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ANATOMIA DO SISTEMA LOCOMOTOR II
Tipos de Tecido Muscular
Existem três tipos de tecidos musculares: esquelético, cardíaco (encontrado apenas no
coração) e liso (encontrado nas paredes de estruturas internas ocas).
O tecido muscular esquelético é assim chamado por conta da maioria dos músculos
esqueléticos possuírem a função de movimentar os ossos do esqueleto. Sendo referido como
estriado pois possui bandas de proteínas claras e escuras alternadas.
FUNÇÕES DO TECIDO MUSCULAR
Possui quatro funções:
1. Produção dos movimentos do corpo: movimentos globais e locais. Os globais podem
ser “caminhar e correr”, por exemplo, e os locais podem ser “levantar a mão ou
teclar”. Ambos dependem de uma ação integrada entre os músculos esqueléticos,
ossos e articulações.
2. Estabilização dos movimentos do corpo:as contrações dos músculos esqueléticos
estabilizam as articulações fazendo com que nós consigamos manter a posição em pé
ou sentada, por exemplo.
3. Armazenamento e movimentação de substâncias no interior do corpo: as contrações
do músculo esquelético promovem indiretamente o fluxo de linfa por todo o corpo e
ajudam no retorno do sangue nas veias para o coração.
4. Produção de calor: ao se contrair, o tecido muscular produz calor (termogênese). Parte
do calor liberado pelo músculo é usado para manter a temperatura do corpo.
OBS: Existem quatro propriedades do tecido muscular: excitabilidade elétrica, contratilidade,
extensibilidade e elasticidade.
TECIDO MUSCULAR ESQUELÉTICO
Cada músculo esquelético é um órgão separado por milhares de células musculares
esqueléticas chamadas de fibras musculares, por conta do formato alongado. Os tecidos
conjuntivos envolvem as fibras musculares e os músculos inteiros, como também conduzem
vasos sanguíneos e nervos que exercem seus efeitos nas fibras musculares individuais.
ESTRUTURA DE UM MÚSCULO ESQUELÉTICO
Um músculo esquelético típico consiste em um ventre muscular conectado por tendões ao
esqueleto. A aparência avermelhada ou carnosa que associamos ao tecido muscular origina-se
da grande população de células musculares bem vascularizadas presentes no ventre (corpo)
muscular. O ventre do músculo pode ser uma massa arredondada espessa alongada, ter um
formato triangular, ser uma massa retangular espessa ou ser uma lâmina plana fina de tecido
muscular. Por outro lado, os tendões, estruturas de tecido conjuntivo denso modelado branco
que fixam ventre do músculo aos ossos, são um pouco vasculares, não têm células musculares
e consistem basicamente em arranjos de fibras colágenas. Alguns são estruturas filamentosas
longas, enquanto outros estão dispostos em lâminas planas, chamadas aponeuroses. Outros
tendões são extensões de tecido conjuntivo que são tão curtas que fazem com que o corpo do
músculo pareça como se estivesse fixado diretamente ao osso.
COMPONENTES DO TECIDO CONJUNTIVO
O tecido conjuntivo circunda e protege o tecido muscular. A tela subcutânea, ou hipoderme,
que separa o músculo da pele é composta por tecido conjuntivo areolar e tecido adiposo;
consiste em uma via para a entrada e saída de nervos, vasos sanguíneos e vasos linfáticos dos
músculos. O tecido adiposo da tela subcutânea armazena a maioria dos triglicerídeos do
corpo, serve de camada de isolamento que reduz a perda de calor e protege os músculos do
trauma físico.
A fáscia é uma lâmina densa ou faixa larga de tecido conjuntivo denso não modelado que
reveste a parede corporal e os membros, além de sustentar e envolver músculos e outros
órgãos do corpo. Ela une músculos com funções similares e possibilita o movimento livre dos
músculos, aloja nervos, vasos sanguíneos e vasos linfáticos e preenche os espaços entre os
músculos.
Três camadas de tecido conjuntivo se estendem a partir da fáscia para proteger e reforçar o
músculo esquelético:
⇒ Epimísio: é a camada externa que envolve todo o músculo. Consiste em tecido conjuntivo
denso não modelado.
⇒ Perimísio: é uma camada de tecido conjuntivo denso não modelado, porém circunda
grupos de 10 a 100, ou mais, fibras musculares, separadas em feixes chamados de fascículos.
⇒ Endomísio: penetra no interior de cada fascículo e separa as fibras musculares
individualmente. O endomísio consiste principalmente de fibras reticulares.
O epimísio, o perimísio e o endomísio são contínuos com o tecido conjuntivo que fixa os
músculos esqueléticos a outras estruturas como ossos e outros músculos
COMO OS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS PRODUZEM MOVIMENTO?
Locais de Fixação Muscular / Origem e Inserção
Os músculos esqueléticos que produzem movimentos são capazes de realizá- los exercendo
força nos tendões, os quais, por sua vez, tracionam ossos e outras estruturas (como a pele). A
maioria dos músculos cruza, pelo menos, uma articulação e geralmente se fixa nos ossos que
formam a articulação.
Comumente, a fixação de um tendão muscular ao osso estacionário é chamada de origem; a
fixação do outro tendão muscular ao osso móvel é chamada de inserção. A porção carnuda do
músculo entre os tendões é chamada de ventre. As ações de um músculo constituem os
principais movimentos que ocorrem quando o músculo se contrai. Certos músculos também
são capazes de ação muscular reversa (AMR). Isso quer dizer que durante movimentos
específicos do corpo, as ações são invertidas; portanto, as posições da origem e inserção de
um determinado músculo se invertem.
EFEITO DA ORGANIZAÇÃO EM FASCÍCULOS
As fibras musculares esqueléticas são organizadas em fascículos. Em um fascículo todas as
fibras musculares são organizadas em paralelo umas com as outras. O fascículo pode formar
um dos 5 padrões do tendão: paralelo, fusiforme, circular, triangular ou penado.
A organização fascicular afeta a potência de um músculo e a amplitude do seu movimento.
Quando uma fibra muscular se contrai, ela encurta para cerca de 70% de seu comprimento de
repouso. A amplitude depende do comprimento da fibra muscular e a potência depende da
área transversal total da fibra muscular. Logo, quanto mais fibras por unidade de área
transversal um músculo apresenta, mais potência pode produzir. A organização fascicular
muitas vezes representa um meio termo entre potência e amplitude de movimento. Músculos
penados, por exemplo, apresentam uma grande quantidade de fascículos de fibras curtas
distribuídos em seus tendões, conferindo mais potência a eles, porém uma amplitude de
movimento menor. Em contraste, músculos paralelos apresentam comparativamente menos
fascículos, porém revelam fibras longas que se estendem pelo comprimento do músculo, logo
apresentam uma amplitude de movimento maior, porém menos potência.
COORDENAÇÃO ENTRE OS MÚSCULOS
A maior parte dos músculos esqueléticos está distribuída em pares opostos nas articulações.
Um músculo chamado de agonista contrai para causar uma ação enquanto o outro músculo,
chamado de antagonista, se alonga e cede aos efeitos do agonista. O agonista e o antagonista
estão normalmente localizados em lados opostos do osso ou articulação. . Com um par de
músculos opostos, as funções do agonista e antagonista podem se inverter para movimentos
diferentes. Se um agonista e seu antagonista se contraem ao mesmo tempo com força igual,
não há movimento.
Às vezes, um agonista cruza outras articulações antes de chegar à articulação onde ocorre sua
ação primária. O músculo bíceps braquial, por exemplo, se estende pela articulação do ombro
e do cotovelo, com ação primária no antebraço. Para evitar movimentos indesejados nas
articulações intermediárias ou para auxiliar o movimento do agonista, os músculos chamados
sinergistas se contraem e estabilizam as articulações intermediárias. Em geral, os sinergistas
estão localizados perto do agonista.
Alguns músculos em um grupo também atuam como fixadores, estabilizando a origem do
agonista de forma que possa se mover de maneira mais eficiente. Os fixadores seguram a
extremidade proximal de um membro enquanto os movimentos ocorrem na extremidade
distal. Nos membros, compartimento é um grupo composto de músculos esqueléticos, seus
vasos sanguíneos e nervosassociados que têm uma função em comum.
VASCULARIZAÇÃO E INERVAÇÃO DO MÚSCULO ESQUELÉTICO
Em geral, cada músculo esquelético é suprido por um nervo, uma artéria e uma ou mais veias
— todos eles entrando ou saindo do músculo aproximadamente na metade do seu
comprimento. Os nervos e vasos ramificam-se repetidamente no tecido conjuntivo
intramuscular, com os ramos menores suprindo cada fibra muscular. Esse rico suprimento
sanguíneo para os músculos reflete a alta demanda de nutrientes e oxigênio decorrente da
contração das fibras musculares. Os capilares no endomísio formam uma rede. Esses
capilares longos tornam-se ondulados quando as fibras musculares se contraem e retificados
quando o músculo se alonga.
Em geral, os nervos cranianos, os quais emergem das regiões mais baixas do encéfalo,
servem músculos na região da cabeça. Os nervos espinais, os quais têm origem na medula
espinhal dentro da coluna vertebral, inervam músculos no resto do corpo.
CLASSIFICAÇÃO DO MÚSCULO QUANTO A FORMA
CLASSIFICAÇÃO DO MÚSCULO QUANTO AO TAMANHO
CLASSIFICAÇÃO DO MÚSCULO QUANTO AO Nº DE ORIGENS
CLASSIFICAÇÃO DO MÚSCULO QUANTO À DIREÇÃO DOS FASCÍCULOS
REFERÊNCIA:
TORTORA, Gerard J. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2016.

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