É necessário pesar tudo quanto eles dizem, passando-o pelo 
crivo da lógica e do bom senso. Eis uma recomendação feita 
incessantemente pelos bons Espíritos. Dizem eles: Deus não vos deu o 
raciocínio sem propósito. Servi-vos dele a fim de saber o que estais 
fazendo. Os maus Espíritos temem o exame. Dizem eles: “Aceitai 
nossas palavras e não as julgueis”. 
 
 Se tivessem a consciência de estar com a verdade, não temeriam 
a luz. 
 
 O hábito de perscrutar as menores palavras dos Espíritos, e não 
a forma gramatical, naturalmente afasta os Espíritos maus 
intencionados, que não viriam perder o tempo, de vez que rejeitamos 
tudo quanto é mau ou tem origem suspeita. Mas quando aceitamos 
cegamente tudo quanto dizem, quando, por assim dizer, nos 
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ajoelhamos ante sua pretensa sabedoria, eles fazem o que fariam os 
homens: eles abusam de nós. 
 A ciência espírita exige uma grande experiência que só se 
adquire – assim como em todas as ciências filosóficas – após um 
estudo longo, assíduo e perseverante e por numerosas observações. 
 Ela não abrange apenas os estudos dos fenômenos propriamente 
ditos. Pois seria presunção julgar-se suficientemente esclarecido e 
graduado como mestre depois de apenas alguns ensaios. Não seria 
esta a pretensão de um homem sério, pois quem quer que lance um 
golpe de vista indagador sobre esses estranhos mistérios, vê 
desdobrar-se à sua frente um horizonte tão vasto que longos anos nas 
bastam para o abranger. Há, entretanto quem o queria fazer em alguns 
dias! 
 De todas as disposições morais, a que maior entrada oferece aos 
Espíritos imperfeitos é o orgulho. Este é para os médiuns um escolho 
tanto mais perigoso quanto menos o reconhecem. É o orgulho que 
lhes dá a crença cega na superioridade dos Espíritos que a eles se 
ligam porque se vangloriam de certos nomes – famosos – que eles 
lhes impõem. Desde que um Espírito lhe diz: “Eu sou fulano”, 
inclinam-se e não admitem dúvidas, porque seu amor próprio sofreria 
se sob tal máscara, encontrasse um Espírito de condição inferior ou 
um malvado desprezível. O espírito percebe e aproveita o lado fraco, 
lisonjeia seu pretenso protegido, fala-lhe de origens ilustre, de que 
parece ser o distribuidor; se for necessário, mostra por ele uma ternura 
hipócrita. Como resistir a tanta generosidade? Numa palavra, ele o 
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embrulha e “o leva pelo beiço”, como se diz vulgarmente; sua 
felicidade é ter alguém sob sua dependência. 
 Interrogamos à vários deles sobre os motivos de sua ação 
obsessiva. 
 
 Um dos mesmos assim respondeu a determinado, dirigente: 
“Quero ter um homem que me faça a vontade. É o meu prazer”. 
Quando lhe foi dito: vamos fazer de tudo para descobrir os seus 
artifícios e tirar a venda dos olhos de seu oprimido, ele respondeu: 
lutarei contra vós e não tereis resultado, porque farei coisas tais que 
ele não vos acreditará. 
 Eis as táticas, entre tantas, desses Espíritos malfazejos: inspiram 
a desconfiança e o afastamento das pessoas que os podem 
desmascarar e dar bons conselhos. Jamais acontece coisa semelhante 
com os bons Espíritos. Todo espírito que insufla a discórdia, que 
excita a animosidade e que entretém os ressentimentos revela, por isso 
mesmo, sua natureza má. 
 Seria preciso ser cego para não compreender isso e para crer que 
um bom Espírito possa arrastar à desinteligência. 
 Muitas vezes, o orgulho se desenvolve no médium à medida que 
cresce a sua faculdade. Aquele que cai em tal engano está perdido, 
porque Deus lhe deu sua faculdade para o bem e não para satisfazer 
sua vaidade ou transformá-la em escada para a suja ambição. Esquece 
que esse poder, de que se orgulha, pode ser retirado que, muitas 
vezes, só lhe foi dado como prova, assim como a fortuna para certas 
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pessoas. Se dele abusa, os bons Espíritos pouco a pouco o abandonam 
e o médium se torna joguete de Espíritos levianos, que o embalam 
com suas ilusões, satisfeitos por terem vencido aquele que se julgava 
forte. Foi assim que vimos o aniquilamento e a perda das mais 
preciosas faculdades que, sem isso, se teriam tornado os mais 
poderosos e os mais úteis auxiliares. 
 Isto se aplica a todos os gêneros de médiuns – mesmo aos que 
pretendem desenvolver a sua mediunidade e não o fazem – quer de 
manifestações físicas, quer para comunicações inteligentes. 
 Infelizmente o orgulho é um dos defeitos que somos menos 
inclinados a reconhecer em nós outros. Vá dizer a um médium que ele 
se deixa conduzir como uma criança: ele virará as costas, dizendo que 
sabe conduzir-se e que não vedes as coisas claramente. Podeis dizer a 
um homem que ele é bêbado, debochado, preguiçoso, incapaz e 
imbecil; ele rirá ou concordará; dizei-lhe que é orgulhoso e ficará 
zangado. É a prova evidente de que tereis dito a verdade. 
 Neste caso os conselhos são tanto mais difíceis quanto mais o 
médium evita as pessoas que os possam dar. Os espíritos, sentindo 
que os conselhos são golpes desferidos no seu poder, empurram o 
médium, para quem lhe alimente as ilusões. Preparando assim muitas 
decepções, afim de ferir cada vez mais o amor próprio do médium. 
Feliz dele se não houver coisas mais graves. 
 Se insistirmos longamente sobre este ponto foi porque nos 
demonstrou a experiência, em muitas ocasiões, que isto constitui uma 
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das grandes pedras de tropeço para a pureza e a sinceridade das 
comunicações dos médiuns. 
 Diante disto, é quase inútil falar das outras imperfeições morais, 
tais como o egoísmo, a inveja, o ciúme, a ambição, a cupidez, a 
dureza de coração, a ingratidão, a sensualidade comprometedora, etc. 
 Cada um compreende que elas são outras tantas portas abertas 
aos Espíritos imperfeitos ou, pelo menos, causas de fraqueza. Para 
repelir esses Espíritos não basta dizer-lhes que se vão. É necessário 
fechar-lhes a porta e os ouvidos, provar-lhes que somos mais fortes – 
o que seremos incontestavelmente pelo amor do bem, pela caridade, 
pela doçura, pela simplicidade, pela modéstia e pelo interesse, 
qualidade que nos atraem a benevolência dos bons Espíritos. É o 
apoio destes que nos dá força; e se estes por vezes nos deixam a 
braços com os maus, é isso uma prova para a vossa fé e para o nosso 
caráter. 
 Que os médiuns não fiquem assustados, demasiado da 
severidade das condições de que acabamos de falar: estas são lógicas, 
havemos de convir, e seria erro desanimar. É certo que as más 
comunicações – espíritos mentirosos - que podemos receber são 
índice de alguma fraqueza, mas não sinal de indignidade. 
 Temos essas dificuldades desde o tempo de Kardec, (1859) mas 
temos que registrar que nas Casas Espíritas onde existe o estudo sério, 
essa situação já esta contornada. A não ser que individualmente tal 
médium não leve a sério a sua reforma íntima, e mantenha na linha do 
orgulho. 
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 ITEM 05 - CORPOS ENERGÉTICOS 
 
 Vejamos o entendimento dessas energias, vindas de diversos 
caminhos na intimidade do homem, mas que possuem a mesma fonte. 
• Fluido: energia cósmica de natureza magnético-plástica, 
recebida pelos chacras e pela respiração, alimento do 
metabolismo perispiritual e do corpo denso.São veículos 
dos pensamentos, conforme acentuou Allan Kardec, 
agindo sobre os mesmos como o som age sobre o ar. 
 Pode-se dizer, pois, com toda a verdade, que há onda e raios de 
pensamento nesses fluídos, que se cruzam sem se confundirem, assim 
como há no ar as ondas e raios sonoros. Desse modo, o pensamento – 
seja de encarnados como de desencarnados – age sobre os fluídos, 
sendo assim transmitido com facilidade. 
 Charles Haanel acrescenta: 
 Seus pensamentos são magnéticos. 
 As vibrações das forças mentais são as mais sutis e 
conseqüentemente as mais poderosas que existem. 
 No registro acima, e a seguir, o Espírito Charles nos oferece um 
entendimento em torno do fluído diferente quanto ao ângulo do que 
se comenta: 
 Força mental produz magnetismo; como consequência vibrações 
que a seu turno deságuam no fluído. Os pensamentos são magnéticos 
e os pensamentos têm uma frequência. 
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 Quando você pensa, está emitindo para o Universo pensamentos 
que atraem magneticamente todas as coisas semelhantes que estejam 
na mesma frequência: aos tristes, mais tristeza, aos alegres, mais 
alegrias”. 
 Tudo o que é emitido retorna à fonte. E essa fonte é você. 
 
 Pense assim: nós sabemos que a torre de uma emissora de 
televisão transmite através de uma frequência, que é transformada em 
imagens em seu televisor. Na verdade, a maioria de nós não entende 
como isso funciona, mas sabemos que cada canal tem uma frequência 
e que quando sintonizamos naquela frequência, as imagens aparecem 
em nosso televisor. Escolhemos a frequência, selecionamos o canal e 
então recebemos as imagens que ele transmite. Se quisermos ver 
imagens diferentes em nosso televisor, mudamos de canal e 
sintonizamos outra frequência. 
 Você é uma torre de transmissão humana e é mais poderoso do 
que qualquer torre de televisão criada na Terra. É a mais poderosa 
torre de transmissão do Universo. A transmissão que se propaga de 
você cria sua vida e o mundo. Sua frequência vai além de cidades, 
países e até mesmo do mundo. Ela repercute por todo o Universo. E 
você transmite essa frequência com seus pensamentos! 
 As imagens que você recebe da transmissão de seus 
pensamentos não estão numa tela de TV em sua casa: elas são 
imagens de sua vida! Seus pensamentos criam a frequência, atraem 
coisas semelhantes naquela mesma frequência, que em seguida lhe 
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são transmitidas de volta como as imagens de sua vida. Se você quer 
mudar algo em sua vida – até mesmo uma doença –, mude o canal e a 
frequência através de uma mudança em seus pensamentos. 
 “As vibrações das forças mentais são as mais sutis e, 
conseqüentemente, as mais poderosas que existem”. 
 
• Chacras: são centro de forças, receptoras transmissões 
de energia cósmica, alimentadoras do metabolismo 
perispiritual. 
 
• Plexos: estão localizados em áreas do físico de maior 
concentração de nervos. No caderno 02, estaremos nos 
aprofundando no entendimento quanto aos fluídos. 
 
• Vibrações: ondulações de energias psíquicas oriundas da 
mente e do coração. Cientificamente, vibração é a 
intensidade medida do ritmo atômico nos seres humanos. 
 
• Radiação: projeção direta e concentrada de energias 
mentais ou fluídica. Difere da vibração mental unicamente 
no teor de dinamismo. Cientificamente, é a emanação 
espontânea do metabolismo geral dos seres – no caso, os 
homens. 
 
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• Ectoplasma: substância fluídico-plástica provinda do 
corpo etéreo, emanação residual do metabolismo celular. 
 
• Corpo etéreo: formação fluído plástico o qual emanada 
do corpo orgânico, altamente sensível e vitalizada, que se 
mostra 2 a 3 centímetros além da superfície do corpo 
físico, o qual se desintegra dias após o desencarne do 
Espírito. 
 
• Aura: aparentemente se confunde com energias 
ectoplasmática, ela é a emanação do períspirito, visível em 
nosso corpo, sobrepondo-se ao corpo etéreo e 
ultrapassando em maior ou menor amplitude, segundo o 
grau de evolução do indivíduo. Possui um fundo colorido, 
estável e uma parte instável formada pôr: 
 
A. Resíduo psíquico em transito. 
B. Estrias, também coloridas, que representam os 
pensamentos e as emoções momentâneas do indivíduo 
 
• Períspirito: envoltório do espírito, intermediário entre o 
corpo físico e o espírito, formado de fluídos plástico 
próprios do plano espiritual em que ele atua, matriz do 
corpo humano. Um espírito vinculado ao nosso plano, se 
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visitar Marte, naturalmente terá o seu períspirito revestido 
de fluído de Marte. 
 
• Mente: órgão perispiritual utilizado pelo espírito para suas 
relações com o meio divide-se em três setores de ação: 
 
1. Superconsciente - relações com o plano espiritual; 
2. Consciente - atividade do momento e, 
3. Subconsciente - arquivo de reminiscência, o setor mais 
movimentado e atuante no homem inferior. 
 
• Transe - ação mais ou menos ativa e demorada de entidades 
e forças extra-sensoriais sobre o cérebro humano, com 
alterações do equilíbrio dos sentidos físicos, abertura da 
mente para o recebimento de impressões do mundo espiritual. 
 
 O transe é a razão do nosso curso de desenvolvimento 
mediúnico, gradativamente utilizando-o em cinco fases primárias na 
mediunidade de incorporação: percepção de fluidos, aproximação, 
contato, envolvimento e manifestação. Após concluídos esses estudos 
e exercícios da mediunidade em questão, estaremos citando as 
demais: vidência, audição, psicografia e finalizando na psicometria, 
que e um extensão da psicografia. 
 
 
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CORPOS ENERGÉTICOS 
 
1. CORPO ESPIRITUAL 
2. CORPO MENTAL 
3. CORPO EMOCIONAL (ASTRAL) 
4. CAMPO BIO-ELÉTRICO (DUPLO ETÉRICO) 
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1. Corpo espiritual/períspirito: o espírito está revestido de uma 
substância vaporosa para os teus olhos, mas ainda bem grosseira 
para nós. Muito vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na 
atmosfera e se transportar para onde queira. A ciência continua a 
pesquisar o que nós espíritas, chamamos de períspirito. 
2. Corpo mental: é a nossa mente, é o nosso psiquismo que em 
ultima análise é o nosso ser pensante, o ser inteligente que é o 
nosso espírito. Assim espero simplificar: é o espírito que para 
expressar-se no físico e em forma de pensamento utiliza o 
períspirito que conseqüentemente utiliza o corpo físico. 
3. Corpo emocional (astral): por mais que falemos, os dizeres irão 
desaguar nas variáveis em torno do períspirito. 
4. Campo bio-elétrico/duplo etérico: seria uma zona de vibração 
energética, uma área de projeção do fluído vital que anima o 
nosso corpo. 
 
 Como exemplo a energia Prana, também chamada de força vital: 
ao passarmos a água de um copo para o outro, e vice-versa, estamos 
adicionando Energia Prana. 
 
 Chacras e plexos são coisas diferentes, independentes, 
entretanto interligados, ou seja: cada chacra tem o seu plexo 
correspondente. Porém: todo ser vivo irradia a energia que lhe 
mantém os equipamentos da sua condição física e, no caso especial as 
criaturas humanas. 
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 Aura: aparentemente se confunde com energias 
ectoplasmáticas, ela é a emanação do períspirito, visível em nosso 
corpo, sobrepondo-se ao corpo etéreo e ultrapassando em maior ou 
menor amplitude, segundo o grau de evolução do indivíduo. Possuir 
um fundo colorido e uma parte instávelformada por: 
• Resíduo psíquico em transito; 
• Estrias também coloridas, que representam os pensamentos e as 
emoções momentâneas do indivíduo. 
 
 Energia-Cósmica: toda energia oriunda do espaço cósmico que 
atua sobre os seres. 
 
 Na figura a seguir temos os chacras, localizados no 
períspirito/duplo etérico. São eles os responsáveis pela transformação 
e distribuição das energias. 
 
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Chacras veículos da mediunidade: 
 Chacra é uma palavra em sânscrito que significa RODA, porque 
tem a aparência de um exaustor ou ventilador, conforme a figura 
abaixo: 
 Exemplo de sua característica própria – o chacra frontal. 
 
 
Identificação e localização: 
1. Coronário..........................................Na parte superior da cabeça; 
2. Cerebral ou frontal............................Na região dos olhos; 
3. Laríngeo............................................Na região da garganta; 
4. Cardíaco............................................Na área do coração; 
5. Gástrico ou umbilical........................Na região do umbigo; 
6. Esplênico...........................................Na região lombar; 
7. Genégico ou fundamental….............Na região do períneo; 
8. Umeral...............................................Na região das omoplatas. 
 
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 Alguns aspectos do campo de energia do ser humano 
identificados pela foto Kirllen de uma pessoa emocionalmente 
equilibrada e de boa saúde física. 
 Observamos uma concentração de energia de cor vermelha, 
mesclando-se com o amarelo, é um indicativo de sensibilidade 
mediúnica. Quanto maior for a cor amarela, maior o nível de 
sensibilidade mediúnica. 
 Nota: Não sou um conhecedor da foto Kirllen, apenas deixo esse 
elemento como registro desse universo. 
 
 
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 Nessa foto, estamos diante de uma pessoa na seguinte situação: 
 
1. Ferida na aura; 
2. Energias em desalinho, gasta, deixando aberturas que 
possibilitariam a instalação obsessiva; 
3. As bactérias dos dois planos, mais o processo obsessivo, 
causarão o adoecimento do corpo, até mesmo a manifestação da 
AIDS. 
 
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 A seguir, o demonstrativo da junção dos chacras e plexos. O 
primeiro em nível perispiritual/duplo etérico e o segundo no físico, 
nos locais de maior concentração de nervos: 
 
 
 
 
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Funções dos chacras 
 
 Coronário: Localizado na moleira, no alto da cabeça. Está 
relacionada com a glândula pineal - ele é que vai orientar a forma e o 
movimento, a estabilidade emocional, o metabolismo orgânico e a 
nossa vida consciencial – a nossa alma. É de onde o espírito se 
expressa no psiquismo e refletindo em nossa mente. O centro 
coronário é o comandante de os demais centros vitais. Podemos 
chamá-lo de “sede da alma”, “sede da mente” ou da expressão do 
espírito no períspirito. 
 
 Cerebral ou frontal: Localizado entre as sobrancelhas, está 
relacionado à glândula hipófise - vai comandar o nosso intelecto. Está 
ligado, no nosso cérebro, a uma área muito importante, que são os 
lobos frontais. É a área do nosso pensamento. Reflete na nossa vida 
intelectual. É também responsável pela visão, audição, olfato, paladar 
e tato. Será, então, através dessa região do períspirito que partirão os 
estímulos energéticos para ativarem os nossos sentidos. 
 
 Laríngeo: Localizado na base do pescoço, está relacionada à 
glândula tiroide - é responsável pela emissão da nossa voz. Nós 
conseguimos falar porque a vibração, através desse centro vital, 
estimula a região da laringe e das cordas vocais. Esse centro vital, 
quando mais desenvolvido, vai dar à voz um tom mais agradável, 
mais musical. Desse desenvolvimento é que resultam os grandes 
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cantores e os grandes oradores, estes quando também beneficiados 
com o desenvolvimento de outros centros vitais. 
 
 Cardíaco: Localizado no centro do peito próximo ao coração, 
está relacionado à glândula timo, vitalizando toda a área 
cardiorrespiratória. Possui a função de governar no nosso corpo físico, 
o sistema circulatório, presidindo, então, a purificação do nosso 
sangue, dos nossos pulmões, levando o oxigênio a todas as nossas 
células e controlando as pulsações do nosso músculo cardíaco. 
Representa também os nossos sentimentos. 
 
 Vamos conhecer melhor essa glândula timo: é uma glândula 
localizada no meio do peito. Fica encostado no coração. Faz parte do 
sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo, 
encarregado de detectar a invasão de diferentes tipos de vírus, 
bactérias, fungos, vermes, etc. 
 
 Esplênico: corresponde no nosso corpo físico, ao baço. O qual é 
responsável pela filtragem do nosso sangue, que se dá através da 
estimulação desse centro vital. Através dele, nós absorvemos em 
nosso corpo vitalidade, que alguns chamam de Prana. 
 
 Por isso que os iogues, muitas vezes, aconselham às pessoas em 
processo de anemia, que deixem o sol bater diretamente na região do 
baço a fim de que o órgão doente possa absorver vitalidade solar. 
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 Gástrico ou Umbilical: Localizado acima do umbigo, está 
relacionada com o pâncreas. Vitaliza todo o sistema digestivo - 
absorvendo os elementos que vão vitalizar o sistema digestivo, a 
assimilação dos nossos alimentos e também é responsável pelas 
nossas emoções. Por isso é que, quando levamos um susto, nós 
sentimos a barriga tremer, podendo até ter uma diarreia. Por que isso 
acontece? Porque estamos vibrando nesse momento com o nosso 
centro vital gástrico, que corresponde justamente a essa região. 
 
 Genésico ou Fundamental: Localizado na região pubiana, está 
relacionado às glândulas sexuais vitalizando a sexualidade e atraindo 
o sexo oposto. É responsável pela força vitalizadora que é chamada 
pelos iogues de Kundalini (assim entendo), é de onde absorvemos as 
energias vindas dos minerais do solo. É a força que revigora o sexo, 
mas que pode ser transformada em vigor e energia mental, 
alimentando, também, os outros centros vitais. 
 
 Umeral: Localizado nas costas, tem ligação direta ao úmero. 
Está na altura da omoplata esquerdo, entre e sobre o pulmão esquerdo. 
É responsável no nosso corpo físico, pelo movimento dos braços, 
antebraços, mãos e dedos (página 48). Nos testes de sensibilidade 
mediúnica, pelo método das cinco fases, temos essa comprovação: 
quando o estudante nos informa que as projeções fluídicas estão 
sendo sentidas da cabeça, descendo ao ouvido, atingindo a região 
omoplata, diremos: estamos diante da existência do fenômeno de 
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mediunidade de: psicofonia, consciente, semi-consciente ou mesmo 
inconsciente. Assim como sinais dos quais iremos trabalhar na 
segunda etapa, ou seja: audição, vidência e psicografia, podendo se 
estender a psicometria. 
 
 Vejamos a correspondência existente entre os centros vitais 
(chacras) do períspirito e os plexos do corpo físico: 
 
Plexos x Chacras 
Coronário Glândula Pineal ou Epífese 
Cerebral Carbotílio-Cavernoso 
Laríngeo Cervical ou Laríngeo 
Cardíaco Cardíaco 
Esplênico Lombar 
Gástrico Epigástrico ou Solar 
Genésico/Fundamental Sacro/Região do Períneo 
Umeral Braquial 
 
 
 
 
 
 
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Detalhamento de funções de cada Plexo 
 
 Pineal ou epífise: responsável no caso da mediunidade em 
estabelecer a ligação entre os dois planos: físico e espiritual. 
 A glândula pineal ou epífise, situa-se no alto da cabeça no 
âmago do cérebro, bem na parte central. A glândula pineal está assim 
ligada a todo o setor do organismo, orientando a cadeia glandular, 
comunicando-se com as demais glândulas, direta ou indiretamente, 
tendo na hipófise o grande campo de suas expansões com o 
organismo inteiro. A pineal relaciona-se também com a tiroide, na 
região do pescoço, com as suprarrenais na região dos rins, com o 
pâncreas, com o timo e com as gônadas – que são as glândulas 
sexuais. Acrescento: assim sendo, acredito que o desejo sexual está 
nas entranhas do espírito, assimilado e correspondido pela Pineal. 
 Durante a infância essa glândula pineal funciona como 
controladora do sexo; na adolescência, ela começa a acordar e a 
eclodir, passando a ser fonte geradora das sensações e impressões 
emocionais. É quando o espírito assume a personalidade. 
 Eclode-se o passado (experiências de outras existências – eis os 
conflitos da puberdade) no presente. Por isso é que, na fase da 
puberdade, começa a haver aqueles conflitos internos. É nesse 
momento da vida em que o espírito propriamente dito está assumindo 
as rédeas de sua encarnação. É quando o passado eclode com muito 
mais força dentro de nós e esta glândula, tão pequena, começa a 
exercer esse magno papel de despertar em nós as nossas reais 
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qualidades, boas ou más, reunidas ao longo das nossas vidas 
pregressas. Motivo de o adolescente ser tão complicado dentro de si. 
Nessa fase, o ser encarnado começa a recapitular a sua sexualidade, a 
examinar o inventário de suas paixões vividas em outras épocas e 
quando lhe aparecem fortes impulsos. Eis o motivo de afirmarmos 
que o impulso da sexualidade está no espírito. A ciência, entretanto, 
não chegou ainda, a esse ponto de conclusão. 
 
 Carbolítico-Cavernoso: é responsável pela grande atividade na 
recepção mediúnica. 
 
 Cervical ou Laríngeo: quando o envolvimento espiritual vai 
além de um envolvimento telepático, em que o centro vital (chacra) 
correspondente está sendo estimulado pelo espírito comunicante, a 
garganta do médium é tomada, mesmo que ele não queira. Ele passa a 
sentir nessa região uma pressão e é levado a falar. Isso é bem comum 
quando estamos iniciando a mediunidade e, muitas vezes, ficamos em 
conflito conosco mesmo, pois não sabemos ainda distinguir aquilo 
que é nosso e aquilo que é do espírito. Nós sentimos a pressão na 
garganta e pensamos: não vou falar porque acho que isso é meu! Mas 
será que não é do espírito? A gente sente essa pressão como que 
alguém nos forçando a falar. Isso é muito comum à maioria dos 
médiuns no início do processo de desenvolvimento. 
 
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 Cardíaco: é o plexo do sentimento. O plexo cardíaco, que 
corresponde ao centro vital cardíaco, vai se ligar ao fio fluídico dos 
espíritos que manifestam sentimento de amor. Nesse momento, sob a 
influência de espíritos de ordem superior, esse centro vital estará 
irradiando intensamente e estará vibrando também o nosso coração. O 
médium passa a sentir, então, a sensação agradável de bem-estar e de 
paz, porque esse é o chacra que ao vibrar transmite sentimentos de 
simpatia, apatia, amor, caridade ou compaixão pelos nossos 
semelhantes. Logo, a estimulação desse chacra se faz por espíritos 
superiores. 
 
 Epigástrio ou Solar: corresponde à região do estômago, onde 
se faz uma concentração maior de nervos. Nervos que vão enervar 
toda a região do abdômen, onde se encontram as vísceras e nossos 
intestinos. É nele que se faz a ligação com espíritos sofredores. O 
médium passa a sentir todo um conjunto de sensações do 
desencarnado: dores no corpo, falta de ar, angústia, choro, raiva, frio, 
calor, etc. porque nesse momento está ocorrendo o estímulo desse 
centro vital. Esse plexo é também responsável pela emoção; quando 
sentimos um susto, ele se reflete na barriga. 
 É por isso que quando o espírito está ligado ao médium e vibra 
muito esse centro vital, o médium registra todo aquele mal-estar que o 
espírito comunicante sente. É muito comum também, que nas 
reuniões mediúnicas o médium se sinta nauseado devido a toda a 
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vibração desse centro vital. Após cada reunião mediúnica, o médium 
tem uma sensação de vazio no estômago, sensação de fome. 
 
 Médiuns, vocês são os enfermeiros, os médicos dos 
desencarnados em sofrimento, assim sendo: leiam, estudem e 
pratiquem na sua intimidade o que abaixo descrevo: 
 A ligação com o médium que seja equilibrado vai ajudar o 
espírito comunicante, pois ao mesmo tempo em que o sistema 
alterado deste, passa pelo aparelho mediúnico, a calma e o equilíbrio 
do encarnado escoam através do fio de ligação levando-lhe um pouco 
de calma e alívio para o seu sofrimento. Por isso, então, é que vemos 
o quanto é importante a atuação do médium, desde o momento da 
comunicação do espírito, porque em última análise, o médium 
também estará enviando para o espírito o seu próprio sentimento. 
 Vamos a um exemplo: 
 Determinado espírito acaba de desencarnar e apresenta-se 
derramando lágrimas, o médium, por sua vez, ao invés de transmitir o 
equilíbrio, também chora. Assim sendo, fica o médium e o espírito 
chorando juntos – que péssimo médico do espírito é esse médium. 
 
 Por isso que um médium adestrado, equilibrado no trabalho, vai 
ser o primeiro evangelizador desse espírito necessitado. 
 
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 Plexo Lombar: localiza-se na região das costas, à altura dos 
rins; correspondendo-se com o centro vital esplênico (chacra) e tem 
como sua sede o baço. 
 É no centro vital esplênico que os espíritos de ordem inferior 
se utilizam para extrair a vitalidade do organismo. Já foi dito que o 
baço tem a função de filtro do nosso sangue; ele é que vai vitalizar o 
oxigênio para o nosso organismo. Será através da vibração maior 
desse ponto vital que os espíritos de ordem inferior estarão extraindo 
essa vitalidade; haverá em consequência, repercussão em toda a 
região lombar e abdômico-genital, causando desconforto. Quando 
esse desconforto é aumentado, podemos dizer que são os espíritos 
inferiores aumentando a carga vibracional nesse centro vital – 
desvitalizando-o ainda mais. 
 
 Alguém poderá perguntar: 
 P. Se o plexo lombar está situado nas costas, não seria mais 
conveniente que o passe fosse feito pelas costas? 
 R. Nada nos impede de fazer pelas costas, mas não podemos 
esquecer que todos os plexos possuem o seu chacra correspondente e 
que eles ficam localizados na frente do corpo humano. 
 
 Sacro ou Genésico: localizado na região do períneo, está ligado 
aos grandes abusos e desvio sexual que são causados pelo 
desequilíbrio desse centro vital. Esse centro vital é influenciado pela 
ação dos espíritos inferiores, levando a desregramentos que parecem 
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simples impulsos naturais experimentando todas as sensações. É 
através desse centro vital que estão ligados os espíritos em 
desequilíbrios na esfera sexual. É por isso que muitas vezes, um 
médium que esteja em trabalho, quando ligado a esses espíritos, 
tenham alterações no campo sexual, pois esse centro vital estará sendo 
vibrado com maior intensidade pelo espírito desencarnado em 
desequilíbrio, fazendo com que o médium se ressinta nessa área em 
consequência das emanações deletérias do espírito.Eis também o motivo pelo qual eu sempre falo: o médium 
necessita conhecer bem as reações do seu organismo e do seu 
psiquismo, para saber o que realmente é seu e o que é sugerido pelos 
espíritos. 
 
 Braquial: coordena o movimento dos braços e tem grande 
participação no nosso corpo físico. Vejamos: 
 Quando a ligação do espírito se fez pelo centro umeral 
localizado na omoplata, as vibrações atingem o plexo braquial em 
questão, provocando a psicografia. É por esse caminho que quando 
estivermos exercitando as cinco fases da mediunidade, saberemos da 
possibilidade do médium ser portador ou não da mediunidade da 
psicografia ou da escrita. 
 Por esse motivo é que o médium, antes de escrever, começa a 
sentir certo adormecimento, um tremor – porque esta região está 
recebendo um impulso nervoso muito grande. 
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 O desenvolvimento dessa mediunidade pode ser imediata ou 
levar tempo. Nesse caso, o sensitivo começa rabiscando o papel, 
traçando linhas, sem nada escrever. Tem-se a impressão que o 
comunicante está treinando a coordenação muscular em conjunto com 
o futuro psicógrafo. Motivo pelo qual nada acontece imediatamente 
com esses médiuns quando estão iniciando o processo de psicografia 
– lembrando que toda regra tem exceção. 
 Quando a sintonia do médium é perfeita com o espírito 
comunicante, se reproduz muitas vezes a própria caligrafia que o 
espírito tinha quando encarnado. Acredito que via mediunidade 
inconsciente, seja mais fácil a possibilidade da fidelidade da escrita. 
 
ITEM 06 - PROPRIEDADE DO PERISPÍRITO 
 
 O períspirito é o envoltório semi-material, também chamado de 
corpo fluídico ou etéreo. Nele se encontram todos os órgãos e 
estruturas biológicas necessárias à vida no plano físico. É como um 
fio elétrico condutor, que serve para a recepção e a transmissão de 
pensamentos. A função principal do períspirito é a de servir de 
instrumento da alma em sua interação com o mundo espiritual e 
físico. 
 O períspirito possui algum peso, na matéria da sua energia de 
quinta essência, possibilitando a sua veloz e fácil locomoção? 
 Homens estudiosos afirmam que sim – pesaram o moribundo e 
novamente após o seu desencarne, assim encontraram uma diferença 
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60	
de peso de vinte gramas. Para essa “teoria” desconhecemos sua 
veracidade. Em se tratando de corpo perispiritual temos sim as 
seguintes informações: 
 
 Plasticidade: alterações morfológicas que ocorrem em função 
dos contínuos comandos mentais do espírito. 
 Outro aspecto: como exemplo a capacidade que o períspirito 
tem em materializar-se aos nossos olhos. Para se entender o fenômeno 
da materialização, podemos dizer: o espírito se veste como o homem 
veste o seu termo e assim com essa roupa fluídica/ectoplasmática, se 
coloca em condições de ser visto por olhos humanos. 
 A materialização para melhor entendimento: se pudéssemos ver 
dentro da matéria condensada, teríamos nada mais nada menos, do 
que a condensação dos átomos, que é o material elementar e primitiva 
do universo. 
 Aqui temos o motivo pelo qual o espírito desencarnado, por 
falta de conhecimento, continuar mantendo aparência e sensibilidade 
de um corpo doente, conforme enfermidade, deformações e mutilação 
do corpo físico – esse doente não sabe que Pensar é Criar. 
 
 Penetrabilidade: é a capacidade que o períspirito tem de 
atravessar corpos materiais. 
 Elasticidade: como o próprio nome diz, é a propriedade dos 
elásticos - capacidade de deslocamento e desdobramento durante o 
sono e atividade mediúnica, sempre ligado ao cordão fluídico. 
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 Absorção: É a capacidade que o períspirito tem de assimilar 
fluídos e absorver os fluídos do local em que se encontre. Funciona 
como uma esponja, absorvendo energias boas ou não. 
 Através dessas palavras “absorver fluídos’ podemos entender os 
fundamentos de outras religiões, quanto oferecem as oferendas aos 
espíritos. Não que os espíritos irão se utilizar da parte física das 
oferendas, mas absorvem os seus fluídos e energias. 
 
 Irradiação: é a capacidade que o espírito tem de projetar-se, 
irradiar-se, via seu corpo perispiritual. A fotografia Kirlian é um 
ótimo exemplo, pois consegue registrar a sua irradiação. 
 A aura que aparece na fotografia, entretanto, não é apenas 
energias em nível espiritual. Inclui também as irradiações das nossas 
próprias células físicas, que são pequenas usinas liberadoras de 
energia. 
 A fotografia Kirlian modifica-se com o nosso estado emocional 
e com o nosso estado de saúde. A sua cor caracteriza o estado 
emocional no momento em que se fez a foto. 
 Isso mostra que o nosso pensamento modifica as nossas 
energias. Porquanto os pensamentos imprimem expressões em nossa 
aura, é dessa forma que as cartomantes falam do nosso passado e do 
nosso presente, os quais ficam impressos no corpo espiritual. 
 Com essa propriedade do períspirito, há a possibilidade de se 
detectar – através dessa fotografia – doenças, mesmo antes delas se 
manifestarem efetivamente no nosso físico. Como vemos, as doenças 
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se instalam primeiramente na nossa intimidade espiritual a 
materializar-se no físico com o passar do tempo. 
 
ITEM 07 - A INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS 
 
 “A vida é constituída de pulsação e frequência. Somos energias 
vibrando, interagindo entre as dimensões nas quais estamos contidos, 
pulsando em variadas frequências, das mais lentas às mais rápidas, 
impondo ritmo e produzindo ondas. As ondas produzidas por nossos 
pensamentos, sentimentos e atitudes, viajam através das dimensões e 
nos colocam em sintonia com os espíritos afinados conosco”. 
 Para melhor compreender o que vamos dizer, é necessário 
reportar-se ao principio fundamental de que entre os Espíritos, há as 
graduações, mas em sínteses: os bons e os maus, do saber e da 
ignorância a nos rodear, uns com indiferença, outros buscando nos 
dominar afim de nos comandar e os que nos observam com intenções 
benevolentes, conforme a sua natureza. 
 Nossa alma não é nada mais do que um espírito que está 
encarnado, mas que logo mais fará parte dos espíritos desencarnados. 
 Mesmo revestidos momentaneamente de um envoltório 
material, suas relações com o mundo incorpóreo não são 
interrompidas de modo absoluto. Havendo naturalmente uma 
dificuldade maior. O ser espiritual não está prisioneiro dentro de nós, 
podemos nos distanciar, indo para lugares distantes apreciar coisas 
conhecidas e desconhecidas. 
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 O pensamento é o laço que nos une aos desencarnados e é por 
ele que atraímos os que simpatizam com as nossas ideias e 
inclinações. 
 Os espíritos que nos cercam não são passivos. Formam uma 
população essencialmente inquieta que pensa e age sem cessar, que 
nos influencia para o bem ou para o mal - conforme a lei da sintonia 
movida pelo nosso livre arbítrio. 
 Entretanto, quanto os espíritos imperfeitos solicitam alguém a 
fazer uma coisa má, por exemplo, sabem muito bem a quem se 
dirigem e não vão perder tempo onde sabem que não serão bem 
recebidos. 
 Ou seja, eles nos excitam conforme as nossas inclinações ou 
conforme nos mostramos, assim como a nossa disposição para escutá-
los. Eis o motivo do homem firme nos princípios ser imune a essas 
investidas, visto que não dá oportunidade para que as mesmas 
aconteçam. 
 Nessa relação material espiritual sutil, é claro que o médium 
deve estar mais vigilante, pelo fato da sua glândula pineal – a qual 
proporciona a ligação material-espiritual – estar mais desenvolvida.O 
médium tem a seu favor a capacidade de administrar a sua defesa com 
mais facilidade pelo fato de conhecer o mecanismo da mediunidade. 
 Em todos os momentos somos submetidos a lei da atração ou 
repulsão. Os espíritos ignorantes e maldosos se aproveitam de todas 
as falhas morais dos homens para introduzirem-se entre os 
encarnados, intrometendo-se silenciosamente em todos os atos da sua, 
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da nossa, vida particular. Na sexualidade do casal, aquecendo um 
excessivamente e sugerindo a indiferença ao outro, é o mecanismo 
para a separação: eis a necessidade de “orai e vigiai, para não cair em 
tentação”. 
 Quanto aos médiuns em sua atividade e aos postulantes da 
mediunidade, que se preparem na postura moral e nos estudos. Pois 
com esses atributos é que ele aprende a identificar e a defender-se de 
presença nociva, no local da sua profissão, nos ônibus, na rua, na sua 
residência, etc. 
 
ITEM 08 - O MÉDIUM EM ATIVIDADE NA SUA CASA 
ESPÍRITA 
 
 Os espíritos descomprometidos com a verdade não conseguem 
representar este papel por muito tempo no seio da atividade 
mediúnica, quando lá existe um dirigente experimentado e prevenido. 
Não podemos desprezar que tudo fica mais difícil para o dirigente 
quando a causa está diretamente ligada ao médium “pelo motivo de 
estar passando por problema particular complicado”. Nesse caso o 
dirigente deverá dar solução, sem melindrar o médium e não dar 
motivos do disse-me-disse, no grupo. 
 Se o médium se deixa dominar continuadamente por essa 
influência, os bons espíritos se afastam, deixando que o mesmo, na 
frieza da sensibilidade, se abata. As mesmas sensações são sentidas 
nos médiuns que se afastam das vibrações da sua casa espírita, sendo 
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comum descartar a sua mediunidade-tarefa, tornando-se evangélicos. 
Pode se dizer que esses de fato nunca foram espíritas, apenas 
tentavam acreditar. 
 Diante das negligências dos médiuns, os espíritos superiores 
assim se expressarão: se tivermos que escolher um intérprete, é 
evidente que escolheremos não apenas um homem capaz, mas 
também digno de nossa estima; não confiaremos uma delicada missão 
a um insano, acomodado, ou frequentador de uma sociedade suspeita. 
 Os espíritos superiores não escolhem um médium que tem 
afinidade com espíritos levianos para transmitir instruções sérias. A 
menos que não haja outra opção melhor no momento ou que queiram 
dar uma lição ao próprio médium – como acontece às vezes. 
 De qualquer maneira, o médium só serve acidentalmente e é 
abandonado logo que os espíritos encontrem alguém melhor, 
deixando-o entregue às suas simpatias se ele faz questão de conservá-
las. 
 O médium perfeito seria o homem que não desse nenhum acesso 
aos espíritos maus por qualquer descuido qualquer. É uma condição 
muito difícil de preencher. Mas se a perfeição absoluta não é dada ao 
homem, sempre lhe é possível se aproximar dela através dos seus 
esforços. 
 Os Espíritos superiores levam em conta sobre tudo, os esforços, 
a força de vontade e a perseverança. 
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 Sendo a perfeição impossível, o melhor médium é então, aquele 
que der as melhores comunicações, não em termos quantitativos de 
comunicações e sim de ordem moral. 
 As comunicações boas e elevadas, nas quais nenhum indício de 
inferioridade do comunicante fosse notado, seriam incontestavelmente 
uma prova da superioridade moral do médium. 
 Pelo fato de não haver médium perfeito e grupo mediúnico 
perfeito, espíritos levianos, embusteiros e mentirosos podem misturar-
se em suas comunicações, alterando a pureza e induzindo ao erro. 
 Está aí o escolho do espiritismo, cuja gravidade muitos insistem 
em não perceber. As boas intenções e a própria moralidade do 
médium e do grupo nem sempre bastam para evitar a intromissão dos 
espíritos levianos, mentirosos, e pseudo-sábio nas comunicações que 
não se traduzem em aceitação pelo dirigente. 
 Quem não quiser ser vítima de espíritos levianos, precisa 
também julgá-los com um critério infalível: o bom senso e a razão. É 
difícil, mas é o caminho. 
 Esse bom senso consiste em analisar a linguagem do espírito, 
assim como nós, pela linguagem que reconhecemos um homem de 
bem. 
 O critério a seguir nunca usei para não criar constrangimento no 
médium, que consiste no seguinte: 
 Percebendo que algo não está correto, pedir ao espírito: diga que 
tudo que está dizendo e o que venha a dizer, é em nome de Jesus. 
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Mesmo não tendo compromisso com a verdade, ele teme pronunciar a 
palavra Jesus. Ele não aceita ser descoberto. 
 Devemos observar a sua linguagem identificando o seu caráter 
moral. O que caracteriza o espírito superior é a linguagem digna, 
nobre, sem contradição, isenta de trivialidade, marcado por um cunho 
de inalterável benevolência. Os bons espíritos aconselham, sem 
jamais ordenar ou impor. Calam-se naquilo que ignoram. 
 Já os espíritos levianos, falam com a mesma segurança do que 
sabem e do que não sabem e a tudo respondem sem se preocuparem 
com a verdade. 
 Toda expressão grosseira ou apenas inconveniente, toda marca 
de orgulho e de presunção, toda máxima contrária à sã moral, toda 
notória heresia é o sinal inconteste de má natureza, ignorância ou 
leviandade - tanto no mundo dos encarnados quanto no dos 
desencarnados. 
 É necessário pensar em tudo o que eles dizem, passando pelo 
crivo da lógica, da razão e do bom senso. Se não conseguir de 
imediato, ore e espere que logo mais tudo ficará resolvido sem 
melindrar o médium. Mesmo dizendo: não é o médium que tem tal 
procedimento e sim o espírito, na prática ele fica triste, por permitir 
tal comunicação. 
 Deus não nos deu o raciocínio sem propósito. Utilizem dele a 
fim de saber o que está fazendo. Os maus espíritos temem o exame. 
Eles dizem “aceitai nossas verdades e não a julguei”. Se tivessem, 
porém, a consciência de estar com a verdade, não temeriam a luz. 
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 O hábito de pesar as menores palavras dos espíritos, o valor do 
conteúdo - com o qual eles pouco se preocupam - naturalmente afasta 
os espíritos mal-intencionados que não viriam então, inutilmente 
perder tempo, de vez que rejeitamos tudo quanto é mau ou tem 
origem suspeita. 
 Quando aceitamos cegamente tudo quanto dizem, quando nos 
ajoelhamos ante sua pretensa sabedoria, eles abusam de nós. 
 A ciência espírita e todas as ciências filosóficas exigem uma 
grande experiência que só se adquire através de um estudo longo, 
assíduo e perseverante, com numerosas observações. 
 Ela não abrange apenas os estudos dos fenômenos propriamente 
ditos pois seria presunção julgar-se suficientemente esclarecido e 
graduado como mestre depois de alguns ensaios. 
 Não seria esta a pretensão de um homem sério, pois quem quer 
que lance um golpe de vista indagador sobre esses estranhos 
mistérios, vê desdobrar-se a sua frente um horizonte tão vasto que 
longos anos não bastam para o abranger. 
 
ITEM 09 - O ORGULHO 
	
 De todas as disposições morais, a que mais oferece entrada aos 
espíritos imperfeitos é o orgulho. Os médiuns mal fazem ideia do 
perigo que o mesmo oferece. 
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 É o orgulho que lhes dá a crença na superioridade dos espíritos 
que a eles se ligam pelo orgulho/deficiência moral. Vaidade de nomes 
famosos que eles impõem a si mesmo. 
 Desde que um espírito lhe diga: eu sou fulano. O médium ou 
dirigente orgulhoso se inclinam e não admitem dúvidas, porque seu 
amor próprio sofreria.O espírito percebe e se aproveita desse lado fraco, lisonjeia o 
seu pretenso protegido, fala-lhe de origens ilustres da qual parece ser 
o signatário. 
 Em uma palavra ele o embrulha e o leva no beiço; sua felicidade 
é ter alguém sob sua dependência. 
 Interrogamos à vários deles sobre os motivos de sua obsessão. 
Um dos mesmos assim nos respondeu: “Quero ter um homem que me 
faça a vontade. É o meu prazer” 
 Quando lhe dissemos que íamos fazer de tudo para descobrir os 
seus artifícios e tirar a venda dos olhos do seu oprimido, ele disse: 
“lutarei contra vós e não tereis resultados, porque farei coisas tais que 
ele não acreditará em vocês” eis a mais terrível das obsessões – a 
fascinação. 
 É uma tática, um método profundo desses espíritos malfazejos - 
inspiram a desconfiança e o afastamento das pessoas que os podem 
desmascarar e dar bons conselhos. 
 Todo espírito que insufla a discórdia, que excita a animosidade, 
que alimenta desentendimento, revela por isso mesmo sua natureza 
má. 
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 Seria preciso ser cego para não compreender isso e para crer que 
um bom espírito possa arrastar à equívocos. 
 Muitas vezes, o orgulho se desenvolve no médium à medida que 
sua faculdade cresce. Aquele que cai em tal engano está perdido, 
porque Deus lhe deu sua faculdade para o bem e não para satisfazer 
sua vaidade ou transformá-la em escada para a sua ambição. Esquece 
que esse poder do qual se orgulha, pode ser retirado a qualquer 
instante e que, muitas vezes, só lhe foi dado como prova. Assim como 
a fortuna para certas pessoas. Se dele abusa, os bons espíritos pouco a 
pouco vão se afastando do médium até o abandono total, aí sim, ele se 
torna joguete de espíritos levianos, que o embalam em suas ilusões, 
satisfeitos por terem vencido aquele que se julgava forte. 
 Foi assim que vimos o aniquilamento e da perda das mais 
preciosas faculdades que, sem isso, teriam torando-se os mais úteis 
auxiliares. 
 Infelizmente, o orgulho é um dos defeitos que somos menos 
inclinados a reconhecer em nós. 
 Diga a um médium que ele se deixa conduzir como uma criança. 
Ele virará as costas, dizendo que sabe conduzir-se e que a pessoa é 
que não está vendo as coisas claramente. Diga a determinado homem 
que ele é bêbado, debochado, preguiçoso, incapaz e imbecil, ele pode 
rir ou concordar! Diga que ele é orgulhoso, ficará zangado. 
 Nesse caso, os conselhos se tornam mais difíceis a medida que o 
médium vai evitando as pessoas que os possam ajudar. Fogem de uma 
intimidade que temem. 
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 Os espíritos, sentindo que os conselhos são golpes desferidos no 
seu poder, empurram o médium orgulhoso na direção daqueles que 
possam alimentar ainda mais as suas ilusões. 
 Diante disso, é quase inútil falar das outras imperfeições morais, 
tais como o egoísmo, a inveja, o ciúme, a ambição, a cupidez, a 
dureza de coração, a ingratidão, a sensualidade e etc. 
 Para repelir esses espíritos, não basta lhes dizer para ir embora. 
 É necessário fechar-lhes as portas do desequilíbrio psicológicos 
e os ouvidos, provar que somos mais fortes - o que seremos 
incontestavelmente pelo amor do bem, pela caridade, doçura, 
simplicidade, modéstia e interesse, qualidades que nos atraem a 
benevolência dos bons espíritos. 
 Que os médiuns não fiquem assustados, demasiado da 
severidade do que acabamos de falar. Estas são lógicas, realidades 
com as quais devemos convir e nos adaptar. Seria um erro desanimar. 
É certo que as más comunicações que podemos receber são índices de 
alguma fraqueza, mas nem sempre são sinais de indignidade. 
 Essas dificuldades existem desde o tempo de Kardec, mas temos 
que registrar que nas Casas Espíritas onde o estudo é sério, essa 
situação já está controlada. A não ser que o médium não leve a sério 
sua própria reforma íntima e escolha por manter-se na linha do 
orgulho e de postura imoral no trato com a prática sem 
responsabilidade da sexualidade. 
 
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 ITEM 10 - SÍNTESE DA FILOSOFIA DO PASSE 
 
 Apresentamos essa síntese do passe por dois motivos: 
1. Todos que pertencerem ao grupo do Desenvolvimento 
Mediúnico devem tornar-se trabalhadores na área do passe 
também; 
2. Aqueles em que a “mediunidade tarefa” não se apresentar, 
têm a oportunidade de exercer a mediunidade do amor, 
trabalhando no passe. 
 
 Todo ser vivo irradia a energia dos equipamentos da sua 
condição física e, no caso especial as criaturas humanas, através do 
períspirito, essa exteriorização forma a aura. Esse campo de irradiação 
tanto recebe como transmite as energias que procedem do espírito nos 
seus elementos essenciais. 
 O períspirito é o grande mediador. Por seu intermédio se 
expande a irradiação que lhe é própria e a captada. 
 Vocês estudantes, ao dedicarem-se à doação bioenergética 
propondo-se ao objetivo de cura através do passe, pode e deve fazê-lo, 
observando, no entanto, alguns requisitos essenciais: 
I. Cumpre buscar o equilíbrio das forças psicofísicas, que 
procedem de uma vida mental correta, com a consequente 
conduta moral equilibrada. Ninguém doa algo bom se não 
o tem em si mesmo; 
 
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II. É necessário ter disciplina espartana em relação à bebida 
alcoólica, ao fumo, no comportamento sexual e na 
alimentação; 
III. O esforço no exercício da bondade, da abnegação e 
sobretudo, do sentimento de amor, devem ser 
especialmente dirigidos aos dependentes do passe e seus 
agregados desencarnados. 
 
 O paciente por sua vez, tem como dever, o intuito de 
transformar-se interiormente para manter uma receptividade mental e 
emocional o melhor possível ao auxílio que lhes é dirigido. Deve 
buscar a auto iluminação. 
 Quando os recursos do passe restituem a saúde, é porque o 
paciente está inserido na lei maior do mérito, funcionando em 
decorrência da conduta renovada. 
 Não obstante sejam conhecidas várias técnicas para a aplicação 
do passe, não se deve deixar de observar a simplicidade do ato com a 
predominância do amor, a fim de que a preocupação exagerada com a 
forma não resulte em prejuízos ao conteúdo. 
 Jesus tocava os seus enfermos, pensava neles, usava recursos 
incomuns e os curava, restituindo-lhes o equilíbrio e a sanidade. No 
entanto, todos desencarnavam no momento próprio, visto que a vida 
plena é a do espírito e não a do corpo físico. 
 O passe é uma vigorosa terapia nos estados obsessivos. Isso se 
dá porquê fortalece o paciente, ensejando-lhes recursos fluídicos para 
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a competente mudança de atitude mental e moral em relação ao seu 
perseguidor. 
 A repetição da terapia e a renovação moral do enfermo são os 
elementos facilitadores da sua recuperação. Quanto ao perseguidor, 
após o diálogo fraterno oferecido pelo dirigente dos trabalhos 
mediúnicos, acaba desistindo do esforço a que se fixava. 
 Após o atendimento às pessoas que buscam o passe, os médiuns 
do trabalho mediúnico - da nossa casa espírita - reúnem-se em seguida 
em processo de orientação aos espíritos que estavam atrelados com as 
pessoas, sem, contudo, ter o interesse de identificar qual pessoa ele 
perturbava. 
 Dessa maneira, a ajuda se torna dupla, pois ajudando o doente 
desencarnado, estaremos ajudando a pessoa doente que passou pelo 
passe. 
 Como já foi registrado, não se faz necessário que o passista seja 
médium ostensivo para que possa dedicar-se ao ministério da 
fraternidade e da caridade, mas quanto mais energia de efeito físico 
for portador, melhor resultado terá. 
 A medida que se dedique ao bem, suas faculdadescurativas 
podem se desenvolver, permitindo-lhe então concomitantemente 
perceber com nitidez e consciência e intuição dos Bons Espíritos - que 
estão sempre ao lado de todo trabalhador do bem. 
 Esse auxílio magnético é oriundo da própria natureza humana, 
tornando-se fluídico ante a contribuição dos espíritos que cooperam 
na ação do passe. 
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 A Mente do passista tem papel de alta importância para o 
resultado do passe. Com objetivos superiores, ele se torna o dínamo 
gerador da energia salutar que deve ser canalizada para os enfermos. 
Desse modo, os pensamentos de encarnados ou desencarnados agem 
sobre os fluídos. 
 A aplicação da bioenergética em forma de passe – quando sob a 
inspiração do bem – é terapia de fácil alcance e contribui 
admiravelmente para o equilíbrio, a saúde e bem-estar de todas as 
criaturas, tanto aos que doam quanto aos que recebem. 
 No exercício dessa atividade do passe, a mente desempenha 
papel importante, visto que sempre segue na frente com a função de 
idealizadora. 
 
 ITEM 11 – O CARÁTER MORAL DA MEDIUNIDADE 
 
 A mediunidade não pode se esquecer da educação como 
primeiro sinal de ascensão espiritual. O médium disciplinado anda 
sempre seguro dos seus dons e sabe estar em comunicação pela lei de 
atração dos semelhantes. 
 Para adquirir a simpatia dos benfeitores espirituais e obter 
mensagens edificantes deles, o único jeito é através da moral, que 
corresponde a grandeza da alma. 
 Os espíritos superiores não se ocupam e nem perdem tempo com 
quem não deseja melhorar, evitando pautar a sua vida dentro das 
virtudes evangélicas. 
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 Quem ainda não se encontra envolvido com os agravos dos seus 
companheiros, perde a visão e distorce os sentimentos de amor, 
embriagando-se nas paixões inferiores. As injúrias preparam terreno 
para a violência e campo aberto para a inimizade. 
 Se o médium já se inteirou da responsabilidade do uso das suas 
faculdades e do intercâmbio com os espíritos, as entidades que lhe 
darão alegria e bem-estar serão os espíritos bons e, certamente, para 
atraí-los é necessário buscar alegria no coração, a alegria do Cristo e 
bondade evangélica - esforçando-se sempre para a autoeducação e 
buscando firmemente a instrução séria com os bons espíritos e com 
pessoas sérias. 
 É necessário que não fique somente nas buscas, mas que 
também repasse aos outros as lições aprendidas. A luta da reforma 
íntima é constante, pois a natureza é dinâmica. Um dia seremos 
Francisco de Assis, como também um ser angelical, mesmo que em 
um futuro muito distante. O mais difícil é o primeiro passo. 
 O médium tem que ser confirmado no bem, vigiando o seu 
mundo íntimo. Não deixando surgir o desespero, quando lhe parecer 
que a assistência do mundo espiritual se silenciou, o que não é 
verdade. Podemos dizer que essa “ausência” é uma pedagogia 
educativa do mundo superior. Pois até as vozes que Joana D`Arc 
ouvia constantemente, silenciaram-se no momento da sua condenação 
à fogueira, ressurgindo mais adiante esplendorosamente. É necessário 
que se tenha paciência e que se prossiga na procura de onde servir 
com mais eficiência. Nesses momentos de dificuldade podemos sim 
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dizer: Jesus, se possível, eu gostaria que receber a bênção de tal coisa 
(....). 
 
 A perfeição é a soma de todas as virtudes ensinadas e 
vivenciadas pelos benfeitores. Mesmo sentindo-nos longe desse 
estado de vivência, não é por isso que devemos esmorecer na busca. 
 A perseverança serve para mostrar que compreendemos os 
ensinamentos de Jesus, o qual não deu sinal de desânimo, mesmo ao 
entregar-se aos braços da cruz e dizer: 
 “Pai perdoe-os, eles não sabem o que fazem”. 
 
 O médium se encontra a caminho, com a cruz das provações, 
para que projete na intimidade do seu coração a luz através da 
resignação, da dor e dos sacrifícios quando bem compreendidos. 
 O homem, ao buscar evangelizar-se, acelera o encontro com os 
seus problemas, acelerando também, conseqüentemente, a sua 
libertação. 
 Quem acelera, liberta-se com mais rapidez dos seus problemas. 
Os que hoje estão protelando, estarão no momento certo enfrentando 
suas provações. Ao passo que eles estarão apenas começando nas suas 
provações, nós já estaremos saindo, pois quem sofre com sabedoria 
encurta o caminho para a libertação - como é bom acelerar a nossa 
posição de vanguarda. 
 Alguém poderá questionar: 
 Para sermos cristãos, temos que sofrer? 
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 Não. Mas sofre-se. A natureza sofre, os oceanos sofrem, os 
animais sofrem e principalmente: os homens de bem sofrem. Fomos 
criados simples e ignorantes, para adquirirmos valores morais e 
sabedoria temos que passar pela experiência. O que retarda a nossa 
emancipação espiritual são os miasmas de milênios que ainda 
acalentamos em nossa intimidade. 
 Quando a lei maior do pai nos brinda com a dor, ela atua como o 
esmerilho que tem a capacidade de plainar as nossas deficiências 
morais. 
 
 Por que o homem de bem sofre? 
 Porque ele é sensível. Assim foi no ontem e no hoje. 
 O homem bruto não sofre culpa moral? 
 Às vezes não, às vezes sim. Mas sempre coloca a culpa nos 
outros, em quem o prendeu, no Juiz que o condenou. Ele ainda não 
sente a culpa da consciência. 
 
 Quem se educa na moral do cristianismo, é um ser de coração 
cristianizado, pois pratica e conhece a fonte de onde nasce o amor de 
Deus. Ele já sabe esquecer os ultrajes, não mais descerá ao padrão 
vibratório dos ofensores para não se fazer igual, lembrando sempre 
que no momento difícil estaremos sempre só. Com isso, terá a 
oportunidade de aprender pelos menos os princípios do amor e da paz. 
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 Não fugirá dos seus problemas, pois a solução do obstáculo se 
encontra dentro dele: essa é a tarefa mais sublime do bom médium, do 
bom cristão e um dos caminhos para a plenitude mediúnica. 
 Quem vive o Cristianismo já aprendeu que não estamos aqui 
para ficarmos livre dos problemas, mas sim para administrá-los com 
sabedoria. Sabe que não somos colocados aqui para sermos um 
turista, mas sim um aprendiz - pois a terra é a grande escola de nossas 
almas e cada um de nós está matriculado no: 
• Lugar certo; 
• Na família certa, mesmo sendo uma família problema; 
• Nascido no país certo; 
• Morando no estado e cidade certa; 
• Exercendo a profissão certa; 
• Bem-sucedido ou não na profissão; 
• Enfim, tudo está certo, o criador não erra. 
 
 Médiuns, vigilância nos seus pensamentos, para que no silêncio 
do seu coração possa se comportar como se estivesse na presença do 
Cristo. Deve vigiar também a sua boca, para que ela seja disciplinada 
nas palavras que dos outros ouvirão. 
 O médium deve comungar com a perfeição e prosseguir sempre 
com a força da disciplina, para que cresça em si uma educação 
espiritual. No arrojo dessa vida, mostrará a Jesus o que fez pela paz 
interna, que se reflete em tudo e em todos que toca. 
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80	
 “Fazer da mediunidade uma luz e para tanto, ter como base o 
Cristo de um lado e Kardec do outro. Seu coração deve brilhar na luz 
de Deus” – espírito Miramez. 
 
 Cada criatura, com os sentimentos que lhe caracterizam a vida 
íntima – a qual emite raios (energias) específicos – vive na onda 
espiritual com a qual se identifica. Assim exposto, fica fácil dizermos: 
sem noção de responsabilidade, devoção à prática do bem, amor ao 
estudo da ciência e filosofia espírita e sem esforço perseverante em 
nossaprópria lapidação moral, é impraticável a peregrinação 
libertadora para os cimos da vida. Cada mente com os seus raios, 
personalizando observações e interpretações. 
 Sintetizando: cada mente com os seus sentimentos quanto a 
mediunidade. 
 
 O futuro pertence ao espírito! – Estando encarnados ou não, 
querendo ou não, somos espíritos. E meditando no amanhã da 
coletividade terrestres, André Luiz organizou o livro “Nos Domínios 
da Mediunidade”, compreendendo cada vez mais a importância do 
intercâmbio espiritual entre as criaturas. 
 “É certo que essas tarefas reclamam sacrifícios e se constituem, 
muitas vezes, de provação de seus devedores, é ele o trabalhador que 
faz jus ao acréscimo de misericórdia prometido por Mestre a todos os 
discípulos de boa vontade” (Emanuel). 
 
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 No livro “Mediunidade e Evolução”, de Martins Peralva, consta: 
Evangelho, Espiritismo e Mediunidade, ele assim se expressa: 
 “Todo aquele que sente em grau qualquer a influência dos 
Espíritos é, por esse fato, médium”. Eu acrescento: eis o entendimento 
de que em toda obsessão, existe um fundo mediúnico. Não estou 
entrando no detalhe da pessoa portadora de mediunidade tarefa. 
 Generalidades da mediunidade: 
Ø (...) Os médiuns em sua generalidade, são Espíritos que 
resgatam débitos do passado; 
Ø (...) Mediunidade é talento comum a todos; 
Ø (...) O médium é alguém observado e aproveitado pelos 
Espíritos desencarnados com os quais se afina; 
Ø (...) Mediunidade ostensiva no presente é débito do passado; 
Ø (...) Mediunidade é atributo peculiar ao psiquismo de todas as 
criaturas; 
Ø (...) Mediunidade, pois, é meio de comunicação – entre o mundo 
espiritual e o mundo físico –, convivência e intercâmbio; 
Ø (...) Desenvolvimento mediúnico e aplicação das 
potencialidades divinas: vós sois deuses - disse Jesus. 
Ø (...) Sob o ponto de vista do mecanismo da comunicação a 
mediunidade, em si mesma, não depende do fator moral; 
Ø (...) Sob o ponto de vista da assistência espiritual, contudo, o 
fator moral é indispensável. Médiuns moralizados contam com o 
amparo de Espíritos Superiores; 
 
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82	
Ø (...) Não promovam médiuns moralizados a médiuns 
santificados; 
Ø (...) O médium moralizado terá a vida de um homem de bem. 
Será humilde, paciente, perseverante, bondoso, estudioso, 
trabalhador, desinteressado; 
Ø (...) O ensino de Jesus, aplicado à mediunidade, é claro: dai de 
graça o que de graça recebestes; 
Ø (...) O exercício mediúnico deve ser realizado com amor. É 
missão sagrada no auxílio ao próximo, em nome de Jesus; 
Ø (...) O Espiritismo oferece regras normativas para o bom 
exercício da mediunidade, tornando-se fonte de luz e 
esclarecimento. Acrescento: eis o Consolador prometido por 
Jesus; 
Ø (...) O conhecimento doutrinário facilitará o exame das próprias 
comunicações; 
Ø (...) O conhecimento do Espiritismo é essencial para não se 
caminhar sem rumo; 
Ø (...) Espiritismo: dignificação da tarefa, para honrar a confiança 
da Espiritualidade; 
Ø (...) Com as luzes da Doutrina Espírita, o médium educar-se-á 
para vigiar as próprias comunicações e aplicar sua faculdade 
para o bem de todos – uma beleza que quase sempre é 
desprezada; 
Ø (...) As tarefas mediúnicas requerem assiduidade, pontualidade, 
fidelidade, a Jesus e a Kardec (Livro Conduta Espirita); 
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83	
Ø (...) O conhecimento e a prática da Doutrina dos Espíritos 
conscientizam o médium quanto à missão de amor suscitada 
pela oportunidade do intercâmbio com o Plano Espiritual; 
Ø (...) Mediunismo - dá a ideia de que o médium tem parte ativa 
dos fenômenos, segundo o “Dicionário Espiritismo, 
Metapsíquica e Parapsicologia” de João Teixeira de Paula, ele 
assim se expressa: “na minha definição particular, 
“mediunismo” podemos usar para o médium que não estuda o 
fenômeno da mediunidade – os médiuns da umbanda por 
exemplo – e não para os que estudam o mecanismo da 
mediunidade. Quem estuda é médium confiável, o mesmo não 
podemos dizer quanto aqueles que não estudam; 
Ø (...) “Mediunismo sem Evangelho é fenômeno sem Amor”, 
dizem os Amigos Espirituais; 
Ø (...) Mediunismo sem Doutrina Espírita é fenômeno sem 
esclarecimento; 
Ø (...) Já o mediunismo com o Espiritismo, mas sem Evangelho, é 
realização incompleta. 
Ø (...) Mediunismo com Evangelho e sem Espiritismo é, também, 
realização incompleta; 
Ø (...) Os benfeitores espirituais estudam sempre, para se 
tornarem mais úteis no esclarecimento e no consolo; 
Ø (...) Nós, encarnados, devemos também estudar e servir, a fim 
de que a mediunidade não seja fenômeno sem amor e sem 
esclarecimento, mas garantia de triunfo com Jesus e Kardec; 
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84	
Ø (...) A mediunidade disciplinada e orientada para o bem, faz 
com que os que entendem por mistérios percam as suas 
intrincadas indumentárias; 
Ø (...) A mediunidade permite que esse ser humano sempre carente 
de ajuda passe ao nível de cooperador, socorrendo e auxiliando 
os espíritos ignorantes quanto a sua realidade de forma para que 
seja diminuída a expressiva massa dos infelizes que se encontra 
em doentia parceria com os encarnados; 
Ø (...) O espiritismo/a mediunidade, desvelam a imortalidade que a 
todos aguarda e transforma o objetivo psicológico existencial do 
ser humano – já não satisfazem as honrarias enganosas; 
Ø (...) O espiritismo/a mediunidade, descortinam no homem as 
aspirações do hoje para o sempre, no momento do desejo para o 
tranquilo fluir da paz; 
Ø (...) O espiritismo/a mediunidade, informam que o ser humano, 
quando exausto, bate às portas dos Céus suplicando apoio e a 
Divindade concede-lhe as bênçãos do trabalho e da iluminação, 
a fim de libertar-se da opressão que se tem permitido; 
Ø (...) O espiritismo/a mediunidade, esclarecem que as ameaças de 
extinção da vida cedem lugar para que ocorra o desaparecimento 
do mal; 
Ø (...) O espiritismo/a mediunidade, de outra dimensão com 
espíritos nobres, descem às sombras terrestres atendendo ao 
apelo de Jesus, a fim de contribuírem em benefícios dos seus 
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85	
irmãos de retaguarda, no grande e decisivo momento de 
regeneração do planeta; 
Ø (...) O espiritismo/a mediunidade, nos dão entendimento que 
diluem as sombras da ignorância, embora persistam alguns 
desmandos do vandalismo de breve duração e a vitória do bem e 
do amor torna-se incontestável. Em triunfo instala-se o 
amanhecer de uma nova era; 
Ø (...) A mediunidade é uma porta colocada entre duas posições 
vibratórias, produzindo fácil intercâmbio. Preservá-la a qualquer 
custo enquanto luz a oportunidade, é relevante e inadiável dever; 
Ø (...) O correto exercício da mediunidade dar-te-á inefáveis 
alegrias na terra e após deixares a roupagem carnal; 
Ø (...) A mediunidade, após extraídas as superstições e retiradas às 
informações do sincretismo religioso negativo, é faculdade 
paranormal com que te provê a Divindade para a conquista de 
inexcedíveis valores. A mediunidade espírita, porém, é a que 
faculta o intercâmbio consciente e responsável entre o mundo 
físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela 
recuperação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo 
que abre à criatura os horizontes luminosos para a libertação 
total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, 
gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que 
ninguém pode prescindir; 
Ø (...) São difíceis de enumerar os padecimentos morais e físicos 
dos que se engalfinham nas jornadas da loucura, mediante fugas 
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86	
espetaculares à responsabilidade, sob a injunção da mediunidade 
perturbada. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 São quatro horas da manhã – e aqui estou: 
 Alegre por saber que após sessenta anos de observação 
assimilando na prática o universo do desenvolvimento mediúnico, 
estou copilando informações e refazendo várias vezes esse material – 
até porque a dinâmica do espiritismo nos últimos tempos é muito 
acentuada. Não levando em consideração que a moda era a máquina 
de escrever, que não tinha o recurso do deletar ou acrescentar. A 
minha redação era nas madrugadas e só ia dormir quando ouvia o 
barulho do Avião da TAM, que se preparava para a decolagem, rumo 
à São Paulo. 
 Esse material é fruto de um dossiê de entendimentos diversos 
com os objetivos de: 
I. Oferecer material para que o aluno, ao ler, seja levado a 
incorporar o sentimento cristão em seu coração. 
Mediunidade sem sentimento cristão não é mediunidade 
com o Cristo e sem estudo não é mediunidade e sim 
mediunismo; 
II. Despertar no aluno o desejo de buscar a pratica da moral 
cristã; 
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87	
III. Oferecer diálogo fraterno com os necessitados 
desencarnados; 
 
 Esse dossiê deságua diante do mecanismo das manifestações 
mediúnicas. 
 Senhores alunos, recebam esses escritos, conscientes de que 
terão em mãos um dos maiores tesouros – que ladrão não rouba e as 
traças não corroem. Esse dossiê tem o poder de torná-los 
espiritualmente adultos, nessa vida e após essa vida. Sem 
conhecimento e vivencia apresentar-se-ão engatinhando como 
crianças espirituais. 
 Dou-me por satisfeito pelo que foi feito até agora, e que outros 
venham a melhorar aquilo que eu não soube fazer. 
 Estou alegre por oferecer a síntese desse longo trabalho a vocês 
estudantes, espero que os quais, em um curto espaço de tempo possam 
entender e vivenciar o que eu necessitei de anos de peregrinação entre 
grupos mediúnicos e leitura de aproximadamente seiscentos livros 
espíritas – não específicos na área mediúnica. 
 Sei que muitos vão estudar e que outros vão apenas ler, 
conseqüentemente, enganando a si mesmos. Fico triste por saber do 
não aproveitamento de muitos alunos quanto ao tesouro que lhe é 
oferecido: emancipação espiritual, adquirindo luz para o seu coração. 
O desprezo ao estudo determina a falência moral nessa existência. 
 Observação: Aos senhores dirigentes - nessas apostilas tenho 
que estabelecer uma metodologia em nome da disciplina. Porém peço 
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88	
que entendam a necessidade de certa flexibilidade, pois tive que 
entender que uma coisa é por no papel, outra completamente diferente 
é o que se apresenta na prática. 
 No início, tudo é dentro da metodologia, inerentes com as 
respectivas fases, das etapas: primeira e segunda. 
 Após os primeiros quatro exercícios da fase “percepção dos 
fluídos” e muitas outras orientações em torno da mediunidade, 
ofereço ao grupo o aprendizado prático. Na sequência, após o final 
dos estudos, é quando convidamos determinado médium experiente a 
dar passividade aos espíritos doentes e necessitados. 
 A participação desse médium é para que os estudantes, desde 
cedo, observem a beleza do exercício da mediunidade e que 
conheçam a sua função como médium a ser exercida logo mais. 
Assim, que o mesmo médium autorize o encerramento da reunião e se 
o mentor espiritual desejar, que faça as considerações finais. 
 
 Agora vamos às dificuldades no sentido de aplicar a 
metodologia após algum tempo: 
a. O grupo se encontrava no meio do curso da primeira etapa, 
quando nesse ínterim alguém da própria casa pede socorro 
urgente diante da mediunidade que esta a se manifestar; 
b. Determinado estudante, movido pela profissão a ser 
exercida em cidade distante, nos comunica que tem que se 
ausentar por trinta dias; 
 
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89	
c. Outras pessoas vêm até nós – através de informações de 
pessoas – desesperados porque para elas o fenômeno da 
mediunidade é natural e as casas espíritas exigem estudos 
de alguns anos. Meu Deus! Cada caso é um caso, mas 
vamos acolher essas pessoas e educar essa mediunidade 
em paralelo ao estudo do “Livro dos Espíritos” e “Livro 
dos Médiuns”. 
d. Outros chegam já psicografando, desde o primeiro dia. 
Nesses casos é justo forçar a cumprir o objetivo da 
metodologia, ao pé da letra? Aguardando a segunda etapa 
que no mínimo será após seis meses? 
 
 Segunda etapa: 
Ø Psicografia; 
Ø Vidência; 
Ø Audiência. 
 
Qual é a solução que encontramos? 
 Fazer o mesmo que os professores faziam no meu tempo de 
grupo escolar: mesmo ano, dividindo em turma “A”, “B” e “C”. 
 Quanto ao psicógrafo, adotei o seguinte: no final da reunião, 
enquanto o médium atende o espírito doente, o candidato a 
psicografia faz o seu exercício. Sendo que na etapa segunda esse 
aluno passa pelo processo de avaliação e testes quanto ao fenômeno 
da sua psicografia. 
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 Eu pensava, que tudo estava ajustado: pedirá aos dirigentes 
espirituais que apenas espíritos sofredores fossem encaminhados para 
o atendimento e aprendizado dos alunos. 
 Logo o engano: a espiritualidade nos encaminha espíritos muito 
rebeldes. A espiritualidade, percebendo a minha preocupação diante 
do grupo em período de estudos, envia em meu socorro um querido 
amigo, que assim se expressou: da nossa parte tudo é planejado do 
lado de cá, se são encaminhados até você é porque está preparado 
para o diálogo esclarecedor e as vibrações do grupo atendem as 
necessidades do momento. 
 Motivo de dizer: a linha mestra eu adoto em todas as etapas, 
administrando os imprevistos dentro da segurança e da flexibilidade 
possíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CADERNO B 
	
 ÍNDICE	
CADERNO	B	 91	
CONSIDERAÇÕES	GERAIS	 93	
ITEM	01	-	ESPÍRITISMO,	MEDIUNIDADE	E	MÉDIUNS	 94	
ITEM	02	-	SINTOMAS	DA	MEDIUNIDADE	 100	
ITEM	03	-	COMENTANDO	A	OBSESSÃO	 105	
ITEM	04	–	FENÕMENO	DE	EFEITO	FÍSICO	 107	
ITEM		05	-	OS	ESPÍRITOS	 108	
ITEM		06	-	ORIGEM	DO	HOMEM	NA	TERRA	 110	
ITEM		07	–	A	PARTICIPAÇÃO	DOS	ESPÍRITOS	NA	VIDA	DO	ENCARNADO	 113	
ITEM		08	-	DESBRAVANDO	A	MEDIUNIDADE	 114	
ITEM	09	-	O	MÉDIUM	 117	
ITEM	10	-	FENÔMENO	MEDIÚNICO	 121	
ITEM	11	-	QUANTO	A	NATUREZA	DA	MEDIUNIDADE	 139	
ITEM	12	-	FENÕMENO	PARCIALMENTE				ANÍMICO/MEDIÚNICO/MISTO	 144	
ITEM	13	–	ESTUDANDO	OS	FENÔNEMOS	RELACIONADOS	A	VIDÊNCIA	 161	
ITEM	14	–	FENÔMENO	DE	LUCIDEZ	 183	
ITEM	15	-		MEDIUNIDADE	NATURAL	 189	
ITEM	16	–	MEDIUNIDADE	NO	ENTENDIMENTO	CRISTÃO	 193	
ITEM	17	–	COLETÂNEA	DE	INFORMAÇÕES	 198	
ITEM	18	–	TRANSICÃO	PLANETÁRIA	 211	
ITEM	19	–	INFORMAÇÕES	HISTÓRICA	DA	MEDIUNIDADE	 220	
ITEM	20	–	APOMETRIA	 222	
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92	
ITEM	21	-	A	EFICIÊNCIA	NO	TRABALHO	MEDIÚNICO	 248	
ITEM		22	-	CONHECENDO	MELHOR	O	FENÔMENO	MEDIÚNICO	 259	
ITEM	23	-	FINALIDADE	DAS	REUNIÕES	MEDIÚNICAS	 261	
ITEM	24	-	MÉDIUM,	PESSOA	INTER	EXISTENTE	 268	
ITEM	25	–	INTRODUÇÃO	AO	DESENVOLVIMENTO	DAS	5	FASES	 270	
CONSIDERAÇÕES	FINAIS	 273	
	
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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93	
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
 Adentraremos no universo mediúnico, primeiramente 
preparando o candidato no aprendizado teórico, desaguando na 
eficiência, na flexibilidade mediúnica, autocontrole e nas nuanças do 
seu exercício mediúnico, a serem utilizados pelo médium até o final 
da sua vida. 
 Até aqui, procurei conduzir a todos para que individualmente 
cada um de vocês tenhalapidado os seus sentimentos. Após essa 
lapidação pessoal, chegou o momento de nos unirmos e formarmos 
um grupo com valor cristão. Sem essa união cristã não seremos um 
grupo e quem não compartilhar com esse desiderato, pode pensar 
pertencer ao grupo, mas estar no grupo não quer dizer pertencer ao 
grupo. 
 Assim sendo, que cada um se pergunte: 
 Qual o motivo de Deus nos reunir nesse estudo mediúnico? 
 Qual a minha obrigação com a minha consciência? 
 
 Lamentavelmente, “muitos serão chamados e poucos os 
escolhidos, pelo fato de não persistirem até o final” – disse Jesus. 
 Outro aspecto de muita relevância é entender que todos nós 
estamos fugindo do Cristianismo há mais de dois mil anos e que esta é 
a ultima oportunidade. Caso contrário só Deus sabe – “Espiritismo, 
uma nova era para a humanidade”. 
 
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94	
ITEM 01 - ESPÍRITISMO, MEDIUNIDADE E MÉDIUNS 
 
 Os médiuns são enfermeiros, são os médicos dos desencarnados. 
Por isso devem ler, estudar e praticar em sua intimidade a seguinte 
realidade: 
 Pelo processo do choque anímico produzido pela aceitação da 
presença do espírito necessitado podemos dizer que o doente 
desencarnado consegue sentir, pensar e ver com maior lucidez através 
do médium. É dessa forma que estamos oferecendo o primeiro 
socorro, estabilizando o paciente, comparando com o atendimento do 
SAMU-ESPIRITUAL, que após as providências iniciais, encaminha o 
paciente ao hospital – no caso hospital espiritual. 
 A partir disso, fica possível perceber a importância da atuação 
do médium desde o momento da comunicação do espírito, visto que o 
médium estará enviando para o espírito o seu sentimento, com 
equilíbrio. 
 Um exemplo de como não se deve comportar o médium: 
 Determinado espírito acaba de desencarnar e apresenta-se 
derramando lágrimas. O médium, ao invés de transmitir o equilíbrio, 
também chora. É por isso que o médium adestrado e equilibrado no 
trabalho, se faz o primeiro evangelizador desse espírito necessitado. 
 
 P. Por que há mediunidade na terra? 
 R. A mediunidade existe desde que o homem existe na Terra. 
Progrediu após a rogativa de Jesus ao pai, assim finalmente chegaram 
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95	
os dias em que o espírito passou a derramar-se sobre toda a carne; em 
que os céus se abriram revelando seus segredos, para que as 
promessas não sejam palavras vãs, mas encontrem por fim, seu tão 
postergado cumprimento. 
 O espiritismo sempre progride e se difunde, não tanto pelo 
esforço e sacrifício deliberado dos médiuns ou pelos que 
desconhecem, mas sim pelos que querem conhecê-lo, que o estudam, 
investigam e assim derrubam as barreiras do misticismo. 
 Os espíritas e os médiuns são os trabalhadores da última hora, 
para os quais o salário é o mesmo que para os antigos – desde que 
faça nesse pouco tempo o que não fez em longas existências. 
 Esses acontecimentos serão intensificados nesse século, 
tornando-se realidade comum entre os homens no decorrer desse 
terceiro milênio. Um novo espiritismo vai surgir, no amanhã da 
humanidade. 
 Para uma grande massa de espíritos está sendo concedida a 
mediunidade, com o objetivo de que ascendam no mundo todas as 
luzes desses últimos acontecimentos. 
 Esta é, pois, a principal missão dos médiuns: disseminar a luz 
nas trevas, para que todos vejam; e os que mesmo assim não forem 
tocados por ela ou a rejeitaram por um bom tempo – como a 
rejeitaram no tempo de Jesus –, pagarão bem caro por essa insistência 
na insensibilidade. 
 Sendo assim, três quartos da humanidade não farão jus de 
retornar aqui. O problema espiritual é qualitativo e não quantitativo. 
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Mas os que se salvarem desta crise, habitarão um mundo renovado, 
como uma raça de vencedores que conquistou a si mesma. 
 O espiritismo nesse mundo renovado do terceiro milênio 
vivenciará outros horizontes, outras perspectivas e amplitudes. 
Haverá conhecimentos mais dilatados no campo do espiritismo 
cósmico e sua prática não será mais condicionada a pouca inteligência 
humana e as suas imperfeições, mas será a execução consciente e 
espontânea dos ensinos do Evangelho de Jesus - será a comunhão com 
espíritos mais evoluídos. 
 Para justificar o que estamos propondo em relação ao 
Desenvolvimento Mediúnico, vamos passar uma rápida revista no que 
ocorre nos fenômenos da mediunidade. 
 P. Qual o motivo das perturbações que ocorrem no período pré-
mediúnico? 
 R. Para chamar a atenção do médium para a necessidade do 
desenvolvimento, a fim de que seja realizado em tempo oportuno e de 
forma adequada o desenvolvimento daquele que tem a 
responsabilidade com a mediunidade tarefa. Casa espírita não é 
fábrica de médiuns, mas sim responsável por lapidar e oferecer a 
preparação para tal desiderato. 
 
 O período pré-mediúnico, como vemos, é o período que 
antecede a eclosão da faculdade. Esse assunto deve ser encarado pelo 
próprio médium, tendo em vista o que se passa com ele, deve então 
decidir qual atitude tomar desde o início. 
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97	
 Quando tais perturbações surgirem em qualquer indivíduo - 
podendo ser de intensidade variada e não havendo melhoras com os 
tratamentos médicos - sugerem que não é um problema material, 
portanto, o interessado deve procurar um centro espírita idôneo, 
solicitando ajuda ou consulta espiritual - caso haja essa modalidade de 
atendimento. 
 O período pré-mediúnico representa, na verdade, o chamado 
para o amadurecimento da faculdade: chegou enfim o momento do 
seu trabalho e do seu testemunho. Sem a benção das perturbações, 
com certeza deixaríamos essa vida levando conosco o fracasso 
existencial perante a nossa consciência pelo desprezo e fuga quanto 
ao compromisso de servir ao bem. 
 O bem é a única moeda que quita os nossos débitos perante a 
nossa consciência. Por que insistir em ser o doente ao invés de buscar 
a alegria de ser o enfermeiro, o médico dos sofredores encarnados e 
desencarnados? 
 A faculdade mediúnica, tanto a natural como a de prova, não são 
fenômenos de nossos dias. Ela é tão velha quanto o próprio ser 
humano. Foi por meio delas que os espíritos sublimados puderam 
interferir na evolução do mundo, nos orientando, guiando e 
protegendo. 
 P. O que foi o dia de Pentecostal senão a eclosão da 
mediunidade oferecida pelo alto aos apóstolos e discípulos? 
 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
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98	
 R. Era tão comum a mediunidade entre os primitivos cristãos, 
que instruções mediúnicas eram enviadas às comunidades das 
diferentes cidades. 
 Acredite, à medida que o cristianismo foi se transformando em 
religião oficial, “Igreja Católica Apostólica Romana” foi perdendo 
sua espiritualidade e ganhando caráter mundano, a partir do Concílio 
de Nicéa, em 325, formaram-se duas correntes opostas: uma querendo 
permanecer no cristianismo primitivo e outra se esforçando por 
progredir financeiramente no mundo dos homens. 
 A partir daí a Igreja, esquecendo-se de três séculos de vida 
exemplar dos cristãos primitivos e, repudiando os ensinamentos do 
Mestre no seu verdadeiro sentido, consorciou-se com as forças do mal 
para obter – como obteve – o domínio do mundo pelo poder temporal. 
 O espiritismo tem a responsabilidade de tornar REDIVIVO o 
Cristianismo. A casa espírita que não dá prioridade a formação de 
grupos de trabalhadores mediúnico, não está assimilando que 
espiritismo entre filosofia, ciência e religião, tem como fundamental 
essa relação entre material e espiritual. Será que o espiritismo existiria 
se não fossem as vozes do além a manifestarem-se e seremaceitas por 
Kardec? Naturalmente não teríamos as mil obras escritas entre Chico 
e Divaldo. 
 Assim sendo, fica claro que os que hoje possuem essa 
sensibilidade já desenvolvida, colhem o que plantaram em vidas 
anteriores e recebem o resultado das experiências que já realizaram e 
das provas que suportaram. 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
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99	
 São os que, sem a coroação da dor, adotam mais depressa e sem 
discussão ou vacilação os ensinamentos da Terceira Revelação, 
porque já possuem uma afinidade espiritual mais acentuada pelas 
verdades que prega. 
 Como vemos, quando a mediunidade bate a porta, não é algo 
que devemos querer ou não. Ela simplesmente existe e, se não 
aceitarmos o trabalho junto com os espíritos superiores, teremos em 
nosso psiquismo aqueles que por serem atrasados, comungam com o 
nosso atraso e nos prejudicam. 
 Sem a mediunidade, nada se faz, senão permanecer no terreno 
das elucubrações, das concepções cerebrais. Quando algo se consegue 
de positivo que represente conquista espiritual, verifica-se logo que 
foi ainda – e sempre – com o auxílio da mediunidade, mesmo não 
percebida ou aceita. 
 Para justificar vamos rapidamente comentar no caso da 
mediunidade de incorporação – a mais comum. No plano espiritual há 
sempre um agente próximo ou distante que executa junto ao médium 
uma ação direta ou indireta, próxima ou mais afastada, quer esteja o 
médium consciente ou inconsciente, quanto ao fenômeno de 
incorporação, tomando por base a transmissão telepática; nas quais o 
agente desencarnado funciona como aparelho transmissor que, por 
vontade própria, utilizando-se da mente (órgão de funcionamento 
pouco conhecido), emitindo ideias e pensamentos, ondulações 
vibratórias, sonoras e coloridas, que ainda desconhecemos suas 
CURSO	 DE	 DESENVOLVIMENTO	 MEDIÚNICO	 -–
CADERNO	01/02			 WILSON	DA	CUNHA	
	
100	
particularidades. Ao longo do curso, nos demais cadernos, vamos 
esclarecendo o que acontece em diversos fenômenos da mediunidade. 
 
ITEM 02 - SINTOMAS DA MEDIUNIDADE 
	
	 Prezado candidato ao estudo do Desenvolvimento Mediúnico. 
Até aqui, procurei conduzir individualmente cada um de vocês a 
sentimentos enobrecidos, com a finalidade de desaguar no coletivo, 
caso contrário não podemos nos considerar um grupo. Assim sendo 
que cada um se pergunte: 
 De onde nós viemos? 
 Qual o motivo de estarmos aqui reunidos em torno do estudo 
mediúnico? 
 Qual a minha obrigação com a minha consciência antes do meu 
retorno à vida após essa vida? 
	
	 Para a nossa evolução, o criador já nos proporcionou três 
Revelações. “Haverá uma Quarta Revelação, mas essa será dada 
somente àqueles que estejam em condições de vivê-las, segundo os 
altos padrões espirituais dos mundos superiores”. 
 
 P. Há alguns sinais que demonstram a presença da 
mediunidade e o afloramento dessa faculdade, que podem variar 
segundo a sua natureza? 
 R. Sim. Vamos comentar: 
 
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101	
 Sono: 
 Os primeiros exercícios da mediunidade, tem o seu começo no 
aprendizado do espírito quando desligado do corpo físico pelo sono. 
No sono, o espírito ao ver e conviver com desencarnados, estará 
exercitando a prática no amanhã da mediunidade de vidência. 
 O sono para o corpo físico, é uma “morte aparente” de todos os 
dias, é incompleta, durante a qual o espírito não perde sua integridade, 
cessando somente a atividade dos órgãos de relação com o mundo 
exterior; mas, em compensação, para o espírito, o sono abre as portas 
da espiritualidade, uma visão mais ou menos amplas para a visão das 
estranhas cenas do mundo do além. 
 Os sonhos podem ser reais. Pois enquanto o corpo repousa, o 
espírito passa a agir no plano espiritual, no qual terá maior ou menor 
liberdade de ação, segundo sua própria condição evolutiva. Uns se 
conduzem livremente, outros ficam na dependência de terceiros, mas 
todos são atraídos para lugares que lhes sejam afins ou 
correspondentes. Estas faculdades de lucidez, tão belas e tão úteis, 
abrem ao médium educado e consciente, um mundo extraordinário de 
conhecimentos e revelações espirituais. 
 Transforma o homem em um ser diferente, visto que possui o 
poder de, mesmo quando encarnado, viver nos dois mundos. Rasgam-
se peias, etc., consegue abarcar muito do universo, lhes permitindo 
compreender muitas das grandezas da criação divina. 
 Temos também o sonho orgânico, motivado pela preocupação 
excessiva do dia, vivenciamos a nós mesmos em outra existência, e ao 
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acordar, temos a lembrança, mas não sabemos fazer a conexão com o 
presente – eis o sonho irreal. 
 
 Audição: 
 Os entendimentos são os mesmos contidos nos fenômenos de 
lucidez. Quase sempre, a audição desperta no médium que já 
manifestou a vidência, visto serem faculdades que se completam 
mutuamente. Na audiência, os sons reboam às vezes dentro do 
cérebro do médium e outras vezes são ouvidas na acústica dos 
ouvidos, mais distantes ou mais perto, segundo a capacidade de 
audição que o médium manifestar. 
 Em outra maneira, as impressões sonoras são transmitidas 
através da cortina fluídica, a qual atinge os órgãos dos sentidos e 
caem no campo da consciência física. Afeta os nervos sensoriais da 
audição, mesmo sem passar pelo tímpano, simplesmente por indução. 
O médium ouve vozes, rumores, a princípio incompreensíveis, mais 
ou menos nítidos em seguida, mesmo não se tratando de mediunidade 
auditiva. Outros padecem de zumbido nos ouvidos e há muitos que de 
tal maneira se tornam sensíveis a tal ponto de não poder conciliar o 
sono. 
 
 Ideias e impulsos estranhos: 
 Sensíveis como são os fenômenos hiperfísicos, os médiuns 
começam a perceber, nesse período pré-mediúnico, ideias estranhas, 
que lhes surgem na mente de formas às vezes obsessiva, bem como 
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impulsos de agir ou de fazer tal ou qual coisa, de que também jamais 
cogitaram. 
 Nesses momentos, devido a sua natural inexperiência, é muito 
comum sofrer influências boas dos bons espíritos, assim como dos 
inferiores. Assim sendo, é necessário vigiar sempre, interferir com a 
razão continuadamente, analisando tais ideias e impulsos, não se 
deixando levar por eles e optando sempre pelo que for mais criterioso 
e justo. 
 Do acima grifado é que as Casas Espíritas devem como nunca 
entender que o sexto sentidos/mediunidade está a se manifestar como 
nunca na humanidade. 
 O centro espírita, como hospital a serviço da espiritualidade 
deve lapidar, orientar e promover o desenvolvimento saudável no 
período pré-mediúnico e evitar que por deficiência das casas espíritas 
desenvolvam sem a orientação necessária uma mediunidade 
perturbada, principalmente os oriundos da Umbanda. Os responsáveis 
devem refletir: será que das ovelhas que meu pai me confiou algumas 
estão sendo extraviada por minha culpa? Que esse lapidar, orientar, 
não seja verdadeira tortura por longos estudos, privando que essas 
energias mediúnicas possam externar-se. Estudo e trabalho, eis a 
tarefa daqueles portadores da mediunidade tarefa. 
 Observo com muita preocupação que as casas espíritas não 
levam em consideração que cada caso é um caso. Não podemos ter o 
mesmo procedimento com todos que chegam até nós. Veja a situação 
de Divaldo, se a pessoa que o acolheu não tivesse tido um 
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entendimento diferenciado. Após a reunião mediúnica, Divaldo tinha 
que caminhar até se cansar para poder dormir; deitado em 
determinado hotel sentiu o quarto pegando fogo e procurou jogar-se 
pela janela do terceiro andar; estando na praia,Divaldo teve o desejo 
de caminhar mar adentro, o que não ocorreu, é claro, porque um 
companheiro de quarto o segurou pelas pernas. 
 Se as Casas Espíritas adotarem a condição de aceitar a prática da 
mediunidade somente quando tiver médiuns prontos, não teremos 
grupos mediúnicos, e pior, não teremos condições de ajudar quem 
deseja dar os primeiros passos por não termos os professores, ou seja: 
médiuns que mostrem na prática a grandeza dessa doutrina 
Consoladora junto aos irmãos desencarnados principalmente. Esse 
excesso de cuidado faz o movimento espírita tornar-se improdutivo. 
Espíritas! Entendam que na terra ainda não temos médiuns perfeitos. 
 
 Entorpecimento, frio e rigidez: 
 Durante esse período inicial, os protetores agem sobre os órgãos 
da sensibilidade, bem como sobre todo o sistema nervoso, justamente 
visando o preparo do campo para as atividades mediúnicas. Essa ação, 
muitas vezes provoca reflexo nos músculos e inibições na corrente 
sanguínea e nas terminações nervosas – sempre em caráter passageiro. 
 O entorpecimento ora é no nos braços, ora nas pernas e pés, 
sendo também às vezes precedido de uma incômoda sensação de 
formigamento de epiderme em geral. Devemos entender que o nosso 
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corpo físico tem que ser preparado, pois ele ainda não está pronto para 
absorver as energias de âmbito mediúnico. 
 
ITEM 03 - COMENTANDO A OBSESSÃO 
 
 Kardec explica o que é obsessão: “o domínio que alguns 
Espíritos exercem sobre certas pessoas. É praticamente unicamente 
pelos Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons 
Espíritos não impõem nenhum constrangimento”. 
 Quem se encontra sob persistente tensão nervosa/emocional, em 
razão do jugo obsessivo, passa a apresentar distúrbios na mente que se 
refletem no devido tempo, nas atitudes e nos comportamentos. Deduz-
se, portanto, que a prevenção e a cura da obsessão envolvem 
necessariamente, o fortalecimento da personalidade e do caráter. Para 
tanto, é necessário que ele adquira esclarecimentos e respeito de como 
acontece a obsessão e o que fazer para neutralizar as más influências 
espirituais. 
 A questão moral é, pois, fator de extrema relevância no 
aprimoramento da personalidade e do caráter em qualquer 
circunstância e, mais ainda quando a obsessão se faz presente. Nesse 
sentido, o espírita consciente prioriza a sua renovação moral. 
 Podemos dizer que existe obsessão consentida? Sim. Muitas 
vezes, atraímos espíritos de forma involuntária por causa de nossos 
desejos de beber muito, de usar drogas, de fazer sexo 
desregradamente, etc. Semelhante atrai semelhante! Essa regra é 
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básica na obsessão. Uma mente sadia mentalmente e equilibrada não é 
alvo de obsessão! Isso se dá porque não existe sintonia e afinidade 
para a aproximação dos espíritos perturbadores. 
 
 Essa sintonia não pode ser inconsciente, pelos vínculos 
oriundos dos delitos da existência/s passadas/? 
 Sim. Percebendo tais interferências, procure adquirir um escudo 
protetor via reforma íntima, mente elevada e trabalho na caridade, 
pois o bem é a moeda que paga os nossos pecados. Ore pelos seus 
inimigos, a prece abranda os seus ímpetos corações, peça a Deus que 
o ajude/m. Faça do inimigo seu amigo e tudo será resolvido. A 
renovação moral foi uma contínua preocupação de Kardec, desde os 
seus contatos iniciais com a mensagem espírita, como lembra – 
Emmanuel. 
 A “Revista Reformador” de junho 2.014, também comenta o 
assunto Obsessão: “A obsessão, em qualquer forma de expressão e 
grau, caracteriza-se por (...) o domínio que alguns Espíritos exercem 
sobre certas pessoas. É pratica unicamente utilizada pelos Espíritos 
inferiores, que procuram dominar, pois os Espíritos bons não impõem 
nenhum constrangimento (...) Trata-se, portanto, de uma enfermidade 
psíquica de difícil resolução”. 
 
 Na fase inicial, a influência obsessiva é sutil, esporádica, 
episódica, nem sempre valorizada pelo próprio médium ou por 
pessoas próximas. Nas fases avançadas, o cerco obsessivo se expande: 
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o medianeiro passa a ser mantido sob controle da entidade obsidiante 
que, atuando diretamente nas delicadas estruturas do seu psiquismo, 
produz-lhe variáveis desajustes mentais, emocionais e somáticos. 
 Os comportamentos inconvenientes ou impróprios, passam a ser 
usuais, revelando o “efeito gangorra”: há emoções desenfreadas, 
graduadas por lágrimas e choros convulsivos; manifestações de frieza 
emocional e rigor na execução de ações; surgem episódios de medo 
(insegurança) e de valentia (bravatas); aparecem ideias fixas e os 
delírios; identificam-se manias de perseguição (paranóia) e de 
grandeza; demonstra tendências para um controle excessivo, 
minucioso e doentio de pessoas e coisas. O obsessor mantém o 
obsidiado sob permanente hipnose, alimentada sobretudo durante o 
sono do corpo físico. Ao despertar, reproduz, mais tarde, em ações de 
sua vida prática, as ordenações então recebidas – as quais poderão 
levá-lo até mesmo ao crime e ao suicídio. 
 
ITEM 04 – FENÕMENO DE EFEITO FÍSICO 
	
 Fora da Casa Espírita, vemos o noticiário televisivo e pessoas 
apresentando-se como exorcista para atender o fenômeno. 
 Como atender sem conhecimento dos motivos de deslocação de 
objetos, batidas em móveis, acender ou apagar de luzes, fogo que 
surge a cada instante num lugar, etc.? 
 Todas estas perturbações são próprias do período pré-
mediúnico, em geral com desconhecimento do portador desse 
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fenômeno – terminando a medida em que a faculdade se desenvolve e 
se educa: esse é o meu alerta as casas espíritas que tem excesso de 
zelo. 
 Para o dirigente do curso é muito significativo que ele saiba 
identificar que tal pessoa é portadora de tal sensibilidade, podendo 
assim utilizá-lo nas atividades do passe. 
 É pela natureza dos fluídos sentido pelo médium que se 
identifica a presença de entidades boas ou más do mundo invisível. 
Essa identificação é a ferramenta de defesa quando os fluídos forem 
perniciosos. 
 
ITEM 05 - OS ESPÍRITOS 
 
 É comum pessoas sem humildade perante o criador, se 
expressarem de forma questionadora ou zombeteira dizendo: se a cada 
nascimento, essa criança liga-se a um espírito, por acaso Deus tem 
alguma fábrica de espíritos? 
 “Sim, essa fábrica existe, o que não existe em muitos de nós é 
uma sabedoria não necessariamente tão cósmica, mas que deve ser 
intuída pelo coração, pelo fato de trazermos em nossa intimidade 
espiritual essa fagulha de sabedoria, que poderá ser sentida 
intuitivamente pelo coração”. 
 Allan Kardec, em A Gênese, X1, apresenta informações: 
 P1. - O princípio espiritual teria sua fonte no elemento cósmico 
universal? 
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 P2. - Não seria senão uma transformação, um modo de 
existência desse elemento, como a luz, a eletricidade, o calor, etc.? 
 R1/R2. - Se assim fosse, o princípio espiritual sofreria as 
vicissitudes da matéria, extinguir-se-ia pela desagregação como o 
principio vital; o ser inteligente não teria senão uma existência 
momentânea como o corpo e na morte reentraria no nada. 
 
 P3. - Sendo admitido o ser espiritual, e sua fonte não podendo 
estar na matéria, qual a sua origem, o seu ponto de partida? 
 R3 - O que Deus lhe faz dizer, pelos seus mensageiros, e o que, 
aliás, o homem poderia deduzir, (...) é que todos tem um mesmo 
ponto de partida: todos são criados simples e ignorantes, com uma 
igual aptidão para progredir. 
 
 Do mesmo modo que Deus criou mundos materiais de toda aeternidade, igualmente criou seres espirituais de toda a eternidade; 
sem isso, os mundos materiais estariam sem objetivo. Conceber-se-ia 
antes os seres espirituais sem os mundos materiais, que estes últimos 
sem os seres espirituais. 
 
P. Onde temos a localização dessas almas? 
R. A doutrina da localização das almas, não podendo estar de acordo 
com os dados da ciência, uma outra doutrina mais lógica lhe assinala 
por domínio, não um lugar determinado e circunscrito, mas no espaço 
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110	
universal: é todo um mundo invisível no meio do qual vivemos, que 
nos rodeia e nos acotovela sem cessar (L.M Cap. Primeiro, item 02). 
 
 São os mundos materiais que devem fornecer aos seres 
espirituais os elementos da atividade para o desenvolvimento de sua 
inteligência. Sendo o períspirito o intermediário entre espírito e corpo 
material. 
 Antes que a Terra existisse, mundos outros existiam e, quando a 
Terra saiu do caos dos elementos primário da natureza, o espaço 
estava povoado de seres espirituais, em todos os graus de 
adiantamento, desde aqueles que nasciam para a vida, até aqueles que, 
de toda a eternidade, tomaram lugar entre os puros Espíritos, 
vulgarmente chamados de anjos. 
 Eis as explicações para aqueles que questionam: “Por acaso 
Deus tem alguma fábrica de espíritos para habitar cada criança que 
nasce? 
 
ITEM 06 - ORIGEM DO HOMEM NA TERRA 
 
 No item anterior abordamos origem e localização dos espíritos. 
Agora vamos tentar da melhor forma, comentar a origem do corpo 
físico do homem na Terra! Tarefa que não é difícil; porém, 
necessitamos entender e aceitar que a matéria do nosso planeta cria e 
alimenta o ser de uma única célula – as “amebas”. Naturalmente, 
essas células evoluem e assim atendendo de forma direta os estudos 
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111	
de Darwin, em 1.858. “Teoria da Evolução da Espécie”, no qual o 
espiritismo concorda. Aos contestadores respondam-me: a escola dos 
nossos dias, afirmam que pertencemos ao reino animal, não é? 
Naturalmente tendo como princípio uma única célula. 
 A Terra, no princípio, era um mar viscoso cheio de vida e é dele 
a origem dos seres viventes. Há a necessidade de dissecar o assunto 
quanto a origem dos corpos humanos. Novamente recorremos A 
Allan Kardec, em A Gênese, capítulo XI item 15: 
 “Da semelhança de formas exteriores que existe entre o corpo 
do homem e do macaco – formas exteriores, pois no organismo físico 
os DNA’s são em número, quase que idênticos, motivo de os 
laboratórios médicos criarem medicamentos através de testes nesses 
macacos. Os que mais se assemelha ao homem são o Chipanzé, 
Orangotango e o Gorila”. Certos fisiologistas concluíram que o 
primeiro não era senão uma transformação do segundo. Assim 
atestado, o homem vaidoso se sente ferido na sua dignidade. 
 Corpos de macaco puderam muito bem servir de vestimenta aos 
primeiros Espíritos humanos necessariamente pouco avançados 
(evoluídos) que vieram se encarnar sobre a Terra, sendo essas 
vestimentas os meios apropriados às suas necessidades e mais próprio 
ao exercício de suas faculdades. Em lugar de que uma vestimenta 
fosse feita para o Espírito, nele encontrou uma inteiramente pronta. 
Deve ter-se vestido com a pele do macaco, sem deixar de ser espírito 
humano, primário. 
 
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 É nessa caminhada que ele vai tornando-se hominal, ele vai 
caminhando até o momento de tornar-se identificado a partir de 
35.000 anos passados, época do Homus Sapiens. Nessa época, os 
homens passam a serem considerados verdadeiramente humanos. 
 Devemos pensar, assim acredito, que essa existência rudimentar 
desses espíritos que vieram até nos utilizando corpos físico de 
macacos com gestos mais evoluídos, teve pela primeira vez uma 
existência física terrena. Mas que ao longo do tempo foram 
levantando-se e caminhando de forma ereta, seus corpos ainda eram 
muito peludos, seus braços ainda longos. Acredito que nessa fase, eles 
são identificados homem bestiais. 
 A medida que o espírito foi progredindo, deram nascimento a 
uma nova espécie que pouco a pouco se distanciou do tipo primitivo. 
 Uma informação importante: o espírito macaco não se 
exterminou, continuou a procriar corpos de macaco para o seu uso. 
 Prestando atenção vemos que o macaco continua sendo macaco, 
assim como o cachorro. O ser espiritual animal vai procurando corpos 
– animais - mais preparados para o seu uso e desenvolvimento. 
 Como não há transição brusca na Natureza, entendemos que 
muitos homens tribais que conhecemos ainda hoje, a sua aparência 
pouco se difere do macaco pela forma exterior, formação da cabeça e 
quantidade de pêlos. 
 Esclarecendo que a transição do espírito animal para o homem 
rudimentar acontece após longo estágio no mundo espiritual, os quais 
exercitam-se em tarefas mais bruscas. 
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ITEM 07 – A PARTICIPAÇÃO DOS ESPÍRITOS NA VIDA 
DO ENCARNADO 
 
 “Essa participação é muito mais ativa do que pensais” – disse 
Kardec. 
 Vejamos a situação dessa jovem nordestina, trabalhando numa 
empresa de aviação em São Paulo: 
 Com tristeza ela pensava: Meu Deus! Errando, dessa forma eu 
vou ser despedida do trabalho, os meus superiores não vão entender. 
Um espírito em estado de tristeza, muito sofrido, mesmo sem querer 
prejudicar, encontra na nordestina alguém para compartilhar a sua 
dor. Estabelecendo-se a lei da afinidade. 
 Mentalmente, ele diz a ela: 
 -É verdade minha querida, não alimente ilusões em ser 
entendida pelo seu superior. Eles são sempre ingratos. 
 
 Como vemos, sempre temos em nós uma fogueira acessa e a 
nossa mente sintoniza com espíritos que estão na mesma faixa 
vibratória. Se forem espíritos maus ou ignorantes eles adicionam mais 
lenha nessa nossa fogueira psicológica. Eis o momento de colocarmos 
coisas boas em nossa mente, por intermédio de leituras edificantes, 
principalmente as de cunho Cristão. 
 Devemos procurar conhecer e vencer a nós mesmos. 
 Conhecer o seu lado psicológico e perceber que naquele você 
não está sendo o que você de fato é, alguma coisa está alterada. 
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ITEM 08 - DESBRAVANDO A MEDIUNIDADE 
 
 No estágio atual do espiritismo, não é mais aceitável que o 
médium exerça sua função sem saber como o fenômeno acontece. 
 Todo espírito, no momento de fazer suas escolhas antes de 
reencarnar, opta por lições que venham a colaborar com o destilar dos 
seus lixos mentais através de provas e expiações. 
 Ele deve se preparar, pois no momento de maior dor, estará 
sozinho, abandonado por aqueles que tinham o dever de compreensão. 
Jesus teve a cruz e quem quiser seguir os seus passos, deverá estar 
preparado para a solidão e para o desprezo. 
 O cristão de hoje não tem mais o circo romano, mas será 
agredido na intimidade do seu ser, quase sempre no seio da família. 
Uma dor silenciosa, difícil de explicar. Dor que ninguém entende, 
somente aqueles que a sofrem a entendem. Mas é possível encontrar 
relativa paz nesse sofrimento, se tiver em mente que a dor é sinônimo 
de árdua ascensão espiritual. 
 Quando o mundo terreno não lhe oferece o amor – alimento para 
a sua alma – o espírita deve buscar as amizades sinceras, oriundas dos 
seus mentores, conquistando-as pelo trabalho no bem. 
 Como entender que muitos médiuns, atrasados em sua evolução 
moral, possuem capacidades psíquicas razoáveis? 
 Não as conquistaram, mas as receberam como um empréstimo, 
por antecipação, em uma posse precária, que fica dependendo do 
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modo a ser utilizada. Depende da forma pela qual o indivíduo possa 
cumprir a tarefa cujo compromisso assumiu nos planos espirituais. 
 Caso venha a enobrecer, estará acelerando a sua caminhada 
evolutiva. Os médiuns em estágio de mediunidade de empréstimo são 
aquelas almas que fracassaram desastrosamente, que contrariaram, 
sobremaneira o curso das leis divinas e que agora resgatam - sob o 
peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidade, o 
passado obscuro e delituoso. 
 A mediunidade é uma concessão oferecida como ferramenta de 
trabalho comum. Quando as vibrações entre os dois mundos se 
equilibram e se sintonizam, obedecendo às leis de afinidade, ligações 
íntimas se estabelecem em maior ou menor ressonância. 
 Essa sintonia se verifica entre habitantes desses mundos, 
proporcionando o natural intercâmbio. 
 André Luiz, ao qual reputamos grande autoridade sobre a 
realidade da vida espiritual - afirma o seguinte: 
 “Mediunidade não é disposição da carne transitória e sim 
expressão do espírito imortal”. 
 
 A mediunidade se desenvolve aos poucos, silenciosamente, no 
despertar das glândulas cerebrais. Sua intensidade é aumentada aos 
poucos. 
 Apresenta inicialmente variadas formas de perturbações físicas e 
psíquicas, até que uma sintonia mais positiva surja, transformando a 
sensibilidade. 
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 Eis o momento em que somos convidados a substituir os lixos 
mentais por pensamentos elevados. Atualmente, o número de 
perturbados é imenso, com tendência a crescer. Não se erra muito ao 
dizer que 90 por cento das perturbações são de fundo espiritual, 10 
por cento representando mediunidade a desenvolver. 
 São resultados extraídos após pesquisa feita com 9.600 
perturbados, realizada pela Federação Espírita do Estado de São Paulo 
(Aliança). 
 Nestes casos de perturbações, a aura individual se apresentava 
escurecida e manchada em um ou outro ponto. Em geral, as 
perturbações psíquicas apresentadas por indivíduos de certa 
sensibilidade própria, indica inicialmente a mediunidade. 
 Não há motivos para surpresa, pois mediunidade é apenas o 
sexto sentido a ser incorporado aos outros cinco que já dominamos. 
 Para maior facilidade de entendimento quanto ao estudo da 
mediunidade, dividimos a faculdade da seguinte forma quanto à 
classificação: 
ü Quanto à natureza: podendo ser natural, ou de prova; 
ü Quanto ao fenômeno: em lucidez, incorporação e efeitos físicos; 
ü Quanto ao estado do médium: consciente, semi-consciente e 
inconsciente. 
 
 
 
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 ITEM 09 - O MÉDIUM 
	
 O que se tem em vista sempre é: formar médiuns senhores e não 
escravos da mediunidade. Médiuns conscientes de suas tarefas e 
responsabilidades, que possam - conforme a natureza de suas 
faculdades - penetrar nos mundos invisíveis como elementos aptos a 
compreenderem e transmitirem aquilo que os homens necessitam 
conhecer a respeito desses mundos. 
 Devem procurar servir de instrumento hábil a espíritos de 
qualquer hierarquia. Apto para agirem em qualquer circunstância com 
autoridade e conhecimento de causa e elevação de sentimentos. 
 O médium que não pode conduzir a si mesmo, que não foi 
educado ou que o foi de forma passiva, sem saber se colocar na 
posição de coadjuvante e fiscal da sua mediunidade quando 
necessário, sem flexibilidade, torna-se um veículo de confusão e de 
indecisão em qualquer lugar ou circunstância em que atue. 
 Os exercícios mediúnicos contidos nas cinco fases, oferecem ao 
médium os elementos necessários para o perfeito cumprimento de 
suas tarefas. 
 Em todos os dias de sua vida, o médium deve procurar cada vez 
mais, conhecer o seu físico, o seu psiquismo e o seu estado 
psicológico. Isso é fundamental para que ele possa identificar o que é 
produzido por ele ou por espíritos. 
 É preciso aumentar o número de médiuns de excepcional 
capacidade, para acelerar o progresso do mundo e dilatar os limites 
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entre as coisas da matéria e as coisas do espírito. Ainda é muito 
restrito o campo dos conhecimentos humanos no setor do espírito. 
Quando esse conhecimento aumentar, a ignorância religiosa será 
vitoriosamente combatida e a superstição será substituída pela 
claridade. Claridade essa de pensamento lúcido, na qual as práticas 
inferiores serão encurraladas e ali exterminadas - porque os novos 
horizontes agora iluminados e transparentes não mais permitirão a 
existência das sombras. 
 Queremos que o espiritismo de claridade e de realizações mais 
amplas venha a manifestar-se desde logo, mas ele esbarra na lentidão 
da própria evolução. Nem por isso devemos nos acomodar com a 
rotina e nos acumpliciar com as forças retardadoras do pensamento. 
Devemos nos conformar menos ainda com a falta de amor e de 
caridade com os que sofrem com a estagnação das maravilhosas 
possibilidades espirituais que a doutrina nos outorga para a realização 
da obra comum da redenção. 
 Devemos ter sempre em mente os ensinamentos de Jesus: 
 “Muitos dirão Jesus, Jesus, mas mesmo assim não entrarão no 
reino do Pai”. 
 Por isso, devemos aproveitar muito bem a oportunidade que nos 
lhe é dada como trabalhadores da última hora. 
 Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na 
acepção comum do termo. São na verdade, almas que fracassaram 
desastrosamente e que contrariaram sobremaneira o curso das leis 
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divinas, que agora resgatam sob o peso de severos compromissos e 
limitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. 
 O seu pretérito muitas vezes se encontra enodoado de graves 
deslizes e erros clamorosos. Quase sempre são espíritos que 
tombaram dos cumes pelo abuso do poder, da autoridade, da fortuna e 
da inteligência. Não esquecer que muitos médiuns e dirigentes foram 
os orgulhosos mandatários no Clero. 
 Esses agora regressam à Terra para se sacrificarem em favor do 
grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, 
da caridade e da virtude. São almas arrependidas, que procuram 
arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando com 
sacrifícios aquilo que desorganizaram nos seus instantes de criminosa 
arbitrariedade e de condenável insânia. 
 Alguém que conhece a sua existência passada poderá dizer: 
 Mas na existência passada eu sofri muito, porque tenho que 
sofrer no hoje novamente? 
 A resposta é simples: o sofrimento não foi o suficiente para o 
resgate. 
 
 É necessário lembrar que é preciso vencer se não quiser soterrar 
a vossa alma na escuridão dos séculos de dores expiatórias. Aquele 
que se apresenta no espaço como vencedor de si mesmo, é maior do 
que qualquer um dos generais terrenos. 
 O homem que vence a si mesmo faz o seu corpo espiritual apto 
a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborar pela obtenção 
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do organismo etéreo, através de virtudes e do dever cumprido, não 
ficará livre do doloroso círculo das reencarnações. 
 André Luiz, em “Missionário da Luz”, no capitulo III transcreve 
as explicações do Instrutor Alexandre sobre os médiuns: 
 
 “É verdade que sonham edificar maravilhosos castelos sem 
base; alcançar imensas descobertas exteriores sem estudarem a si 
mesmos; mas, gradativamente, compreenderão que mediunidade 
elevada ou percepção edificante, não constituem atividades mecânicas 
da personalidade e sim conquistas do espírito, para cuja execução não 
se pode prescindir das iniciações dolorosas, dos trabalhos necessários 
com a autoeducação sistemática e perseverante”.Diante do exposto fica fácil entender duas realidades: 
1. Mediunidade de prova: é concedida como ferramenta de 
trabalho; 
2. Mediunidade natural: conquista do espírito de evolução mais 
avançada. 
 
 Generalizando diremos: aqueles que conseguem ser 
intermediários entre o material e o espiritual, sem dúvida são 
portadores da mediunidade tarefa. 
 Aqui está a minha preocupação pessoal. Pois não desejo que o 
portador desse compromisso - previamente estabelecido com o 
mundo espiritual - termine a sua vida física levando consigo esse 
assunto mal resolvido. Eis o motivo do alerta. 
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 Mediunidade tarefa: é faculdade psíquica à disposição dos 
Espíritos do Bem, outorgadas a espíritos endividados, sob 
compromissos de trabalho no plano coletivo. Não esquecendo das 
diversidades de fenômenos mediúnicos. 
 
ITEM 10 - FENÔMENO MEDIÚNICO 
 
 Postura mediúnica – o entendimento de sua prática: 
 O processo de comunicação dá-se somente através da 
identificação fluídica, sintonia psíquica do Espírito com o médium, 
via períspirito a períspirito, cujas propriedades de expansibilidade e 
sensibilidade, permitem a captação do pensamento, das sensações e 
das emoções, que se transmitem de uma para outra mente através do 
veículo sutil. 
 Somente o exercício prolongado e bem dirigido conseguem 
eliminar os inúmeros impedimentos que se apresentam durante o 
fenômeno. 
 Dentro desse contexto, vale citar as fixações mentais, os 
conflitos e os hábitos psicológicos do sensitivo, que podem surgir do 
seu inconsciente e, durante o transe, assumem com vigor os controles 
das faculdades mediúnicas, dando origem às ocorrências anímicas. 
 Em si mesmo, o animismo é ponte para o mediunismo, movido 
pela falta de estudo, sendo que o estudo conduz o médium a superar 
esse engodo e a exercer a mediunidade. Porém, mesmo que o grupo 
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mediúnico seja bem conduzido e tenha médiuns disciplinados; o 
fenômeno puro ainda não existe no planeta Terra. 
 Os valores intelectuais e morais do médium têm preponderância 
na ocorrência fenomênica, porquanto serão os seus conhecimentos, 
atuais ou passados, que vestirão as ideias - telepáticas - transmitidas 
pelos desencarnados. Desse modo, a qualidade da comunicação 
mediúnica está sempre a depender dos valores evolutivos do seu 
intermediário. 
 
 Passividade: é o processo da comunicação mediúnica ostensiva 
que tem início a partir do transe – quando ocorre a emancipação da 
alma humana –, permitindo ao corpo fluídico ou períspirito do 
médium expandir-se, possibilitando ao Espírito viver por um instante 
sua vida, parcialmente livre e independente. 
 Para atingir o transe mediúnico, o sensitivo deve concentrar-se. 
Não é provocando tensão de emoções na fixação de pensamento, mas 
sim através da leveza de alma, deixando a mente livre para a 
espiritualidade encontrar caminho livre para expressar-se. A fim de 
que este ato mental ativo compartilhado com a espiritualidade atinja o 
resultado desejado. 
 Tão logo o médium sinta no seu organismo físico a sensação da 
ligação com o espírito comunicante, deve mudar a postura mental 
para um estado receptivo e atento, diminuindo o fluxo de pensamento, 
para ensejar que as ideias do comunicante penetrem nos seus registros 
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físico-psíquico, em uma expectativa serena, sem ansiedade ou 
tensões, para a concretização da passividade. 
 Uma boa imagem para fixar a compreensão desse mecanismo é 
comparar a mente do médium à superfície de um lago. Se essa lâmina 
d´água estiver parada e tranquila, toda e qualquer imagem nela 
projetada se refletirá com nitidez; ao contrário, estando agitada – 
onduladas, como se alguém tivesse atirado uma pedra – as margens se 
reproduzirão distorcidas, podendo desaparecer por completo após 
sanadas as perturbações. 
 Outra condição básica para uma boa passividade é um estado 
íntimo de confiança, capaz de suprimir qualquer dúvida com relação 
ao intento a alcançar, como por exemplo: “esse espírito é muito 
rebelde, será que darei conta”? 
 André Luiz, no livro “Nos Domínios da Mediunidade – Capítulo 
VI” afirma que: um médium em pleno exercício mediúnico 
consciente, ao emitir um pensamento de dúvida, de pronto romperia a 
corrente mediúnica e expulsaria o Espírito comunicante, perdendo 
excelente oportunidade de serviço. O mesmo André Luiz em 
“Mecanismo da Mediunidade, capítulo VII”, compara o ato 
mediúnico a um circuito elétrico em que o pensamento do médium é o 
interruptor que liga e desliga a corrente. Ele propõe: pensamento 
constante de aceitação ou adesão, interruptor ligado, fechado o 
circuito, proporcionando a utilização da energia. Falta de adesão, 
desinteresse ou distração, interruptor desligado, abrindo o circuito e 
interrompendo o trabalho. 
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 Vivencia: 
 É regra geral que, no início da jornada mediúnica, a maioria dos 
médiuns se ressinta de qualificações para captar o pensamento dos 
Mentores, entretendo-se com Espíritos menos evoluídos que 
funcionam como adestradores da instrumentalidade medianímica. 
Porém, na medida que se deixa conduzir com a disciplina e 
responsabilidade, aproveitando as oportunidades para progredir 
intelectual e moralmente, bem como pautando a conduta pelas 
diretrizes do Evangelho, abre espaços para fortalecer a sintonia com o 
guia espiritual e assenhorear-se melhor de suas potencialidades 
mediúnicas, dando forma clara e precisa à missão de serviço perante a 
qual se comprometeu. 
 Outro aspecto que precisa ser bem compreendido é o da 
interrupção voluntária da mediunidade. Muitos se recusam a exercê-la 
só pelo receio de se vincularem a um compromisso de que se não 
podem desobrigar-se, sob pena de sofrerem outras tantas tribulações. 
 De saída, é bom que se diga que a mediunidade não é uma 
improvisação, nem um acontecimento fortuito. Pelo contrario, ela faz 
parte da constituição orgânica do indivíduo e tem suas raízes 
plantadas em causas e decisões anteriores ao momento de sua eclosão. 
 Por isso, é impossível que uma determinada pessoa não sinta tal 
sensibilidade, assim como não se pode evitar a inteligência, o uso da 
razão quanto ao fenômeno da fala, da audição, da visão e etc. Ante a 
constatação de que se é portador de mediunidade, a criatura tem o 
direito de consultar o seu livre arbítrio, decidindo-se entre educá-la ou 
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não. Optando pela primeira alternativa, investirá no aperfeiçoamento 
dos seus registros, criando condicionamentos seguros, para um 
exercício voluntário e disciplinado. Caso prefera a indiferença ou a 
recusa, estará rejeitando uma dádiva da vida para o seu 
desenvolvimento espiritual, abandonando um excelente roteiro 
evolutivo, trocando-o por outros, talvez, de menor valor qualitativo. 
 A falta de estímulo acaba por emperrar as engrenagens 
especializadas responsáveis pela mediunidade, bloqueando a sintonia 
que, no entanto, poderá continuar produzindo sinais mediúnicos 
fragmentados e ocasionais ao longo da existência, podendo cessá-la 
completamente. 
 Há médiuns que estão de tal modo ligados ao compromisso de 
redenção pessoal – compromisso ajustado ainda quando permanecia 
na vida espiritual –, que para adquirir nobres sentimentos, - condição 
máxima para tal desiderato – passa por severas e, às vezes, demoradas 
constrições provocadas por Espíritos perturbadores, com a finalidade 
de acordar a consciência para o cumprimento dessas 
responsabilidades assumidas. 
 
 Educação: 
 Entre os primeiros sinais da eclosão da mediunidadee o estágio 
de pleno desenvolvimento há uma longa caminhada. 
 Não se caracterizando a faculdade por sinais exteriores, somente 
o seu detentor pode perceber suas nuanças e qualificar-se para sua 
educação. A potencialidade mediúnica guarda relação com a aptidão 
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orgânica do médium, sua experiência no exercício da faculdade e sua 
evolução espiritual: fatores que quando comandados pela vontade e 
postos a serviço dos Guias Espirituais/Espíritos Superiores, 
determinam os limites possíveis e alcançados por cada um em cada 
etapa reencarnatória. 
 A prova de sabedoria está na atitude serena daqueles médiuns 
que se realizam o quanto podem, a cada momento, adestrando-se e 
aperfeiçoando-se incessantemente. Não se revestem com a vaidade 
dos que querem voar mais alto do que suportam. E nesse avançar é 
que se realizam pela alegria do serviço, sem invejar os que seguem na 
dianteira e nem copiar os vícios dos que se demoram na retaguarda. 
 A recomendação inicial de Kardec e dos Espíritos Superiores 
tão logo se constatem os sintomas da mediunidade, é o estudo a 
desdobrar-se em duas frentes distintas: 
1. Doutrina espírita e suas relações com diversas áreas do 
conhecimento; 
2. Psicologia do comportamento humano. 
 
 Não há como operar com segurança sem compreender 
importantes assuntos, tais como: a finalidade do intercâmbio, a 
influência pessoal e moral do médium e do meio, a metodologia para 
distinguir a qualidade moral dos Espíritos e os obstáculos a superar ao 
longo do exercício – essas não são todas, mas apenas algumas das 
relevantes matérias. 
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 Há uma relação muito estreita entre a educação para a vida e a 
educação para a mediunidade. Se a vida exige do ser disciplina e 
responsabilidade no fruir dos gozos materiais, equilíbrio e brandura 
no lidar com o próximo além de resistência nas provas, a mediunidade 
exige modo idêntico com essas conquistas. Pode-se, portanto, afirmar 
que não existe médium educado antes que tenhamos um cidadão 
educado. 
 Não há educação mediúnica sem crescimento moral – conquista 
que atrai os Bons Espíritos, fortalecendo os laços com o Anjo 
Guardião em quanto reforça o nível energético do períspirito e 
melhora a organização mental, de tal modo que o banco de dados das 
ideias arquivadas esteja prontamente disponível. 
 Se a mediunidade é para toda a vida, por que não o seria para 
todas as horas? Quem é médium não o é somente nas reuniões de 
intercâmbio espiritual. A faculdade é um sentido profundo que 
acompanha o seu detentor onde esteja. Isto não quer dizer que se deva 
entrar em transe a qualquer hora e lugar, mas registra o que seja 
facultado, reservando o direito de permanecer lúcido e ativo no 
cumprimento das tarefas e compromissos sociais e em permanente 
sintonia com os Bons Espíritos, através da inspiração, marcando a 
vida de imensas possibilidades de servir. E quanto mais se serve, mais 
médium se é, mesmo não possuindo mediunidade ostensiva. 
 Pode acontecer que seja mais médium aquele que não recebe 
Espíritos do que aqueles que os recebem. Amparados nesta 
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compreensão, todos somos chamados a viver mediunicamente o 
quanto possível: errando menos e servindo mais. 
 Uma informação útil a transferir para os interessados em 
mediunidade: não se deve forçar a eclosão e o desenvolvimento de 
uma faculdade, mas sentindo os sintomas exposto na página inicial 
desse caderno, aí sim deve-se imprimir-lhe direção segura. 
Mediunidade não é aquisição apressada que se obtém no mercado das 
faculdades humanas, mas sim a luz do caminho apontando rumos. 
 
 Exercício: 
 O primeiro passo, para o exercício mediúnico é perceber os 
sinais precursores da existência da mediunidade que podem se 
apresentar indefinidamente, a um só tempo em diferentes áreas 
nervosas do médium. 
 Esses exercícios de Desenvolvimento Mediúnico dar-se-ão em 
cinco fases. Esse método é o mais eficaz na identificação das 
diferentes áreas nervosas, indicando ou não existência de 
mediunidade tarefa. 
 Faz-se necessário, portanto, que o candidato ao exercício 
mediúnico canalize a faculdade nascente naquela que tenha mais 
facilidade, deixando para o futuro o desenvolvimento de outras, sem a 
pretensão de utilizar todas, o que pode caracterizar-se como vaidade. 
Em doutrina espírita não se pode ter as coisas como definitivas, assim 
sendo, cada caso é um caso. 
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 Nessa etapa primeira o objetivo é mediunidade de 
incorporação. 
 Não é recomendável desenvolvimentos apressados em grupos 
desestruturados ou em reuniões familiares. Esse tempo de 
improvisação já passou. Convém buscar uma instituição Espírita bem 
orientada onde, de início, o candidato à mediunidade primeiramente 
participe do estudo teórico e depois o exercício de desenvolvimento 
mediúnico. Desenvolvida a mediunidade ostensiva ou não, todos 
devem contribuir na tarefa do passe. 
 A partir daí, inicia-se a longa caminhada do adestramento 
através da qual terá a oportunidade de trabalhar o seu potencial 
mediúnico e aprender a educar a força nervosa em expansão para 
filtrar com nitidez as ideias dos Espíritos comunicantes, preservando 
o conteúdo e a emoção das mensagens num tom de voz natural, 
evitando as expressões vulgares ou inconvenientes. 
 Diante dessa exposição verdadeira, cabe ao médium não tomar 
ao pé da letra, pois caso contrário o médium deixa de ser de fato o 
intermediário entre o espiritual e o material. 
 Importa ao sensitivo não resistir à onda mental que o alcança, 
ainda que acompanhada de fortes emoções e sensações 
desconfortantes. Ela procede do espírito e deverá ser canalizada sem 
bloqueios, porém com atenção, equilíbrio e disciplina. Todavia, nunca 
deverá entregar-se em totalidade: “médium, seja consciente ou 
inconsciente, sempre é o comandante da sua mediunidade”, a ponto 
de permitir a exacerbação nervosa, a manifestação ruidosa, ou a 
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posição largada de se debruçar sobre a mesa, ou comportamentos 
equivalentes. Com a prática, será permitido perceber o momento certo 
de dar a comunicação, o que será preferível fazer quando não haja 
mais determinado médium em ação. 
 Isto significa ritmo, ordem e integração. Nessa cadência de 
trabalho, dificilmente será necessário ao médium receber mais de 
duas comunicações em cada reunião, ainda porque entre uma e outra 
será necessário esvaziar a mente, reorganizar as emoções e se 
recompor, a fim de que os resíduos psíquicos e mentais da primeira 
manifestação não interfiram na segunda. 
 O dirigente, sentindo segurança em torno de algum estudante do 
Desenvolvimento Mediúnico, como aprendizado poderá permitir que 
o mesmo participe de algumas reuniões mediúnicas acompanhando 
algumas comunicações para esclarecer-se e instruir-se – sentado fora 
da mesa. 
 Aqueles que não apresentam mediunidade ostensiva e tem 
vocação para ser um elemento de sustentação vibratória, como 
também para ajudar no passe especifico nessa atividade, terá a sua 
oportunidade desde que se preparem para o empreendimento. 
Entendendo que terá a mesma responsabilidade dos médiuns, pois 
deverá exercer a mediunidade do amor a exemplo de uma Usina, 
produzindo plasma psíquico, ofertando-o aos Espíritos benfeitores e 
sofredores. 
 Em suma: todos os participantes das reuniões mediúnicas devem 
cumprir a sua função particular. Os médiuns que não estiverem com 
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entidades a sua volta, devem ficar vibrandopelo companheiro em 
atendimento ao sofredor. 
 O dirigente encarnado é peça fundamental. O êxito dos trabalhos 
guarda estreita relação com a ligação telepática que se estabelece com 
o Dirigente Espiritual, para produzir atitudes corretas em qualquer 
situação delicada que possa surgir no desenrolar do atendimento aos 
desencarnados, principalmente nas doutrinações. 
 A atuação de um dirigente bem inspirado e educado 
mediunicamente, é portanto, valioso instrumento de apoio para o 
grupo, principalmente aos médiuns, ajudando-os de forma discreta e 
sem violência, conforme o livre arbítrio de cada um, a superar os 
conflitos íntimos, dúvidas e particularidades de suas faculdades. 
 A concentração deverá ser conquista de todos, pois dela 
depende, fundamentalmente, a harmonia dos trabalhos. Isso significa 
fixação do pensamento nos objetivos da reunião com exclusão dos 
que não atendem o objetivo do momento, em clima de absoluta 
serenidade. 
 Para os médiuns ostensivos será o esvaziar da mente, para que 
possam expandir o períspirito e captar a onda mental dos seres que 
desejam comunicar-se. Para os demais participantes, será uma 
reflexão atenta, tendo como pano de fundo, o amor irradiante 
inspirado em Jesus. 
 Para concentrar-se é necessário aprender a meditar e vice-versa. 
Na meditação a mente direciona-se para a imaginação criativa. No 
exercício da mediunidade, a mente não deve criar e sim mergulhar na 
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oração em total entrega de si mesmo apenas observando a princípio e 
depois podendo fazer breves colocações, como por exemplo quando o 
espírito está mentindo. Sem conduto canalizar tal observação em 
verbalização e tornar-se como um segundo doutrinador e criando 
dificuldades aos mentores e ao dirigente das atividades mediúnicas. 
 Após dar esses passos, a mediunidade se engrandece e 
conquistam-se belas amizades espirituais, aprimorando a capacidade 
de doação e descortinando com alegria um futuro de bênçãos. 
 
 Obstáculos: 
 O obstáculo mais forte à utilização da mediunidade é o conjunto 
das imperfeições do médium, pois facilita a interferência dos maus 
Espíritos assim como dos frívolos que com ele se afinam, mantendo 
identificação de propósitos de natureza inferior. Isso porque os 
médiuns não são criaturas privilegiadas ou agraciadas, mas sim 
Espíritos em evolução, sujeitos às provações, deficiências, vícios e 
desvios de comportamento ainda não superados que trazem de vidas 
passadas. Os quais se refletem, inevitavelmente, nas relações 
interpessoais da presente encarnação na qual se insere também o 
exercício mediúnico. 
 Diante dos perigos aos quais está exposto, o médium deve 
trabalhar constantemente pelo próprio aprimoramento íntimo, usando 
suas faculdades medianímicas com nobreza e desinteresse por 
qualquer tipo de retribuição, ainda por que, tal experiência, quando 
vivenciada com entusiasmo e seriedade, ajudá-lo-á na retificação de 
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seu caráter, como também lhe abrirá as portas do serviço de natureza 
superior. O médium deve esforçar-se a todo custo para libertar-se do 
orgulho, da presunção, da indolência e da irresponsabilidade. Entre 
esses inimigos da alma, ao lado de tantos outros, o que mais merece 
atenção é o orgulho, por ser a doença moral da qual a criatura humana 
menos admite ser portadora. 
 Por falta de vigilância, o orgulho tem destruído as mais belas 
faculdades mediúnicas, impossibilitando os seus detentores de se 
tornarem instrumentos benfazejos e úteis tanto para o progresso 
próprio quanto para a humanidade. 
 Quanto ao traço característico do orgulho agindo no médium e 
causando a confiança cega nas suas comunicações e na infalibilidade 
dos Espíritos que atuam por seu intermédio, Kardec já afirmou: “é 
preferível não se aceitar dez verdades do, que aceitarmos uma 
mentira”. 
 Com uma confiança absoluta na superioridade do que obtém, 
isolado do convívio salutar das pessoas que podem opinar através de 
uma crítica construtiva, aliada a uma irrefletida importância dada aos 
nomes de Entidade Venerandas que assinam os comunicados, o 
médium tornam-se presa fácil de Espíritos mistificadores e perversos. 
 É necessário salientar ainda a influência perniciosa daqueles que 
o rodeiam, estimuladores da presunção e da vaidade pela via do 
endeusamento inconsequente. 
 Por essa e outras razões, o médium deve trilhar a estrada cheia 
de pedregulhos e espinhos do aperfeiçoamento moral, buscando no 
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trabalho de edificação do bem e da caridade, na oração e no estudo 
doutrinário, as forças para superar os impedimentos inerentes à sua 
própria natureza e para alcançar os patamares da libertação. 
 Edificação do bem é a disposição a todo instante, em esforço 
hercúleo para manter-se de pé ante as provas da vida, sem perder a 
condição ativa no serviço a favor da coletividade. 
 A princípio, são quase impossíveis tais realizações; insistindo-se 
na decisão, surgem os primeiros resultados, perseverando-se na 
decisão, surgem os resultados bem favoráveis e, perseverando, chega-
se ao hábito. 
 A caridade é igualmente fruto da experiência. Existem pessoas 
existem que questionadas sobre a sua prática, não sabem do que se 
trata. Contentam-se em não estar contribuindo para o agravamento 
dos males alheios, o que reconhecemos - já é um sinal do progresso 
nascente. Todavia, a caridade é uma força dinâmica que aproxima as 
almas. A pessoa que já despertou para a sua vivência, diante de outras 
a quem se proponha ajudar, não saberá dizer qual das duas precisa 
mais uma da outra. 
 O estado do coração é a educação da mente para a busca de 
Deus. Mente vazia é campo propenso a qualquer tipo de pensamento. 
A criatura humana, antes de atingida por ideias indesejáveis ou depois 
de alcançada por elas, face às matrizes de atração que mantém, deve 
sustentar um esforço consciente para pensar no amor e direcionar as 
ideias para o louvor e o reconhecimento da obra e poder de Deus, 
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reflexionando as lições e situações que o Evangelho de Jesus propõe, 
a guisa de roteiros iluminados. 
 
 Estagnação: 
 Quando a mediunidade se faz repetitiva e monótona, naqueles 
médiuns que se tornam improdutivos por vontade própria, pelo 
desinteresse da tarefa e pela ausência de renovação interior, acabam 
criando embaraços ao livre transitar das ideias novas. 
 Na medida que se aperfeiçoam moralmente e se autodescobrem, 
vão permitindo alargar a sintonia com seus amigos espirituais, 
flexibilizando a sua indumentária para melhor atender aos sofredores, 
bem como para registrar mais claramente o pensamento dos Guias 
Espirituais da Humanidade. 
 
 Mistificações: 
 Apesar dos cuidados que o exercício da mediunidade exige, 
nenhum médium está isento de ser veículo de mistificações. Estas se 
manifestam conforme os seguintes tipos e procedências. 
 Vejamos: 
 Consciente: podem ser provocadas pelo próprio médium que, 
não sentindo a presença dos comunicantes e sem valor moral para 
explicar a ocorrência, apela para o embuste, derrapando gravemente. 
 É importante observar e estudar as mistificações provocadas por 
Espíritos frívolos e pseudo-sábios, que são atraídos pelo 
comportamento equivalente dos médiuns, ou por outros participantes. 
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São trazidos ao médium e ao grupo com a finalidade de pôr a prova a 
humildade, a vigilância e o equilíbrio da equipe mediúnica. Eis a 
necessidade do valor moral da equipe. 
 Inconsciente: são provocadas devido à liberação dos arquivos 
da memória do médium - animismo- ou à captação telepática de 
correntes mentais de parasitas provenientes dos Espíritos 
desencarnados ou de encarnados ligados à reunião. 
 Tais contatos telepáticos podem assomar no instante mesmo em 
que o médium se põe em ação mediúnica, programadas pelos 
mentores espirituais e interferindo na mensagem que exterioriza. Pode 
também eclodir isoladamente, dando origem a comunicações 
truncadas, inconscientes e fora do contexto da reunião mediúnica. 
 O animismo, como fenômeno do qual o médium inconsciente 
arroja do seu próprio passado os próprios sentimentos de onde recolhe 
as impressões de que se vê possuído, merece tratamento cuidadoso 
por parte do dirigente encarnado das reuniões mediúnicas. 
 Muitas vezes, aquilo que se assemelha a um transe mediúnico 
não passa de um estado anímico, no qual o médium desajustado 
revive o seu passado, induzido pela aproximação dos Espíritos que 
partilham de suas remotas experiências. O médium, quando nessa 
situação, deve ser tratado com a mesma solicitude, afetividade, 
compreensão e paciência que são dispensados aos Espíritos 
desencarnados sofredores, pelo fato dele ser também um espírito, com 
uma única diferença: estar encarnado. 
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 No conceito de André Luiz, Espírito, esse médium é comparado 
àquele vaso defeituoso que pode ser consertado e restituído ao 
serviço. É preciso atenção para não transformar a tese animismo em 
exame de admissão à mediunidade. 
 
 Obsessão: 
 A obsessão na mediunidade é um grande obstáculo à sua 
educação e ao seu exercício. Assevera Manoel Plilomeno de Miranda, 
a parasitose obsessiva ocorre somente quando existe o devedor que se 
lhe torna maleável na área da consciência culpada que sente 
necessidade de recuperação. No princípio, a obsessão pode ser 
confundida com algumas dessas manifestações psicopatológicas, tais 
como: o transtorno neurótico, o psicótico, e às vezes, a esquizofrenia. 
 Porém, não é a mediunidade que responde pela eclosão do 
fenômeno obsessivo. Alias, é através do seu cultivo correto que se 
dispõe de um dos antídotos eficazes para esse flagelo, porquanto por 
meio da faculdade mediúnica é que se manifestam os perseguidores 
desencarnados, que se desvelam e vêm esgrimir as falsas razões nas 
quais se apoiam buscando justificar a vingança. 
 Será, no entanto, a transformação moral do médium obsedado a 
única porta para a recuperação da sua saúde mental, libertando-o do 
cobrador atormentado e atormentador. 
 Chamamos atenção para o fato de que todo obsediado é 
médium, - com tarefa mediúnica - entretanto, nem todos os médiuns 
obsediados devem desenvolver as suas faculdades mediúnicas. 
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 A obsessão na mediunidade se apresenta sob três aspectos já 
considerados por Allan Kardec, no Livro dos Médiuns: simples, 
fascinação e subjugação. 
 
 Obsessão simples: quando ocorre a intromissão de um Espírito 
imperfeito, nem sempre uma entidade vingadora, no campo 
magnético do médium, causando interferência e impedimento para o 
programa de atendimento estipulado pelos Instrutores Espirituais. Não 
deve ser confundida com falta de maleabilidade do sensitivo e, ou, 
manifestações ruidosas. 
 Obsessão fascinação: é quando acontece uma ilusão que 
perturba o raciocínio do médium. Caracteriza-se por uma confiança 
cega nas comunicações que recebe com ausência de senso crítico. Há 
tendências para o isolamento e comunicações psicofônicas ou 
psicográficas em momentos e situações inoportunas e frequentes. 
 A obsessão por fascinação não se constitui apenas como um 
problema individual. Ela pode refletir em todo um grupo de 
trabalhadores, quando o agente atua sobre uma liderança impondo 
verdades incontestáveis e que o grupo por desconhecimento aceita, 
sendo manipulado. 
 Obsessão subjugação: na obsessão por subjugação acontece 
uma contrição paralisante da vontade do sensitivo, podendo afetá-lo 
moral ou fisicamente, forçando-o a tomar resoluções absurdas com a 
prática de atos ridículos. 
 
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ITEM 11 - QUANTO A NATUREZA DA MEDIUNIDADE 
 
 Mediunidade Natural: 
 A mediunidade natural representa um poder, uma conquista do 
espírito. Um atestado de espiritualização. 
 Isso se observa no dia-a-dia da Casa Espírita. Médiuns aptos em 
algum conhecimento doutrinário sentam-se à mesa e começam a 
trabalhar com relativa desenvoltura - está aí um exemplo de 
mediunidade natural, em geral mediana no começo. Em outras 
palavras, ele não precisa aprender o mecanismo da incorporação, pois 
para ele é coisa tão comum quanto o falar, o andar, o levantar de um 
braço, etc. Não estou falando em não estudar e moralizar-se. 
 A sua capacidade de produzir incorporação de socorro aos 
doentes espirituais é muito simples para ele. Restando apenas a tarefa 
da lapidação, para ajudá-lo a vencer certas incertezas e para alcançar 
o nível das possibilidades existentes na sua mediunidade. 
 Mesmo com essas qualidades, porém, ele não deixa de ser um 
médium de prova e expiação. 
 A mediunidade natural é lúcida à medida que o individuo evolui 
e se moraliza, adquirindo então faculdades psíquicas e 
conseqüentemente aumentando a sua percepção espiritual. 
 Naturalmente, essa mediunidade - quando convenientemente 
evoluída - é senhora de uma sensibilidade apurada, que lhe permite 
vibrar normalmente em planos superiores sem a necessidade de 
incorporação. 
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 Jesus foi a expressão máxima de sintonia com o Criador quando 
esteve entre os homens, ele até afirmava: “Eu estou no Pai e o Pai está 
em mim”. E assim muitos médiuns podem dizer: eu estou com o meu 
mentor espiritual e ele está em mim. 
 Um exemplo atípico de mediunidade, se assim podemos dizer 
pode ser observado no caso de Pietro Ubaldi exposto no caderno 01. 
Ele dá o seu depoimento de muita utilidade a nós outros: 
 “Essa conquista se produziu após longa maturação, adquirida a 
poder de estudos, de renúncia material e de desenvolvimento moral”. 
 
 A preparação moral/cultural que me levou a isso foi uma vida de 
tremendos sofrimentos, suportados no isolamento e no silêncio, sendo 
desprezados por todos, durante os meus primeiros 45 anos. 
 A dor é o maior livro da vida. Aquele que nos revela a 
verdadeira ciência, porque através dela se chega a ouvir a voz de 
Deus. Inexperiente nestes assuntos, a princípio classifiquei este meu 
estado de mediunidade. Reparei que nunca caía em transe e que não 
era instrumento passivo ou inconsciente e sim de fenômeno de 
inspiração. O meu fenômeno não é inato, mas sim maturação 
biológica, como o desenvolver da criança que se torna homem. 
 Assim sendo, o meu primitivo estado chamado de mediúnico, 
transformou-se em um estado de inspiração. Certamente não 
desprezando a mediunidade física, a qual para se manifestar tem 
necessidade fisiológica. O meu alvo é a ascensão moral até o fim da 
minha vida física – acredito poder chamar de aquisição – assim, 
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emancipando a alma. Eis um lado não observado, nos estudos de 
mediunidade. 
 
 Aqui cabe uma pergunta, a respeito da maturação biológica: 
 P. O ser inteligente é o espírito ou o físico? 
 R. É necessário entender que o ser espiritual foi criado simples e 
ignorante. Mas quando encarnado é o físico (cérebro) que ao ir 
intelectualizando-se, vai transferindo os conhecimentos ao cérebro 
perispiritual. Ou seja: o físico ao intelectualizar-se, evangeliza-se e 
repassa ao ser espiritual essas suas aquisições. 
 
 Nessa minha resposta não estou colocando como definição final, 
pois seria muita pretensão.Pietro deixa bem claro em seu esclarecimento que os 
sofrimentos e o desprezo, são ferramenta hábeis para o aprendizado à 
renúncia material e ao desenvolvimento moral. 
 Isso mostra que ele foi um cristão cumpridor dos conselhos de 
Jesus, que disse que “ninguém pode servir a dois senhores, Deus ou a 
Mamom (dinheiro). Para se amar um necessariamente despreza-se o 
outro. 
 Ele era culto e podia optar pela facilidade financeira. Quanto ao 
desprezo, existem vários fatores, mas principalmente o seguinte: 
I. Quem tem a capacidade de tirar proveito de uma situação de 
sofrimento para fazer emergir do seu inconsciente profundo 
valores morais sublimados? 
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II. Se o homem procurasse desprender-se um pouco mais do seu 
egoísmo instalado no seu inconsciente ele saberia sublimar em 
seu benefício a trágica palavra “incompatibilidade” familiar. 
 Como? Observando as coisas boas das quais que cada um é 
portador. 
 
 Quem foi Pietro Ubaldi afinal? 
 Foi o Frei, Leão, discípulo de Francisco de Assis. Na presente 
existência, um Italiano, advogado, que se mudou para o Brasil 
atendendo um convite da espiritualidade superior. Viveu em Santos-
SP até o seu desencarne. 
 Escreveu e publicou os livros mais científicos/espíritas que 
conhecemos da literatura espírita, entregando-os à fundação que leva 
o seu nome. Sendo eles: 
v “Grandes Mensagens” - Mensagens espirituais e notas 
biográficas; 
v “A Grande Síntese” - Síntese e solução dos problemas da 
ciência e do espírito; 
v “As Noúres” - Técnicas e recepção das correntes de 
pensamento; 
v “Ascene Mística” - O fenômeno místico estudado e vivido pelo 
autor; 
v “História de um Homem” - Um homem, seu destino e sua luta 
pelo ideal; 
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v “Fragmentos de Pensamento e Paixão” - Os ideais 
Franciscanos, a verdadeira religião; 
v “A Nova Civilização do Terceiro Milênio” - A verdadeira 
civilização, o tipo biológico do futuro; 
v “Problemas do Futuro” - O problema psicológico, filosófico e 
científico; 
v “Ascensões Humanas” - Problema social, biológico e místico; 
v “Deus e o Universo” - Síntese teológica, conceituação dos 
problemas máximos. 
v “Profecias” - O futuro do mundo. A função histórica do Brasil; 
v “Comentários” – Documentos e comentários sobre a obra; 
v “Problemas Atuais” - Teoria da reencarnação. O novo homem. 
A patogênese do câncer; 
v “O Sistema” - Gênese e estrutura do universo; 
v “A Grande Batalha” - As armas do Evangelho e o poder da 
não resistência; 
v “Evolução e Evangelho” - Justiça social, o evangelho e os bens 
materiais; 
v “A Lei de Deus” - Como funciona o pensamento diretor de 
Deus; 
v “A Técnica Funcional da Lei de Deus” - Mecanismo das 
forças espirituais em ação; 
v “Queda e Salvação” - Fenômeno da evolução do Espírito e da 
matéria; 
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v “Princípio de Uma Nova Ética” - Moral racional, Psicanálise. 
Personalidade humana; 
v “A descida dos Ideais” - Os ideais são uma realidade da vida. 
Trabalho e propriedade. Cristianismo e Comunismo. Teilhard de 
Chardin; 
v “Um Destino Segundo Cristo” - Experiências espirituais do 
autor em 40 anos de dedicação à Obra; 
v “Pensamentos” - como orientar a própria vida. Análise de casos 
verídicos; 
v “Cristo” - Estudo aprofundado da personalidade de Cristo; 
 
ITEM 12 - FENÕMENO PARCIALMENTE 
ANÍMICO/MEDIÚNICO/MISTO 
	
 Fenômeno anímico: o termo animismo designa-se, aqui, as 
manifestações da própria alma do médium, a desvelar no processo das 
comunicações o conteúdo arquivado no inconsciente do médium – 
mencionado anteriormente nas páginas 136, 149 em diante. 
 Na prática mediúnica, o animismo se revela sob dois modos 
diferentes: 
1. A alma do médium se comunicando, se expressando; 
2. O Espírito do médium introduzindo as suas ideias próprias nas 
mensagens de que se faz instrumento intermediário. 
 A problemática das comunicações do médium utilizando seu 
próprio equipamento mediúnico não passou despercebida por Allan 
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Kardec que, ao questionar os Espíritos que orientaram a Codificação, 
deles obteve a confirmação do fato, conforme anotado em o Livro dos 
Médiuns, item 223, segunda questão: “A alma do médium pode 
comunicar-se, como a de qualquer outro. Se, goza de certo grau de 
liberdade recobra suas qualidades de espírito”. 
 Entendo que nesse caso, a mediunidade sonambúlica tenha mais 
facilidades para o animismo. 
 Vê-se que os Mentores não deram ao assunto qualquer 
conotação de anormalidade, chegando mesmo a afirmar que o 
conteúdo de certas comunicações produzidas por médiuns, com o 
concurso dos Espíritos, pode ser superior ao de outras, obtidas com 
participação deles, a depender do grau de evolução de um e de outros. 
Nem sempre, o fato anímico revela qualidades adormecidas ou 
simples ocorrências do cotidiano da vida atual ou pretérita de um 
médium. Não raro, o que se projeta são os traumas, as manifestações 
fóbicas, além de outras expressões de desajustes que aguardam 
regularização. 
 André Luiz em “Nos Domínio da Mediunidade”, cap. 22, 
intitulado Emersão do Passado, narra interessante ato ocorrido em 
uma reunião mediúnica, em que uma sensitiva, em transe 
sonambúlico, libera episódio traumático de outra encarnação, a feição 
de uma autêntica comunicação mediúnica. 
 Interessante ressaltar que assistia à cena, sem participar 
mediunicamente do transe, um ser espiritual, na condição de algoz 
endurecido, cuja presença funcionava como catalisador a detonar na 
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memória da sensitiva, pelos mecanismos dos reflexos condicionados, 
os lances ali fixados desde passado remoto. 
 O fato narrado pelo lápis mediúnico de Francisco Candido 
Xavier reflete uma situação anímica marcada pelo desajuste 
psicológico. No entanto, tal situação estava prestes a ter solução: após 
o esvaziamento daquele desajuste psicológico, ela estaria retornando à 
normalidade mediúnica. Com base nessa certeza, o Autor enfatiza a 
necessidade de conduzir o atendimento com todo o respeito e 
interesse ao diálogo esclarecedor. 
 
 Manifestações mistas, ou parcialmente anímicas: 
 Até agora falamos do fenômeno plenamente anímico, ou seja: a 
alma do médium comunicando. Naturalmente, existem manifestações 
mistas, ou parcialmente anímicas, em que o médium, não 
conseguindo apassivar-se totalmente para ensejar a comunicação, 
introduz inconscientemente suas próprias idéias, clichês mentais e 
automatismo da personalidade. 
 Uma das causas principais deste problema é a falta de afinidade 
entre o médium e o espírito - não trata de afinidade moral - o que se 
caracteriza, do ponto de vista vibratório, por divergências 
constitucionais que dificultam as ligações fluídicas indispensáveis 
para que o fenômeno se processe naturalmente. 
 Esse assunto foi muito bem focado em O Livro dos médiuns, 
item 223, sétima e oitava perguntas: 
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 P. O espírito encarnado do médium exerce alguma influência 
sobre as comunicações que deva transmitir provinda de outros 
espíritos? 
 R. Exerce, porquanto se estes não lhe são simpáticos pode até 
alterar suas respostas e assimilá-las as suas próprias idéias e pendores. 
 
 P. Será essa a causa da preferência dos Espíritos por certos 
médiuns? 
 R. Não há outra (...). Não havendo entre eles simpatia, o 
Espírito do médium é um antagonista que oferece certa resistência e 
se torna um interprete de má qualidade e muitas vezes infiel. 
 
 A simpatia da qual os espíritos falam não é um resultado, tão 
somente,de afinidades psicológicas ou afetivas, mas peculiares da 
organização perispiritual que determinam a sintonia vibratória 
responsável pelo fenômeno mediúnico. 
 Enquanto há médiuns bastante flexíveis e aptos a atenderem 
uma gama imensa de Espíritos em situações especificas de sintonia, 
há ainda outros médiuns, que são menos maleáveis – cuja passividade 
é bem adequada no atendimento de certos desencarnados. É por essa 
razão que o trabalho mediúnico se processa de maneira mais ajustada 
quando é controlado do Plano Espiritual para o físico, com o médium 
acreditando e colocando-se a disposição dos Mentores para atender a 
comunicação de sua responsabilidade. Isso não significa, de forma 
alguma, desmerecer o dirigente encarnado, mas dar prioridade ao 
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aspecto da competência e característica desses Espíritos, que são de 
fato os dirigentes das reuniões mediúnicas. 
 De outras vezes, o que se dá é um mecanismo de associação de 
idéias, provocado por ações telepáticas. O pensamento do 
comunicante, mal sintonizado pelo médium, apaga-se quase que 
totalmente em sua mente, despertando idéias correlatas, parecidas ao 
acero de suas experiências. 
 No capítulo 9 da obra “No Mundo Maior”, André Luiz, relata 
com particularidade o problema de sintonia relacionado ao que foi 
exposto acima: 
 “Um médico, no Plano Espiritual, pressuroso por inspirar a 
realização de um trabalho de assistência à saúde na Terra, põe-se em 
ação, adotando uma forma de comunicação, valer-se-á, acima de tudo 
da comunicação mental não propriamente (telepática, assim 
entendemos) pelo fato de reduzir ao mínimo a influência sobre os 
centros neuropsíquicos. É que, em matéria de mediunismo, há tipos 
idênticos de faculdades, mas enorme desigualdade nos graus de 
capacidade receptiva, os quais variam infinitamente, como as pessoas. 
 O instrutor silenciou por momentos e prosseguiu: Não se 
esqueça que formamos agora uma equipe de trabalhadores em ação 
experimental. 
 Nem o provável comunicante chegou a concretizar as bases do 
seu projeto, nem a médium de mais experiência conseguiu ainda 
suficiente clareza e permeabilidade para cooperar com ele. 
 
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 Em um terreno de atividades definidas, deste particular; 
poderíamos agir a vontade; aqui não; nosso procedimento deve ser de 
neutralidade mental, não de interferência. Calderaro, com significante 
inflexão na voz - todos os companheiros estão absorvendo a emissão 
mental do comunicante, cada qual a seu modo. 
 Agora eu sintetizo com minhas palavras, procurando sintetizar 
para melhor entendimento: Enquanto a médium Eulália absorvia a 
mensagem, outros sensitivos registram-lhe os pensamentos, de forma 
indireta, descodificando-os de uma maneira particular por meio de 
associações anímicas peculiares ao mundo das experiências de cada 
um.” 
 
 Vejamos: 
 “Certo cavalheiro recordou-se de comovente paisagem de 
hospital” 
 “Outro rememorou o exemplo de enfermeira bondosa que com 
ele travara relações” 
 “Um terceiro abrigou pensamentos de simpatia para com os 
doentes desamparados, não faltando quem se lembrasse da missão de 
Vicente de Paula.” 
 Imaginemos que qualquer dessas pessoas, por inexperiência, 
entendendo estar envolvida mediunicamente, externasse essas idéias, 
como se fossem comunicações mediúnicas. Estaríamos diante de um 
peculiar de animismo por associação de idéia. 
 
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 As interferências anímicas podem ser provocadas ainda por 
interrupções intermitentes de sintonia: o médium começa a dar a 
comunicação, e de repente, perde a sintonia e deixa de receber o 
pensamento do comunicante, pode ceder à tentação de complementar 
com pensamentos próprios, em um mecanismo inconsciente de 
preservação de sua imagem. Algumas vezes, essas percas de sintonia 
são provocadas pela ação de obsessores interessados em inviabilizar o 
trabalho do médium. 
 Para que se compreenda corretamente o problema do animismo, 
tem-se que compreender o papel do médium nas comunicações. Sabe-
se que ele é o intérprete da mensagem que lhe chega. Ora, quem 
interpreta, deve inteirar-se e não apenas repetir, absorvendo a ideia 
em seu mundo íntimo, devolvendo-a com a vestimenta representada 
pelo seu estilo, vocabulário, emoções e acervo cultural. Médium 
intermediário. 
 Quando o médium é limitado no conhecimento e menos 
evoluído do que o Espírito que por ele se comunica, não é capaz de 
transmitir a mensagem, tal qual foi idealizada, por falta de experiência 
vivencial e valor interno para uma interpretação adequada. Nesse 
caso, não há propriamente uma adulteração anímica, mas uma 
incapacidade técnica para a experiência. 
 Utilizaremos o caso narrado por André Luiz, no capítulo 9, de 
“No Mundo Maior”, para elucidar: o comunicante põe-se em ação 
para transmitir sua mensagem através de Eulália. Caldenaro, o 
orientador de André Luiz, analisando as possibilidades da médium, 
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assim se expressa: “Nosso amigo médico não encontra na 
organização psicofísica da médium os elementos afins perfeitos: 
nossa colaboradora não se liga a ele através de todos os centros 
perispirituais; não é capaz de elevar-se à mesma freqüência de 
vibração em que se acha o comunicante; não possui suficiente 
espaço interior para comungar-lhe as idéias (...) Eulália manifesta, 
contudo, um grande poder, o da boa-vontade criadora, sem a qual é 
impossível o início da ascensão. 
 
 Após essas explicações, vimos que a médium, apesar de suas 
limitações, conclui o seu trabalho, grafando o ditado psicográfico com 
razoável nitidez e com a precisão que lhe era possível. No final da 
reunião, sob a liderança do dirigente encarnado, os participantes se 
puseram a analisar a mensagem, concluindo que o seu conteúdo, 
conquanto edificante na essência, não apresentava índices evidentes 
de uma identificação do conhecido profissional da Medicina, dada a 
falta de uma linguagem mais adequada, técnica e com características 
próprias de sua erudição. 
 A tese anímica foi ventilada, sendo aceita pela maioria como 
tábua de salvação. Enquanto isso, na Espiritualidade, os Mentores 
lamentavam o erro significativo e verbosidade intelectual daqueles 
colaboradores humanos, alimentados apenas superficialmente de 
ciência. 
 Seja o episódio anímico a expressão de uma experiência normal 
em que o médium simplesmente se desvela, a conseqüência de um 
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trauma que eclode ou a inserção de expressões adulteradas da 
mensagem dos Espíritos, haverá de ser um episódio esporádico e 
passageiro que cederá lugar ao exercício mediúnico normal na medida 
em que o médium sensitivo adquire experiência e se esforça para 
superar as suas dificuldades íntimas. 
 É comum que no começo da jornada mediúnica, quando os 
médiuns ainda não estão familiarizados com processo das 
comunicações, que passem por conflitos ao não saberem determinar 
corretamente a fronteira entre o pensamento próprio e o dos 
comunicantes – provocando insegurança. 
 Nesse lusco-usco do início, é muito provável que preponderem 
os estados arquivados no inconsciente. É por isso que se afirma que 
para se alcançar o estado mediúnico transita-se necessariamente pelo 
animismo. 
 Ao lado do adestramento e paralelamente a este, deve o 
candidato às lides da mediunidade cuidar do seu desenvolvimento 
moral, renovando-se interiormente e integrando-se no Bem, a fim de 
que os seus fatores de desajustes sejam superados antes que se 
convertam em viciações alienantes e caminhos de acesso para asobsessões. 
 Pessoas excessivamente mórbidas, afeitas a que se queixam 
repetitivamente e que são egoístas, ao se engajarem na prática 
mediúnica, têm uma tendência muito grande para o animismo-
desajuste, porque seu comportamento já traduz esse estado anímico de 
tristeza e desencanto, decorrente de afloramento do passado nas 
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experiências que ora vivenciam. Também estão incursas nesse 
capítulo aquelas pessoas que, no passado, conscientemente enganaram 
e que, agora, inconscientemente o fazem quando em estado de transe. 
 
 O Espírito Camilo, em “Corrente de Luz”, psicografia de Raul 
Teixeira, alude a outros fatos desencadeadores do animismo, na 
afeição de ruídos e estáticas, a dificultar a comunicação mediúnica, 
tais como: encontros e desencontros que sensibilizaram o médium, 
discussões e desentendimentos, os quais constituem fortes 
desatreladores das rédeas do equilíbrio emocional dos médiuns. 
 Alguns desses obstáculos aparecem como fatos inevitáveis da 
vida, mas outros surgem como decorrência de uma vivencia não 
necessariamente espírita. Uma mudança salutar de hábitos e um 
compromisso cada vez maior com os valores da caridade cristã podem 
impor silêncio a certos condicionamentos renitentes e perturbadores. 
 
 Divaldo Franco se utiliza de uma imagem muito simples para 
ensinar. Ele compara a nossa mente a um vaso sobre a forma de letra 
“U”, dividindo em três faixas: o super-consciente, o consciente e o 
inconsciente. As idéias chegam pelo superconsciente como 
inspiração, conscientizam-se no cotidiano e são arquivadas. A 
inspiração mediúnica faz o mesmo percurso: 
 Primeiro sentimos, depois conscientizamos, para em seguida, 
vesti-la de palavras. Nesse périplo, essa inspiração passará pelo 
depósito do inconsciente, onde estão sedimentadas nossas idéias e 
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hábitos e onde se assimilará aquelas tintas, saindo com o colorido de 
nossa personalidade. 
 Alimentando-se este vaso em “U” com água poluída e lama, 
naturalmente sedimentando-se no fundo, adulterando todo quanto por 
ali passa. 
 Quando mudamos a orientação de nossos pensamentos e 
passamos a alimentá-los com água limpa, de início está água entrará 
clara, mas sairá com a turvação do material depositado. Se 
continuarmos, porém, alimentando aquele vaso com água limpa, esta 
limpará o depósito e acabará saindo cristalina e pura como entrou. 
 
 Espera-se que os médiuns atuantes compreendam sem demora 
este processo de transmitir do anímico para o mediúnico, 
desemperrando as engrenagens medianímicas pelo exercício 
disciplinado e constante, e desobstruindo os canais por onde fluem as 
idéias através do trabalho no Bem, absorção de conhecimentos e 
cultura, oração e mediação continuadas. 
 Que a cada passo, possam se avaliar, aprender a se conhecerem 
e se envolver o quanto puderem nesta torrente de idéias 
transformadoras que avança sem cessar até iluminar totalmente o 
mundo. 
 
 P. Será que mesmo nos chamados fenômenos mediúnicos puro é 
puro? 
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 R. Estamos diante de uma recíproca, não menos autêntica. Não 
há fenômeno mediúnico puro. Esse é o entendimento dos estudiosos 
da doutrina espírita. 
 
 Quanto ao fenômeno mediúnico puro, Hermínio C. de Miranda 
assim se expressa: 
 Essa resposta poderá desagradar muita gente, mas não vejo 
como deixar de dizer: não há fenômeno mediúnico puro. A razão é 
simples, direta, objetiva e irrecusável. A comunicação mediúnica só 
se torna possível quando o espírito se utiliza do psiquismo de um 
encarnado, e assim fica fácil perceber que sempre terá o lado 
psíquico do médium participando do fenômeno. 
 Temos casos excepcionais da não interferência do médium, 
conforme o livro “Parnaso Além-Túmulo”, via psicografia 
sonambúlica/inconsciente de Chico Xavier. 
 “Se lhes fosse possível encontrar médiuns sem o componente 
anímico, eles estariam localizando-os e deixando os médiuns que não 
fossem 100% fieis na transmissão. O bom médium é aquele que reduz 
ao mínimo possível a interferência de sua personalidade, filtrando da 
melhor maneira o pensamento e desejo do encarnado, ou seja: Ser um 
perfeito menino de recado.” 
 
 Para nos certificarmos disto, basta comparar mensagens do 
mesmo espírito recebidas por médiuns diferentes. Não vamos dizer 
que o médium de menor possibilidade intelectual não expressou a 
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verdade, mas apenas que em seu psiquismo não possuía um 
vocabulário que propiciasse maiores possibilidades ao espírito. 
 
 Vejamos o conceito de Kardec nessa relação médium e 
mediunidade: “médium é aquele que serve de intermediário, e não 
aquele que apenas entrega a sua cota de magnetismo, ou ectoplasma 
para que o fenômeno se produza”. 
 
 Autodomínio do médium: 
 O que se tem em vista sempre é formar médiuns senhores e não 
escravos da mediunidade. Médiuns conscientes de suas tarefas e 
responsabilidades, que possam penetrar nos mundos invisíveis como 
elementos aptos a compreenderem e transmitirem aquilo que os 
homens necessitam conhecer desses mundos, ou para servirem de 
instrumento hábil à Espíritos de qualquer hierarquia; aptos para 
agirem em qualquer circunstância com autoridade, conhecimento de 
causa e elevação de sentimentos. 
 O médium que não se pode conduzir por si mesmo, o que não 
foi educado ou o foi de forma sistematicamente passiva, torna-se 
veículo de confusão e de indecisão, em qualquer lugar ou 
circunstância em que atue. 
 Eu tenho dito sempre e em muitas ocasiões: passividade é 
aceitar o estado psicológico do espírito doente e sofredor – mas estar 
no comando da sua mediunidade, não permitindo abusos. 
 
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 Os exercícios mediúnicos que virão estão contidos nas etapas 
primeira e segunda, oferecendo, os elementos necessários ao perfeito 
cumprimento de suas tarefas. 
 Em todos os dias de sua vida, o médium deve procurar cada vez 
mais conhecer o seu físico, o seu psiquismo e o seu estado 
psicológico, para identificar o que é produzido por ele ou pelos 
espíritos. 
 É preciso aumentar o número de médiuns de excepcional 
capacidade, para acelerar o progresso do mundo e dilatar ainda mais 
esses limites – que são ainda muito restritos – entre a relação homem 
material X homem espiritual. 
 Quando tal conhecimento acontecer, a ignorância religiosa será 
vitoriosamente combatida; a superstição será substituída pela 
claridade de pensamento lúcido e as práticas inferiores irão sendo 
encurraladas nos seus antros e ali exterminadas, porque os novos 
horizontes já agora iluminados e transparentes não mais permitirão a 
existência de sombras. 
 Queremos um espiritismo de claridade, de realizações mais 
simples e, se não conseguirmos desde logo, pela lentidão da própria 
evolução, nem por isso devemos nos conformar com a rotina e nos 
acumpliciar com as forças retardadoras do pensamento; e muito 
menos a falta do amor, da caridade com os que sofrem e com a 
estagnação das maravilhosas possibilidades espirituais que a doutrina 
nos outorga para a realização da obra comum da redenção. Não 
esquecendo que somos os trabalhadores da última ora e da última 
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oportunidade, até porque somos os que até pouco tempo renegava os 
ensinamentos de Jesus. Jesus nos orientou dizendo: “Muitos dirão 
Jesus, Jesus, mas mesmo assim não entrarão no reino do Pai. “ 
 
 Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na 
acepção comum do termo: são almas que fracassaram 
desastrosamente,que contrariaram sobremaneira o curso das leis 
divinas e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e 
limitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu 
pretérito, muitas vezes se encontra enodoado de graves deslizes de 
erros clamorosos. Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos 
cumes pelo abuso do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência 
e que regressam, à Terra em regime de sacrifício, em favor do grande 
número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da 
caridade, e da virtude. 
 
 São almas arrependidas, que procuram arrebanhar todas as 
felicidades que perderam, reorganizando com sacrifícios aquilo que 
desorganizaram anteriormente, nos seus instantes de criminosas, 
arbitrariedade e condenável insânia. 
 Alguém que conhece a sua existência passada poderá dizer: Mas 
na existência passada eu sofri muito, porque sofrer no hoje, 
novamente? 
 A resposta é simples: o sofrimento não foi suficiente para o 
resgate ou o resgate foi parcial. 
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 Continuo tocando em outro ponto: 
• É necessário lembrar que é preciso vencer se não quiser soterrar 
a vossa alma na escuridão dos séculos de dor expiatória; 
• Aquele que se apresenta no espaço como vencedor de si mesmo, 
é maior que qualquer um dos generais terrenos; 
• O homem que vence a si mesmo faz o seu corpo espiritual apto 
a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborar pela 
obtenção do organismo etéreo, através de virtude e do dever 
cumprido, não fica livre do circulo doloroso das reencarnações. 
 
 André Luiz em “Missionários da Luz”, capítulo III, transcreve 
as explicações do instrutor Alexandre, sobre os médiuns, dizendo o 
seguinte: 
 “É verdade que sonham edificar maravilhosos castelos sem 
base; alcançar imensas descobertas exteriores, sem estudarem a si 
mesmo; mas, gradativamente, compreenderão que mediunidade 
elevada ou percepção edificante não constituem atividades mecânicas 
da personalidade e sim conquistas do espírito para cuja execução 
não se pode prescindir das iniciações dolorosas, dos trabalhos 
necessários, com a autoridade sistemática e perseverante.” 
 
 Mediunidade de prova: concedida como ferramenta de 
trabalho, com a finalidade principal, a caridade. Será a moeda do bem 
a pagar os nossos pecados. 
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 Mediunidade natural: conquista do espírito. Evolução mais 
avançada. 
 
 Um bom parâmetro para medir o progresso no exercício 
mediúnico é o grau de facilidade com que o médium expressa suas 
comunicações. A mensagem emperrada, que não flui com facilidade, 
demonstra desarmonia nas engrenagens de recepção ou de 
transmissão, a requerer manutenção e limpeza. 
 Para os dirigentes, a tarefa de acompanhar o desempenho dos 
médiuns e compreendê-los requer apurado tato psicológico, razoável 
conhecimento da natureza humana e particularmente de cada 
individuo com quem atua. Esse conhecimento só é possível quando o 
grupo convive e de algum modo, se associam para a tarefa do Bem. 
Somente assim se alcança o que Kardec chamou de familiaridade: 
uma das condições evocadas por ele como indispensável ao sucesso 
do trabalho mediúnico. 
 
 Em geral, podemos dizer que o animismo como obra da 
mediunidade é sempre aquele pano de fundo que determina certas 
fixações mentais a transparecerem nas comunicações; é o que produz 
a mediunidade repetitiva e o maneirismo extravagante. 
 A questão do animismo na mediunidade não é, todavia, 
obstáculo insuperável. É simplesmente um processo a ser vivenciado 
e ultrapassado, nem antes e nem depois do tempo. 
 
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ITEM 13 – ESTUDANDO OS FENÔNEMOS 
RELACIONADOS A VIDÊNCIA 
 
 Estudaremos agora os fenômenos abaixo, dando ênfase a 
vidência e clarividência: 
• Visão; 
• Vidência; 
• Vidência a distância; 
• Vidência no tempo e no espaço; 
• Vista espiritual 
• Vista psíquica; 
• Dupla vista; 
• Clarividência; 
• Desdobramento; 
 
 Visão: o mesmo que vidência. 
 
 Vidência: O Dicionário Enciclopético – João Teixeira de Paula 
“Espiritismo Metapsíquica e Parapsicologia, comenta: Tal faculdade é 
caracterizada pela visão que o médium tem de coisas tumulares 
(relativo ao túmulo). 
 
 Tumulares: sim e não. 
 SIM, porque muitas pessoas afirmam: estou vendo (no local, 
meu pai, minha mãe... já desencarnados) 
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 NÃO, porque em nosso curso de Desenvolvimento Mediúnico, 
nos primeiros exercícios de vidência-local, solicitamos que o mundo 
espiritual projete quadros, flores, etc. para serem percebidos pelos 
alunos com a finalidade de aprendizado. O que percebemos é que não 
vêem desencarnados e nem para que entrem em estado anímico de 
vidência sonambúlica. Esse é o material que necessito para o 
treinamento inicial da vidência. 
 
 Agora vamos entender algo mais em torno da vidência - pág. 
127 e 128 - Kardec nos mostra que “médium vidente é aquele que é 
dotado da faculdade de ver espíritos e acrescenta que alguns gozam 
dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados, 
enquanto outros em estado sonambúlico”. 
 
Como entender esse estado sonambúlico/anímico? 
 Nessa situação, Kardec está dizendo que esse sensitivo/médium, 
está promovendo de forma natural, a emancipação do seu espírito em 
relação as amarras do físico. 
 Se ocorrer de algum aluno com maior sensibilidade vir a relatar 
estar vendo algo a distância, não será o correto, pois ele está 
avançando etapa em virtude da finalidade do momento que é aferição 
da sensibilidade de vidência (local). 
 Em nosso curso prático de vidência, devemos entender que 
vidência é perceber coisas próximas do médium, sem transe, 
simplesmente através do fenômeno de lucidez, caracterizada pela 
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visão, olho da alma, onde o sensitivo/médium vê entidades 
desencarnadas e coisas projetadas, vindas até ele, podendo descrever 
com os olhos abertos ou fechados. 
 
 P. Porque em alguns momentos coloco a palavra sensitivo e não 
médium? 
 R. Para diferenciar, pois no fenômeno da mediunidade, é 
necessário a presença de um espírito, pela necessidade de combinação 
de fluídos do desencarnado com o fluído do médium para que 
determinado fenômeno ocorra. 
 
 Sensitivo: aquele que exerce a sua capacidade psíquica, sem 
participação direta ou indireta de desencarnados. 
 Médium: além do acima exposto, é aquele que está oferecendo 
o seu sexto sentido que representa a mediunidade, aceitando a 
influência mínima ou não da espiritualidade. 
 
 Algumas colocações secundárias: 
Ø Existem pessoas as quais se intitulam médiuns videntes, vivendo 
a sua mistura de carimbo, movidos pela sua vaidade, no desejo 
de ver algo que gostaria, não percebendo o que vêem são 
reflexos psíquicos dos seus próprios desejos desequilibrados. 
Ø Nos nossos exercícios de vidência, perguntamos aos alunos se 
estão vendo em preto e branco ou em cores, nem todos vêem em 
cores. 
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Ø Não confundir vidência, com materialização. Pois no segundo 
caso todas as pessoas que ali estiverem verão. 
 
 No item 14 iremos complementar nosso estudo, abordando o 
Fenômeno de Lucidez. 
 
 No dia-a-dia dos exercícios de vidência o fenômeno tende a 
evoluir para a clarividência e suas nuanças – é assim, que entendo. 
 Para atender certas realidades nesse universo da mediunidade 
em questão o próprio Kardec em “O Livro dos Espíritos” empregou a 
palavra clarividência, ora clarividência sonambúlica, ora dupla vista, 
ora segunda vista.Foi o recurso que Kardec utilizou para atender as 
oscilações na intimidade da clarividência, ou “nuanças” como tenho 
me expressado. 
 Para esse entendimento, oferecemos alguns exemplos que 
facilitaram o entendimento, pelo fato de embora parecerem a mesma 
coisa, refletirem algumas particularidades. 
 Para que as coisas não fiquem tumultuadas para mim e para os 
estudantes, sinto a necessidade de simplificar coisas que se misturam 
no decorrer dos estudos, no caso: vidência, clarividência e 
desdobramento. 
 Se não bastasse a dificuldade de definição em nós outros a 
respeito desses fenômenos, a própria literatura, avançando em sua 
dinâmica, vai adicionando denominações que deságuam praticamente 
nas mesmas coisas. 
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 Quanto a dificuldade de definição dos fenômenos: vidência, 
clarividência e desdobramento, tenho necessidade de entender que o 
mais capacitado para definir tais fenômenos deve ser o próprio 
médium, tornando-se conhecedor do seu organismo físico e psíquico, 
observando, para não se equivocar no momento em que sentir que o 
seu corpo etéreo esteja se exteriorizando. O médium não deve definir 
de imediato estar em desdobramento, pois somente há desdobramento 
quando a consciência se desloca para o local. Lembrando que na 
vidência à distância = clarividência, com lucidez ou não, é fenômeno 
de observação. 
 Dentro do exposto, quero entender que nesses casos a tarefa de 
identificar tais fenômenos é de responsabilidade do médium. O 
dirigente apenas mostra os caminhos. 
 
 Exemplos: 
 Visão: é o mesmo que vidência; 
 Vidência: é visão (local) sem transe, fenômeno de lucidez, 
caracterizada pela visão anímica, onde o médium vê entidades 
desencarnadas com aparência humana ou animalesca. Entendo que, 
quando ele vê símbolos, quadros, etc, são projeções vindas até ele, 
sendo um fenômeno anímico, pelo fato de ser o olho da alma a ver. O 
sensitivo pode fechar os olhos e continuar a ver. Observamos que esse 
fato engana o médium, pois nas reuniões mediúnicas eles pensam que 
estão em transe por não necessitar ficar com os olhos abertos. Às 
vezes abrem um pouco e voltam a fechar; 
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 Vidência à distância: nada mais é que clarividência; 
 Vidência no tempo: é aquela em que o médium vê cenas 
representando fatos a ocorrer ou já ocorridos em outros tempos. 
Classificamos de clarividência; 
 Vidência no espaço: é aquela em que o médium quando em 
atividade mediúnica vê sinais, símbolos, fatos acontecidos, fatos que 
estão acontecendo, ou a acontecer em pontos distantes do local em 
que ele esteja (classificação de clarividência como nos fenômenos 
acima). 
 Vista espiritual, não local, nada mais é que clarividência; 
 Vista psíquica, não local, nada mais é que clarividência; 
 Dupla vista, é o mesmo que segunda vista: ver pelos olhos 
psíquicos e não físicos, acompanhada da projeção do espírito no 
mundo espiritual. Podendo ser entendido como desdobramento em 
estado de lucidez. Continuando com a minha síntese: é também 
clarividência. 
 
 Dessa coisa complicada, tenho necessidade de resumir em três 
realidades, para que eu tenha condições de oferecer a mim e aos 
estudantes o entendimento básico. Quanto às nuanças mais profundas 
deixo a quem possa melhorar esse conceito. 
 
 Vejam a necessidade de buscar a simplificação: 
 Vidência: Repetindo o que foi colocado na página 124, O 
Dicionário Enciclopético de João Teixeira de Paulo, “Espiritismo 
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Metapsíquica e Parapsicologia”, comenta: “Tal faculdade é 
caracterizada pela visão que o médium tem de coisas tumulares”. 
 
 Vidência: O Sr. Hermínio de Miranda no livro “Diversidade de 
Carismas” coloca que “vidência é um fenômeno mediúnico. Havendo 
combinações de fluídos do espírito do desencarnado, como fluído do 
médium para que a manifestação visual ocorra”. 
 
 Vidência: Nas palavras de Kardec, “há poucos médiuns 
videntes que o são na expressão exata da palavra”, pois na expressão 
exata, são aqueles dotados da faculdade de ver os espíritos. Kardec 
acrescenta que alguns gozam dessa faculdade em estado normal, 
quando perfeitamente acordados, enquanto outros o fazem em estado 
sonambúlico. 
 
 O Sr. João Teixeira de Paulo, afirma: “visão que o médium tem 
de coisas tumulares”; 
 O Sr. Hermínio de Miranda, afirma: “vidência é um fenômeno 
mediúnico”. 
 
 Questionar o prezado e respeitado confrade, Hermínio de 
Miranda, assim como o Sr. João Teixeira de Paulo não é discordar, 
apenas demonstrar que a dinâmica da ciência espírita apresenta as 
suas diversidades. 
 Vejamos uma dessas diversidades: 
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 O sensitivo em questão, em estado normal, perfeitamente 
acordado, mas direi que com a consciência “um pouco alterada”, em 
determinado momento, tem aberta diante do seu mundo psíquico uma 
janela para o outro lado da vida. Em uma visão mais próxima ou mais 
distante, ele vê, escuta e transmite para as pessoas do seu grupo, sem 
participação da espiritualidade. O fenômeno é, portanto, anímico. Ou 
mais distante: como definição é aconselhável classificar o fenômeno 
como de clarividência. 
 Nessa narração vários fenômenos estiveram presentes: 
 
 Ele vê 
A. Fenômeno de vidência, se o fenômeno for local, sem transe, 
simplesmente anímico, com total lucidez. Como informação: 
caso o momento exigisse, poderíamos embutir o fenômeno de 
sonambulismo psíquico, emancipação da alma, sem transe – 
previsto por Kardec. 
 
B. Fenômeno de clarividência, caso o fenômeno aconteça mesmo 
à pequena distância, mesmo de natureza anímica, onde a visão 
do médium retrata um local no mundo invisível. Mesmo não 
havendo interferência de espíritos. 
 
 Ele escuta 
A. Fenômeno Clari-audiência, ele via e escutava o que se 
conversava do outro lado. Segundo João de T. de Paula, é a 
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faculdade mediúnica que consistente na audição com nitidez, de 
vozes de espíritos. 
 
 Ele transmite 
B. Psicofonia, pois transmitia ao grupo o que escutava. 
 
 Ufa! Esse médium é de amargar. 
 Vocês podem pensar que nesse caso o assunto fica encerrado 
entre vidência e clarividência! Isso é um engano, porque poderia estar 
ocorrendo também o desdobramento de lucidez, porém anímico! 
 Já dissecamos o assunto quanto à vidência, chegou à hora da 
clarividência e finalizaremos no fenômeno do desdobramento. 
 O dicionário de João Teixeira de Paula, assim define a 
clarividência: “(clari-vidência), faculdade de conhecimento extra-
sensorial consistente em médiuns em estado sonambúlico, em transe 
ou em vigília (lucidez), percebe imagens ou acontecimentos à longa 
distância”. 
 Clarividência: visão a média ou longa distância, com ou sem 
transe, com lucidez ou não. É fenômeno de observação. Não devemos 
confundir esse fenômeno com o desdobramento. Pois o 
desdobramento é ir até o local e não observar a distância. 
 
P. Como o médium está em estado sonambúlico, pode exercer a 
clarividência? 
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R. Nesse caso, quem vê é o espírito do médium e não a sensibilidade 
física. 
 
 Clarividência: é um fenômeno anímico, da alma do sensitivo, 
sem participação de entidade espiritual. Ele não está na posição de 
intermediário do espírito, trata-se da visão a média distância ou longa, 
sem transe com lucidez, ou não. É fenômeno anímico de observação à 
distância. Trata-se da visão que o espírito encarnado tem do mundo 
invisível. 
 Pela confusão que existe entre vidência e clarividência, J. 
Gassete, assim semanifestou: “a palavra clarividência, o seu 
significado etimológico de faculdade de ver, portanto à distância”. 
 Eis o motivo da minha necessidade de definir as diferenças entre 
vidência e clarividência. 
 Repetindo o que dissemos na página 126: 
 Até Kardec empregou em o Livro dos Espíritos, a palavra 
clarividência, ora clarividência sonambúlica, ora dupla vista, ora 
segunda vista. Foi o recurso que ele utilizou para atender as nuanças 
da clarividência. 
 Vejamos as diversas modalidades de clarividência, que em 
muitas situações caem muito bem na clariaudiência sonambúlica ou 
não, na dupla vista, segunda vista: 
I. Clarividência no espaço; 
II. Clarividência no tempo; 
III. Clarividência onírica; 
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IV. Clarividência sonambúlica; 
V. Clarividência telepática; 
VI. Clarividência telestésica; 
VII. Clarividência xenoglossica. 
 
 Entendemos por clarividência, o conhecimento extra-sensorial 
em pessoas que estejam em estado sonambúlico, em transe ou em 
vigília. Nessa espécie de estado espiritual, o indivíduo pode receber 
imagens ou acontecimentos do tempo passado, presente e futuro. 
Essas imagens ou acontecimentos podem ser perceptíveis por esse 
tipo de médium a longa, ou pouca distância. 
 
 Vamos ao entendimento quanto aos itens I a VII mencionados 
anteriormente: 
I. Clarividência no espaço: Faculdade extra-sensorial que se 
processa no espaço; 
II. Clarividência no tempo: Faculdade extra-sensorial que se 
processa no tempo. É aquela em que o sensitivo vê cenas 
representando fatos a ocorrer ou já ocorridos em outros tempos. 
Seu olhar pode abarcar o que já foi, o que está acontecendo e o 
que vai acontecer, visto que o futuro não está preparado, mas 
sim realizado constantemente no tempo; as causas, passadas ou 
presente, projetam no futuro seus efeitos, aos quais permanecem 
ligadas de forma que, mesmo colocado o clarividente fora da 
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Linha de ligação entre os dois pontos, ele pode abrangê-lo de 
extremo a extremo. 
III. Clarividência onírica: Estado em que o indivíduo, sonha que 
uma pessoa, que ele não pode reconhecer, morreu dessa ou 
daquela maneira, o que se realiza a seu tempo ou logo após, 
como ocorreu, conforme relato de Emilio Servadio, com José 
Desilia, que sonhou estar com uma pessoa, que lhe comunica ter 
sido astro de cinema americano e ter tido uma morte em 
determinada circunstância. Dois dias depois, José Desilia vem a 
saber pelos jornais, da morte de Lon Cheney, famoso artista 
relatadas no sonho. Obs: Salvo melhor pesquisa acredito poder 
dizer mediunidade de premonição. 
IV. Clarividência sonambúlica: Faculdade extra-sensorial da 
clarividência. Se processa no estado de sonambulismo. É uma 
das divisões propostas por Tischner, da Metagnomia. 
V. Clarividência telepática: Leitura à distancia na mente dos 
indivíduos. 
VI. Clarividência telestésica: Faculdade paranormal em que o 
sensitivo tem percepções de paisagem ou objetos à longa 
distancia. Pode ser vista em cores para uns ou preto e branco, 
para outros. 
VII. Clarividência xenoglóssica: Faculdade em que o médium 
recebe pela mediunidade, mensagens em línguas estrangeiras. 
Definição de José Martins. É o mesmo que Criptestesia, Dupla 
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vista em estado de lucidez, Metagnomia, Penestesia, Telestesia, 
Vidência, Segunda Vista. 
 
 Em torno da clarividência apresento dois relatos: 
 Primeiro: Na revista Reformador julho de 2.014, em Obras 
Póstumas, Kardec utiliza a nomenclatura Clari-vidência, narrando o 
seguinte acontecimento: 
 Uma jovem em Lyon, de passagem por Paris, resolveu fazer 
uma visita de cortesia ao Codificador da Doutrina Espírita. Ela era 
dotada de segunda vista, clarividência, fenômeno pelo qual seu 
portador consegue perceber em estado de vigília, fatos que ocorrem à 
distância - nesse caso pequena distância – e outros acontecimentos 
da esfera espiritual. 
 A visitante foi recebida pela esposa de Kardec, a qual tomando 
conhecimento do precioso dom mediúnico da visitante, perguntou-lhe 
dada a ausência do seu esposo, se ela não poderia transportar-se em 
espírito até onde ele se encontrava para vê-lo. 
 A mocinha se recolheu por um instante em silêncio e passou a 
descrever o que via. 
 E o que via a visitante? Via Kardec num aposento muito 
iluminado, no pavimento térreo, onde havia três janelas. O ambiente 
era alegre, a casa circundada por jardins, árvores e flores. Havia 
muita calma e tranqüilidade. Kardec estava trabalhando, sentado 
próximo a uma janela. Encontrava-se cercado de uma multidão de 
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Espíritos que o inspiravam. Um deles parecia superior aos demais, 
recebendo de todos eles deferências. 
 A senhora Kardec, surpresa com a descrição, perguntou-lhe se 
ela podia perceber a natureza do trabalho com o qual se ocupava seu 
marido. A jovem clarividente pediu um momento e em seguida, disse 
que via um Espírito segurando um livro de grandes proporções. Ele o 
abre e lhe mostra o que estava escrito. Ela lê: Evangelho. 
 Kardec, mais tarde, confirmou tudo quanto a jovem dissera, 
desde a descrição do ambiente e da peça onde se acomodava para os 
seus escritos (....) 
 Este notável acontecimento consta do Apêndice que encerra o 
livro Obras Póstumas, de Allan Kardec, editada pela FEB. 
 Segundo exemplo: 
 Apolônio de Tiana, estando em Éfeso, falando em uma reunião, 
calou-se repentinamente e logo em seguida passou a anunciar o 
assassinato do imperador, que nesse momento estava presenciando em 
Roma. 
 
 Ufa! Enfim consigo sintetizar entre várias denominações o 
entendimento entre vidência e clarividência. 
 Para completar a nossa pesquisa quanto ao Item 13, vamos 
dissecar o entendimento quanto ao Fenômeno Desdobramento: 
 Desdobramento: Segundo Dicionário de João Teixeira de Paula 
é o mesmo que Bicorporeidade que é igual a: Autotelediplosia, 
Bilocação, Desdobramento Psiquico e Uniquidade. 
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 Desdobramento: é o desprendimento parcial do espírito do 
corpo físico que se efetua durante o sono que pode ser: artificial via 
anestesia ou via hipnotismo de encarnado ou desencarnado, durante 
reunião mediúnica, ou não, ou naturalmente, no decorrer do sono com 
o espírito procurando seus afins. 
 
• Médiuns, não se julgue de imediato estar desdobrado, 
somente há desdobramento quando a consciência se 
desloca para o local. Lembrando que a vidência à distância 
= clarividência, com lucidez ou não, é fenômeno de 
observação. 
 
 Entendo que o médium deve ser um estudioso do seu organismo 
físico e psíquico para não se equivocar no momento em que sentir que 
o seu corpo etéreo está exteriorizando-se. Na concepção espírita, o 
desdobramento trata-se do processo de exteriorização do períspirito 
do corpo físico. O períspirito, durante esse processo, permanece 
ligado ao corpo por uma espécie de cordão umbilical fluídico. É um 
estado de relativa liberdade perispiritual, no qual podemos agir 
semelhantemente a um desencarnado. Podendo nos afastar a 
distâncias consideráveis de nosso corpo físico. 
 É o espírito do médium indo até lá de forma consciente, 
inconsciente ou semi-consciente. Atendendo os seus objetivos. 
 
 
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 Desdobramento em atividade mediúnica: 
 Dá-se o desdobramento e a pessoa desdobrada viaja em espírito 
para outra região que esteja momentaneamente ligada as atividades do 
trabalho, conforme programação pré-estabelecida pelo mundo maior. 
Lá chegando com apoio da espiritualidadereveste seu períspirito com 
ectoplasma, tornando-se visível, audível e tangível, possibilitando 
dessa forma convidar a todos para aceitarem o socorro que lhe é 
oferecido, ou em tarefas outras. 
 
 Em torno de tudo que viermos a comentar atinente ao fenômeno 
de desdobramento, em grau de consciência podem ser classificados 
em três tipos: 
1. Desdobramento consciente: os médiuns se lembram 
perfeitamente de tudo o que realizaram durante o 
desdobramento; 
2. Desdobramento semi-consciente: o médium tem uma 
recordação relativa de tudo o que realizou; 
3. Desdobramento inconsciente: o médium nada recorda. 
 
 Como complementação secundária, adicionamos mais dois 
itens: 
4. Desdobramento psíquico: quando essa consciência - parte 
mental do períspirito se desloca até o local. 
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5. Desdobramento transe letárgico: quando o espírito fala e o 
corpo do médium permanece imóvel, com ou sem rigidez no 
local onde o grupo está reunido. 
 
 Comentários mais aprofundados quanto aos itens 01 a 05: 
1. Desdobramento consciente: é aquele em que o agente faz o 
desdobramento de maneira consciente, isto é, com plena 
consciência das suas volitações ou viagens astrais, tendo plena 
consciência ao voltar ao corpo, de tudo aquilo que viu e ouviu. 
 
2. Desdobramento semi-consciente: é aquele em que o agente 
faz o desdobramento de maneira semi-consciente, isto é, sem 
inteira consciência da sua viagem astral, tem uma semi-
consciência, ao voltar ao corpo, de tudo aquilo que viu ou ouviu. 
3. Desdobramento inconsciente: é aquele em que o agente faz o 
desdobramento de maneia inconsciente, isto é, sem nenhuma 
consciência de tudo o que viu e ouviu. Nesse caso a 
espiritualidade envolve o ser perispiritual do médium com mais 
precisão, para que se atenda a finalidade da tarefa. 
 
 Na pergunta 172, “Livro dos Médiuns” com relação à Médiuns 
sonâmbulos/inconsciente: o sonâmbulo exprime seu próprio 
pensamento, e o médium no sonambulismo mediúnico exprime o 
pensamento do espírito comunicante. A observação é: e quando é que 
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ele de fato está vivendo um processo anímico no exercício da sua 
mediunidade? 
 A inconsciência é a mediunidade mais autêntica, sem 
interferência do sistema nervoso do médium, possibilitando assim que 
o espírito quando inferior, expresse com maior liberdade a sua 
agressividade, dificultando o diálogo com o dirigente da reunião. Ou 
quando o mentor deseja ditar algumas palavras sem interferência 
anímica do médium, ou mesmo pelo limite intelectual. 
 
 Desdobramento, transe letárgico: nesse fenômeno de 
mediunidade inconsciente, o médium está muito mais a vontade para 
enfrentar o rigor da crítica ou da observação porque, em nada 
interferindo e de nada sendo sabedor pelo fato de que no momento, a 
manifestação é integral do espírito comunicante e conforme a maior 
ou menor perfeição e extensão da faculdade, o espírito comunicante 
pode assumir o seu aspecto físico, alterando a aparência do médium, 
ou mesmo o tom de voz, as mesmas maneiras e revelar outros 
detalhes da personalidade que encarnou em vidas passadas, sob o qual 
se manifesta no momento. 
 Entendo que num estágio mais adiantado, teremos o fenômeno 
de Trasnfiguração, o que se caracteriza pelo fato de o espírito do 
médium exteriorizar-se do corpo físico temporariamente, deixando-o 
inteiramente a disposição e controle do espírito comunicante. 
 São desdobramentos que podem ser espontâneos nas reuniões 
mediúnicas, ou provocados pelos próprios interessados, no exercício 
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da intimidade do seu lar. Mesmo sendo divulgado pela literatura 
espírita, por ser realidade, não somos favoráveis a esse exercício, 
pelos perigos dessa viagem. 
 Para quem deseje insistir nesse exercício, fora do corpo, Edgar 
Armont oferece algumas regras fundamentais: 
• Necessidade de esforço por conservar a consciência 
própria em todo o transcurso do processo a estar sempre 
na convicção de que realiza suas práticas com objetivos 
nobres e elevados. 
 Essa regra assegura proteção espiritual em todas as 
circunstâncias – afirma Edgar Armont. 
• Deve-se apelar previamente para o protetor espiritual, sem 
cujo auxílio não deve o operador se aventurar nesse 
campo, porque enquanto dura o desdobramento, qualquer 
violência ou golpe desferido sobre o períspirito pode 
refletir no corpo denso. 
• De início, deve-se assumir consigo mesmo o compromisso 
de não se deslocar para longe do corpo físico e do 
aposento em que faz o exercício, antes que tenha 
conseguido plena consciência fora do corpo, contato com 
o protetor espiritual e ausência de temor. 
• Deve-se ter a certeza de que o corpo físico repousa com 
segurança em lugar adequado, podendo a ele voltar, sem 
impedimento, assim que o, deseje. 
 
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 Nunca iremos aconselhar a uma pessoa que faça exercício 
“individual” caseiro, assim como a procurar especialista para 
promover sessão de regressão de memória. 
 Para nós espíritas, quando esse fenômeno acontece de forma 
espontânea no decorrer de uma reunião é motivo de satisfação, pela 
ajuda que oferece aos desencarnados sofredores e doentes se houver 
necessidade desse tipo de desdobramento para trazer algum espírito 
até a reunião mediúnica, para estabelecer contato com o dirigente da 
reunião, ou oferecendo energias para os mentores terem condições de 
cumprir a tarefa. 
 Nesse processo de exteriorização espiritual, oferecemos 
informações dos sintomas que o médium poderá sentir ao retornar ao 
corpo físico, tais como formigamento ou Anestesiamento, 
principalmente nos pés e mãos. Pode até ocorrer a paralisação 
momentânea de músculos e tendões. Passível em não sentir uma 
alfinetada sequer. 
 Se Durante o processo do desdobramento, o sensitivo vier a 
sentir tonteiras em virtude do sintoma de ter cabeça girando, é 
necessário corrigir, repetindo a experiência ou apenas informando-o 
para não assimilar a realidade do físico. 
 No processo do retorno do espírito em desdobramento, ele 
poderá se sentir lúcido, porém anestesiado do pescoço pra baixo. Se o 
médium solicitar ajuda para esse incômodo devemos ajudar com 
palavras tranqüilizadoras. 
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 Se for necessário uma atenção maior, pode-se utilizar o socorro 
do passe. Se houver insegurança por parte do passista, deve procurar 
manter as mãos estendidas um tanto mais distante da cabeça e pedir 
para que a espiritualidade organize o retorno dessas energias que 
foram exteriorizadas. 
 Do acima exposto, devemos entender que o processo de saída do 
períspirito (jamais abandonando o corpo físico) assemelha-se a uma 
verdadeira desintegração de sua estrutura atômica, para em seguida, 
organizar-se novamente. 
 O simples desdobramento não caracteriza mediunidade, mas 
sim, o caminho ao desenvolvimento dessa mediunidade. 
 Há outra realidade de desdobramento que não depende da nossa 
aptidão ou desejo de querer ou não: quando alguém tem necessidade 
de passar pela anestesia geral, em nossos hospitais médicos, é 
promovido o desdobramento – o relativo afastamento do espírito do 
corpo. Se esse espírito for excessivamente despreparado e se desejar, 
tem condições de acompanhar, mesmo sentido o efeito da anestesia, 
todo o processo cirúrgico, podendo até interferir de forma negativa 
nas mãos do médico. O ideal a quem vai passar por uma cirurgia é 
que se prepare em oração. 
 
 Bicorporidade ou Bilocação: 
 É o fenômeno pelo qual o espírito, de pessoa mediunizada 
consciente, ou em estado de sonolência ou mesmo em sono,se 
transporta, se biloca, com aparência de realidade ou com tangibilidade 
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real, de um lugar para outro. Mesmo no chamado fenômeno 
consciente/psíquico, nunca podemos afirmar que não haja 
participação de um auxiliar desencarnado. 
 
 Isso prova que o nosso ser espiritual não se encontra encaixado 
no físico. Ele tem a sua liberdade de viajar à distância, participar, ver 
coisas novas ou desconhecidas. 
 Exemplo: A professora dando aula e outros alunos vendo-a 
andando pelos corredores da escola. 
 Esse ser materializado tem os seus movimentos mais lentos, mas 
perfeitamente igual ao corpo que ficou em algum lugar. 
 Não podemos esquecer do farmacêutico Eurípedes Barsanulfo 
que chegou a fazer parto em pessoa que estava distante. 
 No fenômeno de ubiqüidade, o espírito não se divide para estar 
em dois lugares diferentes. Ele irradia-se para diversos lados e pode 
assim manifestar-se em muitos pontos. Quanto mais evoluído for o 
espírito, maior será seu poder de irradiação. Exemplo maior: JESUS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ITEM 14 – FENÔMENO DE LUCIDEZ 
 
 A faculdade de lucidez é a faculdade mediante a qual o médium 
pode ver, ouvir e conhecer além dos sentidos comuns 
 Não vê nem ouve com os sentidos físicos, mas com outros mais 
elevados, abertos no plano hiperfísico, onde esses sentidos, por outro 
lado, não se localizam em órgãos, mas sim no períspirito. 
 O físico do homem não percebe ou aquilata com a razão, mas 
sim através de um sentido interno, de grande poder e amplitude ainda 
pouco desenvolvido no homem atual. 
 Vejamos quais são essas mediunidades de lucidez, devendo 
entender que todo fenômeno de lucidez é e pode ser entendido como 
mediunidade natural. Mediunidade natural deve ser entendida como 
aquela que o médium senta à mesa e vai desempenhando a sua 
obrigação mediúnica, - muitas vezes sem o preparo e conhecimento 
necessário do mecanismo da mediunidade, - nessa existência - caso 
de Regina, psicografando Bezerra de Menezes, ou recebendo 
mentores espirituais e sofredores. 
 Concernente ao universo da – sensibilidade – mediunidade de 
lucidez, expomos as principais, mas deixo a seguinte observação: 
 Defino como sensibilidade/mediunidade de lucidez, mas não 
descarto a possibilidade de algumas nuanças, onde o sensitivo está 
lúcido, mas com consciência alterada. 
 Um exemplo: Quando estamos de olhos abertos e nada vendo, e 
alguém diz: hei! Está dormindo? Na certa respondemos: não. 
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Favor referir a relação abaixo em caso de dúvidas 
Visão Ver página 165 
Vidência Ver página 165 
Vidência/Clarividência a distância Ver página 165 
Vidência/Clarividência no tempo Ver página 171 
Vidência/Clarividência no espaço Ver página 171 
Clarividência Telestésica Ver página 172 
Psicografia Consciente Ver página 186 
Psicografia Inconsciente (mecânica) Ver página 186 
Intuição Ver página 187 
Telepatia Ver páginas 186, 192 
Audição Ver página 102 
 
 Psicometria: faculdade de lucidez, expansão mental. É uma 
forma especial de clarividência, que se caracteriza pela circunstância 
de desenvolver-se no campo mediúnico uma série de coisas passadas, 
desde que seja posto na presença do clarividente um objeto qualquer 
que tenha ligação com a pessoa ou local. 
 Segundo dizem, o célebre romance “Últimos Dias de Pompéia”, 
foi escrito dessa maneira: o escritor visitou as ruínas daquela extinta 
cidade. Ao pegar uma dessas pedras vulcânicas, viu desenrolar-se no 
seu campo de clarividência todos os acontecimentos ligados a 
destruição da cidade. 
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 Um objeto de uso pessoal de alguém que esteja desaparecido, 
pode permitir ao médium de psicometria um entendimento a respeito 
dessa pessoa, se morreu ou não por exemplo, já que às vibrações do 
objeto estabelecem a ligação entre o médium e o desaparecido. 
 
 Audição: faculdade de lucidez, a faculdade a qual o médium 
ouve vozes proferidas pelos espíritos e sons produzidos por estes ou 
outros da própria vida na natureza. 
 Quase sempre, a audição desperta no médium que já manifestou 
vidência, visto que a audiência e a vidência são faculdades que se 
completam mutuamente. 
 Do acima exposto, dois entendimentos se apresentam: 
 Primeiro: A impressão de ouvir não é transmitida aos órgãos dos 
sentidos físicos e, por isso, é que o médium tem a impressão de que 
houve dentro do cérebro. 
 Segundo: As impressões sonoras são transmitidas através da 
cortina fluídica que atinge os órgãos dos sentidos físicos e caem no 
campo da consciência física, alcançando os nervos sensoriais da 
audição, mesmo sem passar pelo tímpano, simplesmente por indução. 
Outros estudiosos entendem que se pode ouvir na “acústica do 
ouvido”. 
 
 Telepatia: faculdade mediante a qual o médium percebe as 
impressões mentais, idéias e pensamentos provindos de um emissor 
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encarnado ou desencarnado. Essas impressões permanecem no campo 
da atividade perispiritual. 
 É o caso da incorporação consciente, ela é telepática, pelo fato 
do médium ter a sua consciência bem pouco alterada. Por isso, ao 
meu ver, enquadra-se no “fenômeno de lucidez”. Eis a receptividade 
telepática consciente. Esse conceito de a mediunidade consciente ser 
telepática nos parece ser muito recente. 
 
 Psicografia mecânica: 
 Não é de lucidez, o médium entrega seu braço a uma entidade 
invisível, de existência contestada pela ciência, o que não impede que 
essa entidade insensibilize o braço, bloqueie os nervos que vão ao 
cérebro e atue por processos adequados na musculatura do braço e nas 
articulações, para que possa manejar desembaraçadamente, 
escrevendo o que deseja pela mão do médium. 
 Nessa modalidade de psicografia que Chico Xavier usava o seu 
lápis para escrever seus romances com velocidade cinco vezes de uma 
escrita comum. 
 
 Psicografia consciente (lucidez): 
 Quando o médium permanece em estado de consciência. É 
através dessa modalidade preciosa que nos tem vindo pura gemas da 
literatura espírita. 
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 É interessante pensar: as chamadas mediunidades conscientes, 
não deixam de ter um estado de alteração no sistema nervoso do 
médium. Assim penso eu. 
 Aqui pudemos comparar os trabalhos dos pintores, músicos, 
poetas e outros, que produzem muitas das suas obras por meio ou com 
o auxílio desta modalidade. 
 
 Intuição, faculdade de lucidez: 
 As mulheres, em geral, são mais intuitivas que os homens, pois 
se deixam governar mais pelo sentimento do que pela razão. 
Aprenderam às duras penas, no silêncio do próprio lar, desde eras 
bem distantes. 
 
Mas o que é a intuição e de onde vem? 
 É uma voz interior que fala e que deve ser analisada e obedecida 
sem vacilação, quando devidamente entendida; é um sentimento 
íntimo que temos a respeito de certa coisa ou assunto: é a verdade 
cósmica, divina, existente em nosso EU. 
 A intuição e a nossa ligação direta e original com a potência 
divina. Já a razão é a nossa ligação com o mundo. 
 
 O campo da razão vai até onde a inteligência alcança, mas o da 
intuição não tem limites, porque é o campo da consciência universal. 
Motivo de em muitas das vezes a razão dizer “sim”, quando a intuição 
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diz “não”. Quando uma pede prudência, a outra determina: “crê e 
segue”. 
 
 O homem a utiliza em três planos: 
1. Espiritual; 
2. Mental; 
3. Físico.Vejamos: 
1. O homem de intuição resolve seus problemas com elementos 
que obtém do plano divino; 
2. Quanto mais o homem fecha seus ouvidos às vozes do mundo 
material, mais se abre o seu interior a voz sublime dessa 
preciosa faculdade do espírito; 
3. Ao passo que o homem da razão resolve segundo os recursos da 
própria inteligência humana, ligadas às coisas do mundo. 
 
 É pela intuição que até mesmo os cegos jamais se desviam da 
rota. 
 A aquisição dessa voz só pode acontecer no silêncio, na pureza e 
na intimidade do ser, condições incompatíveis com os rumores do 
mundo Débil. Se a intuição for sempre ouvida e seguida sem 
vacilações e com confiança, aos poucos irá se avolumar e ganhar 
força crescente. Assim, acabará por ser ouvida em qualquer 
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circunstância e a qualquer hora, apontando ao indivíduo a orientação 
mais segura, elevada e reta. 
 De todas as faculdades mediúnicas, é a mais elevada e a mais 
perfeita, visto que põe o indivíduo somente em contato com coisas e 
seres do mundo espiritual, mas direta e superiormente, com a essência 
divina das realidades. 
 Neste capítulo das faculdades de lucidez, cabe um ligeiro estudo 
sobre o sono/sonho – onde convido a rever o “Item 02 – Sintomas da 
Mediunidade. 
 
ITEM 15 - MEDIUNIDADE NATURAL 
 
 Os fenômenos que envolvem a mediunidade são extensos, assim 
incluímos a Mediunidade Natural. No estágio atual do espiritismo não 
é mais aceitável que o médium exerça sua função sem conhecer a 
Diversidade desses Carismas, em torno da mediunidade. “Esse sexto 
sentido, patrimônio do ser humano”. 
 A muitos médiuns, ainda que atrasados em sua evolução e 
moralmente incapazes, são concedidas faculdades psíquicas. Esses 
médiuns não as conquistaram, mas as recebem por empréstimo, por 
antecipação, em uma posse precária, que fica dependendo do modo a 
serem utilizadas, da forma pela qual o indivíduo possa cumprir a 
tarefa cujo compromisso assumiu, nos planos espirituais. 
 Caso venha a enobrecer, poderá elevá-la à Mediunidade 
Natural mediana, caminhando e avançando ao fenômeno de 
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190	
inspiração, não mais necessitando da incorporação para relacionar-se 
com as entidades superioras. 
 Os médiuns em estágio de mediunidade de empréstimo são 
aquelas almas que fracassaram desastrosamente, que contrariaram 
sobremaneira o curso das leis divinas e que resgatam, sob o peso de 
severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado 
obscuro e delituoso. Os médiuns missionários sofrem e muito, mas 
por uma causa superior em benefício da humanidade. Francisco de 
Assis sintetiza muito bem: “Não tenho mais problemas, os meus já 
resolvi, os meus problemas são com os teus problemas”. 
 O seu pretérito, muitas vezes se encontra enodoado de graves 
deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre são Espíritos que 
tombaram dos cumes sociais pelo abuso do poder, da autoridade, da 
fortuna e da inteligência e que regressam ao orbe terreno para se 
sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das 
sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. 
 Médiuns de Provas e Expiação, ponderais as vossas obrigações 
sagradas, pois são possivelmente sua última oportunidade nesse 
planeta, entre tantas havidas, em um universo de centenas de 
existências, e nem sempre somente na Terra. 
 Somente no período após Cristo já se passaram mais de dois mil 
anos, sempre fugindo do seu convite de juntar-se a Ele. Não há mais 
tempo a perder. 
 
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 Entendam: mediunidade é concessão oferecida como ferramenta 
de trabalho comum. Quando as vibrações entre os dois mundos se 
equilibram, se sintonizam, obedecendo às leis de afinidade ligações 
íntimas se estabelecem, em maior ou menor ressonância. E essa 
sintonia, quando se verifica entre habitantes desses mundos, 
proporciona o intercâmbio. 
 
 André Luiz, ao qual reputamos grande autoridade sobre 
realidades da vida espiritual, afirma o seguinte: mediunidade não é 
disposição da carne transitória é sim expressão do espírito imortal. 
 
 A mediunidade se desenvolve aos poucos e silenciosamente, no 
despertar das glândulas cerebrais e aos poucos tem sua intensidade 
aumentada, apresentando-se em variadas formas de perturbação física 
e psíquicas, até que uma sintonia mais positiva surja e transforme essa 
sensibilidade. Eis o momento em que somos convidados a 
substituirmos os lixos mentais por pensamentos elevados. 
 
 Hoje em dia, o número de perturbados é imenso, com tendência 
a crescer. Não se erra muito ao dizer que 90% das perturbações são de 
fundo espiritual, 10% representando mediunidade a desenvolver. 
 Essa informação é baseada em resultados extraídos após 
pesquisa feita com 9.600 perturbados, pela Federação Espírita do 
Estado de São Paulo. Nestes casos de perturbações, a aura individual 
se apresenta escurecida e manchada em outros pontos. 
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 Em geral, as perturbações psíquicas apresentadas em certos 
indivíduos com certa sensibilidade, é em muitos casos, o sinal inicial 
de mediunidade. Não temos motivos para surpresa, pois mediunidade 
é o sexto sentido a ser incorporado aos cinco que já dominamos. Para 
maior facilidade do estudo que estamos empreendendo, dividimos a 
mediunidade da seguinte forma: 
• Quanto a natureza: sendo natural, de prova ou tarefa. 
• Quanto ao fenômeno: sendo em lucidez, de incorporação e/ou 
efeitos físicos. 
• Quanto ao estado do médium: consciente, semi-consciente e 
inconsciente. 
 
 Na faculdade de lucidez (consciente), incluímos a telepatia 
existente nas reuniões mediúnicas, onde o médium estará sob a 
influência do espírito ali presente a comunicar-se. 
 Na lucidez embutimos também a visão, audição e intuição. Ora 
o médium de lucidez é aquele que possui a capacidade de levar as 
suas aptidões a esse ponto de equilíbrio, de sintonia, que o coloca 
entre os dois mundos, sendo-lhe ambos acessíveis. 
 É necessário salientarmos que na vidência e na audição o 
médium age tanto em estado consciente, semi-consciente quanto 
inconsciente. 
 Quanto à intuição, é necessário registrar uma particularidade: no 
esforço da evolução, o homem veio somente com o instinto, 
adquirindo mais tarde a razão, e agora caminhando para a intuição. 
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 Na incorporação, a lucidez pode ser total ou parcial. Aqui 
incluímos as manifestações orais e escritas. 
 Finalmente, nos efeitos físicos, incluímos todas as extensas e 
impressionantes séries de fenômenos. 
 Fenômenos perturbadores: quedas de utensílios domésticos, 
barulhos não identificados etc. 
 Fenômenos saudáveis: o passe por exemplo, que é uma ação 
benéfica de efeito físico, assim como as curas, cirurgias espirituais, 
etc. 
 Entendia ser estranho associar efeitos físicos com mediunidade 
de desdobramento. Por achar estranho e não conseguir destrinchar, 
fiquei trinta dias parado sem dar continuidade ao trabalho. Somente 
depois de muito pesquisar encontrei a resposta: esse fenômeno atende 
a duas realidades: desdobramento mediúnico e desdobramento 
psíquico. 
 
ITEM 16 – MEDIUNIDADE NO ENTENDIMENTO 
CRISTÃO 
 
 De nada adianta um médium que tudo percebe e capta e sente, 
se ele não souber diferenciar fluídos saudáveis dos não saudáveis, se 
não souber identificar a presença do seu mentor pela projeção dos 
seus fluídos, assim como não sabe administrar uma boa sintonia. 
 A condição de médium é apenas mais uma tarefa do cotidiano, 
mais um trabalho a ser cumprido, que não o exonera de todas as 
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194	
outras tarefas comuns a todos os outros seres humanos. Ao contrário, 
como médium, ou seja, como intermediário entre os homens 
encarnados e homens desencarnados, ele deve conhecer bem a sua 
natureza humana e, para isso, deve viver bem no mundo, sem viver 
para o mundo. 
 
Podemos dizer que a mediunidade é neutra? 
 Sim. Muita calma para esse entendimento. É neutra em si 
mesma pelo fato de nos dar a possibilidade de contato com seres 
elevados, porém, também pode nos colocar em contato com seres 
desequilibrados, sofredores e perturbados. Nos casos citados, o que 
determina o sucesso dos contatos a serem feitos por seu intermédio é 
principalmente o nível espiritual de quem a possui e a exerce. 
 Para entender a evolução do nosso psiquismo, solicito que o 
médium, mais do que ninguém, reflita nas suas caminhadas e na 
difícil tarefa de entender o lado anímico – onde se tem armazenado 
registros de acontecimentos saudáveis ou não –, o aprendizado e e 
formação dos sentimentos, sem os quais não teríamos a mediunidade. 
 
 P. Podemos ter idéia dos primeiros passos quanto à formação do 
psiquismo? 
 R. Nos Bilhões de anos passados, na natureza do princípio das 
coisas. 
 
 P. O sofrimento está em todos os reinos da natureza? 
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 R. Uma chuva com muito vento partiu o galho de uma árvore e 
Chico Xavier observando, perguntou à espiritualidade: Porque essa 
árvore passa por essa prova? Resposta: para que ela vá aprendendo a 
ter registros, desde o reino vegetal. 
 
 Para ser fiel à sua missão, o médium deve viver mergulhado em 
amor. Amor por Deus, pela criação, pelas criaturas e por si mesmo. O 
médium que alcança esse apanágio, fica ansioso pelo novo dia de 
servir. Eu digo: que felicidade o dia que pudermos dizer: Sinto-me 
prisioneiro de Jesus. 
 Alcançado esse apanágio, esse médium não falta à sua tarefa na 
Casa Espírita a não ser por necessidade justificável, pelo fato de ter 
incorporado na sua intimidade o seguinte: 
 O amor é a energia que mantém o universo e tudo o que nele 
existe. Sem o amor do Criador, nada, existiria nada se sustentaria, 
não haveria transformação. Sem o amor incondicional de Deus por 
nós, nada seríamos e nada poderíamos realizar. 
 É na força do amor, o Amor-Deus, o Amor que é, o Amor que 
existe sem ter sido criado, que todos nos movemos, que todos 
vivemos, e sentimos. Tudo que experimentamos é o Amor Maior 
agindo em nós, por nós e para nós. Somente pelo amor podemos 
realizar com Deus, podemos agir no mundo de Deus, em sua criação. 
 
 O médium é ao mesmo tempo obra e ferramenta de Deus, pois é 
através dele que Deus se revela um pouco mais à consciência humana, 
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196	
ainda tão presa à ilusão que a cerca neste mundo material. No 
médium, Deus encontra mais um caminho para o coração humano. E 
pelo médium, todos podemos entender um pouco melhor o Deus que 
vive em nós, mas que não enxergamos. O Deus que nos ama tanto que 
nos deu também a mediunidade para que pudéssemos nos aprofundar 
em seus mistérios. 
 Todo médium deve ter a consciência de que é também um 
pouco de “médium de Deus, da Vida, do Amor” que a tudo permeia. 
Todo médium precisa saber ser eleito de Deus, da vontade divina, da 
sabedoria infinita, para compreender que sua missão na mediunidade 
nada mais é do que expressar esse Amor que a todos envolve, nutre, 
sustenta e transforma, sendo imutável e constante em si mesmo. 
 Para ser fiel à sua missão, portanto, o médium deve viver 
mergulhado em amor. Amor por Deus, pela criação, pelas criaturas 
viventes e por si mesmo. Amor que se revela em respeito, em virtude, 
em fraternidade. Amor que se apoia também nos estudos, no 
conhecimento, e na razão. Amor que se equilibra serenamente entre o 
êxtase da fé e a concepção do intelecto. 
 Sem este amor, a mediunidade torna-se estéril e fria, pois nada 
inspira à vida a não ser arrogância e desencanto. Sem este amor que 
alimenta a razão e nela se apoia, o médium nada percebe de si mesmo 
e de sua tarefa. Nada sabe dos propósitos de sua missão e da intuição 
da verdadeira Vida: a Vida que representa. (Material da palestrante 
Maísa Intelisano). 
 
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197	
 Médiuns! Sejam os discípulos do Divino Carpinteiro, pois, já 
conhece a fonte de onde nasce o amor de Deus. 
 O médium de coração Evangelizado já sabe esquecer os ultrajes, 
assim, ele não mais descerá ao padrão vibratório dos ofensores para 
não se fazer igual, lembrando sempre que no momento difícil, 
estaremos sempre só. Com isso, terá a oportunidade de aprender pelos 
menos os princípios do amor e da paz. 
 Sem conhecimento, a mediunidade se torna cega, irresponsável 
e fanática, e nada acrescenta à humanidade a não ser o medo, 
ignorância e superstição. Sem o conhecimento que ilumina o coração, 
o médium pouco compreende de si e de Deus, pois age às cegas, sem 
poder entender os fenômenos que o alcançam. 
 Cabe ao médium, portanto, ser instrumento preciso e fiel de 
amor de Deus pelos homens, estudando sempre e aprendendo cada 
vez mais a ser amoroso em sua mediunidade. 
 Cabe ao médium sintetizar em si mesmo: amor e conhecimento. 
Levando ao seu trabalho não somente a técnica, mas também 
sabedoria, equilíbrio, discernimento e serenidade, para que, no 
exercício de sua mediunidade, reflita-se somente a melhor técnica, 
que é a essência de tudo: o amor (Palestrante, Maísa Intelisano). 
 A prece torna o homem melhor. Aquele que ora com fervor e 
confiança se faz mais forte contra as tentações do mal, pois Deus lhe 
envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um processo que ele jamais 
recusa, quando pedido com sinceridade. 
 
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ITEM 17 – COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES 
 
 Todas informações que estamos apresentando e outras que 
virão, servem em dose homeopática para a preparação psíquica do 
aluno candidato ao curso de Desenvolvimento Mediúnico nas fases 
primeira e segunda - essas fases atendem os fenômenos inseridos no 
contexto das Diversidades dos Carismas da Mediunidade. 
 
 Fase primeira: 
 Deve ser compreendida como o exercício da mediunidade de 
incorporação, consciente, semi-consciente e inconsciente. 
Dependendo das aptidões dos estudantes, podemos sim, reservar 
tempo para o exercício da psicografia, que no meu interesse, se 
possível, seria exercitada apenas na fase segunda. 
 
 Fase segunda: 
 Exercício de vidência, audição, psicografia, psicometria, etc. 
 
P. Qual o entendimento que devemos ter em torno da mediunidade-
tarefa? 
R. Ela apresenta-se com a devida clareza e definição, diferente de 
sintomas mediúnicos, conforme estudado por Kardec, inserido no 
“Livro dos Médiuns” caracterizado como mediunidade improdutiva. 
 
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 A aplicação desse método não é necessariamente aos iniciantes, 
mas sim e com muito proveito nos casos em que as faculdades já 
existiam antes. Faculdades que eram muitas vezes utilizadas sem 
estudo e que são viciosas, com desconhecimento de ética operacional. 
 Este método elimina as falhas, corrige os erros e defeitos, 
expandindo seu campo de ação, ampliando os horizontes do trabalho, 
reduzindo as possibilidades de erros, alcançando melhores resultados 
quanto ao médium e ao grupo. 
 Esse desenvolvimento exige um mínimo razoável de 
conhecimentos gerais doutrinários, preparação de sentimentos e 
estudos das obras básicas e da série de André Luiz. 
 Lembrando que, sem reforma íntima e coração amoroso, omédium não poderá ser o fiel medianeiro, o enfermeiro dos 
necessitados encarnado ou desencarnado. Como vemos, sem o amor 
no servir, o médium, com o passar do tempo fica desmotivado, 
abandonando à mediunidade-tarefa, falindo perante si mesmo. 
 Os médiuns que duvidam de si mesmo e se atemorizam com a 
posse da mediunidade, são justamente aqueles que nada conhecem 
dessa meritória atividade doutrinária, pela inexistência de estudo. 
 E aqueles que, mesmo orientados, permanecem oscilantes na fé, 
quebram a sintonia e a comunhão com o Plano Espiritual, imantam-se 
às esferas vibratórias inferiores, rodeiam-se de más influências e 
acabam por fracassar nas suas nobres tarefas. 
 Ouço constantemente alusões ao desânimo. Às quais eu 
continuo afirmando: o motivo do desanimo é a falta do amor para 
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com os necessitados. Reclamam falta de amor do grupo, mas 
abandonam o trabalho de caridade pela falta de amor, abandonam o 
convívio com o grupo, conseqüentemente abandonando também o 
dirigente. 
 Nestes casos, para se refazerem, devem promover uma rigorosa 
e demorada autotransformação, higienizando a mente com propósitos 
e pensamentos positivos e disposição íntima de confiança e humildade 
nos serviços ao bem dos semelhantes, conduta moral elevada e reta e 
desprendimento pessoal em relação à futilidade mundana – as quais 
aniquilam o fruto do seu trabalho. 
 
 Senhores estudantes: Para efeito de conhecimento da 
mediunidade que é portador, fazemos as seguintes observações 
básicas. 
 
v Mediunidade potencial: é a realidade dos que passaram 
pela triagem, demonstrando sua realidade e sua condição 
de pessoa cuja organização psíquica e física lhe asseguram 
percepção hiperfísica. 
 
v Sensibilidade mediúnica: é considerar determinada 
elevação da percepção psíquica além dos limites normais 
do plano físico. 
 
 
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 Fundo mediúnico adoentado: 
 O sensitivo que se encontra nessa condição apresenta 
sensibilidade para sentir o envolvimento espiritual, explorado por 
espíritos inferiores e ignorantes que forçam as glândulas cerebrais, 
sendo que a pineal é a principal. 
 Essas perturbações, muitas vezes provocam super excitações dos 
sentidos ou da mente. Fazendo que o perturbado ser e ouvir além do 
mundo físico e até mesmo perdendo o controle próprio ao falar como 
se estivesse incorporado ou mediunizado. 
 Porém, não havendo nada a desenvolver, o fenômeno é 
passageiro e mesmo freqüentando sessões apropriadas, nenhum 
resultado advém que possa ser considerado como desenvolvimento 
mediúnico. Salvo, é claro, os benefícios que recebe pelo lado da cura. 
 Referente ao que foi citado acima, acreditamos poder chamar de 
estágio fictício da mediunidade. Está que apresenta somente 
perturbações psíquicas e não a mediunidade em si. O futuro poderá 
mostrar outra realidade quanto à mediunidade 
 Esse curso das cinco fases, oferece na sua primeira aula, 
elementos indicativos se o mesmo tem, ou não, mediunidade tarefa, e 
se tem, de qual mediunidade principal é portador. 
 De forma mais direta, se a Casa Espírita tiver em seu quadro de 
trabalhadores um médium vidente treinado, ele pode observar se as 
glândulas cerebrais apresentam luminosidade mortiça ou não, com 
possibilidade ou não de se tornar um trabalhador na mediunidade 
tarefa. 
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 Não manifestando a mediunidade nessas circunstâncias, todos 
serão convidados a intensificar a sua dedicação na mediunidade do 
amor, ou seja: 
• Assumir a responsabilidade de ser o elemento – usina de amor, 
oferecendo energias de sustentação nas atividades do grupo 
mediúnico; 
• Assumir o compromisso de estudar o mecanismo do passe e 
participar dos trabalhos no passe; 
• No futuro, participar do grupo de implantação do Evangelho no 
lar; 
• No futuro, após preparados, trabalhar nas atividades de apoio 
fraterno; 
• No futuro estando preparado para palestrar sobre “Temas 
Espíritas” ; 
 
 Sintetizando: quando o trabalhador está preparado, o trabalho 
chega. 
 Quanto às perturbações psíquicas-mediúnica, quando elas 
adquirem outras situações, sofrem de acordo com certas intervenções: 
ü Via Medicina; 
ü Via Pastores Evangélicos; 
ü Via Terreiro de Umbanda. 
 
 Via medicina: ao buscar na medicina psiquiátrica o auxílio, 
como se o físico fosse o doente, são utilizados pílulas-calmantes que 
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não acalmam, mas que conduzem à prostração, prostrando as 
faculdades da alma, produzindo marasmo e enfraquecimento físico. 
 Os espíritos nos lembram que a maioria dos internados em 
sanatórios necessitam mais de prece do que medicamento. Seus 
cérebros, na maioria dos casos, não estão lesados, mas se tornam 
lesados após longo período de ações de medicamentos. 
 Nos casos de perturbação espiritual, o aconselhável é que o 
doente busque socorro no espiritismo e busque o médico para medicar 
apenas o enfraquecimento do físico. Os calmantes nunca são 
elementos de cura, mas sim necessários na emergência de uma crise 
agressiva ou no desejo de suicídio. 
 Entendendo que ao adormecer o sistema nervoso, o espírito 
perturbador, sofre em muitos casos os efeitos dos medicamentos, 
encontrando dificuldade em sua ação. 
 
 Quando se trata de mediunidade-tarefa, esse sofrimento em 
torno da eclosão da mediunidade, se dá pelo fato da medicina do 
pastor e do padre, não saberem que a normalidade da saúde física, 
será logo mais uma realidade quando o sensitivo se tornar um médium 
desenvolvido, prestador da caridade consoladora, mediador, 
intermediário entre o céu e a terra, possibilitando o diálogo fraterno 
do dirigente da atividade mediúnica com os inimigos, estendendo 
mãos amigas, colocando-os aos cuidados dos bons espíritos. 
 
 
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 Via Igrejas Evangélicas: 
Qual é o comportamento das Igrejas Evangélicas, no caso de 
perturbação espiritual? 
 Aqui encontramos duas situações: 
1. Utilizando simplesmente uma prece, se obtém bons resultados; 
2. Sendo o pastor homem vaidoso, e ele dizendo: em nome de 
Deus eu bloqueio, eu determino que nunca mais você irá escutar 
essas vozes (mediunidade auditiva). 
 
 Vejam a seguinte realidade de uma jovem, segundo a sua 
narração: 
 -Seu Wilson eu não mais escuto as vozes, mas a perturbação 
psíquica ficou maior. 
 Cego guiando cego. Aquele que não sabe a origem dessa 
perturbação, que não sabe que muitas delas tem a finalidade de 
lapidar o mundo interior e o mundo moral, como se faz com o 
diamante bruto, até tornar-se uma jóia de valor. 
 Devemos entender que mediunidade doente ou não, é sinal de 
evolução psíquica entre os homens. É o começo do entendimento do 
ser humano quanto ao sexto sentidos, o momento em que ele deve 
começar a entender que não é apenas matéria e sim ser espiritual a 
comunicar-se com coisas extrafísicas. 
 Assim sendo, não tem mais como adiar o estudo do Mecanismo 
da Mediunidade e suas nuanças para passar a ser o comandante da sua 
mediunidade e não ser mais o comandado. 
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 Há situações que não se tratam de uma mediunidade a ser 
lapidada para o trabalho mediúnico e sim apenas de sensibilidade, 
absorvendo energias doentes de um espírito perturbador. 
 Alguns pastores afirmam sem nenhuma humildade: eu ministro 
de Deus. Ordeno que você saia do corpo deste jovem. 
 Aqui cabe o questionamento: por acaso Deus deu a ele uma 
procuração? Por acaso Deus recebe ordens? 
 
 A vaidade do Pastor ainda diz: 
 -Esse altar é sagrado, milagre,milagre, essa mulher que tinha as 
pernas travadas agora está andando. Jesus está aqui, palmas para 
Jesus. 
 Jesus por acaso pede palmas, ele necessita de comportamento 
pagão? Jesus quando na cruz infame, olhou para o alto e disse: Pai 
perdoei, eles não sabem o que fazem. 
 Falsos profetas! 
 
 Os candidatos ao desenvolvimento de mediunidade devem 
procurar entender que: 
 Todo processo de perturbação existente em determinada pessoa, 
é utilizado pela lei divina como preparação do físico e do psíquico 
para o exercício da mediunidade. O físico necessita aprender a 
conviver sem absorver energias até então desconhecida. 
 
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P. Alguém pode perguntar: Mas determinado médium não passou por 
esse difícil aprendizado? 
 R. Os que hoje não passam por esse processo de perturbação, 
vivenciaram tal aprendizado em maior intensidade em existência 
anterior. 
 
 Sem essa forma ruidosa de despertar a responsabilidade 
assumida antes do seu retorno à terra, essa pessoa provavelmente não 
buscaria à Casa Espírita, a fim de tornar-se um trabalhador do Cristo, 
na mediunidade-tarefa. 
 Muitos desses que se encontram doentes mediunicamente, 
comparecem em terreiros, onde dirigentes e espíritos, ambos 
despreparados, agem quase sempre, violentando as faculdades 
cerebrais, forçando sua eclosão mediúnica por vários meios, inclusive 
por processos hipnóticos, para assim obterem resultados mais rápidos, 
recrutando o médium, para serem cavalos – é assim que a umbanda 
diz. 
 Forçam a manifestação mediúnica, erro grave, não só porque 
muitas vezes agride o livre arbítrio, como também, porque produzem 
desequilíbrios psíquicos e orgânicos. 
 
 Mediunidade tarefa: aqui está a nossa preocupação total, pois 
não desejamos que o portador desse compromisso previamente 
estabelecido com o mundo espiritual, termine a sua vida física 
levando consigo esse assunto mal resolvido. 
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 Vamos ao entendimento, na relação médium e mediunidade 
Kardec conceitua: 
Ø Médium é aquele que serve de intermediário e não aquele que 
apenas entrega a sua cota de magnetismo ou ectoplasma para 
que o fenômeno se produza; 
Ø O médium deve procurar cada vez mais conhecer o seu físico o 
seu psiquismo, o seu estado psicológico para poder identificar o 
que é produzido por ele ou pelo espírito. 
 
 Médiuns! Médiuns! Disponham das suas faculdades psíquicas 
aos espíritos desejosos de fazerem o bem entre os homens. Saibam 
que a mediunidade é ferramenta de trabalho que o criador oferece à 
espíritos endividados, possibilitando-o a praticar o bem. 
 Retornando ao entendimento quanto às perturbações psíquicas e 
orgânicas, devemos entender o seguinte: 
Desencarnados inimigos, como entender isso? 
 São aqueles que foram os espoliados, enganados, traídos nos 
seus sentimentos e até assassinados, em um passado distante ou não. 
 Quantos maridos que torturaram suas esposas por longos anos 
até o final da sua vida e hoje em sua nova existência, corporificado 
em corpo feminino, tem como inimigo espiritual aquela mulher 
torturada no passado. 
 Existem pessoas que após anos de sofrimento vão à Casa 
Espírita, desejosos em ficar livre do mal-estar, como se fosse um 
passe de mágica. Mas tem etapas a serem vencidas: 
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I. Quando os seus débitos já foram resgatados, o inimigo não tem 
mais autoridade para continuar prejudicando; 
II. Quando no decorrer dos estudos de evangelização, nós 
certamente estaremos contribuindo com a mudança do nosso 
inimigo o qual também vai se evangelizando; 
III. O bem é a moeda que paga os nossos pecados; 
IV. Quando fazemos do inimigo o amigo. 
 
 Quando as pessoas em sofrimento não obtêm melhoras 
imediatas dizem: recebi o passe e pouco resolveu. Esquecem que 
semearam a dor por longos anos e agora querem ficar livre do 
sofrimento em um piscar de olho? Além do mais, nem possuem em si 
o desejo de transformar-se moralmente e esquecem de orar pelos 
inimigos do passado, sem se lembrar que em qualquer situação, 
aquele que perdoa, fica livre do problema, já quem causa o 
sofrimento, está entrando no problema. 
 
 Em muitas perturbações, a origem não está nos espíritos 
inimigos, mas tem como responsável a própria pessoa. 
 
 Estudantes ou médiuns em atividade, quando não permitem que 
os estudos incorporem no seu coração, estão demonstrando sinal de 
desistência. Eis a decisão prejudicial. 
 Naturalmente, ao desprezar a companhia dos bons espíritos, 
estão escolhendo como companheiros os espíritos ignorantes. O 
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problema da companhia prende-se, em última análise, também, aos 
tipos de pensamentos que emitimos como fruto da nossa intimidade. 
Pensar significa, pela ótica espírita, emitir ondas carregadas de 
informações, imagens que se movimentam e que até coloridas são. 
 Mediunidade sem estudo e sem sentimento é como um 
caminhão carregado sem freio, descendo ladeira abaixo. É um 
desastre. 
 A mediunidade pode ser comparada a uma antena receptora, 
assimilando coisas boas ou não de acordo com a direção que for dada 
a essa antena. É ainda a ferramenta mais perfeita para educar a mente, 
ensinando o médium como extrair os lixos mentais de um psiquismo 
de milhões de anos de experiências traumáticas ou não, a direcionar 
de forma correta essa antena receptora. 
 
 Médiuns, o espiritismo é ensinamento que nos ajuda a direcionar 
essa antena receptora, mesmo diante dos momentos de muita 
dificuldade. 
 
 Exemplos: 
 Toda pessoa que passa por um momento de muita dificuldade, 
mesmo fechando os olhos, ele recapitula as imagens; 
 Imagina um médium que, passando por essa experiência, sem 
querer, ao recapitular, estará estabelecendo sintonia com mentes 
sofridas como ele. A sua antena encontra dificuldade de ser 
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direcionada para bases sólidas. É o momento em que ele necessita dos 
companheiros. 
 
 Mediunidade é enterrar de vez o materialismo em torno da 
morte. Mediunidade sublimada é gozarmos de momentos de muita 
felicidade. Qual será a felicidade de uma mãe, que estando no 
trabalho, na sua profissão ao ver a sua filha desencarnada dizendo: 
Oi, mãe! Estava com saudades da senhora e vim visitá-la. 
 
 Em se tratando de mediunidade, Jesus deu o seu aval, ao não 
proibir a sua manifestação. Esse espiritismo, desconhecido à época foi 
inserido na Bíblia, como o Consolador Prometido. 
 Por ser Divino, Deus, após muitos séculos, quando a 
humanidade se encontrava mais esclarecida manda à terra o Sr. 
Kardec com a incumbência de codificar essa ciência que representa a 
ligação do mundo espiritual ao mundo material, estabelecendo sua 
metodologia. Esse mesmo Kardec, retorna personificado em Chico 
Xavier, dando continuidade ao que tinha iniciado em relação ao 
Espiritismo. Essa tarefa foi a mais difícil, ontem foi a de escrever, e 
hoje a de exemplificar e divulgar. 
 A origem da mediunidade é demonstrada na Bíblia pelo 
apóstolo Paulo na epistola aos Hebreus, 1:14 “Não são porventura 
todos eles espíritos administradores, enviados para servir a favor 
daqueles que hão de herdar a salvação?” 
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 Em atos 2:17 “E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor que 
do meu espírito derramarei sobre toda a carne, vosso filhos e vossas 
filhas profetizarão, vossos mancebos terão visões e os vosso velhos 
sonharão sonhos”. O princípio desses dizeres de Jesus deu-se em 
Jerusalém no dia do Pentecostes. 
 “Se estabelecerá a era da mediunidade,alicerce de todas as 
realizações do Cristianismo, através dos séculos” palavras de 
Emmanuel. 
 “No Pentecostes, se edificaram as construções espirituais de 
toda comunidade sinceras da Doutrina do Cristo e é ainda ela que 
dilatada pelos apóstolos ao círculo de todos os homens, ressurge no 
Espiritismo, como a alma imortal do Cristianismo redivivo” palavras 
de Emmanuel. 
 
ITEM 18 – TRANSICÃO PLANETÁRIA 
 
 Médiuns espíritas! Somos os trabalhadores da última hora, 
convocados a fazer em pouco tempo o que não fizemos em longos 
períodos. Não existe a palavra depois ou amanhã, é agora. Tudo é 
para ontem. 
 
 Quer saber os motivos? 
 Como saber? Não importa os detalhes, talvez estejamos 
inseridos na história dessa humanidade, vindo de Capela a 
estabelecer-se na Terra. 
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 Muitos, por serem rebeldes de Capela, ficaram conhecidos na 
linguagem Bíblica como os anjos expulsos do paraíso. Muitos já 
regressaram ao seu planeta de origem. Vinte milhões ainda estão aqui, 
pois não criaram para si condições de voltarem ao seu planeta de 
origem. 
 Assim sendo, podemos perguntar: será que não sou um dos 
personagens da epopéia registrada acima? 
 Conheço uma pessoa que foi muito atuante no movimento 
espírita, afirmando ser um desses exilados. Salvo engano, o fundador 
da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso - o prezado Praeiro. 
 
 Muitos desses exilados estão em possibilidade de serem 
rebaixados, mais ainda. A todo momento, muitos desses degredados 
despedem-se do nosso planeta, felizes por retornarem ao seu mundo 
de origem. Felizes e tristes, porque não conseguem levar com eles 
muitos corações queridos. 
 No passado distante. Os exilados foram os que prejudicaram o 
progresso do Planeta Capela, que alcançava o Estágio tecnológico e 
científico, mais ou menos idêntico ao nosso planeta. Pela dureza dos 
seus corações esses seres duros de coração, mas inteligentes, 
reencarnaram entre os terrícolas, tribais. Decisão deliberada pelo 
mundo maior, que determinou a transferência destes para o nosso 
planeta. 
 Mesmo com suas maldades, contribuíram com o nosso 
progresso, principalmente no Egito, com suas pirâmides, onde se 
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instalaram. Eram líderes rebeldes e para cá foram transferidos com os 
seus subalternos, também rebeldes. Pirâmides consideradas como o 
primeiro livro de pedra. 
 As suas lideranças maldosas manifestaram-se também nos seus 
subordinados de outrora. Naquele passado distante, o evangelista 
João assim descreve o aspecto psicológico e físico desses homens 
expulsos o paraíso, conforme a lenda: 
o No meio dos homens antigos da Terra, descubro homens 
novos, meninos e meninas e varões robustos; donde 
vieram esses homens que nasceram antes da formação da 
Terra? Vêm a ela em cumprimento de uma lei e de uma 
sentença divina. 
 
 “A sua cabeça é de ouro, pois são inteligentes, as suas mãos são 
de ferro e os pés de barro – “pesados, chumbados às coisas materiais”. 
Conhecem o bem, mas praticam a violência e viveram para a carne. 
 A geração proscrita trás na fronte o selo da sentença, mas 
também tem a promessa no coração. Acrescento: Jesus reuniu-se com 
os degredados antes deles virem para a Terra e disse: 
 -Vão confiante que eu estarei com todos vocês. Jesus cumpriu a 
sua palavra. 
 Motivo de muitos deles, olharem para o alto esperando a vinda 
do salvador. 
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214	
 Todos pecaram por sabedoria e orgulho, e, seu entendimento 
ainda é soberano, mesmo com a luz da promessa da misericórdia que 
subsiste e subsistirá”. 
 
 Até 2.999, concluída a Transição do Nosso Planeta, o restante, 
daqueles que não se adaptaram ao novo padrão vibratório do planeta – 
encarnados e desencarnados – deixarão esse planeta, sem condições 
de retornarem por séculos e milênios. Essa seleção do Joio e do Trigo, 
há décadas já se iniciou. 
 Os bons, encarnados e desencarnados herdarão a terra, aqui 
permanecendo e a ela retornando. 
 Pela misericórdia divina, a partir de 2.014, muitos habitantes de 
Alcione, um planeta superior a terra, que está se aproximando de nós, 
virão se encarnar em nosso planeta em missão de ajudar o mundo 
terreno a crescer moralmente. O mundo contará com um governo 
central, justo, correto, administrando as necessidades comuns entre os 
povos. As crianças do futuro próximo serão reconhecidas como 
crianças, Índigos e crianças Cristal. 
 Aos futuros pais: preparem-se, essas crianças já estão chegando, 
outras mais evoluídas virão. Não serão malcriadas, mas ciente do que 
fazem e esse saber desafiará o entendimento dos pais. 
 Muitos desses desencarnados teimosos na maldade, já foram 
transferidos para outras localidades no espaço, aguardando a 
encarnação em mundos inferiores. 
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215	
 Muitos desses redutos já estão vazios na sub-crosta da terra. 
Concluído esse expurgo dos maus, a terra deixará de pertencer a 
segunda escala de evolução entre os mundos – hoje terra de expiação 
e provas, caminhando rapidamente para conquistar a terceira escala a 
de regeneração - onde haverá entre os homens uma relativa felicidade. 
 Para gozarmos dessa felicidade, antes é preciso que a terra passe 
por um parto difícil. Se tivermos mais uma guerra, será a última na 
história da humanidade. As praças públicas não mais terão estátuas de 
generais de guerra. Leiam “Brasil Coração do Mundo Pátria do 
Evangelho” e terão informações dos acontecimentos reservados ao 
velho mundo. 
 O expurgo já começou, a terra desse milênio não suporta mais a 
presença de mentes encarnadas e desencarnadas maldosas, desonestas, 
corruptas, bandidos assaltantes, estupradores, a justiça não 
executando a justiça, os administradores políticos administrando os 
seus próprios interesses, a decadência moral nos programas de 
televisão, os que usam o verbo para enganar as nações, os escritores 
maquiavélicos, os compositores do desequilíbrio, os cantores que 
levam alucinações aos jovens das suas músicas, etc. Os animais, a 
natureza, atmosfera da terra e os oceanos dão os seus sinais de agonia. 
 A natureza está respondendo com tragédias, cataclismos, que 
está apenas no começo. As vidas ceifadas são em função de uma 
sentença divina. A seleção do Joio e do Trigo está em andamento. 
 
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 Concluído o expurgo, o criador não terá mais a interferência dos 
exércitos do mal, interferindo no céu e nos homens. Quantos crimes, 
quantas separações são traçadas previamente durante o sono dos 
homens, hipnotizados que são. 
 Chegará então o momento que os homens bons estarão libertos 
dessas energias negativas, com o nosso planeta vivendo na escala 
terceira de evolução entre os mundos de regeneração. 
 
 Eu faço um apelo: se ontem fomos os equivocados, hoje temos 
informações suficientes para buscar o norte – e assim, não podemos 
mais disser: eu não sabia. MEDITEMOS, não há mais tempo, e 
acrescento: Não é fácil! 
 Via de regra: quando começamos a querer progredir 
espiritualmente, surgem às dificuldades – e não são poucas. É só 
pensar em ser melhor, em seguir as lições do mestre e não as de 
aparências, que veremos como às dificuldades surgirão. 
 São as nossas amarras que querem impedir a libertação das 
ilusões e ascensão para o alto. Precisamos quebrar os grilhões que nos 
prendem excessivamente à matéria. 
 Segundo Jesus, o momento é de convite às ovelhas de outros 
redis, para que todos formem um só rebanho sob a égide de um só 
pastor. 
 Eis o apocalipse que nos anuncia o que irá acontecer nesse 
milênio, quando teremos o Cristosupervisionando todas as criaturas 
encarnadas no planeta. Não haverá esta subdivisão de religiões que 
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temos hoje pelo mundo inteiro. Essa subdivisão existe porque todos 
nós procuramos algo que satisfaça o nosso interior. Hoje podemos 
querer seguir a Confúcio ou Lao-Tse, Buda, Brahma ou Moisés. 
Enfim, cada um segue de acordo com o seu clima interior. Mas no 
decorrer do terceiro milênio teremos apenas um pastor: o Cristo. 
 
Aos relapsos dos nossos dias poderão perguntar: 
P. Onde está a verdadeira religião? 
R. No Evangelho de João. Nelson Lobo de Barros nos lembra: Jesus 
estava com pouco tempo de permanência na terra, e seus discípulos 
estavam preocupados, então o mestre disse: 
 -Ainda estou convosco; mas o Consolador (o espiritismo), em 
meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará relembrar de tudo 
o que vos tenho dito. 
 E na época oportuna, descem os espíritos do Senhor naquela 
avalanche de entidades e se comunicam nos Estados Unidos com as 
irmãs Fox e por toda a Europa. 
 
 Começa então, a surgir através do Codificador, a Doutrina dos 
Espíritos, ou seja: o Espiritismo, que é o Consolador prometido. 
Destruindo o mito, o enigma e o pavor da morte, que explica o porquê 
da dor, o motivo da prova, do sofrimento, sendo realmente uma 
doutrina consoladora. Restabelecendo esse cristianismo, deturpado e 
modificado. 
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 É uma religião, uma filosofia e ao mesmo tempo, uma ciência, 
que nos satisfaz sob todos os ângulos e sob todos os aspectos, nos 
trazendo Paz, conforto e bom ânimo. 
 
 Jesus assim sintetizou: 
 “Deixo-vos a paz, a minha paz vou dou: Não a dou dou como o 
dá o mundo”. 
 
 Porque são os espíritos do senhor, os mensageiros do bem, que 
transmitem todas as lições. Esta não é uma religião criada por um ser 
humano. Foram os espíritos do Senhor que doaram à humanidade as 
mesmas lições de Jesus; apenas uma roupagem nova, mas a mesma 
boa nova de quase dois mil anos. 
 
P. O espiritismo é perfeito na apresentação das leis morais e das leis 
da natureza? 
R. Sim. Imperfeitos somos nós. 
 
 Pasmem! O momento do planeta é muito delicado, pois a lição 
do mestre está sendo, modificada, adaptando-se aos interesses do 
homem. 
 O meu pasmem não termina aqui. Religiões que se dizem cristã, 
estão trocando o novo testamento pelo velho testamento. É 
planejamento de mentes de antigos magos e suas falanges, voltadas ao 
mal, que hipnotizam esses dirigentes durante o sono. Esse 
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planejamento consiste em apagar o nome de Jesus, nos corações das 
novas gerações, substituindo por nomes de Deuses Guerreiros do 
Velho Testamento. Eles não vão conseguir, não vai haver tempo. 
Jesus já deu o alerta 
 A canção nova só fala da Mãe Aparecida. Jesus praticamente 
não mais aparece, assim como Maria Santíssima, sua mãe. 
 
 “Oh! Homens tremeis, - palavras de Jesus - porque quando eu 
não mais puder ser o amor e ter que executar as leis do meu pai, tudo 
que não servir para o homem desse milênio será exterminado, 
arrancado até a raiz”. 
 
 A informação que temos do mundo espiritual é de que a Terra é 
um dos planetas mais belos. 
 Obrigado Jesus, pela paciência. Éramos a jóia envolvida belo 
charco, e ao sermos retirados estamos tendo a oportunidade de 
tornarmos uma pedra preciosa. 
 
 
 
 
 
 
 
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ITEM 19 – INFORMAÇÕES HISTÓRICA DA 
MEDIUNIDADE 
 
 É necessário esclarecer que a mediunidade tão combatida na 
Bíblia, não foi proibida por Jesus, pois ele mesmo assim se 
manifestou: 
 “E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu 
espírito derramarei sobre toda a carne; os vossos filhos e as vossas 
filhas profetizarão, vossos mancebos terão visões e os vossos velhos 
sonharão sonhos”. Atos, 2:17 
 
 Quanto ao exposto acima o livro “Caminho Verdade e Vida”; 
faz a seguinte exposição: 
 No dia do Pentecostes, Jerusalém estava repleta de forasteiros, 
filhos da Mesopotâmia, da Frigia, da Líbia, do Egito. Cretenses, 
árabes, partos e romanos se aglomeravam na praça extensa, quando os 
discípulos humildes do Nazareno anunciaram a Boa Nova, atendendo 
a cada grupo da multidão em seu idioma particular. 
 Uma onda de surpresa e de alegria invadiu o espírito geral. Não 
faltaram os cépticos, no divino concerto, atribuindo à loucura e a 
embriaguez a revelação. Simão Pedro destacava-se e esclarecia a 
respeito da luz prometida pelos céus à escuridão da carne. 
 Desde esse dia, as caridades do Pentecostes jorraram sobre o 
mundo, incessantemente. Até aí, os discípulos eram frágeis e 
indecisos, mas, dessa hora em diante, quebraram as influências do 
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meio, curaram os doentes, levantaram o espírito dos infortunados e 
falaram aos reis da Terra em nome do senhor. 
 Estabelecera-se a era da mediunidade, alicerce de todas as 
realizações do Cristianismo, através dos séculos. 
 Contra esse fluxo divino, homens trabalham até hoje, 
proporcionando ainda mais prejuízos morais que avassalam os 
caminhos dos homens. Porém, é sobre a mediunidade, gloriosa luz 
dos céus oferecida às criaturas, no Pentecostes, que se edificam as 
construções espirituais de todas as comunidades sinceras da Doutrina 
do Cristo e é ainda ela, dilatada dos apóstolos ao círculo de todos os 
homens, que ressurge no espiritismo Cristão, como alma imortal do 
Cristianismo redivivo. 
 É interessante lembrar que no velho Testamento o homem já 
conhecia esse intercâmbio entre o material e o espiritual, e que o Deus 
de Abraão é nosso Deus também. 
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ITEM 20 – APOMETRIA 
 
 Um aparte desse digitador: 
 Senhores estudantes da filosofia e ciência espírita, ao 
depararem-se com alguém de boa vontade que tenha o entendimento 
de que Apometria pode vir a ajudar em muito a prática espírita, 
saibam que não é verdade. Temos que zelar e jamais alterar a linha 
base do espiritismo. 
 Se cada geração promover a mais simples alteração, no final de 
um tempo tudo fica alterado, mesmo uma simples palavra, pode 
mudar um contexto inteiro. 
 Veja o exemplo do entendimento da bíblia. Onde a palavra Pai, 
tornou-se por muitos séculos, Padre. Como será a doutrina espírita no 
curso de algumas décadas, se for mesclado métodos e palavras da 
apometria, do esoterismo, etc. 
 Sabemos que o mundo é dinâmico, assim deve ser o espiritismo, 
quanto aos dirigentes devem proceder, como sempre fizeram, 
aguardando novas informações, no momento certo, dos espíritos-
espíritas na área doutrinária, filosófica e científica. Para tal, Chico, 
Divaldo e Raul, através de suas mãos ímpares já nos brindaram com 
mais de mil livros. 
 Devemos ter cuidado com as obras apócrifas, intitulada espírita. 
Quando esses espíritos-espiritas se silenciam, tem os seus motivos. 
 
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 Embora várias casas espíritas adotem a apometria por ser algo 
novo, ela não faz parte da ciência e filosofia espírita. 
 P. O que é, então? 
 R. O termo se origina do grego apo (além de) e metro (medida). 
Em interpretação literal, significa “ser medida” ou “além da medida”. 
 
 Apometria é um procedimento/técnica/método utilizado por 
meio das bioenergias. Bioenergia para nós espíritas é o conhecido 
passe. 
 Afirmam que funciona no sentido de descoincidir os corpos 
sutis, proporcionando a descoincidência dos mesmos - 
principalmente do psicossoma. Palavras complicadas para dizer: 
desdobramentodo períspirito. 
 
 P. Quando e como surgiu? 
 R. Segundo a obra “Espírito e Matéria” – não é livro espírita – 
de autoria do médico José Lacerda de Azevedo: a Apometria surgiu 
no Hospital que equivocadamente se intitula Hospital Espírita de 
Porto alegre em 1.965, outros entendem o ano de 1.970, por meio de 
Luiz Rodrigues, farmacêutico-bioquímico e não espírita. 
 
 Passamos aos registros, da “Revista Reformador”, Junho de 
2.014, que assim se manifesta: “Apometria não esta no contesto 
espírita, saibam - não é espiritismo”. 
 
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 A Apometria adota conceitos esotéricos, por exemplo, o de 
vários corpos (astral, mental, e etc.); Já o Espiritismo adota 
terminologia simples de acordo com os fenômenos que podem 
sustentá-la, como se faz em toda disciplina científica e filosófica. Ele 
ensina apenas que temos um corpo espiritual, o perispírito, que 
sobrevive à morte do corpo físico e com o qual nos apresentamos 
perante desencarnados ou encarnados. 
 A Apometria é uma técnica de desdobramento que tem como 
objetivo auxiliar, encarnados e desencarnados, executaria comando de 
ação de um dirigente, e descreveria o ambiente espiritual. A técnica 
envolve práticas materiais como contagem numérica ou geração de 
ruído, e se baseia na crença de que energias físicas seriam 
manipuladas na atuação sobre encarnados, e desencarnados. 
 Baseada em conceitos da Física e da Matemática, a Apometria 
apresenta-se como uma teoria científica avançada, chegando ao ponto 
de se considerar mais eficaz que o Espiritismo em tarefas como a 
desobsessão. 
 
 Um aparte desse digitador: 
 Eu pergunto: como? A desobsessão está sendo reduzida, a 
simples diálogo, conforme entendimento dos apômetras? 
 Não é simples diálogo! Pasmem! É sim, diálogo fraterno, moral 
e informando o efeito da lei de causa e efeito alicerçada na postura 
Cristã. Quem tiver dúvida, procure nesse Curso de Desenvolvimento 
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Mediúnico, quando Bezerra de Menezes, não tendo resultado 
satisfatório com determinado espírito muito endurecido, ele assim diz: 
-Vou pedir que um espírito com mais amor do que o eu venha para 
dialogar com você e seus subordinados. Não usou recursos da teoria 
avançada da Apometria para com eles. 
 Apresentou-se Francisco de Assis, que apenas no diálogo 
fraterno e com palavras de disciplina moral conseguiu conduzir tal 
espírito para uma escola na espiritualidade, com ajuda da mãe que 
dirigiu palavras de lembranças do passado de ambos, e muito amor. 
Nem Bezerra, nem Francisco de Assis, nem a mãe, recorreram aos 
métodos milagreiros da apometria. 
 
 Nas nossas atividades mediúnicas, quando alguns métodos 
fraternos não alcançam resultados satisfatórios, no caso de espíritos 
de mente brilhante, mas excessivamente endurecidos, e pela 
inteligência que possuem, é um tanto comum que estudem as reuniões 
doutrinárias. Eles estudam e sabem os métodos psicológicos que o 
dirigente usa, mas não sabem o que a energia do amor, pode produzir. 
 Lembrando que as coisas espíritas não são estáticas, e em 
muitos casos um espírito com palavras enérgicas, conhecendo 
particularidades morais do espírito rebelde vem em nosso auxílio, o 
qual em geral é um ser querido do espírito rebelde, solucionando a 
dificuldade. Assim como aconteceu no final do atendimento fraterno 
de Francisco de Assis. 
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 Nas reuniões mediúnicas sempre digo: amar disciplinando e 
disciplinando amando. Nunca a brutalidade, pois seria alimento da 
revolta. Estávamos; eu e uma companheira médium comentando a 
respeito da Apometria, inserida nesse caderno. 
 No decurso dos nossos comentários, para nossa surpresa, 
abruptamente, determinado espírito adepto a Apometria se apresenta 
revoltado conosco, por não aceitarmos em nosso grupo as suas 
convicções. Uns parênteses: Nunca vimos um espírito-espírita, 
revoltado por alguém ser católico, ou evangélico, algum muito sério 
acontece com eles. 
 Esse espírito muito nervoso dizia: 
 -Pois saibam! Vamos espalhar a apometria no meio de vocês e 
de casas espíritas, vamos promover verdadeira fascinação. Vamos 
conduzir um a um durante o sono para o nosso reduto e ao 
regressarem estarão hipnotizados – e dava gargalhadas – os que mais 
queremos para nós na prática da Apometria, são os médiuns de 
clarividência. 
 Mais uma experiência utilizando o magnetismo do amor, via 
diálogo fraterno em uma atividade de desobsessão. Muito revoltado, 
afirmando em nada acreditar, ele era o senhor de si mesmo e não 
aceitava ajuda. 
 Nesse momento dissemos: mas eu quero lhe ajudar 
independente de você querer ou não. Então vibrei pedindo ao pai que 
os seus olhos pudessem ver a beleza de uma cidade do mundo 
espiritual. Ele silencia-se e passa a comentar, admirado a visão de um 
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rio de águas limpas, de uma linda biblioteca! Ele era muito 
intelectual. Via e comentava o caminhar calmo de pessoas, que 
comungavam pelo jardim florido! Chegou o momento de oferecer a 
ele o meu presente, muito amoroso, ao dizer: 
 -Jesus! Que flores com o magnetismo possam chegar até ele 
com a energia da paz, da serenidade, da esperança e que ao contato 
com o físico do nosso irmão e seus subordinados eles possam sentir 
tal benefício. 
 Lembrando que esse irmão, acreditando na Apometria e 
desejoso de implantar em nossas casas espíritas, foi auxiliado pelo 
simples método, do magnetismo do amor. 
 
 Nos espíritos obsessores, a ajuda tem que ser gradativa, no falar 
baixo e fraterno, sem tanta exigência em relação ao tempo. Fato que 
irrita muitos companheiros. Em muitos momentos, o amor deve 
associar-se com a disciplina, pois são ingredientes necessários a 
contribuir com a mudança do padrão vibratório do espírito revoltado. 
 
 Equivocadamente, os Apômetras defendem a eficácia imediata 
em casos de obsessão. No caso de obsediado e obsessores, o 
espiritismo tem a seguinte posição: nenhum dirigente de reuniões 
desobsessiva, pode ter a pretensão da transformação imediata do 
espírito que foi por longo tempo torturado fisicamente ou 
psiquicamente e que hoje é um obsessor. 
 
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 Os apômetras esquecem da lei de causa e efeito. Segundo me 
consta: colocariam ele em uma nave espacial e mandariam para o 
espaço. Não vou comentar.... 
 
 Ao obsedado de hoje, diremos: estude as leis morais do 
Cristianismo, ponha em prática o exercício da reforma intima, policie 
os pensamentos. Assim procedendo, vamos evangelizando os que 
teimam em nos prejudicar. Em outras palavras: faça do inimigo o 
amigo que tudo se resolverá. 
 Procure adquirir sentimento de amor por essa alma você 
transformou em um doente nos dias de hoje, mas que outrora não foi 
assim. Pois muitas das vezes, ofereceu sua amizade, foi o amigo 
dedicado ou alguém que muito amor lhe ofereceu, e que você 
retribuiu com muito sofrimento. 
 Como vemos, a Apometria da matemática e da física, não 
consegue equações para o entendimento transcendental do acima 
exposto. 
 
Será que de fato é tão simples resolver problemas do físico e da 
obesessão? Conforme é colocado na apometria? 
 O que posso dizer é: quem quiser adotar a forma bruta, dura e 
imediata, deve vincular-se à Umbanda, ou aos Apometras. Pois no 
espiritismo de Kardec é diferente. 
 
 
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 Vejamos duas situações: 
 
 Primeira Situação: 
 Para ajudar o encarnado, muitas vezes a espiritualidade analisa a 
caminhada entre o que hoje sofre e quem foi o sofredor no ontem,para que a justiça se faça e no caso, providências que venham 
beneficiar os dois. 
 Não estranhem, acreditando deficiência do grupo ou do 
dirigente, quando o mesmo espírito em muitas situações seja trazido 
algumas vezes ao mesmo grupo mediúnico. 
 Tive a experiência de um espírito que assassinou sua esposa e 
seus escravos, porque se tornaram Cristãos que retornou ao grupo 
várias vezes: 
 
I. Primeiro encontro: zangado nada dizia, só escutava; 
II. Segundo encontro: o espírito disse “sempre que saio daqui sou 
conduzido a um local onde tenho liberdade de caminhar, mas 
sinto que sou vigiado”; 
III. Terceiro encontro: o espírito disse “prometo que vou pensar em 
tudo que tenho escutado de vocês”; 
IV. Quarto encontro: pela primeira vez ele disse “boa noite”. Não 
me lembro do diálogo, mas posso dizer que foi muito bonito. 
 
 Aos que desejam entender melhor do que estamos falando 
quando dizemos que não transformamos o espírito em uma única 
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participação, em nosso trabalho mediúnico, leiam o livro “Irmão 
Jacó”. 
 
 Segunda Situação: 
 Determinado espírito, que fora dirigente da Federação Espírita 
Brasileira, - se não estou enganado - em seu livro: Irmãos Jacó, 
comenta: 
 Um grupo de espíritos, bebiam juntos com as pessoas que 
estavam naquele bar. Passa um enterro e determinado espírito diz: ali 
não está o velho Jacó, que em muitas ocasiões nos doutrinou? 
 
 Pretendendo completar o entendimento quanto a Apometria, 
transcreverei na integra as seguintes fontes de informações: 
1. “Apometria” de Divaldo Franco. 
2. “Apometria” de Jorge Hessem. 
3. “Apometria” de Suely Caldas, nas palavras de Divaldo, é uma 
das mais preparadas em assuntos mediúnicos. 
4. “Apometria - Visão Geral” de Dalton Campos Roque e Andréia 
Lúcia da Silva. 
 
 Primeira fonte de informações - Divaldo Pereira Franco: 
 Durante uma larga entrevista, no programa Presença Espírita da 
Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em Agosto/2001, a partir de 
uma pergunta a ele dirigida, afirma: 
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 -Não irei entrar no mérito nem no estudo da Apometria, porque 
eu não sou apômetra, eu sou espírita. O que posso dizer é que a 
Apometria, segundo os apômetras, não é espiritismo, porquanto as 
suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de “O 
Livro dos Médiuns”. 
 Não examinamos aqui o mérito ou demérito porque eu não 
pratico a Apometria. Mas segundo a presunção de alguns, este método 
é um passo avançado do movimento espírita, na qual Allan Kardec 
estaria ultrapassado. E que Allan Kardec foi a proposta para o século 
dezenove e parte do século vinte e a Apometria é um degrau mais 
evoluído, tese com a qual, na condição de espírita, eu não concordo 
em absoluto. 
 (...) Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos 
novos, não conhecem as bases kardequianas, e, ao conhecerem-nas, 
nunca as vivenciarão para terem certeza. 
 
 Portanto, SE ALGUÉM PREFERE A APOMETRIA, DIVORCIE-
SE DO ESPIRITISMO. É um direito! Mas, não misture para não 
confundir (...) não temos nada contra a Apometria, as correntes 
mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e 
pseudocientíficos. Mas, como espírita, nós devemos cuidar da 
proposta espírita (...) 
 
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 Então, temos por obrigação explicar que a mediunidade não é 
patrimônio exclusivo da Doutrina Espírita e muitas práticas alheias ao 
Espiritismo a utilizam. 
 Assim, acontece com a desobsessão, os católicos chamam de 
exorcismo, os protestantes descarrego, os apômetras de “apometria”, 
etc., e cada qual tem seu método. 
 Por isso é dever de todo espírita estudar profundamente as obras 
básicas, para que possamos preservar a pureza doutrinária. O 
Codificador, referindo-se ao Espiritismo, indaga-nos: Como 
pretender-se em algumas horas adquirir a ciência do infinito? 
 Os diversos cultos religiosos existentes merecem nosso respeito, 
mas nem por isso devemos adotar seus rituais e práticas exteriores, 
por considerá-los contrárias aos princípios básicos da Doutrina 
Espírita. Concluímos que falta o conhecimento da Doutrina Espírita. 
 
 Não basta a freqüência à Casa Espírita. É indispensável estudá-
la, incessante, incansavelmente. 
 Seu aprendizado exige esforços. Percebe-se, claramente, que a 
Doutrina Espírita é uma ilustre desconhecida de boa parte dos 
“espíritas”, especialmente quanto à sua parte teórica. 
 Conforme afirma Kardec, “o Espiritismo deve assimilar o 
progresso da Ciência”, no entanto, alguns companheiros, sem base 
para analisar a parte científica da Apometria, têm acatado suas 
práticas, esquecendo-se da orientação dos bons espíritos de que 
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quando não sabemos avaliar um assunto “melhor é repelir dez 
verdades do que admitir uma única falsidade. Ou uma teoria errônea”. 
 
 Segunda fonte de informações – A Apometria e as Práticas 
Espíritas (Jorge Hassam) 
 Muitos confrades recorrem as instituições que praticam 
apometria, porque o “tratamento” é mais “forte”, afirmam. Os 
apômetras incautos, hipnotizados pelas trevas, mantém esse tipo de 
atitude bizarra sob os aplausos das suas vítimas, psíquica e 
mentalmente aprisionadas. 
 
 Se a apometria é mais “forte” que a reunião de desobsessão, 
por que a omissão dos Espíritos Superiores? Por que eles se calam 
sobre o assunto? Curioso isso, não? 
 O silêncio dos Espíritos Superiores é, sem dúvida, um presságio 
de que tal prática é de mau agouro, e, por isso mesmo, ela é 
circunscrita a poucos grupos que deveriam deletar, o nome 
Espiritismo dos seus estatutos. 
 Os apômetras confirmam que a “apometria é mais fraterna, por 
ser mais eficaz”. Fraterna com o encarnado e com o desencarnado? 
“Atua no cerne da obsessão e, com visão de conjunto, pode auxiliar a 
medicina do futuro na cura holística”. 
 
 
 
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 Um aparte desse digitador: 
 Quem estudar um pouco mais a doutrina espírita, verá que Jesus 
não curou a todos e naquele dia dos milagres, ele advertiu: vão e não 
errem mais, para não acontecer o pior e dos curados um só, a doença 
não retornou. 
 Entenderam nas roucas vozes, que “a apometria” acelera, com 
as qualidades, os morosos atendimentos desobsessivos que, ainda, são 
realizadas em muitas casas espiritas do nosso país (pasmem). 
 A missão maior do espiritismo não é distribuir curas e sim 
transformar os homens, pois com eles transformados, teremos mente 
sadia, conseqüentemente corpo saudável. 
 Os espíritos superiores afirmam: Deus colocou os médicos na 
Terra para ajudar os homens na doença, ninguém fica desamparado 
pelo Pai. Mesmo assim os médicos desencarnados são muito 
atuantes. 
 
 Voltando à apometria: 
 Gritam que o êxito da apometria reside na utilização da 
faculdade mediúnica, para se entrar em contato com o mundo 
espiritual de maneira mais fácil e objetiva, sempre que se quer. Pode, 
pois, ser utilizada como técnica eficaz no tratamento das desobsessões 
e a eficácia em virtude de os Espíritos protetores estarem no mesmo 
plano, dos assistidos, portando, agir com maior profundidade e mais 
rapidez (que coisa hein?) 
 
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 Um aparte do digitador: 
 (...) “utilização da faculdade mediúnica”. E eu pergunto: Sem 
estudo do mecanismo da mediunidade? Mediunidade sem estudo é 
como um caminhão carregado sem freio, morro abaixo. O médium 
deve ter o domínio da sua mediunidade, ser o comandante e não ser 
comandado por dirigente equivocado ou desencarnado incapaz. 
 (...) “sempreque se quer”. E eu pergunto: onde fica a lei da 
sintonia moral? A lei da sintonia vibratória? Sempre que quiser! O 
mundo superior trabalha muito, não fica a disposição vinte e quatro 
horas ao dia, mês a ano. 
 (...) “estarem no mesmo plano” Qual plano: o de evolução? 
Quem está no mesmo plano não tem necessidade de ajuda. A ajuda eu 
entendo que deva ser do maior ao menor. 
 (...) “agir com maior profundidade e mais rapidez” Que coisa 
hein? Desconhecem que a cura das obsessões graves requer muita 
paciência, perseverança, devotamento e em muitas situações, o 
encarnado e desencarnados estão se alimentando em estado de 
simbiose e a retirada brusca do obsessor, o doente pode falecer. No 
bom senso de Kardec não se aceita tal facilidade. 
 
 Voltando à apometria: 
 Não satisfeitos, difundem outra pérola: os diagnósticos são 
muito mais precisos e detalhados; as operações astrais são executadas 
com alta técnica e com o emprego de aparelhagem sofisticada de 
hospitais muito bem montados em regiões elevadas do Astral 
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Superior. Por ressonância vibratória, o desencarnado recebe certo 
alívio, uma espécie de calor benéfico que irradia do corpo vital, mas 
causa no encarnado o mal-estar de que este se queixa. 
 Acrescento: as coisas saudáveis não causam mal-estar, deve ser 
estudado o porquê do mal-estar. Alguma coisa esta errada. 
 
 Locupletam-se de êxtase com o achado aurífero e afirma: na 
medida em que a humanidade evolui, os véus do desconhecido vão se 
descortinado e o conhecimento das leis espirituais, que antes era 
privilégio de poucos, vai sendo revelado, abertamente, aos 
pesquisadores isentos de preconceitos. 
 Distante do regime da lógica, os apômetras proclamam falácias 
cristalinas do tipo: Do pondo de vista do Budismo e da Teosofia, os 
veículos de manifestação da consciência (holossoma) são divididos 
em sete – quando as coisas simples os homens as tornam tão 
complicadas, é sinal que algo não está certo. 
 
 Já na ótica do espirititualismo, do Espiritismo heterodoxo e da 
Conscienciologia (...). 
 
 A apometria trabalha com sintonia. Não incorpora egos, não 
incorpora veículos de manifestação da consciência. Uma vez 
encerrado o atendimento na casa apométrica, a sessão apométrica 
pode continuar no astral, a exemplo do que ocorrer com sessões 
espiritas convencionais (...). 
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 Grande novidade, esquecem que o mundo espiritual e mais ativo 
do que imaginamos. 
 
 Um aparte desse digitador: 
 (...) “A apometria trabalha em sintonia” Com quem? 
 
 (...) “não importa veículos de manifestação da consciência” 
Então os fenômenos no dia do pentecostes, nenhuma importância 
teria para Jesus, ou para a terceira revelação à humanidade que é o 
Espiritismo, doutrina consoladora. Foi simplesmente histerismo (sem 
importância)? As manifestações mediúnicas nos apóstolos, não 
merecem atenção? Não, se deve ser levada a sério os seus estudos? 
 
 Voltando à apometria: 
 Divaldo Franco admoesta sobre a esquisitice (apometria) de se 
colocar “obsessores em cápsula espaciais e os dispararem para um 
mundo da irraticidade. 
 Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, 
mas, se eu, na condição de espírito imperfeito que sou, chegasse 
desesperado a um lugar, pedindo misericórdia e apoio na minha 
loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para o magma da 
Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico ou ser 
desintegrado, eu renegaria aquele Deus que inspirou esse adversário 
da compaixão. Ou, se me mandassem em uma cápsula espacial para 
que fosse expulso da Terra. 
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 Com qual autoridade? Quando Jesus disse que o seu reino é dos 
miseráveis? 
 
 Um aparte desse digitador: 
 Pasmem: os apômetras não querem comparar, quando nas 
reuniões mediúnicas se plasmada uma jaula, para colocar o espírito 
agressivo, o qual teima em causar agressões vibratórias ao médium e 
ao grupo, com a finalidade de conduzi-lo à tratamento nos hospitais 
das cidades espirituais. 
 Como vemos é bem diferente as suas pretensões em relação a 
cápsula espacial para conduzir ao exílio, expulso da Terra. 
 É muita pretensão! É atribuir poderes que só o mundo espiritual 
maior pode determinar. Eles estão antecipando a seleção do joio e do 
trigo, que cabe a Jesus, atendendo determinação do Criador. 
 
 Outro detalhe: esquecem que somos viajores do tempo e assim 
sendo, poderia estar exilando um pai, uma mãe, um ser querido do 
passado, conforme suas determinações. 
 
 De fato, essa seleção do Joio e do trigo já está em andamento a 
algumas décadas. Mas quem determina? Essa é a questão. 
 
 Voltando a apometria: 
 Obsessores retirados do campo mental do obsidiado “a força” e 
enviados a “outros planetas” ou a estranhos locais ou dimensões 
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extrafísicas, reafirma que, entre os ludibriados apômetras, há grotesca 
falta de conhecimento da Doutrina Espírita. 
 Acautelemo-nos, pois acreditar no espiritismo não é conhecer o 
espiritismo, não basta assiduidade à Casa Espírita. É indispensável 
que estudem Kardec com muita seriedade e persistência. Os 
enunciados contidos na Codificação exigem cautelas ao interpretá-los 
e, sobretudo, humildade ao exercê-los. Observem o que encontramos 
neste trecho: 
 “Os que preferem o método clássico de doutrinação religiosa, 
entronizados ao longo do século XX nos centros espíritas e 
espiritualistas brasileiros, criticam a Apometria, porque esta não 
“evangeliza” o espírito obsessor. Todavia, em complexas obsessões 
espirituais, a tentativa de evangelizar, sensibilizar ou conscientizar o 
espírito obsessor, não surge efeito. 
 Evangelizar magos negros é tão eficaz quanto ensinar lições de 
fraternidade a um psicopata. E eles concluem desta forma o 
raciocínio: 
 Seria mais fraterno deixar os pacientes com os chips trevosos e 
os magos negros e seus asseclas soltos, fazendo o que fazem?” 
 Analogamente, seria mais fraterno se nossos policiais não 
portassem armas de fogo, pois poderiam ferir os bandidos que nos 
assaltam e matam? A correlação é a mesma. 
 Em resposta a esse conceito, o tribuno baiano recorda que: a 
nossa tarefa é de iluminar, não é de eliminar. O espírito mau, 
perverso, cruel é nosso irmão na ignorância. 
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 A rigor, o uso de energia para afastar obsessores, sem a 
necessária reforma íntima, indispensável à libertação real dos 
envolvidos nos dramas obsessivos, contradiz os princípios básicos do 
Espiritismo, pois, o simples afastamento das entidades rancorosas não 
resolve a questão. 
 Por essa razão, a apometria, especialmente por suas leis e 
rituais, não é técnica que se enquadra nos princípios doutrinários 
espíritas, não sendo, portanto uma prática recomendável na casa 
espírita. 
 Nesse mundo da fantasia da apometria, encontramos uma 
esmeralda. Vejamos essa: “A principal característica da Apometria 
está na abrangência de sua essência. A apometria investiga o corpo 
astral do paciente, seu habitat (ambiente doméstico e/ou profissional), 
obsessores locais e não-locais (baseados em outros níveis do umbral). 
 É muito mais poderoso que o passe e a doutrinação 
convencionais. Detecta e retira equipamentos extrafísicos mecânicos e 
eletrônicos (paratecnologia) do psicossoma (corpo astral) dos 
pacientes. Em determinada circunstâncias, remédios homeopáticos de 
alta potência destroem ou descolam equipamentos extrafísicos 
aderidos à aura ou no psicossoma do paciente. Há na prática 
bioenergíca chamada (mobilização básica energética) bastanteeficiente na destruição de implantes de paratecnologia negativa”. 
 A maioria da humanidade é imatura conscientemente (crianças 
espirituais): não lê, não estuda, não faz práticas bioenergicas. 
 
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 Um aparte desse digitador: 
 (...) “muito mais poderoso do que o passe”. A imposição das 
mãos de Jesus nas cabeças das pessoas não era o passe? Não foi o 
passe ensinado por Jesus aos apóstolos? A apometria é mais poderosa 
que o passe nos moldes, de Jesus? 
 (...) “mais poderoso que a doutrinação convencional”. Jesus não 
conversava com os obsessores? Não era uma doutrinação? A 
apometria veio para substituir os ensinamentos de Jesus? 
 
 Senhores Apômetras, apenas uma informação: Um desses 
espíritos Magos, muito inteligente, nervosamente nos disse: 
 -Estamos trabalhando para que a apometria seja difundida nas 
casas espíritas. Para tal temos a proposta de conduzir durante o sono 
os simpatizantes, e uma vez hipnotizados, venham a divulgar essa 
prática no seio das casas espírita. 
 
 Voltando à apometria: 
 Como se observa, os apômetras adotam termologias diversas 
daquelas utilizadas pela Doutrina Espírita e conceitos de crenças 
orientais. Além disso, seus arrazoados batem de frente com o bom 
senso Kardeciano. 
 
 Que saibamos, não houve manifestações sobre o tema em várias 
partes do mundo, por meio de médiuns conceituados. Devemos 
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considerar, portanto que não houve o Controle Universal dos ensinos 
da técnica, como preconiza Kardec. 
 Os termos utilizados pelos apômetras impressionam, realmente, 
os desavisados. Senão, vejamos: salto quânticos, spin, despolarização 
de memória, campos magnéticos, chips astrais, contagem em 
português ou grego e pulsos energéticos. 
 Eu pensava que a palavra chips, fosse termo novo inserido na 
nomenclatura espírita – mas é palavra apócrifa. 
 “As percepções espirituais dos médiuns de suporte das seções de 
Apometria se dão por clarividência objetiva, intuitiva e mental. Em 
diapasão mental adequado, atingem potencias quadrática (elevada ao 
quadrado), em que dez trabalhadores afinados, e em alta sinergia, 
valem por cem pessoas (o que também se aplica a outros grupos). 
 Daí a importância do grupo apometria desenvolver aguçado 
nível técnico, mediúnico e sinérgico”. 
 
 Um aparte desse digitador: 
 (...) “em que dez trabalhadores afinados, e de alta sinergia, 
valem por cem”. Pasmem, não sabem que quantidade não é sinônimo 
de qualidade. 
 O ser humano, na sua imperfeição, não permite como calcular a 
vibração de dez pessoas potencializando-as em uma constante, sem 
oscilação equiparando-a a cem. Que louca obsessão! Tenho o desejo 
que esse meu entendimento seja analisado por ouros companheiros. 
Apenas recorri ao chamado bom senso, apregoado por Kardec. Posso 
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estar errado, mas tudo é tão complicado na apometria. Mil detalhes 
para nada dizer. Sendo que as coisas do pai, sempre serão simples. 
 Não tendo como entrar nesse mérito, apenas diremos: Não 
sabem que para se obter energia saudável, somente a teremos se o 
nosso coração for bom. 
 Eu disse: energia saudável – não disse que dez pessoas 
equivalem a cem, até porque, como saber a potencialidade das dez em 
relação das supostas cem e vise-versa. Se não bastasse devemos 
entender que todas vibrassem todo o tempo sem oscilação. Meu Deus 
- é impossível! 
 
 A essa altura do artigo, os apômetras devem estar horrorizados, 
dizendo entre si: 
 -O Jorge Hessem deve ter vários chips astrais incrustados no 
perispírito, deteriorando seu raciocínio... Mas não estamos sós nesse 
pensamento em que apometria não é espiritismo. 
 
 Terceira fonte de informações – Suely Caldas Schubert: 
 Desejo falar sobre a apometria, esclarecendo que estamos no 
campo das idéias e jamais diminuindo aqueles que a estão adotando. 
 Cada um é livre para fazer as suas opções. 
 A apometria é mais uma prática surgida em nosso meio espírita 
que vem confundir e desviar os iniciantes, os que buscam novidades 
e, diria até, os invigilantes que se deixam envolver por tais idéias, que 
nada têm em comum com o Espiritismo. Reconheço o artigo do nosso 
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companheiro Jorge Hessen àqueles que desejem conhecer algumas 
das práticas anti-doutrinárias adotadas pela apometria. 
 É oportuno recordarmos a importante advertência de Allan 
Kardec, conforme “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, na 
introdução II, que a segurança do Espiritismo, com vistas ao futuro, 
deveria estar fundamentada no critério do controle universal do ensino 
dos Espíritos e a concordância que deve existir entre eles. 
 Também adverte que qualquer idéia nova que surja deve ser 
submetida ao crivo da razão, acrescentando, que se houver dúvida que 
se busque a opinião da maioria. 
 As práticas da apometria, não tem base doutrinária em “O Livro 
dos Médiuns”, e nem nas obras consideradas fiéis à Codificação pelo 
critério da maioria absoluta dos espíritas, quais sejam as de André 
Luiz, Manoel Philomeno de Miranda, Emamanuel, Joana de Ângelis, 
Camilo, e toda a obra de mediúnica de Yvone A. Pereira, isto é só 
para falar nos autores espirituais. A apometria, portanto, não é 
espiritismo. 
 
 Acrescento: não vou mais usar a palavra chips, não é palavra 
espírita, a não ser que no futuro a doutrina dos espíritos reconheça 
como tal. 
 Muitas coisas escritas, por Chico Xavier, passaram pelo crivo da 
razão por bom tempo até ser liberada pela FEB, como realidade 
atestada pela espiritualidade. 
 
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 Quarta fonte de informações – A palavra Apometria no 
entendimento de Dalton Campos e Andréia Lúcia da Silva: 
 Visão Geral, deve ser compreendido em: apometria, apometria 
quântica, apometria cósmica, apometria celestial, apometria angélica, 
apometrismo, terapias, atendimento fraterno, fraternidade, 
apométrica, apometria Ramatiz. 
 O meu aparte é sintético: não é espiritismo e como tal não 
podemos alterar a simplicidade do espiritismo, qualquer mudança 
deve vir por espíritos que vistoriam as obras de Kardec e por médiuns 
que tenha esse mandato. 
 
 O que é Apometria? 
 (...) Por ser, ainda, de recente conhecimento nesta etapa histórica 
da humanidade terrestres, não há consenso nos conceitos, nos 
vocábulos e na semântica empregadas. 
 
 Por isso, pedimos aos leitores, aos apômetras e pesquisadores 
que não sejam escravos da termologia. Enfoquem as idéias. 
Acrescento: pensando nisso, Kardec avaliou as idéias, que se 
tornaram pesquisas, aí sim compondo a metodologia espírita. 
 
 É impossível, portanto, avaliar a Apometria como prática 
homogênea e padronizada. Desprovida de regras gerais fixas e da 
intenção de ser panacéia universal para o tratamento das patologias 
humanas, a Apometria (como a medicina convencional e outros ramos 
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do saber humano) apresenta sua própria cota de vantagens e 
limitações. 
 
 Um aparte do digitador: 
 Vejam que mecanismo de confusão com as palavras, verdadeira 
mistura de carimbo. Que cada um tire as suas conclusões. 
 
 O que é apometria? 
 Vou transcrever, apenas transcrever, sem nenhuma 
consideração. Que consideração posso fazer? Também não tenho 
desejo de procurar entender, vejamos: 
 A locução Apometria Cósmica, Apometria Quântica, Apometria 
de Ancoragem, Apometria Angélica, Apometria Celestial, etc. é 
menos questão de conteúdo diferenciando a mais, uma questão de 
marketing, a fim de ampliar o publico consumidor,transmitindo a 
falácia de que se trata de uma Apometria melhor e superior à 
convencional. 
 Associa-se a uma ou outra a proposta comercial de conquistar 
pessoas ingênuas e incautas, vulnerável ao modismo patológico da 
New Age e seduzidas pela expectativa de que, por meio da Apometria 
A ou B, serão atendidos diretamente por Arcanjos, Mestres Ascensos. 
Conselho Cármico ou Conselho Estelar, com acesso a incontáveis 
realidades multidimensionais, vidas passadas, realidades paralelas 
onde haja bloqueios emocionais, psicológicos, mentais e físicos. Aqui 
se percebe franca panacéia universal. Apometria “X” 
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 A apometria, a moda e o poder: 
 Não tenho participação alguma com as palavras abaixo 
colocadas, elas são do Sr. Dalto e Sra. Andréia. 
 “Não sei bem o que é esta tal Apometria, mas vou experimentar 
para ver se melhoro de vida. Apometria esta cada vez mais em voga 
entre os espiritualistas e curiosos entusiasmados pelo modismo de 
momento e pela expectativa de obter a cura sem esforço. 
 Corre-se o risco da Apometria se tornar apometrismo, a 
panacéia universal que cura tudo, o atendimento apométrico em 
escala industrial, mecanizado e direcionado as massas levianas. Logo 
as cartomantes na praça enunciarão: Apometria de banquinho – 
prometendo: trago o seu amor de volta. 
 
 Último aparte desse digitador: 
 O nosso linguajar deverá sempre, dos mestres enviados pelo Pai. 
 Jesus, guia e modelo que o pai enviou para ser o guia da 
humanidade. 
 Kardec, o bom senso encarnado, responsável pelo espiritismo 
ciência e filosofia transcendental. O norte seguro para o homem 
encarnado e desencarnado. 
 
 
 
 
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ITEM 21 - A EFICIÊNCIA NO TRABALHO MEDIÚNICO 
 
 Os estudos vão se aprofundando, naturalmente oferecendo ao 
aluno a segurança no presente e para toda a sua vida na área da 
mediunidade. 
 Para conquista a eficiência no trabalho mediúnico, o médium 
precisa de: 
v Equilíbrio: Sem uma perfeita harmonia entre a mente e as 
emoções, dificilmente se consegue os filtros psíquicos para 
filtrar a mensagem que provém do mundo maior, com 
fidelidade. Podemos comparar ao menino de regado que 
não é fiel naquilo que lhe foi confiado a transmitir. 
 
v Conduta: não ter o dia-a-dia da sua vida fundamentada em 
uma postura de austeridade, evitando tornar-se 
excessivamente severo consigo e, sem leveza da alma, pois 
assim só muito raramente lograra êxito como intermediário 
dos Espíritos elevados. 
 
 Não estamos falando que aqueles que ainda não atingiram essa 
leveza não possa ser bom médium na ajuda aos espíritos sofredores, 
inconformados ou revoltados. 
 
v Concentração: após aprender a técnica de isolar-se do 
mundo externo para ouvir interiormente, e sentir a 
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mensagem que flui através das suas faculdades 
mediúnicas, o trabalhador poderá conseguir registrá-la 
com fidelidade. Acredito que a melhor técnica seja 
aprender a fazer o silêncio íntimo, encontrando em si, 
como já disse: determinada leveza na alma. 
 
v Oração: sem o exercício e cultivo da prece como clima de 
serenidade interior, ser-lhe-á difícil abandonar o círculo 
vicioso das comunicações vulgares, para ascender e 
alcançar uma perfeita identificação com os instrutores da 
Vida Maior. A prece é a forma mais poderosa de energia 
que podemos gerar. Por que não usar? 
 
 Não devemos esquecer que a mediunidade é sintonia. Em que 
faixa vibratória o meu sentimento está sintonizado? Não apenas nos 
momentos da prática mediúnica, o médium tem que entender que 
somos médiuns às vinte quatros horas do dia. 
 
 Eis um roteiro de atitudes e virtudes a serem adotados: 
Ø Disposição - Não se afeiçoando à valorização do serviço em 
plena sintonia com o ideal espírita, torna-se improvável a 
colheita de resultados satisfatórios no intercâmbio mediúnico. 
 
Ø Humildade - Escasseando o autoconhecimento, de bem pouca 
possibilidade o médium disporá para uma completa assimilação 
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da mensagem espiritual. Nos temperamentos rebeldes e 
irascíveis, a supremacia do personalismo anula a interferência 
das mentes nobres desencarnadas. 
 
Ø Amor - Não estando o Espírito encarnado aclimatado à 
compreensão dos deveres fraternos em nome do amor que 
edifica, torna-se invariavelmente medianeiro de Entidades 
perniciosas com as quais se compraz. Sempre será a lei da 
afinidade a comandar a aproximação dos espíritos bons ou 
maus. 
 
 Aos homens e mulheres evangelizados, é natural terem uma 
convivência com os bons espíritos. Seria um equívoco entender que 
esses homens e mulheres não aceitem a presença de espíritos 
necessitados de ajuda e doentes. 
 É bom entender o seguinte: 
 Medianeiro de entidades perniciosas com as quais se compraz é 
uma coisa. 
 Medianeiro de entidades necessitadas com a finalidade de 
ajudá-las e encaminhá-las é outra coisa. 
 
 Não poderia ser diferente, pois Jesus afirma que mandaria a 
doutrina consoladora para permanecer entre os homens por todos os 
tempos. 
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 A doutrina espírita é o consolador prometido e o médium é o 
médico do desencarnado. O dirigente é o psicólogo. Com a 
participação do médium, o espírito passa a sentir, ver e enxergar o que 
não era possível até então. 
 Chico Xavier, o santo homem, nuca deixou de oferecer o seu 
corpo físico para receber e ajudar espíritos sofredores, doentes e 
revoltados. 
 
 Outros comportamentos contribuem no prejuízo da manifestação 
sadia, quando o médium é: 
• Ser excessivamente polêmico; 
• Ser excessivamente extrovertido. Exemplo: antes do 
espírito, transmitir o seu pensamento, o médium o 
atropela. Com pessoas assim, até seus amigos tem 
dificuldade em entendê-lo, pois a cada instante ele muda o 
seu ponto de vista. 
• Ser excessivamente tímido, não estabelecendo a comunicação. 
Uma pessoa assim, está no grupo, mas não está com o grupo. 
Importante lembrar que é obrigação do dirigente dar o tempo 
que ele necessite para sair do seu casulo. 
• Ser excessivamente rígido para consigo mesmo. 
 
 
 
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 Eis um exemplo de médium excessivamente extrovertido e 
apressado: 
 O espírito telepaticamente está dizendo: “aqui no Rio de Janeiro 
está muito frio”. 
 O homem que atropela as pessoas, também atropela o espírito, 
assim sendo, ele transmite: “aqui no Rio de Janeiro está frio”. 
 Ele suprimiu a palavra “muito”. Comprometendo a fidelidade da 
comunicação, mas não o seu conteúdo. 
 
 Em relação ao que foi exposto, devemos parar e refletir, 
conforme nos alerta a Revista Reformador abril de 2.015: 
 Por serem essas informações quase sempre desconsideradas nos 
grupos de atividades mediúnicas, o que acontece: o grupo acaba 
desenvolvendo lentamente um mal-estar, silencioso entre os 
participantes e a discórdia vai se introduzindo. Eis a ação das trevas 
utilizando as nossas deficiências morais. 
 Kardec menciona que o exercício mediúnico deve ser moderado, 
ou mesmo suspenso, a depender do estado físico, moral do médium. 
 
 No que tange ao quadro orgânico, pode-se citar as doenças 
infecciosas, cardiopatias, alterações neurológicas, deficiências 
respiratórias graves, como condições impróprias para o exercício 
mediúnico, como aborda André Luiz. 
 Temos ainda a considerar o impedimento por enfermidades 
epidêmicas, como a gripe. É razoável aceitar como motivos justos de 
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ausência os cuidados decorrentes da gravidez e os embaraços 
periódicos característicos da organização feminil. 
 Sobre esse último ponto, cabe destacar que apesar da proteção 
espiritual presente nas reuniões de desobsessão, a gestante, bem como 
o reencarnante, não devem ser expostos às correntes mentais 
inferiores comuns em tais reuniões – nesse caso, existem correntes 
pensantes que diz: a gestante poderá participar das atividades 
mediúnicas, e interromper quando sentir incômodo ao permanecer 
sentada. 
 Também a Revista Reformador acrescenta que deve evitar ou se 
abster de reuniões de desobsessão pessoas com pré-disposição a 
transtornos psiquiátricos, pois as emanações fluídicas inferiores 
alteram, momentaneamente o funcionamento mental do médium e, 
quando se trata de um médium com fragilidade psíquica, o 
intercâmbio mediúnico pode impulsionar surtos psiquiátricos graves 
que podem desencadear repercussões dolorosas. 
 A esse respeito, Kardec registra: 
 (...) A mediunidade não produzira a loucura, quando esta já não 
existe em gérmen; porém, existindo este, o bom senso está a dizer que 
se deve usar de cautelas, sob todos os pontos de vista, porquanto 
qualquer abalo pode ser prejudicial. 
 Sobre o quesito moral, ao assumir a responsabilidade da 
mediunidade, o médium deve inicialmente, adotar o comportamento 
cristão exemplificado nos evangelhos, caso contrário, sua mente, tal 
como poderoso imã, atrairá falanges afeitas ao desequilíbrio, as quais 
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poderão promover inúmeros sofrimentos - físicos, morais e espirituais 
- ao próprio médium. 
 Léon Denis esclarece que: 
 (...) As vias de comunicação que o Espiritismo facilita entre o 
nosso e, o mundo oculto poderá servir de veículos de invasão às almas 
perversas que flutuam em nossa atmosfera, se lhes não soubermos 
opor a resistência vigilante e firme. 
 Assim é imprescindível que o médium dedicado à tarefa de 
intercâmbio espiritual tenha o firme propósito pela reforma íntima, 
como assinala Yvonne Pereira: 
 (...) De acordo com os ensinamentos cristãos deverá ele (refere-
se ao médium) procurar corrigir em si mesmo os pendores inferiores 
que ainda possua, renovando-se moralmente, mentalmente e 
espiritualmente, a fim de conseguir equilíbrio necessário para se 
mostrar ao mundo como espírita cônscio das próprias 
responsabilidades e, acima de tudo, para atrair e merecer a proteção 
dos bons Espíritos e fortificar-se contra as investidas dos Espíritos 
perturbadores. Entendam: não estou falando de homens santos e sim 
homens de coração cristão e postura moral. 
 Sem dúvida, a mediunidade é a porta para os céus que Deus nos 
abre o beneplácito com contato com os nossos guias e entes queridos 
habitantes na esfera espiritual. 
 Contudo, a prática mediúnica é também permeada de 
responsabilidades. Por esta razão, aos dirigentes de trabalhos 
mediúnicos se tornam também imprescindíveis o bom senso, a 
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sintonia com os guias espirituais, bem como sólidos conhecimentos 
doutrinários para realizarem uma triagem meticulosa dos pretendentes 
ao mandado mediúnico. 
 Quero deixar o meu registro, quanto ao assunto – treinamento de 
dirigentes de Reuniões Mediúnicas: 
 Hoje aos meus setenta e quatro anos e desde criança na casa dos 
meus avós, assistindo reuniões mediúnicas – que na época eram 
praticadas em nível de família – adquiri a seguinte concepção: 
I. O dirigente é alguém que se preparou na espiritualidade, para 
ser o médium do amor; 
II. Havendo essa aptidão, o mesmo deve estudar as obras básicas, 
obras complementares, romances mediúnicos, O Sermão da 
Montanha, Vida e Atos dos Apóstolos, tudo em relação à 
postura moral, e nesse caso Memória do Padre Germano. 
Adquirir profundo conhecimento em à Obsessão e Desobsessão; 
 
 Um exemplo pessoal: Sem as incansáveis horas de estudos, o 
meu sucesso seria muito parcial, diante do que vou narrar. 
 “Uma jovem muito sofrida pelos terríveis investidas dos 
desafetos de outrora, passa a ser atendida por nós. 
 O perseguidor fora um General de Guerra do Exercito Alemão. 
(...) o qual teimava que o seu líder Hitter, voltaria, “não sei onde ele 
está, mais vai voltar”. Gesticulava e falava alto “ah! Hitter, ah Hitter” 
 Graças à leitura eu tinha conhecimento para dizer o seguinte: 
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 -Sim, ele já voltou e você vai ver ele agora: veja esse jovem de 
17 anos talvez, sabe-se que está vivo por mexer apenas com os olhos. 
 O Dique do orgulhoso general rompeu-se. Chegou o momento 
de perguntarmos: 
 -Todo general tem os seus subordinados, quantos você tem? 
 -Em torno de 1.800, homens - ele respondeu. (...)” 
 Sem conhecimento obtido por muito ler, seria muito difícil 
vencer esse orgulho alemão fazer com que ele e seus subordinados 
aceitassem a ajuda da espiritualidade. 
 
III. Se um pedido posso fazer à quem deseje tornar-se um dirigente 
de Reunião Mediúnica, apenas peço: não tenha vaidade e pressa; 
IV. É interessante que fique sentado fora da mesa observando por 
bons anos. Apenas observando as técnicas que o dirigente 
utiliza em cada atendimento, em cada situação. 
 Sem o conhecimento dessas ferramentas, e estando diante de 
determinada situação, não há tempo hábil para pensar: como devo 
estabelecer o diálogo. 
 
 Assim sendo, adquira o argumento essencial e com a prática 
você vai mesclando o que aprendeu e acrescentando coisas que vai 
aprendendo. 
 Uma observação: Em todos os momentos devemos valorizar a 
intuição. 
 
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 Para nossa felicidade, espíritos como Leon Diniz, vão dando a 
sua cota de informações: 
 (...) Tem, pois, o homem, que se submeter a uma complexa 
preparação e observar regras de conduta, para em si desenvolver o 
precioso dom da mediunidade. É necessária, para isso a cultura 
simultânea da inteligência, a meditação, o recolhimento, o 
desprendimento das humanas coisas (...). 
 Recomendações feitas há mais de um século. 
 
 O estudo meditativo e reflexivo dos postulados espíritas são 
condições perenes para um bom exercício mediúnico. Cabe destacar 
que esse estudo não se restringe à assimilação cognitiva do conteúdo 
espírita, mas à introjeção da verdade consoladora que possibilitará a 
vivência autêntica do comportamento cristão. 
 Emanuel afirma que: O médium tem obrigações de estudar 
muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela 
sua própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para 
o desempenho da tarefa que lhe foi confiada. Cooperando eficazmente 
com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade. 
 É somente com a modificação do tônus mental, a partir do 
estudo sincero e recolhido, que o médium terá meios de purificar o 
próprio ser e estabelecer melhor sintonia com os guias espirituais, que 
possibilitarão ao médium a vivencia de nobres e edificantes 
experiências com a Espiritualidade. 
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 Outra importante condição para o bom exercício mediúnico é a 
prática da caridade, que facilitará ao médium o alcance das faixas 
vibratórias dos bons Espíritos. A caridade, conforme nos diz Irmã 
Rosália, não se limita à oferta do pão material, consistindo também da 
verdadeira fraternidade que ela denomina caridade moral. 
 Yvonne Pereira nos explica que essa caridade pode ser 
vivenciada pelo médium quando este se dispõe a consolar desolados, 
a enxugar lágrimas de sofredores, pela orientação segura e amorosa 
aos caminhos do equilíbrio. Todas essas ações possibilitarão ao 
médium fortalecimento de sua estrutura moral e espiritual para asatividades mediúnicas. 
 O cultivo da oração diária é primordial para a prática mediúnica, 
pois lhe possibilita alcançar seus principais objetivos; a renovação 
íntima e o benefício a encarnados e desencarnados sobre as verdades 
do além-túmulo. 
 Será pela prece sincera e pela própria renovação que o médium 
estabelecerá contato mais estreito com a Espiritualidade amiga, 
inclusive com o próprio Cristo, que deve ser para todos nós o exemplo 
máximo para todas as nossas condutas, especialmente no intercâmbio 
mediúnico com as almas de escol e sofredores. 
 
 
 
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ITEM 22 - CONHECENDO MELHOR O FENÔMENO 
MEDIÚNICO 
 
 Fluidos: 
 Não estamos nos referindo ao exercício prático que virá na Fase 
Primeira – percepção de fluidos – mas já comentando realidades a 
serem vivenciadas na Fase Quinta, finalização do curso prático do 
Desenvolvimento. 
 Como vemos, estamos avançando nas informações ao estudante 
preparando-o para o momento de vivenciar preliminarmente sua 
prática mediúnica. 
 À medida que a sensibilidade se apura o médium, sente cada vez 
mais intensamente os fluídos, que tanto podem vir de desencarnados 
presente à sessão ou de entidades de maior hierarquia, as quais ele se 
apegou e que nestes casos enviam às vezes de grande distância suas 
radiações poderosas. 
 Havendo pessoas sentadas fora da mesa - por razões que 
justifique - devem entender que nessa atividade, todos têm os seus 
compromissos com o momento, e assim oferecendo bons sentimentos, 
boas energias, para serem utilizados na tarefa desenvolvida pela 
espiritualidade. 
 Deve-se entender que as energias fluídicas acima mencionadas 
são coisas diferentes, atendendo coisas diferentes. 
 Não estamos falando dos fluídos dos instrutores espirituais 
projetados nas fases de treinamento dos médiuns estudantes, fluídos 
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saudáveis e adequado ao momento. Nesse caso o estudante é 
convidado a identificar, sim, em que local do físico esses fluídos se 
dão – são fluídos projetados em localidade especifica, a fim de 
identificar qual mediunidade-tarefa o aluno é portador. 
 Um mal fluído tem vibrações mais pesada, mais lenta e produz 
efeito desagradável, irritante, ao passo que o bom fluído é suave 
confortador. Cabe ao médium observar e identificar que é prejudicial 
e que não se deve aceitar tal envolvimento - evitando, portanto que se 
instale. 
 Vamos ao exemplo de uma ação fluídica: 
 Determinado espírito teve a sua perna amputada e trás em suas 
vibrações a sensação desse trauma, ao ligar-se a determinada pessoa a 
mesma passará a sentir o reflexo do desconforto em sua perna, se 
sente medo sem motivos, o medo é do espírito. 
 Razão de eu ser insistente quanto ao médium: conheça o seu 
corpo físico e seu psiquismo, pois é necessário identificar o que é seu 
e o que não é. 
 
 É necessário recomendar aos médiuns nos primeiros exercícios 
práticos ainda em desenvolvimento que não se deixem influenciar 
fora das horas de trabalho mediúnico e que afaste as entidades 
perturbadoras e indesejáveis por meio de prece, ordens mentais 
positivas, amorosas, leveza mental. 
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 O pronto atendimento aos espíritos doentes de todas as matrizes 
é na Casa Espírita, e não ao nosso redor. Ofereça a eles a ajuda da 
Casa Espírita que esteja vinculado/a. 
 A título de informação temos: a realidade em torno dos 
espíritos que se aproximam da mulher motivado pela energia existente 
no período da menstruação. Espíritos ávidos de se reencarnar 
procuram essa aproximação sabendo que essa pessoa pode 
proporcionar o seu retorno a uma nova vida física. 
 
ITEM 23 - FINALIDADE DAS REUNIÕES MEDIÚNICAS 
 
 São várias as finalidades, sendo elas: 
Ø Atestar a sobrevivência do espírito após a morte física; 
Ø Esclarecimento a respeito do mundo dos espíritos; 
Ø Atendimento a Espíritos necessitados; 
Ø Educação da faculdade mediúnica por meio de serviço e amor 
ao semelhante; 
Ø Preparo para reencarnação ou desencarnação; 
Ø Mudança do reflexo condicionado do espírito que passou por 
um grande acidente, sentindo-se mutilado; 
Ø Despertando fé na justiça e misericórdia de Deus. 
 
 Finalidades generalizadas das reuniões mediúnicas: 
 Intercâmbio entre os dois mundos, o espiritual e o físico. 
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 Lembrando que as mais belas gemas da literatura moral, a 
disposição da humanidade, vieram por meio desse intercâmbio. 
Devemos também pensar que sem essa dádiva do pai, jamais 
poderíamos banir do dicionário a palavra morte, pois ao conversar 
com aqueles que estão em outra dimensão fica claro que não 
morreram. 
 Se não bastasse, perguntemos a nós mesmos: como estaria o 
progresso moral, intelectual, científico, filosófico, etc., sem essa 
relação do material e espiritual que nos alcança de forma direta ou 
indireta, via intuição, inspiração, e verbal através da mediunidade de 
psicofonia? Esses gênios em inteligências e moralidade também 
retornam continuando a nos ensinar. 
 
Como progredir se a morte seria o fim até dos laços de amor 
familiar? 
 Entendo que seria de forma excessivamente lenta: o filho estaria 
dizendo: eu faço assim, porque foi dessa forma que meu pai aprendeu 
com o meu avô, o meu avô assim aprendeu com o meu bisavô 
conseqüentemente (...). 
 É de se pensar, qual seria a demora no nosso progresso, 
intelectual e moral? Quantos milhões de anos ainda seriam 
necessários? 
 Será esse o motivo que os animais, não domesticados, 
permanecem os mesmos, desde muitas Eras? Não é bem assim, jamais 
eles ficariam sem o olhar amigo do seu criador. 
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 Vejamos: 
 P. Livro dos Espíritos: os animais progridem, como o homem, 
por ato da própria vontade, ou pela força das coisas? 
 R. Pela força das coisas, razão porque não estão sujeitos à 
expiação. 
 
 Peço que me perdoem, sei que não é tão simples assim, estou 
apenas levantando uma tese, muito tem que ser estudado a respeito. 
Não tomem as minhas palavras ao pé da letra. 
 Não devemos esquecer que o ser espiritual animal não foi criado 
para usar sempre um corpo de jacaré, mas o corpo jacaré será a 
vestimenta para outros filhos de Deus habitarem pela necessidade da 
evolução espiritual ainda embrionário. A evolução da espécie 
defendida por Darwin é devidamente aceita pelo espiritismo. 
 Essa evolução da espécie se inicia em uma célula única, as 
amebas chegando ao animal mais evoluído - Chipanzé, Orangotango. 
Um dia, não muito distante, acredito, serão homem bestiais, peludos 
com braços longos, como hoje são os símios. Caminhando em direção 
da sua evolução, se isso ainda vai acontecendo na Terra, não sei dizer, 
ou em mundos mais atrasados. 
 
 Voltemos ao contexto humano: 
 Intercâmbio espiritual: sintetizando, é a Relação de troca – dar 
e receber. Assim sendo, nessa troca propagada pelos Espíritos 
superiores, a fase de transição da terra para mundo de regeneração, 
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invistamos no nosso próprio aprimoramento, porque daqui a um 
tempo menor do que imaginamos já nos encontraremos em uma 
realidade muito mais feliz do que a atual, porém, tudo isso dependerá, 
como se sabe, do nosso próprio esforço na auto reforma moral 
 
 Tipos de espíritos com os quais teremos contatos: 
Ø Sofredores 
Ø Malfeitores 
Ø Benfeitores 
 Sofredores: 
 Os sofredores são doentes, amargurados que procuram soluções 
para os seus padecimentos. 
 O que eles nos podem oferecer? Lições, pois o seu estado 
miserável éo alerta para que não venhamos a cometer os mesmos 
erros. 
 
 Malfeitores: 
 Os malfeitores não estão interessados em soluções ou qualquer 
tipo de resposta as nossas palavras de apoio fraterno. 
 Querem impor suas determinações errôneas, com intenção de 
provocar discórdia, confusão, agitação. Distribuem: violência, 
devassidão, erros intencionais. 
 Não se quer dizer, entretanto; que os malfeitores não tragam 
consigo sofrimentos, que chegam a não perceberem o quanto sofrem. 
Quem não conhece a luz, acha normal a escuridão! 
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 O que nos podem oferecer? Obriga-nos a rever os próprios 
valores da vida, entendendo que somos seres espirituais a caminho 
desse progresso divino. 
 
 Por que as idéias de vingança dos malfeitores? 
 Muitos motivos. 
 Um exemplo: 
 Idéia falsa do amor. Amaram alguém e se sentiram traídos, 
compreendiam o amor como posse. Logo dizem: eu ainda amo, ela é 
minha. Como perdeu a pose dessa pessoa, oferecem o ódio: “amo, 
mas odeio” 
 Falso ódio: eu odeio porque ela não me quer, mas tendo-a, eu a 
amo. Eis o amor posse, amor egoísta, amor sexo, diferente do amor 
sublimado em que a pessoa, esquece de si mesma, se afasta para que o 
outro cresça. 
 No amor sublimado, não correspondido, devemos lembrar do 
dia em que Jesus foi ao túmulo de Lazaro e disse: desate-o deixe-o ir, 
uma vez que ele se encontrava sem liberdade de se mover. Caso 
alguém não tem mais o interesse de estar ao seu lado – desate-o, 
deixe-o ir, de a liberdade de escolha. 
 
 O que podemos oferecer a eles? 
 Esclarecimentos sobre as leis divinas. Chamar-lhes a atenção 
para as leis de causa e efeito. Em muitas ocasiões, conduzir o espírito 
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revoltado a regressão de memória para ele conhecer o que semeou e 
comparar com a colheita. Tudo está certo, o criador não erra. 
 Para esses espíritos não adianta muito diálogo fraterno ou muito 
conselho para que procure adquirir a humildade, estudar o evangelho, 
procurar a verdade pois ela é libertadora. 
 Isso não irá afetá-lo, como não afeta os inveterados prisioneiros 
das nossas penitenciaras. O Evangelho seria para um segundo 
momento, quando o próprio sofrimento pelo rigor da lei, rompesse 
essa crosta de insensibilidade 
 
 Benfeitores: 
 O que eles podem nos oferecer? Reconforto, harmonia e sábias 
orientações. 
 O que as reuniões mediúnicas pode oferecer a eles? Espaços 
adequados para o intercâmbio em termos de ambiente vibratório. Os 
espíritos benfeitores nos trazem todo um envolvimento, toda uma 
alocução, nos conduzindo para a sublimidade, na essência da palavra, 
para que nós nos emocionemos, e esta emoção possa estimular a 
liberação de fluídos saudáveis que servirão diretamente à assistência 
dos espíritos que desejem conosco trabalhar no serviço de Jesus. 
 
 Características desejáveis de uma equipe: 
 Já vimos que uma reunião mediúnica é um ser coletivo, 
constituída de indivíduos. Assim sendo, necessário é que a equipe 
tenha as seguintes características, na melhor forma possível: 
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o Homogeneidade; 
o Afinidade; 
o Equilíbrio; 
o Espírito de serviço; 
o Conhecimento; 
o Assiduidade; 
o Vivência evangélica; 
o Pontualidade: 
o Harmonia; 
o Humildade. 
o Disciplina. 
 
 No mundo espiritual, a falta de pontualidade é considerada 
como desequilíbrio. 
 
 Suspensão de mediunidade: 
 “Caso o plano espiritual venha a sustar a mediunidade de um 
médium a faculdade somente voltará na próxima encarnação”. 
 Será que será na terra? 
 Os espíritos deram todas as chances para o médium; ele 
simplesmente não as aproveitou. Não adianta desejá-la novamente. 
Quando se perde, o faz por livre vontade e não porque foi mal 
orientado. O espiritismo é a doutrina espiritualista que no Brasil tem a 
maior literatura a disposição dos interessados. Não há como alegar 
desconhecimento. Podemos alegar, sim, falta de amor. 
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ITEM 24 - MÉDIUM, PESSOA INTER EXISTENTE 
 
 “Inter existente”: Palavras ainda desconhecida, mas vamos ver 
essa reação após o entendimento: 
 Depoimento de Chico Xavier: 
 Há muitos anos, o professor Herculano Pires me dizia ser todo 
médium uma pessoa INTER-EXISTENTE. Eu não compreendia 
muito bem o que ele queria exatamente dizer com isso e pedia-lhes 
maiores explicações. O professor tentava explicar-me dizendo que o 
médium, ao mesmo tempo, vive duas realidades de vida distintas. 
Mas, mesmo assim ficava eu por entender o que tentava me 
transmitir. 
 Passados alguns anos, quando o professor já havia 
desencarnado, compareci, como de costume, a uma reunião do Grupo 
Espírita da Prece, aqui em Uberaba. A reunião transcorria 
normalmente e comecei a receber, pela psicografia, uma mensagem 
de um rapaz recém desencarnado, dirigida a sua mãe que se 
encontrava aflita. 
 Durante a mencionada recepção da mensagem, enquanto minha 
mão escrevia, um espírito amigo aproximou-se e disse: 
 -Chico, nós precisamos de você neste mesmo instante em uma 
reunião no plano espiritual, ligada por laços de afinidade ao Grupo 
Espírita da Prece. Você faça o favor de me acompanhar até lá! 
 Com a devida permissão de Emmanuel resolvi, então, seguir o 
amigo em espírito. 
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 Andamos muito, até chegarmos a um salão muito amplo. Lá 
dentro, ocorria uma reunião e todos estavam em silêncio e prece. Com 
grande alegria, identifiquei a figura do professor Herculano Pires, 
presidindo o encontro. Cumprimentamo-nos rapidamente pelo 
pensamento e soube que deveria substituir um médium que havia 
faltado ao serviço. 
 Uma mãe em estado de sofrimento esperava obter notícias de 
seu filho. 
 Ambos já estavam desencarnados, mas a respeitável senhora 
desesperava-se por não ter ainda encontrado com o filho querido, 
desencarnado 10 anos antes dela. 
 O estado íntimo de angústia dessa mãe impedia-lhe a visão do 
filho, que se encontrava em condição espiritual um pouco melhor. 
 Assim, quando meu corpo físico psicografava uma mensagem 
de um rapaz no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, meu corpo 
espiritual também recebia uma mensagem de outro rapaz, com outro 
tema, na reunião do plano espiritual, completamente diversa da 
primeira. 
 Quando tudo terminou, o professor veio falar comigo: 
 -Você entendeu agora, Chico, o que é ser INTER-EXISTENTE? 
– perguntou ele. 
 
 
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ITEM 25 – INTRODUÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DAS 
5 FASES 
 
 Finalizamos a parte teórica e moral do Desenvolvimento 
Mediúnico, com o coração mais evangelizado, mais sensibilidade para 
o exercício da mediunidade e o intelecto mais rico de informações. 
 Como podemos perceber estamos caminhando para os 
exercícios das cinco fases que será aprofundando no caderno 02. 
 Um breve relato a respeito deste método a ser estudado: 
 Sentíamos que os métodos até hoje posto em prática nas Casas 
Espíritas, as quais conheci, não atendiam as minhas indagações 
quanto ao psiquismo humano na atividade mediúnica, o animismo 
permeando como pano de fundo nos atendimentos a espíritos 
necessitados. 
 Eu não tinha técnicas ou mecanismo para avaliar com 
antecipação se determinado candidato ao Desenvolvimento 
Mediúnico tinha sensibilidade para exercer a Mediunidade-tarefa, e de 
qual fenômeno mediúnico o aluno era portador, com necessidade de 
lapidação. 
 Estranhava muito a dificuldade de excelentes médiuns nas 
atividades de desobesessão, em não terem condições de dar 
passividade ao seu mentor, no final dos trabalhos do dia, coma 
autorização para o encerramento das atividades. 
 
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 Uma observação: do exposto não vamos engessar como uma 
obrigação do médium, em ficar recebendo o mentor. Ver: os Carismas 
da Mediunidade, não existe dois médiuns com possibilidades iguais. 
 
 Durante os exercícios, tentamos ver essa possibilidade. 
 
 Esse método de “Desenvolvimento das Cinco Fases” idealizado 
pelo Comandante Edgar Armond, tem a finalidade desde o início, de 
eliminar vícios psicológicos, responsáveis pela interferência no curso 
de cada aula-prática. 
 No primeiro momento, é feito uma verdadeira triagem de 
possibilidades na “primeira fase”. Repetindo esse treinamento no 
mesmo dia e horário, até identificar com segurança quem tem 
obrigação com a tarefa mediúnica, através das assimilações onde as 
projeções fluídicas, foram sentidas no físico. Quem então nada sentiu, 
não será dispensado pela Casa, será oportunizado curso de passe, ou 
na sustentação no grupo mediúnico. 
 Após essa definição, o dirigente já tem mapeado as 
características da mediunidade de cada aluno. 
 Lembrando que primeiramente será trabalhando o exercício da 
mediunidade de incorporação. Os alunos de outras sensibilidades 
ficam no grupo observando e aprendendo, assim como eles ficarão 
aprendendo como se processa a etapa segunda: vidência, audição, 
psicografia, psicometria. 
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 Esse treinamento, não é necessariamente aos iniciantes, mas 
também aos médiuns que já trabalham mediunicamente, com 
desconhecimento técnico em relação a sua mediunidade. Somente 
mais adiante que será autorizado a manifestar-se mediunicamente, 
oferecendo palavra fraterna ao grupo – nada de manifestação de 
sofredores. 
 Os médiuns iniciantes e como os demais serão chamados para 
familiarizar-se, com energias saudáveis, primeiramente. 
 Este método procura eliminar falhas, corrigir os erros e defeitos, 
expandindo seu campo de ação, ampliando os horizontes do trabalho, 
limitando as possibilidades de erros para dar autenticidade aos 
resultados na atividade do médium. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 Deixem-me falar... Quando chegamos à terceira idade a vida nos 
aposenta, os filhos se distanciam, mas o espírita não aposenta o 
cristianismo de Jesus. Jamais me divorciarei do espiritismo, obra 
robusta de Jesus. E esse Jesus na sua fidelidade também, não 
aposenta, seus filhos. 
 Por não aposentar é que ele procura nos soerguer, palavras do 
estimado confrade desencarnado, até hoje o maior trabalhador espírita 
da Terra de Rondon. É o momento de relembrar o que me foi dito por 
Aristotelino Alves Praiero há bem pouco tempo: 
 (...) “devido a tamanho amor que o irmão tem doado. Amor esse 
adquirido a custo de tanta dor, carinho e dedicação ao seu grupo da 
casa espírita e tanto sofrimento. 
 Irmão, sabes, que se encontras em seus tempos finais. Sabes 
também que cumpristes muito bem a maior parte de tuas lutas. 
 Teus créditos são incontáveis, sim, mas nada impede que sejam 
perdidos a qualquer instante se não colocares em prática tudo que 
tanto pregastes durante toda a tua vida. É chegada a hora da provação 
final. A paz a esperança, a luz de que tanto necessita que tanto buscas, 
está próxima a ti, e a teu alcance”. 
 
 Eu disse tudo isso, para poder chegar aos seus corações, dos 
estudantes e trabalhadores do nosso grupo espírita e pedir: Não 
introduzam nenhuma prática, nenhuma palavra fora do dicionário 
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espírita, nenhuma ortodoxia religiosa (apometria), nenhuma ortodoxia 
esotérica, nesse nosso grupo de trabalho mediúnico, o qual sempre 
tive enorme zelo. 
 
 Filhos, e netos - não fiz tudo que devia ter feito, mas estou 
tentando fazer o que for ainda possível fazer! 
 
 Nota: Aos estudiosos do espiritismo, fiz o que estava em minha 
capacidade, que outros mais abalizados no entendimento melhorem o 
que deve ser melhorado, corrigindo o que deva ser corrigido. Quanto 
aos ortodoxos que me perdoem. Prefiro errar fazendo, do que não 
errar por nada fazer. 
 Hoje, depois de bons anos, refazendo, acrescentando acredito ter 
chegado ao meu limite de capacidade. 
 
Cuiabá – MT (Brazil) 
Quarta-Feira, 29 outubro de 2014, às 3:50 da madrugada 
 
Wilson da Cunha

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