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CENTRO UNIVERSITÁRIO EURO AMERICANO CURSO DE PSICOLOGIA MARIA EULINA RIBEIRO SALIBA REBOUÇAS A ABORDAGEM COGNITIVA COMPORTAMENTAL E A SÍNDROME DO NINHO VAZIO BRASÍLIA-DF NOVEMBRO/ 2021 CENTRO UNIVERSITÁRIO EURO AMERICANO CURSO DE PSICOLOGIA MARIA EULINA RIBEIRO SALIBA REBOUÇAS A ABORDAGEM COGNITIVA COMPORTAMENTAL E A SÍNDROME DO NINHO VAZIO Trabalho apresentado à disciplina de TCC II do curso de Ensino Superior do Centro Universitário Euro-Americano como requisito da avaliação bimestral. Orientadora: Nathalie Nunes Freire Alves de Medeiros Brasília-DF 2021 RESUMO Palavras-chave: abordagem cognitiva comportamental, síndrome do ninho vazio, depressão, autoestima. ABSTRACT Keywords: INTRODUÇÃO O presente estudo objetiva um busca aprofundamento teórico em torno de processos comportamentais comportamentos que os seres humanos possam se engajar desenvolver durante difíceis processosperíodos de adaptação comem função da saída dos filhos de casa ou a perda de um dos cônjuges. Do ponto de vista da Abordagem Cognitivo ComportamentalPsicologia, pensar a respeito da adaptação evolutiva humana pode implicar na possibilidade de compreensão de fenômenos relacionados a dificuldades e sofrimentos nesses períodos que costumam exercer grande impacto emocional, afetivo e relacional nas vidas das pessoas. São diversos os contextos relacionados às dificuldades enfrentadas em períodos de adaptação, como, por exemplo, aqueles denominados como Síndrome do Ninho Vazio. Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Não entendi O termo ninho vazio é definido por Barber (1989) como uma dificuldade comum da vida adulta, citandorelacionada ao momento de transição entre a saída do último filho de casa oue a morte de um dos cônjuges., pois esse processo envolve separação física e emocional dos filhos. Este período pode gerar para os pais duas formas de reação, sendo elas: o sentimento de liberdade em relação aos deveres e obrigações quanto à criação dos filhos e a dificuldade em lidar com a solidão, acompanhada com o sentimento de não querer que os filhos adquiram independência e liberdade (PAPALIA, 2013). Dentro deste contexto, os pais podem encontrar dificuldades de aceitação, além de sentimentos aversivos que também podem ser observados, como a queda da autoestima, problemas de adaptação e depressão. Sartori (2012) acredita que a terminologia “Ninho Vazio” seria inadequada, já que, em sua concepção, nem todos os pais têm esse sentimento de perda ou a necessidade de tratamento, sendo melhor a utilização da terminologia “pós-paternidade”. os termos usados para relatar esta síndrome “estejam inadequados e que deveria ser adotado o termo pós-paternidade”, pois assim estaria especificando que nem todos os pais têm esse sentimento de perda ou a necessidade de tratamento. Nos últimos anos a frequência em que tem sido identificada a Síndrome do Ninho Vazio (SNV) tem preocupado alguns pesquisadores e tem gerado desentendimentos entre esses casais, já que a mulher passa a se dedicar mais a projetos que possam reestabelecer a sua autoestima e confiança, os homens por outro lado, buscam por atividades no próprio ambiente doméstico (Sartori &; Zilberman, 2009). Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Barber10, em 1989, descreveu o termo ninho vazio como o período compreendido entre o momento em que o último filho que deixa a casa e aquele em que ocorre a morte de um dos parceiros. A autora considera que os estudos deveriam ser longitudinais, pois somente assim seria possível elucidar como se dá essa transição para os pais Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Embora utilizados como sinônimos por diversos autores e pela população em geral, hoje dois termos distintos são aplicados: a síndrome do ninho vazio (SNV), que seria o desconforto emocional dos pais ao verem seus filhos deixando a casa, e o ninho vazio, que descreve o período emocionalmente neutro na mudança de papel dos pais11,12. Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Barber CE. Transition to the empty nest. In: Bahr SJ, Peterson ET. Aging and the Family. 1989:15-32. 11. Barnett EA. La edad critica: the positive experience of menopause in a small peruvian town. Women and Health: Cross Cultural Perspectives. Westpost: Bergin & Garvey. 1988:40-54. 12. Raup JL, Myers JE. The empty nest syndrome: myth or reality? J Counsel Dev. 1989;68:180-3 Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: não entendi a relação Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Você leu isso onde? No original de 1989? em inglês? Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Sartori e Zilberman Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Teoricamente isso é uma coisa boa, por que a preocupação? Carter e McGoldrick (1995), em seus estudos sobre ciclo de vida familiar, inferem afirmam que a família é o lugar que dá origem à história de cada pessoa, é o espaço privado onde se dão as relações mais espontâneas. Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Informações descontextualizadas Sartori (2012) específica que nas mulheres, “o envelhecimento é sinalizado por mudanças hormonais, perda dos atributos estéticos do corpo e aparecimento de sintomatologia psíquica e física, relatada por elas, normalmente, como depressão”. Descrever aqui o porquê da SNV estar relacionada à depressão e baixa auto estima A Terapia Cognitiva Comportamental – (TCC), que é baseada nos preceitos e pressupostos da Abordagem Cognitiva Comportamental, é atualmente uma terapia muito utilizada no tratamento de diversos transtornos psicológicos e tem se mostrado efetiva para no tratamento do transtorno depressivo e de seus sintomas, para auxiliar o paciente no processo de recuperação e melhoria da sua autoestima, da depressão, bem como no tratamento da SNVo ninho vazio, além de ser a terapia com maior amparo empírico (referência?). O presente estudo visa compreender como a abordagem Ccognitivoa Ccomportamental entende a SNVsíndrome do ninho vazio e os seus aspectos, a depressão (e suas particularidades)., através da terapia cognitiva comportamental. Buscando entender do que se trata a síndrome do ninho vazio, sSerão analisados alguns artigos de autores mais citados nestas respectivas áreas e que utilizam à terapia cognitiva comportamental, para especificar padrões de comportamentos e pensamentos dando origem a problemas, indicando, a partir disso, técnicas para alterar essas percepções de forma positiva. Foi identificado que há poucas referências de estudos que abordam a Terapia Cognitiva Comportamental TCC no manejo da síndrome do ninho vazio, por isso surgiu esse questionamento, visto que a TCC é uma das abordagens atuais da psicologia muito utilizada no tratamento de síndromes (Powell, 2008). Síndrome e suas particularidades Muitos autores divergem sobre o que é uma síndrome, mas Gardner (2002) em seu artigo diz que sob a visão da medicina, define uma síndrome, é como um conjunto de sintomas que ocorrem juntos, e que caracterizam uma doença específica, mesmo que aparentemente os sintomas sejam desconectados entre si. Neste sentido, o termo síndrome é mais específico do que o termo relacionado à doença, já que nesta poderá haver muitas causas de uma determinada doença, como: Hepatites, enxaquecas, e etc... Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: explicação confusa No Manual de Diagnóstico e Estatísticoa de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), mais conhecido como DSM-V, (2013) há um sistema de classificação diagnostica para profissionais da área de saúde mental que descreve as características fundamentais de transtornos mentais, como: sintomas, comportamentos, funções cognitivas, traços de personalidade, sinais físicos, combinações de síndromes e durações, dentro outras. Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Você não falou sobre a síndrome Ao analisar comportamentos, a psiquiatria “lança olhares próprios sobre os transtornosmentais, no entanto as diferenças entre os paradigmas não refletem um conflito entre esses dois campos da ciência” (ARAUJO; LOTUFO, 2014), mas sim auxilia o profissional dessa área a identificar comportamentos padrões relativo a transtornos denominados como síndromes. Em estudo desenvolvido sobre a temática, Araújo e Lotufo (2014) notou que observar, descrever e categorizar as enfermidades torna possível identificar sinais e sintomas para a formulação de diagnósticos para a classificação da causa patológica, além de prever a evolução e no planejamento terapêutico. Com a mudança drástica em suas vidas, é importante ressaltar que com o aspecto transitório na dinâmica da família, poderá gerar tanto harmonia quanto estresse entre o casal ocorrendo problemas conjugais como conflitos quando acometidos da síndrome do ninho vazio, neste período, são identificados sintomas relacionados à depressão, mas seriam necessários estudos para esclarecer a natureza dessa associação, já que o problema maior não seria o ninho vazio, mas sim o vazio existencial que fica cada vez mais evidenciado nesse período afetando a auto estima da pessoa. (referência?) Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Justificativa da relação entre depressão e auto estima AUTOESTIMA Quando se fala sobre autoestima percebe-se que além de ser individual, ela está relacionada diretamente com a autoconfiança e a percepção de mundo influenciando nas relações pessoais e interpessoais. O autoconhecimento se faz necessário para que a capacidade de sentir ou apreciar determinadas situações e pensamentos não sejam vistos de forma distorcidas por terceiros. (referência?) Em um sentido mais amplo(de quem?), a autoestima contribui para bem estar, além de proporcionar força e flexibilidade para mudanças que acontecem na vida. Felicíssimo (2013) observou que “a autoestima pode ser definida como os sentimentos e pensamentos que um indivíduo tem em relação a si mesmo. É importante, pois, ajuda o sujeito a agir de forma ativa e positiva perante a vida”. Por outro lado, a baixa autoestima torna as pessoas mais vulneráveis aos acontecimentos adversos do cotidiano, já que não acreditam no seu potencial de enfrentamento. Geralmente esses sentimentos de inferioridade foram construídos ao longo da vida e a baixa autoestima está ligada a uma visão distorcida que temos a respeito da nossa realidade. Beck (2011) afirma que a visão negativa de si mesmo pode inclusive acarretar comportamentos de esquiva em relação a pessoas e situações. Através dessa crença, o indivíduo pode não se sentir pertencente a sua própria realidade. As emoções e pensamentos negativos interferem no cotidiano do ser humano e não somente em relação com o meio, mas também internamente, e a maioria das pessoas não tem consciência de que pensamentos automáticos negativos precedem sentimentos desagradáveis e inibições comportamentais que são desencadeadores do quadro depressivo. No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) (2013) dentro dos critérios para o diagnostico com depressão, não há tópico a respeito de baixa autoestima, mas o documento leva em conta dimensões como o “sentimento de inutilidade” e pensamentos distorcidos que podem prejudicar a autoestima e consequentemente pode provocar a depressão. Ignorar o problema pode fazer com que a pessoa que esteja passando por esse transtorno desperte a sua baixa efetividade no enfrentamento e gerenciamento de problemas, em situações cotidianas mais simples de sua vida, visto que a sua visão sobre o mundo apresenta elementos diferentes e negativos dos demais. Situações envolvidas em períodos de difícil adaptação como as do Ninho Vazio atingem diretamente a autoestima dessas pessoas, uma vez que autoestima está ligada ao bem-estar do ser humano, Sartori e Zilberman (2009) identificaram que as principais emoções envolvidas neste momento de transição são relacionadas à baixa autoestima e depressão. Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: justificativa da relação da depressão e auto estima na SNV Depressão Atualmente a depressão tem sido tema de vários debates nos meios de comunicação e apesar da quantidade de informação vem sendo abordada de forma errônea, sendo confundidas com episódios de tristeza, algumas pessoas imaginam que apenas conversar com alguém acalma seus sentimentos. É necessário que um profissional apto conforme as diretrizes de diagnósticos estabelecidos, como um psicólogo, para classificar determinadas experiências desse sujeito acometido por sentimentos incompreendidos. A depressão pode ter um alto impacto, tanto na vida do paciente quanto na vida dos seus familiares, além de comprometer consideravelmente todos os aspectos da vida desses indivíduos. (POWELL, 2008). Del Porto (1985) relata que os sintomas da depressão são variados e pode ocorrer como resposta a situações estressantes, ou a circunstâncias sociais e econômicas adversas. Como síndrome, a depressão não inclui apenas alterações do humor, mas também deverão estar presentes, alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas. Enquanto doença, a depressão tem sido classificada de várias formas, na literatura atual é mencionada como: transtorno depressivo maior, melancolia, distimia, depressão integrante do transtorno bipolar tipos I e II, depressão como parte da ciclotimia, etc. A Classificação Internacional de Doenças (CID) em sua décima versão do documento (CID-10) é uma importante referência para profissional da saúde, pois permite entender sobre o corpo e da mente humana traçando um perfil para diagnóstico e tratamento de transtornos. A Organização Mundial de Saúde (OMS), (1992) classifica a depressão com o CID-10, o número e a gravidade dos sintomas permitem classificar o episódio depressivo em três graus: leve, moderado ou grave. Episódios depressivos geralmente estão ligados à mudança de humor, perda da vontade de fazer coisas que antes eram importantes e a exaustão, assim como autoestima e autoconfiança reduzidas, perda de peso e da libido. É importante entender o que acontece nos episódios depressivos e seus sintomas é um importante aliado no diagnóstico, sendo necessário observar a sua persistência no período de duas semanas e um deles seja, obrigatoriamente, humor deprimido ou perda de interesse e prazer de fazer algo que mais gosta. O DSM V (2013) sugere que ao menos cinco, de nove sintomas depressivos, devem ser observados no período de pelo menos duas semanas, como: humor deprimido, perda do interesse e do apetite (observando o aumento de peso), alteração na qualidade do sono, da capacidade psicomotora, fadiga, sensação de frustração, redução da capacidade de concentração e pensamentos sobre morte, incluindo: medo de morrer planejamento ou tentativa de suicídio. Aaron Beck concluiu que pensamentos negativos e distorcidos resultam em um transtorno psicológico denominado depressão e que, por sua vez, poderia ser compreendido como fruto de cognições disfuncionais denominando erros cognitivos, além de apresentar relação com o sofrimento e desesperança sendo evidenciados no quadro depressivo, além de estar relacionadas a uma série de sintomas proeminentes na depressão. (Beck, 1967 apud Aquino; Dará; Simeão, 2016). Síndrome do ninho vazio Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Essa parte é da introdução A síndrome do ninho vazio está relacionada à transição dos pais na mudança do ambiente familiar que agora deixa de ser constituída por pais e filhos e passa a se constituído pelo casal, ou com a perda de um deles (esposo/ esposa). Diversos autores fazem uso de dois termos distintos no que se refere a esse assunto, temos o termo: a síndrome do ninho vazio (SNV), como uma dificuldade comum da vida adulta no momento de transição entre a saída do último filho de casa e/ou a morte de um dos cônjuges, e o ninho vazio, que descreve a mudança de papel dos pais. Mas esse assunto ainda é muito discutido e cheio de lacunas, pois alguns acreditam que os dois termos são inadequados e deveriam ser substituídos por pós-paternidade,partindo da ideia que nem todos os pais possuem esse sentimento de perda e que necessita da ajuda de um profissional para lidar com as tais emoções. Ao longo dos anos a SNV era exclusiva das mulheres por estar ligada ao papel de cuidadora dos filhos, pelo fato de que algumas dedicavam exclusivamente, à criação dos filhos e no momento que esses filhos conquistavam autonomia financeira, deixando-as frustradas e experimentando sentimento de frustração, baixa autoestima e situação de sentimentos de depressão. Como apontam Sartori e Zilberman (2009) mesmo trabalhando fora, as mulheres costumam dedicar mais tempo aos filhos. Em alguns estudos recentes, o homem se encaixa no perfil de pessoas que apresentam ocorrência da SNV, como cita Sartori e Zilberman (2009) mudanças no comportamento dos casais podem gerar vários conflitos, na mulher buscam novos projetos com interesses diversos e o homem passa a ter preferência por atividades caseiras. A SNV é uma fase carregada de emoções e ambos os sexos os vivenciam de diferentes formas, buscar ajuda de um profissional para entender sentimentos internalizados e fazendo uso de abordagens cognitivas comportamentais torna mais tranquilo o desafio que é diário na vida de pessoas que lidam com sentimento de perda diariamente. É importante lembrar que o sentimento de satisfação é diferente para cada pessoa e podem ser subjetivas, tendo em vista que a identidade individual define o tipo de abordagem cognitiva a ser utilizada no acompanhamento do paciente organizando de forma estrutural o seu inconsciente. A terapia cognitiva comportamental O conceito de terapia cognitiva de Aaron Beck vem sendo trabalhado ao longo dos anos no intuito de fornecer conhecimento que possa ajudar na reorientação do sistema de crenças dos pacientes em tratamento, tornando possível uma reconstrução reflexiva sobre a sua personalidade, visando superar conflitos típicos da instabilidade da alta modernidade. O criador da TC, Beck foi responsável por revolucionar estudos sobre a mente humana na década de 1960. Além de iniciar uma sequência de experimentos com o objetivo de testar a premissa psicanalítica de que o quadro de depressão é o resultado de uma hostilidade do próprio indivíduo para consigo. Em consequência desse estudo, ficou conhecido como o pai da terapia cognitiva. Os termos terapia cognitiva (TC) e o termo genérico terapia cognitivo-comportamental (TCC) são usados com frequência por Knapp e Beck (2008) como sinônimos para descrever psicoterapias baseadas no modelo cognitivo, a TCC também é utilizada para um grupo de técnicas de abordagem que os psicólogos usam para direcionar paciente em tratamento de síndromes e transtornos, sendo baseadas em evidencias cientificas, estudos e experimentos que visa possibilitar ao paciente reestabelecer, ressignificar e reestruturar comportamentos e pensamentos disfuncionais, tendo como consequência, a solução dos problemas observados durante o acompanhamento. Assim como as outras abordagens da psicologia, a TCC faz uso de estratégias terapêuticas adaptadas a cada subjetividade e sintomas. A terapia cognitiva comportamental busca aliviar as tensões psicológicas ao corrigir as crenças distorcidas e consequentemente eliminar reações excessivas. O autoconhecimento promovido através da terapia possibilita entender situações cotidianas e buscar meios para a superação de conflitos internos que, uma vez não resolvidos, ocasionam sérias consequências no convívio social. Para Jose e Goldfried (2008), se faz fundamental explicar para o paciente o que é uma situação, um pensamento, um comportamento, uma emoção,um sentimento e uma reação fisiológica. Os autores abordam como é importante que o paciente entenda situações externas, conforme o ambiente, a fim de facilitar o entendimento. Comment by NATHALIE NUNES FREIRE ALVES DE MEDEIROS: Redundante. Não entendi a importância. Explicar melhor. Para aumentar a consciência desses pensamentos, as pessoas podem aprender a rastrear tais pensamentos e, com treinamento sistemático, localizar imediatamente antes de uma emoção, um comportamento e uma reação que possam trazer sérias consequências fisiológicas desses pensamentos. Neste sentido, a aceitação tem papel importante para que o paciente entenda que cada pessoa passa por um processo diferente e que pessoa é singular e possui defeitos e qualidades que nos tornam únicos. O terapeuta tem como propósito, entender as ações, pensamentos e o que o seu paciente sente diante das situações da vida, identificando padrões de comportamentos que resultam em traumas agregados durante o ciclo de vida, além de orientar sua substituição por processos mais saudáveis, como a utilização da terapia cognitiva comportamental. . REFERÊNCIAS AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. Porto Alegre: Artmed. (2014). AMERICAN PSYCHIATRY ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-IV). 4th edition. Washington (DC): American Psychiatric Association; 1994. AQUINO, Thiago Antônio Avellar d¹e; Dany Monique Batista Dará2; Shirley de Souza Silva Simeão3. 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