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TÓPICOS EDITAL DA GUARDA MUNICIPAL DE 
FORTALEZA
☠ 
1. Dos Princípios Fundamentais (Art. 1º ao 4º); Pág. 4 
2. Dos Direitos e Garantias Fundamentais (Art. 5º ao 11); Pág. 5 
3. Da Organização do Estado (Art. 18 a 31; 37 a 41); Pág. 14 
4. Da Segurança Pública (Art. 144). Os artigos em referência são da 
Constituição Federal de 1988. Pág. 41 
☠ 
1. Dos Crimes contra a Pessoa e contra o Patrimônio (Art. 121 ao 
183); Pág. 43 
2. Dos Crimes contra a Administração Pública (Art. 312 ao 337-A); 
Os artigos em referência são do Código Penal. Pág. 76 
1. Lei Municipal No 6.794/1990 (Estatuto dos Servidores do 
Município de Fortaleza) e suas alterações. Pág. 85 
2. Lei Complementar Municipal Nº 004/1991, de 16 de julho de 
1991, que dispõe sobre a organização, finalidade, competência e 
estrutura organizacional básica da Guarda Municipal de Fortaleza e 
dá outras providências. Pág. 128 
3. Lei Complementar Municipal Nº 017/2004, que altera a Lei 
Complementar Municipal Nº 004/1991, bem como a Lei Nº 
8.811/2003, que dispõe sobre a finalidade, competência, estrutura 
organizacional básica da Guarda Municipal de Fortaleza, e cria o 
Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil e Cidadania. Pág. 135 
4. Lei Complementar Municipal No 019/2004; Altera a Lei 
Complementar nº 004, de 16 de julho de 1991, bem como a Lei nº 
8.811, de 30 de dezembro de 2003, que dispõe sobre a finalidade, 
competência estrutura organizacional básica da Guarda Municipal 
de Fortaleza e cria o Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil 
e Cidadania. Pág. 142 
5. Lei Complementar Municipal Nº 034/2006, que modifica a Lei 
Orgânica da Guarda Municipal, Lei Complementar Nº 04/1991, 
modificada pelas Leis Complementares Municipais Nº 017/2004 e 
Nº 019/2004 e dá outras providências. Pág. 149 
 
3 
 
6. Lei Complementar Municipal Nº 038/2007, que aprova o Plano 
de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos Servidores da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e dá outras providências. 
 Pág. 151 
7. Lei Complementar Municipal Nº 037/2007, de 10 de julho de 
2007, que institui o Regulamento Disciplinar Interno da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e dá outras providências. 
 Pág. 161 
8. Decreto Nº 6.061, de 15 de março de 2007, (artigos 38-G a 38-K 
do Anexo I), que tratam da Secretaria Extraordinária de Segurança 
para Grandes Eventos, órgão vinculado ao Ministério da Justiça. 
 Pág. 207 
9. Lei Municipal Nº 0137/2013, que cria a Secretaria da Segurança 
Cidadã, dispõe sobre a organização administrativa da Prefeitura 
Municipal de Fortaleza e dá outras providências. Pág. 208 
10. Lei Complementar Municipal Nº 144/2013, que altera a Lei 
Complementar Nº 004/1991, que dispões sobre a Organização, 
Estrutura e Competências da Guarda Municipal de Fortaleza e dá 
outras providências. Pág. 210 
 
1. Lei Federal Nº 4.898/1965 (Lei do Abuso de Autoridade): Art. 1º 
ao 9º. Pág. 211 
2. Lei Federal Nº 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do 
Adolescente): Art. 1º ao 18; Art. 60 ao 69; Art. 74 ao 85; Art. 98 ao 
114. Pág. 223 
3. Lei Federal Nº 11.343/2006 (Lei das Drogas). Pág. 241 
 
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1. Dos Princípios Fundamentais (Art. 1º ao 4º); 
PREÂMBULO 
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia 
Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, 
destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, 
a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a 
igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade 
fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social 
e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução 
pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, 
a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 
TÍTULO I 
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, 
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por 
meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta 
Constituição. 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre 
si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa 
do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, 
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações 
internacionais pelos seguintes princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
 
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III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a 
integração econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações. 
2. Dos Direitos e Garantias Fundamentais (Art. 5º ao 11); 
TÍTULO II 
Dos Direitos e Garantias Fundamentais 
CAPÍTULO I 
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos 
termos desta Constituição; 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa 
senão em virtude de lei; 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano 
ou degradante; 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o 
anonimato; 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, 
além da indenização por dano material, moral ou à imagem; 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo 
assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na 
forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência 
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença 
religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar 
para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a 
cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica 
e de comunicação, independentemente de censura ou licença; 
 
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X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem 
das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material 
ou moral decorrente de sua violação; 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo 
penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de 
flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o 
dia, por determinaçãojudicial; 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações 
telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no 
último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei 
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução 
processual penal; 
 XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, 
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o 
sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, 
podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, 
permanecer ou dele sair com seus bens; 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais 
abertos ao público, independentemente de autorização, desde que 
não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o 
mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente; 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a 
de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas 
independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal 
em seu funcionamento; 
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas 
ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, 
no primeiro caso, o trânsito em julgado; 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer 
associado; 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, 
têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou 
extrajudicialmente; 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
 XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por 
necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante 
justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos 
previstos nesta Constituição; 
 XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade 
competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao 
proprietário indenização ulterior, se houver dano; 
 
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XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde 
que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para 
pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, 
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, 
publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos 
herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à 
reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades 
desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras 
que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes 
e às respectivas representações sindicais e associativas; 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio 
temporário para sua utilização, bem como proteção às criações 
industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a 
outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o 
desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será 
regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos 
brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal 
do "de cujus"; 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do 
consumidor; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou 
geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do 
pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos 
ou contra ilegalidade ou abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de 
direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
ameaça a direito; 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico 
perfeito e a coisa julgada; 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que 
lhe der a lei, assegurados: 
 
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a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a 
vida; 
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem 
prévia cominação legal; 
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e 
liberdades fundamentais; 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e 
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; 
 XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça 
ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, 
por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, 
podendo evitá-los, se omitirem; 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos 
armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o 
Estado Democrático; 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a 
obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens 
ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles 
executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre 
outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 
84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
 
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XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de 
acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e 
moral; 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam 
permanecer com seus filhos durante o período de amamentação; 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em 
caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de 
comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins, na forma da lei; 
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político 
ou de opinião; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela 
autoridade competente; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o 
devido processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos 
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, 
com os meios e recursos a ela inerentes; 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios 
ilícitos; 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado 
de sentença penal condenatória; 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação 
criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta 
não for intentada no prazo legal; 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais 
quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem; 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delitoou por ordem 
escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo 
nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, 
definidos em lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão 
comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do 
preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de 
permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família 
e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua 
prisão ou por seu interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade 
judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei 
admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; 
 
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LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável 
pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação 
alimentícia e a do depositário infiel; 
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou 
se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade 
de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito 
líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, 
quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público; 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação 
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um 
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de 
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
LXXII - conceder-se-á habeas data: 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à 
pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados 
de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por 
processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular 
que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade 
de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência; 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos 
que comprovarem insuficiência de recursos; 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim 
como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença; 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma 
da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, 
na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania. 
 
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LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são 
assegurados a razoável duração do processo e os meios que 
garantam a celeridade de sua tramitação. 
LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos 
dados pessoais, inclusive nos meios digitais. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 115, de 2022) 
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais 
têm aplicação imediata. 
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não 
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela 
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República 
Federativa do Brasil seja parte. 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos 
humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas 
constitucionais. 
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional 
a cuja criação tenha manifestado adesão. 
CAPÍTULO II 
DOS DIREITOS SOCIAIS 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o 
trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a 
previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a 
assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. 
Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de vulnerabilidade 
social terá direito a uma renda básica familiar, garantida pelo poder 
público em programa permanente de transferência de renda, cujas 
normas e requisitos de acesso serão determinados em lei, 
observada a legislação fiscal e orçamentária. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 114, de 2021) 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social: 
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou 
sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá 
indenização compensatória, dentre outros direitos; 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
III - fundo de garantia do tempo de serviço; 
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz 
de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família 
com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, 
 
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higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos 
que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação 
para qualquer fim; 
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do 
trabalho; 
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou 
acordo coletivo; 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que 
percebem remuneração variável; 
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou 
no valor da aposentadoria; 
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua 
retenção dolosa; 
XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da 
remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da 
empresa, conforme definido em lei; 
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador 
de baixa renda nos termos da lei; 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias 
e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de 
horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho; 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos 
ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos 
domingos; 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, 
em cinqüenta por cento à do normal; 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um 
terço a mais do que o salário normal; 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, 
com a duração de cento e vinte dias; 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante 
incentivos específicos, nos termos da lei; 
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no 
mínimo de trinta dias, nos termos da lei; 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas 
de saúde, higiene e segurança; 
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, 
insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
XXIV - aposentadoria; 
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o 
nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas; 
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de 
trabalho; 
 
13 
 
XXVII -proteção em face da automação, na forma da lei; 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do 
empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, 
quando incorrer em dolo ou culpa; 
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de 
trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os 
trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a 
extinção do contrato de trabalho; 
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e 
de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado 
civil; 
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e 
critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; 
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e 
intelectual ou entre os profissionais respectivos; 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a 
menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis 
anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo 
empregatício permanente e o trabalhador avulso. 
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores 
domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, 
XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, 
atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a 
simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, 
principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas 
peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, 
bem como a sua integração à previdência social. 
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o 
seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de 
sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao 
Poder Público a interferência e a intervenção na organização 
sindical; 
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em 
qualquer grau, representativa de categoria profissional ou 
econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos 
trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser 
inferior à área de um Município; 
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou 
individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou 
administrativas; 
IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de 
categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do 
sistema confederativo da representação sindical respectiva, 
independentemente da contribuição prevista em lei; 
 
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V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a 
sindicato; 
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações 
coletivas de trabalho; 
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas 
organizações sindicais; 
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do 
registro da candidatura a cargo de direção ou representação 
sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do 
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. 
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à 
organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, 
atendidas as condições que a lei estabelecer. 
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos 
trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os 
interesses que devam por meio dele defender. 
§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá 
sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e 
empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus 
interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de 
discussão e deliberação. 
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é 
assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade 
exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os 
empregadores. 
3. Da Organização do Estado (Art. 18 a 31; 37 a 41); 
TÍTULO III 
Da Organização do Estado 
CAPÍTULO I 
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 
Art. 18. A organização político-administrativa da República 
Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
§ 1º Brasília é a Capital Federal. 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, 
transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem 
serão reguladas em lei complementar. 
 
15 
 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou 
desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos 
Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população 
diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso 
Nacional, por lei complementar. 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de 
Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período 
determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de 
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios 
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei 
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios: 
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, 
embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus 
representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na 
forma da lei, a colaboração de interesse público; 
II - recusar fé aos documentos públicos; 
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
CAPÍTULO II 
DA UNIÃO 
Art. 20. São bens da União: 
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser 
atribuídos; 
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das 
fortificações e construções militares, das vias federais de 
comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; 
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu 
domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com 
outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele 
provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; 
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros 
países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, 
excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto 
aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental 
federal, e as referidas no art. 26, II; 
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona 
econômica exclusiva; 
VI - o mar territorial; 
 
16 
 
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos; 
VIII - os potenciais de energia hidráulica; 
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e 
pré-históricos; 
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 
§ 1º É assegurada, nos termos da lei, à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios a participação no resultado da 
exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para 
fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no 
respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou 
zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa 
exploração. 
§ 2º A faixa de até cento e cinquenta quilômetros de largura, ao 
longo das fronteiras terrestres, designada como faixa de fronteira, 
é considerada fundamental para defesa do território nacional, e 
sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. 
Art. 21. Compete à União: 
I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de 
organizações internacionais; 
II - declarar a guerra e celebrar a paz; 
III - assegurara defesa nacional; 
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças 
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele 
permaneçam temporariamente; 
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção 
federal; 
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material 
bélico; 
VII - emitir moeda; 
VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as 
operações de natureza financeira, especialmente as de crédito, 
câmbio e capitalização, bem como as de seguros e de previdência 
privada; 
IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação 
do território e de desenvolvimento econômico e social; 
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional; 
 
17 
 
XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou 
permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que 
disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão 
regulador e outros aspectos institucionais; 
XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou 
permissão: 
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; 
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento 
energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde 
se situam os potenciais hidro energéticos; 
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura 
aeroportuária; 
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos 
brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de 
Estado ou Território; 
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e 
internacional de passageiros; 
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; 
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do 
Distrito Federal e dos Territórios e a Defensoria Pública dos 
Territórios; 
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a polícia 
militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem 
como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a 
execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; 
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, 
geologia e cartografia de âmbito nacional; 
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões 
públicas e de programas de rádio e televisão; 
XVII - conceder anistia; 
XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as 
calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações; 
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos 
hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso; 
(Regulamento) 
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive 
habitação, saneamento básico e transportes urbanos; 
 
18 
 
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de 
viação; 
XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de 
fronteiras; 
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer 
natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o 
enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o 
comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os 
seguintes princípios e condições: 
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será 
admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso 
Nacional; 
b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a 
utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, 
agrícolas e industriais; 
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, 
comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou 
inferior a duas horas; 
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da 
existência de culpa; 
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho; 
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da 
atividade de garimpagem, em forma associativa. 
XXVI - organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados 
pessoais, nos termos da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 115, de 2022) 
 Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, 
marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 
II - desapropriação; 
III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em 
tempo de guerra; 
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; 
V - serviço postal; 
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; 
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores; 
VIII - comércio exterior e interestadual; 
 
19 
 
IX - diretrizes da política nacional de transportes; 
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea 
e aeroespacial; 
XI - trânsito e transporte; 
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização; 
XIV - populações indígenas; 
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de 
estrangeiros; 
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para 
o exercício de profissões; 
XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito 
Federal e dos Territórios e da Defensoria Pública dos Territórios, 
bem como organização administrativa destes; 
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia 
nacionais; 
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança 
popular; 
XX - sistemas de consórcios e sorteios; 
XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, 
garantias, convocação, mobilização, inatividades e pensões das 
polícias militares e dos corpos de bombeiros militares; 
XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e 
ferroviária federais; 
XXIII - seguridade social; 
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional; 
XXV - registros públicos; 
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza; 
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as 
modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas 
e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, 
obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e 
sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; 
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, 
defesa civil e mobilização nacional; 
XXIX - propaganda comercial. 
 
20 
 
XXX - proteção e tratamento de dados pessoais. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 115, de 2022) 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a 
legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste 
artigo. 
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios: 
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições 
democráticas e conservar o patrimônio público; 
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das 
pessoas portadoras de deficiência; 
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor 
histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens 
naturais notáveis e os sítios arqueológicos; 
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras 
de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; 
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à 
ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação; 
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer 
de suas formas; 
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; 
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o 
abastecimento alimentar; 
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria 
das condições habitacionais e de saneamento básico; 
X- combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, 
promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; 
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de 
pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus 
territórios; 
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança 
do trânsito. 
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a 
cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do 
bem-estar em âmbito nacional. 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: 
 
21 
 
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e 
urbanístico; 
II - orçamento; 
III - juntas comerciais; 
IV - custas dos serviços forenses; 
V - produção e consumo; 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa 
do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e 
controle da poluição; 
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e 
paisagístico; 
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, 
a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e 
paisagístico; 
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, 
pesquisa, desenvolvimento e inovação; 
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas 
causas; 
XI - procedimentos em matéria processual; 
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; 
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; 
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de 
deficiência; 
XV - proteção à infância e à juventude; 
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. 
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União 
limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não 
exclui a competência suplementar dos Estados. 
§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados 
exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas 
peculiaridades. 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende 
a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. 
CAPÍTULO III 
 
22 
 
DOS ESTADOS FEDERADOS 
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e 
leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 
§ 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes 
sejam vedadas por esta Constituição. 
§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante 
concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, 
vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. 
§ 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir 
regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, 
constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para 
integrar a organização, o planejamento e a execução de funções 
públicas de interesse comum. 
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: 
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em 
depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes 
de obras da União; 
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu 
domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou 
terceiros; 
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; 
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União. 
Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa 
corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos 
Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de 
tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. 
§ 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, 
aplicando- sê-lhes as regras desta Constituição sobre sistema 
eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de 
mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças 
Armadas. 
§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de 
iniciativa da Assembleia Legislativa, na razão de, no máximo, 
setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para 
os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 
57, § 7º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. 
§ 3º Compete às Assembleias Legislativas dispor sobre seu 
regimento interno, polícia e serviços administrativos de sua 
secretaria, e prover os respectivos cargos. 
 
23 
 
§ 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo 
estadual. 
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, 
para mandato de quatro anos, realizar-se-á no primeiro domingo 
de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, 
em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do 
mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de 
janeiro do ano subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto 
no art. 77. 
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou 
função na administração pública direta ou indireta, ressalvada a 
posse em virtude de concurso público e observado o disposto no 
art. 38, I, IV e V. 
§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos 
Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciativa da 
Assembleia Legislativa, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, 
§ 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. 
CAPÍTULO IV 
Dos Municípios 
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois 
turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois 
terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, 
atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na 
Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: 
I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para 
mandato de quatro anos, mediante pleito direto e simultâneo 
realizado em todo o País; 
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro 
domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos 
que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no caso de 
Municípios com mais de duzentos mil eleitores; 
III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano 
subsequente ao da eleição; 
IV - para a composição das Câmaras Municipais, será observado o 
limite máximo de: 
a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) 
habitantes; 
b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze 
mil) habitantes e de até 30.000 (trinta mil) habitantes; 
 
24 
 
c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta 
mil) habitantes e de até 50.000 (cinquenta mil) habitantes; 
d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 
(cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 (oitenta mil) habitantes; 
e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 
(oitenta mil) habitantes e de até 120.000 (cento e vinte mil) 
habitantes; 
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 
(cento e vinte mil) habitantes e de até 160.000 (cento sessenta mil) 
habitantes; 
g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 
(cento e sessenta mil) habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) 
habitantes; 
h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 
(trezentos mil) habitantes e de até 450.000 (quatrocentos e 
cinquenta mil) habitantes; 
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 
(quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 
(seiscentos mil) habitantes; 
j) 27 (vinte e sete) Vereadores,nos Municípios de mais de 600.000 
(seiscentos mil) habitantes e de até 750.000 (setecentos cinquenta 
mil) habitantes; 
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 
(setecentos e cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 
(novecentos mil) habitantes; 
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 
(novecentos mil) habitantes e de até 1.050.000 (um milhão e 
cinquenta mil) habitantes; 
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 
1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes e de até 
1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes; 
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 
1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes e de até 
1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes; 
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um 
milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes e de até 1.500.000 
(um milhão e quinhentos mil) habitantes; 
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 
1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes e de até 
1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes; 
 
25 
 
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 
1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes e de até 
2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes; 
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 
2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes e de até 
3.000.000 (três milhões) de habitantes; 
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 
3.000.000 (três milhões) de habitantes e de até 4.000.000 (quatro 
milhões) de habitantes; 
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 
4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e de até 5.000.000 (cinco 
milhões) de habitantes; 
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 
5.000.000 (cinco milhões) de habitantes e de até 6.000.000 (seis 
milhões) de habitantes; 
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 
6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de até 7.000.000 (sete 
milhões) de habitantes; 
w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 
7.000.000 (sete milhões) de habitantes e de até 8.000.000 (oito 
milhões) de habitantes; e 
x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 
8.000.000 (oito milhões) de habitantes; 
V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários 
Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, 
observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 
153, § 2º, I; 
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas 
Câmaras Municipais em cada legislatura para a subsequente, 
observado o que dispõe esta Constituição, observados os critérios 
estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites 
máximos: 
a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos 
Vereadores corresponderá a vinte por cento do subsídio dos 
Deputados Estaduais; 
b) em Municípios de dez mil e um a cinquenta mil habitantes, o 
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a trinta por cento 
do subsídio dos Deputados Estaduais; 
 
26 
 
c) em Municípios de cinquenta mil e um a cem mil habitantes, o 
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a quarenta por 
cento do subsídio dos Deputados Estaduais; 
d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o 
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a cinquenta por 
cento do subsídio dos Deputados Estaduais; 
e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil 
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a 
sessenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; 
f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio 
máximo dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento 
do subsídio dos Deputados Estaduais; 
VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não 
poderá ultrapassar o montante de cinco por cento da receita do 
Município; 
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e 
votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município; 
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, 
similares, no que couber, ao disposto nesta Constituição para os 
membros do Congresso Nacional e na Constituição do respectivo 
Estado para os membros da Assembleia Legislativa; 
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; 
XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara 
Municipal; 
XII - cooperação das associações representativas no planejamento 
municipal; 
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do 
Município, da cidade ou de bairros, através de manifestação de, 
pelo menos, cinco por cento do eleitorado; 
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do 
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, 
incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com 
inativos, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos 
ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no 
§ 5o do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no 
exercício anterior 
I - 7% (sete por cento) para Municípios com população de até 
100.000 (cem mil) habitantes; 
 
27 
 
II - 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 
100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos mil) habitantes; 
III - 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 
300.001 (trezentos mil e um) e 500.000 (quinhentos mil) 
habitantes; 
IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para 
Municípios com população entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 
3.000.000 (três milhões) de habitantes; 
V - 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 
3.000.001 (três milhões e um) e 8.000.000 (oito milhões) de 
habitantes; 
VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios 
com população acima de 8.000.001 (oito milhões e um) habitantes. 
§ 1º A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de 
sua receita com folha de pagamento, incluído o gasto com o 
subsídio de seus Vereadores. 
§ 2º Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: 
I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; 
II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou 
III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei 
Orçamentária. 
§ 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara 
Municipal o desrespeito ao § 1º deste artigo. 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como 
aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar 
contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação 
estadual; 
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou 
permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de 
transporte coletivo, que tem caráter essencial; 
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do 
Estado, programas de educação infantil e de ensino fundamental; 
 
28 
 
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeirada União e do 
Estado, serviços de atendimento à saúde da população; 
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, 
mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da 
ocupação do solo urbano; 
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, 
observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. 
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder 
Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas 
de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei. 
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o 
auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos 
Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver. 
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as 
contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de 
prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara 
Municipal. 
§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, 
anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e 
apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos 
termos da lei. 
§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de 
Contas Municipais. 
CAPÍTULO VII 
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
SEÇÃO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos 
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim 
como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de 
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e 
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou 
 
29 
 
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para 
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, 
prorrogável uma vez, por igual período; 
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de 
convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de 
provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos 
concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; 
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por 
servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a 
serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições 
e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às 
atribuições de direção, chefia e assessoramento; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação 
sindical; 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites 
definidos em lei específica; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para 
as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua 
admissão; 
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo 
determinado para atender a necessidade temporária de 
excepcional interesse público; (Vide Emenda constitucional nº 
106, de 2020) 
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata 
o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei 
específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, 
assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem 
distinção de índices; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
19, de 1998) (Regulamento) 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções 
e empregos públicos da administração direta, autárquica e 
fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de 
mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, 
pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos 
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de 
qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, 
 
30 
 
em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-
se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos 
Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no 
âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e 
Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos 
Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa 
inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, 
em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito 
do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do 
Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder 
Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder 
Executivo; 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies 
remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do 
serviço público; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 19, de 1998) 
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não 
serão computados nem acumulados para fins de concessão de 
acréscimos ulteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 19, de 1998) 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e 
empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos 
incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 
153, § 2º, I;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, 
exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em 
qualquer caso o disposto no inciso XI: (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de 
saúde, com profissões regulamentadas; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 34, de 2001) 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e 
abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de 
economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta 
 
31 
 
ou indiretamente, pelo poder público; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, 
dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência 
sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; 
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e 
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de 
economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste 
último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de 
subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim 
como a participação de qualquer delas em empresa privada; 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, 
serviços, compras e alienações serão contratados mediante 
processo de licitação pública que assegure igualdade de condições 
a todos os concorrentes, com cláusulasque estabeleçam 
obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da 
proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências 
de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do 
cumprimento das obrigações. (Regulamento) 
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao 
funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras 
específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas 
atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o 
compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma 
da lei ou convênio. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
42, de 19.12.2003) 
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e 
campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, 
informativo ou de orientação social, dela não podendo constar 
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal 
de autoridades ou servidores públicos. 
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a 
nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos 
da lei. 
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na 
administração pública direta e indireta, regulando especialmente: 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em 
geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao 
 
32 
 
usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos 
serviços; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a 
informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 
5º, X e XXXIII; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998) (Vide Lei nº 12.527, de 2011) 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou 
abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a 
suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a 
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e 
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos 
praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem 
prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de 
ressarcimento. 
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado 
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o 
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de 
cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite 
o acesso a informações privilegiadas. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos 
e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada 
mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o 
poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de 
desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
(Regulamento) (Vigência) 
I - o prazo de duração do contrato; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, 
obrigações e responsabilidade dos dirigentes; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
III - a remuneração do pessoal. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem 
 
33 
 
recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos 
Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio 
em geral. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de 
aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a 
remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os 
cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos 
e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e 
exoneração. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) 
(Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998) 
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites 
remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as 
parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005) 
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica 
facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, 
mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, 
como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do 
respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e 
cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste 
parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos 
Vereadores. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005) 
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser 
readaptado para exercício de cargo cujas atribuições e 
responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha 
sofrido em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer 
nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de 
escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a 
remuneração do cargo de origem. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de 
contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, 
inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o 
rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de 
contribuição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019) 
§ 15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores 
públicos e de pensões por morte a seus dependentes que não seja 
decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja 
prevista em lei que extinga regime próprio de previdência social. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
 
34 
 
§ 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou 
conjuntamente, devem realizar avaliação das políticas públicas, 
inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados 
alcançados, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 109, de 2021) 
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e 
fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as 
seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 19, de 1998) 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, 
ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, 
emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua 
remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade 
de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou 
função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não 
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de 
mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os 
efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência 
social, permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo de 
origem. (Redação dada pela EmendaConstitucional nº 103, de 
2019) 
Seção II 
DOS SERVIDORES PÚBLICOS 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e 
planos de carreira para os servidores da administração pública 
direta, das autarquias e das fundações públicas. (Vide ADI nº 2.135) 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
instituirão conselho de política de administração e remuneração de 
pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos 
Poderes (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
(Vide ADI nº 2.135) 
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais 
componentes do sistema remuneratório observará: 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
 
35 
 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos 
cargos componentes de cada carreira; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
II - os requisitos para a investidura; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
III - as peculiaridades dos cargos. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de 
governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores 
públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos 
requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a 
celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto 
no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e 
XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de 
admissão quando a natureza do cargo o exigir. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os 
Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão 
remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, 
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, 
prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, 
obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração 
dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto 
no art. 37, XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão 
anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e 
empregos públicos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998) 
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da 
economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e 
fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de 
qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, 
modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço 
público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de 
produtividade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
 
36 
 
§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em 
carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário 
ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em 
comissão à remuneração do cargo efetivo. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
 Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores 
titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, 
mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores 
ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que 
preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social 
será aposentado: (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 103, de 2019) 
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que 
estiver investido, quando insuscetível de readaptação, hipótese em 
que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para 
verificação da continuidade das condições que ensejaram a 
concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente 
federativo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, 
de 2019) 
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de 
contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e 
cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015) 
(Vide Lei Complementar nº 152, de 2015) 
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se 
mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e, no 
âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade 
mínima estabelecida mediante emenda às respectivas 
Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de 
contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei 
complementar do respectivo ente federativo. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao 
valor mínimo a que se refere o § 2º do art. 201 ou superiores ao 
limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência 
Social, observado o disposto nos §§ 14 a 16. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
 
37 
 
§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão 
disciplinadas em lei do respectivo ente federativo. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para 
concessão de benefícios em regime próprio de previdência social, 
ressalvado o disposto nos §§ 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do 
respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição 
diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, 
previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por 
equipe multiprofissional e interdisciplinar. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do 
respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição 
diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente 
penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos 
de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput 
do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do 
respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição 
diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades 
sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos 
e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, 
vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima 
reduzida em 5 (cinco) anos em relação às idades decorrentes da 
aplicação do disposto no inciso III do § 1º, desde que comprovem 
tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação 
infantil e no ensino fundamental e médio fixado em lei 
complementar do respectivo ente federativo. (Redaçãodada 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos 
acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada a percepção de 
mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de 
previdência social, aplicando-se outras vedações, regras e 
condições para a acumulação de benefícios previdenciários 
estabelecidas no Regime Geral de Previdência Social. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando se tratar da 
única fonte de renda formal auferida pelo dependente, o benefício 
 
38 
 
de pensão por morte será concedido nos termos de lei do 
respectivo ente federativo, a qual tratará de forma diferenciada a 
hipótese de morte dos servidores de que trata o § 4º-B decorrente 
de agressão sofrida no exercício ou em razão da função. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-
lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios 
estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 41, 19.12.2003) 
§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou 
municipal será contado para fins de aposentadoria, observado o 
disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço 
correspondente será contado para fins de disponibilidade. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de 
tempo de contribuição fictício. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 20, de 15/12/98) (Vide Emenda Constitucional 
nº 20, de 1998) 
§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos 
proventos de inatividade, inclusive quando decorrentes da 
acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras 
atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de 
previdência social, e ao montante resultante da adição de 
proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável 
na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei 
de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
§ 12. Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime 
próprio de previdência social, no que couber, os requisitos e 
critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 13. Aplica-se ao agente público ocupante, exclusivamente, de 
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração, de outro cargo temporário, inclusive mandato eletivo, 
ou de emprego público, o Regime Geral de Previdência Social. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, 
regime de previdência complementar para servidores públicos 
ocupantes de cargo efetivo, observado o limite máximo dos 
benefícios do Regime Geral de Previdência Social para o valor das 
aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência 
 
39 
 
social, ressalvado o disposto no § 16. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 
oferecerá plano de benefícios somente na modalidade 
contribuição definida, observará o disposto no art. 202 e será 
efetivado por intermédio de entidade fechada de previdência 
complementar ou de entidade aberta de previdência 
complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 103, de 2019) 
§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto 
nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado 
no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do 
correspondente regime de previdência complementar. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
§ 17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo 
do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados, na 
forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 
19.12.2003) 
§ 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e 
pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que 
superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do 
regime geral de previdência social de que trata o art. 201, com 
percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de 
cargos efetivos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 
19.12.2003) (Vide ADIN 3133) (Vide ADIN 3143) (Vide ADIN 3184) 
§ 19. Observados critérios a serem estabelecidos em lei do 
respectivo ente federativo, o servidor titular de cargo efetivo que 
tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária e 
que opte por permanecer em atividade poderá fazer jus a um 
abono de permanência equivalente, no máximo, ao valor da sua 
contribuição previdenciária, até completar a idade para 
aposentadoria compulsória. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 20. É vedada a existência de mais de um regime próprio de 
previdência social e de mais de um órgão ou entidade gestora desse 
regime em cada ente federativo, abrangidos todos os poderes, 
órgãos e entidades autárquicas e fundacionais, que serão 
responsáveis pelo seu financiamento, observados os critérios, os 
parâmetros e a natureza jurídica definidos na lei complementar de 
que trata o § 22. (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 103, de 2019) 
§ 21. (Revogado). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
103, de 2019) 
 
40 
 
§ 22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de 
previdência social, lei complementar federal estabelecerá, para os 
que já existam, normas gerais de organização, de funcionamento e 
de responsabilidade em sua gestão, dispondo, entre outros 
aspectos, sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, 
de 2019) 
I - requisitos para sua extinção e consequente migração para o 
Regime Geral de Previdência Social; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019) 
II - modelo de arrecadação, de aplicação e de utilização dos 
recursos; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
III - fiscalização pela União e controle externo e social; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
IV - definição de equilíbrio financeiro e atuarial; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
V - condições para instituição do fundo com finalidade 
previdenciária de que trata o art. 249 e para vinculação a ele dos 
recursos provenientes de contribuições e dos bens, direitos e ativos 
de qualquer natureza; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
103, de 2019) 
VI - mecanismos de equacionamento do deficit atuarial; 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
VII - estruturação do órgão ou entidade gestora do regime, 
observados os princípios relacionados com governança, controle 
interno e transparência; (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 103, de 2019) 
VIII - condições e hipóteses para responsabilização daqueles que 
desempenhem atribuições relacionadas, direta ou indiretamente, 
com a gestão do regime; (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 103, de 2019) 
IX - condições para adesão a consórcio público; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
X - parâmetros para apuração da base de cálculo e definição de 
alíquota de contribuições ordinárias e extraordinárias. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os 
servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude 
de concurso público. (Redação dada pela Emenda Constitucionalnº 19, de 1998) 
 
41 
 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada 
ampla defesa; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla 
defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor 
estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se 
estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, 
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com 
remuneração proporcional ao tempo de serviço. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor 
estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional 
ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro 
cargo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória 
a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para 
essa finalidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
4. Da Segurança Pública (Art. 144). Os artigos em referência 
são da Constituição Federal de 1988. 
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e 
responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem 
pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos 
seguintes órgãos: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
 
42 
 
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, 
organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, 
destina-se a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998) 
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em 
detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas 
entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras 
infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou 
internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em 
lei; 
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação 
fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de 
competência; 
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de 
fronteiras; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998) 
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da 
União. 
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e 
mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma 
da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e 
mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma 
da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias 
federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, 
incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de 
polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as 
militares. 
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação 
da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das 
atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de 
defesa civil. 
§ 5º-A. Às polícias penais, vinculadas ao órgão administrador do 
sistema penal da unidade federativa a que pertencem, cabe a 
segurança dos estabelecimentos penais. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 104, de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
 
43 
 
§ 6º As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças 
auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as 
polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos 
Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
104, de 2019) 
§ 7º A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos 
responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a 
eficiência de suas atividades. 
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais 
destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, 
conforme dispuser a lei. 
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos 
relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. 
39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem 
pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias 
públicas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) 
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, 
além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao 
cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) 
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus 
agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da 
lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) 
 
1. Dos Crimes contra a Pessoa e contra o Patrimônio (Art. 
121 ao 183); 
TÍTULO I 
DOS CRIMES CONTRA A PESSOA 
 
CAPÍTULO I 
DOS CRIMES CONTRA A VIDA 
Homicídio simples 
Art. 121. Matar alguém: 
Pena - reclusão, de seis a vinte anos. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc82.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc82.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc82.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc82.htm
 
44 
 
Caso de diminuição de pena 
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante 
valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo 
em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a 
pena de um sexto a um terço. 
Homicídio qualificado 
§ 2° Se o homicídio é cometido: 
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro 
motivo torpe; 
II - por motivo futil; 
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou 
outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigocomum; 
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro 
recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido; 
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou 
vantagem de outro crime: 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
Feminicídio 
VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino: 
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da 
Constituição Federal , integrantes do sistema prisional e da Força 
Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em 
decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente 
consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição: 
VIII - (VETADO): 
VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
§ 2º -A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino 
quando o crime envolve: 
I - violência doméstica e familiar: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
 
45 
 
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. 
Homicídio culposo 
§ 3º Se o homicídio é culposo: 
Pena - detenção, de um a três anos. 
Aumento de pena 
§ 4 o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), 
se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, 
arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à 
vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge 
para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena 
é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra 
pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de 
aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio 
agente de forma tão grave que a sanção penal se torne 
desnecessária. 
§ 6º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o 
crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação 
de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. 
§ 7 o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a 
metade se o crime for praticado: 
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; 
II - contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 
(sessenta) anos ou com deficiência; 
II - contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 
(sessenta) anos, com deficiência ou portadora de doenças 
degenerativas que acarretem condição limitante ou de 
vulnerabilidade física ou mental; 
III - na presença de descendente ou de ascendente da vítima. 
III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente 
da vítima; 
IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência 
previstas nos incisos I , II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, 
de 7 de agosto de 2006 . 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
 
46 
 
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação 
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar 
automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça: 
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão 
corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 
2º do art. 129 deste Código: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. 
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 
§ 3º A pena é duplicada: 
I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; 
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a 
capacidade de resistência. 
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por 
meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em 
tempo real. 
§ 5º Aumenta-se a pena em metade se o agente é líder ou 
coordenador de grupo ou de rede virtual. 
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão 
corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 
(quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência 
mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, 
ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, 
responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste 
Código. 
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra 
menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário 
discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra 
causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime 
de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. 
Infanticídio 
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio 
filho, durante o parto ou logo após: 
 
47 
 
Pena - detenção, de dois a seis anos. 
Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento 
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem 
lho provoque: 
Pena - detenção, de um a três anos. 
Aborto provocado por terceiro 
Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: 
Pena - reclusão, de três a dez anos. 
Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante 
não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil mental, ou se 
o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou 
violência 
Forma qualificada 
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são 
aumentadas de um terço, se, em consequência do aborto ou dos 
meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal 
de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas 
causas, lhe sobrevém a morte. 
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: 
Aborto necessário 
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; 
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro 
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de 
consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu 
representante legal. 
CAPÍTULO II 
DAS LESÕES CORPORAIS 
Lesão corporal 
 
48 
 
 Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano. 
Lesão corporal de natureza grave 
§ 1º Se resulta: 
I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta 
dias; 
II - perigo de vida; 
III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; 
IV - aceleração de parto: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
§ 2° Se resulta: 
I - Incapacidade permanente para o trabalho; 
II - enfermidade incurável; 
III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função; 
IV - deformidade permanente; 
V - aborto: 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
Lesão corporal seguida de morte 
§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente 
não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo: 
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
Diminuição de pena 
§ 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante 
valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo 
em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a 
pena de um sexto a um terço. 
Substituição da pena 
 
49 
 
§ 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena 
de detenção pela de multa, de duzentos mil réis a dois contos de 
réis: 
I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; 
II - se as lesões são recíprocas. 
Lesão corporal culposa 
§ 6° Se a lesão é culposa: 
Pena - detenção, de dois meses a umano. 
Aumento de pena 
§ 7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das 
hipóteses dos §§ 4º e 6º do art. 121 deste Código. 
§ 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121 
Violência Doméstica 
§ 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, 
irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha 
convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações 
domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 
§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1 o a 3 o deste artigo, se as 
circunstâncias são as indicadas no § 9 o deste artigo, aumenta-se a 
pena em 1/3 (um terço). 
§ 11. Na hipótese do § 9º deste artigo, a pena será aumentada de 
um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de 
deficiência. 
§ 12. Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito 
nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal , integrantes do sistema 
prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da 
função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, 
companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão 
dessa condição, a pena é aumentada de um a dois terços. 
§ 13. Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da 
condição do sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste 
Código: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro anos). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
 
50 
 
CAPÍTULO III 
DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE 
Perigo de contágio venéreo 
Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer 
ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve 
saber que está contaminado: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 
§ 1º - Se é intenção do agente transmitir a moléstia: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
§ 2º - Somente se procede mediante representação. 
Perigo de contágio de moléstia grave 
Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave 
de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
Perigo para a vida ou saúde de outrem 
Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e 
iminente: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui 
crime mais grave. 
Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a 
exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do 
transporte de pessoas para a prestação de serviços em 
estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as 
normas legais. 
Abandono de incapaz 
Art. 133 - Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, 
vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de 
defender-se dos riscos resultantes do abandono: 
Pena - detenção, de seis meses a três anos. 
§ 1º - Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
 
51 
 
§ 2º - Se resulta a morte: 
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
Aumento de pena 
§ 3º - As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: 
I - se o abandono ocorre em lugar ermo; 
II - se o agente é ascendente ou descendente, cônjuge, irmão, tutor 
ou curador da vítima. 
III - se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos 
Exposição ou abandono de recém-nascido 
Art. 134 - Expor ou abandonar recém-nascido, para ocultar desonra 
própria: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos. 
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: 
Pena - detenção, de um a três anos. 
§ 2º - Se resulta a morte: 
Pena - detenção, de dois a seis anos. 
Omissão de socorro 
Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem 
risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa 
inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; 
ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão 
resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a 
morte. 
Condicionamento de atendimento médico-hospitalar 
emergencial 
Art. 135-A. Exigir cheque-caução, nota promissória ou qualquer 
garantia, bem como o preenchimento prévio de formulários 
administrativos, como condição para o atendimento médico-
hospitalar emergencial: 
 
52 
 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
Parágrafo único. A pena é aumentada até o dobro se da negativa 
de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave, e até o 
triplo se resulta a morte. 
Maus-tratos 
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua 
autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, 
tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou 
cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou 
inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina: 
Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa. 
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
§ 2º - Se resulta a morte: 
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
§ 3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra 
pessoa menor de 14 (catorze) anos. 
CAPÍTULO IV 
DA RIXA 
Rixa 
Art. 137 - Participar de rixa, salvo para separar os contendores: 
Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa. 
Parágrafo único - Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza 
grave, aplica-se, pelo fato da participação na rixa, a pena de 
detenção, de seis meses a dois anos. 
CAPÍTULO V 
DOS CRIMES CONTRA A HONRA 
Calúnia 
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido 
como crime: 
 
53 
 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a 
propala ou divulga. 
§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos. 
Exceção da verdade 
§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo: 
I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o 
ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; 
II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I 
do art. 141; 
III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi 
absolvido por sentença irrecorrível. 
Difamação 
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua 
reputação: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 
Exceção da verdade 
Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o 
ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de 
suas funções. 
Injúria 
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: 
I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente 
a injúria; 
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. 
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua 
natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: 
 
54 
 
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena 
correspondente à violência. 
§ 3 o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a 
raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou 
portadora de deficiência: 
Pena - reclusão de um a três anos e multa. 
Disposições comuns 
Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um 
terço, se qualquer dos crimes é cometido: 
I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo 
estrangeiro; 
II - contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra 
os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do 
Supremo Tribunal Federal; (Redação dada pela Lei nº 14.197, de 
2021) (Vigência) 
III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a 
divulgação da calúnia,da difamação ou da injúria. 
IV - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de 
deficiência, exceto no caso de injúria. 
§ 1º - Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de 
recompensa, aplica-se a pena em dobro. 
§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades 
das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em 
triplo a pena. 
Exclusão do crime 
Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação punível: 
I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou 
por seu procurador; 
II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, 
salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar; 
III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em 
apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do 
ofício. 
 
55 
 
Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou 
pela difamação quem lhe dá publicidade. 
Retratação 
Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata 
cabalmente da calúnia ou da difamação, fica isento de pena. 
Parágrafo único. Nos casos em que o querelado tenha praticado a 
calúnia ou a difamação utilizando-se de meios de comunicação, a 
retratação dar-se-á, se assim desejar o ofendido, pelos mesmos 
meios em que se praticou a ofensa. 
Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, 
difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir 
explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do 
juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa. 
Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede 
mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da 
violência resulta lesão corporal. 
Parágrafo único. Procede-se mediante requisição do Ministro da 
Justiça, no caso do inciso I do caput do art. 141 deste Código, e 
mediante representação do ofendido, no caso do inciso II do 
mesmo artigo, bem como no caso do § 3º do art. 140 deste Código. 
CAPÍTULO VI 
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 
SEÇÃO I 
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL 
Constrangimento ilegal 
Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave 
ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, 
a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a 
fazer o que ela não manda: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 
Aumento de pena 
§ 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, 
para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há 
emprego de armas. 
 
56 
 
§ 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à 
violência. 
§ 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: 
I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do 
paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente 
perigo de vida; 
II - a coação exercida para impedir suicídio. 
Ameaça 
Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou 
qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação. 
Perseguição 
Art. 147-A. Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, 
ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe 
a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou 
perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade. 
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
§ 1º A pena é aumentada de metade se o crime é cometido: 
I – contra criança, adolescente ou idoso; 
II – contra mulher por razões da condição de sexo feminino, nos 
termos do § 2º-A do art. 121 deste Código; 
III – mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas ou com o 
emprego de arma. 
§ 2º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das 
correspondentes à violência. 
§ 3º Somente se procede mediante representação. 
Violência psicológica contra a mulher 
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que a prejudique e 
perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a 
controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, 
mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, 
 
57 
 
isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e 
vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde 
psicológica e autodeterminação: 
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a 
conduta não constitui crime mais grave. 
Seqüestro e cárcere privado 
Art. 148 - Privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou 
cárcere privado: 
Pena - reclusão, de um a três anos. 
§ 1º - A pena é de reclusão, de dois a cinco anos: 
I - se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro 
do agente ou maior de 60 (sessenta) anos; 
II - se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa 
de saúde ou hospital; 
III - se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. 
IV - se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos: 
V - se o crime é praticado com fins libidinosos. 
§ 2º - Se resulta à vítima, em razão de maus-tratos ou da natureza 
da detenção, grave sofrimento físico ou moral: 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
Redução a condição análoga à de escravo 
Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer 
submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer 
sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer 
restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida 
contraída com o empregador ou preposto: 
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena 
correspondente à violência. 
§ 1 o Nas mesmas penas incorre quem: 
I - cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do 
trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho; 
 
58 
 
II - mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera 
de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de 
retê-lo no local de trabalho. 
§ 2 o A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido: 
I - contra criança ou adolescente; 
II - por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou 
origem. 
Tráfico de Pessoas 
Art. 149-A. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, 
comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante grave ameaça, 
violência, coação, fraude ou abuso, com a finalidade de: 
I - remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo; 
II - submetê-la a trabalho em condições análogas à de escravo; 
III - submetê-la a qualquer tipo de servidão; 
IV - adoção ilegal; ou 
V - exploração sexual. 
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 
§ 1º A pena é aumentada de um terço até a metade se: 
I - o crime for cometido por funcionário público no exercício de suas 
funções ou a pretexto de exercê-las; 
II - o crime for cometido contra criança, adolescente ou pessoa 
idosa ou com deficiência; 
III - o agente se prevalecer de relações de parentesco, domésticas, 
de coabitação, de hospitalidade, de dependência econômica, de 
autoridade ou de superioridade hierárquica inerente ao exercício 
de emprego, cargo ou função; ou 
IV - a vítima do tráfico de pessoas for retirada do território nacional. 
§ 2º A pena é reduzida de um a dois terços se o agente for primário 
e não integrar organização criminosa. 
SEÇÃO II 
DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DO DOMICÍLIO 
 
59 
 
Violação de domicílio 
Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, 
ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa 
alheia ou em suas dependências: 
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. 
§ 1º - Se o crime é cometido durante a noite, ou em lugar ermo, ou 
com o emprego de violência ou de arma, ou por duas ou mais 
pessoas: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, além da pena 
correspondente à violência. 
§ 2º - (Revogado pela Lei nº 13.869, de 2019) (Vigência) 
§ 3º -Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia 
ou em suas dependências: 
I - durante o dia, com observância das formalidades legais, para 
efetuar prisão ou outra diligência; 
II - a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está 
sendo ali praticado ou na iminência de o ser. 
§ 4º - A expressão "casa" compreende: 
I - qualquer compartimento habitado; 
II - aposento ocupado de habitação coletiva; 
III - compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce 
profissão ou atividade. 
§ 5º - Não se compreendem na expressão "casa": 
I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva, 
enquanto aberta, salvo a restrição do n.º II do parágrafo anterior; 
II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero. 
SEÇÃO III 
DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DE 
CORRESPONDÊNCIA 
Violação de correspondência 
 
60 
 
Art. 151 - Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência 
fechada, dirigida a outrem: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
Sonegação ou destruição de correspondência 
§ 1º - Na mesma pena incorre: 
I - quem se apossa indevidamente de correspondência alheia, 
embora não fechada e, no todo ou em parte, a sonega ou destrói; 
Violação de comunicação telegráfica, radioelétrica ou telefônica 
II - quem indevidamente divulga, transmite a outrem ou utiliza 
abusivamente comunicação telegráfica ou radioelétrica dirigida a 
terceiro, ou conversação telefônica entre outras pessoas; 
III - quem impede a comunicação ou a conversação referidas no 
número anterior; 
IV - quem instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico, sem 
observância de disposição legal. 
§ 2º - As penas aumentam-se de metade, se há dano para outrem. 
§ 3º - Se o agente comete o crime, com abuso de função em serviço 
postal, telegráfico, radioelétrico ou telefônico: 
Pena - detenção, de um a três anos. 
§ 4º - Somente se procede mediante representação, salvo nos casos 
do § 1º, IV, e do § 3º. 
Correspondência comercial 
Art. 152 - Abusar da condição de sócio ou empregado de 
estabelecimento comercial ou industrial para, no todo ou em parte, 
desviar, sonegar, subtrair ou suprimir correspondência, ou revelar 
a estranho seu conteúdo: 
Pena - detenção, de três meses a dois anos. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação. 
SEÇÃO IV 
DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DOS SEGREDOS 
Divulgação de segredo 
 
61 
 
Art. 153 - Divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de 
documento particular ou de correspondência confidencial, de que 
é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano 
a outrem: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa, de trezentos mil 
réis a dois contos de réis. 
§ 1º Somente se procede mediante representação. 
§ 1 o -A. Divulgar, sem justa causa, informações sigilosas ou 
reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não nos sistemas de 
informações ou banco de dados da Administração Pública: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
§ 2 o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública, a ação 
penal será incondicionada. 
Violação do segredo profissional 
Art. 154 - Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem 
ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja 
revelação possa produzir dano a outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa de um conto a 
dez contos de réis. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação. 
Invasão de dispositivo informático 
Art. 154-A. Invadir dispositivo informático de uso alheio, conectado 
ou não à rede de computadores, com o fim de obter, adulterar ou 
destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita 
do usuário do dispositivo ou de instalar vulnerabilidades para obter 
vantagem ilícita: 
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
§ 1º Na mesma pena incorre quem produz, oferece, distribui, vende 
ou difunde dispositivo ou programa de computador com o intuito 
de permitir a prática da conduta definida no caput. 
§ 2º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços) se da 
invasão resulta prejuízo econômico. 
§ 3º Se da invasão resultar a obtenção de conteúdo de 
comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou 
 
62 
 
industriais, informações sigilosas, assim definidas em lei, ou o 
controle remoto não autorizado do dispositivo invadido: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
§ 4º Na hipótese do § 3o, aumenta-se a pena de um a dois terços 
se houver divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro, a 
qualquer título, dos dados ou informações obtidos. 
§ 5º Aumenta-se a pena de um terço à metade se o crime for 
praticado contra: 
I - Presidente da República, governadores e prefeitos; 
II - Presidente do Supremo Tribunal Federal; 
III - Presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de 
Assembleia Legislativa de Estado, da Câmara Legislativa do Distrito 
Federal ou de Câmara Municipal; ouI 
V - dirigente máximo da administração direta e indireta federal, 
estadual, municipal ou do Distrito Federal. 
Ação penal 
Art. 154-B. Nos crimes definidos no art. 154-A, somente se procede 
mediante representação, salvo se o crime é cometido contra a 
administração pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes 
da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios ou contra 
empresas concessionárias de serviços públicos. 
TÍTULO II 
DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO 
CAPÍTULO I 
DO FURTO 
Furto 
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado 
durante o repouso noturno. 
 
63 
 
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa 
furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, 
diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. 
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer 
outra que tenha valor econômico. 
Furto qualificado 
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime 
é cometido: 
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da 
coisa; 
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou 
destreza; 
III - com emprego de chave falsa; 
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas 
§ 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, 
se houver emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause 
perigo comum. 
§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, 
se o furto mediante fraude é cometido por meio de dispositivo 
eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de 
computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança 
ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio 
fraudulento análogo. 
§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a 
relevância do resultado gravoso: 
I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é 
praticado mediante a utilização de servidor mantido fora do 
território nacional; 
II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado 
contra idoso ou vulnerável. 
§ 5º - A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos, se a subtração 
for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro 
Estado ou para o exterior. 
§ 6º - A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a 
subtração for de semovente domesticável de produção, ainda que 
abatido ou dividido em partes no local da subtração. 
 
64 
 
§ 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se 
a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, 
conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem 
ou emprego. 
Furto de coisa comum 
Art. 156 - Subtrair o condômino, co-herdeiro ou sócio, para si ou 
para outrem, a quem legitimamente a detém, a coisa comum: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, oumulta. 
§ 1º - Somente se procede mediante representação. 
§ 2º - Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor 
não excede a quota a que tem direito o agente. 
CAPÍTULO II 
DO ROUBO E DA EXTORSÃO 
Roubo 
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, 
mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-
la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: 
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a 
coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de 
assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou 
para terceiro. 
§ 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade: 
I – (revogado) ; 
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; 
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente 
conhece tal circunstância. 
IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser 
transportado para outro Estado ou para o exterior; 
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua 
liberdade. 
 
65 
 
VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios 
que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, 
montagem ou emprego. 
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de 
arma branca; 
§ 2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): 
I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de 
fogo; 
II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o 
emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo 
comum. 
§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de 
arma de fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena 
prevista no caput deste artigo. 
§ 3º Se da violência resulta: 
I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 
(dezoito) anos, e multa; 
II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e 
multa. 
Extorsão 
Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave 
ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida 
vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer 
alguma coisa: 
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. 
§ 1º - Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, ou com 
emprego de arma, aumenta-se a pena de um terço até metade. 
§ 2º - Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto 
no § 3º do artigo anterior. 
§ 3º Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da 
vítima, e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem 
econômica, a pena é de reclusão, de 6 (seis) a 12 (doze) anos, além 
da multa; se resulta lesão corporal grave ou morte, aplicam-se as 
penas previstas no art. 159, §§ 2º e 3º, respectivamente. 
 
66 
 
Extorsão mediante sequestro 
Art. 159 - Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para 
outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: 
Pena - reclusão, de oito a quinze anos. 
§ 1 o Se o sequestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o 
sequestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) 
anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. 
Pena - reclusão, de doze a vinte anos. 
§ 2º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: 
Pena - reclusão, de dezesseis a vinte e quatro anos. 
§ 3º - Se resulta a morte: 
Pena - reclusão, de vinte e quatro a trinta anos. 
§ 4 º - Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o 
denunciar à autoridade, facilitando a libertação do sequestrado, 
terá sua pena reduzida de um a dois terços. 
Extorsão indireta 
Art. 160 - Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da 
situação de alguém, documento que pode dar causa a 
procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro: 
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. 
CAPÍTULO III 
DA USURPAÇÃO 
Alteração de limites 
Art. 161 - Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro 
sinal indicativo de linha divisória, para apropriar-se, no todo ou em 
parte, de coisa imóvel alheia: 
Pena - detenção, de um a seis meses, e multa. 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem: 
Usurpação de águas 
 
67 
 
I - desvia ou represa, em proveito próprio ou de outrem, águas 
alheias; 
Esbulho possessório 
II - invade, com violência a pessoa ou grave ameaça, ou mediante 
concurso de mais de duas pessoas, terreno ou edifício alheio, para 
o fim de esbulho possessório. 
§ 2º - Se o agente usa de violência, incorre também na pena a esta 
cominada. 
§ 3º - Se a propriedade é particular, e não há emprego de violência, 
somente se procede mediante queixa. 
Supressão ou alteração de marca em animais 
Art. 162 - Suprimir ou alterar, indevidamente, em gado ou rebanho 
alheio, marca ou sinal indicativo de propriedade: 
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa. 
CAPÍTULO IV 
DO DANO 
Dano 
Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
Dano qualificado 
Parágrafo único - Se o crime é cometido: 
I - com violência à pessoa ou grave ameaça; 
II - com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato 
não constitui crime mais grave 
III - contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, 
de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, 
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de 
serviços públicos; 
IV - por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a 
vítima: 
 
68 
 
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa, além da pena 
correspondente à violência. 
Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia 
Art. 164 - Introduzir ou deixar animais em propriedade alheia, sem 
consentimento de quem de direito, desde que o fato resulte 
prejuízo: 
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, ou multa. 
Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico 
Art. 165 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa tombada pela 
autoridade competente em virtude de valor artístico, arqueológico 
ou histórico: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 
Alteração de local especialmente protegido 
Art. 166 - Alterar, sem licença da autoridade competente, o aspecto 
de local especialmente protegido por lei: 
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa. 
Ação penal 
Art. 167 - Nos casos do art. 163, do inciso IV do seu parágrafo e do 
art. 164, somente se procede mediante queixa. 
CAPÍTULO V 
DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA 
Apropriação indébita 
Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse 
ou a detenção: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
Aumento de pena 
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu 
a coisa: 
I - em depósito necessário; 
 
69 
 
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, 
inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; 
III - em razão de ofício, emprego ou profissão. 
Apropriação indébita previdenciária 
Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições 
recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou 
convencional: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
§ 1 o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: 
I - recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância 
destinada à previdência social que tenha sido descontada de 
pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do 
público; 
II - recolher contribuições devidas à previdência social que tenham 
integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de 
produtos ou à prestação de serviços: 
III - pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas 
ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela 
previdência social. 
§ 2 o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, 
declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, 
importâncias ou valores e presta as informações devidas à 
previdência social, na forma definida em lei ou regulamento,antes 
do início da ação fiscal. 
§ 3 o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente 
a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde 
que: 
I - tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida 
a denúncia, o pagamento da contribuição social previdenciária, 
inclusive acessórios; ou 
II - o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual 
ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, 
administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de 
suas execuções fiscais. 
§ 4º A faculdade prevista no § 3º deste artigo não se aplica aos 
casos de parcelamento de contribuições cujo valor, inclusive dos 
acessórios, seja superior àquele estabelecido, 
 
70 
 
administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de 
suas execuções fiscais. 
Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da 
natureza 
Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder 
por erro, caso fortuito ou força da natureza: 
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa. 
Parágrafo único - Na mesma pena incorre: 
Apropriação de tesouro 
I - quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou 
em parte, da quota a que tem direito o proprietário do prédio; 
Apropriação de coisa achada 
II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou 
parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo 
possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no 
prazo de 15 (quinze) dias. 
Art. 170 - Nos crimes previstos neste Capítulo, aplica-se o disposto 
no art. 155, § 2º. 
CAPÍTULO VI 
DO ESTELIONATO E OUTRAS FRAUDES 
Estelionato 
Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em 
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante 
artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis 
a dez contos de réis. 
§ 1º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor o prejuízo, o 
juiz pode aplicar a pena conforme o disposto no art. 155, § 2º. 
§ 2º - Nas mesmas penas incorre quem: 
Disposição de coisa alheia como própria 
I - vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia 
coisa alheia como própria; 
 
71 
 
Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria 
II - vende, permuta, dá em pagamento ou em garantia coisa própria 
inalienável, gravada de ônus ou litigiosa, ou imóvel que prometeu 
vender a terceiro, mediante pagamento em prestações, silenciando 
sobre qualquer dessas circunstâncias; 
Defraudação de penhor 
III - defrauda, mediante alienação não consentida pelo credor ou 
por outro modo, a garantia pignoratícia, quando tem a posse do 
objeto empenhado; 
Fraude na entrega de coisa 
IV - defrauda substância, qualidade ou quantidade de coisa que 
deve entregar a alguém; 
Fraude para recebimento de indenização ou valor de seguro 
V - destrói, total ou parcialmente, ou oculta coisa própria, ou lesa o 
próprio corpo ou a saúde, ou agrava as consequências da lesão ou 
doença, com o intuito de haver indenização ou valor de seguro; 
Fraude no pagamento por meio de cheque 
VI - emite cheque, sem suficiente provisão de fundos em poder do 
sacado, ou lhe frustra o pagamento. 
Fraude eletrônica 
§ 2º-A. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, 
se a fraude é cometida com a utilização de informações fornecidas 
pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes 
sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico 
fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. 
§ 2º-B. A pena prevista no § 2º-A deste artigo, considerada a 
relevância do resultado gravoso, aumenta-se de 1/3 (um terço) a 
2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a utilização de 
servidor mantido fora do território nacional. 
§ 3º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em 
detrimento de entidade de direito público ou de instituto de 
economia popular, assistência social ou beneficência. 
Estelionato contra idoso ou vulnerável 
§ 4º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é 
cometido contra idoso ou vulnerável, considerada a relevância do 
resultado gravoso. 
 
72 
 
§ 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima 
for: 
I - a Administração Pública, direta ou indireta; 
II - criança ou adolescente; 
III - pessoa com deficiência mental; ou 
IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz. 
Duplicata simulada 
Art. 172 - Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não 
corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, 
ou ao serviço prestado. 
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrerá aquele que falsificar 
ou adulterar a escrituração do Livro de Registro de Duplicatas. 
Abuso de incapazes 
Art. 173 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, de necessidade, 
paixão ou inexperiência de menor, ou da alienação ou debilidade 
mental de outrem, induzindo qualquer deles à prática de ato 
suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo próprio ou de 
terceiro: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. 
Induzimento à especulação 
Art. 174 - Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência 
ou da simplicidade ou inferioridade mental de outrem, induzindo-
o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou 
mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa: 
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. 
Fraude no comércio 
Art. 175 - Enganar, no exercício de atividade comercial, o 
adquirente ou consumidor: 
I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada 
ou deteriorada; 
II - entregando uma mercadoria por outra: 
 
73 
 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. 
§ 1º - Alterar em obra que lhe é encomendada a qualidade ou o 
peso de metal ou substituir, no mesmo caso, pedra verdadeira por 
falsa ou por outra de menor valor; vender pedra falsa por 
verdadeira; vender, como precioso, metal de ou outra qualidade: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. 
§ 2º - É aplicável o disposto no art. 155, § 2º. 
Outras fraudes 
Art. 176 - Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou 
utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para 
efetuar o pagamento: 
Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação, e 
o juiz pode, conforme as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. 
Fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por 
ações 
Art. 177 - Promover a fundação de sociedade por ações, fazendo, 
em prospecto ou em comunicação ao público ou à assembleia, 
afirmação falsa sobre a constituição da sociedade, ou ocultando 
fraudulentamente fato a ela relativo: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa, se o fato não 
constitui crime contra a economia popular. 
§ 1º - Incorrem na mesma pena, se o fato não constitui crime contra 
a economia popular: 
I - o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade por ações, que, em 
prospecto, relatório, parecer, balanço ou comunicação ao público 
ou à assembleia, faz afirmação falsa sobre as condições econômicas 
da sociedade, ou oculta fraudulentamente, no todo ou em parte, 
fato a elas relativo; 
II - o diretor, o gerente ou o fiscal que promove, por qualquer 
artifício, falsa cotação das ações ou de outros títulos da sociedade; 
III - o diretor ou o gerente que toma empréstimo à sociedade ou 
usa, em proveito próprio ou de terceiro, dos bens ou haveres 
sociais, sem prévia autorização da assembleia geral; 
 
74 
 
IV - o diretor ou o gerente que compra ou vende, por conta da 
sociedade, ações por ela emitidas, salvo quando a lei o permite; 
V - o diretor ou o gerente que, como garantia de crédito social, 
aceita em penhor ou em caução ações da própria sociedade; 
VI - o diretor ou o gerente que, na falta de balanço,em desacordo 
com este, ou mediante balanço falso, distribui lucros ou dividendos 
fictícios; 
VII - o diretor, o gerente ou o fiscal que, por interposta pessoa, ou 
conluiado com acionista, consegue a aprovação de conta ou 
parecer; 
VIII - o liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV, V e VII; 
IX - o representante da sociedade anônima estrangeira, autorizada 
a funcionar no País, que pratica os atos mencionados nos ns. I e II, 
ou dá falsa informação ao Governo. 
§ 2º - Incorre na pena de detenção, de seis meses a dois anos, e 
multa, o acionista que, a fim de obter vantagem para si ou para 
outrem, negocia o voto nas deliberações de assembleia geral. 
Emissão irregular de conhecimento de depósito ou "warrant" 
Art. 178 - Emitir conhecimento de depósito ou warrant, em 
desacordo com disposição legal: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
Fraude à execução 
Art. 179 - Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou 
danificando bens, ou simulando dívidas: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante queixa. 
CAPÍTULO VII 
DA RECEPTAÇÃO 
Receptação 
Art. 180 - Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em 
proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou 
influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: 
 
75 
 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
Receptação qualificada 
§ 1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em 
depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou 
de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no 
exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber 
ser produto de crime: 
Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. 
§ 2º - Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo 
anterior, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, 
inclusive o exercício em residência. 
§ 3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela 
desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a 
oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso: 
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as 
penas. 
§ 4º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de 
pena o autor do crime de que proveio a coisa. 
§ 5º - Na hipótese do § 3º, se o criminoso é primário, pode o juiz, 
tendo em consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. 
Na receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º do art. 155. 
§ 6º Tratando-se de bens do patrimônio da União, de Estado, do 
Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, 
empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa 
concessionária de serviços públicos, aplica-se em dobro a pena 
prevista no caput deste artigo. 
Receptação de animal 
Art. 180-A. Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em 
depósito ou vender, com a finalidade de produção ou de 
comercialização, semovente domesticável de produção, ainda que 
abatido ou dividido em partes, que deve saber ser produto de 
crime: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
CAPÍTULO VIII 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
76 
 
Art. 181 - É isento de pena quem comete qualquer dos crimes 
previstos neste título, em prejuízo: 
I - do cônjuge, na constância da sociedade conjugal; 
II - de ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou 
ilegítimo, seja civil ou natural. 
Art. 182 - Somente se procede mediante representação, se o crime 
previsto neste título é cometido em prejuízo: 
I - do cônjuge desquitado ou judicialmente separado; 
II - de irmão, legítimo ou ilegítimo; 
III - de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita. 
Art. 183 - Não se aplica o disposto nos dois artigos anteriores: 
I - se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja 
emprego de grave ameaça ou violência à pessoa; 
II - ao estranho que participa do crime. 
III - se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou 
superior a 60 (sessenta) anos. 
2. Dos Crimes contra a Administração Pública (Art. 312 ao 
337-A); Os artigos em referência são do Código Penal. 
TÍTULO XI 
Dos crimes contra a Administração Pública 
CAPÍTULO I 
DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA 
A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL 
Peculato 
Art. 312. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou 
qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a 
posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou 
alheio: 
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa, de cinco contos a 
cinquenta contos de réis. 
§ 1º Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não 
tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre 
 
77 
 
para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se 
de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. 
Peculato culposo 
§ 2º Se o funcionário concorre culposamente para o crime de 
outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano. 
§ 3º No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se 
precede a sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é 
posterior, reduz de metade a pena imposta. 
Peculato mediante erro de outrem 
 
Art. 313. Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no 
exercício do cargo, recebeu por erro de outrem: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa 
Inserção de dados falsos em sistema de informações 
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção 
de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos 
nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração 
Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para 
outrem ou para causar dano: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 
Modificação ou alteração não autorizada de sistema de 
informações 
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de 
informações ou programa de informática sem autorização ou 
solicitação de autoridade competente: 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a 
metade se da modificação ou alteração resulta dano para a 
Administração Pública ou para o administrado. 
Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento 
Art. 314. Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem 
a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou 
parcialmente: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o fato não constitui crime 
mais grave. 
Emprego irregular de verbas ou rendas públicas. 
 
78 
 
Art. 315. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da 
estabelecida em lei: 
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa, de um conto a dez 
contos de réis. 
Concussão 
Art. 316. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, 
ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, 
vantagem indevida: 
 
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa, de dois contos a vinte 
contos de réis. 
Excesso de exação 
 
§ 1º Se o funcionário exige imposto, taxa ou emolumento que 
sabe indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio 
vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, de um 
conto a dez contos de réis. 
 
§ 2º Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o 
que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: 
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa, de cinco contos a 
vinte contos de réis. 
Corrupção passiva 
 
Art. 317. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou 
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, 
mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal 
vantagem: 
Pena - reclusão, de um a oito anos, e multa, de três contos a 
quinze contos de réis. 
 
§ 1º A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da 
vantagem ou promessa,o funcionário retarda ou deixa de praticar 
qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. 
 
§ 2º Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de 
ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou 
influência de outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, de 
quatrocentos mil réis a dois contos de réis. 
Facilitação de contrabando ou descaminho 
 
 
79 
 
Art. 318. Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de 
contrabando ou descaminho (art. 334) : 
Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa, de um conto a dez 
contos de réis. 
Prevaricação 
Art. 319. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de 
ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para 
satisfazer interesse ou sentimento pessoal: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, de quinhentos 
mil réis a dois contos de réis. 
Condescendência criminosa 
 
Art. 320. Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar 
subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, 
quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento 
da autoridade competente: 
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, de duzentos 
mil réis a dois contos de réis. 
Advocacia administrativa 
 
Art. 321. Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado 
perante a administração pública, valendo-se da qualidade de 
funcionário: 
Pena - detenção de um a três meses, ou multa, de um conto a dez 
contos de réis. 
 
Parágrafo único. Se o interesse é ilegítimo: 
Pena - detenção de três meses a um ano, além da multa. 
Violência arbitrária 
 
Art. 322. Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto 
de exercê-la : 
Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da pena 
correspondente à violência. 
Abandono de função 
 
Art 323. Abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em 
lei: 
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, de duzentos 
mil réis a dois contos de réis. 
 
§ 1º Se do fato resulta prejuízo público: 
 
80 
 
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, de duzentos 
mil réis a dois contos de réis. 
 
§ 2º Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de 
fronteira: 
Pena - detenção, de um a três anos, e multa, de dois contos a dez 
contos de réis. 
Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado 
Art 324. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas 
as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem autorização, 
depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, 
substituído ou suspenso: 
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, de duzentos 
mil réis a dois contos de réis. 
Violação de sigilo funcional 
Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que 
deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, de dois 
contos a doze contos de réis, se o fato não constitui crime mais 
grave. 
§ 1º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela 
Lei nº 9.983, de 2000) 
I – permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e 
empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de 
pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de 
dados da Administração Pública; (Incluído pela Lei nº 9.983, de 
2000) 
II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Incluído pela Lei 
nº 9.983, de 2000) 
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública 
ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela 
Lei nº 9.983, de 2000) 
Violação do sigilo de proposta de concorrência 
 
Art. 326. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou 
proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: 
Pena - detenção, de três meses um ano, e multa 
Funcionário público 
 
 
81 
 
Art. 327. Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, 
quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce 
cargo, emprego ou função pública. 
 
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, 
emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para 
empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a 
execução de atividade típica da Administração Pública. (Incluído 
pela Lei nº 9.983, de 2000) 
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos 
crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em 
comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da 
administração direta, sociedade de economia mista, empresa 
pública ou fundação instituída pelo poder público. (Incluído pela Lei 
nº 6.799, de 1980) 
CAPÍTULO II 
DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A 
ADMINISTRAÇÃO EM GERAL 
Usurpação de função pública 
 
Art. 328. Usurpar o exercício de função pública: 
Pena - detenção, de três meses a dois anos, e multa, de quinhentos 
mil réis a dois contos de réis. 
Parágrafo único. Se do fato o agente aufere vantagem: 
Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa, de um conto a dez 
contos de réis. 
Resistência 
 
Art. 329. Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou 
ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe 
esteja prestando auxílio: 
Pena - detenção, de dois meses a dois anos. 
 
§ 1º Se o ato, em razão da resistência, não se executa: 
Pena - reclusão, de um a três anos. 
 
§ 2º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das 
correspondentes à violência. 
Desobediência 
 
Art. 330. Desobedecer a ordem legal de funcionário público: 
 
82 
 
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa, de duzentos 
mil réis a dois contos de réis. 
Desacato 
 
Art. 331. Desacatar funcionário público no exercício da função ou 
em razão dela: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. 
Tráfico de Influência (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995) 
Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, 
vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato 
praticado por funcionário público no exercício da função: (Redação 
dada pela Lei nº 9.127, de 1995) 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Redação dada 
pela Lei nº 9.127, de 1995) 
Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega 
ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. 
(Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995) 
Corrupção ativa 
 
Art. 333. Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário 
público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de 
ofício: 
Pena - reclusão, de um a oito anos, e multa. 
Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço, se, em razão 
da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de 
ofício, ou o pratica infringindo dever funcional. 
Descaminho 
 
Art. 334. Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou 
imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de 
mercadoria (Redação dada pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. (Redação dada pela 
Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
§ 1º Incorre na mesma pena quem: (Redação dada pela Lei nº 
13.008, de 26.6.2014) 
I - pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em 
lei; (Redação dada pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
II - pratica fato assimilado, em lei especial, a descaminho; (Redação 
dada pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
 
83 
 
III - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer 
forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de 
atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência 
estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou importou 
fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução 
clandestina no território nacional ou de importação fraudulenta 
por parte de outrem; (Redação dada pela Lei nº 13.008, de 
26.6.2014)IV - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no 
exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de 
procedência estrangeira, desacompanhada de documentação legal 
ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos. (Redação 
dada pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
§ 2º Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste 
artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de 
mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências. 
(Redação dada pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
§ 3º A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é 
praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. (Redação dada 
pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
Contrabando 
Art. 334-A. Importar ou exportar mercadoria proibida: (Incluído 
pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 ( cinco) anos. (Incluído pela Lei nº 
13.008, de 26.6.2014) 
§ 1o Incorre na mesma pena quem: (Incluído pela Lei nº 13.008, de 
26.6.2014) 
I - pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando; (Incluído 
pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
II - importa ou exporta clandestinamente mercadoria que dependa 
de registro, análise ou autorização de órgão público competente; 
(Incluído pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
III - reinsere no território nacional mercadoria brasileira destinada 
à exportação; (Incluído pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
IV - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer 
forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de 
atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei 
brasileira; (Incluído pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
V - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no 
exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida 
 
84 
 
pela lei brasileira. (Incluído pela Lei nº 13.008, de 26.6.2014)§ 2º - 
Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, 
qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de 
mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências. 
(Incluído pela Lei nº 4.729, de 14.7.1965) 
§ 2º - Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste 
artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de 
mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências. 
(Incluído pela Lei nº 4.729, de 14.7.1965) 
§ 3o A pena aplica-se em dobro se o crime de contrabando é 
praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. (Incluído pela 
Lei nº 13.008, de 26.6.2014) 
Impedimento, perturbação ou fraude de concorrência 
Art. 335. Impedir, perturbar ou fraudar concorrência pública ou 
venda em hasta pública, promovida pela administração federal, 
estadual ou municipal, ou por entidade paraestatal; afastar ou 
procurar afastar concorrente ou licitante, por meio de violência, 
grave ameaça, fraude ou oferecimento de vantagem: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, além da 
pena correspondente à violência. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se abstém de 
concorrer ou licitar, em razão da vantagem oferecida. 
Inutilização de edital ou de sinal 
Art. 336. Rasgar ou, de qualquer forma inutilizar ou conspurcar 
edital afixado por ordem de funcionário público; violar ou inutilizar 
selo ou sinal empregado, por determinação legal ou por ordem de 
funcionário público, para identificar ou cerrar qualquer objeto: 
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa. 
Subtração ou inutilização de livro ou documento 
 
Art. 337. Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial, 
processo ou documento confiado à custódia de funcionário, em 
razão de ofício, ou de particular em serviço público: 
Pena - reclusão, de dois a cinco anos, se o fato não constitui crime 
grave. 
Sonegação de contribuição previdenciária (Incluído pela Lei nº 
9.983, de 2000) 
Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e 
qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: (Incluído pela 
Lei nº 9.983, de 2000) 
 
85 
 
I – omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de 
informações previsto pela legislação previdenciária segurados 
empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador 
autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; (Incluído 
pela Lei nº 9.983, de 2000) 
II – deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da 
contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados 
ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; 
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
III – omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, 
remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de 
contribuições sociais previdenciárias: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 
2000) 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído pela 
Lei nº 9.983, de 2000) 
§ 1o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, 
declara e confessa as contribuições, importâncias ou valores e 
presta as informações devidas à previdência social, na forma 
definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. 
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
§ 2o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente 
a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde 
que: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
I – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual 
ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, 
administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de 
suas execuções fiscais. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
§ 3o Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de 
pagamento mensal não ultrapassa R$ 1.510,00 (um mil, quinhentos 
e dez reais), o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade 
ou aplicar apenas a de multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
§ 4o O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado 
nas mesmas datas e nos mesmos índices do reajuste dos benefícios 
da previdência social. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) 
1. Lei Municipal No 6.794/1990 (Estatuto dos Servidores do 
Município de Fortaleza) e suas alterações. 
LEI Nº 6.794, DE 27 DE DEZEMBRO 1990 () 
 
86 
 
Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza 
e dá outras providências 
TÍTULO I 
DOS PRINCÍPIOS GERAIS 
Art. 1º- Esta Lei regula o regime jurídico dos servidores municipais 
de Fortaleza, tendo em vista o disposto no art. 39, da Constituição 
da República Federativa do Brasil e na Lei Complementar nº 002, 
de 17 de setembro de 1990. 
§ 1º- Servidor Público Municipal, para fins deste Estatuto, é a 
pessoa legalmente investida em cargo público de provimento 
efetivo, de carreira ou isolado, ou de provimento em comissão, que 
receba remuneração dos cofres públicos e cujas atribuições 
correspondam a atividades caracteristicamente estatais da 
Administração Pública Municipal. 
§1º com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
§ 2º- Cargo público é o lugar, inserido no Sistema Administrativo do 
Município, caracterizando-se, cada um, por determinado conjunto 
de atribuições e responsabilidades de natureza permanente, com 
denominação própria, número certo e pagamento pelo Erário 
Municipal e criação por Lei. 
§ 3º- Para os efeitos desta Lei, considera-se Sistema Administrativo 
o complexo de órgãos dos Poderes Legislativo e Executivo e suas 
entidades autárquicas e fundacionais. 
XVI - atender, nos prazos da lei ou regulamento, os requerimentos 
de certidões para defesa de direitos ou esclarecimentos de 
situações: 
XVII - ser parcimonioso e cauteloso no uso dos recursos públicos, 
buscando sempre o menor custo e o maior lucro social no seu 
emprego. 
Art. 2º- Os servidores municipais abrangidos por esta Lei serão 
integrados em Plano de Carreira específico, conforme dispuser lei 
própria, distribuindo-se em Quadro de Cargos Efetivos e Quadro de 
Cargos Comissionados.Art. 3º- São direitos assegurados aos servidores municipais da 
administração pública direta, autárquica e funcional: 
I - política de recursos humanos; 
II - acesso a cargos, obedecidas às condições e requisitos fixados 
em Lei; 
III - irredutibilidade de vencimentos; 
IV - vencimento base não inferior ao salário mínimo nacional; 
V – 13ª remuneração; 
VI - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 
87 
 
VII - remuneração do trabalho extraordinário superior, no mínimo 
em 50% (cinqüenta por cento) à da hora normal de trabalho; 
VIII - salário-família: 
IX - auxílios pecuniários, adicionais e gratificações na forma 
estabelecida nesta Lei: 
X - licenças, na forma estabelecida nesta Lei; 
XI - gozo de férias anuais remuneradas, com acréscimo de pelo 
menos 1/3 (um terço) da remuneração normal: 
XII - amparo de normas técnicas de saúde, higiene e segurança do 
trabalho, sem prejuízo de adicionais remuneratórios por serviços 
penosos, insalubres ou perigosos: 
XIII - aposentadoria; 
XIV - participação em órgãos colegiados municipais que tenham 
atribuições para discussão e deliberação de assuntos de interesse 
profissional dos servidores; 
XV - proteção ao trabalho da mulher, mediante incentivos 
específicos, na forma da Lei; 
XVI - proibição de diferenças remuneratórias, de exercício de 
cargos e de critérios de admissão, por motivo de cor, idade, sexo 
ou estado civil; 
XVII - inexistência de limite de idade para o servidor público, em 
atividade, na participação em concursos; 
XVIII - proteção ao trabalho do portador de deficiência, na forma 
constitucional; 
XIX - o adicional de 1% (um por cento) por anuência de tempo de 
serviço; 
XX - promoção por merecimento e antiguidade, conforme critérios 
estabelecidos em Lei; 
XXI - pensão especial à família, na forma da lei, se falecer em 
conseqüência de acidente de serviço ou de moléstia dele 
decorrente; 
XXII – VETADO. 
XXIII - proteção ao mercado de trabalho das diversas categorias 
profissionais, mediante exigência de habilitação específica 
declarada pelos respectivos órgãos regionais fiscalizadores; 
XXIV - percepção de todos os direitos e vantagens, inclusive 
promoções, quando à disposição dos demais poderes e órgãos ou 
entidade do Município, para exercer cargos em comissão; 
XXV - direito de greve, nos termos da Lei; 
XXVI - ao servidor público municipal é livre a associação profissional 
ou sindical, nos termos da Legislação em vigor. 
Art. 4º - São deveres dos servidores municipais: 
 
88 
 
I - cumprir jornada de trabalho de 08 (oito) horas diárias e 40 
(quarenta) semanais: 
II - desempenhar suas atribuições em dia e de acordo com as 
rotinas estabelecidas ou as determinações recebidas de seus 
superiores: 
III - justificar, em cada caso e de imediato, o não cumprimento do 
serviço cometido ou de parte dele: 
IV - observar todas as normas legais e regulamentares em vigor; 
V - cumprir as ordens de seus superiores, salvo quando 
manifestamente impraticáveis, abusivas ou ilegais: 
VI - atender com presteza e precisão ao público externo e interno: 
VII - responder direta e permanentemente pelo uso de material de 
consumo e bens patrimoniais, sob sua guarda ou responsabilidade: 
VIII - levar à autoridade superior as irregularidades que vier a 
conhecer, quando do exercício de suas funções; 
IX - guardar sigilo profissional: 
X - ser assíduo e pontual ao serviço; 
XI - observar conduta funcional e pessoal compatível com a 
moralidade administrativa e profissional: 
XII - representar à instancia superior contra ilegalidade ou abuso de 
poder: 
XIII - abster-se de anonimato: 
XIV - atender às notificações para depor ou realizar perícias ou 
vistorias nos procedimentos disciplinares; 
XV - atender, nos prazos da lei ou regulamento, as requisições para 
defesa da Fazenda Pública; 
XVI - atender, nos prazos da lei ou regulamento, os requerimentos 
de certidões para defesa de direitos ou esclarecimentos de 
situações: 
XVII - ser parcimonioso e cauteloso no uso dos recursos públicos, 
buscando sempre o menor custo e o maior lucro social no seu 
emprego. 
TÍTULO II 
DO PROVIMENTO DOS CARGOS 
CAPÍTULO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 5º - Os cargos dispõem-se em padrões horizontais e classes 
verticais, formados das categorias funcionais de cada grupo, nos 
níveis básicos, médio e superior, a serem providos de acordo com 
os requisitos constitucionais. 
 
89 
 
Parágrafo único - Os cargos, padrões, classes, categorias funcionais, 
grupos ocupacionais e referências integrarão o Plano Municipal de 
Cargos e Carreiras. 
Art. 6º - O provimento dos cargos far-se-á por ato do Prefeito ou do 
Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza e do Dirigente de 
autarquias ou de fundação pública, conforme o caso. 
Art. 7º - São formas de provimento dos cargos: 
I - nomeação: 
II - promoção: 
III - transferência: 
IV - readaptação: 
V - reversão: 
VI - reintegração: 
VII - recondução: 
VIII – aproveitamento. 
Art. 8º - Os cargos são de provimento efetivo ou comissionado, 
devendo ser considerados como requisitos básicos para a sua 
investidura: 
 Caput com redação dada pela Lei nº 7.044/91. 
I - ser brasileiro; 
 Inciso I com redação dada pela Lei nº 7.044/91. 
II - estar em gozo dos direitos políticos; 
 Inciso II com redação dada pela Lei nº 7.044/91. 
III - nível de escolaridade para o exercício do cargo; 
 Inciso III com redação dada pela Lei nº 7.044/91. 
IV - aptidão física e mental. 
 Inciso IV com redação dada pela Lei nº 7.044/91. 
§1º - Os cargos comissionados são de livre provimento e 
exoneração, respeitados a especificação e os pré-requisitos 
exigidos para o seu exercício, 50% (cinquenta por cento) deles, 
devendo ser providos por servidores municipais, a estes reservados 
os de símbolo DNI. 
 §1º com redação dada pela Lei nº 7.044/91. 
§ 2º - As reservas feitas no disposto no parágrafo anterior não se 
aplicam aos cargos de Secretário Municipal, Chefe de Gabinete do 
Prefeito, Procurador Geral do Município, Presidente ou 
Superintendente de Autarquia, Fundação, Empresa Pública e de 
Sociedade Mista e ainda aqueles que integram a rede ambulatorial 
e hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), gerido pela 
Secretaria de Saúde do Município. 
 
90 
 
 §2º com redação dada pela Lei nº 7.044/91. 
CAPÍTULO II 
Do Concurso Público 
Art. 9º - O concurso será de caráter competitivo, eliminatório e 
classificatório e poderá ser realizado em 02 (duas) etapas, quando 
a natureza do cargo o exigir. 
§ 1º - A primeira etapa, de caráter eliminatório, constituir-se-á de 
provas escritas. 
§ 2º - A segunda etapa, de caráter classificatório, constará de 
cômputo de títulos e/ou de treinamento, cujo tipo e duração serão 
indicados no edital do respectivo concurso. 
Art. 10 - O concurso terá validade de até 02 (dois) anos, podendo 
ser prorrogado uma única vez, por igual período. 
Parágrafo único - O prazo de validade do concurso e as condições 
de sua realização serão fixados em edital, que serão publicados no 
Diário Oficial do Município e em jornal diário de grande circulação, 
não se abrindo novo concurso enquanto houver candidato 
aprovado em concurso anterior e cujo prazo não tenha expirado. 
CAPÍTULO III 
Da Nomeação, da Posse e do Exercício 
SEÇÃO I 
Da Nomeação 
Art. 11 - Haverá nomeação: 
I - para provimento de cargos efetivos de classe inicial de carreira; 
II - para provimentos de cargos comissionados. 
Art. 12 - A nomeação para cargo efetivo inicial de carreira depende 
de aprovação em concurso público, observada a ordem de 
classificação e dentro do prazo de sua validade. 
Parágrafo único - O concurso observará as disposições 
constitucionais e as condições fixadas em edital específico. 
Art. 13 - O servidor nomeado em virtude de concurso público tem 
direito à posse, observado o disposto no § 1º do Art.14 desta Lei. 
Art. 14 - Posse é a investidura no cargo, com aceitação expressa das 
atribuições, condições e responsabilidadesa ele inerentes, 
formalizada em assinatura do termo respectivo pela autoridade 
competente e pelo empossado. 
§ 1º - A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias, contado da 
publicação do ato de nomeação, prorrogável por mais de 30 (trinta) 
dias, a requerimento do interessado ou por quem o represente 
legalmente. 
§ 2º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica. 
 
91 
 
§ 3º - Em se tratando de servidor em licença ou em qualquer outro 
tipo de afastamento legal, o prazo será contado do término do 
afastamento. 
§ 4º - A posse ocorrerá em virtude de nomeação para cargos de 
provimento efetivo e em comissão. 
 §4º com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
§ 5º - No ato da posse, o servidor apresentará, obrigatoriamente, 
declaração dos bens e valores que constituem seu patrimônio e 
declaração sobre exercício de outro cargo, emprego ou função 
pública. 
Art. 15 - A posse dependerá de prévia inspeção médica, pela Junta 
Médica Municipal, para comprovar que o candidato se encontra 
apto para o desempenho das atribuições do cargo. 
 Artigo com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
SEÇÃO III 
Do Exercício 
SUBSEÇÃO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 16 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo. 
§ 1º - É de 30 (trinta) dias improrrogáveis o prazo para o servidor 
entrar em exercício, contados da data da posse. 
§ 2º - Será revogado o ato de nomeação, se não ocorrerem a posse 
e o exercício nos prazos previstos nesta Lei. 
§ 3º - A autoridade dirigente do órgão ou entidade para onde for 
designado o servidor compete dar-lhe exercício. 
Art. 17 - O início, a interrupção e o reinício do exercício serão 
registrados no cadastro funcional do servidor. 
Art. 18 - O exercício de cargo comissionado exigirá de seu ocupante 
integral dedicação ao serviço, podendo ser convocado sempre que 
houver interesse da Administração. 
SUBSEÇÃO II 
Do Estágio Probatório 
Art. 19 - Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de 
provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período 
de 02 (dois) anos, durante o qual sua aptidão e capacidade para o 
desempenho do cargo serão avaliados trimestralmente, por 
critérios próprios, fixados em regulamento, observados 
especialmente os seguinte requisitos: 
I - idoneidade moral; 
II- assiduidade; 
III - pontualidade; 
 
92 
 
IV - disciplina; 
V - eficiência. 
Art. 20 - O chefe imediato do servidor sujeito a estágio probatório, 
60 (sessenta) dias antes do término deste, informará ao órgão de 
pessoal sobre o servidor, tendo em vista os requisitos enumerados 
no artigo anterior. 
§1º - A vista de informação da chefia imediata do servidor, o órgão 
de pessoal emitirá parecer escrito, concluindo a favor ou contra a 
confirmação do estagiário. 
§2º - Desse parecer, se contrário à confirmação, dar-se-á vista ao 
estagiário, pelo prazo de 10 (dez) dias, para oferecer defesa. 
§3º - Julgados o parecer e a defesa, o órgão de administração geral, 
se considerar aconselhável a exoneração do servidor estagiário, 
encaminhará ao chefe do Poder competente o respectivo decreto 
com exposição de motivos sobre o assunto. 
§4º - Se o despacho do órgão de pessoal for favorável à 
permanência do servidor estagiário, fica automaticamente 
ratificado o ato de nomeação. 
§5º - A apuração dos requisitos exigidos no estágio probatório 
deverá processar-se de modo que a exoneração do servidor 
estagiário possa ser feita antes de findar o período do estágio. 
§6º - O órgão de pessoal diligenciará junto às chefias que 
supervisionam servidor em estágio probatório, de forma a evitar 
que se dê por mero transcurso de prazo. 
SUBSEÇÃO III 
Da Lotação, da Relotação e da Remoção 
 Subseção com denominação dada pela Lei nº 6.901/91 
Art. 21 - Entende-se por lotação o número de cargos existentes em 
cada Órgão da Administração Direta, que constituem o Quadro 
Único de Pessoal, e o número de cargos constantes nos Quadros de 
Pessoal das Entidades da Administração Indireta e Fundacional do 
Poder Executivo Municipal. 
 Artigo com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
Art. 22 - Relotação é o deslocamento do servidor, com o respectivo 
cargo, de um para outro órgão do mesmo Poder, observado sempre 
o interesse da Administração. 
 Caput com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
Parágrafo único - A relotação dependerá da existência de vaga e 
será processada por ato do Chefe do Poder Executivo. 
  Parágrafo único com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
Art. 23 - A remoção é o deslocamento do servidor de um para outro 
órgão de unidade administrativa e processar-se-á "ex-officio" ou a 
 
93 
 
pedido do servidor, respeitada a lotação de cada Secretaria ou 
entidade. 
 Artigo com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
CAPÍTULO IV 
Da Ascensão Funcional 
Art. 24 - O desenvolvimento do servidor municipal na carreira 
ocorrerá mediante ascensão funcional em suas modalidades: 
progressão, promoção, readaptação e transformação. 
SEÇÃO I 
Da Progressão, Promoção, Readaptação e Transformação 
Art. 25 – Progressão é a passagem do servidor de uma referência 
para a seguinte, dentro da mesma classe, obedecidos os critérios 
de merecimento ou antiguidade. 
Art. 26 – Promoção é a passagem do servidor de uma classe para a 
imediatamente superior, dentro da mesma carreira, obedecidos os 
critérios de merecimento ou antiguidade. 
Art. 27 - Readaptação é a passagem do servidor de uma carreira 
para outra carreira diferente, de referência de igual valor salarial, 
mais compatível com sua capacidade funcional, podendo ser de 
oficio ou a pedido e dependerá, cumulativamente, de: 
I - inspeção da Junta Médica Municipal que comprove sua 
incapacidade para a carreira ou classe que ocupa e capacidade para 
a nova carreira ou classe; 
II - possuir habilitação legal para o ingresso na nova carreira ou 
classe; 
III - existência de vaga. 
Art. 28 - Transformação é a passagem do servidor de qualquer 
classe de nível básico para a inicial de nível médio ou superior, ou 
de qualquer classe de nível médio para a primeira de nível superior, 
obedecidos os critérios exigidos para o ingresso nas respectivas 
carreiras. 
§ 1º - A transformação depende de habilitação em seleção interna 
de caráter competitivo, eliminatório e classificatório que poderá 
ser realizada em duas etapas, a seguir definidas: 
a) a primeira etapa, de caráter eliminatório, constituir-se-á de 
provas escritas, 
b) a segunda etapa, de caráter classificatório, constará de cômputo 
de títulos e/ ou treinamento, cujo tipo e duração serão indicados 
no edital da respectiva seleção. 
§ 2º - As vagas reservadas para transformação não poderão 
ultrapassar o limite de 50% (cinquenta por cento) dos cargos não 
preenchidos. 
 
94 
 
CAPÍTULO V 
Da Transferência 
Art. 29 - A transferência é a passagem do servidor de cargo de 
carreira para outro de igual denominação, classe e referência, 
pertencentes a Quadro de Pessoal diverso. 
Art. 30 - A transferência ocorrerá de ofício ou a pedido do servidor, 
atendido o interesse do serviço mediante o preenchimento de 
vaga. 
CAPÍTULO VI 
Da Reversão 
Art. 31 - Reversão é o reingresso do aposentado no serviço público 
municipal, após verificado, em processo, que não subsistem os 
motivos determinantes da aposentadoria. 
Art. 32 - A reversão far-se-á a pedido do servidor. 
§ 1º - A reversão depende de exame médico, pela Junta Médica 
Municipal, em que fique comprovada a capacidade para o exercício 
da função. 
§ 2º - Será tornada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria 
do servidor que não tomar posse ou não entrar em exercício nos 
prazos previstos nesta Lei. 
Art. 33 - Não ocorrerá reversão nas hipóteses de servidor 
aposentado voluntariamente. 
 Artigo com redação dada pela Lei nº 6.901, de 25 de junho de 
1991. 
Art. 34 - A reversão dar-se-á, de preferência, no mesmo cargo 
anteriormente ocupado. 
Art. 35 - A reversão não dará direito, para nova aposentadoria e 
disponibilidade, à contagem dotempo em que o servidor esteve 
aposentado. 
CAPÍTULO VII 
Da Recondução 
Art. 36 – Recondução é o retorno do servidor ao cargo 
anteriormente ocupado. 
§ 1º - A recondução decorrerá de reintegração do anterior 
ocupante. 
§ 2º - Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será 
aproveitado em outro, observando o disposto no art. 127. 
CAPÍTULO VIII 
Da Reintegração 
Art. 37 – Reintegração é a reinvestidura do servidor no cargo 
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua 
 
95 
 
transformação, quando invalidada a sua demissão ou readaptação, 
por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas 
as vantagens. 
 Artigo com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
§ 1º - Encontrando-se provido o cargo, o seu ocupante será 
reconduzido ao cargo de origem, ou aproveitado em outro cargo, 
ou, ainda, posto em disponibilidade com remuneração integral. 
§ 2º - Comprovada a má fé por parte de que deu causa à demissão 
invalidada, responderá este, civil, penal e administrativamente. 
Art. 38 - O servidor reintegrado será submetido à inspeção médica, 
pela Junta Médica Municipal, e aposentado, se julgado incapaz. 
TÍTULO III 
DA VACÂNCIA E SUBSTITUIÇÃO 
CAPÍTULO I 
Da Vacância 
Art. 39 - A vacância do cargo público decorrerá de: 
I – exoneração; 
II – demissão; 
III – promoção ou readaptação. 
 Inciso III com redação dada pela Lei nº 6.901, de 25 de junho de 
1991. 
IV – aposentadoria; 
V – falecimento; 
VI – transferência. 
Art. 40 - A exoneração de cargo de carreira dar-se-á a pedido do 
servidor ou de ofício. Parágrafo único - a exoneração de oficio será 
aplicada; 
a) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; 
b) quando o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido 
Lei. 
Art. 41 - A exoneração de cargo em comissão dar-se-á: 
I - a juízo da autoridade competente; 
II - a pedido do próprio servidor. 
Art. 42 - A vaga ocorrerá na data: 
I - da vigência do ato administrativo que lhe der causa; 
II - da morte do ocupante do cargo: 
III - da vigência do ato que criar e conceder dotação para o seu 
provimento ou de que determinar esta última medida, se o cargo 
já estiver criado; 
 
96 
 
IV - da vigência do ato que extinguir cargo e autorizar que sua 
dotação permita o preenchimento de cargo vago. 
Parágrafo único - Verificada a vaga, serão consideradas abertas, na 
mesma data, todas as que decorrerem de seu preenchimento. 
CAPÍTULO II 
Da Substituição 
Art. 43 - Os ocupantes de cargos em comissão terão substitutos 
indicados no regulamento ou estatuto do órgão ou Entidade ou, em 
caso de omissão, previamente designados pela autoridade 
competente. 
Parágrafo único - O substituto assumirá automaticamente o 
exercício do cargo nos afastamentos ou impedimentos do Titular e 
fará jus à remuneração pelo seu exercício, paga na proporção dos 
dias de efetiva substituição, facultada a opção, na hipótese do 
servidor exercer outro cargo em comissão. 
TÍTULO IV 
DOS DIREITOS E VANTAGENS 
CAPÍTULO I 
Do Tempo de Serviço 
Art. 44 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias que 
serão convertidos em anos, considerado o ano de trezentos e 
sessenta e cinco dias. 
Art. 45 - Serão considerados de efetivo exercício os afastamentos 
em virtude de: 
I - férias; 
II - casamento, até oito dias corridos. 
III - luto até cinco dias corridos, por falecimento do cônjuge, 
companheiro, pais, madrasta, padrasto, filhos, enteados, irmãos, 
genros, noras, avós, sogro e sogra. 
IV - nascimento de filho, até cinco dias corridos; 
V - exercício de cargo em comissão ou equivalente em órgãos ou 
entidades dos Poderes da União, Estados, Municípios ou Distrito 
Federal, quando legalmente autorizado; 
VI - convocação para o Serviço Militar; 
VII - júri e outros serviços obrigatórios por Lei; 
VIII - estudo em outro Município, Estado ou País, quando 
legalmente autorizado; 
IX - licença: 
a) à maternidade, à adotante e à paternidade; 
b) para tratamento de saúde; 
 
97 
 
c) por motivo de doença em pessoa da família; 
d) para o desempenho de mandato eletivo; 
e) prêmio. 
Art. 46 - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço 
prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de 
órgão ou entidade dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e 
Município, autarquia, fundação pública, sociedade de economia 
mista e empresa pública. 
Art. 47 - Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria, 
disponibilidade e promoção por antiguidade: 
 Caput com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
I - o tempo de serviço público prestado à União, Estado ou outro 
Município; 
II - a licença para mandato eletivo; 
III - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à 
Previdência Social. 
Parágrafo único - O tempo de serviço prestado às Forças Armadas, 
em operações de guerra, será contado em dobro. 
 Parágrafo único acrescentado pela Lei nº 6.901/91. 
CAPÍTULO II 
Das Férias Anuais 
SEÇÃO I 
Do Direito à Férias e a da sua Duração 
Art. 48 - O servidor faz jus, anualmente, a 30 (trinta) dias 
consecutivos de férias, que podem ser acumuladas até o máximo 
de 02 (dois) períodos, no caso de necessidade do serviço. 
§ 1º - Para cada período aquisitivo serão exigidos 12 (doze) meses 
de exercício. 
§ 2º - É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. 
Art. 49 - As férias poderão ser interrompidas por motivo de 
calamidade pública, comoção interna, convocação para o júri, 
serviço militar ou eleitoral ou necessidade comprovada de retorno 
inadiável ao trabalho. 
SEÇÃO II 
Da Concessão e da Época das Férias 
Art. 50 - As férias serão concedidas por ato do Dirigente da Unidade 
Administrativa, em um só período, nos 12 (doze) meses 
subsequentes a data em que o servidor tiver adquirido o direito. 
Parágrafo único - Somente em casos excepcionais serão as férias 
concedidas em dois períodos, um dos quais não poderá ser inferior 
a 10 (dez) dias corridos. 
 
98 
 
Art. 51 - A concessão das férias será participada, por escrito, ao 
servidor, com antecedência de no mínimo 15 (quinze) dias, 
cabendo a este assinar a respectiva notificação. Parágrafo único - O 
período de férias não gozadas durante a vida funcional, por 
necessidade de serviço, será contado em dobro para efeito de 
aposentadoria e disponibilidade. 
Art. 52 – A época da concessão das férias será a que melhor 
consulte os interesses do Serviço Público, obedecidas as 
respectivas escalas, elaboradas, dentro do possível, atendendo aos 
interesses do servidor. 
SEÇÃO III 
Da Remuneração e do Abono de Férias 
Art. 53 - O servidor perceberá, antes do início do gozo de suas 
férias, a remuneração que lhe for devida na data da respectiva 
concessão, acrescida de pelo menos 1/ 3 (um terço). 
SEÇÃO IV 
Dos Efeitos da Exoneração ou Demissão 
Art. 54 - Concretizada a exoneração ou demissão de cargo efetivo, 
será devida ao servidor a remuneração correspondente ao período 
de férias cujo direito tenha adquirido. 
Parágrafo único - O servidor exonerado terá direito a remuneração 
relativa ao período incompleto de férias, na proporção de 1/ 12 (um 
doze avos) por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 
(quinze) dias. 
CAPÍTULO III 
Das Licenças 
SECÃO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 55 – Conceder-se-á ao servidor licença; 
I - para tratamento de saúde; 
II - por motivo de doença em pessoa da família; 
III – maternidade; 
IV - paternidade; 
V - para serviço militar obrigatório; 
VI - para acompanhar o cônjuge ou companheiro; 
VII - para desempenho de mandato eletivo; 
VIII - prêmio. 
Art. 56 - A licença para tratamento de saúde depende de inspeção 
médica, pela Junta Médica Municipal, e terá a duração que for 
indicada no respectivo laudo. 
 
99 
 
§1º - Terminado o prazo, o servidor será submetido a nova inspeção 
médica, devendo o laudo concluir pela volta do servidor ao 
exercício, pela prorrogação da licença ou, se for o caso, pela 
aposentadoria. 
§ 2º - Terminada a licença o servidorreassumirá imediatamente o 
exercício. 
Art. 57 - A licença poderá ser terminada ou prorrogada de ofício ou 
a pedido. 
Parágrafo único - O pedido de prorrogação deverá ser apresentado 
antes de finda a licença e, se indeferido, contar-se-á como licença 
o período compreendido entre a data do término e a do 
conhecimento oficial do despacho. 
Art. 58 - As licenças concedidas dentro de 60 (sessenta) dias, 
contados do término da anterior, serão consideradas em 
prorrogação. 
Parágrafo único - Para efeito deste artigo, somente serão levadas 
em consideração as licenças da mesma espécie, com o mesmo 
objetivo. 
Art. 59 - Todas as licenças serão concedidas pelo Prefeito, 
Presidente da Câmara Municipal ou Dirigente da Entidade ou por 
delegação destes a pessoa credenciada. 
Art. 60 - O ocupante do cargo em comissão, não titular de cargo de 
carreira, terá direito às licenças referidas nos itens I a IV do art. 55. 
SEÇÃO II 
Da Licença para Tratamento de Saúde 
Art. 61 - A licença para tratamento de saúde será “ex-ofício” ou a 
pedido do servidor ou de seu legítimo representante, quando 
aquele não poder fazê-lo. 
Parágrafo único - O servidor licenciado para tratamento de saúde, 
não poderá dedicar-se a qualquer atividade remunerada, sob pena 
de ser cassada a licença. 
Art. 62 - O exame, para concessão de licença para tratamento de 
saúde será feito pela Junta Médica Municipal, salvo se fora do 
Município. 
Parágrafo único - O atestado ou laudo passado por médico ou junta 
médica particular, só produzirá efeitos depois de homologado pela 
Junta Médica Municipal. 
Art. 63 – Será punido disciplinarmente, com suspensão de 30 
(trinta) dias, o servidor que recusar a submeter-se a exame médico, 
cessando o efeito da penalidade, logo que se verifique o exame. 
Art. 64 - Considerado apto, em exame médico, o servidor 
reassumirá, sob pena de se apurarem, como faltas injustificadas, os 
dias de ausência. 
 
100 
 
Parágrafo único - No curso da licença poderá o servidor requerer 
exame médico, caso se julgue em condições de reassumir o 
exercício. 
Art. 65 - A licença a servidor atacado de tuberculose ativa, 
alienação mental, neoplasia maligna, cegueira ou redução de vista 
que lhe seja praticamente equivalente, hanseníase, 
espondilartrose anquilosante, epilepsia vera, nefropatia grave, 
estados avançados de Paget (osteite deformante) ou de outra 
moléstia que, a juízo de Junta Médica Municipal, ocasionar 
incapacidade total e definitiva, será concedida quando o exame 
médico não concluir pela concessão imediata da aposentadoria. 
Art. 66 - Será integral a remuneração do servidor licenciado para 
tratamento de saúde. 
SEÇÃO III 
Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família 
Art. 67 - Será concedida licença ao servidor, por motivo de doença 
do cônjuge ou companheiro, padrasto ou madrasta, ascendentes, 
descendentes, enteado e colateral consanguíneo ou afim até o 
segundo grau civil, mediante comprovação médica. 
§ 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do 
servidor for indispensável e não puder ser prestado 
simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser 
apurado através de acompanhamento social. 
§ 2º - A licença será concedida sem prejuízo de remuneração 
integral. 
SEÇÃO IV 
Da Licença Maternidade 
Art. 68 - A servidora gestante, mediante inspeção médica, será 
licenciada por 120 (cento e vinte) dias corridos com remuneração 
integral. 
§ 1º - A prescrição médica determinará a data de início da licença a 
ser concedida à gestante. 
§2º- Aplica-se à servidora adotante o disposto no caput deste 
artigo. 
SEÇÃO V 
Da Licença Paternidade 
Art. 69 - Será concedida licença paternidade ao servidor que, por 
ocasião do nascimento de filho ou adoção, apresentar registro civil 
de nascimento da criança ou prova da adoção. 
Parágrafo único - A licença paternidade é de 05 (cinco) dias 
corridos, contados a partir do nascimento ou adoção da criança. 
SEÇÃO VI 
Da Licença para Serviço Militar Obrigatório 
 
101 
 
Art. 70 - Ao servidor que for convocado para o serviço militar, e 
outros encargos de segurança nacional, será concedida licença com 
remuneração integral. 
§ 1º - A licença será concedida à vista de documento oficial que 
comprove a incorporação. 
§ 2º - Da remuneração descontar-se-á a importância que o servidor 
perceber na qualidade de incorporado, salvo se optar pelas 
vantagens do serviço militar. 
§ 3º - Ao servidor desincorporado conceder-se-á prazo não 
excedente a 30 (trinta) dias, para que reassuma o exercício, sem 
perda de remuneração. 
§ 4º - A licença de que se trata este artigo será também concedida 
ao servidor que houver feito curso para ser admitido como oficial 
das Forças Armadas, durante os estágios prescritos pelos 
regulamentos militares, aplicando-se o disposto no § 2º deste 
artigo. 
SEÇÃO VII 
Da Licença para Acompanhar o Cônjuge ou Companheiro 
Art. 71 - O servidor, cujo cônjuge ou companheiro tiver sido 
mandado servir, independentemente de solicitação, em outro 
ponto do território nacional, ou no estrangeiro, terá direito a 
licença sem remuneração; 
§ 1º - Excluem-se da regra do caput deste artigo os municípios 
integrantes da Região Metropolitana de Fortaleza. 
§ 2º - A licença será concedida mediante pedido devidamente 
instruído e vigorará pelo tempo que durar a comissão ou a nova 
função do cônjuge ou companheiro. 
SEÇÃO VIII 
Da Licença para Desempenho de Mandato Eletivo 
Art. 72 - O servidor investido em mandato eletivo será considerado 
em licença, aplicando-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, 
ficará afastado do seu cargo, emprego ou função sem 
remuneração; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, 
emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua 
remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade 
de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou 
função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não 
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior. 
§1º - A licença prevista neste artigo considerar-se-á automática 
com a posse no mandato eletivo. 
 
102 
 
§2º - O servidor municipal, afastado nos termos deste artigo, só 
poderá reassumir o exercício do cargo, após o término ou renúncia 
do mandato. 
Art. 73 - O servidor ocupante de cargo em comissão será exonerado 
com a posse no mandato eletivo. 
Parágrafo único - Se o ocupante do cargo em comissão for também 
de um cargo de carreira ficará exonerado daquele e licenciado 
deste, na forma prevista no artigo anterior. 
Art. 74 - O servidor municipal deverá licenciar-se antes da eleição a 
que for concorrer, na forma dos dispositivos legais que 
regulamentam a matéria. 
SEÇÃO IX 
Da Licença-Prêmio 
Art. 75 – Após cada quinquênio de efetivo exercício o servidor fará 
jus a 03 (três) meses de licença, a título de prêmio por assiduidade, 
sem prejuízo de sua remuneração. 
§ 1º - Para que o servidor titular de cargo de carreira, no exercício 
de cargo em comissão, goze de licença-prêmio, com as vantagens 
desse cargo, deve ter nele pelo menos dois anos de exercício 
ininterruptos. 
§ 2º - Somente o tempo de serviço público prestado ao Município 
de Fortaleza, será contado para efeito de licença-prêmio. 
Art. 76 – Não se concederá licença-prêmio ao servidor que no 
período aquisitivo: 
I - sofrer penalidade disciplinar de suspensão. 
II - afastar-se do cargo em virtude de: 
a) licença para tratamento em pessoa da família por mais de 04 
(quatro) meses ininterruptos ou não; 
b) para trato de interesse particular; 
c) por afastamento para acompanhar o cônjuge ou companheiro, 
por mais de 03 (três) meses ininterruptos ou não: 
d) licença para tratamento de saúde por prazo superior a 06 (seis) 
meses ininterruptos ou não; 
e) disposição sem ônus. 
 Alínea “e” acrescentada pela Lei nº 6.901/91. 
Parágrafo único - As faltas injustificadas ao serviço retardarãoa 
concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de um 
mês para cada alta. 
Art. 77 - A licença-prêmio, a pedido do servidor, poderá ser gozada 
por inteiro ou parceladamente. Parágrafo único - Requerida para 
gozo parcelado, a licença-prêmio não será concedida por período 
inferior a um mês. 
 
103 
 
Art. 78 - É facultado à autoridade competente, tendo em vista o 
interesse da Administração, devidamente fundamentado, 
determinar, dentro de 90 (noventa) dias seguintes da apuração do 
direito, a data do início do gozo pela licença prêmio, bem como 
decidir se poderá ser concedida por inteiro ou parceladamente. 
Art. 79 - A licença-prêmio poderá ser interrompida, de ofício, 
quando o exigir interesse público, ou a pedido do servidor, 
preservado em qualquer caso, o direito ao gozo do período 
restante da licença. 
Art. 80 - É facultado ao servidor contar em dobro o tempo de 
licença-prêmio não gozada, para efeito de aposentadoria e 
disponibilidade. 
Art. 81 - O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da 
licença prêmio. 
Parágrafo único - O direito de requerer licença-prêmio não está 
sujeito à caducidade. 
CAPÍTULO IV 
Dos Afastamentos 
SEÇÃO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 82 - O servidor poderá se afastar do exercício funcional: 
I – sem prejuízo da remuneração, quando: 
a) for estudante para incentivo à sua formação profissional e 
dentro dos limites estabelecidos nesta Lei; 
b) for realizar missão ou estudo fora do Município de Fortaleza; 
c) por motivo de casamento até o máximo de 08 (oito) dias; 
d) por motivo de luto, até 05 (cinco) dias; 
e) - VETADO. 
II - sem direito a percepção da remuneração quando se tratar de 
afastamento para o trato de interesse particular; 
III - com ou sem direito a percepção da remuneração, conforme se 
dispuser em lei ou regulamento, quando para o exercício das 
atribuições de cargo, função ou emprego em órgãos ou entidades 
da Administração Federal, Estadual ou Municipal; 
Parágrafo único - Os servidores ocupantes de cargo de carreira ou 
comissão poderão, devidamente autorizados, integrar ou 
assessorar comissões, grupos de trabalho ou programas, com ou 
sem prejuízos da remuneração. 
SEÇÃO II 
Para Trato de Interesse Particular 
 
104 
 
Art. 83 - Depois de 02 (dois) anos de efetivo exercício, o servidor 
poderá obter autorização de afastamento para o trato de interesse 
particular, por um período não superior a 10 (dez) anos, 
consecutivos ou não. 
Parágrafo único - O servidor deverá aguardar em exercício a 
autorização do seu afastamento. 
Art. 84 - Não será autorizado o afastamento do servidor removido 
antes de ter assumido o exercício. 
Art. 85 - O afastamento para o trato de interesse particular será 
negado quando for inconveniente ao interesse público. 
Art. 86 - Quando o interesse do serviço o exigir, a autorização 
poderá ser revogada, a juízo da autoridade competente, devendo, 
neste caso, o servidor ser expressamente notificado para 
apresentar-se ao serviço no prazo máximo de 30(trinta) dias, 
prorrogável por igual período, findo o qual caracterizar-se-á o 
abandono do cargo. 
Art. 87 - O servidor poderá a qualquer tempo reassumir o exercício, 
desistindo da autorização. 
SEÇÃO III 
Das Autorizações para o Incentivo à Formação Profissional do 
Servidor 
Art. 88 - Poderá ser autorizado o afastamento, de até 02 (duas) 
horas diárias, ao servidor que frequente curso regular de 1º grau, 
2º grau ou do ensino superior, a critério da Administração. 
Parágrafo único - A autorização prevista neste artigo poderá dispor 
que a redução dar-se-á por prorrogação do início ou antecipação 
do término do expediente diário, conforme considerar mais 
conveniente ao estudante e aos interesses da repartição. 
Art. 89 - O afastamento para missão ou estudo fora do Município 
ou no estrangeiro será autorizado nos mesmos atos que 
designarem o servidor a realizar a missão ou estudo, quando do 
interesse do Município. 
Art. 90 - As autorizações previstas nesta seção dependerão de 
comprovação, mediante documento oficial, das condições 
previstas para as mesmas, podendo a autoridade competente exigi-
la, prévia ou posteriormente, conforme julgar conveniente. 
CAPÍTULO V 
Do Direito de Petição 
Art. 91 - É assegurado ao servidor o direito de petição para requerer 
ou representar e pedir reconsideração. 
§1º - VETADO. 
 
105 
 
§2º - O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que 
houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não 
podendo ser renovado. 
§ 3º - O pedido de reconsideração deverá ser decidido dentro do 
prazo de 30 (trinta) dias. 
Art. 92 - Caberá recurso: 
I – do indeferimento do pedido de reconsideração; 
II – das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 
Parágrafo único - O recurso, que não terá efeito suspensivo, será 
dirigido à autoridade imediatamente superior a quem tiver 
expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em 
escala, às demais autoridades. 
Art. 93 - O direito de pleitear na esfera administrativa prescreverá: 
I – em 05 (cinco) anos, quanto aos atos de que decorrerem 
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
II – em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos. 
Art. 94 - O prazo de prescrição contar-se-á da data da publicação 
do ato impugnado e quando esta for de natureza reservada, da data 
em que o interessado dele tiver ciência. 
Art. 95 - O pedido de reconsideração, quando cabível, interrompe 
a prescrição. 
Parágrafo único - A prescrição interrompida recomeçará a correr 
pela metade do prazo da data do ato que a interrompeu, ou do 
último ato ou termo do respectivo processo. 
CAPÍTULO VI 
Do Vencimento e Remuneração 
Art. 96 - Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de 
cargo público, com valor fixado em lei. 
Art. 97 - Remuneração é o vencimento do cargo, acrescido das 
vantagens pecuniárias permanentes ou temporárias estabelecidas 
em Lei. 
Parágrafo único - VETADO. 
Art. 98 - O servidor perderá: 
I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço, salvo os casos 
previstos nesta Lei; 
II – a parcela da remuneração diária proporcional aos atrasos, 
ausências e saídas antecipadas, na forma que se dispuser por 
Decreto. 
 Inciso II com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
Art. 99 - O vencimento, a remuneração, o provento ou qualquer 
vantagem pecuniária atribuída ao servidor, não sofrerão descontos 
 
106 
 
além dos previstos expressamente em lei, nem serão objeto de 
arresto, seqüestro ou penhora, salvo em se tratando de: 
I – prestação de alimentos, determinada judicialmente ou 
acordada; 
II – reposição ou indenização devida à Fazenda Municipal. 
Art. 100 - As reposições e indenizações à Fazenda Municipal serão 
descontadas em parcelas mensais não excedentes da 10ª (décima) 
parte da remuneração. 
Parágrafo único - Quando o servidor for exonerado ou demitido, a 
quantia por ele devida será inscrita como dívida ativa para os 
efeitos legais. 
Art. 101 - O servidor que não estiver no exercício do cargo somente 
poderá perceber vencimento ou remuneração nos casos previstos 
em lei ou regulamento. 
Art. 102 - A remuneração do servidor e os proventos do 
aposentado, quando falecidos, são indivisíveis e pagos de acordo 
com a ordem de preferência estabelecida na lei civil. 
CAPÍTULO VII 
Das Vantagens Pecuniárias 
SEÇÃO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 103 - Juntamente com o vencimento, poderão ser pagas ao 
servidor as seguintes vantagens: 
I – 13ª Remuneração; 
II – gratificação de insalubridade, periculosidade e risco de vida; 
III – gratificação por serviço extraordinário; 
IV – gratificação por participação em órgão de deliberação coletiva; 
V – gratificação por participação em comissão examinadora de 
concurso; 
VI – gratificação por exercício de magistério; 
VII – diárias; 
VIII – adicional por tempo de serviço; 
IX – adicional por trabalho noturno; 
X – gratificação por representação; 
XI – gratificação pelo aumento deprodutividade; 
XII – (suprimido pela Lei nº 6.901, de 25 de Junho de 1991). 
XIII – gratificação pela execução de trabalho relevante, técnico ou 
científico; 
XIV – retribuição adicional variável; 
 
107 
 
XV – gratificação de raio X; 
XVI – gratificação pela prestação de serviço em regime de sobre 
aviso permanente; 
XVII – gratificação de plantão. 
Parágrafo único – Leis específicas regulamentarão as vantagens 
pecuniárias constantes nos incisos VI, XI, XII, XIII, XV e XVI deste 
artigo. 
SEÇÃO II 
Da 13ª remuneração 
Art. 104 - A 13ª remuneração corresponde a 1/12 (um doze avos) 
da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por 
mês de exercício, no respectivo ano. 
Parágrafo único - A fração igual ou superior a 15 (quinze) dia será 
considerada como mês integral. 
Art. 105 - No caso de vacância em cargo de carreira, qualquer que 
seja a sua causa, o servidor perceberá 13ª remuneração 
proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculada sobre 
a remuneração do último mês trabalhado. 
Art. 106 - A 13ª remuneração não será considerada para cálculo de 
qualquer vantagem pecuniária. 
SEÇÃO III 
Da Gratificação de Insalubridade, Periculosidade e Risco de Vida 
Art. 107 - São consideradas atividades ou operações insalubres 
aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, 
exponham os servidores a agente nocivo à saúde, acima dos limites 
de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do 
agente e o tempo de exposição aos seus efeitos. 
Art. 108 - A eliminação ou a neutralização da insalubridade 
ocorrerá: 
I - com adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho 
dentro dos limites de tolerância; 
II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao 
servidor, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites 
de tolerância. 
Parágrafo único - A insalubridade e periculosidade serão 
comprovadas por meio de perícia médica. 
Art. 109 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima 
dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, 
assegura a percepção da gratificação de insalubridade. 
Parágrafo único - A gratificação a que se refere o caput deste artigo 
se classifica segundo os graus máximo, médio e mínimo, com 
valores de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% 
(dez por cento) do vencimento base do servidor, respectivamente. 
 
108 
 
Art. 110 - São consideradas atividades ou operações perigosas, 
aquelas que, por sua natureza ou método de trabalho, impliquem 
em contato permanente com inflamáveis ou explosivos em 
condições de risco acentuado. 
Parágrafo único - O trabalho em condições de periculosidade 
assegura ao servidor uma gratificação de 30% (trinta por cento) 
sobre o vencimento base. 
Art. 111 - Pela execução de trabalho de natureza especial com risco 
de vida será concedida uma gratificação de 20% (vinte por cento), 
calculada sobre o vencimento base do servidor. 
Art. 112 - O direito do servidor à gratificação de insalubridade, 
periculosidade ou risco de vida, cessará com a eliminação do risco 
à saúde ou integridade física. 
Art. 113 - O servidor poderá optar pela gratificação de 
insalubridade, periculosidade ou risco de vida, vedada a 
acumulação dessas gratificações, garantida a incorporação aos 
proventos desde que comprovada a percepção do benefício por 
período superior a 02 (dois) anos, de forma ininterrupta, na data de 
postulação da aposentadoria. 
 Artigo com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
SEÇÃO IV 
Da Gratificação por Serviço Extraordinário 
Art. 114 - O serviço extraordinário será calculado com acréscimo de 
50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho, 
incidindo sobre a remuneração do servidor, excetuando-se a 
representação de cargo comissionado. 
 Artigo com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
Art. 115 - Somente será permitido serviço extraordinário para 
atender situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite 
máximo de 02 (duas) horas diárias. 
SEÇÃO V 
Das Diárias 
Art. 116 - O servidor que, a serviço, se afastar do Município, em 
caráter eventual ou transitório, para outro ponto do Território 
Nacional, fará jus a passagens e diárias, para cobrir as despesas de 
hospedagem, alimentação e locomoção, cujo valor será fixado por 
ato do Prefeito ou Presidente da Câmara, conforme o caso. 
Parágrafo único - A diária será concedida por dia de afastamento, 
sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir 
pernoite fora do Município. 
Art. 117 - O servidor que receber diárias e não se afastar do 
Município, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las, 
integralmente, no prazo de 05 (cinco) dias. 
 
109 
 
Parágrafo único - Na hipótese do servidor retornar ao Município em 
prazo menor do que o previsto para seu afastamento, restituirá as 
diárias recebidas em excesso no prazo de 05 (cinco) dias. 
SEÇÃO VI 
Do Adicional por Tempo de Serviço 
Art. 118 - O adicional por tempo de serviço é devido à razão de 1% 
(um por cento) por anuênio de efetivo serviço público, incidente 
sobre o vencimento do servidor. 
§1º - O servidor fará jus ao adicional por tempo de serviço a partir 
do mês subsequente àquele em que completar anuênio. 
 Antigo parágrafo único renumerado como §1º pela Lei nº 
6.901/91. 
§2º - O limite do adicional a que se refere o “caput” deste artigo é 
de 35% (trinta e cinco por cento). 
 §2º acrescentado pela Lei nº 6.901/91. 
§3º - O anuênio calculado sobre o vencimento, mantidas as 
condições estabelecidas pela Lei nº 5.391, de 06 de maio de 1981 e 
pelo Art. 53 da Lei Complementar nº 001, de 13 de setembro de 
1990, incorporando-se aos vencimentos para todos os efeitos, 
inclusive para aposentadoria e disponibilidade. 
 §3º acrescentado pela Lei nº 6.901/91. 
§ 4º - Não poderá receber o adicional a que se refere este artigo o 
servidor que perceber qualquer vantagem por tempo de serviço, 
salvo opção por uma delas. 
 §4º acrescentado pela Lei nº 6.901/91. 
SEÇÃO VII 
Do Adicional por Trabalho Noturno 
Art. 119 - O trabalho noturno terá remuneração superior à do 
diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 
20% (vinte por cento) sobre a hora diurna. 
§ 1º - A hora do trabalho noturno será computada como de 52 
(cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. 
§ 2º - Considera-se noturno, para efeito deste artigo, o trabalho 
executado entre às 19 (dezenove) horas de um dia e às 7 (sete) 
horas do dia seguinte. 
 §2º com redação dada pela Lei nº 7.442/93. 
§ 3º - Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem 
períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho 
noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. 
SEÇÃO VIII 
Da Gratificação de Representação 
 
110 
 
Art. 120 - A gratificação de representação é atribuída aos ocupantes 
de cargos em comissão e outros que a legislação determinar, tendo 
em vista despesas de natureza social e profissional determinadas 
pelo exercício funcional. 
Parágrafo único - Os percentuais da gratificação serão 
estabelecidos em Lei, em ordem decrescente, a partir da 
remuneração de Secretário Municipal. 
Art. 121 - O servidor investido em cargo em comissão, quando 
deste afastado depois de 08 (oito) anos sem interrupção ou 10 (dez) 
anos consecutivos ou não, fica com o direito de continuar a 
perceber a representação correspondente ao cargo em comissão 
que ocupava à época do afastamento, garantida a incorporação 
desta vantagem aos proventos de aposentadoria. 
§1º - Também para integralização do tempo de serviço exigido no 
caput deste artigo, computar-se-á: 
I - O período em que o servidor atuar como membro de comissão, 
percebendo gratificação equivalente a cargo comissionado, a 
qualquer tempo. 
§ 2º - O servidor beneficiado pelo disposto neste artigo poderá 
optar pela maior representação dos cargos em comissão exercidos, 
no qual tenha permanecido por um período mínimo de 12 (doze) 
meses. 
Art. 122 - O servidor que já tenhaadicionado aos seus vencimentos 
a vantagem do artigo anterior, quando nomeado para cargo 
comissionado, poderá perceber, a título de verba especial, o valor 
correspondente a 60% (sessenta por cento) da representação do 
cargo em comissão que esteja exercendo. 
Parágrafo único - O direito à percepção da vantagem de que trata 
este artigo cessa quando o servidor deixar de exercer o cargo em 
comissão, não podendo esta vantagem, sob qualquer hipótese, ser 
adicionada ou incorporada a seus vencimentos ou proventos, para 
nenhum efeito. 
CAPÍTULO VIII 
Da Estabilidade 
Art. 123 - O servidor habilitado em concurso público e empossado 
em cargo de carreira adquirirá estabilidade no serviço público após 
02 (dois) anos de efetivo exercício. 
Art. 124 - O servidor estável só perderá o cargo em virtude de 
sentença judicial transitada em julgado ou de processo 
administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla 
defesa. 
Art. 125 - Invalidada a demissão do servidor estável será ele 
reintegrado, e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo 
de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo 
ou posto em disponibilidade. 
 
111 
 
CAPÍTULO IX 
Da Disponibilidade e do Aproveitamento 
Art. 126 – Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o 
servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração 
integral. 
Art. 127 - O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-
se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições 
e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. 
Art. 128 – O aproveitamento de servidor que se encontra em 
disponibilidade a mais de 01 (hum) ano dependerá de prévia 
comprovação de sua capacidade física e mental, por Junta Médica 
Municipal. 
§ 1º - Se julgado apto, o servidor assumirá o exercício do cargo no 
prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de 
aproveitamento. 
§ 2º - Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em 
disponibilidade será aposentado. 
Art. 129 - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cessada a 
disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo 
legal, salvo doença comprovada por Junta Médica Municipal. 
TÍTULO V 
DA PREVIDÊNCIA E DA ASSISTÊNCIA 
CAPÍTULO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 130 - O Município assegurará a manutenção de um sistema de 
previdência e assistência que, dentre outros, preste os seguintes 
benefícios ao servidor e à sua família: 
I – aposentadoria; 
II – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
III – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
IV – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
V – pensão; 
VI – assistência médica, odontológica e hospitalar; 
VII – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
VIII – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Parágrafo único - Os benefícios e serviços serão concedidos, nos 
termos e condições definidos em regulamento, observadas as 
disposições desta Lei. 
Art. 131 - O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude, 
dolo ou má fé, implicará devolução ao Erário do total auferido, sem 
prejuízo da ação cabível 
 
112 
 
CAPITULO II 
Da Aposentadoria 
SEÇÃO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 132 - O servidor será aposentado: 
I - por invalidez permanente; 
II – compulsoriamente; 
III - voluntariamente. 
Art. 133 - A proporcionalidade dos proventos da aposentadoria, 
com base no tempo de serviço, obedecerá sempre aos seguintes 
percentuais sobre o vencimento do cargo: 
I - até 10 (dez) anos de tempo de serviço, 50% (cinqüenta por 
cento); 
II - de mais de 10 (dez) anos até 15 (quinze) anos de tempo de 
serviço, 60 % (sessenta por cento); 
III - de mais de 15 (quinze) até 20 (vinte) anos de tempo de serviço, 
70% (setenta por cento); 
IV - de mais de 20 (vinte) anos até 25 (vinte e cinco) anos de tempo 
de serviço, 80% (oitenta por cento); 
V - de mais de 25 (vinte e cinco) e menos de 30 (trinta) e 35 (trinta 
e cinco) anos, conforme o caso, 90% (noventa por cento). 
Parágrafo único - O resultado da aplicação da proporcionalidade, 
na forma prevista no caput deste artigo, constituirá a parte fixa dos 
proventos do inativo, a que se acrescentarão as vantagens 
pecuniárias que deverão integrá-los. 
Art. 134 - O servidor que contar tempo de serviço igual ou superior 
ao fixado para aposentadoria voluntária com proventos integrais, 
ou aos 70 (setenta) anos de idade, aposentar-se-á com as 
vantagens do cargo em comissão, em cujo exercício se encontrar, 
desde que haja ocupado durante 05 (cinco) anos ininterruptamente 
ou 07 (sete) anos consecutivos ou não. 
Parágrafo único - O servidor beneficiado pelo disposto neste artigo 
poderá optar pela maior representação dos cargos em comissão 
exercidos, e no qual tenha permanecido por um período mínimo de 
12 (doze) meses. 
Art. 135 - Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma 
proporção e na mesma data, sempre que se modificar a 
remuneração dos servidores em atividade, sendo também 
estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens 
posteriormente concedidas aos servidores em atividade, inclusive 
quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo 
ou função em que se deu a aposentadoria. 
 
 
113 
 
SEÇÃO II 
Da Aposentadoria por Invalidez 
Art. 136 - O servidor será aposentado por invalidez permanente, 
sendo os proventos integrais, quando: 
I - decorrer de acidente em serviço: 
II - por moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou 
incurável, especificada em lei, inclusive: 
a) quando acometido de tuberculose ativa, alienação mental, 
neoplasia maligna, cegueira ou redução de vista que lhe seja 
praticamente equivalente; 
b) quando acometido de hanseníase, paralisia irreversível e 
incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, 
espondiartrose anquilosante, epilepsia vera, nefropatia grave e 
estados avançados de Paget (osteíte deformante) e síndrome da 
imunodeficiência adquirida. 
 Alínea “b” com redação dada pela Lei nº 7.723/95. 
§1º - Entende-se por acidente em serviço todo aquele que, 
acarretando dano físico ou mental para o servidor, ocorra em razão 
do desempenho do cargo, ainda que fora da sede, ou durante o 
período de trânsito, inclusive no deslocamento do ou para o 
trabalho. 
§2º - Considera-se também acidente em serviço, para efeito desta 
Lei, a agressão sofrida e não provocada pelo servidor, em 
decorrência do desempenho do cargo, ainda que fora do local de 
trabalho. 
§ 3º - Entende-se por doença profissional a que decorrer das 
condições de serviço de fato nele ocorridas, devendo o laudo 
médico estabelecer-lhe a precisa caracterização. 
§ 4º - A prova de acidente será feita em processo especial, no prazo 
de 10 (dez) dias, prorrogáveis quando as circunstâncias o exigirem, 
sob pena de suspensão de quem omitir ou retardar providências. 
§ 5º - Nos demais casos, os proventos de aposentadoria por 
invalidez serão proporcionais ao tempo de serviço, na forma 
prevista pelo art. 133, deste Estatuto. 
 §5º com redação dada pela Lei nº 6.901/91. 
SEÇÃO III 
Da Aposentadoria Compulsória 
Art. 137 - O servidor será aposentado compulsoriamente aos 70 
(setenta) anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de 
serviço. 
Parágrafo único - O retardamento do ato que declarar a 
aposentadoria compulsória não impedirá que o servidor se afaste 
 
114 
 
do exercício de seu cargo ou função no dia imediato ao que atingir 
a idade limite 
 Parágrafo único acrescentado pela Lei nº 6.901/91. 
SEÇÃO IV 
Da Aposentadoria Voluntária 
Art. 138 - O servidor será aposentado voluntariamente: 
I - aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 
(trinta), de mulher, com proventos integrais; 
II - aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em função de 
magistério, se professor, e 25 (vinte e cinco), se professora, com 
proventos integrais; 
III - aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e 
cinco), se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo; 
IV - aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, eaos 60 
(sessenta), se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de 
serviço. 
Parágrafo único - O servidor que requerer aposentadoria nos 
termos deste artigo, poderá afastar-se do exercício de seu cargo ou 
função após decorridos 60 (sessenta) dias da data da postulação, 
mediante expedição de documento fornecido pelo órgão, 
comprobatório de que o servidor implementou o tempo de serviço 
necessário à aposentadoria. 
 Parágrafo único acrescentado pela Lei nº 6.901/91. 
CAPÍTULO III 
Do Salário-Família 
Art. 139 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Art. 140 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Art. 141 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Art. 142 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003) 
Art. 143 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Art. 144 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
CAPÍTULO IV 
Do Auxílio-Natalidade 
Art. 145 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Art. 146 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
CAPÍTULO V 
Do Auxílio-Funeral 
Art. 147 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Art. 148 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
 
115 
 
Art. 149 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
CAPÍTULO VI 
Da Pensão 
 O regime previdenciário dos servidores públicos municipais 
ocupantes de cargos efetivos (PREVIFOR) é atualmente disciplinado 
na Lei nº 9.103/2006. 
Art. 150 – Por morte do servidor, os dependentes fazem jus a uma 
pensão mensal de valor correspondente, até o limite fixado em lei, 
ao da respectiva remuneração ou proventos. 
Art. 151 - As pensões distinguem-se quanto à natureza em vitalícia 
e temporária. 
§ 1º - A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes, 
que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus 
beneficiários. 
§ 2º - A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem 
extinguir-se ou reverter por motivo de morte, cessação da invalidez 
ou maioridade do beneficiário. 
Art. 152 - São beneficiários das pensões: 
I – vitalícia: 
a) cônjuge; 
b) a pessoa separada judicialmente ou divorciada, com percepção 
de pensão alimentícia; 
c) a companheira que comprove convivência há 05 (cinco) anos ou 
que tenha filho em comum com o servidor; 
d) a mãe e/ou pai que comprovem dependência econômica ao 
servidor; 
e) a pessoa designada maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa 
portadora de deficiência que viva sob a dependência econômica do 
servidor; 
II – temporária: 
a) Os filhos de qualquer condição, ou enteados até 21 (vinte e um) 
anos de idade, ou se inválidos enquanto durar a invalidez; 
b) - O menor sob a guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de 
idade; 
c) - O irmão órfão de pai e sem padrasto, até 21 (vinte e um) anos, 
e o inválido que comprove dependência econômica ao servidor; e 
d) - a pessoa designada que viva na dependência econômica do 
servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou inválida. 
Art. 153 – Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão 
vitalícia, o valor será distribuído em partes iguais entre os 
beneficiários habilitados. 
 
116 
 
Art. 154 – Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária, 
metade do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia, 
sendo a outra metade rateada, em partes iguais entre os titulares 
da pensão temporária. 
Art. 155 - Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária, o 
valor integral da pensão será rateado, em partes iguais, entre os 
que se habilitarem. 
Art. 156 – Concedida a pensão, qualquer prova posterior ou 
habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução 
de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que foi 
oferecida. 
Art. 157 – Será concedida pensão provisória por morte presumida 
do servidor ou inativo, nos seguintes casos: 
I – declaração de ausência, pela autoridade judiciária competente; 
II – desaparecimento em desabamento, inundação, incêndio, ou 
acidente não caracterizado como em serviço. 
III – desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo. 
Art. 158 - A pensão será transformada em vitalícia ou temporária, 
conforme o eventual reaparecimento do servidor. 
Art. 159 – Acarreta perda da qualidade de beneficiário: 
I - o seu falecimento; 
II - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a 
concessão da pensão ao cônjuge; 
III - a cessação de invalidez em se tratando de beneficiário inválido; 
IV - a maioridade de filho, irmão, órfão ou pessoa designada aos 21 
(vinte e um) anos de idade: V - a acumulação de pensão na forma 
do art. 163; 
VI - a renúncia expressa. 
Art. 160 - Por morte ou perda da qualidade de beneficiário a 
respectiva cota reverterá: 
I - da pensão vitalícia para os remanescentes desta ou para os 
titulares da pensão temporária, se não houver pensionista 
remanescente de pensão vitalícia; 
II - da pensão temporária para os co-beneficiários ou, na falta 
destes, para o beneficiário da pensão vitalícia. 
Art. 161 – A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo, 
prescrevendo tão somente as prestações exigíveis há mais de 05 
(cinco) anos. 
Art. 162 – As pensões serão automaticamente atualizadas na 
mesma proporção e condições dos reajustes dos vencimentos dos 
servidores em atividade. 
 
117 
 
Art. 163 – Ressalvado o direito de opção, é vedada a percepção 
cumulativa de pensão, salvo a hipótese de 02 (duas) pensões 
originárias de cargos ou empregos públicos constitucionalmente 
acumuláveis. 
CAPÍTULO VII 
Do Pecúlio 
Art. 164 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
Art. 165 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 
TÍTULO VI 
DO REGIME DISCIPLINAR 
CAPÍTULO I 
Das Faltas ao Serviço 
Art. 166 – Nenhum servidor poderá faltar ao serviço sem causa 
justificada, sob pena de ter descontados dos seus vencimentos os 
dias de ausência. 
Parágrafo único – Considera-se causa justificada o fato que por 
natureza e circunstância, possa razoavelmente constituir escusa do 
comportamento. 
Art. 167 - O servidor que faltar ao serviço fica obrigado a justificar 
a falta, por escrito, ao chefe imediato, no primeiro dia em que 
comparecer ao trabalho. 
§1º - Não poderão ser justificadas as faltas que excederem de 20 
(vinte) por ano, obedecido o limite de 03 (três) ao mês. 
§2º - O chefe imediato do servidor decidirá sobre a justificação das 
faltas, até o máximo de 10 (dez) por ano; a justificação das que 
excederem a esse número até o limite de 20 (vinte) será submetida, 
devidamente informada por essa autoridade, à decisão do seu 
superior hierárquico, no prazo de 05 (cinco) dias. 
§ 3º - Para justificação de faltas, poderão ser exigidas provas do 
motivo alegado pelo servidor. 
§ 4º - A autoridade competente decidirá sobre a justificação no 
prazo de 05 (cinco) dias, cabendo recurso para autoridade superior, 
quando indeferido o pedido. 
§ 5º - Deferido o pedido de justificação da falta, será o 
requerimento encaminhado ao órgão de pessoal para as devidas 
providências. 
CAPÍTULO II 
Das Proibições 
Art. 168 - Ao servidor é proibido: 
I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia 
autorização do chefe imediato; 
 
118 
 
II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, 
qualquer documento ou objeto da repartição; 
III – recusar fé a documentos públicos; 
IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e 
processo ou execução de serviço; 
V - referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às 
autoridades públicas ou aos atos do Poder Público, mediante 
manifestação escrita ou oral; 
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos 
previstos em Lei, o desempenho de encargos que sejam da sua 
competência ou de seu subordinado; 
VII – compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação à 
associação profissional ou sindical, ou a partido político; 
VIII – manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou 
parente até o segundo grau civil; IX - valer-se do cargo para lograr 
proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da 
função pública; 
X - exercer comércio ou participar de sociedade comercial, exceto 
como acionista, cotista ou comandatário;XI – participar de gerência de administração de empresa privada e, 
nessas condições, transacionar com o Estado; 
XII – receber propina, comissão, presente ou vantagens de 
qualquer espécie, em razão de suas atribuições; 
XIII – praticar usura sob qualquer de suas formas; 
XIV – proceder de forma desidiosa; 
XV - cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que 
ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias; 
XVI – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em 
serviços ou atividades particulares; 
XVII – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o 
exercício do cargo e com o horário de trabalho; 
XVIII - acumular cargos, funções e empregos públicos nos termos 
da Constituição Federal; 
Parágrafo único - Verificada em processo administrativo a 
acumulação ilícita, desde que seja comprovada a boa-fé, o servidor 
optará por um dos cargos e, se não o fizer dentro de 15 (quinze) 
dias, será exonerado de qualquer deles, a critério da 
Administração. 
CAPÍTULO III 
Das Responsabilidades 
Art. 169 – O servidor responde civil, penal e administrativamente 
pelo exercício irregular de suas atribuições. 
 
119 
 
Art. 170 - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou 
comissivo, doloso ou culposo, de que resulte prejuízo ao Erário ou 
terceiros. 
Parágrafo único - Tratando-se de dano causado a terceiros, 
responderá o servidor perante a Fazenda Municipal em ação 
regressiva, nos casos de dolo ou culpa. 
Art. 171 - A responsabilidade penal abrange os critérios e 
contravenções, imputadas ao servidor, nesta qualidade. 
Art. 172 - A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo 
ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. 
Art. 173 – As sanções civis, penais e administrativas poderão 
cumular-se, sendo independentes entre si. 
Art. 174 – A responsabilidade civil ou administrativa do servidor 
será afastada no caso de absolvição criminal que neguem a 
existência do fato ou sua autoria. 
CAPÍTULO IV 
Das Penalidades 
Art. 175 – São penalidades disciplinares: 
I – advertência; 
II – suspensão; 
III – demissão; 
IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
V – destituição de cargo em comissão. 
Art. 176 - Na aplicação das penalidades serão consideradas a 
natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela 
proverem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou 
atenuantes e os antecedentes funcionais. 
Art.177 - A advertência será aplicada por escrito, nos casos de 
violação de proibições constantes do art. 168, incisos I a IX, e de 
inobservância de dever funcional previsto nesta Lei, regulamento 
ou normas internas. 
Art.178 - A suspensão será aplicada em caso de reincidência das 
faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições 
que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não 
podendo exceder de 90 (noventa) dias. 
Parágrafo único – Quando houver conveniência para o serviço, a 
penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base 
de 50% (cinquenta por cento) por dia da remuneração, ficando o 
servidor obrigado a permanecer em serviço. 
Art. 179 – As penalidades de advertência e de suspensão terão seus 
registros cancelados, após o decurso de 03 (t rês) e 05 (cinco) anos 
de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, 
nesse período, praticado nova infração disciplinar. 
 
120 
 
Art. 180 - A demissão será aplicada nos seguintes casos: 
I - crime contra a administração pública; 
II - abandono de cargo; 
III – inassiduidade habitual; 
IV – improbidade administrativa; 
V – insubordinação grave em serviço; 
VI - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em 
legítima defesa própria ou de ourem; 
VII – aplicação irregular de dinheiro público; 
VIII – revelação de segredo apropriado em razão do cargo; 
IX - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio 
municipal; 
X – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, 
ressalvado o disposto no parágrafo único do art.168; 
XI – transgressão do art. 168, incisos X a XV. 
Art. 181 – Entende-se por abandono de cargo a deliberada ausência 
ao serviço, sem justa causa, por mais de 30 (trinta) dias 
consecutivos. 
Art. 182 – Entende- se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, 
sem causa justificada, por 60 (sessenta) dias, interpoladamente, 
durante o período de 12 (doze) meses. 
Art.183 – O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o 
fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. 
Art. 184 - As penalidades disciplinares serão aplicadas: 
I - pelo Prefeito, Presidente da Câmara ou dirigente superior de 
autarquias ou fundações, as de demissão, cassação de 
disponibilidade e aposentadoria; 
II - pelo Secretário Municipal ou autoridade equivalente, a de 
suspensão superior a 30 (trinta) dias; 
III - a aplicação das penas de advertência e suspensão até 30 ( 
trinta) dias é da competência de todas as autoridades 
administrativas em relação a seus subordinados; 
IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar 
de destituição de cargo em comissão de não ocupante de cargo de 
carreira. 
Art. 185 - A ação disciplinar prescreverá: 
I - em 05 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, 
cassação de aposentadoria e disponibilidade e destituição de cargo 
em comissão. 
II - em 02 (dois) anos, quanto à suspensão; e 
 
121 
 
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência. 
§ 1º - O prazo de prescrição começa a correr da data em que o ilícito 
foi praticado. 
§ 2º - Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às 
infrações disciplinares capituladas também como crime. 
§ 3º - A abertura de sindicância ou a instauração de processo 
disciplinar interrompe a prescrição. 
§ 4º - Suspenso o curso da prescrição, este recomeçará a ocorrer, 
pelo prazo restante, a partir do dia em que cessara suspensão. 
§ 5º - São imprescritíveis o ilícito de abandono de cargo e a 
respectiva sanção. 
TÍTULO VII 
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 
CAPÍTULO I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 186 – A autoridade que tiver ciência de irregularidade no 
serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, 
mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, 
assegurada ao acusado ampla defesa. 
Art. 187 – As denúncias sobre irregularidades serão objeto de 
apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do 
denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a 
autenticidade. 
Art. 188 – Ao ato que cominar sanção precederá sempre 
procedimento disciplinar, assegurado ao servidor ampla defesa, 
nos termos desta Lei, sob pena de nulidade da cominação imposta. 
Art. 189 - A autoridade que determinar a instauração da sindicância 
terá prazo nunca inferior a (30) trinta dias, para a sua conclusão, 
prorrogáveis até o máximo de 15 (quinze) dias, à vista da 
representação motivada do sindicante. 
Art. 190 - Da sindicância instaurada pela autoridade poderá 
resultar: 
I – arquivamento do processo; 
II - abertura de inquérito administrativo. 
Art. 191 - A sindicância será aberta por portaria, em que se indique 
seu objeto e um servidor ou comissão de servidores, para realizá-
la. 
§ 1º - Quando a sindicância for realizada apenas por um sindicante 
este designará outro servidor para secretariar os trabalhos 
mediante a aprovação do superior hierárquico. 
§ 2º - O processo de sindicância será sumário, feitas as diligências 
necessárias à apuração das irregularidades e ouvido o indiciado e 
 
122 
 
todas as pessoas envolvidas nos fatos, bem como peritos e técnicos 
necessários ao esclarecimento de questões especializadas. 
CAPÍTULO II 
Do Processo Disciplinar 
Art. 192 – O processo disciplinar é o instrumento destinado a 
apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no 
exercício de suas atribuições, ou que tenha relação mediata com as 
atribuições do cargo em que se encontre investido. 
Art. 193 –O processo disciplinar será conduzido por Comissão de 
Inquérito Composta de servidores designados pela autoridade 
competente que indicará, dentre eles, o seu presidente e 
secretário. 
Parágrafo único - Não poderá participar de comissão de sindicância 
ou de inquérito, parente do acusado, consanguíneo ou afim, em 
linha reta ou colateral, até o terceiro grau 
Art. 194 - A Comissão de Inquérito exercerá suas atividades com 
independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à 
elucidação do fato ou exigido pelo interesse da Administração, sem 
prejuízo do direito de defesa do indiciado. 
SEÇÃO I 
Do Inquérito 
Art. 195 – O inquérito administrativo será contraditório, 
assegurada ao acusado ampla defesa, com a utilização de meios e 
recursos admitidos em direito. 
Art. 196 - O relatório da sindicância integrará o inquérito 
administrativo, como peça informativa da instrução do processo. 
Parágrafo único - Na hipótese do relatório da sindicância concluir 
pela prática de crime, a autoridade competente oficiará à 
autoridade policial, para abertura do inquérito, 
independentemente da imediata instauração do processo 
disciplinar. 
Art. 197 - O prazo para a conclusão do inquérito não excederá 60 
(sessenta) dias úteis, contados da data de publicação do ato que 
constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, 
quando as circunstâncias o exigirem. 
Parágrafo único - Sob pena de nulidade, as reuniões e as diligências 
realizadas pela comissão de Inquérito serão consignadas em atas. 
Art. 198 – Na fase do inquérito a comissão promoverá a tomada de 
depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, 
objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a 
técnicos e peritos de modo a permitir a completa elucidação dos 
fatos. 
Art.199 - É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o 
processo, pessoalmente ou por intermédio de advogado, arrolar e 
 
123 
 
reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular 
quesitos, quando se tratar de prova pericial. 
§ 1º - O Presidente da Comissão poderá denegar pedidos 
considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de 
nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. 
§ 2º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a 
comprovação do fato independer de conhecimento especial do 
perito. 
Art. 200 – As testemunhas serão intimadas a depor mediante 
mandado expedido pelo Presidente da Comissão, devendo a 
segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos. 
Parágrafo único - Se a testemunha for servidor público, a expedição 
do mandato será imediatamente comunicada ao chefe da 
repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados 
para inquirição. 
Art. 201 - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a 
termo, não sendo à testemunha trazê-lo por escrito. 
§ 1 º - As testemunhas serão inquiridas separadamente. 
§ 2 º - Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se 
infirme, proceder-se-á à acareação entre os depoentes. 
Art. 202 – Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão 
promoverá o interrogatório do acusado, observados os 
procedimentos previstos nos artigos 200 e 201. 
§ 1º - No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido 
separadamente, e sempre que divergirem em suas declarações 
sobre os fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre 
eles. 
§ 2º - O defensor do acusado poderá assistir ao interrogatório bem 
como a inquirição das testemunhas, podendo reinquiri-las por 
intermédio do Presidente da Comissão. 
Art. 203 – Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do 
acusado, a comissão proporá à autoridade competente que ele será 
submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo 
menos um médico psiquiatra. 
Parágrafo único - O incidente de sanidade mental será processado 
em auto apartado e apenso ao processo principal, após a expedição 
do laudo pericial. 
Art. 204 – Tipificada a infração disciplinar será elaborada a peça de 
instrução do processo com a indicação do servidor. 
§ 1º - O indiciado será citado por mandado expedido pelo 
Presidente da Comissão para apresentar defesa escrita, no prazo 
de 10 (dez) dias, assegurando-se- lhe vista do processo na 
repartição. 
 
124 
 
§ 2º - Havendo 02 (dois) ou mais indiciados, o prazo será comum é 
de 20 (vinte) dias. 
§ 3º - O prazo de defesa poderá ser prorrogado, pelo dobro, para 
diligências reputadas indispensáveis. 
§ 4º - No caso de recusa do indiciado em apor o ciente no mandado 
de citação, o prazo para defesa contarse-á da data declarada em 
termo próprio, pelo servidor encarregado da diligência. 
Art. 205 - O indiciado que mudar de residência fica obrigado a 
comunicar á comissão o lugar onde poderá ser encontrado. 
Art. 206 – Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, 
será citado por edital, publicado no Diário Oficial do Município e 
em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio 
conhecido, para apresentar defesa. 
Parágrafo único - Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será 
de 15 (quinze) dias a partis da última publicação do edital. 
Art. 207 – Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente 
citado, não apresentar defesa no prazo legal. 
§ 1º - A revelia será declarada por despacho nos autos do processo 
e devolverá o prazo para a defesa. 
§ 2º - Para defender o indiciado revel, a autor idade instauradora 
do processo designará um defensor dativo, que deverá ser um 
advogado. 
Art..208 – Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório 
minucioso, onde resumirá as peças principais dos autos e 
mencionará as provas em que se baseou para formar a sua 
convicção. 
§ 1º - O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à 
responsabilidade do servidor. 
§ 2º - Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão 
indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem 
como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. 
Art. 209 – O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será 
remetido à autor idade que determinou a sua instauração, para 
julgamento. 
Art. 210 – Aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as 
regras contidas nos Códigos de Processo Civil e Penal. 
SEÇÃO II 
Do Julgamento 
Art. 211 – No prazo de 60 (sessenta) dias, contados do recebimento 
do processo, a autor idade julgadora proferirá a sua decisão. 
§ 1º - Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade 
instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade 
competente, que decidirá em igual prazo. 
 
125 
 
§ 2º - Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o 
julgamento caberá a autoridade competente para a imposição da 
pena mais grave. 
§ 3º - Se a penalidade prevista for a de demissão ou cassação de 
aposentadoria ou cassação de disponibilidade, o julgamento 
caberá ao Prefeito, Presidente da Câmara Municipal, ou ao 
dirigente superior de autarquia ou fundação. 
Art. 212 - O julgamento acatará o relatório da comissão de 
inquérito, salvo quando contraditórias as provas dos autos. 
Parágrafo único - Quando do relatório da comissão contrariar as 
provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, 
agravar a penalidade proposta, abrandá-la, ou isentar o servidor de 
responsabilidade. 
Art. 213 – Verifica-se a existência de vício insanável, a autoridade 
julgadora declarará a nulidade do processo ou de atos do processo 
e ordenará a constituição de outra comissão, para instauração de 
novo processo. 
§ 1 º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do 
processo. 
§ 2º - A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que 
trata o art. 185, § 2º será responsabilizada na forma do capítulo IV, 
do Título VI , desta Lei. 
Art. 214 – Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade 
julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos 
individuais do servidor. 
Art. 215 – Quando a infração estiver capitulada como crime, o 
processo disciplinar será remetidoao Ministério Público para 
instauração da ação penal, ficando traslado repartição. 
Art. 216 - O servidor que responde a processo disciplinar só poderá 
ser exonerado, a pedido, do cargo, ou aposentado 
voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento 
da penalidade, acaso aplicada. 
SEÇÃO III 
Da Revisão do Processo 
Art. 217 - O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer 
tempo, a pedido ou de oficio, quando se aduzirem fatos novos ou 
circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a 
inadequação da penalidade aplicada. 
§ 1º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do 
servidor , qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do 
processo. 
§ 2º - No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será 
requerida pelo respectivo curador. 
 
126 
 
Art. 218 - No processo revisional, o ônus da prova cabe ao 
requerente. 
Art. 219 – A simples alegação de injustiça da penalidade não 
constitui fundamento para a revisão que requer elementos novos, 
ainda não apreciados no processo originário. 
Art. 220 – O requerimento de revisão do processo será dirigido ao 
Secretário Municipal ou autor idade equivalente, que, se autorizar 
a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade 
onde se originou o processo disciplinar. 
Parágrafo único - Recebida a petição, o dirigente do órgão ou 
entidade providenciará a constituição da comissão, na forma 
prevista no ar t. 193 desta Lei. 
Art. 221 - A revisão correrá em apenso ao processo originário. 
Parágrafo único - Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora 
para a produção de provas e inquirição das testemunhas que ar 
rolar. 
Art. 222 - A comissão revisora terá até 60 (sessenta) dias para a 
conclusão dos trabalhos, prorrogável por igual prazo, quando as 
circunstâncias o exigirem. 
Art. 223 – Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que 
couber, as normas e procedimentos próprios da comissão de 
inquérito. 
Art. 224 - O julgamento caberá: 
I - ao Prefeito, Presidente da Câmara Municipal ou dirigente 
superior da autarquia ou fundação, quando do processo revisto 
houver resultado pena de demissão ou cassação de aposentadoria 
ou cassação de disponibilidade; 
II - ao Secretário Municipal ou autoridade equivalente, quando 
houver resultado penalidade de suspensão ou de advertência; 
III - à autoridade responsável pela designação quando a penalidade 
for destituição de cargo em comissão. 
§ 1º - O prazo para julgamento será de até 60 (sessenta) dias 
contados do recebimento do processo, no curso do qual a autor 
idade julgadora poderá determinar diligências. 
§ 2º - Concluídas as diligências; será renovado o prazo para 
julgamento. 
Art. 225 – Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito 
a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos 
atingidos, exceto em relação à destituição de cargo em comissão, 
hipótese em que ocorrerá apenas a conversão da penalidade em 
exoneração. 
Parágrafo único - Da revisão do processo não poderá resultar 
agravamento da penalidade. 
 
127 
 
TÍTULO VIII 
CAPÍTULO ÚNICO 
Das Disposições Gerais Transitórias 
Art. 226 - O dia do servidor público será comemorado a 28 de 
outubro, e nesta data, considerado ponto facultativo, far-se-á a 
outorga do título de Servidor Padrão Municipal, a ser 
regulamentado em Lei. 
Art. 227 - O servidor é dispensado do expediente de trabalho no dia 
do seu aniversário natalício, sem prejuízo da sua remuneração. 
Art. 228 – Contar-se-ão por dias corridos os prazos previstos nesta 
Lei, salvo exceções expressamente previstas. 
Parágrafo único - Na contagem dos prazos, salvo disposições em 
contrário, excluir-se-á o dia do começo e incluir-se-á o dia do 
vencimento; se esse dia cair em véspera de feriado, sexta- feira, 
sábado, domingo, feriado ou dia de ponto facultativo, o prazo 
considera- se prorrogado até o primeiro dia útil. 
Art. 229 - O Regime Jurídico decorrente desta Lei é igualmente 
aplicável aos servidores que, por força do que dispõe a Lei 
Complementar nº 02, de 17 de setembro de 1990, exerçam funções 
da Parte Especial do Quadro de cada órgão da administração direta, 
autárquica e fundacional. 
Art. 230 – Ficam mantidas as atuais jornadas de trabalho dos 
servidores da administração direta, autarquia e fundacional. 
Art. 231 – São isentos de taxas ou emolumentos os requerimentos, 
certidões e outros papéis que, na ordem administrativa, interessar 
ao servidor público municipal ativo e ao inativo. 
Art. 232 - Poderão ser instituídos, no âmbito dos Poderes 
Executivos e Legislativo, os seguintes incentivos funcionais, além 
daqueles já previstos nos respectivos planos de cargos e carreiras: 
I - prêmios pela apresentação de ideias, inventos ou trabalhos que 
favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos 
operacionais; e 
II - concessão de medalhas, diploma e honra ao mérito, 
condecoração e elogio. 
Art. 233 - O Prefeito, o Presidente da Câmara e o dirigente superior 
de autarquia e fundação poderão delegar a seus auxiliares as 
atribuições que lhe são cometidas por esta lei, exceto as que 
impliquem em punição de servidor. 
Art. 234 - As atuais funções gratificadas passam à categoria de 
cargos em comissão, convertendo- se automaticamente os valores 
das gratificações em gratificações de representação, mantida a 
simbologia vigente. 
Art. 235 - É assegurado o exercício de cargo comissionado de 
símbolo DAS-2 ou DAS-3, que esteja sendo exercido por servidor 
 
128 
 
não ocupante de cargo efetivo ou função no Município de 
Fortaleza, até a respectiva exoneração. 
Art. 236 - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão 
por conta das dotações orçamentárias de cada órgão ou entidade, 
podendo ser suplementadas se insuficientes. 
Parágrafo único - Os efeitos financeiros, da aplicação desta lei, 
serão produzidos a partir do primeiro dia do mês subsequente ao 
da publicação desta lei no Diário Oficial do Município. 
Art. 237 - O Prefeito e o Presidente da Câmara expedirão a 
regulamentação necessária à per feita execução desta Lei. 
Art. 238 - Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, 
ficando revogadas todas as disposições legais ou regulamentares 
que, implícita ou explicitamente, colidam com esta Lei, 
especialmente a Lei nº 3174, de 31 de dezembro de 1965, com nova 
redação dada pela Lei nº 4058, de 02 de outubro de 1972. Paço da 
Prefeitura Municipal de Fortaleza, em 27 de dezembro de 1990. 
2. Lei Complementar Municipal No 004/1991, de 16 de julho 
de 1991, que dispõe sobre a organização, finalidade, 
competência e estrutura organizacional básica da Guarda 
Municipal de Fortaleza e dá outras providências. 
Dispõe sobre a organização, finalidade, competência, estrutura 
organizacional básica da Guarda Municipal de Fortaleza, e dá outras 
providências. 
TÍTULO I 
DA FINALIDADE, DA COMPETÊNCIA, DA ESTRUTURA 
ORGANIZACIONAL BÁSICA E DA ORGANIZAÇÃO DA GUARDA 
MUNICIPAL DE FORTALEZA 
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1º. Esta Lei dispõe sobre a Guarda Municipal de Fortaleza, sua 
finalidade, competência, estrutura organizacional básica, e sobre o 
regime jurídico dos dirigentes e dos demais servidores integrantes 
do seu Quadro de Pessoal. 
CAPÍTULO II 
DA FINALIDADE E DA COMPETÊNCIA 
Art. 2º. A Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), órgão da 
administração direta do Poder Executivo Municipal, subordinada a 
Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, tem como finalidade a 
proteção preventiva e ostensiva dos bens e instalações, a garantia 
dos serviços públicos municipais e a defesa civil do Município, bem 
como formular as políticas e as diretrizes gerais para a Segurança 
Municipal. 
 I – A defesa, a preservação e a divulgação da importância do bem 
público; 
 
129 
 
II – Prestar ao cidadão informações sobre os serviços de 
competência do município. 
Parágrafo único. (Revogado) 
Art. 3º. Compete à Guarda Municipal de Fortaleza: 
I – executar a vigilânciae promover a preservação dos bens, 
serviços, instalações e logradouros públicos do Município, 
realizando rondas diurnas e noturnas; 
II – realizar a segurança do Prefeito, do Vice-Prefeito e, em caráter 
eventual, de outras autoridades indicadas pelo Chefe do Executivo 
Municipal; 
III – efetuar serviço de apoio e fiscalização, na área de segurança, 
aos eventos de interesse da Prefeitura Municipal; 
IV – executar o serviço de orientação e salvamento de banhistas no 
município, atuando em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar 
do Estado; 
V – apoiar as promoções de incentivo ao turismo local; 
VI – executar as ações preventivas e emergenciais de Defesa Civil 
do Município, quando da ocorrência de calamidade pública, 
prestando socorro às vítimas, em parceria com o competente órgão 
de Defesa Civil do Estado; 
VII – realizar a vigilância e a preservação do meio ambiente, do 
patrimônio histórico, cultural, ecológico e paisagístico, incluindo os 
logradouros, praças e jardins; 
VIII – atuar como corpo voluntário de combate a incêndios, em 
parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado; 
IX – auxiliar na área de segurança a Agência Reguladora de Limpeza 
na fiscalização da prestação dos serviços alusivos às atividades do 
exercício de polícia nas praças, jardins e logradouros públicos; 
 X – auxiliar a Agência Reguladora de Limpeza na fiscalização da 
prestação dos serviços de limpeza urbana nas praças, jardins e 
logradouros públicos; 
 XI – firmar convênios com órgãos e entidades públicas, nas esferas 
municipal, estadual e federal, visando à prestação de serviços 
pertinentes à área de segurança; 
 XII – colaborar na fiscalização e garantir a prestação dos serviços 
públicos de responsabilidade do Município, desempenhando 
atividade de polícia administrativa, nos termos previstos no § 8º do 
art. 144 da Constituição Federal, combinado com o inciso XII do art. 
76 da Lei Orgânica do Município. 
Parágrafo único. As competências previstas nos incisos II, IV e VI 
deste artigo poderão ser desempenhadas em conjunto ou mediante 
auxílio dos órgãos de Segurança Pública do Estado, mediante 
celebração de convênio de cooperação técnica. 
 
CAPÍTULO III 
DA ESTRUTURA BÁSICA 
Art. 4º. A estrutura organizacional da Guarda Municipal de 
Fortaleza passa a ser a seguinte: 
I – Direção-Geral, a ser exercida pelo Diretor-Geral da Guarda 
Municipal de Fortaleza; 
 
130 
 
II – Direção Adjunta, a ser exercida pelo Subdiretor da Guarda 
Municipal de Fortaleza; 
III – ÓRGÃO DE ATUAÇÃO PROGRAMÁTICA; 
IV – ÓRGÃO DE EXECUÇÃO INSTRUMENTAL; 
V – transforma-se a Assessoria de Defesa Civil em Coordenadoria 
de Defesa Civil, com simbologia DNS-1, vinculada à Guarda 
Municipal de Fortaleza, que terá como agregados a Comissão de 
Defesa Civil e os Agentes de Cidadania, tendo para tanto total 
autonomia administrativa e financeira, cujas funções serão objeto 
de regulamentação por Decreto do Chefe do Poder Executivo. 
Art. 4º-A. A dotar orçamentária destinada à Defesa Civil, oriunda do 
orçamento municipal para exercício de 2004, será executada em 
conjunto pela Diretoria-Geral da Guarda Municipal de Fortaleza e a 
Coordenadoria de Defesa Civil, instituída pelo inciso V do art. 4º 
desta Lei Complementar. 
 
CAPÍTULO IV 
DA DIREÇÃO SUPERIOR 
SEÇÃO I 
DO DIRETOR GERAL 
Art. 5º. Para ocupar a função de Diretor-Geral e Subdiretor da 
Guarda Municipal de Fortaleza, a escolha, preferencialmente, 
deverá recais entre os Inspetores em fim de carreira, exigindo-se 
formação de nível superior, e notáveis conhecimentos 
administrativos e jurídicos por período nunca inferior a 2 (dois) anos 
na área de segurança pública, podendo também recais a escolha 
sobre oficiais superiores das forças armadas e da polícias federal e 
estadual, sendo referida nomeação feita por livre convencimento do 
chefe do Poder Executivo Municipal. 
§ 1º O Diretor-Geral da Guarda Municipal participará como 
membro do Conselho de Orientação Política e Administrativa do 
Município (COPAM), gozando das prerrogativas e honras 
protocolares correspondentes às de Titular de Autarquia ou 
Fundação Municipal, sendo substituído nos casos de ausência ou 
impedimento pelo Subdiretor. 
§ 2º O Diretor-Geral da Guarda Municipal terá à sua disposição 
Secretário Executivo nomeado, em comissão, pelo Prefeito 
Municipal. 
Art. 6º. (Revogado) 
I – (Revogado) 
II – (Revogado) 
III – (Revogado) 
IV – (Revogado) 
V – (Revogado) 
VI – (Revogado) 
VII – (Revogado) 
VIII – (Revogado 
§ 1º (Revogado) 
§ 2º (Revogado) 
 
131 
 
 
SEÇÃO II 
DO DIRETOR ADJUNTO 
Art. 7º. (Revogado) 
Art. 8º. (Revogado) 
I – (Revogado) 
II – (Revogado) 
III – (Revogado) 
IV – (Revogado) 
V – (Revogado) 
VI – (Revogado) 
 
CAPÍTULO V 
DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 
Art. 9º. A estrutura organizacional da Guarda Municipal de 
Fortaleza, será definida por Decreto do Chefe do Poder Executivo, 
no prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir da data da publicação 
desta Lei. 
Art. 10. Ficam acrescidos à lotação da Guarda Municipal de 
Fortaleza, estabelecida na Lei nº 6.480 de 10 de julho de 1989, os 
Cargos Comissionados constantes do Anexo I desta Lei, a serem 
distribuídos por Decreto. 
Art. 11. Ficam excluídos da lotação da Guarda Municipal de 
Fortaleza e considerados extintos ao Cargos Comissionados criados 
pela Lei nº 6.480 de 10 de julho de 1989, constantes do Anexo II 
desta Lei. 
Art. 12. Integrará a estrutura organizacional da Guarda Municipal 
de Fortaleza, uma Unidade de Serviço Social (VETADO) 
TÍTULO II 
DIREITOS E DEVERES DOS SERVIDORES LOTADOS NA GUARDA 
MUNICIPAL DE FORTALEZA. 
CAPÍTULO I 
DO REGIME JURÍDICO 
Art. 13. O regime jurídico dos servidores lotados na Guarda 
Municipal de Fortaleza, pertencentes ou não à categoria funcional 
de Guarda, Agente de Cidadania e Agente Especial, será objeto de 
lei de plano de cargos e carreiras específicos para os servidores da 
Guarda Municipal de Fortaleza, aplicando-se, subsidiariamente, a 
Lei n. 6.794, de 27 de dezembro de 1990, e do Plano Municipal de 
Cargos e Carreiras. 
 
CAPÍTULO II 
DO CORPO DA GUARDA MUNICIPAL 
Art. 14. A nomeação para cargo efetivo inicial do Corpo da Guarda 
Municipal, da Categoria de Guarda, Agente de Cidadania e Agente 
Especial, depende de aprovação em concurso de provas ou de 
 
132 
 
provas e títulos, segundo os critérios estabelecidos e, edital do 
concurso público. 
Parágrafo único. O concurso público para ingresso na carreira far-
se-á apenas para os níveis de Guarda de 2º Classe, de Agente de 
Cidadania e de Agente Especial. 
Art. 15. São requisitos indispensáveis para investidura nos cargos 
do corpo da Guarda Municipal, em todas as suas classes: 
I – segundo grau completo; 
II – idade mínima de 18 (dezoito) anos; 
III – boa saúde física e mental, e não ser portador de deficiência 
física incompatível com o exercício do cargo; 
IV – reputação ilibada, comprovada mediante documentação a ser 
exigida no edital do concurso público. 
Parágrafo único. O requisito de saúde mental previsto no inciso III 
será exigido, no concurso público, mediante exame psicotécnico, 
nos termos do edital. 
 
CAPÍTULO III 
DA HIERARQUIA 
Art. 16. A hierarquia é a ordenação da autoridade, em níveis 
diferentes, estabelecida em sua escala pela qual são uns em relação 
aos outros, superiores e subordinados hierarquicamente. 
Art. 17. O ordenamento hierárquico da Guarda Municipal, 
compreende as seguintes classes: 
I – Classes de Guarda: 
a) Guarda de 2º Classe; 
b) Guarda de 1º Classe; 
II – Classes de Subinspetor: 
a) Subinspetor de 2º Classe; 
b) Subinspetor de 1º Classe; 
III – Classe de Inspetor: 
a) Inspetor; 
§ 1º Há hierarquia entre as Classes de Subinspetor e de Guarda de 
1ª Classe e de 2ª Classe, sendo estas subordinadas àquelas; 
§ 2º Em decorrência da extinção da Classe de Subinspetor de 3ª 
Classe, os atuais Subinspetores de 3ª Classe passam à Classe de 
Subinspetor de 2ª Classe e os de 2ª Classe passampara a 1ª Classe. 
§ 3º Os ocupantes das classes de 1º, 2º e 3º Inspetores passam à 
Classe de Inspetor, tendo este ascensão hierárquica sobre as demais 
classes, referidas no Anexo Único desta Lei Complementar. 
§ 4º Os guardas de 1º Classe, que atenderem aos requisitos de 
promoção para a classe hierárquica imediatamente superior, 
conforme estabelecido na Lei n. 7.141, de 29 de maio de 1992, 
passarão a exercer a função de Subinspetor de 2º Classe. 
Art. 18. Os integrantes do Corpo da Guarda serão subordinados à 
disciplina básica da mesma, onde quer que exerçam suas atividades, 
sujeitando-se também, às normas dos órgãos onde desenvolverem 
 
133 
 
suas atividades, desde que estas não conflitem com as do Corpo da 
Guarda, que são soberanas. 
 
CAPÍTULO IV 
DA GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA 
Art. 19. Os servidores do Corpo da Guarda Municipal de Fortaleza, 
pertencentes às classes funcionais de Guarda, Subinspetor e 
Inspetor, quando em efetivo exercício, farão jus à Gratificação de 
Risco de Vida instituída pelo Art. 111 do Estatuto dos Servidores do 
Município de Fortaleza, em dobro. 
Parágrafo único. A gratificação de risco de vida, referida no "caput" 
deste artigo incorpora-se aos proventos de aposentadoria, desde 
que comprovada a percepção do benefício, por um período superior 
a 02 (dois) anos, de forma ininterrupta, na data da postulação da 
aposentadoria. 
 
CAPÍTULO V 
DA PROGRESSÃO E PROMOÇÃO 
Art. 20. Os servidores lotados na Guarda Municipal de Fortaleza, 
pertencentes ou não às Classes do Corpo da Guarda, farão jus à 
progressão, promoção e demais vantagens nos termos do Estatuto 
dos Servidores do Município de Fortaleza e do Plano Municipal de 
Cargos e Carreiras. 
CAPÍTULO VI 
DO QUADRO DE PESSOAL DO CORPO DA GUARDA 
Art. 21. O Corpo da Guarda Municipal está especificado no Anexo 
Único desta Lei Complementar, com denominação e qualificação ali 
previstas. 
§ 1º A Categoria de Guarda Municipal organiza-se em 5 (cinco) 
Classes, na forma estabelecida pelo Anexo Único desta Lei 
Complementar. 
§ 2º A nova distribuição substitui e extingue a atual denominação, 
descrita na Lei Complementar n. 0007, de 01 de setembro de 1992. 
 
CAPÍTULO VII 
DO REGIME DISCIPLINAR 
Art. 22. O regime disciplinar da Guarda Municipal de Fortaleza tem 
por finalidade especificar as transgressões disciplinares, estabelecer 
normas relativas à aplicação das punições disciplinares, à 
classificação do comportamento e os recursos contra a aplicação 
das punições. 
Parágrafo único. Obedecidos os parâmetros estabelecidos nesta Lei 
e no Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza, o regime 
disciplinar da Guarda Municipal de Fortaleza será instituído por 
Decreto do Chefe do Poder Executivo no prazo de 60 (sessenta) dias, 
contados a partir da data da publicação desta Lei. 
 
 
134 
 
SEÇÃO I 
DA OBRIGAÇÃO DO USO DO UNIFORME 
Art. 23. É proibido o uso do uniforme ao Guarda Municipal, quando: 
 I – não mais pertencer ao efetivo da Guarda Municipal de 
Fortaleza; 
 II – estiver exercendo função comissionada ou à disposição de 
outro órgão não pertencente à Prefeitura Municipal de Fortaleza, 
desde que esteja realizando atividade não inclusa nas competências 
legais do carto de Guarda Municipal; 
III – passar para a inatividade. 
Parágrafo único. O Regime Disciplinar da Guarda Municipal poderá 
prever proibições ao uso do uniforme, não constantes neste artigo. 
 
SEÇÃO II 
DAS PROIBIÇÕES DO USO DO UNIFORME 
Art. 24. O Diretor Geral da Guarda Municipal de Fortaleza proibirá 
o uso do uniforme ao integrante que: 
I – estiver disciplinarmente afastado do cargo; 
II – exercer atividades incompatíveis com o cargo; 
III – mostrar-se infiel à disciplina; 
IV – praticar atos de incontinência pública e escandalosa: 
a) de vícios; 
b) de jogos proibidos; 
c) embriaguez habitual; 
V – por recomendação da Junta Médica Municipal; 
VI – passar para inatividades. 
Parágrafo único. O regime disciplinar da Guarda Municipal poderá 
prever proibições ao uso do uniforme, não constantes neste artigo. 
 
TÍTULO III 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 25. Dentro de 90 (noventa) dias, contados a partir da 
publicação desta Lei, o Diretor Geral da Guarda, em conjunto com o 
Secretário de Administração, baixará Edital de Seleção Interna, 
visado a prover as vagas existentes no Quadro de Pessoal da Guarda 
Municipal, observando o limite estabelecido no Art. 26 desta Lei. 
Art. 26. Haverá vacância de cargo de provimento efetivo no Quadro 
de Pessoal da Guarda Municipal de Fortaleza, somente quando a 
soma dos cargos ocupados da Parte Permanente com as funções da 
Parte Especial, de mesma denominação, for inferior ao número de 
vagas previstas para o referido cargo na Parte Permanente. 
Art. 27. O dia da Guarda Municipal será comemorado a 10 de julho, 
e nesta data, far-se-á a outorga do título de Guarda Padrão 
Municipal. 
Art. 28. Os integrantes do Corpo da Guarda Municipal estão 
dispensados da "assinatura do ponto", sendo seu controle 
estabelecido pela Administração da Guarda, através de escalas. 
Art. 29. A Guarda feminina passa a integrar o Quadro do Corpo da 
Guarda Municipal (VETADO) 
 
135 
 
Art. 30. As despesas decorrentes de execução desta Lei correrão 
por conta das dotações orçamentárias da Guarda Municipal de 
Fortaleza, as quais serão suplementadas, se insuficientes. 
Art. 31. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, 
revogadas as disposições em contrário. 
3. Lei Complementar Municipal Nº 017/2004, que altera a 
Lei Complementar Municipal Nº 004/1991, bem como a Lei 
Nº 8.811/2003, que dispõe sobre a finalidade, competência, 
estrutura organizacional básica da Guarda Municipal de 
Fortaleza, e cria o Sistema Municipal de Segurança, Defesa 
Civil e Cidadania. 
LEI COMPLEMENTAR Nº 0017 DE 07 DE JUNHO DE 2004 
Altera a Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, bem 
como a Lei nº 8.811, de 30 de dezembro de 2003, que dispõe 
sobre a finalidade, competência, estrutura organizacional básica 
da Guarda Municipal de Fortaleza, e cria o Sistema Municipal de 
Segurança, Defesa Civil e Cidadania. 
A CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA DECRETA E EU SANCIONO A 
SEGUINTE LEI COMPLEMENTAR: 
Art. 1º - O art. 2º da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 2º 
A Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), órgão da administração 
direta do Poder Executivo Municipal, subordinada ao Gabinete do 
Prefeito, tem como finalidade a proteção preventiva e ostensiva 
dos bens e instalações, a garantia dos serviços públicos municipais 
e a Defesa Civil do Município, bem como formular as políticas e as 
diretrizes gerais para a segurança municipal. ” (NR). Art. 2º - O art. 
3º da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, passa a 
vigorar com a seguinte redação: “Art. 3º - Compete à Guarda 
Municipal de Fortaleza: 
I - executar a vigilância e promover a preservação dos bens, 
serviços, instalações e logradouros públicos do Município, 
realizando rondas diurnas e noturnas; (NR) 
II - realizar a segurança do Prefeito, do Vice-Prefeito e, em caráter 
eventual, de outras autoridades indicadas pelo Chefe do Executivo 
Municipal; (NR) 
III - efetuar serviço de apoio e fiscalização, na área de segurança, 
aos eventos de interesse da Prefeitura Municipal; (AC) 
IV - executar o serviço de orientação e salvamento de banhistas no 
município, atuando em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar 
do Estado; (NR) 
 
136 
 
V - apoiar as promoções de incentivo ao turismo local; 
VI - executar as ações preventivas e emergenciais de Defesa Civil do 
Município, quando da ocorrência de calamidade pública, prestando 
socorro às vítimas, em parceria com o competente órgão de Defesa 
Civil do Estado; 
VII - realizar a vigilância e a preservação do meio ambiente, do 
patrimônio histórico, cultural, ecológico e paisagístico, incluindo os 
logradouros, praças e jardins; (AC)VIII - atuar como corpo voluntário de combate a incêndios, em 
parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado; 
IX - auxiliar na área de segurança a Agência Reguladora de Limpeza 
na fiscalização da prestação dos serviços alusivos às atividades do 
exercício de polícia nas praças, jardins e logradouros públicos; 
X - auxiliar a Agência Reguladora de Limpeza na fiscalização da 
prestação dos serviços de limpeza urbana nas praças, jardins e 
logradouros públicos; 
XI - firmar convênios com órgãos e entidades públicas, nas esferas 
municipal, estadual e federal, visando à prestação de serviços 
pertinentes à área de segurança; 
XII - colaborar na fiscalização e garantir a prestação dos serviços 
públicos de responsabilidade do Município, desempenhando 
atividade de polícia administrativa, nos termos previstos no § 8º do 
art. 144 da Constituição Federal, combinado com o inciso XII do art. 
76 da Lei Orgânica do Município.” (NR) 
Art. 3º - O art. 4º da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 4º - A estrutura 
organizacional da Guarda Municipal de Fortaleza passa a ser a 
seguinte: 
I - Direção-Geral, a ser exercida pelo Diretor-Geral da Guarda 
Municipal de Fortaleza; (NR) 
II - Direção Adjunta, a ser exercida pelo Subdiretor da Guarda 
Municipal de Fortaleza; (NR) 
III - Órgãos de Atuação Programática; 
IV - Órgãos de Execução Instrumental; 
V - transforma-se a Assessoria de Defesa Civil em Coordenadoria de 
Defesa Civil, com simbologia DNS-1, vinculada à Guarda Municipal 
de Fortaleza, que terá como agregados a Comissão de Defesa Civil 
e os Agentes de Cidadania, tendo para tanto total autonomia 
administrativa e financeira, cujas funções serão objeto de 
regulamentação por Decreto do Chefe do Poder Executivo.” (AC) 
 
137 
 
Art. 4º - É acrescentado no art. 4º da Lei Complementar nº 0004, 
de 16 de julho de 1991, o art. 4-A, com a seguinte redação: “Art. 4-
A. - A dotação orçamentária destinada à Defesa Civil, oriunda do 
orçamento municipal para exercício de 2004, será executada em 
conjunto pela Diretoria-Geral da Guarda Municipal de Fortaleza e a 
Coordenadoria de Defesa Civil, instituída pelo inciso V do art. 4º 
desta Lei Complementar.” (AC) 
Art. 5º - O art. 5º e seu parágrafo único da Lei Complementar nº 
0004, de 16 de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte 
redação: “Art. 5º - Para ocupar a função de Diretor-Geral e 
subdiretor da Guarda Municipal de Fortaleza exige-se formação de 
nível superior e comprovada experiência, pelo período mínimo de 
2 (dois) anos, na área de segurança pública, podendo também 
recair a escolha sobre oficiais superiores das Forças Armadas e da 
Polícia Estadual, sendo nomeado, em comissão, pelo Prefeito 
Municipal. 
§ 1º - O Diretor-Geral da Guarda Municipal participará como 
membro do Conselho de Orientação Política e Administrativa do 
Município (COPAM), gozando das prerrogativas e honras 
protocolares correspondentes às de Titular de Autarquia ou 
Fundação Municipal, sendo substituído nos casos de ausência ou 
impedimento pelo Subdiretor. 
§ 2º - O Diretor-Geral da Guarda Municipal terá à sua disposição 
Secretário Executivo nomeado, em comissão, pelo Prefeito 
Municipal.” Art. 6º - O art. 13 da Lei Complementar nº 0004, de 16 
de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 13 
- O regime jurídico dos servidores lotados na Guarda Municipal de 
Fortaleza, pertencentes ou não à categoria funcional de Guarda, 
Agente de Cidadania e Agente Especial, será objeto de Lei de plano 
de cargos e carreiras específicos para os servidores da Guarda 
Municipal de Fortaleza, aplicando-se, subsidiariamente, a Lei nº 
6.794, de 27 de dezembro de 1990, e do Plano Municipal de Cargos 
e Carreiras.” (NR) 
Art. 7º - O art. 14 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 14 - A 
nomeação para cargo efetivo inicial do Corpo da Guarda Municipal, 
da Categoria de Guarda, Agente de Cidadania e Agente Especial, 
depende de aprovação em concurso de provas ou de provas e 
títulos, segundo os critérios estabelecidos em edital do concurso 
público. 
Parágrafo Único - Haverá concurso público apenas para os níveis 
iniciais de Guarda de 2ª Classe e Subinspetor de 2ª Classe do Corpo 
da Guarda e para as demais carreiras não pertencentes ao Corpo 
da Guarda de Fortaleza.” (NR) 
 
138 
 
Art. 8º - O art. 15 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 15 - São 
requisitos indispensáveis ao Corpo da Guarda Municipal da Classe 
de Guardas, Agentes de Cidadania e Agentes Especiais: 
I - segundo grau completo; 
II - idade mínima de 18 (dezoito) anos e máxima de 35 (trinta e 
cinco) anos; 
III - boa saúde física e mental, e não ser portador de deficiência 
física incompatível com o exercício do cargo; 
IV - reputação ilibada, comprovada mediante documentação a ser 
exigida no edital do concurso público.” Art. 9º - O art. 17 da Lei 
Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, passa a vigorar 
com a seguinte redação: “Art. 17 - O ordenamento hierárquico da 
Categoria de Guarda Municipal compreende as seguintes classes: 
I - Classes de Guarda: a) Guarda de 2ª Classe; b) Guarda de 1ª 
Classe. 
II - Classes de Subinspetor: a) Subinspetor de 2ª Classe; b) 
Subinspetor de 1ª Classe. 
III - Classe de Inspetor: a) Inspetor. 
§ 1º - Há hierarquia entre as Classes de Subinspetor e de Guarda de 
1ª Classe e de 2ª Classe, sendo estas subordinadas àquelas. 
§ 2º - Em decorrência da extinção da Classe de Sub inspetor de 3ª 
Classe, os atuais Sub inspetores de 3ª Classe passam à Classe de Sub 
inspetor de 2ª Classe e os de 2ª Classe passam para a 1ª Classe. 
§ 3º - Os ocupantes das Classes 1ª, 2ª e 3ª Inspetores passam à 
Classe de Inspetor, tendo este ascensão hierárquica sobre as 
demais classes, referidas no anexo único desta Lei Complementar. 
§ 4º - Os Guardas de 1ª Classe, que atenderem aos requisitos de 
promoção para a classe hierárquica imediatamente superior, 
conforme estabelecido na Lei nº 7.141, de 29 de maio de 1992, 
passarão a exercer a função de Subinspetor de 2ª Classe.” (AC) 
Art. 10 - O caput do art. 19 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de 
julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação: (VETADO). 
“Art. 19 - Os servidores do Corpo da Guarda Municipal de Fortaleza, 
quando em efetivo exercício, a ser regulado em ato administrativo 
do Diretor da Guarda, farão jus à gratificação de risco de vida, de 
40% (quarenta por cento) até o limite de 100% (cem por cento) do 
vencimento-base desses servidores, conforme regulamento 
interno da Guarda Municipal. (VETADO). 
 
139 
 
Parágrafo Único - A gratificação de risco de vida, referida no caput 
deste artigo, incorpora-se aos proventos de aposentadoria, desde 
que comprovada a percepção do benefício por um período superior 
a 2 (dois) anos, de forma ininterrupta, na data da postulação da 
aposentadoria.” (NR) (VETADO). 
Art. 11 - O art. 23 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 23 - É proibido 
o uso do uniforme ao Guarda Municipal, quando: 
I - não mais pertencer ao efetivo da Guarda Municipal de Fortaleza; 
II - estiver exercendo função comissionada ou à disposição de outro 
órgão não pertencente à Prefeitura Municipal de Fortaleza, desde 
que esteja realizando atividade não inclusa nas competências legais 
do cargo de Guarda Municipal; 
III - passar para a inatividade. 
Parágrafo Único - O Regime Disciplinar da Guarda Municipal poderá 
prever proibições ao uso do uniforme, não constantes neste 
artigo.” (NR) 
Art. 12 - O art. 21 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 21 - O Corpo da 
Guarda Municipal está especificado no anexo único desta Lei 
Complementar,com denominação e qualificação ali previstas. 
§ 1º - A Categoria de Guarda Municipal organiza-se em 5 (cinco) 
Classes, na forma estabelecida pelo anexo único desta Lei 
Complementar. 
§ 2º - A nova distribuição substitui e extingue a atual denominação, 
descrita na Lei Complementar nº 0007, de 01 de setembro de 
1992.” 
Art. 13 - A Guarda Municipal será composta por um contingente de 
Guardas correspondente aos cargos necessários ao cumprimento 
de suas finalidades, sendo um efetivo de Guardas, Agentes de 
Cidadania e Agentes Especiais fixado no limite máximo de 2.355 
(dois mil, trezentos e cinquenta e cinco) componentes. Art. 14 - O 
preenchimento dos cargos, previstos no caput do art. 9º desta Lei 
Complementar, dar-se-á pelo efetivo já existente da Guarda 
Municipal de Fortaleza, considerando o critério de antiguidade, e 
as promoções subsequentes dar-se-ão pelos critérios estabelecidos 
no regulamento de promoções, a ser aprovado por Decreto, dentro 
dos limites e quantitativos abaixo: 
I - 106 Inspetores; 
II - 225 Sub inspetores de 1ª Classe; 
 
140 
 
III - 300 Sub inspetores de 2ª Classe; 
IV - 855 Guardas de 1ª Classe; 
V - 639 Guardas de 2ª Classe; 
VI - 200 Agente de Cidadania; 
VII - 30 Agentes Especiais. 
Art. 15 - A composição e atribuições dos setores e diversas funções 
da estrutura organizacional da Guarda Municipal de Fortaleza 
fixadas por Regulamento a ser aprovado, através de Decreto pelo 
Chefe do Executivo Municipal, no prazo de 60 (sessenta) dias a 
contar da publicação desta Lei Complementar. 
Art. 16 - Fica criado o Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil 
e Cidadania, constituído pelos mecanismos consolidados por esta 
Lei Complementar, objetivando a integração das ações preventivas 
de segurança patrimonial, defesa civil e de serviços públicos no 
âmbito dos órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal. 
Parágrafo Único - As atividades a serem regulamentadas para o 
Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil e Cidadania, referido 
no caput deste artigo, sob nenhuma hipótese, deverão invadir as 
competências funcionais da Guarda Municipal de Fortaleza, 
notadamente as da área de segurança. 
Art. 17 - A formulação do Plano Integrado de Segurança e Cidadania 
observará as seguintes diretrizes: 
I - ação integrada com as demais políticas municipais, 
principalmente do meio ambiente, educação, saúde, cultura e ação 
social; 
II - promoção de campanhas educativas de estímulo à diminuição 
da violência, preservação do patrimônio público e meio ambiente; 
III - integração do serviço de segurança patrimonial do Município, 
inclusive aquele prestado por empresas terceirizadas; 
IV - unificação do serviço de radiocomunicação operado no âmbito 
da Prefeitura Municipal; 
V - integração com o Sistema de Segurança Pública Estadual, 
visando obter informações estatísticas de interesse às ações a 
serem desenvolvidas no âmbito municipal. 
Art. 18 - A Jornada de Trabalho dos servidores, integrantes do 
quadro de pessoal da Guarda Municipal de Fortaleza, é 
estabelecida no art. 4º da Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990, 
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza, podendo, 
 
141 
 
entretanto, ser estabelecido um sistema de escala de serviço e de 
aferição de frequência, visando atender ao interesse público. 
Art. 19 - A Guarda Municipal terá direito a passe livre nos 
transportes coletivos urbanos de passageiros no âmbito do 
Município de Fortaleza. 
Parágrafo Único - Usufruirá deste direito o Guarda, o Subinspetor e 
o Inspetor da Guarda Municipal, bem como o Agente de Cidadania 
e o Agente Especial, quando estiverem a serviço da municipalidade, 
devidamente uniformizados. 
Art. 20 - Excluídas as gratificações por tempo de serviço e as demais 
percebidas por direito adquirido, todos os Guardas Municipais, 
ativos e inativos, em suas respectivas classes, deverão receber seus 
vencimentos e proventos com percepção remuneratória igualitária 
na forma prevista em Lei. 
Art. 21 - Os integrantes do Corpo da Guarda Municipal de Fortaleza 
poderão utilizar armamentos e equipamentos para ações 
defensivas de acordo com o Estatuto do Desarmamento, Lei 
Federal nº 10.826 de 22 de dezembro de 2003, e devidamente 
regulamentado pelo Poder Executivo Municipal através de Decreto. 
(VETADO). 
Art. 22 - As despesas decorrentes da execução desta Lei 
Complementar correrão por conta das dotações orçamentárias da 
Guarda Municipal, acrescida dos créditos suplementares 
necessários. 
Art. 23 - A transgressão disciplinar é a infração administrativa 
caracterizada pela violação dos deveres dispostos no Decreto 
Regulamentar de Punições a ser editado posteriormente, 
cominando ao infrator as sanções previstas no Estatuto dos 
Servidores do Município de Fortaleza, Lei nº 6.794, de 27 de 
dezembro de 1990, sem prejuízo das responsabilidades penal e civil 
cabíveis ao caso. 
Art. 24 - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua 
publicação oficial, revogadas as disposições em contrário, 
notadamente os arts. 6º, 7º, 8º, 17 e 21 e parágrafo único do art. 
2º da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991; a Lei 
Complementar nº 0007, de 01 de setembro de 1992; e os Decretos 
Municipais que regulamentam a atividade da atual Guarda, os quais 
deverão ser reformulados para se adequarem a esta Lei 
Complementar. 
PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA, em 07 de junho 
de 2004. Juraci Magalhães - PREFEITO DE FORTALEZA. 
 
142 
 
4. Lei Complementar Municipal Nº 019/2004; Altera a Lei 
Complementar nº 004, de 16 de julho de 1991, bem como a 
Lei nº 8.811, de 30 de dezembro de 2003, que dispõe sobre 
a finalidade, competência estrutura organizacional básica da 
Guarda Municipal de Fortaleza e cria o Sistema Municipal de 
Segurança, Defesa Civil e Cidadania. 
LEI COMPLEMENTAR Nº 0019 DE 08 DE SETEMBRO DE 2004 
Altera a Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, bem 
como a Lei nº 8.811, de 30 de dezembro de 2003, que dispõe sobre 
a finalidade, competência estrutura organizacional básica da 
Guarda Municipal de Fortaleza e cria o Sistema Municipal de 
Segurança, Defesa Civil e Cidadania. 
O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA, no uso de 
suas atribuições que lhes são conferidas pelo art. 30, inciso IV e 
parágrafo único do art. 50 da Lei Orgânica do Município. 
PROMULGA: 
Art. 1º - O art. 2º da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 2º - A Guarda 
Municipal de Fortaleza (GMF), órgão da administração direta do 
Poder Executivo Municipal, subordinada ao Gabinete do Prefeito, 
tem como finalidade a proteção preventiva e ostensiva dos bens e 
instalações, a garantia dos serviços públicos municipais e a Defesa 
Civil do Município, bem como formular as políticas e as diretrizes 
gerais para a segurança municipal.” (NR) 
Art. 2º - O art. 3º da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 3º - Compete a 
Guarda Municipal de Fortaleza: 
I - executar a vigilância e promover a preservação dos bens, 
serviços, instalações e logradouros públicos do Município, 
realizando rondas diurnas e noturnas; (NR) 
II - realizar a segurança do Prefeito, do Vice- Prefeito e, em caráter 
eventual, de outras autoridades indicadas pelo Chefe do Executivo 
Municipal; (NR) 
III - efetuar serviço de apoio e fiscalização, na área de segurança, 
aos eventos de interesse da Prefeitura Municipal; (AC) 
IV - executar o serviço de orientação e salvamento de banhistas no 
Município, atuando em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar 
do Estado; (NR) 
V - apoiar as promoções de incentivo ao turismo local; 
 
143 
 
VI - executar as ações preventivas e emergenciais de Defesa Civil do 
Município, quando da ocorrência de calamidade pública, prestando 
socorro às vítimas, em parceria com o competente órgão deDefesa 
Civil do Estado; 
VII - realizar a vigilância e a preservação do meio ambiente, do 
patrimônio histórico, cultural, ecológico e paisagístico, incluindo os 
logradouros, praças e jardins; (AC) 
VIII - atuar como corpo voluntário de combate a incêndios, em 
parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado; 
IX - auxiliar na área de segurança a Agência Reguladora de Limpeza 
na fiscalização da prestação dos serviços alusivos às atividades do 
exercício de polícia nas praças, jardins e logradouros públicos; 
X - auxiliar a Agência Reguladora de Limpeza na fiscalização da 
prestação dos serviços de limpeza urbana nas praças, jardins e 
logradouros públicos; 
XI - firmar convênios com órgão e entidades públicas, nas esferas 
municipal, estadual e federal, visando à prestação de serviços 
pertinentes à área de segurança; 
XII - colaborar na fiscalização e garantir a prestação dos serviços 
públicos de responsabilidade do Município, desempenhando 
atividade de polícia administrativa, nos termos previstos no § 8º do 
art. 144 da Constituição Federal, combinado com o inciso XII do art. 
76 da Lei Orgânica do Município” (NR). 
Art. 3º - O art. 4º da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “ Art. 4º - A estrutura 
organizacional da Guarda Municipal de fortaleza passa a ser a 
seguinte: 
I - Direção-Geral, a ser exercida pelo Diretor-Geral da Guarda 
Municipal de Fortaleza; (NR) 
II - Direção Adjunta, a ser exercida pelo Subdiretor da Guarda 
Municipal de Fortaleza; (NR) 
III - Órgãos de Atuação Programática; 
IV - Órgão de Execução Instrumental; 
V - transforma-se a Assessoria de Defesa Civil em Coordenadoria de 
Defesa Civil, com simbologia DNS-1, vinculada à guarda Municipal 
de Fortaleza, que terá como agregados a Comissão de Defesa Civil 
e os Agentes de Cidadania, tendo para tanto total autonomia 
administrativa e financeira, cujas funções serão objeto de 
regulamentação por decreto do Chefe do Poder Executivo”. (AC) 
 
144 
 
Art. 4º - É acrescentado no art. 4º da Lei Complementar nº 0004, 
de 16 de julho de 1991, o art. 4-A, com a seguinte redação: “ Art. 4-
A - A dotação orçamentária destinada à Defesa Civil, oriunda do 
orçamento municipal para exercício de 2004, será executada em 
conjunto pela Diretoria-Geral da Guarda Municipal de Fortaleza e a 
Coordenadoria de Defesa Civil, instituída pelo inciso V do art. 4º 
desta Lei Complementar”. (AC) 
Art. 5º - O art. 5º e seu parágrafo único da Lei Complementar nº 
0004, de 16 de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte 
redação: “Art. 5º - Para ocupar a função de Diretor-Geral e 
Subdiretor da Guarda Municipal de Fortaleza exige-se formação de 
nível superior e comprovada experiência, pelo período mínimo de 
2 (dois) anos, na área de segurança pública, podendo também 
recair a escolha sobre oficiais superiores das Forças Armadas e da 
Polícia Estadual, sendo no- meado, em comissão, pelo Prefeito 
Municipal. 
§ 1º - O Diretor-Geral da Guarda Municipal participará como 
membro do Conselho de Orientação Política e Administrativa do 
Município (COPAM), gozando das prerrogativas e honras 
protocolares correspondentes às de Titular da Autarquia ou 
Fundação Municipal, sendo substituído nos casos de ausência ou 
impedimento pelo Subdiretor. 
§ 2º - O Diretor-Geral da Guarda Municipal terá à sua disposição 
Secretário Executivo nomeado, em comissão, pelo Prefeito 
Municipal.” 
Art. 6º - O art. 13 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 13 - O regime 
jurídico dos servi- dores lotados na Guarda Municipal de Fortaleza, 
pertencentes ou não à categoria funcional de Guarda, Agente de 
Cidadania e Agente Especial, será objeto de lei de planos de cargos 
e carreiras específicos para servidores da Guarda Municipal de 
Fortaleza, aplicando-se, subsidiariamente, a Lei nº 6.794, de 27 de 
dezembro de 1990, e o Plano Municipal de Cargos e Carreiras.” (NR) 
Art. 7º - O art. 14 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 14 - A 
nomeação para cargo efetivo inicial do Corpo da Guarda Municipal, 
da Categoria de Guarda, Agente de Cidadania e Agente Especial, 
depende de aprovação em concurso de provas ou de provas e 
títulos, segundo os critérios estabelecidos em edital do concurso 
público. 
Parágrafo Único - Haverá concurso público apenas para os níveis 
iniciais de Guarda de 2ª Classe e Subinspetor de 2ª Classe do Corpo 
da Guarda e para as demais carreiras não pertencentes ao Corpo 
da Guarda de Fortaleza." (NR) 
 
145 
 
Art. 8° - O art. 15 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 15. São 
requisitos indispensáveis ao Corpo da Guarda Municipal da Classe 
de Guardas, Agentes de Cidadania e Agentes Especiais: 
I - segundo grau completo; 
II - idade mínima de 18 (dezoito) anos e máxima de 35 (trinta e 
cinco) anos; 
III - boa saúde física e mental, e não ser portador de deficiência 
física incompatível com o exercício do cargo; 
IV - reputação ilibada, comprovada mediante documentação a ser 
exigida no edital do concurso público." Art. 9° - O art. 17 da Lei 
Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, passa a vigorar 
com a seguinte redação: "Art. 17. - O ordenamento hierárquico da 
Categoria de Guarda Municipal compreende as seguintes classes: 
I - Classes de Guarda: a) Guarda de 2ª Classe; b) Guarda de 1ª 
Classe; 
II - Classes de Subinspetor: a) Subinspetor de 2ª Classe; b) 
Subinspetor de 1ª Classe; 
Ill - Classe de Inspetor: a) Inspetor. 
§ 1° - Há hierarquia entre as Classes de Subinspetor e de Guarda de 
1ª Classe e de 2ª Classe, sendo estas subordinadas àquelas. 
§ 2°- Em decorrência da extinção da Classe de Subinspetor de 3ª 
Classe, os atuais Subinspetores de 3ª Classe passam à Classe de 
Subinspetor de 2ª Classe e os de 2ª Classe passam para a 1ª Classe. 
§ 3°- Os ocupantes das classes de 1°, 2°e 3°Inspetores passam à 
Classe de Inspetor, tendo esta ascensão hierárquica sobre as 
demais classes, referidas no Anexo Único desta Lei Complementar. 
§ 4°- Os guardas de 1ª Classe, que atenderem aos requisitos de 
promoção para a classe hierárquica imediatamente superior, 
conforme estabelecido na Lei nº 7.141, de 29 de maio de 1992, 
passarão a exercer a função de Subinspetor de 2ª Classe." (AC) 
Art. 10 - O parágrafo único do art. 19 da Lei Complementar nº 0004, 
de 16 de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação: 
"Art. 19 - .................... 
Parágrafo Único - A Gratificação de Risco de Vida, referida no caput 
deste artigo, incorpora-se aos proventos de aposentadoria, desde 
que comprovada a percepção do benefício por um período superior 
a 2 (dois) anos, de forma ininterrupta, na data da postulação da 
aposentadoria." (NR) 
 
146 
 
Art. 11 - O art. 23 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 23. É proibido 
o uso do uni- forme ao Guarda Municipal, quando: 
I - não mais pertencer ao efetivo da Guarda Municipal de Fortaleza; 
II - estiver exercendo função comissionada ou à disposição de outro 
órgão não pertencente à Prefeitura Municipal de Fortaleza, desde 
que esteja realizando atividade não inclusa nas competências legais 
do cargo de Guarda Municipal; 
III - passar para a inatividade. 
Parágrafo Único - O Regime Disciplinar da Guarda Municipal poderá 
prever proibições ao uso do uniforme, não constantes neste 
artigo." (NR) 
Art. 12 - O art. 21 da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 21 - O Corpo da 
Guarda Municipal está especificado no Anexo Único desta Lei 
Complementar, com denominação e qualificação ali previstas. 
§ 1° - A Categoria de Guarda Municipal organiza-se em 5 (cinco) 
Classes, na forma estabelecidapelo Anexo Único desta Lei 
Complementar. 
§ 2°- A nova distribuição substitui e extingue a atual denominação, 
descrita na Lei Complementar nº 0007, de 01 de setembro de 
1992." 
Art. 13. A Guarda Municipal será composta por um contingente de 
Guardas correspondente aos cargos necessários ao cumprimento 
de suas finalidades, sendo um efetivo de Guardas, Agentes de 
Cidadania e Agentes Especiais fixado no limite máximo de 2.675 
(dois mil e seiscentos e setenta e cinco mil) componentes. 
Art. 14 - O preenchimento dos cargos, previstos no caput do art. 9º 
desta Lei Complementar, dar-se-á pelo efetivo já existente da 
Guarda Municipal de Fortaleza e as promoções dar-se-ão pelos 
critérios estabelecidos no regulamento, a ser aprovado por Lei 
Complementar, dentro dos limites e quantitativos abaixo: 
I - 106 Inspetores; 
II - 225 Subinspetores de 1ª Classe; 
III - 300 Subinspetores de 2ª Classe; 
IV - 855 Guardas de 1ª Classe; 
V – 959 Guardas de 2ª Classe; 
VI - 200 Agentes de Cidadania; 
 
147 
 
VII - 30 Agentes Especiais. 
Art. 15 - A composição e atribuições dos setores e diversas funções 
da estrutura organizacional da Guarda Municipal de Fortaleza 
fixadas por Regulamento a ser aprovado, através de Decreto pelo 
Chefe do Executivo Municipal, no prazo de 60 (sessenta) dias a 
contar da publicação desta Lei Complementar. 
Art. 16 - Fica criado o Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil 
e Cidadania, constituído pelos mecanismos consolidados por esta 
Lei Complementar, objetivando a integração das ações preventivas 
de segurança patrimonial, Defesa Civil e de serviços públicos no 
âmbito dos órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal. 
Parágrafo Único - As atividades a serem regulamentadas para o 
Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil e Cidadania, referido 
no caput deste artigo, sob nenhuma hipótese, deverão invadir as 
competências funcionais da Guarda Municipal de Fortaleza, 
notadamente as da área de segurança. 
Art. 17 - A formulação do Plano Integrado de Segurança e Cidadania 
observará as seguintes diretrizes: 
I - ação integrada com as demais políticas municipais, 
principalmente do meio ambiente, educação, saúde, cultura e ação 
social; 
II - promoção de campanhas educativas de estímulo à diminuição 
da violência, preservação do patrimônio público e meio ambiente; 
III - integração do serviço de segurança patrimonial do Município, 
inclusive aquele prestado por empresas terceirizadas; 
IV - unificação do serviço de radiocomunicação operado no âmbito 
da Prefeitura Municipal; 
V - integração com o Sistema de Segurança Pública Estadual, 
visando obter informações estatísticas de interesse às ações a 
serem desenvolvidas no âmbito municipal. 
Art. 18 - A Jornada de Trabalho dos servidores, integrantes do 
quadro de pessoal da Guarda Municipal de Fortaleza, é 
estabelecida no art. 4° da Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990, 
Estatuto dos Servidores do Município, podendo, entretanto, ser 
estabelecido um sistema de escala de serviço e de aferição de 
frequência, visando atender ao interesse público. 
Art. 19 - A Guarda Municipal terá direito a passe livre nos 
transportes coletivos urbanos de passageiros no âmbito do 
município de Fortaleza. 
 
148 
 
§ 1º Usufruirá deste direito o Guarda, o Subinspetor e o Inspetor da 
Guarda Municipal, bem como o Agente de Cidadania e o Agente 
Especial, quando estiverem a serviço da municipalidade, 
devidamente uniformizados. 
§ 2º O documento de identidade profissional, na forma prevista no 
Regulamento Geral, é de uso obrigatório no exercício da atividade 
do Guarda Municipal, Agente de Cidadania e Agente Especial, e 
constitui prova de identidade civil para todos os fins legais. 
Art. 20 - Excluídas as gratificações por tempo de serviço e as de- 
mais percebidas por direito adquirido, todos os Guardas 
Municipais, ativos e inativos, em suas respectivas classes, deverão 
receber seus vencimentos e proventos com percepção 
remuneratória igualitária na forma prevista em lei. 
Art. 21 - Os integrantes do Corpo da Guarda Municipal de Fortaleza 
poderão utilizar armamentos e equipamentos para ações 
defensivas, de acordo com o Estatuto do Desarmamento, Lei 
Federal nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, e devidamente 
regulamentado pelo Poder Executivo Municipal através de Decreto. 
Art. 22 - As despesas decorrentes da execução desta Lei 
Complementar correrão por conta das dotações orçamentárias da 
Guarda Municipal, acrescida dos créditos suplementares 
necessários. 
Art. 23 - A transgressão disciplinar é a infração administrativa 
caracterizada pela violação dos deveres dispostos no Decreto 
Regulamentar de Punições a ser editado posteriormente, 
cominando ao infrator as sanções previstas no Estatuto dos Servi- 
dores do Município de Fortaleza, Lei nº 6.794, de 27 de dezembro 
de 1990, sem prejuízo das responsabilidades penal e civil cabíveis 
ao caso. 
Art. 24 - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua 
publicação oficial, revogadas as disposições em contrário, 
notadamente os arts. 6°, 7°, 8°, 17 e 21 e parágrafo único do art. 2° 
da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991; a Lei 
Complementar nº 0007, de 01 de setembro de 1992; e os Decretos 
Municipais que regulamentam a atividade da atual Guarda, os quais 
deverão ser reformulados para se adequarem a esta Lei 
Complementar. 
Art. 6º. (Revogado) 
I – (Revogado) 
II – (Revogado) 
III – (Revogado) 
IV – (Revogado) 
V – (Revogado) 
 
149 
 
VI – (Revogado) 
VII – (Revogado) 
VIII – (Revogado) 
§ 1º (Revogado) 
§ 2º (Revogado) 
Art. 7º. (Revogado) 
Art. 8º. (Revogado) 
I – (Revogado) 
II – (Revogado) 
III – (Revogado) 
IV – (Revogado) 
V – (Revogado) 
VI – (Revogado) 
Parágrafo único. (Revogado) 
5. Lei Complementar Municipal Nº 034/2006, que modifica 
a Lei Orgânica da Guarda Municipal, Lei Complementar Nº 
04/1991, modificada pelas Leis Complementares Municipais 
Nº 017/2004 e Nº 019/2004 e dá outras providências. 
Modifica a Lei Orgânica da Guarda Municipal, Lei Complementar n. 
0004, de 16 de julho de 1991, modificada pelas Leis 
Complementares n. 0017, de 07 de junho de 2004, e n. 0019, de 08 
de setembro de 2004, e dá outras providências. 
FAÇO SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA APROVOU 
E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI COMPLEMENTAR: 
Art. 1º. O art. 14, da Lei Complementar n. 0004, de 16 de julho de 
1991, modificado pelo art. 7º, da Lei Complementar n. 0017, de 07 
de junho de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 14. A nomeação para cargo efetivo inicial do Corpo da 
Guarda Municipal, da Categoria de Guarda, Agente de 
Cidadania e Agente Especial, depende de aprovação em 
concurso de provas ou de provas e títulos, segundo os 
critérios estabelecidos e, edital do concurso público. 
Parágrafo único. O concurso público para ingresso na 
carreira far-se-á apenas para os níveis de Guarda de 2º 
Classe, de Agente de Cidadania e de Agente Especial. 
Art. 2º. O art. 15, da Lei Complementar n. 0004, de 16 de julho de 
1991, modificado pelo art. 8º, da Lei Complementar n. 0019, de 08 
de setembro de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 15. São requisitos indispensáveis para investidura nos 
cargos do corpo da Guarda Municipal, em todas as suas 
classes: 
II – idade mínima de 18 (dezoito) anos; 
 
150 
 
Parágrafo único. O requisito de saúde mental previsto no 
inciso III será exigido, no concurso público, mediante 
exame psicotécnico, nos termos do edital. 
Art. 3º. O art. 13, da Lei Complementar n. 0019, de 08 de setembro 
de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 13. A Guarda Municipal será composta por um 
contingente de Guardas correspondente aos cargos 
necessários ao cumprimento de suas finalidades, sendo um 
efetivo de Guardas, Agentes de Cidadania e Agentes 
Especiaisfixado no limite máximo de 2.675 (dois mil e 
seiscentos e setenta e cinco mil) componentes. 
Art. 4º. O art. 14, da Lei Complementar n. 0019, de 08 de setembro 
de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 14. O preenchimento dos cargos, previstos no caput 
do art. 9º desta Lei Complementar, dar-se-á pelo efetivo já 
existente da Guarda Municipal de Fortaleza e as promoções 
dar-se-ão pelos critérios estabelecidos no regulamento, a 
ser aprovado por Lei Complementar, dentro dos limites e 
quantitativos abaixo: 
V – 959 Guardas de 2ª Classe; 
Art. 5º. Ficam criadas 320 (trezentas e vinte) novas vagas para o 
Cargo de Guarda de 2º Classe, a par das existentes. 
Art. 6º. Fica acrescido ao art. 19, da Lei Complementar n. 0019, de 
08 de setembro de 2004, o seguinte parágrafo, numerando-se o 
atual parágrafo único como § 1º. 
§ 2º O documento de identidade profissional, na forma 
prevista no Regulamento Geral, é de uso obrigatório no 
exercício da atividade do Guarda Municipal, Agente de 
Cidadania e Agente Especial, e constitui prova de 
identidade civil para todos os fins legais. 
Art. 7º. O Anexo Único da Lei Complementar n. 0019/2004 passa a 
vigorar com a seguinte redação: 
 
CLASSE QUANTIDADE 
Guarda de 2º Classe 959 
Guarda de 1º Classe 855 
Subinspetor de 2º Classe 300 
Subinspetor de 1º Classe 225 
Inspetor 106 
Agente Municipal de Serviços Públicos e de 
Cidadania 
200 
 
151 
 
Agente Especial 30 
TOTAL 2675 
 
Art. 8º. O art. 5º da Lei Complementar n. 0004, de 16 de julho de 
1991, passa a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 5º. Para ocupar a função de Diretor-Geral e Subdiretor 
da Guarda Municipal de Fortaleza, a escolha, 
preferencialmente, deverá recais entre os Inspetores em 
fim de carreira, exigindo-se formação de nível superior, e 
notáveis conhecimentos administrativos e jurídicos por 
período nunca inferior a 2 (dois) anos na área de segurança 
pública, podendo também recais a escolha sobre oficiais 
superiores das forças armadas e da polícias federal e 
estadual, sendo referida nomeação feita por livre 
convencimento do chefe do Poder Executivo Municipal. 
Art. 9º. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua 
publicação oficial, revogadas as disposições em contrário. 
6. Lei Complementar Municipal Nº 038/2007, que aprova o 
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos Servidores 
da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e dá outras 
providências. 
Aprova o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos Servidores 
da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e dá outras 
providências. 
FAÇO SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA APROVOU 
E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI COMPLEMENTAR: 
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1º. Fica aprovado o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) 
dos Servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, 
estruturado na forma do Anexo I, obedecendo às diretrizes contidas 
nesta Lei. 
§ 1º O Plano de Cargos, Carreiras e Salários e a que se refere o caput 
deste artigo abrange apenas os servidores ocupantes dos cargos/ 
funções de: 
I – Inspetor, Subinspetor e Guarda Municipal; 
II – Agente de Defesa Civil; 
III – Agente de Segurança Institucional. 
§ 2º Aos aposentados e pensionistas da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza são estendidos os benefícios deste Plano, no que 
se refere ao vencimento básico, diferencial de hierarquia e 
vantagem pecuniária fixa, criadas nesta Lei, nos termos do § 8º, do 
art. 40, da Constituição Federal. 
Art. 2º. O Plano de Cargos, Carreiras e Salários resultante da 
aplicação das diretrizes estabelecidas nesta Lei será composto por: 
 
152 
 
I – estrutura do plano: carreiras, classes e cargos/funções - Anexo I; 
II – tabela de conversão de cargos - Anexo II; 
III – quadro de pessoal - Anexo III; 
IV – descrição dos níveis de capacitação - Anexo IV; 
V – matrizes hierárquicas salariais - Anexo V e V-A; 
VI – tabela de conversão de tempo de serviço - Anexo VI; 
VII – descrição das atribuições dos cargos/funções - Anexo VII; 
VIII – Manual de Avaliação de Desempenho; 
IX – Quadro Discriminativo de Enquadramento. 
Parágrafo único. O Manual de Avaliação de Desempenho e o 
Quadro Discriminativo de Enquadramento serão regulamentados 
por decreto do chefe do Poder Executivo. 
Art. 3º. Para os efeitos desta Lei, considera-se: 
I – Plano de Cargos, Carreiras e Salários: conjunto de princípios, 
diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissional dos 
servidores ocupantes de cargos/funções que integram determinada 
carreira, constituindo-se em instrumento de gestão do órgão; 
II – Cargo Público: é o lugar inserido no sistema administrativo 
municipal caracterizando-se, cada um, por determinado conjunto 
de atribuições e responsabilidades de natureza permanente, com 
denominação própria, número certo, pagamento pelo erário 
municipal, criação por lei, e sua investidura depende de aprovação 
prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos; 
III – Função: é o conjunto de atribuições e responsabilidades 
cometidas a um servidor, extinta quando vagar; 
IV – Padrão de Vencimento: é a posição do servidor na escala de 
vencimento, em função do cargo/função, do nível de capacitação e 
da classe; 
V – Referência: posição do servidor no padrão de vencimento em 
função do tempo de serviço; 
VI – Nível de Capacitação: posição do servidor na matriz hierárquica 
dos padrões de vencimento em decorrência da capacitação 
profissional para o exercício das atividades do cargo/função 
ocupado; 
VII – Classe: é a divisão básica da carreira, agrupando os 
cargos/funções da mesma denominação, segundo o nível de 
responsabilidade e complexidade; 
VIII – Carreira: é o conjunto de cargos de mesma natureza, na qual 
o servidor se desloca nos níveis de capacitação e nos padrões de 
vencimento. 
 
CAPÍTULO II 
DO QUADRO DE PESSOAL 
Art. 4º. Ficam transferidos para este Plano de Cargos, Carreiras e 
Salários da Guarda Municipal e Defesa Civil os cargos especificados 
na Lei Complementar nº 0034, de 18 de dezembro de 2006, 
organizados nos termos do Anexo II, assim redenominados: 
I – inspetor; 
II – subinspetores de 1ª e 2ª classes passam a ser denominados 
Subinspetor; 
 
153 
 
III – guardas de 1ª e 2ª classes passam a ser denominados Guarda 
Municipal; 
IV – agente municipal de serviços públicos e cidadania passa a ser 
denominado Agente de Defesa Civil; 
V – agente especial de serviços públicos passa a ser denominado 
Agente de Segurança Institucional. 
Art. 5º. O quadro de pessoal da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza fica organizado em carreiras, na forma do Anexo III desta 
Lei, estruturado em 2 (duas) partes: 
I – parte permanente: composta de cargos de carreira; 
II – parte especial: composta por funções, a serem extintas quando 
vagarem. 
 
CAPÍTULO III 
DO INGRESSO NA CARREIRA 
Art. 6º. O ingresso na carreira dar-se-á mediante concurso público, 
para padrão de vencimento inicial do primeiro nível de capacitação, 
com nível de escolaridade mínima de ensino médio, na forma 
disciplinada pelo Estatuto dos Servidores Públicos do Município de 
Fortaleza (Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990) e na Lei 
Orgânica da Guarda Municipal. 
Parágrafo único. Os requisitos para o preenchimento do cargo 
serão publicados através de edital para concurso público, 
ressalvando- se que não haverá concurso público para subinspetor 
e inspetor. 
Art. 7º. As carreiras são organizadas em classes de cargos/funções 
dispostos de acordo com o nível de responsabilidade e 
complexidade. 
Art. 8º. Os servidores não poderão ser disponibilizados ou cedidos 
para outros órgãos municipais, estaduais ou federais, para executar 
funções diferentes daquelas previstas nas atribuições do seu 
respectivo cargo, salvo para exercer mandato em entidades de 
representação sindical, para assumir cargo em comissão, mandato 
eletivo e as demais exceções previstas em lei.CAPÍTULO IV 
DO DESENVOLVIMENTO DO SERVIDOR NA CARREIRA 
Art. 9º. O desenvolvimento do servidor na carreira ocorrerá da 
seguinte forma: 
I – promoção por capacitação; 
II – progressão por tempo de serviço. 
§ 1º As formas de desenvolvimento, disciplinadas nesta Lei, 
dependem de disponibilidade orçamentária e da existência de vaga, 
conforme os quantitativos estabelecidos no Anexo III, além dos 
critérios e requisitos que lhes são peculiares, na forma da legislação 
vigente. 
§ 2º Regulamento disporá sobre os critérios a serem observados 
para as formas de desenvolvimento profissional. 
 
154 
 
Art. 10. Não participarão dos processos de promoção por 
capacitação e progressão por tempo de serviço os ocupantes dos 
cargos/ funções que, embora implementadas todas as condições, 
incorrerem em 1 (uma) das seguintes hipóteses: 
I – tiverem punição disciplinar que importe suspensão ou 2 (duas) 
advertências no período entre uma progressão/promoção e outra; 
II – tiverem cometido mais de 5 (cinco) faltas não justificadas, a 
cada ano, nos últimos 24 (vinte e quatro) meses; 
III – terem sido condenados em processo criminal no período entre 
uma progressão/ promoção e outra. 
Art. 11. Será criada uma comissão setorial, definida em 
regulamento, não remunerada, que coordenará e encaminhará os 
processos de promoção à Secretaria de Administração do Município 
(SAM). 
Parágrafo único. A comissão referida no caput deste artigo, 
funcionalmente subordinada à comissão permanente da Secretaria 
de Administração do Município, será renovada ou revalidada a cada 
3 (três) anos. 
 
SEÇÃO I 
DA PROMOÇÃO POR CAPACITAÇÃO 
Art. 12. O processo de promoção por capacitação é a passagem do 
servidor ocupante de um dos cargos/ funções definidos nesta Lei, 
de um nível de capacitação para outro imediatamente subsequente, 
através da obtenção de certificados em cursos compatíveis com o 
cargo/função ocupado e cargas horárias definidas no Anexo IV. 
Art. 13. A promoção ocorrerá no interstício de 36 (trinta e seis) 
meses, a partir do segundo enquadramento. 
§ 1º Somente serão considerados cursos técnicos de segurança 
pública e defesa civil aqueles promovidos por entidades 
previamente credenciadas pelo Município de Fortaleza. 
§ 2º Respeitada a carga horária definida no Anexo IV, será permitida 
a soma das horas em cursos correlatos, desde que estes tenham, no 
mínimo, 20 (vinte) horas/aula para os oferecidos pela Prefeitura 
Municipal de Fortaleza ou 40 (quarenta) horas/aula nos demais 
casos, e que tenham sido concluídos posteriormente a janeiro de 
2005. 
Art. 14. Também será promovido por capacitação o servidor da 
carreira de segurança pública que estiver no último nível de sua 
classe (de guarda para subinspetor e de subinspetor para inspetor), 
atendidos os seguintes requisitos: 
I – existência de disponibilidade orçamentária; 
II – existência de cargos vagos nas classes subsequentes, 
observada, como critério de desempate, a antiguidade no cargo (no 
cargo de guarda quando a promoção se der para o cargo de 
Subinspetor, no cargo de Subinspetor quando a promoção se der 
para o cargo de Inspetor). 
III – aprovação em cursos de formação específicos na carreira de 
segurança pública; 
 
155 
 
IV – existência de necessidade de profissionais nas classes, 
determinada pela Direção da Guarda. 
§ 1º Quando o servidor se deslocar para outra classe, após a 
promoção, este ocupará o nível de capacitação I na nova posição 
hierárquica, permanecendo no padrão de vencimento relativo ao 
que ocupava anteriormente. 
§ 2º A antiguidade mencionada no inciso II do caput refere-se ao 
tempo de serviço no cargo que o servidor ocupa; persistindo o 
empate, será promovido o servidor, na seguinte ordem: 
I – que tiver mais tempo de serviço prestado à GMF; 
II – que tiver precedência na escala de números funcionais da 
instituição. 
§ 3º Não serão considerados, para fins da contagem de tempo de 
serviço, as faltas não justificadas e os afastamentos não 
remunerados. 
 
SEÇÃO II 
DA PROGRESSÃO POR TEMPO DE SERVIÇO 
Art. 15. A progressão por tempo de serviço é a passagem do 
servidor, ocupante de um cargo/função definido nesta Lei, de um 
padrão de vencimento para o imediatamente superior, dentro da 
mesma classe e do mesmo nível de capacitação a que pertence. 
§ 1º Haverá progressão por tempo de serviço a cada 24 (vinte e 
quatro) meses de efetivo exercício, contados a partir da primeira 
fase do enquadramento. 
§ 2º Para efeitos desta progressão, será levado em consideração o 
tempo de serviço prestado ao Município de Fortaleza, como 
também o tempo de serviço disponibilizado à União, Estados e 
Municípios, com ônus para origem. 
CAPÍTULO V 
DA REMUNERAÇÃO 
Art. 16. A composição da remuneração dos servidores 
contemplados por este PCCS dar-se-á da seguinte forma: 
I – vencimento básico; 
II – gratificação de risco de vida; 
III – gratificação de desempenho específica de segurança e defesa 
civil; 
IV – diferencial de hierarquia, para os subinspetores e inspetores; 
V – incentivo à titulação; 
VI – vantagens pecuniárias previstas em legislação específica. 
Art. 17. O vencimento básico corresponde ao valor estabelecido 
para o padrão de vencimento da classe e do nível de capacitação 
ocupado pelo servidor. 
Art. 18. A tabela de valores dos padrões de vencimento encontram-
se definidas nos Anexos V e V-A deste plano. 
Parágrafo único. Os reajustes concedidos a título de revisão geral 
da remuneração dos servidores municipais somente incidirão sobre 
o vencimento básico. 
 
156 
 
Art. 19. O Incentivo à Titulação de que trata a presente Lei será 
calculado sobre o vencimento básico de referência do servidor. 
Art. 20. As vantagens pecuniárias são aquelas previstas no Estatuto 
do Servidor do Município (Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990) 
e legislação específica do Município de Fortaleza. 
 
SEÇÃO I 
DAS GRATIFICAÇÕES 
Art. 21. Fica instituída a Gratificação de Desempenho Específica de 
Segurança e Defesa Civil (GDESD), de percentual variável de 50 
(cinquenta) a 100 (cem), calculada sobre o vencimento básico, 
devida mensalmente aos servidores referidos nesta Lei, em efetivo 
exercício no cargo, visando ao melhor desempenho das atribuições 
por eles realizadas. 
§ 1º A gratificação referida no caput deste artigo será atribuída com 
base em avaliação de aferição mensal, cujos critérios objetivos serão 
estabelecidos em decreto do chefe do Poder Executivo. 
§ 2º A GDESD é incorporável aos proventos, dos servidores, 
atendidos os seguintes requisitos: 
a) no caso dos servidores admitidos até 15 de dezembro de 1998, 
desde que a tenham percebido por um período superior a 36 (trinta 
e seis) meses ininterruptos; 
b) no caso dos servidores admitidos após 15 de dezembro de 1998, 
desde que a tenham percebido por um período superior a 60 
(sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses 
intercalados; 
c) para os servidores enquadrados nos cargos de agente de defesa 
civil e agente de segurança institucional anteriormente à publicação 
desta Lei, desde que percebida por um período superior a 24 (vinte 
e quatro) meses ininterruptos. 
§ 3º Para efeito do cálculo do valor a ser incorporado aos 
proventos, tomar-se-á como base a média dos valores percebidos 
de acordo com os períodos estabelecidos pelo § 2º deste artigo. 
§ 4º Para aqueles servidores que, na data da publicação desta Lei, 
tiverem 67 (sessenta e sete) anos ou mais de idade, fica garantida a 
incorporação da GDESD para fins de aposentadoria compulsória. 
Art. 22. Os servidores contemplados nas carreiras deste PCCS, 
quando em efetivo exercício, farão jus à Gratificação por Atividade 
de Risco à Vida (GARV), equivalente a 40% (quarenta por cento), 
calculado sobre o vencimento básico. 
§ 1º Não será paga a gratificação mencionada no caput deste artigo 
àqueles que estiverem à disposição de outros órgãos que não a 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, executados os casos 
dos representantessindicais pertencentes às carreiras abrangidas 
por este Plano, mandatos eletivos e os demais casos previstos em 
lei. 
§ 2º A gratificação de que trata o caput deste artigo é incorporável 
aos proventos para fins de aposentadoria, desde que o servidor a 
tenha percebido por um período superior a 60 (sessenta) meses 
 
157 
 
ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados, 
ressalvados os servidores que, na data da publicação desta Lei, já 
haviam implementado o tempo mínimo de percepção de 24 (vinte 
e quatro) meses ininterruptos da referida gratificação, prevista na 
Lei Orgânica da Guarda Municipal. 
§ 3º Os servidores que estiverem à disposição da Câmara Municipal 
de Fortaleza não serão enquadrados na restrição do § 1º deste 
artigo, desde que estejam no exercício das suas funções. 
Art. 23. Fica instituído o Diferencial de Hierarquia (DH) para os 
servidores da carreira de segurança pública, calculado sobre o 
vencimento básico, nos seguintes percentuais: 
I – classe B, 10% (dez por cento), calculados sobre o vencimento 
básico, para servidores ocupantes do cargo/função de Subinspetor; 
II – classe C, 15% (quinze por cento), calculados sobre o vencimento 
básico, para servidores ocupantes do cargo/ função de Inspetor. 
Parágrafo único. O diferencial de que trata o caput deste artigo 
constitui vantagem incorporável aos proventos para fins de 
aposentadoria, para os servidores admitidos até 15 de dezembro de 
1998, desde que o tenham percebido por um período superior a 36 
(trinta e seis) meses ininterruptos; e os demais servidores, 60 
(sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses 
intercalados. 
Art. 24. Fica instituído o Incentivo à Titulação, calculado sobre o 
vencimento básico, aos servidores que adquirirem os seguintes 
títulos: 
I – título de graduação, 10% (dez por cento); 
II – título de pós-graduação, 15% (quinze por cento). 
§ 1º Na aplicação do disposto do caput deste artigo, caso seja o 
servidor portador de mais de 1 (um) título, prevalecerá o 
correspondente ao de maior percentual, desprezando-se os demais, 
não sendo admitida a percepção cumulativa. 
§ 2º O incentivo será incorporado aos respectivos proventos, desde 
que os servidores admitidos até 15 de dezembro de 1998 o tenham 
percebido por um período superior a 36 (trinta e seis) meses 
ininterruptos; e os demais servidores, o tenham percebido por um 
período superior a 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta 
e quatro) meses intercalados. 
§ 3º Os cursos de graduação e pós graduação, para fins de 
concessão do incentivo, deverão ser reconhecidos pelo Ministério 
da Educação, bem como guardar correlação com a área de 
segurança e defesa civil, nos termos do regulamento a ser editado 
pelo chefe do Executivo. 
CAPÍTULO VI 
DA JORNADA DE TRABALHO 
Art. 25. A jornada de trabalho dos servidores integrantes do Plano 
de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS da Guarda Municipal e Defesa 
Civil fica estabelecida em: 
I – 180 (cento e oitenta) horas mensais, sendo 30 (trinta) horas 
semanais efetivamente trabalhadas, cujos vencimentos básicos são 
os estabelecidos no Anexo V. 
 
158 
 
II – 240 (duzentas e quarenta) horas mensais, sendo 40 (quarenta) 
horas semanais efetivamente trabalhadas, cujos vencimentos 
básicos são os estabelecidos no Anexo V-A. 
§ 1º Para fins de cumprimento da jornada de trabalho, poderá ser 
estabelecido sistema de escalas de serviço e aferição de frequência, 
visando atender ao interesse público. 
§ 2º O diretor da Guarda Municipal de Fortaleza poderá 
regulamentar, por portaria, o sistema de escalas previsto no § 1º, 
adequando-o às instituições e à necessidade do serviço, desde que 
observada a jornada semanal de trabalho definida nos incisos I e II 
deste artigo. 
CAPÍTULO VII 
DA ESTRUTURA DO PLANO DE CARGOS, CARREIRAS E SALÁRIOS 
SEÇÃO I 
DAS CARREIRAS, CLASSES E NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO 
Art. 26. Ficam criadas 3 (três) carreiras: 
I – carreira de segurança pública: formada por inspetores, 
subinspetores e guardas municipais; 
II – carreira de segurança institucional: formada por agentes de 
segurança institucional; 
III – carreira de defesa civil: formada por agentes de defesa civil. 
§ 1º A carreira de segurança pública é composta por 3 (três) classes: 
I – classe A: guarda municipal; 
II – classe B: subinspetor; III 
III – classe C: inspetor. 
§ 2º As carreiras de segurança institucional e defesa civil são 
compostas por classe única. 
§ 3º Cada classe definida nesta Lei compreende 4 (quatro) níveis de 
capacitação. 
§ 4º Cada nível de capacitação contém 20 (vinte) padrões de 
vencimento estruturados na forma do Anexo V, parte integrante 
desta Lei. 
SEÇÃO II 
DA MATRIZ HIERÁRQUICA SALARIAL 
Art. 27. As matrizes hierárquicas salariais das carreiras definidas 
nesta Lei são as previstas nos Anexos V e V-A. 
 
CAPÍTULO VIII 
DO ENQUADRAMENTO NA MATRIZ HIERÁQUICA 
Art. 28. enquadramento do servidor na matriz hierárquica dar-se-á 
na carreira, classe, cargo/função e padrão de vencimento 
correspondente à situação funcional quando da vigência desta Lei, 
considerando ainda a Tabela de Conversão de Tempo de Serviço, na 
forma do Anexo VI. 
Parágrafo único. Para efeito da contagem de tempo de serviço de 
que trata o caput deste artigo serão arredondadas para 1 (um) ano 
as frações de tempo iguais ou superiores a 11 (onze) meses. 
 
159 
 
Art. 29. período para a apuração de tempo de serviço para o 
enquadramento será da data de efetivação do servidor no Município 
de Fortaleza até a data da publicação desta Lei. 
Parágrafo único. Não serão contados na apuração de tempo de 
serviço para efeito de enquadramento o período probatório, 
período referente a afastamentos não remunerados, férias e 
licença-prêmio não gozadas e contadas em dobro ou qualquer outro 
tipo de averbação 
Art. 30. O servidor que não possuir a escolaridade exigida para o 
exercício do cargo/função e já o estiver exercendo, na data da 
vigência desta Lei, ficará enquadrado em cargo correlato, ficando 
dispensado do pré-requisito de escolaridade. 
SEÇÃO I 
DAS FASES DO ENQUADRAMENTO 
Art. 31. O enquadramento será realizado em 2 (duas) fases: 
I – fase I, a partir de maio de 2007, sendo: 
a) enquadramento na classe, tendo em vista o cargo/função em 
exercício; 
b) enquadramento no nível de capacitação inicial da classe; 
c) enquadramento no padrão de vencimento conforme tabela de 
conversão do tempo de serviço. 
II – fase II, 12 (doze) meses após a primeira fase, sendo o servidor 
enquadrado definitivamente no nível de capacitação. 
Art. 32. Após a primeira fase do enquadramento, o servidor deverá 
informar os cursos de capacitação na área de segurança e defesa 
civil, devidamente reconhecidos e/ou credenciados pelo Município 
de Fortaleza, que porventura tenha concluído a partir de janeiro de 
2005. 
Art. 33. O enquadramento dos servidores neste PCCS será 
automático, mas estes podem se manifestar formalmente pela 
opção do não enquadramento, permanecendo, portanto, no 
sistema de remuneração da legislação anterior. 
Parágrafo único. A manifestação de que trata o caput deste artigo 
deverá ser efetivada no prazo de até 90 (noventa) dias contados da 
data de publicação desta Lei. 
CAPÍTULO IX 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 34. O servidor que se julgar prejudicado, quando do seu 
enquadramento neste Plano de Cargos, Carreiras e Salários, poderá 
requerer a reavaliação junto à Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza, até 90 (noventa) dias após a publicação do Quadro 
Discriminativo de Enquadramento no Diário Oficial do Município 
(DOM). 
Parágrafo único. Fica assegurado àqueles que não optarem pelo 
enquadramento de que trata esta Lei o reajuste de seus 
vencimentos básicos nos mesmos percentuais e datas em que se 
verificar o reajuste geral dos servidores do Poder Executivo 
Municipal. 
 
160 
 
Art. 35. As atribuições relativas aos cargos/funções descritos neste 
Plano de Cargos, Carreiras e Salários sãoas constantes do Anexo VII. 
Art. 36. O Plano de Cargos, Carreiras e Salários obedecerá, 
exclusivamente, às normas estabelecidas nesta Lei, não 
prevalecendo para nenhum efeito planos, reclassificações e 
enquadramentos anteriores. 
Parágrafo único. Os servidores contemplados neste PCCS farão jus 
a uma vantagem pecuniária fixa de R$ 110,00 (cento e dez reais), 
reajustável nos mesmos índices aplicados ao vencimento básico, a 
qual não se incorpora a este para qualquer finalidade, garantida, 
porém, a sua incorporação aos proventos, atendidas as seguintes 
condições: 
I – no caso dos servidores admitidos até 15 de dezembro de 1998, 
que a tenham percebido por um período superior a 36 (trinta e seis) 
meses ininterruptos; 
II – nos demais casos, que a tenham percebido pelo período de 60 
(sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses 
intercalados. 
Art. 37. Os Agentes de Defesa Civil e de Segurança Institucional, ao 
serem enquadrados neste PCCS, deixarão de perceber a gratificação 
de aumento de produtividade variável prevista na Lei nº 8.419, de 
31 de março de 2000, regulamentada pelo Decreto n. 10.850, de 15 
de agosto de 2000. 
§ 1º Os servidores referidos no caput deste artigo, além da 
vantagem prevista no parágrafo único do art. 36 desta Lei, farão jus 
a uma vantagem pecuniária pessoal fixa de R$ 35,09 (trinta e cinco 
reais e nove centavos), reajustável nos mesmos índices aplicados ao 
vencimento básico, a qual não se incorpora a este para qualquer 
finalidade, garantida, porém, a sua incorporação aos proventos, 
desde que percebida por um período mínimo de 60 (sessenta) 
meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados. 
§ 2º Os servidores acima mencionados, antes submetidos a uma 
carga horária de 8 (oito) horas diárias, nos termos do Edital 001, de 
28 de abril de 2000, deixarão de perceber a complementação 
salarial de 60 (sessenta) horas; conforme o art. 25 desta Lei passarão 
a ter carga horária de 180 (cento e oitenta) horas mensais. 
Art. 38. Os inspetores, além da vantagem prevista no parágrafo 
único do art. 36 desta Lei, farão jus a uma vantagem pessoal fixa de 
R$ 366,08 (trezentos e sessenta e seis reais e oito centavos), 
reajustável nos mesmos índices aplicados ao vencimento básico, a 
qual não se incorpora a este para qualquer finalidade, garantida, 
porém, a sua incorporação aos proventos, desde que os servidores 
admitidos até 15 de dezembro de 1998 a tenham percebido por um 
período superior a 36 (trinta e seis) meses ininterruptos; e os demais 
servidores, 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e 
quatro) meses intercalados. 
Art. 39. Os atos regulamentares do Poder Executivo vinculados a 
esta Lei deverão ser aprovados por decretos, dentro de 90 (noventa) 
dias contados da publicação desta Lei. 
Art. 40. As despesas decorrentes da implantação do Plano de 
Cargos, Carreiras e Salários de que trata esta Lei correrão à conta 
 
161 
 
das dotações orçamentárias próprias da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza, que serão suplementadas em caso de insuficiência 
de recursos. 
Art. 41. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua 
publicação, exceto quanto aos seus efeitos financeiros que 
retroagirão a 1º de maio de 2007, ficando revogadas as disposições 
em contrário. 
 
PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA, em 10 de julho 
de 2007. 
Luizianne de Oliveira Lins 
PREFEITA MUNICIPAL DE FORTALEZA 
7. Lei Complementar Municipal Nº 037/2007, de 10 de julho 
de 2007, que institui o Regulamento Disciplinar Interno da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e dá outras 
providências. 
FAÇO SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA APROVOU 
E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI COMPLEMENTAR: 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1º- O Regulamento Disciplinar dos Servidores da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituído por esta Lei 
Complementar, tem a finalidade de definir os deveres, tipificar as 
infrações disciplinares, regular as sanções administrativas, 
os procedimentos processuais correspondentes, os recursos, o 
comportamento e as recompensas aos referidos servidores. 
Art. 2º - Este regulamento aplica-se aos servidores 
pertencentes ao efetivo da Guarda Municipal e Defesa Civil 
de Fortaleza, incluindo-se, ainda, os ocupantes exclusivamente 
de cargos em comissão, os servidores de atividades 
administrativas e os de nível superior. 
TÍTULO II 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
CAPÍTULO I 
DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA 
Art. 3º - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, sendo a 
hierarquia a ordenação de autoridade, em níveis 
diferentes de uma escala existindo superiores e subordinados; e 
a disciplina a rigorosa observância e acatamento das 
leis, regulamentos, decretos e as demais disposições 
 
162 
 
legais, traduzindo-se pelo voluntário e adequado cumprimento ao 
dever funcional. 
Art. 4º - São princípios norteadores da disciplina e da 
hierarquia da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza: 
I - o respeito à dignidade humana; 
II - o respeito à cidadania; 
III - o respeito à justiça; 
IV - o respeito à legalidade democrática; 
V - o respeito à coisa pública. 
Art. 5º - São superiores em razão do cargo, ainda que não 
pertencentes às carreiras do Corpo da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza: 
I - chefe do Poder Executivo Municipal; 
II - diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza. 
Art. 6º - As ordens legais devem ser prontamente 
executadas, cabendo responsabilidade à autoridade que as 
determinar. 
§ 1º - A hierarquia confere ao superior o poder de transmitir 
ordens, de fiscalizar e de rever decisões em relação ao 
subordinado. 
§ 2º - Os integrantes do Corpo da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza serão subordinados à disciplina básica da 
mesma, onde quer que exerçam suas atividades, sujeitando-
se também às normas dos órgãos onde desenvolvam suas 
atividades, desde que estas não conflitem com as da instituição, 
que são soberanas. 
§ 3º - No caso de dúvida acerca dos procedimentos a serem 
adotados nas ações práticas, será assegurado o esclarecimento ao 
subordinado. 
Art. 7º - Todo servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza que se deparar com ato contrário à disciplina da 
instituição deverá adotar medida saneadora. 
Parágrafo Único - Se detentor de hierárquica sobre o infrator, o 
servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza deverá 
adotar as providências cabíveis pessoalmente; se subordinado, 
deverá comunicar às autoridades competentes. 
 
163 
 
Art. 8º - O ordenamento hierárquico da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza compreende 3 (três) carreiras, sendo: 
I - Carreira de Segurança Pública; 
II - Carreira de Defesa Civil; 
III - Carreira de Segurança Institucional. 
Art. 9º - A precedência hierárquica, salvo nos casos a que se 
refere o art. 5º desta Lei, é regulada pelos cargos. 
Art. 10 - Na igualdade de cargos, terá precedência hierárquica: 
I - o servidor mais antigo no cargo; 
II - o servidor mais antigo na Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza; 
III - pela posição nas escalas numéricas, número funcional ou 
registros similares. 
Art. 11 - São deveres do servidor da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza, além dos demais elencados neste regulamento: 
I - ser assíduo e pontual; 
II – cumprir as ordens superiores, representandoquando 
forem manifestamente ilegais; 
III - desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for 
incumbido; 
IV - guardar sigilo sobre os assuntos da administração; 
V - tratar com urbanidade os companheiros de trabalho e o 
público em geral; 
VI - manter sempre atualizada sua declaração de família, de 
residência e de domicílio; 
VII - zelar pela economia do material do Município e pela 
conservação do que for confiado à sua guarda e utilização; 
VIII - proceder, pública e particularmente, de forma que dignifique 
a função pública; 
IX - cooperar e manter o espírito de solidariedade, 
afeição e camaradagem com os companheiros de trabalho; 
X - estar em dia com as leis, regimentos, regulamentos, 
instruções e ordens de serviço que digam respeito as suas 
funções; 
XI - prestar continência a seu superior hierárquico; 
 
164 
 
XII – comparecer convenientemente trajado em serviço e com 
o uniforme determinado para a ocasião; 
XIII - zelar pela boa apresentação individual. 
Parágrafo Único - Fazem parte da boa apresentação individual a 
barba e cabelos cortados, unhas aparadas e, para o efetivo 
feminino, os cabelos curtos ou presos segundo os tipos 
prescritos, sendo permitido o uso de brincos discretos e 
maquiagem leve, segundo as demais disposições deste 
regulamento. 
CAPÍTULO II 
DO USO DO UNIFORME 
Art. 12 - O uso correto dos uniformes é fator primordial na 
boa apresentação individual e coletiva do quadro de pessoal 
da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, 
contribuindo para o fortalecimento da disciplina e da 
imagem da instituição perante a opinião pública. 
§ 1º - É obrigatório o uso do uniforme limpo e completo pelo Corpo 
da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, quando em 
efetivo serviço, salvo por exigência do serviço prestado 
com a devida autorização da Direção-Geral. 
§ 2º - Os servidores de carreira pertencentes ao Corpo da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, quando investidos 
em cargos de comissão poderão usar o uniforme, dentro da 
conveniência de suas atividades ou por determinação da 
Direção-Geral. 
Art. 13 - É vedado ao Corpo da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza o uso do uniforme quando: 
I - não mais pertencer ao Corpo da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza; 
II - passar para a inatividade; 
III - praticar atos de incontinência pública e escandalosa de 
vícios, jogos proibidos ou embriaguez habitual; 
IV - estiver disciplinarmente afastado do cargo; 
V - estiver à disposição, com ou sem ônus para a origem, 
excetuados os casos previstos em convênios com outros órgãos 
públicos; 
VI - estiver em gozo de férias ou licenças médicas; 
 
165 
 
VII - estiver afastado de suas funções para trato de interesse 
particular, para concorrer ou desempenhar mandato eletivo 
ou de representação sindical; 
VIII – participar de manifestações de caráter político-partidárias. 
CAPÍTULO III 
DA CONTINÊNCIA 
Art. 14 - Os servidores ocupantes de cargo efetivo dentro da 
Carreira de Segurança Pública da Guarda Municipal e Defesa Civil 
de Fortaleza manifestarão respeito e apreço aos seus superiores, 
pares e subordinados através da continência: 
I - dirigindo-se a eles ou atendendo-os, de modo disciplinado; 
II - observando a hierárquica; 
III - observando que a continência é impessoal e que visa à 
autoridade e não à pessoa. 
IV - verificando que a continência parte sempre do servidor 
de menor precedência hierárquica; 
V - reconhecendo que todo servidor deve, obrigatoriamente, 
retribuir a continência que lhe é prestada; se uniformizado, 
prestará a continência individual; se à paisana, responderá 
com um movimento de cabeça e com um cumprimento verbal. 
Art. 15 - Têm direito à continência: 
I - a Bandeira Nacional: 
a) ao ser hasteada ou arriada diariamente em cerimônia militar ou 
cívica; 
b) por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporação, 
nas formaturas; 
c) quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, 
acompanhada por guarda ou por organização civil, em 
cerimônia cívica; 
II - o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar 
ou cívica; 
III - o chefe do Poder Executivo Municipal; 
IV - os superiores hierárquicos. 
CAPÍTULO IV 
DO COMPORTAMENTO DO SERVIDOR 
 
166 
 
Art. 16 - Ao ingressar no Corpo da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza, o servidor será classificado no 
comportamento bom. 
Art. 17 - Para fins disciplinares e para os demais efeitos legais, 
o comportamento do servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil 
de Fortaleza será considerado: 
I - excelente, quando no período de 4 (quatro) anos não tiver 
sofrido qualquer punição; 
II - bom, quando no período de 3 (três) anos não tiver sofrido 
pena de suspensão; 
III - insuficiente, quando no período de 2 (dois) anos tiver 
sofrido até 2 (duas) suspensões ou equivalentes (§ 1º); 
IV - ruim, quando no período de 1 (um) ano tiver sofrido o 
somatório de mais de 15 (quinze) dias de suspensão. 
§ 1º - Para a classificação de comportamento, 2 (duas) advertências 
equivalerão a 1 (uma) suspensão. 
§ 2º - A avaliação do comportamento dar-se-á anualmente através 
de portaria do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil 
de Fortaleza, de acordo com os critérios estabelecidos neste 
artigo. 
§ 3º - A contagem de tempo para a melhoria de 
comportamento começará a partir da data em que se encerrar 
o cumprimento da punição. 
§4º - O conceito atribuído ao comportamento do servidor, nos 
termos do disposto neste artigo, será considerado para: 
I - indicação para participação em cursos de aperfeiçoamento; 
II - submissão à participação em programa educativo, nas 
hipóteses dos incisos III e IV do caput deste artigo, se a soma das 
penas de suspensão aplicadas for superior a 30 (trinta) dias. 
Art. 18 - Anualmente será elaborado pela Corregedoria da Guarda 
Municipal o relatório de avaliação disciplinar do efetivo da 
Guarda Municipal, o qual será submetido à apreciação 
da Assessoria Jurídica e do diretor- geral. 
§ 1º - A Corregedoria da Guarda Municipal convidará 1 (um) 
servidor de cada categoria profissional do Corpo da Guarda 
Municipal e Defesa Civil para acompanhar os trabalhos de 
formação do relatório citado no caput deste artigo. 
§ 2º - Os critérios de avaliação terão por base a aplicação desta Lei 
Complementar. 
 
167 
 
§ 3º - A avaliação deverá considerar a totalidade das infrações 
punidas, a tipificação e as sanções correspondentes e o cargo do 
infrator. 
Art. 19 - Do ato do diretor-geral que classificar os integrantes 
da instituição caberá recurso, dirigido à própria direção da 
instituição, devendo conter a justificativa para o recebimento 
deste. 
Parágrafo Único - O recurso previsto neste artigo deverá ser 
interposto no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da 
publicação oficial do ato impugnável e terá efeito suspensivo. 
CAPÍTULO V 
DAS RECOMPENSAS 
Art. 20 - As recompensas constituem-se em reconhecimento aos 
bons serviços, atos meritórios e trabalhos relevantes prestados 
pelo servidor.Art. 21 - São recompensas da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza: 
I - condecorações por serviços prestados; 
II - elogios. 
§ 1º - Condecorações constituem-se em referências honrosas 
e insígnias conferidas aos integrantes da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza por sua atuação em ocorrências 
de relevo na preservação da vida, da integridade física e do 
patrimônio municipal, podendo ser formalizadas 
independentemente da classificação de comportamento, 
com a devida publicidade no Diário Oficial do Município e 
registro em pasta funcional. 
§2º - Elogio é o reconhecimento formal da administração às 
qualidade morais e profissionais daqueles que compõem 
a Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, com a devida 
publicidade no Diário Oficial do Município e registro em pasta 
funcional. 
§3º - As recompensas previstas neste artigo serão conferidas 
por determinação do diretor-geral da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza. 
CAPÍTULO VI 
DO DIREITO DE PETIÇÃO 
Art. 22 - É assegurado ao servidor da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza o direito de requerer ou representar, quando se 
 
168 
 
julgar prejudicado por ato ilegal praticado por superior 
hierárquico, desde que o faça dentro das normas de urbanidade. 
Parágrafo Único - Os requerimentos deverão ser endereçados à 
Ouvidoria da instituição, que se encarregará de adotar as 
providências que julgar necessárias para o andamento dos 
pedidos. 
TÍTULO III 
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES 
CAPÍTULO I 
DA DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES 
Art. 23 - Infração disciplinar é toda qualquer violação aos 
deveres funcionais, aos princípios éticos e norteadores da 
conduta dos integrantes da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza, podendo esta transgressão se manifestar através de 
ação ou omissão, desde que contrarie os preceitos 
estabelecidos nesta Lei Complementar, no Estatuto dos 
Servidores Públicos Municipais e as demais leis, regulamentos, 
normas e disposições legais, sem prejuízo da aplicação de 
sanções de natureza penal. 
Art. 24 - As infrações, quanto à sua natureza, classificam-se em: I - 
leves; II - médias; III - graves. 
Art. 25 - São infrações disciplinares de natureza leve: 
I – chegar atrasado, sem justo motivo, a ato ou ao posto de 
serviço; 
II - permutar serviço sem permissão da autoridade 
competente; 
III - deixar de usar uniforme, ou usá-lo incompleto, 
contrariando as normas respectivas ou trajar vestuário 
incompatível com a função; 
IV - suprimir a identificação do uniforme ou utilizar-se de meios 
ilícitos para dificultar a identificação; 
V - descurar-se do asseio pessoal ou coletivo, conforme o art. 
11, parágrafo único, desta Lei Complementar; 
VI - negar-se a receber uniforme, equipamentos ou 
outros objetos que lhe sejam destinados ou que devam ficar 
em seu poder; 
VII - conduzir veículo da instituição sem autorização da 
unidade competente; 
 
169 
 
VIII - fumar, estando de serviço, nos locais em que tal procedimento 
seja vedado; 
IX - deixar de encaminhar documentos no prazo legal; 
X - negar-se a prestar continência a seus superiores, de 
acordo com Capítulo III deste regulamento. 
Art. 26 - São transgressões disciplinares de natureza média: 
I - faltar ou ausentar-se do serviço sem motivo justificável; 
II - deixar de comunicar ao superior imediato ou, na sua 
ausência, a outro superior, informação sobre perturbação 
da ordem pública, logo que dela tenha conhecimento; 
III - encaminhar documentos ao superior hierárquico 
comunicando infração disciplinar inexistente ou sem 
indícios de fundamentação fática; 
IV – desempenhar inadequadamente suas funções por falta de 
atenção; 
V - afastar-se, momentaneamente, sem justo motivo, do local 
em que deva encontrar-se por força de ordens ou disposições 
legais; 
VI - deixar de apresentar-se, nos prazos estabelecidos, sem 
motivo justificado, nos locais em que deva comparecer; VII – 
representar a instituição em qualquer ato sem estar autorizado 
pela Direção-Geral; 
VIII - deixar de se apresentar à instituição, mesmo estando 
de folga, após ato convocatório do diretor da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; 
IX - sobrepor ao uniforme insígnias de sociedades particulares, 
entidades religiosas ou políticas ou, ainda, usar indevidamente 
medalhas desportivas, distintivos ou condecorações, sem 
motivo justificado; 
X - dirigir veículo da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza em desobediência às determinações contidas no Código 
de Trânsito Brasileiro, salvo se em caso de emergência e no 
estrito cumprimento do dever; 
XI - deixar de preencher relatório de atividades ou omitir 
informações decorrentes da operação realizada, salvo por 
motivo justificável; 
XII - ofender a moral e os bons costumes, por meio de atos, palavras 
ou gestos; 
 
170 
 
XIII - responder por qualquer modo desrespeitoso a 
servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, com 
função superior, igual ou inferior, ou a qualquer munícipe; 
XIV - deixar de zelar pela economia do material do Município e 
pela conservação do que for confiado à sua guarda ou 
utilização; 
XV - designar ou manter sob sua chefia imediata cônjuge, 
companheiro ou companheira ou parente até 2º grau; 
XVI - coagir ou aliciar subordinados com objetivos de natureza 
político- partidária; 
XVII - retirar, sem prévia anuência da autoridade 
competente, qualquer documento ou objeto da repartição; 
XVIII - recusar fé a documentos públicos; 
XIX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de 
outrem, em detrimento da dignidade da função pública; 
XX - deixar de manter em dia a escrituração do setor onde 
trabalha, no que for da sua competência; 
XXI - permitir a presença de pessoas estranhas ao serviço, 
em local em que seja proibida; 
XXII - permitir que o subordinado exerça função incompatível 
com suas atribuições ou proibidas por lei ou regulamento. 
Art. 27 – As transgressões disciplinares de natureza grave 
classificam-se em 4 (quatro) grupos. 
§1º - São transgressões disciplinares do primeiro grupo: 
I - deixar de assumir a responsabilidade por seus atos ou pelos 
atos praticados por servidor da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza em função subordinada que agir em 
cumprimento de sua ordem; 
II - permanecer uniformizado, não estando em serviço, em 
boates, casas de prostituição, bares suspeitos, clubes de 
carteados, salões de bilhar, bingos ou semelhantes, locais em 
que se realizem corridas de cavalo ou quaisquer outros 
locais em que pela localização, frequência ou prática 
habitual, possam comprometer a Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza e a administração pública municipal; 
III - deixar de comunicar a seu chefe imediato faltas graves ou 
crimesde que tenha conhecimento em razão da função; 
 
171 
 
IV - deixar, quando solicitado, de prestar auxílio na 
manutenção ou restabelecimento da ordem pública, quando 
ao seu alcance; 
V - ingerir bebida alcoólica estando uniformizado; 
VI - introduzir ou tentar introduzir bebidas alcoólicas em 
dependências da instituição ou postos de serviço; 
VII - solicitar a interferência de pessoas estranhas à 
instituição, a fim de obter para si ou para outrem qualquer 
vantagem ou benefício; 
VIII - fornecer à imprensa informações que ultrapassem a sua 
competência ou que sejam de caráter sigiloso; 
IX - divulgar decisão, despacho, ordem ou informação, antes de 
oficialmente publicada; 
X - exercer atividade incompatível com a função de guarda, 
subinspetor, agente de segurança institucional e agente de 
defesa civil; 
XI - assinar documentos que importem ordem ou determinação a 
superior; 
XII - apresentar-se uniformizado quando proibido; 
XIII - praticar quaisquer atos que ponham em dúvida a sua 
honestidade funcional; 
XIV - espalhar notícias falsas em prejuízo da ordem e da 
disciplina da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e do 
serviço público municipal como um todo; 
XV - apresentar-se publicamente em situação que denigra a 
imagem da instituição, em decorrência do consumo de 
bebidas alcoólicas, estando em serviço ou no uso do 
fardamento; 
XVI - fazer propaganda político-partidária nas dependências da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza ou em qualquer 
outro local estando fardado, vinculando a imagem do serviço 
público municipal a qualquer partido político ou candidato; 
XVII - entrar ou permanecer em comitê político ou participar 
de comícios estando uniformizado, salvo quando em serviço; 
 XVIII - utilizar-se do anonimato para macular ou ferir pares, 
superiores ou subordinados; 
XIX - deixar com pessoas estranhas à Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza sua carteira de identificação 
funcional ou simulacros; 
 
172 
 
XX - faltar com a verdade junto a depoimentos em 
relatórios e declarações, por ocasião de ocorrências de qualquer 
natureza; 
XXI - desempenhar inadequadamente suas funções de modo 
intencional; 
XXII - alegar doença para esquivar-se ao cumprimento do 
dever, sem apresentar atestados ou laudos médico-periciais, 
dentro dos prazos legais, que comprovem sua situação; 
XXIII - vender, ceder, doar ou emprestar peças de 
uniforme e/ou equipamento ou quaisquer materiais 
pertencentes à instituição; 
XXIV - abandonar o serviço para o qual tenha sido designado, 
sem a devida justificativa e autorização do chefe imediato; 
XXV - retirar ou tentar retirar de local sob a administração da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza objeto ou 
viatura, sem ordem dos respectivos responsáveis; 
XXVI - usar expressões jocosas ou pejorativas que atentem 
contra a raça, a religião, o credo ou orientação sexual e cultural; 
XXVII - participar da gerência ou administração de 
empresas privadas, em especial aquelas da área de segurança; 
XXVIII - omitir, em qualquer documento, dados indispensáveis 
ao esclarecimento dos fatos; 
XXIX - transportar na viatura, que esteja sob seu comando ou 
responsabilidade, pessoa ou material, sem autorização da 
autoridade competente. 
§2º - São transgressões disciplinares do segundo grupo: 
I - ofender colegas com gestos, palavras ou escritos; 
II - introduzir, distribuir ou tentar fazer, nas dependências da 
instituição ou em lugar público, estampas e publicações que 
atentem contra a disciplina ou a moral; 
III - introduzir ou tentar introduzir em dependências da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza ou outra repartição 
pública, material inflamável ou explosivo sem permissão 
do superior hierárquico; 
IV - dificultar ao servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza em função subordinada a apresentação de 
reclamação, recurso ou exercício do direito de petição; 
 
173 
 
V - praticar violência, em serviço ou em razão dele, contra 
servidores ou particulares, salvo se em legítima defesa e 
no estrito cumprimento do dever; 
VI - deixar de providenciar para que seja garantida a 
integridade física de pessoas detidas ou sob sua 
guarda ou responsabilidade; 
VII - publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos ou 
documentos privativos da Direção da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza; 
VIII - recusar-se a auxiliar as autoridades públicas ou seus 
agentes que estejam no exercício de suas funções e que, em 
virtude destas, necessitem do auxílio imediato, desde que esteja 
dentro de suas atribuições; 
IX - contribuir para que pessoas detidas ou sob guarda ou 
responsabilidade conservem em seu poder objetos não 
permitidos; 
X - abrir ou tentar abrir setor da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza, sem autorização, salvo se em caso de 
urgência ou emergência; 
XI - ofender, provocar ou desafiar autoridade ou servidor da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza que exerça função 
superior, igual ou subordinada, com palavras, gestos ou ações; 
XII - deixar de cumprir escala ou retardar serviço ou ordem 
legal, sem motivo escusável; 
XIII - descumprir preceitos legais durante a custódia de pessoas 
detidas sob sua guarda ou responsabilidade; 
XIV - aconselhar ou concorrer para o descumprimento 
de ordem legal de autoridade competente; 
XV - referir-se depreciativamente às ordens legais em 
informações, pareceres, despachos, pela imprensa ou por 
qualquer meio de divulgação; 
XVI - publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos 
ou documentos afetos à Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza que possam concorrer para ferir a disciplina ou a 
hierarquia ou comprometer a segurança institucional. 
§3º - São transgressões disciplinares do terceiro grupo: 
I - dar ordem ilegal ou claramente inexeqüível; 
II - violar ou deixar de preservar local de crime; 
 
174 
 
III - ameaçar, induzir ou instigar alguém a prestar declarações falsas 
no procedimento penal, civil ou administrativo; 
IV - deixar de comunicar ato ou fato irregular que presenciar, de 
qualquer servidor integrante da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza, mesmo quando não lhe couber intervir; 
V - deixar de auxiliar o companheiro de serviço envolvido em 
ocorrência; 
VI – trabalhar em estado de embriaguez ou sob efeito de substância 
entorpecente; 
VII - praticar atos obscenos em lugar público ou acessível ao 
público. 
§ 4º - São transgressões disciplinares do quarto grupo: 
I - extraviar, danificar ou subtrair, em benefício próprio ou de 
outrem, documentos de interesse da administração; 
II - valer-se ou fazer uso de cargo ou função pública para praticar 
assédio sexual ou moral; 
III - procurar a parte interessada em ocorrência para obtenção de 
vantagem indevida; 
IV – acumular ilicitamente seu cargo público no Município de 
Fortaleza, com qualquer outro, nas esferas municipal,estadual ou 
federal, nos termos da Constituição Federal; 
V - não acatamento de ordem superior que importe prejuízos 
graves à administração pública ou a terceiros. 
§ 5º - Verificada em processo administrativo a acumulação ilícita, 
desde que seja comprovada a boa fé, o servidor optará por 1 (um) 
dos cargos e, se não o fizer dentro de 15 (quinze) dias, será 
exonerado de qualquer deles, a critério da administração. 
CAPÍTULO II 
DAS SANÇÕES DISCIPLINARES 
Art. 28 - As sanções disciplinares aplicáveis aos servidores da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, nos termos dos 
artigos precedentes, são: 
I - ressarcimento ao erário público municipal; 
II - advertência; 
III - suspensão; 
IV - destituição de cargo em comissão; 
 
175 
 
V - demissão; 
VI – demissão a bem do serviço público. 
SEÇÃO I 
DO RESSARCIMENTO AO ERÁRIO, 
DA ADVERTÊNCIA E DA SUSPENSÃO 
Art. 29 - O ressarcimento ao erário, é a forma que o Poder Público 
Municipal tem de reaver, financeiramente, o gasto que foi obrigado 
a suportar em decorrência do procedimento negligente, 
imprudente ou imperito de seus agentes, nos moldes dos arts. 99, 
100 e 170 da Lei Municipal n° 6.794, de 27 de dezembro de 1990, e 
ocorrerá quando: 
I - o agente público cometer infrações de trânsito, comprovadas por 
meio de notificações dos órgãos de trânsito; 
II - o agente público causar danos a terceiros, comprovados por 
meio de orçamentos próprios; III - houver a perda do material de 
trabalho, no que importar prejuízos ao desempenho das atividades 
laborais. 
Parágrafo Único - O ressarcimento ao erário será precedido do 
competente processo administrativo disciplinar, o qual garantirá a 
ampla defesa e o contraditório ao servidor envolvido, nos moldes 
da legislação vigente. 
Art. 30 - A advertência será aplicada às faltas de natureza leve, terá 
publicidade no Diário Oficial do Município, e constará da pasta 
funcional individual do infrator, não sendo levada em consideração 
para os efeitos do disposto no art. 17 deste regulamento. 
Parágrafo Único – Para a primeira transgressão disciplinar de 
natureza leve, aplica-se a pena de advertência; para a primeira 
reincidência, aplica-se a pena de suspensão por 1 (um) dia; para a 
segunda reincidência, aplica-se a pena de suspensão de 2 (dois) 
dias; para a terceira, aplica-se a pena de suspensão de 4 (quatro) 
dias, seguindo-se a contagem com múltiplos de 2 (dois) até o limite 
de 30 (trinta) dias, respeitando sempre as circunstâncias 
atenuantes e agravantes. 
Art. 31 - A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) 
dias, será aplicada ao servidor que reincidir na prática de infrações 
de natureza leve e infringir as transgressões de natureza média e 
grave, tendo publicidade no Diário Oficial do Município, devendo, 
igualmente, ser averbada na pasta funcional individual do infrator, 
para os efeitos do disposto no art. 17 deste regulamento. 
§ 1º - Para a primeira transgressão disciplinar de natureza média, 
aplica-se a pena de suspensão de 1 (um) dia; para a primeira 
 
176 
 
reincidência, aplica-se a pena de suspensão de 3 (três) dias; para a 
segunda reincidência, aplica-se a pena de 6 (seis) dias, seguindo-se 
a contagem com múltiplos de 3 (três) até o limite de 30 (trinta) dias, 
respeitando sempre as circunstâncias atenuantes e agravantes. 
§ 2º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do primeiro 
grupo, comina-se a pena de suspensão de 3 (três) dias; para a 
primeira reincidência, a pena cominada será de 5 (cinco) dias; para 
a segunda, a pena cominada será de 10 (dez) dias, seguindo-se a 
contagem com múltiplos de 5 (cinco) até o limite de 90 (noventa) 
dias. 
§ 3º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do segundo 
grupo, comina-se a pena de suspensão de 5 (cinco) dias; para a 
primeira reincidência a pena cominada, será de 10 (dez) dias; para 
a segunda, a pena cominada será de 20 (vinte) dias, seguindo-se a 
contagem com múltiplos de 10 (dez) até o limite de 90 (noventa) 
dias. 
§ 4º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do terceiro 
grupo, comina-se a pena de suspensão de 10 (dez) dias; para a 
primeira reincidência, a pena cominada será de 15 (quinze) dias; 
para a segunda, a pena cominada será de 30 (trinta) dias, seguindo-
se a contagem com múltiplos de 15 (quinze) até o limite de 90 
(noventa) dias. 
§ 5º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do quarto 
grupo, cominase a pena de suspensão de 21 (vinte e um) a 30 
(trinta) dias; para a primeira reincidência, a pena cominada será de 
até 60 (sessenta) dias, não inferior à pena de transgressão; para a 
segunda, a pena cominada será de 90 (noventa) dias. 
Art. 32 - Durante o período de cumprimento da suspensão, o 
servidor perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do 
exercício do cargo, exceto quando houver conveniência para o 
serviço quando a pena de suspensão poderá ser convertida em 
multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia da 
remuneração, sendo o servidor, nesse caso, obrigado a permanecer 
em exercício. 
SEÇÃO II 
DA DEMISSÃO 
Art. 33 - Será aplicada a pena de demissão, conforme determina o 
art. 211, § 3º, da Lei Municipal nº 6.794, de 27 de dezembro de 
1990, nos casos de: 
I - crime contra a administração pública; 
 
177 
 
II - abandono de cargo, quando o servidor faltar, sem justa causa, 
ao serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos; 
III - faltas ao serviço, sem justa causa, por mais de 60 (sessenta) dias 
interpolados durante o período de 12 (doze) meses; 
IV - improbidade administrativa; 
V - infringência ao disposto no art. 27, § 4º, inciso V, deste 
regulamento; 
VI - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo se em 
legítima defesa própria de outrem e/ou em defesa do patrimônio 
público municipal; VII - aplicação irregular de dinheiro público; 
VIII - revelação de segredo apropriado em razão do cargo; 
IX - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio 
municipal; 
X - acumulação ilegal de cargos públicos, ressalvado o disposto no 
art. 27, § 5º, desta Lei Complementar; 
XI - transgressões ao art. 168, incisos X a XV, da Lei Municipal nº 
6.794, de 27 de dezembro de 1990. 
Art. 34 - As penalidades poderão ser abrandadas pela autoridade 
que as tiver de aplicar, levadas em conta a gravidade da infração 
cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as 
circunstâncias atenuantes e o anterior comportamento do 
servidor. 
Art. 35 - Uma vez submetido a inquérito administrativo, o servidor 
só poderá ser exonerado a pedido, depois de ocorrida a absolvição 
ou após o cumprimento da penalidade que lhe houver sido 
imposta. Parágrafo Único - O disposto neste artigo não se aplica, a 
juízo da autoridade competente, para impor a penalidade, aos 
casos previstos nos incisos II e III do art. 33 desta Lei. 
SEÇÃO III 
DA DEMISSÃO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO 
Art. 36 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público 
ao servidor, de conformidade com o art. 211, § 3º, da Lei Municipal 
nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990: 
I - praticar, em serviço ou em razão dele, atos atentatórios à vida e 
à integridade física de qualquer pessoa, salvo se em legítima defesa 
própria ou de outrem e/ou em defesa do patrimônio público 
municipal; 
II - praticar crimes hediondos previstos na Lei nº 8.072, de 25 de 
julho de 1990, alterada pela Lei Federal nº 8.930, de 06 de 
 
178 
 
setembro de 1994, crimes contra a administração pública, a fé 
pública, a ordem tributária e a segurança nacional, bem como de 
crimes contra a vida, salvo se em legítima defesa, mesmo que fora 
de serviço; 
III - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; IV - conceder 
vantagens ilícitas, valendo-se da função pública; V - praticar 
insubordinação grave; 
VI - receber ou solicitar propinas, comissões ou vantagens de 
qualquer espécie, diretamenteou por intermédio de outrem, ainda 
que fora de suas funções, mas em razão delas; 
VII - exercer a advocacia administrativa; 
VIII - praticar ato de incontinência pública e escandalosa ou dar-se 
ao vício de jogos proibidos, quando em serviço; IX - revelar 
segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo ou função, 
desde que o faça dolosamente, com prejuízo para o Município ou 
para qualquer particular. 
TÍTULO IV 
DA OUVIDORIA E DA CORREGEDORIA 
DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA CIVIL DE FORTALEZA 
CAPÍTULO I 
DA OUVIDORIA DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA CIVIL DE 
FORTALEZA 
Art. 37 - Fica criada a Ouvidoria da Guarda Municipal e Defesa Civil 
de Fortaleza, como setor vinculado diretamente à Diretoria-Geral 
da Guarda Municipal e que terá a seguinte composição: 
I - 1 (um) ouvidor, simbologia DAS-1; 
II - 2 (dois) auxiliares de Ouvidoria, simbologia DNI-1. 
Art. 38 - Os cargos de ouvidor e de auxiliar de Ouvidoria são cargos 
em comissão integrantes da estrutura administrativa da Prefeitura 
Municipal de Fortaleza, de livre nomeação e exoneração pelo chefe 
do Poder Executivo Municipal. 
Parágrafo Único. O chefe do Poder Executivo Municipal, através de 
decreto, regulamentará os cargos de ouvidor e de auxiliar de 
Ouvidoria, bem como indicará suas respectivas gratificações. 
Art. 39 - A Ouvidoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza tem as seguintes competências: 
I - receber e encaminhar à Direção-Geral as denúncias, reclamações 
e representações sobre atos considerados ilegais, arbitrários, 
desonestos ou que contrariem o interesse público, praticado por 
 
179 
 
servidores públicos, em todos os seus níveis, da Guarda Municipal 
e Defesa Civil de Fortaleza; 
II - realizar diligências nas unidades da administração, sempre que 
necessário, para o desenvolvimento dos seus trabalhos; 
III - manter sempre o sigilo sobre denúncias e reclamações, bem 
como sobre sua fonte, providenciando junto aos órgãos 
competentes proteção aos denunciantes, de acordo com as 
disponibilidades de cada órgão; 
IV - manter serviço telefônico gratuito, quando possível, destinado 
exclusivamente a receber denúncias e/ou reclamações; 
V - manter atualizado arquivo de documentação relativa às 
denúncias, reclamações e representações recebidas; 
VI - elaborar e publicar, trimestralmente, relatório de suas 
atividades e, anualmente, a consolidação dos 4 (quatro) relatórios 
trimestrais. 
Art. 40 - O ouvidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza 
tem como atribuições: 
I - propor ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza a instauração de sindicâncias, inquéritos e outras 
medidas destinadas à apuração de responsabilidade 
administrativa, civil e criminal, fazendo à Polícia Civil, ao Ministério 
Público ou ainda ao Poder Judiciário as devidas comunicações, 
quando houver indícios ou suspeita de crime; 
II - requisitar, diretamente e sem qualquer ônus de qualquer órgão 
municipal, informações, certidões, cópia de documentos ou 
volumes de autos relacionados com a investigação em curso; 
III - recomendar a adoção de providências que entender 
pertinentes, necessárias ao aperfeiçoamento dos serviços 
prestados à população pela Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza; 
IV - recomendar aos órgãos da administração a adoção de 
mecanismos que dificultem e impeçam a violação do patrimônio 
público e outras irregularidades comprovadas; 
V - monitorar o andamento de procedimentos administrativos 
enviados ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza ou à Corregedoria Geral da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza, a fim de que sejam cumpridas as sugestões 
propostas; 
VI - imputar responsabilidades aos membros da Corregedoria da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza ou aos membros da 
 
180 
 
Comissão Processante, no caso de paternalismo, protecionismo ou 
qualquer outra forma violadora do Direito, que possa ensejar ou 
levar à impunidade. 
Art. 41 - No que se refere exclusivamente a infrações envolvendo 
servidores do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza, é atribuída ao diretor-geral da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza competência para: 
I - determinar a instauração: 
a) das sindicâncias em geral; 
b) dos procedimentos especiais de exoneração em estágio 
probatório; 
c) dos inquéritos administrativos; 
II - decidir, por despacho, os processos de inquérito administrativo, 
nos casos de: 
a) absolvição; 
b) suspensão resultante de desclassificação da infração ou de 
abrandamento da penalidade; 
c) suspensão ou demissão, nas hipóteses de: abandono do cargo; 
faltas ao serviço, sem justa causa, por mais de 60 (sessenta) dias 
interpolados durante o ano; ou ineficiência no serviço, nos termos 
da legislação específica. 
Parágrafo Único - A competência estabelecida neste artigo abrange 
as atribuições para decidir os pedidos de reconsideração, apreciar 
e encaminhar os recursos e os pedidos de revisão de inquérito ao 
chefe do Poder Executivo Municipal. 
Art. 42 - Os auxiliares de Ouvidoria serão responsáveis pelo 
atendimento direto das denúncias, dessa maneira, poderão 
executar as mesmas atribuições do ouvidor, quando na ausência 
deste. 
Art. 43 - Para a consecução de seus objetivos a Ouvidoria da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza atuará: 
I - por iniciativa própria, em decorrência de denúncias, reclamações 
e representações de qualquer do povo ou de entidades 
representativas da sociedade; 
II - por solicitação do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza. 
CAPÍTULO II 
 
181 
 
DA CORREGEDORIA DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA CIVIL DE 
FORTALEZA 
Art. 44 - Fica criada a Corregedoria no âmbito da Guarda Municipal 
e Defesa Civil de Fortaleza, sendo um setor autônomo e 
independente, responsável pela apuração das infrações 
disciplinares atribuídas aos integrantes da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza, às correições em seus diversos setores e 
à apreciação das representações relativas à atuação irregular de 
seus membros. Art. 45 - À Corregedoria da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza, compete: 
I - apurar as infrações disciplinares atribuídas aos servidores 
integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza; 
II - realizar visitas de inspeção e correições extraordinárias em 
qualquer unidade da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; 
III - apreciar as representações que lhe forem dirigidas 
relativamente à atuação irregular de servidores integrantes do 
Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza; 
IV – promover investigação sobre o comportamento ético, social e 
funcional dos candidatos a cargos na Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza, bem como dos ocupantes desses cargos em 
estágio probatório e dos indicados para o exercício de chefias, 
observadas as normas legais e regulamentares aplicáveis. 
Art. 46 – A Corregedoria será composta de 1 (uma) Comissão 
Processante e 1 (uma) Comissão de Sindicância, formadas cada 
uma por 3 (três) servidores municipais e terá a seguinte estrutura: 
I – 1 (um) corregedor, simbologia DNS-2; 
II - 2 (dois) auxiliares de Corregedoria, simbologia DAS-3; 
III - 1 (um) presidente de Comissão de Sindicância, simbologia DAS-
1; 
IV - 2 (dois) secretários, simbologia DNI-1. 
Art. 47 - Os componentes da Comissão Processante e da Comissão 
de Sindicância da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza 
deverão ser servidores de carreira, estáveis no serviço público 
municipal, ter preferencialmente formação acadêmica em Direito, 
ter conhecimento da Legislação Municipal e, ainda, gozarem de 
comportamento funcional excelente. 
§ 1º - O cargo de corregedor será preenchido por indicação do 
chefe do Poder Executivo Municipal e recairá em um servidorda 
Prefeitura de Fortaleza, que se enquadre nas condições expostas 
 
182 
 
no caput deste artigo, e que tenha experiência profissional em 
sindicâncias e processos administrativos disciplinares. 
Art. 48 - O diretor-geral encaminhará ao chefe do Poder Executivo 
os nomes dos servidores que se encontrarem habilitados para 
ocupar os cargos descritos no art. 45 desta Lei Complementar, para 
análise e posterior nomeação. 
Parágrafo Único - O chefe do Poder Executivo Municipal, através de 
decreto, disporá sobre a regulamentação dos cargos de corregedor, 
de auxiliar de Corregedoria, de presidente da Comissão de 
Sindicância e de secretários, bem como indicará suas respectivas 
gratificações. 
Art. 49 - O corregedor tem como atribuições: 
I - assistir o diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza nos assuntos disciplinares; 
II - manifestar-se sobre assuntos de natureza disciplinar que devam 
ser submetidos à apreciação do diretor-geral da Guarda Municipal 
e Defesa Civil de Fortaleza, bem como indicar a composição da 
Comissão Processante; 
III - dirigir, planejar, coordenar e supervisionar as atividades, assim 
como distribuir os serviços da Corregedoria da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza; 
IV - apreciar e encaminhar as representações que lhe forem 
dirigidas relativamente à atuação irregular de servidores 
integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza, bem como propor ao diretor-geral da 
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza a instauração de 
sindicâncias administrativas e de procedimentos disciplinares, para 
a apuração de infrações administrativas atribuídas aos referidos 
servidores; 
V - avocar, excepcional e fundamentadamente, processos 
administrativos disciplinares e sindicâncias administrativas 
instauradas para a apuração de infrações administrativas atribuídas 
a servidores integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; 
VI - responder às consultas formuladas pelos setores da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza sobre assuntos de sua 
competência; 
VII - determinar a realização de correições extraordinárias nas 
unidades da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, 
remetendo sempre relatório reservado ao diretor-geral da Guarda; 
 
183 
 
VIII - elaborar e encaminhar à Assessoria Jurídica e ao diretor-geral 
a lista de classificação anual dos servidores pertencentes ao efetivo 
da Guarda Municipal; 
IX - remeter ao diretor-geral da Guarda Municipal relatório 
circunstanciado sobre a atuação pessoal e funcional dos servidores 
integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e 
Defesa Civil de Fortaleza em estágio probatório, propondo, se for o 
caso, a instauração de procedimento especial, observada a 
legislação pertinente. 
Art. 50 - São atribuições dos auxiliares de Corregedoria: 
I - preparar o local onde serão instalados os trabalhos da Comissão 
Processante; 
II - assistir e assessorar o corregedor no que for solicitado ou se fizer 
necessário; 
III - guardar sigilo sobre os fatos e assuntos tratados na 
Corregedoria; 
IV - evitar a comunicação entre as testemunhas processuais 
durante as audiências; 
V - propor medidas no interesse dos trabalhos da Comissão 
Processante; 
VI - assinar atas e termos; 
VII - participar da elaboração do relatório conclusivo. 
Art. 51 - São atribuições do presidente da Comissão de Sindicância: 
I - instalar os trabalhos da Comissão Sindicante; 
II - exercer a presidência e a representação dos trabalhos da 
Comissão Sindicante, dirigindo todas as ações necessárias ao bom 
desempenho daquela; 
III - efetuar a designação dos demais membros para exercerem as 
funções de secretariado aos trabalhos; IV - determinar as 
notificações das pessoas que forem parte da Sindicância; V - 
determinar a lavratura dos termos dos atos praticados pela 
Comissão Sindicante; 
VI - estipular os locais, horários e prazos a serem cumpridos pelos 
membros e partes da Sindicância; 
VII – assinar todo e qualquer documento necessário ao 
desenvolvimento dos trabalhos; 
VIII - laborar no sentido de que os direitos legais do sindicado sejam 
rigorosamente obedecidos; 
 
184 
 
IX - providenciar as qualificações das partes e reduzir a termo as 
declarações prestadas; 
X - determinar diligências e os demais atos processuais, juntadas de 
documentos, desde que de interesse da Comissão de Sindicância; 
XI - manter informados o corregedor e o diretor-geral da Guarda 
Municipal acerca do andamento dos trabalhos de Sindicância; 
XII - determinar o encerramento dos trabalhos de apuração; 
XIII - emitir o relatório final, juntamente com o encaminhamento 
dos autos ao corregedor da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza. 
Art. 52 - Os secretários da Comissão de Sindicância têm como 
atribuições: 
I - atender às determinações do presidente da Comissão; 
II - preparar o local de trabalho e todo o material necessário e 
imprescindível às apurações dos fatos em análise; 
III - ter cautela nos seus escritos; 
IV - montar o Processo de Sindicância; 
V - rubricar os documentos que produzir ou atuar; 
VI – receber e expedir papéis e documentos atinentes à apuração 
dos fatos; 
VII - juntar aos autos as vias das notificações; 
VIII - organizar o arquivo de processos e peças processuais; 
IX - guardar sigilo e comportar-se com discrição e prudência. 
TÍTULO V 
DAS NORMAS GERAIS SOBRE O PROCEDIMENTO 
DISCIPLINAR 
CAPÍTULO I 
DAS MODALIDADES DE PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES 
Art. 53 - São procedimentos disciplinares: 
I – de preparação e investigação: 
a) o relatório circunstanciado e conclusivo sobre os fatos; 
b) a sindicância; 
II - do exercício da pretensão punitiva: a) inquérito administrativo; 
III - a exoneração em período probatório. 
 
185 
 
CAPÍTULO II 
DA PARTE E DE SEUS PROCURADORES 
Art. 54 - São considerados parte, nos procedimentos disciplinares 
de exercício da pretensão punitiva, o servidor da Guarda Municipal 
e Defesa Civil de Fortaleza e o titular de cargo em comissão. 
Art. 55 - Os servidores incapazes temporária ou permanentemente, 
em razão de doença física ou mental, serão representados ou 
assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil. 
Parágrafo Único - Inexistindo representantes legalmente 
investidos, ou na impossibilidade comprovada de trazê-los ao 
procedimento disciplinar, ou, ainda, se houver pendências sobre a 
capacidade do servidor, serão convocados como seus 
representantes os pais, o cônjuge ou companheiro, os filhos ou 
parentes até segundo grau, observada a ordem aqui estabelecida. 
Art. 56 - A parte poderá constituir advogado legalmente habilitado 
para acompanhar os termos dos procedimentos disciplinares de 
seu interesse. 
§ 1º - Nos procedimentos de exercício da pretensão punitiva, se a 
parte não constituir advogado ou for declarada revel, ser-lhe-á 
dado defensor, na pessoa de procurador municipal, que não terá 
poderes para receber citação e confessar. 
§ 2º - A parte poderá, a qualquer tempo, constituir advogado, 
hipótese em que se encerrará, de imediato, a representação do 
defensor dativo. 
§ 3º - Ser-lhe-á dado também defensor dativo quando, notificada 
de que seu advogado constituído não praticou atos necessários, a 
parte não tomar qualquer providência no prazo de 3 (três) dias. 
CAPÍTULO III 
DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS 
SEÇÃO I 
DAS CITAÇÕES 
Art. 57 - Todo servidor que for parte em procedimento disciplinar 
de exercício da pretensão punitiva será citado, sob pena de 
nulidade do procedimento, para dele participar e se defender. 
Parágrafo Único - O comparecimento espontâneo da parte ou 
qualquer outro ato que implique ciência inequívoca a respeito da 
instauração do procedimento administrativo suprem a necessidade 
de realização de citação. 
 
186 
 
Art.58 – A citação far-se-á, no mínimo, 48 (quarenta e oito) horas 
antes da data do interrogatório designado, da seguinte forma: 
I – por entrega pessoal do mandado ou por meio do setor ou 
Departamento de Recursos Humanos da respectiva pasta; 
II – por correspondência; 
III - por edital. 
Art. 59 - A citação por entrega pessoal far-se-á sempre que o 
servidor estiver em exercício. 
Art. 60 - Far-se-á a citação por correspondência quando o servidor 
não estiver em exercício ou residir fora do município, devendo o 
mandado ser encaminhado, com aviso de recebimento, para o 
endereço residencial constante do cadastro de sua lotação. 
Art. 61 - Estando o servidor em local incerto e não sabido, ou não 
sendo encontrado, por 2 (duas) vezes, no endereço residencial 
constante do cadastro de sua lotação, promover-se-á sua citação 
por editais, com prazo de 15 (quinze) dias, publicados no Diário 
Oficial do Município de Fortaleza durante 3 (três) edições 
consecutivas. 
Art. 62 - O mandado de citação conterá a designação de dia, hora e 
local para interrogatório e será acompanhado da cópia da denúncia 
administrativa, que dele fará parte integrante e complementar. 
SEÇÃO II 
DAS INTIMAÇÕES 
Art. 63 - A intimação de servidor em efetivo exercício será feita por 
publicação impressa no Diário Oficial do Município de Fortaleza, 
que também é acessível em versão digital, disponibilizada no sítio 
eletrônico: www.fortaleza.ce.gov.br/serv/diom.asp. 
Parágrafo Único – O chefe da Unidade de Pessoal deverá diligenciar 
para que o servidor tome ciência da publicação. Art. 64 - O servidor 
que, sem justa causa, deixar de atender à intimação com prazo 
marcado poderá ser apenado com as sanções administrativas 
cabíveis, por decisão do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa 
Civil de Fortaleza. 
Art. 65 - A intimação dos advogados e do defensor dativo será feita 
por intermédio de publicação no Diário Oficial do Município de 
Fortaleza, devendo dela constar o número do processo, o nome dos 
advogados e da parte. 
§ 1º - Dos atos realizados em audiência reputam-se intimados, 
desde logo, a parte, o advogado e o defensor dativo. 
 
187 
 
§ 2º - Quando houver somente um defensor dativo designado no 
processo, a Corregedoria encaminhar-lhe-á os autos por carga, 
diretamente, independentemente de intimação ou publicação, 
devendo ser observado, na sua devolução, o prazo legal cominado 
para a prática do ato. 
CAPÍTULO IV 
DOS PRAZOS 
Art. 66 - Os prazos são contínuos, não se interrompendo nos 
feriados e serão computados excluindo-se o dia do começo e 
incluindo-se o dia do vencimento. 
Parágrafo Único - Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro 
dia útil, se o vencimento cair em fim de semana, feriado, ponto 
facultativo municipal ou se o expediente administrativo for 
encerrado antes do horário normal. 
Art. 67 - Decorrido o prazo, extingue-se para a parte, 
automaticamente, o direito de praticar o ato, salvo se esta provar 
que não o realizou por evento imprevisto, alheio à sua vontade ou 
à de seu procurador, hipótese em que o corregedor permitirá a 
prática do ato, assinalando prazo para tanto. 
Art. 68 - Não havendo disposição expressa nesta Lei e nem 
assinalação de prazo pelo corregedor, o prazo para a prática dos 
atos no procedimento disciplinar, a cargo da parte, será de 5 (cinco) 
dias. 
Parágrafo Único - A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido 
exclusivamente a seu favor. 
Art. 69 - Quando, no mesmo procedimento disciplinar, houver mais 
de 1 (uma) parte, os prazos serão comuns, exceto para as razões 
finais, quando será contado em dobro, se houver diferentes 
advogados. 
§ 1º - Havendo no processo até 2 (dois) defensores, cada um 
apresentará alegações finais, sucessivamente, no prazo de 10 (dez) 
dias cada um. § 2º - Havendo mais de 2 (dois) defensores, caberá 
ao corregedor conceder, mediante despacho nos autos, prazo para 
vista fora da repartição, designando data única para apresentação 
dos memoriais de defesa na repartição. 
CAPÍTULO V 
DAS PROVAS 
SEÇÃO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
188 
 
Art. 70 - Todos os meios de prova admitidos em Direito e 
moralmente legítimos são hábeis para demonstrar a veracidade 
dos fatos. 
Art. 71 - O corregedor poderá limitar e excluir, mediante despacho 
fundamentado, as provas que considerar excessivas, impertinentes 
ou protelatórias. 
SEÇÃO II 
DA PROVA FUNDAMENTAL 
Art. 72 - Fazem a mesma prova que o original as certidões de 
processos judiciais e as reproduções de documentos autenticadas 
por oficial público, ou conferidas e autenticadas por servidor 
público para tanto competente. 
Art. 73 - Admitem-se como prova as declarações constantes de 
documento particular, escrito e assinado pelo declarante com firma 
devidamente reconhecida em cartório, bem como depoimentos 
constantes de sindicâncias, que não puderem, comprovadamente, 
ser reproduzidos verbalmente em audiência. 
Art. 74 - Servem também à prova dos fatos o telegrama, o 
radiograma, a fotografia, a fonografia, a fita de vídeo e outros 
meios lícitos, inclusive os eletrônicos. 
Art. 75 - Caberá à parte que impugnar a prova produzir a perícia 
necessária à comprovação do alegado. 
SEÇÃO III 
DA PROVA TESTEMUNHAL 
Art. 76 - A prova testemunhal é sempre admissível, podendo ser 
indeferida pelo corregedor: 
I - se os fatos sobre os quais serão inquiridas as testemunhas já 
foram provados por documentos ou confissão da parte; II - quando 
os fatos só puderem ser aprovados por documentos ou perícia. 
Art. 77 - Compete à parte entregar na repartição, no tríduo 
probatório, o rol das testemunhas de defesa, indicando seu nome 
completo, endereço e respectivo código de endereçamento postal 
(CEP). 
§ 1º - Se a testemunha for servidor municipal, deverá a parte indicar 
o nome completo, unidade de lotação e o número de sua matrícula. 
§ 2º - Depois de apresentado o rol de testemunhas, a parte poderá 
substituí-las até a data da audiência designada, com a condição de 
ficar sob sua responsabilidade, levá-las à audiência. 
 
189 
 
§ 3º - O não comparecimento da testemunha substituída implicará 
desistência de sua oitiva pela parte. 
Art. 78 - Cada parte poderá arrolar, no máximo, 3 (três) 
testemunhas. Art. 79 - As testemunhas serão ouvidas, de 
preferência, primeiramente as da Corregedoria e, após, as da parte. 
Art. 80 - As testemunhas deporão em audiência perante o 
corregedor, os auxiliares de Corregedoria e o defensor constituído 
e, na sua ausência, o defensor dativo. 
§ 1º - Se a testemunha, por motivo relevante, estiver 
impossibilitada de comparecer à audiência, mas não de prestar 
depoimento, o corregedor poderá designar dia, hora e local para 
inquiri-la. 
§ 2º - Sendo necessária a oitiva de servidor que estiver cumprindo 
pena privativa de liberdade, o corregedor solicitará à autoridade 
competente a permissão para ter acesso ao local para inquirir o 
servidor. 
Art. 81 - Incumbirá à parte levar à audiência, independentemente 
de intimação, as testemunhas por ela indicadas que sejam 
servidores municipais, decaindo o direito de ouvi-las, caso não 
compareçam. 
Parágrafo Único - As chefias imediatas diligenciarão para que sejam 
dispensados os servidores no momento das audiências, devendo 
para tanto serem informadas a respeito da designação da audiência 
com 24 (vinte e quatro) horas de antecedência. 
Art. 82 - Antes de depor, a testemunha será qualificada, indicando 
nome, idade e profissão, local e função de trabalho, número da 
cédula de identidade, residência e estado civil, bem como se tem 
parentesco com a parte e, se for servidor municipal, o número de 
sua matrícula. 
Art. 83 - A parte cujo advogado não comparecer à audiência de 
oitiva de testemunha será assistida por um defensor designado 
para o ato pelo corregedor. 
Art. 84 - O corregedor interrogará a testemunha, cabendo, primeiro 
aos comissários edepois à defesa formular perguntas tendentes a 
esclarecer ou complementar depoimento. 
Parágrafo Único - O corregedor poderá indeferir as reperguntas, 
mediante justificativa expressa, no termo de audiência. 
Art. 85 - O depoimento, depois de lavrado, será rubricado e 
assinado pelos membros da Comissão Processante, pelo depoente 
e defensor constituído ou dativo. 
 
190 
 
Art. 86 - O corregedor poderá determinar, de ofício ou a 
requerimento: 
I - a oitiva de testemunhas referidas nos depoimentos; 
II - a acareação de 2 (duas) ou mais testemunhas, ou de alguma 
delas com a parte, quando houver divergência essencial entre as 
declarações sobre fato que possa ser determinante na conclusão 
do procedimento. 
SEÇÃO IV 
DA PROVA PERICIAL 
Art. 87 - A prova pericial consistirá em exames, vistorias e 
avaliações e será indeferida pelo corregedor, quando dela não 
depender a prova do fato. 
Art. 88 - Se o exame tiver por objeto a autenticidade ou falsidade 
de documento, ou for de natureza médico-legal, a Comissão 
Processante requisitará, preferencialmente, elementos junto às 
autoridades policiais ou judiciais, quando em curso investigação 
criminal ou processo judicial. 
Art. 89 - Quando o exame tiver por objeto a autenticidade de letra 
ou firma, o corregedor, se necessário ou conveniente, poderá 
determinar à pessoa à qual se atribui a autoria do documento que 
copie ou escreva, sob ditado, em folha de papel, dizeres diferentes, 
para fins de comparação e posterior perícia. 
Art. 90 - Ocorrendo necessidade de perícia médica do servidor 
denunciado administrativamente, o órgão pericial da 
Municipalidade dará à solicitação da Comissão Processante caráter 
urgente e preferencial. 
Art. 91 - Quando não houver possibilidade de obtenção de 
elementos junto às autoridades policiais ou judiciais e a perícia for 
indispensável para a conclusão do processo, o corregedor solicitará 
ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza a 
contratação de perito para esse fim. 
CAPÍTULO VI 
DAS AUDIÊNCIAS E DO INTERROGATÓRIO DA PARTE 
Art. 92 - A parte será interrogada na forma prevista para a 
inquirição de testemunhas, vedada a presença de terceiros, exceto 
seu advogado. 
Art. 93 - O termo de audiência será lavrado, rubricado e assinado 
pelos membros da Comissão, pela parte e, se for o caso, por seu 
defensor. 
 
191 
 
CAPÍTULO VII 
DA REVELIA E DE SUAS CONSEQÜÊNCIAS 
Art. 94 - O corregedor decretará a revelia da parte que, 
regularmente citada, não comparecer perante a Comissão no dia e 
hora designados. 
§ 1º - A regular citação será comprovada mediante juntada aos 
autos: 
I - da contrafé do respectivo mandato, no caso de citação pessoal; 
II – das cópias dos 3 (três) editais publicados no Diário Oficial do 
Município de Fortaleza, no caso de citação por edital; 
III - do Aviso de Recebimento (AR), no caso de citação pelos 
Correios. 
§ 2º - Não sendo possível realizar a citação, o intimador certificará 
os motivos nos autos. 
Art. 95 - A revelia deixará de ser decretada ou, se decretada, será 
revogada quando verificado, a qualquer tempo, que, na data 
designada para o interrogatório: 
I - a parte estava legalmente afastada de suas funções por licença 
maternidade ou paternidade, em gozo de férias, presa, 
provisoriamente ou em cumprimento de pena, ou em licença-
médica se impossibilitada de prestar depoimento, podendo a 
Comissão realizar audiência em domicílio ou no lugar onde se 
encontre o servidor. 
II - a parte comprovar motivo de força maior que tenha 
impossibilitado seu comparecimento tempestivo. 
Parágrafo Único - Revogada a revelia, será realizado o 
interrogatório, reiniciando-se a instrução, com aproveitamento dos 
atos instrutórios já realizados, desde que ratificados pela parte, por 
termo lançado nos autos. 
Art. 96 - Decretada a revelia, dar-se-á prosseguimento ao 
procedimento disciplinar, designando-se defensor dativo para 
atuar em defesa da parte. 
Parágrafo Único – É assegurado ao revel o direito de constituir 
advogado em substituição ao defensor dativo que lhe tenha sido 
designado. 
Art. 97 - A decretação da revelia acarretará a preclusão das provas 
que deveriam ser requeridas, especificadas e/ou produzidas pela 
parte em seu interrogatório, assegurada a faculdade de juntada de 
documentos com as razões finais. 
 
192 
 
Parágrafo Único - Ocorrendo a revelia, a defesa poderá requerer 
provas no tríduo probatório. 
Art. 98 - A parte revel não será intimada pela Comissão Processante 
para a prática de qualquer ato, constituindo ônus da defesa 
comunicar-se com o servidor, se assim entender necessário. 
§ 1º - Desde que compareça perante a Comissão Processante ou 
intervenha no processo, pessoalmente ou por meio de advogado 
com procuração nos autos, o revel passará a ser intimado pela 
Comissão, para a prática de atos processuais. 
§ 2º - O disposto no § 1º deste artigo não implica revogação da 
revelia nem elide os demais efeitos desta. 
CAPÍTULO VIII 
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO 
Art. 99 - É defeso aos membros da Comissão Processante exercer 
suas funções em procedimentos disciplinares: 
I - de que for parte; 
II - em que interveio como mandatário da parte, defensor dativo ou 
testemunha; 
III - quando a parte for seu cônjuge, parente consanguíneo ou afim, 
em linha reta ou na colateral, até segundo grau, amigo íntimo ou 
inimigo capital; 
IV - quando em procedimento estiver postulando como advogado 
da parte seu cônjuge ou parentes consanguíneos ou afins, em linha 
reta ou na colateral, até segundo grau; 
V - quando houver atuado na sindicância que precedeu o 
procedimento do exercício de pretensão punitiva; 
VI - na etapa da revisão, quando tenha atuado anteriormente. Art. 
100 - A argüição de suspeição de parcialidade de alguns ou de todos 
os membros da Comissão Processante e do defensor dativo 
precederá qualquer outra, salvo quando fundada em motivo 
superveniente. 
§ 1º - A argüição deverá ser alegada pelos citados no caput deste 
artigo ou pela parte, em declaração escrita e motivada, que 
suspenderá o andamento do processo. 
§ 2º - Sobre a suspeição argüida, o diretor-geral da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza: I - se a acolher, tomará as 
medidas cabíveis necessárias à substituição do suspeito ou dos 
suspeitos; 
 
193 
 
II - se a rejeitar, motivará a decisão e devolverá o processo ao 
corregedor, para prosseguimento. 
CAPÍTULO IX 
DA COMPETÊNCIA 
Art. 101 - A decisão nos procedimentos disciplinares será proferida 
por despacho devidamente fundamentado da autoridade 
competente, no qual será mencionada a disposição legal em que se 
baseia o ato. 
Art. 102 - O diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de 
Fortaleza, em se tratando de inquérito administrativo, tem como 
atribuições: 
I – determinar a instauração: 
a) das sindicâncias em geral; 
b) dos procedimentos de exoneração em estágio probatório; 
c) dos inquéritos administrativos; 
II - decidir, por despacho, os processos de inquérito administrativo, 
nos casos de: 
a) absolvição; 
b) desclassificação da infração ou abrandamento de penalidade de 
que resulte a imposição de pena de repreensão ou de suspensão; 
c) aplicação da pena de suspensão; 
d) envio dos autos ao chefe do Poder Executivo Municipal para 
aplicação de pena de demissão nas hipóteses desta Lei. 
§ 1º - A competência estabelecida neste artigo abrange as 
atribuições para decidir os pedidos de reconsideração, apreciar e 
encaminhar os recursos e os pedidos de revisão de inquérito ao 
chefe do Poder Executivo Municipal. 
§ 2º - Poderá ser delegada ao corregedor-geral da Guarda 
Municipal e Defesa Civil de Fortaleza a competência prevista nos 
incisos I, alínea a, e II, deste artigo. 
Art. 103 – O diretor-geral poderá acompanhar o processo 
disciplinar, bem como requisitar cópia de peças processuais

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