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Desktop Linux – Ambiente Corporativo Bootcamp Administrador Linux Maximiliano de Carvalho Jacomo 2021 Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 2 de 48 Desktop Linux – Ambiente Corporativo Bootcamp Administrador Linux Maximiliano de Carvalho Jacomo © Copyright do Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação. Todos os direitos reservados. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 3 de 48 Sumário Capítulo 1. Conceito: Sistema Operacional ........................................................... 4 1.1. Arquitetura do S.O. Linux ................................................................................. 4 1.2. Distribuições GNU/Linux .................................................................................. 6 Capítulo 2. Sistema de Arquivos do Linux ............................................................. 7 2.1. Navegação Estrutura de Arquivos no S.O. Linux ............................................. 8 2.2. Tipos de Arquivos ............................................................................................ 9 2.3. Atributo dos Arquivos no S.O. Linux .............................................................. 10 2.4. Permissão de Arquivos no S.O. Linux............................................................ 11 Capítulo 3. Conhecendo o Desktop Linux - Ubuntu ............................................. 13 3.1. Componentes do Desktop Ubuntu ................................................................. 13 3.1.1. Configurações - Desktop Ubuntu ............................................................. 15 3.1.2. Ubuntu Software e Gerenciador de Pacotes............................................ 16 3.1.3. Atualizações Automáticas ........................................................................ 22 3.1.4. Instalação de Aplicativos Úteis ................................................................ 24 Capítulo 4. Serviços e Funções para Ubuntu Desktop ........................................ 30 4.1. Firewall - Ubuntu Desktop .............................................................................. 30 4.2. Compartilhamento no Ubuntu Desktop .......................................................... 32 4.3. Promovendo o Ubuntu Desktop no Controlador de Domínio ......................... 35 4.4. Mapeando Unidades de Rede no Ubuntu Desktop ........................................ 39 4.5. Utilitário de Backup/Restore - Ubuntu Desktop .............................................. 41 4.6. Dicas e Macetes - Ubuntu Desktop ................................................................ 42 Referências............. ................................................................................................. 48 Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 4 de 48 Capítulo 1. Conceito: Sistema Operacional Existem diversas definições com relação ao conceito de sistema operacional, mas no geral, todas elas nos remetem à ideia de um conjunto de instruções que tem como objetivo realizar a integração e o controle entre diversos componentes de hardware e software de um sistema computacional. Para exercer essa função, o S.O. precisa conhecer uma linguagem de comunicação que permita ao usuário (pessoa) interagir e controlar todos os componentes presentes em um computador. Dentre as principais funções exercidas por um S.O., destacam-se: 1) Gerenciamento do uso da CPU. 2) Gerenciamento do uso da memória. 3) Gerenciamento dos dispositivos de entrada e saída (I/O). 4) Gerenciamento do armazenamento de dados. 5) Controle de identidades e acessos. 6) Gerenciamento da interface gráfica; além de muitas outras funções e funcionalidades que fazem com que haja todo o processo de comunicação e controle entre o hardware, software e as pessoas. 1.1. Arquitetura do S.O. Linux O sistema operacional GNU/Linux desde seu início foi projetado sobre o conceito de camadas, no qual cada camada existente em sua arquitetura permite uma independência entre hardware, possibilitando, assim, uma melhor eficiência dos recursos utilizados pelo sistema. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 5 de 48 Figura 1 - Arquitetura do S.O Linux. O GNU/Linux é um S.O. muito flexível e com grande número de funcionalidades. Suas principais características são: 1) Portabilidade: característica que permite que o sistema operacional seja executado em diversos conjuntos de hardware. 2) Multiusuário: característica que permite a conexão simultânea de diversos usuários. 3) Multiprocessamento: característica que permite que sejam realizados diversos tipos de processamentos ao mesmo tempo. 4) Estrutura hierárquica de diretórios: característica que permite uma visão hierárquica do sistema de arquivos. 5) Interpretador de comandos (shell): característica que permite que o S.O. possua uma linha de comunicação e controle entre o hardware, software e o usuário. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 6 de 48 1.2. Distribuições GNU/Linux Podemos obter diversas versões de um S.O. GNU/Linux. No geral, as distribuições seguem padrões estabelecidos pelo projeto GNU da Free Software Foundation (FSF), e são controladas pela General Public License (GPL). Dentre as mais conhecidas e utilizadas, podemos citar: Red Hat Enterprise Linux, CentOS, Debian, Ubuntu, Fedora e Susi Linux. É importante ressaltar que algumas distribuições GNU/Linux possuem um enfoque mais comercial, enquanto outras não. Algumas são para uso em servidores, por proporcionarem mais segurança e alta disponibilidade. Já outras para uso em estações de trabalho, visando ambiente gráfico amigável, assim como para uso doméstico ou outras finalidades. Neste contexto, conhecer a fundo a distribuição GNU/Linux que deseja utilizar trata-se de um processo importante. Para o nosso Bootcamp, vamos trabalhar coma distribuição UBUNTU LINUX que possui as seguintes características: ‒ Suporte ao nosso idioma; ‒ Estabilidade no mercado; ‒ Ambiente gráfico com assistente de instalação; ‒ Detecção automática de hardware; ‒ Gerenciador de pacotes; ‒ Programas utilitários, como editores de texto, navegadores para a internet, editores de imagens, reprodutores de áudio e vídeo, etc. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 7 de 48 Capítulo 2. Sistema de Arquivos do Linux Entender o conceito de sistemas de arquivos do sistema operacional GNU/Linux é de extrema importância. Afinal, é o sistema de arquivos o responsável por prover toda a estrutura de arquivos e diretórios pelo qual o S.O. irá trabalhar. O sistema de arquivos do Linux possui diversas características que o tornam seguro e eficiente. São elas: 1) Estrutura hierárquica; 2) Arquivos sem estrutura; 3) Segurança; 4) Independência de dispositivo. Já os principais diretórios de uma distribuição GNU/Linux são: ▪ /: diretório-raiz e origem da árvore hierárquica de diretórios; ▪ /bin: binários do sistema utilizado pelos usuários; ▪ /boot: arquivos especiais de inicialização do sistema; ▪ /dev: arquivos especiais de dispositivos de entrada e saída; ▪ /etc: arquivos de configuração, scripts de inicialização de serviços, etc.; ▪ /home: diretórios pessoais dos usuários do sistema; ▪ /lib: bibliotecas compartilhadas pelos programas e pelo sistema; ▪ /mnt: diretório utilizado como ponto de montagens para dispositivos removíveis; ▪ /opt: diretório utilizado para instalar pacotes opcionais (não pertence a distribuição); Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 8 de 48 ▪ /proc: diretório virtual que contém o sistema de arquivos do kernel; ▪ /root: diretório pessoal do usuário root; ▪ /sbin: comandos de administração do sistema, utilizados pelo usuário root; ▪ /tmp: arquivos temporários do sistema e de programas; ▪ /usr:programas de uso geral do sistema; ▪ /var: arquivos de tamanho variável, como caixas postais de e-mail, cache, log etc. Figura 2 - Representação Sistema de Arquivos Linux. 2.1. Navegação Estrutura de Arquivos no S.O. Linux Qualquer distribuição GNU/Linux possuirá dois tipos especiais de nomes de diretórios. São eles: o diretório ponto “.” E o diretório dois pontos “..”. O primeiro representa o diretório corrente do usuário. Já o segundo representa um nível acima do diretório corrente do usuário. O comando pwd identifica o diretório corrente do usuário. Conforme vimos anteriormente, o sistema de arquivos do GNU/Linux é organizado de forma estruturada, e sua representação pode ser comparada com uma estrutura do tipo “árvore invertida”, no qual o diretório que fica no nível mais alto dessa estrutura de árvore de diretórios é o diretório-raiz, representado pela barra normal (“/”). A partir desse ponto, existirão caminhos diferentes (paths) que poderão ser percorridos nessa estrutura. Cada caminho é representado por uma Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 9 de 48 sequência de diretórios separados pelo caractere “/”, nos fornecendo, então,o nome do caminho (path name) do arquivo ou diretório. Em um S.O. GNU/Linux, existirão dois tipos de caminhos: os absolutos, que se iniciam sempre no diretório-raiz, e os relativos, que são baseados no diretório corrente do usuário. 2.2. Tipos de Arquivos No S.O. GNU/Linux, todo objeto é representado por um arquivo, incluindo os diretórios, componentes de hardware e conexões de rede. Neste contexto, iremos ter os objetos representados da seguinte maneira: 1) Inode – O inode é um identificador único que é atribuído a cada arquivo do S.O; 2) Arquivo Regular – trata-se da estrutura mais básica que o S.O. utiliza para armazenar informações; 3) Caracteres Curinga – caractere utilizado para substituir outros caracteres; 4) Diretório – trata-se de um conjunto de arquivos organizados; 5) Arquivos de dispositivos – trata-se da associação dos dispositivos de hardware com o S.O.; 6) Links – trata-se de atalhos para outros arquivos; 7) Sockets – responsáveis pela comunicação bidirecional entre dois processos em execução no S.O. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 10 de 48 2.3. Atributo dos Arquivos no S.O. Linux No GNU/Linux, os arquivos possuem diversos tipos de atributos, que são armazenados em seus inodes, dos quais destacam-se: ▪ Nome: nome do arquivo; ▪ Localização: local onde o arquivo está armazenado no disco; ▪ Tamanho: tamanho do arquivo em bytes; ▪ Ligações: nomes pelos quais o arquivo é conhecido; ▪ Propriedade: usuário dono (owner) do arquivo; ▪ Grupo: grupo de usuários que pode ter acesso ao arquivo; ▪ Tipo: tipo do arquivo; ▪ Criação: data de criação do arquivo; ▪ Modificação: data de modificação do arquivo; ▪ Acesso: data do último acesso ao arquivo; ▪ Permissão: permissões de acesso ao arquivo. Todas essas informações são guardadas pelo S.O. na medida em que os arquivos são manipulados. Com o comando lse a opção –l, podemos visualizar todos os atributos de um arquivo (figura 3). Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 11 de 48 Figura 3 - Representação da saída do comando ls com a opção -l. 2.4. Permissão de Arquivos no S.O. Linux Por ser um S.O. projetado para ser multiusuário, o GNU/Linux dispõe de funções que restringem o acesso a arquivos e diretórios. Essas funções trabalham de acordo com a identificação do usuário que solicita o acesso, e ao modo de acesso atribuído a cada arquivo e diretório. No GNU/Linux, qualquer arquivo ou diretório é associado a um usuário que recebe o nome de “dono” (owner). Cada usuário no GNU/Linux pode pertencer a um ou mais conjuntos de usuários,e a esse conjunto damos o nome de grupo. Cada arquivo ou diretório deve ser associado a um grupo. Tanto o dono como o grupo de um arquivo podem ser alterados. As permissões de acesso, conhecidas como modos de acesso, determinam as operações que um usuário pode ou não realizar em um arquivo. Os três tipos básicos de permissão que podem ser aplicadas a um arquivo ou diretório, são. ▪ r (read): permite acesso apenas para leitura; ▪ w (write): permite acesso para leitura e gravação; ▪ x (execute): permite executar o arquivo. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 12 de 48 Para alterar uma permissão no Linux, utilizamos os comandos chmod, chown e chgrp, e uma maneira de configurarmos permissões é utilizando a notação numérica, na qual cada número corresponderá a um conjunto de permissões (rwx). A figura 4 mostra as sintaxes padrão e octal, com seus respectivos correspondentes binários. Figura 4 - Sintaxe do comando "chmod". A tabela a seguir mostra as permissões ou modos de acesso para arquivos e diretórios. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 13 de 48 Capítulo 3. Conhecendo o Desktop Linux - Ubuntu Atualmente, o Ubuntu Linux é uma das distribuições mais utilizadas por usuários do mundo inteiro. Aproximadamente 40 milhões de usuários utilizam o S.O. em diversos tipos de sistemas computacionais, como desktops, servidores, tablets, smartphones etc. O Ubuntu Linuxé uma distribuição GNU/Linux gratuita, mantida pela desenvolvedora Canonical, que utiliza o ambiente gráfico Gnome e diversos softwares do projeto GNU. Quanto aos requisitos de instalação do sistema operacional, o desenvolvedor recomenda que o dispositivo computacional possua no mínimo um processador de dual core de 2Ghz, 4GB de memória RAM, 25 GB de espaço livre em disco, unidades de DVD ou USB para instalação do S.O e, por fim, uma conexão com a internet. A título de curiosidade: em 1999, de acordo com o site do desenvolvedor, o sul-africano Mark Shuttleworth vendeu sua empresa de certificação digital – a Thawte, que fornecia certificados para websites – por mais de US$500 milhões e, após gastar US$20 milhões em uma viagem ao espaço, ele iniciou um projeto Ubuntu.O Ubuntu é uma palavra de origem africana que significa “Humanidade para os outros”, ou “Sou o que sou pelo que nós somos”. 3.1. Componentes do Desktop Ubuntu O Ubuntu, em sua versão 20.04 LTS, vem com a área de trabalho completamente limpa, sendo o usuário livre para adicionar ícones e arquivos a seu gosto. GNOME 3.36 é o ambiente desktop padrão dessa versão. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 14 de 48 Figura 5 - Desktop Ubuntu - GNOME 3.36. No topo e ao lado esquerdo da área de trabalho, vamos encontrar duas barras, sendo a primeira (topo) destinada a nos fornecer informações sobre data e hora, aplicativos em execução em segundo plano responsáveis por prestar informações ou proporcionar controles relacionados a som, rede, acesso às configurações de sistemas, efetuar logoff, reinicializar ou desligar o sistema. Já a segunda barra (lado esquerdo) encontraremos os atalhos de alguns aplicativos para proporcionar o acesso rápido e demais aplicativos instalados. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 15 de 48 Por fim, observamos o centro da área de trabalho propriamente dita, onde podemos customizar com ícones de atalhos a unidades de disco, diretórios, arquivos, aplicativos e muito mais outros itens. 3.1.1. Configurações - Desktop Ubuntu Similar ao sistema operacional Microsoft Windows, o Ubuntu desktop também possui um painel de controle, denominado “configurações”. Nesse painel, encontraremos diversas funções destinadas a realização de ajustes de Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 16 de 48 configurações de dispositivos, como: mouse, teclado, monitor, impressora, rede, periféricos em geral etc. Além de outras opções que nos possibilitam a manipulação de usuários, ajustes de atualizações automáticasde sistemas e aplicativos, informações básicas do sistema operacional, dentre outras. Figura 6 - Configurações Ubuntu Desktop. Em nossas aulas de demonstração prática, é explicado de forma detalhada cada um dos itens que compõe o painel de configurações do Ubuntu desktop. 3.1.2. Ubuntu Software e Gerenciador de Pacotes Seja qual for a distribuição Linux utilizada por você, ela sempre será composta por duas partes. A primeira é um kernel que corresponderá ao núcleo central do sistema operacional, que possui a responsabilidade de realizar todo o gerenciamento e controle do conjunto hardware pertencente ao dispositivo computacional e, respectivamente, a integração entre esse conjunto de hardware com o conjunto de softwares e com o usuário. A segunda parte, por sua vez, é um conjunto de softwares (aplicativos) que serão manipulados tanto pelo kernel quanto pelos usuários do sistema. No geral, Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 17 de 48 esse conjunto de softwares estará contido na filosofia criada por Richard Stallman “GNU/Linux”, no qual tem como objetivo a criação/manutenção de um gigantesco repositório de softwares de diversos tipos, funções e finalidades distribuídos livremente e que podem ser utilizados por qualquer kernel Linux (distribuição) e seu usuário. Por esse motivo, é comum referenciarmos uma distribuição Linux acrescentando a filosofia GNU (open source). Exemplo: GNU/LINUX UBUNTU, GNU/LINUX CENTOs e assim por diante. Gerenciar esse gigantesco repositório de softwares não é tarefa fácil. Neste sentido, a maioria das distribuições Linux possuem um conjunto de softwares (aplicativos) que auxiliam o usuário a realizar tarefas como: instalação, remoção, atualização etc. Na maioria dos casos, cada distribuição personaliza esse aplicativo ou conjunto de aplicativos. No caso da distribuição GNU/Linux Ubuntu não é diferente. O aplicativo responsável no Ubuntu Desktop por proporcionar todo o gerenciamento dos repositórios de softwares GNU – normalmente denominados de “pacotes de instalação” é o “Ubuntu Software”. A partir dele, o usuário pode realizar diversas tarefas relacionadas ao gerenciamento desses pacotes de instalação, tendo como ponto de partida a instalação de novos aplicativos, a remoção, a atualização e a correção de pacotes de instalação corrompidos, instalados de forma errada ou sem as suas devidas dependências. Fazendo uma analogia simples, o Ubuntu Software pode ser comparado como uma “loja de aplicativos” similar a outras já existentes, como a Apple Store e a Google Play. Porém, com um pequeno detalhe muito importante: a ausência de qualquer tipo de cobrança pela aquisição ou atualização de qualquer um dos softwares/aplicativos contidos na Ubuntu Software. Afinal, todos os softwares/aplicativos contidos nos repositórios da Ubuntu Software estão sob o licenciamento open source da filosofia GNU. No Ubuntu Software, os aplicativos são divididos por conjuntos de categorias. Encontraremos diversas categorias, tais como: finanças, utilitários, Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 18 de 48 produtividade, segurança e assim por diante. Essa divisão por categorias proporciona ao usuário uma usabilidade maior durante a busca por aplicativos. Além de dividir por categorias os aplicativos, o Ubuntu Software também realiza uma classificação de cada um deles, possibilitando ao usuário ter uma visão sobre a qualidade daquele aplicativo de acordo com a opinião de outros que já utilizaram aquele software. Trata-se de uma espécie de “avaliação”, na qual o usuário avalia alguns quesitos da aplicação e pode deixar algum comentário sobre a aplicação em questão. A ação realizada pelos usuários quanto a avaliação dos aplicativos contidos nos repositórios da Ubuntu Software é de extrema importância. Isso porque, além de proporcionar a melhoria contínua daquele determinado aplicativo, permite ao desenvolvedor coletar informações importantes e relevantes sobre o aplicativo, tais como: usabilidade, funcionalidade, vulnerabilidades etc., que nas maiorias dos casos somente uma comunidade ativa de usuários pode ajudar. Figura 7 - Ubuntu Software. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 19 de 48 Para entender melhor o funcionamento do aplicativo Ubuntu Software, assista a aula prática “conhecendo a interface gráfica e o ubuntu software”. Outra maneira de realizarmos o gerenciamento dos softwares/aplicativos instalados em nosso Ubuntu desktop é através do aplicativo “Gerenciador de Pacotes Synaptic”. Não sendo muito diferente que o Ubuntu Software, o Gerenciador de Pacotes Synptic permite ao usuário realizar as mesmas tarefas que seriam realizadas no Ubuntu, também contendo a divisão em categorias para os softwares, porém com uma interface gráfica menos sofisticada. Figura 8 - Interface gráfica Gerenciador de Pacotes Synaptic. Vale ressaltar que qualquer uma das opções escolhidas por você para realizar a gestão dos pacotes de softwares/aplicativos de seu Ubuntu desktop, irão tratar também das dependências necessárias a instalação e execução do software/aplicativo escolhido. Esse tratamento de dependências dos pacotes de instalação de forma automática facilita muito as questões relacionadas a instalação de softwares em sistemas operacionais Linux. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 20 de 48 Para entender melhor o que são dependências de um software no universo Linux, vamos fazer uma analogia com o universo Microsoft Windows. No geral, um desenvolvedor de software, após escrever o seu código fonte, realiza a compilação desse código, transformando-o em um formato binário no qual seja possível a instalação junto a um sistema operacional (que, no caso, vamos supor que seja o Microsoft Windows). Durante o desenvolvimento do software, o desenvolvedor utiliza uma linguagem de desenvolvimento e um framework que contém bibliotecas e recursos de programação específicos e destinados a fazer com que o software em questão execute suas funções da forma em que foi planejado. Tais bibliotecas e funções devem ser instaladas e configuradas de forma correta no sistema operacional. Sendo assim, durante a fase de compilação do código fonte, o desenvolvedor insere todas as bibliotecas e funções de sistema necessárias à execução de seu software, bem como todas as instruções de como e onde serão instaladas essas bibliotecas, funções e/ou recursos junto ao sistema operacional. Na plataforma Microsoft Windows, toda essa atividade de instalação do software e respectivamente de suas bibliotecas é realizada de forma “transparente” para o usuário. Ou seja, em muitos dos casos, o usuário não percebe ou não tem ciência de qual ou quais bibliotecas e recursos estão sendo instalados em seu sistema operacional e muito menos onde esses recursos estão sendo instalados. Sua preocupação no geral, durante a instalação do software, é o de apenas seguir os passos de instalação fornecidos pelo desenvolvedor e, por fim, verificar se a instalação ocorreu com sucesso e o software está funcionando perfeitamente. Bem, no mundo Linux esse processo é um pouco diferente. Isto porque, no geral, os desenvolvedores de softwares para sistemas operacionais Linux realizam o desenvolvimento de seus softwares baseando-se em pequenos pacotes de instalação que, em muitos casos, são fornecidos aos usuários no formato de código fonte com instruções que referenciam a instalação das bibliotecas e recursos necessários ao funcionamento do software.Isso faz com que o usuário realize a tarefa de compilar e executar aquele software junto ao sistema operacional, Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 21 de 48 incluindo as instalações das bibliotecas e fazendo as referências necessárias à execução do software em questão. Neste contexto, percebe-se uma grande resistência porparte das empresas quanto à utilização de distribuições Linux em seus ambientes organizacionais, devido à falta de experiência ou dificuldade do usuário ou de suas equipes de suporte em TI de lidar com a instalação de softwares e aplicativos em sistemas operacionais Linux. Denominamos de “dependências” todas as bibliotecas, recursos ou funções necessárias ao correto funcionamento dos softwares junto ao sistema operacional Linux. Sem elas, os softwares são incapazes de serem instalados e executados no sistema operacional Linux. A grande dificuldade enfrentada pelo usuário durante a instalação de softwares em sistemas operacionais Linux é justamente a de “juntar” todas as dependências necessárias à instalação e execução do software. Isto se dá devido a própria filosofia “open source” do projeto GNU, que permite que um único software seja desenvolvido por diversos desenvolvedores que não possuem relação, mas que estão trabalhando em prol da melhoria – da adaptabilidade, da usabilidade e da inclusão de novos recursos no software. Assim, durante os processos de desenvolvimento, cada um acaba utilizando a biblioteca ou os recursos que lhe convém melhor. Neste contexto é que entra o Gerenciador de Pacotes Synaptic. Uma das funções do Synaptic é facilitar a vida do usuário, juntando todas as dependências necessárias e solicitadas pelo desenvolvedor para que o software/aplicativo seja compilando, instalado ou executado o software em questão. É importante ressaltar que, se não houvesse essa função, este processo já seria (como é em alguns casos) trabalhoso e bastante técnico para a equipe de TI. Agora imagine para um simples usuário? Para entender melhor o funcionamento do Synaptic, assista à aula prática de pacotes e observe como é fácil e bem intuitiva a tarefa de compilar e instalar softwares em sistemas operacionais Linux. Lembre-se que podemos, ainda, realizar Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 22 de 48 a instalação dos pacotes de softwares por meio do terminal shell, através dos comandos aptitude (apt) e apt-get, nas distribuições Linux que tem como base na arquitetura do kernel Debian, exemplo: Ubuntu, Debian, Kbuntu e Xbunto e, através dos comandos yum ou urpmi, nas distribuições Linux que tem como base na arquitetura do Kernel Red Hat, exemplo: Red Hat, CentOs, Fedora e Mandriva. São exemplos de comando para o terminal shell para a instalação de um determinado pacote: apt-get install <nome do pacote>; apt install <nome do pacote>, urpmi –auto <nome do pacote> ou yum install <nome do pacote>. Além de outras opções de gerenciamento, como por exemplo: apt-get update, yum update, apt-get distro-upgrade, dentre outros. 3.1.3. Atualizações Automáticas Um dos papéis mais importantes de uma equipe de TI e de Segurança da Informação é o de manter sua infraestrutura de TI devidamente atualizada. Isto porque sabemos que nesse universo existem diversas ameaças que buscam de alguma maneira comprometer a disponibilidade, a integridade e a confidencialidade dos ativos de TI. Neste contexto, tratar essas vulnerabilidades, seja nos hardwares ou softwares que compõe uma infraestrutura de TI, é de suma importância para garantir que nenhum dos princípios da segurança da informação sejam comprometidos por qualquer tipo de ameaça humana, virtual ou cibernética. Pensando nisso, o Ubuntu desktop, a exemplo de outros sistemas operacionais, possui um mecanismo capaz de garantir de forma automática a atualização de todos os pacotes de softwares instalados, bem como o próprio sistema operacional (kernel). Garante, assim, a segurança do sistema como um todo contra a exploração de vulnerabilidades por parte das ameaças. Fazendo uma analogia com o sistema operacional Microsoft Windows que possui uma ferramenta específica para lidar com atualizações denominadas Microsoft Windows Update, o Ubuntu desktop também possui uma ferramenta que apresenta as mesmas características e funções do sistema operacional concorrente. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 23 de 48 O seu acesso se dá através do painel configurações na opção sobre localizado na extremidade final do menu esquerdo. Observe que, ao clicarmos nessa função, é possível realizarmos as parametrizações necessárias à execução e instalação de atualizações automáticas de todos os pacotes de softwares e do próprio kernel de nosso Ubuntu desktop. Figura 9 - Interface de parametrização de atualizações automáticas – Ubuntu desktop. Basicamente, serão necessárias as seguintes parametrizações para tornar ativas as atualizações automáticas em nosso Ubuntu desktop: 1) Acessar a aba “aplicativos Ubuntu” e deixar marcadas as quatro primeiras opções (por default já vêm selecionadas). Essa configuração garantirá que o S.O. realize o download das atualizações em repositórios oficiais e mantidos pela Conanical – desenvolvedora do Ubunto; Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 24 de 48 2) Acessar a aba “outros programas” e marcar as duas primeiras opções. Isso fará com que sejam inseridos também repositórios de desenvolvedores parceiros e confiáveis da Conanical. 3) Por fim, acessar a aba “atualização” e parametrizar as opções sobre a busca e a execução das atualizações. Opções essas como: tipo de atualização (total ou parcial); períodos de atualização (diário, semanal, mensal etc.); execução da atualização (automática ou não), dentre outras, para que o sistema operacional possa executar conforme parametrizado de forma automática. Atenção!!! Lembre-se que manter o sistema operacional e todos os aplicativos instalados é fundamental para garantir a segurança e a proteção de todo o conjunto. Isso evita que as ameaças explorem vulnerabilidades e comprometam de alguma maneira os pilares da segurança da informação e o bom funcionamento do dispositivo computacional e do sistema. 3.1.4. Instalação de Aplicativos Úteis Sabemos que durante suas atividades em um sistema computacional, um usuário corporativo e um usuário doméstico necessitam de aplicativos (softwares) específicos e úteis ao seu dia a dia, que irão garantir a produtividade de seu trabalho. Por exemplo os aplicativos denominados de “suítes de escritório”, como o Microsoft Office, que contém editor de texto, planilha eletrônica etc., aplicativos de vídeo conferência tais como: Zoom, MS Teams, Skype etc., aplicativos de edição de vídeo, som e imagem, compactadores e descompactadores, aplicativos de gestão de finanças etc. No sistema operacional concorrente (Microsoft Windows), infelizmente o usuário tem que realizar a aquisição de licenças e a instalação desses aplicativos para poder exercer suas atividades. Se pensarmos de forma empresarial, as empresas investem grandes quantias de dinheiro (muitas das vezes baseados em dólar) com a aquisição de licenças de uso de programas e muitas das vezes são forçadas a “gastar” anualmente com as atualizações dos aplicativos utilizados por Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 25 de 48 seus funcionários, o que eleva os valores dos custos operacionais para se manter o modelo de negócio. Neste contexto, as distribuições GNU/Linux se apresentam com uma alternativa não só operacional, mas também financeira viável para baixar os custos operacionais do modelo de negócio associados a investimentos em relação a manutenção de softwares e licenciamento. Essa redução se dá justamente devido ao formato de licenciamento no qual tanto o projeto GNU quanto o kernel Linux estão contidas – no caso o formato open source (código aberto) e software livre. Porém, isso não significa que não haverá custos operacionais com licenciamento de softwares, até mesmo porque software livre e código aberto possuem filosofias diferentes no quesito licenciamento. Ou seja, um software de código aberto não necessariamente será um software livre,sendo possível a cobrança pelo uso ou atualização desse software. Contudo, tais custos de licenciamento serão menores se comparados aos custos de licenciamentos de softwares sob o padrão copyright (direito de copy). Outro fator motivador que proporciona a tangibilidade do uso de distribuições Linux no mundo corporativo – tais como o nosso Ubuntu desktop – está relacionado ao casamento do projeto GNU com o kernel Linux, que por sua vez fornece no formato de software livre uma grande quantidade de aplicativos similares aos que encontramos na plataforma do concorrente e destinados a diversas áreas e categorias de forma livre. Ou seja, sem custos para a empresa. Como exemplo, podemos citar o caso da suíte Microsoft Office que contém aplicativos destinados a edição de texto, planilhas eletrônicas, apresentação de slides etc. Neste caso, a empresa, além de gastar com o licenciamento do sistema operacional, também irá ter que gastar com o licenciamento da suíte office. Imaginando que o valor até a criação dessa apostila é de aproximadamente uns US$ 100,00 para o sistema operacional e uns US$ 300,00 para a suíte office, tornando um custo total de US$ 400,00 por estação de trabalho, imaginem uma empresa que tenha em sua infraestrutura de TI um parque com 50 computadores. Quanto essa empresa gastaria só com o licenciamento do sistema operacional e da Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 26 de 48 suíte office? Bem, se convertemos para o Real, vamos ter um valor expressivo como resposta. Concorda?! Bem, no caso do Ubuntu, não há cobrança alguma de licenciamento pelo uso do sistema operacional ou de todos os aplicativos embarcados sob a plataforma GNU que são distribuídos em conjunto. Para o exemplo citado, temos dentro dos repositórios do Ubuntu desktop uma suíte de aplicativos office denominada LibreOffice ou Openoffice, que possui os mesmos tipos da suíte office do concorrente, ou seja: editor de texto, planilha eletrônica etc.Obviamente, esses aplicativos possuem as suas particularidades, afinal as suítes são desenvolvidas por desenvolvedores diferentes, mas atenção:possuem total compatibilidade em termos de funções, funcionalidades e extensões/formatos e leituras de arquivos (particularmente arrisco dizer que a suíte LibreOffice possui até alguns recursos a mais, se comparado com a suíte do concorrente), o que torna a sua utilização viável dentro do ambiente corporativo, bastando apenas a empresa investir em capacitação de seus funcionários para a sua utilização – coisa que também é necessário ser feita na suíte do concorrente. Na visão gestão administrativa/financeira, arrisco dizer que em médio período de tempo a empresa perceberá o ganho financeiro com relação a licenciamento de programas computacionais e o ganho de produtividade dos colaboradores, uma vez que terão muitos aplicativos disponíveis em seu desktop, hora antes jamais imaginados ou jamais disponibilizados por questões de custos relacionados a aquisição e manutenção de licenças de uso de softwares. Agora, já na visão da TI, arrisco dizer que os ganhos operacionais já são percebidos em curto período. Isto porque, por exemplo, um desktop com o sistema operacional Linux é bem menos susceptível a falhas e erros. Ou seja, no jargão da informática “dá menos pau!”. E por quê? Bem, porque além de ter uma estrutura de arquivos (file system) bem desenhada, no qual quesitos como: segurança, modularidade, controle, compatibilidade etc., foram criadas de forma a atender diversas necessidades, a Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 27 de 48 própria estrutura do núcleo do sistema operacional o “kernel” foi desenvolvido para ser o mais possível compatível e robusto a qualquer hardware e software. Isto faz com que problemas de travamento, estouro de pilha/buffer e aquelas indesejadas “telas azuis” que aparecem no sistema operacional concorrente não acontecem. Confesso a vocês que em minha vivência de TI, que lá vão para quase 30 anos, foram pouquíssimas (quase raras) vezes que presenciei um sistema operacional Linux travar ou ficar sem funcionar, mesmo com partes/peças de hardware defeituosos ou com falhas, por exemplo, um hard disk com diversas trilhas (algumas até pertencentes as trilhas zero) defeituosas ou marcadas como “bad blocks”. Como dizem por aí podemos comparar o GNU/Linux como um sistema “Raiz” e a famosa janela (sistema concorrente) como um sistema “Nutella”. Por fim, apresentamos uma tabela comparativa com alguns softwares/aplicativos utilizados por cada sistema operacional. PLATAFORMAS DE SISTEMAS OPERACIONAIS Microsoft Windows GNU/Linux • MS Office • LibreOffice ou OpenOffice • Adobe Photoshop • Gimp • Corel Draw ou Adobe Illustrator • Inkscape • 3DSMax • Blender • Adobe Dreanweaver • Blue Fish • MS Outlook • Mozilla Thunderbird • Internet Explorer • Mozilla Firefox ou Opera Browser ou Google Chrome Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 28 de 48 • Windows Media Player • VLC Player ou Mplayer • ACDsee • Eye for Gnome • Winamp • Amarok • Utorrent • Transmission • MSN ou Yahoo Massager • Pidgin ou Spart • NotePad • Gedit • Nero Burming • K3B • MS Backup • Bacula • Active Directory • Samba4 • MS SQL Server • Mysql Server • RDP • Remmia • Autocad • Opencad • Adobe Premier ou Sony Vegas • Lightworks • Virtual PC ou VMWare Player • Virtual Box É importante ressaltar que um ambiente corporativo é um elemento “vivo”, que possui sua singularidade. Portanto, é importante que se faça uma análise criteriosa e um escopo de projeto detalhado para a mudança/migração de um parque tecnológico com estações de trabalho baseadas na plataforma Microsoft Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 29 de 48 para a plataforma GNU/Linux, visando assim alavancar todos os pontos necessários a migração, as questões relacionadas a compatibilidade de aplicativos, operacionalidade, usabilidade e adaptabilidade dos funcionários quanto a nova plataforma, segurança e outros quesitos. Como proposta para a migração, aconselho a realizar um projeto piloto. Ou seja, uma POC para levantar todas as questões mencionadas anteriormente e outras, além de validar as soluções idealizadas, projetadas e implementadas, reduzindo ao máximo os riscos associados ao projeto e tornando a migração mais eficiente. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 30 de 48 Capítulo 4. Serviços e Funções para Ubuntu Desktop Neste capítulo, vamos aprender a realizar diversas atividades, tais como: ativar e configurar o firewall, compartilhar o nosso desktop Ubuntu em uma rede, inserir nosso desktop Ubuntu no controlador de domínio Active Diretory da Microsoft,configurar um backup automático, dentre outros. 4.1. Firewall - Ubuntu Desktop Sem dúvida alguma o firewall é um componente importante para garantirmos a segurança de nossos ativos de TI. Por isso é importante termos um bom firewall não só instalado em nossa camada de perímetro da rede, mas também em nossos servidores e desktops. A seguir, iremos realizar a instalação e configuração do firewall UFW em nosso Ubuntu desktop. 1º passo: verificar que o pacote UFW e GUWF estão instalados em nosso Ubuntu desktop. Para isso, acesse o gerenciador de pacotes synapitc e mande localizar o UFW. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 31 de 48 Caso não estejam selecionados os dois pacotes, selecione e clique em “aplicar” para realizar a instalação do firewall em modo binário e sua interface gráfica. 2º passo: acesse o aplicativo “ajustes”, depois “aplicativos de inicialização”, encontre o aplicativo GUFW, digitando a palavra “firewall”, selecione e adicione para inicialização automática. Observe: Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 32 de 48 3º passo: localize o GUFW e abra para realizaras configurações de permissão ou bloqueio de aplicativos, serviços ou portas. Para melhor entendimento, assista à aula prática sobre instalação e configuração do ufw. 4.2. Compartilhamento no Ubuntu Desktop É comum encontrarmos, em uma infraestrutura de TI de uma organização, algumas estações de trabalho que compartilham arquivos, diretórios e impressora entre os usuários da rede. Vamos aprender como realizar o compartilhamento de nosso Ubuntu desktop, utilizando o aplicativo SAMBA. De acordo com a comunidade desenvolvedora, o SAMBA é o sistema responsável pela comunicação entre máquinas Unix (Linux) e Windows, usando protocolo TCP/IP. Quando se fala em servidores de arquivos em redes heterogêneas, na grande maioria dos casos o SAMBA será utilizado, pois ele permite compartilhamento de arquivos, diretório e impressoras, com ou sem controle de acesso (autenticação). A seguir, realizaremos a instalação e configuração do SAMBA e compartilharemos um diretório público em nosso Ubuntu desktop. 1º passo: verificar se o pacote samba está devidamente instalado em nosso Ubuntu desktop. Abra o gerenciador de pacotes synapitc e localize o pacote samba. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 33 de 48 Caso não esteja selecionado o pacote SAMBA, selecione e clique em aplicar. 2º passo: abra o terminal shell, transforme seu usuário em um usuário privilegiado com o comando “sudo - s" e acesse o diretório /etc/samba. 3º passo: para garantirmos um ponto de restore, realize uma cópia do arquivo smb.conf com o comando “mv” criando um arquivo smb.conf.bkp. 4º passo: edite o arquivo smb.conf com o editor de sua preferência e mova o cursor até o final do arquivo. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 34 de 48 5º passo: acrescente as seguintes linhas no arquivo de configuração, conforme demonstrado abaixo. Então, salve e feche o arquivo. 6º passo: crie o diretório “samba/publico” dentro do diretório “var” e dê permissão total ao diretório “publico” dentre de /var/samba. 7º passo: acesse o diretório /etc/initi.d e reinicie o samba com o comando: ./smbd restart. Se você realizou as configurações de forma correta, o diretório público criado por você poderá ser acessado por qualquer usuário de sua rede e estes poderão ler, gravar ou deletar arquivos. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 35 de 48 Dica: você pode criar no arquivo de configuração do samba diversos escopos de compartilhamento de diretórios e impressoras, podendo ainda determinar nesses escopos valores como: grupo de trabalho, sufixo netbius, nome da estação de trabalho, dentre outros. Assista à videoaula “instalação e configuração CUPS” para aprender sobre como configurar uma impressora que esteja compartilhada em uma estação MS Windows, seja um servidor ou um desktop. 4.3. Promovendo o Ubuntu Desktop no Controlador de Domínio Atualmente, muitas empresas possuem em sua infraestrutura de TI um controlador de domínio responsável por realizar o gerenciamento e controle de computadores e usuários da rede, além de organizar toda a estrutura de diretórios. Este, na maioria dos casos, é o Microsoft Active Diretory ou simplesmente AD/DC. Para inserirmos o nosso Ubuntu desktop na estrutura do AD, precisaremos realizar os seguintes passos: 1º passo: instalar o aplicativo CID e CID-GTK em nosso Ubuntu. Para isso execute o comando, add-apt-repository ppa:emoraes25/cid && apt update em modo usuário privilegiado no terminal shell e aguarde a atualização do repositório. 2º passo: execute o comando (modo usuário privilegiado) apt install CID CID-GTK. Observe que, durante o processo de instalação, o instalador kerberos irá solicitar que você insira o nome do domínio do active diretory. Neste momento, você deverá inseri-lo. Mas preste atenção! Insira corretamente o nome do domínio. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 36 de 48 3º passo: concluída a instalação, vá no menu “meus aplicativos” e localize o aplicativo “CID-GTK” e abra-o. 4º passo: clique em “join to domain” e insira as seguintes informações solicitadas: nome do domínio (domain); usuário (USER) que será utilizado para promover o Ubuntu no domínio (normalmente o usuário administrador); a senha (PASSWORD) e por fim no campo MODE selecione “default”. Se todas as configurações estiverem corretas, você irá receber uma mensagem em inglês dando as boas-vindas ao domínio “wellcome to the domain <nome do domínio>”. Clique “ok” e continue seguindo as instruções até que seja concluído e solicitado o reinício do Ubuntu. Após o reinício, você poderá realizar o logon no Ubuntu desktop, utilizando um usuário qualquer que seja válido em seu controlador de domínio. Para tal, clique na tela de login do Ubuntu no item “não está listado” e depois no campo usuário preencha com o nome do domínio seguido de barra invertida e o nome do usuário, exemplo: domínio\usuário e, posteriormente, o sistema irá solicitar a senha de logon. Observe que o Ubuntu desktop levará um tempinho criando um novo perfil referente ao usuário que está realizando o logon. Este perfil será criado com a Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 37 de 48 configuração default. Neste contexto, poderá ser necessário que a equipe de suporte realize as configurações de personalização de perfil. É importante ressaltar que no ato da criação do novo perfil o Ubuntu irá criar também no diretório /home um subdiretório com o respectivo nome do usuário que realizou o login, contendo todo o perfil criado. Outro ponto a ser ressaltado está relacionado às GPOS – grupos de políticas de segurança, que são um mecanismo muito útil no controlador de domínio AD/DC, utilizado pelos administradores de domínio e equipes de segurança e infra para aplicar políticas de segurança a seus usuários e computadores. Por se tratar de um recurso desenvolvido exclusivamente para funcionamento em sistemas operacionais baseados na plataforma Microsoft Windows, as GPOS criadas no AD/DC não funcionarão em sistemas operacionais GNU/Linux. Isto porque existem diferenças estruturais e lógicas entre ambos os sistemas operacionais Windows e Linux – tais como estrutura de registros e chaves de registro, estrutura de hierarquia do sistema de arquivos, dentre outras – que impedem a aplicabilidade dessas políticas de grupos. Porém, mesmo não havendo a aplicabilidade das políticas de grupos nos desktops Linux, ainda assim será possível gerir esses desktops com sistemas operacionais Linux no controlador de domínio AD/DC. Caso queira despromover o Ubuntu desktop do AD/DC, basta seguir os passos, escolhendo no CID-GTK a opção “remove from domain...”. Em alguns casos, poderá ser necessário permitir que algum usuário tenha privilégios de administrador no Ubuntu desktop. Ou seja, que ele seja administrador/root. Neste caso, acesse o aplicativo CID-GTK com um usuário privilegiado do Ubuntu (root), navegue nas opções: manage domain accouts in local groups > add account > use ou group e digite o nome do usuário que queira promover como root do Ubuntu desktop. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 38 de 48 Por fim, algumas das funções realizadas entre o Ubuntu desktop e o Microsoft AD/DC são: logon de múltiplos usuários, login remoto, bloqueio de usuário por erro de senha e alteração ou redefinição de senha durante o login/logon. Uma dica importante: não esqueça de verificar o DNS da estação de trabalho Ubuntu que será inserida no AD/DC. Esta, por sua vez, deverá ser configurada com o DNS do controlador de domínio. Isto porque o AD/DC baseia-se na resolução de nomes para realizar o controle de toda estrutura de diretórios, computadores e usuários. Para realizar essa conferência, basta acessar as configurações de rede no Ubuntu desktop. Se caso o DNS não estiver apontando para oAD/DC, realize a mudança e posteriormente verifique se o Ubuntu desktop está resolvendo o nome do domínio com os seguintes comandos: ping e nslookup. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 39 de 48 4.4. Mapeando Unidades de Rede no Ubuntu Desktop É comum termos em nossas estações de trabalho corporativo algumas unidades de rede mapeadas. Essas unidades de redes mapeadas correspondem a diretórios ou repositórios nos quais nossos usuários compartilham arquivos entre si. No Ubuntu desktop, a tarefa de mapear unidade de redes é bem simples e fácil de fazer. Para tal, basta seguir os passos abaixo: 1º passo: acesse o aplicativo “arquivos” e clique em “outros locais”. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 40 de 48 2º passo: digite o caminho do servidor no qual existe o compartilhamento usando o comando “smb” – observe: smb://<ip ou nome do servidor> e tecle conectar (se solicitado digite o usuário e senha que possui permissão para acesso ao compartilhamento). 3º passo: após a autenticação, clique com o botão direito do mouse e escolha a opção “montar”. Pronto, o compartilhamento está montado. Ou seja, a unidade agora está mapeada no Ubuntu desktop. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 41 de 48 Caso necessite desconectar a unidade, basta clicar nela e, em seguida, em desmontar. Lembre-se que, por possuir um sistema de arquivos diferente do nosso amigo “janela” o GNU/Linux, não irá identificar/mapear as unidades de rede com letras (ex.: C:/ E:/ etc.). 4.5. Utilitário de Backup/Restore - Ubuntu Desktop Possuir um mecanismo de backup/restore implementado no Ubuntu desktop é de extrema importância para garantir a salvaguarda do sistema operacional e de arquivos, sejam esses: arquivos de configuração do sistema, de aplicativos, pessoais do usuário, dentre outros. Ainda bem que o universo GNU nos dá diversas possibilidades de aplicativos de backup, sejam por meio de interfaces gráficas ou linhas de comando no terminal shell, possibilitando gerar backups em diversos formatos, para diversos tipos de mídias de pôr fim em diversos períodos de tempo, sejam esses executados de forma manual ou automáticas por agendamento. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 42 de 48 Nas aulas práticas de laboratório, iremos implementar duas soluções distintas. A primeira é uma solução que permite criarmos pontos de restauração em nosso sistema operacional, similar operacional Microsoft Windows. Já a segunda solução é uma solução de backup/restore que irá nos possibilitar realizar backups em mídias externas. 4.6. Dicas e Macetes - Ubuntu Desktop Às vezes precisamos de algumas dicas e macetes para melhorar ainda mais a experiência de nossos usuários em um desktop GNU/Linux. No caso do Ubuntu, vamos apresentar agora algumas muito legais que auxiliam nossos usuários no dia a dia e fazem com que eles se apaixonem com esse maravilhoso sistema operacional. Preparados? Vamos lá... 1ª Dica: Lentidão e travamento as vezes acontecem – neste caso, é interessante que você crie uma tecla de atalho para “matar” o aplicativo que está causando a lentidão ou travamento. Para isso, faça o seguinte: acesse o painel configurações e depois escolha a guia “atalhos de teclado”. Observe que será apresentado vários atalhos configurados para o teclado. Role até o final e clique no sinal de adição “+”. Preencha os campos de acordo com a figura a seguir e depois clique em adicionar. Pronto, agora quando um aplicativo estiver muito lento ou travado, basta pressionar as teclas “ctrl+alt+x” juntas e apontar o mouse até o aplicativo que está apresentando problemas e clicar. Imediatamente o aplicativo será fechado, ou seja, o processo deste aplicativo será fechado. Fazendo uma analogia com o nosso amiguinho Windows, essa ação compara-se ao famoso “ctrl+alt+del”, para abrir o gerenciador de tarefas e posteriormente finalizarmos o aplicativo/processo. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 43 de 48 2ª Dica: Avisos Indesejados – algumas vezes o Ubuntu poderá ficar apresentando para o usuário alguns avisos indesejáveis que, em sua grande maioria, não possuem importância alguma, servindo apenas para “atormentar” a vida do usuário. Para acabar com estes avisos, basta simplesmente acessar o diretório “/var/crash/” e apagar todo o conteúdo contido nesse diretório com o comando “rm”. Exemplo: sudo rm -rf /var/crash/*. 3ª Dica: Acesse o Terminal Shell de forma rápida – há momentos que necessitamos de acessar rapidamente o console (terminal) shell para resolvermos algum problema. Neste caso, para acessar rapidamente o terminal shell, basta utilizar as teclas “ctrl+alt+T” consecutivamente. 4ª Dica: Visualizar arquivos rapidamente – sabe aquele momento em que você precisa visualizar um arquivo pdf ou jpg, mas não quer aguardar o aplicativo ser executado para abrir o arquivo? Pois bem, seus problemas acabaram! Instale o pacote “gnome-sushi” em seu Ubuntu através da Ubuntu Software e pronto! Agora, é só abrir a pasta que contém o arquivo que deseja “espiar” rapidamente, selecioná- lo e depois pressionar a barra de espaço do seu teclado. 5ª Dica: Use os atalhos do teclado – todos nós sabemos que “atalhos” nos ajudam a alcançar um caminho ou resultado de forma mais rápida e econômica. Neste contexto, trabalhar com os atalhos do teclado é algo fantástico que facilita Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 44 de 48 muito o nosso dia a dia e o dia a dia de nossos usuários. Recomendamos que acesse o painel configurações e depois a guia atalho do teclado e conheça/memorize os atalhos. Tenho certeza de que sua produtividade e a produtividade dos usuários irão aumentar. Você também pode personalizar os atalhos para deixá-los ainda mais do jeitinho que gosta. 6ª Dica: Não se acostumou com o LibreOffice? – bem, é comum alguns usuários não se acostumarem com o aplicativo LibreOffice, a suíte de aplicativos similar ao Microsoft Office. Ainda bem que o universo GNU é bastante rico em aplicativos. Além da conhecida suíte OpenOffice, temos também a suíte WPS Office, que possui os mesmos aplicativos do Microsoft Office e uma interface gráfica e funções muito similares a suíte Microsoft Office. Que tal experimentar? Então acesse o site: http://www.wps.com e realize o download do pacote .deb e instale em seu Ubuntu desktop. 7ª Dica: Mantenha o Ubuntu atualizado! – manter o sistema operacional devidamente atualizado evita uma série de problemas relacionados aos bugs nas aplicações e exploração de vulnerabilidades. Sendo assim, além de manter a função de atualização automática devidamente configurada, é interessante que você “analista” mantenha-se informado das atualizações e realize de tempo em tempo, ou assim que uma nova versão for liberada, a atualização da distribuição Ubuntu desktop que está utilizando em seu ambiente. No entanto, atenção! Tenha uma estação de trabalho à parte ou um ambiente de homologação para que as atualizações de versões de distribuição sejam aplicadas, testadas e verificadas antes de serem implementadas no ambiente ou estações de produção. Essa ação garante a integridade do ambiente de produção e evita diversos problemas de incompatibilidade ou bugs do tipo “zero day”, além de proporcionar um melhor entendimento/conhecimento prévio das novidades distribuídas na nova versão. 8ª Dica: Codecs são sempre bem-vindos – às vezes não conseguimos reproduzir determinados arquivos de áudio ou vídeo em nosso sistema operacional, mesmo possuindo um aplicativo próprio para execução desses tipos de arquivos. http://www.wps.com/ Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 45 de 48 Isso acontece porque na maioria dos casos não temos instalado em nosso sistema operacional os “codecs” necessário para a leitura desse arquivo. Parasolucionar esse tipo de problema em nosso Ubuntu desktop, basta abrir o terminal shell e executar o comando: sudo apt install ubuntu-restricted-extras. Isso fará com que diversas bibliotecas de codecs sejam instaladas no Ubuntu desktop, fazendo com que o usuário consiga reproduzir a maioria de formatos de arquivos de áudio e vídeo existentes. 9ª Dica: JAVA e Adobe Flash – lembre-se de instalar o suporte a JAVA e ADOBE FLASH no Ubuntu desktop. Afinal, sabemos que existem diversas aplicações e aplicativos que utilizam dessas duas tecnologias para sua execução e seu bom funcionamento. 10ª Dica: Dê preferência a pacotes .DEB – o sistema operacional Ubuntu tem como arquitetura base a distribuição GNU/Debian em todos os seus aspectos. Sendo assim, na hora que estiver procurando um aplicativo para instalar em seu Ubuntu desktop, procure sempre os pacotes de instalação no formato .deb. Afinal, este é o formato padrão dos pacotes instaláveis dos sistemas operacionais baseados na arquitetura Debian. Não se esqueça de realizar o download do pacote de instalação de acordo com a versão de sua distribuição Ubuntu, dando sempre preferência aquele pacote que seja próprio à versão Ubuntu desktop que está utilizando ou o mais próximo possível, incluindo o tipo de instalação, exemplo i386 (arquitetura 32bits) ou amd64x (arquitetura 64 bits). 11ª Dica: Use Ferramentas de Monitoramento – ferramentas de monitoramento são importantes, pois ajudam a monitorar e compreender a saúde do hardware e do sistema operacional. Por isso, é sempre bom manter algumas dessas ferramentas de monitoramento de CPU, Disco, Performance, Rede, Memória etc. instaladas em nosso Ubuntu. Devido ao universo GNU, será possível encontrarmos na Ubuntu Software diversas suítes de monitoramento de hardware e desktop. Pesquise e faça uma prova de conceito para escolher a que mais lhe agrade. 12ª Dica: Antivírus não é necessário, mas é bom! – mesmo sabendo que o sistema operacional Ubuntu desktop praticamente possui “zero” chance de ser Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 46 de 48 danificado por algum vírus ou código malicioso devido a sua estrutura de permissões e arquivos, é aconselhável que realize a instalação de um aplicativo de antivírus. Essa ação manterá todo o sistema de arquivos e o sistema operacional protegido contra vírus e códigos maliciosos, principalmente quando o Ubuntu, por exemplo, exercer o papel de servidor de arquivos. Vale ressaltar que os grandes players do mercado de desenvolvimento de soluções contra códigos maliciosos, vírus de computador, ransowares, dentre outros já possuem soluções de aplicativos totalmente preparados para serem instalados e executados em plataformas baseadas em GNU/Linux. Ou seja, apresentam pacotes de instalação de seus produtos para dispositivos computacionais que possuem sistemas operacionais Linux. 13ª Dica: Mantenha o sistema operacional limpo – manter o sistema operacional limpo de arquivos inúteis ou temporários é de extrema importância para garantir a performance como um todo. Por isso, não deixe de pesquisar e instalar da loja oficial da Ubuntu a Ubuntu Software aplicativos que irão ajudá-lo a conservar a performance, o espaço em disco e/ou demais itens que fazem parte do sistema. Um exemplo muito bom de aplicativo é o BLEACHBIT, que pode ser instalado através do comando: sudo apt install bleachbit. Com esse aplicativo, você poder realizar uma série de manutenções de limpeza, como limpar arquivos temporários, cache dos navegadores, pacotes de instalação obsoletos etc. 14ª Dica: Use outros navegadores – é comum alguns sites e aplicações web serem incompatíveis com determinados tipos de navegadores. Ter absolutamente um único navegador de internet nem sempre é uma boa opção tendo em vista tais incompatibilidades de aplicativos e sites. Sendo assim, aconselhamos deixar instalado no Ubuntu desktop aplicativos de navegação (browser) de outros desenvolvedores, como por exemplo, o Google Chrome, o Opera Navegator, o ICEq Browser, o Mozilla Firefox (nativo no Ubuntu), dentre outros. Mas lembre-se, instale somente aqueles mais conhecidos por todos nós. 15ª Dica: Root é para quem sabe! – não passe a senha de root e muito menos não dê privilégios de super usuário (root) a usuários comuns. Caso contrário, Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 47 de 48 poderá haver consequências irreversíveis. Isto porque o usuário root possui plenos poderes e acesso a tudo o sistema operacional, incluindo o kernel – a manipulação errada ou incorreta de arquivos, módulos e configurações, podem causar um “crash” no sistema operacional, fazendo com que se perca dados e paralise a estação de trabalho. 16ª Dica: Backup é sempre o melhor remédio – implemente uma rotina de backup dos principais arquivos de configuração do sistema operacional e dados do usuário. Existem diversos aplicativos de backup disponíveis no universo GNU, inclusive demonstramos um deles em uma aula prática. Mantenha as cópias guardadas em segurança, e realize o restore de tempos em tempos em um ambiente de homologação para garantir a salvaguarda dos arquivos e o seu retorno sem problemas quando precisar. Desktop Linux – Ambiente Corporativo – Página 48 de 48 Referências BACON, Jonn. O livro oficial Ubuntu. 2. ed. São Paulo: Grupo A, 2018. BUENO, Fabrício.Ubuntu Linha de Comando. 1. ed. São Paulo: Amazon, 2019. FILHO, Motta. Descobrindo o Linux. 2. ed. São Paulo: Novatec, 2017. MACHADO, Felipe R. Nery. Segurança da Informação – Princípios e controle de ameaças. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Érica, 2014. NEGUS, Cristopher. Linux a Bíblia: o mais abrangente e definitivo. 8. ed. Rio de Janeiro: Atlas Books, 2014. WARD, Brian. Como o Linux funciona. 1. ed. São Paulo: Novatec, 2017.