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Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
 Aula 18 
 
1 de 93| www.concursos.com.br 
Contabilidade Pública 
 
Aula 18 
Contabilidade Pública para Auditor do TCE/SC 
Profs. Indio Artiaga do Brasil e 
Marcel Guimarães 
2021 
 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
 Aula 18 
 
2 de 93| www.concursos.com.br 
Contabilidade Pública 
Sumário 
ESTRUTURA CONCEITUAL ........................................................................................................................ 3 
INTRODUÇÃO......................................................................................................................................................... 3 
CAPÍTULO 1 – FUNÇÃO, AUTORIDADE E ALCANCE DA ESTRUTURA CONCEITUAL ............................................................... 7 
CAPÍTULO 2 – OBJETIVOS E USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL DE PROPÓSITO GERAL DAS ENTIDADES DO SETOR PÚBLICO
 ................................................................................................................................................................................... 10 
CAPÍTULO 3 – CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS........................................................................................................ 16 
CAPÍTULO 4 – ENTIDADE QUE REPORTA A INFORMAÇÃO CONTÁBIL ............................................................................... 25 
CAPÍTULO 5 – ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.................................................................................... 26 
CAPÍTULO 6 – RECONHECIMENTO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ............................................................................ 30 
CAPÍTULO 7 – MENSURAÇÃO DE ATIVOS E PASSIVOS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ................................................ 32 
CAPÍTULO 8 – APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÃO NO RELATÓRIO CONTÁBIL DE PROPÓSITO GERAL DAS ENTIDADES DO SETOR 
PÚBLICO ....................................................................................................................................................................... 38 
QUESTÕES COMENTADAS ...................................................................................................................... 44 
LISTA DE QUESTÕES............................................................................................................................... 73 
GABARITO .............................................................................................................................................. 83 
REFLEXÃO .............................................................................................................................................. 83 
RESUMO DIRECIONADO .........................................................................................................................84 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
 Aula 18 
 
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Contabilidade Pública 
Aula 18 – NBC TSP Estrutura Conceitual 
 Fala, pessoal! Tudo bem? 
 Nesta aula, veremos a NBC TSP – Estrutura Conceitual, que estabelece os conceitos que devem ser aplicados 
no desenvolvimento das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. 
 Assim como os demais assuntos dessa reta final, o assunto desta aula é bastante conceitual, porém, é útil 
para entendermos o processo de convergência que a Contabilidade Aplicada ao Setor Público vem passando ao 
longo dos últimos anos, o que a está aproximando da contabilidade empresarial e internacional. 
 Está acabando! Vamos lá! 
Estrutura Conceitual 
A NBC TSP – Estrutura Conceitual é dividida em um prefácio e mais 08 (oito) capítulos, sendo que alguns dos 
conceitos que exporemos aqui já foram estudados em outras aulas. Entretanto, para deixar esse assunto o mais 
completo possível, veremos tais assuntos novamente, quando for cabível, com um maior grau de detalhamento. 
Introdução 
Logo de início, a Estrutura Conceitual – EC deixa claro que orienta a elaboração e divulgação de informação 
contábil de propósito geral pelas Entidades do Setor Público estabelecendo conceitos que devem ser aplicados 
no desenvolvimento das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCs TSP). Ou 
seja, esses conceitos dados pela EC funcionam como diretrizes das NBCs TSP. 
Além disso, esses conceitos também se aplicam na elaboração e divulgação dos Relatórios de Propósito 
Geral das entidades do Setor Público (RCPGs), que constituem um produto fundamental no âmbito da EC. 
Esquematicamente: 
 
 
A Estrutura Conceitual explica que: 
Estrutura Conceitual
Orienta a elaboração e divulgação 
de Relatórios de Propósito Geral das 
entidades do Setor Público (RCPGs)
Estrutura Conceitual
Estabelece conceitos que devem ser 
aplicados no desenvolvimento das 
demais NBCs TSP.
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
 Aula 18 
 
4 de 93| www.concursos.com.br 
Contabilidade Pública 
 O objetivo principal da maioria das entidades do setor público é prestar serviços à sociedade, em vez 
de obter lucros e gerar retorno financeiro aos investidores, tem-se que os demonstrativos contábeis que 
fornecem informações sobre situação patrimonial, do desempenho e dos fluxos de caixa permitem apenas 
uma avaliação parcial da entidade. 
Daí vem a necessidade dos RCPGs, que fornecem informações aos seus usuários para subsidiar os processos 
decisórios e a prestação de contas e responsabilização (accountability). Portanto, os usuários dos RCPGs das 
entidades do setor público precisam de informações para subsidiar as avaliações de algumas questões, tais como: 
a) se a entidade prestou seus serviços à sociedade de maneira eficiente e eficaz; 
b) quais são os recursos atualmente disponíveis para gastos futuros, e até que ponto há restrições ou 
condições para a utilização desses recursos; 
c) a extensão na qual a carga tributária, que recai sobre os contribuintes em períodos futuros para pagar 
por serviços correntes, tem mudado; e 
d) se a capacidade da entidade para prestar serviços melhorou ou piorou em comparação com exercícios 
anteriores. 
A EC parte do pressuposto de que, embora as metodologias e métodos de funcionamento do setor público 
estejam passíveis de mudança, em geral, a governança do setor público envolve uma prestação de contas do Poder 
Executivo para o Poder Legislativo. Daí, ela passa a explicar características do setor público selecionadas para 
serem incluídas no desenvolvimento desta estrutura conceitual. Vamos a elas. 
Volume e significância das transações sem contraprestação 
A EC explica que as transações sem contraprestação, ou seja, aquelas em que a entidade recebe o valor da 
outra parte sem dar diretamente em troca valor aproximadamente igual, são comuns no setor público. A natureza 
das transações sem contraprestação pode impactar a forma pela qual elas são reconhecidas, mensuradas e 
evidenciadas, no sentido de dar suporte às avaliações por parte dos usuários dos serviços e dos provedores de 
recursos. 
A tributação é uma transação que ocorre por força de lei e, portanto, uma transação sem contraprestação 
entre entidades (ou indivíduos) e o governo. Os governos e outras entidades do setor público são 
responsabilizáveis perante os provedores de recursos, especialmente àqueles que proveem esses recursos por 
meio do pagamento de obrigações tributárias e de outras obrigações da mesma natureza. 
Importância do orçamento público 
O governo e outras entidades do setor público elaboram instrumentos de planejamento chamados 
orçamentos. Para tanto, há todo um arcabouço de normas que definem como isso deve ser feito, aprovado, 
disponibilizado à sociedade, executado e avaliado. 
Devido à importância do orçamento público aprovado, as informações que possibilitam aos usuários 
compararem a execução orçamentária com o orçamento previsto facilitam a análise quanto ao desempenho das 
entidadesdo setor público. Tais informações instrumentalizam a prestação de contas e a responsabilização 
(accountability) e fornecem subsídios para o processo decisório relativo aos orçamentos dos exercícios 
subsequentes. A elaboração de demonstrativo que apresenta e compara a execução do orçamento com o 
orçamento previsto é o mecanismo normalmente utilizado para demonstrar a conformidade com os requisitos 
legais relativos às finanças públicas. Isso será discutido posteriormente nesta aula. 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
 Aula 18 
 
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Contabilidade Pública 
Natureza dos programas e longevidade do setor público 
Conforme a EC, diversos programas do setor público são de longo prazo, e a capacidade para cumprir os 
compromissos depende dos tributos e das contribuições a serem arrecadados no futuro. Muitos compromissos 
decorrentes dos programas do setor público e as prerrogativas para cobrar e arrecadar tributos futuros não se 
encaixam nas definições de ativo e passivo apresentados no Capítulo 5, intitulado Elementos das Demonstrações 
Contábeis. Portanto, os compromissos e as prerrogativas com essa característica não são reconhecidos nas 
demonstrações contábeis. 
Consequentemente, as demonstrações que evidenciam a situação patrimonial e o desempenho não 
fornecem todas as informações que os usuários precisam conhecer a respeito dos programas de longo prazo. 
Assim, os RCPGs, ao conterem informações financeiras prospectivas acerca da sustentabilidade em longo prazo 
das finanças e de programas essenciais da entidade do setor público, são documentos necessários para fins de 
prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
Embora o controle político possa mudar periodicamente, os estados soberanos, geralmente, têm existências 
muito longas. Muito da existência de um ente se relaciona com a saúde financeira dele frente às suas dívidas no 
decorrer de sua existência, que, como vimos, tende a ser longa. Assim, a continuidade das entidades do setor 
público (going concern principle) fundamenta a elaboração das demonstrações contábeis. 
Natureza e propósito dos ativos e passivos no setor público 
Segundo a EC, no setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é 
voltada para o potencial de serviços desses ativos e, não, para a sua capacidade de gerar fluxos de caixa. 
Governos e outras entidades do setor público podem manter itens que contribuam para o legado cultural e 
histórico da nação ou da região, como, por exemplo, obras de arte, prédios históricos e outros artefatos. Os entes 
públicos também podem ser responsáveis por parques nacionais e outras áreas naturais relevantes com fauna e 
flora nativas, sendo responsáveis pela sua preservação e manutenção para gerações atuais e futuras. Ou seja, a 
ideia não é a sua venda, ainda que haja mercado para eles. 
Governos frequentemente exercem poderes sobre recursos naturais e outros recursos, como reservas 
minerais, água, áreas de pesca, florestas e o espectro eletromagnético (bandas de frequência de transmissões de 
telecomunicações). Esses poderes conferem aos governos a prerrogativa de concessão de licenças, a obtenção de 
royalties ou a arrecadação de tributos pela utilização desses recursos. 
Governos e outras entidades do setor público incorrem em passivos relacionados aos seus objetivos de 
prestação de serviços. Muitos passivos são oriundos de transações sem contraprestação e isso inclui aqueles 
relacionados a programas direcionados ao fornecimento de benefícios sociais. Os passivos também podem ser 
oriundos do papel governamental de credor em última instância de entidades com problemas financeiros, e 
podem ser oriundos de quaisquer obrigações de transferência de recursos para afetados por desastres. 
Papel regulador das entidades do setor público 
Conforme ensina a EC, muitos governos e outras entidades do setor público possuem poder de regulação de 
entidades que operam em determinados setores da economia, de forma direta ou por meio de agências 
reguladoras. A principal razão da regulação é assegurar o interesse público de acordo com objetivos definidos 
nas políticas públicas. Por óbvio, essas atividades regulatórias são conduzidas de acordo com o estabelecido na 
legislação. 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
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 Aula 18 
 
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Contabilidade Pública 
Governos podem também se autorregularem e regularem outras entidades do setor público. Pode ser 
necessário um julgamento para determinar se a regulação cria direitos ou obrigações para as entidades do setor 
público, os quais irão requerer o reconhecimento de ativos e passivos, ou se a prerrogativa de modificar essa 
regulação exerce impacto na forma que tais direitos e obrigações são contabilizados. 
Relacionamento com as estatísticas de finanças públicas (EFP) 
A EC considera que muitos governos produzem dois tipos de informações financeiras baseadas em 
observação: 
a) Estatísticas de Finanças Públicas – EFP do Setor Governo Geral – SGG, com o propósito de permitir 
a análise macroeconômica e a tomada de decisão; 
b) Demonstrações Contábeis de Propósito Geral (Demonstrações Contábeis) para a prestação de 
contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão ao nível da entidade, incluindo as 
demonstrações contábeis consolidadas do governo. 
Os objetivos das informações contábeis e das estatísticas de finanças públicas são distintos e podem 
ocasionar interpretações diferentes para o mesmo fenômeno, mas deve-se buscar, sempre que possível, o 
alinhamento entre essas informações. 
As demonstrações contábeis e os relatórios de EFP têm muito em comum. Ambas as estruturas de 
relatórios estão voltadas para: 
a) informação contábil baseada no regime de competência; 
b) ativos, passivos, receitas e despesas governamentais; e 
c) informações abrangentes sobre os fluxos de caixa. 
Há uma considerável sobreposição entre as duas estruturas de relatórios que sustentam essas informações. 
No entanto, o objetivo das demonstrações contábeis das entidades do setor público é o fornecimento de 
informações úteis sobre a entidade que reporta a informação, voltadas para os usuários dos RCPGs para fins 
de prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. 
De outro lado, conforme a EC, os relatórios de EFP possuem foco na avaliação do impacto do Setor 
Governo Geral e do Setor Público em geral sobre a economia, no âmbito da estrutura conceitual das estatísticas 
macroeconômicas. Assim, os relatórios de EFP são utilizados, principalmente, para: 
a) analisar opções de política fiscal, definir essas políticas e avaliar os seus impactos; 
b) determinar o impacto sobre a economia; e 
c) comparar os resultados fiscais nacional e internacionalmente. 
A EC conclui dizendo que os objetivos e o alcance distintos levam ao tratamento também distinto de algumas 
transações e eventos. Ressalva, no entanto, afirmando que a eliminação das diferenças não fundamentais para os 
objetivos das duas estruturas conceituais e a utilização de um único sistema de informação contábil integrado para 
gerar tanto as demonstrações contábeis quanto os relatórios de EFP podem proporcionar benefícios aos usuários 
em termos de qualidade, tempestividade e compreensibilidade dos relatórios. 
Vejamos a seguir um resumo esquemático dos capítulos da Estrutura Conceitual: 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
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Capítulo 1 – Função, Autoridade e Alcance da Estrutura Conceitual 
Neste primeiro capítulo, veremos alguns conceitos básicos sobre a Estrutura Conceitual – EC. 
Função 
Já comentamos nesta aula, mas para deixar claro vejamos a função da Estrutura Conceitual mais uma vez: 
 Estabelecer os conceitos que fundamentam a elaboraçãoe a divulgação dos Relatórios Contábeis de 
Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs), os quais devem ser elaborados com base no 
regime de competência. 
A EC ainda destaca que o Conselho Federal de Contabilidade – CFC aplicará estes conceitos no 
desenvolvimento das NBCs TSP e nas demais disposições aplicáveis à elaboração e divulgação dos RCPGs. 
Autoridade 
Os requisitos obrigatórios relacionados ao reconhecimento, mensuração e apresentação das transações e 
outros eventos e atividades evidenciados nos RCPGs são especificados nas demais NBCs TSP, aplicando-se, 
SUBSIDIARIAMENTE, os conceitos descritos nesta estrutura conceitual. 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
 Aula 18 
 
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Contabilidade Pública 
 
“Afinal, é para aplicar ou não o que está na Estrutura Conceitual?!?!” 
Claro que sim, gafanhoto! Mas o ponto é que os conceitos descritos na EC devem ser aplicados 
subsidiariamente, devendo prevalecer, principalmente em caso de eventual conflito, aqueles especificados nas 
demais NBCs TSP. 
Atenção!! As NBCs TSP devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual em caso de eventual conflito. 
A EC pode fornecer orientações para lidar com situações a serem evidenciadas pelas entidades do setor 
público que não são tratadas por outras NBCs TSP ou por outras disposições do CFC aplicáveis às entidades do 
setor público. Nessas circunstâncias, os profissionais da contabilidade podem consultar e considerar a 
aplicabilidade das definições, dos critérios de reconhecimento, dos princípios de mensuração e de outros conceitos 
identificados nesta estrutura conceitual. 
Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG) 
Esse é o produto central discutido no âmbito da Estrutura Conceitual. Vejamos o seu conceito: 
 Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de 
outras entidades do setor público, aprimorando-a e favorecendo-a. 
 Os RCPGs são relatórios contábeis elaborados para atender às necessidades dos usuários em geral, 
não tendo o propósito de atender a finalidades ou necessidades específicas de determinados grupos de 
usuários. 
 
Atenção!! 
Os RCPGs podem compreender múltiplos relatórios, cada qual 
atendendo a certos aspectos dos objetivos e do alcance da elaboração e 
divulgação da informação contábil. Os RCPGs abrangem as 
demonstrações contábeis, incluindo as suas notas explicativas. 
Os RCPGs abrangem também a apresentação de informações que 
aprimoram, complementam e suplementam as demonstrações contábeis. 
 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
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 Aula 18 
 
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Contabilidade Pública 
Mais 
atenção!! 
A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para 
atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às 
necessidades dos usuários em geral. 
O alcance dos relatórios é determinado pela necessidade de informações dos usuários primários dos 
RCPGs e pelos objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil. Os fatores que determinam o que 
deve estar no alcance serão vistos mais adiante nesta aula. 
Alcance da Estrutura Conceitual e das NBCs TSP 
A Estrutura Conceitual e as demais NBCs TSP aplicam-se, obrigatoriamente, às entidades do setor público 
quanto à elaboração e divulgação dos RCPGs. Vamos ver um resumo esquemático sobre o assunto: 
 
 
Obrigatória
Entidades do Setor Público:
a) Governos nacionais, estaduais, distrital
e municipais (Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, Tribunais de
Contas, Defensorias e Ministério Público);
b) órgãos, secretarias, departamentos,
agências, autarquias, fundações
(instituídas e mantidas pelo poder
público);
c) fundos, consórcios públicos e outras
repartições públicas congêneres das
administrações direta e indireta (inclusive
as empresas estatais dependentes).
Facultativa
ou por
determinação de 
órgão regulador, 
fiscalizador ou
congênere
Demais entidades não enquadradas
no rol acima, incluídas as estatais
independentes.
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
 Aula 18 
 
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Contabilidade Pública 
Capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil de Propósito Geral das 
Entidades do Setor Público 
Aqui, estudaremos os usuários das informações contábeis constantes nos RCPGs, bem como seus objetivos. 
Objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil 
A essa altura, essa é fácil! Já vimos que os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil estão 
relacionados ao fornecimento de informações sobre a entidade do setor público que são úteis aos usuários dos 
RCPGs para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
 
Lembrem-se de que a elaboração e a divulgação de informação contábil não são um fim em si mesmas. O 
propósito é o de fornecer informações úteis aos usuários dos RCPGs. Os objetivos da elaboração e divulgação da 
informação contábil são determinados com base nos usuários dos RCPGs e suas necessidades de informações. 
Usuários dos RCPGs 
Uma vez que governos e outras entidades do setor público obtêm recursos dos contribuintes e outros 
usuários para a prestação de serviços públicos, tem-se que os RCPGs devem ser elaborados e divulgados, 
principalmente, para atender às necessidades de informações dos usuários dos serviços e dos provedores de 
recursos, quando estes não detêm a prerrogativa de exigir que a entidade do setor público divulgue as informações 
que atendam às suas necessidades específicas. 
Igualmente, os membros do Poder Legislativo são também usuários primários dos RCPGs e utilizam 
extensiva e continuamente esses relatórios enquanto atuam como representantes dos interesses dos usuários de 
serviços e dos provedores de recursos. Assim, para os propósitos desta estrutura conceitual, os usuários primários 
dos RCPGs são os usuários dos serviços e seus representantes e os provedores de recursos e seus representantes. 
 
Atenção !! Esse simples fato é bastante cobrado em concursos quando o assunto é a 
Estrutura Conceitual. 
Os RCPGs podem também fornecer informações úteis para outros indivíduos ou entidades para propósitos 
distintos que são elencados na própria Estrutura Conceitual. São eles: 
Objetivos da elaboração 
e divulgação da 
informação contábil
Prestação de Contas
Responsabilização
Tomada de Decisão
Usuários primários dos 
RCPGs
Usuários dos serviços; 
Provedores de recursos; e 
Representantes dos dois (membros 
do Poder Legislativo)
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
e Marcel Guimarães 
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a) os responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas; 
b) os analistas; e 
c) a mídia; 
d) os consultores financeiros; 
e) os grupos de interesse público ou privado. 
 
Atenção 
de novo!! 
A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para 
atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às 
necessidades dos usuários em geral. 
Existem organizações que possuem a prerrogativa de exigir a elaboração 
de relatórios contábeis estruturados para atender suas necessidades 
específicas de informação (agências reguladoras e supervisoras, entidades 
de auditoria, agências de classificação de risco, comissões do Poder 
Legislativo, etc), sendo que eles também podem se servir das informações 
que estão nos RCPGs ➔ entretanto, eles não são usuários primários dos 
RCPGs. 
Prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão 
Segundo a EC, governos e outras entidades do setor público devem prestar contas àqueles que proveem os 
seus recursos, bem como àqueles que dependam deles para que os serviços sejam prestados durante determinado 
exercício ou em longo prazo. 
O atendimento das obrigações relacionadas à prestação de contas e responsabilização (accountability)requer o fornecimento de informações sobre a gestão dos recursos da entidade confiados com a finalidade de 
prestação de serviços aos cidadãos e aos outros indivíduos, bem como a sua adequação à legislação, 
regulamentação ou outra norma que disponha sobre a prestação dos serviços e outras operações, bem como 
informações sobre o desempenho dos serviços prestados. 
Sobre a tomada de decisão, os usuários dos serviços e os provedores de recursos também exigem 
informações como insumo, como, por exemplo: 
a) credores, doadores e outros que proveem recursos voluntariamente, incluindo transação com 
contraprestação, bem como membros do legislativo ou órgão representativo semelhante; 
b) apesar de os contribuintes normalmente não proverem recursos ao governo voluntariamente e nem 
terem como optar por outra prestação de serviços, eles podem tomar decisões sobre as suas 
preferências de voto e das representações que delegam aos eleitos ou aos órgãos governamentais o 
que pode interferir na alocação de recursos para determinadas entidades, setores ou serviços públicos. 
Desse modo, conforme a EC, a informação fornecida nos RCPGs para fins de prestação de contas e 
responsabilização (accountability) subsidia e contribui para a tomada de decisão. Por exemplo, as informações 
sobre os custos, a eficiência ou a eficácia das atividades de prestação de serviços no passado, o montante e as 
fontes de recuperação de custos e os recursos disponíveis para dar suporte às atividades futuras, são necessárias 
para o atendimento da prestação de contas e responsabilização (accountability). Essa informação também é útil 
para a tomada de decisão pelos usuários dos RCPGs, inclusive as decisões que os doadores e outros patrocinadores 
tomam sobre o provimento de recursos à entidade. 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
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Contabilidade Pública 
Necessidade de informação dos usuários dos serviços e dos provedores de recursos 
Vejamos neste tópico as prováveis necessidades de informações de cada grupo de usuários. 
Para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão, os usuários de 
serviço e os provedores de recursos necessitam de informações que possam dar suporte às avaliações de 
questões como: 
a) o desempenho da entidade durante o exercício como, por exemplo, em: 
 a.i) satisfazer a sua prestação de serviços e outros objetivos operacionais e financeiros; 
 a.ii) administrar os recursos pelos quais é responsável; e 
 a.iii) estar em conformidade com a legislação, regramentos orçamentários ou com os 
pronunciamentos de outro órgão ou entidade que regulamente a captação e a utilização dos recursos; 
b) a liquidez (por exemplo, a capacidade de satisfazer as obrigações atuais) e a solvência (por exemplo, 
a capacidade de satisfazer as obrigações em longo prazo) da entidade; 
c) a sustentabilidade da prestação de serviços pela entidade e de outras operações em longo prazo, e 
as mudanças decorrentes como resultado das atividades da entidade durante o exercício, incluindo, 
por exemplo: 
 c.i) a capacidade de a entidade de continuar a financiar as suas atividades para satisfazer aos seus 
objetivos operacionais em futuro (a sua capacidade financeira), inclusive as fontes prováveis de 
financiamento e a extensão na qual a entidade depende de tais fontes e, portanto, é vulnerável ao 
financiamento ou a pressões por demandas que estariam fora do seu controle; e 
 c.ii) os recursos físicos e outros disponíveis atualmente para dar suporte à prestação de serviços no 
futuro (a sua capacidade operacional); e 
d) a capacidade da entidade de se adaptar a novas situações, devido a mudanças demográficas ou nas 
condições econômicas nacionais ou globais que provavelmente irão impactar a natureza ou a 
composição das atividades que realiza ou os serviços que são prestados. 
A EC destaca que as informações acima provavelmente se sobrepõem em diversos aspectos. E exemplifica 
afirmando que os usuários exigem informações como insumo para avaliação de questões tais como se: 
a) a entidade está utilizando os recursos com eficácia, eficiência e economicidade, e da maneira 
pretendida, e se tal uso corresponde ao interesse público; 
b) o alcance, o volume e o custo dos serviços prestados durante o exercício são apropriados, bem como 
os montantes e as fontes de recuperação dos custos; e 
c) a carga tributária atual e outros recursos angariados são suficientes para manter o volume e a 
qualidade dos serviços prestados atualmente. 
Por óbvio que são exigidas também informações acerca das consequências das decisões tomadas e das 
atividades realizadas pela entidade durante o exercício e sobre os recursos disponíveis para dar suporte à prestação 
de serviços em períodos futuros, às atividades e objetivos da prestação de serviços, aos montantes e às fontes de 
recuperação dos custos necessários para dar suporte a essas atividades. 
Os provedores de recursos exigem informação como subsídio para as avaliações sobre se a entidade: 
Profs. Indio Artiaga do Brasil 
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a) está alcançando os objetivos estabelecidos de modo a justificar os recursos angariados durante o 
exercício; 
b) financiou as operações atuais a partir dos recursos angariados dos contribuintes, de empréstimos ou 
de outras fontes no período atual; e 
c) provavelmente necessita de recursos adicionais (ou menos recursos) no futuro e as fontes prováveis 
destes recursos. 
Os credores por empréstimos e outros credores exigem informação como insumo para avaliações da liquidez 
da entidade e, portanto, se o montante e o prazo para pagamento estarão em conformidade com o que foi 
contratado. 
Por fim, os doadores exigem informação para dar suporte às avaliações a respeito de a entidade estar ou 
não utilizando os recursos com eficácia, eficiência e economicidade, e da maneira pretendida. Eles também 
exigem informação sobre as atividades previstas de prestação de serviços e as necessidades de recursos. 
Informação fornecida pelos RCPGs 
Falemos agora sobre que informações efetivamente os RCPGs contêm. Primeiramente, vamos enumerar os 
tipos de informações e depois vamos vê-las detalhadamente. Vejamos: 
 
Eles contêm informações sobre a situação patrimonial, desempenho e fluxos de caixa, as quais geralmente 
constam das demonstrações contábeis, permitem aos usuários identificarem os recursos da entidade e as 
demandas sobre esses recursos na data de divulgação do relatório. 
As informações sobre situação patrimonial são úteis como subsídio às avaliações de questões tais como: 
a) a extensão na qual a administração cumpriu suas obrigações em salvaguardar e administrar os 
recursos da entidade; 
b) a extensão na qual os recursos estão disponíveis para dar suporte às atividades relativas à prestação 
de serviços futuros e as mudanças durante o exercício relativas ao montante ou à composição desses 
recursos, bem como as demandas sobre esses recursos; e 
c) os montantes e o cronograma de fluxos de caixa futuros necessários aos serviços e ao pagamento 
das demandas existentes sobre os recursos da entidade. 
Já informações sobre o desempenho orienta avaliações de questões relativas à economicidade, eficácia e 
eficiência no processo de atingimento dos objetivos de prestação de serviços da entidade. 
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Por sua vez, as informações sobre fluxos de caixa contribuem para as avaliações do desempenho e da 
liquidez e da solvência da entidade, podendo também subsidiar as avaliações sobre a conformidade da entidade 
com o que foi definido pelos responsáveis pela gestão financeira. 
Segundo a EC, os RCPGs podem aprimorar, complementar e suplementar as demonstrações contábeis, 
inclusive asinformações sobre questões relacionadas ao governo ou outra entidade do setor público, tais como: 
a) a conformidade com os orçamentos aprovados e outra regulamentação relativa às suas operações; 
b) as atividades de prestação de serviços e os seus respectivos resultados durante o exercício; e 
c) as expectativas relacionadas às atividades da prestação de serviços e outras atividades no futuro, bem 
como as consequências, em longo prazo, das decisões tomadas e das atividades realizadas durante o 
exercício, inclusive aquelas que possam impactar as expectativas sobre o futuro. 
 Acerca de informação orçamentária e cumprimento da legislação ou outra regulamentação relativa à 
captação e à utilização de recursos, já sabemos que o governo elabora e executa uma peça orçamentária anual 
na qual consigna suas prioridades. Além disso, sabemos que a maioria dos recursos provêm de transações sem 
contraprestação advindas dos contribuintes e de outros, de acordo com as expectativas refletidas no orçamento 
aprovado. 
 Assim, o orçamento fornece informação financeira aos interessados sobre os planos operacionais da 
entidade para o período futuro, as suas necessidades de capital e, frequentemente, os seus objetivos e as suas 
expectativas em relação à prestação de serviços. 
 Nesse sentido, os RCPGs fornecem informação sobre os resultados (sendo descritos como “superavit ou 
deficit”, “lucro ou prejuízo”, ou por outros termos cabíveis), o desempenho e os fluxos de caixa da entidade 
durante o exercício, os ativos e os passivos na data do relatório e as alterações realizadas nesses itens durante o 
período (situação patrimonial), bem como os resultados obtidos na prestação de serviços. 
 A inclusão nos RCPGs desse tipo de informações deve estar em conformidade com as estimativas refletidas 
nos orçamentos aprovados, bem como a aderência da entidade à legislação ou outra regulamentação acerca da 
captação e da utilização dos recursos, é importante para a determinação de quão bem a entidade do setor público 
alcançou os seus objetivos financeiros. Tal informação é necessária para a prestação de contas e 
responsabilização (accountability) do governo ou de outra entidade do setor público perante os administrados, 
para o aprimoramento da avaliação do desempenho da entidade e para a tomada de decisão. 
 Sobre o resultado da prestação dos serviços, é preciso frisar novamente que o objetivo principal dos 
governos e da maioria das entidades do setor público é prestar os serviços necessários para a sociedade. Assim, 
por óbvio, o desempenho dos governos não está total ou adequadamente refletido em qualquer medida de 
resultados financeiros, os quais necessitam ser avaliados no contexto dos resultados da prestação de serviços à 
sociedade. 
 Segundo a EC, em alguns casos, as mensurações quantitativas dos produtos e resultados das atividades de 
prestação de serviços da entidade durante o exercício fornecem informações relevantes sobre o cumprimento dos 
objetivos da prestação de serviços – por exemplo, a informação sobre o custo, o volume e a frequência da 
prestação de serviços e a relação dos serviços prestados com a quantidade de recursos da entidade. Em outros 
casos, pode ser necessário comunicar a realização dos objetivos da prestação de serviços por meio da explicação 
da qualidade de determinados serviços prestados ou do resultado de determinados programas. 
 A divulgação de informações não financeiras e de informações financeiras das atividades de prestação 
de serviços, desempenho e/ou os resultados durante o exercício, fornecem insumos para avaliações da 
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economicidade, da eficiência e da eficácia das operações da entidade. A divulgação dessas informações é 
necessária para que o governo ou outra entidade do setor público cumpra com suas obrigações de prestação de 
contas e responsabilização (accountability) – isto é, justificar a utilização dos recursos captados da sociedade ou 
em nome dela. Decisões de doadores sobre a alocação de recursos para entidades e programas específicos são 
também tomadas com base em informação sobre os resultados da prestação de serviços durante o período e os 
objetivos da prestação de serviços no futuro (pelo menos em parte). 
 Acerca das informações financeiras e não financeiras prospectivas, de acordo com a EC, dada a 
longevidade das entidades do setor público e de muitos programas governamentais, os efeitos financeiros de 
muitas decisões tomadas no exercício somente podem se tornar evidentes vários anos depois. Dessa forma, certas 
informações como as demonstrações contábeis que se referem a um exercício precisam ser avaliadas no 
contexto de longo prazo. 
 As decisões tomadas pelo governo ou por outra entidade do setor público em determinado período sobre 
programas para a prestação e financiamento de serviços no futuro podem ter consequências significativas para: 
a) os usuários que são dependentes desses serviços no futuro; e 
b) as gerações atuais e futuras de contribuintes e outros provedores involuntários que recolhem tributos 
e taxas para financiar as atividades planejadas de prestação de serviços e os compromissos financeiros 
relacionados. 
 As informações sobre os objetivos e atividades previstas de prestação de serviços futuros, bem como o 
impacto provável nas necessidades futuras de recursos pela entidade e as fontes de financiamento prováveis, são 
necessárias como subsídio para qualquer avaliação da capacidade do governo ou de outra entidade do setor 
público em satisfazer aos seus compromissos financeiros e de prestação de serviços no futuro. A evidenciação de 
tais informações nos RCPGs permite avaliações da sustentabilidade da prestação de serviços pelo governo ou 
outra entidade do setor público, aprimora a prestação de contas e responsabilização (accountability) e fornece 
informação útil adicional para fins de tomada de decisão. 
 Por fim, no que tange a informações explicativas, tem-se que as informações sobre os principais fatores 
relacionados ao desempenho e aos resultados da prestação de serviços da entidade durante o exercício e sobre as 
premissas que corroboram as expectativas sobre esses fatores que provavelmente irão influenciar o desempenho 
futuro da entidade podem ser apresentadas nos RCPGs em notas explicativas às demonstrações contábeis ou em 
relatórios separados. Tal informação irá auxiliar os usuários a entenderem melhor, e no contexto adequado, as 
informações financeiras e não financeiras incluídas nos RCPGs e, ainda, aprimorar o papel dos RCPGs, no sentido 
de fornecer informação útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de 
decisão. 
Demonstrações contábeis e a informação que as aprimore, complemente e suplemente 
 A Estrutura Conceitual ensina que o alcance da informação contábil estabelece o limite das transações, 
outros eventos e atividades que podem ser reportadas nos RCPGs. A fim de responder às necessidades de 
informação dos usuários, a EC reflete o alcance da informação contábil, que é mais abrangente do que é 
evidenciado pelas demonstrações contábeis. Ela fornece a apresentação nos RCPGs de informação adicional que 
aprimore, complemente e suplemente essas demonstrações. 
 Não obstante, a EC ressalva que, mesmo que o alcance da informação contábil seja mais abrangente do que 
aquele evidenciado nas demonstrações contábeis, a informação apresentada nestas últimas permanece sendo 
o núcleo da informação contábil. 
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Atenção !! A informação apresentada nas demonstrações contábeis permanece 
sendo o núcleo da informação contábil. 
Outras fontes de informação 
 Conforme a Estrutura Conceitual, os RCPGs têm papel significativo em fornecera informação necessária 
para dar suporte ao cumprimento da obrigação do governo ou de outra entidade do setor público em prestar 
contas, assim como o de fornecer informação útil para a tomada de decisão. 
 Entretanto, é improvável que os RCPGs forneçam todas as informações que os usuários necessitem para 
fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
 Consequentemente, os usuários dos serviços e os provedores de recursos podem também considerar 
informação de outras fontes, inclusive os relatórios sobre as condições econômicas atuais e projetadas, 
orçamentos e conjunturas governamentais, além de informação sobre as iniciativas de políticas governamentais 
não relatadas nos RCPGs. 
Atenção !! 
É improvável que os RCPGs forneçam todas as informações que os 
usuários necessitem para fins de prestação de contas e 
responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
Capítulo 3 – Características Qualitativas 
 Neste tópico, estudaremos as características qualitativas e as restrições da informação incluída nos RCPGs. 
Introdução 
 Segundo a EC, os RCPGs apresentam informações financeiras e não financeiras sobre fenômenos 
econômicos, além de outros fenômenos. As características qualitativas da informação incluída nos RCPGs são 
atributos que tornam a informação útil para os usuários e dão suporte ao cumprimento dos objetivos da 
informação contábil. 
Atenção !! 
O conteúdo deste tópico simplesmente despenca em prova quando o 
assunto é a Estrutura Conceitual. Assim, aconselho bastante atenção às 
características qualitativas e às restrições da informação incluída nos 
RCPGs que veremos. 
 As características qualitativas da informação incluída nos RCPGs são as seguintes: 
a) a relevância; 
b) a representação fidedigna; 
c) a compreensibilidade; 
d) a tempestividade; 
e) a comparabilidade; e 
f) a verificabilidade. 
 Esquematicamente: 
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 Por sua vez, as restrições inerentes à informação contida nos RCPGs são: 
a) a materialidade; 
b) o custo-benefício; e 
c) o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. 
 Esquematicamente: 
 
 De acordo com a EC, cada uma das características qualitativas é integrada e funciona em conjunto com as 
outras características, de modo a fornecer informação útil nos RCPGs para cumprir os objetivos da informação 
contábil. 
Atenção !! 
Entretanto, na prática, talvez não seja possível alcançar todas as 
características qualitativas e, nesse caso, um equilíbrio ou compensação 
entre algumas delas poderá ser necessário. 
 As características qualitativas se aplicam a todas as informações financeiras e não financeiras 
apresentadas nos RCPGs, inclusive às informações histórica e prospectiva, além da informação explicativa. 
 A EC ressalva que pode haver variação no grau que as características qualitativas podem ser alcançadas, 
dependendo do nível de incerteza e de avaliação subjetiva envolvidos na compilação das informações financeiras 
e não financeiras. 
 A seguir, veremos as características qualitativas detalhadamente. 
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Relevância 
 Segundo a EC, as informações financeiras e não financeiras são relevantes se: 
 Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da 
divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer 
essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. 
 A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários 
decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. 
 Ok, mas o que vem a ser valor confirmatório? A própria EC nos diz em seguida: 
 As informações financeiras e não financeiras têm valor confirmatório se confirmarem ou alterarem 
expectativas passadas (ou presentes). 
Exemplos: a informação é relevante, para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) 
e tomada de decisão, se confirmar as expectativas sobre questões, tais como: a extensão na qual os 
gestores cumpriram as suas responsabilidades pelo uso eficiente e eficaz dos recursos; a realização dos 
objetivos especificados da prestação de serviços; e o cumprimento da legislação e de regulamentos 
orçamentários, além de outros. 
 Os RCPGs podem apresentar informação acerca dos objetivos, custos e atividades previstas de prestação de 
serviços, além do montante e das fontes de recursos que se destinam a serem alocadas na prestação de serviços 
no futuro. Tal informação voltada para o futuro tem valor preditivo e é relevante para fins de prestação de contas 
e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. Ok, mas o que vem a ser valor preditivo? 
 A informação sobre fenômenos econômicos e outros que existam ou já tenham ocorrido também pode 
ter valor preditivo ao auxiliar a formar expectativas sobre o futuro. 
Exemplos: a informação que confirma ou refuta expectativas passadas pode reforçar ou alterar 
expectativas sobre o desempenho e os resultados da prestação de serviços que possam ocorrer no futuro. 
 A EC destaca que as funções confirmatória e preditiva da informação são inter-relacionadas, por exemplo, 
a informação sobre o nível e a estrutura atual dos recursos da entidade e as demandas por esses recursos auxilia 
os usuários a confirmarem o resultado das estratégias de gestão durante o período, além de preverem a 
capacidade da entidade em responder às mudanças e às necessidades previstas relacionadas à prestação de 
serviços no futuro. A mesma informação auxilia a confirmar ou a corrigir as expectativas e previsões passadas dos 
usuários acerca da capacidade da entidade de responder a tais alterações. Auxilia também a confirmar ou corrigir 
as informações financeiras prospectivas incluídas nos RCPGs anteriores. 
Representação fidedigna 
 A informação só é útil quando: 
 Corresponder à representação fidedigna dos fenômenos econômicos e outros que se pretenda 
representar. 
 A representação fidedigna é alcançada quando a representação do fenômeno é completa, neutra e 
livre de erro material. A informação que representa fielmente um fenômeno econômico ou outro 
fenômeno retrata a substância da transação, a qual pode não corresponder, necessariamente, à sua forma 
jurídica. 
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Atenção !! 
Na prática, pode não ser possível ter certeza ou saber se a informação 
apresentada nos RCPGs está completa, neutra e livre de erro material. 
Entretanto, a informação deve estar completa, neutra e livre de erro 
material tanto quanto possível. 
 A omissão de algumas informações pode fazer com que a representação do fenômeno econômico ou outro 
qualquer seja falsa ou enganosa, não sendo útil para os usuários dos RCPGs, razão pela qual ela deve ser completa. 
 Do mesmo modo, as informações financeiras e não financeiras prospectivas e a informação sobre o 
cumprimento dos objetivos e dos resultados incluídos nos RCPGs devem ser apresentadas em conjunto com as 
premissas-chave e quaisquer explicações que sejam necessárias para assegurar que a sua representação seja 
completa e útil para os usuários. 
 A neutralidade da informação contábil corresponde à ausência de viés. Isso significa que a seleção e a 
apresentação das informações financeiras e não financeiras não devem ser feitas com a intenção de se atingir um 
resultado particular predeterminado. 
 A EC destaca que os fenômenos econômicos e outros fenômenos representados nos RCPGs ocorrem 
normalmente sob condições de incerteza, razão pela qual a informação incluída nos RCPGs frequentemente 
apresentaestimativas que incorporam o julgamento de valor dos gestores. 
Estar livre de erro material não significa exatidão completa em todos os aspectos. Estar livre de erro 
material significa que não há erros ou omissões que sejam individualmente ou coletivamente relevantes na 
descrição do fenômeno, e que o processo utilizado para produzir a informação relatada foi aplicado conforme 
descrito. Em alguns casos, quando se tratar de estimativa, diz-se que a estimativa está livre de erro material se o 
montante for descrito claramente como sendo uma estimativa, se a natureza e as limitações do processo de 
estimativa forem explicadas e se nenhum erro material tiver sido identificado na seleção e na aplicação do 
processo de elaboração da estimativa. 
Compreensibilidade 
 Segundo a EC, a compreensibilidade é: 
 A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. 
 Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do 
conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. 
 Espera-se que os usuários dos RCPGs tenham conhecimento razoável das atividades da entidade e do 
ambiente no qual ela funciona, além de serem capazes e preparados para lerem os RCPGs e revisar e analisar a 
informação apresentada com a diligência apropriada. 
 Todos os esforços devem ser realizados para representar os fenômenos econômicos e de outra natureza 
incluídos nos RCPGs de maneira que seja compreensível para a grande quantidade de usuários. Contudo, a 
informação não deve ser excluída dos RCPGs somente pelo fato de ser muito complexa ou ser difícil para alguns 
usuários compreenderem sem a devida assistência. 
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Tempestividade 
 Sobre tempestividade, a EC dispõe que: 
 Essa característica qualitativa significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca 
a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada 
de decisão. 
 A EC destaca que, por outro lado, a ausência de tempestividade pode tornar a informação menos útil. 
 Não obstante, alguns itens de informação podem continuar sendo úteis por bastante tempo após a 
publicação do relatório ou após o encerramento do exercício. 
 Adicionalmente, o resultado e os efeitos de alguns programas de prestação de serviços podem não ser 
determináveis até períodos futuros, por exemplo, em relação aos programas em que se tenha a intenção de 
aprimorar o bem-estar econômico da sociedade, reduzir a incidência de determinada doença ou aumentar os 
níveis de alfabetização de determinados grupos etários. 
Comparabilidade 
 Segundo a EC, comparabilidade é: 
 A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois 
conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, 
antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. 
Atenção !! 
A comparabilidade difere da consistência. A última se refere à utilização 
dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma base de 
elaboração, seja de período a período dentro da entidade ou de um único 
período entre duas ou mais entidades. 
A comparabilidade é o objetivo, enquanto que a consistência auxilia a 
atingi-lo. 
 
Mais 
Atenção !! 
A comparabilidade também difere da uniformidade. Para que a 
informação seja comparável, coisas semelhantes devem parecer 
semelhantes e coisas distintas devem parecer distintas. 
A ênfase demasiada na uniformidade pode reduzir a comparabilidade ao 
fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes. 
 Informações sobre situação patrimonial da entidade, desempenho na prestação de serviços, fluxos de caixa, 
entre outros, têm sua utilidade aprimorada se puderem ser comparadas com, por exemplo: 
a) informações financeiras e não financeiras prospectivas anteriormente apresentadas para aquele 
exercício ou data do relatório; 
b) informação similar sobre a mesma entidade referente a algum outro exercício ou a algum outro 
momento no tempo; e 
c) informação similar sobre outras entidades (por exemplo, entidades do setor público prestando 
serviços semelhantes em jurisdições distintas) para o mesmo exercício. 
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 Por fim, a EC destaca que a aplicação consistente dos princípios contábeis, das políticas e da base de 
elaboração para as informações financeiras e não financeiras prospectivas aprimora a utilidade de qualquer 
comparação entre os resultados projetados e os reais. A comparabilidade com outras entidades pode ser menos 
significativa para as explicações da percepção ou opinião dos gestores acerca de fatores relacionados ao 
desempenho atual da entidade. 
Verificabilidade 
 A última característica qualitativa é a verificabilidade, que é definida pela EC como sendo: 
 A qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs 
representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. 
 A suportabilidade, ou seja, a qualidade referente àquilo que dá suporte a algo, algumas vezes é 
utilizada para descrever esta qualidade, quando aplicada em relação à informação explicativa e à 
informação quantitativa financeira e não financeira prospectiva divulgada nos RCPGs. 
 Quer referida como verificabilidade ou como suportabilidade, a EC destaca que a característica implica que 
dois observadores esclarecidos e independentes podem chegar ao consenso geral, mas não necessariamente à 
concordância completa, em que: 
a) a informação representa os fenômenos econômicos e de outra natureza, os quais se pretende 
representar sem erro material ou viés; ou 
b) o reconhecimento apropriado, a mensuração ou o método de representação foi aplicado sem erro 
material ou viés. 
 Além disso, para ser verificável, a informação não precisa ser um ponto único estimado. Um intervalo de 
possíveis valores e suas probabilidades relacionadas também pode ser utilizado. 
 A verificação pode ocorrer de forma direta ou indireta. 
a) Com a verificação direta, o montante ou outra representação podem ser verificados em si mesmos, 
tais como: pela contagem de caixa; pela observação de títulos negociáveis e suas cotações de preço; 
ou pela confirmação de que os fatores identificados que influenciaram o desempenho passado estejam 
presentes e relacionados com os efeitos identificados; e 
b) Com a verificação indireta, o montante ou outra representação podem ser verificados ao se checar os 
dados e recalcular os resultados utilizando a mesma convenção ou metodologia contábil. 
 A qualidade da verificabilidade ou suportabilidade não é absoluta – alguma informação pode ser mais ou 
menos passível de verificação do que outra. Contudo, quanto mais verificável for a informação incluída nos RCPGs, 
mais se irá assegurar aos usuários de que a informação representa fielmente os fenômenos econômicos, ou de 
outra natureza os quais se pretende representar. 
 Os RCPGs podem incluir informação financeira e outra informação quantitativa, além de explicação sobre: 
a) as influências-chave a respeito do desempenho da entidade durante o período; e 
b) os efeitos ou resultados futuros projetados dos programas de prestação de serviços realizados durante 
o período; e 
c) informações financeiras e não financeiras prospectivas. Pode não ser possível verificar a exatidão de 
todas as representações quantitativas e explicações de tal informação até período futuro. 
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 Por fim, a Estrutura Conceitual destaca que para ajudar a assegurar aos usuários deque a informação 
quantitativa financeira e não financeira (prospectivas) e as explicações incluídas nos RCPGs representam fielmente 
os fenômenos econômicos ou de outra natureza os quais se pretende representar, deve haver transparência nas 
premissas observadas em relação à informação divulgada, nas metodologias adotadas na compilação dessa 
informação e nos fatores e nas circunstâncias que apoiam quaisquer opiniões expressas ou evidenciações feitas. 
Isso possibilita aos usuários formar opinião sobre a adequabilidade dessas premissas e sobre o método de 
compilação, mensuração, representação e interpretação da informação. 
 Terminadas as características qualitativas, passemos agora às restrições acerca da informação incluída nos 
RCPGs. 
Materialidade 
 Segundo a EC: 
 A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de 
prestação de contas e responsabilização (accountability), ou as decisões que os usuários tomam com base 
nos RCPGs elaborados para aquele exercício. 
 A materialidade depende tanto da natureza quanto do montante do item analisado dentro das 
particularidades de cada entidade. 
 Os RCPGs podem englobar informação qualitativa e quantitativa acerca do cumprimento da prestação de 
serviços durante o período de referência e das expectativas sobre a prestação de serviço e o desempenho no 
futuro. Consequentemente, não é possível especificar um limite quantitativo uniforme no qual determinada 
informação se torna material. 
 As avaliações de materialidade são feitas no contexto do ambiente legislativo, institucional e operacional 
dentro do qual as entidades funcionam e, em relação às informações financeiras e não financeiras prospectivas, o 
conhecimento de quem as elabora e as expectativas acerca do futuro. Assim, ao se determinar se um item é 
material, deve-se levar em consideração questões, tais como a natureza, a legalidade, a sensibilidade e os efeitos 
de eventos e transações passados ou previstos; as partes envolvidas em tais transações; e as circunstâncias que 
deram origem a essas transações. 
 De acordo com a EC, a materialidade é classificada como uma restrição na informação incluída nos RCPGs, 
a qual deve ser levada em consideração tanto na aplicação de uma política contábil específica quanto na 
evidenciação em separado de determinados itens da informação. 
Custo-benefício 
 Essa restrição parte de um pressuposto básico. Vejamos: 
 A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los. 
 Avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é, com frequência, uma questão de 
julgamento de valor, pois não é possível identificar todos os custos e todos os benefícios da informação 
incluída nos RCPGs. 
 Tais custos para fornecer a informação, ensina a EC, incluem os de coleta, de processamento e de verificação 
e/ou de apresentação das premissas e das metodologias que dão suporte a elas, além dos de disseminação. Os 
usuários incorrem nos custos da análise e interpretação. A omissão da informação útil também impõe custos, 
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inclusive aqueles em que os usuários incorrem na obtenção de informação necessária de terceiros, além dos custos 
advindos da tomada de decisão utilizando dados incompletos fornecidos pelos RCPGs. 
 Os usuários em geral obtêm a maior parte dos benefícios das informações fornecidas nos RCPGs. Contudo, 
a informação elaborada para os RCPGs também pode ser utilizada internamente pelas entidades públicas, 
influenciando o processo decisório por parte dela. 
 A aplicação da restrição custo-benefício envolve avaliar se os benefícios de divulgar a informação 
provavelmente justificam os custos incorridos para fornecê-la e utilizá-la. Ao fazer essa avaliação, é necessário 
considerar se uma ou mais características qualitativas podem ser sacrificadas até certo ponto para reduzir o 
custo. 
Equilíbrio entra as características qualitativas 
 Segundo a Estrutura Conceitual, as características qualitativas funcionam, conjuntamente, para contribuir 
com a utilidade da informação. Por exemplo, nem a descrição que represente fielmente um fenômeno 
irrelevante, nem a descrição que represente de modo não fidedigno um fenômeno relevante resultam em 
informação útil. Do mesmo modo, para ser relevante, a informação precisar ser tempestiva e compreensível. 
 Em alguns casos, o equilíbrio ou a compensação (trade-off) entre as características qualitativas pode ser 
necessário para se alcançar os objetivos da informação contábil. A importância relativa das características 
qualitativas em cada situação é uma questão de julgamento profissional. A meta é alcançar o equilíbrio 
apropriado entre as características para satisfazer aos objetivos da elaboração e da divulgação da informação 
contábil. 
 Vejamos um resumo esquemático que agrega tanto as características qualitativas quanto as restrições: 
 
 Vejamos também um mnemônico útil para lembrar as características qualitativas e as restrições é o 
seguinte: 
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Re ReFi CoCo T V MAnchou a CU ECA 
Re - Relevância 
Re Fi – Representação Fidedigna 
Co - Compreensibilidade 
Co - Comparabilidade 
T - Tempestividade 
V - Verificabilidade 
MAnchou – MAterialidade 
a CU - CUsto-Benefício 
ECA - Equilíbrio das CAracterísticas 
 Vamos ver como esse assunto foi exigido em prova. 
Questão para fixar 
(Instituto AOCP – UFPB – 2019) O objetivo principal da informação contábil é fornecer informação para fins 
de prestação de contas e tomada de decisão. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das 
características qualitativas de uma informação contábil pública, segundo o MCASP (2017). 
 a) Conservadorismo contábil. 
 b) Custo-benefício empresarial. 
 c) Custos glosados. 
 d) Irrelevância. 
 e) Tempestividade. 
RESOLUÇÃO: 
 Para resolver essa questão, basta recorrermos ao nosso resumo esquemático sobre características 
qualitativas da informação contábil. Vejamos: 
 
 Agora ficou fácil saber que a letra E) é a certa! Tudo bem que a questão ajudou um pouquinho uma vez que 
as demais alternativas não têm muita relação com as características qualitativas da informação contábil, mas para 
a maioria das questões sobre este assunto, basta lembrar dos resumos esquemáticos sobre características 
qualitativas e restrições, bem como sobre seus conceitos. 
 Dessa forma, a alternativa correta é a letra E). 
Gabarito: LETRA E 
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Capítulo 4 – Entidade que reporta a informação contábil 
 Neste tópico, conceituaremos a entidade que reporta a informação contábil. 
Introdução 
 Vejamos o conceito de entidade do setor público que reportam a informação contábil segundo a Estrutura 
Conceitual: 
 Ente governamental ou outra organização, programa ou outra área identificável de atividade 
(doravante referida como entidade ou entidade do setor público) que elabora os RCPGs. 
 A entidade do setor público que reporta a informação contábil pode compreender duas ou mais 
entidades que apresentem os RCPGs como se fossem uma única entidade – tal entidade é referida como 
grupo de entidades que reportam a informação contábil. 
Características-chave de entidade do setor público que reporta a informação contábil 
 Segundo a EC, as características-chave de entidade do setor público que reporta a informação contábil são: 
a) ser uma entidade que capta recursos da sociedade ou em nome desta e/ou utiliza recursos para 
realizar atividades em benefício dela; e 
b) existir usuários de serviços ou provedores de recursos (usuários primários dos RCPGs) dependentes 
de informações contidas nos RCPGs para finsde prestação de contas e responsabilização 
(accountability) e tomada de decisão. 
 Os RCPGs englobam as demonstrações contábeis e a informação que as aprimore, complemente e 
suplemente. As demonstrações contábeis apresentam informação sobre os recursos e as demandas sobre estes, 
além dos fluxos de caixa da entidade ou grupo de entidades que reportam a informação durante o exercício. 
Portanto, para possibilitar a elaboração das demonstrações contábeis, a entidade que reporta a informação 
deve captar recursos e/ou deve utilizar recursos captados anteriormente para realizar atividades em benefício 
da sociedade ou em nome dela. 
 A EC destaca que a existência de usuários dos RCPGs de entidade do setor público ou grupo de entidades 
pressupõe a existência de entidade que tenha a responsabilidade ou a capacidade de captar ou utilizar recursos, 
adquirir ou administrar bens públicos, incorrer em passivos ou realizar atividades para atingir os objetivos da 
prestação de serviços. Dessa forma, quanto maiores os recursos que a entidade do setor público capta, administra 
e/ou tem a capacidade de utilizar, e quanto maiores as obrigações que incorre e maior o impacto econômico ou 
social das suas atividades, é mais provável que existam usuários de serviços ou provedores de recursos que sejam 
dependentes dos RCPGs para obter informação para fins de prestação de contas e responsabilização 
(accountability) e tomada de decisão. Na ausência desses fatores, em que eles não sejam significativos, é 
improvável que existam usuários dos RCPGs dessas entidades. 
Atenção !! 
A elaboração dos RCPGs não é um processo sem custos. 
Portanto, se a imposição de requisitos para a informação contábil 
pressupõe que estas devam ser eficientes e eficazes, é importante que 
seja exigido que os RCPGs sejam elaborados somente pelas entidades do 
setor público para as quais existam usuários. 
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 Conforme a EC, em muitos casos, é clara a existência (ou não) de usuários de serviços ou de provedores de 
recursos que dependam dos RCPGs para fornecer informação para fins de prestação de contas e responsabilização 
(accountability) e tomada de decisão. Por exemplo, tais usuários geralmente existem para os RCPGs de governo 
em nível nacional, estadual ou municipal e para as organizações internacionais do setor público, haja vista que 
essas entidades possuem a capacidade de captar recursos substanciais e/ou empregar esses recursos em nome da 
sociedade, incorrer em responsabilidades e impactar o bem-estar econômico e/ou social das comunidades que 
dependem deles para a prestação de serviços. 
 Contudo, nem sempre está claro se há usuários de serviços ou provedores de recursos que dependam dos 
RCPGs de, por exemplo, departamentos ou órgãos individuais do governo, programas especiais ou áreas 
identificáveis de atividades com informação para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) 
e tomada de decisão. Assim, determinar se essas organizações, programas ou atividades devem ser identificados 
como entidades que reportam a informação e, consequentemente, serem exigidas a elaborarem os RCPGs envolve 
o exercício de julgamento profissional com vistas a que a entidade seja eficaz e eficiente na produção de RCPGs. 
 Por fim, destaca a Estrutura Conceitual que a entidade que reporta a informação contábil do setor público 
pode ter personalidade jurídica específica ou ser, por exemplo, organização, acordo administrativo ou programa 
sem personalidade jurídica. 
Capítulo 5 – Elementos das Demonstrações Contábeis 
 Esse tópico consiste em definir os elementos utilizados nas demonstrações contábeis e fornecer explicações 
adicionais acerca dessas definições. 
Elementos e sua importância 
 As demonstrações contábeis retratam os efeitos financeiros e não financeiros das transações e outros 
eventos ao agrupá-los em classes amplas que compartilham características econômicas comuns, chamadas de 
elementos das demonstrações contábeis, os quais correspondem a estruturas básicas a partir das quais as 
demonstrações contábeis são elaboradas. 
 Essas estruturas fornecem um ponto inicial para reconhecer, classificar e agregar dados e atividades 
econômicas de maneira a fornecer aos usuários informação que satisfaça aos objetivos e atinja as características 
qualitativas da informação contábil, considerando as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. 
 Em algumas circunstâncias, pode ser necessário reconhecer fenômenos não capturados pelos elementos 
definidos a fim de que as demonstrações contábeis forneçam informação útil para uma avaliação significativa do 
desempenho e da situação patrimonial da entidade. Nesses casos, as NBCs TSP podem exigir ou permitir que esses 
recursos ou obrigações sejam reconhecidos como outros recursos ou outras obrigações, os quais são itens 
adicionais aos seis elementos que serão elencados e definidos na sequência. 
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Elementos 
 Os elementos são os seguintes: 
 
 Vejamos a definição de cada um dos elementos patrimoniais agora. 
Ativo 
Vamos começar pela definição de ativo segundo a Estrutura Conceitual: 
Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventos passados. 
 
Atenção !! 
Ser “controlado” não quer dizer que a entidade tem a “propriedade” do 
recurso. Fiquem espertos! Controle do recurso, quer dizer que a entidade 
possui a capacidade de utilizar o recurso, diretamente ou por meio de 
terceiros controlados, de forma a auferir potencial de serviços ou 
benefícios econômicos para o cumprimento dos objetivos da entidade. 
Todavia, é claro que se a entidade tem a propriedade do recurso, então ela o controla. De fato, esse é um 
dos indicadores de controle elencados pela Estrutura Conceitual, para avaliar se a entidade controla o recurso no 
presente. Vejamos: 
a) propriedade legal; 
b) acesso ao recurso ou a capacidade de negar ou restringir o acesso a esses; 
c) meios que assegurem que o recurso seja utilizado para alcançar os seus objetivos; ou 
d) a existência de direito legítimo ao potencial de serviços ou à capacidade para gerar os benefícios 
econômicos advindos do recurso. 
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 A Estrutura Conceitual ressalta que, embora esses indicadores não sejam determinantes ou conclusivos 
acerca da existência do controle, sua identificação e análise podem nos auxiliar a decidir se são, de fato, recursos. 
 Vamos agora ver a definição da EC para recursos: 
RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos 
controlado pela entidade como resultado de eventos passados. 
A Estrutura Conceitual elenca que alguns recursos incluem os direitos da entidade a uma série de benefícios, 
por exemplo, o direito a: 
a) Utilizar o recurso para a prestação de serviços (inclusive bens); 
b) Utilizar os recursos de terceiros para prestar serviços como, por exemplo, arrendamento mercantil; 
c) Converter o recurso em caixa por meio da sua alienação; 
d) Beneficiar-se da valorização do recurso; 
e) Receber fluxos de caixa. 
Prosseguindo, potencial de serviços é definido como sendo a capacidade de prestar serviços, para consumo 
coletivo ou individual, que contribuam para alcançar os objetivos da entidade sem, necessariamente, gerar 
entrada líquida de caixa. Exemplos de ativos que ensejam potencial de serviços são os ativos de recreação, do 
patrimônio cultural (por exemplo, centros históricos), comunitários, de defesa nacional (por exemplo, baterias 
antiaéreas) e outros que sejam mantidos pelos governos e outras entidades do setor público e que sejam utilizados 
paraa prestação de serviços a terceiros. 
Já os benefícios econômicos correspondem a entradas de caixa ou a reduções das saídas de caixa, as quais 
podem derivar, por exemplo: 
a) da utilização do ativo na produção e na venda de serviços; ou 
b) da troca direta do ativo por caixa ou por outros recursos. 
 Sobre evento passado, existem diversas possibilidades, tais como obtenção de ativos por intermédio da sua 
compra em transação com contraprestação, bem como pelo seu desenvolvimento, surgimento de transações sem 
contraprestação, entre outros. 
Passivo 
 Vamos agora à definição de passivo, segundo a Estrutura Conceitual: 
Passivo é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja extinção deva resultar na saída de 
recursos da entidade. 
 
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Obrigação presente é aquela que ocorre por força de lei (obrigação legal ou obrigação legalmente vinculada) 
ou não (obrigação não legalmente vinculada), a qual não possa ser evitada pela entidade. É a característica 
essencial para a existência do passivo. 
Sobre a saída de recursos da entidade, tem-se que essa característica é indispensável para a caracterização 
de um passivo. A obrigação que pode ser extinta sem saída de recursos NÃO é um passivo. 
A obrigação pode ser legal ou não legalmente vinculada. Vejamos ambas: 
 A obrigação legal (ou legalmente vinculada) é exigível por força de lei. 
 Por sua vez, a obrigação não legalmente vinculada se diferencia da obrigação legal, pois as partes a 
quem a obrigação diz respeito não podem tomar ações legais para extingui-la. A obrigação não 
legalmente vinculada que gera passivo tem as seguintes características: 
a) A entidade indica a terceiros, por meio de um padrão estabelecido de práticas passadas, políticas 
publicadas ou de declaração específica, que aceitará certas responsabilidades; 
b) Como resultado de tal indicação, a entidade cria uma expectativa válida para terceiros de que cumprirá 
com essas responsabilidades; e 
c) A entidade tem pouca ou nenhuma alternativa factível para evitar o cumprimento da obrigação gerada 
a partir dessas responsabilidades. 
A situação patrimonial líquida é a diferença entre os ativos e os passivos após a inclusão de outros recursos 
e a dedução de outras obrigações, reconhecida na demonstração que evidencia a situação patrimonial como 
patrimônio líquido. A situação patrimonial líquida pode ser um montante residual positivo ou negativo. 
Receita e despesa 
 Agora vejamos a definição de receita e despesa para a Estrutura Conceitual: 
 Receita corresponde a aumentos na situação patrimonial líquida da entidade não oriundos de 
contribuições dos proprietários. 
 Despesa corresponde a diminuições na situação patrimonial líquida da entidade não oriundas de 
distribuições aos proprietários. 
 Receitas e despesas originam-se de transações com contraprestação e sem contraprestação, de outros 
eventos, tais como: aumentos e decréscimos não realizados de ativos e passivos; do consumo dos ativos por meio 
da depreciação; e da redução do potencial de serviços e da capacidade de gerar benefícios econômicos por meio 
da redução ao valor recuperável. Receitas e despesas podem ser originadas de transações individuais ou de grupos 
de transações. 
 O superávit ou o déficit da entidade para o exercício é a diferença entre as receitas e as despesas que 
constam na demonstração que evidencia o desempenho das entidades do setor público. 
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Contribuição dos proprietários e distribuição aos proprietários 
 Vejamos a definição de ambos: 
 Contribuição dos proprietários corresponde a entrada de recursos para a entidade a título de 
contribuição de partes externas, que estabelece ou aumenta a participação delas no patrimônio líquido da 
entidade. 
 Distribuição aos proprietários corresponde a saída de recursos da entidade a título de distribuição a 
partes externas, que representa retorno sobre a participação ou a redução dessa participação no 
patrimônio líquido da entidade. 
Atenção !! Contribuição dos proprietários e distribuição aos proprietários são conceitos distintos de receita e despesa! 
 Segundo a EC, no setor público, as contribuições ou as distribuições de recursos são, algumas vezes, 
relacionadas à reestruturação do governo e irão tomar a forma de transferências de ativos e passivos em vez de 
transações em espécie. As participações dos proprietários podem tomar diferentes formas, podendo não ser 
evidenciadas por meio de instrumento de capital próprio. 
 A contribuição dos proprietários pode tomar a forma de aporte inicial de recursos na criação da entidade 
ou de aporte de recursos subsequente, inclusive quando da reestruturação da entidade. Já a distribuição aos 
proprietários pode ser: 
a) o retorno sobre investimento; 
b) o retorno total ou parcial de investimentos; e 
c) no caso da extinção ou reestruturação da entidade, o retorno de qualquer recurso residual. 
Capítulo 6 – Reconhecimento de Demonstrações Contábeis 
Trata-se, neste tópico, de critérios para que um elemento seja reconhecido nas demonstrações contábeis. 
Critérios de reconhecimento de demonstrações contábeis 
 O reconhecimento é definido pela EC da seguinte forma: 
 O reconhecimento é o processo de incorporar e de incluir um item, expresso em valores a serem 
demonstrados no corpo da demonstração contábil apropriada, que satisfaça a definição de elemento e 
possa ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração as 
restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. 
 Segundo a EC, o item deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis quando: 
a) satisfizer a definição de elemento; e 
b) puder ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração 
as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. 
 Eventualmente, em algumas circunstâncias, determinada NBC TSP pode também especificar que, para 
alcançar os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil, um recurso ou obrigação que não 
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satisfaça a definição de elemento deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis desde que possa ser 
mensurado de maneira que satisfaça as características qualitativas e as restrições sobre a informação incluída nos 
RCPGs. 
Atenção !! 
O reconhecimento envolve a avaliação da incerteza relacionada à 
existência e à mensuração do elemento. 
As condições que dão origem à incerteza, se existirem, podem mudar. 
Portanto, é importante que a incerteza seja avaliada em cada data de 
divulgação do relatório. 
Definição de elemento 
 De acordo com a EC, para ser reconhecido como elemento, o item precisa satisfazer a definição de um dos 
elementos descritos no tópico anterior (capítulo 5). 
 A incerteza sobre a existência de elemento é examinada ao considerar a evidência disponível para emitir 
julgamento neutro sobre se o item satisfaz todas as características essenciais da definição de elemento, 
considerando todos os fatos e circunstâncias disponíveis na data do relatório. 
 Caso se determine que o elemento, de fato, existe, a incerteza sobre o montante do potencial de serviços ou 
da capacidade de gerar benefícios econômicos representados por ele deve ser levado em consideração na sua 
mensuração. 
Incerteza quanto à mensuração 
Atenção !! Para se reconhecer um item nas demonstrações contábeis, é necessário 
atribuir um valor monetário a ele. 
 Isso requer escolher a base de mensuração apropriada e determinar se a mensuração do item cumpre as 
características qualitativas, levando-se em consideração as restrições acerca da informação nosRCPGs, inclusive 
que a mensuração seja suficientemente relevante e fidedignamente representativa para o item a ser reconhecido 
nas demonstrações contábeis. 
 Pode haver incerteza associada à mensuração de montantes apresentados nas demonstrações contábeis. O 
uso de estimativas é parte essencial da contabilidade sob o regime de competência. 
 A evidenciação pode fornecer informação útil sobre as técnicas de estimativa empregadas. Pode haver raras 
circunstâncias nas quais o nível de incerteza em um único ponto da estimativa é tão grande que a relevância e a 
representação fidedigna da medida utilizada são questionáveis, mesmo que haja a evidenciação das técnicas de 
estimativa utilizadas. Nessas circunstâncias, o item não deve ser reconhecido. 
Evidenciação e reconhecimento 
 A falha ao se reconhecer itens que satisfazem a definição de elemento e os critérios de reconhecimento 
utilizados não é convalidada pela evidenciação das políticas contábeis, notas ou outro detalhe explicativo. 
 A EC ressalva, contudo, que a evidenciação pode fornecer informação sobre os itens que satisfazem muitas 
características que definem o elemento, mas nem todas. A evidenciação pode também fornecer informação sobre 
os itens que satisfazem a definição de elemento, mas que não podem ser mensurados de maneira que satisfaça 
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suficientemente as características qualitativas e ir de encontro aos objetivos da elaboração e divulgação da 
informação contábil. A evidenciação é apropriada quando o conhecimento sobre o item é considerado relevante 
para a avaliação da situação patrimonial líquida da entidade e, portanto, satisfaz os objetivos da elaboração e 
divulgação da informação contábil. 
Desreconhecimento 
 A EC define desreconhecimento como sendo: 
 O processo de avaliar se ocorreram mudanças, desde a data do relatório anterior, que justifiquem a 
remoção de elemento que tenha sido previamente reconhecido nas demonstrações contábeis, bem como 
remover esse item se tais mudanças ocorrerem. Ao se avaliar a incerteza sobre a existência do elemento, 
os mesmos critérios devem ser utilizados para o desreconhecimento, tais como aqueles utilizados no 
reconhecimento inicial. 
Capítulo 7 – Mensuração de Ativos e Passivos nas Demonstrações Contábeis 
 Aqui, veremos critérios gerais de seleção de bases de mensuração de ativos e passivos, os quais devem ser 
aplicados quando não existirem regramentos específicos nas NBC TSPs. Lembrem-se de que as normas específicas 
(como as NBC TSP), que veremos nesta aula, prevalecem sobre o contido na Estrutura Conceitual. 
Objetivos da mensuração 
 O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo mais adequado o custo dos 
serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade de forma que seja útil para a 
prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
 Segundo a EC, essa seleção da base de mensuração para ativos e passivos contribui para satisfazer aos 
objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil pelas entidades do setor público ao fornecer 
informação que possibilita os usuários avaliarem: 
a) o custo dos serviços prestados no período, em termos históricos ou atuais; 
b) a capacidade operacional – a capacidade da entidade em dar suporte à prestação de serviços no futuro 
por meio de recursos físicos e outros; e 
c) a capacidade financeira – a capacidade da entidade em financiar as suas próprias atividades. 
 O problema da mensuração de ativos e passivos é que não é possível identificar uma única base de 
mensuração que atenda seus objetivos em quaisquer casos. Desse modo, a EC fornece orientação na seleção da 
base de mensuração para ativos e passivos. 
 Vamos ver as bases de mensuração de ativos e passivos vistas. A seguir as bases de mensuração de ativos: 
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Base de 
mensuração 
Descrição 
Entrada 
ou saída 
Observável 
ou não no 
mercado 
Específica 
ou não à 
entidade 
Custo histórico 
Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual 
corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor 
de outra importância fornecida à época de sua aquisição 
ou desenvolvimento. 
Entrada 
Geralmente 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor de mercado 
(quando o 
mercado é 
aberto, ativo e 
organizado) 
Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre 
partes cientes e dispostas, em transação sob condições 
normais de mercado. 
Entrada 
e saída 
Observável 
Não 
específica 
para a 
unidade 
Valor de mercado 
(em mercado 
inativo) 
Saída 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Custo de 
reposição ou 
substituição 
Custo mais econômico exigido para a entidade substituir o 
potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a 
entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua 
vida útil) na data do relatório. 
Entrada Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Preço líquido de 
venda 
Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo 
após deduzir os gastos para a venda. 
Saída Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor em uso 
Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços 
ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes do ativo, caso este continue a ser utilizado, 
e do valor líquido que a entidade receberá pela sua 
alienação ao final da sua vida útil. 
Saída 
Não 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
 Vale dizer que a EC define que: 
 As mensurações a valor corrente refletem o ambiente econômico vigente na data de apresentação 
do relatório. 
 Existem quatro bases de mensuração a valor corrente para os ativos: 
 
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 Agora, as bases de mensuração de passivos: 
Base de 
mensuração 
Descrição 
Entrada 
ou saída 
Observável 
ou não no 
mercado 
Específica 
ou não à 
entidade 
Custo histórico 
Importância recebida para se assumir uma obrigação, a 
qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa, ou ao 
valor de outra importância recebida à época na qual a 
entidade incorreu no passivo. 
Entrada 
Geralmente 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Custo de 
cumprimento da 
obrigação 
Custos nos quais a entidade incorre no cumprimento das 
obrigações representadas pelo passivo, assumindo que o 
faz da maneira menos onerosa. 
Entrada* 
Saída** 
Não 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor de mercado 
(quando o 
mercado é 
aberto, ativo e 
organizado) 
Montante pelo qual um passivo pode ser liquidado entre 
partes cientes e interessadas em transação sob condições 
normais de mercado. 
Entrada 
e saída 
Observável 
Não 
específica 
para a 
unidade 
Valor de mercado 
(em mercado 
inativo) 
Saída 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Custo de 
liberação 
Montante que corresponde à baixa imediata da obrigação. 
Montante que o credor aceita no cumprimento da sua 
demanda, ou que terceiros cobrariam para aceitar a 
transferência do passivo do devedor. 
Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao 
mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no 
contexto dos ativos. 
Saída Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Preço presumido 
Montante que a entidade racionalmente aceitaria na 
troca pela assunção do passivo existente. 
Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao 
mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. 
Entrada Observável 
Específica 
para a 
entidade 
*Segundo o MCASP e ** Segundo a NBC TSP – Estrutura Conceitual 
Vejamos alguns dos conceitosque aparecem nas bases colacionadas acima: 
Valores de entrada e de saída: as bases de mensuração podem fornecer valores de entrada e valores de 
saída. Para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. O custo histórico e o custo de 
reposição são valores de entrada. Os valores de saída refletem os benefícios econômicos da venda e 
também o montante que será obtido com a utilização do ativo. Em economia diversificada, os valores de 
entrada e saída diferem à medida que as entidades, normalmente: 
 a) adquirem ativos concebidos para suas particularidades operacionais para as quais outros 
participantes do mercado não estariam dispostos a pagar valor semelhante; e 
 b) incorrem em custos de transação na aquisição. 
 As bases de mensuração para o passivo também podem ser classificadas em termos de valores de 
entrada ou de saída. Os valores de entrada se relacionam à transação na qual a obrigação é contraída ou 
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ao montante que a entidade aceitaria para assumir um passivo. Os valores de saída refletem o montante 
exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a entidade da obrigação. 
Medidas observáveis e não observáveis: determinadas medidas podem ser classificadas como sendo ou 
não observáveis em mercado aberto, ativo e organizado. As medidas observáveis em mercado são, 
provavelmente, mais fáceis de serem compreendidas e verificadas do que as medidas não observáveis. 
Elas também podem representar mais fielmente os fenômenos que estejam mensurando. 
Medidas específicas e não específicas para a entidade: as medidas podem ser também classificadas 
conforme o fato de serem ou não específicas para a entidade. As bases de mensuração que são específicas 
para a entidade refletem as restrições de cunho econômico ou político presentes que afetam as utilizações 
possíveis de ativo e a extinção de passivo. As medidas específicas para a entidade podem refletir as 
oportunidades econômicas que não estão disponíveis para outras entidades e os riscos que não são 
vivenciados por estas. As medidas não específicas para a entidade refletem as oportunidades e os riscos 
gerais de mercado. A decisão de se utilizar ou não uma medida específica para a entidade é tomada com 
base no objetivo da mensuração e nas características qualitativas. 
Nível de agregação ou desagregação para fins de mensuração: para apresentar os ativos e os passivos 
nas demonstrações contábeis de modo a fornecer a informação que melhor satisfaça o objetivo da 
mensuração e a observar as características qualitativas pode ser necessário agregá-los ou desagregá-los 
para fins de mensuração. Os custos são comparados com os benefícios para se avaliar se tal agregação ou 
desagregação é apropriada. 
Vejamos um resumo esquemático contendo as bases de mensuração de ativos e passivos: 
 
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Atenção !! 
Esse é um assunto muito exigido em concursos. Entretanto, para resolver 
quase totalidade das questões, basta ter “no sangue” as duas tabelas de 
bases de mensuração (de ativos e de passivos) e o resumo esquemático 
acima. 
 Antes, porém, de passar a um exercício para fixar, vejamos algumas equivalências dadas pela Estrutura 
Conceitual entre as bases de mensuração de ativos e passivos: 
Atenção !! 
O custo de liberação é o termo utilizado no contexto dos passivos para se 
referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no 
contexto dos ativos. 
O preço presumido é o termo utilizado no contexto dos passivos para se 
referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. 
 Agora vamos ver como esse assunto é exigido em prova. 
Questão para fixar 
 (IF/MS – IF/MS – 2019) A NBC TSP – Estrutura Conceitual não propõe uma única base de mensuração (ou a 
combinação de bases de mensuração) para todas as transações, eventos e condições. Ao invés disso, apresenta 
bases de mensuração para ativos e passivos que fornecem informações sobre o custo de serviços prestados, a 
capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade, além da extensão na qual fornecem informação 
que satisfaça as características qualitativas. Dentre as bases de mensuração propostas pela NBC TSP – Estrutura 
Conceitual para Ativos, estão: 
 A) Custo de reposição ou substituição e custo de liberação. 
 B) Custo de liberação e preço líquido de venda. 
 C) Custo de cumprimento da obrigação e custo de liberação. 
 D) Custo de reposição ou substituição e preço líquido de venda. 
 E) Custo de cumprimento da obrigação e preço líquido de venda. 
RESOLUÇÃO: 
 Pessoal, grande parte das questões sobre este assunto podem ser resolvidas com uma breve consulta ao 
nosso resumo esquemático sobre bases de mensuração de ativos e passivos. A outra parte exige que saibamos 
mais alguns detalhes sobre cada base de mensuração. Vamos ao nosso resumo: 
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 Agora vamos analisar as alternativas. 
 A alternativa A) está errada, pois, apesar de custo de reposição ou substituição realmente ser uma base de 
mensuração do ativo, custo de liberação é uma base de mensuração do passivo. 
 A alternativa B) está errada, pois, apesar de preço líquido de venda realmente ser uma base de mensuração 
do ativo, custo de liberação é uma base de mensuração do passivo. 
 A alternativa C) está errada, pois ambas são bases de mensuração do passivo. 
 A alternativa D) está certa, pois, de fato, ambas são bases de mensuração do ativo. 
 A alternativa E) está errada, pois, apesar de preço líquido de venda realmente ser uma base de mensuração 
do ativo, custo de cumprimento de obrigação é uma base de mensuração do passivo. 
 Dessa forma, está certa a alternativa D). 
Gabarito: LETRA D 
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Capítulo 8 – Apresentação de Informação no Relatório Contábil de Propósito Geral das 
Entidades do Setor Público 
Chegamos ao nosso último tópico sobre a Estrutura Conceitual. Nele, veremos como se dá a apresentação 
das informações nos RCPGs e qual a sua importância considerando seus objetivos. 
Idioma no qual as demonstrações contábeis e outros RCPGs são divulgados 
 Segundo a EC, o idioma (ou idiomas) no qual as demonstrações contábeis e outros RCPGs são divulgados dá 
suporte à realização dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e as características 
qualitativas. Por óbvio, as versões traduzidas precisam ser fiéis à versão do idioma original, sendo que eventual 
versão traduzida deve ser disponibilizada para satisfazer as necessidades dos usuários em referência a: 
a) dispositivos legais na jurisdição da entidade; e 
b) relação custo-benefício da tradução. 
Apresentação 
 A apresentação corresponde à seleção, à localização e à organização da informação que é 
evidenciada nos RCPGs. 
 Além disso, tem-se que a apresentação visa fornecer informação que contribua com os objetivos da 
elaboração e da divulgação da informação contábil e alcança as características qualitativas, enquanto 
considera as restrições na informação incluída nos RCPGs. As decisões sobre a seleção, a localização e a 
organização da informação são tomadas em resposta às necessidades dos usuários pela informação sobre 
os fenômenos econômicos, financeiros e de outra natureza. 
 Conforme vimos anteriormente, no tópico que cuidou do Capítulo 1, os RCPGs compreendem relatórios 
múltiplos, cada um respondendo mais diretamente a determinados aspectos dos objetivos da elaboração e 
divulgação da informação contábil ou no alcance dessas informações. 
 Adicionalmente às demonstrações contábeis,os RCPGs fornecem informação relevante, por exemplo, para 
avaliações do desempenho dos serviços da entidade e a sustentabilidade das suas finanças. Os objetivos da 
elaboração e divulgação da informação contábil aplicados à área coberta por determinado relatório orientam as 
decisões sobre a apresentação daquele relatório. 
 Conforme a EC, as decisões sobre a apresentação podem: 
a) resultar no desenvolvimento de novo RCPG, na movimentação da informação entre os relatórios ou 
na fusão dos relatórios existentes; ou 
b) ser decisões detalhadas sobre a seleção, a localização e a organização da informação no RCPG. 
 Além disso, a EC destaca que as decisões sobre a seleção, a localização e a organização da informação 
estão interligadas e, na prática, provavelmente são consideradas em conjunto. A seguir, veremos cada decisão 
sobre a apresentação das informações nos RCPGs. 
Seleção e natureza da informação 
 Anteriormente, vimos as necessidades de informação dos usuários (no tópico que cuidou do Capítulo 2 da 
EC). Tais necessidades corroboram a seleção da informação para as demonstrações contábeis e incluem a 
informação sobre a situação patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa da entidade para: 
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a) possibilitar aos usuários identificarem os recursos da entidade e as demandas por estes recursos na 
data do relatório; 
b) informar as avaliações de questões como se a entidade adquiriu recursos com economicidade e os 
utilizou de forma eficiente e eficaz para alcançar os seus objetivos na prestação de serviços; e 
c) informar as avaliações do desempenho e a liquidez e solvência da entidade. 
 Também, as demonstrações contábeis podem fornecer também informação que auxilia os usuários na 
avaliação da extensão na qual: 
a) a entidade satisfez os seus objetivos financeiros; 
b) as receitas, as despesas, os fluxos de caixa e o desempenho da entidade estão em conformidade com 
os orçamentos aprovados; e 
c) a entidade observou a legislação vigente e outros regulamentos que regem a captação e a utilização 
de recursos públicos. 
 Embora as demonstrações contábeis não evidenciem de modo abrangente o desempenho dos serviços da 
entidade, elas podem fornecer informações relevantes aos aspectos financeiros do desempenho dos serviços, 
tais como: 
a) receita, despesa e fluxos de caixa relativos aos serviços; e 
b) os ativos e os passivos que orientam as avaliações dos usuários em relação à capacidade operacional 
da entidade ou aos riscos financeiros que podem impactar no fornecimento do serviço. 
 A EC destaca que outros relatórios nos RCPGs apresentam informação adicional às demonstrações 
contábeis. Tal informação poderia, por exemplo, incluir: 
a) informação sobre a sustentabilidade das finanças públicas da entidade; 
b) discussão e análise das demonstrações contábeis; ou 
c) informação sobre o desempenho dos serviços. 
 A informação é selecionada para exposição ou para evidenciação nos RCPGs. 
a) A informação selecionada para exposição comunica mensagens-chave no RCPG; 
b) A informação selecionada para evidenciação torna a informação exposta mais útil ou fornece 
detalhes que auxiliam os usuários a entenderem a informação exposta. Ela deve conter: 
 b.1) a base para a informação exposta como, por exemplo, políticas e metodologias aplicáveis; 
 b.2) detalhamentos da informação exposta; e 
 b.3) itens que compartilham alguns, mas nem todos os aspectos da informação exposta. 
Atenção !! 
A evidenciação não substitui a exposição. 
A mesma informação pode ser tanto exposta como evidenciada. 
Igualmente, a mesma informação pode ser apresentada em RCPGs 
diferentes para tratar diferentes propósitos. 
 Segundo a EC, as decisões sobre qual informação precisa ser exposta e evidenciada envolve considerar: 
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a) os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil; 
b) as características qualitativas e as restrições das informações contidas nos RCPGs; e 
c) os fenômenos econômicos relevantes e outros fenômenos sobre os quais a informação seja necessária. 
Atenção !! 
As decisões sobre a seleção da informação envolvem priorizar e resumir e 
evita a sobrecarga de informação, a qual reduz a compreensibilidade. 
As decisões sobre a seleção da informação exigem revisão contínua e 
crítica. 
 
Mais 
Atenção !! 
Os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis, que 
aplicam as normas e o julgamento profissional, são responsáveis por 
assegurar que a informação que satisfaça aos objetivos da elaboração e da 
divulgação da informação contábil e que alcance as características 
qualitativas fornecidas nos RCPGs. 
Conforme a EC, as decisões sobre a exposição e a evidenciação se aplicam tanto às demonstrações 
contábeis quanto aos outros RCPGs. A identificação da informação para exposição e evidenciação em RCPG em 
particular pode envolver o desenvolvimento de: 
a) princípios de classificação; 
b) lista de tipos gerais de informações que são expostas e de lista semelhante de tipos gerais de 
informações que são evidenciadas; e/ou 
c) listas de informação específica que aqueles que elaboram a informação precisam expor ou evidenciar. 
As decisões sobre a seleção da informação a ser exposta e evidenciada são tomadas: 
a) com referência umas às outras, em vez de estarem isoladas; e 
b) para comunicar efetivamente o conjunto integrado de informação. 
Atenção !! 
As decisões sobre a seleção da informação em outros RCPGs são tomadas 
após considerar, cuidadosamente, a relação dos outros RCPGs com as 
demonstrações contábeis. 
Localização da informação 
Segundo o EC, as decisões sobre a localização da informação são tomadas sobre: 
a) o local no qual a informação é contida no relatório; e 
b) o local no qual o componente do relatório está localizado. 
A localização da informação tem impacto sobre a contribuição da informação para a realização dos 
objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil e para o atendimento das características 
qualitativas. A localização pode afetar a maneira que os usuários interpretam a informação e a comparabilidade 
da informação. A localização pode ser utilizada para: 
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a) transmitir a importância relativa da informação e as suas conexões com os outros itens da informação; 
b) transmitir a natureza da informação; 
c) ligar itens de informação diferentes que se combinam para satisfazer a necessidade de um usuário em 
particular; e 
d) distinguir entre a informação selecionada para exposição e a informação selecionada para 
evidenciação. 
 Segundo a EC, os fatores relevantes para as decisões sobre alocar a informação entre as demonstrações 
contábeis e outros RCPGs incluem: 
Natureza: se a natureza da informação – por exemplo, histórica versus prospectiva – indica a inclusão da 
informação no mesmo ou em RCPG diferente em razão das considerações relacionadas a, por exemplo, 
comparabilidade e/ou compreensibilidade; 
Especificidade à jurisdição: se os fatores específicos à jurisdição, como, por exemplo, os dispositivos 
legais vigentes, especificarem regras acerca da localização da informação; e 
Conexão: se a informação adicional considerada precisa ou não estar conectada de modo estreito com a 
informação já incluída em relatório existente. As conexões entre todas as informações precisam ser 
avaliadas, não se restringindo somente à conexão entre a informação nova e a já existente. 
 
Atenção !! 
Apesar de RCPGs existirem para satisfazer necessidades gerais dos 
usuários, podem ser que um RCPG específico seja necessário, quando: 
a) necessidades adicionais de informaçãodo usuário, não satisfeitas por 
relatório existente, são identificadas; e 
b) um RCPG específico para satisfazer essas necessidades é mais adequado 
ao alcance dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação 
contábil e do cumprimento das características qualitativas do que a 
inclusão da informação em relatório já existente. 
 Conforme a EC, a localização da informação nas demonstrações contábeis contribui para representar um 
panorama financeiro mais abrangente da entidade. 
 Para as demonstrações contábeis, a informação exposta é mostrada na demonstração apropriada, 
enquanto as evidenciações encontram-se nas notas explicativas. 
 Para outros RCPGs, a informação exposta pode estar localizada separadamente da informação 
evidenciada ou no mesmo local, mas difere-se da informação evidenciada e do destaque dado por meio de outra 
técnica de apresentação. 
Organização da informação 
A organização da informação trata da disposição, agrupamento e ordenamento da informação, a qual inclui 
decisões sobre: 
a) como a informação está disposta no RCPG; e 
b) a estrutura geral do RCPG. 
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Pode até parecer inócuo, mas a organização da informação envolve uma série de decisões, tais como 
utilização de referência cruzada, quadros, tabelas, gráficos, cabeçalhos, numeração e a disposição dos itens dentro 
de determinado componente de relatório, incluindo decisões sobre a ordem dos itens. 
Atenção !! A forma na qual a informação está organizada pode afetar a sua 
interpretação por parte dos usuários. 
Conforme a EC, as decisões sobre a organização da informação levam em consideração: 
a) importantes relacionamentos entre a informação; e 
b) se a informação é para exposição ou para evidenciação. 
Vejamos agora os tipos mais de relacionamentos: 
Aprimoramento: a informação em determinado lugar no RCPG pode ser aprimorada por meio de 
informação fornecida em outro local; 
Similaridade: a relação de similaridade existe quando a informação evidenciada em um lugar se baseia na 
informação relatada em outro local nos RCPGs, e a informação ou não foi ajustada ou teve ajustes 
relativamente menores; 
Propósito comum: o relacionamento de propósito comum existe quando a informação relatada em locais 
diferentes contribui para os mesmos fins. 
 Podem existir relações entre informações expostas em diferentes RCPGs, componentes dentro do 
RCPG ou mesmo partes de um único componente. 
A natureza, a especificidade à jurisdição e a conexão (fatores relativos à localização da informação) também 
se aplicam ao agrupamento da informação. 
Falemos agora sobre princípios aplicáveis à organização da informação. Segundo a EC, a organização da 
informação: 
a) dá suporte ao alcance dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil; 
b) auxilia a informação evidenciada a satisfazer as características qualitativas; 
c) busca assegurar que as mensagens-chave sejam compreensíveis; 
d) identifica claramente as relações importantes; 
e) fornece o destaque apropriado à informação que transmite mensagens-chave; e 
f) facilita as comparações. 
A organização da informação nas demonstrações contábeis inclui decisões sobre: 
a) o tipo e o número de demonstrações; 
b) o detalhamento dos totais em subcategorias significativas; 
c) o ordenamento e o agrupamento de itens expostos em cada demonstração; 
d) a identificação de agregados (aditivos ou subtrativos); e 
e) a identificação de outra informação para inclusão na demonstração. 
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A EC destaca que a informação evidenciada nas notas explicativas às demonstrações contábeis é 
organizada de modo que as relações com os itens evidenciados nas demonstrações contábeis sejam claras. 
Lembrem-se sempre de que as notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 
A organização da informação em outros RCPGs, assim como para as demonstrações contábeis, busca 
assegurar que as mensagens-chave que são transmitidas pela informação exposta são compreensíveis. A 
apresentação que identifica claramente as relações relevantes aprimora a extensão na qual o relatório: 
a) satisfaça os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil; 
b) alcance as características qualitativas. 
Por fim, a EC destaca que a organização da informação facilita as comparações ao tornar mais claro quando 
determinados itens são semelhantes ou não. A comparabilidade intertemporal é facilitada ao se evitar alterações 
no modo em que a informação é organizada, para a mesma entidade, ano após ano, a menos que tais mudanças 
aprimorem a relevância e a compreensibilidade. A comparação entre entidades é facilitada quando diferentes 
entidades que reportam a informação contábil organizam de maneira semelhante a informação que apresentam. 
Agora vamos resolver algumas questões de concurso para treinarmos! 
 
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Questões Comentadas 
1. (Cespe – MPE/CE – 2020) Julgue o item seguinte, acerca das competências do Sistema de Contabilidade 
Federal e da composição do patrimônio público. 
A cada apresentação da informação contábil a situação jurídica deve ser avaliada para determinar se a 
obrigação deixa de satisfazer a definição de passivo. 
RESOLUÇÃO: 
 Exatamente segundo o tópico Obrigações Legais da NBC TSP – Estrutura Conceitual dispõe que: 
5.22 [...]. A situação jurídica deve ser avaliada a cada apresentação da informação contábil para 
determinar se a obrigação deixa de ser vinculada e de satisfazer a definição de passivo. 
Gabarito: CERTO 
 
2. (CESPE – TJ/PA – 2020) Assinale a opção que apresenta as características qualitativas da informação incluída 
nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG), em conformidade com o 
disposto na NBC TSP – Estrutura Conceitual. 
 A) unidade, anualidade, universalidade, não afetação e transparência. 
 B) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e 
verificabilidade. 
 C) primazia da essência sobre a forma, materialidade e custo benefício. 
 D) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 
E) entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência. 
RESOLUÇÃO: 
 Vamos começar lembrando quais são as características qualitativas listadas na NBC TSP - Estrutura 
Conceitual: 
 
 Agora fica fácil saber que a alternativa correta é a letra B). 
Gabarito: LETRA B 
 
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3. (Cespe – TJ/PA – 2020) Relativamente à etapa da receita orçamentária denominada lançamento, é correto 
afirmar que, uma vez ocorrido o fato gerador, procede-se 
A) à realização da receita orçamentária em favor da fazenda pública. 
B) ao registro de uma provisão em contrapartida a uma variação patrimonial diminutiva, por se tratar de 
prazo ou valor incerto. 
C) ao registro do crédito tributário em favor da fazenda pública em contrapartida a uma variação patrimonial 
aumentativa. 
D) à divulgação de uma nota explicativa até que haja o efetivo ingresso do recurso. 
E) à baixa do direito a receber anteriormente registrado e a correspondente realização da receita 
orçamentária. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos analisar as alternativas: 
A letra A) está errada, porque considera-se realizada a receita orçamentária quando da arrecadação e não 
do lançamento. 
A letra B) está errada, porque quando reconhecido o fato gerador, registra-se uma VPA em contrapartida de 
registro na conta créditos tributários a receber. 
A letra C) está certa, justamente porquequando reconhecido o fato gerador, é realizado o registro de uma 
VPA em contrapartida do registro na conta créditos tributários a receber (1.1.2.1.x.xx.xx). 
A letra D) e E) estão erradas, porque viajaram totalmente! 
Gabarito: LETRA C 
 
4. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, 
acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do 
setor público (RCPG). 
Como não é possível identificar todos os custos e benefícios da informação incluída nos RCPG, avaliar se os 
benefícios da informação justificam seus custos é frequentemente uma questão de julgamento de valor. 
RESOLUÇÃO: 
 Exatamente conforme dispõe a NBCT Estrutura Conceitual: 
Custo-benefício 
Item 3.35 A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los. Avaliar se os 
benefícios da informação justificam seus custos é, com frequência, uma questão de julgamento de valor, 
pois não é possível identificar todos os custos e todos os benefícios da informação incluída nos RCPGs. 
Gabarito: CERTO 
 
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5. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, 
acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do 
setor público (RCPG). 
É material a informação cujo valor seja superior a 10% do grupo contábil do qual essa informação faça parte. 
RESOLUÇÃO: 
Não! A NBC TSP - Estrutura Conceitual dispõe de forma diversa. Vejamos: 
Materialidade 
Item 3.32 A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do 
dever de prestação de contas e responsabilização (accountability), ou as decisões que os usuários tomam 
com base nos RCPGs elaborados para aquele exercício. A materialidade depende tanto da natureza 
quanto do montante do item analisado dentro das particularidades de cada entidade. Os RCPGs podem 
englobar informação qualitativa e quantitativa acerca do cumprimento da prestação de serviços durante 
o período de referência e das expectativas sobre a prestação de serviço e o desempenho no futuro. 
Consequentemente, não é possível especificar um limite quantitativo uniforme no qual determinada 
informação se torna material. 
Gabarito: ERRADO 
 
6. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, 
julgue o item que se segue. 
Para que uma obrigação presente exista, é essencial conhecer a identidade dos terceiros antes da época da 
extinção do passivo. 
RESOLUÇÃO: 
Na verdade, não é necessário reconhecer a identidade e terceiros para se reconhecer uma obrigação. 
 Segundo o MCASP, obrigação presente é aquela que ocorre por força de lei (obrigação legal ou obrigação 
legalmente vinculada) ou não (obrigação não legalmente vinculada), a qual não possa ser evitada pela entidade. É 
a característica essencial para a existência do passivo 
 O item 5.18 da NBC Estrutura Conceitual torna claríssimo essa discussão: 
5.18 As obrigações vinculadas podem ser obrigações legais (ou legalmente vinculadas) ou não legalmente 
vinculadas. As obrigações vinculadas podem originar-se tanto de transações com contraprestação 
quanto de transações sem contraprestação. A obrigação deve estar relacionada a um terceiro para poder 
gerar um passivo. A entidade não pode obrigar a si mesma, mesmo quando tenha divulgado 
publicamente a intenção de se comportar de determinado modo. A identificação de terceiros é uma 
indicação da existência de obrigação que dá origem a um passivo. Entretanto, não é essencial saber a 
identidade dos terceiros antes da época da extinção do passivo para que a obrigação presente 
exista. 
Gabarito: ERRADO 
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7. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor 
público, julgue o item que se segue. 
Para que uma entidade do setor público seja capaz de acessar o potencial de serviços associado a 
um recurso, é necessário que essa entidade obtenha direitos jurídicos sobre ele. 
RESOLUÇÃO: 
Na verdade, não se faz necessário que a entidade obtenha direitos jurídicos para acessar o potencial de 
serviço associado a um recurso. 
RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios 
econômicos controlado pela entidade como resultado de eventos passados. 
No entanto, ser “controlado” não quer dizer que a entidade tem a “propriedade” do recurso. 
Em resumo, ao determinar a existência do recurso/ativo, o direito de propriedade não é essencial. 
O item 5.12 A da NBC TSP – Estrutura Conceitual, descreve bem esse ponto. 
5.12 A A propriedade legal do recurso, tal como terreno ou equipamento, é um dos métodos para se 
verificar o potencial de serviços ou os benefícios econômicos de um ativo. No entanto, os direitos ao 
potencial de serviços ou à capacidade de gerar benefícios econômicos podem existir sem que se 
verifique a propriedade legal do recurso. Por exemplo, os direitos ao potencial de serviços ou à 
capacidade de gerar benefícios econômicos por meio da manutenção e utilização de item patrimonial 
arrendado são verificados sem que haja a propriedade legal do próprio item arrendado. Portanto, a 
propriedade legal do recurso não é uma característica essencial de um ativo. No entanto, a propriedade 
legal é um indicador de controle 
Gabarito: ERRADO 
 
8. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor 
público, julgue o item que se segue. 
Para que os objetivos da informação contábil sejam alcançados, pode-se reconhecer, nas demonstrações 
contábeis, recurso ou obrigação que não satisfaça a definição de elemento definido na estrutura conceitual. 
RESOLUÇÃO: 
Sem muitas delongas, o item 5.4 da NBC TSP – Estrutura Conceitual deixa muito claro o porquê de esse item 
estar certo. Vamos a ele: 
5.4 Em algumas circunstâncias, para assegurar que as demonstrações contábeis forneçam 
informação útil para uma avaliação significativa do desempenho e da situação patrimonial da 
entidade, o reconhecimento de fenômenos econômicos não capturados pelos elementos definidos 
neste capítulo pode ser necessário. Consequentemente, a identificação dos elementos neste capítulo 
não impede as NBCs TSP de exigirem ou permitirem o reconhecimento de recursos ou obrigações que não 
satisfaçam a definição de elemento identificada neste capítulo (doravante referidos como “outros 
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recursos” ou “outras obrigações”), quando necessário no sentido de se alcançarem os objetivos da 
informação contábil. 
Gabarito: CERTO 
 
9. (FGV – DPE/RJ – 2019) Ao tratar das bases para mensuração de ativos, a Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público aborda a 
lógica de mensuração a valores históricos e valores correntes. 
 A mensuração a valores correntes: 
A) abrange somente medidas observáveis. 
B) contempla apenas informações específicas para a entidade. 
C) é baseada exclusivamente em preços de saída. 
D) inclui mensuração a valor de mercado e a custo de reposição. 
E) veda o valor em uso como base de mensuração. 
RESOLUÇÃO: 
 Pessoal, a EC estabelece em seu Capítulo 7 – Mensuração de Ativos e Passivos nas Demonstrações Contábeis 
que existem quatro bases de mensuração a valor corrente para os ativos, quais sejam: 
 
Vamos também relembrar das bases de mensuração dos ativos de forma geral: 
Base de 
mensuração 
Descrição 
Entrada 
ou saída 
Observávelou não no 
mercado 
Específica 
ou não à 
entidade 
Custo histórico 
Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual 
corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor 
de outra importância fornecida à época de sua aquisição 
ou desenvolvimento. 
Entrada 
Geralmente 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor de mercado 
(quando o mercado 
é aberto, ativo e 
organizado) 
Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre 
partes cientes e dispostas, em transação sob condições 
normais de mercado. 
Entrada 
e saída 
Observável 
Não 
específica 
para a 
unidade 
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Valor de mercado 
(em mercado 
inativo) 
Saída 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Custo de reposição 
ou substituição 
Custo mais econômico exigido para a entidade substituir 
o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante 
que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final 
da sua vida útil) na data do relatório. 
Entrada Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Preço líquido de 
venda 
Montante que a entidade pode obter com a venda do 
ativo após deduzir os gastos para a venda. 
Saída Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor em uso 
Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços 
ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes do ativo, caso este continue a ser 
utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela 
sua alienação ao final da sua vida útil. 
Saída 
Não 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Agora vamos analisar as alternativas: 
A alternativa A) está errada, pois dentre as bases de mensuração a valor corrente, tem-se o valor em uso, 
que não é observável no mercado e o valor de mercado (em mercado inativo), o qual depende da técnica de 
atribuição de valor para ser uma base de mensuração observável ou não no mercado. 
A alternativa B) está errada, pois dentre as bases de mensuração a valor corrente, tem-se o valor de 
mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado), o qual consiste em uma base de mensuração não 
específica para a unidade e o valor de mercado (em mercado inativo), o qual depende da técnica de atribuição de 
valor para ser uma base de mensuração específica ou não à entidade. 
A alternativa C) está errada, pois dentre as bases de mensuração a valor corrente, tem-se o valor de 
mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado), que é uma base de mensuração baseada em preços 
de entrada e saída e o custo de reposição ou substituição, que é uma base de mensuração baseada em preços 
de entrada. 
A alternativa D) está certa, pois, de fato, o valor de mercado e a custo de reposição incluem-se nas 
bases de mensuração a valor corrente. 
A alternativa E) está errada, pois o valor em uso é uma das bases de mensuração a valor corrente. 
Gabarito: LETRA D 
 
10. (Vunesp – TJ/SP – 2019) São três características qualitativas da informação contábil, conforme o MCASP: 
A) compreensibilidade, comparabilidade e verificabilidade. 
B) tempestividade, relevância e verdade. 
C) relevância, compreensibilidade e custo como base de valor. 
D) representação fidedigna, prudência e custo como base de valor. 
E) relevância, representação fidedigna e custo como base de valor. 
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RESOLUÇÃO: 
 Pessoal, vamos relembrar o nosso resumo esquemático sobre características qualitativas da informação 
contábil: 
 
 Comparando as alternativas com o esquema acima, constata-se que somente a alternativa A) lista 
características qualitativas da informação contábil apenas. 
 Para resolver essa questão podemos utilizar o nosso mnemônico para lembrar de todas as características: 
Re ReFi CoCo T V MAnchou a CU ECA 
Re - Relevância 
Re Fi – Representação Fidedigna 
Co - Compreensibilidade 
Co - Comparabilidade 
T - Tempestividade 
V - Verificabilidade 
MAnchou – MAterialidade 
a CU - CUsto-Benefício 
ECA - Equilíbrio das CAracterísticas 
 Assim, está certa a alternativa A). 
Gabarito: LETRA A 
 
11. (UFSC – UFSC – 2019) A estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de 
propósito geral pelas entidades do setor público estabelece os conceitos que fundamentam a elaboração e a 
divulgação dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs). Segundo o que 
prevê a estrutura conceitual, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. 
I. O conteúdo dos relatórios é previsto pela estrutura conceitual, a qual prescreve a forma padrão dos RCPGs. 
II. Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras 
entidades do setor público. 
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III. Alguns usuários da informação contábil podem ter a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios para 
atender às suas necessidades específicas, mesmo que os relatórios não sejam elaborados para atender 
especificamente a essas necessidades. 
IV. Os RCPGs devem ser elaborados com base no regime de competência. 
V. Os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil não estão relacionados às necessidades de 
informações dos usuários dos RCPGs. 
A) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
B) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
C) Somente as afirmativas III e V estão corretas. 
D) Somente as afirmativas I e V estão corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e V estão corretas. 
RESOLUÇÃO 
 Vamos analisar as afirmativas. 
 A afirmativa I está errada, pois, segundo a EC: 
 Os requisitos obrigatórios relacionados ao reconhecimento, mensuração e apresentação das 
transações e outros eventos e atividades evidenciados nos RCPGs são especificados nas demais NBCs 
TSP, aplicando-se, SUBSIDIARIAMENTE, os conceitos descritos nesta estrutura conceitual. 
 A afirmativa II está certa, pois, conforme a EC: 
Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de 
outras entidades do setor público, aprimorando-a e favorecendo-a. 
 A afirmativa III está certa, mas essa é um pouco complicadinha, pois a EC deixa claro que os RCPGs não são 
elaborados especificamente para atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades 
dos usuários em geral. Entretanto, existem organizações (as quais não constituem usuários primários dos 
RCPGs) que possuem a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios contábeis estruturados para atender suas 
necessidades específicas de informação (agências reguladoras e supervisoras, entidades de auditoria, agências de 
classificação de risco, comissões do Poder Legislativo, etc). 
 A afirmativa IV está certa, pois é função da EC: 
 Estabelecer os conceitos que fundamentam a elaboração e a divulgação dos Relatórios Contábeis de 
Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs), os quais devem ser elaborados com base no 
regime de competência. 
 A afirmativa V está errada, pois a EC deixa claro que: 
 A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para atender a necessidades 
específicas, mas, sim, para atender às necessidades dos usuários em geral. 
 Assim, como estão certas as afirmativas II, III e IV, tem-se que está certa a alternativa A). 
Gabarito: LETRA A 
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12. (FGV – AL/RO – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, o objetivo 
principal da maioriadas entidades do setor público é o de 
A) gerar retorno financeiro. 
B) ser auto sustentável. 
C) gerar empregos. 
D) prestar serviços à sociedade. 
E) contribuir para o desenvolvimento do país. 
RESOLUÇÃO 
Pessoal, ainda na Introdução, a Estrutura Conceitual explica que: 
 O objetivo principal da maioria das entidades do setor público é prestar serviços à sociedade, em vez 
de obter lucros e gerar retorno financeiro aos investidores, tem-se que os demonstrativos contábeis que 
fornecem informações sobre situação patrimonial, do desempenho e dos fluxos de caixa permitem apenas 
uma avaliação parcial da entidade. 
 Assim, está certa a alternativa D). 
Gabarito: LETRA D 
 
13. (Cespe – TCE/MG – 2018) Uma entidade pública realizou operação de arrendamento mercantil financeiro de 
um ativo tangível. O gestor contábil interpretou a operação como direito cedido por meio de contrato de 
licenciamento e contabilizou o fato como ativo intangível. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que indica a característica qualitativa da informação 
violada pela entidade quando da publicação dos relatórios contábeis. 
A) compreensibilidade. 
B) tempestividade. 
C) imparcialidade. 
D) relevância. 
E) representação fidedigna. 
RESOLUÇÃO: 
 Vamos começar relembrando as características qualitativas da informação contábil por meio do nosso 
resumo esquemático: 
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 Pessoa, agora reparem que nesta questão não basta saber as características qualitativas da informação 
contábil, também é necessário ter noção dos conceitos de cada uma. 
 Vamos analisar as alternativas, mas tenham em mente, desde já, que a entidade contabilizou uma operação 
relativa a um ativo tangível como se intangível fosse. Ou seja, trata-se de um erro material. 
 A alternativa A) está errada, pois, segundo a EC, compreensibilidade é: 
 A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. 
 Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do 
conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. 
Conforme narrado pela questão, trata-se de um erro material, e não de um problema de 
compreensibilidade por parte dos usuários. 
A alternativa B) está errada, pois, segundo a EC, tempestividade é: 
 Ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins 
de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
Conforme narrado pela questão, trata-se de um erro material, e não de um problema de tempestividade. 
A alternativa C) está errada, pois imparcialidade sequer é uma característica qualitativa da informação 
contábil. 
A alternativa D) está errada, pois, segundo a EC, as informações financeiras e não financeiras são relevantes 
se: 
 Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da 
divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer 
essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. 
 A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários 
decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. 
Conforme narrado pela questão, trata-se de um erro material, e não de um problema de tempestividade. 
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A alternativa E) está certa, pois, segundo a EC, a informação só é útil quando corresponder à representação 
fidedigna dos fenômenos econômicos e outros que se pretenda representar. Vejamos o conceito de 
representação fidedigna: 
 A representação fidedigna é alcançada quando a representação do fenômeno é completa, neutra e 
livre de erro material. A informação que representa fielmente um fenômeno econômico ou outro 
fenômeno retrata a substância da transação, a qual pode não corresponder, necessariamente, à sua forma 
jurídica. 
Opa! Abarca justamente o que a questão narrou, certo? Ou seja, as informações contábeis não estão 
representadas fidedignamente uma vez que contêm erro material. Assim, está certa a letra E). 
Gabarito: LETRA E 
 
14. (FCC – MPE/PE – 2018) De acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura Conceituai sobre as 
características qualitativas da informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do 
Setor Público - RCPGs, a 
A) relevância é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando a representação do 
fenômeno por uma determinada entidade pública é completa, neutra e livre de erro material tanto quanto 
possível. 
B) verificabilidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a 
informação contida nos RCPGs representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se 
propõe a representar. 
C) consistência é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando os mesmos princípios 
e/ou políticas contábeis são utilizados de período a período por uma determinada entidade pública. 
D) materialidade é uma característica qualitativa da informação que assegura que a informação contábil-
financeira será material se sua omissão puder influenciar o processo de tomada de decisão dos usuários. 
E) neutralidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que o 
retrato da realidade econômica contido nos RCPGs é desprovido de viés na seleção da informação contábil-
financeira que se propõe a representar. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, para responder a essa questão precisamos saber os conceitos das características qualitativas da 
informação contábil. Entretanto, comecemos relembrando quais são elas por meio do nosso resumo esquemático: 
 
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 Note que já podemos descartar as letras C), D) e E), uma vez que elas não constam do esquema acima. 
 A título informativo, a consistência (letra C)) chega a ser citada pela EC, não no patamar de característica 
qualitativa, mas para fazer uma diferenciação com a comparabilidade. Já a materialidade (letra D)) consiste em 
uma restrição à informação contábil. Por fim, a neutralidade (letra E)) chega a ser mencionada quando a Estrutura 
Conceitual está dispondo sobre representação fidedigna. 
 Vamos agora as alternativas restantes (A) e B)). 
 A letra A) está errada, pois, segundo a EC, as informações financeiras e não financeiras são relevantes se: 
 Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da 
divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer 
essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. 
 A definição trazida pela letra A) foi a de representação fidedigna. 
 Por fim, a letra B) está certa, pois, segundo a EC, a verificabilidade é: 
 A qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs 
representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. 
Gabarito: LETRA B 
 
15. (FGV– MPE/AL – 2018) Assinale a opção que indica os usuários primários dos Relatórios Contábeis de 
Propósito Geral das Entidades do Setor Público. 
A) Os governantes. 
B) Os órgãos reguladores. 
C) A população em geral. 
D) Os investidores e os funcionários. 
E) Os usuários dos serviços e os provedores de recursos. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, o capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil – dispõe que os usuários primários dos 
RCPGs são os: 
 
 Logo, a alternativa certa é a letra E). 
Gabarito: LETRA E 
Usuários primários dos 
RCPGs
Usuários dosserviços; 
Provedores de recursos; e 
Representantes dos dois (membros 
do Poder Legislativo)
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16. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos 
relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. 
A estrutura conceitual se aplica não somente aos governos federal, estadual, municipal e distrital, mas, 
também, às autarquias e às fundações mantidas pelo poder público, aos fundos e consórcios públicos. 
RESOLUÇÃO 
Perfeito! A Estrutura Conceitual e as demais NBCs TSP aplicam-se, obrigatoriamente, às entidades do setor 
público quanto à elaboração e divulgação dos RCPGs. Vamos rever o que vem a ser entidades do setor público. 
 
 
Gabarito: CERTO 
17. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos 
relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. 
Os RCPGs se prestam a dar publicidade à prestação de contas da aplicação de recursos públicos, mas são 
desprovidos de poder comprobatório para a responsabilização de gestores. 
RESOLUÇÃO 
Errrrou! A Estrutura Conceitual afirma que os RCPGs fornecem informações aos seus usuários para subsidiar 
os processos decisórios e a prestação de contas e responsabilização (accountability). 
Obrigatória
Entidades do Setor Público:
a) Governos nacionais, estaduais, distrital
e municipais (Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, Tribunais de
Contas, Defensorias e Ministério Público);
b) órgãos, secretarias, departamentos,
agências, autarquias, fundações
(instituídas e mantidas pelo poder
público);
c) fundos, consórcios públicos e outras
repartições públicas congêneres das
administrações direta e indireta (inclusive
as empresas estatais dependentes).
Facultativa
ou por
determinação de 
órgão regulador, 
fiscalizador ou
congênere
Demais entidades não enquadradas
no rol acima, incluídas as estatais
independentes.
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Ora, como os RCPGs se prestam a subsidiar responsabilização, por óbvio, são dotados de poder 
comprobatório! 
Gabarito: ERRADO 
18. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. 
As características qualitativas são inaplicáveis às informações não financeiras e prospectivas do ente que as 
divulga. 
RESOLUÇÃO 
Opa! Na verdade, a Estrutura Conceitual dispõe que: 
 As características qualitativas se aplicam a todas as informações financeiras e não financeiras 
apresentadas nos RCPGs, inclusive às informações histórica e prospectiva, além da informação 
explicativa. 
Gabarito: ERRADO 
19. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. 
Uma informação será considerada relevante se possuir a capacidade de influenciar a decisão do usuário e se 
este, de fato, fizer uso dela. 
RESOLUÇÃO 
Eita que esse concurso da Abin/2018 gostou de cobrar a Estrutura Conceitual, hein?!? 
 Vamos à questão. Ela trata do conceito de relevância, que é uma característica qualitativa da informação 
contábil. Vejamos o seu conceito, segundo a Estrutura Conceitual: 
 As informações financeiras e não financeiras são relevantes se forem capazes de influenciar 
significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. 
As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer essa influência quando têm valor 
confirmatório, preditivo ou ambos. 
 A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários 
decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. 
Ou seja, a informação pode ser relevante ainda que o usuário não faça uso dela. Portanto, o item está errado! 
Gabarito: ERRADO 
 
20. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos 
relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. 
Constantes dos RCPGs, as informações que podem subsidiar as decisões dos usuários incluem aquelas 
relativas à situação patrimonial, de desempenho do ente e de seus fluxos de caixa. 
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RESOLUÇÃO 
Pessoal, vejamos o que a Estrutura Conceitual diz sobre a informação fornecida pelos RCPGs: 
: 
Ou seja, situação patrimonial, desempenho e fluxos de caixa são informações que podem subsidiar as 
decisões dos usuários nos RCPGs. Item certo. 
Gabarito: CERTO 
 
21. (Consulplan – CFC – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, as 
características qualitativas da informação incluída nos relatórios contábeis de propósito geral são atributos que 
tornam a informação útil para os usuários e dão suporte ao cumprimento dos objetivos da informação contábil. 
Assinale a alternativa correta em relação a uma das características qualitativas da informação. 
A) A comparabilidade se refere à utilização dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma base 
de elaboração em diferentes períodos na entidade. 
B) A tempestividade significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade 
de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada de decisão. 
C) A compreensibilidade implica que uma informação complexa e de difícil entendimento para usuários com 
conhecimento técnico e que conhecem as atividades da entidade deve ser excluída dos relatórios contábeis 
de propósito geral. 
D) A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de 
prestação de contas e responsabilização, ou as decisões que os usuários tomam com base nos relatórios 
contábeis de propósito geral elaborados para aquele exercício. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, note que a questão está exigindo conhecimento das características qualitativas da informação 
contábil. Logo, nossa estratégia para resolvê-la começa descartando aquelas alternativas que não tratam de 
características qualitativas, certo? Para tanto, vamos rever nosso resumo esquemático: 
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 Assim, podemos descartar a alternativa D), que trata de uma restrição à informação contábil. 
 Vamos analisar agora as demais alternativas. 
 A alternativa A) está errada, pois, segundo a EC, comparabilidade significa: 
 A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois 
conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, 
antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. 
 A alternativa B) está certa, pois está de acordo com o conceito trazido na EC sobre tempestividade. 
 A alternativa C) está errada, pois, segundo a EC, compreensibilidade é: 
 A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. 
 Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do 
conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. 
 Logo, a alternativa certa é a letra B). 
Gabarito: LETRA B 
 
22. (FGV– MPE/AL – 2018) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs) 
fornecem informações aos seus usuários com o objetivo de 
A) subsidiar os processos decisórios relativo aos orçamentosdos exercícios subsequentes, a prestação de 
contas e a responsabilização (accountability). 
B) verificar o resultado obtido e a prestação de contas e responsabilização (accountability). 
C) verificar o retorno financeiro e subsidiar os processos decisórios relativos aos orçamentos dos exercícios 
subsequentes. 
D) avaliar a idoneidade e a conduta do governo. 
E) assegurar o interesse público de acordo com os objetivos definidos nas políticas públicas. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, o Capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil de Propósito Geral das Entidades do 
Setor Público – da Estrutura Conceitual dispõe que os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil 
estão relacionados ao fornecimento de informações sobre a entidade do setor público que são úteis aos usuários 
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dos RCPGs para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
Esquematicamente: 
 
 Desse modo, a única alternativa que se amolda aos objetivos mencionados é a letra A), que é a certa. 
Gabarito: LETRA A 
 
23. (Fapec – UFMS – 2018) Quanto à Norma Brasileira de Contabilidade – NBC TSP Estrutura Conceitual, é 
correto afirmar que: “As restrições inerentes à informação contida nos RCPGs (Relatório Contábil de Propósito 
Geral das Entidades do Setor Público) são a...” 
A) Materialidade, o custo-benefício e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. 
B) Relevância, a materialidade e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. 
C) Comparabilidade, o custo-benefício e a verificabilidade apropriada entre as características qualitativas. 
D) Tempestividade, a materialidade e a comparabilidade apropriada entre as características qualitativas. 
E) Relevância, a verificabilidade e a materialidade apropriada entre as características qualitativas. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, basta olharmos nosso resumo esquemático de restrições à informação contábil, certo? Vamos vê-
lo: 
 
 Desse modo, fica fácil discernir que a alternativa certa é a letra A). 
Gabarito: LETRA A 
 
24. (FCC – SEAD/AP – 2018) De acordo com a NBC TSP – Estrutura Conceitual, a característica qualitativa da 
informação denominada Comparabilidade 
A) é aplicável a item individual de informação, mas não à relação entre dois ou mais itens de informação ou 
conjuntos de fenômenos. 
B) é sinônimo de consistência. 
C) é sinônimo de uniformidade. 
D) possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. 
E) é aprimorada ao fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes. 
Objetivos da 
elaboração e divulgação 
da informação contábil
Prestação de Contas
Responsabilização
Tomada de Decisão
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RESOLUÇÃO 
 Pessoal, aqui não tem jeito a não ser lembrar da definição da comparabilidade segundo a EC. Vamos a ela: 
 A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois 
conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, 
antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. 
Mais do que isso, a Estrutura Conceitual dispõe que: 
 A comparabilidade difere da consistência. A última se refere à utilização dos mesmos princípios ou 
políticas contábeis e da mesma base de elaboração, seja de período a período dentro da entidade ou de 
um único período entre duas ou mais entidades. 
 A comparabilidade é o objetivo, enquanto que a consistência auxilia a atingi-lo. 
 A comparabilidade também difere da uniformidade. Para que a informação seja comparável, coisas 
semelhantes devem parecer semelhantes e coisas distintas devem parecer distintas. 
 A ênfase demasiada na uniformidade pode reduzir a comparabilidade ao fazer com que coisas distintas 
pareçam semelhantes. 
 Desse modo, fica fácil discernir que a alternativa certa é a letra D). 
Gabarito: LETRA D 
 
25. (Cespe – TCE/PB – 2018) Segundo as normas brasileiras de contabilidade técnicas aplicadas ao setor público 
(NBC TSP), a estrutura conceitual propõe bases de mensuração para todas as transações ou para os eventos 
relacionados aos ativos sob o controle das entidades do setor público. Uma dessas bases de mensuração é o 
denominado valor em uso, que consiste no 
A) montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob 
condições normais de mercado. 
B) custo mais econômico exigido para a entidade substituir, na data do relatório, o potencial de serviços de 
ativo (incluído o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil). 
C) montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. 
D) valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes tanto do ativo, caso este continue a ser utilizado, quanto do valor líquido que a entidade 
receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. 
E) valor para a aquisição ou o desenvolvimento de um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de 
caixa, ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. 
RESOLUÇÃO: 
Pessoal, vamos lembrar da nossa tabela sobre bases de mensuração de ativos: 
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Base de 
mensuração 
Descrição 
Entrada 
ou saída 
Observável 
ou não no 
mercado 
Específica 
ou não à 
entidade 
Custo histórico 
Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual 
corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor 
de outra importância fornecida à época de sua aquisição 
ou desenvolvimento. 
Entrada 
Geralmente 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor de mercado 
(quando o mercado 
é aberto, ativo e 
organizado) Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre 
partes cientes e dispostas, em transação sob condições 
normais de mercado. 
Entrada 
e saída 
Observável 
Não 
específica 
para a 
unidade 
Valor de mercado 
(em mercado 
inativo) 
Saída 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Custo de reposição 
ou substituição 
Custo mais econômico exigido para a entidade substituir 
o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante 
que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final 
da sua vida útil) na data do relatório. 
Entrada Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Preço líquido de 
venda 
Montante que a entidade pode obter com a venda do 
ativo após deduzir os gastos para a venda. 
Saída Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor em uso 
Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços 
ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes do ativo, caso este continue a ser 
utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela 
sua alienação ao final da sua vida útil. 
Saída 
Não 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Ficou fácil de saber que é a alternativa D) que está certa! 
Mesmo assim, vamos analisar as demais alternativas. 
A alternativa A) está errada, pois ela caracteriza o valor de mercado. 
A alternativa B) está errada, pois ela caracteriza o custo de reposição ou substituição. 
A alternativa C) está errada, pois ela caracteriza o preço líquido de venda. 
A alternativa E) está errada, pois ela caracteriza o custo histórico. 
Gabarito: LETRA D 
26. (Comperve – UFRN – 2017) No nível de estrutura conceitual, são identificadas diversas bases de mensuração 
para ativos e passivos das entidades do setor público. Portanto, a estrutura conceitual não propõe uma única base 
de mensuração,mas fornece orientação na seleção dessas bases para ativos e passivos. São exemplos de bases de 
mensuração de passivos: 
A) valor recuperável e valor justo. 
B) custo de liberação e preço presumido. 
C) custo corrente e preço de liquidação. 
D) valor presente líquido e valor de mercado. 
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RESOLUÇÃO 
 Para resolver esta questão, relembremos nosso resumo esquemático de bases de mensuração de ativos 
passivos: 
 
Por meio do esquema acima fica fácil ver que a alternativa B) é a única que elenca apenas exemplos de bases 
de mensuração de passivos. 
 Logo, a alternativa certa é a letra B). 
Gabarito: LETRA B 
 
27. (FCC – TST – 2017) Após análise realizada pelo contador de uma entidade pública, concluiu-se que a base de 
mensuração que reflete de modo mais adequado o valor de um determinado ativo implica a mensuração do bem 
a valor de saída. Tal base, independente da técnica de atribuição de valor escolhida, fornece um valor não 
observável em mercado aberto, ativo e organizado. Além disso, a base de mensuração se caracteriza como uma 
medida específica para tal entidade pública. Assim sendo, de acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura 
Conceitual − Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas 
Entidades do Setor Público, uma possível base de mensuração para o ativo corresponde ao 
A) custo histórico. 
B) custo de reposição. 
C) valor em uso. 
D) valor de mercado. 
E) preço líquido de venda. 
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RESOLUÇÃO 
 Pessoal, para resolver esta questão precisamos nos lembrar da nossa tabela de bases de mensuração de 
ativos: 
Base de 
mensuração 
Descrição 
Entrada 
ou saída 
Observável 
ou não no 
mercado 
Específica 
ou não à 
entidade 
Custo histórico 
Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual 
corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor 
de outra importância fornecida à época de sua aquisição 
ou desenvolvimento. 
Entrada 
Geralmente 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor de mercado 
(quando o mercado 
é aberto, ativo e 
organizado) Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre 
partes cientes e dispostas, em transação sob condições 
normais de mercado. 
Entrada 
e saída 
Observável 
Não 
específica 
para a 
unidade 
Valor de mercado 
(em mercado 
inativo) 
Saída 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Custo de reposição 
ou substituição 
Custo mais econômico exigido para a entidade substituir 
o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante 
que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final 
da sua vida útil) na data do relatório. 
Entrada Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Preço líquido de 
venda 
Montante que a entidade pode obter com a venda do 
ativo após deduzir os gastos para a venda. 
Saída Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor em uso 
Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços 
ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes do ativo, caso este continue a ser 
utilizado, e do valor líquido que a entidade receberá pela 
sua alienação ao final da sua vida útil. 
Saída 
Não 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
 Note que na situação narrada no texto da questão é necessária uma base de mensuração a valor de saída, 
que fornece um valor não observável em mercado aberto, ativo e organizado, independente da técnica de 
atribuição de valor escolhida. 
 Por ser uma base de mensuração a valor de saída podemos descartar o custo histórico e o custo de 
reposição ou substituição. Por ser uma base de mensuração que fornece valor não observável podemos 
descartar o valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado) e o preço líquido de venda. Por 
fim, por fornecer um valor não observável em mercado aberto, ativo e organizado, independente da técnica de 
atribuição de valor escolhida, podemos descartar o valor de mercado (em mercado inativo). 
 Ou seja, a descrição remete ao valor em uso. Logo, a alternativa certa é a letra C). 
Gabarito: LETRA C 
 
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28. (FCC – DPE/RS – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, os usuários primários dos Relatórios 
Contábeis de Propósito Geral das entidades do setor público são 
A) as agências de classificação de risco. 
B) as agências reguladoras e supervisoras. 
C) as entidades emprestadoras de recursos e de fomento. 
D) as entidades de auditoria. 
E) os cidadãos que são usuários dos serviços e provedores de recursos. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, o capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil – dispõe que os usuários primários dos 
RCPGs são os: 
 
 Logo, a alternativa certa é a letra E). 
Gabarito: LETRA E 
 
29. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, 
uma das restrições inerentes à informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do 
Setor Público é a 
A) relevância. 
B) legalidade. 
C) materialidade. 
D) verificabilidade. 
E) tempestividade. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, vamos ver nosso resumo esquemático sobre restrições à informação contábil: 
 
 Note, portanto, que apenas a letra C) contém uma restrição elencada no resumo esquemático acima. 
Usuários primários dos 
RCPGs
Usuários dos serviços; 
Provedores de recursos; e 
Representantes dos dois (membros 
do Poder Legislativo)
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 Além disso, as alternativas A), D) e E) contêm características qualitativas da informação contábil, 
en1quanto que a letra B) não é nem características qualitativas e nem restrição. 
Gabarito: LETRA C 
 
30. (PUC/PR – TJ/MS – 2017) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades de Setor Público 
(RCPGs) devem ser elaborados e divulgados, principalmente para atender às necessidades de informações dos 
seguintes usuários primários: 
A) gestores de órgãos públicos e usuários em geral. 
B) autoridades tributárias e responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas. 
C) usuários que recebem os serviços do governo e gestores de órgãos públicos. 
D) autoridades tributárias e provedores de recursos e seus representantes. 
E) usuários que recebem os serviços do governo e provedores de recursos e seus representantes. 
RESOLUÇÃO 
 Pessoal, o capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil – dispõe que os usuários primários dos 
RCPGs são os: 
 
 Logo, a alternativa certa é a letra E). 
Gabarito: LETRA E 
31. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, o Ativo é um recurso 
controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado. Para ser considerado um recurso, um 
item de um Tribunal Regional do Trabalho deve, necessariamente, 
A) gerar benefícios econômicos diretamente do próprio recurso e não do seu direito de uso. 
B) gerar entradas líquidas de caixa. 
C) ser de propriedade legal da entidade. 
D) ter a possibilidade de trocar o recurso por outro ativo. 
E) ter potencial de serviços ou capacidade de gerar benefícios econômicos. 
RESOLUÇÃO 
Pessoal, vamos rever a definição de ativo segundo a Estrutura Conceitual: 
Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventos passados. 
Usuários primários dos 
RCPGs
Usuários dos serviços; 
Provedores de recursos; e 
Representantes dos dois (membros 
do Poder Legislativo)
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Note então que, com exceção da alternativa E), que está certa, as demais apresentam características que 
não constam na definição e no resumo esquemático acima. 
Gabarito: LETRA E 
32. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, são critérios de 
mensuração do passivo, 
A) custo histórico e custo de reposição. 
B) custo de liberação e preço presumido. 
C) preço líquido de venda e custo de cumprimento da obrigação. 
D) valor de mercado e valor em uso. 
E) custo histórico e custo de substituição. 
RESOLUÇÃO 
Pessoal, vamos recorrer ao nosso resumo esquemático sobre as bases de mensuração dos ativos e passivos: 
 
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Note que apenas a letra B) contém apenas bases de mensuração de passivos, sendo, portanto, a alternativa 
certa. 
Gabarito: LETRA B 
33. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, 
uma base de mensuração que pode ser utilizada tanto para os ativos quanto para os passivos é o 
A) valor em uso. 
B) preço presumido. 
C) valor de mercado. 
D) preço líquido de venda. 
E) custo de substituição. 
RESOLUÇÃO 
Pessoal, para matar esta questão, basta recorrer ao nosso resumo esquemático sobre as bases de 
mensuração dos ativos e passivos: 
 
Ora, ficou fácil de ver que o custo histórico e o valor de mercado são bases de mensuração que podem ser 
utilizadas tanto para os ativos quanto para os passivos. No entanto, apenas o valor de mercado está listado nas 
alternativas da questão. Portanto, a alternativa certa é a letra C). 
Gabarito: LETRA C 
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34. (Cespe – TRE/BA – 2017) O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo adequado o 
custo dos serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade, de forma que seja útil para a 
prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. As bases de mensuração 
podem fornecer valores de entrada e valores de saída. Em se tratando de bases de mensuração de ativos, os valores 
A) de saída se relacionam à transação na qual a obrigação foi contraída. 
B) de entrada e de saída diferem, em uma economia diversificada, à medida que as entidades incorrem em 
custos de transação na aquisição. 
C) de entrada refletem os benefícios econômicos da venda e também o montante que será obtido com a sua 
utilização. 
D) de entrada refletem o montante exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a 
entidade da obrigação. 
E) de saída refletem o custo da compra. 
RESOLUÇÃO 
Questão um pouco mais complexa que a maioria. Resumidamente, esta questão exige que saibamos os 
conceitos de valores de entrada e de saída em se tratando de bases de mensuração de ativos. Vamos a esses 
conceitos então: 
Valores de entrada e de saída: as bases de mensuração podem fornecer valores de entrada e valores de 
saída. Para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. O custo histórico e o custo de 
reposição são valores de entrada. Os valores de saída refletem os benefícios econômicos da venda e 
também o montante que será obtido com a utilização do ativo. Em economia diversificada, os valores de 
entrada e saída diferem à medida que as entidades, normalmente: 
 a) adquirem ativos concebidos para suas particularidades operacionais para as quais outros 
participantes do mercado não estariam dispostos a pagar valor semelhante; e 
 b) incorrem em custos de transação na aquisição. 
 As bases de mensuração para o passivo também podem ser classificadas em termos de valores de 
entrada ou de saída. Os valores de entrada se relacionam à transação na qual a obrigação é contraída ou 
ao montante que a entidade aceitaria para assumir um passivo. Os valores de saída refletem o montante 
exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a entidade da obrigação. 
Vamos analisar as alternativas. 
A alternativa A) está errada, pois, para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. A 
alternativa conceituou os valores de entrada referente às bases de mensuração de passivos. 
A alternativa B) está certa, pois, conforme a Estrutura Conceitual, em economia diversificada, os valores de 
entrada e saída diferem à medida que as entidades, normalmente: 
 a) adquirem ativos concebidos para suas particularidades operacionais para as quais outros 
participantes do mercado não estariam dispostos a pagar valor semelhante; e 
 b) incorrem em custos de transação na aquisição. 
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A alternativa C) está errada, pois são os valores de saída, e não de entrada, que refletem os benefícios 
econômicos da venda e também o montante que será obtido com a sua utilização. 
A alternativa D) está errada, pois, para o ativo, os valores de entrada refletem o custo da compra. A 
alternativa conceituou os valores de saída referente às bases de mensuração de passivos. 
A alternativa E) está errada, pois são os valores de entrada, e não de saída, que refletem o custo de compra. 
Portanto, está certa a letra B). 
Gabarito: LETRA B 
35. (Vunesp – Câmara de Cotia (SP) – 2017) Segundo a estrutura conceitual contábil, as características 
qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira útil são: 
A) relevância, representação fidedigna, veracidade e tempestividade. 
B) conversibilidade, comparabilidade, concordância e uniformidade. 
C) publicidade, equidade, acuracidade e fidedignidade. 
D) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. 
E) equidade, comparabilidade, veracidade e materialidade. 
RESOLUÇÃO 
Notem como esse assunto se repete quando o assunto é Estrutura Conceitual. Mais uma vez, vamos recorrer 
ao nosso resumo esquemático sobre características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira: 
 
Vamos analisar as alternativas. 
A alternativa A) está errada, pois inclui indevidamente a veracidade como característica qualitativa de 
melhoria da informação contábil-financeira. 
A alternativa B) está errada, pois inclui indevidamente a conversibilidade, a concordância e a uniformidade 
como características qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira. 
A alternativa C) está errada, pois nenhuma das características mencionadas constituem características 
qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira. 
A alternativa D) está certa, pois todas as características mencionadas constituem características 
qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira, conforme nosso resumo esquemático acima. 
A alternativa E) está errada, pois, das características mencionadas, apenas a comparabilidade constitui uma 
característica qualitativa de melhoria da informação contábil-financeira. 
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Portanto, está certa a letra D). 
Gabarito: LETRA D 
36. (PUC/PR – Jucepar/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade - NBC TSP - Estrutura 
Conceitual de 23/09/2016, um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado é: 
A) Passivo. 
B) Receita. 
C) Despesa. 
D) Ativo. 
RESOLUÇÃO 
Pessoal, vamos rever a definição exata do que vem a ser um recurso: 
RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos 
controlado pela entidade como resultado de eventos passados. 
Ocorre que o que é capaz de gerar benefícios econômicos nos lembra de... ativo! De fato, vamos à definição 
de ativo: 
Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventospassados. 
 
 
Portanto, está certa a letra D). 
Gabarito: LETRA D 
37. (Fundep – CRM/MG – 2017) Com relação ao que consta na Estrutura Conceitual para Elaboração e 
Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público (NBC TSP Estrutura 
Conceitual), considere as afirmativas a seguir. 
I. A NBC TSP Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento 
das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCs TSP) do Conselho 
Federal de Contabilidade (CFC) destinados às entidades do setor público. 
II. No setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para 
sua capacidade de gerar fluxos de caixa. 
III. Em caso de eventual conflito entre essa estrutura conceitual e outras NBCs TSP, prevalecem as 
disposições específicas vigentes na primeira (estrutura conceitual) em relação às constantes nas outras. 
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Conforme essa Norma do Conselho Federal de Contabilidade, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 
A) I, apenas. 
B) I e II, apenas. 
C) II, apenas. 
D) I e III, apenas. 
RESOLUÇÃO 
Questão interessante sobre a Estrutura Conceitual! Vamos analisar as alternativas. 
A afirmativa I está certa, pois, logo de início, ainda na sua introdução, a Estrutura Conceitual estabelece os 
conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais NBCs TSP do destinados às entidades do setor 
público. 
A afirmativa II está errada, pois a EC estabelece que, no setor público, a principal razão de se manterem 
ativos imobilizados e outros ativos é voltada para o potencial de serviços desses ativos e, não, para a sua 
capacidade de gerar fluxos de caixa. 
A afirmativa III está errada, pois em caso de eventual conflito entre a Estrutura Conceitual e outras NBCs 
TSP, prevalecem as disposições específicas vigentes nestas últimas em relação às constantes na primeira. 
Portanto, está certa a letra A). 
Gabarito: LETRA A 
38. (FCC – Prefeitura/PE – 2019) De acordo com a NBC TSP – Estrutura Conceitual, o termo utilizado no 
contexto dos passivos para se referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no contexto dos ativos 
é o 
A) custo de cumprimento da obrigação. 
B) valor de mercado. 
C) custo de liberação. 
D) preço presumido. 
E) custo de reposição. 
RESOLUÇÃO 
Pessoal, lembrem-se de que existem duas equivalências entre bases de mensuração dos passivos e dos 
ativos mencionadas na Estrutura Conceitual. São elas: 
Atenção !! 
O custo de liberação é o termo utilizado no contexto dos passivos para se 
referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no 
contexto dos ativos. 
O preço presumido é o termo utilizado no contexto dos passivos para se 
referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. 
Uma vez que questão se referiu a preço líquido de venda, tem-se que o termo utilizado equivalente no 
contexto dos passivos é o custo de liberação. Assim a alternativa certa é a letra C). 
Gabarito: LETRA C 
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Lista de questões 
1. (Cespe – MPE/CE – 2020) Julgue o item seguinte, acerca das competências do Sistema de Contabilidade 
Federal e da composição do patrimônio público. 
A cada apresentação da informação contábil a situação jurídica deve ser avaliada para determinar se a 
obrigação deixa de satisfazer a definição de passivo. 
 
2. (CESPE – TJ/PA – 2020) Assinale a opção que apresenta as características qualitativas da informação incluída 
nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG), em conformidade com o 
disposto na NBC TSP – Estrutura Conceitual. 
 A) unidade, anualidade, universalidade, não afetação e transparência. 
 B) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e 
verificabilidade. 
 C) primazia da essência sobre a forma, materialidade e custo benefício. 
 D) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 
E) entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência. 
 
3. (Cespe – TJ/PA – 2020) Relativamente à etapa da receita orçamentária denominada lançamento, é correto 
afirmar que, uma vez ocorrido o fato gerador, procede-se 
A) à realização da receita orçamentária em favor da fazenda pública. 
B) ao registro de uma provisão em contrapartida a uma variação patrimonial diminutiva, por se tratar de 
prazo ou valor incerto. 
C) ao registro do crédito tributário em favor da fazenda pública em contrapartida a uma variação patrimonial 
aumentativa. 
D) à divulgação de uma nota explicativa até que haja o efetivo ingresso do recurso. 
E) à baixa do direito a receber anteriormente registrado e a correspondente realização da receita 
orçamentária. 
 
4. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, 
acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do 
setor público (RCPG). 
Como não é possível identificar todos os custos e benefícios da informação incluída nos RCPG, avaliar se os 
benefícios da informação justificam seus custos é frequentemente uma questão de julgamento de valor. 
 
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5. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Conforme o disposto na NBC TSP — estrutura conceitual, julgue o item a seguir, 
acerca das restrições da informação a ser incluída nos relatórios contábeis de propósito geral das entidades do 
setor público (RCPG). 
É material a informação cujo valor seja superior a 10% do grupo contábil do qual essa informação faça parte. 
 
6. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor público, 
julgue o item que se segue. 
Para que uma obrigação presente exista, é essencial conhecer a identidade dos terceiros antes da época da 
extinção do passivo. 
 
7. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor 
público, julgue o item que se segue. 
Para que uma entidade do setor público seja capaz de acessar o potencial de serviços associado a 
um recurso, é necessário que essa entidade obtenha direitos jurídicos sobre ele. 
 
8. (CESPE – SEFAZ/DF – 2020) Relativamente à natureza e ao propósito dos ativos e passivos do setor 
público, julgue o item que se segue. 
Para que os objetivos da informação contábil sejam alcançados, pode-se reconhecer, nas demonstrações 
contábeis, recurso ou obrigação que não satisfaça a definição de elemento definido na estrutura conceitual. 
 
9. (FGV – DPE/RJ – 2019) Ao tratar das bases para mensuração de ativos, a Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público aborda a 
lógica de mensuração a valores históricos e valores correntes. 
 A mensuração a valores correntes: 
A) abrange somente medidas observáveis. 
B) contempla apenas informações específicas para a entidade. 
C) é baseada exclusivamente em preços de saída. 
D) inclui mensuração a valor de mercado e a custo de reposição. 
E) veda o valor em uso como base de mensuração. 
 
10. (Vunesp – TJ/SP – 2019) São três características qualitativas da informação contábil, conforme o MCASP: 
A) compreensibilidade, comparabilidade e verificabilidade. 
B) tempestividade, relevância e verdade. 
C) relevância, compreensibilidade e custo como base de valor. 
D) representação fidedigna, prudência e custo como base de valor. 
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Contabilidade PúblicaE) relevância, representação fidedigna e custo como base de valor. 
 
11. (UFSC – UFSC – 2019) A estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de 
propósito geral pelas entidades do setor público estabelece os conceitos que fundamentam a elaboração e a 
divulgação dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs). Segundo o que 
prevê a estrutura conceitual, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. 
I. O conteúdo dos relatórios é previsto pela estrutura conceitual, a qual prescreve a forma padrão dos RCPGs. 
II. Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras 
entidades do setor público. 
III. Alguns usuários da informação contábil podem ter a prerrogativa de exigir a elaboração de relatórios para 
atender às suas necessidades específicas, mesmo que os relatórios não sejam elaborados para atender 
especificamente a essas necessidades. 
IV. Os RCPGs devem ser elaborados com base no regime de competência. 
V. Os objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil não estão relacionados às necessidades de 
informações dos usuários dos RCPGs. 
A) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
B) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
C) Somente as afirmativas III e V estão corretas. 
D) Somente as afirmativas I e V estão corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e V estão corretas. 
 
12. (FGV – AL/RO – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, o objetivo 
principal da maioria das entidades do setor público é o de 
A) gerar retorno financeiro. 
B) ser auto sustentável. 
C) gerar empregos. 
D) prestar serviços à sociedade. 
E) contribuir para o desenvolvimento do país. 
 
13. (Cespe – TCE/MG – 2018) Uma entidade pública realizou operação de arrendamento mercantil financeiro de 
um ativo tangível. O gestor contábil interpretou a operação como direito cedido por meio de contrato de 
licenciamento e contabilizou o fato como ativo intangível. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que indica a característica qualitativa da informação 
violada pela entidade quando da publicação dos relatórios contábeis. 
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A) compreensibilidade. 
B) tempestividade. 
C) imparcialidade. 
D) relevância. 
E) representação fidedigna. 
 
14. (FCC – MPE/PE – 2018) De acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura Conceituai sobre as 
características qualitativas da informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do 
Setor Público - RCPGs, a 
A) relevância é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando a representação do 
fenômeno por uma determinada entidade pública é completa, neutra e livre de erro material tanto quanto 
possível. 
B) verificabilidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a 
informação contida nos RCPGs representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se 
propõe a representar. 
C) consistência é uma característica qualitativa da informação que é alcançada quando os mesmos princípios 
e/ou políticas contábeis são utilizados de período a período por uma determinada entidade pública. 
D) materialidade é uma característica qualitativa da informação que assegura que a informação contábil-
financeira será material se sua omissão puder influenciar o processo de tomada de decisão dos usuários. 
E) neutralidade é uma característica qualitativa da informação que ajuda a assegurar aos usuários que o 
retrato da realidade econômica contido nos RCPGs é desprovido de viés na seleção da informação contábil-
financeira que se propõe a representar. 
 
15. (FGV– MPE/AL – 2018) Assinale a opção que indica os usuários primários dos Relatórios Contábeis de 
Propósito Geral das Entidades do Setor Público. 
A) Os governantes. 
B) Os órgãos reguladores. 
C) A população em geral. 
D) Os investidores e os funcionários. 
E) Os usuários dos serviços e os provedores de recursos. 
16. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos 
relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. 
A estrutura conceitual se aplica não somente aos governos federal, estadual, municipal e distrital, mas, 
também, às autarquias e às fundações mantidas pelo poder público, aos fundos e consórcios públicos. 
17. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos 
relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. 
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Os RCPGs se prestam a dar publicidade à prestação de contas da aplicação de recursos públicos, mas são 
desprovidos de poder comprobatório para a responsabilização de gestores. 
18. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. 
As características qualitativas são inaplicáveis às informações não financeiras e prospectivas do ente que as 
divulga. 
19. (Cespe – Abin – 2018) A respeito das características qualitativas inerentes aos RCPGs, julgue o item a seguir. 
Uma informação será considerada relevante se possuir a capacidade de influenciar a decisão do usuário e se 
este, de fato, fizer uso dela. 
20. (Cespe – Abin – 2018) A respeito da estrutura conceitual que fundamenta a elaboração e a divulgação dos 
relatórios contábeis de propósitos gerais das entidades do setor público (RCPGs), julgue o item que se segue. 
Constantes dos RCPGs, as informações que podem subsidiar as decisões dos usuários incluem aquelas 
relativas à situação patrimonial, de desempenho do ente e de seus fluxos de caixa. 
 
21. (Consulplan – CFC – 2018) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, as 
características qualitativas da informação incluída nos relatórios contábeis de propósito geral são atributos que 
tornam a informação útil para os usuários e dão suporte ao cumprimento dos objetivos da informação contábil. 
Assinale a alternativa correta em relação a uma das características qualitativas da informação. 
A) A comparabilidade se refere à utilização dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma base 
de elaboração em diferentes períodos na entidade. 
B) A tempestividade significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade 
de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização e tomada de decisão. 
C) A compreensibilidade implica que uma informação complexa e de difícil entendimento para usuários com 
conhecimento técnico e que conhecem as atividades da entidade deve ser excluída dos relatórios contábeis 
de propósito geral. 
D) A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de 
prestação de contas e responsabilização, ou as decisões que os usuários tomam com base nos relatórios 
contábeis de propósito geral elaborados para aquele exercício. 
 
22. (FGV– MPE/AL – 2018) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs) 
fornecem informações aos seus usuários com o objetivo de 
A) subsidiar os processos decisórios relativo aos orçamentos dos exercícios subsequentes, a prestação de 
contas e a responsabilização (accountability). 
B) verificar o resultado obtido e a prestação de contas e responsabilização (accountability).Profs. Indio Artiaga do Brasil 
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C) verificar o retorno financeiro e subsidiar os processos decisórios relativos aos orçamentos dos exercícios 
subsequentes. 
D) avaliar a idoneidade e a conduta do governo. 
E) assegurar o interesse público de acordo com os objetivos definidos nas políticas públicas. 
 
23. (Fapec – UFMS – 2018) Quanto à Norma Brasileira de Contabilidade – NBC TSP Estrutura Conceitual, é 
correto afirmar que: “As restrições inerentes à informação contida nos RCPGs (Relatório Contábil de Propósito 
Geral das Entidades do Setor Público) são a...” 
A) Materialidade, o custo-benefício e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. 
B) Relevância, a materialidade e o alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas. 
C) Comparabilidade, o custo-benefício e a verificabilidade apropriada entre as características qualitativas. 
D) Tempestividade, a materialidade e a comparabilidade apropriada entre as características qualitativas. 
E) Relevância, a verificabilidade e a materialidade apropriada entre as características qualitativas. 
 
24. (FCC – SEAD/AP – 2018) De acordo com a NBC TSP – Estrutura Conceitual, a característica qualitativa da 
informação denominada Comparabilidade 
A) é aplicável a item individual de informação, mas não à relação entre dois ou mais itens de informação ou 
conjuntos de fenômenos. 
B) é sinônimo de consistência. 
C) é sinônimo de uniformidade. 
D) possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos. 
E) é aprimorada ao fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes. 
 
25. (Cespe – TCE/PB – 2018) Segundo as normas brasileiras de contabilidade técnicas aplicadas ao setor público 
(NBC TSP), a estrutura conceitual propõe bases de mensuração para todas as transações ou para os eventos 
relacionados aos ativos sob o controle das entidades do setor público. Uma dessas bases de mensuração é o 
denominado valor em uso, que consiste no 
A) montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob 
condições normais de mercado. 
B) custo mais econômico exigido para a entidade substituir, na data do relatório, o potencial de serviços de 
ativo (incluído o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil). 
C) montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. 
D) valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes tanto do ativo, caso este continue a ser utilizado, quanto do valor líquido que a entidade 
receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. 
E) valor para a aquisição ou o desenvolvimento de um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de 
caixa, ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. 
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26. (Comperve – UFRN – 2017) No nível de estrutura conceitual, são identificadas diversas bases de mensuração 
para ativos e passivos das entidades do setor público. Portanto, a estrutura conceitual não propõe uma única base 
de mensuração, mas fornece orientação na seleção dessas bases para ativos e passivos. São exemplos de bases de 
mensuração de passivos: 
A) valor recuperável e valor justo. 
B) custo de liberação e preço presumido. 
C) custo corrente e preço de liquidação. 
D) valor presente líquido e valor de mercado. 
 
27. (FCC – TST – 2017) Após análise realizada pelo contador de uma entidade pública, concluiu-se que a base de 
mensuração que reflete de modo mais adequado o valor de um determinado ativo implica a mensuração do bem 
a valor de saída. Tal base, independente da técnica de atribuição de valor escolhida, fornece um valor não 
observável em mercado aberto, ativo e organizado. Além disso, a base de mensuração se caracteriza como uma 
medida específica para tal entidade pública. Assim sendo, de acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura 
Conceitual − Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas 
Entidades do Setor Público, uma possível base de mensuração para o ativo corresponde ao 
A) custo histórico. 
B) custo de reposição. 
C) valor em uso. 
D) valor de mercado. 
E) preço líquido de venda. 
 
28. (FCC – DPE/RS – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, os usuários primários dos Relatórios 
Contábeis de Propósito Geral das entidades do setor público são 
A) as agências de classificação de risco. 
B) as agências reguladoras e supervisoras. 
C) as entidades emprestadoras de recursos e de fomento. 
D) as entidades de auditoria. 
E) os cidadãos que são usuários dos serviços e provedores de recursos. 
 
29. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, 
uma das restrições inerentes à informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do 
Setor Público é a 
A) relevância. 
B) legalidade. 
C) materialidade. 
D) verificabilidade. 
E) tempestividade. 
 
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30. (PUC/PR – TJ/MS – 2017) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades de Setor Público 
(RCPGs) devem ser elaborados e divulgados, principalmente para atender às necessidades de informações dos 
seguintes usuários primários: 
A) gestores de órgãos públicos e usuários em geral. 
B) autoridades tributárias e responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas. 
C) usuários que recebem os serviços do governo e gestores de órgãos públicos. 
D) autoridades tributárias e provedores de recursos e seus representantes. 
E) usuários que recebem os serviços do governo e provedores de recursos e seus representantes. 
31. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, o Ativo é um recurso 
controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado. Para ser considerado um recurso, um 
item de um Tribunal Regional do Trabalho deve, necessariamente, 
A) gerar benefícios econômicos diretamente do próprio recurso e não do seu direito de uso. 
B) gerar entradas líquidas de caixa. 
C) ser de propriedade legal da entidade. 
D) ter a possibilidade de trocar o recurso por outro ativo. 
E) ter potencial de serviços ou capacidade de gerar benefícios econômicos. 
32. (FCC – TRT 24ª Região (MS) – 2017) De acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual, são critérios de 
mensuração do passivo, 
A) custo histórico e custo de reposição. 
B) custo de liberação e preço presumido. 
C) preço líquido de venda e custo de cumprimento da obrigação. 
D) valor de mercado e valor em uso. 
E) custo histórico e custo de substituição. 
33. (FCC – TRE/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, 
uma base de mensuração que pode ser utilizada tanto para os ativos quanto para os passivos é o 
A) valor em uso. 
B) preço presumido. 
C) valor de mercado. 
D) preço líquido de venda. 
E) custo de substituição. 
34. (Cespe – TRE/BA – 2017) O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo adequado o 
custo dos serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade, de forma que seja útil para a 
prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. As bases de mensuração 
podem fornecer valores de entrada e valores de saída. Em se tratando de bases de mensuração de ativos, os valores 
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A) de saída se relacionam à transaçãona qual a obrigação foi contraída. 
B) de entrada e de saída diferem, em uma economia diversificada, à medida que as entidades incorrem em 
custos de transação na aquisição. 
C) de entrada refletem os benefícios econômicos da venda e também o montante que será obtido com a sua 
utilização. 
D) de entrada refletem o montante exigido para cumprir a obrigação ou o montante exigido para liberar a 
entidade da obrigação. 
E) de saída refletem o custo da compra. 
35. (Vunesp – Câmara de Cotia (SP) – 2017) Segundo a estrutura conceitual contábil, as características 
qualitativas de melhoria da informação contábil-financeira útil são: 
A) relevância, representação fidedigna, veracidade e tempestividade. 
B) conversibilidade, comparabilidade, concordância e uniformidade. 
C) publicidade, equidade, acuracidade e fidedignidade. 
D) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. 
E) equidade, comparabilidade, veracidade e materialidade. 
36. (PUC/PR – Jucepar/PR – 2017) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade - NBC TSP - Estrutura 
Conceitual de 23/09/2016, um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de evento passado é: 
A) Passivo. 
B) Receita. 
C) Despesa. 
D) Ativo. 
37. (Fundep – CRM/MG – 2017) Com relação ao que consta na Estrutura Conceitual para Elaboração e 
Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público (NBC TSP Estrutura 
Conceitual), considere as afirmativas a seguir. 
I. A NBC TSP Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento 
das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCs TSP) do Conselho 
Federal de Contabilidade (CFC) destinados às entidades do setor público. 
II. No setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para 
sua capacidade de gerar fluxos de caixa. 
III. Em caso de eventual conflito entre essa estrutura conceitual e outras NBCs TSP, prevalecem as 
disposições específicas vigentes na primeira (estrutura conceitual) em relação às constantes nas outras. 
Conforme essa Norma do Conselho Federal de Contabilidade, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 
A) I, apenas. 
B) I e II, apenas. 
C) II, apenas. 
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D) I e III, apenas. 
38. (Cespe – TCE/PB – 2018) Segundo as normas brasileiras de contabilidade técnicas aplicadas ao setor público 
(NBC TSP), a estrutura conceitual propõe bases de mensuração para todas as transações ou para os eventos 
relacionados aos ativos sob o controle das entidades do setor público. Uma dessas bases de mensuração é o 
denominado valor em uso, que consiste no 
A) montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cientes e dispostas, em transação sob 
condições normais de mercado. 
B) custo mais econômico exigido para a entidade substituir, na data do relatório, o potencial de serviços de 
ativo (incluído o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil). 
C) montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda. 
D) valor presente, para a entidade, do potencial de serviços ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes tanto do ativo, caso este continue a ser utilizado, quanto do valor líquido que a entidade 
receberá pela sua alienação ao final da sua vida útil. 
E) valor para a aquisição ou o desenvolvimento de um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de 
caixa, ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento. 
 
 
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Gabarito 
1. Certo 
2. Letra B 
3. Letra C 
4. Certo 
5. Errado 
6. Errado 
7. Errado 
8. Certo 
9. Letra D 
10. Letra A 
11. Letra A 
12. Letra D 
13. Letra E 
14. Letra B 
15. Letra E 
16. Certo 
17. Errado 
18. Errado 
19. Errado 
20. Certo 
21. Letra B 
22. Letra A 
23. Letra A 
24. Letra D 
25. Letra D 
26. Letra B 
27. Letra C 
28. Letra E 
29. Letra C 
30. Letra E 
31. Letra E 
32. Letra B 
33. Letra C 
34. Letra B 
35. Letra D 
36. Letra D 
37. Letra A 
38. Letra C 
 
Reflexão 
FOCO é imprescindível para nos levar para onde queremos ir. 
 
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RESUMO DIRECIONADO 
Estrutura Conceitual 
 
 
No entanto, o objetivo das demonstrações contábeis das entidades do setor público é o fornecimento de 
informações úteis sobre a entidade que reporta a informação, voltadas para os usuários dos RCPGs para fins 
de prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. 
Capítulo 1 – Função, Autoridade e Alcance da Estrutura Conceitual 
 Função da Estrutura conceitual: 
 Estabelecer os conceitos que fundamentam a elaboração e a divulgação dos Relatórios Contábeis de 
Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs), os quais devem ser elaborados com base no 
regime de competência. 
 Os requisitos obrigatórios relacionados ao reconhecimento, mensuração e apresentação das transações e 
outros eventos e atividades evidenciados nos RCPGs são especificados nas demais NBCs TSP, aplicando-se, 
SUBSIDIARIAMENTE, os conceitos descritos nesta estrutura conceitual. 
Atenção!! As NBCs TSP devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual em caso de eventual conflito. 
 Os Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público – RCPGs são os 
componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos e de outras entidades do 
setor público, aprimorando-a e favorecendo-a. 
 Os RCPGs são relatórios contábeis elaborados para atender às necessidades dos usuários em geral, 
não tendo o propósito de atender a finalidades ou necessidades específicas de determinados grupos de 
usuários. 
Atenção!! 
A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para 
atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às 
necessidades dos usuários em geral. 
Estrutura Conceitual
Orienta a elaboração e divulgação 
de Relatórios de Propósito Geral das 
entidades do Setor Público (RCPGs)
Estrutura Conceitual
Estabelece conceitos que devem ser 
aplicados no desenvolvimento das 
demais NBCs TSP.
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A Estrutura Conceitual e as demais NBCs TSP aplicam-se, obrigatoriamente, às entidades do setor público 
quanto à elaboração e divulgação dos RCPGs. Vamos ver nosso esquemático: 
 
 
Capítulo 2 – Objetivos e Usuários da Informação Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público 
 
 
Os RCPGs podem também fornecer informações úteis para outros indivíduos ou entidades para propósitos 
distintos que são elencados na própria Estrutura Conceitual. São eles: 
Obrigatória
Entidades do Setor Público:
a) Governos nacionais, estaduais, distrital
e municipais (Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, Tribunais de
Contas, Defensorias e Ministério Público);
b) órgãos, secretarias, departamentos,
agências, autarquias, fundações
(instituídas e mantidas pelo poder
público);
c) fundos, consórcios públicos e outras
repartições públicas congêneres das
administrações direta e indireta (inclusive
as empresas estatais dependentes).
Facultativa
ou por
determinação de 
órgão regulador, 
fiscalizador ou
congênere
Demais entidades não enquadradas
no rol acima, incluídas as estatais
independentes.
Objetivos da elaboração 
e divulgação da 
informação contábil
Prestação de Contas
Responsabilização
Tomada de Decisão
Usuários primários dos 
RCPGs
Usuários dos serviços; 
Provedores de recursos; e 
Representantes dos dois(membros 
do Poder Legislativo)
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a) os responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas; 
b) os analistas; e 
c) a mídia; 
d) os consultores financeiros; 
e) os grupos de interesse público ou privado. 
Atenção!! 
A EC deixa claro que os RCPGs não são elaborados especificamente para 
atender a necessidades específicas, mas, sim, para atender às necessidades 
dos usuários em geral. 
Existem organizações que possuem a prerrogativa de exigir a elaboração de 
relatórios contábeis estruturados para atender suas necessidades específicas 
de informação (agências reguladoras e supervisoras, entidades de auditoria, 
agências de classificação de risco, comissões do Poder Legislativo, etc), sendo 
que eles também podem se servir das informações que estão nos RCPGs ➔ 
entretanto, eles não são usuários primários dos RCPGs. 
 
Capítulo 3 – Características Qualitativas 
 As características qualitativas da informação incluída nos RCPGs são as seguintes: 
 
 As informações financeiras e não financeiras são relevantes se: 
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 Forem capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da 
divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer 
essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. 
 A informação pode ser capaz de influenciar e, desse modo, ser relevante, mesmo se alguns usuários 
decidirem não a considerarem ou já estiverem cientes dela. 
 A informação só é útil quando: 
 Corresponder à representação fidedigna dos fenômenos econômicos e outros que se pretenda 
representar. 
 A representação fidedigna é alcançada quando a representação do fenômeno é completa, neutra e 
livre de erro material. A informação que representa fielmente um fenômeno econômico ou outro 
fenômeno retrata a substância da transação, a qual pode não corresponder, necessariamente, à sua forma 
jurídica. 
 Segundo a EC, a compreensibilidade é: 
 A qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado. 
 Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do 
conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. 
 Sobre tempestividade, a EC dispõe que: 
 Essa característica qualitativa significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca 
a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada 
de decisão. 
 Os RCPGs devem apresentar a informação de maneira que corresponda às necessidades e à base do 
conhecimento dos usuários, em linguagem simples e de forma clara e sucinta. 
 Segundo a EC, comparabilidade é: 
 A qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois 
conjuntos de fenômenos. A comparabilidade não é uma qualidade de item individual de informação, mas, 
antes, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de informação. 
 A última característica qualitativa é a verificabilidade, que é definida pela EC como sendo: 
 A qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a informação contida nos RCPGs 
representa fielmente os fenômenos econômicos ou de outra natureza que se propõe a representar. 
 A suportabilidade, ou seja, a qualidade referente àquilo que dá suporte a algo, algumas vezes é 
utilizada para descrever esta qualidade, quando aplicada em relação à informação explicativa e à 
informação quantitativa financeira e não financeira prospectiva divulgada nos RCPGs. 
 Por sua vez, as restrições inerentes à informação contida nos RCPGs são: 
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 Segundo a EC, a informação é material se: 
 A sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do dever de prestação de contas e 
responsabilização (accountability), ou as decisões que os usuários tomam com base nos RCPGs elaborados 
para aquele exercício. 
 A materialidade depende tanto da natureza quanto do montante do item analisado dentro das 
particularidades de cada entidade. 
 Sobre custo-benefício, a EC dispõe que: 
 A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los. 
 Avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é, com frequência, uma questão de 
julgamento de valor, pois não é possível identificar todos os custos e todos os benefícios da informação 
incluída nos RCPGs. 
 Por fim, segundo a Estrutura Conceitual: 
 As características qualitativas funcionam, conjuntamente, para contribuir com a utilidade da 
informação. Por exemplo, nem a descrição que represente fielmente um fenômeno irrelevante, nem a 
descrição que represente de modo não fidedigno um fenômeno relevante resultam em informação útil. 
Do mesmo modo, para ser relevante, a informação precisar ser tempestiva e compreensível. 
Capítulo 4 – Entidade que reporta a informação contábil 
 Segundo a EC, as características-chave de entidade do setor público que reporta a informação contábil são: 
a) ser uma entidade que capta recursos da sociedade ou em nome desta e/ou utiliza recursos para 
realizar atividades em benefício dela; e 
b) existir usuários de serviços ou provedores de recursos (usuários primários dos RCPGs) dependentes 
de informações contidas nos RCPGs para fins de prestação de contas e responsabilização 
(accountability) e tomada de decisão. 
Atenção !! 
A elaboração dos RCPGs não é um processo sem custos. 
Portanto, se a imposição de requisitos para a informação contábil 
pressupõe que estas devam ser eficientes e eficazes, é importante que 
seja exigido que os RCPGs sejam elaborados somente pelas entidades do 
setor público para as quais existam usuários. 
 
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Capítulo 5 – Elementos das Demonstrações Contábeis 
 
Ativo é um RECURSO controlado pela entidade como resultado de eventos passados. 
 
RECURSO é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos 
controlado pela entidade como resultado de eventos passados. 
 
 
Passivo é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja extinção deva resultar na saída de 
recursos da entidade. 
 A situação patrimonial líquida é a diferença entre os ativos e os passivos após a inclusão de outros recursos 
e a dedução de outras obrigações, reconhecida na demonstração que evidencia a situação patrimonial como 
patrimônio líquido. A situação patrimonial líquida pode ser um montante residual positivo ou negativo. 
 Receita corresponde a aumentos na situação patrimonial líquida da entidade não oriundos de 
contribuições dos proprietários. 
 Despesa corresponde a diminuições na situação patrimonial líquida da entidade não oriundas de 
distribuições aos proprietários. 
 
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 Contribuição dos proprietários corresponde a entrada de recursos para a entidade a título de 
contribuição de partes externas, que estabelece ou aumenta a participação delas no patrimônio líquido da 
entidade. 
 Distribuição aos proprietários corresponde a saída de recursos da entidade a título de distribuição a 
partes externas, que representa retorno sobre a participação ou a redução dessa participação no 
patrimônio líquido da entidade. 
Capítulo 6 – Reconhecimento de Demonstrações Contábeis 
 O reconhecimento é definido pela EC da seguinte forma: 
 O reconhecimento é o processo de incorporar e de incluir um item, expresso em valoresa serem 
demonstrados no corpo da demonstração contábil apropriada, que satisfaça a definição de elemento e 
possa ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração as 
restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. 
 Segundo a EC, o item deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis quando: 
a) satisfizer a definição de elemento; e 
b) puder ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando em consideração 
as restrições sobre a informação incluída nos RCPGs. 
Atenção !! 
O reconhecimento envolve a avaliação da incerteza relacionada à 
existência e à mensuração do elemento. 
As condições que dão origem à incerteza, se existirem, podem mudar. 
Portanto, é importante que a incerteza seja avaliada em cada data de 
divulgação do relatório. 
 
Atenção !! Para se reconhecer um item nas demonstrações contábeis, é necessário 
atribuir um valor monetário a ele. 
 A EC define desreconhecimento como sendo: 
 O processo de avaliar se ocorreram mudanças, desde a data do relatório anterior, que justifiquem a 
remoção de elemento que tenha sido previamente reconhecido nas demonstrações contábeis, bem como 
remover esse item se tais mudanças ocorrerem. Ao se avaliar a incerteza sobre a existência do elemento, 
os mesmos critérios devem ser utilizados para o desreconhecimento, tais como aqueles utilizados no 
reconhecimento inicial. 
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Capítulo 7 – Mensuração de Ativos e Passivos nas Demonstrações Contábeis 
 O objetivo da mensuração é selecionar bases que reflitam de modo mais adequado o custo dos 
serviços, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade de forma que seja útil para a 
prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão. 
 Segundo a EC, essa seleção da base de mensuração para ativos e passivos contribui para satisfazer aos 
objetivos da elaboração e divulgação da informação contábil pelas entidades do setor público ao fornecer 
informação que possibilita os usuários avaliarem: 
a) o custo dos serviços prestados no período, em termos históricos ou atuais; 
b) a capacidade operacional – a capacidade da entidade em dar suporte à prestação de serviços no futuro 
por meio de recursos físicos e outros; e 
c) a capacidade financeira – a capacidade da entidade em financiar as suas próprias atividades. 
A seguir, as bases de mensuração de ativos: 
Base de 
mensuração 
Descrição 
Entrada 
ou saída 
Observável 
ou não no 
mercado 
Específica 
ou não à 
entidade 
Custo histórico 
Valor para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual 
corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor 
de outra importância fornecida à época de sua aquisição 
ou desenvolvimento. 
Entrada 
Geralmente 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor de mercado 
(quando o 
mercado é 
aberto, ativo e 
organizado) 
Montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre 
partes cientes e dispostas, em transação sob condições 
normais de mercado. 
Entrada 
e saída 
Observável 
Não 
específica 
para a 
unidade 
Valor de mercado 
(em mercado 
inativo) 
Saída 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Custo de 
reposição ou 
substituição 
Custo mais econômico exigido para a entidade substituir o 
potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a 
entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua 
vida útil) na data do relatório. 
Entrada Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Preço líquido de 
venda 
Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo 
após deduzir os gastos para a venda. 
Saída Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor em uso 
Valor presente, para a entidade, do potencial de serviços 
ou da capacidade de gerar benefícios econômicos 
remanescentes do ativo, caso este continue a ser utilizado, 
e do valor líquido que a entidade receberá pela sua 
alienação ao final da sua vida útil. 
Saída 
Não 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
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 Agora, as bases de mensuração de passivos: 
Base de 
mensuração 
Descrição 
Entrada 
ou saída 
Observável 
ou não no 
mercado 
Específica 
ou não à 
entidade 
Custo histórico 
Importância recebida para se assumir uma obrigação, a 
qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa, ou ao 
valor de outra importância recebida à época na qual a 
entidade incorreu no passivo. 
Entrada 
Geralmente 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Custo de 
cumprimento da 
obrigação 
Custos nos quais a entidade incorre no cumprimento das 
obrigações representadas pelo passivo, assumindo que o 
faz da maneira menos onerosa. 
Entrada* 
Saída** 
Não 
observável 
Específica 
para a 
entidade 
Valor de mercado 
(quando o 
mercado é 
aberto, ativo e 
organizado) 
Montante pelo qual um passivo pode ser liquidado entre 
partes cientes e interessadas em transação sob condições 
normais de mercado. 
Entrada 
e saída 
Observável 
Não 
específica 
para a 
unidade 
Valor de mercado 
(em mercado 
inativo) 
Saída 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Depende da 
técnica de 
atribuição 
de valor 
Custo de 
liberação 
Montante que corresponde à baixa imediata da obrigação. 
Montante que o credor aceita no cumprimento da sua 
demanda, ou que terceiros cobrariam para aceitar a 
transferência do passivo do devedor. 
Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao 
mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no 
contexto dos ativos. 
Saída Observável 
Específica 
para a 
entidade 
Preço presumido 
Montante que a entidade racionalmente aceitaria na 
troca pela assunção do passivo existente. 
Termo utilizado no contexto dos passivos para se referir ao 
mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. 
Entrada Observável 
Específica 
para a 
entidade 
*Segundo o MCASP e ** Segundo a NBC TSP – Estrutura Conceitual 
Atenção !! 
O custo de liberação é o termo utilizado no contexto dos passivos para se 
referir ao mesmo conceito de preço líquido de venda utilizado no 
contexto dos ativos. 
O preço presumido é o termo utilizado no contexto dos passivos para se 
referir ao mesmo conceito do custo de reposição para os ativos. 
 
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Capítulo 8 – Apresentação de Informação no Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor 
Público 
 A apresentação corresponde à seleção, à localização e à organização da informação que é 
evidenciada nos RCPGs. 
 Além disso, tem-se que a apresentação visa fornecer informação que contribua com os objetivos da 
elaboração e da divulgação da informação contábil e alcança as características qualitativas, enquanto 
considera as restrições na informação incluída nos RCPGs. As decisões sobre a seleção, a localização e a 
organização da informação são tomadas em resposta às necessidades dos usuários pela informação sobre 
os fenômenos econômicos, financeiros e de outra natureza.

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