Logo Passei Direto
Buscar

Respostas Questionario II - Fenomenologia (1)

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Critelli (2012) anuncia logo no inicio sua disposição de ter como assunto os principais pressupostos teóricos que fundamentam e determinam a origem da historiobiografia. Dessa forma, Heidegger e Hannah Arendt passam a dar aporte a seu discurso, dando a possibilidade de exercitarmos a compreensão do pensamento fenomenológico-existencial.
Ao afirmar que uma identidade plural vai conquistando sua peculiaridade através da vida, a autora se refere à condição ontológica:
I – De que a pluralidade precede a singularidade.
II – Que nunca é suplantada, pois os homens são equivalentes aos outros com os quais convivem.
III – Que os homens são plurais, sendo vedada a possibilidade de singularização. A ideia de singularidade seria um resquício de subjetivismo que a fenomenologia supera.
a. I e III.
b. I e II.
c. II e III.
d. I, II e III.

Leia a citação de Critelli (2012) e a tira de Fabio Moon e Gabriel Sá ( Folha de São Paulo, 19/09/09).
Recorrendo à historiobiografia e ao quadrinho, responda: O que é ser protagonista da própria vida, isto é, “ser narrador de si mesmo”? Considere as respostas a seguir e indique a incorreta.
a. É possível conhecer os nexos biográficos, e realinhar o destino de uma existência.
b. É possível conhecer os nexos biográficos, mas não realinhar o destino de uma existência.
c. É possível ser protagonista da própria vida, mas não ser narrador de si mesmo.
d. É possível conhecer os nexos biográficos, nas não realinhar o destino de uma existência.

Wellington foi encaminhado ao psicólogo após atendimento no pronto-socorro geral. Procurou o hospital com queixa de que seu coração estava muito apertado, seu braço esquerdo formigando e certo de que estava prestes a ter um ataque cardíaco. Os exames no hospital revelaram funcionamento cardíaco normal e sugeriram que ele procurasse um psicólogo para lidar com “seu stress”.
O psicólogo que o recebe é fenomenológico-existencial e entende sua queixa à luz das ideias de L. Binswanger. Isso significa que ele:
I – Ouve o aperto no coração de Wellington como indicativo de uma modificação no seu espaço afinado.
II – Reconhece que a queixa de Wellington não se refere ao corpo-organismo e, sim, ao seu ser-no-mundo.
III – Entende que o coração é o símbolo para o afeto, de modo que seu “corpo fala” que ele não está bem afetivamente.
a. I e II.
b. I e III.
c. II e III.
d. I, II e III.

Jornal Folha da Região de Araçatuba, 28 de agosto de 2010, Caderno Vida, página D3, Astrologia.
Verificando os dizeres astrológicos e baseando-se no pensamento fenomenológico existencial de Heidegger sobre o “tempo”, está incorreto afirmar que:
a. O tempo é uma construção social e não pode ser medido.
b. O tempo é uma experiência subjetiva e varia de acordo com a situação.
c. O tempo não é outra coisa para o Dasein a não ser uma sucessão de agoras.
d. O tempo é uma dimensão que pode ser manipulada pelo ser humano.

Leia o trecho da notícia a seguir, retirada do canal de notícias R7 sobre os desabamentos em Petrópolis (RJ), em 2011.
Nesse contexto, está correto afirmar:
I – Os eventos da vida precisam ser arranjados numa história para lidarmos com eles. Os nexos que os articulam fundam sua compreensibilidade, ao mesmo tempo em que indicam a identidade daquele para quem esses eventos são significativos.
II – A matéria apresenta a situação de pessoas que perderam a noção da realidade, por estarem incapazes de articular o ocorrido num nexo de sentido.
III – Segundo a psicóloga Patrícia Adnet, o maior desafio dos psicólogos é “mostrar o sentido de viver após o trauma”. Ou seja, é acompanhar as pessoas cuja realidade ruiu no desvelamento de sentido para esse acontecimento em suas biografias, abrindo-se para o futuro possível, que é condição humana.
IV – A psicologia fenomenológica existencial, por compreender que desastres abalam a existência das pessoas, pode explicar a elas que essa situação logo passará e que, como a existência é abertura para o futuro, em breve retomarão suas vidas.
a. I e II.
b. I, II e IV.
c. II e III.
d. I, II e III.
e. III e IV.

A experiência da angústia tem destaque na fenomenologia de Heidegger, pois ela possibilita uma visão clara da condição existencial.
A respeito dessa experiência no contexto fenomenológico-existencial está correto afirmar:
I – Na angústia, o ente intramundano desaba, não sendo mais relevante e significante.
II – A angústia é precisamente a experiência do ser-no-mundo enquanto tal, do próprio mundo.
III – Temor e angústia são diferentes, pois a angústia é “de” alguma coisa e o temor é temor diante do nada.
a. I e III.
b. II e III.
c. I e II.
d. I, II e III.

Segundo Dastur e Cabestan (2015, p. 64), “É na crítica ao psicologismo à qual se dedica Husserl no primeiro tomo de suas Investigações Lógicas, publicadas em 1900, e em sua definição da consciência em termos de intencionalidade e de sentido, que ele encontrou pela primeira vez os motivos de se opor ao naturalismo e ao biologismo de Freud.”
Verifica-se a intencionalidade na Daseinsanalyse de Binswanger nas seguintes concepções:
I – Binswanger assume a existência como ser-no-mundo, isto é, existência e mundo como uma unidade indissociável.
II – Nas análises fenomenológicas de Binswanger, buscam os símbolos e significados ocultos por trás dos fenômenos patológicos manifestos.
III – Nas análises do mundo do melancólico, do maníaco etc., pois objeto (mundo) e consciência (existência) se constituem concomitantemente.
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. I, II e III.

Muitas pessoas procuram psicoterapia em razão de decisões que precisam tomar em suas vidas. As decisões articulam-se com o futuro, pois, decidir-se é escolher um futuro possível e abdicar de todos os demais.
Está correto apenas o que se afirma em:
I – A fenomenologia-existencial compreende a existência como indeterminada, como poder-ser. Existir é tarefa.
II – Cotidianamente, existimos abrindo mão de nosso ser-aí, deixando de perceber a singularidade das situações que vivenciamos e de nossa própria existência.
III – Na relação psicoterapêutica fenomenológico-existencial, o terapeuta indica para o paciente quais são e como deve tomar as decisões importantes de sua vida.
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. I, II e III.

Segundo Critelli (2012, p. 52), “temos uma espécie de saber mudo de nós mesmos. Um saber que nos segue inexoravelmente e que nos orienta determinante em nosso existir.”
Considerando essa concepção de história pessoal e sua relação com a psicologia, está correto afirmar:
I – Essa história é o solo que sustenta a biografia de cada um; através dela, o existir de cada um encontra justificativa para suas ações.
II – Ao afirmar que a história se elabora e enuncia “em surdina”, Critelli (2012) indica que ela é inacessível à existência.
III – A história pessoal se inicia antes que a existência se dê conta de si; as histórias familiares e culturais também a elaboram.
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. I, II e III.

Analise as duas afirmativas a seguir:
Assinale a alternativa correta:
I. A nostridade constitui uma unidade originária que possibilita todo si mesmo e toda ipseidade.
II. Binswanger compartilha com Freud o entendimento de que a libido é o fundamento do amor e, portanto, da nostridade.
a. Ambas as afirmativas são verdadeiras.
b. Ambas as afirmativas são falsas.
c. A primeira afirmativa é uma proposição verdadeira e a segunda é uma proposição falsa.
d. A primeira afirmativa é uma proposição falsa e a segunda é uma proposição verdadeira.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Critelli (2012) anuncia logo no inicio sua disposição de ter como assunto os principais pressupostos teóricos que fundamentam e determinam a origem da historiobiografia. Dessa forma, Heidegger e Hannah Arendt passam a dar aporte a seu discurso, dando a possibilidade de exercitarmos a compreensão do pensamento fenomenológico-existencial.
Ao afirmar que uma identidade plural vai conquistando sua peculiaridade através da vida, a autora se refere à condição ontológica:
I – De que a pluralidade precede a singularidade.
II – Que nunca é suplantada, pois os homens são equivalentes aos outros com os quais convivem.
III – Que os homens são plurais, sendo vedada a possibilidade de singularização. A ideia de singularidade seria um resquício de subjetivismo que a fenomenologia supera.
a. I e III.
b. I e II.
c. II e III.
d. I, II e III.

Leia a citação de Critelli (2012) e a tira de Fabio Moon e Gabriel Sá ( Folha de São Paulo, 19/09/09).
Recorrendo à historiobiografia e ao quadrinho, responda: O que é ser protagonista da própria vida, isto é, “ser narrador de si mesmo”? Considere as respostas a seguir e indique a incorreta.
a. É possível conhecer os nexos biográficos, e realinhar o destino de uma existência.
b. É possível conhecer os nexos biográficos, mas não realinhar o destino de uma existência.
c. É possível ser protagonista da própria vida, mas não ser narrador de si mesmo.
d. É possível conhecer os nexos biográficos, nas não realinhar o destino de uma existência.

Wellington foi encaminhado ao psicólogo após atendimento no pronto-socorro geral. Procurou o hospital com queixa de que seu coração estava muito apertado, seu braço esquerdo formigando e certo de que estava prestes a ter um ataque cardíaco. Os exames no hospital revelaram funcionamento cardíaco normal e sugeriram que ele procurasse um psicólogo para lidar com “seu stress”.
O psicólogo que o recebe é fenomenológico-existencial e entende sua queixa à luz das ideias de L. Binswanger. Isso significa que ele:
I – Ouve o aperto no coração de Wellington como indicativo de uma modificação no seu espaço afinado.
II – Reconhece que a queixa de Wellington não se refere ao corpo-organismo e, sim, ao seu ser-no-mundo.
III – Entende que o coração é o símbolo para o afeto, de modo que seu “corpo fala” que ele não está bem afetivamente.
a. I e II.
b. I e III.
c. II e III.
d. I, II e III.

Jornal Folha da Região de Araçatuba, 28 de agosto de 2010, Caderno Vida, página D3, Astrologia.
Verificando os dizeres astrológicos e baseando-se no pensamento fenomenológico existencial de Heidegger sobre o “tempo”, está incorreto afirmar que:
a. O tempo é uma construção social e não pode ser medido.
b. O tempo é uma experiência subjetiva e varia de acordo com a situação.
c. O tempo não é outra coisa para o Dasein a não ser uma sucessão de agoras.
d. O tempo é uma dimensão que pode ser manipulada pelo ser humano.

Leia o trecho da notícia a seguir, retirada do canal de notícias R7 sobre os desabamentos em Petrópolis (RJ), em 2011.
Nesse contexto, está correto afirmar:
I – Os eventos da vida precisam ser arranjados numa história para lidarmos com eles. Os nexos que os articulam fundam sua compreensibilidade, ao mesmo tempo em que indicam a identidade daquele para quem esses eventos são significativos.
II – A matéria apresenta a situação de pessoas que perderam a noção da realidade, por estarem incapazes de articular o ocorrido num nexo de sentido.
III – Segundo a psicóloga Patrícia Adnet, o maior desafio dos psicólogos é “mostrar o sentido de viver após o trauma”. Ou seja, é acompanhar as pessoas cuja realidade ruiu no desvelamento de sentido para esse acontecimento em suas biografias, abrindo-se para o futuro possível, que é condição humana.
IV – A psicologia fenomenológica existencial, por compreender que desastres abalam a existência das pessoas, pode explicar a elas que essa situação logo passará e que, como a existência é abertura para o futuro, em breve retomarão suas vidas.
a. I e II.
b. I, II e IV.
c. II e III.
d. I, II e III.
e. III e IV.

A experiência da angústia tem destaque na fenomenologia de Heidegger, pois ela possibilita uma visão clara da condição existencial.
A respeito dessa experiência no contexto fenomenológico-existencial está correto afirmar:
I – Na angústia, o ente intramundano desaba, não sendo mais relevante e significante.
II – A angústia é precisamente a experiência do ser-no-mundo enquanto tal, do próprio mundo.
III – Temor e angústia são diferentes, pois a angústia é “de” alguma coisa e o temor é temor diante do nada.
a. I e III.
b. II e III.
c. I e II.
d. I, II e III.

Segundo Dastur e Cabestan (2015, p. 64), “É na crítica ao psicologismo à qual se dedica Husserl no primeiro tomo de suas Investigações Lógicas, publicadas em 1900, e em sua definição da consciência em termos de intencionalidade e de sentido, que ele encontrou pela primeira vez os motivos de se opor ao naturalismo e ao biologismo de Freud.”
Verifica-se a intencionalidade na Daseinsanalyse de Binswanger nas seguintes concepções:
I – Binswanger assume a existência como ser-no-mundo, isto é, existência e mundo como uma unidade indissociável.
II – Nas análises fenomenológicas de Binswanger, buscam os símbolos e significados ocultos por trás dos fenômenos patológicos manifestos.
III – Nas análises do mundo do melancólico, do maníaco etc., pois objeto (mundo) e consciência (existência) se constituem concomitantemente.
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. I, II e III.

Muitas pessoas procuram psicoterapia em razão de decisões que precisam tomar em suas vidas. As decisões articulam-se com o futuro, pois, decidir-se é escolher um futuro possível e abdicar de todos os demais.
Está correto apenas o que se afirma em:
I – A fenomenologia-existencial compreende a existência como indeterminada, como poder-ser. Existir é tarefa.
II – Cotidianamente, existimos abrindo mão de nosso ser-aí, deixando de perceber a singularidade das situações que vivenciamos e de nossa própria existência.
III – Na relação psicoterapêutica fenomenológico-existencial, o terapeuta indica para o paciente quais são e como deve tomar as decisões importantes de sua vida.
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. I, II e III.

Segundo Critelli (2012, p. 52), “temos uma espécie de saber mudo de nós mesmos. Um saber que nos segue inexoravelmente e que nos orienta determinante em nosso existir.”
Considerando essa concepção de história pessoal e sua relação com a psicologia, está correto afirmar:
I – Essa história é o solo que sustenta a biografia de cada um; através dela, o existir de cada um encontra justificativa para suas ações.
II – Ao afirmar que a história se elabora e enuncia “em surdina”, Critelli (2012) indica que ela é inacessível à existência.
III – A história pessoal se inicia antes que a existência se dê conta de si; as histórias familiares e culturais também a elaboram.
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. I, II e III.

Analise as duas afirmativas a seguir:
Assinale a alternativa correta:
I. A nostridade constitui uma unidade originária que possibilita todo si mesmo e toda ipseidade.
II. Binswanger compartilha com Freud o entendimento de que a libido é o fundamento do amor e, portanto, da nostridade.
a. Ambas as afirmativas são verdadeiras.
b. Ambas as afirmativas são falsas.
c. A primeira afirmativa é uma proposição verdadeira e a segunda é uma proposição falsa.
d. A primeira afirmativa é uma proposição falsa e a segunda é uma proposição verdadeira.

Prévia do material em texto

Pergunta 1 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Critelli (2012) anuncia logo no inicio sua disposição de ter como assunto os principais 
pressupostos teóricos que fundamentam e determinam a origem da historiobiografia. 
Dessa forma, Heidegger e Hannah Arendt passam a dar aporte a seu discurso, dando a 
possibilidade de exercitarmos a compreensão do pensamento fenomenológico-
existencial. Ao afirmar que uma identidade plural vai conquistando sua peculiaridade 
através da vida, a autora se refere à condição ontológica: 
I – De que a pluralidade precede a singularidade. 
II – Que nunca é suplantada, pois os homens são equivalentes aos outros com os quais 
convivem. 
III – Que os homens são plurais, sendo vedada a possibilidade de singularização. A ideia 
de singularidade seria um resquício de subjetivismo que a fenomenologia supera. 
Está correto apenas o que se afirma em: 
 
Resposta Selecionada: b. 
I e II. 
 
 
 
Pergunta 2 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 Leia a citação de Critelli (2012) e a tira de Fabio Moon e Gabriel Sá ( Folha de São Paulo, 
19/09/09). 
“Somos criaturas que existem e sabem que existem. Podemos nos distinguir de tudo o que 
nos rodeia e, o mais extraordinário, podemos nos distinguir de nós mesmos. [...] Talvez 
por isso mesmo sejamos incapazes de existir se não obtivermos resposta para três 
fundamentais questões existenciais: Quem sou eu? Qual o sentido da vida? Que sentido eu 
faço nela?” (CRITELLI, 2012, p. 11) 
(IMAGEM) 
 
 
 
Recorrendo à historiobiografia e ao quadrinho, responda: O que é ser protagonista da 
própria vida, isto é, “ser narrador de si mesmo”? Considere as respostas a seguir e indique 
a incorreta. 
 
Resposta 
Selecionada: 
d. 
É possível conhecer os nexos biográficos, nas não realinhar o 
destino de uma existência. 
 
 
 
Pergunta 3 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Wellington foi encaminhado ao psicólogo após atendimento no pronto-socorro geral. 
Procurou o hospital com queixa de que seu coração estava muito apertado, seu braço 
esquerdo formigando e certo de que estava prestes a ter um ataque cardíaco. Os 
exames no hospital revelaram funcionamento cardíaco normal e sugeriram que ele 
procurasse um psicólogo para lidar com “seu stress ”. 
O psicólogo que o recebe é fenomenológico-existencial e entende sua queixa à luz 
das ideias de L. Binswanger. Isso significa que ele: 
I – Ouve o aperto no coração de Wellington como indicativo de uma modificação no 
seu espaço afinado. 
II – Reconhece que a queixa de Wellington não se refere ao corpo-organismo e, sim, 
 
ao seu ser-no-mundo. 
III – Entende que o coração é o símbolo para o afeto, de modo que seu “corpo fala” 
que ele não está bem afetivamente. 
Está correto somente o que se afirma em: 
Resposta Selecionada: a. 
I e II. 
 
 
 
Pergunta 4 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Jornal Folha da Região de Araçatuba, 28 de agosto de 2010, 
Caderno Vida, página D3, Astrologia. 
Sagitário (22/11 a 21/12) – Quanto dura um momento? Não se pode medi-lo em tempo 
cronológico, mas em experiências que o integrem. O mesmo tempo cronológico de uma 
tortura e de um beijo apaixonado é experimentado de forma diferente. 
Verificando os dizeres astrológicos e baseando-se no pensamento fenomenológico 
existencial de Heidegger sobre o “tempo”, está incorreto afirmar que: 
 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
O tempo não é outra coisa para o Dasein a não ser uma sucessão 
de agoras. 
 
 
 
 
Pergunta 5 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Leia o trecho da notícia a seguir, retirada do canal de notícias R7 
(http://noticias.r7.com/), sobre os desabamentos em Petrópolis (RJ), em 2011: 
“Psicólogos dizem que vítimas da tragédia precisam reconstruir identidades 
Perdas inesperadas de parentes e bens pessoais causam transtornos e traumas 
(Monique Cardone, do R7, e Gabriela Pacheco, do R7, em Petrópolis, 2011) 
“’Qualquer barulho lembra aquela noite’. Essa é a sensação do pedreiro Luiz Cláudio 
Ramos Fonseca, que perdeu a casa onde morava na região conhecida como Buraco do 
Sapo, em Itaipava, distrito de Petrópolis, uma das cidades da região serrana do Rio de 
Janeiro mais atingidas pelo temporal do último dia 11. De acordo com os psicólogos, esse 
tipo de trauma é comum após experiências em situações de desastre, como os 
deslizamentos e enchentes na serra, que deixaram centenas de mortos e milhares de 
desabrigados e desalojados. 
Segundo o psicólogo Othon Vieira Neto, especialista em emergência e crise, as pessoas 
que sobreviveram a tragédias como essas têm perdas rápidas e inesperadas de familiares 
e bens pessoais. 
– Cada amigo, parente e até objetos fazem parte da história das pessoas. Quando elas 
perdem tudo, é como se tivessem perdido a identidade. 
De acordo com Neto, em relação aos pertences, não são os objetos caros que fazem mais 
falta. 
– As pessoas se emocionavam mais com a perda dos álbuns de fotos do que qualquer 
outra coisa simples. E isso não dá para recuperar e nem comprar de novo, como uma 
televisão ou um sofá. [...] 
Para a psicóloga Patrícia Adnet, o maior desafio dos profissionais de saúde que vão 
trabalhar junto com as vítimas é mostrar o sentido de viver novamente após o trauma. 
– O psicólogo vai ter que ouvir o desabafo, o choro e acolher esses moradores. Eles vão 
intervir no sentido de ajudar a construir uma nova identidade porque muitos não querem 
mais viver porque eles até entendem que podem recuperar a casa, mas não a família que 
morreu.” 
 
Fonte: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/psicologos-dizem-que-vitimas-da-
tragedia-precisam-reconstruir-identidades-20110122.html 
Critelli (2012) se refere à importância da capacidade de narrar os acontecimentos, pois 
essa narrativa forma o senso comum, suporte da sensação de realidade. Para a autora, se 
a realidade for caótica, torna-se insuportável e a reação mais comum é de recusá-la. “Um 
mundo que não puder ser narrado não pode ser habitado.” (p. 33) As tragédias são um 
modo possível de abalar a sensação de realidade. Nesse contexto, está correto afirmar: 
I – Os eventos da vida precisam ser arranjados numa história para lidarmos com eles. Os 
nexos que os articulam fundam sua compreensibilidade, ao mesmo tempo em que 
indicam a identidade daquele para quem esses eventos são significativos. 
II – A matéria apresenta a situação de pessoas que perderam a noção da realidade, por 
estarem incapazes de articular o ocorrido num nexo de sentido. 
III – Segundo a psicóloga Patrícia Adnet, o maior desafio dos psicólogos é “mostrar o 
sentido de viver após o trauma”. Ou seja, é acompanhar as pessoas cuja realidade ruiu no 
desvelamento de sentido para esse acontecimento em suas biografias, abrindo-se para o 
futuro possível, que é condição humana. 
IV – A psicologia fenomenológica existencial, por compreender que desastres abalam a 
existência das pessoas, pode explicar a elas que essa situação logo passará e que, como a 
existência é abertura para o futuro, em breve retomarão suas vidas. 
Estão corretas apenas: 
Resposta Selecionada: d. 
I, II e III. 
 
 
 
Pergunta 6 
0,3 em 0,3 pontos 
 
A experiência da angústia tem destaque na fenomenologia de Heidegger, pois ela 
possibilita uma visão clara da condição existencial. A respeito dessa experiência no 
contexto fenomenológico-existencial está correto afirmar: 
I – Na angústia, o ente intramundano desaba, não sendo mais relevante e 
significante. 
II – A angústia é precisamente a experiência do ser-no-mundo enquanto tal, do 
próprio mundo. 
III – Temor e angústia são diferentes, pois a angústia é “de” alguma coisa e o temor é 
temor diante do nada. 
Apresenta(m) corretamente as ideias de Heidegger acerca do modo de ser da 
angústia somente a(s) afirmativa(s): 
 
Resposta Selecionada: d. 
I e II. 
 
 
 
Pergunta 7 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Segundo Dastur e Cabestan (2015, p. 64), 
“É na crítica ao psicologismo à qual se dedica Husserl no primeiro tomo de 
suas Investigações Lógicas , publicadas em 1900, e em sua definição da consciência 
em termos de intencionalidade e desentido, que ele encontrou pela primeira vez os 
motivos de se opor ao naturalismo e ao biologismo de Freud.” 
Verifica-se a intencionalidade na Daseinsanalyse de Binswanger nas seguintes 
concepções: 
I – Binswanger assume a existência como ser-no-mundo, isto é, existência e mundo 
como uma unidade indissociável. 
II – Nas análises fenomenológicas de Binswanger, buscam os símbolos e significados 
ocultos por trás dos fenômenos patológicos manifestos. 
III – Nas análises do mundo do melancólico, do maníaco etc., pois objeto (mundo) e 
 
consciência (existência) se constituem concomitantemente. 
Está correto somente o que se afirma em: 
Resposta Selecionada: c. 
I e III. 
 
 
 
Pergunta 8 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Muitas pessoas procuram psicoterapia em razão de decisões que precisam tomar em 
suas vidas. As decisões articulam-se com o futuro, pois, decidir-se é escolher um 
futuro possível e abdicar de todos os demais. Entretanto, Heidegger descreve, em Ser 
e Tempo , que na maioria das vezes a existência não se assume assim, entregando a 
responsabilidade de seu existir a “a gente”. À luz desse contexto teórico-filosófico, 
analise as afirmativas: 
I – A fenomenologia-existencial compreende a existência como indeterminada, como 
poder-ser. Existir é tarefa. 
II – Cotidianamente, existimos abrindo mão de nosso ser-aí, deixando de perceber a 
singularidade das situações que vivenciamos e de nossa própria existência. 
III – Na relação psicoterapêutica fenomenológico-existencial, o terapeuta indica para o 
paciente quais são e como deve tomar as decisões importantes de sua vida. 
Está correto apenas o que se afirma em: 
 
Resposta Selecionada: d. 
I e II. 
 
 
 
Pergunta 9 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Segundo Critelli (2012, p. 52), “temos uma espécie de saber mudo de nós mesmos. Um 
saber que nos segue inexoravelmente e que nos orienta determinante em nosso existir. 
Por se elaborar e enunciar em surdina, não se trata de uma história pessoal e inexistente e 
muito menos irrelevante.” 
Considerando essa concepção de história pessoal e sua relação com a psicologia, está 
correto afirmar: 
I – Essa história é o solo que sustenta a biografia de cada um; através dela, o existir de 
cada um encontra justificativa para suas ações. 
II – Ao afirmar que a história se elabora e enuncia “em surdina”, Critelli (2012) indica que 
ela é inacessível à existência. 
III – A história pessoal se inicia antes que a existência se dê conta de si; as histórias 
familiares e culturais também a elaboram. 
Está correto apenas o que se afirma em: 
 
Resposta Selecionada: e. 
I e III. 
 
 
 
Pergunta 10 
0,3 em 0,3 pontos 
 
Analise as duas afirmativas a seguir: 
I. A nostridade constitui uma unidade originária que possibilita todo si mesmo e toda 
ipseidade. 
II. Binswanger compartilha com Freud o entendimento de que a libido é o fundamento 
do amor e, portanto, da nostridade. 
Assinale a alternativa correta: 
 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
A primeira afirmativa é uma proposição verdadeira e a segunda é 
uma proposição falsa.

Mais conteúdos dessa disciplina