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UNIÃO METROPOLITANA PARA O DESENVOLVIMENTO 
DA EDUCAÇÃO E CULTURA 
 
CAMPUS LAURO DE FREITAS 
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISA MARINHO DO ROSÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE HELMINTOLOGIA - 
 AULA PRATICA DE LABORATÓRIO II 
 
 
 
 
Professora: Melissa Abbehusen 
 
 
 
LAURO DE FREITAS - BA 
2022 
 
 
1. OBJETIVO 
Realizar experimento de três métodos de concentração de parasitas encontrados 
nas fezes animal (Kato- Katz, sedimentação e flutuação) e visualizar, em microscópio, o 
ciclo evolutivo do parasita Schistosoma mansoni, da classe Trematoda, visto, 
anteriormente, em aula teórica. 
 
2. DESCRIÇÃO DA AULA PRÁTICA 
Com auxilio do microscópio óptico foi possível observar as diferentes formas 
evolutivas do Schistosoma mansoni, como pode ser visto nas fotografias a seguir tiradas 
no laboratório. O gênero observado foi o Schistosoma pertence à classe Trematoda, 
família Schistosomatidae e subfamília Schistosomatinae. Os representantes dessa 
subfamília apresentam dimorfismo sexual, ou seja, existem diferenças entre o macho e a 
fêmea, são heteroxênicos e parasitam os vasos sanguíneos de mamíferos, os quais são 
seus hospedeiros definitivos. Grande parte do ciclo de vida do Schistosoma ocorre no 
ambiente aquático (Figura 1), onde os ovos (Figura 2) eclodem e liberam os 
miracideos (Figura 3). 
 
Figura 1. Ciclo de vida simplificado do Schistosoma. No hospedeiro humano, os ovos contendo 
miracideos são eliminados com as fezes ou urina na água. Fonte: (Manual MSD - Versão para 
Profissionais de Saúde, 2022) 
 
 Figura 2. Ovo do Schistosoma mansoni. Figura 3. Miracídeos do Schistosoma mansoni. 
 
Os ovos foram facilmente identificados por possuírem formato elíptico e espinho 
característico, denominado espiculo, o qual irrita a mucosa, facilitando a chegada ao 
tubo digestivo para sair nas fezes. Após eclosão dos ovos os miracídeos liberados 
nadam e penetram no caramujo Biophalaria glabrata, seu hospedeiro intermediário. Os 
miracideos entram no caramujo pelas antenas e pela base, e progridem através de duas 
gerações de esporocistos para se tornarem cercarias (Figura 4). 
 
Figura 4. Cercaria do Schistosoma mansoni 
 
Observaram-se no microscópio as cercarias com cauda bifurcada. Estas saem do 
molusco e, novamente em ambiente aquático, nadam ativamente em busca do 
hospedeiro definitivo (mamíferos), reagindo a estímulos como gradientes térmicos e 
substâncias presentes na pele deste. Penetram íntegras na pele do hospedeiro definitivo 
e na epiderme passam por mudanças para se adaptar ao novo ambiente, entre elas a 
perda da cauda e adoção da respiração anaeróbica, tornando-se jovens adultos 
(esquistossômulos), que, via circulação, atingem coração e pulmão. Após se 
diferenciarem em macho (Figura 5) e fêmea (Figura 6), os parasitas instalam-se nas 
veias mesentéricas e o casal dos vermes adultos (Figura 7) migram para as veias 
intestinais no intestino ou no reto, ou para o plexo venoso do trato geniturinário, no qual 
vivem e botam ovos. 
. 
 Figura 5. Schistosoma. mansoni macho Figura 6. Schistosoma mansoni fêmea Figura 7. Casal do Schistosoma mansoni 
 
Foi observado que os machos são mais claros do que a fêmea, possuem simetria 
bilateral e são achatados. Enquanto que as fêmeas, mais escuras, são delgadas e 
cilíndricas em toda sua extensão e são mais longas que o macho. A fêmea tem o 
tegumento praticamente liso enquanto que o macho têm tegumento inteiramente 
revestido de espinhos e tubérculos. O restante do corpo do macho, como visto em sala 
de aula, enrola-se ventralmente de modo a formar um canal longitudinal - o canal 
ginecóforo - onde a fêmea adulta está normalmente inserida. Por fim, foi visualizada 
amostra contendo o ovo do Schistosoma mansoni concentrado com auxilio do método 
Kato-Katz (Figura 8). 
 
Figura 8. Ovo do Schistosoma mansoni concentrado com o método Kato-Katz 
 
Após a visualização das lâminas contendo as formas evolutivas do Schistosoma 
mansoni, foram feitos três experimentos para melhor fixação dos métodos de 
concentração de parasitas explanados pela professora em sala de aula. O primeiro 
método realizado foi o Kato-Katz, método laboratorial, utilizado como padrão para o 
diagnóstico da esquistossomose, pelo alto grau de sensibilidade para esse parasita. 
Basicamente, é um método quantitativo, que calcula a quantidade de ovos eliminados 
pelas fezes. 
Durante a aula prática, foi retirada uma pequena porção da amostra de fezes de 
uma fêmea canina, e, esta foi diluída com solução de cloreto de sódio e passada em 
peneira de tamis para que apenas os ovos dos helmintos e detritos menores passassem 
pela malha. O material passante foi coletado e colocado em um cartão retangular (em 
cima de uma lâmina comum de microscópio) com um orifício circular onde as fezes 
foram depositadas. Dessa forma, o material que preencheu completamente o orificio 
ficou na lâmina de vidro, após retirar o cartão e foi coberto com celofane impregnado 
com verde malaquita e após aguardar de 1 a 2 horas a amostra deve ser levada para 
análise em microscópio. 
O segundo método observado foi o de flutuação. Novamente uma pequena 
amostra de fezes foi diluida com 2 a 3 ml de cloreto de sódio, seguido por nova diluição 
com 20 a 30 ml de cloreto de sódio. Como trata-se de uma diluição em solução 
hipersaturada o material mais denso desceu e a lâmina de vidro foi colocada sobre o 
recipiente para reter os ovos que, mais leves, ficam em suspensão e aderem ao vidro. 
O terceiro e último método feito foi o de sedimentação. A amostra, após 
tamização (peneiramento), teve o passante diluido em detergente. Dessa forma os 
parasitos sedimentam, sendo concentrados no fundo do recipiente por gravidade. 
Posteriormente, a solução foi descartada e o material concentrado no fundo reservado 
para análise em microscopio.

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