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ENFERMAGEM LETICIA YSSAK LIMA QUENIA GABRIELA CASTRO DE CARVALHO DA SILVA MARQUES Rio de Janeiro –RJ 2021 LETICIA YSSAK LIMA QUENIA GABRIELA DE CARVALHO DA SILVA MARQUES Trabalho apresentado à Universidade Anhaguera São João de Meriti Com requisito parcial a aprovação no 3º semestre do curso de Enfermagem Rio de Janeiro – RJ 2021 SUMÁRIO INTRODUÇÃO............................................................................................................3DESENVOLVIMENTO................................................................................................4 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................10 REFERÊNCIAS..........................................................................................................11 INTRODUÇÂO O portfólio acadêmico do 3º período do curso de enfermagem visa abordar relatos sobre as doenças infecciosas causadas por microrganismos como vírus, bactérias, protozoários ou fungos, que podem estar presentes no organismo sem causar qualquer dano ao mesmo. No entanto, quando há alguma alteração no sistema imune e outra condição clínica esses microrganismos podem proliferar, causando doença e facilitar a entrada de outros microrganismos. As doenças infecciosas podem ser adquiridas por meio do contato direto com o agente infeccioso ou através da exposição da pessoa à água ou alimentos contaminados, bem como também por meio da via respiratória, sexual ou ferimentos causados por animais. Muitas vezes as doenças infecciosas também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, sendo denominadas doenças infectocontagiosas. DESENVOLVIMENTO O primeiro antibiótico - a penicilina - foi descoberto em 1929 e usado pela primeira vez em 1942. Desde então, os antibióticos são largamente utilizados para tratar ou prevenir infecções bacterianas, tendo servido para salvar milhões de pessoas da morte provocada por pneumonias, tuberculose, difteria, meningites, septicemias, infecções de feridas e queimaduras e tantas outras infecções graves. Os antibióticos são medicamentos capazes de matar ou inibir o crescimento de bactérias. Eles devem ser usados apenas no tratamento de infecções bacterianas, de acordo com prescrição médica, e sua eficácia está diretamente relacionada ao agente causador da infecção. Nem todos os antibióticos são adequados para uma mesma infecção. A resistência aos antibióticos acontece quando determinada bactéria se modifica em resposta ao uso desses medicamentos – são as bactérias que se tornam resistentes e não os seres humanos. Com o uso inadequado de antibiótico, pode ocorrer um processo de ‘seleção’: enquanto as bactérias ‘sensíveis’ são eliminadas a partir desse contato, as ‘resistentes’ permanecem e se multiplicam. De forma resumida, podemos entender a resistência microbiana como um fenômeno caracterizado pela capacidade de microrganismos (bactérias, fungos, parasitas etc.) resistirem à ação de antimicrobianos. O resultado disso é a diminuição ou a eliminação da eficácia do medicamento para curar ou prevenir infecções, ou seja, não se obtém o sucesso esperado com a terapia antimicrobiana. As consequências desse problema vão desde o agravamento de enfermidades, o prolongamento de internações e a necessidade de se utilizar mais medicamentos, aumentando o risco de efeitos adversos, até óbitos, em casos extremos. A KPC Klebsiella pneumoniae carbapenemase, também conhecida como superbactéria, é um tipo de bactéria, resistente à maior parte dos remédios antibióticos, que quando entra no organismo é capaz de produzir infecções graves, como pneumonia ou meningite, por exemplo. A infecção por Klebsiella pneumoniae carbapenemase acontece em ambiente hospitalar, sendo mais frequente em crianças, idosos ou pessoas com sistema imunológico debilitado e que permanecem muito tempo internado no hospital, tomam injeções diretamente na veia por muito tempo, estão ligados a aparelhos para respirar ou fazem muitos tratamentos com antibióticos, por exemplo. A infecção pela bactéria KPC tem cura, no entanto, esta pode ser difícil de alcançar pois existem poucos antibióticos capazes de destruir este microrganismo. Assim, devido a sua multirresistência, é importante que sejam adotadas medidas preventivas no hospital e que precisam ser adotadas tanto pelos profissionais de saúde quanto pelos visitantes do hospital. Segundo Dienstmann et al. (2010), o termo bactéria multirresistente é usado para classificar os organismos que apresentam resistência a uma quantidade expressiva de antimicrobianos. As expressões de resistências em bactérias podem se originar de diversas formas como, por exemplo, a utilização inadequada dos antimicrobianos. K. pneumoniae produtora de carbapenemase é uma bactéria que pode expressar resistência a até 95% dos antimicrobianos existentes no mercado farmacêutico, sendo que uma de suas principais formas de impedir a ação dos antibióticos está na produção de B-lactamases de espectro estendido (ESBL). Linhagens produtoras de ESBL frequentemente apresentam resistência aos antimicrobianos de importância clínica, como cefalosporinas, aminoglicosídeos, penicilinas e quinolonas (BRADFORD, 2001; SPANU et al., 2002). Outras formas de resistência emergentes, e de extrema importância, são a produção de B- lactamases tipo AmpC, que são capazes de hidrolisar a cefoxitina, a produção de carbapenemases, do tipo metalo-B-lactamases (MBL) e carbapenemases tipo KPC (PEIRANO et al., 2009). Realizar uma boa anamnese é fundamental na elaboração do diagnóstico, somente com a história clínica bem estruturada é possível elucidar 70% dos diagnósticos das doenças do aparelho digestivo. A anamnese aliada a um exame físico adequado tem a potencialidade de estabelecer 80% dos diagnósticos. Portanto, ouvir a queixa do paciente é essencial para o esclarecimento diagnóstico. Deve-se observar que o paciente não se limita tão somente a queixa apresentada, é necessário abordar o paciente como um todo, conhecer seu momento de vida, o que a patologia está causando na dinâmica familiar, ou seja, o paciente tem que ser avaliado em sua totalidade. Identificar a história da doença atual, caracterizando os sintomas, tempo de instalação do quadro, identificar os sintomas associados. Caracterizar o tipo de dor (cólica, pontada, facada, queimação), frequência da dor, intensidade, fatores de agravação ou alívio, irradiação da dor. Identificar os sintomas associados à dor, tais como alteração de ritmo intestinal, saciedade precoce, vômitos e náuseas, hematêmese, melena, icterícia, emagrecimento. Interrogatórios de aparelhos e sistemas. Identificar fatores de risco associados- tabagismo, etilismo, fatores sociais. Antecedentes patológicos, cirurgias prévias. Antecedentes familiares. Nutrição e hábitos de mastigação. Ocupação. O exame físico deve ser geral, com foco no abdome. Importante verificar os sinais vitais, assim como o estado geral do paciente, itens necessários para realizar uma correta classificação de risco e importante na elaboração da hipótese diagnóstica. O exame físico deve ser considerado como uma arte que deve ser desenvolvida diariamente pelo médico. Após ter realizado o exame geral, iniciar o exame físico na cavidade oral do paciente. Assista ao vídeo a seguir para saber mais sobre a importância do sistema mastigatório na manutenção da higidez do aparelho digestivo. Verificar estado dos elementos dentários, estado da prótese, áreas de leucoplasia, eritroplasia. Deve-se ter especial atenção às áreas de assoalho da boca, porções ventro-lateral e base posterior da língua, palato mole, úvula, pilares anteriore posterior, espaço retromolar. Nestes locais devem-se procurar lesões precursoras de neoplasias orais. A sequência do exame físico do abdome deve obedecer a esta ordem: Posicionar o paciente em decúbito dorsal, com tronco e abdome expostos, em ambiente com boa luminosidade e temperatura adequada. Recomendar ao paciente deitar-se com a cabeça apoiada em travesseiro, ligeiramente elevada. O médico deve ficar à sua direita, aquecer as mãos e explicar o procedimento ao paciente, inspeção; ausculta; percussão; palpação. Ambiente adequado: iluminação; conforto para o examinador e para o paciente; temperatura agradável; silêncio; vestimenta adequada do paciente; Respeito e delicadeza durante a realização do exame: só expor o segmento do corpo em exame; informar o paciente sobre os passos de exame; ao examinar segmentos em que há queixa álgica, informar o paciente. Objetivo do exame físico: testar as hipóteses diagnósticas desenvolvidas durante a fase inicial da coleta de dados - entrevista clínica ou anamnese. Deve-se confirmar, afastar ou descobrir nova hipótese diagnóstica. O desafio é identificar o tipo de precaução (padrão, contato aerossóis ou gotículas) a ser estabelecido, para que a transmissão da Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) seja minimizada. Identificado o tipo de precaução a ser instituída nessa situação, descreva as recomendações para a equipe de saúde, no que se refere às medidas de proteção e contenção de uma possível disseminação de KPC. Ao responder, reflita a importância de medidas de proteção para a saúde dos trabalhadores e aos demais pacientes De acordo com Lemos (2018) a higienização com água e sabão ou álcool ainda é a melhor solução no controle das (IrAS), um habito simples e extremamente importante, junto com outras medidas de proteção conseguem evitar a disseminação por KPC (Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase), outra medida importante é diminuir a rotatividade de profissionais em contato com paciente, quanto menos, melhor, nesse caso é importante que toda assistência seja feita somente pelos profissionais indispensáveis, evitando ao máximo a exposição desnecessária, com isso evita-se também a transmissão e disseminação de microrganismo É indicado isolamento de contato. Os profissionais devem atentar-se a utilização correta dos EPIs (capote, luvas e mascaras) para profissionais de saúde e acompanhantes; é necessário separar os equipamentos para exame clinico (oxímetro, termômetro, estetoscópio etc.) caso não seja possível, desinfetar os aparelhos antes de utilizar em outros pacientes, é indispensável a higienização das mãos antes e após usar as luvas. A colocação de um dispositivo de álcool gel nos quartos facilita a utilização pelos profissionais e aumenta a desinfecção; tão importante quanto as prevenções de contato, é a higienização do ambiente e superfícies Ainda é grande o número de instituição no Brasil que faz uso de prontuário escrito, em papel. Poucas são as que têm acesso ao registro eletrônico. Um importante falha na transmissão de dados nos prontuários em papel é a ilegibilidade das informações registradas. Também é frequente a falta de organização dos componentes do prontuário em papel, assim como a falta de identificação correta e de descrição detalhada do plano diagnóstico e terapêutico do paciente. (Lemos, 2018) A disseminação de microrganismo por meio de prontuário é possível, mas ainda não existe estudo que comparem a biossegurança do prontuário de papel e eletrônico. As vantagem dos prontuários eletrônicos são evidentes em relação a organização, segurança e praticidade; o prontuário eletrônico pode ser acessado de qualquer lugar do hospital com login e senha do profissional autorizado, o que evita que o prontuário fique de mão em mão, como ocorre com os prontuários de papel; Como os computadores são usados normalmente na rotina dos profissionais responsáveis de cada setor, entendemos que a disseminação por meio de prontuários eletrônicos são menores, não sendo dispensada a higienização das mãos antes e após o uso desses aparelhos, no caso de KPC ou outros microrganismos multirresistentes é importante não levar o prontuário beiraleito A norma reguladora 15 (NR15) do Ministério do trabalho regula as atividades e operações insalubres, é responsável por estabelecer os limites de tolerância para os agentes físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. A NR 15 define 3 graus de insalubridade, cada nível é representado por uma cor e dá direito a uma porcentagem de compensação diferente, respectivo ao tempo de exposição, risco e intensidade, grau mínimo 10% grau médio 20%, grau máximo 40%, essa porcentagem é baseada no salário mínimo de cada região. Fica então a critério dos órgãos responsáveis por avaliar a insalubridade equivalente a cada área hospitalar, sendo de entre 20% a 40% aos Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem. Segundo a tabela de HOKEBERGUE, et al., 2006 ; Grupo1; Riscos: físicos; Cor de identificação: verde; Descrição: Ruídos, calor, frio, pressões, umidade, radiação ionizante e não ionizantes, vibrações, etc. Grupo 2; Riscos: químicos; Cor de identificação: vermelho; Descrição: poeiras, fungos, gazes, valores, névoas, neblinas, etc. Grupo 3; Riscos: biológicos; Cor de identificação: marrom; Descrição: fungos, vírus, bactérias, parasitas, protozoários, incertos, etc. Grupo 4; Riscos: ergonômicos; Cor de identificação: amarelo; Descrição: levantamento e transporte manual de peso, monotonia, repetitividade, responsabilidade, ritmo excessivo, postura inadequada de trabalho, trabalho em turnos, etc. Grupo 5; Riscos: acidentais; Cor de identificação: azul; Descrição: arranjo físico inadequado, iluminação inadequada, incêndio e explosão, eletricidade, maquinas e equipamentos sem proteção, quedas e animais peçonhentos etc. CONSIDERAÇÔES FINAIS A partir do presente portifólio interdisciplinar sobre doença infecciosa causada por Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC), precauções e controle de infecção hospitalar, pode-se concluir através das atividades solicitadas na construção do texto argumentativos que; o uso inadequado de antibiótico faz com que as bactérias se alterem tornando-se irresistentes, com isso se torna cada vez mais difíceis e, às vezes, impossível de tratar. A resistência bacteriana hoje em dia é considerada umas das 10 maiores ameaças a saúde pública global A população pode prevenir infecções, lavando as mãos regularmente, praticando uma boa higiene alimentar, evitando contato próximo com pessoas doentes e mantendo atualizado o calendário de vacinação, usar antibióticos apenas quando indicado e prescrito por um profissional de saúde, Seguir a prescrição à risca, Evitar reutilizar antibióticos de tratamentos prévios que estejam disponíveis em domicílio, sem adequada avaliação de profissional de saúde, Não compartilhar antibióticos com outras pessoas. Profissionais de saúde podem prevenir infecções ao garantir que as mãos, os instrumentos e o ambiente estejam limpos, manter a vacinação dos pacientes em dia, quando uma infecção bacteriana é suspeita, realizar culturas e testes bacterianos para confirmá-la, prescrever e dispensar antibióticos apenas quando realmente forem necessários, prescrever e dispensar o antibiótico adequados, assim como sua posologia e período de utilização. REFERÊNCIAS Drª. HINRICHSEN, Sylvia. “Principais doenças infecciosas e como evitar”; Tua Saúde. Disponível em: https://www.tuasaude.com/como-evitar-doencas-infecciosas. Acesso em 28 de setembro de 2021 Dr. HORTA, Viriato. “Os antibióticos, as bactérias e as doenças” Atlas da Saúde. Disponível em: https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/os-antibioticos-bacterias-e-doencas. Acesso em 29 de setembro de 2021 Portal Fiocruz. “Pesquisadora fala sobre a resistência causada pelo uso indiscriminado de antibiótico” Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisadora-fala-sobre-resistencia-causada-pelo-uso-indiscriminado-de-antibioticos. Acesso em 28 de setembro de 2021“Resistência microbiana: saiba o que é e como evitar” Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/resistencia-microbiana-saiba-o-que-e-e-como-evitar LEMOS, Marcela. “KPC (superbactéria): o que é, sintomas e tratamento” Tua Saúde. Disponível em: https://www.tuasaude.com/bacteria-kpc-klebsiella-pneumoniae-carbapenemase/. Acesso em 29 de setembro de 2021 RAMOS, J; CORRÊA NETTO, A. Manual de Propedêutica do Abdômem. Arquivos médicos da Santa Casa de São Paulo, 1945; b) MENEGHELLI, U. G.; MARTINELLI, A.L.C.:Princípio de semiotécnica e de interpretação do exame clínico do abdômen. Medicina, Ribeirão Preto, V.37, jul/2004 “Doenças do aparelho digestivo” Disponível em: http://production.latec.ufms.br/new_pmm/u1a5.html PORTO, C.C. Semiologia Médica. 7ª ed. Rio de janeiro. Guanabara, 2014 Disponível em: https://semiologiamedica.ufop.br/examefisico Lemos, H. S. Biossegurança e controle de infecções - Riscos Sanitários Hospitalar, 3ª edição. Recife, 2004: Grupo GEN, 2018. 9788527734288. Disponível em https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734288/. Acesso em 2021 set. 14