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Ranin Lena Lima – Enfermagem na Saúde do Adulto I 
1 
 
Enfermagem na Saúde do Adulto I 
RDC ANVISA Nº15/2012 
 Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o 
processamento de produtos para saúde e dá outras 
providências 
 Finalidade: proporcionar segurança  oferecer 
infraestrutura 
 Dinâmica: 
o Descentralizado 
o Semi-centralizado 
o Centralizado 
ÁREAS FÍSICAS DO CME 
 Área suja  área limpa  área estéril 
 Fluxo UNIDIRECIONAL com barreiras FÍSICAS entre 
as áreas 
 Instalar lavatórios p/ higienização das mãos em 
pontos de fácil acesso em todas as áreas 
ÁREAS DO CME 
 Limpeza  preparo embalagem  esterilização  
armazenamento 
 Áreas de apoio: sala de chefia, secretaria, 
almoxarifado, vestiários, banheiros, sala de lanche 
 Objetivo: fornecer artigos em condições de uso 
garantindo a segurança ao cliente 
 
 1) Área suja ou expurgo do CME: 
o Receber, desinfetar e separar os materiais 
o Lavar os materiais 
o Resíduos gerados: infectante, químico, 
comum 
o Lavagem mecânica 
 2 e 3) áreas de preparo e esterilização 
 4) área de armazenamento 
ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DO CME 
ENFERMEIRO 
 Atividade de coordenação da unidade: participar de 
comissões, desenvolver pesquisa, gerenciar o setor 
 Atividade técnico-administrativa: elaborar rotinas, 
manuais, controles, relatórios, estabelecer 
logística, controlar materiais, prever materiais, 
fazer indicadores 
 Atividade de administração de pessoal: 
supervisionar, realizar avaliação, capacitar, 
controlar 
TÉCNICO OU AUXILIAR DE ENFERMAGEM 
 Receber, conferir, executar a limpeza do material 
 Revisar, repor, preparar, embalar os materiais 
 Esterilizar, armazenar, monitorar, controlar e 
fornecer materiais 
AUXILIAR ADMINISTRATIVO 
 Efetuar pedidos 
 Digitar relatórios 
 Digitar listagens de caixas cirúrgicas e de rotina 
 Fazer a comunicação entre o CME e demais setores 
VALORES DO ENFERMEIRO E DEMAIS MEMBROS 
 Liderança, humildade, criatividade, competência 
técnica, flexibilidade, organização 
 Facilidade em memorizar padronizações + gostar do 
que faz + resistência a constantes variações de 
temperatura + postura 
CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS SEGUNDO O 
POTENCIAL DE TRANSMISSÃO DE INFECÇÃO 
(SPAULDING, 1968) 
ARTIGOS NÃO-CRÍTICOS 
 Contato com PELE ÍNTEGRA 
Ranin Lena Lima – Enfermagem na Saúde do Adulto I 
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 Limpeza e/ou desinfecção de baixo nível 
ARTIGOS SEMICRÍTICOS 
 Contato com MUCOSA ÍNTEGRA 
 Limpeza + desinfecção alto nível (tecido colonizado) 
ARTIGOS CRÍTICOS 
 Alto risco de infecção (tecido estéril) 
 Contato com sistema vascular, tecidos epiteliais, 
SNC e todos diretamente conectados a eles 
 Limpeza + esterilização 
LIMPEZA DOS PRODUTOS PARA A SAÚDE 
Limpeza = núcleo central do processamento 
LIMPEZA 
 Procedimento de remoção de sujidade e detritos 
dos artigos, reduzindo a população microbiana 
 É a remoção de sujidade realizada manualmente ou 
pela aplicação de energia mecânica, química ou 
térmica 
 Limpadores enzimáticos (protease, lipase e 
amilase) 
 Reduz carga microbiana pela remoção da sujidade 
e matéria orgânica presente nos materiais 
 Possibilita o contato do agente esterilizante 
 Remove o biofilme 
 Segurança de esterilidade depende da população 
microbiana inicial do produto, uma vez que a morte 
microbiana geralmente segue uma progressão 
logarítmica 
PROTOCOLO DE LIMPEZA 
 Pré-umectação da matéria orgânica ressecada; 
 Espaço, mobiliário, equipamentos, RH; 
 Insumos: detergente neutro/enzimático/alcalino, 
escovas adequadas, “pistola” de água sob pressão, 
água de qualidade satisfatória para o enxague; 
 POP p/ materiais com lúmen; 
 Monitoramento dos equipamentos e carregamento 
adequado 
 
 
 
TIPOS DE LAVAGEM 
 Manual: sabão neutro, escovas, enzimático, H2O 
corrente, compressas, ar comprimido, EPI, H2O 
morna 
 Mecânica: termodesinfectora, ultrassônica, 
enzimático, jatos de H2O 
 Vapor fluente: é uma inovação no processo de 
limpeza de produtos p/ saúde 
o Utiliza o vapor de água (úmido, saturado e 
seco), temperatura de 160°C, pressão de 
85psi, que fluidifica e arrasta as sujidades 
orgânicas e inorgânicas 
 Solução enzimática: sangue, gordura, tecidos, ossos 
PROBLEMAS 
Frestas, ângulos, válvulas, articulações, junções de bainhas, 
lúmen longo e estreito, múltiplos canais internos, superfícies 
rugosas, irregulares ou porosas, mecanismos de ativação de 
pinça, braçadeiras que não podem ser abertas, pinças que 
não podem ser desmontadas, peças de metal com encaixes 
difíceis de fechar 
BIOFILMES 
 Redução dramática na susceptibilidade aos 
antimicrobianos 
 FORMAÇÃO DE BIOFILME impede a ação de: 
o Detergentes, desinfetantes, esterilizantes, 
antibióticos 
o Facilita a resistência bacteriana aos 
antibióticos 
ELEMENTOS ESSENCIAIS DA LIMPEZA 
 Hidratação: evitar a secagem, coagulação e 
precipitação de sujidade 
 Fricção: envolve atrito repetido sobre a sujidade 
com material de nylon de tamanho apropriado ao 
instrumental 
 Digestão, solubilização e fluidificação: envolve a 
exposição ao produto enzimático 
 Qualidade da água 
 Método de secagem: álcool, tecido, ar sob pressão 
EXECUÇÃO 
 Utilizar EPI (luvas, óculos, avental, máscaras, 
protetores de calcados) 
Ranin Lena Lima – Enfermagem na Saúde do Adulto I 
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 Cuidado fundamental: não armazenar artigos sujos 
(aderência dos fluidos, células microbianas 
envelhecidas ficam mais resistentes) 
 Os profissionais devem priorizar a escolha do 
método e dos recursos, bem como dos 
desinfetantes e esterilizadores 
COMO EVITAR FALHAS 
 Limpeza automatizada: 
o Não sobrecarregar cestos 
o Respeito às normas do fabricante 
o Configurar as cargas: validar! 
 Secagem: 
o Não deixar secar naturalmente 
 Utilizar métodos p/ comprovar a eficiência do 
processo 
 Tecnologias p/ avaliação da limpeza: biureto, 
Bradford, Ninhydrin, protec test, radioisótopo... 
INSPEÇÃO E ACONDICIONAMENTO 
 Uso de luvas e máscaras após a publicação da RDC 
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 Microscópio com aumento de 10 a 30x 
QUAL A EMBALAGEM MAIS ADEQUADA 
 Manta de SMS 
 Filmes 
 Tecido de algodão 
 Containers rígidos (válvula e filtro) 
 Papel grau cirúrgico 
 Tyvek 
 Papel crepado 
TIPOS DE EMBALAGEM 
 Papel crepado = composto de celulose resistente à 
temperatura até 1.500°C/1h  vapor  pacotes 
pequenos  30 dias 
 Papel grau cirúrgico = composto de filme 
transparente e um opaco formado de celulose  
pode ser usado duplo (6 meses) ou simples (6 sem) 
 material delicado ou que necessite visualização 
ou pesado 
 Containers 
 Não tecido (manta de polipropileno) = 3 camadas (2 
spundbond + 1 meltblown)  plasma de peróxido 
de hidrogênio  30 dias 
 Tivek = parecido com papel grau cirúrgico, porém 
sem celulose  plasma de peróxido de hidrogênio 
 1 ano 
 Tecido 
 Papel manilha: não usa mais! 
 Papel kraft: não usa mais!  desuso -
irregularidade, inconstância da gramatura, tem 
memória, presença de amido e outros produtos, 
alguns tóxicos 
 Papel toalha: PROIBIDO 
 Tambor: PROIBIDO 
 Cobertura de algodão: ABNT padroniza campos 
duplo de algodão cru para artigos hospitalares  
manter barreira microbiana (65x)  vapor  
pacotes grandes  15 dias 
 Caixas metálicas e vidros refratários: calor seco 
CARACTERÍSTICAS DAS EMBALAGENS (AORN 
1992 E SOBECC 2005) 
1) A embalagem deve ser permeável ao agente 
esterilizante, apropriada ao artigo e compatível 
com o processo de esterilização; ex.: vapor, óxido 
de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio 
2) Prover integridade e barreira microbiana adequada 
 garantir a manutenção da esterilidade do artigo 
durante o transporte e armazenamento até seu 
uso; ex.: calor úmido, calor seco, vapor de 
formaldeído, ETO, plasma 
3) Ser compatível com o processo de esterilização e 
suportar suas condições físicas 
4) Permitir penetração e remoção do esterilizante 
5) Facilitar a remoção do ar 
6) Ser resistente à umidade fornecendo barreira 
adequada a fluídos 
7)Os pacotes de tecido devem ser processados de 
forma a manter as propriedades exigidas para a 
esterilização 
8) Permitir fechamento adequado do pacote (fita ou 
selagem) 
9) Ser livre de ingredientes tóxicos 
10) Ser resistente a rasgos e perfurações; ser livre de 
furos 
11) Apresentar massa e gramatura regulares 
12) Possuir porosidade controlada 
13) Pacotes utilizados, embalagens de tecido e não 
tecido, devem ser estruturados, embalados e 
manuseados de modo que promovam barreira e 
façam com que o conteúdo do pacote se apresente 
asséptico 
14) Ser flexível e facilitar o manuseio 
15) Ser economicamente viável 
Ranin Lena Lima – Enfermagem na Saúde do Adulto I 
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16) Ser usado de acordo com as instruções escritas do 
fabricante 
17) Proteger o conteúdo do pacote de dano físico 
18) Evitar liberação de fibras ou partículas 
19) Apresentar relação custo/benefício positiva 
20) Os pacotes a serem esterilizados requerem 
etiquetas, de acordo com as rotinas e 
procedimentos da instituição e com as instruções 
do fabricante 
VALIDAÇÃO DAS EMBALAGENS/VIDA DE 
PRATELEIRA 
 Depende dos eventos relacionados: 
o Houve algum evento que agrediu a 
embalagem? caiu no chão? 
o Foi apalpado? 
o Foi aberto e fechado novamente? 
o Foi carregado debaixo dos braços? 
o Foi colocado elásticos, barbante? 
o Foi amassado colocando pesos ou 
guardados em gavetas apertadas? 
 Quando um produto é embalado e armazenado 
adequadamente, a arcaica prática de estabelecer 
prazo de validade não é necessária 
CONTAMINAÇÃO DO PRODUTO 
 Contaminação do ar 
 Qualidade da embalagem 
 Umidade (35-50%) 
 Temperatura (18-22°C) 
 Localização 
 Manipulação 
 Controle do inventario 
 Tráfego 
 MAS . . . a Joint Commission on Accreditation of 
Hospitals (JCAH) recomenda: “a data de validade 
deve ser assegurada” - “o tempo aumenta o risco 
de manipulação e práticas de armazenamento 
inapropriadas” 
ETAPAS DO EMPACOTAMENTO 
 Escolher embalagem conforme o método de 
esterilização 
 Embalar (conforme técnica) 
 Fechar (selagem térmica ou fita) 
 Colocar indicador físico 
 Rotular com etiqueta (nome pacote + nome do 
funcionário + data de validade + lote) 
 Os POPs p/ seleção e uso de embalagens devem ser 
escritos, revisados anualmente e, quando 
necessário, estar disponíveis na instituição 
 Após o empacotamento, segue a esterilização 
DESINFECÇÃO 
 2008- Surto de Micobactéria de crescimento rápido 
(MCR) ocorrido no Brasil. 
 Micobactéria: resistem a muitos desinfetantes 
o Podem permanecer próximo a um ano em 
superfícies, com capacidade de 
contaminação. 
o Surto MCR foi relacionado a desinfecção 
do material de videocirurgia! O 
instrumental não era desmontado para 
lavagem entre uma cirurgia e outra e o 
instrumental era colocado em solução 
desinfetante e o cirurgião não esperava o 
tempo suficiente para a esterilização ou 
desinfecção. 
o Portanto, Anvisa elaborou o RDC 
n°08/2009 que dispõe sobre as medidas 
para redução da ocorrência de infecções 
por Micobactérias de Crescimento Rápido 
(MCR) nos serviços de saúde, proibindo a 
esterilização por agente químico em 
artigos críticos 
 AS SOLUÇÕES QUÍMICAS, ATUALMENTE, DEVEM 
SER UTILIZADAS SOMENTE PARA DESINFECÇÃO 
 DESINFECÇÃO: Processo físico ou químico que 
destrói a maioria dos microrganismos patogênicos 
de objetos inanimados e superfícies, com exceção 
de alguns esporos bacterianos. 
o Esse processo depende: poder germicida 
do agente, grau e natureza da 
contaminação, tempo de exposição ao 
agente 
NÍVEIS 
 Alto nível: mata todos os microrganismos de artigos 
semicríticos, exceto um número elevado de esporos 
bacterianos. 
 Intermediário: mata microrganismos patogênicos, 
micobactérias, maioria dos vírus e fungos. 
 Baixo nível: mata a maioria das bactérias em forma 
vegetativa e atividade relativa sobre fungos e vírus. 
 
 
Ranin Lena Lima – Enfermagem na Saúde do Adulto I 
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TIPOS 
 MÉTODOS FÍSICOS AUTOMATIZADOS DE 
DESINFECÇÃO: 
1) Lavadoras termodesinfetadoras (+ usadas) 
2) Pasteurizadoras 
o VANTAGENS: 
 Realiza desinfecção de alto nível, ou 
seja, inativa bactérias vegetativas, 
vírus, fungos e micobactérias; 
 Permite padronização e 
reprodutividade do procedimento; 
favorece monitorização e registro do 
processo; 
 Minimiza erros humanos; 
 Não deixa resíduos no material; 
 É atóxica; 
 Oferece baixo risco ocupacional; 
 Tem baixo custo operacional. 
o EM CASA: realizamos desinfecção de baixo 
e de nível intermediário 
o NOS HOSPITAIS, UBS: realiza-se os três 
níveis de desinfecção 
 MATERIAIS MAIS UTILIZADOS EM CADA TIPO DE 
DESINFECÇÃO: 
o ALTO NÍVEL: 
 Aldeídos: + usado Glutaraldeído 
 Ácido Peracético PAA = PerAcetic 
Acid Formaldeído 
 Formaldeído proibido pela 
ANVISA 
o NÍVEL INTERMEDIÁRIO: 
 Álcool 
 Hipoclorito de sódio 
 Compostos Fenólicos 
 Soluções iodadas 
o BAIXO NÍVEL: 
 Quaternário de Amônia 
 DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL: primeira escolha, 
sempre que possível. 
 ESTERILIZAÇÃO: raramente causa infecção; pode 
não ser possível 
MANUAL X AUTOMATIZADA 
o ↑ EFETIVIDADE 
o ↑ EFICIÊNCIA 
o ↓ EXPOSIÇÃO 
o QUALIDADE 
 
CUIDADOS COM A DESINFECÇÃO DE ALTO 
NÍVEL 
 GARANTIR QUE: 
o Limpeza prévia do material  ausência de 
sujidades 
o Desmonte total 
o Imersão completo do material 
o Flush nos lumens 
o Tempo de contato 
o Deixar cuba com tampa 
o Seguir instruções do fabricante 
o Controlar a concentração e o Ph quando a 
solução for reutilizada 
o Após tempo de exposição, enxaguar e 
secar (enxágue nunca com cloreto de 
sódio! Água esterilizada ou tratada, a 
depender da situação.) 
o O USO DE EPI É INDISPENSÁVEL! 
 
 Tabela de dois tipos de soluções desinfetantes, que 
podem ser usadas como esterilizantes em outros 
países, SE UTILIZADAS PELO TEMPO CORRETO. A 
RDC n°08/2009 proíbe o uso das mesmas com 
finalidade esterilizante no Brasil. 
ÁCIDO PERACÉTICO 0,2 A 
0,35% 
GLUTARALDEÍDO 2% 
Composto por ácido 
acético, 
água e peróxido de 
hidrogênio 
Composto por 
glutaraldeído 2%, água 
deionizada, pó ativador 
(bicarbonato de sódio) e 
corante 
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Baixa toxicidade 
Não alergênico 
Irritante leve 
Alta toxicidade; pode 
provocar dermatite de 
contato, irritação nos 
olhos, garganta e nariz 
Odor avinagrado forte 
Monitorização do ph 
Forte odor 
Monitorização do ph 
Biodegradável 
Não precisa de cuidados 
especiais para seu descarte 
Não é biodegradável 
Agride o meio ambiente 
Sem a criação de biofilmes Forma biofilmes 
Remove sujidade residual Fixa sujidade residual 
Desinfecção de alto nível 
em 10 min 
Desinfecção de alto nível 
em 30 min 
Enxague difícil com H2O 
esterilizada e uso imediato 
Esterilização em 20-60 
minutos, conforme 
fabricante - 
desaconselhável 
Esterilização em 8-10 
horas - Desaconselhável 
Ação bactericida, 
micobactericida, fungicida, 
virucida e esporicida, 
mesmo 
em presença de matéria 
orgânica (remove sujeira 
residual do lúmen) 
Monitorizar concentração 
Ação bactericida, 
fungicida, 
virucida e esporicida 
Validade 14 ou 28 dias 
após diluído 
Testar ph diariamente 
É corrosivo para cobre, 
bronze, aço, latão e ferro 
galvanizado Domínio da 
corrosão dos metais 
ferrosos e não ferrosos 
Compatibilidade com 
grande gama de materiais 
Pode ser usado em 
materiais metálicos 
ESTERILIZAÇÃO 
ETAPAS 
 
 
 
CONCEITO CLÁSSICO 
 Destruição de TODAS as formas de vida microbiana, 
incluindo bactérias vegetativas e esporuladas, de 
forma que não seja possível a detecção em meio de 
cultura-padrão 
 Para um objeto: eliminação de todas as formas 
microbianas, não implicando na remoção de seus 
restos celulares inanimados 
*NÃO EXISTE: razoavelmente estéril ou quase 
estéril 
MÉTODOS 
 
 RESOLUÇÃO – RDC 08/2009: 
o Dispõe sobre as medidas p/ a redução da 
ocorrência de infecções por micobactérias 
de crescimento rápido (MCR) nos serviços 
de saúde 
o Art 2: fica suspensa a esterilização química 
por imersão,utilizando agentes 
esterilizantes líquidos, para o instrumental 
cirúrgico e produtos para saúde utilizados 
nos procedimentos citados no Art. 1 
 AUTOCLAVE A VAPOR SATURADO: 
o Esterilização a calor úmido é o processo 
mais seguro, eficiente, rápido e econômico 
o Esterilização  penetração 
o Termocoagulação das proteínas 
bacterianas 
o Tipos de autoclaves: gravitacional a alto 
vácuo com ciclo pulsátil (pré-vácuo) 
o Variáveis: temp (121-135°C), pressão (1-
1,80 atm), tempo e umidade 
o Cuidados no carregamento da câmera 
interna 
 MORTE MICROBIANA: 
o Conceito estatístico 
o Modelo de curva de sobreviventes 
o Certa fração de células é destruída num 
dado período 
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o A fração de ciclos viáveis restantes será 
destruída no período subsequente 
o Taxa de morte microbiana = velocidade na 
qual uma fração de MO é destruída num 
período 
 TIPOS DE AUTOCLAVES A VAPOR: 
o Gravitacional 
o Pré-vácuo 
 
o ALGUMAS RECOMENDAÇÕES: 
 Fazer com que o vapor penetre em 
todas as regiões dos pacotes, sem 
que se forme bolhas de ar 
 Não apertar muito os pacotes p/ 
ajudar a penetração do vapor 
 Utilizar apenas 80% da capacidade 
da câmara do equipamento 
o ESTERILIZAÇÃO RÁPIDA: 
 Equipamentos: autoclaves 
 Operam em ciclos curtos – até 3 min 
 Materiais não embalados – 132°C – 
30lb 
o STATIN: funcionamento; com cassete fora, 
e cassete aberto 
o CALOR SECO: 
 Estufas: lento, cada vez menos 
usado 
 Variáveis: tempo e temperatura 
 170°C-60min 
 160°C-120min 
 Esterilização: condução 
 Destruição bacteriana pela oxidação 
celular: método usado somente 
quando não houver disponibilidade 
de autoclaves 
 MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICO: p/ 
materiais termossensíveis  serviços terceirizados 
o Óxido de etileno (ETO) 
o Peróxido de hidrogênio ou plasma 
o Vapor a baixa temperatura com 
formaldeído (VBTF) 
 MÉTODOS GASOSOS: difusibilidade, 
compatibilidade e toxicidade 
o ESTERILIZAÇÃO POR OXIDO DE ETILENO 
(ETO): 
 
o PLASMA DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO 
PLASMA OU STERRAD: 
 
o ESTERILIZAÇÃO A VAPOR DE BAIXA 
TEMPERATURA E FORMALDEÍDO (VBTF): 
 
ARMAZENAMENTO E CONTROLE DE 
PRODUTOS PARA A SAÚDE 
MANUSEIO 
 Somente quando estiverem completamente frios 
(saída das autoclaves com temperatura 
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consideravelmente alta, portanto, esperar 
“esfriar”) 
 Não aguardar um tempo pode levar ao choque de 
temperaturas, que leva a condensação do calor o 
que pode umedecer os pacotes, inviabilizando os 
pacotes. 
ARMAZENAMENTO 
 Local: Acesso restrito, separados, ambiente 
ventilado, controle de temperatura e umidade 
relativa 
 Estocar em distância de: 20-25 cm do piso, 45 cm 
do teto e 5 cm das paredes; 
 Prateleiras: aço inoxidável, cestos aramados de aço 
inoxidável, fórmica tratada, plástico rígido 
 Cuidados são válidos e se estendem para o cuidado 
desses materiais nas unidades de internação 
CONTROLE 
 Instalação física e funcionamento do equipamento 
 Processos adequados – limpeza, empacotamento, 
esterilização (carregamento autoclaves, tempo 
correto de exposição, adequação do método de 
esterilização etc.) armazenamento. 
 Uso de controles: mecânicos, químicos e biológicos 
 Rastreabilidade 
 Controles: 
o Mecânicos: indicadores, termômetros, 
válvulas de segurança, monitoram 
basicamente temperatura e pressão. Não são 
confiáveis para garantir a esterilização. 
o Químicos: são impressos em papel que 
mudam a coloração quando expostos ao 
calor. O mais comum é a fita termossensível. 
CLASSIFICAÇÃO: Classe 1,2,3,4,5,6 
 Classe 1 - Indicadores de Processos: 
Tiras impregnadas com tinta 
termoquímica que muda de 
coloração quando exposto a 
temperatura. 
 Classe 2 - Indicadores para uso em 
testes específicos: BOWIE & DICK - 
testa a eficácia do sistema de vácuo 
da autoclave pré-vácuo. Uso diário 
no 1º ciclo, sem carga, a 134°C por 
3,5 a 4 min sem secagem. *Verificar 
a retirada do ar e a rápida 
penetração de vapor* 
 Classe 3 - Indicadores de Parâmetro 
Único: Controla um único 
parâmetro: a temperatura pré-
estabelecida. 
 Classe 4 – Indicadores Multi-
paramétricos: Controla 2 ou 3 
parâmetros do processo. Ex: 
temperatura e tempo; ou 
temperatura, tempo e vapor. 
 Classe 5 - Integrador: Controla 
temperatura, tempo e qualidade do 
vapor. 
 Classe 6 - Emulador: Intervalo de 
confiança maior que classe 5. 
o Biológicos: único que integra todos os 
parâmetros de esterilização e garante 
segurança. Padrão ouro. 
 Ministério da Saúde define que 
testes devem ser executados 1 
vez por semana. 
 Indicadores biológicos: 1°,2° e 3° 
gerações 
RASTREABILIDADE 
 Rastreabilidade e TI são indissociáveis 
 Ter um sistema que permite a entrada, 
transferência e saída do PPP 
 Opera com código de barras 
 Identificação única e exclusiva 
 Identificar não é rastrear 
ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO 
 Supervisionar e controlar as atividades 
 Prover o CME de recursos humanos e materiais 
 Planejar e executar programas de treinamentos 
 Realizar reuniões 
 Emitir parecer técnico sobre materiais e 
equipamento 
 Estabelecer sistema de controle dos materiais 
 Fazer levantamento estatístico diário e mensal 
 Efetuar e documentar testes biológicos 
 Contribuir com o SCIH

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