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AGONISTAS E ANTAGONISTAS ADRENÉRGICOS
OBJETIVOS DA AULA
Bases Morfofuncionais do Sistema Nervoso;
Considerações acerca do Sistema Nervoso Autônomo;
Agonistas dos receptores α e β-Adrenérgicos;
Antagonistas dos receptores α e β-Adrenérgicos
Implicações para a Enfermagem.
CASO CLÍNICO
Uma menina de 12 anos de idade, com HMP comum, apresentafebre, dor de garganta e um curso de linfadenopatia cervical sensível. Ela é diagnosticada com faringite estreptocócica do grupo A e é tratada com penicilina IM. Alguns minutos após a injeção, a paciente apresenta dispneia, taquicardia e hipotensão, e percebe-se que apresenta sibilos ao exame. Também queixa-se de disfagia. Adrenalina IM é administrda imediatamente para sua reação anafilática.
Que efeito adrenalina terá no SCV dessa paciente?
Coração aumenta frequência e força de contração, vasos sanguíneos tem contração e aumento da resistencia periférica e aumento da pressão. Taquicardia e aumento da pressão.
Que receptor divide, primariamente, a resposta vascular?
Alfa 1 – está nos vasos
Que efeito terá a adrenalina em seu sistema respiratório?
Broncodilatação
Que receptor divide, primariamente, a resposta do SR?
Beta 2
Por isso a adrenalina é utilizada em casos de choque anafilático. No choque o paciente vai ter bronco constrição e queda da pressão. Adrenalina vai agir no coração, na pressão e vai agir na respiratória melhorando a perfusão. 
REVISÃO SISTEMA NERVOSO
O sistema nervoso é dividido em porção central e porção periférica. O central é constituído pelo encéfalo e pela medula, onde o encéfalo é formado pelo cérebro, tronco encefálico e cerebelo. Já o periférico é formado pelos nervos espinais e cranianos, gânglios e terminações nervosas. Ainda na parte central, o Cérebro é constituído pelo diencéfalo e telencéfalo. O tronco encefálico é formado pelo mesencéfalo, ponte e bulbo. E quanto a sua divisão embriológica o cérebro é constituído pelo pros encéfalo, o mesencéfalo é formado pelo próprio mesencéfalo, a ponte a partir do metencéfalo e o bulbo do mielencéfalo que forma o que chamamos de homenscefalo. 
Drogas que agem nível de sistema nervoso periférico, quando se fala desse sistema faz-se a divisão eferente e a divisão aferente. A eferente é constituída pelo sistema nervoso autonômico e sistema nervoso somático. Sistema nervoso autonômico é constituído pelo sistema nervoso parassimpático, simpático e sistema nervoso entérico. Parassimpático tem sua origem cranioscral, então os nervos que constituem essa via ela se origina da região craniana, seja cervical ou craniosacral, enquanto que a via simpática é constituída por nervos que se originam da região toraqual – lombar, esses neurônios partem em direção aos órgãos que vão ter seus efeitos e seus controles.
O sistema nervoso autônomo é dividido e classificado quanto a origem das fibras pré e pós ganglionar. A pré é curta no simpático enquanto que no parassimpático ela é longa. E a fibra pós glanglionar é longa no sistema simpático e curta no sistema parassimpático. A origem dos nervos na via simpática surge na região torácica e na região lombar somente nervos raquidianos enquanto que na via parassimpática é na região cervical, nervos cranianos e região sacral nervos raquidianos. As fibras desses nervos são formadas por fibras colinérgicas para a via parassimpática e fibra noroadrenérgicas para a via simpática. A fibra pré glanglionar tanto na via parassimpática quanto na simpática libera acetilcolina enquanto que a fibra pós glanglionar a liberação do neurotransmissor vai depender da via se for simpática noroadrenalina, se for parassimpática acetilcolina. 
Nervos sensitivos – traz sensibilidade de dor, temperatura. 
Fibra motora – que enerva musculo esquelético.
A fibra pré ganglionar na via simpática é curta, pois vai fazer sinapse com segundo neurônio na cadeia paravertebral e dai esse segundo neurônio segue em direção aos órgãos onde ele vai inervar. 
A pós ganglionar é longa, pois tem que seguir até os órgãos. 
Na via parassimpática, a fibra surge no nervo craniano e sacral e segue em direção ao órgão, onde faz sinapse com o neurônio pós-ganglionar. 
A fibra pré ganglionar tanto na via simpática quanto na via parassimpática, ela libera acetilcolina que se liga em receptores dicotinicos no neurônio pós ganglionar. Ao se ligar a esse tipo de receptor, vai ativar o neurônio pós-ganglionar que por sua vez vai liberar, se na via simpática, noradrenalina, e na via parassimpática, acetilcolina. 
FUNÇÕES DA VIA SIMPÁTICA E PARASSIMPÁTICA 
O sistema nervoso simpático, também conhecido como sistema de luta ou fuga, pois ao ser ativado ele prepara o nosso corpo para lutar ou fugir. O corpo se adapta a condição de risco. O sistema nervoso autônomo é ativado gerando a uma condição de estresse levando a transformação no nosso organismo. 
EXEMPLO: Assalto. Olhos do humano: Sofrem midríase, dilatação para que se tenha um campo visual melhor para saber para onde se deve correr. Dilata a visão através do relaxamento do musculo ciliar com a finalidade de se ter um maior campo de visão. Captar o máximo de energia para transformar a luz em imagem. CORAÇÃO: Aceleração, aumento da frequência cardíaca e força de contração para que esse coração bombeei mais sangue para os músculos e esses possam ter mais oxigênio e mais glicose para gerar energia para que esse musculo venha a contrair mais e ele correr. MUSCULATURA LISA DOS VASOS: Vasoconstrição dos órgãos periféricos, peles, mucosas e viseras (intestino, que não é necessário para o momento). Sangue vai ser direcionado para o músculos, no caso o esquelético. A musculatura esquelética sofre dilatação para receber o aporte sanguíneo maior. Enquanto que os vasos gerais, vão sofrer vasoconstrição para redirecionar esse sangue para a musculatura esquelética. Se tem vasoconstrição a resistência vascular periférica fica aumentada, consequentemente a pressão sanguínea aumenta. A nível de pulmão e sistema respiratório, há uma broncodilatação, para aumentar o aporte de oxigênio, ele consegue captar mais oxigênio para direcionar aos músculos. A nível hepático, o fígado entra em glicogênese, ou seja, de gliconiogenese, formação de glicose. O fígado vai pegar o glicogênio, quebrar e liberar glicose para que essa forneça energia para os músculos para que o humano consiga correr. Função gastrointestinal: diminui, não é interessante que haja direcionamento de sangue e energia para o intestino. Diminuição da motilidade gástrica intestinal.
O sistema nervoso simpático ele trabalha de maneira a favorecer a fuga ou a luta, vai preparar o corpo para a situação de estresse para lutar ou fugir. O parassimpático é o contrario, é o sistema de repouso e digestão. Depois que o individuo passa por uma situação de estresse, o organismo tende a voltar ao repouso. 
O parassimpático depois do assalto: O olho tem miose, pupila se contrai e tende a voltar para o normal. Fica diminuída. A nível de coração: diminui função cardíaca, diminui frequência e contratilidade. A nível de pulmão: bronconstrição, não há necessidade de tanto oxigênio. Função gastrointestinal: aumento da função desse sistema. Aumenta a motilidade, promove dilatação dos esfíncteres para facilitar saída das fezes e aumenta as secreções de ácido clorídrico e as secreções glandulares para facilitar a digestão. 
O sistema nervoso parassimpático e o simpático tem funções opostas, enquanto um ativa algumas vias o outro bloqueia, para se contrabalancear. 
Quando se remete a sistema nervoso simpático nos remetemos as catecolaminas, que são: dopamina, noradrenalina e adrenalina. Catecolaminas são chamadas dessa maneira por conta da estrutura química, todas elas vão ter um agrupamento amina, então são aminas biogênicas. Além disso elas tem grupamento catecol. Esses três neurotransmissores tem função de catecolaminas. As monoaminas, entra uma outra substancia que é serotonina que não é uma catecolamina, pois não tem o grupamento catecol, só tem a amina. As monoaminas são: dopamina, noradrenalida e serotonina. 
Os neurotransmissores são divididosquanto a sua característica de origem, tem se as aminas biogênicas que recebem esse nome, pois em sua estrutura vai ter o grupamento amina e temos os neurotransmissores que são aminoácidos como o gaba, o glutomato e a glicina. Nas aminas biogênicas nos vamos ter a acetilcolina, as monoaminas (catecolaminas e serotonina) e a estamina. 
DROGAS QUE AGEM A NÍVEL DE RECEPTOR ALFA E BETA ADRENERCICOS, OS AGONISTAS ADRENERGICOS E OS ANTAGONISTAS ADRENERGICOS. 
A maioria dos agonistas adrenérgicos são utilizados para tratar os sintomas da gripe e resfirados. Dentro desses nós vamos ter a adrenalina, também chamada de epinefrina e a fenilefrina a diferença entre as duas é que a epinefrina tem um poder maior de ativar os receptores adrenérgicos, tanto alfa quanto beta, e é mais utilizada na forma injetável e é utilizada em quadros de emergência. A fenilefrina tanto tem na forma injetável para casos de emergência quanto se tem na forma oral, onde as posologias são utilizadas para tratamento de resfriados. 
A noradrenalina é sintetizada a partir de um aminoácido chamado tirosina, esse aminoácido é transportado para dentro do neurônio a partir do transportador de sódio-tirosina, lá dentro do neurônio vai ser convertida em elidopa a partir da ação da enzima tirosinahidroxilase essa vai adicionar uma hidroxila na tirosina e ela se transforma em elidopa, elidopa sobre ação da dopadescarboxilase que vai tirar o agrupamento carboxílico transformando a elidopa em dopamina. Como esse neurônio é um neurônio noradrenergico, essa dopamina é transportada para dentro da vesícula sinapitica e convertida em noradrenalina que vai ser armazenada até que haja potencial de ação que vai ocasionar a abertura dos canais de cálcio e a entrada do cálcio vai ocasionar a fusão da vesícula sináptica com a membrana e exocitose do neurotransmissor, vai ser liberada a noradrenalina e ela vai atuar nos seus receptores que são Alfa 1, Beta 1, Beta 2 e Beta 3 que são receptores pós sinápticos, ou seja, estão localizados no neurônio pós sinápticos e Alfa 2 que é um autoreceptor. Quando a noradrenalina se liga no receptor Alfa 2 o neurônio pré sináptico vai diminuir a liberação dela mesma. Depois que a adrenalina age nos seus receptores ela vai ser recaptada para o neurônio, lá dentro há a metabolização pela enzima mal B. Mal B tem preferencia maior por noradrenalina e dopamina. 
Os receptores adrenérgicos são seletivos tanto para noradrenalina que é o neurotransmissor como para a adrenalina, que não é neurotransmissor, é um hormônio. O neurônio noradrenergico vai estimular lá pela via simpática a suprarrenal e suprarrenal é quem vai produzir e liberar adrenalina. Noradrenalina é neurotransmissor e adrenalina é hormônio. Como essas drogas tem uma característica estrutural semelhante, são catecolaminas, a dopamina ela consegue estimular os receptores de noradrenalina quando ela está em dosagem suprafisiológico. Quando você dá uma dosa alta de dopamina essa dopamina além de atuar sobre os receptores dopaminérgicos também vão atuar sobre receptores adrenérgicos. 
Os receptores adrenérgicos tanto alfa quanto beta são receptores metabotropicos, ou seja, acoplado a proteína G. 
A proteína G é formada por subunidades alfa, beta e gama. Elas em repouso estão acopladas a GDP que ainda não tem energia. A subunidade que está ligada ao GDP é a alfa em repouso. Quando o agonista se liga ao receptor se desprende do GDP e se liga ao GTP e depois se desprende da subunidade beta gama e vai ativar o efetor, que é uma enzima que leva a produção de segundos mensageiros e são esses que vão elevar a resposta final. 
Alfa 1, Alfa 2 e Beta que são receptores acoplados a proteína G e cada um vai ter uma função especifica de uma proteína G especifica. 
No caso do receptor alfa 1, ele é acoplado a proteína Gq que ao ser ativado vai levar a ativação do efetor chamada fosfolipase c, quando essa é ativada vai induzir a produção de segundos mensageiros ip3 e dag que tendem a levar o aumento intracelular de cálcio e consequentemente induzir a contração. Receptor alfa 1 pode ativar o giptório. Ativação desse receptor vai induzir no musculo liso vascular a contração, para inibir a micção. Musculo liso intestinal vai induzir o relaxamento. Alguns lugares induz contração e em outros relaxamento. No coração tem efeito inotrópico, ou seja, de aumentar a força de contração e a excitabilidade. No fígado induz glicogenolise e glicoliogenese. 
Alfa 2 é acoplada a uma proteína G inibitória, significa dizer que a ativação dessa proteína vai inibir a adenililciclase e não há a produção de Ampciclico e se não há essa produção, não há o relaxamento, só há a contração. Além disso, ela bloqueia o cálcio intracelular do neurônio pré sináptico e se inibe a entrada no cálcio no neurônio pré sináptico a liberação do neurotransmissor não acontece. Por essa razão alfa 2 está no neurônio pré ganglionar controlando a função da liberação de noradrenalina. Ao ser ativado por noroadrenalina inibe a liberação da mesma, pois bloqueia entrada de cálcio. Alfa 2 está presente no nervo diminuindo a liberação de norapinefrina, mas também nas células beta do pâncreas diminuindo secreção de insulina. Nas plaquetas atua sobre a agregação plaquetária e no musculo liso vascular, só que em menor quantidade, induz contração.
Receptores Beta são acoplados a proteína G estimulatória. Então quando é ativada, ativa adenilciclase que produz ampciclico, levando, principalmente, ao relaxamento do músculo liso. 
Beta 1 está presente no coração induzindo o aumento da atividade nesse coração então vai ter efeito cronotrópico, inotrópico e dromotrópico positivo, ou seja, cronotrópico aumenta velocidade e frequência de contração. Inotrópico força e dromotrópico velocidade de condução do nodo atrioventricular e também está presente nas células renais induzindo a liberação de renina. 
Beta 2 está na musculatura lisa provocando relaxamento, principalmente, musculatura lisa dos brônquios por isso que ao ser ativado tem o efeito broncodilatador. No fígado induz glicogenose e na musculatura esquelética induz glicogenose.
Beta 3 está no tecido adiposo induz lipose. 
Esses receptores servem como base farmacológica de varias patologias como asma, hipertensão, infarto, diabetes. Ativação desses receptores diminui por exemplo diminui a liberação de insulina ou aumenta secreção de insulina. Esses receptores agem como alvo farmacológico para o tratamento dessas doenças quer seja ativado ou bloqueando pra promover efeito terapêutico para essas patologias. 
AGONISTAS E ANTAGONISTAS
AGONISTAS substancias que se ligam aos receptores e ativam o receptor. É aquela droga que ao se ligar ao receptor ativa o receptor induzindo a uma resposta biológica. 
ANTAGONISTA: bloqueia o receptor impedindo que o agonista se ligue. Há o competitivo e o irreversível ou não competitivo. Competitivo, pois compete com o agonista pelo receptor e o não competitivo se liga irreversivelmente e mesmo que aumente a dose do agonista não vai conseguir desligar ele do receptor. 
DROGAS AGONISTAS DOS RECEPTORES ALFA 1 ADRENÉRGICOS
As drogas que agem nesses receptores vão aumentar a resistência vascular periférica, pois esses receptores estão distribuídos principalmente nos vasos. As drogas agonistas que ativam receptores alfa 1 tendem a aumentar a resistência vascular periférica, pois há a vasoconstrição. Os agonista alfa 1 adrenérgicos ao ativarem receptores alfa 1 vão induzir a uma vasoconstrição, essa vai aumentar a resistência que consequentemente vai aumentar a pressão arterial. 
Algumas drogas são agonistas alfa 1 adrenérgicos 
METOXAMINA 
É utilizada em administração sistêmica e uso dela é limitado para o tratamento de choque. O paciente em choque em relação a sua pressão arterial está diminuída. Paciente chocado vai ter queda da pressão. Para aumentar essa pressão se administra um agonista alfa 1 adrenérgico que vai induzir a vasoconstrição, aumento da resistência vascular periférica e consequentemente aumenta pressão. 
FENILEFRINA, OXIMETASOLINA E NAFASOLINASão drogas utilizadas em ação tópica, muito usadas como descongestionante nasal. Naridrim, afrim e vários outros descongestionantes que tem na sua composição a presença da fenilefrina, oximetasolina ou da nafasolina. Como são drogas alfa 1 adrenergicas e como esses receptores estão distribuídos nos vasos sanguíneos na hora que a droga é inalada, os vasos sanguíneos da região nasal vão favorecer a vasoconstrição consequentemente quando se contrai, você diminui o fluxo sanguíneo e diminui a permeabilidade vascular e se diminui permeabilidade vascular também se diminui edema na região nasal e o fluxo de ar vai aumentar. Ao contrair o vaso, diminui permeabilidade, diminui edema local, facilitando a passagem de ar. 
Outra substancia utilizada no tratamento dos sintomas da gripe é o resfenol, por exemplo, que é uma mistura de paracetamol e felinefrina. Algumas substancias para a gripe e descongestionantes tem na sua composição aginistas alfa 1 adrenérgicos. 
SORINE E RINOSORO 
Não contem nenhum dos descongestionantes agonistas adrenergicos alfa 1, são formados unicamente de soro fisiológico. Essas substancias vão induzir a uma descongestão mais no sentido de lavagem. Ao lavar o nariz favorece a remoção da secreção e consequentemente uma descongestão. 
OTRIVINA
Possui a xilometazolina que é um agonista adrenérgico alfa 1, nesse caso há um descongestionante. Há o bloqueio dos vasos e consequentemente descongestão. 
Agonistas dos Recep. Adrenérgicos α¹-Adrenérgicos também podem ser utilizados para tratamento de quadros de hipersensibilidade. EXEMPLO: Anafilaxia, o paciente tende a entrar em parada cardíaca, redução da resistência vascular periférica. Para retornar o quadro de estabilidade utiliza-se Agonistas dos Recep. Adrenérgicos como é o caso da fenilefrina injetável ou da própria epinefrina. Tratamento do choque anafilático. 
Agonistas dos Recep. Adrenérgicos α¹-Adrenérgicos são utilizados, principalmente na terapia dos sintomas da gripe – descongestionantes nasais com a finalidade de promover vasoconstrição dos vasos locais, consequentemente facilitar o fluxo de ar. 
α²-ADRENÉRGICOS
Tem –se dois tipos, a Clonidina que é utilizada como anti-hipertensivo e também é utilizada em outros quadros clínicos como a abstinência de drogas como narcóticos, álcool e nicotina, pois esses ao serem removidos de uma vez tendem a induzir um quadro de ansiedade. Então quando se utiliza a Clonidina, ela é um agonista α²-ADRENÉRGICOS, a liberação de noradrenalina vai ficar diminuída. O receptor alfa 2 está presente no neurônio pré-sináptico quando é ativado bloqueia a liberação de noradrenalina, se a clonidina é um agonista, quando ela se liga ao alfa 2 bloqueia a liberação de noradrenalina. Se há a liberação de noradrenalina há o bloqueio da via simpática e se há esse bloqueio não há o efeito gerado pela abstinência que é o quando de ansiedade. É Alvo terapêutico para a abstinência de drogas, insônia, pois o excesso de noradrenalina e o excesso da via simpática tendem a induzir o quadro de insônia. 
Indivíduos que fazem uso de medicamentos para emagrecer como é o caso da sibutramina, essa aumenta a liberação de noradrenalina consequentemente inibe o apetite, mas como efeito colateral vai ter insônia, pois a adrenalina e a noradrenalina tem função de ativar a via simpática e essa tem finalidade de nos manter em alerta. O tratamento da clonidina se ativa receptor alfa 2 bloqueia a liberação de noradrenalina, consequentemente o quadro de insônia vai diminuir.
Contra os efeitos da menopausa, efeitos de sufocamento. Utilizada em associação com outras terapias para tratar TDH e dores de cabeça migratória.
Outra droga que age como agonista alfa 2 é a Metildopa, essa é utilizada para tratar hipertensão na gravidez, pois não atravessa com tanta facilidade a barreira placentária e não vai exercer tanto efeito sobre o feto. 
MECANISMO DE AÇÃO AGONISTAS ALFA 2 ADRENÉRGICOS
Atuam nos receptores alfa 1 ou alfa 2 e ativam esses receptores. No caso do receptor alva 1 quando se utiliza a nafasolina, a nafasolina se liga ao receptor que é uma proteína G o alfa1 promove a subunidade alfa vai se ligar ao gtp e se desprender da subunidade beta gama, essa subunidade alfa gtp ativa o efetor que é uma enzima chamada de fosfolipase c. A ativação do receptor alfa 1 vai induzir a ativação da fosfolipase c levando a produção de dois segundos mensageiros que são ip3 e o dag que por sua vez vão induzir o aumento do cálcio intracelular, aumentando esse cálcio as fibrilas de actina e miosina vão formar pontes cruzadas e a musculatura vai contrair, há a contração das arteríolas. 
Agonistas dos Recep. Adrenérgicos β-Adrenérgicos
As drogas que agem ativando o receptor principalmente beta 1, vão provocar um efeito inotrópico e cronotrópico positivo, ou seja, a nível cardíaco. Como o receptor beta 1 está distribuído no coração e células justa glomerular dos rins. Beta 2 em vários órgãos, mas principalmente nos brônquios.
A ativação dos receptores beta 1 vai induzir efeito inotrópico e cronotrópico, o que se remete ao coração, inotrópico é força de contração e cronotrópico é frequência cardíaca. Os beta adrenérgicos tanto aumentam a força de contração como a frequência cardíaca. 
A Dobutamina é um exemplo de droga que é seletiva para receptor beta 1. É utilizada, principalmente nos quadros de edema agudo de pulmão em pacientes com insuficiência cardíaca, pois na insuficiência cardíaca o individuo vai ter um coração que não consegue bombear o sangue adequadamente, não tem força para bombear o sangue. 
O sangue chega ao átrio direito através da veia cava superior e inferior, o sangue entra e passa para o ventrículo direito, chega até o pulmão e do pulmão retorna para o átrio esquerdo através das veias pulmonares, dai segue para o ventrículo esquerdo e vai através da aorta. 
Quando o individuo tem insuficiência cardíaca o ventrículo esquerdo não consegue bombear o sangue, então parte do sangue vai ser bombeado, mas ainda vai ter sangue sem ejeção, sangue se acumula. O sangue que veio do átrio esquerdo vai passar, no entanto como esse coração não está bombeando adequadamente vai ocorrer o acumulo de sangue, sangue não passa, pois já está cheio. O sangue que vem do pulmão não consegue entrar, diante do acumulo de sangue. Quando acumula sangue altera toda a pressão pulmonar levando a um quadro de edema. 
No tratamento de edema agudo em paciente que não tem problema cardíaco, uma estratégia é utilizar a furosemida, pois é um diurético potente vai diminuir volume e diminuindo volume vai diminuir debito e diminui encharcamento do pulmão. Mas se o paciente tem insuficiência cardíaca e se se da furosemida, ele já tem debito alterado pela fraqueza do coração, então não se pode dar furosemida, pois pode piorar a função cardíaca do paciente. 
O que pode utilizar é um agonista beta adrenérgico, pois, no caso, a Dobutamina, é um agonista beta seletivo, ela age em beta1, vai aumentar a contratilidade do coração e aumenta a força. Aumentando a força, diminui o acumulo de sangue e consequentemente diminui encharcamento. Além disso, a Dobutamina aumenta o debito urinário, aumenta a liberação de liquido sem interferir na filtração glomerular. Mais que ajudar na função cardíaca e diminuir o encharcamento e o edema, vai também promover a remoção de liquido sem afetar o coração negativamente. 
Mecanismo de ação da Dobutamina que promove o aumento do debito urinário. 
ISOPROTERENOL
Droga beta adrenérgica não seletiva, ou seja, tanto age ativando receptor beta 1 quanto receptor beta 2, utilizado geralmente no tratamento da asma, assim como Fenoterol, Terbutalino, Salbutamol, Salmoterol, são drogas que são utilizadas para o tratamento da asma, pois causa a ativação de receptor beta 2 produzindo a broncodilatação. No caso do Isoproterenol – β não seletivo, se é não seletivo o seu principal efeito colateral é aumentar frequência cardíaca, causando taquicardia. Os beta agonistas não seletivos vão ter como principal efeito colateral a taquicardia. Tem se as drogas β2- Seletivos usadosna DPOC e Asma como Fenoterol, Terbutalino, Salbutamol, Salmoterol, nesse caso essas drogas tendem a causar menos taquicardia. 
MECANISMO DE AÇÃO DOS AGONISTAS BETA ADRENERGICOS 
FENOTEROL – quando se utiliza essa droga, como ele é um agonista beta 2 se vai se ligar no receptor beta 2 que é uma proteína G vai ativar essa proteína G. a subunidade alfa se liga ao gtp se desprende da beta gama e se liga ao efetor que no caso é a adenilil ciclase. No alfa 1 o receptor alfa 1 ao ser ativado o efetor é. O alfa 1 a proteína g dele ativa a enzima fosfolipase c que leva a produtor dos segundos mensageiros ip3 e dag. No beta 2, os receptores beta a principal enzima é a adenilil ciclase, quando essa enzima é ativada vai levar a produção de amp cíclico e esse vai induzir a bronco dilatação da via respiratória. Se fosse outra via, geraria outro efeito dependendo da distribuição desse receptor pelos órgãos. 
TEOFILINA – Broncodilatador que é utilizado na prática clinica que não é uma droga adrenérgica, é uma droga que bloqueia a metabolização do amp cíclico, então ela bloqueia a enzima fosfodiasteraze e consequentemente o ampciclico não é metabolizado, consequentemente se tem a manutenção do ampciclico e o efeito broncodilatador. 
ATENÇÃO!!
ENFERMAGEM vai aprazar, preparar e administrar os fármacos, na unidade hospitalar e vai prescrever na unidade básica. Importante para saber a indicação do fármaco e os possíveis efeitos colaterais daquela droga, bem como agir em casos de intoxicação pelos fármacos. 
EXEMPLO: Bebe com quadro de virose, gripado, com nariz obstruído, foi prescrito berotec e um erro na administração desse berotec levou o bebe a óbito. Foram feitas 5 sessões de berotec. O bebe veio a óbito, pois o berotec gera taquicardia já que ativa os receptores beta 1 adrenérgicos, fenoterol é o berotec. Apesar de ser seletivo para beta 2, mas se utilizar em doses maiores, também ativa receptores beta 1 por isso que na prática clinica, só se utiliza no máximo 5 gostas para adultos. Para criança é de 1 a 2 gotas. Berotec é doso dependente, seletivo para beta 2, mas se aumentar a dose ativa beta 1. Bebe recebeu dose muito alta e levou a ativação alta de beta 1 levando ao quadro de parada cardíaca.
Na prática não se utiliza essas medicações isoladas, berotec é associado com o atrovem (Ipratrópio), pois o Ipratrópio é uma droga anticolinérgica, o pulmão desse individuo vai relaxar. Esse medicamento associado ao berotec vai inibir receptores colinérgicos. O Ipratrópio bloqueia receptores muscaminico, receptor m3 que está presente no pulmão. Então ele bloqueia o receptor muscarinico e bloqueando esse receptor o pulmão vai relaxar. Na via parassimpática a acetilcolina vai contrair a via respiratória. Se bloqueia o receptor de acetilcolina ela não se liga, se ela não se liga o pulmão relaxa. Na prática clinica os beta agonistas adrenérgicos vão ser associados com anticolinérgicos, pois o anticolinérgico vai dilatar o pulmão já que bloqueia a via parassimpática então vai causar broncodilatação. Os adrenergicos ao ativarem receptores beta 2 vai causar broncodilatação. Dois efeitos esperados que é o de broncodilatação, por vias de ação diferentes. Há a associação das duas drogas e diminui-se a dose das duas, diminui a dose, associa-se e tem sem o efeito potencializado. Na prática clinica esses agonistas adrenergicos são associados com os anticolinérgicos que é o caso do atrovem para reduzir a dose do adrenérgico diminuindo então os efeitos colaterais como a taquicardia e produzir um efeito potencializado de broncodilatação. 
No pulmão, o sistema simpático causa broncodilatação, agindo no receptor beta 2
Paciente chegou com bronconstrição, a estratégia utilizada é broncodilatar a via para ele conseguri receber o oxigênio. Se eu sei que a via simpática broncodilata e a via parassimpática faz broncoconstrição, deve se ativar a via simpática e bloquear a via parassimpática. Ativa se a via simpática ativando o receptor beta 2, pois é o beta 2 que está no pulmão dá se então o berotec. O berotec apesar de ser seletivo, mas em doses maiores ativa o beta 1 que está no coração.se ativa beta 1 o coração vai aumentar a frequência e ter taquicardia que pode levar ao óbito. Vou ativar a via simpática, bloquear a via parassimpática para gerar o efeito broncodilatador. Só que eu quero o efeito broncodilatador sem o efeito de taquicardia. Associando as duas vias vai ter o efeito broncodilatador sem taquicardia. Para isso utiliza se o berotec, em uma dose menor junto com uma droga que bloqueia receoptor muscarineo no pulmão, bloqueando eu vou ter uma broncodilatação sem taquicardia. 
No sistema nervoso parassimpático, faz bronconstrição. 
AGONISTAS DOS RECEP. ADRENÉRGICOS SELETIVIDADE
Norepinefrina e a epinefrina elas tem afinidade com todos os receptores, são drogas mistas que agem e ativa todos os receptores adrenergicos. O isoproterenol é um beta não seletivo, então ele tanto ativa beta 1 quanto beta 2 na mesma afinidade, então essa droga para tratar um quadro de asma sabe se que vai causar taquicardia, porque ela tem a mesma seletividade por beta 1 então não é indicado utilizar essa droga. Melhor utilizar uma que seja beta 2 seletiva como é o caso da salbutamol ou fenoterol. A fenilefrina é agonista alfa 1, é utilizada como descongestionante nasal. Clonidina é agonista alfa 2, utilizada para tratar dependência de narcóticos, tratamento de TDH. Dobutamina é um beta 1 agonista, mas em doses um pouco maiores também ativa beta 2, mas tem maior seletividade para beta 1. 
EFEITOS ADRENORECEPTORES
Tratamento do parto precoce – um beta 2 agonista vai inibir a contração uterina no parto precoce. Utilizando um beta 2 agonista, como fenoterol e salbutamol, vai induzir o relaxamento e vai inibir o risco de parto prematuro. São utilizados nas PCRs no caso da ativação de alfa 1 e beta 1 para induzir aumento da frequência cardíaca, vasoconstrição e aumento da pressão arterial e também tem que ter o cuidado no uso dessas drogas em pacientes que tem diabetes, pois a ativação de beta 3 inibe liberação de insulina, se inibe liberação de insulina paciente diabético há o aumento da glicemia. Drogas também aumentam glicogenose, ou seja, produção de glicose então se o paciente é diabético e tá usando alguma medicação dessas pode ser perigoso. Paciente é asmático, teve uma grise e tomou um agonista beta para causar broncodilatação, paciente vai ter aumento da glicemia e vai ter um quadro de piora da diabetes, pois se ativa o receptor beta 2 além de gerar broncodilatação, gera aumento da produção de glicose. Além disso, essas drogas se forem dadas em uma quantidade maior também ativa beta 3 que inibe insulina e ai paciente vai ter piora do quadro de diabetes. 
Antagonistas dos Recep. Adrenérgicos
Correspondem aos medicamentos mais utilizados na prática clínica, principalmente para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica e nos casos dos bloqueadores alfa adrenérgicos, são utilizados além dessa finalidade Retenção urinaria na hipertrofia prostática benigna comum em paciente idoso pelo próprio processo de envelhecimento. Esse aumento da próstata vai comprimir os ureteres e dificultar a saída da urina, no caso da retenção causada por esse quadro, utiliza-se de antagonista alfa adrenérgicos que vão diminuir essa hipertrofia e consequentemente facilitar a retenção. 
PRINCIPAIS antagonistas α-Adrenérgicos
A ativação do receptor alfa 1 vai fazer constrição nos vasos sanguíneos, se contrai as arteríolas, a resistência vascular periférica aumenta e se aumenta a PA aumenta. Se se da um antagonista alfa adrenérgico o vaso dilata e a resistência diminui e a PA também diminui. O principais antagonistas alfa adrenérgicos diminui a pressão por diminuir a resistência vascular periférica. Agonistas alfa adrenérgicos quando se liga ao receptor alfa 1 ativa a proteína g que ativa a fosfolipase c, fosfolipase c produz os segundos mensageiros ip3 e dag que vai levar o aumento do cálcio intracelular que vai induzir a constrição pois vai facilitar a formação de pontes cruzadasde actina e miosina, levando a vasoconstrição que aumenta a pressão. Quando se da um bloqueador alfa adrenérgico, a fosfolipase c não vai ser ativada, não há a produção dos segundos mensageiros consequentemente não há o aumento do cálcio intracelular, se não tem o vaso dilata e reduz a resistência e reduz a PA. 
Quando tem o aumento da pressão, o baroreflexo é ativado levando ao retorno da função normal do coração. Quando há o aumento da pressão, os baroreflexos detectam essa pressão aumentada manda para o tronco encefálico e através do nervo vago. Pressão baixa acontece o contrario, ativa via simpática e diminui a via parassimpática. 
Na hipertensão, quando individuo está com a pressão alta o baroreflexo não é ativado fazendo com que ele não consiga mais retornar ao padrão de normalidade. Nesse caso é submetido ao uso de drogas que promovam essa regulação. 
Prazosina
Doxazosina
Tansulozina
Antagonistas dos Recep. Adrenérgicos β-Adrenérgicos
Os antagonistas alfa adrenérgicos são usados para tratar a hipertensão, pois baixam a pressão vascular periférica. Só que quando se tenta a queda da resistência vascular periférica por esse sistema de baroreflexo, tem o efeito colateral da taquicardia reflexa. Quando se utiliza um antagonista de receptor alfa, ele vai vasodilatar e a pressão cai. Quando a pressão cai o reflexo é ativado que ativa a via simpática aumenta frequência cardíaca. 
No uso dos antagonistas um dos efeitos colaterais é a taquicardia reflexa. Na pratica uma das drogas mais utilizadas para diminuir a pressão sem causar tanta taquicardia reflexa são os betabloqueadores, pois vão bloquear sem gerar a ativação desse reflexo tanto quanto o bloquear receptor alfa. Os antagonistas beta adrenérgicos bloqueiam tanto receptores beta 1 quanto receptores beta 2 e beta 3 de acordo com a não seletividade. O propranolol é um exemplo de antagonista beta não seletivo, bloqueia todos os receptores beta. Já o atenolol, metropolol e carvedilol, são antagonistas beta 1 seletivos. 
Exemplo: garota asmática com hipertensão, só que não relata ao médico que é asmática e o médico passa propranolol para a garota. A menina vai ter crise asmática, os brônquios vão contrair e ela vai ficar sem ar, pois propranolol não é seletivo. Tanto vai bloquear beta 1 baixando a pressão dela, como vai bloquear beta 2 causando bronconstrição levando a crise de asma. Nesse caso a droga de preferencia são as drogas seletivas, vai bloquear especificamente beta 1 sem agir em beta 2. 
Os betabloqueadores reduzem a demanda de oxigênio do miocárdio, ou seja, diminui o trabalho cardíaco, consequentemente diminui o consumo de oxigênio por esse coração, pois diminui a frequência cardíaca. Diminui a força de contração, levando também a essa diminuição da demanda de oxigênio e aumenta a perfusão do miocárdio. Os betabloqueadores são indicados para pacientes que já tiveram infarto para melhorar a perfusão, pois as coronárias, ficam situadas próximo as válvulas aórticas, quando o coração está em sístole a válvula aórtica se abre para o sangue passar para a aorta, nesses momento a entrada das coronárias vai ser obstruídas. Então o sangue não vai conseguir entrar na coronária, quando o coração está em diástole a válvula aórtica fecha e o sangue que está na aorta entra na coronária e perfunde esse coração. O paciente que teve infarto utiliza bloqueador para aumentar a perfusão desse coração, se eu dou um betabloqueador, o coração diminui frequência cardíaca, se diminui a frequência cardíaca significa dizer que o coração fica mais tempo em diástole e se ele fica mais tempo em diástole ele fica mais tempo sendo perfundido, então melhora a perfusão desse coração e consequentemente aumenta a quantidade de oxigênio e como ele está com a frequência baixa diminui o consumo. 
Quando ativa receptor beta 1, ele ativa adeniciclase, aumenta amp cíclico e induz a contração cárdica. Quando se utiliza um betabloqueador você bloqueia a formação do amp cíclico e consequentemente a frequência cardíaca. 
O receptor beta 1 está no coração e nas células justa glomerular do rim, lá no rim vai acontecer: quando esse receptor é ativado, ele ativa a produção e liberação de renina, a renina vai estimular a produção de angiotensina ao converter angiotensinogenio em angiotensina 1, essa vai ser convertida em angiotensina 2 pela enzima eca, essa vai agir no vaso promovendo vasoconstrição, lá no túbulo renal promovendo reabsorção de sódio e água, aumenta a atividade simpática e ativa a secreção do hormônio antidiurético aumentando ainda mais a absorção de sódio e agua aumentando a pressão arterial. Quando se utiliza um betabloqueador, o sistema renina, angiotensina androsterona não vai ser ativa, porque se o bloqueio do receptor beta 1 vai fazer com que a liberação de renina não aconteça e se não acontece não vai ter a conversão de angiotensinogenio em angiontensina 1 e se não tem essa também não terá angiotensina 2 e todos esses efeitos não vão acontecer e a PA vai diminuir. 
Os betabloqueadores além de diminuir a frequência cardíaca, eles também reduzem a pressão arterial ao reduzir a ativação da via renina, angiotensina androsterona. São drogas bastante utilizadas no controle da PA, tanto que a monoterapia – tratamento inicial para quadros de pressão alterada, mas que não é tão alterada elas iniciam com os betabloqueadores. 
APLICAÇÃO CLÍNICA DOS FARMACOS ANTAGONISTAS BETA ADRENERGICOS 
· Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)
· Arritmias cardíacas – E o Uso evita Infarto? Pois também ao diminuir frequência, tem uma outra ação chamada de dromotropica negativa, diminui a velocidade de condução do nodo atrioventricular. Isso facilita que com o tempo de disparo, o intervalo de disparo é no sino atrial e atrioventricular aconteça para que haja um equilíbrio entre os disparos desses nodos com a contração do musculo cardíaco, como ele bloqueia a condução ele regulariza essa condução e consequentemente tem efeito antiarritimico. 
· Angina no peito – melhora perfusão cardíaca 
· Crise hipertensiva (emergência)
· Prevenção da enxaqueca – associada a pressão, quando se tem pressão alta isso gera o aumento da pressão craniana, levando ao quadro de dor de cabeça. Quando baixa a pressão, alivia a dor.
· Tratamento do transtorno de ansiedade de desempenho – nesse caso utiliza para tratar crise de ansiedade, pois não vai tratar a causa, mas trata os efeitos colaterais da ansiedade. O principal efeito é taquicardia. Diminui taquicardia e da sensação de melhora da ansiedade. Ansiedade em si não é tratada com esse fármaco.
· Observação: cuidado no uso em pacientes com
· Asma (β não-seletivos).
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
· Os cuidados são relacionados aos efeitos dessas drogas;
· Verificar e anotar sinais vitais e PA;
· Verificar e anotar PA 2/2 horas ou menos se necessário (pct internado);
· Atentar intervalos da adm. de medicamentos (evitar intoxicação);
· Orientar o paciente asmático quanto ao uso de beta-bloqueadores;
· Orientar/avaliar o uso de agonista beta-adrenérgico em paciente com diabetes;
· Monitorar a presença de taquicardia em pct em uso de bloqueador alfa-adrenérgico.

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