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Doenças hematológicas e implantes orais Rafaela Nilza da Luz Silva - 01326957 Josicleydson da Silva Xavier - 01312276 Maria eduarda Gomes de araujo 01307906 Camila Mendes Cavalcanti - 01305436 Diogo Agostinho da silva - 01277447 Por: As doenças hematológicas são aquelas que comprometem a produção dos componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas, geradas na medula óssea. Essas complicações variam entre anemias, linfomas, leucemias e mielomas, podendo ser benignas ou malignas. Principais doenças hematológicas Anemia falciforme - é uma doença hereditária que se caracteriza por uma alteração dos glóbulos vermelhos do sangue. Uns dos principais sintomas são dor nos ossos e nas articulações, pele amarelada, inchaço, dor e vermelhidão nos pés e infecções como pneumonia. Linfoma - é um tipo de câncer que atinge as células do sistema imunológico. Ele se divide em dois tipos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin. São diferenciados pelos tipos de células encontradas e pelo comportamento biológico delas, além de apresentarem respostas diferentes à terapia. Os sintomas mais comuns são aumento dos linfonodos, fadiga, perda de peso e febre sem motivo aparente. Principais doenças hematológicas Leucemia - trata-se de uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos). A leucemia é o tipo de câncer mais comum no sangue. É caracterizada pelo rompimento do equilíbrio da produção dos elementos do sangue causada pela proliferação descontrolada de células tumorais. Os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de outras doenças, como dor nas articulações, cansaço e manchas avermelhadas, por exemplo. O tratamento é a quimioterapia e, em alguns casos, o transplante de medula óssea. Principais doenças hematológicas Hemofilia- A hemofilia A ou clássica é resultante da deficiência do fator de coagulação VIII, enquanto a hemofilia B, também denominada doença de Christmas, é causada por uma alteração qualitativa ou quantitativa do fator de coagulação IX. Essas deficiências ou ausências de elementos que atuam no processo de coagulação sangüínea podem resultar em defeitos na hemostasia. As manifestações orais clínicas são: petéquias e equimoses localizadas na superfície mucosa ; sangramento gengival prolongado, espontâneo ou provocado por traumatismos; e, raramente, hemartrose da articulação têmporomandibular . Principais doenças hematológicas Doença de Von Willebrand - A doença de Von Willebrand é a coagulopatia hereditária mais prevalente acometendo cerca de 0,8 a 2% da população. É um distúrbio hemorrágico resultante do defeito quantitativo ou qualitativo do fator de von Willebrand (fvW) da coagulação. Os sinais e sintomas podem ser : Gengivorragiaepistaxe, hematúria, Nas mulheres: menorragia, metrorragia. Sangramento de mucosas. Hemorragias após procedimentos cirúrgicos. No tratamento deve ser considerado o sub-tipo da doença. Na grande maioria dos casos utiliza-se o DDAVP (desmopressina). Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com Hemofilia Das indicações e contra indicações Todo e qualquer tratamento odontológico pode e deve ser realizado, quando necessário, em pacientes portadores de hemofilia. O que é preciso sempre frisar é que o planejamento das intervenções odontológicas invasivas – seja cirurgia, tratamento periodontal ou implantes. Não existe uma contraindicação formal para a realização de implantes em pacientes com coagulopatias, entretanto, os implantes devem muito bem indicados. É importante salientar que a utilização de outros meios de reabilitação deve ser também considerada para esses pacientes. Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com Hemofilia É importante que o Cirurgião-Dentista esteja atento a qualquer alteração de saúde de todos os seus pacientes. Esse cuidado é possível com uma boa anamnese. Na anamnese, além das questões gerais de saúde, dados sobre sangramentos prévios do paciente. Cirurgião-Dentista deve, primeiramente, conhecer a fisiopatologia da doença, como ela acontece e quais são os riscos oferecidos pelo tratamento odontológico, pois só com o real conhecimento da doença, é possível um planejamento para atribuir a intervenção odontológica mais segura, tanto para o paciente quanto para o profissional. Conduta Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com Hemofilia Também muito importante que o Cirurgião-Dentista entre em contato com o médico hematologista responsável pelo paciente ou com o profissional de saúde bucal do Centro de Tratamento de Hemofilia para a discussão do planejamento do tratamento. Conduta Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com anemia falciforme Existe protocolo para o atendimento a pacientes diagnosticados com anemia falciforme : 1- Anamnese criteriosa; 2- Avaliação médica para confirmação do real estado de saúde do paciente; 3- Realização do tratamento odontológico durante as fases crônicas da doença, reservando às fases agudas apenas procedimentos paliativos; 4- Realização de consultas curtas; 5- Evitar procedimentos longos e complicados (evitar estresse); 6- Manter níveis adequados de oxigenação e temperatura corporal; Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com anemia falciforme 7- Administração de benzodiazepínicos como medicação pré-anestésica, a pacientes mais ansiosos; 8- Instituir uma terapia preventiva agressiva: Instruções de higiene oral; Dieta controlada; Escovação e uso de fio dental; Fluorterapia; Visitas periódicas ao dentista; 9- Evitar infecções orais, e tratamento agressivo na ocorrência das mesmas; 10- Uso de anestésico local sem vasoconstritor para procedimentos dentais de rotina, e no caso de procedimentos cirúrgicos uso de anestésico local com vasoconstritor, de preferência, lidocaína a 2% com adrenalina 1:100.000; 11- Evitar realização de cirurgias eletivas (por exemplo, exodontia de sisos inclusos) em casos assintomáticos; Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com anemia falciforme 12- A sintomatologia dolorosa deve ser tratada com paracetamol, dipirona ou codeína, já que o ácido acetilsalisílico é contra-indicado; 13- Evitar a prescrição de barbitúricos; 14- Realização de profilaxia antibiótica frente a procedimentos em que haja expectativa de sangramento e consequente bacteremia; 15- Uso da técnica de óxido-nitroso com nível adequado de oxigenação (50% de oxigênio) e adequada ventilação; 16- Realização de sedação endovenosa e anestesia geral com muita precaução e acompanhamento médico (anestesista e hematologista). Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com Doença de Von Willebrand O controle da dor deve ser feito com derivados de paracetamol ou dipirona. A aspirina e seus derivados são contra-indicados, pois possuem atividade inibitória de agregação plaquetária. O uso de antiinflamatórios nesses pacientes deve ser restrito, em função de suas atividades anti-agregantes, devendo o hematologista ser consultado antes da sua prescrição. Escolha dos medicamentos Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com Doença de Von Willebrand A anestesia troncular deve ser evitada, dando-se preferência às anestesias infiltrativas, intrapulpar e intraligamentar. As técnicas alternativas, tais como sedação com diazepam ou a analgesia com óxido nitroso podem ser empregadas para reduzir ou eliminar a necessidade de anestesia. A prescrição dos fatores de coagulação deve ser feita exclusivamente pelo médico hematologista e, sempre que possível, após discussão do caso com o cirurgião-dentista responsável. Técnica anestésica Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com Doença de Von Willebrand A cirurgia oral em pacientes com coagulopatias só deve ser realizada se for indispensável, por causa dos riscos de sangramento. O médico do paciente deve ser consultado antesque qualquer tratamento seja executado e o fator riscobenefício deve ser avaliado. Pacientes com doença severa devem ser tratados em centros especializados. Cirurgia Implantes orais em pacientes com doenças hematológicas Pacientes com Doença de Von Willebrand Implantes dentários devem ser consideradas como procedimento de alto risco de sangramento, com indicação de reposição prévia de concentrados de fatores de coagulação. Portanto, essa recomendação deve ser cuidadosamente avaliada juntamente com o hematologista responsável. Deve-se recomendar antifibrinolítico (ácido tranexâmico ou ácido épsilon amono-capróico), via oral, com início pelo menos 24 horas antes do procedimento cirúrgico e manutenção do mesmo durante pelo menos sete dias. Não há contra-indicações do uso de antifibrinolítico local e a indicação do uso sistêmico deve ser feita juntamente com o hematologista. Cirurgia Relato de caso - Implante oral em paciente com anemia falciforme file:///C:/Users/ricardo%20jorge/Downloads/6947-23757-2-PB%20(2).pdf Não houve nenhuma intercorrência trans ou pós-operatória. Paciente saudável e com boa higiene bucal; Paciente que não faz uso de medicações que alteram a cicatrização óssea; Paciente com boa espessura óssea na região de colocação do pino. Os implantes dentários estão indicados nos casos de perda dentária unitária (de um dente) ou de vários dentes (para suporte de uma prótese). Algumas condições são necessárias: Condições e indicações para implantes orais BIBLIOGRAFIA https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/133/o/Manual_corrigido-.pdf http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-09392010000300008 https://www.h9j.com.br/pt/sobre-nos/blog/doencas-hematologicas-e-seus-principais-tratamentos https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_odontologico_coagulopatias_hereditarias.pdf http://www.hemominas.mg.gov.br/doacao-e-atendimento-ambulatorial/hematologia/doencas-do- sangue#doenca-de-von-willebrand https://odontoyama.com.br/quem-nao-pode-fazer-um-implante-dentario/