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Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Disciplina: Farmacognosia
RELATÓRIO DA EXTRAÇÃO E ANÁLISE DE SAPONINAS
Aluna: Larissa Oliveira de Souza
Matrícula: 21953144
Manaus, AM
2022
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Disciplina: Farmacognosia
1. Introdução
Saponinas são glicosídeos de esteróides ou de terpenos policíclicos. É uma
estrutura com caráter anfifílico, parte da estrutura com característica lipofílica
(triterpeno ou esteróide) e outra hidrofílica (açúcares). Essa característica determina
a propriedade de redução da tensão superficial da água e suas ações detergentes e
emulsificante . São classificadas de acordo com o número fundamental da aglicona,
e também, pelo seu caráter ácido, básico ou neutro. Assim, quanto a aglicona,
denominam-se saponinas esteroidais e saponinas triterpênicas.
A Centella asiatica (L.) Urban, também conhecida pelos nomes comuns de brahmi,
kola, centella, antanan gotu e pegaga. Consiste em uma planta herbácea de
pequeno porte, anual, proveniente da família Apiaceae nativa do sul/sudeste
asiático, onde é amplamente utilizada no tratamentos contra problemas circulatórios
e celulite, mas tem extensivo uso como planta medicinal na medicina chinesa.
A caracterização das saponinas em uma amostra vegetal pode ser feita, com base
na consequência da ação tensoativa de seus glicosídeos, onde busca-se investigar
o poder espumante ou hemolítico de um macerado ou decocção aquosa da droga.
(Farmacopéia Brasileira, 6° edição)
2. Objetivos
Extração e análise das saponinas a partir da Centella asiática. Quais procedimentos
devem ser seguidos a fim de esmerilar o poder espumante de um decocto da
Centella asiática.
3. Materiais e métodos
Materiais
1. 10 tubos de ensaio, com as seguintes dimensões: 16 mm de diâmetro por 16 cm
dealtura;
2. Balão volumétrico de 100ml;
3. Béquer;
4. Pipeta graduada;
5. Balança Analítica;
6. 200ml de água destilada/purificada;
7. Instrumento que seja capaz de realizar aquecimento, a fim de realizar uma
decocção
da droga vegetal;
8. 1g da droga vegetal;
9. Papel de filtro ou algodão;
10. Proveta
11. Funil de vidro (para realizar a filtração)
12. Cronômetro;
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Disciplina: Farmacognosia
Métodos
1. Começar sempre e evidentemente pesando 1g da droga vegetal;
2. Adicionar cerca de 50 ml de água destilada para promover a extração da droga
vegetal;
3. Verter a solução;
4. Levar à fervura branda por 10 minutos a partir do método de decocção;
5. Após esse tempo filtrarmos o extrato com algodão ou com papel de filtro, com o
auxílio de um funil de filtro, servindo como apoio, realizando tal ação diretamente
num balão volumétrico de 100 ml;
6. Adicione o restante em água, completando o balão de 100 ml;
7. Transfira aproximadamente 60 ml da solução presente no balão volumétrico para
um béquer;
8. Com o auxílio de uma pipeta graduada, transfira progressivamente as seguintes
proporções, para os seguintes tubos de ensaio
9. Com o auxílio de uma outra pipeta graduada, adicione em cada tubo a solução
que necessita até completar 10 ml como uma solução total.
10. Após adição de água destilada como citado anteriormente, observa-se uma
diferenciação clara em relação ao gradiente de cor, e altura do líquido semelhante
entre outros os outros tubos;
11. Será realizado o teste de formação de espuma:
● Deve-se agitar igualmente cada um dos tubos por cerca de 15 segundos
● Realizar a medição de altura da espuma de cada tubo.
Resultados e discussão
Caso a altura da espuma de todos os tubos seja inferior a 1cm significa que o índice
de espuma é menor do que 100, se a altura da espuma em qualquer um dos 10
tubos for de 1 cm significa que a diluição do material vegetal nesse tubo é o índice
observado, entretanto, caso esse tubo seja o primeiro ou o segundo na série de 10
tubos, é necessário que seja realizada uma diluição intermediária pelo mesmo
método que foi efetuado anteriormente, com o intuito de obter-se um resultado mais
preciso. Porém, caso a altura da espuma seja superior a 1 cm em todos os tubos
significa que o índice de espuma é maior do que 1000, quando tem-se esse
resultado, a determinação deve ser realizada com uma nova sequência de diluições
para que se obtenha um resultado mais preciso. Esse índice de espuma é
contabilizado a partir da equação 1000/A, onde A é o volume em mililitros do
decocto utilizado no preparo da diluição no tubo em que a espuma foi observada e
analisada.
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Disciplina: Farmacognosia
Referências
1. CASTEJON, Fernanda Vieira. Taninos e saponinas. Seminário apresentado
junto à disciplina Seminários Aplicados do Programa de
Pós-Graduação–Universidade Federal de Góias, Goiânia, v. 30, p.
1292-1298, 2011.
2. Farmacopeia Brasileira, volume 1. 5a Ed. Brasília, 2010b. ANVISA. AGÊNCIA
NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.
3. AUGUSTIN, Jörg M. et al. Molecular activities, biosynthesis and evolution
oftriterpenoid saponins. Phytochemistry, v. 72, n. 6, p. 435-457, 2011.
4.

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