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CENTRO UNIVERSITÁRIO MARIA MILZA
BACHARELADO EM ODONTOLOGIA 
Bárbara Cristina Lobo Caldas
Matheus Santos Costa
 
RESUMO: ETAPAS DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 
Governador Mangabeira - BA 
2022
Bárbara Cristina Lobo Caldas
Matheus Santos Costa
 
RESUMO: ETAPAS DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 
Resumo realizado na disciplina de Célula integradora ll no curso de Odontologia com orientação da docente Profª. Larissa Rolim Paluch, na instituição Centro Universitário Maria Milza. Turma 2021.2.
Governador Mangabeira - BA 
2022
CÉLULA INTEGRADORA II
RESUMO: ETAPAS DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 
Os resíduos gerados na saúde pública são intrínsecos ao atendimento para o paciente, seja no laboratório, no consultório odontológico ou nos hospitais, eles são propícios para proliferação de bactérias e disseminação de doenças, por isso, é necessário ter cuidados e tratamentos quando for descartar-lós. Essa relação sobre a geração de resíduos é exacerbada, pois o volume e a taxa com que esses resíduos são descartados excedem os limites de reciclagem ambiental e, à medida que os resíduos são gerados, introduzem novos compostos poluentes no meio ambiente, levando a instabilidade nos setores biológicos e econômicos. A lei implementada em 1970, foi o primeiro indício criado para o controle do descarte dos resíduos no Brasil, sendo formulado pelo ministério do interior, que fiscalizou as operações de descarte e a manutenção dos despejos, para melhor eficácia da lei. Por conta disso, é indispensável que os servidores da área de saúde tenham consciência ambiental e descartem de forma correta os resíduos gerados na saúde pública. Para essa finalidade, será necessário seguir alguns procedimentos como: segregação; acondicionamento; identificação; transporte interno; armazenamento temporário; armazenamento externo; coleta externa; transporte externo; destinação final; tratamento e disposição final. Primeiramente, é indispensável que a segregação dos resíduos devem ser separados de acordo com suas características onde e quando são gerados e classificados de acordo com o grupo ao qual pertencem (ANVISA, 2018). Já na etapa 2, inclui o ato de acondicionar os resíduos segregados em recipientes para evitar vazamentos e resistir a ações de punção e ruptura. A capacidade do recipiente de embalagem deve ser adaptada aos diversos tipos de resíduos gerados diariamente. Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em sacos à prova de vazamento, à prova de ruptura e à prova d'água, de acordo com a NBR 9191/2000 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Devem ser seguidas as seguintes orientações: respeitar a restrição de peso de cada saco, sendo proibido esvaziar ou reutilizar. O saco deve ser colocado em um coletor de material lavável, resistente ao processo de desinfecção utilizado no laboratório, e a tampa deve possuir sistema de abertura sem toque, com cantos arredondados. Os resíduos de perfurocortantes devem ser colocados em recipientes resistentes a perfurações, quebras e vazamentos, bem como resistentes aos processos de descontaminação utilizados em laboratórios. Na terceira etapa, consiste em uma identificação das substâncias com utilização de símbolos, cores e frases. Para substâncias infectantes, são identificados por símbolos internacionais de risco biológico com rótulos em fundo branco, desenhos e contornos pretos. As substâncias tóxicas são utilizadas símbolos de risco associados de acordo com a NBR 7500 da ABNT e pela discriminação de substâncias químicas e frases de risco. Os materiais radioativos, indica a presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta) com o símbolo internacional em etiqueta com fundo amarelo e contorno preto, além da expressão "resíduo radioativo", o reciclável que contém 3 setas contínuas verdes, e os perfurocortantes que é indicado pela frase “resíduo perfurocortante”, além do risco que apresenta o resíduo. Diante todas as normas, é importante conceituar o local de onde o descarte está sendo feito, e averiguar como é o funcionamento da empresar responsável pela coleta do lixo, pois qualquer queixa judicial acaba prejudicando também os fornecedores e clientes da empresa de coleta particular. Assim, a etapa posterior é classificada como transporte interno, a mesma está destinada no transporte dos resíduos do ponto de geração até o local onde será destinado, sendo esse de primeira mão um armazenamento temporário ou externo, com a finalidade de demonstrar a uma nova coleta. Esse transporte deve seguir e atender a um roteiro prévio, e definido entre horário o que não coincidem com a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos, ou seja, períodos de visita ou de maior fluxo de pessoas, ou de circulação, onde separadamente é feito de acordo a grupos de resíduos e embalagens especificas de cada grupo. Os transportes, ou seja, os carros devem ser de material rígido, lavável, impermeável, resistente ao processo de descontaminação determinado pelo laboratório, onde deve a tampa ser articulada ao próprio corpo do equipamento, com cantos e bordas arredondadas, assim também, identificados com símbolos correspondentes aos determinados riscos dos resíduos armazenados. Assim, o transporte deve obter rodas revestidas de material menos detalhado evitando o acumulo de sujeiras ou ruídos, os recipientes com mais de 400 L de capacidade devem possuir válvula de dreno no fundo, e o uso de recipientes desprovidos de rodas deve observar os limites de carga permitidos para o transporte pelos trabalhadores, conforme normas reguladoras do Ministério do Trabalho e Emprego. Em próxima etapa, ou seja, a quinta etapa, classificada como a guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizando o deslocamento entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa, sendo este denominado armazenamento temporário. Importante ressaltar que não pode ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, pela exposição e geração do liquido contaminante o chorume, sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento. Pode ser dispensado nos casos em que a distância entre o ponto de geração e o armazenamento externo justifique, pois a área destinada à guarda dos carros de transporte interno de resíduos deve ter pisos e paredes lisas, laváveis e resistentes ao processo de descontaminação utilizado, o piso deve, ainda, ser resistente ao tráfego dos carros coletores. Deve possuir ponto de iluminação artificial e área suficiente para armazenar, no mínimo, dois carros coletores, para translado posterior até a área de armazenamento externo. A sala exclusiva para o armazenamento de resíduos, deve estar identificada como “Sala de Resíduos”, assim não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados, já os resíduos de fácil putrefação que venham a ser coletados por período superior a 24 horas de seu armazenamento, devem ser conservados sob refrigeração, e quando não for possível, serem submetidos a outro método de conservação. O armazenamento de resíduos químicos deve atender à NBR 12235 da ABNT. Em sexta etapa a presença da coleta e transporte externos, que consistem na remoção dos RSS do abrigo de resíduos, do armazenamento externo até a unidade de tratamento ou disposição final, a coleta e transporte externos dos resíduos de serviços de saúde devem ser realizados de acordo com as normas NBR 12.810 e NBR 14652 da ABNT. Dentre as terminadas etapas, o tratamento preliminar se torna de grande importância, pois está ligado a descontaminação dos resíduos por meios físicos ou químicos, realizado em condições de segurança e eficácia comprovada, no local de geração, a fim de modificar as características químicas, físicas ou biológicas dos resíduos e promover a redução, a eliminação ou a neutralização dos agentes nocivos à saúde humana,animal e ao ambiente. Os sistemas para tratamento de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto de licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução CONAMA nº. 237/1997 e são passíveis de fiscalização e de controle pelos órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente, o processo de esterilização por vapor úmido, ou seja, autoclavação, não de licenciamento ambiental, ou tratamentos térmicos como a autoclave, incineração, pirólise, e o chamado micro-ondas, entre outros. Os sistemas de tratamento térmico por incineração devem obedecer ao estabelecido na Resolução CONAMA nº. 316/2002. Em etapa final ou tratamento final está ligado aos resíduos no solo, os que estão previamente preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº.237/97. O destino final correto deve ser os aterros sanitários, causando menos danos ao meio ambiente. O mesmo pode ser construído de duas maneiras, aterros convencionais e aterros em valas, o aterro sanitário é o local mais adequado para destinação final, após seu devido tratamento.

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