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1 
 A VELA E O PÁSSARO 
 
 
Ravi Zacharias cita em seu maravilhoso livro Do Coração de Deus, o ensaio do escritor inglês 
F. W. Boreham, que tem o lindo título The Candle and the Bird (“A Vela e o Pássaro”). Boreham 
diz que a Presença de Deus se assemelha, antes, a um pássaro do que a uma vela. “Quando a vela se 
extingue, a luz desaparece. Mas quando o pássaro se afasta, é apenas para cantar em outro ramo”. 
Com essa metáfora em mente, Boreham lembra o movimento poderoso de Deus através da História. 
Ravi cita o impacto dos Puritanos em seu mundo: “Quando este estava minguando, Milton 
lamentava-se sobre uma Inglaterra que precisava desesperadamente de um novo avivamento. A luz 
estava extinta? Não, apenas oito anos após a morte prematura de Joseph Addison, o estadista cristão 
inglês muito estimado, alguns jovens estavam reunidos para orar em Herrnhut, na Alemanha, na 
manhã de 13 de agosto de 1727. Ao ser conduzido pelo Conde Zinzendorf, de apenas 27 anos, 
ocorreu algo de enorme importância. Todos os presentes só se lembravam de que não sabiam bem 
se ainda estavam na terra ou se haviam ido para o Céu. Era o nascimento do movimento morávio”. 
Assim, no momento em que na Inglaterra secava a influência divina, os morávios surgiam na 
Alemanha. Ravi explica que: “Missionários desse movimento foram até aos confins do mundo”. 
Chegou o momento em que movimento morávio começou a abrir caminho para um novo tempo de 
avivamento. A luz ter-se-ia apagado? Não! O pássaro passou a cantar em outro ramo. Mais tarde, no 
mesmo século, William Carey chegou à Índia, no mesmo dia em que a cruz era queimada na França. 
Ravi conta que: “Enquanto Voltaire e outros filósofos hostis haviam concretizado sua obra maléfica, 
e a Europa ameaçava massacrar o Evangelho, William Carey, com uma Bíblia em uma das mãos e 
os anais das missões morávias na outra, ia tocar o coração da Índia.” Nos momentos finais do 
movimento morávio, o coração de Wesley estava em chamas. John Wesley é impactado pela 
influência de Zinzendorf, e o rio de Deus passa a correr por toda a Inglaterra. Mas, de novo, quando 
se extinguiam os avivamentos sob a liderança de Wesley, anos mais tarde, estaria também a luz se 
apagando? Não, “o pássaro cantava em galho diferente. Inspirado pelo pensador puritano Chalmers, 
líderes como W. C. Burns, Alexander Duff, Robert Murray McCheyne e Andrew e Horatius Bonar 
surgiam para trabalhar por Deus na Escócia. E quando a Escócia viu seus heróis desaparecerem, a 
voz de C. H. Spurgeon ecoou desde Londres para milhares de pessoas na Inglaterra e fora dela”. D. 
L. Moody e Charles Finney são levantados na América. “Não, a luz nunca se apaga. Como um 
pássaro, ela cantou sua canção em diversos lugares,” declara Ravi Zacharias. 
 Martyn Lloyd-Jones declara que: “O Avivamento é uma ação definida de Deus. Começa 
súbita ou gradualmente, expande-se até um grande clímax, e depois termina, talvez súbita, talvez 
gradativamente. Às vezes podemos citar a data exata quando ele começou.” Uma coisa é certa, 
porém, tudo começa com a oração, e tudo continua com a oração. 
 
 
A Fome por mais de Deus 
A fome do Conde Zinzendorf pela Presença, levou-o ao Deus revelado na Presença. George 
MacDonald diz que: “A fome pode levar a criança fugitiva de volta para casa, e talvez ela não seja 
alimentada de imediato, pois precisa mais da mãe do que do jantar”. “A comunhão com Deus”, diz 
MacDonald: “É a necessidade da alma que está acima de todas as demais necessidades: a oração é o 
começo dessa comunhão, e certa necessidade é o motivo dessa oração. Assim tem início a 
comunhão, uma conversa com Deus, um processo de união com Ele, que é o propósito único da 
oração”. Mesmo tendo nascido em Dresden, na Saxônia, no ano de 1700, em uma família rica, 
nobre, Zinzendorf ansiava mais das águas profundas da Presença. 
Lutero disse que todos nós somos famintos, que fomos convidados para um jantar no palácio 
com o rei, para sentar-se com ele à sua mesa. Uma cadeira é minha e a outra é sua. Apesar de 
estarmos tão famintos, porém, não conseguimos sequer olhar para o banquete. Só temos olhos para 
o Rei. Ficamos fascinados com tamanha compaixão, por tornar-nos participantes de sua companhia. 
Ao avançarmos para dentro do recinto interno, cada vez mais particular do nosso querido Rei, vai 
brotando um sentimento de gratidão e deslumbramento. Nosso coração se quebra diante da 
magnitude da Sua bondade. Rendemo-nos à grandeza da Sua compaixão, que nos cativa e nos atrai. 
Assim, neste ponto da jornada, não são as necessidades que nos levam à Presença mais, porém a 
companhia dEle. 
 
 A Tática do inimigo 
 Tommy Tenney diz, em seu livro Os Caçadores de Deus, que: “A tática de satanás é nos 
manter tão cheios de lixos, que não tenhamos mais fome de Deus, e isto funcionou muito bem 
durante séculos. O inimigo fez com que nos acostumássemos a viver materialmente prósperos, mas 
espiritualmente miseráveis, ao ponto em que apenas uma migalha da Presença de Deus nos 
satisfizesse”. Tenney explica que alguns, porém: “Não estão mais contentes com migalhas. Querem 
a Presença dEle e nada mais os satisfará. Querem um pão inteiro! As imitações não os convencem 
nem os interessam mais; eles precisam ter algo real. A maioria de nós, porém, mantemos nossas 
vidas tão abarrotadas de lanches rápidos para a alma e de diversões para a carne, que não sabemos o 
que é estar realmente famintos.” “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre 
a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Am 8:11). “A 
oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem”, diz Agostinho. Mike Bickle diz: “Deus 
dá a salvação aos necessitados e as coisas profundas do Seu coração em resposta à fome de quem se 
recusa a viver sem eles”. 
 
O Encontro com Jesus 
A. Knight & W. Anglin contam em História do Cristianismo, dos apóstolos do Senhor Jesus 
ao século XX, que o Conde de Zinzendorf, numa de suas visitas às cidades da Europa, quando ainda 
era jovem: “(como muitos ricos costumavam fazer, a fim de completar a sua educação), ele chegou 
a Dusseldorf, e, entrando numa galeria de arte, ficou muito impressionado com uma pintura de 
Cristo crucificado feita no século anterior, com as seguintes palavras embaixo: “Tudo isto Eu fiz por 
ti! Que fazes tu por Mim?” Isto produziu uma crise na vida de Zinzendorf, e voltou para casa com 
um desejo ardente de servir ao Senhor”. Como lema da sua vida, Zinzendorf adotou a seguinte 
frase: “Tenho uma única paixão: Jesus, Ele e somente Ele”. Tendo essa paixão tão acentuada por 
Cristo, pregava uma profunda devoção pessoal a Ele baseada em sua própria experiência. 
Zinzendorf foi grandemente influenciado pelos escritos de Madame Guyon. Em seu livro 
Experimentando as Profundezas de Cristo, ela diz: “A maioria dos cristãos não percebe que é 
chamada para uma relação mais profunda, interior, com o seu Senhor. Mas todos nós fomos 
chamados às profundezas de Cristo, tão certo como fomos chamados para a salvação”. Zinzendorf 
decidiu ir às águas profundas da Presença, e a sua influência trouxe um avivamento extraordinário. 
Brian Edwards disse: “Os homens que Deus usou em avivamentos sempre tiveram um elevado 
conceito de Deus e foram hipersensíveis ao pecado, muito antes do avivamento começar”. 
 
Mergulhando em águas profundas 
Primeiro Zinzendorf começou a dedicar tempo a sós com Deus. Ele passava várias horas 
mergulhado na Presença, diariamente. Zinzendorf era um homem de oração. Segundo, ele começou 
um movimento de oração, que gerou um dos maiores avivamentos de que se tem notícia na História. 
À medida que você adentra o coração de Deus, abre-se espaço para Ele em seu coração. O caminho 
que se encontra em território inexplorado no coração divino, irá sendo aberto para você, conforme a 
profundidade em que a poderosa Presença dEle for agindo em seu coração. Esta profundidade 
definirá o grau de mudanças que ocorrerá em você. O quanto Deus tem de você determinaráo 
quanto você terá dEle. Conforme a profundidade na Presença de Deus aumentar, acontecerão 
mudanças silenciosas, porém extraordinárias, em lugares do seu coração, que são inalcançáveis e 
intocáveis por você. Os acessos maiores obtidos nesta Presença, também aumentarão o alcance que 
o Espírito Santo poderá ter em seu íntimo, provocando mudanças incríveis em seu caráter, 
cosmovisão, vida emocional, matrizes de pensamentos, e, fundamentalmente no modo como você 
ama ao Senhor. Como um grande rio que corre do seu interior, depois, isso vem à tona 
influenciando todos à sua volta, com ondas de avivamento. 
O Lugar secreto 
Em Mt 6:6, Jesus nos orienta a entrar num lugar a sós com Ele onde vamos, primeiramente, 
nos livrar de todas as ocupações e tensões. Se queremos, de fato, ter um encontro de profundidade 
com a Presença gloriosa de Deus, teremos então que nos desconcentrar e despreocupar de tudo. 
Deixemos tudo do lado de fora, fechemos a porta atrás de nós e nos banhemos nas águas 
purificadoras dos rios da Presença. Em Mateus 11:29, Jesus disse: “Tomai sobre vós o meu jugo, e 
aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas 
almas”. O encontro com a Presença lhe encherá do Espírito. Ser cheio do Espírito Santo é ser 
invadido pelo Céu e pela eternidade. É entrar no núcleo da nuvem da Glória. É se transportar da 
atmosfera da terra para a atmosfera do Céu. É mergulhar em águas profundas. É ser inundado pela 
Presença dEle. Somente depois de se esvaziar completamente e se curar da embriaguez, é que 
começa o processo do enchimento do Espírito, que ocorrerá em resposta à sua fome por Ele. A fome 
desesperada é a moeda do Céu. A fome move o Céu. É o que leva a nos esvaziar de compromissos, 
por mais urgentes que possam ser e criarmos uma insatisfação santa que nos faz ficar prostrados e, 
assim, dependermos de Deus e sermos plenos do Seu poder. O Conde Zinzendorf tinha fome pela 
Presença. 
O Movimento de oração 
A intimidade pessoal com Deus jorra pelas vias públicas da vida. A nascente dos grandes rios 
normalmente está ligada às águas subterrâneas que emergem para a superfície. Grandes rios nascem 
em profundidades. Do mesmo modo ocorre com os avivamentos: as suas nascentes estão no interior 
subterrâneo de corações profundamente apegados à Presença de Deus. O rio de avivamento que 
passou a correr na História à partir da época de Zinzendorf, brotou nos bastidores do lugar secreto. 
Um simples levantamento na vida dos grandes avivalistas comprova esta realidade. A profundidade 
das águas dos avivamentos está intimamente associada à profundidade do relacionamento dos seus 
líderes com Deus. 
Wesley Duewel, em seu livro Fogo do Avivamento, diz: “Na história da Igreja, cada vez que 
veio um avivamento, primeiro houve um período prolongado de oração e busca da face de Deus por 
alguns dos seus filhos”. Zinzendorf começou então uma reunião de oração em 1723. Bastou soprar 
que o fogo acendeu, dando surgimento a um dos movimentos mais extraordinários da história da 
Igreja. Ele usou sua herança em Berthelsdorf, para fundar uma comunidade denominada Herrnhut, 
que significa: “Abrigo do Senhor”, em 1722, dando refúgio aos cristãos perseguidos da Morávia. 
O Poder mobilizador da oração 
Zinzendorf deu início a um pequeno grupo para orar com os morávios, e depois de intensa 
busca, enfim, o braseiro pegou fogo. Hernandes Dias Lopes conta em seu livro Panorama da 
História Cristã , que este grupo de morávios foi visitado com grande poder no dia 23 de setembro 
de 1723, às 11h da manhã. Eles estavam reunidos como de costume, porém, a fome espiritual já 
estava aumentando havia várias semanas. Houve vigílias de oração, confissão de pecados, estudo 
bíblico sincero e reinava um sentimento de expectativa. Parece que tudo que fervilhava eclodiu 
naquele dia. Depois que a bênção da confirmação foi pronunciada sobre as duas meninas, a igreja 
foi tomada por um grande quebrantamento. Alguns choravam, outros cantavam, muitos oravam. 
Não havia dúvida na mente deles sobre o que estava acontecendo: eles estavam sendo visitados pelo 
Espírito de Deus. 
A partir de então iniciou-se uma reunião de oração ininterrupta de 24 horas por dia, que durou 
100 anos. Pense bem: são cem anos de oração! Andrew Murray declarou que: “A oração é o poder 
mediante o qual acontece aquilo que de outro modo não aconteceria”. Por isso, ela é a chave do 
Avivamento. Trata-se de algo que somente Deus pode fazer. C. H. Spurgeon afirmava que quando a 
Igreja se coloca de joelhos, torna-se invencível. Gosto muito do que Sören Kierkegaard fala sobre a 
oração: “Na oração, a verdadeira relação não acontece quando Deus ouve aquilo pelo que se ora, 
mas quando a pessoa que ora continua orando até ser ela quem ouça o que Deus quer”. “A terra que 
tiver mais necessidade do Evangelho, essa é a minha terra”, dizia Zinzendorf. 
 
Oração 24/7 
O Avivamento que nasce do movimento de oração pode mudar civilizações inteiras. Cidades 
se rendem a Cristo em arrependimento quando o avivamento chega. Veja o que ocorreu com Nínive. 
Lucas relata em Atos 28 que Paulo é usado para trazer um avivamento à Ilha de Malta, onde todos 
do lugar são curados. Todos foram incendiados com o grande amor de Deus, por meio da pregação 
seguida da operação de sinais e maravilhas. Quando ocorre um movimento de oração aliado à busca 
pela Presença no lugar secreto, que fica no subsolo dos acontecimentos, ondas de salvação jorram 
pelas vias públicas da História. 
Quando se viaja na Caravana para Israel do Mergulhados na Presença, você tem a 
oportunidade de conhecer uma réplica da Torre de Vigia em Obede-Edom. São comuns, no 
ambiente bíblico, estas torres, onde sentinelas passavam a noite. Hoje, Deus tem levantado o 
movimento de oração 24/7 (24 horas de oração contínua durante sete dias da semana). Neste 
movimento são erguidos locais onde se fazem intercessões pela cidade e pela nação. Temos notícia 
de que Carrie J. Montgomery separou um quarto para a oração num salão desocupado na casa de 
seus pais, por volta de 1880, depois que ela leu um artigo sobre o assunto numa revista cristã. 
Posteriormente, Charles F. Parham, mentor de William Seymour, separou um espaço para oração 
contínua na Mansão de Stone, em Topeka (Kansas). Um dos quartos da mansão foi transformado 
numa torre de oração. Uma antiga missão em Los Angeles foi chamada de Cenáculo, e também fez 
o mesmo. Mais tarde, Aimée Semple McPherson também construiu uma, no seu Angelus Temple. 
Jesus também Se separou para vigiar com os apóstolos diversas vezes. Quando Ele estava no Monte 
da Transfiguração com outros três discípulos, uma nuvem de glória os envolveu, ouviu-se a voz do 
Pai, e a seguir, houve uma grande vitória sobre o inimigo (Mt 17). A torre de oração fará o mesmo 
em sua cidade. Seja parte deste movimento. 
 
Oração extraordinária e a casa de oração 
Simbolicamente, a ideia de ter uma torre de oração vem de dois relatos bíblicos sobre pessoas 
que oravam em lugares que eram mais altos do que o chão. Quando Elias hospedou-se com a viúva 
e seu filho (1 Rs 17), ele ficou num quarto no andar de cima da casa. Ali Elias orou para que Deus 
trouxesse de volta à vida o filho morto. Um segundo lugar está em Atos 2, no Cenáculo onde 120 
pessoas oravam e esperavam o Dia de Pentecostes. Em Efésios 6 é revelado que a oração é a arma 
secreta de conquista aérea, nas regiões celestiais, e a Palavra é a estratégia secreta de nível solo. 
“Sobre a minha guarda estarei, e sobre a torre de vigia me apresentarei e vigiarei, para ver o que 
falará a mim, e o que eu responderei quando eu for arguido”. Jonathas Edwards explica o 
significado de Zacarias 8.20-22 e exorta à prática da oração contínua por novos derramamentos do 
Espírito. Mas a oração que encoraja é de um tipo muito específico, ou seja, é a oração em unidade 
que demonstrará e revelará a união visível entre as igrejas. Não é somente a oração que é necessária, 
mas a: “oração extraordinária”.Deus levantou Mike Bickle, à semelhança do Conde Zinzendorf, 
para iniciar um movimento extraordinário de oração 24/7. E, em maio de 1999, nasceu a Casa 
Internacional de Oração de Kansas City (IHOPKC). Uma poderosa mobilização mundial, voltada 
para a oração contínua, que desde então tem estabelecido casas de oração em todo mundo. 
A força do avivamento 
John Wesley citou o Conde Zinzendorf em um dos seus sermões, dizendo que: “Ele dava 
ênfase à vida cristã pura e simples e à fraternidade dos homens”. William Carey, muitas vezes 
considerado o pai das missões protestantes modernas, estava, na verdade, seguindo os passos dos 
missionários morávios. “Vejam o que os morávios fizeram”, comentou ele em determinada ocasião. 
“Será que não poderíamos seguir seu exemplo e, em obediência ao nosso Mestre Celestial, ir ao 
mundo e pregar o evangelho aos incrédulos?” Em 25 anos, eles enviaram mais missionários ao 
mundo do que toda a Igreja havia feito até então. Cada grupo de 25 morávios sustentava um 
missionário fora da Alemanha. Eles enviaram, ao longo dos anos, mais de 200 missionários para 
todos os continentes. Desencadeou grandes avivamentos na Europa. Surgir outros grupos na 
Holanda, Dinamarca, Inglaterra, América do Norte e em outras partes da Alemanha, segundo 
Howard F. Vos, em sua Breve Historia de La Iglesia Cristiana (Breve História da Igreja Cristã). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
 O PODER DA ORAÇÃO 
 
 
 O Dr. Adam Clarke escreveu em sua autobiografia, que, quando voltava com John Wesley de 
navio para a Inglaterra, foi bastante atrasado por ventos contrários. Wesley estava lendo quando 
percebeu a confusão a bordo. Quando perguntou o que estava acontecendo, foi informado do 
problema com os ventos contrários. “Então”, disse imediatamente: “Vamos orar”. 
 Após o Dr. Clarke terminar a sua oração, percebeu que Wesley estava em meio a uma súplica 
fervorosa que mais se parecia com uma oferta de fé do que um simples pedido a Deus. Ele orava: 
“Deus Eterno e Todo-Poderoso, que controla todas as coisas e todas as coisas servem à Sua vontade. 
Senhor Deus, que detém o vento com a mão e barra a invasão das enchentes, e que reina como Rei 
para sempre. Controle estes ventos e estas ondas, para que Lhe obedeçam e nos levem em segurança 
para o porto ao qual pretendemos ir”. O poder daquele pedido pôde ser sentido por todos. Wesley, 
que estava de joelhos, se levantou, não disse qualquer outra palavra, pegou novamente o seu livro e 
continuou a lê-lo. O Dr. Clarke subiu até o convés e, para a sua surpresa, o navio estava de velas 
içadas, rumando no curso certo, permanecendo assim até a chegada em segurança ao porto. Quando 
o vento mudou a favor da embarcação, Wesley não fez qualquer comentário. Ele tinha tanta 
esperança de ser atendido que já havia tomado por certo que assim o seria. 
A Inglaterra do século XVIII estava como este barco: envolta no mar tempestuoso do 
ceticismo e do racionalismo extremo do Iluminismo. Deus estava sendo colocado para fora da Grã-
Bretanha. O ambiente nas igrejas estava inundado por incertezas teológicas. A sociedade estava 
afundando cada vez mais nos vícios, na criminalidade e no alcoolismo. A História apresentava um 
fim fatalista, lúgubre. A Inglaterra estava prestes a submergir nas águas movimentadas da História. 
O humanismo deixou a nação à deriva. Ela estava para sofrer uma revolução, semelhante à que 
ocorrera na França. Foi quando surgiram John Wesley, seu irmão Carlos Wesley e o grande 
pregador, George Whitefield. Foi em resposta às orações e a pregação destes homens, que o 
Avivamento visitou a nação, pondo fim à tempestade, e anunciando um novo tempo na História 
daquela nação. A Bíblia foi novamente reestabelecida como o mapa de navegação e a direção do 
Santo Espírito de Deus como a bússola que renorteou o seu trajeto na História. 
 
O Mergulhador das águas profundas 
John Wesley relata em seu diário que o interesse principal da sua vida não seria o seu 
intelecto, mas o coração: “Comecei a reconhecer que a religião verdadeira tem a sua fonte no 
coração... reservei duas horas, todos os dias, para ficar sozinho com Deus. Participava da Ceia do 
Senhor de oito em oito dias. Guardei-me de todo o pecado, quer de palavras, quer de atos. Assim, na 
base das boas obras que praticava, eu me considerava um bom crente”. 
Lloyd-Jones diz que: “Para Wesley, a fé cristã era uma vida de relacionamento com Deus por 
intermédio de Jesus Cristo. Wesley começava o dia em oração, normalmente às 4h30 ou 5h da 
manhã. Ele declarou que: “Deus não fez nada senão em resposta à oração”. No auge do Avivamento 
inglês do século XVIII, que afetou também os EUA, Whitefield, companheiro de John Wesley, 
chegou a pregar trinta vezes por semana. As suas orações, unidas às orações dos seus amigos, John 
e Charles Wesley, de Jonathan Edwards e de David Brainerd trouxeram a chuva do Espírito Santo 
sobre a semente da Palavra de Deus, pregada por ele para que germinasse. As lágrimas dos servos 
de Deus, derramadas em oração, são gotas de chuva do Avivamento. “Então te dará chuva sobre a 
tua semente, com que semeares a terra” (Is 30.23). 
 
Investindo mais tempo em oração 
Martyn Lloyd-Jones, assim como John Wesley, era um homem de oração. Ele encarava o lugar 
secreto como a oficina do Espírito Santo. Para ele: “Em todos os pontos de vista, o ministro, o 
pregador, deve ser um homem de oração. Wesley costumava dizer que tinha em bem pouco conceito 
o homem que não orasse quatro horas por dia. Por igual modo, nada se destacava tão claramente nas 
vidas de homens como outros jovens pregadores chamados David Brainerd e Jonathan Edwards, 
Robert Murray McCheyne e um exército de outros servos de Deus”. Conforme Wesley avançava 
sobre a Inglaterra pregando o Evangelho, o Avivamento se alastrava por toda a nação, e a igreja 
crescia de forma extraordinária. 
 
O Poder da oração para a pregação 
John Wesley não era considerado eloquente, do ponto de vista da oratória, como o era George 
Whitefield. Mas Wesley era um homem de oração. Ele era uma pessoa de fala mansa. E, por causa 
da sua vida de oração, seus sermões eram incendiados com o fogo de Deus, assim como o seu 
coração. Ele sempre afirmava: “Ponha fogo no seu sermão, ou ponha o seu sermão no fogo.” 
James Hervey fala da mudança que foi visível em Wesley quando passou por um batismo de 
fogo ao ser cheio do Espírito Santo. Ele diz: “Antigamente, a pregação de Wesley era como o 
disparo de uma flecha: toda a sua velocidade e força dependiam da força do braço que retesava o 
arco. Agora, passou a ser como o disparo de um rifle: sua força estava no poder, precisando somente 
de um leve toque do dedo para ser liberada”. 
 A pregação alimentou o Avivamento, mas a sua origem se deu nas reuniões de oração. Tudo 
começou quando John e Carlos Wesley se uniram a George Whitefield e formaram o Clube Santo 
na Universidade de Oxford, em meados do século XVIII, inspirado nas reuniões de oração do 
Conde Ludwig Van Zinzendorf na Alemanha. A reunião de John e Charles Wesley com George 
Whitefield, em Oxford, se transformou num braseiro. Juntos passaram a buscar a Deus em oração, 
as chamas se acenderam e o fogo do Avivamento tocou toda a Inglaterra, trazendo uma colheita sem 
precedência. A Grã-Bretanha se tornou uma nação em chamas. 
Se a oração acende o fogo do Avivamento, a reunião de oração é o braseiro. Em toda a 
História, a reunião de oração tem sido o útero onde os avivamentos são gestados. Martyn Lloyd-
Jones disse: “A oração, sem sombra de dúvida, é a atividade mais sublime da alma humana. O ser 
humano alcança seu melhor e o patamar mais alto quando, de joelhos, fica face a face com Deus.” 
Carlos Wesley tornou-se um excelente pregador e um músico extraordinário. Ele chegou a 
compor cerca de 9 mil hinos e chegou a participar de 46 mil cultos em sua vida. Ele era um jovem 
em chamas. As suas canções foram cantadas por toda a Inglaterra durante o Avivamento. John 
Wesleye Whitefield tornaram-se dois dos maiores jovens pregadores da História. Wesley dizia: 
“Temos um negócio na terra: salvar almas”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 
CORAÇÕES EM CHAMAS 
E NAÇÕES INCENDIADAS 
 
 Um colega de ministério perguntou a John Wesley como ele fazia para atrair tantas pessoas 
para ouvi-lo pregar. Ele replicou: “Se o ministro queimar, outros aparecerão para ver o fogo”. Este 
homem tinha uma pregação poderosa, por isso, milhões de pessoas foram alcançadas através dela. A 
santidade foi o epicentro do grande furacão que varreu diversos países com o avivamento inglês. 
Wesley era um homem em chamas para Deus. Sua pregação era a sua vida, e a sua vida pregava a 
sua mensagem em santidade. Martyn Lloyd-Jones dizia que: “A pregação é lógica em fogo e precisa 
vir de um homem que está em fogo”. Ele explica que: “A pregação é a demonstração do Espírito e 
de poder. E o ministro precisa entender, depois de ter preparado seus sermões, que por mais 
perfeitos que sejam, tudo é inútil e sem sentido a não ser que o poder do Espírito Santo venha sobre 
ele e sobre as suas palavras”. 
Demonstração de poder durante o avivamento do século XVIII 
O livro de 2 Crônicas 7.1-2 fala do que aconteceu quando Salomão orou ao Senhor: “E 
acabando Salomão de orar, desceu o fogo do céu... e a glória do Senhor encheu a casa. E os 
sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a casa 
do Senhor”. John Wesley relatou em seu Diário os acontecimentos que fizeram parte do Grande 
Avivamento Inglês que ocorreu nos seus dias, no século XVIII. No Diário existem anotações de 
vários casos que retratam a demonstração do poder de Deus que se deu durante as suas pregações e 
durante o Avivamento. Wesley registrou o que aconteceu em 25 de abril de 1739. Ele relata o que 
ocorreu enquanto pregava. As pessoas foram poderosamente tocadas por Deus: “Imediatamente 
uma, depois outra e outra caíram ao chão; elas caíam em toda parte, como que atingidas por um 
raio”. 
Em outra parte do seu Diário , John Wesley registrou: “Uma, depois outra e mais outra foram 
lançadas ao chão, tremendo excessivamente na Presença do Seu poder. Outras gritaram, em voz alta 
e amargurada: O que devemos fazer para sermos salvos? ”. “A publicação dos seus Diários”, de 
acordo com Evans, E.: “particularmente dos de Whitefield e John Wesley, junto com a publicação 
dos seus sermões, tivera efeitos idênticos, como também os hinos impressos de Charles Wesley e 
William Williams”. 
 
O Impacto da pregação 
Neemias descreve como foi a reação do povo diante da exposição da Escritura Sagrada. “E 
Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e 
todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês. E leu no livro diante 
da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até o meio dia, perante homens e 
mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei. E 
Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim. E leram no 
livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse. Então, 
não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei” (Ne 8.2-
4, 8-9). Esdras relata o efeito da pregação no coração do povo: “Então se ajuntaram a mim todos os 
que tremiam das palavras do Deus de Israel por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu 
permaneci sentado atônito até o sacrifício da tarde. E perto do sacrifício da tarde me levantei da 
minha aflição, havendo já rasgado as minhas vestes e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi 
as minhas mãos para o Senhor meu Deus; e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para 
levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa 
cabeça, e a nossa culpa tem crescido até os céus”. “E enquanto Esdras orava, e fazia confissão, 
chorando e prostrando-se diante da casa de Deus, ajuntou-se a ele, de Israel, uma grande 
congregação, de homens, mulheres e crianças; pois o povo chorava com grande choro” (Ed 9.4-6; 
10.1). O povo reagiu com grande quebrantamento diante da maravilhosa pregação da Palavra de 
Deus. Inúmeras manifestações como esta ocorriam enquanto Wesley pregava. O diferencial na sua 
pregação não era a eloquência, mas a unção. A pregação da Palavra era “acompanhada de poder e 
unções incomuns, e sua voz ‘não podia ser ouvida por causa do alarido daqueles que clamavam por 
misericórdia, ou louvavam o Deus de sua salvação’. ” 
Por que então estranharmos se, em resposta à pregação, pessoas caírem prostradas em 
arrependimento, gritando e clamando: Misericórdia! Por causa dos seus pecados, tal como o fizeram 
quando Esdras e Neemias pregaram a Palavra de Deus? Não deveríamos estranhar o contrário? 
 
 
O Poder de Deus manifesto 
Arnold Dallimore conta que Whitefield, o grande pregador das multidões, contemporâneo de 
Wesley, o aconselhou a “não entrar em discussões” sobre estas manifestações. Dallimore relata que: 
“Sob o ministério de Wesley, em Bristol, homens e mulheres começaram a experimentar ataques 
semelhantes à convulsões e a deitarem-se no chão retorcendo-se e gemendo. Charles Wesley deu à 
experiência o nome de “espasmos”. Muitas das vezes, quatro homens não conseguiam segurar uma 
pessoa que estava tendo um ataque”. Depois de avaliar bem, Wesley se convenceu de que Deus o 
tinha separado e estava concedendo esses sinais sobrenaturais da Sua presença somente por meio 
dele. 
Numa certa ocasião, enquanto Pedro pregava na casa de Cornélio, houve uma manifestação 
extraordinária do poder de Deus. O texto de Atos 10.44 declara: “Enquanto Pedro ainda estava 
falando estas palavras, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem...” (NVI). 
E. Evans relata que: “Um ministro da Holanda relatou cenas espantosas do reavivamento, 
experimentadas em Newkirk, perto de Amersfoort, no fim de 1749, sendo aparentemente o apogeu 
de uma obra gradual e progressiva do Espírito. O Espírito do Senhor começou a operar de uma 
forma espantosa durante um sermão sobre o Salmo 72.16, pregado em 9 de novembro de 1749. 
Tudo o que acontecera antes deu a impressão de ter sido uma preparação para coisas maiores e mais 
gloriosas... O estado geral era de emoções agitadas. Houve um grande lamento: rios de lágrimas 
jorraram, e alguns caíram ao chão tremendo e espantados, incapacitados de ficarem em pé, em 
virtude da agonia e agitação de seus espíritos, que surgiram da forte impressão que lhes sobreveio 
devido ao terrível estado e da gritante necessidade de suas almas.” 
Numa determinada ocasião em que Wesley estava pregando, o poder de Deus veio sobre as 
pessoas, e mais de 1.800 pessoas caíram por terra, praticamente inconscientes. “Por haverem tido 
uma revelação da santidade de Deus; à luz desta santidade viam os próprios pecados, e, não 
podendo suportar, caíam por terra”. 
O Dr. John Stott, considerado um dos maiores exegetas bíblicos do século XX, disse que: 
“Antes de mandar a Igreja para o mundo, Cristo mandou o Espírito para a Igreja. A mesma ordem 
precisa ser observada hoje”. A pregação requer uma resposta. Ela é espírito e vida. A pregação 
cristã requer uma decisão. Quando os Céus bradam, deve haver uma resposta na terra. Lutero dizia: 
“Diante da Palavra, todos precisam ceder”. Pregadores são comunicadores celestiais. São 
mensageiros divinos. São cooperadores de Deus. Paulo deixa isso claro em 1 Coríntios 3.9: 
“Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus”. 
 
A Ação vivificadora e santificadora do Espírito Santo 
“Wesley faz uma observação em seu Jornal do dia 7 de julho de 1739: ‘Eu tive a oportunidade 
de falar com ele a respeito dos sinais externos que tão frequentemente acompanharam o trabalho 
interno de Deus. Descobrique as objeções dele se baseavam principalmente em interpretações 
errôneas e exageradas dos fatos. Mas, no dia seguinte, ele teve a oportunidade de informar-se 
melhor, pois logo depois de começar (na aplicação de seu sermão) a convidar todos os pecadores a 
crerem em Cristo, quatro pessoas caíram perto dele, quase que no mesmo instante. Um deles 
permaneceu imóvel e inconsciente; um segundo tremia excessivamente; o terceiro teve fortes 
convulsões em todo o corpo, mas não fez barulho, a não ser com gemidos; o quarto, igualmente em 
convulsão, clamava a Deus com fortes choros e lágrimas. Daqui em diante, espero que todos nós 
permitamos que Deus continue a Sua própria obra da maneira que Lhe aprouver. ’ Portanto, tais 
evidências da obra do Espírito que resultou em conversão e santificação, demonstram a intensidade 
do reavivamento e o poder irresistível do Espírito em trazer a verdade à mente com tanta realidade e 
força. A grande maioria dos acontecimentos dessa natureza só poderia ser atribuída à autoria 
divina”. 
Martyn Lloyd-Jones dizia, ao se referir a um Avivamento: “E assim temos esta curiosa, 
estranha mistura, de grande convicção de pecado e grande alegria, um grande senso de temor do 
Senhor, ações de graças e louvor. Sempre, num Avivamento, há o que alguém definiu como uma 
divina desordem (...). Há ocasiões em que as pessoas estão tão convictas e sentem o poder do 
Espírito de tal forma que desmaiam e caem no chão, e têm até convulsões, convulsões físicas. E às 
vezes as pessoas parecem cair num estado de inconsciência, numa espécie de transe, e podem 
permanecer assim por horas”. 
Lloyd-Jones conclui que estas manifestações do Espírito Santo, em tempos de Avivamento, é 
um tipo de estratégia divina para atrair os homens ao Senhor. M. Lloyd-Jones entende que: “Não há 
nada que atraia tanta atenção como esse tipo de coisa, e é usada por Deus na extensão do Seu reino 
para atrair a atenção das pessoas. Tenho certeza de que este elemento está envolvido”. 
 
 
 4 
 JOHN WESLEY, AS CÉLULAS 
 E O AVIVAMENTO INGLÊS 
 
 
 
 O resultado do verdadeiro Avivamento sempre tem um impacto na sociedade. O fogo de 
Deus caiu sobre a Inglaterra, porque Wesley fez como Elias, ou seja: reparou o altar que estava em 
ruínas através da pregação da santidade. Então Elias disse a todo o povo: “Chegai-vos a mim. E todo 
o povo se chegou a ele; e restaurou o altar do Senhor, que estava quebrado. E Elias tomou doze 
pedras, conforme ao número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual veio a palavra do Senhor, 
dizendo: Israel será o teu nome. E com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor; depois 
fez um rego em redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente. Então armou a 
lenha, e dividiu o bezerro em pedaços, e o pôs sobre a lenha. E disse: Enchei de água quatro 
cântaros, e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. E disse: Fazei-o segunda vez; e o 
fizeram segunda vez. Disse ainda: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez; de maneira que a 
água corria ao redor do altar; e até o rego ele encheu de água. Sucedeu que, no momento de ser 
oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse: O Senhor Deus de Abraão, de 
Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que 
conforme à tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este 
povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. Então caiu fogo do 
Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava 
no rego. O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o Senhor é Deus! Só 
o Senhor é Deus! ” (1 Rs 18.30-39). Este texto é um retrato extraordinário do que ocorre em tempos 
de Avivamento. 
 
O Poder de um grande Avivamento 
Historiadores como William Lecky disseram que o Avivamento liderado por John Wesley no 
século dezoito ajudou a Inglaterra a evitar uma revolução sangrenta como aquela que assolou a 
França. Em 1814, os metodistas, como chamavam as pessoas que estavam sob a influência de John 
Wesley, estenderam-se à Guiana Inglesa, na América do Sul. Nesse mesmo ano, o da morte do Dr. 
Thomas Coke, contava com 31 missionários e 17.000 membros. E em 1911, contava com 109 
missionários e 53.000 membros. A missão na Polinésia começou em 1815, estendeu-se à Tasmânia 
e, dois anos mais tarde, às ilhas de Toga, chegando à Nova Zelândia no ano seguinte. Depois de 
doze anos, estendeu-se às ilhas Fiji; três anos depois, iniciou-se no Sul da Austrália e expandiu-se 
até o Oeste desse país em apenas doze meses. As grandes vitórias que alcançou desde então, 
naquelas longínquas regiões do hemisfério Sul, são contadas como as mais brilhantes do movimento 
missionário dos idos da primeira década desse século. Os pregadores wesleyanos conquistaram para 
o cristianismo grupos inteiros de ilhas habitadas anteriormente por ferozes tribos canibais. 
 
John Wesley e as sociedades wesleyanas 
Como Wesley experimentou uma retenção tão grande de frutos no Avivamento Inglês, 
diferente de outros avivamentos? Earle E. Cairns declara em seu livro O Cristianismo através dos 
séculos que John Wesley organizou a igreja nascente em grupos pequenos. Wesley era metódico em 
tudo que fazia. O Avivamento mostrou a necessidade de organizar sistematicamente, e rapidamente, 
a igreja para que pudesse cuidar melhor dela. 
Em 1741, Wesley foi para Gales do Sul, para o norte da Inglaterra em 1742, Irlanda em 1747, 
e Escócia em 1751. No total, ele foi à Irlanda quarenta e duas vezes e à Escócia vinte e duas vezes, 
além de viajar pelo território Inglês de leste a oeste, norte ao sul. Wesley retornou à algumas cidades 
várias vezes. Houve ocasiões em que ele retornava anos depois de sua última visita e registrava que 
a pequena sociedade que ele ajudara ainda estava intacta e fiel. Estas sociedades eram pequenos 
grupos, denominado nos dias atuais de células. Ele examinava cada membro de cada sociedade 
pessoalmente para buscar crescimento espiritual e de fé. As sociedades então formadas proviam a 
organização local para seu movimento. 
 
O crescimento das células 
Wesley se inspirou no movimento moravianos. Joel Cominskey declara que “quando John 
Wesley morreu em 1791, ele deixou uma igreja com 10.000 sociedades - células. As células foram 
tão importantes para a Igreja Metodista, que uma pessoa não podia participar do culto de celebração 
se não mostrasse um bilhete comprovando que esteve na célula durante a semana. Deus transformou 
pessoas por meio da estrutura de células, bandas e celebração de Wesley.” 
De acordo com Tom Albin, que fez sua tese de doutorado na Universidade de Cambridge 
pesquisando o conceito dos pequenos grupos de John Wesley, o segredo do movimento Metodista 
foi a estrutura de trabalho com grupos pequenos. No século XVIII os Wesley eram notavelmente 
eficazes no seu método chamado “Classes de Trabalho”, que se tornaram quase uma cultura. Em 
cinco anos já havia inúmeros grupos que emergiam por todas as partes”. 
Anderson Rogério de Souza comenta que afirma que “o método consistia em um grupo de 4 
ou 6 pessoas que se reuniam semanalmente com um líder. Eles oravam, louvavam e sempre havia 
um momento de culto espiritual. Se tudo corresse bem no decorrer de dois ou três meses, eles 
recomendavam a inclusão no rol de membros de uma igreja. Dois anos era a média em que uma 
pessoa do grupo levava para ter uma profunda experiência com Deus”. “No método original de 
Wesley, se a pessoa faltasse mais de três vezes em um trimestre ela estava fora do grupo. Eles 
criaram um sistema em que os seguidores podiam receber facilmente instruções e assistência”. 
 
 
Uma visão estratégica 
George Whitefield e John Wesley foram contemporâneos no século XVII na Inglaterra. 
Ambos dedicaram suas vidas ao trabalho do Senhor em um pequeno grupo na Universidade de 
Oxford. Ambos eram excelentesem pregações ao ar livre. Eles testemunharam milhares de 
conversões como fruto de seu ministério. John Wesley deixou para trás uma igreja com 100.000 
membros enquanto que George Whitefield deixou seu rastro na história apenas como avivalista. 
Seguindo o exemplo de John Wesley, Luis Salas tem um grande mapa, bem manuseado, 
pendurado na entrada de seu apartamento em Bogotá. Este “mapa de guerra” está repleto de nomes 
de membros de célula em potencial. “Eu estou sempre sonhando e orando sobre novas pessoas para 
convidar para a célula,” ele disse. “Todos os dias eu me lembro deles e, às vezes, faço um contato 
pessoal com eles.” Em apenas 18 meses, Luis multiplicou sua célula original 250 vezes porque ele 
está sempre procurando por membros em potencial. Mais importante do que isso, ele dá 
continuidade ao trabalho depois de sua visita. Alguns deles tornam-se membros e até líderes. 
 
O fruto do Avivamento 
 Mateo Lelièvre diz em seu livro João Wesley, Sua Vida e Obra, que sete anos depois que 
Wesley partiu para o Senhor, o metodismo alcançou a cifra de 144.000 pessoas; em 1817, a de 
224.000; em 1827, chegou a 381.000; dez anos depois, esse número subiu para 658.000. Nos dez 
anos que se seguiram, dada a separação provocada pelo movimento em prol da emancipação dos 
escravos, o número foi reduzido a 636.000; mas em 1857, subiu para 820.000; dez anos depois 
alcançou a marca de 1.146.000 membros; e em 1898, o número subiu para 2.675.035. No ano de 
1866, celebrou-se o centenário do metodismo norte-americano, ocasião em que se estabeleceu um 
fundo especial para fomentar os diversos empreendimentos da Igreja, alcançando a soma 
equivalente a 43.500.000 pesetas. A Igreja Metodista Episcopal do Sul, que surgiu do cisma que 
houve na Igreja, contava com 5.837 ministros e 1.442.665 membros em 1898. “Calcula-se que as 
diversas igrejas metodistas que professam as doutrinas pregadas por Wesley e conservam as 
características de sua disciplina eclesiástica contam com 43.428 ministros e mais de 7 milhões de 
membros. Não é exagero afirmar que mais de 25.000.000 dos habitantes do globo terrestre 
achavam-se, em 1898, debaixo da influência religiosa dos discípulos de Wesley”. 
 
Por que precisamos de um avivamento? 
Muitos avivamentos, como aqueles ocorridos no País de Gales em 1905, no Zaire em 1976 e 
em Pensacola, Flórida (EUA), em 1995, causaram uma diminuição perceptível nos índices de 
criminalidade das suas comunidades. Outros avivamentos, tais como o Exército da Salvação, 
liderado por William Booth no século 19, contribuíram com avanços sociais decisivos, tais como: a 
abolição do trabalho infantil e a prostituição infantil na Inglaterra, e inspiraram outros pioneiros 
como o Dr. Thomas Barnado, que trabalhou com as crianças de rua de Londres, resolvendo o 
problema durante a sua vida. 
Orlando Boyer disse que: “Esse homem de físico franzino, ao completar 88 anos, escreveu: 
‘Durante mais de 86 anos não experimentei qualquer debilidade de velhice; os olhos nunca 
escureceram, nem perdi o meu vigor’.” Lelièvre (1997) conta em sua obra sobre a vida de John 
Wesley, que certo dia, quando sua carruagem o fez esperar alguns minutos, alguém o ouviu dizer 
com impaciência: “Perdi dez minutos para sempre! ”. Um amigo disse-lhe, certa vez: “Você não 
tem necessidade de estar com tanta pressa”. “Com pressa? ”, respondeu ele. “Não tenho tempo para 
estar com pressa! ”. Com a idade de setenta anos pregou para um auditório de 30 mil pessoas, ao ar 
livre, e foi ouvido por todos. Aos 86 anos fez uma viagem à Irlanda, na qual, além de pregar seis 
vezes ao ar livre, pregou cem vezes em sessenta cidades. Certo ouvinte assim se referiu a Wesley: 
“Seu espírito era tão vivo como aos 53 anos, quando o encontrei pela primeira vez”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
 AÇÃO LIBERTADORA 
 DO AVIVAMENTO 
 
O avivamento afeta profundamente a sociedade como um todo. A abolição dos escravos, na 
Inglaterra, é um resultado direto do avivamento inglês. Um homem chamado William Wilberforce 
se converteu através da ministração de John Newton, autor do hino Maravilhosa Graça (Amazing 
Grace), e discípulo de George Whitefield, grande avivalista e amigo de John Wesley. Desde o início 
da sua conversão, Wilberforce aprendeu sobre o valor de mergulhar na Presença, num determinado 
horário do dia, num lugar a parte para estar a sós com o Senhor. 
 
As Primícias do dia para o Senhor 
Wilberforce decidiu organizar sua vida de acordo com o padrão estabelecido por Jesus, e tirar 
os primeiros momentos do dia em oração. Ele escreveu em seu Diário: “(...) meu coração não pode 
ser mantido num estado espiritual em que não haja oração, meditação, leitura das Escrituras”. Em 
outra ocasião, ele escreveu: “Temo que não tenha estudado as Escrituras o suficiente. Certamente, 
nas férias de verão, devo ler as Escrituras pelo menos por duas horas todos os dias, além de orar, 
fazer a leitura de devoção e praticar a meditação. Deus irá me ajudar a prosperar melhor se eu 
confiar nEle”. Apesar de ter sido um homem de posição social alta, membro do Congresso 
Nacional, anunciou a sua conversão a todos os seus amigos por meio de uma carta, com o propósito 
de levá-los aos pés de Cristo. A influência desse homem de Deus pôs fim à escravidão na 
Inglaterra (Sl 1). “Nosso alvo deve ser um Cristianismo que, como a seiva de uma árvore, corra por 
todo o tronco e folhas de nosso caráter, santificando tudo”, declarou J. C. Ryle. 
 
Homens que fazem a diferença 
William Wilberforce, que foi discípulo de John Newton, se transformou no auge do 
avivamento, uma das principais vozes contra a escravidão no império britânico, ao tornar-se 
membro da Câmara dos Comuns. Em agosto de 1833, a Câmara dos Comuns votou a libertação dos 
escravos e a abolição de toda espécie de escravatura. Em seu livro Servos de Deus, Franklin Ferreira 
salienta que há homens que dedicaram não apenas a igreja, mas serviram a homens e mulheres de 
forma integral. “Fundaram escolas, universidades, hospitais, lutaram pela abolição da escravatura, 
traduziram Bíblias e alimentaram os pobres. Esta característica é retratada em Basílio, Melanchthon, 
Wilberforce e Kuyper”. A vida desses homens nos lembra que a Igreja é maior do que uma 
denominação. Na Escritura, o vocábulo igreja nunca é usado para designar um prédio, uma 
denominação ou a influência cristã na sociedade, mas grupos locais reunidos para ouvir a Palavra de 
Deus (At 8.1; Rm 16.16, 2 Ts 1.4); e a todo o povo de Deus, através dos séculos (Mt 16.18, 1 Co 
15.9, Ef 5.25). 
 
A Carta da libertação 
Antes da sua morte, John Wesley escreveu para Wilberforce, encorajando-o no propósito de 
Deus para a sua vida. 
Balaan, 24 de Fevereiro, 1791. 
A William Wilberforce 
Prezado Senhor, 
“Exceto, se o poder divino o levantou para ser como Atanásio contra o mundo, não vejo como 
você pode seguir com sua gloriosa iniciativa de opor-se a esta execrável vilania, que é escândalo da 
religião, da Inglaterra e da natureza humana. Exceto se Deus o levantou para esta mesma coisa, você 
irá desgastar-se pela oposição de homens e demônios. Mas, se Deus for por você, quem poderá ir 
contra? Todos os homens juntos são mais fortes do que Deus? Oh, não fraqueje em fazer o bem. Eu 
continuarei, em nome de Deus, e no poder de sua força, até que a escravidão americana (a mais vil 
que alguma vez viu o sol) seja varrida de diante dele”. 
“Lendo esta manhã um tratado escrito por um pobre africano, fiquei particularmente chocado 
por esta circunstância, de que um homem que tenha a pele negra, e sido injustiçado ou ultrajado por 
um homem branco, não possa receber reparação; tem sido lei em todas as nossas colônias que o 
juramento de um negro contra o branco serve para nada. Que vilania é esta!” 
“Que aquele que tem guiado você desde sua juventude, possa continuar a fortalecê-lo nesta e 
em todas as coisas, é a oração, querido senhor, de seu afetuososervo”. 
 J. Wesley

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