Prévia do material em texto
Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 1 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Aula 18 Contabilidade Pública para Auditor do TCE/SC Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães 2021 Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 2 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Sumário ESTRUTURA CONCEITUAL ........................................................................................................................ 3 INTRODUÇÃO......................................................................................................................................................... 3 CAPÍTULO 1 – FUNÇÃO, AUTORIDADE E ALCANCE DA ESTRUTURA CONCEITUAL ............................................................... 7 CAPÍTULO 2 – OBJETIVOS E USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL DE PROPÓSITO GERAL DAS ENTIDADES DO SETOR PÚBLICO ................................................................................................................................................................................... 10 CAPÍTULO 3 – CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS........................................................................................................ 16 CAPÍTULO 4 – ENTIDADE QUE REPORTA A INFORMAÇÃO CONTÁBIL ............................................................................... 25 CAPÍTULO 5 – ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.................................................................................... 26 CAPÍTULO 6 – RECONHECIMENTO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ............................................................................ 30 CAPÍTULO 7 – MENSURAÇÃO DE ATIVOS E PASSIVOS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ................................................ 32 CAPÍTULO 8 – APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÃO NO RELATÓRIO CONTÁBIL DE PROPÓSITO GERAL DAS ENTIDADES DO SETOR PÚBLICO ....................................................................................................................................................................... 38 QUESTÕES COMENTADAS ...................................................................................................................... 44 LISTA DE QUESTÕES............................................................................................................................... 73 GABARITO .............................................................................................................................................. 83 REFLEXÃO .............................................................................................................................................. 83 RESUMO DIRECIONADO .........................................................................................................................84 Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 3 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Aula 18 – NBC TSP Estrutura Conceitual Fala, pessoal! Tudo bem? Nesta aula, veremos a NBC TSP – Estrutura Conceitual, que estabelece os conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. Assim como os demais assuntos dessa reta final, o assunto desta aula é bastante conceitual, porém, é útil para entendermos o processo de convergência que a Contabilidade Aplicada ao Setor Público vem passando ao longo dos últimos anos, o que a está aproximando da contabilidade empresarial e internacional. Está acabando! Vamos lá! Estrutura Conceitual A NBC TSP – Estrutura Conceitual é dividida em um prefácio e mais 08 (oito) capítulos, sendo que alguns dos conceitos que exporemos aqui já foram estudados em outras aulas. Entretanto, para deixar esse assunto o mais completo possível, veremos tais assuntos novamente, quando for cabível, com um maior grau de detalhamento. Introdução Logo de início, a Estrutura Conceitual – EC deixa claro que orienta a elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral pelas Entidades do Setor Público estabelecendo conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCs TSP). Ou seja, esses conceitos dados pela EC funcionam como diretrizes das NBCs TSP. Além disso, esses conceitos também se aplicam na elaboração e divulgação dos Relatórios de Propósito Geral das entidades do Setor Público (RCPGs), que constituem um produto fundamental no âmbito da EC. Esquematicamente: A Estrutura Conceitual explica que: Estrutura Conceitual Orienta a elaboração e divulgação de Relatórios de Propósito Geral das entidades do Setor Público (RCPGs) Estrutura Conceitual Estabelece conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais NBCs TSP. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 4 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública O objetivo principal da maioria das entidades do setor público é prestar serviços à sociedade, em vez de obter lucros e gerar retorno financeiro aos investidores, tem-se que os demonstrativos contábeis que fornecem informações sobre situação patrimonial, do desempenho e dos fluxos de caixa permitem apenas uma avaliação parcial da entidade. Daí vem a necessidade dos RCPGs, que fornecem informações aos seus usuários para subsidiar os processos decisórios e a prestação de contas e responsabilização (accountability). Portanto, os usuários dos RCPGs das entidades do setor público precisam de informações para subsidiar as avaliações de algumas questões, tais como: a) se a entidade prestou seus serviços à sociedade de maneira eficiente e eficaz; b) quais são os recursos atualmente disponíveis para gastos futuros, e até que ponto há restrições ou condições para a utilização desses recursos; c) a extensão na qual a carga tributária, que recai sobre os contribuintes em períodos futuros para pagar por serviços correntes, tem mudado; e d) se a capacidade da entidade para prestar serviços melhorou ou piorou em comparação com exercícios anteriores. A EC parte do pressuposto de que, embora as metodologias e métodos de funcionamento do setor público estejam passíveis de mudança, em geral, a governança do setor público envolve uma prestação de contas do Poder Executivo para o Poder Legislativo. Daí, ela passa a explicar características do setor público selecionadas para serem incluídas no desenvolvimento desta estrutura conceitual. Vamos a elas. Volume e significância das transações sem contraprestação A EC explica que as transações sem contraprestação, ou seja, aquelas em que a entidade recebe o valor da outra parte sem dar diretamente em troca valor aproximadamente igual, são comuns no setor público. A natureza das transações sem contraprestação pode impactar a forma pela qual elas são reconhecidas, mensuradas e evidenciadas, no sentido de dar suporte às avaliações por parte dos usuários dos serviços e dos provedores de recursos. A tributação é uma transação que ocorre por força de lei e, portanto, uma transação sem contraprestação entre entidades (ou indivíduos) e o governo. Os governos e outras entidades do setor público são responsabilizáveis perante os provedores de recursos, especialmente àqueles que proveem esses recursos por meio do pagamento de obrigações tributárias e de outras obrigações da mesma natureza. Importância do orçamento público O governo e outras entidades do setor público elaboram instrumentos de planejamento chamados orçamentos. Para tanto, há todo um arcabouço de normas que definem como isso deve ser feito, aprovado, disponibilizado à sociedade, executado e avaliado. Devido à importância do orçamento público aprovado, as informações que possibilitam aos usuários compararem a execução orçamentária com o orçamento previsto facilitam a análise quanto ao desempenho das entidadesdo setor público. Tais informações instrumentalizam a prestação de contas e a responsabilização (accountability) e fornecem subsídios para o processo decisório relativo aos orçamentos dos exercícios subsequentes. A elaboração de demonstrativo que apresenta e compara a execução do orçamento com o orçamento previsto é o mecanismo normalmente utilizado para demonstrar a conformidade com os requisitos legais relativos às finanças públicas. Isso será discutido posteriormente nesta aula. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 5 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Natureza dos programas e longevidade do setor público Conforme a EC, diversos programas do setor público são de longo prazo, e a capacidade para cumprir os compromissos depende dos tributos e das contribuições a serem arrecadados no futuro. Muitos compromissos decorrentes dos programas do setor público e as prerrogativas para cobrar e arrecadar tributos futuros não se encaixam nas definições de ativo e passivo apresentados no Capítulo 5, intitulado Elementos das Demonstrações Contábeis. Portanto, os compromissos e as prerrogativas com essa característica não são reconhecidos nas demonstrações contábeis. Consequentemente, as demonstrações que evidenciam a situação patrimonial e o desempenho não fornecem todas as informações que os usuários precisam conhecer a respeito dos programas de longo prazo. Assim, os RCPGs, ao conterem informações financeiras prospectivas acerca da sustentabilidade em longo prazo das finanças e de programas essenciais da entidade do setor público, são documentos necessários para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Embora o controle político possa mudar periodicamente, os estados soberanos, geralmente, têm existências muito longas. Muito da existência de um ente se relaciona com a saúde financeira dele frente às suas dívidas no decorrer de sua existência, que, como vimos, tende a ser longa. Assim, a continuidade das entidades do setor público (going concern principle) fundamenta a elaboração das demonstrações contábeis. Natureza e propósito dos ativos e passivos no setor público Segundo a EC, no setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para o potencial de serviços desses ativos e, não, para a sua capacidade de gerar fluxos de caixa. Governos e outras entidades do setor público podem manter itens que contribuam para o legado cultural e histórico da nação ou da região, como, por exemplo, obras de arte, prédios históricos e outros artefatos. Os entes públicos também podem ser responsáveis por parques nacionais e outras áreas naturais relevantes com fauna e flora nativas, sendo responsáveis pela sua preservação e manutenção para gerações atuais e futuras. Ou seja, a ideia não é a sua venda, ainda que haja mercado para eles. Governos frequentemente exercem poderes sobre recursos naturais e outros recursos, como reservas minerais, água, áreas de pesca, florestas e o espectro eletromagnético (bandas de frequência de transmissões de telecomunicações). Esses poderes conferem aos governos a prerrogativa de concessão de licenças, a obtenção de royalties ou a arrecadação de tributos pela utilização desses recursos. Governos e outras entidades do setor público incorrem em passivos relacionados aos seus objetivos de prestação de serviços. Muitos passivos são oriundos de transações sem contraprestação e isso inclui aqueles relacionados a programas direcionados ao fornecimento de benefícios sociais. Os passivos também podem ser oriundos do papel governamental de credor em última instância de entidades com problemas financeiros, e podem ser oriundos de quaisquer obrigações de transferência de recursos para afetados por desastres. Papel regulador das entidades do setor público Conforme ensina a EC, muitos governos e outras entidades do setor público possuem poder de regulação de entidades que operam em determinados setores da economia, de forma direta ou por meio de agências reguladoras. A principal razão da regulação é assegurar o interesse público de acordo com objetivos definidos nas políticas públicas. Por óbvio, essas atividades regulatórias são conduzidas de acordo com o estabelecido na legislação. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 6 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Governos podem também se autorregularem e regularem outras entidades do setor público. Pode ser necessário um julgamento para determinar se a regulação cria direitos ou obrigações para as entidades do setor público, os quais irão requerer o reconhecimento de ativos e passivos, ou se a prerrogativa de modificar essa regulação exerce impacto na forma que tais direitos e obrigações são contabilizados. Relacionamento com as estatísticas de finanças públicas (EFP) A EC considera que muitos governos produzem dois tipos de informações financeiras baseadas em observação: a) Estatísticas de Finanças Públicas – EFP do Setor Governo Geral – SGG, com o propósito de permitir a análise macroeconômica e a tomada de decisão; b) Demonstrações Contábeis de Propósito Geral (Demonstrações Contábeis) para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão ao nível da entidade, incluindo as demonstrações contábeis consolidadas do governo. Os objetivos das informações contábeis e das estatísticas de finanças públicas são distintos e podem ocasionar interpretações diferentes para o mesmo fenômeno, mas deve-se buscar, sempre que possível, o alinhamento entre essas informações. As demonstrações contábeis e os relatórios de EFP têm muito em comum. Ambas as estruturas de relatórios estão voltadas para: a) informação contábil baseada no regime de competência; b) ativos, passivos, receitas e despesas governamentais; e c) informações abrangentes sobre os fluxos de caixa. Há uma considerável sobreposição entre as duas estruturas de relatórios que sustentam essas informações. No entanto, o objetivo das demonstrações contábeis das entidades do setor público é o fornecimento de informações úteis sobre a entidade que reporta a informação, voltadas para os usuários dos RCPGs para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. De outro lado, conforme a EC, os relatórios de EFP possuem foco na avaliação do impacto do Setor Governo Geral e do Setor Público em geral sobre a economia, no âmbito da estrutura conceitual das estatísticas macroeconômicas. Assim, os relatórios de EFP são utilizados, principalmente, para: a) analisar opções de política fiscal, definir essas políticas e avaliar os seus impactos; b) determinar o impacto sobre a economia; e c) comparar os resultados fiscais nacional e internacionalmente. A EC conclui dizendo que os objetivos e o alcance distintos levam ao tratamento também distinto de algumas transações e eventos. Ressalva, no entanto, afirmando que a eliminação das diferenças não fundamentais para os objetivos das duas estruturas conceituais e a utilização de um único sistema de informação contábil integrado para gerar tanto as demonstrações contábeis quanto os relatórios de EFP podem proporcionar benefícios aos usuários em termos de qualidade, tempestividade e compreensibilidade dos relatórios. Vejamos a seguir um resumo esquemático dos capítulos da Estrutura Conceitual: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 7 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Capítulo 1 – Função, Autoridade e Alcance da Estrutura Conceitual Neste primeiro capítulo, veremos alguns conceitos básicos sobre a Estrutura Conceitual – EC. Função Já comentamos nesta aula, mas para deixar claro vejamos a função da Estrutura Conceitual mais uma vez: Estabelecer os conceitos que fundamentam a elaboraçãoe a divulgação dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs), os quais devem ser elaborados com base no regime de competência. A EC ainda destaca que o Conselho Federal de Contabilidade – CFC aplicará estes conceitos no desenvolvimento das NBCs TSP e nas demais disposições aplicáveis à elaboração e divulgação dos RCPGs. Autoridade Os requisitos obrigatórios relacionados ao reconhecimento, mensuração e apresentação das transações e outros eventos e atividades evidenciados nos RCPGs são especificados nas demais NBCs TSP, aplicando-se, SUBSIDIARIAMENTE, os conceitos descritos nesta estrutura conceitual. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 8 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública “Afinal, é para aplicar ou não o que está na Estrutura Conceitual?!?!” Claro que sim, gafanhoto! Mas o ponto é que os conceitos descritos na EC devem ser aplicados subsidiariamente, devendo prevalecer, principalmente em caso de eventual conflito, aqueles especificados nas demais NBCs TSP. Atenção!! As NBCs TSP devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual em caso de eventual conflito. A EC pode fornecer orientações para lidar com situações a serem evidenciadas pelas entidades do setor público que não são tratadas por outras NBCs TSP ou por outras disposições do CFC aplicáveis às entidades do setor público. Nessas circunstâncias, os profissionais da contabilidade podem consultar e considerar a aplicabilidade das definições, dos critérios de reconhecimento, dos princípios de mensuração e de outros conceitos identificados nesta estrutura conceitual. Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG) Esse é o produto central discutido no âmbito da Estrutura Conceitual. Vejamos o seu conceito: Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras entidades do setor público, aprimorando-a e favorecendo-a. Os RCPGs são relatórios contábeis elaborados para atender às necessidades dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender a finalidades ou necessidades específicas de determinados grupos de usuários. Atenção!! Os RCPGs podem compreender múltiplos relatórios, cada qual atendendo a certos aspectos dos objetivos e do alcance da elaboração e divulgação da informação contábil. Os RCPGs abrangem as demonstrações contábeis, incluindo as suas notas explicativas. Os RCPGs abrangem também a apresentação de informações que aprimoram, complementam e suplementam as demonstrações contábeis. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 9 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Mais atenção!! A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades dos usuários em geral. O alcance dos relatórios é determinado pela necessidade de informações dos usuários primários dos RCPGs e pelos objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil. Os fatores que determinam o que deve estar no alcance serão vistos mais adiante nesta aula. Alcance da Estrutura Conceitual e das NBCs TSP A Estrutura Conceitual e as demais NBCs TSP aplicam-se, obrigatoriamente, às entidades do setor público quanto à elaboração e divulgação dos RCPGs. Vamos ver um resumo esquemático sobre o assunto: Obrigatória Entidades do Setor Público: a) Governos nacionais, estaduais, distrital e municipais (Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Tribunais de Contas, Defensorias e Ministério Público); b) órgãos, secretarias, departamentos, agências, autarquias, fundações (instituídas e mantidas pelo poder público); c) fundos, consórcios públicos e outras repartições públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as empresas estatais dependentes). Facultativa ou por determinação de órgão regulador, fiscalizador ou congênere Demais entidades não enquadradas no rol acima, incluídas as estatais independentes. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 10 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público Aqui, estudaremos os usuários das informações contábeis constantes nos RCPGs, bem como seus objetivos. Objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil A essa altura, essa é fácil! Já vimos que os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil estão relacionados ao fornecimento de informações sobre a entidade do setor público que são úteis aos usuários dos RCPGs para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Lembrem-se de que a elaboração e a divulgação de informação contábil não são um fim em si mesmas. O propósito é o de fornecer informações úteis aos usuários dos RCPGs. Os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil são determinados com base nos usuários dos RCPGs e suas necessidades de informações. Usuários dos RCPGs Uma vez que governos e outras entidades do setor público obtêm recursos dos contribuintes e outros usuários para a prestação de serviços públicos, tem-se que os RCPGs devem ser elaborados e divulgados, principalmente, para atender às necessidades de informações dos usuários dos serviços e dos provedores de recursos, quando estes não detêm a prerrogativa de exigir que a entidade do setor público divulgue as informações que atendam às suas necessidades específicas. Igualmente, os membros do Poder Legislativo são também usuários primários dos RCPGs e utilizam extensiva e continuamente esses relatórios enquanto atuam como representantes dos interesses dos usuários de serviços e dos provedores de recursos. Assim, para os propósitos desta estrutura conceitual, os usuários primários dos RCPGs são os usuários dos serviços e seus representantes e os provedores de recursos e seus representantes. Atenção !! Esse simples fato é bastante cobrado em concursos quando o assunto é a Estrutura Conceitual. Os RCPGs podem também fornecer informações úteis para outros indivíduos ou entidades para propósitos distintos que são elencados na própria Estrutura Conceitual. São eles: Objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil Prestação de Contas Responsabilização Tomada de Decisão Usuários primários dos RCPGs Usuários dos serviços; Provedores de recursos; e Representantes dos dois (membros do Poder Legislativo) Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 11 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública a) os responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas; b) os analistas; e c) a mídia; d) os consultores financeiros; e) os grupos de interesse público ou privado. Atenção de novo!! A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades dos usuários em geral. Existem organizações que possuem a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios contábeis estruturados para atender suas necessidades específicas de informação (agências reguladoras e supervisoras, entidades de auditoria, agências de classificação de risco, comissões do Poder Legislativo, etc), sendo que eles também podem se servir das informações que estão nos RCPGs ➔ entretanto, eles não são usuários primários dos RCPGs. Prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão Segundo a EC, governos e outras entidades do setor público devem prestar contas àqueles que proveem os seus recursos, bem como àqueles que dependam deles para que os serviços sejam prestados durante determinado exercício ou em longo prazo. O atendimento das obrigações relacionadas à prestação de contas e responsabilização (accountability)requer o fornecimento de informações sobre a gestão dos recursos da entidade confiados com a finalidade de prestação de serviços aos cidadãos e aos outros indivíduos, bem como a sua adequação à legislação, regulamentação ou outra norma que disponha sobre a prestação dos serviços e outras operações, bem como informações sobre o desempenho dos serviços prestados. Sobre a tomada de decisão, os usuários dos serviços e os provedores de recursos também exigem informações como insumo, como, por exemplo: a) credores, doadores e outros que proveem recursos voluntariamente, incluindo transação com contraprestação, bem como membros do legislativo ou órgão representativo semelhante; b) apesar de os contribuintes normalmente não proverem recursos ao governo voluntariamente e nem terem como optar por outra prestação de serviços, eles podem tomar decisões sobre as suas preferências de voto e das representações que delegam aos eleitos ou aos órgãos governamentais o que pode interferir na alocação de recursos para determinadas entidades, setores ou serviços públicos. Desse modo, conforme a EC, a informação fornecida nos RCPGs para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) subsidia e contribui para a tomada de decisão. Por exemplo, as informações sobre os custos, a eficiência ou a eficácia das atividades de prestação de serviços no passado, o montante e as fontes de recuperação de custos e os recursos disponíveis para dar suporte às atividades futuras, são necessárias para o atendimento da prestação de contas e responsabilização (accountability). Essa informação também é útil para a tomada de decisão pelos usuários dos RCPGs, inclusive as decisões que os doadores e outros patrocinadores tomam sobre o provimento de recursos à entidade. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 12 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Necessidade de informação dos usuários dos serviços e dos provedores de recursos Vejamos neste tópico as prováveis necessidades de informações de cada grupo de usuários. Para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão, os usuários de serviço e os provedores de recursos necessitam de informações que possam dar suporte às avaliações de questões como: a) o desempenho da entidade durante o exercício como, por exemplo, em: a.i) satisfazer a sua prestação de serviços e outros objetivos operacionais e financeiros; a.ii) administrar os recursos pelos quais é responsável; e a.iii) estar em conformidade com a legislação, regramentos orçamentários ou com os pronunciamentos de outro órgão ou entidade que regulamente a captação e a utilização dos recursos; b) a liquidez (por exemplo, a capacidade de satisfazer as obrigações atuais) e a solvência (por exemplo, a capacidade de satisfazer as obrigações em longo prazo) da entidade; c) a sustentabilidade da prestação de serviços pela entidade e de outras operações em longo prazo, e as mudanças decorrentes como resultado das atividades da entidade durante o exercício, incluindo, por exemplo: c.i) a capacidade de a entidade de continuar a financiar as suas atividades para satisfazer aos seus objetivos operacionais em futuro (a sua capacidade financeira), inclusive as fontes prováveis de financiamento e a extensão na qual a entidade depende de tais fontes e, portanto, é vulnerável ao financiamento ou a pressões por demandas que estariam fora do seu controle; e c.ii) os recursos físicos e outros disponíveis atualmente para dar suporte à prestação de serviços no futuro (a sua capacidade operacional); e d) a capacidade da entidade de se adaptar a novas situações, devido a mudanças demográficas ou nas condições econômicas nacionais ou globais que provavelmente irão impactar a natureza ou a composição das atividades que realiza ou os serviços que são prestados. A EC destaca que as informações acima provavelmente se sobrepõem em diversos aspectos. E exemplifica afirmando que os usuários exigem informações como insumo para avaliação de questões tais como se: a) a entidade está utilizando os recursos com eficácia, eficiência e economicidade, e da maneira pretendida, e se tal uso corresponde ao interesse público; b) o alcance, o volume e o custo dos serviços prestados durante o exercício são apropriados, bem como os montantes e as fontes de recuperação dos custos; e c) a carga tributária atual e outros recursos angariados são suficientes para manter o volume e a qualidade dos serviços prestados atualmente. Por óbvio que são exigidas também informações acerca das consequências das decisões tomadas e das atividades realizadas pela entidade durante o exercício e sobre os recursos disponíveis para dar suporte à prestação de serviços em períodos futuros, às atividades e objetivos da prestação de serviços, aos montantes e às fontes de recuperação dos custos necessários para dar suporte a essas atividades. Os provedores de recursos exigem informação como subsídio para as avaliações sobre se a entidade: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 13 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública a) está alcançando os objetivos estabelecidos de modo a justificar os recursos angariados durante o exercício; b) financiou as operações atuais a partir dos recursos angariados dos contribuintes, de empréstimos ou de outras fontes no período atual; e c) provavelmente necessita de recursos adicionais (ou menos recursos) no futuro e as fontes prováveis destes recursos. Os credores por empréstimos e outros credores exigem informação como insumo para avaliações da liquidez da entidade e, portanto, se o montante e o prazo para pagamento estarão em conformidade com o que foi contratado. Por fim, os doadores exigem informação para dar suporte às avaliações a respeito de a entidade estar ou não utilizando os recursos com eficácia, eficiência e economicidade, e da maneira pretendida. Eles também exigem informação sobre as atividades previstas de prestação de serviços e as necessidades de recursos. Informação fornecida pelos RCPGs Falemos agora sobre que informações efetivamente os RCPGs contêm. Primeiramente, vamos enumerar os tipos de informações e depois vamos vê-las detalhadamente. Vejamos: Eles contêm informações sobre a situação patrimonial, desempenho e fluxos de caixa, as quais geralmente constam das demonstrações contábeis, permitem aos usuários identificarem os recursos da entidade e as demandas sobre esses recursos na data de divulgação do relatório. As informações sobre situação patrimonial são úteis como subsídio às avaliações de questões tais como: a) a extensão na qual a administração cumpriu suas obrigações em salvaguardar e administrar os recursos da entidade; b) a extensão na qual os recursos estão disponíveis para dar suporte às atividades relativas à prestação de serviços futuros e as mudanças durante o exercício relativas ao montante ou à composição desses recursos, bem como as demandas sobre esses recursos; e c) os montantes e o cronograma de fluxos de caixa futuros necessários aos serviços e ao pagamento das demandas existentes sobre os recursos da entidade. Já informações sobre o desempenho orienta avaliações de questões relativas à economicidade, eficácia e eficiência no processo de atingimento dos objetivos de prestação de serviços da entidade. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 14 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Por sua vez, as informações sobre fluxos de caixa contribuem para as avaliações do desempenho e da liquidez e da solvência da entidade, podendo também subsidiar as avaliações sobre a conformidade da entidade com o que foi definido pelos responsáveis pela gestão financeira. Segundo a EC, os RCPGs podem aprimorar, complementar e suplementar as demonstrações contábeis, inclusive asinformações sobre questões relacionadas ao governo ou outra entidade do setor público, tais como: a) a conformidade com os orçamentos aprovados e outra regulamentação relativa às suas operações; b) as atividades de prestação de serviços e os seus respectivos resultados durante o exercício; e c) as expectativas relacionadas às atividades da prestação de serviços e outras atividades no futuro, bem como as consequências, em longo prazo, das decisões tomadas e das atividades realizadas durante o exercício, inclusive aquelas que possam impactar as expectativas sobre o futuro. Acerca de informação orçamentária e cumprimento da legislação ou outra regulamentação relativa à captação e à utilização de recursos, já sabemos que o governo elabora e executa uma peça orçamentária anual na qual consigna suas prioridades. Além disso, sabemos que a maioria dos recursos provêm de transações sem contraprestação advindas dos contribuintes e de outros, de acordo com as expectativas refletidas no orçamento aprovado. Assim, o orçamento fornece informação financeira aos interessados sobre os planos operacionais da entidade para o período futuro, as suas necessidades de capital e, frequentemente, os seus objetivos e as suas expectativas em relação à prestação de serviços. Nesse sentido, os RCPGs fornecem informação sobre os resultados (sendo descritos como “superavit ou deficit”, “lucro ou prejuízo”, ou por outros termos cabíveis), o desempenho e os fluxos de caixa da entidade durante o exercício, os ativos e os passivos na data do relatório e as alterações realizadas nesses itens durante o período (situação patrimonial), bem como os resultados obtidos na prestação de serviços. A inclusão nos RCPGs desse tipo de informações deve estar em conformidade com as estimativas refletidas nos orçamentos aprovados, bem como a aderência da entidade à legislação ou outra regulamentação acerca da captação e da utilização dos recursos, é importante para a determinação de quão bem a entidade do setor público alcançou os seus objetivos financeiros. Tal informação é necessária para a prestação de contas e responsabilização (accountability) do governo ou de outra entidade do setor público perante os administrados, para o aprimoramento da avaliação do desempenho da entidade e para a tomada de decisão. Sobre o resultado da prestação dos serviços, é preciso frisar novamente que o objetivo principal dos governos e da maioria das entidades do setor público é prestar os serviços necessários para a sociedade. Assim, por óbvio, o desempenho dos governos não está total ou adequadamente refletido em qualquer medida de resultados financeiros, os quais necessitam ser avaliados no contexto dos resultados da prestação de serviços à sociedade. Segundo a EC, em alguns casos, as mensurações quantitativas dos produtos e resultados das atividades de prestação de serviços da entidade durante o exercício fornecem informações relevantes sobre o cumprimento dos objetivos da prestação de serviços – por exemplo, a informação sobre o custo, o volume e a frequência da prestação de serviços e a relação dos serviços prestados com a quantidade de recursos da entidade. Em outros casos, pode ser necessário comunicar a realização dos objetivos da prestação de serviços por meio da explicação da qualidade de determinados serviços prestados ou do resultado de determinados programas. A divulgação de informações não financeiras e de informações financeiras das atividades de prestação de serviços, desempenho e/ou os resultados durante o exercício, fornecem insumos para avaliações da Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 15 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública economicidade, da eficiência e da eficácia das operações da entidade. A divulgação dessas informações é necessária para que o governo ou outra entidade do setor público cumpra com suas obrigações de prestação de contas e responsabilização (accountability) – isto é, justificar a utilização dos recursos captados da sociedade ou em nome dela. Decisões de doadores sobre a alocação de recursos para entidades e programas específicos são também tomadas com base em informação sobre os resultados da prestação de serviços durante o período e os objetivos da prestação de serviços no futuro (pelo menos em parte). Acerca das informações financeiras e não financeiras prospectivas, de acordo com a EC, dada a longevidade das entidades do setor público e de muitos programas governamentais, os efeitos financeiros de muitas decisões tomadas no exercício somente podem se tornar evidentes vários anos depois. Dessa forma, certas informações como as demonstrações contábeis que se referem a um exercício precisam ser avaliadas no contexto de longo prazo. As decisões tomadas pelo governo ou por outra entidade do setor público em determinado período sobre programas para a prestação e financiamento de serviços no futuro podem ter consequências significativas para: a) os usuários que são dependentes desses serviços no futuro; e b) as gerações atuais e futuras de contribuintes e outros provedores involuntários que recolhem tributos e taxas para financiar as atividades planejadas de prestação de serviços e os compromissos financeiros relacionados. As informações sobre os objetivos e atividades previstas de prestação de serviços futuros, bem como o impacto provável nas necessidades futuras de recursos pela entidade e as fontes de financiamento prováveis, são necessárias como subsídio para qualquer avaliação da capacidade do governo ou de outra entidade do setor público em satisfazer aos seus compromissos financeiros e de prestação de serviços no futuro. A evidenciação de tais informações nos RCPGs permite avaliações da sustentabilidade da prestação de serviços pelo governo ou outra entidade do setor público, aprimora a prestação de contas e responsabilização (accountability) e fornece informação útil adicional para fins de tomada de decisão. Por fim, no que tange a informações explicativas, tem-se que as informações sobre os principais fatores relacionados ao desempenho e aos resultados da prestação de serviços da entidade durante o exercício e sobre as premissas que corroboram as expectativas sobre esses fatores que provavelmente irão influenciar o desempenho futuro da entidade podem ser apresentadas nos RCPGs em notas explicativas às demonstrações contábeis ou em relatórios separados. Tal informação irá auxiliar os usuários a entenderem melhor, e no contexto adequado, as informações financeiras e não financeiras incluídas nos RCPGs e, ainda, aprimorar o papel dos RCPGs, no sentido de fornecer informação útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Demonstrações contábeis e a informação que as aprimore, complemente e suplemente A Estrutura Conceitual ensina que o alcance da informação contábil estabelece o limite das transações, outros eventos e atividades que podem ser reportadas nos RCPGs. A fim de responder às necessidades de informação dos usuários, a EC reflete o alcance da informação contábil, que é mais abrangente do que é evidenciado pelas demonstrações contábeis. Ela fornece a apresentação nos RCPGs de informação adicional que aprimore, complemente e suplemente essas demonstrações. Não obstante, a EC ressalva que, mesmo que o alcance da informação contábil seja mais abrangente do que aquele evidenciado nas demonstrações contábeis, a informação apresentada nestas últimas permanece sendo o núcleo da informação contábil. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 16 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Atenção !! A informação apresentada nas demonstrações contábeis permanece sendo o núcleo da informação contábil. Outras fontes de informação Conforme a Estrutura Conceitual, os RCPGs têm papel significativo em fornecera informação necessária para dar suporte ao cumprimento da obrigação do governo ou de outra entidade do setor público em prestar contas, assim como o de fornecer informação útil para a tomada de decisão. Entretanto, é improvável que os RCPGs forneçam todas as informações que os usuários necessitem para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Consequentemente, os usuários dos serviços e os provedores de recursos podem também considerar informação de outras fontes, inclusive os relatórios sobre as condições econômicas atuais e projetadas, orçamentos e conjunturas governamentais, além de informação sobre as iniciativas de políticas governamentais não relatadas nos RCPGs. Atenção !! É improvável que os RCPGs forneçam todas as informações que os usuários necessitem para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Capítulo 3 – Características Qualitativas Neste tópico, estudaremos as características qualitativas e as restrições da informação incluída nos RCPGs. Introdução Segundo a EC, os RCPGs apresentam informações financeiras e não financeiras sobre fenômenos econômicos, além de outros fenômenos. As características qualitativas da informação incluída nos RCPGs são atributos que tornam a informação útil para os usuários e dão suporte ao cumprimento dos objetivos da informação contábil. Atenção !! O conteúdo deste tópico simplesmente despenca em prova quando o assunto é a Estrutura Conceitual. Assim, aconselho bastante atenção às características qualitativas e às restrições da informação incluída nos RCPGs que veremos. As características qualitativas da informação incluída nos RCPGs são as seguintes: a) a relevância; b) a representação fidedigna; c) a compreensibilidade; d) a tempestividade; e) a comparabilidade; e f) a verificabilidade. Esquematicamente: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 17 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Por sua vez, as restrições inerentes à informação contida nos RCPGs são: a) a materialidade; b) o custo-benefício; e c) o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. Esquematicamente: De acordo com a EC, cada uma das características qualitativas é integrada e funciona em conjunto com as outras características, de modo a fornecer informação útil nos RCPGs para cumprir os objetivos da informação contábil. Atenção !! Entretanto, na prática, talvez não seja possível alcançar todas as características qualitativas e, nesse caso, um equilíbrio ou compensação entre algumas delas poderá ser necessário. As características qualitativas se aplicam a todas as informações financeiras e não financeiras apresentadas nos RCPGs, inclusive às informações histórica e prospectiva, além da informação explicativa. A EC ressalva que pode haver variação no grau que as características qualitativas podem ser alcançadas, dependendo do nível de incerteza e de avaliação subjetiva envolvidos na compilação das informações financeiras e não financeiras. A seguir, veremos as características qualitativas detalhadamente. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 18 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Relevância Segundo a EC, as informações financeiras e não financeiras são relevantes se: Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. Ok, mas o que vem a ser valor confirmatório? A própria EC nos diz em seguida: As informações financeiras e não financeiras têm valor confirmatório se confirmarem ou alterarem expectativas passadas (ou presentes). Exemplos: a informação é relevante, para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão, se confirmar as expectativas sobre questões, tais como: a extensão na qual os gestores cumpriram as suas responsabilidades pelo uso eficiente e eficaz dos recursos; a realização dos objetivos especificados da prestação de serviços; e o cumprimento da legislação e de regulamentos orçamentários, além de outros. Os RCPGs podem apresentar informação acerca dos objetivos, custos e atividades previstas de prestação de serviços, além do montante e das fontes de recursos que se destinam a serem alocadas na prestação de serviços no futuro. Tal informação voltada para o futuro tem valor preditivo e é relevante para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Ok, mas o que vem a ser valor preditivo? A informação sobre fenômenos econômicos e outros que existam ou já tenham ocorrido também pode ter valor preditivo ao auxiliar a formar expectativas sobre o futuro. Exemplos: a informação que confirma ou refuta expectativas passadas pode reforçar ou alterar expectativas sobre o desempenho e os resultados da prestação de serviços que possam ocorrer no futuro. A EC destaca que as funções confirmatória e preditiva da informação são inter-relacionadas, por exemplo, a informação sobre o nível e a estrutura atual dos recursos da entidade e as demandas por esses recursos auxilia os usuários a confirmarem o resultado das estratégias de gestão durante o período, além de preverem a capacidade da entidade em responder às mudanças e às necessidades previstas relacionadas à prestação de serviços no futuro. A mesma informação auxilia a confirmar ou a corrigir as expectativas e previsões passadas dos usuários acerca da capacidade da entidade de responder a tais alterações. Auxilia também a confirmar ou corrigir as informações financeiras prospectivas incluídas nos RCPGs anteriores. Representação fidedigna A informação só é útil quando: Corresponder à representação fidedigna dos fenômenos econômicos e outros que se pretenda representar. A representação fidedigna é alcançada quando a representação do fenômeno é completa, neutra e livre de erro material. A informação que representa fielmente um fenômeno econômico ou outro fenômeno retrata a substância da transação, a qual pode não corresponder, necessariamente, à sua forma jurídica. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 19 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Atenção !! Na prática, pode não ser possível ter certeza ou saber se a informação apresentada nos RCPGs está completa, neutra e livre de erro material. Entretanto, a informação deve estar completa, neutra e livre de erro material tanto quanto possível. A omissão de algumas informações pode fazer com que a representação do fenômeno econômico ou outro qualquer seja falsa ou enganosa, não sendo útil para os usuários dos RCPGs, razão pela qual ela deve ser completa. Do mesmo modo, as informações financeiras e não financeiras prospectivas e a informação sobre o cumprimento dos objetivos e dos resultados incluídos nos RCPGs devem ser apresentadas em conjunto com as premissas-chave e quaisquer explicações que sejam necessárias para assegurar que a sua representação seja completa e útil para os usuários. A neutralidade da informação contábil corresponde à ausência de viés. Isso significa que a seleção e a apresentação das informações financeiras e não financeiras não devem ser feitas com a intenção de se atingir um resultado particular predeterminado. A EC destaca que os fenômenos econômicos e outros fenômenos representados nos RCPGs ocorrem normalmente sob condições de incerteza, razão pela qual a informação incluída nos RCPGs frequentemente apresentaestimativas que incorporam o julgamento de valor dos gestores. Estar livre de erro material não significa exatidão completa em todos os aspectos. Estar livre de erro material significa que não há erros ou omissões que sejam individualmente ou coletivamente relevantes na descrição do fenômeno, e que o processo utilizado para produzir a informação relatada foi aplicado conforme descrito. Em alguns casos, quando se tratar de estimativa, diz-se que a estimativa está livre de erro material se o montante for descrito claramente como sendo uma estimativa, se a natureza e as limitações do processo de estimativa forem explicadas e se nenhum erro material tiver sido identificado na seleção e na aplicação do processo de elaboração da estimativa. Compreensibilidade Segundo a EC, a compreensibilidade é: A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. Espera-se que os usuários dos RCPGs tenham conhecimento razoável das atividades da entidade e do ambiente no qual ela funciona, além de serem capazes e preparados para lerem os RCPGs e revisar e analisar a informação apresentada com a diligência apropriada. Todos os esforços devem ser realizados para representar os fenômenos econômicos e de outra natureza incluídos nos RCPGs de maneira que seja compreensível para a grande quantidade de usuários. Contudo, a informação não deve ser excluída dos RCPGs somente pelo fato de ser muito complexa ou ser difícil para alguns usuários compreenderem sem a devida assistência. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 20 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Tempestividade Sobre tempestividade, a EC dispõe que: Essa característica qualitativa significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. A EC destaca que, por outro lado, a ausência de tempestividade pode tornar a informação menos útil. Não obstante, alguns itens de informação podem continuar sendo úteis por bastante tempo após a publicação do relatório ou após o encerramento do exercício. Adicionalmente, o resultado e os efeitos de alguns programas de prestação de serviços podem não ser determináveis até períodos futuros, por exemplo, em relação aos programas em que se tenha a intenção de aprimorar o bem-estar econômico da sociedade, reduzir a incidência de determinada doença ou aumentar os níveis de alfabetização de determinados grupos etários. Comparabilidade Segundo a EC, comparabilidade é: A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. Atenção !! A comparabilidade difere da consistência. A última se refere à utilização dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma base de elaboração, seja de período a período dentro da entidade ou de um único período entre duas ou mais entidades. A comparabilidade é o objetivo, enquanto que a consistência auxilia a atingi-lo. Mais Atenção !! A comparabilidade também difere da uniformidade. Para que a informação seja comparável, coisas semelhantes devem parecer semelhantes e coisas distintas devem parecer distintas. A ênfase demasiada na uniformidade pode reduzir a comparabilidade ao fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes. Informações sobre situação patrimonial da entidade, desempenho na prestação de serviços, fluxos de caixa, entre outros, têm sua utilidade aprimorada se puderem ser comparadas com, por exemplo: a) informações financeiras e não financeiras prospectivas anteriormente apresentadas para aquele exercício ou data do relatório; b) informação similar sobre a mesma entidade referente a algum outro exercício ou a algum outro momento no tempo; e c) informação similar sobre outras entidades (por exemplo, entidades do setor público prestando serviços semelhantes em jurisdições distintas) para o mesmo exercício. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 21 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Por fim, a EC destaca que a aplicação consistente dos princípios contábeis, das políticas e da base de elaboração para as informações financeiras e não financeiras prospectivas aprimora a utilidade de qualquer comparação entre os resultados projetados e os reais. A comparabilidade com outras entidades pode ser menos significativa para as explicações da percepção ou opinião dos gestores acerca de fatores relacionados ao desempenho atual da entidade. Verificabilidade A última característica qualitativa é a verificabilidade, que é definida pela EC como sendo: A qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. A suportabilidade, ou seja, a qualidade referente àquilo que dá suporte a algo, algumas vezes é utilizada para descrever esta qualidade, quando aplicada em relação à informação explicativa e à informação quantitativa financeira e não financeira prospectiva divulgada nos RCPGs. Quer referida como verificabilidade ou como suportabilidade, a EC destaca que a característica implica que dois observadores esclarecidos e independentes podem chegar ao consenso geral, mas não necessariamente à concordância completa, em que: a) a informação representa os fenômenos econômicos e de outra natureza, os quais se pretende representar sem erro material ou viés; ou b) o reconhecimento apropriado, a mensuração ou o método de representação foi aplicado sem erro material ou viés. Além disso, para ser verificável, a informação não precisa ser um ponto único estimado. Um intervalo de possíveis valores e suas probabilidades relacionadas também pode ser utilizado. A verificação pode ocorrer de forma direta ou indireta. a) Com a verificação direta, o montante ou outra representação podem ser verificados em si mesmos, tais como: pela contagem de caixa; pela observação de títulos negociáveis e suas cotações de preço; ou pela confirmação de que os fatores identificados que influenciaram o desempenho passado estejam presentes e relacionados com os efeitos identificados; e b) Com a verificação indireta, o montante ou outra representação podem ser verificados ao se checar os dados e recalcular os resultados utilizando a mesma convenção ou metodologia contábil. A qualidade da verificabilidade ou suportabilidade não é absoluta – alguma informação pode ser mais ou menos passível de verificação do que outra. Contudo, quanto mais verificável for a informação incluída nos RCPGs, mais se irá assegurar aos usuários de que a informação representa fielmente os fenômenos econômicos, ou de outra natureza os quais se pretende representar. Os RCPGs podem incluir informação financeira e outra informação quantitativa, além de explicação sobre: a) as influências-chave a respeito do desempenho da entidade durante o período; e b) os efeitos ou resultados futuros projetados dos programas de prestação de serviços realizados durante o período; e c) informações financeiras e não financeiras prospectivas. Pode não ser possível verificar a exatidão de todas as representações quantitativas e explicações de tal informação até período futuro. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 22 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Por fim, a Estrutura Conceitual destaca que para ajudar a assegurar aos usuários deque a informação quantitativa financeira e não financeira (prospectivas) e as explicações incluídas nos RCPGs representam fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza os quais se pretende representar, deve haver transparência nas premissas observadas em relação à informação divulgada, nas metodologias adotadas na compilação dessa informação e nos fatores e nas circunstâncias que apoiam quaisquer opiniões expressas ou evidenciações feitas. Isso possibilita aos usuários formar opinião sobre a adequabilidade dessas premissas e sobre o método de compilação, mensuração, representação e interpretação da informação. Terminadas as características qualitativas, passemos agora às restrições acerca da informação incluída nos RCPGs. Materialidade Segundo a EC: A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de prestação de contas e responsabilização (accountability), ou as decisões que os usuários tomam com base nos RCPGs elaborados para aquele exercício. A materialidade depende tanto da natureza quanto do montante do item analisado dentro das particularidades de cada entidade. Os RCPGs podem englobar informação qualitativa e quantitativa acerca do cumprimento da prestação de serviços durante o período de referência e das expectativas sobre a prestação de serviço e o desempenho no futuro. Consequentemente, não é possível especificar um limite quantitativo uniforme no qual determinada informação se torna material. As avaliações de materialidade são feitas no contexto do ambiente legislativo, institucional e operacional dentro do qual as entidades funcionam e, em relação às informações financeiras e não financeiras prospectivas, o conhecimento de quem as elabora e as expectativas acerca do futuro. Assim, ao se determinar se um item é material, deve-se levar em consideração questões, tais como a natureza, a legalidade, a sensibilidade e os efeitos de eventos e transações passados ou previstos; as partes envolvidas em tais transações; e as circunstâncias que deram origem a essas transações. De acordo com a EC, a materialidade é classificada como uma restrição na informação incluída nos RCPGs, a qual deve ser levada em consideração tanto na aplicação de uma política contábil específica quanto na evidenciação em separado de determinados itens da informação. Custo-benefício Essa restrição parte de um pressuposto básico. Vejamos: A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los. Avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é, com frequência, uma questão de julgamento de valor, pois não é possível identificar todos os custos e todos os benefícios da informação incluída nos RCPGs. Tais custos para fornecer a informação, ensina a EC, incluem os de coleta, de processamento e de verificação e/ou de apresentação das premissas e das metodologias que dão suporte a elas, além dos de disseminação. Os usuários incorrem nos custos da análise e interpretação. A omissão da informação útil também impõe custos, Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 23 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública inclusive aqueles em que os usuários incorrem na obtenção de informação necessária de terceiros, além dos custos advindos da tomada de decisão utilizando dados incompletos fornecidos pelos RCPGs. Os usuários em geral obtêm a maior parte dos benefícios das informações fornecidas nos RCPGs. Contudo, a informação elaborada para os RCPGs também pode ser utilizada internamente pelas entidades públicas, influenciando o processo decisório por parte dela. A aplicação da restrição custo-benefício envolve avaliar se os benefícios de divulgar a informação provavelmente justificam os custos incorridos para fornecê-la e utilizá-la. Ao fazer essa avaliação, é necessário considerar se uma ou mais características qualitativas podem ser sacrificadas até certo ponto para reduzir o custo. Equilíbrio entra as características qualitativas Segundo a Estrutura Conceitual, as características qualitativas funcionam, conjuntamente, para contribuir com a utilidade da informação. Por exemplo, nem a descrição que represente fielmente um fenômeno irrelevante, nem a descrição que represente de modo não fidedigno um fenômeno relevante resultam em informação útil. Do mesmo modo, para ser relevante, a informação precisar ser tempestiva e compreensível. Em alguns casos, o equilíbrio ou a compensação (trade-off) entre as características qualitativas pode ser necessário para se alcançar os objetivos da informação contábil. A importância relativa das características qualitativas em cada situação é uma questão de julgamento profissional. A meta é alcançar o equilíbrio apropriado entre as características para satisfazer aos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. Vejamos um resumo esquemático que agrega tanto as características qualitativas quanto as restrições: Vejamos também um mnemônico útil para lembrar as características qualitativas e as restrições é o seguinte: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 24 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Re ReFi CoCo T V MAnchou a CU ECA Re - Relevância Re Fi – Representação Fidedigna Co - Compreensibilidade Co - Comparabilidade T - Tempestividade V - Verificabilidade MAnchou – MAterialidade a CU - CUsto-Benefício ECA - Equilíbrio das CAracterísticas Vamos ver como esse assunto foi exigido em prova. Questão para fixar (Instituto AOCP – UFPB – 2019) O objetivo principal da informação contábil é fornecer informação para fins de prestação de contas e tomada de decisão. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das características qualitativas de uma informação contábil pública, segundo o MCASP (2017). a) Conservadorismo contábil. b) Custo-benefício empresarial. c) Custos glosados. d) Irrelevância. e) Tempestividade. RESOLUÇÃO: Para resolver essa questão, basta recorrermos ao nosso resumo esquemático sobre características qualitativas da informação contábil. Vejamos: Agora ficou fácil saber que a letra E) é a certa! Tudo bem que a questão ajudou um pouquinho uma vez que as demais alternativas não têm muita relação com as características qualitativas da informação contábil, mas para a maioria das questões sobre este assunto, basta lembrar dos resumos esquemáticos sobre características qualitativas e restrições, bem como sobre seus conceitos. Dessa forma, a alternativa correta é a letra E). Gabarito: LETRA E Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 25 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Capítulo 4 – Entidade que reporta a informação contábil Neste tópico, conceituaremos a entidade que reporta a informação contábil. Introdução Vejamos o conceito de entidade do setor público que reportam a informação contábil segundo a Estrutura Conceitual: Ente governamental ou outra organização, programa ou outra área identificável de atividade (doravante referida como entidade ou entidade do setor público) que elabora os RCPGs. A entidade do setor público que reporta a informação contábil pode compreender duas ou mais entidades que apresentem os RCPGs como se fossem uma única entidade – tal entidade é referida como grupo de entidades que reportam a informação contábil. Características-chave de entidade do setor público que reporta a informação contábil Segundo a EC, as características-chave de entidade do setor público que reporta a informação contábil são: a) ser uma entidade que capta recursos da sociedade ou em nome desta e/ou utiliza recursos para realizar atividades em benefício dela; e b) existir usuários de serviços ou provedores de recursos (usuários primários dos RCPGs) dependentes de informações contidas nos RCPGs para finsde prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Os RCPGs englobam as demonstrações contábeis e a informação que as aprimore, complemente e suplemente. As demonstrações contábeis apresentam informação sobre os recursos e as demandas sobre estes, além dos fluxos de caixa da entidade ou grupo de entidades que reportam a informação durante o exercício. Portanto, para possibilitar a elaboração das demonstrações contábeis, a entidade que reporta a informação deve captar recursos e/ou deve utilizar recursos captados anteriormente para realizar atividades em benefício da sociedade ou em nome dela. A EC destaca que a existência de usuários dos RCPGs de entidade do setor público ou grupo de entidades pressupõe a existência de entidade que tenha a responsabilidade ou a capacidade de captar ou utilizar recursos, adquirir ou administrar bens públicos, incorrer em passivos ou realizar atividades para atingir os objetivos da prestação de serviços. Dessa forma, quanto maiores os recursos que a entidade do setor público capta, administra e/ou tem a capacidade de utilizar, e quanto maiores as obrigações que incorre e maior o impacto econômico ou social das suas atividades, é mais provável que existam usuários de serviços ou provedores de recursos que sejam dependentes dos RCPGs para obter informação para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Na ausência desses fatores, em que eles não sejam significativos, é improvável que existam usuários dos RCPGs dessas entidades. Atenção !! A elaboração dos RCPGs não é um processo sem custos. Portanto, se a imposição de requisitos para a informação contábil pressupõe que estas devam ser eficientes e eficazes, é importante que seja exigido que os RCPGs sejam elaborados somente pelas entidades do setor público para as quais existam usuários. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 26 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Conforme a EC, em muitos casos, é clara a existência (ou não) de usuários de serviços ou de provedores de recursos que dependam dos RCPGs para fornecer informação para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Por exemplo, tais usuários geralmente existem para os RCPGs de governo em nível nacional, estadual ou municipal e para as organizações internacionais do setor público, haja vista que essas entidades possuem a capacidade de captar recursos substanciais e/ou empregar esses recursos em nome da sociedade, incorrer em responsabilidades e impactar o bem-estar econômico e/ou social das comunidades que dependem deles para a prestação de serviços. Contudo, nem sempre está claro se há usuários de serviços ou provedores de recursos que dependam dos RCPGs de, por exemplo, departamentos ou órgãos individuais do governo, programas especiais ou áreas identificáveis de atividades com informação para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Assim, determinar se essas organizações, programas ou atividades devem ser identificados como entidades que reportam a informação e, consequentemente, serem exigidas a elaborarem os RCPGs envolve o exercício de julgamento profissional com vistas a que a entidade seja eficaz e eficiente na produção de RCPGs. Por fim, destaca a Estrutura Conceitual que a entidade que reporta a informação contábil do setor público pode ter personalidade jurídica específica ou ser, por exemplo, organização, acordo administrativo ou programa sem personalidade jurídica. Capítulo 5 – Elementos das Demonstrações Contábeis Esse tópico consiste em definir os elementos utilizados nas demonstrações contábeis e fornecer explicações adicionais acerca dessas definições. Elementos e sua importância As demonstrações contábeis retratam os efeitos financeiros e não financeiros das transações e outros eventos ao agrupá-los em classes amplas que compartilham características econômicas comuns, chamadas de elementos das demonstrações contábeis, os quais correspondem a estruturas básicas a partir das quais as demonstrações contábeis são elaboradas. Essas estruturas fornecem um ponto inicial para reconhecer, classificar e agregar dados e atividades econômicas de maneira a fornecer aos usuários informação que satisfaça aos objetivos e atinja as características qualitativas da informação contábil, considerando as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. Em algumas circunstâncias, pode ser necessário reconhecer fenômenos não capturados pelos elementos definidos a fim de que as demonstrações contábeis forneçam informação útil para uma avaliação significativa do desempenho e da situação patrimonial da entidade. Nesses casos, as NBCs TSP podem exigir ou permitir que esses recursos ou obrigações sejam reconhecidos como outros recursos ou outras obrigações, os quais são itens adicionais aos seis elementos que serão elencados e definidos na sequência. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 27 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Elementos Os elementos são os seguintes: Vejamos a definição de cada um dos elementos patrimoniais agora. Ativo Vamos começar pela definição de ativo segundo a Estrutura Conceitual: Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Atenção !! Ser “controlado” não quer dizer que a entidade tem a “propriedade” do recurso. Fiquem espertos! Controle do recurso, quer dizer que a entidade possui a capacidade de utilizar o recurso, diretamente ou por meio de terceiros controlados, de forma a auferir potencial de serviços ou benefícios econômicos para o cumprimento dos objetivos da entidade. Todavia, é claro que se a entidade tem a propriedade do recurso, então ela o controla. De fato, esse é um dos indicadores de controle elencados pela Estrutura Conceitual, para avaliar se a entidade controla o recurso no presente. Vejamos: a) propriedade legal; b) acesso ao recurso ou a capacidade de negar ou restringir o acesso a esses; c) meios que assegurem que o recurso seja utilizado para alcançar os seus objetivos; ou d) a existência de direito legítimo ao potencial de serviços ou à capacidade para gerar os benefícios econômicos advindos do recurso. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 28 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública A Estrutura Conceitual ressalta que, embora esses indicadores não sejam determinantes ou conclusivos acerca da existência do controle, sua identificação e análise podem nos auxiliar a decidir se são, de fato, recursos. Vamos agora ver a definição da EC para recursos: RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos controlado pela entidade como resultado de eventos passados. A Estrutura Conceitual elenca que alguns recursos incluem os direitos da entidade a uma série de benefícios, por exemplo, o direito a: a) Utilizar o recurso para a prestação de serviços (inclusive bens); b) Utilizar os recursos de terceiros para prestar serviços como, por exemplo, arrendamento mercantil; c) Converter o recurso em caixa por meio da sua alienação; d) Beneficiar-se da valorização do recurso; e) Receber fluxos de caixa. Prosseguindo, potencial de serviços é definido como sendo a capacidade de prestar serviços, para consumo coletivo ou individual, que contribuam para alcançar os objetivos da entidade sem, necessariamente, gerar entrada líquida de caixa. Exemplos de ativos que ensejam potencial de serviços são os ativos de recreação, do patrimônio cultural (por exemplo, centros históricos), comunitários, de defesa nacional (por exemplo, baterias antiaéreas) e outros que sejam mantidos pelos governos e outras entidades do setor público e que sejam utilizados paraa prestação de serviços a terceiros. Já os benefícios econômicos correspondem a entradas de caixa ou a reduções das saídas de caixa, as quais podem derivar, por exemplo: a) da utilização do ativo na produção e na venda de serviços; ou b) da troca direta do ativo por caixa ou por outros recursos. Sobre evento passado, existem diversas possibilidades, tais como obtenção de ativos por intermédio da sua compra em transação com contraprestação, bem como pelo seu desenvolvimento, surgimento de transações sem contraprestação, entre outros. Passivo Vamos agora à definição de passivo, segundo a Estrutura Conceitual: Passivo é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja extinção deva resultar na saída de recursos da entidade. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 29 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Obrigação presente é aquela que ocorre por força de lei (obrigação legal ou obrigação legalmente vinculada) ou não (obrigação não legalmente vinculada), a qual não possa ser evitada pela entidade. É a característica essencial para a existência do passivo. Sobre a saída de recursos da entidade, tem-se que essa característica é indispensável para a caracterização de um passivo. A obrigação que pode ser extinta sem saída de recursos NÃO é um passivo. A obrigação pode ser legal ou não legalmente vinculada. Vejamos ambas: A obrigação legal (ou legalmente vinculada) é exigível por força de lei. Por sua vez, a obrigação não legalmente vinculada se diferencia da obrigação legal, pois as partes a quem a obrigação diz respeito não podem tomar ações legais para extingui-la. A obrigação não legalmente vinculada que gera passivo tem as seguintes características: a) A entidade indica a terceiros, por meio de um padrão estabelecido de práticas passadas, políticas publicadas ou de declaração específica, que aceitará certas responsabilidades; b) Como resultado de tal indicação, a entidade cria uma expectativa válida para terceiros de que cumprirá com essas responsabilidades; e c) A entidade tem pouca ou nenhuma alternativa factível para evitar o cumprimento da obrigação gerada a partir dessas responsabilidades. A situação patrimonial líquida é a diferença entre os ativos e os passivos após a inclusão de outros recursos e a dedução de outras obrigações, reconhecida na demonstração que evidencia a situação patrimonial como patrimônio líquido. A situação patrimonial líquida pode ser um montante residual positivo ou negativo. Receita e despesa Agora vejamos a definição de receita e despesa para a Estrutura Conceitual: Receita corresponde a aumentos na situação patrimonial líquida da entidade não oriundos de contribuições dos proprietários. Despesa corresponde a diminuições na situação patrimonial líquida da entidade não oriundas de distribuições aos proprietários. Receitas e despesas originam-se de transações com contraprestação e sem contraprestação, de outros eventos, tais como: aumentos e decréscimos não realizados de ativos e passivos; do consumo dos ativos por meio da depreciação; e da redução do potencial de serviços e da capacidade de gerar benefícios econômicos por meio da redução ao valor recuperável. Receitas e despesas podem ser originadas de transações individuais ou de grupos de transações. O superávit ou o déficit da entidade para o exercício é a diferença entre as receitas e as despesas que constam na demonstração que evidencia o desempenho das entidades do setor público. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 30 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Contribuição dos proprietários e distribuição aos proprietários Vejamos a definição de ambos: Contribuição dos proprietários corresponde a entrada de recursos para a entidade a título de contribuição de partes externas, que estabelece ou aumenta a participação delas no patrimônio líquido da entidade. Distribuição aos proprietários corresponde a saída de recursos da entidade a título de distribuição a partes externas, que representa retorno sobre a participação ou a redução dessa participação no patrimônio líquido da entidade. Atenção !! Contribuição dos proprietários e distribuição aos proprietários são conceitos distintos de receita e despesa! Segundo a EC, no setor público, as contribuições ou as distribuições de recursos são, algumas vezes, relacionadas à reestruturação do governo e irão tomar a forma de transferências de ativos e passivos em vez de transações em espécie. As participações dos proprietários podem tomar diferentes formas, podendo não ser evidenciadas por meio de instrumento de capital próprio. A contribuição dos proprietários pode tomar a forma de aporte inicial de recursos na criação da entidade ou de aporte de recursos subsequente, inclusive quando da reestruturação da entidade. Já a distribuição aos proprietários pode ser: a) o retorno sobre investimento; b) o retorno total ou parcial de investimentos; e c) no caso da extinção ou reestruturação da entidade, o retorno de qualquer recurso residual. Capítulo 6 – Reconhecimento de Demonstrações Contábeis Trata-se, neste tópico, de critérios para que um elemento seja reconhecido nas demonstrações contábeis. Critérios de reconhecimento de demonstrações contábeis O reconhecimento é definido pela EC da seguinte forma: O reconhecimento é o processo de incorporar e de incluir um item, expresso em valores a serem demonstrados no corpo da demonstração contábil apropriada, que satisfaça a definição de elemento e possa ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. Segundo a EC, o item deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis quando: a) satisfizer a definição de elemento; e b) puder ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. Eventualmente, em algumas circunstâncias, determinada NBC TSP pode também especificar que, para alcançar os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil, um recurso ou obrigação que não Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 31 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública satisfaça a definição de elemento deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis desde que possa ser mensurado de maneira que satisfaça as características qualitativas e as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. Atenção !! O reconhecimento envolve a avaliação da incerteza relacionada à existência e à mensuração do elemento. As condições que dão origem à incerteza, se existirem, podem mudar. Portanto, é importante que a incerteza seja avaliada em cada data de divulgação do relatório. Definição de elemento De acordo com a EC, para ser reconhecido como elemento, o item precisa satisfazer a definição de um dos elementos descritos no tópico anterior (capítulo 5). A incerteza sobre a existência de elemento é examinada ao considerar a evidência disponível para emitir julgamento neutro sobre se o item satisfaz todas as características essenciais da definição de elemento, considerando todos os fatos e circunstâncias disponíveis na data do relatório. Caso se determine que o elemento, de fato, existe, a incerteza sobre o montante do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos representados por ele deve ser levado em consideração na sua mensuração. Incerteza quanto à mensuração Atenção !! Para se reconhecer um item nas demonstrações contábeis, é necessário atribuir um valor monetário a ele. Isso requer escolher a base de mensuração apropriada e determinar se a mensuração do item cumpre as características qualitativas, levando-se em consideração as restrições acerca da informação nosRCPGs, inclusive que a mensuração seja suficientemente relevante e fidedignamente representativa para o item a ser reconhecido nas demonstrações contábeis. Pode haver incerteza associada à mensuração de montantes apresentados nas demonstrações contábeis. O uso de estimativas é parte essencial da contabilidade sob o regime de competência. A evidenciação pode fornecer informação útil sobre as técnicas de estimativa empregadas. Pode haver raras circunstâncias nas quais o nível de incerteza em um único ponto da estimativa é tão grande que a relevância e a representação fidedigna da medida utilizada são questionáveis, mesmo que haja a evidenciação das técnicas de estimativa utilizadas. Nessas circunstâncias, o item não deve ser reconhecido. Evidenciação e reconhecimento A falha ao se reconhecer itens que satisfazem a definição de elemento e os critérios de reconhecimento utilizados não é convalidada pela evidenciação das políticas contábeis, notas ou outro detalhe explicativo. A EC ressalva, contudo, que a evidenciação pode fornecer informação sobre os itens que satisfazem muitas características que definem o elemento, mas nem todas. A evidenciação pode também fornecer informação sobre os itens que satisfazem a definição de elemento, mas que não podem ser mensurados de maneira que satisfaça Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 32 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública suficientemente as características qualitativas e ir de encontro aos objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil. A evidenciação é apropriada quando o conhecimento sobre o item é considerado relevante para a avaliação da situação patrimonial líquida da entidade e, portanto, satisfaz os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil. Desreconhecimento A EC define desreconhecimento como sendo: O processo de avaliar se ocorreram mudanças, desde a data do relatório anterior, que justifiquem a remoção de elemento que tenha sido previamente reconhecido nas demonstrações contábeis, bem como remover esse item se tais mudanças ocorrerem. Ao se avaliar a incerteza sobre a existência do elemento, os mesmos critérios devem ser utilizados para o desreconhecimento, tais como aqueles utilizados no reconhecimento inicial. Capítulo 7 – Mensuração de Ativos e Passivos nas Demonstrações Contábeis Aqui, veremos critérios gerais de seleção de bases de mensuração de ativos e passivos, os quais devem ser aplicados quando não existirem regramentos específicos nas NBC TSPs. Lembrem-se de que as normas específicas (como as NBC TSP), que veremos nesta aula, prevalecem sobre o contido na Estrutura Conceitual. Objetivos da mensuração O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo mais adequado o custo dos serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade de forma que seja útil para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Segundo a EC, essa seleção da base de mensuração para ativos e passivos contribui para satisfazer aos objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil pelas entidades do setor público ao fornecer informação que possibilita os usuários avaliarem: a) o custo dos serviços prestados no período, em termos históricos ou atuais; b) a capacidade operacional – a capacidade da entidade em dar suporte à prestação de serviços no futuro por meio de recursos físicos e outros; e c) a capacidade financeira – a capacidade da entidade em financiar as suas próprias atividades. O problema da mensuração de ativos e passivos é que não é possível identificar uma única base de mensuração que atenda seus objetivos em quaisquer casos. Desse modo, a EC fornece orientação na seleção da base de mensuração para ativos e passivos. Vamos ver as bases de mensuração de ativos e passivos vistas. A seguir as bases de mensuração de ativos: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 33 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Base de mensuração Descrição Entrada ou saída Observável ou não no mercado Específica ou não à entidade Custo histórico Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. Entrada Geralmente observável Específica para a entidade Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. Entrada e saída Observável Não específica para a unidade Valor de mercado (em mercado inativo) Saída Depende da técnica de atribuição de valor Depende da técnica de atribuição de valor Custo de reposição ou substituição Custo mais econômico exigido para a entidade substituir o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório. Entrada Observável Específica para a entidade Preço líquido de venda Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. Saída Observável Específica para a entidade Valor em uso Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes do ativo, caso este continue a ser utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. Saída Não observável Específica para a entidade Vale dizer que a EC define que: As mensurações a valor corrente refletem o ambiente econômico vigente na data de apresentação do relatório. Existem quatro bases de mensuração a valor corrente para os ativos: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 34 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Agora, as bases de mensuração de passivos: Base de mensuração Descrição Entrada ou saída Observável ou não no mercado Específica ou não à entidade Custo histórico Importância recebida para se assumir uma obrigação, a qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa, ou ao valor de outra importância recebida à época na qual a entidade incorreu no passivo. Entrada Geralmente observável Específica para a entidade Custo de cumprimento da obrigação Custos nos quais a entidade incorre no cumprimento das obrigações representadas pelo passivo, assumindo que o faz da maneira menos onerosa. Entrada* Saída** Não observável Específica para a entidade Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) Montante pelo qual um passivo pode ser liquidado entre partes cientes e interessadas em transação sob condições normais de mercado. Entrada e saída Observável Não específica para a unidade Valor de mercado (em mercado inativo) Saída Depende da técnica de atribuição de valor Depende da técnica de atribuição de valor Custo de liberação Montante que corresponde à baixa imediata da obrigação. Montante que o credor aceita no cumprimento da sua demanda, ou que terceiros cobrariam para aceitar a transferência do passivo do devedor. Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no contexto dos ativos. Saída Observável Específica para a entidade Preço presumido Montante que a entidade racionalmente aceitaria na troca pela assunção do passivo existente. Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. Entrada Observável Específica para a entidade *Segundo o MCASP e ** Segundo a NBC TSP – Estrutura Conceitual Vejamos alguns dos conceitosque aparecem nas bases colacionadas acima: Valores de entrada e de saída: as bases de mensuração podem fornecer valores de entrada e valores de saída. Para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. O custo histórico e o custo de reposição são valores de entrada. Os valores de saída refletem os benefícios econômicos da venda e também o montante que será obtido com a utilização do ativo. Em economia diversificada, os valores de entrada e saída diferem à medida que as entidades, normalmente: a) adquirem ativos concebidos para suas particularidades operacionais para as quais outros participantes do mercado não estariam dispostos a pagar valor semelhante; e b) incorrem em custos de transação na aquisição. As bases de mensuração para o passivo também podem ser classificadas em termos de valores de entrada ou de saída. Os valores de entrada se relacionam à transação na qual a obrigação é contraída ou Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 35 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública ao montante que a entidade aceitaria para assumir um passivo. Os valores de saída refletem o montante exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a entidade da obrigação. Medidas observáveis e não observáveis: determinadas medidas podem ser classificadas como sendo ou não observáveis em mercado aberto, ativo e organizado. As medidas observáveis em mercado são, provavelmente, mais fáceis de serem compreendidas e verificadas do que as medidas não observáveis. Elas também podem representar mais fielmente os fenômenos que estejam mensurando. Medidas específicas e não específicas para a entidade: as medidas podem ser também classificadas conforme o fato de serem ou não específicas para a entidade. As bases de mensuração que são específicas para a entidade refletem as restrições de cunho econômico ou político presentes que afetam as utilizações possíveis de ativo e a extinção de passivo. As medidas específicas para a entidade podem refletir as oportunidades econômicas que não estão disponíveis para outras entidades e os riscos que não são vivenciados por estas. As medidas não específicas para a entidade refletem as oportunidades e os riscos gerais de mercado. A decisão de se utilizar ou não uma medida específica para a entidade é tomada com base no objetivo da mensuração e nas características qualitativas. Nível de agregação ou desagregação para fins de mensuração: para apresentar os ativos e os passivos nas demonstrações contábeis de modo a fornecer a informação que melhor satisfaça o objetivo da mensuração e a observar as características qualitativas pode ser necessário agregá-los ou desagregá-los para fins de mensuração. Os custos são comparados com os benefícios para se avaliar se tal agregação ou desagregação é apropriada. Vejamos um resumo esquemático contendo as bases de mensuração de ativos e passivos: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 36 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Atenção !! Esse é um assunto muito exigido em concursos. Entretanto, para resolver quase totalidade das questões, basta ter “no sangue” as duas tabelas de bases de mensuração (de ativos e de passivos) e o resumo esquemático acima. Antes, porém, de passar a um exercício para fixar, vejamos algumas equivalências dadas pela Estrutura Conceitual entre as bases de mensuração de ativos e passivos: Atenção !! O custo de liberação é o termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no contexto dos ativos. O preço presumido é o termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. Agora vamos ver como esse assunto é exigido em prova. Questão para fixar (IF/MS – IF/MS – 2019) A NBC TSP – Estrutura Conceitual não propõe uma única base de mensuração (ou a combinação de bases de mensuração) para todas as transações, eventos e condições. Ao invés disso, apresenta bases de mensuração para ativos e passivos que fornecem informações sobre o custo de serviços prestados, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade, além da extensão na qual fornecem informação que satisfaça as características qualitativas. Dentre as bases de mensuração propostas pela NBC TSP – Estrutura Conceitual para Ativos, estão: A) Custo de reposição ou substituição e custo de liberação. B) Custo de liberação e preço líquido de venda. C) Custo de cumprimento da obrigação e custo de liberação. D) Custo de reposição ou substituição e preço líquido de venda. E) Custo de cumprimento da obrigação e preço líquido de venda. RESOLUÇÃO: Pessoal, grande parte das questões sobre este assunto podem ser resolvidas com uma breve consulta ao nosso resumo esquemático sobre bases de mensuração de ativos e passivos. A outra parte exige que saibamos mais alguns detalhes sobre cada base de mensuração. Vamos ao nosso resumo: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 37 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Agora vamos analisar as alternativas. A alternativa A) está errada, pois, apesar de custo de reposição ou substituição realmente ser uma base de mensuração do ativo, custo de liberação é uma base de mensuração do passivo. A alternativa B) está errada, pois, apesar de preço líquido de venda realmente ser uma base de mensuração do ativo, custo de liberação é uma base de mensuração do passivo. A alternativa C) está errada, pois ambas são bases de mensuração do passivo. A alternativa D) está certa, pois, de fato, ambas são bases de mensuração do ativo. A alternativa E) está errada, pois, apesar de preço líquido de venda realmente ser uma base de mensuração do ativo, custo de cumprimento de obrigação é uma base de mensuração do passivo. Dessa forma, está certa a alternativa D). Gabarito: LETRA D Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 38 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Capítulo 8 – Apresentação de Informação no Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público Chegamos ao nosso último tópico sobre a Estrutura Conceitual. Nele, veremos como se dá a apresentação das informações nos RCPGs e qual a sua importância considerando seus objetivos. Idioma no qual as demonstrações contábeis e outros RCPGs são divulgados Segundo a EC, o idioma (ou idiomas) no qual as demonstrações contábeis e outros RCPGs são divulgados dá suporte à realização dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e as características qualitativas. Por óbvio, as versões traduzidas precisam ser fiéis à versão do idioma original, sendo que eventual versão traduzida deve ser disponibilizada para satisfazer as necessidades dos usuários em referência a: a) dispositivos legais na jurisdição da entidade; e b) relação custo-benefício da tradução. Apresentação A apresentação corresponde à seleção, à localização e à organização da informação que é evidenciada nos RCPGs. Além disso, tem-se que a apresentação visa fornecer informação que contribua com os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e alcança as características qualitativas, enquanto considera as restrições na informação incluída nos RCPGs. As decisões sobre a seleção, a localização e a organização da informação são tomadas em resposta às necessidades dos usuários pela informação sobre os fenômenos econômicos, financeiros e de outra natureza. Conforme vimos anteriormente, no tópico que cuidou do Capítulo 1, os RCPGs compreendem relatórios múltiplos, cada um respondendo mais diretamente a determinados aspectos dos objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil ou no alcance dessas informações. Adicionalmente às demonstrações contábeis,os RCPGs fornecem informação relevante, por exemplo, para avaliações do desempenho dos serviços da entidade e a sustentabilidade das suas finanças. Os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil aplicados à área coberta por determinado relatório orientam as decisões sobre a apresentação daquele relatório. Conforme a EC, as decisões sobre a apresentação podem: a) resultar no desenvolvimento de novo RCPG, na movimentação da informação entre os relatórios ou na fusão dos relatórios existentes; ou b) ser decisões detalhadas sobre a seleção, a localização e a organização da informação no RCPG. Além disso, a EC destaca que as decisões sobre a seleção, a localização e a organização da informação estão interligadas e, na prática, provavelmente são consideradas em conjunto. A seguir, veremos cada decisão sobre a apresentação das informações nos RCPGs. Seleção e natureza da informação Anteriormente, vimos as necessidades de informação dos usuários (no tópico que cuidou do Capítulo 2 da EC). Tais necessidades corroboram a seleção da informação para as demonstrações contábeis e incluem a informação sobre a situação patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa da entidade para: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 39 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública a) possibilitar aos usuários identificarem os recursos da entidade e as demandas por estes recursos na data do relatório; b) informar as avaliações de questões como se a entidade adquiriu recursos com economicidade e os utilizou de forma eficiente e eficaz para alcançar os seus objetivos na prestação de serviços; e c) informar as avaliações do desempenho e a liquidez e solvência da entidade. Também, as demonstrações contábeis podem fornecer também informação que auxilia os usuários na avaliação da extensão na qual: a) a entidade satisfez os seus objetivos financeiros; b) as receitas, as despesas, os fluxos de caixa e o desempenho da entidade estão em conformidade com os orçamentos aprovados; e c) a entidade observou a legislação vigente e outros regulamentos que regem a captação e a utilização de recursos públicos. Embora as demonstrações contábeis não evidenciem de modo abrangente o desempenho dos serviços da entidade, elas podem fornecer informações relevantes aos aspectos financeiros do desempenho dos serviços, tais como: a) receita, despesa e fluxos de caixa relativos aos serviços; e b) os ativos e os passivos que orientam as avaliações dos usuários em relação à capacidade operacional da entidade ou aos riscos financeiros que podem impactar no fornecimento do serviço. A EC destaca que outros relatórios nos RCPGs apresentam informação adicional às demonstrações contábeis. Tal informação poderia, por exemplo, incluir: a) informação sobre a sustentabilidade das finanças públicas da entidade; b) discussão e análise das demonstrações contábeis; ou c) informação sobre o desempenho dos serviços. A informação é selecionada para exposição ou para evidenciação nos RCPGs. a) A informação selecionada para exposição comunica mensagens-chave no RCPG; b) A informação selecionada para evidenciação torna a informação exposta mais útil ou fornece detalhes que auxiliam os usuários a entenderem a informação exposta. Ela deve conter: b.1) a base para a informação exposta como, por exemplo, políticas e metodologias aplicáveis; b.2) detalhamentos da informação exposta; e b.3) itens que compartilham alguns, mas nem todos os aspectos da informação exposta. Atenção !! A evidenciação não substitui a exposição. A mesma informação pode ser tanto exposta como evidenciada. Igualmente, a mesma informação pode ser apresentada em RCPGs diferentes para tratar diferentes propósitos. Segundo a EC, as decisões sobre qual informação precisa ser exposta e evidenciada envolve considerar: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 40 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública a) os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil; b) as características qualitativas e as restrições das informações contidas nos RCPGs; e c) os fenômenos econômicos relevantes e outros fenômenos sobre os quais a informação seja necessária. Atenção !! As decisões sobre a seleção da informação envolvem priorizar e resumir e evita a sobrecarga de informação, a qual reduz a compreensibilidade. As decisões sobre a seleção da informação exigem revisão contínua e crítica. Mais Atenção !! Os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis, que aplicam as normas e o julgamento profissional, são responsáveis por assegurar que a informação que satisfaça aos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e que alcance as características qualitativas fornecidas nos RCPGs. Conforme a EC, as decisões sobre a exposição e a evidenciação se aplicam tanto às demonstrações contábeis quanto aos outros RCPGs. A identificação da informação para exposição e evidenciação em RCPG em particular pode envolver o desenvolvimento de: a) princípios de classificação; b) lista de tipos gerais de informações que são expostas e de lista semelhante de tipos gerais de informações que são evidenciadas; e/ou c) listas de informação específica que aqueles que elaboram a informação precisam expor ou evidenciar. As decisões sobre a seleção da informação a ser exposta e evidenciada são tomadas: a) com referência umas às outras, em vez de estarem isoladas; e b) para comunicar efetivamente o conjunto integrado de informação. Atenção !! As decisões sobre a seleção da informação em outros RCPGs são tomadas após considerar, cuidadosamente, a relação dos outros RCPGs com as demonstrações contábeis. Localização da informação Segundo o EC, as decisões sobre a localização da informação são tomadas sobre: a) o local no qual a informação é contida no relatório; e b) o local no qual o componente do relatório está localizado. A localização da informação tem impacto sobre a contribuição da informação para a realização dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e para o atendimento das características qualitativas. A localização pode afetar a maneira que os usuários interpretam a informação e a comparabilidade da informação. A localização pode ser utilizada para: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 41 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública a) transmitir a importância relativa da informação e as suas conexões com os outros itens da informação; b) transmitir a natureza da informação; c) ligar itens de informação diferentes que se combinam para satisfazer a necessidade de um usuário em particular; e d) distinguir entre a informação selecionada para exposição e a informação selecionada para evidenciação. Segundo a EC, os fatores relevantes para as decisões sobre alocar a informação entre as demonstrações contábeis e outros RCPGs incluem: Natureza: se a natureza da informação – por exemplo, histórica versus prospectiva – indica a inclusão da informação no mesmo ou em RCPG diferente em razão das considerações relacionadas a, por exemplo, comparabilidade e/ou compreensibilidade; Especificidade à jurisdição: se os fatores específicos à jurisdição, como, por exemplo, os dispositivos legais vigentes, especificarem regras acerca da localização da informação; e Conexão: se a informação adicional considerada precisa ou não estar conectada de modo estreito com a informação já incluída em relatório existente. As conexões entre todas as informações precisam ser avaliadas, não se restringindo somente à conexão entre a informação nova e a já existente. Atenção !! Apesar de RCPGs existirem para satisfazer necessidades gerais dos usuários, podem ser que um RCPG específico seja necessário, quando: a) necessidades adicionais de informaçãodo usuário, não satisfeitas por relatório existente, são identificadas; e b) um RCPG específico para satisfazer essas necessidades é mais adequado ao alcance dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e do cumprimento das características qualitativas do que a inclusão da informação em relatório já existente. Conforme a EC, a localização da informação nas demonstrações contábeis contribui para representar um panorama financeiro mais abrangente da entidade. Para as demonstrações contábeis, a informação exposta é mostrada na demonstração apropriada, enquanto as evidenciações encontram-se nas notas explicativas. Para outros RCPGs, a informação exposta pode estar localizada separadamente da informação evidenciada ou no mesmo local, mas difere-se da informação evidenciada e do destaque dado por meio de outra técnica de apresentação. Organização da informação A organização da informação trata da disposição, agrupamento e ordenamento da informação, a qual inclui decisões sobre: a) como a informação está disposta no RCPG; e b) a estrutura geral do RCPG. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 42 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Pode até parecer inócuo, mas a organização da informação envolve uma série de decisões, tais como utilização de referência cruzada, quadros, tabelas, gráficos, cabeçalhos, numeração e a disposição dos itens dentro de determinado componente de relatório, incluindo decisões sobre a ordem dos itens. Atenção !! A forma na qual a informação está organizada pode afetar a sua interpretação por parte dos usuários. Conforme a EC, as decisões sobre a organização da informação levam em consideração: a) importantes relacionamentos entre a informação; e b) se a informação é para exposição ou para evidenciação. Vejamos agora os tipos mais de relacionamentos: Aprimoramento: a informação em determinado lugar no RCPG pode ser aprimorada por meio de informação fornecida em outro local; Similaridade: a relação de similaridade existe quando a informação evidenciada em um lugar se baseia na informação relatada em outro local nos RCPGs, e a informação ou não foi ajustada ou teve ajustes relativamente menores; Propósito comum: o relacionamento de propósito comum existe quando a informação relatada em locais diferentes contribui para os mesmos fins. Podem existir relações entre informações expostas em diferentes RCPGs, componentes dentro do RCPG ou mesmo partes de um único componente. A natureza, a especificidade à jurisdição e a conexão (fatores relativos à localização da informação) também se aplicam ao agrupamento da informação. Falemos agora sobre princípios aplicáveis à organização da informação. Segundo a EC, a organização da informação: a) dá suporte ao alcance dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil; b) auxilia a informação evidenciada a satisfazer as características qualitativas; c) busca assegurar que as mensagens-chave sejam compreensíveis; d) identifica claramente as relações importantes; e) fornece o destaque apropriado à informação que transmite mensagens-chave; e f) facilita as comparações. A organização da informação nas demonstrações contábeis inclui decisões sobre: a) o tipo e o número de demonstrações; b) o detalhamento dos totais em subcategorias significativas; c) o ordenamento e o agrupamento de itens expostos em cada demonstração; d) a identificação de agregados (aditivos ou subtrativos); e e) a identificação de outra informação para inclusão na demonstração. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 43 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública A EC destaca que a informação evidenciada nas notas explicativas às demonstrações contábeis é organizada de modo que as relações com os itens evidenciados nas demonstrações contábeis sejam claras. Lembrem-se sempre de que as notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. A organização da informação em outros RCPGs, assim como para as demonstrações contábeis, busca assegurar que as mensagens-chave que são transmitidas pela informação exposta são compreensíveis. A apresentação que identifica claramente as relações relevantes aprimora a extensão na qual o relatório: a) satisfaça os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil; b) alcance as características qualitativas. Por fim, a EC destaca que a organização da informação facilita as comparações ao tornar mais claro quando determinados itens são semelhantes ou não. A comparabilidade intertemporal é facilitada ao se evitar alterações no modo em que a informação é organizada, para a mesma entidade, ano após ano, a menos que tais mudanças aprimorem a relevância e a compreensibilidade. A comparação entre entidades é facilitada quando diferentes entidades que reportam a informação contábil organizam de maneira semelhante a informação que apresentam. Agora vamos resolver algumas questões de concurso para treinarmos! Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 44 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Questões Comentadas 1. (Cespe – MPE/CE – 2020) Julgue o item seguinte, acerca das competências do Sistema de Contabilidade Federal e da composição do patrimônio público. A cada apresentação da informação contábil a situação jurídica deve ser avaliada para determinar se a obrigação deixa de satisfazer a definição de passivo. RESOLUÇÃO: Exatamente segundo o tópico Obrigações Legais da NBC TSP – Estrutura Conceitual dispõe que: 5.22 [...]. A situação jurídica deve ser avaliada a cada apresentação da informação contábil para determinar se a obrigação deixa de ser vinculada e de satisfazer a definição de passivo. Gabarito: CERTO 2. (CESPE – TJ/PA – 2020) Assinale a opção que apresenta as características qualitativas da informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG), em conformidade com o disposto na NBC TSP – Estrutura Conceitual. A) unidade, anualidade, universalidade, não afetação e transparência. B) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e verificabilidade. C) primazia da essência sobre a forma, materialidade e custo benefício. D) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. E) entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência. RESOLUÇÃO: Vamos começar lembrando quais são as características qualitativas listadas na NBC TSP - Estrutura Conceitual: Agora fica fácil saber que a alternativa correta é a letra B). Gabarito: LETRA B Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 45 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 3. (Cespe – TJ/PA – 2020) Relativamente à etapa da receita orçamentária denominada lançamento, é correto afirmar que, uma vez ocorrido o fato gerador, procede-se A) à realização da receita orçamentária em favor da fazenda pública. B) ao registro de uma provisão em contrapartida a uma variação patrimonial diminutiva, por se tratar de prazo ou valor incerto. C) ao registro do crédito tributário em favor da fazenda pública em contrapartida a uma variação patrimonial aumentativa. D) à divulgação de uma nota explicativa até que haja o efetivo ingresso do recurso. E) à baixa do direito a receber anteriormente registrado e a correspondente realização da receita orçamentária. RESOLUÇÃO: Vamos analisar as alternativas: A letra A) está errada, porque considera-se realizada a receita orçamentária quando da arrecadação e não do lançamento. A letra B) está errada, porque quando reconhecido o fato gerador, registra-se uma VPA em contrapartida de registro na conta créditos tributários a receber. A letra C) está certa, justamente porquequando reconhecido o fato gerador, é realizado o registro de uma VPA em contrapartida do registro na conta créditos tributários a receber (1.1.2.1.x.xx.xx). A letra D) e E) estão erradas, porque viajaram totalmente! Gabarito: LETRA C 4. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do setor público (RCPG). Como não é possível identificar todos os custos e benefícios da informação incluída nos RCPG, avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é frequentemente uma questão de julgamento de valor. RESOLUÇÃO: Exatamente conforme dispõe a NBCT Estrutura Conceitual: Custo-benefício Item 3.35 A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los. Avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é, com frequência, uma questão de julgamento de valor, pois não é possível identificar todos os custos e todos os benefícios da informação incluída nos RCPGs. Gabarito: CERTO Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 46 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 5. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do setor público (RCPG). É material a informação cujo valor seja superior a 10% do grupo contábil do qual essa informação faça parte. RESOLUÇÃO: Não! A NBC TSP - Estrutura Conceitual dispõe de forma diversa. Vejamos: Materialidade Item 3.32 A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de prestação de contas e responsabilização (accountability), ou as decisões que os usuários tomam com base nos RCPGs elaborados para aquele exercício. A materialidade depende tanto da natureza quanto do montante do item analisado dentro das particularidades de cada entidade. Os RCPGs podem englobar informação qualitativa e quantitativa acerca do cumprimento da prestação de serviços durante o período de referência e das expectativas sobre a prestação de serviço e o desempenho no futuro. Consequentemente, não é possível especificar um limite quantitativo uniforme no qual determinada informação se torna material. Gabarito: ERRADO 6. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, julgue o item que se segue. Para que uma obrigação presente exista, é essencial conhecer a identidade dos terceiros antes da época da extinção do passivo. RESOLUÇÃO: Na verdade, não é necessário reconhecer a identidade e terceiros para se reconhecer uma obrigação. Segundo o MCASP, obrigação presente é aquela que ocorre por força de lei (obrigação legal ou obrigação legalmente vinculada) ou não (obrigação não legalmente vinculada), a qual não possa ser evitada pela entidade. É a característica essencial para a existência do passivo O item 5.18 da NBC Estrutura Conceitual torna claríssimo essa discussão: 5.18 As obrigações vinculadas podem ser obrigações legais (ou legalmente vinculadas) ou não legalmente vinculadas. As obrigações vinculadas podem originar-se tanto de transações com contraprestação quanto de transações sem contraprestação. A obrigação deve estar relacionada a um terceiro para poder gerar um passivo. A entidade não pode obrigar a si mesma, mesmo quando tenha divulgado publicamente a intenção de se comportar de determinado modo. A identificação de terceiros é uma indicação da existência de obrigação que dá origem a um passivo. Entretanto, não é essencial saber a identidade dos terceiros antes da época da extinção do passivo para que a obrigação presente exista. Gabarito: ERRADO Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 47 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 7. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, julgue o item que se segue. Para que uma entidade do setor público seja capaz de acessar o potencial de serviços associado a um recurso, é necessário que essa entidade obtenha direitos jurídicos sobre ele. RESOLUÇÃO: Na verdade, não se faz necessário que a entidade obtenha direitos jurídicos para acessar o potencial de serviço associado a um recurso. RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos controlado pela entidade como resultado de eventos passados. No entanto, ser “controlado” não quer dizer que a entidade tem a “propriedade” do recurso. Em resumo, ao determinar a existência do recurso/ativo, o direito de propriedade não é essencial. O item 5.12 A da NBC TSP – Estrutura Conceitual, descreve bem esse ponto. 5.12 A A propriedade legal do recurso, tal como terreno ou equipamento, é um dos métodos para se verificar o potencial de serviços ou os benefícios econômicos de um ativo. No entanto, os direitos ao potencial de serviços ou à capacidade de gerar benefícios econômicos podem existir sem que se verifique a propriedade legal do recurso. Por exemplo, os direitos ao potencial de serviços ou à capacidade de gerar benefícios econômicos por meio da manutenção e utilização de item patrimonial arrendado são verificados sem que haja a propriedade legal do próprio item arrendado. Portanto, a propriedade legal do recurso não é uma característica essencial de um ativo. No entanto, a propriedade legal é um indicador de controle Gabarito: ERRADO 8. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, julgue o item que se segue. Para que os objetivos da informação contábil sejam alcançados, pode-se reconhecer, nas demonstrações contábeis, recurso ou obrigação que não satisfaça a definição de elemento definido na estrutura conceitual. RESOLUÇÃO: Sem muitas delongas, o item 5.4 da NBC TSP – Estrutura Conceitual deixa muito claro o porquê de esse item estar certo. Vamos a ele: 5.4 Em algumas circunstâncias, para assegurar que as demonstrações contábeis forneçam informação útil para uma avaliação significativa do desempenho e da situação patrimonial da entidade, o reconhecimento de fenômenos econômicos não capturados pelos elementos definidos neste capítulo pode ser necessário. Consequentemente, a identificação dos elementos neste capítulo não impede as NBCs TSP de exigirem ou permitirem o reconhecimento de recursos ou obrigações que não satisfaçam a definição de elemento identificada neste capítulo (doravante referidos como “outros Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 48 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública recursos” ou “outras obrigações”), quando necessário no sentido de se alcançarem os objetivos da informação contábil. Gabarito: CERTO 9. (FGV – DPE/RJ – 2019) Ao tratar das bases para mensuração de ativos, a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público aborda a lógica de mensuração a valores históricos e valores correntes. A mensuração a valores correntes: A) abrange somente medidas observáveis. B) contempla apenas informações específicas para a entidade. C) é baseada exclusivamente em preços de saída. D) inclui mensuração a valor de mercado e a custo de reposição. E) veda o valor em uso como base de mensuração. RESOLUÇÃO: Pessoal, a EC estabelece em seu Capítulo 7 – Mensuração de Ativos e Passivos nas Demonstrações Contábeis que existem quatro bases de mensuração a valor corrente para os ativos, quais sejam: Vamos também relembrar das bases de mensuração dos ativos de forma geral: Base de mensuração Descrição Entrada ou saída Observávelou não no mercado Específica ou não à entidade Custo histórico Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. Entrada Geralmente observável Específica para a entidade Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. Entrada e saída Observável Não específica para a unidade Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 49 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Valor de mercado (em mercado inativo) Saída Depende da técnica de atribuição de valor Depende da técnica de atribuição de valor Custo de reposição ou substituição Custo mais econômico exigido para a entidade substituir o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório. Entrada Observável Específica para a entidade Preço líquido de venda Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. Saída Observável Específica para a entidade Valor em uso Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes do ativo, caso este continue a ser utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. Saída Não observável Específica para a entidade Agora vamos analisar as alternativas: A alternativa A) está errada, pois dentre as bases de mensuração a valor corrente, tem-se o valor em uso, que não é observável no mercado e o valor de mercado (em mercado inativo), o qual depende da técnica de atribuição de valor para ser uma base de mensuração observável ou não no mercado. A alternativa B) está errada, pois dentre as bases de mensuração a valor corrente, tem-se o valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado), o qual consiste em uma base de mensuração não específica para a unidade e o valor de mercado (em mercado inativo), o qual depende da técnica de atribuição de valor para ser uma base de mensuração específica ou não à entidade. A alternativa C) está errada, pois dentre as bases de mensuração a valor corrente, tem-se o valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado), que é uma base de mensuração baseada em preços de entrada e saída e o custo de reposição ou substituição, que é uma base de mensuração baseada em preços de entrada. A alternativa D) está certa, pois, de fato, o valor de mercado e a custo de reposição incluem-se nas bases de mensuração a valor corrente. A alternativa E) está errada, pois o valor em uso é uma das bases de mensuração a valor corrente. Gabarito: LETRA D 10. (Vunesp – TJ/SP – 2019) São três características qualitativas da informação contábil, conforme o MCASP: A) compreensibilidade, comparabilidade e verificabilidade. B) tempestividade, relevância e verdade. C) relevância, compreensibilidade e custo como base de valor. D) representação fidedigna, prudência e custo como base de valor. E) relevância, representação fidedigna e custo como base de valor. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 50 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública RESOLUÇÃO: Pessoal, vamos relembrar o nosso resumo esquemático sobre características qualitativas da informação contábil: Comparando as alternativas com o esquema acima, constata-se que somente a alternativa A) lista características qualitativas da informação contábil apenas. Para resolver essa questão podemos utilizar o nosso mnemônico para lembrar de todas as características: Re ReFi CoCo T V MAnchou a CU ECA Re - Relevância Re Fi – Representação Fidedigna Co - Compreensibilidade Co - Comparabilidade T - Tempestividade V - Verificabilidade MAnchou – MAterialidade a CU - CUsto-Benefício ECA - Equilíbrio das CAracterísticas Assim, está certa a alternativa A). Gabarito: LETRA A 11. (UFSC – UFSC – 2019) A estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral pelas entidades do setor público estabelece os conceitos que fundamentam a elaboração e a divulgação dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs). Segundo o que prevê a estrutura conceitual, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. I. O conteúdo dos relatórios é previsto pela estrutura conceitual, a qual prescreve a forma padrão dos RCPGs. II. Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras entidades do setor público. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 51 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública III. Alguns usuários da informação contábil podem ter a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios para atender às suas necessidades específicas, mesmo que os relatórios não sejam elaborados para atender especificamente a essas necessidades. IV. Os RCPGs devem ser elaborados com base no regime de competência. V. Os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil não estão relacionados às necessidades de informações dos usuários dos RCPGs. A) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas. B) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas. C) Somente as afirmativas III e V estão corretas. D) Somente as afirmativas I e V estão corretas. E) Somente as afirmativas II, III e V estão corretas. RESOLUÇÃO Vamos analisar as afirmativas. A afirmativa I está errada, pois, segundo a EC: Os requisitos obrigatórios relacionados ao reconhecimento, mensuração e apresentação das transações e outros eventos e atividades evidenciados nos RCPGs são especificados nas demais NBCs TSP, aplicando-se, SUBSIDIARIAMENTE, os conceitos descritos nesta estrutura conceitual. A afirmativa II está certa, pois, conforme a EC: Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras entidades do setor público, aprimorando-a e favorecendo-a. A afirmativa III está certa, mas essa é um pouco complicadinha, pois a EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades dos usuários em geral. Entretanto, existem organizações (as quais não constituem usuários primários dos RCPGs) que possuem a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios contábeis estruturados para atender suas necessidades específicas de informação (agências reguladoras e supervisoras, entidades de auditoria, agências de classificação de risco, comissões do Poder Legislativo, etc). A afirmativa IV está certa, pois é função da EC: Estabelecer os conceitos que fundamentam a elaboração e a divulgação dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs), os quais devem ser elaborados com base no regime de competência. A afirmativa V está errada, pois a EC deixa claro que: A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades dos usuários em geral. Assim, como estão certas as afirmativas II, III e IV, tem-se que está certa a alternativa A). Gabarito: LETRA A Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 52 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 12. (FGV – AL/RO – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, o objetivo principal da maioriadas entidades do setor público é o de A) gerar retorno financeiro. B) ser auto sustentável. C) gerar empregos. D) prestar serviços à sociedade. E) contribuir para o desenvolvimento do país. RESOLUÇÃO Pessoal, ainda na Introdução, a Estrutura Conceitual explica que: O objetivo principal da maioria das entidades do setor público é prestar serviços à sociedade, em vez de obter lucros e gerar retorno financeiro aos investidores, tem-se que os demonstrativos contábeis que fornecem informações sobre situação patrimonial, do desempenho e dos fluxos de caixa permitem apenas uma avaliação parcial da entidade. Assim, está certa a alternativa D). Gabarito: LETRA D 13. (Cespe – TCE/MG – 2018) Uma entidade pública realizou operação de arrendamento mercantil financeiro de um ativo tangível. O gestor contábil interpretou a operação como direito cedido por meio de contrato de licenciamento e contabilizou o fato como ativo intangível. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que indica a característica qualitativa da informação violada pela entidade quando da publicação dos relatórios contábeis. A) compreensibilidade. B) tempestividade. C) imparcialidade. D) relevância. E) representação fidedigna. RESOLUÇÃO: Vamos começar relembrando as características qualitativas da informação contábil por meio do nosso resumo esquemático: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 53 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Pessoa, agora reparem que nesta questão não basta saber as características qualitativas da informação contábil, também é necessário ter noção dos conceitos de cada uma. Vamos analisar as alternativas, mas tenham em mente, desde já, que a entidade contabilizou uma operação relativa a um ativo tangível como se intangível fosse. Ou seja, trata-se de um erro material. A alternativa A) está errada, pois, segundo a EC, compreensibilidade é: A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. Conforme narrado pela questão, trata-se de um erro material, e não de um problema de compreensibilidade por parte dos usuários. A alternativa B) está errada, pois, segundo a EC, tempestividade é: Ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Conforme narrado pela questão, trata-se de um erro material, e não de um problema de tempestividade. A alternativa C) está errada, pois imparcialidade sequer é uma característica qualitativa da informação contábil. A alternativa D) está errada, pois, segundo a EC, as informações financeiras e não financeiras são relevantes se: Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. Conforme narrado pela questão, trata-se de um erro material, e não de um problema de tempestividade. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 54 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública A alternativa E) está certa, pois, segundo a EC, a informação só é útil quando corresponder à representação fidedigna dos fenômenos econômicos e outros que se pretenda representar. Vejamos o conceito de representação fidedigna: A representação fidedigna é alcançada quando a representação do fenômeno é completa, neutra e livre de erro material. A informação que representa fielmente um fenômeno econômico ou outro fenômeno retrata a substância da transação, a qual pode não corresponder, necessariamente, à sua forma jurídica. Opa! Abarca justamente o que a questão narrou, certo? Ou seja, as informações contábeis não estão representadas fidedignamente uma vez que contêm erro material. Assim, está certa a letra E). Gabarito: LETRA E 14. (FCC – MPE/PE – 2018) De acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura Conceituai sobre as características qualitativas da informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público - RCPGs, a A) relevância é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando a representação do fenômeno por uma determinada entidade pública é completa, neutra e livre de erro material tanto quanto possível. B) verificabilidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. C) consistência é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando os mesmos princípios e/ou políticas contábeis são utilizados de período a período por uma determinada entidade pública. D) materialidade é uma característica qualitativa da informação que assegura que a informação contábil- financeira será material se sua omissão puder influenciar o processo de tomada de decisão dos usuários. E) neutralidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que o retrato da realidade econômica contido nos RCPGs é desprovido de viés na seleção da informação contábil- financeira que se propõe a representar. RESOLUÇÃO Pessoal, para responder a essa questão precisamos saber os conceitos das características qualitativas da informação contábil. Entretanto, comecemos relembrando quais são elas por meio do nosso resumo esquemático: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 55 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Note que já podemos descartar as letras C), D) e E), uma vez que elas não constam do esquema acima. A título informativo, a consistência (letra C)) chega a ser citada pela EC, não no patamar de característica qualitativa, mas para fazer uma diferenciação com a comparabilidade. Já a materialidade (letra D)) consiste em uma restrição à informação contábil. Por fim, a neutralidade (letra E)) chega a ser mencionada quando a Estrutura Conceitual está dispondo sobre representação fidedigna. Vamos agora as alternativas restantes (A) e B)). A letra A) está errada, pois, segundo a EC, as informações financeiras e não financeiras são relevantes se: Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. A definição trazida pela letra A) foi a de representação fidedigna. Por fim, a letra B) está certa, pois, segundo a EC, a verificabilidade é: A qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. Gabarito: LETRA B 15. (FGV– MPE/AL – 2018) Assinale a opção que indica os usuários primários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público. A) Os governantes. B) Os órgãos reguladores. C) A população em geral. D) Os investidores e os funcionários. E) Os usuários dos serviços e os provedores de recursos. RESOLUÇÃO Pessoal, o capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil – dispõe que os usuários primários dos RCPGs são os: Logo, a alternativa certa é a letra E). Gabarito: LETRA E Usuários primários dos RCPGs Usuários dosserviços; Provedores de recursos; e Representantes dos dois (membros do Poder Legislativo) Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 56 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 16. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. A estrutura conceitual se aplica não somente aos governos federal, estadual, municipal e distrital, mas, também, às autarquias e às fundações mantidas pelo poder público, aos fundos e consórcios públicos. RESOLUÇÃO Perfeito! A Estrutura Conceitual e as demais NBCs TSP aplicam-se, obrigatoriamente, às entidades do setor público quanto à elaboração e divulgação dos RCPGs. Vamos rever o que vem a ser entidades do setor público. Gabarito: CERTO 17. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. Os RCPGs se prestam a dar publicidade à prestação de contas da aplicação de recursos públicos, mas são desprovidos de poder comprobatório para a responsabilização de gestores. RESOLUÇÃO Errrrou! A Estrutura Conceitual afirma que os RCPGs fornecem informações aos seus usuários para subsidiar os processos decisórios e a prestação de contas e responsabilização (accountability). Obrigatória Entidades do Setor Público: a) Governos nacionais, estaduais, distrital e municipais (Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Tribunais de Contas, Defensorias e Ministério Público); b) órgãos, secretarias, departamentos, agências, autarquias, fundações (instituídas e mantidas pelo poder público); c) fundos, consórcios públicos e outras repartições públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as empresas estatais dependentes). Facultativa ou por determinação de órgão regulador, fiscalizador ou congênere Demais entidades não enquadradas no rol acima, incluídas as estatais independentes. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 57 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Ora, como os RCPGs se prestam a subsidiar responsabilização, por óbvio, são dotados de poder comprobatório! Gabarito: ERRADO 18. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. As características qualitativas são inaplicáveis às informações não financeiras e prospectivas do ente que as divulga. RESOLUÇÃO Opa! Na verdade, a Estrutura Conceitual dispõe que: As características qualitativas se aplicam a todas as informações financeiras e não financeiras apresentadas nos RCPGs, inclusive às informações histórica e prospectiva, além da informação explicativa. Gabarito: ERRADO 19. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. Uma informação será considerada relevante se possuir a capacidade de influenciar a decisão do usuário e se este, de fato, fizer uso dela. RESOLUÇÃO Eita que esse concurso da Abin/2018 gostou de cobrar a Estrutura Conceitual, hein?!? Vamos à questão. Ela trata do conceito de relevância, que é uma característica qualitativa da informação contábil. Vejamos o seu conceito, segundo a Estrutura Conceitual: As informações financeiras e não financeiras são relevantes se forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. Ou seja, a informação pode ser relevante ainda que o usuário não faça uso dela. Portanto, o item está errado! Gabarito: ERRADO 20. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. Constantes dos RCPGs, as informações que podem subsidiar as decisões dos usuários incluem aquelas relativas à situação patrimonial, de desempenho do ente e de seus fluxos de caixa. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 58 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública RESOLUÇÃO Pessoal, vejamos o que a Estrutura Conceitual diz sobre a informação fornecida pelos RCPGs: : Ou seja, situação patrimonial, desempenho e fluxos de caixa são informações que podem subsidiar as decisões dos usuários nos RCPGs. Item certo. Gabarito: CERTO 21. (Consulplan – CFC – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, as características qualitativas da informação incluída nos relatórios contábeis de propósito geral são atributos que tornam a informação útil para os usuários e dão suporte ao cumprimento dos objetivos da informação contábil. Assinale a alternativa correta em relação a uma das características qualitativas da informação. A) A comparabilidade se refere à utilização dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma base de elaboração em diferentes períodos na entidade. B) A tempestividade significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada de decisão. C) A compreensibilidade implica que uma informação complexa e de difícil entendimento para usuários com conhecimento técnico e que conhecem as atividades da entidade deve ser excluída dos relatórios contábeis de propósito geral. D) A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de prestação de contas e responsabilização, ou as decisões que os usuários tomam com base nos relatórios contábeis de propósito geral elaborados para aquele exercício. RESOLUÇÃO Pessoal, note que a questão está exigindo conhecimento das características qualitativas da informação contábil. Logo, nossa estratégia para resolvê-la começa descartando aquelas alternativas que não tratam de características qualitativas, certo? Para tanto, vamos rever nosso resumo esquemático: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 59 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Assim, podemos descartar a alternativa D), que trata de uma restrição à informação contábil. Vamos analisar agora as demais alternativas. A alternativa A) está errada, pois, segundo a EC, comparabilidade significa: A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. A alternativa B) está certa, pois está de acordo com o conceito trazido na EC sobre tempestividade. A alternativa C) está errada, pois, segundo a EC, compreensibilidade é: A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. Logo, a alternativa certa é a letra B). Gabarito: LETRA B 22. (FGV– MPE/AL – 2018) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs) fornecem informações aos seus usuários com o objetivo de A) subsidiar os processos decisórios relativo aos orçamentosdos exercícios subsequentes, a prestação de contas e a responsabilização (accountability). B) verificar o resultado obtido e a prestação de contas e responsabilização (accountability). C) verificar o retorno financeiro e subsidiar os processos decisórios relativos aos orçamentos dos exercícios subsequentes. D) avaliar a idoneidade e a conduta do governo. E) assegurar o interesse público de acordo com os objetivos definidos nas políticas públicas. RESOLUÇÃO Pessoal, o Capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público – da Estrutura Conceitual dispõe que os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil estão relacionados ao fornecimento de informações sobre a entidade do setor público que são úteis aos usuários Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 60 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública dos RCPGs para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Esquematicamente: Desse modo, a única alternativa que se amolda aos objetivos mencionados é a letra A), que é a certa. Gabarito: LETRA A 23. (Fapec – UFMS – 2018) Quanto à Norma Brasileira de Contabilidade – NBC TSP Estrutura Conceitual, é correto afirmar que: “As restrições inerentes à informação contida nos RCPGs (Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público) são a...” A) Materialidade, o custo-benefício e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. B) Relevância, a materialidade e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. C) Comparabilidade, o custo-benefício e a verificabilidade apropriada entre as características qualitativas. D) Tempestividade, a materialidade e a comparabilidade apropriada entre as características qualitativas. E) Relevância, a verificabilidade e a materialidade apropriada entre as características qualitativas. RESOLUÇÃO Pessoal, basta olharmos nosso resumo esquemático de restrições à informação contábil, certo? Vamos vê- lo: Desse modo, fica fácil discernir que a alternativa certa é a letra A). Gabarito: LETRA A 24. (FCC – SEAD/AP – 2018) De acordo com a NBC TSP – Estrutura Conceitual, a característica qualitativa da informação denominada Comparabilidade A) é aplicável a item individual de informação, mas não à relação entre dois ou mais itens de informação ou conjuntos de fenômenos. B) é sinônimo de consistência. C) é sinônimo de uniformidade. D) possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. E) é aprimorada ao fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes. Objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil Prestação de Contas Responsabilização Tomada de Decisão Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 61 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública RESOLUÇÃO Pessoal, aqui não tem jeito a não ser lembrar da definição da comparabilidade segundo a EC. Vamos a ela: A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. Mais do que isso, a Estrutura Conceitual dispõe que: A comparabilidade difere da consistência. A última se refere à utilização dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma base de elaboração, seja de período a período dentro da entidade ou de um único período entre duas ou mais entidades. A comparabilidade é o objetivo, enquanto que a consistência auxilia a atingi-lo. A comparabilidade também difere da uniformidade. Para que a informação seja comparável, coisas semelhantes devem parecer semelhantes e coisas distintas devem parecer distintas. A ênfase demasiada na uniformidade pode reduzir a comparabilidade ao fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes. Desse modo, fica fácil discernir que a alternativa certa é a letra D). Gabarito: LETRA D 25. (Cespe – TCE/PB – 2018) Segundo as normas brasileiras de contabilidade técnicas aplicadas ao setor público (NBC TSP), a estrutura conceitual propõe bases de mensuração para todas as transações ou para os eventos relacionados aos ativos sob o controle das entidades do setor público. Uma dessas bases de mensuração é o denominado valor em uso, que consiste no A) montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. B) custo mais econômico exigido para a entidade substituir, na data do relatório, o potencial de serviços de ativo (incluído o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil). C) montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. D) valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes tanto do ativo, caso este continue a ser utilizado, quanto do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. E) valor para a aquisição ou o desenvolvimento de um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa, ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. RESOLUÇÃO: Pessoal, vamos lembrar da nossa tabela sobre bases de mensuração de ativos: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 62 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Base de mensuração Descrição Entrada ou saída Observável ou não no mercado Específica ou não à entidade Custo histórico Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. Entrada Geralmente observável Específica para a entidade Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. Entrada e saída Observável Não específica para a unidade Valor de mercado (em mercado inativo) Saída Depende da técnica de atribuição de valor Depende da técnica de atribuição de valor Custo de reposição ou substituição Custo mais econômico exigido para a entidade substituir o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório. Entrada Observável Específica para a entidade Preço líquido de venda Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. Saída Observável Específica para a entidade Valor em uso Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes do ativo, caso este continue a ser utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. Saída Não observável Específica para a entidade Ficou fácil de saber que é a alternativa D) que está certa! Mesmo assim, vamos analisar as demais alternativas. A alternativa A) está errada, pois ela caracteriza o valor de mercado. A alternativa B) está errada, pois ela caracteriza o custo de reposição ou substituição. A alternativa C) está errada, pois ela caracteriza o preço líquido de venda. A alternativa E) está errada, pois ela caracteriza o custo histórico. Gabarito: LETRA D 26. (Comperve – UFRN – 2017) No nível de estrutura conceitual, são identificadas diversas bases de mensuração para ativos e passivos das entidades do setor público. Portanto, a estrutura conceitual não propõe uma única base de mensuração,mas fornece orientação na seleção dessas bases para ativos e passivos. São exemplos de bases de mensuração de passivos: A) valor recuperável e valor justo. B) custo de liberação e preço presumido. C) custo corrente e preço de liquidação. D) valor presente líquido e valor de mercado. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 63 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública RESOLUÇÃO Para resolver esta questão, relembremos nosso resumo esquemático de bases de mensuração de ativos passivos: Por meio do esquema acima fica fácil ver que a alternativa B) é a única que elenca apenas exemplos de bases de mensuração de passivos. Logo, a alternativa certa é a letra B). Gabarito: LETRA B 27. (FCC – TST – 2017) Após análise realizada pelo contador de uma entidade pública, concluiu-se que a base de mensuração que reflete de modo mais adequado o valor de um determinado ativo implica a mensuração do bem a valor de saída. Tal base, independente da técnica de atribuição de valor escolhida, fornece um valor não observável em mercado aberto, ativo e organizado. Além disso, a base de mensuração se caracteriza como uma medida específica para tal entidade pública. Assim sendo, de acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura Conceitual − Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, uma possível base de mensuração para o ativo corresponde ao A) custo histórico. B) custo de reposição. C) valor em uso. D) valor de mercado. E) preço líquido de venda. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 64 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública RESOLUÇÃO Pessoal, para resolver esta questão precisamos nos lembrar da nossa tabela de bases de mensuração de ativos: Base de mensuração Descrição Entrada ou saída Observável ou não no mercado Específica ou não à entidade Custo histórico Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. Entrada Geralmente observável Específica para a entidade Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. Entrada e saída Observável Não específica para a unidade Valor de mercado (em mercado inativo) Saída Depende da técnica de atribuição de valor Depende da técnica de atribuição de valor Custo de reposição ou substituição Custo mais econômico exigido para a entidade substituir o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório. Entrada Observável Específica para a entidade Preço líquido de venda Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. Saída Observável Específica para a entidade Valor em uso Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes do ativo, caso este continue a ser utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. Saída Não observável Específica para a entidade Note que na situação narrada no texto da questão é necessária uma base de mensuração a valor de saída, que fornece um valor não observável em mercado aberto, ativo e organizado, independente da técnica de atribuição de valor escolhida. Por ser uma base de mensuração a valor de saída podemos descartar o custo histórico e o custo de reposição ou substituição. Por ser uma base de mensuração que fornece valor não observável podemos descartar o valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) e o preço líquido de venda. Por fim, por fornecer um valor não observável em mercado aberto, ativo e organizado, independente da técnica de atribuição de valor escolhida, podemos descartar o valor de mercado (em mercado inativo). Ou seja, a descrição remete ao valor em uso. Logo, a alternativa certa é a letra C). Gabarito: LETRA C Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 65 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 28. (FCC – DPE/RS – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, os usuários primários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das entidades do setor público são A) as agências de classificação de risco. B) as agências reguladoras e supervisoras. C) as entidades emprestadoras de recursos e de fomento. D) as entidades de auditoria. E) os cidadãos que são usuários dos serviços e provedores de recursos. RESOLUÇÃO Pessoal, o capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil – dispõe que os usuários primários dos RCPGs são os: Logo, a alternativa certa é a letra E). Gabarito: LETRA E 29. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, uma das restrições inerentes à informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público é a A) relevância. B) legalidade. C) materialidade. D) verificabilidade. E) tempestividade. RESOLUÇÃO Pessoal, vamos ver nosso resumo esquemático sobre restrições à informação contábil: Note, portanto, que apenas a letra C) contém uma restrição elencada no resumo esquemático acima. Usuários primários dos RCPGs Usuários dos serviços; Provedores de recursos; e Representantes dos dois (membros do Poder Legislativo) Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 66 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Além disso, as alternativas A), D) e E) contêm características qualitativas da informação contábil, en1quanto que a letra B) não é nem características qualitativas e nem restrição. Gabarito: LETRA C 30. (PUC/PR – TJ/MS – 2017) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades de Setor Público (RCPGs) devem ser elaborados e divulgados, principalmente para atender às necessidades de informações dos seguintes usuários primários: A) gestores de órgãos públicos e usuários em geral. B) autoridades tributárias e responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas. C) usuários que recebem os serviços do governo e gestores de órgãos públicos. D) autoridades tributárias e provedores de recursos e seus representantes. E) usuários que recebem os serviços do governo e provedores de recursos e seus representantes. RESOLUÇÃO Pessoal, o capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil – dispõe que os usuários primários dos RCPGs são os: Logo, a alternativa certa é a letra E). Gabarito: LETRA E 31. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, o Ativo é um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado. Para ser considerado um recurso, um item de um Tribunal Regional do Trabalho deve, necessariamente, A) gerar benefícios econômicos diretamente do próprio recurso e não do seu direito de uso. B) gerar entradas líquidas de caixa. C) ser de propriedade legal da entidade. D) ter a possibilidade de trocar o recurso por outro ativo. E) ter potencial de serviços ou capacidade de gerar benefícios econômicos. RESOLUÇÃO Pessoal, vamos rever a definição de ativo segundo a Estrutura Conceitual: Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Usuários primários dos RCPGs Usuários dos serviços; Provedores de recursos; e Representantes dos dois (membros do Poder Legislativo) Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 67 de 93| www.concursos.com.br ContabilidadePública Note então que, com exceção da alternativa E), que está certa, as demais apresentam características que não constam na definição e no resumo esquemático acima. Gabarito: LETRA E 32. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, são critérios de mensuração do passivo, A) custo histórico e custo de reposição. B) custo de liberação e preço presumido. C) preço líquido de venda e custo de cumprimento da obrigação. D) valor de mercado e valor em uso. E) custo histórico e custo de substituição. RESOLUÇÃO Pessoal, vamos recorrer ao nosso resumo esquemático sobre as bases de mensuração dos ativos e passivos: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 68 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Note que apenas a letra B) contém apenas bases de mensuração de passivos, sendo, portanto, a alternativa certa. Gabarito: LETRA B 33. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, uma base de mensuração que pode ser utilizada tanto para os ativos quanto para os passivos é o A) valor em uso. B) preço presumido. C) valor de mercado. D) preço líquido de venda. E) custo de substituição. RESOLUÇÃO Pessoal, para matar esta questão, basta recorrer ao nosso resumo esquemático sobre as bases de mensuração dos ativos e passivos: Ora, ficou fácil de ver que o custo histórico e o valor de mercado são bases de mensuração que podem ser utilizadas tanto para os ativos quanto para os passivos. No entanto, apenas o valor de mercado está listado nas alternativas da questão. Portanto, a alternativa certa é a letra C). Gabarito: LETRA C Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 69 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 34. (Cespe – TRE/BA – 2017) O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo adequado o custo dos serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade, de forma que seja útil para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. As bases de mensuração podem fornecer valores de entrada e valores de saída. Em se tratando de bases de mensuração de ativos, os valores A) de saída se relacionam à transação na qual a obrigação foi contraída. B) de entrada e de saída diferem, em uma economia diversificada, à medida que as entidades incorrem em custos de transação na aquisição. C) de entrada refletem os benefícios econômicos da venda e também o montante que será obtido com a sua utilização. D) de entrada refletem o montante exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a entidade da obrigação. E) de saída refletem o custo da compra. RESOLUÇÃO Questão um pouco mais complexa que a maioria. Resumidamente, esta questão exige que saibamos os conceitos de valores de entrada e de saída em se tratando de bases de mensuração de ativos. Vamos a esses conceitos então: Valores de entrada e de saída: as bases de mensuração podem fornecer valores de entrada e valores de saída. Para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. O custo histórico e o custo de reposição são valores de entrada. Os valores de saída refletem os benefícios econômicos da venda e também o montante que será obtido com a utilização do ativo. Em economia diversificada, os valores de entrada e saída diferem à medida que as entidades, normalmente: a) adquirem ativos concebidos para suas particularidades operacionais para as quais outros participantes do mercado não estariam dispostos a pagar valor semelhante; e b) incorrem em custos de transação na aquisição. As bases de mensuração para o passivo também podem ser classificadas em termos de valores de entrada ou de saída. Os valores de entrada se relacionam à transação na qual a obrigação é contraída ou ao montante que a entidade aceitaria para assumir um passivo. Os valores de saída refletem o montante exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a entidade da obrigação. Vamos analisar as alternativas. A alternativa A) está errada, pois, para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. A alternativa conceituou os valores de entrada referente às bases de mensuração de passivos. A alternativa B) está certa, pois, conforme a Estrutura Conceitual, em economia diversificada, os valores de entrada e saída diferem à medida que as entidades, normalmente: a) adquirem ativos concebidos para suas particularidades operacionais para as quais outros participantes do mercado não estariam dispostos a pagar valor semelhante; e b) incorrem em custos de transação na aquisição. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 70 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública A alternativa C) está errada, pois são os valores de saída, e não de entrada, que refletem os benefícios econômicos da venda e também o montante que será obtido com a sua utilização. A alternativa D) está errada, pois, para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. A alternativa conceituou os valores de saída referente às bases de mensuração de passivos. A alternativa E) está errada, pois são os valores de entrada, e não de saída, que refletem o custo de compra. Portanto, está certa a letra B). Gabarito: LETRA B 35. (Vunesp – Câmara de Cotia (SP) – 2017) Segundo a estrutura conceitual contábil, as características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira útil são: A) relevância, representação fidedigna, veracidade e tempestividade. B) conversibilidade, comparabilidade, concordância e uniformidade. C) publicidade, equidade, acuracidade e fidedignidade. D) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. E) equidade, comparabilidade, veracidade e materialidade. RESOLUÇÃO Notem como esse assunto se repete quando o assunto é Estrutura Conceitual. Mais uma vez, vamos recorrer ao nosso resumo esquemático sobre características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira: Vamos analisar as alternativas. A alternativa A) está errada, pois inclui indevidamente a veracidade como característica qualitativa de melhoria da informação contábil-financeira. A alternativa B) está errada, pois inclui indevidamente a conversibilidade, a concordância e a uniformidade como características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira. A alternativa C) está errada, pois nenhuma das características mencionadas constituem características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira. A alternativa D) está certa, pois todas as características mencionadas constituem características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira, conforme nosso resumo esquemático acima. A alternativa E) está errada, pois, das características mencionadas, apenas a comparabilidade constitui uma característica qualitativa de melhoria da informação contábil-financeira. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 71 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Portanto, está certa a letra D). Gabarito: LETRA D 36. (PUC/PR – Jucepar/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade - NBC TSP - Estrutura Conceitual de 23/09/2016, um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado é: A) Passivo. B) Receita. C) Despesa. D) Ativo. RESOLUÇÃO Pessoal, vamos rever a definição exata do que vem a ser um recurso: RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Ocorre que o que é capaz de gerar benefícios econômicos nos lembra de... ativo! De fato, vamos à definição de ativo: Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventospassados. Portanto, está certa a letra D). Gabarito: LETRA D 37. (Fundep – CRM/MG – 2017) Com relação ao que consta na Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público (NBC TSP Estrutura Conceitual), considere as afirmativas a seguir. I. A NBC TSP Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCs TSP) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) destinados às entidades do setor público. II. No setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para sua capacidade de gerar fluxos de caixa. III. Em caso de eventual conflito entre essa estrutura conceitual e outras NBCs TSP, prevalecem as disposições específicas vigentes na primeira (estrutura conceitual) em relação às constantes nas outras. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 72 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Conforme essa Norma do Conselho Federal de Contabilidade, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): A) I, apenas. B) I e II, apenas. C) II, apenas. D) I e III, apenas. RESOLUÇÃO Questão interessante sobre a Estrutura Conceitual! Vamos analisar as alternativas. A afirmativa I está certa, pois, logo de início, ainda na sua introdução, a Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais NBCs TSP do destinados às entidades do setor público. A afirmativa II está errada, pois a EC estabelece que, no setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para o potencial de serviços desses ativos e, não, para a sua capacidade de gerar fluxos de caixa. A afirmativa III está errada, pois em caso de eventual conflito entre a Estrutura Conceitual e outras NBCs TSP, prevalecem as disposições específicas vigentes nestas últimas em relação às constantes na primeira. Portanto, está certa a letra A). Gabarito: LETRA A 38. (FCC – Prefeitura/PE – 2019) De acordo com a NBC TSP – Estrutura Conceitual, o termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no contexto dos ativos é o A) custo de cumprimento da obrigação. B) valor de mercado. C) custo de liberação. D) preço presumido. E) custo de reposição. RESOLUÇÃO Pessoal, lembrem-se de que existem duas equivalências entre bases de mensuração dos passivos e dos ativos mencionadas na Estrutura Conceitual. São elas: Atenção !! O custo de liberação é o termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no contexto dos ativos. O preço presumido é o termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. Uma vez que questão se referiu a preço líquido de venda, tem-se que o termo utilizado equivalente no contexto dos passivos é o custo de liberação. Assim a alternativa certa é a letra C). Gabarito: LETRA C Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 73 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Lista de questões 1. (Cespe – MPE/CE – 2020) Julgue o item seguinte, acerca das competências do Sistema de Contabilidade Federal e da composição do patrimônio público. A cada apresentação da informação contábil a situação jurídica deve ser avaliada para determinar se a obrigação deixa de satisfazer a definição de passivo. 2. (CESPE – TJ/PA – 2020) Assinale a opção que apresenta as características qualitativas da informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG), em conformidade com o disposto na NBC TSP – Estrutura Conceitual. A) unidade, anualidade, universalidade, não afetação e transparência. B) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e verificabilidade. C) primazia da essência sobre a forma, materialidade e custo benefício. D) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. E) entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência. 3. (Cespe – TJ/PA – 2020) Relativamente à etapa da receita orçamentária denominada lançamento, é correto afirmar que, uma vez ocorrido o fato gerador, procede-se A) à realização da receita orçamentária em favor da fazenda pública. B) ao registro de uma provisão em contrapartida a uma variação patrimonial diminutiva, por se tratar de prazo ou valor incerto. C) ao registro do crédito tributário em favor da fazenda pública em contrapartida a uma variação patrimonial aumentativa. D) à divulgação de uma nota explicativa até que haja o efetivo ingresso do recurso. E) à baixa do direito a receber anteriormente registrado e a correspondente realização da receita orçamentária. 4. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do setor público (RCPG). Como não é possível identificar todos os custos e benefícios da informação incluída nos RCPG, avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é frequentemente uma questão de julgamento de valor. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 74 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 5. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do setor público (RCPG). É material a informação cujo valor seja superior a 10% do grupo contábil do qual essa informação faça parte. 6. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, julgue o item que se segue. Para que uma obrigação presente exista, é essencial conhecer a identidade dos terceiros antes da época da extinção do passivo. 7. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, julgue o item que se segue. Para que uma entidade do setor público seja capaz de acessar o potencial de serviços associado a um recurso, é necessário que essa entidade obtenha direitos jurídicos sobre ele. 8. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, julgue o item que se segue. Para que os objetivos da informação contábil sejam alcançados, pode-se reconhecer, nas demonstrações contábeis, recurso ou obrigação que não satisfaça a definição de elemento definido na estrutura conceitual. 9. (FGV – DPE/RJ – 2019) Ao tratar das bases para mensuração de ativos, a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público aborda a lógica de mensuração a valores históricos e valores correntes. A mensuração a valores correntes: A) abrange somente medidas observáveis. B) contempla apenas informações específicas para a entidade. C) é baseada exclusivamente em preços de saída. D) inclui mensuração a valor de mercado e a custo de reposição. E) veda o valor em uso como base de mensuração. 10. (Vunesp – TJ/SP – 2019) São três características qualitativas da informação contábil, conforme o MCASP: A) compreensibilidade, comparabilidade e verificabilidade. B) tempestividade, relevância e verdade. C) relevância, compreensibilidade e custo como base de valor. D) representação fidedigna, prudência e custo como base de valor. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 75 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade PúblicaE) relevância, representação fidedigna e custo como base de valor. 11. (UFSC – UFSC – 2019) A estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral pelas entidades do setor público estabelece os conceitos que fundamentam a elaboração e a divulgação dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs). Segundo o que prevê a estrutura conceitual, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. I. O conteúdo dos relatórios é previsto pela estrutura conceitual, a qual prescreve a forma padrão dos RCPGs. II. Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras entidades do setor público. III. Alguns usuários da informação contábil podem ter a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios para atender às suas necessidades específicas, mesmo que os relatórios não sejam elaborados para atender especificamente a essas necessidades. IV. Os RCPGs devem ser elaborados com base no regime de competência. V. Os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil não estão relacionados às necessidades de informações dos usuários dos RCPGs. A) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas. B) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas. C) Somente as afirmativas III e V estão corretas. D) Somente as afirmativas I e V estão corretas. E) Somente as afirmativas II, III e V estão corretas. 12. (FGV – AL/RO – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, o objetivo principal da maioria das entidades do setor público é o de A) gerar retorno financeiro. B) ser auto sustentável. C) gerar empregos. D) prestar serviços à sociedade. E) contribuir para o desenvolvimento do país. 13. (Cespe – TCE/MG – 2018) Uma entidade pública realizou operação de arrendamento mercantil financeiro de um ativo tangível. O gestor contábil interpretou a operação como direito cedido por meio de contrato de licenciamento e contabilizou o fato como ativo intangível. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que indica a característica qualitativa da informação violada pela entidade quando da publicação dos relatórios contábeis. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 76 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública A) compreensibilidade. B) tempestividade. C) imparcialidade. D) relevância. E) representação fidedigna. 14. (FCC – MPE/PE – 2018) De acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura Conceituai sobre as características qualitativas da informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público - RCPGs, a A) relevância é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando a representação do fenômeno por uma determinada entidade pública é completa, neutra e livre de erro material tanto quanto possível. B) verificabilidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. C) consistência é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando os mesmos princípios e/ou políticas contábeis são utilizados de período a período por uma determinada entidade pública. D) materialidade é uma característica qualitativa da informação que assegura que a informação contábil- financeira será material se sua omissão puder influenciar o processo de tomada de decisão dos usuários. E) neutralidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que o retrato da realidade econômica contido nos RCPGs é desprovido de viés na seleção da informação contábil- financeira que se propõe a representar. 15. (FGV– MPE/AL – 2018) Assinale a opção que indica os usuários primários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público. A) Os governantes. B) Os órgãos reguladores. C) A população em geral. D) Os investidores e os funcionários. E) Os usuários dos serviços e os provedores de recursos. 16. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. A estrutura conceitual se aplica não somente aos governos federal, estadual, municipal e distrital, mas, também, às autarquias e às fundações mantidas pelo poder público, aos fundos e consórcios públicos. 17. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 77 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Os RCPGs se prestam a dar publicidade à prestação de contas da aplicação de recursos públicos, mas são desprovidos de poder comprobatório para a responsabilização de gestores. 18. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. As características qualitativas são inaplicáveis às informações não financeiras e prospectivas do ente que as divulga. 19. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. Uma informação será considerada relevante se possuir a capacidade de influenciar a decisão do usuário e se este, de fato, fizer uso dela. 20. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. Constantes dos RCPGs, as informações que podem subsidiar as decisões dos usuários incluem aquelas relativas à situação patrimonial, de desempenho do ente e de seus fluxos de caixa. 21. (Consulplan – CFC – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, as características qualitativas da informação incluída nos relatórios contábeis de propósito geral são atributos que tornam a informação útil para os usuários e dão suporte ao cumprimento dos objetivos da informação contábil. Assinale a alternativa correta em relação a uma das características qualitativas da informação. A) A comparabilidade se refere à utilização dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma base de elaboração em diferentes períodos na entidade. B) A tempestividade significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada de decisão. C) A compreensibilidade implica que uma informação complexa e de difícil entendimento para usuários com conhecimento técnico e que conhecem as atividades da entidade deve ser excluída dos relatórios contábeis de propósito geral. D) A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de prestação de contas e responsabilização, ou as decisões que os usuários tomam com base nos relatórios contábeis de propósito geral elaborados para aquele exercício. 22. (FGV– MPE/AL – 2018) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs) fornecem informações aos seus usuários com o objetivo de A) subsidiar os processos decisórios relativo aos orçamentos dos exercícios subsequentes, a prestação de contas e a responsabilização (accountability). B) verificar o resultado obtido e a prestação de contas e responsabilização (accountability).Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 78 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública C) verificar o retorno financeiro e subsidiar os processos decisórios relativos aos orçamentos dos exercícios subsequentes. D) avaliar a idoneidade e a conduta do governo. E) assegurar o interesse público de acordo com os objetivos definidos nas políticas públicas. 23. (Fapec – UFMS – 2018) Quanto à Norma Brasileira de Contabilidade – NBC TSP Estrutura Conceitual, é correto afirmar que: “As restrições inerentes à informação contida nos RCPGs (Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público) são a...” A) Materialidade, o custo-benefício e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. B) Relevância, a materialidade e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. C) Comparabilidade, o custo-benefício e a verificabilidade apropriada entre as características qualitativas. D) Tempestividade, a materialidade e a comparabilidade apropriada entre as características qualitativas. E) Relevância, a verificabilidade e a materialidade apropriada entre as características qualitativas. 24. (FCC – SEAD/AP – 2018) De acordo com a NBC TSP – Estrutura Conceitual, a característica qualitativa da informação denominada Comparabilidade A) é aplicável a item individual de informação, mas não à relação entre dois ou mais itens de informação ou conjuntos de fenômenos. B) é sinônimo de consistência. C) é sinônimo de uniformidade. D) possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. E) é aprimorada ao fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes. 25. (Cespe – TCE/PB – 2018) Segundo as normas brasileiras de contabilidade técnicas aplicadas ao setor público (NBC TSP), a estrutura conceitual propõe bases de mensuração para todas as transações ou para os eventos relacionados aos ativos sob o controle das entidades do setor público. Uma dessas bases de mensuração é o denominado valor em uso, que consiste no A) montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. B) custo mais econômico exigido para a entidade substituir, na data do relatório, o potencial de serviços de ativo (incluído o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil). C) montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. D) valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes tanto do ativo, caso este continue a ser utilizado, quanto do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. E) valor para a aquisição ou o desenvolvimento de um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa, ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 79 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 26. (Comperve – UFRN – 2017) No nível de estrutura conceitual, são identificadas diversas bases de mensuração para ativos e passivos das entidades do setor público. Portanto, a estrutura conceitual não propõe uma única base de mensuração, mas fornece orientação na seleção dessas bases para ativos e passivos. São exemplos de bases de mensuração de passivos: A) valor recuperável e valor justo. B) custo de liberação e preço presumido. C) custo corrente e preço de liquidação. D) valor presente líquido e valor de mercado. 27. (FCC – TST – 2017) Após análise realizada pelo contador de uma entidade pública, concluiu-se que a base de mensuração que reflete de modo mais adequado o valor de um determinado ativo implica a mensuração do bem a valor de saída. Tal base, independente da técnica de atribuição de valor escolhida, fornece um valor não observável em mercado aberto, ativo e organizado. Além disso, a base de mensuração se caracteriza como uma medida específica para tal entidade pública. Assim sendo, de acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura Conceitual − Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, uma possível base de mensuração para o ativo corresponde ao A) custo histórico. B) custo de reposição. C) valor em uso. D) valor de mercado. E) preço líquido de venda. 28. (FCC – DPE/RS – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, os usuários primários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das entidades do setor público são A) as agências de classificação de risco. B) as agências reguladoras e supervisoras. C) as entidades emprestadoras de recursos e de fomento. D) as entidades de auditoria. E) os cidadãos que são usuários dos serviços e provedores de recursos. 29. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, uma das restrições inerentes à informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público é a A) relevância. B) legalidade. C) materialidade. D) verificabilidade. E) tempestividade. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 80 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública 30. (PUC/PR – TJ/MS – 2017) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades de Setor Público (RCPGs) devem ser elaborados e divulgados, principalmente para atender às necessidades de informações dos seguintes usuários primários: A) gestores de órgãos públicos e usuários em geral. B) autoridades tributárias e responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas. C) usuários que recebem os serviços do governo e gestores de órgãos públicos. D) autoridades tributárias e provedores de recursos e seus representantes. E) usuários que recebem os serviços do governo e provedores de recursos e seus representantes. 31. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, o Ativo é um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado. Para ser considerado um recurso, um item de um Tribunal Regional do Trabalho deve, necessariamente, A) gerar benefícios econômicos diretamente do próprio recurso e não do seu direito de uso. B) gerar entradas líquidas de caixa. C) ser de propriedade legal da entidade. D) ter a possibilidade de trocar o recurso por outro ativo. E) ter potencial de serviços ou capacidade de gerar benefícios econômicos. 32. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, são critérios de mensuração do passivo, A) custo histórico e custo de reposição. B) custo de liberação e preço presumido. C) preço líquido de venda e custo de cumprimento da obrigação. D) valor de mercado e valor em uso. E) custo histórico e custo de substituição. 33. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, uma base de mensuração que pode ser utilizada tanto para os ativos quanto para os passivos é o A) valor em uso. B) preço presumido. C) valor de mercado. D) preço líquido de venda. E) custo de substituição. 34. (Cespe – TRE/BA – 2017) O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo adequado o custo dos serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade, de forma que seja útil para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. As bases de mensuração podem fornecer valores de entrada e valores de saída. Em se tratando de bases de mensuração de ativos, os valores Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 81 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública A) de saída se relacionam à transaçãona qual a obrigação foi contraída. B) de entrada e de saída diferem, em uma economia diversificada, à medida que as entidades incorrem em custos de transação na aquisição. C) de entrada refletem os benefícios econômicos da venda e também o montante que será obtido com a sua utilização. D) de entrada refletem o montante exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a entidade da obrigação. E) de saída refletem o custo da compra. 35. (Vunesp – Câmara de Cotia (SP) – 2017) Segundo a estrutura conceitual contábil, as características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira útil são: A) relevância, representação fidedigna, veracidade e tempestividade. B) conversibilidade, comparabilidade, concordância e uniformidade. C) publicidade, equidade, acuracidade e fidedignidade. D) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. E) equidade, comparabilidade, veracidade e materialidade. 36. (PUC/PR – Jucepar/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade - NBC TSP - Estrutura Conceitual de 23/09/2016, um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado é: A) Passivo. B) Receita. C) Despesa. D) Ativo. 37. (Fundep – CRM/MG – 2017) Com relação ao que consta na Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público (NBC TSP Estrutura Conceitual), considere as afirmativas a seguir. I. A NBC TSP Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCs TSP) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) destinados às entidades do setor público. II. No setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para sua capacidade de gerar fluxos de caixa. III. Em caso de eventual conflito entre essa estrutura conceitual e outras NBCs TSP, prevalecem as disposições específicas vigentes na primeira (estrutura conceitual) em relação às constantes nas outras. Conforme essa Norma do Conselho Federal de Contabilidade, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): A) I, apenas. B) I e II, apenas. C) II, apenas. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 82 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública D) I e III, apenas. 38. (Cespe – TCE/PB – 2018) Segundo as normas brasileiras de contabilidade técnicas aplicadas ao setor público (NBC TSP), a estrutura conceitual propõe bases de mensuração para todas as transações ou para os eventos relacionados aos ativos sob o controle das entidades do setor público. Uma dessas bases de mensuração é o denominado valor em uso, que consiste no A) montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. B) custo mais econômico exigido para a entidade substituir, na data do relatório, o potencial de serviços de ativo (incluído o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil). C) montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. D) valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes tanto do ativo, caso este continue a ser utilizado, quanto do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. E) valor para a aquisição ou o desenvolvimento de um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa, ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 83 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Gabarito 1. Certo 2. Letra B 3. Letra C 4. Certo 5. Errado 6. Errado 7. Errado 8. Certo 9. Letra D 10. Letra A 11. Letra A 12. Letra D 13. Letra E 14. Letra B 15. Letra E 16. Certo 17. Errado 18. Errado 19. Errado 20. Certo 21. Letra B 22. Letra A 23. Letra A 24. Letra D 25. Letra D 26. Letra B 27. Letra C 28. Letra E 29. Letra C 30. Letra E 31. Letra E 32. Letra B 33. Letra C 34. Letra B 35. Letra D 36. Letra D 37. Letra A 38. Letra C Reflexão FOCO é imprescindível para nos levar para onde queremos ir. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 84 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública RESUMO DIRECIONADO Estrutura Conceitual No entanto, o objetivo das demonstrações contábeis das entidades do setor público é o fornecimento de informações úteis sobre a entidade que reporta a informação, voltadas para os usuários dos RCPGs para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. Capítulo 1 – Função, Autoridade e Alcance da Estrutura Conceitual Função da Estrutura conceitual: Estabelecer os conceitos que fundamentam a elaboração e a divulgação dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs), os quais devem ser elaborados com base no regime de competência. Os requisitos obrigatórios relacionados ao reconhecimento, mensuração e apresentação das transações e outros eventos e atividades evidenciados nos RCPGs são especificados nas demais NBCs TSP, aplicando-se, SUBSIDIARIAMENTE, os conceitos descritos nesta estrutura conceitual. Atenção!! As NBCs TSP devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual em caso de eventual conflito. Os Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público – RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras entidades do setor público, aprimorando-a e favorecendo-a. Os RCPGs são relatórios contábeis elaborados para atender às necessidades dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender a finalidades ou necessidades específicas de determinados grupos de usuários. Atenção!! A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades dos usuários em geral. Estrutura Conceitual Orienta a elaboração e divulgação de Relatórios de Propósito Geral das entidades do Setor Público (RCPGs) Estrutura Conceitual Estabelece conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais NBCs TSP. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 85 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública A Estrutura Conceitual e as demais NBCs TSP aplicam-se, obrigatoriamente, às entidades do setor público quanto à elaboração e divulgação dos RCPGs. Vamos ver nosso esquemático: Capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público Os RCPGs podem também fornecer informações úteis para outros indivíduos ou entidades para propósitos distintos que são elencados na própria Estrutura Conceitual. São eles: Obrigatória Entidades do Setor Público: a) Governos nacionais, estaduais, distrital e municipais (Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Tribunais de Contas, Defensorias e Ministério Público); b) órgãos, secretarias, departamentos, agências, autarquias, fundações (instituídas e mantidas pelo poder público); c) fundos, consórcios públicos e outras repartições públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as empresas estatais dependentes). Facultativa ou por determinação de órgão regulador, fiscalizador ou congênere Demais entidades não enquadradas no rol acima, incluídas as estatais independentes. Objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil Prestação de Contas Responsabilização Tomada de Decisão Usuários primários dos RCPGs Usuários dos serviços; Provedores de recursos; e Representantes dos dois(membros do Poder Legislativo) Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 86 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública a) os responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas; b) os analistas; e c) a mídia; d) os consultores financeiros; e) os grupos de interesse público ou privado. Atenção!! A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades dos usuários em geral. Existem organizações que possuem a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios contábeis estruturados para atender suas necessidades específicas de informação (agências reguladoras e supervisoras, entidades de auditoria, agências de classificação de risco, comissões do Poder Legislativo, etc), sendo que eles também podem se servir das informações que estão nos RCPGs ➔ entretanto, eles não são usuários primários dos RCPGs. Capítulo 3 – Características Qualitativas As características qualitativas da informação incluída nos RCPGs são as seguintes: As informações financeiras e não financeiras são relevantes se: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 87 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. A informação só é útil quando: Corresponder à representação fidedigna dos fenômenos econômicos e outros que se pretenda representar. A representação fidedigna é alcançada quando a representação do fenômeno é completa, neutra e livre de erro material. A informação que representa fielmente um fenômeno econômico ou outro fenômeno retrata a substância da transação, a qual pode não corresponder, necessariamente, à sua forma jurídica. Segundo a EC, a compreensibilidade é: A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. Sobre tempestividade, a EC dispõe que: Essa característica qualitativa significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. Segundo a EC, comparabilidade é: A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. A última característica qualitativa é a verificabilidade, que é definida pela EC como sendo: A qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. A suportabilidade, ou seja, a qualidade referente àquilo que dá suporte a algo, algumas vezes é utilizada para descrever esta qualidade, quando aplicada em relação à informação explicativa e à informação quantitativa financeira e não financeira prospectiva divulgada nos RCPGs. Por sua vez, as restrições inerentes à informação contida nos RCPGs são: Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 88 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Segundo a EC, a informação é material se: A sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de prestação de contas e responsabilização (accountability), ou as decisões que os usuários tomam com base nos RCPGs elaborados para aquele exercício. A materialidade depende tanto da natureza quanto do montante do item analisado dentro das particularidades de cada entidade. Sobre custo-benefício, a EC dispõe que: A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los. Avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é, com frequência, uma questão de julgamento de valor, pois não é possível identificar todos os custos e todos os benefícios da informação incluída nos RCPGs. Por fim, segundo a Estrutura Conceitual: As características qualitativas funcionam, conjuntamente, para contribuir com a utilidade da informação. Por exemplo, nem a descrição que represente fielmente um fenômeno irrelevante, nem a descrição que represente de modo não fidedigno um fenômeno relevante resultam em informação útil. Do mesmo modo, para ser relevante, a informação precisar ser tempestiva e compreensível. Capítulo 4 – Entidade que reporta a informação contábil Segundo a EC, as características-chave de entidade do setor público que reporta a informação contábil são: a) ser uma entidade que capta recursos da sociedade ou em nome desta e/ou utiliza recursos para realizar atividades em benefício dela; e b) existir usuários de serviços ou provedores de recursos (usuários primários dos RCPGs) dependentes de informações contidas nos RCPGs para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Atenção !! A elaboração dos RCPGs não é um processo sem custos. Portanto, se a imposição de requisitos para a informação contábil pressupõe que estas devam ser eficientes e eficazes, é importante que seja exigido que os RCPGs sejam elaborados somente pelas entidades do setor público para as quais existam usuários. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 89 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Capítulo 5 – Elementos das Demonstrações Contábeis Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventos passados. RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Passivo é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja extinção deva resultar na saída de recursos da entidade. A situação patrimonial líquida é a diferença entre os ativos e os passivos após a inclusão de outros recursos e a dedução de outras obrigações, reconhecida na demonstração que evidencia a situação patrimonial como patrimônio líquido. A situação patrimonial líquida pode ser um montante residual positivo ou negativo. Receita corresponde a aumentos na situação patrimonial líquida da entidade não oriundos de contribuições dos proprietários. Despesa corresponde a diminuições na situação patrimonial líquida da entidade não oriundas de distribuições aos proprietários. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 90 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Contribuição dos proprietários corresponde a entrada de recursos para a entidade a título de contribuição de partes externas, que estabelece ou aumenta a participação delas no patrimônio líquido da entidade. Distribuição aos proprietários corresponde a saída de recursos da entidade a título de distribuição a partes externas, que representa retorno sobre a participação ou a redução dessa participação no patrimônio líquido da entidade. Capítulo 6 – Reconhecimento de Demonstrações Contábeis O reconhecimento é definido pela EC da seguinte forma: O reconhecimento é o processo de incorporar e de incluir um item, expresso em valoresa serem demonstrados no corpo da demonstração contábil apropriada, que satisfaça a definição de elemento e possa ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. Segundo a EC, o item deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis quando: a) satisfizer a definição de elemento; e b) puder ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. Atenção !! O reconhecimento envolve a avaliação da incerteza relacionada à existência e à mensuração do elemento. As condições que dão origem à incerteza, se existirem, podem mudar. Portanto, é importante que a incerteza seja avaliada em cada data de divulgação do relatório. Atenção !! Para se reconhecer um item nas demonstrações contábeis, é necessário atribuir um valor monetário a ele. A EC define desreconhecimento como sendo: O processo de avaliar se ocorreram mudanças, desde a data do relatório anterior, que justifiquem a remoção de elemento que tenha sido previamente reconhecido nas demonstrações contábeis, bem como remover esse item se tais mudanças ocorrerem. Ao se avaliar a incerteza sobre a existência do elemento, os mesmos critérios devem ser utilizados para o desreconhecimento, tais como aqueles utilizados no reconhecimento inicial. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 91 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Capítulo 7 – Mensuração de Ativos e Passivos nas Demonstrações Contábeis O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo mais adequado o custo dos serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade de forma que seja útil para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Segundo a EC, essa seleção da base de mensuração para ativos e passivos contribui para satisfazer aos objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil pelas entidades do setor público ao fornecer informação que possibilita os usuários avaliarem: a) o custo dos serviços prestados no período, em termos históricos ou atuais; b) a capacidade operacional – a capacidade da entidade em dar suporte à prestação de serviços no futuro por meio de recursos físicos e outros; e c) a capacidade financeira – a capacidade da entidade em financiar as suas próprias atividades. A seguir, as bases de mensuração de ativos: Base de mensuração Descrição Entrada ou saída Observável ou não no mercado Específica ou não à entidade Custo histórico Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. Entrada Geralmente observável Específica para a entidade Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. Entrada e saída Observável Não específica para a unidade Valor de mercado (em mercado inativo) Saída Depende da técnica de atribuição de valor Depende da técnica de atribuição de valor Custo de reposição ou substituição Custo mais econômico exigido para a entidade substituir o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório. Entrada Observável Específica para a entidade Preço líquido de venda Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. Saída Observável Específica para a entidade Valor em uso Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos remanescentes do ativo, caso este continue a ser utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. Saída Não observável Específica para a entidade Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 92 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Agora, as bases de mensuração de passivos: Base de mensuração Descrição Entrada ou saída Observável ou não no mercado Específica ou não à entidade Custo histórico Importância recebida para se assumir uma obrigação, a qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa, ou ao valor de outra importância recebida à época na qual a entidade incorreu no passivo. Entrada Geralmente observável Específica para a entidade Custo de cumprimento da obrigação Custos nos quais a entidade incorre no cumprimento das obrigações representadas pelo passivo, assumindo que o faz da maneira menos onerosa. Entrada* Saída** Não observável Específica para a entidade Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) Montante pelo qual um passivo pode ser liquidado entre partes cientes e interessadas em transação sob condições normais de mercado. Entrada e saída Observável Não específica para a unidade Valor de mercado (em mercado inativo) Saída Depende da técnica de atribuição de valor Depende da técnica de atribuição de valor Custo de liberação Montante que corresponde à baixa imediata da obrigação. Montante que o credor aceita no cumprimento da sua demanda, ou que terceiros cobrariam para aceitar a transferência do passivo do devedor. Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no contexto dos ativos. Saída Observável Específica para a entidade Preço presumido Montante que a entidade racionalmente aceitaria na troca pela assunção do passivo existente. Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. Entrada Observável Específica para a entidade *Segundo o MCASP e ** Segundo a NBC TSP – Estrutura Conceitual Atenção !! O custo de liberação é o termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no contexto dos ativos. O preço presumido é o termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. Profs. Indio Artiaga do Brasil e Marcel Guimarães Aula 18 93 de 93| www.concursos.com.br Contabilidade Pública Capítulo 8 – Apresentação de Informação no Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público A apresentação corresponde à seleção, à localização e à organização da informação que é evidenciada nos RCPGs. Além disso, tem-se que a apresentação visa fornecer informação que contribua com os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e alcança as características qualitativas, enquanto considera as restrições na informação incluída nos RCPGs. As decisões sobre a seleção, a localização e a organização da informação são tomadas em resposta às necessidades dos usuários pela informação sobre os fenômenos econômicos, financeiros e de outra natureza.