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Fernanda Cardoso Vieira 
 
A face é a superfície anterior da cabeça, da fronte ao queixo e de uma orelha à outra. 
Os ossos da face crescem por mais tempo do que os da calvária. O crescimento do etmoide, das 
cavidades orbitais e das partes superiores das cavidades nasais está quase completo aos 7 anos 
de idade. A expansão das órbitas e o crescimento do septo nasal deslocam as maxilas em sentido 
inferoanterior. 
O couro cabeludo é formado por pele e tecido subcutâneo, que cobrem o neurocrânio 
desde as linhas nucais superiores no occipital até as margens supraorbitais do frontal. 
Lateralmente, o couro cabeludo estende-se sobre a fáscia temporal até os arcos zigomáticos. O 
couro cabeludo tem cinco camadas: 
Pele: fina, exceto na região occipital; contém muitas glândulas sudoríferas e sebáceas, além de 
folículos pilosos. A irrigação arterial é abundante e há boa drenagem venosa e linfática 
Tecido conectivo: forma a tela subcutânea espessa, densa e ricamente vascularizada, bem 
suprida por nervos cutâneos 
Aponeurose epicrânica: a lâmina tendínea larga e forte que cobre a calvária e é o local de fixação 
dos ventres musculares que convergem da fronte e do occipúcio (o músculo occipitofrontal) e 
dos temporais de cada lado (os músculos temporoparietal e auricular superior). Juntas, essas 
estruturas constituem o epicrânio musculoaponeurótico. Todas as partes do epicrânio (músculo 
e aponeurose) são inervadas pelo nervo facial 
Tecido conectivo frouxo: uma camada esponjosa contendo espaços virtuais, que podem ser 
distendidos por líquido em caso de lesão ou infecção. Essa camada permite o livre movimento 
do couro cabeludo propriamente dito sobre a calvária 
Pericrânio: uma camada densa de tecido conectivo que forma o periósteo externo do 
neurocrânio. Está firmemente fixado, mas pode ser arrancado com facilidade do crânio de 
pessoas vivas, exceto nos locais onde é contínuo com o tecido fibroso nas suturas do crânio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
MÚSCULOS DA FACE E DO COURO CABELUDO 
Os músculos da face movimentam a pele e modificam as expressões faciais para exprimir 
o humor, atuam mediante a tração da pele, desenvolvem-se a partir do mesoderma nos 
segundos arcos faríngeos. 
Os músculos do couro cabeludo, da fronte e dos supercílios. O músculo occipitofrontal 
e digástricos são planos, e seus ventres occipital e frontal têm um tendão comum, a aponeurose 
epicrânica. A contração independente do ventre occipital retrai o couro cabeludo e a contração 
do ventre frontal o protrai. Os ventres frontal e occipital agem sinergicamente, criando a 
aparência de surpresa. 
Os músculos da boca,dos lábios e das bochechas ativa ao sorrir, mantém a bochechas 
tensas, evitando seu pregueamento e lesão durante a mastigação. O músculo orbicular da boca 
+ bucinador + língua, evitam o acúmulo de comida na boca. Ajuda no assopro e na sucção. A 
fáscia bucofaríngea sofre espessamento e forma a rafe pterigomandibular. 
* Músculos Elevadores, Afastadores e Eversores do lábio superior; 
* Músculos Depressores, Afastadores e Eversores do lábio inferior; 
* Músculos Orbicular da boca, o Esfíncter ao redor da boca; 
* Músculo Bucinador, na bochecha. 
 
 Classificaçao dos músculos: 
 
Occipitofrontal 
 
Ventre frontal 
Origem: Aponeurose epicrânica 
Inserçao: Pele e tela subcutânea dos supercílios e da fronte 
Açao: Eleva os supercílios e enruga a pele da fronte, protrai o couro cabeludo (indicando 
surpresa ou curiosidade) 
 
Ventre occipital 
Origem: Dois terços laterais da linha nucal superior 
Inserçao: Aponeurose epicrânica 
Açao: Retrai o couro cabeludo, aumenta a eficácia do ventre frontal 
 
Orbicular do olho (esfíncter orbital) 
Origem: Margem orbital medial, ligamento palpebral medial, lacrimal 
Inserçao: Pele ao redor da margem da órbita, lâminas tarsais superior e inferior 
Açao: Fecha as pálpebras: a parte palpebral com suavidade e a parte orbital com firmeza 
(piscar) 
 
Corrugador do supercílio 
Origem: Extremidade medial do arco superciliar 
Inserçao: Pele superior ao meio da margem supraorbital e arco superciliar 
Açao: Leva o supercílio medial e inferiormente, criando rugas verticais acima do nariz 
(interesse ou preocupação) 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
Prócero mais parte transversa do M. nasal 
Origem: Fáscia aponeurótica que cobre o osso nasal e a cartilagem nasal lateral 
Inserçao: Pele da fronte inferior, entre os supercílios 
Açao: Abaixa a extremidade medial do supercílio, enruga a pele sobre o dorso do nariz 
(exprimindo desdém ou aversão) 
 
Parte da asa do nariz mais M. levantador do lábio superior e asa do nariz 
Origem: Processo frontal da maxila 
Inserçao: Cartilagem alar maior 
Açao: Abaixa a asa lateralmente, dilatando a abertura nasal anterior (“alargando as narinas”) 
 
Orbicular da boca (esfíncter oral) 
Origem: Parte medial da maxila e mandíbula, face profunda da pele perioral, ângulo da boca 
Inserçao: Túnica mucosa dos lábios 
Açao: O tônus fecha a rima da boca, a contração fásica comprime e protrai os lábios (ao beijar) 
ou resiste à distensão (ao soprar) 
 
Levantador do lábio superior 
Origem: Margem infraorbital 
Inserçao: Pele do lábio superior 
Açao: Parte dos Mm. dilatadores da boca, retraem (elevam) ou evertem o lábio superior, 
aprofundam o sulco nasolabial (exprimindo tristeza) 
Zigomático menor 
Origem: Face anterior, zigomático 
Inserçao: Pele do lábio superior 
Açao: Parte dos Mm. dilatadores da boca, retraem (elevam) ou evertem o lábio superior, 
aprofundam o sulco nasolabial (exprimindo tristeza) 
 
Bucinador (músculo da bochecha) 
Origem: Mandíbula, processos alveolares da maxila e mandíbula, rafe pterigomandibular 
Inserçao: Ângulo da boca, orbicular da boca 
Açao: Pressiona a bochecha contra os dentes molares, atua com a língua para manter o 
alimento entre as faces oclusais e fora do vestíbulo da boca, resiste à distensão (ao soprar) 
 
Zigomático maior 
Origem: Face lateral do zigomático 
Inserçao: Ângulo da boca 
Açao: Parte dos Mm. dilatadores da boca, elevam a comissura labial — bilateralmente para 
sorrir (felicidade), unilateralmente para zombar (desdém) 
 
Levantador do ângulo da boca 
Origem: Maxila infraorbital 
Inserçao: Ângulo da boca 
Açao: Parte dos Mm. dilatadores da boca, alarga a rima da boca, como ao sorrir com os dentes 
à mostra ou fazer careta 
 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
Risório 
Origem: Fáscia parotídea e pele da boca 
Inserçao: Ângulo da boca 
Açao: Parte dos Mm. dilatadores da boca, abaixa a comissura labial bilateralmente para 
exprimir reprovação (tristeza) 
 
Abaixador do ângulo da boca 
Origem: Base anterolateral da mandíbula 
Inserçao: Ângulo da boca 
Açao: Parte dos Mm. dilatadores da boca, abaixa a comissura labial bilateralmente para 
exprimir reprovação (tristeza) 
 
Abaixador do lábio inferior 
Origem: Platisma e parte anterolateral do corpo da mandíbula 
Inserçao: Pele do lábio inferior 
Açao: Parte dos Mm. dilatadores da boca, retrai (abaixa) ou everte o lábio inferior (“fazer 
beicinho”, tristeza) 
 
Mentual 
Origem: Corpo da mandíbula 
Inserçao: Pele do queixo (sulco mentolabial) 
Açao: Eleva e protrai o lábio inferior; eleva a pele do queixo (exprimindo dúvida) 
 
Platisma 
Origem: Tela subcutânea das regiões infraclavicular e supraclavicular 
Inserçao: Base da mandíbula, pele da bochecha e do lábio inferior, ângulo da boca, orbicular 
da boca 
Açao: Abaixa a mandíbula (contra resistência), tensiona a pele da região inferior da face e do 
pescoço (exprimindo tensão e estresse) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
NERVOS CUTÂNEOS DA FACE E DO COURO CABELUDO 
 
Nervos cutâneos derivados do nervo oftálmico 
Supraorbital 
Maior ramo da bifurcaçãodo N. frontal, aproximadamente no meio do teto da órbita 
Continua anteriormente ao longo do teto da órbita, emergindo através da incisura ou forame 
supraorbital; ascende na fronte, dividindo-se em ramos 
Túnica mucosa do seio frontal; pele e túnica conjuntiva do meio da pálpebra superior; pele e 
pericrânio da região anterolateral da fronte e couro cabeludo até o vértice (linha 
interauricular) 
 
Supratroclear 
Menor ramo da bifurcação do N. frontal, aproximadamente no meio do teto da órbita 
Continua em sentido anteromedial ao longo do teto da órbita, seguindo lateralmente à tróclea 
e ascendendo na fronte 
Pele e túnica conjuntiva da face medial da pálpebra superior; pele e pericrânio da região 
anteromedial da fronte 
 
Lacrimal 
Menor ramo da trifurcação do NC V1, proximal à fissura orbital superior 
Segue em sentido superolateral através da órbita, recebendo fibras secretomotoras através de 
um ramo comunicante do nervo zigomaticotemporal 
Glândula lacrimal (fibras secretomotoras); pequena área de pele e túnica conjuntiva da parte 
lateral da pálpebra superior 
 
Infratroclear 
Ramo terminal (com o N. etmoidal anterior) do N. nasociliar 
Acompanha a parede medial da órbita, passando inferiormente à tróclea 
Pele lateral à raiz do nariz; pele e túnica conjuntiva das pálpebras adjacentes ao canto medial, 
saco lacrimal e carúncula lacrimal 
 
Nasal externo 
Ramo terminal do N. etmoidal anterior 
Emerge da cavidade nasal passando entre o osso nasal e a cartilagem nasal lateral 
Pele da asa do nariz, vestíbulo e dorso do nariz, inclusive o ápice 
 
 
Nervos cutâneos derivados do nervo maxilar 
Infraorbital 
Continuação do NC V2 distal à sua entrada na órbita através da fissura orbital inferior 
Atravessa o sulco infraorbital e o canal no assoalho da órbita, dando origem a ramos alveolares 
superiores; depois emerge através do forame infraorbital, dividindo-se imediatamente em 
ramos palpebral inferior, nasais interno e externo, e labial superior 
Túnica mucosa do seio maxilar; dentes prémolares, caninos e incisivos maxilares; pele e túnica 
conjuntiva da pálpebra inferior; pele da bochecha, região lateral do nariz e região 
anteroinferior do septo nasal; pele e túnica mucosa oral do lábio superior 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
Zigomaticofacial 
Ramo terminal menor (com o N. zigomaticotemporal) do N. zigomático 
Atravessa o canal zigomaticofacial no zigomático no ângulo inferolateral da órbita 
Pele na proeminência da bochecha 
 
Zigomaticotemporal 
Ramo terminal maior (com o N. zigomaticofacial) do N. zigomático 
Envia o ramo comunicante para o N. lacrimal na órbita; depois segue até a fossa temporal 
através do canal zigomaticotemporal no zigomático 
Pele sem pelos na parte anterior da fossa temporal 
 
 
Nervos cutâneos derivados do nervo mandibular 
Auriculotemporal 
Na fossa infratemporal através de duas raízes do tronco posterior do NC V3 que circundam a 
artéria meníngea média 
Segue em direção posterior, profundamente ao ramo da mandíbula e à parte profunda 
superior da glândula parótida, emergindo posteriormente à articulação temporomandibular 
Pele anterior à orelha e dois terços posteriores da região temporal; pele do trago e hélice 
adjacente da orelha; pele do teto do meato acústico externo; e pele da membrana timpânica 
superior 
 
Bucal 
Na fossa infratemporal como ramo sensitivo do tronco anterior do NC V3 
Passa entre duas partes do M. pterigóideo lateral, emergindo anteriormente do revestimento 
do ramo da mandíbula e M. masseter, unindo-se aos ramos bucais do N. facial 
Pele e túnica mucosa oral da bochecha (sobrejacente e profundamente à parte anterior do M. 
bucinador); gengiva bucal adjacente ao segundo e ao terceiro molares 
 
Mentual 
Ramo terminal do N. alveolar inferior (NC V3) 
Emerge do canal mandibular através do forame mentual na face anterolateral do corpo da 
mandíbula 
Pele do queixo e pele; túnica mucosa oral do lábio inferior 
 
 
Nervos cutâneos derivados dos ramos anteriores dos nervos espinais cervicais 
Auricular magno 
Nn. espinais C2 e C3 através do plexo cervical 
Ascende verticalmente através do músculo esternocleidomastóideo, posterior à veia jugular 
externa 
Pele sobre o ângulo da mandíbula e lobo inferior da orelha; bainha parotídea 
 
Occipital menor 
Nn. espinais C2 e C3 através do plexo cervical 
Segue a margem posteriordo músculo esternocleidomastóideo; depois ascende 
posteriormente à orelha 
Couro cabeludo posterior à orelha 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
Nervos cutâneos derivados dos ramos posteriores dos nervos espinais cervicais 
Occipital maior 
Como ramo medial do ramo posterior do N. espinal C2 
Emerge entre o áxis e o M. oblíquo inferior da cabeça; depois perfura o M. trapézio 
Couro cabeludo da região occipital 
 
Occipital terceiro 
Como ramo lateral do ramo posterior do N. espinal C3 Perfura o M. trapézio 
Couro cabeludo das regiões occipital inferior e suboccipital 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
NERVOS DO COURO CABELUDO 
A inervação do couro cabeludo é feita por todos os ramos do nervo trigêmeo. Na região 
posterior às orelhas, a inervação provém dos nervos cutâneos espinais. 
 
NERVOS MOTORES DA FACE 
Os nervos motores da face são o nervo facial para os músculos da expressão facial e a 
raiz motora do nervo trigêmeo/nervo mandibular para os músculos da mastigação (masseter, 
temporal, e pterigóideos medial e lateral). Esses nervos também suprem alguns músculos mais 
profundos. 
 
NERVO FACIAL (Inerva os músculos das expressões faciais) 
A raiz motora do NC VII supre os músculos da expressão facial, inclusive o platisma, 
músculos auriculares, músculos do couro cabeludo e alguns outros músculos derivados do 
mesoderma no segundo arco faríngeo embrionário. Seguindo um trajeto tortuoso através do 
temporal, o NC VII emerge do crânio através do forame estilomastóideo localizado entre os 
processos mastoide e estiloide. Imediatamente dá origem ao nervo auricular posterior, que 
segue posterossuperiormente à orelha para suprir o músculo auricular posterior e o ventre 
occipital do músculo occipitofrontal. 
O tronco principal do NC VII segue anteriormente e é englobado pela glândula parótida, na qual 
forma o plexo intraparotídeo. Este plexo dá origem aos cinco ramos terminais do nervo facial: 
temporal, zigomático, bucal, marginal da mandíbula e cervical. Os nomes dos ramos referem-se 
às regiões que inervam. 
O ramo temporal do NC VII emerge da margem superior da glândula parótida e cruza o arco 
zigomático para suprir os músculos auricular superior e auricular anterior; o ventre frontal do 
músculo occipitofrontal e a parte superior do músculo orbicular do olho. 
O ramo zigomático do NC VII segue através de dois ou três ramos superiormente e inferiormente 
ao olho para suprir a parte inferior do músculo orbicular do olho e outros músculos faciais 
inferiores à órbita. 
O ramo bucal do NC VII segue externamente ao músculo bucinador para suprir este músculo e 
os músculos do lábio superior (partes superiores do músculo orbicular da boca e fibras inferiores 
do músculo levantador do lábio superior). 
O ramo marginal da mandíbula do NC VII supre os músculos risório e do lábio inferior e do 
queixo. Emerge da margem inferior da glândula parótida e cruza a margem inferior da 
mandíbula profundamente ao músculo platisma até chegar à face. 
O ramo cervical do NC VII segue inferiormente a partir da margem inferior da glândula parótida 
e posteriormente à mandíbula para suprir o músculo platisma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
ARTÉRIAS SUPERFICIAIS DA FACE E DO COURO CABELUDO 
 
 Classificaçao de acordo com a origem, trajeto e distribuição: 
 
Facial 
A. carótida externa 
Ascende profundamente à glândula submandibular; espirala-se ao redor da margem inferior 
da mandíbula e entra na face 
Músculos da expressão facial e faceLabial inferior 
A. facial perto do ângulo da boca 
Segue medialmente no lábio inferior 
Lábio inferior 
 
Labial superior 
A. facial perto do ângulo da boca 
Segue medialmente no lábio superior 
Lábio superior e asa (lateral) e septo do nariz 
 
Nasal lateral 
A. facial quando ascende ao longo do nariz 
Segue até a asa do nariz 
Pele na asa e dorso do nariz 
 
Angular 
Ramo terminal da A. facial 
Segue até o ângulo medial do olho 
Parte superior da bochecha e pálpebra inferior 
 
Occipital 
A. carótida externa 
Segue medial ao ventre posterior do M. digástrico e processo mastoide; acompanha o N. 
occipital na região occipital 
Couro cabeludo do dorso da cabeça, até o vértice 
 
Auricular posterior 
A. carótida externa 
Segue posteriormente, profundamente à glândula parótida, ao longo do processo estiloide, 
entre o processo mastoide e a orelha 
Orelha e couro cabeludo posterior à orelha 
 
Temporal superficial 
Ramo terminal menor da A. carótida externa 
Ascende anteriormente à orelha até a região temporal e termina no couro cabeludo 
Músculos faciais e pele das regiões frontal e temporal 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
Facial transversa 
A. temporal superficial na glândula parótida 
Atravessa a face superficialmente ao M. masseter e inferiormente ao arco zigomático 
Glândula parótida e ducto parotídeo, músculos e pele da face 
 
Mentual 
Ramo terminal da A. alveolar inferior 
Emerge do forame mentual e segue até o queixo 
Músculos faciais e pele do queixo 
 
Supraorbital 
Ramo terminal da A. oftálmica 
Segue superiormente a partir do forame supraorbital 
Músculos e pele da fronte e couro cabeludo e túnica conjuntiva superior 
 
Supratroclear 
Ramo terminal da A. oftálmica 
Segue superiormente a partir da incisura supratroclear 
Músculos e pele da fronte e couro cabeludo e túnica conjuntiva superior 
 
 
 
 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
VEIAS DA FACE E DO COURO CABELUDO 
 Classificação de acordo com origem, trajeto, término e área drenada: 
Supratroclear 
Começa no plexo venoso na fronte e no couro cabeludo, através do qual se comunica com o 
ramo frontal da V. temporal superficial, a veia contralateral e V. supraorbital 
Desce perto da linha mediana da fronte até a raiz do nariz, onde se une à V. supraorbital 
V. angular na raiz do nariz 
Parte anterior do couro cabeludo e da fronte 
 
Supraorbital 
Começa na fronte anastomosando-se com a tributária frontal da V. temporal superficial 
Segue medialmente superior à órbita; une-se à V. supratroclear; um ramo atravessa a incisura 
supraorbital e se une à V. oftálmica superior 
V. angular na raiz do nariz 
Parte anterior do couro cabeludo e da fronte 
 
Angular 
Começa na raiz do nariz pela união das Vv. supratroclear e supraorbital 
Desce obliquamente ao longo da raiz e face lateral do nariz até a margem orbital inferior 
Torna-se a V. facial na margem inferior da órbita 
Parte anterior do couro cabeludo e fronte; pálpebras superior e inferior e túnica conjuntiva; 
pode receber a drenagem do seio cavernoso 
 
Facial 
Continuação da V. angular além da margem inferior da órbita 
Desce ao longo da margem lateral do nariz, recebendo as Vv. nasal externa e palpebral 
inferior; depois segue obliquamente através da face para cruzar a margem inferior da 
mandíbula; recebe comunicação da V. retromandibular (depois do que, às vezes, é 
denominada V. facial comum) 
V. jugular interna oposta ou inferior ao nível do hioide 
Parte anterior do couro cabeludo e fronte; 
pálpebras; parte externa do nariz; região anterior da bochecha; lábios; queixo; e glândula 
submandibular 
 
Facial profunda 
Plexo venoso pterigóideo 
Segue anteriormente sobre a maxila, superiormente ao M. bucinador e profundamente ao M. 
masseter, emergindo medialmente à margem anterior do M. masseter para a face 
Entra na face posterior da V. facial 
Fossa infratemporal (a maioria das áreas supridas pela A. maxilar) 
 
Temporal superficial 
Começa a partir do amplo plexo venoso na lateral do couro cabeludo e ao longo do arco 
zigomático 
As tributárias frontal e parietal se unem anteriormente à orelha; cruza a raiz temporal do arco 
zigomático para sair da região temporal e entrar na substância da glândula parótida 
Une-se à veia maxilar posteriormente ao colo da mandíbula para formar a V. retromandibular 
Região lateral do couro cabeludo; face superficial do M. temporal; e orelha externa 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
Retromandibular 
Formada anteriormente à orelha pela união das Vv. temporal superficial e maxilar 
Segue posterior e profundamente ao ramo da mandíbula através da substância da glândula 
parótida; comunica-se na extremidade inferior com a veia facial 
Une-se à V. auricular posterior para formar a V. jugular externa 
Glândula parótida e M. masseter 
 
 
 
Anatomia clinica 
 Lesões do couro cabeludo: Como se originam nas laterais da cabeça, as artérias do couro cabeludo 
são bem protegidas por tecido conjuntivo denso e se anastomosam livremente, um couro cabeludo 
parcialmente descolado pode ser reposicionado com chance razoável de cicatrização desde que um 
dos vasos permaneça intacto. Durante uma craniotomia vinculada as incisões geralmente são 
convexas e voltadas para cima, e a artéria temporal superficial é incluída no retalho de tecido. Muitas 
vezes o couro cabeludo propriamente dito, as três primeiras camadas, é considerado clinicamente 
como uma única camada porque estas permanecem juntas quando se faz um retalho do couro 
cabeludo durante a craniotomia e quando parte do couro cabeludo é arrancada. Os nervos e vasos 
do couro cabeludo entram na parte inferior e ascendem através da segunda camada até a pele. As 
artérias do couro cabeludo levam pouco sangue para a calvária, que é irrigada basicamente pelas 
artérias meníngeas médias. Portanto, a perda do couro cabeludo não causa necrose dos ossos da 
calvária. 
 
 Feridas do couro cabeludo: A aponeurose epicrânica é clinicamente importante. Devido à resistência 
dessa aponeurose, feridas superficiais no couro cabeludo não se abrem, e as margens da ferida são 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
mantidas juntas. Além disso, não são necessárias suturas profundas para feridas superficiais, porque 
a aponeurose epicrânica não permite grande afastamento da pele. As feridas profundas do couro 
cabeludo abrem-se muito quando a aponeurose epicrânica é lacerada no plano coronal. 
 
 Infecções do couro cabeludo: A camada de tecido conjuntivo frouxo é a área de perigo do couro 
cabeludo, porque há fácil disseminação de pus ou sangue nela. A infecção nessa camada também 
pode passar para a cavidade do crânio através de pequenas veias emissárias, que atravessam os 
forames parietais na calvária, e chegam a estruturas intracranianas como as meninges. A infecção 
não passa para o pescoço, porque os ventres occipitais do músculo occipitofrontal fixam-se ao 
occipital e às partes mastóideas dos temporais. Também não se dissemina lateralmente além dos 
arcos zigomáticos, porque a aponeurose epicrânica é contínua com a fáscia temporal que se fixa a 
esses arcos. Uma infecção ou líquido pode entrar nas pálpebras e na raiz do nariz porque o músculo 
occipitofrontal se insere na pele e na tela subcutânea, e não se fixa ao osso. A pele da pálpebra é a 
mais fina do corpo e é delicada e sensível. Em face da natureza frouxa da tela subcutânea nas 
pálpebras, até mesmo uma lesão relativamente pequena ou inflamação pode resultar em acúmulo 
de líquido, que causa edema palpebral. Golpes na região periorbital geralmente causam lesão dos 
tecidos moles porque os tecidos são esmagados contra a margem forte e relativamente saliente. 
Assim, “olhos roxos” (equimose periorbital) podem ser causados por lesão do couro cabeludo ou 
fronte. A equimose decorre do extravasamento de sangue para a tela subcutâneae para a pele das 
pálpebras e regiões adjacentes. 
 
 Cefalematoma: Às vezes, depois de um parto difícil, há sangramento entre o pericrânio e a calvária 
do bebê, geralmente sobre um parietal. O sangue fica aprisionado nessa área, causando um 
cefalematoma. Esse distúrbio benigno costuma resultar de traumatismo no parto, que rompe várias 
e pequenas artérias periosteais que nutrem os ossos da calvária. 
 
 Paralisia dos músculos faciais: A lesão do nervo facial ou de seus ramos causa paralisia de alguns ou 
de todos os músculos faciais no lado afetado (paralisia de Bell). Há flacidez da área afetada e distorção 
da expressão facial, que parece passiva ou triste. A perda do tônus do músculo orbicular do olho 
causa eversão da pálpebra inferior. Assim, o líquido lacrimal não se espalha sobre a córnea, 
impedindo a lubrificação adequada, hidratação e lavagem da superfície da córnea. Isso torna a córnea 
vulnerável à ulceração. A consequente cicatriz na córnea pode comprometer a visão. Se a lesão causar 
enfraquecimento ou paralisia dos músculos bucinador e orbicular da boca, haverá acúmulo de 
alimento no vestíbulo da boca durante a mastigação, em geral exigindo a remoção contínua com um 
dedo. Quando os músculos esfíncteres ou dilatadores da boca são afetados, o deslocamento da boca 
é causado pela contração sem oposição de músculos faciais contralaterais e pela gravidade, 
resultando em gotejamento de alimento e saliva pelo canto da boca. O enfraquecimento dos 
músculos labiais afeta a fala em virtude de redução da capacidade de produzir sons labiais. As pessoas 
afetadas não conseguem assobiar nem tocar um instrumento de sopro. Secam os olhos e a boca com 
frequência com um lenço para limpar o líquido, que escorre da pálpebra e da boca; o líquido e o ato 
de secar constantemente podem resultar em irritação cutânea localizada. 
 
 Neuralgia do trigêmeo: ou tic doulourex é um distúrbio sensitivo da raiz sensitiva do NC V, mais 
frequente em pessoas de meia-idade e idosas. É caracterizada por crises súbitas de golpes 
excruciantes, semelhantes a faíscas. A dor pode ser tão intensa que a pessoa treme; daí o termo 
comum tique (espasmo). Em alguns casos, a dor é tão intensa que ocorrem alterações psicológicas, 
causando depressão e até mesmo tentativas de suicídio. Os paroxismos de dor súbita em caráter de 
punhalada costumam ser desencadeados ao tocar a face, escovar os dentes, fazer a barba, beber ou 
mastigar. Muitas vezes a dor é iniciada tocando-se uma zona de gatilho mais sensível, que 
frequentemente está localizada em torno da ponta do nariz ou na bochecha. Na neuralgia do 
Fernanda Cardoso Vieira 
 
trigêmeo há desmielinização de axônios na raiz sensitiva. Na maioria dos casos isso é causado por 
pressão de uma pequena artéria aberrante. Amiúde, quando a artéria aberrante é afastada da raiz 
sensitiva do nervo V, os sintomas desaparecem. A dor é aliviada com tratamento clínico ou cirúrgico, 
ou ambos. Quando há acometimento do NC V2, foram feitas tentativas para bloquear o nervo 
infraorbital no forame infraorbital com o uso de álcool. Em geral, esse tratamento causa alívio 
temporário da dor. O procedimento cirúrgico mais simples é a avulsão ou secção dos ramos do nervo 
no forame infraorbital. Outros tratamentos empregaram ablação seletiva por radio-frequência de 
partes do gânglio trigeminal por um eletrodo de agulha que atravessa a bochecha e o forame oval. 
Em alguns casos, é necessário seccionar a raiz sensitiva para obter alívio da dor. Para evitar a 
regeneração de fibras nervosas, a raiz sensitiva do nervo trigêmeo pode ser parcialmente seccionada 
entre o gânglio e o tronco encefálico. Os cirurgiões tentam distinguir e seccionar apenas as fibras 
sensitivas para a divisão do NC V envolvido. O mesmo resultado pode ser obtido por secção do trato 
espinal do NC V. Depois dessa cirurgia, há perda da sensibilidade à dor, temperatura e tato leve na 
área de pele e mucosa suprida pelo componente afetado do NC V. Essa perda de sensibilidade 
perturba o paciente, que não reconhece a presença de alimento no lábio e na bochecha ou pode não 
senti-lo na boca no lado da secção do nervo, mas essas incapacidades geralmente são preferíveis à 
dor excruciante. 
 
 Lesões do nervo trigêmeo: causam anestesia difusa com acometimento da metade anterior 
correspondente do couro cabeludo, face exceto uma área ao redor do ângulo da mandíbula, a córnea 
e a conjuntiva, mucosa do nariz, boca e parte anterior da língua. Também há paralisia dos músculos 
da mastigação. 
 
 Herpes-zóster do gânglio trigeminal: A infecção pelo vírus herpes-zóster pode lesar os gânglios 
cranianos. A infecção é caracterizada pela erupção de grupos de vesículas que seguem o trajeto do 
nervo afetado. Qualquer divisão do NC V pode ser acometida, mas a divisão oftálmica é afetada com 
maior frequência. Em geral há acometimento da córnea, o que frequentemente resulta em ulceração 
corneana dolorosa e subsequente fibrose da córnea. 
 
 Carcinoma espinocelular do lábio: geralmente ocorre no lábio inferior. A exposição excessiva à luz 
solar durante muitos anos é um fator comum nesses casos. A irritação crônica causada pelo hábito 
de fumar cachimbo também contribui. As células cancerosas da parte central do lábio inferior, do 
assoalho da boca e do ápice da língua disseminam-se para os linfonodos submentuais, enquanto as 
células cancerosas de partes laterais do lábio inferior drenam para os linfonodos submandibulares.

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