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Cosmetologia → Fotoprotetores • RDC nº 30, de 1 de junho de 2012: Este Regulamento Técnico se aplica aos produtos cosméticos destinados à proteção solar da pele e aos produtos multifuncionais. • Protetor Solar: qualquer preparação cosmética destinada a entrar em contato com a pele e lábios, com a finalidade exclusiva ou principal de protegê-la contra a radiação UVB e UVA, absorvendo, dispersando ou refletindo a radiação. • Produtos Multifuncionais: qualquer preparação cosmética destinada a entrar em contato com a pele e lábios, cujo benefício de proteção contra a radiação UV não é a finalidade principal, mas um benefício adicional do produto. Obs: No caso de produtos multifuncionais que contenham FPS não deverá ser menor que FPS 2 e a proteção UVA mínima deverá ser FPUVA 2. Obs: Produtos sem FPS não necessitam adequar-se a esse regulamento. Sem o uso de protetor solar os raios alcançam a derme (UVA) e epiderme (UVB), agredindo a pele. UVA UVB Penetram profundamente na pele Penetram superficialmente na pele EFEITOS EFEITOS Fotoenvelhecimento Queimadura Manchas Ardência Câncer de pele Vermelhidão Os raios solares na superfície terrestre contêm 20x mais UVA do que UVB → Rotulagem dos fotoprotetores A rotulagem dos protetores solares deverá conter as seguintes advertências e instruções de uso: a) "É necessária a reaplicação do produto para manter a sua efetividade"; b) "Ajuda a prevenir as queimaduras solares"; c) "Para crianças menores de 6 (seis) meses, consultar um médico"; d) "Este produto não oferece nenhuma proteção contra insolação"; e) "Evite exposição prolongada das crianças ao sol"; f) "Aplique abundantemente antes da exposição ao sol": Caso haja um tempo determinado pelo fabricante ou período de espera (antes da exposição), este também deverá constar da rotulagem. g) "Reaplicar sempre, após sudorese intensa, nadar ou banhar-se, secar-se com toalha e durante a exposição ao sol". Caso haja um tempo determinado pelo fabricante para reaplicação, este também deverá constar da rotulagem. h) "Se a quantidade aplicada não for adequada, o nível de proteção será significativamente reduzido". • Os protetores solares não devem possuir alegações de rotulagem que impliquem as seguintes características: a) 100 % de proteção contra a radiação UV ou efeito antissolar. b) A possibilidade de não reaplicar o produto em quaisquer circunstâncias. c) Denominações que induzam a uma proteção total ou bloqueio da radiação solar. • A rotulagem dos produtos multifuncionais deverá conter a seguinte advertência: “este produto não é um protetor solar” → Requisitos a serem cumpridos a) FPS de no mínimo 6; b) FPUVA cujo valor corresponda a, no mínimo, 1/3 do valor do FPS declarado na rotulagem; c) Comprimento de onda crítico mínimo (COC) de 370 nm. Recomendação: no mínimo, FPS 15 (proteção contra 87-92% da radiação) enquanto o FPS 30 oferece 96-96,7%. • Concentrações maiores dos filtros solares aumentam o risco de reações alérgicas, sem aumentar FOTOPROTEÇÃO significativamente sua eficácia (ex: FPS 70 proporciona uma proteção de 98,6%). • A recomendação de reaplicação do produto é de 2 horas. → Características dos fotoprotetores • Oferecer proteção contra UVA e UVB. • Não provocar irritação. • Não devem ser tóxicos nem sensibilizantes. • Ser insolúveis em água e suor. • Não manchar roupas e a pele. • Ser de fácil aplicação. • Aderir bem à pele, sem serem absorvidos. • Ser quimicamente estáveis, não reagindo com outros componentes da formulação. • Fotoestabilidade (não sofrer degradação com a radiação). → Classificação dos fotoprotetores Filtros solares são substâncias químicas capazes de absorver, refletir ou dispersar a radiação ultravioleta que incide sobre a pele e podem ser classificados em físicos, químicos ou biológicos. Filtros físicos – atua refletindo ou dispersando a radiação ultravioleta. São opacos e não muito aceitos cosmeticamente, pois deixam a pele esbranquiçada. Ex: dióxido de titânio, óxido de zinco, óxido de ferro, caolim, bentonita. Filtros químicos – atua captando a energia que incide sobre a pele e a transforma em uma energia não nociva. São incolores e bem aceitas, mas não podem ser utilizados para crianças menores de 6 meses. Podem ser sintéticos (PABA – ácido p-aminobenzoico, benzofenona, avobenzona, octocrileno) e naturais (óleos vegetais e extratos glicólicos). Filtros biológicos – atua como antioxidante e protege os tecidos das reações causadas pela formação de radicais livres. Ex: vitaminas A, C e E e polifenóis (chá verde e soja). → Cálculo do FPS O FPS, que mede a proteção UVB, descrito nas rotulagens, é a relação entre a dose eritemática mínima (tempo necessário para o aparecimento do eritema) de uma pele protegida com filtro solar dividida pela dose eritemática mínima de uma pele desprotegida, conforme a equação abaixo. Obs:“Teste de 20 a 25 indivíduos com pele I, II e III, aplicação do produto em uma área de 50 cm2 com uma espessura de 2 mg/cm2”. → Fotoenvelhecimento Envelhecimento cutâneo – radiação UVA • Ao penetrar a derme, os raios UVA danificam as fibras de colágeno, o que leva a uma produção de elastina anormal, que por sua vez resulta na produção das enzimas metaloproteinases. Essas enzimas, que reconstroem o colágeno danificado, geralmente acabam operando mal e, assim, degradam ainda mais o colágeno, o que resulta em uma pele “reconstruída” de forma incorreta. • Efeitos da má reconstrução da pele → formação de rugas, aspecto ressecado e manchas • Raios UVA → radicais livres → DNA → carcinogênese • Outros fatores associados: consumo excessivo de álcool, estresse, poluição, tabagismo, alimentos industrializados ricos em gorduras saturadas e a radiação UV. As câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a resolução RDC 56/09 que proíbe, além do uso, a importação, o recebimento em doação, aluguel e a comercialização desses equipamentos. O estudo da IARC indica que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade. A resolução da Anvisa também afirma que não existem benefícios que se contraponham aos riscos decorrentes do uso estético das câmaras de bronzeamento. No país existe apenas uma câmara de bronzeamento registrada. → Perfume - Histórico China e Índia: O almíscar foi empregado primeiramente na medicina e depois em perfumes. A China foi, também, a primeira fonte de cânfora. A Índia tornou-se famosa pelo seu sândalo e por uma variedade de flores como rosa e jasmim; América: Os Incas, os Maias e os Astecas costumavam queimar, como oferendas a seus deuses, grandes quantidades de incenso elaborado com resina e madeira. As folhas de tabaco também eram valorizadas por suas propriedades aromáticas. Europa: Mudanças culturais ocorreram através das fronteiras da França, Itália e Espanha. No começo do século XVII, a Arte da Perfumaria expandiu-se no sul da França, onde as condições climáticas favoreceram o cultivo de flores, e as primeiras fábricas de perfumes aparecem. → Curiosidades Um bom perfume é resultado de uma mistura harmoniosa de várias substâncias olfativas, que evaporam seguindo um cronograma pré-estabelecido pelo perfumista. • Notas de saída (Notas de Cabeça): É a primeira impressão causada pela fragrância. É dada pelos elementos mais voláteis. Dura apenas alguns minutos → 10 a 15 min. • Notas de corpo (Nota de Coração): Expandem- se e enriquecem gradualmente, à medida que o tempo passa. É a mais rica, maiscomplexa. Dura de 15 a 30 min. • Notas de Fundo: Dá-se a emanação dos elementos mais fortes, expressa o caráter básico da fragrância. É a nota que fixa, estendendo o ciclo do perfume. Obs: Briefing: é um documento que contém a descrição das características desejadas de um perfume Empresa elabora → vários perfumistas → Denominações Diferenças: quantidade de fragrância na solução alcoólica: Perfume – É a mais concentrada e cara de todas as opções de fragrâncias. Mais oleosa, composta de 20% a 30% de essência pura de perfume. Eau de Parfum – Fragrâncias que contêm 15% a 20% de essência pura de perfume. Eau de Toilette (Água de banho) – Composição de 5% a 15% de pura essência de perfume dissolvida em álcool. Eau de Cologne (Colônia) – É o termo mais antigo para perfume. Mais leve e refrescante. Geralmente composto de 2% a 4% de óleos de perfume em álcool e água. → Obtenção das matérias-primas Óleos essenciais: compostos secundários obtidos a partir de diversas partes de plantas. Flores: rosa, jasmim Folhas: eucalipto Casca de frutos: laranja, limão Obs: Base da perfumaria desde os tempos antigos até os dias atuais → Extração Enfleurage: óleo + pétalas, após lavagem e obtenção do óleo essencial. Processo artesanal, desenvolvido na França e atualmente em desuso. Extração por arraste de vapor (hidrodestilação). Aparelho clevenger. Devido ao uso de alta temperatura o óleo pode perder notas importantes. PREPARAÇÕES VEICULADORAS DE AROMA Prensagem (frutos cítricos: prensa + centrifugação) Extração com solventes orgânicos (etanol, éter, diclorometano) Fluido supercrítico (produtos com maior qualidade, menor temperatura, mais cara) Micro-ondas (mais recente, tecnologia limpa, semelhante a hidrodestilação, menor temperatura) → Fixação Tipo de pele: + oleosa fixa melhor, modifica mais a fragrância original; • Clima: + frio demora para evaporar; • Concentração de essência: + concentrado, evapora + devagar; • Fixador(Âmbar gris, âmbar cinza) → Moléculas pesadas que fazem parte da estrutura do perfume, volatilizam mais lentamente mantendo o aspecto sensorial do perfume por mais tempo. → Matérias-prima • Álcool de cereais → 60 a 80 % • Essência → 2 a 30 % • Água destilada → 10 a 15 % • Propilenoglicol → 5 % Perfumes infantis: • Álcool de cereais → 10 a 15% • Essência → 2 a 5% • Água destilada → 70 a 80% • Propilenoglicol → 5% • Tween 20 → 5% Obs: Não é necessário macerar Obs: a ordem dos produtos adicionados altera a qualidade do perfume Obs: evitar turbidez, separação de fases e baixo tempo de fixação. → Inovações em perfumaria • Encapsulamento: (reduzir volatilização, prolongar a liberação da fragrância, melhorar solubilidade em água, incorporação em tecidos na indústria têxtil, sistemas inovadores) • Técnicas: Emulsão dupla Complexação com ciclodextrinas Nanopartículas lipídicas sólidas Microencapsulação